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setor 1201

12010409

12010409-SP

Aulas 31 e 32
ATRITO

Escorregamento: É o movimento relativo entre as superfícies N


de contato.
A T
Atrito (ou força de atrito ou componente tangencial da for- (1)
ça de contato): É a componente da força de contato, causada
T
pela interpenetração das rugosidades das superfícies de contato, mg
que impede ou dificulta o escorregamento.
(2)

→ →
C N Mg


AC = 0,3 ⋅ 100 = 30 N
A
AE = 0,35 ⋅ 100 = 35 N
a) M = 2 kg. P2 = 20 N, logo A
(1)
rugosidade a força de atrito consegue caso a
interpenetradas equilibrar a solicitadora:
γ = 0; A = 20 N (2)
Condições de Existência:
• Contato entre superfícies rugosas. Mg
• Escorregamento ou tendência.
• Normal (compressão).
b) M = 3,5 kg. P2 = 35 N. 0 A
(1)
Como marcar: sistema está na caso b
• direção: tangente (paralela) à superfície de contato. iminência de escorregar:
• sentido: contrário ao escorregamento ou tendência. γ = 0; A = AMAX = 35 N (2)

Como calcular:
Mg
ATRITO ESTÁTICO: AE  µe N
AE = µe N na iminência de escorregar.
c) M = 10 kg. P2 = 100 N. A
ATRITO CINÉTICO: AC = µcN (1)
A = AC = 30 N, pois o sis-
tema começa a escorregar.
Exercícios (2)
1. O coeficiente de atrito estático entre o bloco (1), de massa
10kg, e a superfície de apoio vale 0,35 e o cinético 0,30. Mg
Por intermédio de um fio e polia ideais liga-se o bloco (1) a
um bloco (2) de massa M. Supondo g = 10m/s2 e abando-
nando o sistema a partir do repouso, determinar a acelera- P2 – T = m ⋅ |a|  100 – T = 10 ⋅ |a| 
 
ção adquirida pelo conjunto e a intensidade da força de atri- T – AC = m ⋅ |a|  T – 30 = 10 ⋅ |a| 
 
to trocada entre o bloco (1) e o plano, nos seguintes casos:  70 = 20|a| 
a) M = 2 kg
b) M = 3,5 kg |a| = 3,5 m/s2
c) M = 10 kg

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2. Ainda com relação à questão anterior. Suponha que a massa do 3. Um corpo de massa m desliza sobre um plano horizontal,
corpo 2 possa variar entre os valores 0 e 4,5kg. Esboçar o passando por um ponto A com velocidade 20m/s. Sabendo-
gráfico da intensidade da força de atrito, que realmente age no se que o coeficiente de atrito cinético entre o corpo e o apoio
corpo 1, em função da força solicitadora (peso do corpo 2). é 0,4, determinar:
a) a aceleração do corpo;
A(N)
b) a distância que o corpo percorre até parar.

30
N

v=0
A V0
20

10 P ∆s

a) R = mγ
0 10 20 30 40 F(N) Ac = m |a|
µcmg = m |a|
|a| = µcg
|a| = 4 m/s2
b) v 2 = v02 + 2 a∆s
0 = (20)2 – 2 ⋅ 4 ∆s
∆s = 50m

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4. (FGV-SP/corrigido) Um automóvel de 1720 kg entra em
curva plana horizontal de raio r = 200m, a 180km/h. Sa-
bendo que o coeficiente de atrito entre os pneus do auto-
móvel e a rodovia é igual a µe = 0,3 (coeficiente de atrito
estático) e µc = 0,2 (coeficiente de atrito cinético), está cor-
reto afirmar que:
a) Para que um corpo percorra uma trajetória circular com
velocidade escalar constante, a resultante das forças que
agem sobre ele deve ser nula.
b) Para que o carro faça uma curva em uma pista plana hori-
zontal com velocidade escalar constante, a resultante das
forças que agem sobre ele deve ser a componente radial
do atrito.
c) O automóvel está a uma velocidade segura para fazer a
curva.
d) O automóvel irá derrapar radialmente para fora da curva.

a) Errado. A resultante é radial para dentro da curva.


b) Certo. A resultante é radial para dentro da curva.
c) R = m(v 2/r)
µmg = m(v 2/r) ∴ v =  µrg  24,5 m/s  88 km/h
v (máxima velocidade com que o veículo pode fazer a
curva).
d) Errado. Pelo Princípio da inércia, o veículo escapa da
curva tangencialmente.

ORIENTAÇÃO DE ESTUDO

 Livro 1 — Unidade II
Caderno de Exercícios — Unidade II

Tarefa Mínima
AULA 31
• Leia os itens 1 e 2, cap. 7.
• Resolva os exercícios 24 e 25, série 11.

