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Resumo de Anatomia Topográfica – Membro Inferior

Por: Vitor Luiz Back Teló

Os membros inferiores são extensões do tronco responsáveis por sustentar o peso do corpo,
permitir a locomoção e manter o equilíbrio. A transferência de peso do corpo para o membro
inferior acontece através de duas articulações. A sacroilíaca transfere e peso para o quadril e
a articulação do quadril transfere para o fêmur.
 O fêmur possui uma orientação obliqua inferomedialmente, ainda mais acentuada nas
mulheres. Essa orientação ajuda a melhor sustentar a postura bípede.
O membro inferior é dividido em regiões de estudo:
 Região do Quadril
 Retroinguinal ou Subinguinal
 Trígono femoral
 Região Glútea
 Região Femoral ou da Coxa
 Anterior
 Posterior
 Região do Joelho
 Genicular anterior
 Fossa Poplítea
 Região Crural ou da Perna
 Anterior
 Posterior
 Região Talocrural
 Retro maleolar lateral
 Retro maleolar medial
 Região do Pé
 Calcâneo
 Dorso do pé
 Planta do Pé
Tal qual no membro superior, existem zonas de transição para estruturas neurovasculares e
musculares (tendões). No membro inferior são 3 zonas de transição:
 Trígono femoral
 Fossa poplítea
 Túnel do Tarso
O esqueleto do membro inferior é composto pelos ossos do cíngulo (osso do quadril), fêmur,
patela, tíbia e fíbula e pelos ossos do pé.
 Osso do Quadril: é formado por três ossos, o ílio, ísquio e púbis que se fundem na
região do acetábulo, responsável por articular-se com o fêmur. Analisando-se
externamente, o acetábulo tem a forma de um cálice, sua borda, o limbo é abertura
inferiormente na incisura semilunar. A face interna é lisa na região mais externa,
chamada de face semilunar. Na região mais central ele é mais rugoso, formando a
fossa do acetábulo.
 Na asa do ílio se formam as linhas glúteas, os pontos de ancoragem dos
músculos glúteos máximo, médio e mínimo.
 Fêmur: é o osso mais longo do corpo, podendo ser usado para estimar a altura do
indivíduo. Ele corresponde a 25% de nossa estatura. Por ser um osso longo, possui
duas epífises e entre elas um corpo.
 Epífise Proximal: destacam-se a cabeça do fêmur, arredondada e dotada de
uma depressão central, a fóvea da cabeça do fêmur. O estrangulamento
seguinte a cabeça é o colo. O corpo e a epífise são separados pelos trocanteres
e suas ligações, a crista (posterior) e a linha (anterior) intertrocantérica.
Relacionada ao trocanter maior existe uma depressão, a fossa trocantérica.
 Corpo: é caracterizada pela presença da linha áspera, formada pelos lábios
medial e lateral. Esses são contínuos com a linha pectínea e tuberosidade glútea
superiormente e inferiormente com as cristas supraepicondilares medial e
lateral.
 Epífise Distal: caracterizada pela formação dos côndilos medial e lateral. O
medial possui um pequeno tubérculo chamado de tubérculo do adutor. Entre
os côndilos anteriormente existe uma face lisa chamada de face patelar.
Posteriormente eles são separados pela fossa intercondilar.
 Patela: é um osso sesamóide relacionado a face patelar do fêmur. Possui uma base
superior e um ápice apontado inferiormente. Sua face posterior é lisa e articula-se
com o fêmur. Sua face anterior é irregular e não possui articulação.
 Tíbia: é o osso medial da perna. Reconhecido como o 2º osso mais longo do corpo,
também dividido em epífise proximal, corpo e epífise distal.
 Epífise Proximal: apresenta dois côndilos, um medial e um lateral que servem
para articulação com o fêmur. Entre os côndilos existe a eminencia
intercondilar que abriga os tubérculos intercondilares anterior e posterior. Na
face anterior existe uma tuberosidade que serve de fixação para o ligamento
da patela.
