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Eletrônica - REE III Eletrotécnica - Ensaios

Circuitos temporizadores
Circuitos temporizadores

Circuitos temporizadores

© SENAI-SP, 2004

Trabalho editorado pela Gerência de Educação da Diretoria Técnica do SENAI-SP, a partir dos conteúdos
extraídos da apostila SENAI-SP. DMD. Eletrotécnica - Ensaio. São Paulo, 1990 (Reparador de
Equipamentos Eletrônicos III - REE-III).

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Sumário

Apresentação 5
Relés em circuitos eletrônicos com retardo de tempo 7
UJT - transistor de unijunção 25
Multivibrador biestável controlado por UJT 37
CI 555 como multivibrador monoestável, astável e gerador de rampa 51
Referências bibliográficas 71

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Apresentação

O objetivo que norteou a elaboração do material didático Circuitos temporizadores foi


a apresentação em uma forma organizada, clara e objetiva, dos aspectos
fundamentais da eletrônica e da eletrotécnica.

Esperamos que esse manual sirva como instrumento de apoio ao estudo de uma
matéria essencial nesses campos.

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Relés em circuitos
eletrônicos com retardo de
tempo

Resumo

Relé é um componente eletromecânico que efetua a comutação de seus contatos pela


ação de um campo magnético. É composto basicamente de três elementos: bobina,
contatos e circuito magnético.

Funcionamento

Quando uma tensão de excitação é aplicada à bobina do relé, uma corrente circula
através da bobina. Forma-se, então, no núcleo um campo magnético que atrai o
balancim. Este, por sua vez, fecha os contatos (atracação).

A tensão aproximada de atracação corresponde a 60% da tensão nominal do relé.

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Relés temporizadores

Relés temporizadores são relés nos quais a comutação não acontece


instantaneamente, e o período de tempo (ou retardo) entre a excitação (ou a
desexcitação) da bobina e a comutação pode ser ajustado.

O retardo pode ser obtido por meio de:


• Relé de retardo eletropneumático;
• Relé de retardo mecânico;
• Relé eletrônico de tempo.

Relé eletrônico de tempo


Trata-se de um relé acionado por meio de circuitos eletrônicos.

Nesse tipo de relé, a excitação da bobina é realizada com o auxilio de transistores que
amplificam os sinais do circuito eletrônico. Por sua vez, o retardo é determinado pela
constante RC.

Circuito com relé de ação retardada


Nos relés eletrônicos com ação retardada, o retardo pode-se dar por carga ou
descarga do capacitor.

A figura a seguir mostra um circuito de retardo por carga do capacitor.

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Observe na figura abaixo um exemplo de circuito de retardo por descarga do capacitor.

Exercícios

1. O que é relé?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

2. Quais os elementos básicos que constituem um relé?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

3. Qual a função da bobina do relé?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

4. Identifique os tipos de contatos representados pelos símbolos abaixo.

a. b. c.

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5. Que acontece quando uma tensão é aplicada a um relé?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

6. Calcule a tensão aproximada de tração para relés de 6V, 24V e 48V.


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

7. Calcule a tensão aproximada de desatracação para relés de 6V, 24V e 48V.


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

8. Por que o relé é considerado um componente lógico?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

9. Qual a finalidade do emprego dos relés térmicos?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

10. O que determina a abertura dos contatos do relé térmico?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

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11. Relacione os relé com suas características.


( ) relé polarizado
( ) relé de remanência
( ) relé reed
( ) relé temporizador
( ) relé térmico

a. Funciona sob tensão reduzida e tem os contatos protegidos dentro de ampolas


de vidro;
b. Funciona somente se a tensão apresenta uma polaridade determinada;
c. Aproveita o efeito térmico da corrente elétrica;
d. Não comuta os contatos instantaneamente;
e. Funciona por pulso de corrente contínua e sob efeito do magnetismo residual;

12. Desenhe e identifique os símbolos dos seguintes relés:


relé polarizado, relé reed, relé retardado à repulsão, relé retardado à atração.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

13. Que determina o retardo de um relé de retardo eletropneumático?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

14. Que tipo de relé deve ser utilizado se for necessário desligar a carga após uma
hora de funcionamento?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

15. Que determina o retardo do relé eletrônico de tempo?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

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16. Qual a função do transistor num circuito eletrônico com relé temporizador?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

17. Num circuito para excitação do relé temporizador, qual é a função do diodo
colocado em paralelo com a bobina do relé?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

18. Que diferença existe entre um circuito com transistor PNP e um circuito com
transistor NPN?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

19. A tensão de alimentação deve ser maior ou menor do que a tensão da bobina do
relé? Por quê?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

20. Assinale os parênteses com V, se a afirmativa for verdadeira e, com F, se for falsa.
O circuito de retardo abaixo utiliza o tempo de carga do capacitor. Nesse caso:

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( ) Ao se fechar a chave S2, a corrente inicial não tem carga sulficiente para
polarizar o transistor porque o capacitor está descarregado;

( ) O espaço de tempo durante o qual o relé permanece atracado depende da


constante de tempo RC, da tensão de alimentação e do relé utilizado;

( ) A diminuição progressiva da corrente de base reduz a corrente do coletor


até a desatracação do relé.

21. Assinale os parênteses com V, se a afirmativa for verdadeira e, com F se for falsa.
O circuito de retardo abaixo utiliza o tempo de descarga do capacitor. Nesse caso:

( ) Ao se fechar a chave S1 , não há corrente de polarização do circuito base-


emissor e o relé permanece desenergizado;

( ) Com a chave S2 na posição A, o capacitor será carregado e o relé


continuará desatracado;

( ) A tensão desenvolvida em RBE fará com que uma corrente circule através
do transistor. Essa corrente excitará o relé.

22. Que significa as letras t, REF e C na seguinte fórmula:


T = REF . C?

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Ensaio 1
Identificação dos parâmetros de um relé

Antes da aplicação do um relé no circuito, é necessário conhecer suas características.


Neste ensaio, você deverá determinar as seguintes características do relé: tipo e
quantidade dos contatos, resistências e corrente da bobina e tensão de atracação e
desatracação.

