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MÓDULO DE COMPETÊNCIA CRIMINAL

ROTEIRO DE AULA
Professor PEDRO COELHO
Defensor Público Federal

1. Considerações Gerais – Soluções de Conflito e Jurisdição


- Autotutela/Autocomposição/Jurisdição.

2. Princípio do Juiz Natural (art. 5º, XXXVII e LIII da CF/88). Previsão


Constitucional e Convencional.

Art. 5º XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;

LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade


competente;

- O que é um Tribunal de Exceção? A Justiça Especializada é um tribunal de


exceção?

2.1. Convocação de Juízes de 1ª Grau para Substituir Desembargadores


(Juiz Convocado).

- Art. 118 da LC 35/79 (LOMAN) – Decisão da maioria absoluta do Tribunal ou


Pleno.

- Importante leitura da Adin 1.481 (STF) e HC 126.390/SP (STJ).

2.2 - Julgamento por Turma Composta por Maioria de Juízes


Convocados?

- 1º Momento – STJ (“Desembargadores Pebas”) X 2º Momento – STF (HC


96.821).
E atualmente? Vide STF, HC 101.473/SP:

Ementa: Processual Penal. habeas corpus. roubo. apelação julgada por


Câmara composta majoritariamente por juízes convocados. princípio do juiz
natural. ordem denegada. 1. Não viola o princípio do Juiz natural o julgamento
de apelação por órgão colegiado presidido por Desembargador, sendo os
demais integrantes Juízes convocados. Precedente do Plenário do STF. 2.
Habeas Corpus extinto sem resolução de mérito. (HC 101473, Relator(a): Min.
MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO,
Primeira Turma, julgado em 16/02/2016, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-117
DIVULG 07-06-2016 PUBLIC 08-06-2016).

ATENÇÃO! Cuidado com o precedente do HC 88.739 (STJ)! Peculiaridade!

HABEAS CORPUS. AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. ESTUPRO E AMEAÇA.


CONDENAÇÃO DE PROMOTOR DE JUSTIÇA. QUORUM DA SESSÃO DE
JULGAMENTO COMPLEMENTADO POR JUÍZES DE PRIMEIRO GRAU
CONVOCADOS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. NULIDADE
ABSOLUTA. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. É pacífico o
entendimento deste Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal
Federal no sentido de ser perfeitamente possível a convocação de juízes de
primeiro grau para substituírem desembargadores nos Tribunais, quando, em
conformidade com a legislação de regência, não há qualquer ofensa à
Constituição Federal. 2. O caso em apreço não se amolda à hipótese acima,
tendo em vista tratar-se de ação penal originária, porquanto, em última
análise, refere-se às prerrogativas dos membros do Ministério Público
que, por expressa previsão constitucional (art. 96, inciso III), possuem foro
privilegiado por prerrogativa de função. 3. Prevendo o Regimento Interno do
Tribunal de Justiça Estadual, vigente à época do julgamento do paciente,
de que era necessária a presença de pelo menos dois terços de seus
membros na sessão de julgamento, viola o princípio do juiz natural
quando o referido quorum é completado com juízes de primeiro grau
convocados.(...). 6. Habeas corpus parcialmente concedido para anular o
julgamento da Ação Penal Originária nº 6813-7/2003, devendo outro ser
realizado pelo Tribunal Pleno composto de pelo menos dois terços de
desembargadores efetivos do Tribunal de Justiça da Bahia, declarando, de
ofício, extinta a punibilidade do paciente em relação ao delito de ameaça, pelo
reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, devendo, ainda, aguardar

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o novo julgamento em liberdade, se por outro motivo não estiver preso,
restando prejudicados os demais pedidos. (HC 88739/BA, Rel. Ministro
HAROLDO RODRIGUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/CE),
SEXTA TURMA, julgado em 15/06/2010, DJe 30/08/2010).

2.3. Quando o juiz é convocado, ele passa a ter foro por prerrogativa de
função típico dos Desembargadores (STJ)?

3. COMPETÊNCIA
3.1. Conceito.
3.2. Espécies de Competência
(a) Ratione Materiae; (b) Ratione Personae (ou Funcionae); (c) Ratione
Loci.

(d) Competência Funcional.

d.1 – Competência Funcional por fase do processo.

d.2 - Competência Funcional por objeto do Juízo.

d.3 - Competência Funcional por Grau de Jurisdição.

3.3 – Competência Absoluta x Competência Relativa.

Competência Absoluta Competência Relativa

Interesse Público e Improrrogável Interesse das Partes e Prorrogável

Consequências Processuais Consequências Processuais

Art. 567 do CPP/ Doutrina e STF (HC Art. 567. A incompetência do juízo
83.006). Tendência HC 121.189/PR anula somente os atos decisórios,
(2014). devendo o processo, quando for
declarada a nulidade, ser remetido ao
juiz competente.

Reconhecimento de Ofício Reconhecimento de ofício? Súmula 33

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do STJ!

Marco Temporal?

Obs.: Crítica à distinção de competência absoluta e relativa no Processo


Penal.

3.4. Guia para fixação de competência.

A - Qual é a justiça competente? (ratione materiae)

B - O acusado possui foro por prerrogativa de função? (ratione personae)

C - Qual a comarca ou seção judiciária competente? (ratione loci)

D - Qual é a vara competente? (competência do juízo)

E – Competência Recursal (Cuidado com as Turmas Recursais).

4 – Competência Ratione Materiae (Competência Material).

4.1. Justiça Militar.

4.2. Justiça Eleitoral.

- O que são crimes eleitorais? Crimes Eleitorais X Crimes Militares.

- Força atrativa (art. 78 do CPP)

Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão


observadas as seguintes regras:

IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta.

- Justiça Eleitoral e Competência Constitucional – Força atrativa? (i) Crimes


Dolosos contra a vida e (ii) Crimes da Justiça Federal.