 Corpo: na face posterior existe uma linha obliqua superior que serve de fixação
para o m. sóleo.
 Epífise Distal: possui um maléolo medial e uma face articular para o osso tálus
(pé)
 Fíbula: é o osso lateral da perna, não possuindo função de transmissão de peso. Ela
serve somente para fixação muscular e como estabilizador da articulação do
tornozelo.
 Possui uma cabeça globosa proximal com um ápice, um colo, um corpo e
distalmente um maléolo lateral com sua respectiva face articular.
 Ossos do Pé: são divididos em ossos do tarso, metatarsos e falanges
 Tarso (7)
 Tálus: possui uma cabeça anterior, um colo e um corpo com uma tróclea
que se articula com a tíbia
 Calcâneo: possui duas formações especiais, a tuberosidade do calcâneo
(calcanhar) e uma projeção de sustentação para o tálus, o sustentáculo
 Navicular
 Cubóide
 Cuneiformes
o Medial
o Intermédio
o Lateral
 Metatarso: são 5 ossos numerados de I a V. Possuem uma base proximal, um
corpo e uma cabeça distal
 Falanges: são 14 ossos nomeadas de proximal, média e distal de acordo com o
metatarsal específico. Também possuem base proximal, corpo e uma cabeça
distal
A transferência de peso do tronco para o membro inferior acontece através das articulações
entre os ossos. Elas são:
 Articulação do Quadril: acontece entre a cabeça do fêmur e o acetábulo. É do tipo
sinovial, caracterizada por ser a 2º mais móvel do corpo. Ela possui elementos
estabilizadores e de reforço como:
 Lábio do Acetábulo: projeção fibrocartilagínea do limbo que aumenta a área de
contato
 Ligamento Transverso do Acetábulo: ligamento que fecha a incisura do
acetábulo
 Ligamento da Cabeça do Fêmur: totalmente intra-articular, serve como
conduto de vasos sanguíneos
 Cápsula Articular: é altamente reforçada pelos ligamentos iliofemoral,
pubofemoral e isquiofemoral
 Articulação do Joelho: é uma das articulações mais importantes do corpo, tanto na
movimentação quanto na transferência de carga, sendo assim uma das mais lesadas.
É composta por 3 articulações numa cápsula reforçada por ligamentos, 2 articulações
femorotibiais e uma articulação femoropatelar.
 Essa articulação é relativamente fraca, sendo sua sustentação principal feita
pelos mm. adjacentes e ligamentos. A capsula articular é mais fibrosa
externamente e internamente é revestida pela membrana sinovial, responsável
por formar pregas e recessos.
 Corpo adiposo infra patelar: coxim adiposo para absorver impactos
 Prega sinovial infrapatelar: membrana que reveste os ligamentos
cruzados
 Prega alares
 Bolsa suprapatelar
 Parte do reforço dessa articulação é feita pelos ligamentos do joelho, que pode
ser Intracapsulares ou extracapsulares
 Extracapsulares
o Lig. da Patela
o Retináculo da Patela
o Lig. Colateral Tibial
o Lig. Colateral Fibular
o Lig. Poplíteo Oblíquo
o Lig. Poplíteo Arqueado
 Intra-articulares
o Lig. Cruzado Anterior
o Lig. Cruzado Posterior
o Menisco Medial
o Menisco Lateral
o Lig. Transverso do Joelho
 Articulação Tibiofibular: é o conjunto das articulações dos dois ossos da perna.
Comumente se chama a articulação de tibiofibular proximal, do tipo sinovial entre a
cabeça da fíbula e a face articular fibular da tíbia. Ela é reforçada pelos ligg. anterior e
posterior da cabeça da fíbula.
 A parte distal da articulação é formada pela membrana interósseas e a
articulações entre a incisura fibular da tíbia e a face articular do maléolo lateral,
do tipo sindesmose fibrosa, sendo também reforçada pelos ligg. tibiofibulares
anterior e posterior.