Equipamento
• Multímetro digital
• Fonte de 0-50V
• Fonte de 6V ou transformador 110/6V
• Placa de contatos (protoboard)

Material necessário
• Relé SchracK ZU 20012 ou equivalente
• Relé SchracK ZK 020012 ou equivalente
• Relé SchracK RP 420012 ou equivalente
• Relé SchracK RUB 101610 ou equivalente
• Chave liga/desliga
• Duas lâmpadas-piloto 6V/2W

Procedimento

1. Na identificação dos parâmetros de um relé, é preciso fazer a medição da


resistência ôhmica da bobina. Para isso, prepare o multímetro para medir a
resistência da bobina.

2. Meça a resistência dos três relé fornecidos pelo professor, e anote os resultados:
RB1 Ω
RB2 Ω
RB3 Ω

Que você observou?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

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3. Feita a medição da resistência da bobina com o ohmímetro, meça agora os


contatos dos relés. Seguindo o modelo abaixo, desenhe os relés de que você
dispõe e identifique os contatos NF com parênteses.

R1

4. Aplique, aos terminais da bobina, a tensão especificada nos relés. Meça


novamente os contatos e escreva abaixo os valores obtidos.

R1: R2: R3:

5. Identificados os contatos, passe à verificação de comutação. Monte, pois, o circuito


indicado abaixo.

Observação
A fonte 2 pode ser um transformador de 110V/6V, um jogo de pilhas ou outra fonte
previamente ajustada para 6V.

6. Ajuste a fonte 1 para o valor da tensão especificada no relé.

7. Ligue a fonte 2 e anote o que ocorreu.

8. Ligue a chave S1 e anote o que aconteceu.

9. Verifique agora a tensão máxima de desatracação. Para isso conecte o multímetro


em paralelo com a bobina do relé.

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10. Reduza gradativamente a tensão da fonte 1 até que ocorra a comutação.

11. Anote o valor da tensão obtida no momento da comutação.

Observação
O valor da tensão obtida corresponde à tensão aproximada de desatracação da
bobina do relé, e deve estar entre 10 e 20% do valor da tensão nominal da bobina do
relé.

12. Nos próximos passos é preciso verificar a tensão aproximada de atracação. Para
isso, conecte o multímetro em paralelo com a bobina do relé.

13. Reduza a fonte 1 para 0V.

14. Ligue a chave S1 e a fonte 2.

15. Qual das lâmpadas está acesa?


( ) L1 ( ) L2

16. Aumente gradativamente a tensão da fonte 1 até que ocorra a comutação.

17. Anote o valor da tensão obtida no momento da comutação.

Observação
O valor da tensão obtida corresponde à tensão aproximada de atracação, e deve
ficar em torno de 60 e 70% do valor da tensão nominal da bobina do relé.

18. Verifique a corrente de excitação da bobina. Utilizando a lei de Ohm, calcule a


corrente de excitação da bobina do relé.

19. Aplique a tensão nominal na bobina do relé.

20. Selecione, no multímetro, um alcance de corrente que tenha o dobro do valor


calculado, e meça a corrente da bobina.

21. Anote o valor da corrente da bobina e compare esse valor com o valor calculado no
passo 18.

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Ensaio 2
Verificação do funcionamento do relé

Você sabe que relé é um dispositivo que serve tanto para acionar como para controlar
cargas. Agora você terá oportunidade de verificar o funcionamento do relé num circuito
para acionamento de iluminação de emergência.

Equipamento
• Multímetro digital
• Placa de contatos (protoboard)

Material necessário
• Relé SchracK RUB 101610 ou equivalente
• Lâmpada 6V/2W
• Soquete para lâmpada
• Chave liga/desliga

Procedimento

1. Monte o circuito indicado abaixo.

2. Verifique a tensão da lâmpada-piloto, e ajuste a tensão da fonte de acordo com o


valor de tensão da lâmpada.

3. Com o voltímetro, meça a tensão de saída da fonte e mantenha-a ajustada, porém


desligada.

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4. Após certificar-se de que o relé que lhe foi fornecido é para 110V, aplique na bobina
a tensão indicada, ligando o circuito na rede e acionando a chave S.

5. Ligue a fonte VCC.

Observação
Se a lâmpada acender, inverta a ligação nos contatos do relé.

6. Desligue a chave S, simulando falta de energia da rede, e descreva o que


aconteceu.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

7. Ligue novamente a chave S, simulando o retorno da energia, e descreva o que


aconteceu.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

Observação
Este circuito é conhecido como inversor lógico e é usado como detector de energia
(luz de emergência).

Ensaio 3
Verificação da ação retardada do relé pela carga do capacitor

Relés eletrônicos de tempo têm sua ação retardada pela constante RC, ou seja, o
retardo se dá em virtude do tempo de carga e descarga do capacitor.

Você, agora terá oportunidade de verificar o funcionamento do relé com ação retardada
pela carga de um capacitor.

Equipamento
• Multímetro digital
• Fonte de alimentação 0-50V
• Cronômetro
• Placa de contatos

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Material necessário
• Transistor TIP 115
• Relé Schrack ZU 20012 ou equivalente
• Lâmpada-piloto 110V/10W
• Botão pulsador NA
• Capacitor 470 µ F/25V
• Chave liga/desliga
• Resitor 10KΩ 1/4W
• Resistor 100Ω
• Potenciômetro linear 100KΩ sem chave
• Fusível
• Diodo

Procedimento

1. Monte o circuito indicado abaixo.

2. Ajuste R1 para a metade de seu valor.

3. Alimente o circuito e feche S1. Que aconteceu?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

4. Pulse S2. Com o auxilio de um cronômetro, marque o tempo durante o qual a


lâmpada fica acesa. Anote esse tempo no espaço abaixo.
Retardo _____________ segundos.

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Observação
Enquanto o relé está atracado, a lâmpada fica acesa.

5. Selecione no voltímetro um alcance superior a 18VCC, ligue-o entre o


coletor-emissor do transistor e acione novamente S2. Que você observou no
voltímetro até a lâmpada apagar?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

6. Anote o valor de VCE


a. ao pulsar S2.
VCE =

b. quando a lâmpada apagar


VCE =

7. Indique o estado do transistor nas duas condições pedidas acima.


a. Transistor em
b. Transistor em

8. Ajuste o valor R1 para resistência máxima e mínima, meça o tempo de retardo com
o cronômetro e anote os resultados na tabela abaixo:

Condição de R1 Retardo (em seg.)


Valor máximo
Valor mínimo

9. Com o relé desatracado (desexcitado), meça a tensão VBE do transistor (use o


voltímetro eletrônico).
VBE =

10. Pulse S2 para medir VBE com relé atracado (excitado).


VBE =

11. Reduza a tensão da fonte para 4V. O relé funciona normalmente? Justifique sua
resposta, explicando o que ocorre quando essas chaves são fechadas.

