Você está na página 1de 17

BRASÃO DA FAMÍLIA WANDERLEY

ORIGEM E HISTÓRIA DA FAMÍLIA WANDERLEY

O sobrenome da família Wanderley é muito antigo. Sua origem é holandesa,


por volta de 1400 e seu nome foi modificado quando seus descendentes
desembarcaram no Brasil, um pouco depois do seu descobrimento. Na Holanda
tudo começou com Jarichs Van der Ley ( grafia antiga do nome que é de origem
geográfica e quer dizer "das ardósias, das lousas- espécie de rocha, ou da
família dos que trabalham com ardósias". Jarichs Van der Ley era um lorde,
dono de uma vila, a vila de Ley. Ele e seu filho, Hendrick Jarichs Van der Ley,
foram figuras importantes da época, principalmente quando Hendrick assinou a
carta de independência da Holanda. Esses foram os primeiros Wanderley da
história.

Nossa descendência no Brasil começa por volta do séc. XVI, quando Kaspar Von
der Ley, um alemão que assumiu os postos de coronel e capitão de cavalaria
das tropas holandesas, veio para Pernambuco numa missão a pedido de um
grande amigo, o Conde Maurício de Nassau.

Já no Brasil, Kaspar Von der Ley acabou se apaixonando por D. Maria de Melo,
uma pernambucana, que converteu-lhe ao catolicismo, passando a se chamar
Gaspar Van der Ley ou Wanderley. Além desse motivo, Gaspar foi surpreendido
pelo fator político, que o influenciou ainda mais na decisão de ficar no país.

A partir daí sua descendência se dedicou ao plantio da cana-de-açúcar e se


tornaram grandes senhores de engenho, principalmente na região antigamente
ocupada no Nordeste ( Paraiba, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e
Bahia ) e em São Paulo.

Hoje ainda é possível encontrar um Wanderley em praticamente todos os


estados brasileiros, e até mesmo na Holanda ( os Van der Ley ) e na Alemanha
( os Lei e Von Ley).

APRESENTAÇÃO

Há mais de vinte anos desafio que um Wanderley escreva a história de sua


família no Rio Grande do Norte. O coronel do regimento de burgueses, Gaspar
van Nieuhof van der Ley, ex-capitão de cavalaria, talvez parente de Johan
Nieuhof, seu contemporâneo, autor da “MEMORÁVEL VIAGEM”, de variada
notícia para o Brasil-Holandês, deve ser o avô ou bisavô da pernambucana
dona Josefa Lins de Mendonça, casada com o possível português João de Sousa
Pimentel, plantadora da semente no Arraial Nossa Senhora dos Prazeres do
Assu, fundado pelo capitão-mor Bernardo Vieira de Melo, para nos, de saudosa
memória. Pelo ramo eminentíssimo dos Lins, vieram os Wanderley, brotando
nos filhos, Gonçalo Lins Wanderley, que deve ser o segundo gênito, e João Pio
Lins Pimentel, o primogênito que, ao fazer-se maçom na SIGILO NATALENSE
em 1838, é maior de 40 anos, casado e proprietário, residente no Assu. Em
pouco mais de um século o Wanderley estende a ramaria prolífera cobrindo o
mural provinciano com as graças do engenho, irresistível na conquista social. E
uma presença inevitável em todas as atividades normais. Fazendeiros,
deputados provinciais, estaduais, gerais, cinco vezes presidindo a província.
Fundam jornais, mantêm tipografias, advogam; são jornalistas natos,
prosadores, tribunos ao nascer. Oferecem o primeiro médico, o primeiro
romancista, o maior poeta, poetisas excelsas. São debatedores, arrebatados,
brilhantes, com a impecável tradição da cortesia, da palavra airosa, do gesto
oportuno e lindo. Atestam, através do tempo, a maior e mais notável
contribuição intelectual de que uma família possa orgulhar-se. Noventa e nove
por cento dos Wanderley escrevem versos, discursam e fazem jornal,
inesgotáveis de inspiração, inalcançáveis pêlos diabos azuis do desânimo,
ignorando o que Stevenson denominava a dignidade da inércia. Não sabia eu
que o moto da família holandesa dos Wanderley anunciava, há mais de
quatrocentos anos, essa divina continuidade funcional: -“SEY TALTYDT VAN
EENDERLEY SIN”. Seja sempre um Wanderley, haja, exista, viva sempre, um
Wanderley. E eles tem cumprido a profecia heráldica que orna, como uma
flâmula, o brasão fidalgo.

Luís da Câmara Cascudo

BRASÃO DA FAMÍLIA

Deve-se ao holandês J.B.Beer van der Ley, de Harlem, Holanda, a cópia


autêntica do Brasão da família Wanderley. “ Seja sempre um real (verdadeiro)
Wanderley ”, é a determinação histórica do brasão fidalgo.

Desde aquela pequena aldeia dos Ley na Holanda.

JARICHS VAN DER LEY - (Um “landlord”) - Era dono da pequena vila de Laij ou
Ley, o primeiro de que se tem notícia em 1480. Teve um filho de nome
Hendrick.

HENDRICK JARICHS VAN DER LEY - ( Filho de Jarichs ) - Foi quem assinou em
1579 a carta de Independência da Holanda. Nasceu em 1530. Assinou esse
tratado como representante da província de Friesland, em Utrecht. Era general.
Casou três vezes e teve nove filhos. Morreu em Roterdã e um de seus filhos era
oficial.

JAN HENDRICK VAN DER LEY, filho de Hendrick, nasceu em 1567 e faleceu em
Roterdã.

GEORGIUS VAN DER LEY, advogado, nasceu na então província de Frisia, em


1607.

Estes foram os primeiros. Dessa pequenina aldeia de Ley partiram para o Brasil
os portadores do nome tradicional. “(Seja sempre um real (verdadeiro)
Wanderley)” é o velho “ slogan ” que devemos passar de geração a geração.
ORIGENS

A Família Wanderley, diz Borges da Fonseca, ( Nobiliarquia Pernambucana, vol.