4.3. Justiça do Trabalho

- Antes e Depois da EC 45/2004;

Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:

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IV os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato
questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição;

- Exemplo do Depositário Infiel x Súmula Vinculante 25 STF (e Súmula 419 do


STJ);

- A Justiça do Trabalho possui competência para julgar crimes? E nos crimes


contra a organização do trabalho, é possível?

- Competência Criminal Genérica (STF ADI 3.684 e STJ CC 59.978/RS).

5. Competência Criminal (Material) da Justiça Federal (art. 109 CF)

5.1. Considerações Gerais

5.2. Diferença com Atribuições da Polícia Federal

Art. 144. § 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente,
organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a:

I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de


bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e
empresas públicas (1), assim como outras infrações cuja prática tenha
repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme,
segundo se dispuser em lei (2).

- Lei 10.446/2002 – Repercussão Interestadual ou Internacional – Exemplo.

5.3. Estudo ESPECÍFICO da Competência da Justiça Federal de 1º Grau.

5.3.1. Crimes Políticos (art. 109, IV)

- O que seriam crimes políticos? 2 Requisitos Cumulativos:

(i) Previsão no rol da Lei 7.170/83 (Lei de Segurança Nacional);

(ii) Motivação Política.

- De quem é a competência Recursal? E qual é o recurso?

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da


Constituição, cabendo-lhe:

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II - julgar, em recurso ordinário:

b) o crime político;

5.3.2. Bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades


autárquicas ou empresas públicas;

IV - (...) e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou


interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas,
excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e
da Justiça Eleitoral;

- Considerações sobre o dispositivo;

- Interesse Reflexo, Indireto, Mediato X Interesse Direto e Imediato (Súmula


107 STJ);

Súmula 107 STJ - Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar


crime de estelionato praticado mediante falsificação das guias de recolhimento
das contribuições previdenciárias, quando não ocorrente lesão à autarquia
federal.

Obs.: Situações Concretas Jurisprudenciais de Competência da Justiça


Federal (art. 109, IV da CF):

(i) Fraude eletrônica praticada em detrimento de correntista da CEF, cuja


agência se localiza em São Paulo e os saques fraudulentos realizados em
Curitiba.

- Quem é a vítima desse crime?

- Qual é a Justiça Competente?

- Qual a competência territorial?

(ii) Roubo a Casa Lotérica:

- Natureza Jurídica da Casa Lotérica – Permissionária de Serviço Público


Federal.

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(iii) Roubo à Agência de Correios:

- Agência operada por Franquia X Diretamente pela EBCT

- STJ – Conflito de Competência 122.596 – Agência Comunitária.

PENAL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO PENAL. CRIME DE ROUBO


PERPETRADO CONTRA AGÊNCIA COMUNITÁRIA DOS CORREIOS,
CONSTITUÍDA MEDIANTE CONVÊNIO ENTRE A ECT E O MUNICÍPIO DE
SÃO JOÃO BATISTA/SC. INTERESSE RECÍPROCO NO SERVIÇO
PRESTADO, INCLUSIVE DA EMPRESA PÚBLICA FEDERAL. DANO DE
PEQUENO VALOR. IRRELEVÂNCIA. PERDA MATERIAL E PREJUÍZO AO
SERVIÇO POSTAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Nos crimes
praticados em detrimento das agências da Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos - ECT, esta Corte Superior já firmou o entendimento de que a
fixação da competência depende da natureza econômica do serviço
prestado. Se explorado diretamente pela empresa pública - na forma de
agência própria -, o crime é de competência da Justiça Federal. De outro
vértice, se a exploração se dá por particular, mediante contrato de
franquia, a competência para o julgamento da infração é da Justiça
estadual. 2. A espécie, contudo, guarda peculiaridade, pois a agência alvo do
roubo é tida como "comunitária". Constituída sob a forma de convênio entre a
ECT e a prefeitura municipal, ostenta interesse recíproco dos entes
contratantes, inclusive da empresa pública federal. 3. Embora noticiado que o
ilícito importou em pequeno prejuízo à empresa pública, o fato é que
houve perda material e prejuízo ao serviço postal; logo é o caso de firmar
a competência da Justiça Federal para conhecer do feito, nos termos do
art. 109, IV, da Constituição Federal. 4. Conflito conhecido para declarar a
competência do Juízo Federal e Juizado Especial de Brusque - SJ/SC, o
suscitante. (CC 122596/SC, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR,
TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 08/08/2012, DJe 22/08/2012).

(iv) Crime decorrente de abertura de conta corrente mediante


apresentação de documento falso em agência do Banco do Brasil
localizada nas dependências de agência dos Correios, na qualidade de
Banco Postal.

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- Banco Postal = “correspondente bancário de instituições financeiras
contratantes”.

(v) Crime cometido em detrimento da OAB:

- Evolução do Tema:

(a) Entidades de Representação e Fiscalização Profissional – Autarquia


Federais; (b) Lei 9.649/98 – Modificação de Natureza Jurídica; (c) STF – ADI
1.717-6; (d) STF – ADI 3.026 – “Serviço Público Independente, de categoria
jurídica ímpar”.

- Competência – Justiça Federal!

(vi) Roubo contra o Banco do Brasil:

- Regra – Súmula 42 do STJ:

STJ Súmula nº 42 - Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as


causas cíveis em que é parte sociedade de economia mista e os crimes
praticados em seu detrimento.

Súmula 556 do STF - É competente a Justiça Comum para julgar as causas


em que é parte sociedade de economia mista.

* ATENÇÃO – Exceção! STF, RE 614.115 AgR/PA (2014)!

- Companhia Docas do Pará – Maior parcela do capital composta por verba


pública federal – Administração e Exploração de Portos no Pará – Atividade
Exclusiva da União (art. 21, XII, f, da CF).

(vii) Crimes cometidos contra Bens Tombados;

(viii) Crimes cometidos contra Consulado Estrangeiro.

- STJ (CC 133.092/RS, 3ª Seção - 2014) X STF (Decisão Monocrática no RE


831.996 – 2015).

- Acompanhar a evolução da jurisprudência! Polêmica!

