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Módulo “Organização de Emergência”

Curso de Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho

Organização da Emergência
Introdução

Pedro Lainho JUL 2005 1

Módulo “Organização de Emergência”

Introdução
– ACIDENTE GRAVE –
Curso de Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho

Acidente grave industrial é um acontecimento,


tal como uma emissão de substâncias, um incêndio ou
uma explosão de proporções graves, resultante de
desenvolvimentos incontrolados ocorridos durante o
funcionamento de um estabelecimento, que constitua
perigo grave, imediato ou retardado, para a saúde
humana e/ou para o ambiente e/ou património
edificado na envolvente, que envolva uma ou mais
substâncias perigosas.
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Introdução
– ACIDENTE GRAVE –
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Dependendo dos riscos e da perigosidade das


substâncias perigosas presentes num estabelecimento,
os tipos de acidentes graves que podem ocorrer são
incêndios e explosões, libertação de gases tóxicos ou
derrames de substâncias perigosas.

São resultado, tanto do extravasar das


substâncias, como de eventuais reacções químicas que
podem resultar na formação de outros produtos.
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Introdução
– ACIDENTE GRAVE –
No caso de incêndios e explosões, as ondas de
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radiação térmica e de sobrepressão são causadoras de


danos na população e no património edificado, podendo
atingir distâncias relativamente grandes.
Quando se verifica a libertação de gases, é a
população que apresenta maior vulnerabilidade, numa
extensão geralmente maior.
No caso de derrames, será principalmente
afectado o ambiente, nomeadamente os recursos
hídricos e o solo.
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Introdução
– ACIDENTE GRAVE –
A probabilidade de que aconteçam estes
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acidentes e de que as suas consequências sejam graves


ou mesmo irreparáveis, dependem das características
e quantidades da ou das substâncias envolvidas, as
condições de manipulação, a natureza dos processos
associados e as condições das populações
potencialmente expostas.
As consequências destes acidentes depende em
grande parte da eficiência na actuação frente a estas
emergências.
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Introdução
– ACIDENTE GRAVE –
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Os acidentes químicos são basicamente de dois


tipos:

AGUDOS
AGUDOS

CRÓ
CRÓNICOS
CR

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Introdução
– ACIDENTE GRAVE –
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Os acidentes agudos estão associados com a


explosão, fuga, derramamento ou incêndio de uma ou
mais substâncias químicas dentro de uma instalação,
tal como uma fábrica ou um armazém, ou durante o
transporte. Os seus efeitos são imediatos. Geralmente
estes acidentes são motivo de uma ampla cobertura
nos meios de comunicação social porque causam um
dano considerável e às vezes afectam um número
significativo de pessoas.
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Introdução
– ACIDENTE GRAVE –
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Os acidentes crónicos estão associados com a


emissão contínua para o ambiente, por um tempo
prolongado, de uma substância que causa a contaminação da
água, incorpora-se na cadeia alimentar ou contamina os
solos e/ou os alimentos da região. Os acidentes deste tipo
são difíceis de controlar oportunamente, uma vez que seus
efeitos podem demorar anos até serem evidentes. Nestes
casos também é muito difícil determinar com certeza o
número de vítimas e a magnitude dos efeitos adversos a
longo prazo sobre o ambiente e a saúde.
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Introdução
– ACIDENTE GRAVE –
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Exemplos de acidentes agudos, infelizmente


abundam na literatura mundial.
Pode-se referir por exemplo:
• Chernobyl
• Bhopal
• Basileia
• Guadalajara no México
• Goiânia no Brasil
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Introdução
– ACIDENTE GRAVE –
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Apesar da lista infindável de acidentes


industriais graves, há um que foi
extremamente importante:

SEVESO

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Curso de Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho ICMESA – SEVESO - Itália

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Introdução
– SEVESO –
em Seveso – cidade italiana perto de Milão, no
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dia 10 de Julho de 1976, sábado, ocorreu o


sobreaquecimento de um dos reactores da fábrica de
desfolhante (o tristemente famoso agente laranja da
Guerra do Vietname) libertou uma densa nuvem que,
entre outras substâncias, continha dioxina, produto
químico muito venenoso.
Foram libertados cerca de 2Kg de dioxina
(triclorodioxina TCDD), através de uma válvula
defeituosa.
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SEVESO - Itália
A fábrica não dispunha de sistema de alerta nem
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planos de alarme às populações.