I ) tem o seu princípio em Pernambuco com Gaspar Wanderley, Capitão de
Cavalaria das tropas holandesas ( Cast li 6, n.74 Lucid. Liv. 3, cap. 7, 172 e173
) de cuja nobreza temos testemunho autêntico em uma certidão do Conde
Maurício de Nassau. Eu a vi a própria e a tive muito tempo em mão, que m’a
deu a ver o Mestre de Campo Antônio da Silva e Melo; e depois de sua
morte...a seu irmão Dr. João Maurício Wanderley, vigário de Camaragibe por
via de seu parente o pe. Francisco Xavier de Paiva Lins, cura de Santo Antônio,
a qual...é a seguinte: “João Maurício, pela graça de Deus, príncipe de Nassau,
Conde de Stzahelenbagen Vinham e Brets Senhor de Breilstem, Mestre da
Ordem. Taem. Teutônica de São João, governador pt. etc. fazemos saber aos
que a presente viram, que p. quando o senhor João Maurício Wanderley que
presentemente assiste em Lisboa, nos pediu lhe quiséssemos dar uma certidão
de nobre progênie de seu pai e avôs e todos que tiverem e ainda hoje tem o
nome de Wanderley, sempre foram e ainda são Fidalgos de Sangue e linhagem
nobre e assim no tempo de nossos antecessores como durante o tempo do
nosso governo mereceram dos ditos Wanderley, sempre serem do Senhor
Eleitor de Brandeburgo honrados com os primeiros corpos ofícios e dignidades
nobres de sua pátria nos quais serviram sempre com muito louvor e honra. Em
fé da verdade mandamos despachar sob nossa própria firma e sello. Data em
Singen aos 20 de Dezembro de 1668 anos.

JOÃO MAURÍCIO príncipe de Nassau (Selos).”

PRESENÇA DOS HOLANDESES

O escritor Luíz da Câmara Cascudo, referindo-se ao período flamengo, situou


muito bem o domínio holandês, com estas poucas palavras, a que ele chama de
"fase quase doméstica nas lembranças coletivas" (1). Vejamos:

"Quando dizemos no tempo dos holandeses significamos uma vida normal,


organizada e lógica, desaparecida e lembrada, cheia de elementos humanos,
sangrando de naturalidade. Naturalmente tem amigos saudosos e inimigos
pesados de rancor, ambos com razão pessoal que é uma fidelidade intelectual
ao patrimônio de cada família, umas descendentes do flamengo e outras
agredidas pelos holandeses há trezentos anos. O mesmo acontece nas terras
das seduções Jesuitas, nas cidades e vilas que foram aldeias governadas pela
Companhia de Jesus. Ainda hà quem os cite fechando os olhos, com vontade de
trazer o Tempo para trás, e outros permanentemente furiosos, como
portadores inesquecidos de uma afronta individual. O interésse instintivo que
temos pelo Holandês pertencente mais ou menos à classe das relíquias
familiares guardadas pela razão na sua antiguidade e pela ligação ao passado,
resistindo, pela sua própria densidade, ao atrito desgastador de três séculos".
Brasão:

família Correia ou Corrêa > história da família


Site criado em 02/09/2012
http://www.familiasdobrasil.com.br/correia
Plano: Pacote Gratuito - Validade indeterminada
Fundador: Pedro Lúcio Correia
Casal raíz: Luiz Joaquim Marsico Correia (1960) e Sandra Liz
Ribeiro Correia (1965)
Local de referência: Esqueiros - Braga - Portugal

3 membro(s) cadastrado(s)

FAMÍLIA CORREIA OU CORRÊA

Correia é um sobrenome português classificado como sendo um toponímico, ou seja, de