 Articulação Talocrural: é a articulação do tornozelo, formada pela extremidade distal
da tíbia com seu maléolo medial, fíbula com seu maléolo lateral e tróclea do tálus. É
do tipo sinovial.
 Possui reforço feito por:
 Ligamentos Colaterais Laterais
o Ligg. talofibulares anterior e posterior e lig. Calcâneofibular
 Ligamentos Colaterais Mediais (Deltoideo)
o Ligg. Tibionavicular, tibiocalcâneo, tibiotalar anterior e posterior.
 Articulações do Pé: são formadas por 3 tipos de articulações. Os arcos do pé são
parcialmente sustentados por ligamentos como o calcâneonavicular plantar, plantar
longo e calcâneocubóide plantar
 Articulações Intertarsais: destacam-se a art. talocalcânea (transferência de
peso) e transversa do tarso (talonavicular e calcâneocubóidea)
 Articulações Tarsometatarsais
 Articulações Intermetatarsais
 Articulações Metatarsofalângicas
 Articulações Interfalângicas
 Arcos do Pé: os arcos do pé são formados pelos ossos associados aos ligamentos. São
dois, um maior e longitudinal chamado de Arco Longitudinal, dividido em parte medial
(alta) e parte lateral (baixa) e um menor e transverso chamado de Arco Transverso.
Esses arcos são mantidos pelos chamados fatores passivos e fatores dinâmicos
 Passivos: formato dos ossos, aponeurose plantar, estruturas ligamentares
 Dinâmicos: mm. intrínsecos do pé e tendões dos mm. que se inserem nos ossos
do pé
A tela subcutânea envolve o membro inferior logo abaixo da pele, sendo composta por tecido
conjuntivo frouxo. É na tela subcutânea que está a gordura (com exceção da face anterior do
joelho), nervos cutâneos, veias superficiais, vasos linfáticos e linfonodos.
A fáscia muscular do membro inferior reveste o MI como uma meia elástica, tendo como
função a contenção de músculos e tendões, proteção, auxiliar no retorno venoso e facilitar o
deslizamento muscular.
 Na coxa a fáscia recebe o nome de fáscia lata. Ela é continua com as fáscias
abdominais, fixando-se no ligamento inguinal, crista ilíaca, sacro, cóccix, ligamento
sacrotuberal e túber isquiático. Ela é continua com a fáscia muscular da perna.
 O chamado trato iliotibial é um espessamento da fáscia lata na parte lateral da
coxa formada pelas aponeuroses do m. tensor da fáscia lata e m. glúteo
máximo. Ela se estende do tubérculo ilíaco até o côndilo lateral da tíbia
 A fáscia muscular se invagina em 3 locais em direção ao fêmur, formando septos
intermusculares que delimitam 3 compartimentos. Esses 3 septos são
 Septo Lateral: também chamado de plano intervenoso, separa os
compartimentos anterior e posterior, sendo local de acesso cirúrgico por não
possuir estruturas neurovasculares.
 Septo Posterior: separa o compartimento posterior e medial
 Septo Medial: separa o compartimento anterior e medial.
 Na face anterior da fáscia lata existe uma abertura chamada de hiato safeno. É inferior
ao lig. inguinal e distante 4 centímetros do tubérculo púbico, sendo o local onde a veia
safena magna penetra na fáscia e desemboca na veia femoral.
 As margens do hiato não são lisas. A margem medial ou margem lisa é reta. Já
as faces superior, lateral e inferior são continuas e tem uma forma de meia-lua,
chamada de margem falciforme. O hiato não é totalmente aberto, sendo
parcialmente fechado pela fáscia Cribriforme. Seu conteúdo é a veia safena
magna e os vasos linfáticos.
 Abaixo do joelho e fáscia lata passa a se chamar fáscia da perna, fixando-se a tíbia e
sofrendo espessamentos inferiores que formam os retináculos dos mm. extensores.