(ix) Desvios de Verbas Federais

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STJ Súmula nº 208 - Compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito
municipal por desvio de verba sujeita a prestação de contas perante órgão
federal.

STJ Súmula nº 209 -Compete à Justiça Estadual processar e julgar prefeito


por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal.

- Foro por prerrogativa de função – Cuidado!

(x) Falso Testemunho cometido em processo trabalhista (ou perante da


Justiça Eleitoral, Federal ou militar da União):

STJ Súmula nº 165 - Compete à Justiça Federal processar e julgar crime de


falso testemunho cometido no processo trabalhista.

(xi) Crimes cometidos contra (e por) funcionário público

- Critério – Existência ou não de vínculo? Exemplos.

- STJ Súmula nº 147 - Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes


praticados contra funcionário público federal, quando relacionados com o
exercício da função.

Obs.1.: Furto contra carteiro? STJ HC 210.416/SP.


- Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem,
embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou
função pública.
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou
função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora
de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da
Administração Pública.

- Luiz Régis Prado – “Entidades paraestatais são, portanto, as empresa


públicas, as sociedades de economia mista, os serviços sociais autônomos e
modernamente o terceiro setor (entes da sociedade civil de fins públicos e não
lucrativos – fundações, associações, cooperativas, organizações sociais,
OSCIPs)”.

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Obs..2: Latrocínio (tentando ou consumado) com trocas de tiros e PRF´s
que não estavam em serviço (STJ, HC 309.914/RS).

- Não condição de serviço de patrulhamento ostensivo X Flagrante Obrigatório


(art. 301 do CPP).

(xii) Crimes contra o Meio Ambiente.

- 1º Momento – Súmula 91 do STJ.

- Súmula 91 do STJ - Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes


praticados contra a fauna.

- 2º Momento – STJ – CC. 88.013 – Cancelamento da Súmula 91.

- Atualmente: Regra – Crime Ambiental – Competência Estadual!

- Exceções:

(a) Pesca Ilegal do Camarão em Mar Territorial.

- Período de Defeso e Mar Territorial (art. 20, VI da CF/88).

- Art. 20. São bens da União: VI - o mar territorial;

(b) Extração Ilegal de recursos minerais perpetrados em propriedade


particular (art. 20, IX da CF/88).

- Art. 20. São bens da União: IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;

(c) Crime Ambiental cometido na Floresta Amazônica.

Art. 225. (...). § 4º - A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a


Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio
nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que
assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos
recursos naturais.

- Patrimônio nacional é da União? Ler o RE 349.189, 1ª Turma do STF!

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(d) Pesca proibida em rio que faz divisa entre mais de um estado-membro
(art. 20, III da CF/88).

Art. 20, III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu
domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros
países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como
os terrenos marginais e as praias fluviais

(xiii) Crimes contra a Fé Pública.

(a) Falsificação de Documento.

(b) Uso de Documento Falso (Art. 304 do CPB).

Súmula 546 do STJ: A competência para processar e julgar o crime de uso de


documento falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi
apresentado o documento público, não importando a qualificação do órgão
expedidor.

Obs.1: E a falsificação de Carteira de Habilitação de Arrais Amador? A


competência é da Justiça Militar da União?

Súmula Vinculante 36 do STF: Compete à Justiça Federal comum


processar e julgar civil denunciado pelos crimes de falsificação e de uso de
documento falso quando se tratar de falsificação da Caderneta de Inscrição e
Registro (CIR) ou de Carteira de Habilitação de Arrais-Amador (CHA), ambas
expedidas pela Marinha do Brasil.

- Licença de natureza cível e atividades inerentes ao poder de polícia


administrativa (policiamento naval).

Obs.2: Uso de Documento Falso pelo próprio autor da Falsificação? Post


factum impunível!

5ª Turma do STJ 6ª Turma do STJ

(...). “4. Nos termos de entendimento


“O uso de documento público falso pelo
consolidado no âmbito dos próprio autor da falsificação

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Tribunais Superiores, a utilização configura crime único, qual seja, o
dos documentos ideologicamente delito descrito no art. 297 do Código
falsificados deve ser absorvida Penal (falsificação de documento
pelo próprio ato de falsificação público), porquanto o posterior uso
quando atribuídos ao mesmo do falso documento configura mero
agente. Precedentes STF e STJ. 5. exaurimento do crime de falsum.
Recurso especial parcialmente provido Vale dizer, o uso de documento
para receber a denúncia contra o falsificado, pelo próprio falsário,
recorrido, determinando-se o retorno caracteriza post factum impunível,
dos autos ao Tribunal de origem para o de modo que deve o agente
regular processamento da ação penal responder apenas por um delito: ou
pela prática do delito previsto no artigo pelo de falsificação de documento
299 do Código Penal”. (REsp público (art. 297) ou pelo de
1389214/DF, Rel. Ministro JORGE falsificação de documento particular
MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em (art. 298)”. (HC 226.128/TO, Rel.
02/06/2016, DJe 15/06/2016). Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ,
SEXTA TURMA, julgado em
07/04/2016, DJe 20/04/2016).

(c) Crime de Falso como Crime Meio – Vítima do crime fim!

STJ Súmula nº 17 - Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais


potencialidade lesiva, é por este absorvido.

Obs.: Falsidade Ideológica como crime meio de delito contra a ordem


tributária (Lei 8.137/90).

(d) CTPS Falsa – Competência da Justiça Estadual ou Federal?

Súmula 62 do STJ - Compete à Justiça Estadual processar e julgar o crime


de falsa anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, atribuído à
empresa privada.

Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar


documento público verdadeiro:

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§ 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: (Incluído pela Lei nº
9.983, de 2000)
I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja
destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não
possua a qualidade de segurado obrigatório;(Incluído pela Lei nº 9.983, de
2000)
II – na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em
documento que deva produzir efeito perante a previdência social,
declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita; (Incluído pela Lei nº
9.983, de 2000)
III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado
com as obrigações da empresa perante a previdência social, declaração
falsa ou diversa da que deveria ter constado. (Incluído pela Lei nº 9.983, de
2000)
§ 4o Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos mencionados no
§ 3o, nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do
contrato de trabalho ou de prestação de serviços.(Incluído pela Lei nº 9.983, de
2000).