origem geográfica, indica "um lugar onde há muitas corriolas, tiras ou correias (espécies de
plantas )", semelhantes em seus filamentos as correias ou tiras de couro. Sabe-se que essa
família é de origem ibérica. Em um documento latim do século XIII figura como alcunha
(apelido) de " Dominicus Menendi, clericus, dictus Corrigia", tendo presentes no Brasão dos
Correias as 6 correias, originadas do nome. A família Correia de Portugal procede de Paulo
Ramiro, rico homem que passou ao reino com o Conde D. Henrique. Os Correias ou
Corrêas procedem de Paio Ramiro, cavaleiro português, rico homem, que serviu a Portugal
com o Conde D. Henrique, e foi seu terceiro neto o frade D. Paio Corrêa, mestre da ordem
de Santiago em toda a Espanha. Correia é originário do tipo de trabalho exercido por seu
primeiro portador, vindo diretamente do vocábulo português cujo significado é "correia, tira
de couro", identificava um fabricante de correias de couro. Outra derivação do sobrenome
Correia seria do vocábulo "correio" ("mensageiro") referindo-se a um mensageiro que traz
mensagens atadas com tiras de couro. Uma das mais antigas referências feitas a este
sobrenome seria o nome de Soeiro Paes Correia, conselheiro real, considerado por alguns
genealogistas como o primeiro a usar este sobrenome. Outra referência seria o nome do
navegante português do que acompanhou Pedro Álvares no século XIV até Calicut na
Índia. Uma referência mais contemporânea deste foi Alejo Salgado Correia, jurista também
nascido em Portugal.
Entre as várias personalidades que possuem este sobrenome, destacam-se Antônio
Correia, autor dramático do século XIX, nascido na cidade do Porto. De linhagem
portuguesa a genealogia da família Correia pode traçar-se documentalmente desde épocas
bastante recuadas e a ela pertenceu D. Frei Paio Peres Correia, que foi mestre da
Calatrava. António Correia, a quem fazem derivar os Correias de Farelães, distinguiu-se
muito na Índia, durante o governo de Diogo Lopes de Siqueira e foi capitão-mor de uma
frota contra o Rei de Bahrem ou Bérem, a quem venceu. Por tal razão lhe deu o Rei D.
João III por carta de 14 de Janeiro de 1540 um «acrescentamento» honroso de armas.
Este António Correia deixou prole, tanto em Portugal como na Índia, tendo o primeiro ramo
adotado a designação de Correia de Barém. O segundo, talvez proveniente de uma filha
natural, permaneceu no reino de Ormuz, ai dando origem a uma ilustre família que
readaptou a religião maometana e se mestiçou com uma família principesca dos Emirados
Árabes Unidos, que não esqueceu as origens portuguesas, usando à europeia as armas
daquele seu antecessor. Subsistem na atualidade algumas famílias que mantêm o uso da
grafia antiga, Corrêa, na impossibilidade de saber-se em rigor quem assim assina ou está
registrado, por uma questão de uniformização adota-se aqui a grafia moderna Correia.Suas
armas e brasão acham-se no livro da Torre do Tombo, f. 30.
Os Correias do Brasil são predominantes nos estados de Pernambuco, Ceará, Bahia, Minas
Gerais, São Paulo, Maranhão e Pará. A maioria descendentes de bandeirantes e sertanistas
que atuaram ativamente na ocupação de sesmarias e na recuperação de fazendas
abandonadas pelos donatários do periodo das capitanias hereditárias, até na ocupação do
sertão no plano dos Governos Gerais, principalmente no interior desses estados.
Essa família teve papel importante no sertanismo em Minas, Bahia, São Paulo,
Pernambuco, Maranhão e Pará, em cujos estados formaram fazendas, núcleos urbanos e
até cidades, principalmente em terras da União ou áreas indígenas onde desempenhavam
funções de prefeitos intendentes, tenentes coronéis e capitães. Os Correias, inicialmente,
se destaram como militares, administradores, criadores de núcleos urbanos e senhores da
escrituração e cobranças de soldos e impostos das fazendas e sesmarias para a coroa e
para a igreja, primeiro na área correspondente à São Vicente, Minas Gerais, no nordeste:
Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Itamaracá e no norte, principalmente na
região lusitana que antes era conhecida como Província do Maranhão e Grão Pará, nas
cidades de Bragança, Santarém, Aveiro, Óbidos e Itaituba, cujos Correias são considerados
fundadores.
Atualmente, é comum encontrar Correias em todo o Brasil e atuando em todas as
atividades rurais e urbanas, principalmente nas áreas de serviços públicos, na política, na
educação, no direito e nas letras. Na região de Terra Nova (Pe), próximo ao povoado de
Morais (Pe), há uma fazenda com um açude, currais e Casa Grande, antiga sesmaria de
nome João Correia que, segundo historiadores, foi denominado pela família em
homenagem a um sertanista da família Correia de Sá e Araújo que auxiliou na conquista de
índios e na catequese de caboclos daquela região.

Fonte: http://www.webartigos.com/artigos/familia-correia-ou-correa/38207/
Origens do Sobrenome

Sobrenome Corrêa, primitivamente alcunha. De correia, subst. com. Leite


Vasconcelos, considera de origem geográfica (Antenor Nascentes, II,81). Família
originária da vila de Salceda, comarca de Túy, prov. de Pontevedra, na Galiza,
Espanha(Anuário Genealógico Latino, I, 36; Carrafa, XXVII, 196).

Em Portugal, procede de Paio Ramiro, cavaleiro português, rico-homem, que passou


àquele país com o conde D. Henrique em 1089. Entre os seus descendentes, registra-
se seu terceiro neto D. Paio Corrêa, mestre da ordem de Santiago em toda a Espanha
(Sanches Baena, II,52).

Brasil: Numerosas foram as famílias, que passaram com este sobrenome para diversas
partes do Brasil, em várias ocasiões. Não se pode considerar que todos os Corrêas
existentes no Brasil, mesmo procedentes de Portugal, sejam parentes, porque são
inúmeras as famílias que adotaram este sobrenome pela simples razão de ser de
origem geográfica (do lugar de Corrêa), ou de uma alcunha. O mesmo se aplica no
campo da heráldica. Jamais se pode considerar que uma Carta de Brasão de Armas de
um antigo Corrêa se estenda a todos aqueles que apresentam este mesmo sobrenome,
porque não possuem a mesma origem.

No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, encontra-se a família do cap. João Antônio
Correia [c.1592 - RJ], filho de Antônio Correia, que deixou descendência, a partir de
1622, com Ana de Azeredo [c.1602 - 1675, RJ] (Rheingantz, I,379). Rheingantz
registra mais 125 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram
numerosa descendência no Rio de Janeiro. Em São Paulo, entre as mais antigas, cabe
registrar a família de Geraldo Corrêa, nat. de Braga, que, em 1595, já residia em S.
Paulo, onde deixou geração de seu cas. com Maria Soares. Fal. em 1668 (AM,
Piratininga, 41).

Ainda, em São Paulo, com ramificações na Colônia do Sacramento, registram-se a


família Félix Corrêa (v.s.) e a família de Sebastião Fernandes Corrêa, natural de
Santa Eulália. 1º Provedor Proprietário e Contador da fazenda Real da Capitania de
São Vicente e de São Paulo. Deixou numerosa descendência do seu cas., c.1618, com
Ana Ribeiro, filha de Sebastião de Freitas, patriarca desta família Freitas (v.s.), de
São Paulo.
Na Bahia, entre outras, registra-se a família de Pedro Vaz Correia, que mereceu do
rei distintas mercês, pelos serviços prestados na Índia. Deixou geração de seu
casamento com Felipa de Santiago, filha de Tomé Fernandes Baião, patriarca desta
família Baião (v.s.), na Bahia (Jaboatão, 868).

