Você está na página 1de 4

Sidarta Gautama O BUDA SAKYAMUNI.

Sidarta Gautama nasceu em Lumbini, atual Nepal, no século VI a.C. Herdeiro do


trono dos Sakya era filho do Rei Sudodana e da Rainha Mahamaya. Quando ele nasceu,
Asita, capelão de Sudodana, profetizou que ele seria um Buda, um ser completamente
iluminado ou um poderoso monarca.
Logo após o seu nascimento a Rainha Mahamaya morreu, e sua educação foi
conduzida por sua tia, Maharajapati, a segunda esposa do rei. Foi treinado nas 64 artes, com
disciplina de espirito e de destreza esportiva e por muitas vezes Sidarta superou seus
mestres. Como era costume na época, casou-se aos 16 anos, com Yashodara. Seu único filho
chamou-se Rahula.
Sudodana queria que o filho herdasse seu reino e não se tomasse um asceta
meditante, por isso escondeu de Sidarta tudo o que pudesse levá-lo a se interessar por uma
vida espiritual. Sidarta jamais saiu do palácio ou viu algum sinal de que houvesse
sofrimento, doença ou envelhecimento. Entretanto, depois do nascimento de Rahula, Sidarta
convenceu Sudodana a deixá-lo sair dos muros do palácio. O Rei recomendou a Chandaka,
escudeiro de Sidarta, que o acompanhasse.
Na sua saída do palácio, Sidarta se deparou com um homem velho e doente e
perguntou a Chandaka se aquik) ocorreria a ele, ao seu filho, e à sua amada Yashodara, ou a
seu pai. Ao receber a reposta que sim, Sidarta ficou profundamente amargurado e nem as
mais animadas festas que o Rei promovia conseguiam despertar seu interesse.
Aos 29 anos, deixou o palácio, numa noite em que todos dormiam, como que
hipnotizados. Dizem que foi o mérito dos seres humanos que criou as condições favoráveis
que permitiram a sua saída do palácio. Chandaka preparou o cavalo de Sidarta, Khantaka, e
acompanharam Sidarta até a floresta, para onde ele se dirigiu para meditar. Lá chegando,
Sidarta trocou as vestimentas reais pelas roupas de um caçador, cortou os longos cabelos e
os deu a Chandaka, para que ele os entregasse a seu pai, junto com o cavalo e seus
ornamentos de príncipe. Khantaka, seu cavalo, morreu de tristeza logo em seguida.
A partir daí, Sidarta se tornou o itinerante Gautama. No início, seguiu os
ensinamentos de vários mestres brâmames, que ensinavam a inexistência substancial de
todas as coisas, mas percebeu que esses ensinamentos não levariam ao fím do sofrimento,
que está ligado à sucessão sem fim de renascimentos e morte.
Dirigiu-se então para as margens do Rio Nairanjana, com os monges do grupo feliz, e
decidiu descobrir sozinho o caminho da iluminação, utilizando técnicas de ioga e de jejum
prolongado. Quando Sidarta chegou a um estado de extrema fraqueza, Indra apareceu para
ele, tocando um alaúde de três cordas.
Indra mostrou a Gautama que uma corda com a tensão correta produz um som agradável,
mas, se estiver frouxa, não vai produzir som nenhum ou, se estiver muito esticada, vai
arrebentar. Sidarta percebeu a futilidade da extrema automortifícação, descobrindo, assim, a
importância do Caminho do Meio, ou seja, um caminho que não cai em extremos. Portanto,
aquele que se mantiver longe de qualquer excesso, atingirá a meta que se propõe a alcançar.
Sidarta recuperou a saúde e se dirigiu para os arredores de Benares (Varanasi), o
local onde está a árvore Bodi, para meditar. Sentou-se sobre um feixe de junco, de frente
para o Sul. Ele decidiu que iria meditar até encontrar a resposta para as suas indagações.
Durante esse período, enfrentou derrotou os Maras, que são as negatividades que governam
o reino dos desejos, bem como a satisfação dos sentidos. A derrota dos Maras significa o
triunfo das virtudes sobre todos os laços que impedem a aquisição da iluminação. Derrotou
hostes de demônios durante a noite. Atingiu o corpo de Buda (iluminação) ao amanhecer, e
foi na lua cheia de abril/maio, no dia do seu trigésimo quinto aniversario, que Sidarta
Gautama alcançou a completa e suprema iluminação e se tomou Buda Sakyamuni, o Sábio
do clã dos Sakya.
Buda passou os quarenta e nove dias seguintes usufruindo a paz que tinha alcançado.
Depois, entrou no Parque dos Veados e, para cinco ascetas, que foram os seus primeiros
alunos, falou sobre as quatro nobres verdades. Este ensinamento é conhecido como:

O primeiro Giro da Roda do Darma.


