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A INSCRIÇÃO, ATIVIDADE ADVOCATÍCIA,

AS ATIVIDADES PRIVATIVAS E O ESTÁGIO Ética Jurídica


NA OAB
LEGISLAÇÃO
Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil - Lei 8.906/94
(EAOAB)
Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil
(CED)
Regulamento Geral da Ordem dos Advogados do Brasil (RGOAB)
Provimentos do Conselho Federal (Prov.)
Resoluções (Res.)
LIBERDADE PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL
O exercício de qualquer profissão é livre no Brasil, mas a
liberdade não é irrestrita.
Depende da lei que regulamenta a profissão no país.
Art. 5º, inciso XIII, CRFB/1988:
“é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
profissão, atendidas as qualificações profissionais
que a lei estabelecer;”
REGULAMENTAÇÃO
A atividade de advocacia é exercida seguindo as regras do
Estatuto e do regime próprio de cada carreira no caso da
advocacia pública.

Exemplo:
Advogado da União - LEI COMPLEMENTAR Nº 73, DE 10 DE
FEVEREIRO DE 1993
INSCRIÇÃO NOS QUADROS DA ORDEM –
REQUISITOS
Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário: (EAOAB)
I – capacidade civil;
II – diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino
oficialmente autorizada e credenciada;
III – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
IV – aprovação em Exame de Ordem;
V – não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI – idoneidade moral;
VII – prestar compromisso perante o conselho.
INSCRIÇÃO NOS QUADROS COMO ADVOGADO –
EXAME DE ORDEM
Um dos requisitos para ingresso nos quadros da OAB requer a
aprovação no Exame de Ordem.
Não é o único requisito, mas é necessário.
O Exame de Ordem é regulamentado pelos Provimentos
144/2011, alterado pelo Prov. 156/2013, do Conselho Federal
da OAB.
COORDENAÇÃO NACIONAL DO EXAME DE ORDEM
O art. 112 do RG, alterado pela Res. nº 01 de 13 de junho de 2011, determina que
o Exame de Ordem será regulamentado por Provimento editado pelo Conselho
Federal, a saber:

§1º O Exame de Ordem é organizado pela Coordenação Nacional do Exame de Ordem


na forma de Provimento do Conselho Federal.
§ 2º Às Comissões de Estágio e Exame de Ordem dos Conselhos Seccionais compete
fiscalizar a aplicação da prova e verificar o preenchimento dos requisitos exigidos dos
examinandos quando dos pedidos de inscrição, assim como difundir as diretrizes e
defender a necessidade do Exame de Ordem.
TERCEIRIZAÇÃO
A banca que coordena e fiscaliza o exame de ordem é da OAB.
§ 1º A preparação e a realização do Exame de Ordem poderão ser total ou
parcialmente terceirizadas, ficando a cargo do CFOAB sua coordenação e fiscalização.
A pessoa jurídica contratada limita-se à assessoria e organização do evento.

§ 2º Serão realizados 03 (três) Exames de Ordem por ano.