No Maranhão, entre as mais antigas, encontra-se a de Agostinho Corrêa, um dos


«povoadores de S. Luiz», que foi Governador e Capitão General do Estado do
Maranhão (1656), e que deixou descendência. Ainda no Maranhão, de origem
portuguesa, há a antiga família de João Correia, o Português, natural da Vila do
Conde. Entre os seus descendentes, registram-se:
I - a filha, Brites Dias Correia, uma das matriarcas da família Lucena de Azevedo
(v.s.), espalhada pelo nordeste brasileiro, por seu casamento com Vasco Fernandes de
Azevedo, Fidalgo da Casa Real, «um dos primeiros descobridores e povoadores de
Pernambuco», onde chegou em 1535, na mesma embarcação que conduziu seu primo,
Duarte Coelho, o 1.º Donatário da Capitania de Pernambuco;
II - a terceira neta, Margarida Corrêa de Lucena, que foi casada com o Ouvidor
Manuel de Araújo Cerveira, Juiz Presidente do Senado do Estado do Maranhão.
Ouvidor da Capitania de Cumã (MA). Neto de Antônio de Cerveira da Câmara, chefe
desta família Cerveira (v.s.), no Maranhão;
III - o quarto neto, Marcos Antônio de Azevedo, Fidalgo Cavaleiro e Ministro de
Estado, de quem descendem os Montaury (v.s.), de Pernambuco e Rio de Janeiro;
IV - o quarto neto, Inácio Corrêa Coutinho da Cerveira, natural do Maranhão.
Secretário de Estado. Casado com Simeana Furtado de Mendonça, descendente de
Diogo de Campos Moreno, Sargento-Mor de todo Estado do Maranhão, conforme vai
descrito no título dos Furtado de Mendonça (v.s.);
V - o sexto neto, Teodoro Corrêa de Azevedo Coutinho, capitão da cavalaria auxiliar,
a quem se passou Carta de Brasão de Armas - detalhes adiante. Deixou geração do
seu cas. com Antônia de Araújo Cerveira;
VI - o sétimo neto, José Teodoro Corrêa de Azeredo Coutinho, filho do anterior,
barão de Mearim - detalhes adiante; VII - o sétimo neto, Tenente Antônio José
Corrêa de Azevedo Coutinho, natural da cidade de São Luiz do Maranhão, a quem se
passou Carta de Brasão de Armas - detalhes adiante.

Família de origem portuguesa estabelecida no Rio Grande do Sul, para onde passou,
em 1840, José Maria Correia Júnior, natural de Portugal, filho de José Maria Correia
da Silva Júnior e de Ana Joaquina Correia. Assinou termo de declaração, a
17.04.1845, onde informa ser católico, caixeiro e estar engajado na Caixa Militar de
Porto Alegre. Ao registrar sua Carta de Naturalização, assinada por D. Pedro II em
15.01.1848, declarou ainda ser casado com uma brasileira e ter com ela dois filhos:
uma menina de 22 meses e um varão com 4 meses (Spalding, naturalizações, 99).

Importante família estabelecida no Pará, procedente de Francisco Custódio Corrêa


[c.1777 - a.1846], que deixou importante geração do seu casamento com Joana
Victória de Souza. Entre os descendentes do casal:
I - o filho, Tenente-Coronel João Augusto Corrêa, negociante no Pará;
II - o filho, o Doutor Ângelo Custódio Corrêa [c.1807-], que foi casado, a
18.01.1846, em Belém [PA], com Ana Rufina de Souza Franco, irmã do barão de
Souza Franco, filhos de Manuel João Franco e de Catarina de Souza, patriarcas desta
família Souza Franco (v.s.), do Pará;
III - o filho, o comerciante José Joaquim de Freitas, que deixou geração do seu
cas., por volta de 1825, com Teresa de Souza, irmã do citado barão de Souza
Franco;
IV - o neto, Dr. Joaquim Pedro Corrêa de Freitas [17.08.1829, Cametá, PA -
12.04.1888, Belém, PA], aluno do seminário de Belém, no qual se matriculou em
1840. Seguiu com seu tio, D. Romualdo Antônio de Seixas, para a Bahia, onde foi
estudar medicina. Depois de ausentar-se na Europa, retornou ao Pará em fins de
1855, sendo eleito Deputado à Assembléia Geral Legislativa. Lente das cadeiras de
Geografia, do Liceu Paraense. Lente de francês do Colégio Paraense [1862]. Diretor
Geral da Instrução Pública [1874-1880]. Autor de um Compêndio de Geografia e
História do Brasil. Provedor da Santa Casa de Misericórdia. Membro do Instituto
Histórico e Geográfico Brasileiro, das Sociedades Geográficas de Paris, Lisboa, Rio de
Janeiro, e das Ciências Médicas de Portugal. Cavaleiro e Oficial da Ordem da Rosa.
Tenente-Coronel da Guarda Nacional. Vice-Presidente da Província e, por oito vezes,
eleito Deputado à Assembléia da mesma. Com geração (Alves da Cunha, Paraenses
Ilustres, 122);
V - o bisneto, Dr. Joaquim Augusto de Andrade Freitas, Suplente do Juiz Substituto
Seccional do estado do Pará [1896].

No Piauí, entre muitas, registra-se a família de Francisco Félix Correia, que deixou
geração de seus dois casamentos: o primeiro, com Raimunda Rosa de Jesus; e o
segundo, com a irmã da primeira esposa, Rosa Lina de Jesus, filha de Marcelino Tito
Castelo Branco, da importante e tradicional família Castelo Branco (v.s.), do Piauí.

Linha Indígena: No Rio de Janeiro, entre outras, cabe registrar a família de André
Correia, que deixou geração, em 1666, com Suzana, «mameluca»; e a de Antônio
Correia, que deixou geração, em 1631, com Sebastiana, «do gentio da Terra» e da
casa de Diogo de Montarroio (Rheingantz, I,366).

Linha Africana: Sobrenome também adotado por famílias de origem africana.

No Rio de Janeiro, entre outras, encontra-se a de Rufina Correia «parda», filha de


Manuel Álvares e de Lourença, «moça parda», cas. em 1669, com Domingos Rodrigues
Távora; e a de Antônio Correia, que deixou geração em 1630, com Lucrécia, «preta
do gentio da Guiné» (Rheingantz, I,57,366).

Linha Natural: Em Minas Gerais, por exemplo, há registro de Manuel Corrêa da


Cunha, nat. de Aiuruoca (MG), «filho natural» de Maria da Cruz, que foi cas., em
1818, em Itajubá (MG), com Maria Ferreira da Silva, nat. de Baependi (Monsenhor
Lefort - Itajubá).