O Prefeito local, avisado com 27 horas de
atraso, não foi informado que se tratava de uma fuga
de dioxina.
Repentinamente, pássaros atingidos pela nuvem
tóxica, começaram a cair do céu e crianças foram
hospitalizadas com diarreia, enjoos e irritação na pele.

NOVE dias depois do acidente, mencionou-se


pela primeira vez a palavra DIOXINA.
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SEVESO - Itália
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SEVESO - Itália
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A fábrica foi interditada quando a nuvem já


tinha atingido cerca de 30 mil habitantes das
redondezas.
Uma área de 1800 hectares de terra estava
contaminada e 75.000 animais morreram ou tiveram de
ser abatidos.
O solo contaminado, foi removido e selado em
duas bacias de betão do tamanho de um campo de
futebol.
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Curso de Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho SEVESO - Itália

O número de vítimas de doenças cardíacas e


vasculares, aumentou drasticamente em Seveso.
Os casos de morte por leucemia duplicaram e
triplicaram as ocorrências de tumores cerebrais.
Os casos de cancro do fígado e da vesícula
multiplicaram-se dez vezes e aumentou o número
de mortes em decorrência de doenças de pele.
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SEVESO - Itália
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SEVESO - Itália
A consequência que melhor se conhece relativamente
ao acidente de Seveso foi o impulso que deu à criação da:
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DIRECTIVA SEVESO
Na Comunidade Europeia, após uma explosão numa
fábrica química (Nypro, Lda.) no Reino Unido em 1974,
tinham-se iniciado discussões urgentes, acerca de um novo
regulamento abrangente, para garantir a segurança de
instalações arriscadas.
Nos dois anos que se seguiram, aconteceram na CE,
mais três acidentes químicos sérios: em Beek (Holanda,
1975), Manfredonia (Italia 1976), e finalmente Seveso.
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Organização da
Emergência

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Enquadramento Legal
Dec.-Lei 441/91 – (em caso de perigos graves e eminentes)
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• Atribui ao empregador – “adopção de medidas…” (artº 8º)


• Ao trabalhador – “adoptar as medidas e instruções estabelecidas” (artº 15º)

 Dec.-Lei 26/94
• Atribui à actividade de segurança, higiene e saúde do trabalho “a organização dos
meios destinados à prevenção colectiva e individual, e coordenação das medidas a
adoptar em caso de perigo grave e eminente” (artº 16º)

 Dec.-Lei 69/2003 (disciplina a actividade industrial)


• Remete para o Dec.-Lei 164/2001 (prevenção de acidentes industriais graves) e
69/2000 e 194/2000 (declaração de impacte ambiental e licença ambiental) que
implicam o estudo do risco e implementação de sistemas de gestão de emergência
para determinadas empresas de risco.

Empresas com Sistemas de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho e ou


Ambiental.
• Dispôr do Plano de Emergência (OHSAS 18001 NP 4397, BS8800, …e ISO 14000)
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Enquadramento Legal
Plano de Emergência Obrigatório
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 Estabelecimentos comerciais nas seguintes condições (Portaria 1299/2001)


• Área total ≥ 300 m2 (independentemente de estar afectar a atendimento ao
público);
• Vendam substâncias ou preparações perigosas , independentemente da área;
• Centros Comerciais;
• Estabelecimentos de prestação de serviços com área ≥ 300 m2.

 Estabelecimentos de tipo Hospitalar – inclui unidades prestadoras de


cuidados de saúde (Portaria 1275/2002)

 Estabelecimentos Escolares c/ lotação ≥ 500 pessoas (Portaria 1444/2002)

 Estab. tipo Administrativo c/ lotação ≥ 500 pessoas (Portaria 1276/2002)

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Enquadramento Legal
Plano de Emergência Obrigatório
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 Empreendimentos turísticos (Portarias 1457/95, 1063/97 e 1064/97)


• Estabelecimentos hoteleiros;
• Meios complementares de alojamento turístico;
• Parques de campismo públicos;
• Conjuntos turísticos.