AS QUATRO NOBRES VERDADES
As quatro nobres verdades não foram expressas como uma teoria ou uma sugestão,
uma vez que Buda disse:

"Av quatro nobres verdades são exatas, sem erro, não de outro modo; portanto, elas são chamadas
as quatro nobres verdades porque isto é benéfico, pertence aos fundamentos da vida, leva ao
desencantamento, ao fim da delusão, à cessação, à paz, ao conhecimento, à iluminação, ao
Nirvana".

Primeira Nobre Verdade


O SOFRIMENTO
Nascer é sofrer. Envelhecer é sofrer. Doença é sofrimento. Morrer é sofrimento.
União com o que é desprazeirozo é sofrimento. Separação do que é prazeroso é sofrimento.

Segunda Nobre Verdade A


FONTE DO SOFRIMENTO
As raízes, a natureza e a criação do sofrimento. O surgimento do sofrimento.

Terceira Nobre Verdade A


CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO

Quando evitamos as atitudes que resultarão em sofrimento, a cura e possível.

Quarta Nobre Verdade


O CAMINHO RARA A CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO
Este é o Nobre Caminho Óctuplo.

O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO ou:


O Caminho das oito práticas corretas
1. A compreensão correta
2. O pensamento correto
3. A Ma correta
4. A ação correta
5. O meio de vida correto
6. O esforço correto
7. A atenção plena correta
8. A concentração correta

No budismo, o senso de divindade está em tudo. "E inerente à terra, a todos os


seres, à natureza búdica, ao Nirvana".
Para seguir o Caminho de Buda, é preciso disciplina e perseverança. É necessário
seguir o mapa do caminho, verificando sempre se estamos seguindo O Nobre Caminho
Gctuplo, Os preceitos e as Paramitas (as seis perfeições) e a Interdependência dos Doze
Elos, que tbram os ensinamentos dados os primeiros discípulos. Estes ensinamentos
pertencem ao budismo hinayana, cujos seguidores buscam a salvação pessoal. Eles
atingem a iluminação e não voltam a renascer, (ver glossário)

O segundo giro da roda do Darma


Mais tarde, Buda ensinou no Parque dos Abutres, em Ragir, sobre "A Perfeição da
Sabedoria" (Prajna Paramita), para a assembléia da Sanga, incluindo homens e mulheres,
monges e, em especial, para a assembléia de Bodisatvas, como Manjushri,
Avalokitesvara, Vajrapani e Maitreya. Chi bodisatvas são seguidores de Buda que, além
da salvação pessoal, fazem o voto de ajudar os seres até que todos eles também possam
atingir a iluminação.

O terceiro giro da roda do Darma

Finalmente, ele ensinou em lugares incertos, dos seres comuns, isto é, em diversas
regiões da índia e Nepal. Aí ele ensinou "A Doutrina da Verdade Absoluta" para vários
discípulos, como bodisatvas, deuses, nagas e humanos. Desta vez, Buda exibiu muitos
poderes miraculosos de corpo, fala e mente.
Todo o Ensinamento do Mahayana está contido nos dois últimos "Giros da roda do
Danna", em que Buda falou sobre a Verdade Relativa e a Verdade Absoluta.

Buda ensinou durante 45 anos e aos 80 anos morreu em Kushinagar. É dito que ele
deixou 84 000 ensinamentos, que são a cura para os 84 000 tipos de obscurecimentos dos
seres humanos.
Antes de Buda morrer, os seus seguidores lhe perguntaram o que deveriam dizer ao
mundo, Buda disse quatro coisas muito interessantes. Ele disse:

J * Sidarta veio ao mundo como um ser humano comum. 2* Este ser humano comum atingiu a
iluminação.
3* Este ser humano comum ensinou mais tarde o método de atingir a iluminação 4* Mesmo
atingindo a iluminação, este ser humano morreu,

Essas foram as quatro mensagens que Buda queria que seus seguidores talassem ao
mundo.
Quando Buda disse que um ser humano comum atingiu a iluminação, ele estava
dizendo que todo o ser humano pode se tornar um buda, todos têm o potencial de buda. De
fato, a sua natureza é Buda. Sidarta não nasceu um buda, ele era comum como todos nós.
Até uma pessoa agressiva, ignorante e apegada pode se tomar um Buda. No entanto, Buda
também disse que ele não pode nos dar a iluminação, ele não pode apagar o nosso
sofrimento. Cada pessoa precisa seguir o caminho por si mesma, com a aspiração de ajudar
os demais através da compaixão que brota em seu coração ao ver o sofrimento que existe no
mundo. Esse caminho é o método de como atingir a iluminação que ele nos deixou.
Por fim, a última mensagem diz que Buda não se tomou imortal, embora tenha
atingiu a iluminação. Ele foi para o que os budistas chamam Parinirvana. Pari significa além.
Os ensinamentos budistas prevalecem em muitos lugares, como na índia, muitas das
regiões Himalayas, Afeganistão, Paquistão, Indonésia, China, Japão. Atualmente também é
praticado em vários países da Europa e do mundo.