DISPENSA DO EXAME DE ORDEM
Não se aplica atualmente a nenhum bacharel.
Ficam dispensados do Exame de Ordem os postulantes oriundos da Magistratura e
do Ministério Público e os bacharéis alcançados pelo art. 7º da Resolução n.
02/1994, da Diretoria do CFOAB.
Esses bacharéis são aqueles que se formaram até julho de 1996.
Trata-se de uma regra de transição para os estudantes dos últimos períodos por
ocasião da criação do novo estatuto da OAB.
DISPENSADOS – RESOLUÇÃO Nº 02
Resolução n. 02/1994, da Diretoria do CFOAB. Art. 7º Estão dispensados do Exame de
Ordem:
I - os bacharéis em direito que realizaram o estágio profissional de advocacia (Lei nº
4.215/63) ou o estágio de prática forense e organização judiciária (Lei nº 5.842/72), no
prazo de dois anos, com aprovação nos exames finais perante banca examinadora integrada
por representante da OAB, até 04 de julho de 1994;
II - os inscritos no quadro de estagiários da OAB, até 04 de julho de 1994, desde que
realizem o estágio em dois anos de atividades e o concluam, com aprovação final, até 04 de
julho de 1996;
III - os matriculados, comprovadamente, nos cursos de estágio referidos no inciso I, antes de
05 de julho de 1994, desde que requeiram inscrições no Quadro de Estagiários da OAB, e o
concluam com aprovação final, juntamente com o curso, até 04 de julho de 1996;
DISPENSADOS – PROVIMENTO Nº 174/2016
Art. 6º (...)
§ 2º Ficam dispensados do Exame de Ordem, igualmente, os advogados públicos
aprovados em concurso público de provas e títulos realizado com a efetiva
participação da OAB até a data da publicação do Provimento n. 174/2016-
CFOAB. (NR. Ver Provimento n. 174/2016)
§ 3º Os advogados enquadrados no § 2º do presente artigo terão o prazo de 06
(seis) meses, contados a partir da data da publicação do Provimento n. 174/2016-
CFOAB, para regularização de suas inscrições perante a Ordem dos Advogados do
Brasil. (NR. Ver Provimento n. 174/2016)
SÓ BACHARÉIS? ESTUDANTES...
Os estudantes do 9º período (dois últimos semestres
ou último ano) podem se inscrever.
O Exame de Ordem é prestado por bacharel em
Direito, ainda que pendente sua colação de grau,
todavia formado em instituição regularmente
credenciada, conforme o Art. 7º do Prov. 144/2011.
Poderão prestar o Exame de Ordem os estudantes
de Direito dos últimos dois semestres ou do último
ano do curso (§ 3º, do art. 7º, há a possibilidade)
ESTUDANTES COM INCOMPATIBILIDADES
É facultado ao bacharel em Direito que detenha cargo ou exerça função
incompatível com a advocacia prestar o Exame de Ordem, ainda que vedada a
sua inscrição na OAB.
O exame de ordem tem natureza de prova de habilitação e configura apenas um
dos requisitos necessários para solicitar a inscrição. O incompatível não poderá obter
inscrição na OAB se a incompatibilidade for prévia, ou seja, o candidato exerce uma
das funções ou cargos previstos no art. 28 e seus incisos quando ingressou e finalizou
o curso de Direito.
Exemplo: alunos que são policiais, gerentes de banco, serventuários da justiça,
militares na ativa - podem fazer a prova, mas não poderão solicitar a inscrição
nos quadros da OAB.
Referências: Art. 7º, § 1º do Prov. 144 c/c art. 28, EOAB.
ESTRANGEIROS/BRASILEIROS FORMADOS NO
EXTERIOR
Poderá prestar o Exame de Ordem o portador de diploma estrangeiro que tenha
sido revalidado na forma prevista no art. 48, § 2º, da Lei n. 9.394, de 20 de
dezembro de 1996.1 (Art. 7º, § 2º Prov. 144 ).
O estrangeiro ou brasileiro graduado no exterior, deverá fazer prova do título de
graduação, devidamente revalidado, além dos demais requisitos do art. 8º, EOAB -
ART. 8º, § 2º, EOAB.
Revalidar: consiste na declaração emitida pelo órgão competente de que o
diploma de curso expedido por IES estrangeira teve grade curricular equivalente
ao curso nacional. No Brasil, são competentes para processar e revalidar
diplomas, as universidades públicas que ministrem cursos na mesma área.
BANCAS EXAMINADORA E RECURSA
Banca examinadora da OAB - Art. 8º e parágrafo único, do Prov. 144/2011
A Banca Examinadora da OAB será designada pelo Coordenador Nacional do
Exame de Ordem. Compete à Banca Examinadora elaborar o Exame de ordem ou
atuar em conjunto com a pessoa jurídica contratada para preparação, realização e
correção das provas, bem como homologar os respectivos gabaritos.
Banca recursal da OAB - Art. 9º e § 2º, do Prov. 144/2011
A Banca Recursal da OAB, designada pelo Coordenador Nacional do Exame de