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Ensaio 4
Verificação da ação retardada do relé pela descarga do capacitor

Assim como a ação do relé pode ser retardada pela constante RC da carga do
capacitor, sua ação pode ser retardada também pela descarga do capacitor.

Neste ensaio, você verificará o funcionamento do relé com ação retardada pela
descarga do capacitor.

Equipamento
• Fonte de alimentação 0-50V
• Multímetro digital
• Cronômetro
• Placa de contatos

Material necessário
• Relé Schrack ZU 20012 ou equivalente
• Transistor PNP TIP 115
• Lâmpada-piloto 110V/10W
• Chave reversível de 1 pólo e 2 posições
• Potenciômetro linear 100kΩ sem chave
• Capacitor 22 µ F/25V
• Resistor 33Ω 1/2W
• Resitor 47kΩ 1/4W
• Resistor 10kΩ 1/4W
• Resistor 100Ω 1/4W
• Fusível
• Diodo

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Procedimento

1. Monte o circuito indicado abaixo.

2. Ajuste o resistor R1 para a metade de seu valor.

3. Coloque S1 na posição A.

4. Aplique 18VCC ao circuito e observe. O relé está


( ) atracado ( ) desatracado

5. Com o auxilio do multímetro, meça VCE e informe a condição do transistor.


VCE = transistor em:

6. Coloque S1 na posição B e meça VCE e o tempo de retardo.


VCE = t=

7. Meça VBE como relé atracado. Utiliza multímetro digital.


VBE =

8. Anote o valor de VBE no momento em que o relé desatracar.


VBE =

Por que variou no decorrer do tempo?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

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9. Ajusta R1 para seu valor mínimo e anote o tempo ao comutar S1 da posição A para
a posição B.

Tempo de retardo: _________

Por que o tempo diminuiu?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

10. Ajustar R1 para seu valor máximo e ante o tempo ao comutar S1 da posição A para
a posição B.

Tempo de retardo: _________

O tempo variou em relação ao passo 9? Qual foi a variação observada? Por que
ela acontece?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

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UJT - Transistor de unijunção

Resumo

O UJT é feito de uma barra de silício do tipo N, fracamente dopada, com uma junção
PN. Apresenta ele três terminais:
emissor (E), base 1 (B1) e base 2 (B2).

As bases B1 e B2 são ligadas às extremidades da barra, e o terminal do emissor, por


sua vez, liga-se ao cristal P.

Veja abaixo o esquema de construção de um UJT e sua representação simbólica.

O UJT é empregado em circuitos de chaveamento e osciladores

Características do UJT
Dentre as características do UJT, as mais importantes são:
a razão n e a curva do emissor.

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Razão n
A razão n representa a relação entre RB1 e RBB e á calculada por meio da seguinte
fórmula:

RB1 RB1
n= =
RB1 + RB2 RBB

Curva característica do emissor do UJT


A curva característica do emissor fornece a relação entre tensão e a corrente de
emissor. Caracteriza-se pelo ponto de pico (Vp) e pelo ponto de vale (VV).

Indica, também, as regiões de corte, de saturação e de resistência negativa.


Normalmente, a curva característica do emissor é configurada como mostra o gráfico
da figura a seguir.

Funcionamento do UJT
Para que um UJT funcione, é necessário que a junção emissor-base 1 esteja
polarizado diretamente.

O disparo do UJT é determinado pela tensão do ponto de pico, a qual pode ser
calculada através da fórmula:
Vp = n VBB + VV

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Polarização do UJT
A base B2 do UJT é polarizada com potencial positivo em relação à base B1 com uma
tensão VBB.

A junção do emissor deve ser polarizada


inversamente, e a tensão emissor-base 1
(VEB1) deve ser menor que VBB. Veja a
figura ao lado.

UJT como oscilador de relaxação

O oscilador de relaxação é um circuito multivibrador em que a freqüência é controlada


pela carga ou descarga de um indutor ou capacitor através de um resistor. A figura a
seguir mostra um circuito típico de oscilador de relaxação em que se utiliza o UJT.
Mostra também as formas de ondas por ele geradas.

A forma dente de serra da onda A é causada pela carga relativamente lenta do


capacitor e sua descarga muito rápida.

A forma de onda no ponto B corresponde a um pico de tensão provocado pela


descarga rápida de C através de R1.

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O período da forma de onda de saída do oscilador de relaxação com UJT pode ser
determinado utilizando a seguinte fórmula:

  1 
T = RC 1n  
  1 - n 

Como a freqüência é o inverso do período temos:

1
f=
  1 
RC 1n  
  1 - n 

Exercícios

1. Que é um UJT?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

2. Por que o UJT pode ser empregado tanto em circuitos de chaveamento como em
osciladores?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

3. Que fatores determinam a razão n?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

4. Que dados podem ser obtidos com a curva característica do emissor?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

5. Qual é a condição da junção base-emissor 1?


à esquerda de Vp:
à direita de Vp:

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6. Na curva característica apresentada a seguir, localize as regiões de corte, de


saturação e de resistência negativa.

7. Que determina o disparo do UJT?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

8. Como se calcula a tensão do ponto de pico?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

9. Que testes de resistência devem ser efetuados, quando se testa um UJT?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

10. Nos circuitos osciladores de reflexão com UJT a forma de onda gerada é:
( ) senoidal
( ) dente de serra

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11. No quadro abaixo, assinale com x as funções que pertencem ao R1 e R2.

Função R1 R2

Proteger o UJT, limitando a corrente de


descarga do capacitor.

Estabilizar termicamente o UJT,


através da variação de tensão

Fornece pulsos de tensão na saída do


oscilador.

12. Como pode ser dividido o período de oscilação do circuito com UJT?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

Ensaio 5
Teste de um UJT

Você estudou as características e o funcionamento de um UJT num circuito de


relaxação. Agora você vai realizar uma tarefa para verificar se o UJT está em perfeitas
condições de uso.

Este teste deverá ser um procedimento usual antes de empregar o UJT no circuito.