AULA 32
• Leia o item 3, exercícios resolvidos 1 e 2, cap. 7.
• Resolva os exercícios 2, 4, 5, 6, 10 e 11, série 7.

Tarefa Complementar
AULA 32
• Resolva os exercícios 34, 39, 44 e 48, série 11.

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Aulas 33 a 35
SISTEMA MASSA-MOLA

1) SISTEMA MASSA-MOLA
Período de oscilação

k k
k
+A m
m
+A
m 0 –A 0 +A
0
–A
–A

m
T = 2π
k

2) PÊNDULO SIMPLES

L
T = 2π
g

–A 0 +A

i) O período de oscilação de um sistema massa-mola


Exercícios não depende de g.
1. Com relação a um sistema massa-mola são feitas três afir- ii) T1 = 2π m
/k
1
mações que se seguem. Classifique em certo (C) ou erra-
T2 = 2π m 2 = 2π m/4k1
/k 
do (E).
1 1 = 1 T1
i) ( E ) Um sistema massa-mola oscila na Terra com um T2 = 2π m
/k
período T. Na Lua, em que a aceleração da gravi- 2 2
dade é 6 vezes menor que a aceleração na Terra,
o sistema oscilará com período T/3. T2 = 3 s
ii) ( C ) Um corpo de massa m é preso, sucessivamente, a iii) O período de um sistema massa-mola não depende da
duas molas ideais de constantes k1 = 10 N/m e direção de oscilação.
k2 = 40 N/m. Quando preso na mola 1, o sistema
oscila com período 6 s. Quando preso na mola 2, o
sistema oscilará com período 3 s.
iii) ( E ) Um sistema massa-mola oscila em um plano hori-
zontal com freqüência f0. Se o mesmo sistema for
disposto em um plano inclinado, a freqüência de
oscilação diminuirá.

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2. As figuras representam uma mola helicoidal em posições 3. a) Determinar o período de um pêndulo cônico em função do
de equilíbrio. Cortando-se o fio que interliga os corpos, o comprimento L, do ângulo entre o fio e a vertical (α) e da
sistema passa a oscilar em um movimento vertical. Deter- aceleração da gravidade g. Desprezar a resistência do ar.
minar: b) Mostre que, se α é muito pequeno, o período do pêndulo
(M = 1,0 kg; m = 0,25 kg)
a) A amplitude da oscilação. L
cônico vale: T ≈ 2π
b) O período da oscilação. g
c) A freqüência da oscilação.

Fig. A Fig. B α L
h = L . cos α
1

r = L . sen α
1,0 m
1,1 m

α T
M P = mg
2
M
R = mω2r
m
R P
a) =
Constante elástica da mola: r h
Fig. A: Mg = kx1 (1) mω2r mg
=
Fig. B: (m + M)g = kx2 (2) r L ⋅ cos α
(2) – (1): mg = k(x2 – x1)
g
(0,25 ⋅ 10) ω2 = L ⋅ cos α
mg = k (0,1) ⇒ k = = 25 N/m
0,1
 2π  2 g
a) Cortando-se o fio, a mola oscila em torno da posição   =
 T  L ⋅ cos α
de equilíbrio. Portanto a amplitude do movimento é
0,1 m.

b) T = 2π M  =  2π  s ≈ 1,256 s.
/k
 
T = 2π 
Lcos α
g
 5  b) Se α é muito pequeno, o cos α é aproximadamente 1,
c) f = 1/T ≈ 0,796 Hz. como mostra a tabela abaixo.
Logo, L ⋅ cos α ≈ L
e

0,9 m
T ≈ 2π 

L
g
1,0 m 1,1 m

θ (graus) cos θ
M
M 10 0,984808
M 9 0,987688
8 0,990268
7 0,992546
6 0,994522
5 0,996195
4 0,997564
3 0,99863
2 0,999391
1 0,999848

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4. Embora os movimentos de um pêndulo cônico e de um
ORIENTAÇÃO DE ESTUDO
pêndulo oscilando sejam completamente diferentes, é
possível demonstrar que a expressão
 Livro 3 — Unidade III
L
T ≈ 2π Caderno de Exercícios — Unidade X
g
vale tanto para um como para o outro, desde que o ângulo Tarefa Mínima
entre o fio e a vertical seja bem pequeno.
Quando o pêndulo está oscilando e o ângulo entre o fio e AULA 33
a vertical é bem pequeno, dizemos que se trata de um • Leia o texto Pêndulos, molas e grandes fortunas, que está após as
pêndulo simples. tarefas.
Cuidado! No pêndulo cônico o período é o tempo para • Resolva os exercícios 1, 5 e 6, série 1.
completar uma volta; no pêndulo simples, é o tempo para
retornar à posição inicial. Se o corpo é abandonado de
AULA 34
uma posição A, o período é o tempo necessário para
voltar ao ponto A. • Resolva os exercícios 2 e 9, série 1.
O relógio de pêndulo é um contador de oscilações de um pên-
dulo simples. Suponha que o pêndulo de um relógio tenha AULA 35
comprimento 1m. • Resolva os exercícios 17 e 18, série 1.
a) Determine o período do pêndulo. (Adotar g = 9,8 m/s2)
b) Se o pêndulo de 1m fosse substituído por outro de 93cm
de comprimento, o relógio atrasaria ou adiantaria? Suponha
que nenhuma outra característica do relógio seja alterada. Tarefa Complementar