Superação da Súmula 62 do STJ? 3ª Seção do STJ no CC 135.200/SP e CC


127.706/RS.

“O dispositivo legal incrimina a conduta omissiva de deixar de inserir em


qualquer um daqueles documentos relacionados nos incisos do § 3º do
art. 297 o nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a
vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviço. A omissão
criminosa é restrita a esses dados, não exigindo o tipo a obtenção de qualquer
outra informação. 3. O sujeito passivo primário do crime omissivo do art. 297, §
4º, do Diploma Penal é o Estado, e, eventualmente, de forma secundária, o
particular, terceiro prejudicado, com a omissão das informações, referentes ao
vínculo empregatício e a seus consectários da CTPS. Cuida-se, portanto de
delito que ofende de forma direta os interesses da União, atraindo a
competência da Justiça Federal, conforme o disposto no art. 109, IV, da
Constituição Federal. 5. Conflito conhecido para declarar competente o
JUÍZO FEDERAL DA VARA DAS EXECUÇÕES FISCAIS E CRIMINAIS DE

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CAXIAS DO SUL – SJ/RS, ora suscitado”. (CC 127.706/RS, Rel. Ministro
ROGERIO SCHIETTI CRUZ, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 09/04/2014, Dje
03/09/2014).

(xiv) Execução Penal (Súmula 192 do STJ e Lei 11.671/08 - art. 2º):

STJ Súmula nº 192 - Compete ao Juízo das Execuções Penais do Estado a


execução das penas impostas a sentenciados pela Justiça Federal, Militar ou
Eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos à administração
estadual.

Art. 2o A atividade jurisdicional de execução penal nos estabelecimentos


penais federais será desenvolvida pelo juízo federal da seção ou subseção
judiciária em que estiver localizado o estabelecimento penal federal de
segurança máxima ao qual for recolhido o preso.

Obs.: Presídios Federais e o art. 4º da Lei 11.681/08.

Art. 4o A admissão do preso, condenado ou provisório, dependerá (1ª


Premissa) de decisão prévia e fundamentada do juízo federal competente,
após receber os autos de transferência enviados pelo juízo responsável pela
execução penal ou pela prisão provisória. § 1o A (2 ª Premissa) execução
penal da pena privativa de liberdade, no período em que durar a transferência,
ficará a cargo do juízo federal competente. § 2o (3 ª Premissa). Apenas a
fiscalização da prisão provisória será deprecada, mediante carta precatória,
pelo juízo de origem ao juízo federal competente, mantendo aquele juízo a
competência para o processo e para os respectivos incidentes.

(xv) Contravenções Penais.

Súmula 38 do STJ - Compete à Justiça Estadual Comum, na vigência da


Constituição de 1988, o processo por contravenção penal, ainda que praticada
em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades.

Obs.1: E se a contravenção for cometida em conexão com crime de


competência federal?

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Obs.2: É possível julgamento de contravenção pela JF em prerrogativa de
função?

(xvi) Crime de Terrorismo (art. 11 da Lei 13.260/2016).

Art. 11. Para todos os efeitos legais, considera-se que os crimes previstos
nesta Lei são praticados contra o interesse da União, cabendo à Polícia
Federal a investigação criminal, em sede de inquérito policial, e à Justiça
Federal o seu processamento e julgamento, nos termos do inciso IV do
art. 109 da Constituição Federal.

5.3.3. Crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando,


iniciada a execução no país, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no
estrangeiro, ou reciprocamente (art. 109, V).

Requisitos: (i) crime previsto em tratado internacional + (ii)


internacionalidade territorial do resultado quanto à conduta delituosa.

Exemplos:

(a) Tráfico Internacional de Drogas (Convenção de Viena).

- E se a droga for produzida no exterior? E se o autor for estrangeiro? E o caso


do cloreto de etila?

(b) Prática de Pedofilia pela Internet (arts. 241 a 241-D do ECA – Lei
8.069/90).

Atenção! A simples prática da pedofilia pela internet não gera presunção de


internacionalidade!

Conclusão 1: STF (Repercussão Geral) RE 628.624/MG (2015).

Internacionalidade (ainda que potencial) + Pedofilia = Justiça Federal.

Conclusão 2: E se praticado por whatsapp ou email? STJ. CC 150.564/MG


(2017).

“Tanto no aplicativo WhatsApp quanto nos diálogos (chat) estabelecido


na rede social Facebook, a comunicação se dá entre destinatários

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escolhidos pelo emissor da mensagem. Trata-se de troca de informação
privada que não está acessível a qualquer pessoa. (...). Diante de tal
contexto, no caso concreto, não foi preenchido o requisito estabelecido pela
Corte Suprema de que a postagem de conteúdo pedófilo-pornográfico tenha
sido feita em cenário propício ao livre acesso. (CC 150.564/MG, Rel. Ministro
REYNALDO SOARES DA FONSECA, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em
26/04/2017, DJe 02/05/2017).

Conclusão 03: Competência Territorial e localização do provedor?

“A consumação do ilícito previsto no art. 241 do Estatuto da Criança e do


Adolescente ocorre no ato de publicação das imagens pedófilo-pornográficas,
sendo indiferente a localização do provedor de acesso à rede mundial de
computadores onde tais imagens encontram-se armazenadas, ou a sua
efetiva visualização pelos usuários. 2 - Conflito conhecido para declarar
competente o Juízo da Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Santa
Catarina”. (CC 29886/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA,
TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 12/12/2007, DJ 01/02/2008, p. 427).

5.3.4. Incidente de Deslocamento de Competência (IDC) (art. 109, § 5º)

Art. 109, § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o


Procurador-Geral da República, com a finalidade de assegurar o cumprimento
de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos
quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de
Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento
de competência para a Justiça Federal.