Equipamento
• Multímetro analógico (VOM)

Material necessário
• Transistor UJT 2N2646

Procedimento

1. Com o auxílio do manual do fabricante, identifique os terminais do UJT.

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2. Para medir as resistências, proceda do seguinte modo:


com o auxílio do ohmímetro, meça e anote os valores de:
RBB Ω
RB1D Ω
RB1R Ω
RB2D Ω
RB2R Ω

3. Analise as medidas acima e verifique se os valores obtidos são procedentes.


Depois, assinale os parênteses com V ou F, se as afirmações a seguir são
verdadeiras ou falsas.
( ) As resistências inversas apresentam valores muito altos ou infinitos.
( ) As resistências diretas apresentam valores baixos, e o valor de RB1D é 20%
superior ao valor de RB2D
( ) O valor de RBB situa-se entre 4kΩ e 12kΩ.

4. Conclua a análise feita sobre as medidas, respondendo se o transistor está em


condições de ser utilizado? Justifique a sua resposta.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

Ensaio 6
Levantamento da curva característica do UJT

Uma das características do UJT está na curva do emissor, que apresenta uma
configuração própria. Na tarefa a seguir, você aprenderá a levantar e a registrar em
diagrama a curva característica do UJT.

Equipamento
• Multímetro
• Variac
• Osciloscópio de duplo traço
• Voltímetro ou multímetro digital
• Fonte de alimentação 0-50V
• Transformador 110/12 + 12V

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Material necessário
• Transistor UJT 2N2646
• Resistor 100Ω 1/2W
• Resistor 1kΩ/ 1W
• Resistor 4,7kΩ /5W
• Diodo 1N4007
• Chave liga/desliga
• Placa de contatos
(protoboard)

Procedimento

1. Monte o circuito abaixo.

2. Ajuste o variac e a fonte em 0V.

3. Ligue o variac ao transformador.

4. Posicione os controles do osciloscópio para varredura externa.

5. Posicione o traço do osciloscópio na linha inferior do quadriculado da tela.

6. Calibre o amplificador vertical para 2,5V/div. E o horizontal para 100mV/ div.

7. Feche a chave de S1.

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8. Ajuste a saída do variac até obter uma deflexão de 10 divisões no sentido


horizontal.

Observação
Como a sensibilidade horizontal é de 100mV/div., em 10 divisões teremos 1000mV.
Dividindo-se 1000mV por 100Ω de resistência, obteremos 10mA, o que corresponde a
1mA por divisão.

9. Feche a chave S2 e ajuste VBB para 5VCC.

10. Registre, no diagrama abaixo, a forma de onda observada na tela do osciloscópio.


A forma de onda se apresenta de modo diferente às comumente desenhadas
porque os dois canais do osciloscópio possuem massa comum.

11. Proceda igualmente com tensões de 10V, e 20V. Trace, no diagrama (passo 10), os
gráficos correspondentes às novas curvas.

12. Anote no diagrama (passo 10) os pontos Vp e Vv correspondentes às formas de


onda referentes a cada tensão utilizada.

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Ensaio 7
Comprovação experimental do funcionamento do UJT como oscilador de
relaxação

Umas das utilidades do UJT é o seu emprego em circuitos osciladores, disparadores e


temporizadores. Neste ensaio, você terá oportunidade de verificar o funcionamento do
UJT como oscilador de relaxação.

Equipamento
• Fonte de alimentação 0-50V
• Osciloscópio

Material necessário
• Resistor 4,7kΩ 1/4W
• Resistor 470Ω 1/4W
• Resistor 33Ω 1/4W
• Potenciômetro linear 470KΩ sem chave
• Capacitor 0,1 µ F/200V
• Transistor UJT 2N2646
• Chave liga/desliga

Procedimento

1. Monte o circuito abaixo.

2. Mantendo S1 aberta, ajuste R4 para a resistência máxima.

34 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

3. Aplique 25Vcc na entrada do circuito e feche S1.

4. Conecte o canal 1 do osciloscópio sobre o capacitor C.

Observação
Lembre-se de que o terminal massa do osciloscópio deve estar conectado à massa do
circuito.

5. Ajuste a base de tempo horizontal até obter de 2 a 3 ciclos. Mantenha-a calibrada.

6. Meça a tensão de pico a pico. Anote o valor obtido e o alcance utilizado.


Tensão: Vpp/capacitor =
Alcance vertical: Vpp/div. =

7. Observe a forma da onda e complete o diagrama abaixo . Indique a base de tempo


utilizada.

Base de tempo horizontal:

8. Calcule a freqüência dos pulsos gerados.


Freqüência: Hz

9. Assinale no quadro do passo 7 os pontos de tensão de disparo e a tensão de vale


do UJT.

10. Mantendo o canal 1 ligado, conecte o canal 2 do osciloscópio em B1, ou seja, na


saída do sinal.

11. Meça a tensão de pico a pico. Anote o valor obtido e o alcance utilizado.
Tensão: Vpp em R2 =
Alcance vertical: Vpp/div. =

SENAI-SP - INTRANET 35
Circuitos temporizadores

12. Observe a forma da onda e complete o diagrama abaixo. Indique a base de tempo
utilizada.

Base de tempo horizontal:

13. Calcule a freqüência dos pulsos gerados.


Freqüência: Hz

14. Sobreponha, no osciloscópio, os dois diagramas e verifique se o ponto de disparo


corresponde aos gráficos que você desenhou.

15. Qual a forma de onda gerada pelo UJT ?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

16. Altere o ajuste do potenciômetro e calcule a freqüência do oscilador.

36 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

Multivibrador biestável
controlado por UJT

Resumo

O multivibrador biestável ou flip-flop serve para gerar pulsos de controle.

O circuito do multivibrador biestável compõe-se de dois transistores: um saturado e


outro em corte.

O circuito que segue mostra os transistores em situação estável.

Para mudar a condição dos transistores, é necessário um pulso externo.

A base de um transistor é polarizada a partir da VCE do outro. O transistor que estiver


saturado mantém o outro em corte por falta de polarização em VBE.

SENAI-SP - INTRANET 37
Circuitos temporizadores

Funcionamento do multivibrador biestável

Duas correntes circulam no circuito abaixo esquematizado:


• Uma corrente para V1 (através de RB1 e RC2);
• Outra corrente para V2 (através de RC1 e RB2).

O transistor de maior ganho assume a condição de saturação.

Métodos de disparo do multivibrador biestável

Há duas maneiras de disparar o multivibrador:


• pelo emissor;
• pela base.

Disparo simétrico pelo emissor


Neste tipo de disparo, usa-se um capacitor conectado aos emissores dos transistores
que formam um circuito diferenciador.

