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Daniel Mussatto

DRE:11400748

Trabalho de História da Música IV


Bartók - Sonatina

1) Como é a experiência de começo na peça? É um início ou aparenta algo já


começado?
A peça tem uma curta introdução de 4 compassos que estabelece o centro do
modo do primeiro movimento, nesse caso específico Ré.
2) Como é o final? Soa como conclusão ou é só a cessação do movimento? Ele é
preparado (cadência, rallentando, movimento descendente, etc.)?
O final da peça é feito por meio de um rallentando, que se dá num acorde que dá
a sensação de cadência suspensiva, pelo fato de o último movimento ser
baseado num modo lídio b7 por muitos momentos, e ter certos movimentos V-I,
de D7 para G.
3) A peça enfatiza continuidades temporais ou trabalha com rupturas, suspensões?
As rupturas na peça advém da estrutura em três movimentos. O primeiro
baseado em duas danças, tocada cada uma por um tocador de gaita de fole. O
segundo e o terceiro são baseados em melodias graves tocadas nas duas cordas
mais graves do violino por camponeses.
4) Há ênfase em uma progressão (uma relação causa-efeito) ou uma ideia de
permanência (estase)?
A peça é uma alternância de melodias folclóricas romenas, com uma estrutura
em seções bem definidas, com uma forma bem clara.
5) Qual o papel expressivo do silêncio na peça (se houver)?
Não há silêncio na peça.

1) Melodia (se existe, se enfatiza linearidade ou não, etc.)


Sim, as melodias inferem o caráter de linha melódica, tendo em vista que são
baseadas em melodias de danças folclóricas romenas.
2) Ritmo (métrico, não métrico)
O ritmo é metrificado, tendo algumas alternâncias de fórmulas de compasso em
momentos cadenciais. São danças romenas.
3) Harmonia (o conceito se aplica? como?)
O conceito de Harmonia se aplica sim, tendo aqui muitas vezes a sobreposição
de duas ou mais tonalidades ao longo da peça. Uso modal da harmonia, que
condiz com o caráter folclórico das danças romenas.
4) Timbre (qual seu papel na obra?)
O timbre tem um papel pouco relevante, tendo em vista que a peça é para piano.
Mas o uso de diversas articulações faz com que o seccionamento da peça seja
mais evidente.
5) Textura (como se dão as relações entre os sons simultâneos: melodia
acompanhada, polifonia, monofonia)
É uma melodia acompanhada, em momentos temos a ilusão de uma trama mais
polifônica mas a “segunda melodia” apenas articula ritmos em sincronia com a
melodia principal, em bloco.
6) Densidade (há muitos ou poucos eventos simultâneos)
A densidade é sempre de dois eventos simultâneos, melodia e acompanhamento.

Varèse - Ionization

1) Como é a experiência de começo na peça? É um início ou aparenta algo já


começado?
O começo da peça é num crescendo e aumento de densidade.
2) Como é o final? Soa como conclusão ou é só a cessação do movimento? Ele é
preparado (cadência, rallentando, movimento descendente, etc.)?
É um movimento de esvaziamento da textura.
3) A peça enfatiza continuidades temporais ou trabalha com rupturas, suspensões?
A peça trabalha muito com a idéia de pergunta e resposta, enfatizando
claramente uma idéia de continuidade
4) Há ênfase em uma progressão (uma relação causa-efeito) ou uma ideia de
permanência (estase)?
A peça mantém bastante sua densidade mas não de maneira cíclica de modo que
se percebe mas uma progressão no aumento de densidade e crescendos como
uma idéia de tensionamento e relaxamentos rítmicos.
5) Qual o papel expressivo do silêncio na peça (se houver)?
Não há silêncio.

1) Melodia (se existe, se enfatiza linearidade ou não, etc.)