 Recintos de espectáculos e de divertimentos (Dec. Regulamentar 34/95)

 Recintos de diversões aquáticas (Dec. Regulamentar 5/97)

 Industrias extractivas e de perfuração (portarias 197/96 e 198/96)

 Estabelecimentos industriais tipo 1 e 2 (D.L. 69/2003 e Dec.Reg. 8/2003)


• De acordo com D.L. 164/2001 e D.L. 69/2000 e D.L. 69/2003
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Enquadramento Legal
Protecção Civil
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A protecção civil é a actividade desenvolvida


pelo estado e pelos cidadãos com a finalidade de
prevenir os riscos colectivos inerentes a situações
de acidente grave, catástrofe ou calamidade, de
origem natural ou tecnológica, e de atenuar os
seus efeitos e socorrer as pessoas em perigo,
quando aquelas situações ocorram.

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Enquadramento Legal
Protecção Civil
Os domínios de actuação da protecção civil, são os seguintes:
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 Levantamento, previsão, avaliação e prevenção de riscos colectivos de


origem natural ou tecnológica;

 Análise permanente das vulnerabilidades;

 Informação e formação das populações

 Planeamento de emergência, visando a busca, o salvamento, a prestação do


socorro e assistência, bem como a evacuação, alojamento e abastecimento
das populações;

 Inventariação de meios e recursos;

 Estudo e divulgação de formas adequadas de protecção de edifícios, bens


culturais, instalações de serviços essenciais e recursos naturais.
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Enquadramento Legal
Protecção Civil
Órgãos de Protecção Civil
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Centros de Operações de Emergência, aos níveis nacional,


regional, distrital e municipal.
Agentes de Protecção Civil
 Serviço Nacional de Bombeiros
 Guarda Nacional Republicana
 Polícia de Segurança Pública
 Forças Armadas
 Sistemas de Autoridade Marítima e Aeronáutica
 Instituto Nacional de Emergência Médica
 Cruz Vermelha Portuguesa
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Directiva SEVESO
82/501/CEE

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Directivas SEVESO
LEGISLAÇÃO
DIRECTIVA BASE Obs.
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NACIONAL
82/501/CEE Dec.-Lei 224/87
87/216/CEE Dec.-Lei 204/93 Revoga DL 224/87
96/82/CE Dec.-Lei 164/2001 Revoga DL 204/93
Portaria 193/2002 Modelo notificação acidentes
Portaria 395/2002 Taxas a cobrar por DGA e SNPC
O Decreto-Lei 164/2001 (Directiva Seveso II) apresenta uma
abordagem inovadora relativamente à anterior legislação, já que ficam
abrangidos todos os estabelecimentos onde se verifique a presença de
substâncias perigosas, independentemente do tipo ou natureza da
actividade aí desenvolvida.
Pedro Lainho JUL 2005 28

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Directiva SEVESO II
De referir ainda, o alargamento das substâncias perigosas
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consideradas, nomeadamente com a inclusão de substâncias /


preparações explosivas e pirotécnicas e de substâncias perigosas para
o ambiente, para além das tóxicas, comburentes, inflamáveis, etc., já
abrangidas pelo anterior diploma, e a diminuição, em geral das
quantidades de limiar para aplicação da nova legislação.

Outro aspecto a realçar é a introdução da componente de


ordenamento do território e gestão urbanística. Está incluída a
implantação de novos estabelecimentos, alterações de
estabelecimentos existentes e as opções de gestão territorial nas
imediações de estabelecimentos existentes.
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Directiva SEVESO II
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O “efeito de dominó”, não estava explicitamente contemplado


no diploma anterior. Passa a competir ao Instituto do Ambiente avaliar
a susceptibilidade do aparecimento de tais situações, considerando a
localização e a proximidade de estabelecimentos abrangidos e os seus
inventários de substâncias perigosas, por forma a poderem aumentar a
probabilidade e a possibilidade de ocorrência de acidentes graves ou
de agravamento das suas consequências.

A implementação de um sistema de inspecção respeitante a


todos os estabelecimentos abrangidos pelo diploma, é outro aspecto
inovador e cuja competência é atribuída à Inspecção-Geral do
Ambiente.
Pedro Lainho JUL 2005 30

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Directiva SEVESO II
– Âmbito de aplicação –
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Estabelecimentos onde estejam presentes substâncias


perigosas em quantidades iguais ou superiores a… (ver tabelas)

Exclusões:
 Estabelecimentos, ou áreas de armazenagem militar;
 Os perigos associados a radiações ionizantes;
 Transporte e armazenagem temporária (estrada, via
férrea, vias navegáveis interiores e marítimas);
 Transporte por pipe-lines (condutas);
 Aterros sanitários.
Pedro Lainho JUL 2005 31