Ordem, compete decidir a respeito de recursos acerca de nulidade de questões,
impugnação de gabaritos e pedidos de revisão de notas, em decisões de caráter
irrecorrível, na forma do disposto em edital. Aos Conselhos Seccionais da OAB são
vedadas a correção e a revisão das provas.
MEMBROS DAS BANCAS
Membros da Banca da OAB - Art. 10, § 1º, do Prov. 144/2011.
Haverá a divulgação dos membros das Bancas Examinadoras e
Recursal cinco dias antes da data de aplicação das provas.
Professores de cursos preparatórios não integram a banca da
OAB - Art. 10, § 2º, Prov. 144/2011.
É vedada a participação de professores de cursos preparatórios
para Exame de Ordem, bem como de parentes de examinandos,
até o quarto grau, na Coordenação Nacional, na Banca
Examinadora e na Banca Recursal.
ESTRUTURA DO EXAME DE ORDEM
O Exame de Ordem, conforme estabelecido no edital do certame (Art. 11, Prov. 144/2011), será composto de
02 (duas) provas:
I - prova objetiva, sem consulta, de caráter eliminatório;
II -prova prático-profissional, permitida, exclusivamente, a consulta a legislação, súmulas, enunciados,
orientações jurisprudenciais e precedentes normativos sem qualquer anotação ou comentário, na área de
opção do examinando, composta de 02 (duas) partes distintas.
§ 1º A prova objetiva conterá no máximo 80 (oitenta) questões de múltipla escolha, sendo exigido o mínimo
de 50% (cinquenta por cento) de acertos para habilitação à prova prático-profissional, vedado o
aproveitamento do resultado nos exames seguintes. Aprovação: nota igual ou superior a 6,0 (seis) inteiros.
Art. 11, inciso II, Prov. 144/2011:
a) Redação de peça profissional;
b) Questões práticas, sob a forma de situações-problema.
Art. 11, § 3º , Prov. 144/2011 O examinando não aprovado na segunda fase poderá refazê-la no Exame
de Ordem imediatamente subsequente.
CONTEÚDO DA PROVA
O art. 11, Prov. 144/2011, § 4º estabelece que o conteúdo das provas do Exame
de Ordem contemplará as disciplinas:
• do Eixo de Formação Profissional,
• de Direitos Humanos,
• do Estatuto da Advocacia e da OAB e seu Regulamento Geral e do Código de Ética
e Disciplina,
• podendo contemplar disciplinas do Eixo de Formação Fundamental.
Nesse sentido, o art. 11, Prov. 144/2011, § 5º menciona que a prova objetiva
conterá, no mínimo, 15% (quinze por cento) de questões versando sobre Estatuto da
Advocacia e seu Regulamento Geral, Código de Ética e Disciplina, Filosofia do
Direito e Direitos Humanos.
QUEM PODERÁ USAR A
DENOMINAÇÃO DE
ADVOGADO?
O EOAB estabelece que os
inscritos na OAB são
denominados
ADVOGADOS e possuem
capacidade postulatória.
Somente os bacharéis em
Direito podem se submeter
ao Exame de Ordem como
um dos requisitos para
ingresso os quadros da
advocacia (Art.3º, EOAB).
COMO O ADVOGADO ESTÁ INSERIDO NO
ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO?
A advocacia é a única profissão liberal inserida na
Constituição. O legislador constituinte conferiu à carreira
importância em razão do papel que exerce junto à
sociedade.
Art. 133, da CRFB/1988. O advogado é indispensável à
administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e
manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.
COMO O ADVOGADO ESTÁ INSERIDO NO
ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO?
Art. 2º, EOAB: O advogado é indispensável à
administração da justiça.
§ 1º - o advogado presta serviço público e exerce função
social;
§ 2º - contribui na postulação favorável ao seu constituinte
e seus atos constituem múnus público.
§ 3º - no exercício profissional o advogado é inviolável
por seus atos e manifestações, nos limites da lei.
COMO O ADVOGADO ESTÁ
INSERIDO NO ORDENAMENTO
JURÍDICO BRASILEIRO?
• Exerce função social (concretizar a
aplicação de direitos, construção
da justiça e do bem comum);
• Serviço público NÃO estatal
(indispensável à administração da
justiça);
• Múnus público e inviolabilidade;
• O Estado Democrático de Direito
não pode prescindir da
advocacia.
Segundo Mendes, Coelho e Branco (2013) o Estado
Democrático de Direito é a organização política
em que o poder emana do povo, que o exerce
diretamente ou por meio de representantes,
escolhidos em eleições livres e periódicas, mediante
o sufrágio universal e voto direto e secreto.
Democrático no sentido de salvaguardar aos
cidadãos o exercício efetivo dos direitos civis,
políticos, econômicos, sociais e culturais.

