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Além do osso hioide, outras estruturas comumente passíveis de lesão nas asfixias

por contricção do pescoço são:


A
cartilagem cricoide, artérias carótidas, veias jugulares, artérias vertebrais e mandíbula.

B
cartilagem tireoide, cartilagem cricoide, vértebras cervicais e traqueia.

C
cartilagem tireoide, artérias carótidas, veias jugulares, artérias vertebrais e vértebras
cervicais.

D
artérias carótidas, veias jugulares, cartilagem tireoide e mastoide.

E
artérias carótidas, veias jugulares, mandíbula e fúrcula esternal.

Comentário do professor

ENFORCAMENTO- Sinais internos a) sinal de Hoffmann-Haberda: infiltrações


sanguíneas dos músculos cervicais; b) sinal de Morgagni-Valsalva-Orfila-Roëmmer:
fratura do corpo do osso hioide; c) sinal de Hoffmann: fraturas das apófises superiores
da cartilagem tireoide; d) sinal de Helwig: fratura do corpo da cartilagem tireoide; e)
sinal de Morgagni-Valsalva-Deprez: fratura do corpo da cartilagem cricoide; f) sinal de
Amussat-Divergie-Hoffmann: seção transversal da túnica íntima da carótida comum,
próxima à sua bifurcação; g) sinal de Friedberg: sufusão hemorrágica da túnica
adventícia; h) sinal de Dotto: ruptura da bainha mielínica do vago; i) sinal de Ambroise
Paré: luxação da segunda vértebra cervical; j) sinal de Brouardel-Vibert-Descourt:
equimoses retrofaringeanas. l) lesão de Orsòs: gotas de gordura emulsionadas pelo
líquido tissular na tela adiposa subcutânea.

Verificamos os Sinais: Hoffmann-Haberda,Morgagni-Vasalva-Orfila-Roemmer, Hoffman,


Helwig, Amussat-Divergie-Hoffmann, Ambroise Paré.

ESTRANGULAMENTO — Lesões nos planos profundos do pescoço: a) infiltração


hemorrágica do tecido celular subcutâneo e dos músculos longos do pescoço; b)
excepcionalmente, lesões do osso hioide e das cartilagens tireoide e cricoide; c)
infiltrações hemorrágicas da adventícia das artérias carótidas (sinal de Friedberg); d)
as rupturas transversais das carótidas, imediatamente abaixo da bifurcação (sinal de
Amussat), ocorre apenas excepcionalmente; e) Bonnet e Pedace afirmam que, no
estrangulamento e no enforcamento, mesmo na ausência dos sinais de Amussat e de
Friedberg, é possível provar histologicamente a existência de lesões das artérias
carótidas comuns, próximas a sua bifurcação, especialmente representadas por
achatamento, deformidade e rupturas.

ESGANADURA: a) infiltrações hemorrágicas difusas nas partes moles do pescoço — são


constantes e mais acentuadas que no estrangulamento; b) fraturas dos pequenos e
grandes cornos do osso hioide e das cartilagens tireoide e cricoide — também são mais
frequentes que no estrangula mento; c) lesões dos vasos do pescoço, tanto das
carótidas como das jugulares — são bem mais raras. Registramos as marcas de França
na esganadura, soluções de continuidade ou infiltrações hemorrágicas dispostas
longitudinalmente, semilunares ou atípicas, e de concavidade voltada para a linha
medial do pescoço, na túnica íntima da artéria carótida comum, próximas à bifurcação;
d) lesões da coluna vertebral — podem ocorrer apenas no infanticídio por esganadura;
e) equimoses do pericrânio, congestão das meninges e do encéfalo — não são
incomuns.

Conforme, CROCE, Delton. CROCE Jr., Delton. Manual de Medicina Legal. 8ª edição,pg
1031, Editora Saraiva, 8ª edição, 2012.

GABARITO DO PROFESSOR: LETRA C