- Por que houve “necessidade” desse dispositivo?

- Todos os crimes contra os direitos humanos serão da competência da


Justiça Federal?

Requisitos Normativos e Jurisprudenciais:

(i) Crime praticado com grave violação a direitos humanos;

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(ii) Risco de descumprimento de obrigações assumidas em acordos
internacionais, em virtude da inércia do Estado membro e proceder à
persecução penal;

(iii) Inércia das instituições estaduais (Polícia, MP, Judiciário) relacionada ao


risco de descumprimento de obrigações internacionais assumidas pelo Brasil
(STJ).

- Precedentes:

IDC 01 – Irmã Dorothy Stang/ IDC 02 – Manoel Matos/ IDC 03 – Estado de


Goiás/ IDC 04 – Extinto/ IDC 05 – Caso Thiago Farias Soares.

– Procedimento: PGR + STJ!

5.3.5. Crimes contra a organização do trabalho (art. 109, VI).

Art. 109. VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos


determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econômico-
financeira;

- Crime contra a Organização do Trabalho – art. 197 a 207 do CPB (Título IV).

- Todos esses crimes serão da competência da Justiça Federal?

- Jurisprudência (STF e STJ) e Súmula 115 do TFR:

- TFR Súmula nº 115 - Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes


contra a organização do trabalho, quando tenham por objeto a organização
geral do trabalho ou direitos dos trabalhadores considerados
coletivamente.

Obs.: Cuidado com o crime de redução análoga à de escravo, do art. 149


CPB:

Art. 149. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o


a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições
degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção
em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: (Redação dada
pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)

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Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena correspondente à
violência. (Redação dada pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)

- Topografia: Crime contra a liberdade individual ou contra a organização do


trabalho?

E como se posicionam os Tribunais Superiores?

STF STJ

Recurso extraordinário. Constitucional. Nos termos da jurisprudência


Penal. Processual Penal. Competência. firmada nesta Corte e no Supremo
Redução a condição análoga à de escravo. Tribunal Federal, compete à Justiça
Conduta tipificada no art. 149 do Código Federal processar e julgar o crime
Penal. Crime contra a organização do de redução a condição análoga à de
trabalho. Competência da Justiça Federal. escravo, pois a conduta ilícita de
Artigo 109, inciso VI, da Constituição suprimir dos trabalhadores direitos
Federal. Conhecimento e provimento do trabalhistas constitucionalmente
recurso. 3. É dever do Estado (lato sensu) conferidos viola o princípio da
proteger a atividade laboral do trabalhador dignidade da pessoa humana, bem
por meio de sua organização social e como todo o sistema de
trabalhista, bem como zelar pelo respeito à organização do trabalho e as
dignidade da pessoa humana (CF, art. 1º, instituições e órgãos que o
inciso III). 4. A conjugação harmoniosa protegem. Conflito conhecido para
dessas circunstâncias se mostra hábil declarar competente o Juízo
para atrair para a competência da Federal da 11ª Vara da Seção
Justiça Federal (CF, art. 109, inciso VI) o Judiciária do Estado de Goiás, ora
processamento e o julgamento do feito. suscitado. (CC 132.884/GO, Rel.
5. Recurso extraordinário do qual se Ministra MARILZA MAYNARD
conhece e ao qual se dá provimento. (RE (DESEMBARGADORA
459510, Relator(a): Min. CEZAR CONVOCADA DO TJ/SE),
PELUSO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TERCEIRA SEÇÃO, julgado em
DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado 28/05/2014, DJe 10/06/2014).
em 26/11/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO
DJe-067 DIVULG 11-04-2016 PUBLIC 12-

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04-2016).

5.3.6. Crimes contra o Sistema Financeiro e a Ordem Econômico


Financeira.

Art. 109. VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos


determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econômico-
financeira;

- Esses crimes serão sempre julgados pela Justiça Federal?

(i) Lei 1.521/51 (Lei dos Crimes contra a Economia Popular)

Súmula 498 do STF - Compete a justiça dos estados, em ambas as instâncias,


o processo e o julgamento dos crimes contra a economia popular.

(ii) Lei 7.492/86 (Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional)

Art. 26. A ação penal, nos crimes previstos nesta lei, será promovida pelo
Ministério Público Federal, perante a Justiça Federal.

(iii) Lei 8.137/90 (Lei dos Crimes Tributários)

- Regra!

– Ela trata de crimes tributários, econômicos e da relação de consumo. A


competência aqui dependerá da natureza do tributo, no que tange aos crimes
tributários. Se o tributo for federal, a competência será da justiça federal.

- E quem julgará o crime de formação de cartel (art. 4º da Lei 8.137/90)?

(iv) Lei 9.613/98 (Lavagem de Capitais).

(a) praticados contra o sistema financeiro e a ordem econômico financeira ou


em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou suas entidades
autárquicas e empresas públicas; ou (b) quando a infração antecedente for de
competência da Justiça Federal.

5.3.7. Crimes cometidos a bordo de Navios e Aeronaves

Art. 109. IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada


a competência da Justiça Militar;

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- O que é navio? E a bordo?

Cuidado com o Requisito Jurisprudencial! Situação de deslocamento OU


de potencial deslocamento.

Conclusão! Para que os crimes praticados em NAVIO sejam da


competência da Justiça Federal, é necessário que (i) o delito tenha sido
cometido em embarcação de grande porte + (ii) a embarcação de grande porte
se encontre (ii.a) em situação de deslocamento OU (ii.b) em situação de
potencial deslocamento.

- E Aeronave? Lei 7.565/86, art. 106, caput:

Art. 106. Considera-se aeronave todo aparelho manobrável em voo, que


possa sustentar-se e circular no espaço aéreo, mediante reações
aerodinâmicas, apto a transportar pessoas ou coisas.

E se a aeronave estiver em solo e não em voo?