Não há melodia, talvez uma melódica percussiva.
2) Ritmo (métrico, não métrico)
Ritmo métrico, o ritmo é protagonista da peça.
3) Harmonia (o conceito se aplica? como?)
O conceito de harmonia não se aplica por não ter sons de altura definida, o
tímpano por exemplo não trabalha com afinações específicas.
4) Timbre (qual seu papel na obra?)
Timbre é bem importante, já que o diálogo entre os diversos instrumentos de
percussão é caracterizado pelo timbre de cada um.
5) Textura (como se dão as relações entre os sons simultâneos: melodia
acompanhada, polifonia, monofonia)
É uma trama polifônica de ritmos para instrumentos de percussão.
6) Densidade (há muitos ou poucos eventos simultâneos)
Há muitos eventos simultâneos, o compositor trabalha bastantante com aumento
e diminuição de densidade, criando “arcos de densidade”.

Luciano Berio - Sequenza III per voce femminile

1) Como é a experiência de começo na peça? É um início ou aparenta algo já


começado?
O início da peça dá a impressão como se tivesse começado.
2) Como é o final? Soa como conclusão ou é só a cessação do movimento? Ele é
preparado (cadência, rallentando, movimento descendente, etc.)?
A peça termina de maneira abrupta, quando a solista profere as últimas palavras
do texto “to sing”.
3) A peça enfatiza continuidades temporais ou trabalha com rupturas, suspensões?
A peça trabalha com muitas rupturas e silêncios, entre trechos de melodias que
se alternam com efeitos percussivos da voz feminina.
4) Há ênfase em uma progressão (uma relação causa-efeito) ou uma ideia de
permanência (estase)?
Há uma permanência de alternância de articulações, notas entoadas ou não e efeitos,
baseados em um texto escrito por Markus Kutter, que é cantado ou “velado” (o autor faz
uso apenas de fragmentos das palavras sejam apenas consoantes ou vogais).
5) Qual o papel expressivo do silêncio na peça (se houver)?
Os silêncios criam a ruptura entre as diferentes articulações da voz da solista.

1) Melodia (se existe, se enfatiza linearidade ou não, etc.)


Há melodia não tonal, possivelmente serial entrecortada por efeitos da voz da
solista, que caminha por sobre o texto, hora usando apenas as vogais das
palavras, hora apenas as consoantes. Raramente pode se compreender palavras
inteiras.
2) Ritmo (métrico, não métrico)
O ritmo da peça não parece metrificado, embora possa ter sido escrito por sobre
compassos, com ligaduras de notas por sobre compassos.
3) Harmonia (o conceito se aplica? como?)
Não há harmonia subjacente à melodia. Não se percebe centro tonal nenhum,
muito menos movimentos melódicos sobre tríades.
4) Timbre (qual seu papel na obra?)
O timbre da voz tem grande importância na peça, evidenciando uma preocupação
do compositor em como as vogais, dinâmica e colocação da voz criam uma
grande gama de recursos numa escrita para a voz solo.
5) Textura (como se dão as relações entre os sons simultâneos: melodia
acompanhada, polifonia, monofonia)
A peça é monofônica.
6) Densidade (há muitos ou poucos eventos simultâneos)
Há apenas um evento por vez, não há simultaneidade.

Arnold Schoenberg, 5 Orchesterstücke op.16, I.