 Tal qual na coxa, ela sofre invaginações em direção aos ossos para formar os
compartimentos da perna.
 Septo Anterior
 Septo Posterior
 Septo Transverso: divide o compartimento posterior em uma camada
superficial e uma profunda
A drenagem venosa superficial do membro inferior é feita pelas duas veias safenas, a magna
e a parva, que drenam sangue com suas tributárias.
 Safena magna: é formada no pé pela união da v. dorsal do hálux com a v. marginal
medial (da rede venosa dorsal). Ela é anterior ao maléolo medial, posterior ao côndilo
medial do fêmur, drenando para a veia femoral através do hiato safeno.
 Essa veia possui anastomoses livres com a outra veia safena (parva), recebendo
também as vv. circunflexas ilíacas superficial, epigástrica inferior e pudenda
externa.
 Existem durante o trajeto da veia aproximadamente 12 válvulas, mais comuns
na perna do que na coxa.
 Safena parva: é formada no pé pela v. dorsal do dedo mínimo com a v. marginal lateral
(da rede venosa dorsal). Ela é posterior ao maléolo lateral, lateral ao tendão do
calcâneo, perfura a fáscia entre as cabeças do gastrocnêmio, drenando para a veia
poplítea na fossa poplítea.
 As veias safenas se comunicam livremente entre si por meio de veias comunicantes.
Esse sistema superficial se comunica com o sistema profundo através de veias
perfurantes. O sistema profundo é composto por veias pares homônimas as artérias.
Sempre acompanhando as veias existem os vasos linfáticos. No membro inferior, os vasos
linfáticos que acompanham a veia safena magna drenam para os linfonodos inguinais
superficiais e profundos. Já os vasos que acompanham a veia safena parva drenam para os
linfonodos poplíteos. As veias profundas também são acompanhadas por vasos linfáticos
profundos.
Como dito anteriormente, a fáscia da coxa é responsável por formar os septos
intermusculares posterior, medial e lateral. Esses septos delimitam os compartimentos da
coxa, anterior, medial e posterior. Esses músculos podem atuar sobre a articulação do quadril
ou do joelho.
 Compartimento Anterior: são os músculos flexores do quadril e extensores do joelho.
São todos inervados pelo n. femoral
 M. pectíneo (pode receber inervação do n. obturatório)
 M. íliopsoas
 M. sartório
 M. quadríceps femoral
 M. reto femoral
 M. vasto medial
 M. vasto lateral
 M. vasto intermédio
 Compartimento Medial: são os músculos adutores, inervados pelo n. obturatório
 M. adutor longo
 M. adutor curto
 M. adutor magno
 M. obturador externo
 M. grácil
 O trígono femoral é uma depressão triangular inferior ao ligamento inguinal na face
anterior da coxa. É a primeira grande área de transição do membro inferior.
 Seus limites são:
 Superior: ligamento inguinal
 Medial: m. adutor longo
 Lateral: m. sartório
 Ápice: cruzamento do m. sartório e m. adutor longo
 Assoalho: mm. íliopsoas e pectíneo
 Teto: fáscia lata
 Para que as estruturas neurovasculares cheguem ao trígono elas precisam
passar pelo espaço retroinguinal. Esse espaço é formado pela inserção do
ligamento inguinal no tubérculo púbico. Abaixo do ligamento forma-se o
espaço, dividido em dois compartimentos pelo arco íliopectíneo, um
compartimento muscular (lateral) e um vascular (medial)
 Compartimento Muscular: contém o m. íliopsoas e o n. femoral
 Compartimento Vascular: contém a bainha femoral e suas estruturas, a.
e v. femoral, vasos linfáticos e ramo genital do n. genitofemoral
(dispostos na ordem NAV).
o O nervo femoral é formado pelas raízes de L2 a L4. Chega na coxa
pelo espaço retroinguinal, onde é lateral a todas as estruturas. No
trígono femoral emite vários ramos musculares e um ramo
terminal que é o nervo safeno, responsável pela inervação
cutânea ânteromedial do joelho, perna e pé.
o A bainha femoral é um tubo fascial de 4 centímetros de
comprimento que provém das fáscias dos mm. transverso e
íliopsoas. Ela reveste o compartimento vascular permitindo o
deslizar dos vasos.