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Directiva SEVESO II
– Definições –
 Acidente grave – um acontecimento, tal como uma emissão de
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substâncias, um incêndio ou uma explosão de proporções graves,


resultante de desenvolvimentos incontrolados ocorridos durante o
funcionamento de um estabelecimento abrangido pelo diploma, que
constitua perigo grave, imediato ou retardado, para a saúde humana
(no interior ou no exterior do estabelecimento) e ou para o
ambiente e que envolva uma ou mais substâncias perigosas.
 Armazenagem – a presença de uma certa quantidade de substâncias
perigosas para efeitos de entreposto, depósito à guarda ou
armazenamento.
 Autoridade Competente de Protecção Civil (ACPC) – O Governador
Civil ou a Câmara Municipal, consoante a extensão territorial da
situação visada por um plano de emergência externo.
Pedro Lainho JUL 2005 32

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Directiva SEVESO II
– Definições –
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 Efeito de dominó – uma situação em que a localização e a


proximidade de estabelecimentos abrangidos pelo diploma e
os seus inventários de substâncias perigosas são tais que
podem aumentar a probabilidade e a possibilidade de
acidentes graves ou agravar as consequências de acidentes
graves ocorridos num desses estabelecimentos.
 Estabelecimento – a totalidade da área situada sob controlo
de um operador em que se verifique a presença de
substâncias perigosas, numa ou em várias instalações,
incluindo as infra-estruturas ou actividades comuns ou
conexas.
Pedro Lainho JUL 2005 33

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Directiva SEVESO II
– Definições –
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 Instalação – uma unidade técnica dentro de um estabelecimento


onde sejam produzidas, utilizadas, manipuladas ou armazenadas
substâncias perigosas, incluindo todo o equipamento, estruturas,
canalizações, maquinaria, ferramentas, entroncamentos
ferroviários especiais, cais de carga, pontões de acesso à
instalação, molhes, armazéns ou estruturas semelhantes,
flutuantes ou não, necessárias para o funcionamento da instalação.
 Operador – qualquer pessoa, singular ou colectiva, que explore ou
posssua um estabelecimento ou instalação.
 Perigo – a propriedade intrínseca de uma substância perigosa ou de
uma situação física de poder provocar danos à saúde humana ou ao
ambiente.
Pedro Lainho JUL 2005 34

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Directiva SEVESO II
– Definições –
 Presença de substâncias perigosas – a presença dessas substâncias
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real ou prevista no estabelecimento ou a presença de substâncias


que se considera poderem produzir-se aquando da perda de
controlo de um processo industrial químico, em quantidades iguais
ou superiores aos limiares constantes das partes 1 e 2 do Anexo I
do diploma.
 Risco – a probabilidade de que um efeito específico ocorra dentro
de um período determinado ou em circunstâncias determinadas.
 Substâncias perigosas – as substâncias, misturas ou preparações
enumeradas na parte 2 do mesmo Anexo I e presentes sob a forma
de matérias-primas, produtos, subprodutos, resíduos ou produtos
intermédios, incluindo aquelas para as quais é legítimo supôr que se
produzem em caso de acidente.
Pedro Lainho JUL 2005 35

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Directiva SEVESO II
– Obrigações dos Operadores –
Os operadores abrangidos por este diploma, devem
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demonstrar que tomaram todas as medidas necessárias para evitar


acidentes graves no interior dos seus estabelecimentos e para limitar
as suas consequências para o homem e ambiente.
O diploma estabelece duas quantidades de limiar para a
presença de substâncias perigosas em qualquer estabelecimento, a
partir das quais determina a aplicação das suas obrigações.
Para os estabelecimentos em que se verifique a presença de
substâncias perigosas acima do primeiro limiar estabelecido no diploma,
os seus operadores têm a obrigação de apresentar ao Instituto do
Ambiente uma Notificação, isto é, uma declaração em como estão
abrangidos onde indicam nomeadamente as substâncias perigosas
presentes e as actividades exercidas.
Pedro Lainho JUL 2005 36

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Directiva SEVESO II
– Obrigações dos Operadores –
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Todos os operadores abrangidos devem elaborar um


documento que defina a sua Política de Prevenção de Acidentes
Graves (PPAG), enviá-lo ao Instituto do Ambiente, e zelar pela
sua correcta aplicação.
No caso de estabelecimentos em que se verifique a
presença se substâncias perigosas em quantidades superiores ao
2º limiar definido no diploma, os operadores devem submeter ao
IA, para além da PPAG, o Relatório de Segurança e o Plano de
Emergência Interno. Devem ainda entregar ao SNPC uma cópia
do PEI e o Documento contendo informações para elaboração do
Plano de Emergência Externo.
Pedro Lainho JUL 2005 37