1) Como é a experiência de começo na peça? É um início ou aparenta algo já


começado?
A peça começa com um gesto que dá a impressão de que estamos ouvindo um
trecho do meio de uma peça, não há qualquer tipo de estabelecimento de caráter.
2) Como é o final? Soa como conclusão ou é só a cessação do movimento? Ele é
preparado (cadência, rallentando, movimento descendente, etc.)?
O final é abrupto, em cima de um ostinato nos violoncelos e baixos com um
crescendo numa nota entoada pelos trombones baixos.
3) A peça enfatiza continuidades temporais ou trabalha com rupturas, suspensões?
As rupturas que acontecem ao longo da peça criam o seccionamentos entre as
partes dentro da peça, cada parte com sua densidade e gestos instrumentais.
4) Há ênfase em uma progressão (uma relação causa-efeito) ou uma ideia de
permanência (estase)?
Há uma progressão no aumento de densidade instrumental da orquestra e um
crescendo até um clímax de dinâmica e densidade, seguido por um diminuendo
tanto da densidade quanto da dinâmica.
5) Qual o papel expressivo do silêncio na peça (se houver)?
Os silêncios marcam a alternância no diálogo entre naipes e combinações de
naipes, e no caráter da música, se apenas gestos musicais ou se são
acompanhados por ostinatos.
1) Melodia (se existe, se enfatiza linearidade ou não, etc.)
Há linearidade na melodia sim, baseada na escala cromática.
2) Ritmo (métrico, não métrico)
A peça tem ritmo metrificado, mas os ritmos e gestos de ostinato ultrapassam as
barras de compasso, fazendo com que a fórmula de compasso seja irrelevante
para a peça.
3) Harmonia (o conceito se aplica? como?)
Há harmonia atonal livre, tendo em vista que a peça se baseia na escala
cromática.
4) Timbre (qual seu papel na obra?)
O timbre é bem importante para a peça, visto que ela trabalha com as diferentes
cores instrumentais e combinações que se pode fazer com uma orquestra.
5) Textura (como se dão as relações entre os sons simultâneos: melodia
acompanhada, polifonia, monofonia)
A textura da peça trabalha com uma integração de melodia acompanhada, hora
por ostinatos, hora por acordes longos, com uma certa polifonia entre melodias
principais e secundárias.
6) Densidade (há muitos ou poucos eventos simultâneos)
Há uma variação grande de eventos simultâneos, indo de melodias sozinhas, a
melodias com melodias auxiliares e ostinatos.

Hungarian Rock (1978) - Ligeti

1) Como é a experiência de começo na peça? É um início ou aparenta algo já


começado?
O começo da peça dá o caráter de melodia acompanhada com o começo do
ostinato e a entrada da melodia.
2) Como é o final? Soa como conclusão ou é só a cessação do movimento? Ele é
preparado (cadência, rallentando, movimento descendente, etc.)?
Ele é preparado por meio de uma diminuição de intensidade rítmica combinada
com um rallentando que gradualmente se dá numa cessação de movimento.
3) A peça enfatiza continuidades temporais ou trabalha com rupturas, suspensões?
Há uma ruptura no meio da peça, quase que lembrando as cadências dos
concertos, o osinato ritmico que acompanha melodia ao longo de mais da
metade da peça dá lugar a acordes longos
4) Há ênfase em uma progressão (uma relação causa-efeito) ou uma ideia de
permanência (estase)?
Aqui há a idéia de permanência, uma vez que o ostinato rítmico se repete ao
longo de quase toda a peça.
5) Qual o papel expressivo do silêncio na peça (se houver)?
Não há silêncios na peça.

1) Melodia (se existe, se enfatiza linearidade ou não, etc.)


A melodia tem caráter linear sim, baseada em conjuntos de alturas, hora mais
estática hora mais sinuosa.
2) Ritmo (métrico, não métrico)
O ritmo é metrificado, pela presença do ostinato, a melodia ultrapassando as
barreiras de compasso, provavelmente por conta de seu gesto.
3) Harmonia (o conceito se aplica? como?)
A Harmonia é baseada na alternância de conjuntos de altura, para diversos
momentos
4) Timbre (qual seu papel na obra?)
O timbre não tem muita relevância uma vez que a peça é tocada num cravo, que
não possui mudança de dinâmicas dado a sua constituição e principio de
emissão de som.
5) Textura (como se dão as relações entre os sons simultâneos: melodia
acompanhada, polifonia, monofonia)
A textura da peça é uma melodia acompanhada, hora pelo ostinato ritmico da
peça, hora por acordes longos e até por blocos de notas.
6) Densidade (há muitos ou poucos eventos simultâneos)
A densidade da peça é essencialmente de dois eventos simultâneos, melodia e
acompanhamento, primeiro marcado por um ostinato e depois por acordes
soltos.