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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

FACULDADE DE ENGENHARIA AGRÍCOLA

FA 025/425- PRINCÍPIOS DE INSTRUMENTAÇÃO, AQUISIÇÃO E


PROCESSAMENTO DE DADOS

Instrumentação para
Medição de
Pressão (2)

Profa. Bárbara Teruel (barbarat@feagri.unicamp.br )

2010
Sensores de pressão

Barômetro de mercúrio
Pressão atmosférica Barômetro Aneróide
Medidores de peso morto
Medidores de pressão mecânicos

Tubo em U, reto e inclinado (líquidos)


Bourdon (elásticos)
Medidores de pressão Manômetros Fole ou Diafragma
mecânicos Cápsula

Transdutores resistivos
Transdutores tipo strain gauge
Transdutores elásticos Transdutores capacitivos
e elétricos Transdutores piezelétricos
Transdutores magnéticos
Medida de pressão usando Elementos
Elásticos
Transdutor eletro-mecânico Transdutor elétrico
- Os transdutores elétrico-eletrônicos requerem alimentação externa e têm
arranjos típicos de montagem

- As deformações dos elementos elásticos são, em última instância,


detectadas por uma ponte de Wheatstone.
- As pontes detectam variações de resistência, capacitância ou indutância
Princípio físico
- O elemento elástico mais empregado para a transdução de
pressão é o diafragma.
- O diafragma se deforma devido a diferença de pressão a que
os dois lados do diafragma estão submetidos.
- A deformação do diafragma pode ser detectada por sensores
resistivos (strain gages ou extensômetros), capacitivos ou
indutivos.
- O circuito utilizado para detecção destas grandezas é a
ponte de Wheatstone.
- O strain gauge deve ser capaz de medir tanto a deformação tangencial
quanto a radial do diafragma.
- A deformação tangencial é nula nas extremidades atingindo um
máximo positivo no centro.

- Deformação radial – nas bordas atinge um máx negativo e no centro


uma máx positivo

P - diferença de pressão
R - raio do diafragma
N - coeficiente de Poisson
t - espessura do diafragma
E - módulo de elasticidade.
Elementos elásticos
Pressostato
- Instrumento de construção variada que detecta a ocorrência de uma
variação de pressão.
-São utilizados em válvulas ou bombas, abrindo ou
fechando automaticamente, quando a pressão aumenta ou diminui,
com relação ao valor de set-point.
- Possuem uma entrada para tomada de pressão e suma saída tipo
contato seco (SDST, SPDT, DPDT, etc.)
- Normalmente são dispositivos eletromecânicos. Porém, alguns
fabricantes, possuem modelos eletrônicos.
- Podem medir pressão absoluta, manométrica ou diferencial.
-Devem possuir um ajuste para set-point e outro para zona-morta ou,
ajuste do limite inferior e do limite superior para sua atuação.
- Podem ter como elementos sensíveis diafragmas, fole ou tubo de
Bourdon.
Princípio de funcionamento

- Os ajustes fazem-se atuando em braços de alavancas mecânicas, os


quais estão ligados aos elementos sensíveis, bem como pelo ajuste da
tensão das molas opositoras.
- A aplicação destes aparelhos faz-se para regulação, segurança ou
simplesmente como alarme.
Pressostato/Vacuostato Série PEN-M5

- Conversor pneumático-elétrico que, no mesmo produto,


apresenta as possibilidades de monitoramento de:

•Sinais de pressão;
•Sinais de pressão diferencial;
•Sinais de vácuo.

- Excelente para utilizações em ambientes agressivos

https://enep.festo.com
Pressostato - Pressão -1 ... 8 bar
- Tensão 12 ... 30 V c.c.
- PNP https://enep.festo.com
- Indicador do status de comutação
- Ponto de comutação regulável.
Série PEV-1/4

- Facilidade de instalação e robustez são benefícios agregados a


este produto.

- Fornecido com rosca R1/4, permite a instalação diretamente na


unidade de tratamento de ar.

- Possibilidade de ajuste da histerese.

- Alimentação corrente contínua ou alternada.

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Pressostato/Vacuostato Eletrônico Série SDE5

- Alternativa econômica e moderna de monitoramento de


linhas de ar comprimido de pressão ou vácuo.

- Emprega alta tecnologia, que permite a obtenção de um


ponto de ajuste de pressão facilmente regulável e de
excelente repetibilidade.

- Possui design compacto que reduz significativamente o


espaço destinado para montagem.

- Variedade de modelos e formas de parametrização do


modo de comutação.