5.3.8 Crimes praticados contra e por Índios

Regra:

Súmula nº 140 do STJ - Compete à Justiça Comum Estadual processar e


julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima.

Exceção – E se houver violação a “direitos indígenas”?

Qual a interpretação da expressão “direitos indígenas”?

Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes,
línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que
tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer
respeitar todos os seus bens.

6. COMPETÊNCIA Ratione Personae (ou Funcionae).

6.1 – Considerações Gerais.

– Foro por prerrogativa de Função.

6.2. Observações.

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Obs.1. Investigação e Indiciamento de pessoas com prerrogativa de
função.

- STF, Questão de Ordem no Inq. 2411, Relatoria Gilmar Mendes.

Obs. 2 – Regra da Contemporaneidade;

(a) 1º Momento - Súmula 394 do STF - Cometido o crime durante o exercício


funcional, prevalece a competência especial por prerrogativa de função, ainda
que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados após a cessação daquele
exercício.

(b) 2º Momento - STF – Inquérito 656 – Cancelamento da Súmula 394.

(c) 3º Momento - Lei 10.628/2002 – “Presente de Papai Noel”

(d) 4º Momento – ADI 2.797 – Inconstitucionalidade da Lei 10.628/2002 –


Contemporaneidade!

Atenção! Cuidado com o fundamento da inconstitucionalidade!

Obs.3. Regra da Atualidade.

- Se atualmente você exerce o cargo, terá direito à prerrogativa da função;

- Tempus Regit Actum.

Existem exceções à Regra da Atualidade? E se o réu renuncia ao cargo, a


competência será mantida?

Exceção 01. Se a renúncia se der uma vez já iniciado o julgamento, mantém-


se a competência do órgão jurisdicional (STF - Inq 2295/2008).

Exceção 02. Se a renúncia se caracterizar fraude processual, a competência


será mantida (STF - Ação Penal 396/RO - 2010).

Exceção 03. Ação Penal 536/MG – Ausência de alegações finais da defesa,


ausência do voto do Relator (não estava pronto) e ausência de risco de
prescrição in abstracto.

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* Tentativa de Marco Temporal – Deliberação postergada.

Exceção 04. AO 606 QO/MG – Conclusão da Instrução processual como


marco temporal?

- Diagnóstico? Incerteza e Insegurança jurídica!

6.3 - Quadro Esquemático.

CONSTITUIÇÃ EXECUTIVO LEGISLATIV JUDICIÁRI OUTROS


O FEDERAL O O

- Presidente - Senadores - Ministros - MPU


da República; de Tribunal (Procurador
- Deputados
Superior Geral da
- Vice Federais
STF (STF, STJ, República –
Presidente
Obs.: O TST, STM, PGR).
- Ministros de Suplente, TSE).
- Ministros do
Estado; durante a
TCU.
suplência,
- Autoridades
não entra. - Chefes de
com Status
Somente terá Missão
de Ministro –
direito à Diplomática
Presidente do
prerrogativa Permanente.
BACEN;
quando
Chefe da -
efetivamente
AGU; CGU Comandante
exercer o
(Controlador s das Forças
mandato!
Geral da Armadas.
União).

- - Não há - Membros - Os
Governadore previsão dos membros do
s (Atenção – constitucional Tribunais MPU que

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STJ Vice de Regionais; atuam
Governadore autoridades perante
- Membros
s e do Poder Tribunal
dos
Secretários Legislativo (Procuradore
Tribunais de
de Estado com foro s Regionais);
Justiça
podem ter privilegiado
Estaduais. -
foro no STJ.
Conselheiros
privilegiado,
de TCE;
mas desde
que previsto Conselheiro
em do Tribunal
Constituição de Contas
Estadual. dos
Com fulcro Municípios.
na CF, eles
não
possuem!).

TJ - Prefeitos – - Deputados - Juízes - Todos os


de acordo Estaduais. Estaduais membros do
com art. 29, (1º Grau). MPE.
X, da CF.

- Prefeitos - Deputados - Juízes - Membros do


(Somente Estaduais, Federais de MPU que
TRF
quando desde que 1º Grau atuam no 1º
praticarem cometam (incluindo aí Grau.
crime federal, crime federal. os do
consoante Trabalho e
reza a Militares da
Súmula 702 União).

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do STF1).

6.4. Observações em relação ao Quadro Esquemático.

Obs.1 - A Competência do TJ e do TRF é excepcionada pelo Tribunal


Regional Eleitoral, para o julgamento das infrações eleitorais.

- E se um Senador praticar crime eleitoral? E o Governador? É o TSE?


Cuidado!

Obs.2: Juízes e Promotores X Crime Federal.

Art. 96. Compete privativamente: III - aos Tribunais de Justiça julgar os juízes
estaduais e do Distrito Federal e Territórios, bem como os membros do
Ministério Público, nos crimes comuns e de responsabilidade, ressalvada a
competência da Justiça Eleitoral.

Obs.3: Júri X Foro Privilegiado.

- Exemplo – Vice-Governador – Súmula 721 STF.

Súmula 721 do STF Súmula Vinculante 45 do STF

A competência constitucional do A competência constitucional do


Tribunal do Júri prevalece sobre o foro Tribunal do Júri prevalece sobre o
por prerrogativa de função foro por prerrogativa de função
estabelecido exclusivamente pela estabelecido exclusivamente pela
Constituição estadual. Constituição Estadual.

- E a prerrogativa de foro do Deputado Estadual vier somente na Constituição


Estadual?

- Princípio da Simetria ou Paralelismo - Atenção ao CC 105.227/TO (STJ):

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Art. 27. § 1º - Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais,
aplicando- sê-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral,
inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença,
impedimentos e incorporação às Forças Armadas.

CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. PROCESSUAL PENAL. CRIME


DOLOSO CONTRA A VIDA. DEPUTADO ESTADUAL. ART. 27, § 1º, CF.
PRINCÍPIO DA SIMETRIA. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO. 1. Apesar de não constar do artigo 27, parágrafo 1º, da Carta
Magna, expressamente, a extensão do foro por prerrogativa de função aos
deputados estaduais, tem-se que as Constituições locais, ao estabelecerem
para os parlamentares do estado idêntica garantia prevista para os
congressistas, refletem a própria Constituição Federal, não se podendo,
portanto, afirmar que referida prerrogativa encontra-se prevista,
exclusivamente, na Constituição Estadual. (...). 3. Conflito conhecido para
declarar a competência do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas. (CC
105227/TO, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, TERCEIRA
SEÇÃO, julgado em 24/11/2010, DJe 25/03/2011).

Obs.4. Foro Privilegiado x Deslocamento de Competência.

- Se um juiz do Tocantins praticar crime em Recife/PE, quem irá julgá-lo?

- Exceção à teoria do RESULTADO (Competência Territorial).

Obs.5. O Vice-Governador possui foro por prerrogativa de função? E se o


delito for praticado quando estiver em exercício interino da Governança?

Obs.6. Competência para julgamento dos membros do CNJ e CNMP.

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da


Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente:

r) as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho


Nacional do Ministério Público; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de
2004)

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Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: II processar e julgar os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional
de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-
Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de
responsabilidade; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de
2004)

Obs.7. Há necessidade de autorização prévia da Assembleia Legislativa


para o processamento e julgamento de Governador por crime comum?

1º Momento: Corte Especial do STJ (maioria) e STF (Pleno).

2º Momento (ATUAL): ADI 5540 (2017).

Informativo 863 do STF - Não há necessidade de prévia autorização da


assembleia legislativa para o recebimento de denúncia ou queixa e
instauração de ação penal contra governador de Estado, por crime comum,
cabendo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), no ato de recebimento ou no
curso do processo, dispor, fundamentadamente, sobre a aplicação de
medidas cautelares penais, inclusive afastamento do cargo.

Obs.8. É possível a previsão em Constituição Estadual de prerrogativa de


foro ao Vereador municipal?

- Jurisprudência vacilante – Vide STF, RE 464.935/RJ e STJ, HC 40.388/RJ.

7. COMPETÊNCIA Ratione Loci.

1ª Regra – Teorias Territoriais.

(a) Teoria do Resultado ou Consumação – Regra (art. 70, caput do CPP).

Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se


consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for
praticado o último ato de execução.

Obs.1: Competência Territorial X Atribuição para lavratura do flagrante.

Art. 290. Se o réu, sendo perseguido, passar ao território de outro município ou


comarca, o executor poderá efetuar-lhe a prisão no lugar onde o alcançar,

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apresentando-o imediatamente à autoridade local, que, depois de lavrado, se
for o caso, o auto de flagrante, providenciará para a remoção do preso.

Obs.2: Crime Qualificado pelo Resultado.

(b) Teoria da Atividade ou Ação – Crimes tentados e Juizados Especiais (art.


63 da Lei 9.099/95).

Art. 63. A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi
praticada a infração penal.

Obs.1. Teoria (ou Princípio) do Esboço do Resultado – STJ e STF –


Homicídio! Cuidado!

(c) Teoria da Ubiquidade – Crimes à Distância ou de Espaço Máximo.

Art. 70. § 1o Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se


consumar fora dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver
sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
§ 2o Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional,
será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente,
tenha produzido ou devia produzir seu resultado.

2ª Regra – Domicílio do Réu (Subsidiária).

- Foro Supletivo ou Subsidiário.

Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á


pelo domicílio ou residência do réu.

- Foro de eleição?

Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o
foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar
da infração.

3ª Regra – Prevenção.

- Quando é que há a prevenção do juízo? Não confundir com Processo Civil!

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- Juiz Plantonista pode ser prevento?

- Hipótese de Prevenção – (i) Divisa entre duas ou mais Comarcas. (ii)


Multiplicidade de Domicílios; (iii) Crimes Continuados e Permanentes.

8. Prorrogação de Competência.

8.1. Conceito.

8.2. Conexão e Continência.

- Fixação ou modificação de competência?

8.3. Conexão - É a interligação entre dois ou mais delitos (trata-se de uma


lógica plúrima objetiva) e que por isso serão julgados em processo único.

* Modalidades de Conexão (Classificação).

CONEXÃO CONTINÊNCIA

(1) Conexão Intersubjetiva (art. 76, I CPP): (1) Continência por


Cumulação Subjetiva
1.a – por Simultaneidade; 1.b – por Concurso; 1.c
– por Reciprocidade. (2) Continência por
Cumulação Objetiva.
(2) Conexão Lógica, Teleológica ou Finalística
(art. 76, II CPP). (i) Para Facilitar. (ii) Para
Ocultar. (iii) Para conseguir impunidade ou
vantagem.

(3) Conexão Probatória ou Instrumental. (art. 76,


III CPP)

8.4. Continência – É o vínculo que une vários infratores a um delito ou a


prática de vários delitos em decorrência de uma única conduta.

* Modalidades de Continência.

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1 – Continência por Cumulação Subjetiva.

2 – Continência por Cumulação Objetiva.

Obs.: Até quando pode haver o reconhecimento da conexão ou


continência?

Art. 82. Se, não obstante a conexão ou continência, forem instaurados


processos diferentes, a autoridade de jurisdição prevalente deverá avocar os
processos que corram perante os outros juízes, salvo se já estiverem com
sentença definitiva. Neste caso, a unidade dos processos só se dará,
ulteriormente, para o efeito de soma ou de unificação das penas.

Súmula 235 do STJ - A conexão não determina a reunião dos processos, se


um deles já foi julgado.

9. Foro Prevalente.

9.1. Qual é o juízo que terá competência para julgar os crimes?

(i) Jurisdição Comum x Jurisdição Especial.

Obs.1: Cuidado com a Justiça Especializada Militar.

Obs.2: E no caso de crime eleitoral conexo a crime federal?