Linha das Órfãs da Rainha: Esta linha pertence a uma das filhas dos citados Pedro
Vaz-Felipa, da Bahia, de nome Maria Corrêa, que foi casada com Manuel de Souza
Dormundo. neto de Marta de Souza Lobo (sobrinha do conde de Sortella), uma das
órfãs protegidas da rainha D. Catarina, enviadas, em 1551, ao Gov. do Brasil Thomé
de Souza para casá-las com as pessoas principais que houvesse na terra. Marta Lobo
foi casada na família Dormundo (v.s.); filha de Baltazar Lobo de Souza, patriarca
desta família Lôbo de Souza (v.s.).
Linha de Degredo: Registra-se, no Auto-de-fé celebrado no Terreiro do Paço de
Lisboa, a 11.10.1654, a condenação de seis (6) anos de degredo para o Brasil, de
Jerônimo Correia, natural de Torres Novas e morador em S. Tomé, aonde servia de
capitão, por se casar pela segunda vez (bigamia), sendo viva sua primeira mulher.
Registra-se, no Auto-de-fé celebrado no Terreiro do Paço de Lisboa, a 15.12.1658,
a condenação de cinco (5) anos de degredo para o Brasil, de Juliana Correia, cristã
nova, mulher de Afonso Rodrigo, natural da cidade de Elvas e moradora em Lisboa.

Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à
religião Cristã, a partir de 1497. No Rio de Janeiro, registra-se Ana Maria Correia,
«cristã novo», filha de João Correia Ximenes, saiu no auto-de-fé de 1723.

Na Bahia, encontra-se Belchior Mendes Correia, «cristão novo», morador em


Salvador, que saiu no auto-de-fé de 1731.

Na Paraíba, Diogo Nunes Correia, senhor de engenho na Paraíba, judaizante.

Em Minas Gerais, Luís Miguel Correia, morador em Vila Rica, Minas Gerais, roceiro,
que saiu no auto-de-fé de 1732 (Wolff, Dic.I,44).

Sobrenome de algumas famílias de origem judaica estabelecidas, no Brasil, durante o


período holandês. Entre outros, registram-se: Jacob Gabai Correia, documentado nos
anos de 1641, 1645 e 1648 [Signatário dos estatutos da Congregação Tsur Israel, no
Recife, Pernambuco]; Inês Corrêa, em 1645 e 1646; Isaac Correia e Simão Correia,
documentado de 1630 a 1637 (Wolff, Brasil Holandês, 31).

Nobreza Titular:

I - ver visconde de Sande;


II - José Caetano Corrêa, que foi agraciado, por Decreto de 19.08.1888, com o
título de barão de Tapajós;
III - Antônio José Correia, que foi agraciado, a 23.12.1887, com o título de barão
do Rio Pardo (3.º);
IV - o brigadeiro José Teodoro Corrêa de Azevedo Coutinho [30.08.1775, Alcântara,
MA - 11.03.1855, Alcântara, MA], do ramo do Maranhão, citado acima [item VI].
«Assentou praça na 1.ª companhia do têrço de infantaria da vila de Alcântara.
Promovido aos postos superiores até coronel [24.06.1820]. Em 1844 foi reformado no
pôsto de brigadeiro. Tempo de serviço: 45 anos, dois meses e dez dias. Presidente da
Província do Maranhão [12.01.1842]» (Laurênio Lago, Acréscimos e Retificações,
146). Foi agraciado, por Dec. de 25.03.1849, com o título de barão de Mearim.
Deixou geração do seu cas. com Maria Rita Joaquina de Araújo.

Heráldica:
em campo de ouro, fretado de corrêas de vermelho, repassadas umas por outras de 6
peças, 3 em banda e outras 3 em contrabanda.
Timbre: 2 braços armados de prata, com as mãos abertas e as palmas para frente,
atados pelos pulsos com uma correia vermelha. Foram passadas outras Armas, para os
ramos Corrêa Aguiar, Corrêa Barahem e os Corrêas de Belas.

Heráldica-Século XVI:

I - Antônio Correia Baharem, fidalgo da casa real. Brasão de Armas datado de


23.04.1544. Registrado na Chancelaria de D. João III, Livro XLI, fl. 15: um escudo
esquartelado, no primeiro e no quarto quartel, as armas da família Correia: em campo
vermelho, uma águia de preto, armada de prata, estendida, tendo nos peitos um
escudo de ouro fretado de vermelho de grossas coticas; e no segundo e no terceiro
quartel, as armas da família Melo (v.s.). Elmo de prata, aberto, guarnecido de ouro.
Paquife de ouro e vermelho.

Timbre: a mesma águia do escudo com uma correia no bico.

Diferença:
uma flor-de-lis de prata. Filho de Jorge Correia, neto de Pedro Correia, bisneto de
Gonçalo Correia (Sanches Baena, Archivo Heraldico, I, 1);
II - Carlos Corrêa - Carta de Brasão de 09.08.1549: as armas dos Corrêas.
Diferença: uma crescente de verde.

Brasil Heráldico:
I - Teodoro Corrêa de Azevedo Coutinho, do ramo do Maranhão, citado acima. Carta
de Brasão de 06.05.1790;
II - Tenente Antônio José Corrêa de Azevedo Coutinho, filho do anterior, do ramo do
Maranhão. Carta de Brasão de 10.03.1806. Registrada no Cartório da Nobreza, Livro
VII, fl. 121 - um escudo esquartelado: no primeiro e no quarto quartel as armas da
família Corrêa, descrita acima; no segundo quartel, as armas da família Azevedo
(v.s.); e no terceiro quartel as armas da família Furtado de Mendonça (v.s.).
Origens do Sobrenome