- Apresenta conexões incorporadas em seu corpo que


minimizam o tempo de instalação e eventuais paradas de
manutenção.

https://enep.festo.com
Pressostato, Vacuostato, Manômetro Digital e Transmissor
de Pressão Eletrônico com display digital Série SDE1

- Oferece as funções de monitoramento e sensoriamento


garantindo maior produtividade e rápido comissionamento no
sistema supervisionado.
- Inteligente e fácil de usar;
- Através de um amigável e rápido procedimento de
programação, permite o set-up das condições necessárias;
- Compacto e robusto;
- Desenvolvido com grau e proteção IP65 permite a utilização
em ambientes agressivos necessitando de pequenos espaços
para instalação.
- Flexibilidade;
- Várias formas de fixação: Trilho DIN, Porta de painel, Direto na
unidade de ar;
- Saídas e conexões elétricas: PNP, NPN, 0 a 10V, 4 a 20mA,
M8, M12;
- Boa Visualização: Display digital, LCD ou Backlit LCD;
- Opções para monitoramento de vácuo, pressão e pressão
diferencial.
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Transmissor de Pressão Série SDE

-Transmissores eletrônicos de pressão geram um sinal


elétrico analógico (corrente ou tensão) proporcional ao valor
de pressão a que são submetidos.
- São ideais para aplicações que requerem medição,
monitoramento e/ou controle apurado de processos.
- Diversidade de escalas de pressão de entrada e sinais
analógicos correspondentes;
- Grau de proteção IP65 - Possibilidade de montagem no
campo e próximo do sistema controlado;
- Precisão de 0,5% garante a eficiência do sistema
controlado.

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Transdutores elétricos de pressão

- A evolução da tecnologia possibilitou o desenvolvimento de dispositivos mais


avançados do que os simples indicadores locais de pressão.
- Os transdutores (ou sensores) elétricos de pressão convertem os valores em
grandezas elétricas que são usadas, local ou remotamente, para leitura e/ou
controle de processos.

- Transdutores potenciométricos
- Transdutores capacitivos
- Transdutores de deformação
- Transdutores óticos
- Transdutores indutivos
- Transdutores piezelétricos
Transdutores potenciométricos
- Um fole (ou tubo de Bourdon) aciona um potenciômetro que converte os
valores de pressão em valores de resistência elétrica.
- São de baixo custo, podem operar sob diversas condições, o sinal pode ter
intensidade boa, dispensando amplificações.
- Mas o mecanismo produz desvios inerentes e têm alguma sensibilidade a
variações de temperatura.
-Há também o desgaste natural do potenciômetro.
- Em geral usados para pressões de 0,035 a 70 MPa.
- Precisão na faixa de 0,5 a 1% do FE sem considerar as variações de
temperatura.
Transdutores capacitivos
-O diafragma funciona como armadura comum de dois capacitores em série.
-O deslocamento do diafragma devido à variação de pressão resulta em aumento da
capacitância de um e diminuição de outro.
- E um circuito oscilador pode detectar essa variação.
- Pode ser singelo com uma das câmaras fechada.
- Usados para pressões desde vácuo até cerca de 70 MPa. Diferenças a partir de
aproximadamente 2,5 Pa.
- Precisão de até 0,01 % do FE.
- Boa estabilidade térmica. Utiliza um diafragma dielétrico e
duas placas metálicas. Quando há
uma diferença de pressão através
do conjunto, o diafragma se
deforma alterando a distância entre
as placas e, conseqüentemente,
modificando a capacitância do
circuito.

C - capacitância
A - área das placas
D - distância entre as placas, e
e - constante dielétrica
Transdutor de deformação

-Usa um sensor tipo strain gauge para indicar a deformação do diafragma


provocada pela pressão.
- Pode medir pressão diferencial ou ter construção singela, para apenas uma
entrada.
- Precisão até aproximadamente 0,25% do fundo de escala.
- Há tipos para as mais diversas faixas de pressões (0,001 a 1400 MPa).
Transdutores óticos
-Um anteparo conectado ao diafragma aumenta ou diminui a intensidade de
luz, emitida por uma fonte (led), que um fotodiodo recebe.
- Um circuito eletrônico completa o dispositivo.
- Em geral, há um segundo fotodiodo que serve de referência para compensar
variações da luminosidade da fonte com o tempo.
- Têm boa precisão e elevada estabilidade térmica.
- São compactos e requerem pouca manutenção.
- Precisão cerca de 0,1% do fundo de escala.
- Pressões de 0,035 a 400 MPa.
Transdutores indutivos
- O núcleo de um transformador se move de acordo com a pressão sobre o diafragma.
- Supondo uma situação inicial simétrica, se uma tensão alternada é aplicada no
primário, a tensão de saída será nula porque os secundários estão ligados em
oposição.
- O desequilíbrio provocado pelo movimento do diafragma aumenta a tensão em um
secundário e diminui no outro e o circuito transforma isso em sinal correspondente à
pressão.
- Denominado LVDT (Linear Variable Differential Transformer), ou seja, transformador
linear diferencial e variável.
- A estabilidade térmica é boa, mas são sensíveis a campos magnéticos e a vibrações.
- Pressões nas faixas de 0,2 a 70 MPa.