Quando houver um transição no sinal de disparo, o circuito gera pulsos.

Nas transições de subida do sinal de entrada, o circuito gera um pulso positivo.

O pulso reduz a tensão VBE do transistor saturado, o que provoca seu corte e leva o
outro transistor à saturação.

38 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

A figura a seguir mostra as formas de onda do multivibrador submetido a um sucessão


de pulsos aplicados pelo circuito de disparo.

Capacitores de comutação
Conforme a figura abaixo, os capacitores em paralelo com os resistores de base
servem para reduzir o tempo de transição do multivibrador biestável.

SENAI-SP - INTRANET 39
Circuitos temporizadores

Disparo simétrico pela base


Utiliza-se aqui um circuito diferenciador acrescido de diodos. Veja a figura abaixo.

O pulso de disparo é enviado à base do transistor saturado porque a tensão no coletor


do transistor em corte provoca o bloqueio do diodo associado à sua base.

Na subida do pulso de disparo, a tensão em A é mais positiva do que em B.


A corrente de carga do capacitor através de RV3 gera um pulso positivo em forma de
agulha em V3.

40 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

Na transição negativa ou de descida, a corrente de descarga do capacitor circula em


sentido contrário e gera um pulso negativo que chega à base e leva V1 da saturação ao
corte.

A figura a seguir mostra as formas de ondas do multivibrador submetido a uma


sucessão de pulsos aplicados pelo circuito de disparo pela base.

Como podemos observar, as ondas estão defasadas em 180º.

SENAI-SP - INTRANET 41
Circuitos temporizadores

A troca de estados do biestável ocorre a cada transição negativa do pulso de disparo.

A freqüência dos pulsos nos coletores dos transistores é a metade da freqüência dos
pulsos de disparo. Por isso, o multivibrador biestável é considerado um divisor de
freqüência.

Conforme podemos observar na figura a seguir, quando a tensão em C3 atinge o valor


Vp, o UJT dispara. A descarga de C3 sobre R6 gera um pulso de tensão em forma de
agulha. A tensão do emissor eleva-se, e o transistor saturado entra em corte e comuta
o flip-flop.

O UJT fornece pulsos que determinam a freqüência do multivibrador. E a freqüência


fornecida pelo multivibrador corresponde à metade da freqüência dos pulsos do UJT.

A freqüência de oscilação do UJT é determinada pela constante RC: C3 (R7 + R8). Essa
freqüência pode ser ajustada quando variar o valor de R8.

42 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

A freqüência aproximada de oscilação do UJT é dada pela fórmula:

1
f=
C3 (R7 + R8 )

Exercícios

1. Quais são as duas condições apresentadas pelos transistores do circuito


multivibrador biestável ?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

2. Que é necessário no circuito multivibrador biestável para inverter a situação dos


transistores ?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

3. Quando o circuito do multivibrador é alimentado, qual dos dois transistores assume


a condição de saturação ?
__________________________________________________________________

4. Explique com suas palavras o funcionamento do circuito do multivibrador biestável.


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

5. Sublinhe as palavras que completam corretamente as seguintes afirmações:


a. No disparo simétrico pelo emissor, a troca de estados do biestável ocorre a
cada transição positiva/negativa do pulso de disparo.
b. No disparo simétrico pela base, a troca de estados do biestável ocorre a cada
transição positiva/negativa do pulso de disparo.
c. Seja qual for o método de disparo simétrico utilizado, a freqüência dos pulsos
nos coletores dos transistores será sempre o dobro/a metade da freqüência
dos pulsos de disparo.
d. Para reduzir/aumentar os tempos de transição do multivibrador biestável,
utiliza-se um resistor/um capacitor em paralelo com os resistores de base do
circuito.

SENAI-SP - INTRANET 43
Circuitos temporizadores

6. Nas figuras que seguem, complete os gráficos de tensão no coletor de V1 e V2, de


acordo com os pulsos que comandam o disparo do biestável através do emissor e
através da base.
Indique a condição dos transistores.
a. Disparo através do emissor.

b. Disparo através da base.

44 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

7. Sublinhe as palavras que completam de modo correto as seguintes afirmações:


a. A freqüência do multivibrador eqüivale ao dobro /à metade da freqüência de
pulsos provenientes do UJT.
b. A freqüência do UJT é dada pela constante RC e pode ser ajustada variando o
valor do resistor/transistor.
c. Se no circuito for empregados transistores PNP, deve-se inverter a polaridade
da tensão da fonte e empregar um UJT canal N/canal P, para que ocorra o
disparo

8. Calcule as freqüências máximas e mínima de oscilação de um circuito que possui


um resistor de 47KΩ em série com um potenciômetro de 100KΩ e um capacitor
de 0,1µF.

Ensaio 8
Verificação do funcionamento do multivibrador biestável disparado por UJT

No capítulo anterior, você aprendeu teoricamente como funciona o multivibrador. Você


aprendeu também que o multivibrador biestável pode ser acionado por um transistor
UJT.

Agora você vai comprovar experimentalmente o que você estudou na parte teórica.
Através desse ensaio será possível atingir os seguintes objetivos:
• Verificar o comportamento de cada transistor do multivibrador;
• Verificar o disparo do multivibrador através do UJT, observando a relação de
freqüência entre o oscilador de relaxação e o multivibrador.

Equipamento
• Fonte de alimentação 0-50VCC
• Osciloscópio
• Voltímetro eletrônico

Material necessário
• Resistor 33Ω 1/4W
• Resistor 330Ω 1/4W
• 2 resistores 560Ω 1/4W
• Resistor 1KΩ 1/4W
• 4 resistores 15KΩ 1/4W

SENAI-SP - INTRANET 45
Circuitos temporizadores

• Resistor 22KΩ 1/4W


• Potenciômetro 100KΩ 1/2W
• 2 capacitores 0,0015µF
• Capacitor 0,1µF
• 2 transistores BC 549
• UJT 2N2646
• Placa de contato (protoboard)
• Fios para conexões
• 2 chaves liga/desliga

Procedimento
(1º parte: comportamento dos transistores).