Sobrenome de origem toponímica, tomado à alguma propriedade onde se cultivam


oliveiras. De oliveira, subst. comum (Antenor Nascentes, II, 223).
Portugal:
Vem esta família de Pedro de Oliveira, que foi o primeiro com este sobrenome, cujo
filho Martim Pires de Oliveira, arcebispo de Braga, instituiu em 1306 o morgado de
Oliveira, em seu irmão Mem Pires de Oliveira. Foi seu solar na freguesia de Santiago
de Oliveira, donde esta família tomou o sobrenome, no concelho de Lanhoso. No tempo
de D. Diniz I, rei de Portugal em 1281, já era «família antiga, ilustre e honrosa»,
como consta dos livros de inquirições desse rei (Anuário Genealógico Latino, I, 72).
Brasil:

No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de Bento de Oliveira [- 1657, RJ], que
deixou descendência do seu cas. no Rio, em 1617, com Ana de Sampaio, n. no Rio,
onde fal. em 1654 (Rheingantz, III, 35).
Rheingantz registra mais 47 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que
deixaram numerosas descendências no Rio de Janeiro.
Antiga e importante família, de origem portuguesa, estabelecida em São Paulo, com
ramificações na Vila de Santos, SP, à Angra dos Reis, RJ, que teve princípio no Cap.-
Mor de São Vicente (1538) Antônio de Oliveira, de Portugal, Cavaleiro Fidalgo da
Casa Real, primeiro lugar tenente do Donatário Martim Afonso de Sousa [1538-1542
e 1549-1552]. Deixou vasta descendência, do seu cas., em Portugal, com Genebra
Leitão de Vasconcellos, n. em Portugal. Deste casal descendem os Oliveira Gago.
Entre seus descendentes, registra-se Matias de Oliveira Lobo, de quem descendem os
Oliveira Lobo (v.s.), de São Paulo.
Ainda em São Paulo, de origem portuguesa, a importante família de Rafael de
Oliveira, «o Velho» [1572, Portugal - 1648, SP], filho de Maria Gonçalves. Deixou
numerosa descendência de seus dois casamentos: 1.º, com Paula Fernandes, com a
qual teve seis filhos, abastados fazendeiros no sertão de Jundiaí; e 2.º, com
Catarina de Figueiredo d'Horta [- 1621, SP], matriarca de um dos ramos da família
Horta (v.s.), de São Paulo, que por este casamento, descendem os Oliveiras e os
Oliveira Horta (v.s.), de São Paulo.

No Rio Grande do Sul, entre as mais antigas, a de Domingos Fernandes de Oliveira,


que deixou geração, por volta de 1734, na Colônia do Sacramento, com Quitéria Maria
de Santo Inácio.
Ainda, no Rio Grande do Sul, a importante família Souza de Oliveira, à qual pertence
Francisco de Souza de Oliveira [c.1730, Colônia do Sacramento -04.10.1792, em sua
estância em Gravataí, RS]. Era irmã de Eufrásia Maria de Oliveira, que por seu
casamento foi a matriarca da família Gomes de Carvalho (v.s.), do Rio de Janeiro.
Francisco de Souza de Oliveira deixou numerosa descendência do seu cas., a
27.01.1766, em Viamão, RS, com Rosa Maria Seria [c.1751, Rio Grande, RS -], filha
do Capitão de dragões Antônio Pinto da Costa e de Teodósia Maria de Jesus. Foram
antepassados, entre outros:
I - do neto, o conselheiro Cândido Batista de Oliveira [08.02.1801, Porto Alegre, RS
-], Professor da Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Diretor da Revista Brasileira,
em sua 1ª fase, de 1857 a 1861. Ministro de Estado). Deixou geração do seu cas.
com Ana Chagas;

II - a neta, Antônia Cândida de Oliveira [c.1813, Porto Alegre, RS -[, cas. com o
alferes Marco Antônio de Azeredo Coutinho Ramos de Montaury, da importante
família Montaury (v.s.);
III - o bisneto, Luiz Plínio de Oliveira [06.07.1834 - 24.05.1909], que por seu
casamento, tornou-se patriarca da família Torres de Oliveira (vs.), do Rio de Janeiro.

Em Goiás, entre outras, registra-se a do alf. Luiz Antônio de Oliveira, nat. do Porto,
que deixou geração, em Pirinópolis, do seu cas., por volta de 1775, com Maria
Teodora do Nascimento, meiapontense (JJ., Pirinópolis, II, 259).

Na Paraíba, entre as mais antigas, a de João Gonçalves, que deixou descendência do


seu cas. com Beatriz de Oliveira, nat. da Paraíba, do princípio do séc. XVII. Em
Pernambuco, entre as mais antigas, a de Julião de Oliveira, nat. de Lanhoso,
Guimarães (Portugal), que teve mercê do Hábito da Ordem de Aviz [1649], pelos
serviços prestados em Pernambuco. Deixou geração do seu cas., em Porto Calvo (PE),
com Maria de Abreu, filha de Francisco Camelo de Andrade.

Em Minas Gerais, entre muitas, a do Guarda-Mor João Batista de Oliveira [Freg. de


Santa Luiza, Portugal -], filho de Romão Dias, nat. de Portugal, e de Catarina Batista
de Jesus, nat. da Vila de Santa Cruz, na Ilha da Madeira. Deixou numerosa
descendência, por onde correm os sobrenomes Oliveira e Oliveira Fontoura, em Minas
Gerais, do seu cas., c.1745, com Ana Rosa da Fontoura, nat. da Freg.ª de N.S. do
Rosário do Recife, Pernambuco. Filha de Manuel Pinheiro e de Inês Rodrigues de
Oliveira Fontoura, patriarcas da família Pinheiro da Fontoura (v.s.), de Minas Gerais.
Foram pais, entre outros, de Belchior Pinheiro de Oliveira [06.01.1748, Vila do
Príncipe [(Serro), bisp. de Mariana, MG -], que serviu de Escrivão da Comarca dos
Diamantes do Serro do Frio.

Na Bahia, entre muitas, ver a família Oliveira Junqueira.

Linha Indígena: No Rio de Janeiro, entre outras, registra-se a de Mateus de


Oliveira, que deixou geração, por volta de 1662, com Catarina, «índia da terra»
(Rheingantz, III, 40).