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Directiva SEVESO II
– Obrigações dos Operadores –
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O Relatório de Segurança deve demonstrar nomeadamente que


no estabelecimento são postos em prática uma Política de Prevenção de
Acidentes Graves e um Sistema de Gestão da Segurança, definidos em
conformidade com as regras constantes em anexo ao diploma.
O Plano de Emergência Interno, da responsabilidade do
operador, é um instrumento de gestão de emergências no interior do
estabelecimento, e o Plano de Emergência Externo, da responsabilidade
da Autoridade Competente de Protecção Civil, destina-se à gestão de
emergências com consequências no exterior do estabelecimento.
Ambos devem ter como objectivo circunscrever e controlar os
incidentes, de forma a minimizar os seus efeitos e limitar os danos
potencialmente ocasionados no homem, no ambiente e nos bens.
Pedro Lainho JUL 2005 38

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Directiva SEVESO II
– Obrigações dos Operadores –
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Durante a elaboração do Plano de Emergência Interno


deve ser consultado o pessoal do estabelecimento e durante a
elaboração do Externo deve ser realizada consulta do público.
A Informação às Populações destina-se a divulgar as
actividades exercidas no estabelecimento, as substâncias
perigosas nele presentes, a natureza dos riscos de acidente
grave e os seus efeitos potenciais, o modo como será feito o
aviso à população em caso de acidente grave e a informação
sobre as medidas de autoprotecção adequadas.
Pedro Lainho JUL 2005 39

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Directiva SEVESO II
– Dever de Notificação –
 Notificação:
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• Identificação e sede social do operador


• Nome e função do responsável do estabelecimento
• Identificação e informação das substâncias ou das respectivas
categorias
• Quantitativos máximos
• Actividade exercida ou prevista nas instalações ou local de
armazenagem
• Descrição da área circundante.

 Política de Prevenção de Acidentes Graves:


• Documento escrito, incluindo os objectivos e princípios de acção gerais
fixados pelo operador referentes ao controlo dos riscos de acidentes
graves.

Nota: O “efeito dominó” por acção de proximidade entre estabelecimentos de


risco, implica intercâmbio de informações entre estes estabelecimentos.
Pedro Lainho JUL 2005 40

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Directiva SEVESO II
– Relatório de Segurança –
Deve cumprir os seguintes objectivos:
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 Demonstrar que são postos em prática a PPAG e um sistema de


gestão de segurança.
 Demonstrar que foram identificados os perigos de acidente grave e
que foram tomadas as medidas necessárias para evitar e limitar as
consequências (estudo de segurança e cálculo de consequências).
 Comprovar que a construção, exploração e manutenção da
instalação, local de armazenagem, equipamentos e infra-estruturas,
são adequados às exigências de protecção face aos riscos.
 Comprovar que foi elaborado um PEI
 Demonstrar que se encontram previstas as medidas necessárias a
tomar em caso de acidente grave, através de informação prestada
para efeitos de PEE.
Pedro Lainho JUL 2005 41

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Directiva SEVESO II
– Relatório de Segurança –
A obrigação de Relatório de Segurança implica: (enviar à DGA)
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 RS – Elaboração de relatório de segurança (de acordo com o anexo II)


(inclui Estudo/Análise de Riscos e Cálculo de Consequências)

 SGS – Elaboração de Sistema de Gestão de Segurança


(de acordo com o anexo III)

 PEI – Plano de Emergência Interno (de acordo com o anexo IV)

 Fornecer aos SNBPC as informações necessárias para elaboração do PEE e


informação às populações.