COMPETÊNCIA. CONFLITO NEGATIVO. - A conexão e a continência entre


crime eleitoral e crime da competência da Justiça Federal não importa
unidade de processo e julgamento. (CC 19.478/PR, Rel. Ministro FONTES
DE ALENCAR, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 28/03/2001, DJ 04/02/2002, p.
278).

Obs.3: Crime da Justiça Estadual X Crime da Justiça Federal (Súmula 121


do STJ).

(ii) Júri x Jurisdição Comum ou Especial.

(iii) Jurisdição de maior Hierarquia conexa com crime de Jurisdição de Menor


Hierarquia.

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1º Momento – Até 2013 – Súmula 704 do STF

Súmula 704 do STF - “Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa
e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo
do correu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciado”.

2º Momento – 2014 – Julgamento Unânime no Agravo Regimental no Inq.


3514/SP -PLENO – A regra passa a ser a separação dos processos!

Obs.1: Mas há exceção? Sim, para “casos excepcionais” – Ação Penal


470/MG.

Obs.2: Autoridades em Concurso.

- Crime praticado por Juiz de Direito e Deputado Federal? Separa ou reúne?

D – Jurisdição de mesma categoria (art. 78, II do CPP)

Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão


observadas as seguintes regras:
Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria:
a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave;
b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações,
se as respectivas penas forem de igual gravidade;
c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos;

10. Perpetuação da Jurisdição.

10.1. Regra:

Art. 81 - Verificada a reunião dos processos por conexão ou continência, ainda


que no processo da sua competência própria venha o juiz ou tribunal a proferir
(i) sentença absolutória ou que (ii) desclassifique a infração para outra
que não se inclua na sua competência, CONTINUARÁ competente em
relação aos demais processos.

Problema: E se houver aparente conexão ou continência de um crime da


competência da Justiça Federal com outro da Justiça Estadual e, ao final,

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concluísse o juiz que o crime é estadual, tem sua competência
prorrogada?

Situação 01: No momento da sentença, o magistrado federal faz uma


emendatio libelli (art. 383 do CPP) para desclassificar o tráfico internacional
(competência da Justiça Federal) para tráfico interno (justiça estadual), sendo
que esse delito era a razão de a tramitação dos crimes conexos estarem na
Justiça Federal.

Situação 02: E se o juiz verificar que o crime federal estava prescrito? Ele
permanecerá competente para os crimes conexos (estaduais)?

Situação 03: E se o juiz absolver o réu em face do crime federal, ele


permanecerá competente para o julgamento dos conexos estaduais?

10.2. Peculiaridade do Júri.

Art. 81. Parágrafo único. Reconhecida inicialmente ao júri a competência por


conexão ou continência, o juiz, se vier a (i) desclassificar a infração ou (ii)
impronunciar ou (iii) absolver o acusado, de maneira que exclua a
competência do júri, remeterá o processo ao juízo competente.

10.2.1 – Desclassificação (impronúncia e absolvição) na 1ª Fase (judicium


acusationis);

1ª Fase (Decisão do Juízo Consequências Motivos


Sumariante no Júri)

(a) Desclassificação do Em todas essas A exceção prevista no


crime doloso contra a vida; decisões parágrafo único do artigo 81
exaradas pelo do CPP, excepcionando a
(b) Impronúncia do acusado
juízo regra da perpetuação da
em relação ao crime doloso
sumariante, na jurisdição, se justifica em
contra a vida;
1ª fase do Júri, razão do fato de que, com tais

(c) Absolvição Sumária do deverá haver a decisões, o juízo sumariante


remessa dos aponta pela

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crime doloso contra a vida. autos ao juízo INCOMPETÊNCIA do Tribunal
competente! do Júri para apreciação de
tais decisões.

10.2.2 – Desclassificação na 2ª fase (judicium causae)

2ª Fase (Júri) Consequências Motivos

Desclassificação Nesse caso, é o Juiz Isso se dá porque o próprio Plenário


pelo Plenário do Presidente que irá está negando sua competência para o
Júri julgar o delito julgamento do crime doloso contra a
desclassificado, bem vida, já que ele não existe. Finda, pois, a
como os crimes competência (razões) para julgamento
conexos. dos conexos.

Absolvição Mantida a Isso porque a absolvição não nega a


competência do competência, mas ao contrário a
Plenário do Júri para reafirma categoricamente, tanto que
o julgamento dos há pronunciamento acerca do mérito
crimes conexos. (autoria e materialidade). Diferente da
1ª fase! CUIDADO!

- E se desclassificado para crime militar? STF RHC 80. 718/RS

EMENTA: PENAL. CRIME DOLOSO CONTRA A VIDA PRATICADO POR


POLICIAL MILITAR CONTRA CIVIL. DESCLASIFICAÇÃO PARA LESÕES
CORPORAIS SEGUIDAS DE MORTE, OPERADA PELO TRIBUNAL DO
JÚRI. JULGAMENTO EFETUADO PELO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DO
JÚRI, NA FORMA PREVISTA NO ART. 74, § 3º, PARTE FINAL, E NO ART.
492, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. ALEGADA OFENSA AO
ART. 125, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A norma do parágrafo único
inserido pela Lei nº 9.299/99 no art. 9º do Código Penal redefiniu os crimes
dolosos contra a vida praticados por policiais militares contra civis, até

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então considerados de natureza militar, como crimes comuns. Trata-se,
entretanto, de redefinição restrita que não alcançou quaisquer outros ilícitos,
ainda que decorrente de desclassificação, os quais permaneceram sob a
jurisdição da Justiça Militar, que, sendo de extração constitucional (art. 125, §
4º, da CF), não pode ser afastada, obviamente, por efeito de conexão e nem,
tampouco, pelas razões de política processual que inspiraram as normas do
Código de Processo Penal aplicadas pelo acórdão recorrido. Recurso provido.
(RHC 80718, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Tribunal Pleno, julgado em
22/03/2001, DJ 01-08-2003 PP-00106 EMENT VOL-02117-41 PP-08911).

- E absolvição pelo Conselho de Sentença?

11. CONCLUSÃO.

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