Linha Africana: Sobrenome também adotado por famílias de origem africana. Na


Colônia do Sacramento a de José de Oliveira, «pardo forro» [filho de Gonçalo de
Oliveira e de Luzia, sua escrava], que deixou geração, em 1754, com Eugenia Maria
«parda forra» [filha de João Francisco e de Antônia de Souza, «preta forra»]
(Rheingantz,Col., 3).
Em Minas Gerais, por exemplo, Alexandre Patrício de Oliveira, «pardo forro», nat. de
S.J. d’El-Rei, filho de Domingos Rodrigues de Oliveira e de Serafina Cordeiro, deixou
5 filhos, nascidos em Campanha (MG), de seu cas. com Inácia Pereira «parda forra»,
filha de Francisco Pereira de Mendonça e de Vicência Maria de Andrade (Monsenhor
Lefort - Campanha).

Linha Natural: Em São Paulo, por exemplo, Antônio Tomaz de Oliveira, nat. de
Guaratinguetá, «filho natural» de Maria Antônia de Jesus, foi cas. em 1813, Itajubá
(MG), com Maria Antônia da Silva, nat. de Guaratinguetá (Monsenhor Lefort -
Itajubá).

Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à
religião Cristã, a partir de 1497. (Wolff, Dic.I, 146). Registra-se, por exemplo,
Rachel de Eliau Jesurun d'Oliveira [c.1727-], que foi casada, em 1749, com Davi de
Aron de Samuel Sarphati Pina, bisneto de Aharon Sarfatti, patriarca desta família
Sarfatti (v.s.), de Pernambuco (Wolff, VI, 17).

Linha de Degredo e Cristão Novo: Registra-se, no Auto-de-fé celebrado na Igreja do


Convento de São Domingos de Lisboa, a 09.01.1633, a condenação de quatro (4) anos
de degredo para o Brasil, de Catarina de Oliveira, cristã nova, natural de São
Martinho, Couto de Alcobaça, moradora em Lisboa, por se casar segunda vez (bigamia)
sendo vivo o seu primeiro marido.

Nobreza Titular:
Em Mato Grosso, registra-se a família do Brigadeiro honorário João Batista de
Oliveira [?, Cuiabá, MT - 14.05.1879, ídem], filho do Major do Exército Antônio
Bernardo de Oliveira, português, e de Ana d'Alincourt, portuguesa. Neto paterno de
Hermenegildo Alves de Oliveira. Neto materno de Luiz d'Alincourt, membro da
importante família francesa Alincourt (v.s.). Foi agraciado com o título [Dec.
20.05.1863] de barão de Aguapeí [Serra onde nascem os rios Alegre e Aguapeí,
distante 14 léguas a S.E. de Cuiabá, Mato Grosso]. Deixou geração do seu cas. na
família Alves da Cunha (v.s.), de Mato Grosso.
Importante família, de origem portuguesa, estabelecida em São Paulo, para onde
passou Estanilau José de Oliveira [Portugal - 1826, São Carlos, SP], professor
jubilado de retórica de São Paulo, que deixou numerosa descendência do seu cas. com
Maria Joaquina de Araújo [- 1842, vila de S. Carlos, SP], filha de José Ribeiro do
Prado e de Ana de Araújo (SL, VII, 299). Entre os seus descendentes, cabe
registrar:
I - o filho, José Estanilau de Oliveira [05.03.1803, SP - 04.09.1884, Rio Claro],
alferes do regimento de caçadores [1826], agraciado, sucessivamente, com os títulos
de [Dec. 30.05.1867], barão de Araraquara, que foi elevado para [Dec. 19.07.1870]
o de Visconde do Rio Claro. Chefe do partido liberal no Rio Claro, em cujo município
era proprietário de importante fazendas de cultura de café. Deixou geração do seu
cas., com Elisa de Mello Franco, integrante da importante família Mello Franco (v.s.),
de Minas Gerais;
II - o neto, Estanilau José de Oliveira (2.º) [1829 - 29.05.1902], filho do anterior,
importante fazendeiro com cultura de café no Município de Anápolis. Foi agraciado
com o título [Dec. 28.02.1885], de barão de Araraquara.
Deixou uma prole de 10 filhos, do seu cas. com sua prima legítima, abaixo
denominada;
III - o neto, Dr. Luiz José de Mello e Oliveira [25.02.1837, Campinas, SP -
08.03.1901, São Paulo, SP], bacharel em Direito, pela Faculdade de São Paulo
[1862], que foi agraciado com o título [Dec. 28.03.1885], de barão de Melo e
Oliveira. Deixou geração do seu cas. com Ana Flora Vieira Barbosa [25.02.1849,
Santos.SP - 17.05.1900, São Paulo, SP], baronesa de Melo e Oliveira, filha de
Antônio José Vieira Barbosa, membro da família Vieira Barbosa (v.s.), de São Paulo;
IV - o neto, Coronel João Batista de Mello e Oliveira, diretor do Banco União de São
Paulo, Senador Estadual e Vice-Presidente do Estado de São Paulo [1905];
V - a neta, Maria Joaquina de Oliveira [- 26.04.1926], que, por seu casamento na
família Aguiar e Barros (v.s.), de São Paulo, tornou-se, em 1880, a 2.ª baronesa de
Piracicaba; VI - a neta, Amália Carolina de Oliveira [1830, Campinas - 01.10.1910,
SP], que por seu casamento, em 1847, na família Borges, de São Paulo, tornou-se,
em 1889, a baronesa de Dourados, e a matriarca da família Oliveira Borges (v.s.), do
mesmo Estado;
VII - a neta, Amélia Cândida de Oliveira da Luz [1840 - 27.12.1908, São Paulo,
SP], que, por seu casamento com seu primo, denominado acima, tornou-se, em 1885,
baronesa de Araraquara;
VIII - a neta, Ana Carolina de Melo e Oliveira [05.11.1841 - 05.10.1945, São
Paulo, SP], que por seu cas., a 23.04.1863, com, com um membro da família Arruda
Botelho (v.s.), de São Paulo, tornou-se a condessa do Pinhal; e
IX - a neta, Eudóxia Henriqueta de Oliveira [bat. 24.06.1836, Campinas, SP -
05.02.1874, ídem], que foi cas., a 23.06.1851, na importante família Cunha Bueno
(v.s.), de São Paulo. Eudóxia, faleceu antes que seu marido fosse agraciado com os
títulos de barão de Itaquari [1887], barão da Cunha Bueno [1887], e, finalmente,
visconde da Cunha Bueno [1889]. Importante família, de origem portuguesa,
estabelecida em Pernambuco, para onde passou Manuel Inácio de Oliveira [Braga -
25.06.1875, Lisboa], negociante matriculado na praça do Recife, filho de Antônio
José de Oliveira e de Antônia Maria Moreira. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Foi
agraciado com o título [Dec. 22.07.1867] de barão de Ouricurí. Teve mercê da Carta
de Brasão de Armas - detalhes adiante. Deixou importante descendência do seu cas.
com Mariana Bernarda d'Almada [Ipojuca, PE -]. Foram pais, entre outros (11
filhos):
I - o filho, Felisberto Inácio de Oliveira [PE - 22.10.1870], negociante matriculado,
que foi agraciado com o título [Dec. 22.06.1867] de barão de Cruangí. Teve mercê de
Carta de Brasão de Armas - detalhes adiante. Foi casado com Maria Joana Lopes de
Araújo [1850 -], da importante família Lopes de Araújo (v.s.), do Rio Grande do Sul,
que tornou-se baronesa de Cruangí, perdendo este tratamento, por haver casado
novamente com o barão de Pinto Lima; e
II - Francelina de Oliveira, casada, primeiro, na família Timm (v.s.), e segundo, na
família Wild (v.s.). O barão de Ouricuri, chefe desta família, parece ter vindo com
um irmão, Francisco Antônio de Oliveira, que tirou Carta de Nobreza, justificando sua
ascendência, em 10.1846 (Boulanger - Archivo da Nobreza do Brasil). Família
estabelecida no Maranhão, à qual pertence José Antônio de Oliveira, que deixou
geração do seu cas., por volta de 1850, com Maria Segeins. Foram pais de José
Joaquim Segeins de Oliveira [17.06.1858 - 22.05.1929], abastado agricultor e
criador de gado no Maranhão, nas propriedades que herdou de seu progenitor. Foi
agraciado com o título de barão de Itapari [12.05.1888]. Deixou geração do seu cas.
com Hortência Sales, falecida depois de 1929, baronesa de Itapari, filha de
importante família da Ilha da Madeira. Seus descendentes assinam Itapari, como
sobrenome da familia. Registram-se, ainda:
I - Luiz Antônio de Oliveira, que por Decreto de 29.09.1883, foi agraciado com o
título de barão de Trontaí;
II - Manuel Claudiano de Oliveira, que foi agraciado, a 11.10.1848, com o título de
barão de Mogi-Mirim. Foi casado com Balbina de Toledo.