COMO PODEMOS COMPREENDER O ESTADO


DEMOCRÁTICO DE DIREITO?
Com o advento do Estado e o
monopólio da jurisdição, a
autotutela foi restringida. Assim,
surge a necessidade do processo
judicial para obtenção da tutela
jurídica estatal.
O advogado tem o papel de
intermediar a relação entre Juiz-
Estado-cidadão na busca de uma
prestação jurisdicional justa.
Nas palavras de Ives Gandra
Martins, o advogado efetua a
defesa e a interpretação do
ordenamento jurídico. Assim
deve pugnar pelos direitos
COMO PODEMOS COMPREENDER O fundamentais, os direitos
humanos, a justiça social dentre
ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO? outros elementos presentes no
art. 44 do EOAB.
A resolução
02/2015 que
aprova o ATUAL
Código de Ética e
Disciplina da OAB
traz os princípios
que devem nortear
a conduta do
advogado.

PRINCÍPIOS
PRINCÍPIOS
O advogado não pode esquecer o caput do art. 3° do CED que diz que o
Direito é um instrumento para mitigar as desigualdades, na busca de
soluções justas e que a lei é um instrumento para garantir a igualdade de
todos.
Deve zelar por sua liberdade e independência técnica (art. 4º, CED).
A advocacia não pode se confundir com procedimentos de mercantilização
(art. 5°, CED).
A advocacia tem compromisso com a verdade (art. 6° do CED), a justiça e a
boa-fé. Sendo vedado em qualquer caso ou hipótese a captação de clientela
(art. 7º, CED).
INIDONEIDADE
Quais os requisitos para declaração de inidoneidade?
➢ Pode ser suscitada por qualquer pessoa;
➢ Deve ser declarada mediante decisão que obtenha 2/3 dos
votos de todos os membros do Conselho;
➢ Resulta de prática de crime e crime infamante, salvo reabilitação
criminal;
➢ Procedimento nos termos do Processo disciplinar.
CRIME INFAMANTE
O que podemos entender por crime infamante?
A prática de crime infamante é mais grave do que
inidoneidade moral e exige a prática comprovada
de ilícito penal e o fato de ser infamante. Neste
caso, o que faz um crime ser infamante é o reflexo
negativo causado para a Advocacia (MACEDO,
2009, p. 47). Acarreta ao autor aviltamento moral:
desonra, indignidade, má-fama (infâmia), perda de
credibilidade e reprovação social.
Exemplo: Estelionato, apropriação indébita,
corrupção ativa ou passiva, violação de segredo
profissional ou calúnia. Crimes inafiançáveis e
insuscetíveis de graça ou indulto, bem como os
crimes hediondos.
COMPROMISSO
Compromisso perante o Conselho
Seccional
Após a conclusão do processo de
inscrição o bacharel em Direito
prestará compromisso perante o
Conselho Seccional. Trata-se de
elemento integrador da inscrição,
por isso é ato personalíssimo e
indelegável.
PRINCIPAL
TIPOS DE
INSCRIÇÃO
SUPLEMENTAR
INSCRIÇÃO PRINCIPAL
1 2 3
O advogado atua A lei estabelece que se A inscrição deverá ser
ilimitadamente na sua tiver habitualidade em feita no Conselho
Seccional (ente da outro território diferente Seccional do domicílio
federação), podendo da sua Seccional, terá
profissional do futuro
realizar atos privativos que solicitar mais uma
inscrição. Se configurar advogado. Eventual
de advogado em
qualquer parte do habitualidade (mais de mudança de domicílio,
território nacional, 5 processos por anos) o advogado deverá
desde que não tenha em outro ente da requerer a
habitualidade. (art. 10, federação terá que transferência de sua
EOAB) solicitar outra carteira. inscrição.
INSCRIÇÃO SUPLEMENTAR
Se configurar habitualidade, ou seja, o advogado possui mais de
5 atos privativos da advocacia, por ano, em outras Seccionais,
deverá solicitar sua inscrição suplementar o implicará a cobrança
de anuidade. Cada inscrição suplementar gerará uma nova
anuidade para o advogado. Observe-se que o limite de até no
máximo 5 atos privativos é por ano. (art. 10, EOAB c/c 26, RG;
34, § 1º do RG)
Nesse sentido, não importará o tempo de duração do processo.
Novo ano, reinicia-se a contagem.
INSCRIÇÃO SUPLEMENTAR
A inscrição suplementar confere ao
advogado nova carteira, com número
específico da Seccional e identificada
pela expressão: inscrição suplementar. O
advogado estará habilitado a exercer a
advocacia com habitualidade e
ilimitadamente, também, naquela
Seccional além da seccional em que possui
a inscrição principal. Não há limites para
inscrições suplementares, desde que o
advogado tenha condição financeira
para pagar as anuidades.
ATIVIDADES PRIVATIVAS DA ADVOCACIA
As atividades privativas dos inscritos na OAB estão no art. 1º do
EOAB, a saber:

Procuratório judicial Procuratório extrajudicial


Postulação a órgão do As atividades de consultoria,
Poder Judiciário (inciso I)* assessoria e direção jurídicas (Inciso II)

* O artigo do Estatuto, conforme decisão do STF, em ADI 1.127-8, teve suprimido o termo “qualquer”.
JUS POSTULANDI
A indispensabilidade do advogado é relativa, pois existem
situações em que a parte poderá agir sem a presença de
um advogado, a saber:
Juizados Especiais Cíveis - Lei 9.099/95, art. 9º;
Juizados Especiais Cíveis Federais - Lei 10.259/01, art.
10;
Justiça do Trabalho - 1ª instância - art. 791 da CLT;
Habeas Corpus
ATIVIDADES EXTRAJUDICIAIS
A assessoria e visto do advogado em atos e contratos de pessoa
jurídica, conforme o art. 2º, § único, do RG e o art. 9º, § 2º da LC
123/2006.
O art. 2º, § único, do RG estabelece que NÃO poderão vistar
estatutos de pessoas jurídicas, os advogados que prestem serviços
a órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou
indireta, da unidade federativa a que se vincule a Junta
Comercial, ou quaisquer repartições administrativas com
competência para registro.
ATIVIDADES EXTRAJUDICIAIS
A função de diretoria e gerência jurídica em qualquer
empresa pública ou privada é privativa de advogado.
Somente advogados podem ser gestores de
departamento jurídico.
Vide: art. 1º, inciso II, EOAB c/c art. 1º, § 2º do EOAB
INSCRIÇÃO DO ESTAGIÁRIO
Previsão: art. 9º, EOAB. Requisitos:
➢ capacidade civil;
➢ título de eleitor e quitação do serviço militar;
➢ não exercer atividade incompatível;
➢ idoneidade moral;
➢ compromisso;
➢ ter sido admitido em estágio profissional no local
do seu curso.
HABILITAÇÃO DO ESTAGIÁRIO
Previsão: art. 29, § 1° e 2°, RG.
➢ Retirar e devolver autos em cartório;
➢ Obter certidões junto aos escrivães e chefes de
secretaria;
➢ Assinar petições de juntada de documentos a
processos judiciais e administrativos;
➢ Atos extrajudiciais, isoladamente, desde que
autorizado ou substabelecido.
ESTAGIÁRIO QUE EXERCE ATIVIDADE
INCOMPATÍVEL
Se o estudante de Direito
exercer atividade
incompatível com a
advocacia, poderá frequentar
o estágio ministrado pela IES,
para fins de aprendizagem,
vedada a inscrição na OAB
(art. 9º, § 3º, EOAB c/c art.
28, EOAB).
A validade é de 2 anos, prorrogável
VALIDADE DA por mais 1 ano (Consulta 0015/2005 -
Conselho Federal OAB).
CARTEIRA DO Ver art. 35, RG - o prazo não poderá
ultrapassar três anos.
ESTAGIÁRIO Vide §4º do art. 9º do EAOAB –
Bacharel Estagiário.
NULIDADE DOS ATOS DO ESTAGIÁRIO
O Estatuto estabelece que são nulos os atos praticados quando: (art. 4º, EOAB)
Advogado impedido, no âmbito do impedimento;