1. Monte o circuito abaixo.

2. Desligue S1 e S2.

3. Ajuste R11 para 50KΩ.

4. Aplique 20Vcc ao circuito e ligue apenas S1.

46 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

5. Com o osciloscópio, verifique no coletor de V1 se o multivibrador está gerando


sinal.
( ) sim ( ) não

6. Com o voltímetro, meça a tensão nos coletores de V1 e V2,com relação à massa.


VC1 = V V C12 = V

7. Meça e anote as tensões ente coletor-emissor e base emissor de cada transistor.


indicando o que está saturado e o que está em corte.

V1 VCE = V V2 VCE = V
VBE = V VBE = V

( ) saturado ( ) saturado
( ) em corte ( ) em corte

8. Mantendo S2 aberta, provoque a comutação dos transistores V1 e V2.

9. Meça e anote novamente as tensões coletor-emissor e base-emissor dos


transistores, indicando qual está saturado e qual está em corte.

V1 VCE = V V1 VCE = V
VBE = V VCE = V

( ) saturado ( ) saturado
( ) em corte ( ) em corte

10. Descreva o método que você empregou para combater o biestável.

Observação
Mantenha o circuito montado e passe para a realização da segunda parte do ensaio.

Procedimento
2º parte: disparo do multivibrador pelo UJT.

11. Mantenha o circuito montado e ligue a chave S1.

SENAI-SP - INTRANET 47
Circuitos temporizadores

12. Com o canal 1 do osciloscópio, meça a tensão e a freqüência de disparo em R8.


V= V freqüência = KHz

13. Mantenha o canal 1 conectado em R8 e, com o canal 2, verifique a forma de onda


do coletor de V1. Desenhe, no quadro a seguir (passo 14), as formas de ondas dos
canais 1 e 2.

14. Com o osciloscópio engatilhado ou sincronizado pelo pulso da junção R7 e R8,


observe e registre no quadro a seguir a forma de onda entre emissor de V2 e
massa e a amplitude pico a pico da forma de onda observada.

Ponto de Tensão
Forma de onda
teste Pico a pico

Emissor
do
UJT

R8

Coletor
De
V1

Base
De
V1

Coletor
De
V2

Base
De
V2

48 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

15. Mantendo a relação da fase, meça e registre no mesmo quadro as formas de onda
e as respectivas amplitudes pico a pico dos seguintes pontos do circuito: junção R7
e R8, coletor de V1, base de V1, coletor de V2, base de V2.

16. Gire o cursor de R8 para sua mínima resistência.

17. Meça e registre, no quadro abaixo, a freqüência do pulso enviado por V3 e a


freqüência no coletor deV2.

Freqüência em Hz Mínima resistência Máxima resistência

Pulso de V3

Coletor de V2

18. Gire o cursor de R11 para sua máxima resistência.

19. Meça e registre no quadro acima a freqüência do pulso enviado por V3 e a


freqüência no coletor de V2.

20. Analise os valores do quadro. Que aconteceu?

SENAI-SP - INTRANET 49
Circuitos temporizadores

50 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

CI 555 como multivibrador


monoestável, astável e
gerador de rampa

Resumo

CI 555
O CI 555é um circuito integrado que pode ser operado como multivibrador
monoestável, astável e como gerador de rampa.

Trata-se de um circuito constituído por resistores, comparadores, um biestável (ou flip-


flop de controle), transistores e reforçadores.

Veja abaixo diagrama de blocos.

SENAI-SP - INTRANET 51
Circuitos temporizadores

Esses blocos acomodam-se numa única pastilha de silício com oito ou quatorze pinos.

Funcionamento
Ao se aplicar um pulso negativo de disparo no pino 2 do CI, ocorre um pulso positivo
na saída do comparador 2. Esse pulso altera o estado do biestável, tornando a saída
Q = 0V.

Em conseqüência faz surgir um nível alto na saída do circuito integrado (pino 3) e faz
com que o transistor V1 entre em corte.

Para modificar a condição anterior, basta aplicar um nível de tensão superior a 2/3 de
VCC na entrada não inversora do comparador 1 (pino 6).

Essa tensão, chamada de tensão limiar, gera um pulso positivo na saída do


comparador 1.

Esse pulso reposiciona o flip-flop de controle. Por sua vez, a saída Q do flip-flop passa
ao nível alto e faz V1 saturar, conectando, assim, o pino 7 à massa.

A mesma saída Q alimenta o reforçador/inversor e leva o pino 3 ao nível 0V.

CI 555 como multivibrador monoestável

Para disparar o monoestável, é necessário aplicar um pulso negativo ao pino 2.

52 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

Além de ser responsável pela comutação do biestável, esse pulso faz com que o
transistor V1 entre em corte e altere a saída para nível alto. Isso é mostrado no circuito
a seguir.

Com V1 em corte, o capacitor C1 será carregado através de R1, segundo a constante


de tempo RC. A tensão em C1 subirá até atingir 2/3 de VCC.

Nesse momento, o comparador 1 (pino 6) é acionado e faz o flip-flop de controle


retornar à condição inicial, isto é a saída Q apresenta-se em nível alto.

Assim, V1 fica saturado e novamente descarrega C1. É o que procuramos mostrar na


figura a seguir.

SENAI-SP - INTRANET 53
Circuitos temporizadores

O período de tempo em que a saída Q permanece em nível alto é dado pela fórmula:
t = 1,1 . R . C

CI 555 como multivibrador astável


No multivibrador astável com CI 555, o resistor de temporização divide-se em duas
seções: R1 e R2; e o transistor de descarga (pino 7) é conectado na junção dos dois
resistores.

Quando o circuito é energizado, o nível alto no pino 7 permite que C2 comece a se


carregar através de R1 e R2 até atingir 2/3 de VCC. Quando C2 atinge o valor de 2/3 de
VCC, o comparador 1 aciona o flip-flop de controle e faz o pino 7 passa para o nível
baixo.

A partir desse momento, o ciclo de descarga de C2 inicia-se através de R2. A seguir, a


tensão em R2 desce até 1/3 de VCC.

Neste ponto, o comparador 2 é ativado e inicia-se um novo ciclo.

54 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

Durante a operação, a tensão sobre o capacitor varia de 2/3 (carga) a 1/3 (descarga)
de VCC.

Obtém-se o tempo de carga de C2, por meio da fórmula:


t1 = 0,693 . (R1 + R2) . C2

O ciclo de descarga corresponde a um período de tempo dado por:


t2 = 0,693 . R2 . C2

O ciclo total de carga e descarga (em segundo) será de:


T = 0,693 . (R1 + 2R2) . C2

Assim como a freqüência de saída será dada por:

1,443
f=
(R1 + 2R2 ) . C

SENAI-SP - INTRANET 55
Circuitos temporizadores

Gerador de rampa linear com CI 555


Com o CI 555, obtém-se a função rampa a configuração monoestável. Para isso, basta
substituir o resistor de carga por um fonte de corrente constante.