Heráldica:

I - um escudo em campo vermelho, com uma oliveira verde, arrancada de prata,


frutada de ouro.

Timbre: a oliveira do escudo;


II - Moderno: um escudo em campo vermelho, com uma oliveira de verde, perfilada e
frutada de ouro e arrancada de prata. Timbre: a oliveira do escudo;
III - De Domingos Joanes: um escudo em campo azul, com aspa de prata,
acompanhada de 4 flores-delis de ouro;
IV - dos Oliveira-Silva: um escudo partido: o primeiro, em campo de ouro, uma
oliveira verde frutada de negro; o segundo, em campo vermelho, um leão de prata,
armado de ouro.
Timbre: uma flor-de-lis de azul (Armando de Mattos - Brasonário de Portugal, II,
53);

Brasil Heráldico:

V - Manuel Inácio de Oliveira, barão de Ouricurí, citado acima, ramo de Pernambuco.


Brasão de Armas datado de 30.08.1867. Registrado no Cartório da Nobreza, Livro
VI, fls. 86: um escudo em campo de prata, partido; ao primeiro quartel, uma oliveira
de sinople com frutas de ouro; ao segundo quartel, três faixas de azul, com uma
abelha de ouro em cada uma. Coroa de barão. Timbre: uma cruz de goles florida e
aberta;
VI - Felisberto Inácio de Oliveira, barão de Cruangí, citado acima, ramo de
Pernambuco. Carta de Brasão de 30.08.1867. Registrada no Cartório da Nobreza,
Livro VI, fls. 87): armas igual a de seu pai, o barão de Ouricuri (Sanches Baena, II,
201, 223);
VII - Antonio Joaquim de Oliveira [Lisboa-], que em 1774 era Capitão de Mineiros de
Artilharia na Cdade do Porto, quando foi nomeado por D. José I, a Tenente-coronel e
Lente da Aula do Regimento de Artilharia do Rio de Janeiro, conforme se nota na
Comunicação enviada em Ofício de 18.09.1774, do Ministro da Marinha e Domínios
Ultramarinos, Martinho de Melo e Castro, ao Vive Rei Marques do Lavradio. Coube-
lhe, como Lente da recém-criada Real Academia, instalar a nova Escola na Casa do
Trem de Artilharia, contígua ao Quartel do Regimento de Artilharia, na Ponta do
Calabouço. O Tenente-coronel Oliveira permaneceu nestas funções até 1795, quando
já Coronel, foi dispensado por motivo de saúde, sendo substituído por José de Oliveira
Barbosa. Coronel - antes de 1795. Promovido a Brigadeiro Graduado em 13.05.1808.
Filho de Francisco José de Oliveira e de Maria Joaquina de Miranda. Neto paterno de
Braz de Oliveira e de Maria Madalena. Neto materno de Antonio de Miranda e de Ana
Joaquina. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas - detalhes adiante;
VIII - Francisco Antônio de Oliveira, que tirou Carta de Nobreza, justificando sua
ascendência, em 10.1846 (Boulanger - Archivo da Nobreza do Brasil).
Fonte:Dicionário das Famílias Brasileiras, autores Antônio Henrique Cunha Bueno e
Carlos de Almeida Barata.