 Essa bainha delimita 3 compartimentos para cada um dos
vasos que ela reveste
 Compartimento Lateral: contém a artéria femoral
 Compartimento Intermédio: contém a veia femoral
 Compartimento Medial: forma o canal femoral.
Esse canal permite a expansão da veia femoral e
contém gordura, vasos linfáticos e linfonodos.
o A artéria femoral é a continuação da a. ilíaca externa a partir do
trígono femoral. Seus ramos principais são:
 Aa. Epigástricas superficiais
 Aa. Circunflexas ilíacas superficiais
 A. Pudenda externa
 A. Femoral profunda
 Aa. Circunflexas femorais medial e lateral.
o A veia femoral é a denominação dada para a veia poplítea após
sua subida pelo hiato dos adutores. Ela recebe como principais
tributárias a v. femoral profunda e v. safena magna.
O canal dos adutores é uma passagem longa de aproximadamente 15 centímetros localizada
no terço médio da coxa. Ele se estende do ápice do trígono femoral até o hiato dos adutores,
localizado na fossa poplítea, no tendão do m. adutor magno.
 Ele serve de passagem para a artéria e veia femoral e nervo safeno. Essas passarão a
se chamar a. e v. poplítea.
A região glútea é uma área de transição entre o dorso (tronco) e o membro inferior em sua
parte posterior. É uma região de destaque devido aos volumosos músculos glúteos e grande
quantidade de gordura subcutânea depositada nesta região. Ela é normalmente dividida em
duas partes, as duas regiões mais laterais são as do quadril e as mais centrais, a região das
nádegas.
 É através do forame isquiático maior que as estruturas da pelve passam para a região
glútea.
 Os músculos da região glútea se dispõem em duas camadas, uma superficial e uma
profunda
 Camada Superficial: tem função de extensão, abdução da coxa e rotação medial
 M. glúteo máximo (suprido pelo nervo e artéria glútea inferior)
 M. glúteo médio (suprido pelo nervo e artéria glútea superior)
 M. glúteo mínimo (suprido pelo nervo e artéria glútea superior)
 M. tensor da fáscia lata (suprido pelo nervo e artéria glútea superior)
 Camada Profunda
 M. piriforme
 M. gêmeo-superior
 M. obturador interno
 M. gêmeo-inferior
 M. quadrado femoral
O compartimento posterior da coxa contém os músculos chamados de isquiotibiais, sendo
responsáveis pela extensão do quadril e flexão do joelho. Eles são inervados pelo nervo
isquiático.
 Músculos Isquiotibiais
 M. semi tendíneo
 M. bíceps femoral
 M. semimembranáceo
 Os nervos do compartimento posterior da coxa e região glútea são provenientes da
pelve.
 Nervos Clúnios: são os nervos cutâneos da região. São 3, superior, médio e
inferior.
 N. glúteo superior: supre o m. glúteo médio e mínimo
 N. glúteo inferior: supre o m. glúteo máximo
 N. isquiático: o maior nervo do corpo, responsável por toda a inervação
posterior da coxa e perna.
 N. cutâneo femoral posterior: inervação cutânea da parte posterior da coxa.
 As artérias da região são ramos das artérias ilíacas internas
 A. glútea inferior
 A. glútea superior
 Aa. circunflexas femorais
 Aa. perfurantes
Um dos estabilizadores da articulação do joelho é o chamado pé-anserino ou pata-de-ganso.