Pedro Lainho JUL 2005 42

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Planos de actuação em
Situações de Emergência

Pedro Lainho SET 2005 43

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Emergência
– Definições –
Crise e Emergência:
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Crise é qualquer evento, ou série de eventos, que ameace a futura


continuidade de uma organização.
Pode ser ou degenerar numa crise, um A.I.G. (acidente industrial
grave), um sismo, um atentado terrorista, uma inundação, etc.
Todo o problema reside na gravidade das suas consequências para o
normal funcionamento da instituição que dela foi vítima.
Uma crise difere fundamentalmente de uma situação de
emergência, dado que esta é de curta duração e localizada. Sendo
assim, requer respostas imediatas e tácticas no local do incidente.
A crise, normalmente diz respeito às consequências de um facto que
pode afectar a empresa (até mesmo a sua permanência no mercado) e é
normalmente gerida em gabinete, coordenando meios, tomando opções
que incluem a recuperação da operacionalidade e, se for caso disso, as
linhas da estratégia a delinear para a sobrevivência da empresa.
Pedro Lainho SET 2005 44

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Situações de Emergência
Embora baixa, a probabilidade de ocorrer um
acidente grave
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EXISTE
Isto significa que se deve, SEMPRE, contar com a
possibilidade de uma ameaça vir a atingir dimensões que
obrigue a que se tomem decisões urgentes e drásticas,
como por exemplo a paragem total da laboração e/ou a
evacuação do pessoal.
Com base nestas considerações, o procedimento mais
correcto será o de ter preparado, para uma qualquer
eventualidade, um PLANO que defina de uma forma muito
concreta, simples e objectiva, qual deverá ser a
ACTUAÇÃO de todos, no momento da ocorrência de uma
Situação Perigosa Inesperada.
Pedro Lainho SET 2005 45

Módulo “Organização de Emergência”

Situações de Emergência
É, portanto, necessária a elaboração de um conjunto
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de normas e de procedimentos que devem ser do


conhecimento geral, a aplicar sempre que as circunstâncias
obriguem a uma actuação dentro de um quadro não normal,
resultante de um acontecimento inesperado que possa pôr
em risco as pessoas e os bens materiais que constituem a
empresa.

É a esse conjunto de importantes informações que se dá o


nome de:

PLANO DE EMERGÊNCIA
Pedro Lainho SET 2005 46

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Plano de Emergência
Um plano de emergência é o conjunto de:
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 Normas, actuações e procedimentos a ter em conta,


aquando da ocorrência de uma situação de risco elevado,
de uma situação de emergência.

 Coordenação Operacional das actividades das equipas de


intervenção, internas e externas, dos meios de actuação,
dos sistemas, dos equipamentos, das instalações
utilizáveis em tais circunstâncias.

 Plano de Evacuação, com a definição dos caminhos de


fuga seguros e dos locais de concentração mais
adequados, em função do tipo de emergência verificada.
Pedro Lainho SET 2005 47

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Plano de Emergência
– OBJECTIVO FUNDAMENTAL–
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Protecção de pessoas, bens ou ambiente, em


caso de ocorrência inesperada de situações
perigosas e imprevistas (EMERGÊNCIA)

NOTA: Um plano de emergência não garante que não ocorra um


acidente. No entanto, pode evitar que um acidente se torne numa

TRAGÉDIA
Pedro Lainho SET 2005 48

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Módulo “Organização de Emergência”

Plano de Emergência
– NÍVEIS –
Curso de Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho

PLANOS INTERNOS

PLANOS EXTERNOS

PLANOS EXTERNOS
REGIONAIS, NACIONAIS OU
INTERNACIONAIS
Pedro Lainho SET 2005 49

Módulo “Organização de Emergência”

Plano de Emergência
Para a elaboração de um Plano de Emergência, há que
ter em atenção diversos aspectos fundamentais:
Curso de Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho

 Identificar e caracterizar, com o máximo de elementos possível, os


riscos existentes nas diversas instalações, a probabilidade de eles
virem a dar origem a um acidente, as previsíveis consequências de
tal ocorrência, isto é, analisar as vulnerabilidades da empresa.

 Localizar as áreas perigosas e as áreas sensíveis. Saber onde estão


os perigos. Saber onde estão as zonas que, se forem afectadas por
um sinistro, podem causar situações graves, quer para as pessoas,
quer para as instalações ou para o ambiente.

 Conhecer os acessos às zonas mais perigosas da fábrica. Garantir a


todos, uma via de evacuação segura.