A tensão de saída em forma de rampa linear é obtida sobre o capacitor C1.

Exercícios

1. Cite os dois empregos do CI 555 estudados até agora.


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

2. Que tipo de pulso é necessário para disparar o CI 555?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

3. Que tensão deve ser aplicada ao pino 6 para inverter a condição de corte de V1?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

56 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

4. Trace, no gráficos abaixo, os pulsos produzidos nos pontos indicados no diagrama


de blocos de um CI 555 em funcionamento.

5. Assinale os parênteses com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.


Quando o CI 555 funciona como multivibrador monoestável:
( ) Na condição inicial, C1 mantém-se descarregado, pois o transistor V1 está
em corte;
( ) Para disparar o monoestável, é necessário aplicar um pulso positivo ao pino
2;
( ) Com V1 em corte, o capacitor C1 será carregado através de R1, segundo a
constante de tempo RC.

As tensões de polarização dos comparadores:


( ) correspondem a 1/3 e 2/3 de VCC;
( ) são fornecidas pelo divisor de tensão;
( ) correspondem às duas tensões limiares do resistor;
( ) não são responsáveis pela definição do intervalo do tempo de carga do
capacitor.

6. Por que o pino 4 deve ser conectado à VCC?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

SENAI-SP - INTRANET 57
Circuitos temporizadores

7. Por que o pino 5 deve ser desacoplado para terra através de um capacitor?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

8. Calcule:
a. O valor de C, para que um temporizador com resistor de 1,8MΩ atinja 10s de
tempo máximo;

b. O valor de R, para que um temporizador com um capacitor de 10µF atinja 20s;

c. O tempo de um multivibrador monoestável com CI 555, sabendo que o valor de


R é 4,7MΩ e o de C.2,2µF.

58 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

9. Calcule o tempo de carga de C, sabendo que o valor de R1 é 47KΩ; o valor de R2,


10KΩ, e o valor de C, 0,01µF.

10. Calcule o tempo de descarga de C, considerando os valores fornecidos acima.

11. Calcule o ciclo total de carga e descarga de C.

12. Calcule o ciclo total de carga e descarga de C dum multivibrador astável com CI
555, sabendo que o valor de R1 é 220KΩ; o valor de R2, 470KΩ; e o valor de C,
20µF.

SENAI-SP - INTRANET 59
Circuitos temporizadores

13. Qual a variação de tensão sobre o capacitor durante a operação do multivibrador?


Represente essa variação na forma de gráfico.

14. Quando se usa um CI 555 como multivibrador astável, que é necessário para que
ele gere uma onda quadrada simétrica?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

15. Qual a forma de onda produzida por um gerador de rampa linear?


__________________________________________________________________

16. Qual a função do gerador de rampa?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

17. Como se obtém a função rampa com o CI 555?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

18. Explique com suas palavras por que a corrente do coletor IC mantém-se constante.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

19. Que componente do circuito estudado fornece a tensão de saída em forma de


rampa linear?
__________________________________________________________________

60 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

Ensaio 9
Verificação do funcionamento do CI 555 e da tensão limiar

O CI 555 pode operar como temporizador e como oscilador de relaxação. Mas antes
de utilizar o CI 555 no circuito convém verificar suas condições de funcionamento.

O ensaio a seguir tem como objetivo mostrar como se faz para testar o CI 555 e como
se verifica os valores da tensão limiar.

Equipamento
• Fonte CC de 0-50V
• Multímetro digital
• Placa de contatos

Material necessário
• CI 555
• 3 resistores 10KΩ 1/4W
• Potenciômetro linear 10KΩ sem chave
• Capacitor de poliéster 0, 1µF / 100V
• LED FLV 110
• Resistor 560Ω 1/4W

Procedimento
1a parte: Verificação do funcionamento do CI 555

1. Polarize o CI 555, conforme mostra a figura a seguir.

SENAI-SP - INTRANET 61
Circuitos temporizadores

2. Aplique 12VCC ao CI e observe a polaridade (+ VCC, no pino 8).

3. Meça e anote a tensão no terminal de saída do CI (pino 3).


VS =

4. Meça a tensão no terminal de descarga (pino 7 e indique a condição do transistor


interno (V1):
( ) em corte ( ) saturado

5. Provoque o disparo do CI, ligando o pino 2 à massa com pulso momentâneo.

6. Meça e anote a tensão no terminal de saída do CI.


VS =

7. Meça a tensão no terminal de descarga e indique a condição do transistor interno


(V1).
( ) em corte ( ) saturado

8. Analise os dados dos passos 3, 4, 6 e 7. Que ocorreu?

9. Faça o rearme, ou seja, o “reset” do CI, ligando momentaneamente o pino 4 à


massa.

10. Repita os itens 3 e 4 e anote os resultados abaixo:


VS = ( ) em corte ( ) saturado

11. De acordo com os testes efetuados, o CI está em boas condições de


funcionamento. Por quê?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

62 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

Procedimento
2a parte: Verificação da tensão limiar ou threshold.

12. Monte o circuito à baixo.

13. Com o ohmímetro entre o pino 6 e a massa, ajuste P1 para a mínima resistência.

14. Aplique 12VCC ao circuito.

Observação
Se o LED (V2) acender, aplique um pulso de rearme e conecte o pino 4 à massa.

15. Meça a tensão de controle no pino 5.


VC =

Observação
O valor encontrado deve ser 2/3 de VCC.

16. Aplique um pulso de disparo e conecte o pino 2 à massa.

Observação
O LED deve acender e permanecer aceso.

17. Conecte o multímetro entre o pino 6 e a massa e varie lentamente o valor de P1 até
o LED se apagar. Anote o valor da tensão limiar nesse momento.
Tensão limiar = V

SENAI-SP - INTRANET 63
Circuitos temporizadores

18. Os valores medidos nos passos 15 e 17 são:


( ) iguais ( ) diferentes

Justifique a sua resposta.


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

Ensaio 10
Verificação da operação do CI 555 como multivibrador monoestável

O CI 555 funciona como multivibrador monoestável cuja temporização é feita


extremamente ao circuito integrado por uma associação RC.