Como dito anteriormente, a articulação do joelho é relativamente instável, sendo
estabilizada por elementos externos. Lateralmente essa estabilização é feita pelo trato
iliotibial. Medialmente essa estabilização é feita pelo pé-anserino.
 Essa estrutura é o conjunto das inserções distais dos mm. sartório, grácil e semi
tendíneo. Ela se fixa na face medial e superior da tíbia.
A fossa poplítea é um losango localizado na face posterior da articulação do joelho, sendo
considerada uma região de transição entre a coxa e a perna.
 Seus limites são
 Superomedial: mm. semi tendíneo e semimembranáceo
 Súperolateral: mm. bíceps femoral
 Inferomedial: cabeça medial do m. gastrocnêmio
 Inferolateral: cabeça lateral do m. gastrocnêmio e m. plantar longo
 Assoalho: capsula da articulação do joelho
 Teto: fáscia poplítea
 Nervos da Fossa: é na fossa poplítea que acontece a bifurcação do nervo isquiático
em:
 Nervo Tibial
 Nervo Cutâneo Sural Medial
 Nervo Fibular Comum
 Nervo Cutâneo Sural Lateral
 Nervo Sural (provém da fusão dos cutâneos surais)
 Artéria da Fossa: a artéria femoral se torna artéria poplítea e se ramifica em:
 A. tibial posterior
 A. fibular
 A. tibial anterior
 Ramos Geniculares: são os ramos que suprem a articulação do joelho
 A. superior medial do joelho
 A. superior lateral do joelho
 A. inferior lateral do joelho
 A. inferior medial do joelho
 A. média do joelho
 Veias da Fossa: a veia poplítea é a continuação da veia tibial posterior, recebendo a
veia safena parva. Após isso, ele penetra no hiato dos adutores e passa a se chamar
veia femoral.
 Existem dois conjuntos de linfonodos na fossa poplítea
 Superficiais: inseridos na tela subcutânea
 Profundos: envolvem os vasos venosos
Tal qual na coxa, a fáscia da perna também se invagina para produzir septos intermusculares
que delimitarão compartimentos anterior, lateral (diminuto) e posterior.
 Anterior: entre as faces lateral da tíbia, medial da fíbula e anterior e membrana
interósseas.
 Lateral: entre os septos intermusculares anterior e posterior e a fíbula
 Posterior: posterior a membrana interósseas, tíbia e fíbula e profundo ao septo
intermuscular transverso
O compartimento anterior é inervado pelo n. fibular profundo, sendo responsável pela
dorsiflexão do tornozelo e dedos. É vascularizado pela a. tibial anterior. Seus mm. são:
 M. tibial anterior
 M. extensor longo do hálux
 M. extensor longo dos dedos
 M. fibular terceiro
 Os espessamentos das fáscias desses músculos formam os retináculos dos
extensores, um superior e um inferior (Y). Os tendões dos músculos também
são envoltos por bainhas sinoviais para facilitar o deslizamento.
O compartimento lateral é inervado pelo nervo fibular superficial e vascularizado por ramos
perfurantes das artérias tibial anterior e fibular. Os mm. são
 M. fibular longo
 M. fibular curto
 Os tendões desses músculos passam por dois retináculos que os mantem
estáveis, o retináculo superior dos fibulares e o retináculo inferior dos fibulares.
Eles compartilham uma bainha sinovial no retináculo superior e
individualizadas no inferior.
O compartimento posterior é inervado pelo nervo tibial e vascularizado pela artéria tibial
posterior e fibular. É esse compartimento que realiza a plantiflexão do pé. Os mm. desse
compartimento são:
 Mm. superficiais
 M. gastrocnêmio
 Cabeça medial e lateral
 M. sóleo
 M. plantar
 Mm. profundos
 M. poplíteo
 M. flexor longo do hálux
 M. flexor longo dos dedos
 M. tibial posterior
A última região de transição do membro inferior é o túnel do tarso. Esse túnel é uma
formação semelhante ao túnel do carpo, localizado no punho.