Pedro Lainho SET 2005 50

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Módulo “Organização de Emergência”

Plano de Emergência
 IMAGINAR todos os possíveis cenários de acidentes, seleccionar os que
apresentem riscos mais graves, avaliar o seu eventual impacto no meio
envolvente, na comunidade que rodeia a instalação.
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 Saber com quem contar (p.ex. Equipas de Intervenção Primária),


isto é, quem está preparado para intervir em situação de
emergência; com que meios se pode contar; que possibilidades se
tem de contactar eventuais meios externos.
 Ter preparado (treinado...) um plano de evacuação de pessoas, um
esquema das vias de fuga (caminhos de evacuação) e um conjunto de
alternativas para os locais seguros de concentração, tendo em
atenção o tipo de sinistro, o seu grau de gravidade e as condições
(meteorológicas, p.ex.) no momento do acidente.
 Estabelecer sistemas de recurso a meios externos (Bombeiros,
Hospitais, Polícia, Autarquias, outras Empresas da zona, etc) que
permitam enfrentar situações de emergência com consequências
tais que não permitam uma resolução utilizando os meios próprios.
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Plano de Emergência
Um Plano de Emergência, deve, tendo em conta todos estes
aspectos, definir uma série de procedimentos de actuação, específicos
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e detalhados, de modo a que cada elemento de uma equipa de


intervenção primária saiba, correctamente, o que tem a fazer.

 Um dos aspectos importantes de um Plano deste tipo é o


estabelecimento de um esquema de comunicações, com um
levantamento dos meios disponíveis e uma caracterização dos modos
e das prioridades de utilização do sistema.

 Um outro aspecto muito importante a ter sempre presente é a


INFORMAÇÃO.
 O conhecimento, por parte de todos os elementos da Empresa, dos
caminhos de fuga, dos locais seguros de concentração, do que se
deve e do que não se deve fazer em caso de emergência, é vital para
que uma ocorrência deste género não se transforme numa
catástrofe.
Pedro Lainho SET 2005 52

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Módulo “Organização de Emergência”

Plano de Emergência
 A informação à comunidade, através dos seus órgãos competentes,
sobre as eventuais consequências de um sinistro, pode salvar muitas
vidas.
Curso de Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho

.
.
.
 Mas não basta conhecer. Há que praticar. A organização e a
realização de treinos regulares tem três grandes objectivos:

 Testar e melhorar os planos de evacuação e de actuação em


situações de emergência.

 Ensinar às pessoas as acções correctas e as atitudes seguras,


sob a forma de um treino ... de um “jogo”

 Familiarizar todos os intervenientes com tais situações, de


modo a que, numa emergência real, se possa evitar o pânico
que é, sem dúvida, um dos factores que mais concorre para a
perda de vidas durante uma situação de emergência.
Pedro Lainho SET 2005 53

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Plano de Emergência
Aquando da ocorrência de um incêndio, por exemplo, a atitude a
tomar dependerá muito da sua intensidade e extensão.
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Antes do mais, deve fazer-se tudo o que for possível para


evitar situações de pânico (e, muitas vezes, estas situações têm início
em atitudes compulsivas que resultam, quase sempre, falta de
conhecimento das actuações correctas e da inexistência de treinos
regulares).

A evacuação da área deve ser rápida mas ordeira e é


fundamental verificar se foi completa, isto é, se não ficou ninguém lá
dentro.

Para isso, há que aplicar o plano de evacuação – que deve


sempre existir e ser testado com treinos regulares – e seguir, à risca,
as instruções dadas pelos Bombeiros e pelos Serviços de Prevenção, se
existirem.
Pedro Lainho SET 2005 54

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Módulo “Organização de Emergência”

Plano de Emergência
Todas estas considerações levam a concluir que, para
garantir a segurança de uma instalação, dos seus
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trabalhadores e dos meios de produção que a integram, há


que sensibilizar, informar e formar todos os intervenientes
no processo produtivo sobre estes temas.

Em particular, os membros das Comissões de


Segurança, Higiene e Saúde no local de trabalho e os
elementos representativos dos trabalhadores, devem estar
especialmente sensibilizados a estas matérias, pois deles
depende, de uma maneira decisiva, a actuação da Empresa,
como uma EQUIPA que tem que ser, quando ocorre um
acidente grave ou de qualquer outro tipo de ameaça à
sobrevivência das pessoas ou da entidade.
Pedro Lainho SET 2005 55

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Plano de Emergência
Elementos para elaboração de um PE:
 Estudo dos Riscos:
 Análise dos riscos
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 Definição dos cenários


 Modelização
 Inventariação dos meios necessários:
 Meios humanos
 Meios materiais
 Comunicações
 Definir os canais funcionais (responsabilidades e comando)
 Guias de resposta
 Planos de evacuação
 Informação relevante
 Formação e treino
 Mecanismos de controlo e revisão
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Plano de Emergência
– Análise dos Riscos
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Detectar, definir e quantificar os riscos inerentes:

 À instalação;
 Ao edifício e sua ocupação;
 Ao processo produtivo.