Neste ensaio, você verá a aplicação do CI 555 num circuito multivibrador monoestável.

Equipamento
• Fonte de alimentação CC 0-50V
• Placa de contato
• Cronômetro

Material necessário
• CI NE 555
• Chave liga/desliga
• LED FLV 110
• Capacitor 10µF /12V
• Capacitor 100µF /12V
• Capacitor 5µF /12V
• Capacitor 1µF /12V
• 2 resistores 10KΩ 1/4W
• Resistor 820Ω 1/4W
• Resistor 100KΩ 1/4W
• Resistor 1MΩ 1/4W
• Resistor 270KΩ 1/4W

64 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

• Resistor 620KΩ 1/4W


• Resistor 10MΩ 1/4W

Procedimento

1. Monte o circuito abaixo.

2. Ajuste a fonte para 10VCC e ligue S1.

3. Pressione momentaneamente a chave S2 e cronometre o tempo que o LED


permanece aceso. Registre esse valor.
Tempo = segundos

4. Determine o tempo em que o LED deve permanecer aceso.


Aplique a fórmula:
Tempo = segundos

5. Compare o valor médio com o valor calculado. O que você observou?

6. Desligue S1.

SENAI-SP - INTRANET 65
Circuitos temporizadores

7. Baseado nos valores dos componentes a seguir relacionados, calcule a duração


dos pulsos e anote os valores obtidos.

Utilize capacitores eletrolíticos com valor de tensão de isolação próximo ao valor de


tensão da fonte para que o tempo medido seja o aproximado do tempo calculado.

Resistor de Capacitor de
Tempo calculado Tempo medido
temporização R1 temporização C1

100k Ω 10µ F

100k Ω 100µF

1M Ω 5µF

270kΩ 10µF

270kΩ 100µF

10MΩ 1µF

620kΩ 5µF

Observação
Se o capacitor tiver uma tensão de isolação muito alta em relação à tensão da fonte,
ele perde suas características de capacitância.

8. A tabela acima apresenta várias combinações de resistores e capacitores. Com


base nesses dados, substitua, no circuito apresentado no passo 1, os componentes
de temporização.

A cada substituição meça o período de duração dos pulsos obtidos e anote os


resultados na mesma tabela.

Observação
Desligue S1 a cada troca de componentes.

9. A variação do tempo é linear em relação à variação da resistência ou capacitância?


Justifique sua resposta, analisando os valores da tabela apresentada
anteriormente.

66 SENAI-SP - INTRANET
Circuitos temporizadores

Ensaio 11
Verificação da operação do CI 555 como multivibrador astável

O multivibrador astável é um circuito que não necessita de estímulos externos.


Na construção de um circuito multivibrador astável pode-se utilizar o CI 555 como você
verá pela execução do ensaio.

Equipamento
• Fonte CC 0-50V
• Osciloscópio de duplo feixe
• Placa de contatos

Material necessário
• CI NE 555
• 2 capacitores de poliéster 0,1µF/100V
• 2 resistores 100kΩ 1/4W
• 1 resitor 4,7kΩ 1/4W
• Potenciômetro linear 100kΩ sem chave
• Potenciômetro linear 10kΩ sem chave
• 2 chaves liga/desliga

Procedimento

1. Monte o circuito abaixo.

SENAI-SP - INTRANET 67
Circuitos temporizadores

2. Ligue o canal A do osciloscópio ao terminal de limiar do CI (pino 6) e o canal B ao


terminal de saída.

3. Ajuste R1B para a mínima resistência

4. Feche a chave S1 e registre na tabela a seguir as formas de ondas, as tensões e os


períodos medidos.

Condição de R Ponto médio Forma de onda VPP Período medido Período calculado
Pino 6
Mínima (EC1)
resistência Pino 3
(saída)
Pino 6
Máxima (EC1)
resistência Pino 3
(saída)
Pino 6
(EC1)
R2 = 47k Ω
Pino 3
(saída)

5. Por meio da fórmula a seguir, calcule a período e anote o resultado na tabela


acima.
T = 0,693 (R1 + 2R2) . C1

6. Ajuste R1B para a máxima resistência.

7. Registre, na tabela acima, as formas de onda, as tensões e os períodos indicados


no osciloscópio.

8. Desligue S1 e substitua R2 por um resistor de 47k Ω .

9. Registre, na tabela anterior, as formas de onda, as tensões e os períodos indicados


no osciloscópio.

10. Ligue S2 e conecte o pino 5 do CI (tensão de controle) ao cursor do potenciômetro


R3.

11. Varie R3. A seguir, anote abaixo o efeito observado na forma de onda de saída
(pino 3).

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Circuitos temporizadores

12. Desligue S1 e mantenha o circuito montado, pois você irá utilizá-lo na próxima
experiência.

Ensaio 12
Verificação da operação do CI 555 como gerador de rampa

Com o CI 555 pode-se obter a função rampa na configuração monoestável. O objetivo


do seguinte ensaio é mostrar como se verifica o funcionamento do CI 555 como
gerador de rampa.

Equipamento
• Fonte CC 0-50V
• Osciloscópio de duplo feixe

Material necessário
• CI NE 555
• Transistor BC 557
• Capacitor 0,1µF /100V
• Capacitor 0,047µF /100V
• Resistor 10kΩ 1/4W
• Resistor 820Ω 1/4W
• Resistor 100kΩ 1/4W

Procedimento
1. Monte o circuito abaixo, interligando-o ao multivibrador astável da experiência
anterior.

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Circuitos temporizadores

2. Conecte o canal A do osciloscópio à saída do astável. Conecte também o canal B à


saída do gerador de rampa (pinos 6 e 7 do CI).

3. Ajuste os controles para sincronismo interno no canal A.

4. Ligue S1 e registre na tabela a seguir as formas de onda, as tensões e os períodos


medidos.

Ponto medido Forma de onda VPP Período medido Freqüência

Saída do
astável

Saída do
gerador de
rampa

5. Calcule as freqüências dos sinais, utilizando os períodos medidos. Anote o


resultado na tabela acima.

6. Varie a resistência R1B no oscilador astável e observe a saída do gerador de rampa.

7. Varie a resistência R3 no oscilador astável e observe a saída do gerador de rampa.

8. Que ocorreu? Justifique a sua resposta.

9. Que é preciso fazer para alterar a freqüência de saída do gerador de rampa?


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Circuitos temporizadores

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