- Utiliza uma bobina primária, uma


secundária e um núcleo magnético que
localiza-se entre as duas bobinas.
-O núcleo é conectado um sensor de
pressão (p.e. diafragma) e quando ocorre
uma variação da pressão, este núcleo se
movimenta e altera o número de espiras
induzidas, variando conseqüentemente
a voltagem de saída do circuito.
Vantagens

-Não possui partes móveis (não há atrito entre as partes móveis);

-Possibilita o monitoramento contínuo da pressão;

-Consegue indicar uma alteração da pressão com uma pequena deflexão


do diafragma/fole, e tem resposta linear para pequenos deslocamentos;

- Pode medir diferenças de pressão de 0,001 polegadas de água se um


diafragma bem fino e grande é utilizado.
Transdutores piezelétricos
- Utilizados também na medição de acelerações;
- A largura de banda não contém freqüências próximas de zero.
- A freqüência mínima destes dispositivos corresponde a uma fração
pequena de Hertz, e a constante de tempo é grande.

uo- tensão de saída


p- pressão aplicada

Medem a pressão através da deformação


de cristais piezelétricos, os quais geram
uma diferença de potencial ou carga
eletrostática quando
tencionados/pressionados ao longo de
planos específicos de tensões.
Transdutores piezelétricos

- Usam o efeito de mesmo nome para gerar o sinal elétrico.


- São sensíveis a variações de temperatura e a instalação requer cuidados
especiais.

Materiais mais utilizados

- Cristais de quartzo, o sal de rochelle, o ADP (Amônia Dihidrogenada de


fosfato) e titânio de bário.
Equações de cálculo

Carga induzida sobre o cristal é proporcional à força aplicada:

Q=D·P

D - sensibilidade de carga
P - pressão aplicada

- A voltagem (E) que resulta da aplicação da pressão é calculada pela

E=G·t·P

t - espessura do cristal
G - sensibilidade de tensão
P - pressão aplicada
Vantagens

- Boa resposta em freqüências até 200 Hz.


- Recomendados para a medição de pressão transiente.
- São utilizados em túnel de vento, tubos de choque e equipamentos
sismográficos, onde eventos podem durar até microssegundos.

Desvantagens

- São sensíveis à variação de temperatura, a vibração mecânica e ao ruído


externo.
- São inadequados para a medição de pressão estática.
Sensor Magnético de Pressão
-São divididos em dois tipos conforme o princípio de funcionamento;
- Indutância variável ou relutância variável
- Podem ser utilizados diafragmas, foles, manômetros do tipo U, Bourbons, para
obtenção do sinal de pressão.

e - voltagem de saída
N - número de espiras induzidas

- variação do fluxo magnético


Sensor Magnético de Pressão
Fio ressonante

- Um fio metálico, com uma extremidade presa no diafragma, é mantido sob tensão
pelo efeito de uma mola.
- Um deslocamento do diafragma varia a tensão no fio e, por conseqüência, sua
freqüência de ressonância.
- Uma bobina próxima e um circuito apropriado detectam a variação e a convertem
em sinal elétrico.
- Fabricados para faixas desde pequenas pressões até cerca de 40 MPa.
- Têm alguma sensibilidade a variações de temperatura, a vibrações e a choques.
- A saída não é linear e deve ser compensada pelo circuito.
Resumo das características de diferentes tipos de
sensores de pressão
Sites

www.omega.com
www.precomusa.com
www.exacta.ind.br
www.iwz.at
www.amperesautomation.hpg.ig.com.br
www.instrutemp.com.br
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

- Doebelin, E. O ,1990, Measurement Systems – Application and Design, 4th Ed.,


McGraw-Hill, New York.
- Bega, E.; Delmée, G.J.; Conh, P.E.; Koch, R.; Finkel, V. S. Instrumentação Industrial.
Editora Inter-ciência. SP.2003. 541 p.
- Benedict, R. P., 1984, Fundamentals of Temperature, Pressure and flow
Measurements, 3rd Ed., John Wiley & Sons, New York.
- Silva, G. Instrumentação Industrial- FXS, Gestão de Marketing, Ltda. Portugal, 2005.
770 p.
-Regazzi, R. Pereira, S. P.; Silva Jr., F. M. Soluções Práticas de Instrumentação e
Automação. Editora 3R.KW. 2005. 350 p.
- Intelligent Instrumentation, Microprocessor applications in measurement and
control, George C. Barney, Prentice Hall
- Engineering Instrumentation and Control, J.A. Haslam, G.R. Summers, D. Williams
- The Temperature Handbook, OMEGA