Isto, implica a realização de estudos e


levantamentos, procurando analisar os perigos
presentes, avaliando os riscos e inventariando as
medidas de prevenção.
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Plano de Emergência
– Definição de Cenários
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Uma completa definição, o mais pormenorizada possível,


dos cenários, permitirá:

 Estabelecer e quantificar as medidas de actuação


indispensáveis, no caso de uma ocorrência
potencialmente grave.

 Implementar um conjunto de normas e de regras de


actuação que respondam, caso a caso, às condições
criadas por uma ocorrência real do tipo da
estudada.
Pedro Lainho SET 2005 58

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Plano de Emergência
– Modelização de efeitos previsíveis
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Para cada um dos cenários escolhidos, tentar definir (e


quantificar) as respectivas consequências.

Em cada caso, em cada cenário, prever as


possíveis consequências
 quer na própria instalação;
 quer no conjunto da empresa;
 quer, eventualmente, no meio onde ela se insere.

Consequências essas, que podem ter a haver com


a segurança das pessoas, do património e do ambiente.
Pedro Lainho SET 2005 59

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Plano de Emergência
– Zonas de vulnerabilidade
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Distinguem-se duas zonas:

 Zona de Intervenção: aquela em que as


consequências dos acidentes produzem um nível de
danos que justifica a aplicação imediata de medidas
de protecção.

 Zona de Alerta: aquela em que as consequências dos


acidentes podem provocar efeitos que, ainda que
perceptíveis para a população, não justificam a
intervenção, excepto para os grupos críticos.
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Módulo “Organização de Emergência”

Plano de Emergência
– Inventariação dos meios
 Com quantas pessoas em condições de actuar
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 Quem são, onde estão, o que fazem?


 Que tarefas lhes vamos dar? Como as
vamos enquadrar?

 De que materiais, equipamentos, sistemas,


máquinas dispomos?

 Como poderemos de uma forma eficaz, comunicar?

 A quem e como recorrer, na ajuda externa?


Pedro Lainho SET 2005 61

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Plano de Emergência
– Meios humanos
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 Responsáveis máximos;
 Relações públicas;
 Técnicos;
 Operadores (incluindo as suas chefias directas), de
equipamentos/processos sensíveis da instalação e
máquinas, equipamentos e outros sistemas
necessários à intervenção;
 Devem também incluir: o pessoal da manutenção e
outros serviços relevantes.

Pedro Lainho SET 2005 62

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Módulo “Organização de Emergência”

Plano de Emergência
– Meios materiais
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 Sistemas de protecção existentes;


 Material de luta contra incêndio;
 Equipamentos e Materiais de contenção de
acidentes ambientais;
 Máquinas e equipamentos de elevação de cargas;
 Equipamentos de protecção individual;
 Equipamentos de comunicação;
 Equipamentos de medição e controlo
(explosímetros, detectores de gases, etc.);
 Veículos de apoio;
 Etc.
Pedro Lainho SET 2005 63

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Plano de Emergência
– Definição dos canais funcionais
Centro de Comando de emergência (Dir. emergência)
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 Comité ou grupo assessor


Grupo de Comunicações
Grupo de Apoio Técnico ou Logístico
 Brigada logística
 Brigada de apoio técnico
Grupo Operacional (Dir. operativa)
 Brigadas de contenção
 Brigadas de intervenção
 Brigadas de evacuação
 Brigadas de tráfego
Grupo de Apoio Social e Médico
 Brigada de apoio médico
 Brigada de apoio social
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Plano de Emergência
– Comunicações
O estabelecimento de sistemas de comunicações adequados
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e eficientes, é um factor fundamental ao êxito de uma


operação de combate a uma situação de emergência.

Tais sistemas, podem contar hoje em dia com diversas


tecnologias, todas utilizáveis, todas com as suas vantagens
e inconvenientes, todas complementares.
 Rede de comunicação entre computadores, internas e/ou externas
(Intra/Inter net’s)
 Sistemas de teleconferência e de transmissão de dados
 Telefones, telefax e telex (...)
 Telemóveis
 Rádio amador, TSF e intercomunicadores
 Mensageiros
 Outras forma de comunicação social (jornais e outros)
Pedro Lainho SET 2005 65

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