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28) (CESPE – ANALISTA – MINISTÉRIO DA JUSTIÇA 2013) Tendo a experiência

norte-americana como referência e estimulados pelas orientações


contempladas nos manuais da Organização das Nações Unidas, diversos países
da América Latina, com exceção do Brasil, adotaram, na década de 60 do século
passado, o Sistema de Planejamento, Programação e Orçamento (PPBS) como
instrumento orçamentário.
RESPOSTA: ERRADA
O Orçamento-Programa, de acordo com Schubert, surgiu nos Estados Unidos, na década de 50,
nas grandes empresas privadas, com o nome de Planning-Programming Budgeting System -
PPBS, onde podemos citar empresas como Du Pont, General Motors e Ford, em um esforço
para planejar os seus desenvolvimentos empresariais.
Em 1949, a primeira Comissão Hoover15, nos Estados Unidos, recomendou que se adotasse
um orçamento baseado em funções, atividades e projetos, atribuindo-lhe o nome de
Orçamento por Realizações (Performance Budgeting). Em atenção a essa recomendação, o
Governo Federal reformulou o orçamento de 1951 para indicar os programas e atividades de
acordo com cada pedido de crédito, e determinou que fossem apresentados dados relativos ao
volume de trabalho e a outras realizações, em termos descritivos.
A segunda Comissão Hoover, introduziu, através da Lei n. 863, de agosto de 1956, uma fórmula
mais avançada de Orçamento-Programa, chamada Planing, Programming and Budgeting
System (PPBS), que também é utilizada pelo Canadá.
No Brasil, o orçamento moderno também está representado, no Orçamento-Programa, que foi
sistematizado originalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU), cuja concepção básica
foi extraída da experiência federal americana obtida com a implantação do Orçamento de
Desempenho (Performance Budget).
Em 7 de março de 1964, foi assinada a Lei n. 4.320/64, que veio efetivar a adoção legal do
orçamento-programa no Brasil. O Decreto lei n. 200, de 25-2-1967, disciplinou os aspectos
orçamentários, referindo-se, expressamente, ao Orçamento-Programa.
CAIU EM PROVA

29) (CESPE – Administrador – MPOG - 2015) O orçamento-programa,


introduzido na legislação brasileira a partir da promulgação da Constituição
Federal de 1988, tem como preocupação básica a identificação dos custos dos
programas.
6.5)Orçamento incremental
Ocorre quando a definição dos montantes de recursos a serem alocados para os
programas, ações, órgãos ou despesas se realiza mediante incorporação de
acréscimos marginais em cada item de despesa, mantendo-se o mesmo conjunto
de despesas do orçamento anterior (ou com pequenos ajustes). Ou seja, o
orçamento de cada período mantém a mesma estrutura de despesas do
orçamento do período anterior, realizando-se apenas incremento nos montantes
de cada despesa. Desta forma, as opções e prioridades estabelecidas no passado
tendem a permanecer inalteradas ao longo do tempo, e o orçamento termina
não refletindo uma reavaliação quanto a novas necessidades e prioridades da
sociedade. Portanto, é fácil perceber que este orçamento não privilegia a
eficiência do gasto e a evolução da ação governamental.
UM RESUMO
Orçamento tradicional
-Documento apenas de previsão de receitas e fixação de despesas,
-Há somente a preocupação com a classificação das despesas por objeto do gasto;
- Principal critério de classificação são as unidades administrativas e elementos.
Orçamento desempenho
- Preocupa-se com o que o governo faz (realizações) e não o que o governo compra;
- Ênfase aos resultados, porém ainda não se podia falar em orçamento programa, pois não
havia vinculação com o planejamento
Orçamento incremental
- O orçamento de cada período mantém a mesma estrutura de despesas do orçamento do
período anterior, realizando-se apenas incremento nos montantes de cada despesa;
- As opções e prioridades estabelecidas no passado tendem a permanecer inalteradas ao longo
do tempo;
- Não privilegia a eficiência do gasto e a evolução da ação governamental
6.6)Orçamento por estratégia ou base zero
- Análise, revisão e avaliação de todas as despesas propostas e não apenas das
solicitações que ultrapassam o nível do gasto já existente;
- Programas devem ser justificados;
- Criação de alternativas para facilitar a escala de prioridades a serem levadas para
decisão superior
- não há direitos adquiridos
Vantagens:
- Atenção na análise de objetivos e necessidades;
- conjuga planejamento e elaboração do orçamento no mesmo processo;
- faz os gerentes de todos os níveis avaliarem melhor a aplicação eficiente das dotações
em suas atividades;
- aumenta a participação dos gerentes de todos os níveis no planejamento das
atividades e na elaboração dos orçamentos ;
Desvantagens:
- No início, o preparo é mais demorado e mais caro;
- a preparação dos resumos produz montanhas de papel;
- a implantação exige motivação dos funcionários e treinados;
- um grande percentual do orçamento é intocável devido às exigências legais;
- pouca participação dos níveis hierárquicos superiores
Orçamento participativo
- Busca decisão descentralizada;
- cria conselhos populares;
- faz com que o cidadão desloque seu centro de atenção para questões locais;
- gera consciência da participação do cidadão;
- dá nascimento a dois focos de poder democrático: um pelo voto; outro, pelas
instituições diretas de participação.
EXERCÍCIOS
30) (CESPE – Oficial Técnico de Inteligência – Planej Estrat. - ABIN ) O orçamento
base-zero deve ser desenvolvido de forma isolada, com base nas peculiaridades
de cada área a ser atendida.
31) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES ) A alocação dos recursos
visa, no orçamento tradicional, a aquisição de meios e, no orçamento-
programa, ao atendimento de metas e objetivos previamente definidos
32) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – CNJ) A organização e a
apresentação do orçamento público são as principais preocupações do
orçamento base-zero, enquanto a avaliação e a tomada de decisão acerca das
despesas ocupam, nesse modelo, um papel secundário
33) (CESPE – Inspetor de Controle Externo – TCE/RN – 2013) O orçamento
participativo, que apresenta vantagens inegáveis do ponto de vista da alocação
de recursos segundo as demandas sociais existentes, não é utilizado no âmbito
do governo federal.
34) (CESPE – Analista Administrativo – ANTAQ) A necessidade de definição clara
e precisa dos objetivos governamentais é condição básica para a adoção do
orçamento-programa. No caso, por exemplo, de tornar-se um rio navegável,
serão necessárias indicações sobre os resultados substantivos do programa, que
envolverão informações, tais como redução no custo do transporte e
diminuição dos acidentes e das perdas com a carga.