 Seus limites são:
 Depressão formada pelo maléolo medial
 Superfície medial e posterior do tálus
 Superficial medial do calcâneo
 Superfície inferior do sustentáculo do tálus
 Retináculo dos Flexores (teto)
 Os conteúdos do túnel do tarso são:
 Tendão do m. flexor longo do hálux
 N. tibial
 Vasos tibiais posteriores
 Tendão do m. flexor longo dos dedos
 Tendão do m. tibial posterior
O pé é a estrutura que forma a plataforma de sustentação do corpo, sendo fundamental no
processo de locomoção e sustentação.
 O pé é dividido em regiões de acordo com os ossos que o compõe
 Retropé: calcâneo e tálus
 Mediopé: navicular, cuboide e cuneiformes
 Antepé: metatarsos e falanges
 O pé possui duas faces
 Planta do pé: inferiormente
 Dorso do pé: superior e anteriormente
 A pele e tela subcutânea do pé são distintas na planta e no dorso. No dorso a pele é
fina e a tela é frouxa, ao contrário da planta que a pele é extremamente grossa e a tela
subcutânea é fibrosa e densa, com acumulo de gordura destinada a absorver os
impactos da marcha.
 A fáscia muscular do é também é distinta na planta e no dorso. No dorso ela é fina e
continua com o retináculo dos mm. extensores. Na planta ela é mais espessa,
formando estruturas como a aponeurose plantar.
 A aponeurose plantar ajuda a manter unidas as partes do pé, protegendo a
planta e sustentando os arcos. Ela fixa-se posteriormente no calcâneo e
anteriormente na bainha fibrosa dos dedos.
 Essa aponeurose forma septos musculares que dividem o pé em 5
compartimentos
 Medial da Planta: mm. associados ao hálux
 Central da Planta: mm. associados aos dedos
 Lateral da Planta: mm. associados ao dedo mínimo
 Interósseo
 Dorsal
 O dorso do pé possui os músculos extensores dos dedos e do hálux, sendo ambos
inervados pelo n. fibular profundo e irrigados pela a. dorsal do pé
 M. extensor curto do hálux
 M. extensor curto dos dedos
 A planta do pé possui muito mais músculos que o dorso, sendo divididos em 4
camadas:
 1ª Camada: inervada pelo nervo plantar medial e irrigadas pelas artérias
plantares medial e lateral, contém os seguintes músculos:
 M. abdutor do hálux
 M. flexor curto dos dedos
 M. abdutor do dedo mínimo
 2ª Camada: inervada pelo nervo plantar lateral e irrigada pelas artérias
plantares medial e lateral, contém os seguintes músculos:
 M. quadrado plantar
 Mm. lumbricais (inseridos nos tendões do m. flexor longo dos dedos)
 3ª Camada: inervada pelos nervos plantares medial e lateral e irrigada pelas
artérias plantares medial e lateral, contém os seguintes músculos>
 M. flexor curto do hálux
 M. adutor do hálux
 M. flexor do dedo mínimo
 4ª Camada: inervada pelo nervo plantar lateral e irrigada pelas aa. plantares
medial e lateral, contém os seguintes músculos:
 Mm. interósseos palmares
 Mm. interósseos dorsais
 A irrigação dorsal do pé é feita pela artéria dorsal do pé (da tibial anterior) e seus
ramos metatarsais dorsais. A irrigação plantar do pé é feita pelas artérias plantares
lateral e medial (da tibial posterior que passa pelo túnel do tarso).
 A drenagem venosa é feita pela rede venosa dorsal do pé e pelas veias marginais
lateral e medial do pé. Cada uma dessas se unem a rede venosa dorsal para formar as
veias safenas.
 A inervação do dorso é feita pelos nervos cutâneos digitais dorsais (do fibular
superficial). A inervação plantar é feita pelos nn. plantares lateral e medial (do tibial)
e pelos nn. digitais plantares