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Brasil Amazonas
Esta semana
Sumário
Colosso amazônico
Brasil
O plebiscito da
CNBB Com uma casa de 2 500 metros
O fim da quadrados no meio da selva,
subcomissão do TRT
Deputado petista Amazonino Mendes entra na mira do STJ
recebeu propina de
empresário
As candidaturas que
surpreendem
Tucanos se
Christian Schwartz, de Manaus
digladiam
A casa fantástica de
Amazonino Mendes
A semana de glória
de Tereza Grossi
O assassinato da
diretora de presídio no
Rio
Pacotes-bomba pelo
correio
Internacional
Geral
Economia e
Negócios
Guias
Artes e
Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Claudio de Moura A mansão do governador: heliporto, pista de cooper, piscinas e suíte
Castro de 250 metros quadrados
Gustavo Franco
Roberto Pompeu de
Toledo Não é pública a obra mais vistosa do governador Amazonino
Mendes. Mas há muita suspeita no Ministério Público Federal do
Seções
Amazonas de que os recursos gastos com ela tenham vindo, por
Carta ao leitor tabela, dos cofres estaduais. A recém-inaugurada mansão do
Entrevista
governador, plantada às margens de uma reentrância do Rio
Cartas
VEJA on-line Negro chamada Igarapé Tarumã, provoca espanto tanto em quem
Radar sobrevoa a região oeste de Manaus, para aterrissar no Aeroporto
Contexto Eduardo Gomes, quanto em quem sabe fazer contas. Com 2.500
Holofote
Veja essa metros quadrados de área construída, num terreno de 3 hectares,
Arc a casa tem um parque aquático com quatro piscinas climatizadas,
Notas internacionais bar e churrasqueira no quintal, mais um lago artificial resultante
Hipertexto
Gente do aterramento de parte do igarapé, píer, cascata e heliporto,
Datas entre outras comodidades. A edificação principal reúne cinco suítes
Cotações com amplas varandas. A maior, do dono da casa, tem 250 metros
Para usar
VEJA Recomenda quadrados e uma sauna privativa. A torre do elevador separa essa
Os mais vendidos parte do anexo que abriga os salões de jogos e de festas, ambos

http://veja.abril.com.br/130900/p_046.html 15/10/2008
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Arquivos VEJA com amplos vidros à prova de bala.
Para pesquisar nos
arquivos da revista, É o lugar no qual Amazonino sonhava usufruir a aposentadoria,
digite uma ou mais conforme vem afirmando aos amigos que passeiam sobre o piso
palavras
de vidro do 2º andar, uma placa com 10 centímetros de espessura
>>
através da qual se vê o jardim interno plantado no pavimento
Busca detalhada inferior. Uma placa idêntica trincou durante a colocação e foi
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto preciso encomendar outra ao fornecedor, nos Estados Unidos.
96|97|98|99 Telhas importadas e proteção acústica fazem as visitas se
Os mais vendidos esquecerem tanto da temperatura exterior, às vezes de 40 graus,
como da proximidade do aeroporto. Só na casa, sem benfeitorias
como pista de cooper e estacionamento, foi gasto, pela mais
modesta avaliação, não menos que 1,2 milhão de reais,
considerando o custo unitário básico de construção de alto padrão
no Amazonas, um índice oficial mas que está longe de refletir
obras com tanto material importado. Mas o que mais espanta é
saber que, ao candidatar-se à reeleição, em 1998, Amazonino
apresentou uma declaração de patrimônio com bens que não
somavam mais que 750 000 reais. Como o salário de governador é
de apenas 8.000 reais mensais, brutos, há um mistério financeiro
na história.

É para esclarecê-lo que, provocado pelo deputado estadual Mário


Frota, do PDT, o Superior Tribunal de Justiça pediu ao procurador-
geral da República, Geraldo Brindeiro, que desengavete um
processo preparado pelo procurador-chefe do Ministério Público
Federal amazonense, Sérgio Lauria Ferreira, no qual se alinham
indícios de que o governador mandou dinheiro para bancos no
exterior ilegalmente. Há denúncias documentadas de um ex-amigo
de Amazonino, o operador de comércio internacional Juarez
Barreto Filho, segundo as quais o governador fazia depósitos no
Maryland National Bank de Luxemburgo, na Europa. Um dos
comprovantes é um extrato bancário revelando o depósito de
500.000 dólares nessa conta, parte de uma série de pagamentos
que Barreto Filho diz ter feito a Amazonino como contrapartida a
obras que conquistou no Estado do Amazonas. Essas denúncias
pararam ao chegar a Brindeiro porque o governador levou-lhe um
desmentido do próprio Barreto Filho. "Mas o empresário já
garantiu que nunca fez esse desmentido", afirma o procurador
Ferreira.

Sergio Dutti
Amazonino – que não recebe repórteres
para falar da casa – já procurou justificar
os gastos com a construção alegando que
tomou empréstimo de 300.000 reais na
Caixa Econômica Federal, mas ficam
faltando zeros para chegar às avaliações da
obra. Na semana passada, um interlocutor
freqüente do governador passou adiante a
versão de que ele agora vai informar que
vendeu um galpão por 600 000 reais para
bancar a construção. Uma dificuldade para
essa alegação é o fato de que, na O governador Amazonino
declaração de rendimentos do então Mendes: reforço no

candidato apresentada em 1998, o galpão patrimônio


aparece valendo 30 000 reais. A outra é que o comprador teria
sido o empresário Murilo Rayol, um empreiteiro que toca várias
obras estaduais, é amigo do governador e constrói projetos
assinados pelo mesmo responsável técnico que cuidou da mansão
de Amazonino, o engenheiro Carlos Roberto Menezes Gavinho.
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