Advogado suspenso - penalidade;
Advogado licenciado - art. 12, EOAB;
Advogado com incompatibilidade superveniente;
Pessoa não inscrita (LCP, art. 47).
CASO CONCRETO 1
(Adaptado do IX EO-OAB) Laura, advogada na área empresarial, após concluir o
mestrado em renomada instituição de ensino superior, é convidada para integrar a
equipe de assessoria jurídica da empresa K S/A. No dia da entrevista final, é
inquirida pelo Gerente Jurídico da empresa, bacharel em Direito, sem inscrição na
Ordem dos Advogados do Brasil, apesar de o mesmo ter logrado êxito no Exame de
Ordem. Observado tal relato, responda:
1. Quais são os requisitos necessário para inscrição nos quadros da OAB?
2. Como Laura poderá comprovar sua prática forense?
CASO CONCRETO 2
Advogados que atuaram em manifestações são homenageados Uma emocionante homenagem ao papel da advocacia
marcou o início da sessão solene do Conselho Pleno, na sede da OAB/RJ. (...) Durante as passeatas, cerca de cem
advogados se revezaram nas delegacias, ruas e hospitais, atuando em casos de excessos das forças policiais. Além de
liberarem pessoas indevidamente presas, estiveram presentes em situações como a que levou centenas de estudantes e
professores a se refugiarem nos prédios do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e na Faculdade Nacional de
Direito, ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na noite do dia 20 de junho de 2013. Presente à
ocasião, o vice-presidente da Seccional, Ronaldo Cramer, ressaltou a solidariedade dos colegas: "Foi formada, quase
que de forma automática, uma rede de colaboração entre a Ordem e advogados voluntários para socorrer os
manifestantes, para defender a ordem jurídica e a própria advocacia. Isso me emocionou, foi algo que eu nunca tinha
visto". O presidente da Caarj, Marcello Oliveira, que também atuou nas manifestações, reforçou: "Esses advogados que
estão aqui compreenderam a importância de a OAB estar na rua. E nós não vamos arredar pé, não vamos nos afastar
de forma alguma dessa essência, que é a defesa da liberdade de manifestação e das garantias individuais dos
cidadãos. Hoje a Ordem tem seu papel reconhecido, hoje a Ordem é maior graças à atuação desses advogados, que
agora podem seguir nesse caminho e criar lideranças em seus próprios seguimentos. Este ato marca um episódio histórico
para a nossa classe? (Fonte: OAB-RJ. Junho de 2013). Após ler a notícia acima sobre o grupo de advogados
voluntários, responda:
1. Quais os deveres da advocacia elencados no art. 2º do Código de Ética?
2. Qual o papel da advocacia no Estado democrático de Direito?
FIM