a) T ≈ 2π gL AULA 35
• Resolva os exercícios 3, 4, 7 e 10, série 1.

9,8
• Resolva os exercícios 19, 21, 22 e 23, série 1.

1
T ≈ 2 × 3,14 × ≈ 2s • Resolva o exercício 28, série 1.

b) T’ ≈ 2π L’g PÊNDULOS, MOLAS E GRANDES FORTUNAS


RELÓGIOS DE PÊNDULO
Essa história tem início em 1581, quando Galileu, observando

T’ ≈ 2π 

L’ castiçais que oscilavam no interior de uma igreja, fez uma descoberta
surpreendente: os períodos de oscilação de pêndulos de mesmo
g comprimento não dependem da amplitude, desde que ela seja pequena.

T’ ≈ 2π 

0,93 Retomando mais tarde essa questão, descobriu também que o
≈ 1,93 s período de oscilação depende do comprimento do pêndulo e, utilizando
9,8 essa propriedade, teve a idéia de construir relógios que foram utilizados
até recentemente. Na verdade, até hoje: todos os relógios do Anglo são
Em um dado ∆t: controlados por um relógio de pêndulo que funciona desde 1950.
(indic. correta) ⋅ T = (indic. errada) ⋅ T’
Se T’  T,
indicação errada  indicação certa,
o relógio adianta.
60
Por exemplo, em 1 min o pêndulo errado dá = 31
1,93
oscilações. Como o relógio está calibrado para indicar
2 s a cada oscilação, a cada minuto ele vai indicar
31 ⋅ 2 = 62 s. O relógio vai adiantar 2 s a cada minuto.

Foto do relógio do Anglo

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A idéia de Galileu de medir o tempo contando oscilações de um D
pêndulo fez surgir na Europa, a partir do século 17, novos ramos de
atividade industrial e comercial. Alguns aperfeiçoamentos importantes fo-
ram introduzidos como, por exemplo, um sistema que compensa a varia- trajetória
ção de comprimento do pêndulo com a temperatura. Foram construídos aproximada
relógios para as igrejas, para os prédios públicos, carrilhões que anun- h
ciavam as horas, outros que indicavam as estações do ano, relógios cucos
e toda a sorte de invenções, úteis ou não, que acompanham as grandes
inovações tecnológicas.
Não só os relógios se desenvolveram durante os séculos 17 e 18. → O →
Os navios também passavam por transformações, ganhando velocidade e A R R A’
segurança ao mesmo tempo que as técnicas de navegação se tornavam
mais precisas. Mas havia um problema para o qual não havia solução
satisfatória. A determinação de longitude exigia relógios precisos, pois era
determinada pela comparação da hora local com a hora do ponto de saída,
ou de um ponto de referência. O x

Orientando-se a trajetória para a direita e colocando-se a origem no


ponto O, a posição do corpo em cada instante é determinada pela abscis-
sa x.
Observe que, adotando-se um critério de si- B

nais para a resultante ( R a favor do eixo é positiva,
contra negativa) ela adquire sinal contrário ao de x.

A resultante é a soma vetorial das forças T e →
→ T →
P, o que leva à construção do triângulo ABC que é P
semelhante ao triângulo ADO. Logo:
R/mg = x/h A → C
Como h ≈ L, pois a amplitude é pequena, e ado- R
tando-se o critério de sinais mencionado, vem:

R = – (mg/L) ⋅ x (1)

A DINÂMICA DO SISTEMA MASSA-MOLA


Suponha um corpo apoiado em uma superfície plana horizontal sem
atrito e preso a uma mola de constante elástica k. Se o corpo é afastado
da posição de equilíbrio até atingir a posição A e a seguir abandonado, fica
→ → →
sob ação das forças peso (P), normal (N) e força elástica (Fela). Como o
peso e a normal se equilibram, a resultante é igual a força elástica:

A O

N
Fela

Orientando-se um eixo para a direita e adotando-se a origem na po-


Relógio de pêndulo construído por Galileu
sição de equilíbrio do corpo, a abscissa x do corpo em cada instante é
Até o início do século 18 utilizavam ampulhetas, mas o erro era igual à deformação da mola. Portanto, adotando-se o critério de sinais já
muito grande. A invenção do relógio de pêndulo em nada contribuiu para mencionado:
resolver essa questão, pois esses relógios não funcionam a bordo por
causa das oscilações dos navios. R = Fela = – kx
Bem ou mal iam tocando o barco quando, em 1707, uma esquadra
sendo k uma constante que não depende nem de x nem de Fela, mas
inglesa e o seu conceituado almirante se perderam nas rochas das ilhas
Scilly. A causa? Erro na determinação da longitude. Perder uma esquadra, depende da mola.
no apogeu da navegação inglesa, por acidente e não por ação inimiga, foi
humilhante e um prêmio de 10000 libras foi a recompensa oferecida pelo MHS
governo inglês a quem resolvesse a questão. O resto de nossa história se
destina a mostrar a solução proposta, em 1735, que tornou famoso e Toda vez que a resultante das forças que agem num corpo obe-
milionário o inglês John Harrison. decer à expressão
R = –(constante) ⋅ x
DINÂMICA DE UM PÊNDULO OSCILANDO COM dizemos que está sob ação de uma resultante restauradora e que,
PEQUENA AMPLITUDE nessas condições, o corpo adquire um movimento periódico, denomi-
nado movimento harmônico simples (MHS).
O movimento de um pêndulo oscilando com pequena amplitude é
aproximadamente retilíneo e, nessas condições, a resultante das forças
que agem no corpo pode ser considerada horizontal e sempre dirigida Essa constante vale mg/L no caso do pêndulo e é igual à constante
para o ponto O indicado na figura a seguir. elástica da mola para o sistema massa-mola oscilando.

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PERÍODO, FREQÜÊNCIA E PULSAÇÃO DE UM MHS
Como o MHS é periódico, podemos definir período e freqüência desse movimento.
Período é o menor intervalo de tempo para que uma dada situação física se repita. Por exemplo, é o tempo para o corpo abandonado em A
retorne ao ponto A.
Freqüência de um MHS é o número de vezes que uma dada situação física se repete, em uma determinada unidade de tempo. Por exemplo, é
o número de vezes que o corpo passa pelo ponto A em um minuto.
Por raciocínio análogo ao empregado, quando estudamos o MCU, podemos demonstrar que o período é o inverso da freqüência:
f = 1/T
A expressão 2π/T aparece inúmeras vezes nas deduções e exercícios de MHS. Daí a idéia de se definir uma grandeza física denominada pul-
sação (ω), tal que
ω = 2π/T = 2πf

NOMENCLATURA E OUTRAS CONSIDERAÇÕES


As considerações a seguir são válidas para um sistema massa-mola oscilando, para pêndulos oscilando com pequena amplitude bem como
para qualquer MHS, ou seja, para qualquer corpo sob ação de uma resultante restauradora, do tipo R = – (constante) ⋅ x.
1) A abscissa (x) de um corpo em MHS, também chamada elongação, varia entre um máximo e um mínimo. Denominamos amplitude (A) do
movimento ao valor máximo da elongação. Como o movimento é simétrico em relação à posição, de equilíbrio, adotando-se a origem nessa
posição, o valor de x está compreendido entre – A e A.
Em símbolos:
–A  x  A
2) A energia mecânica de um corpo em MHS é constante
εp + εc = constante
sendo εp = 1 (constante) x2 e εc = 1
mv2
2 2

DESCREVENDO UMA OSCILAÇÃO


A descrição que se segue é válida para um corpo oscilando preso a uma mola, para um pêndulo simples ou para qualquer corpo em MHS.
Vamos supor que o corpo seja abandonado do ponto A (posição extrema esquerda), como o corpo está sob ação de uma resultante para a direita,
adquire MRA para a direita. Ao atingir o ponto O, a velocidade é máxima.
Desse ponto em diante passa a agir uma força no sentido contrário ao movimento. O corpo adquire MRR até parar em A’.
Ao atingir A’, sua velocidade é nula, mas o corpo está sob ação de uma resultante para a esquerda que causa um MRA. O corpo retorna ao ponto A e,
assim, sucessivamente.
Na figura a seguir estão indicados os valores das grandezas: tempo, elongação, velocidade, resultante e aceleração nas posições extremas e na
posição central.
A 0 A’
A → A’

instante 0 T/4 T/2

posição x = –A x=0 x = +A

velocidade v=0 MRA v é máx MRR v=0

resultante R=0

aceleração a=0

0
A’ → A A A’

instante T 3T/4 T/2

posição x = –A x=0 x = +A

velocidade v=0 MRR |v| é máx MRA v=0

resultante R=0

aceleração a=0

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GRÁFICOS
A descrição de uma oscilação apresentada, permite esboçar os gráficos da elongação (x), da velocidade (v) e da resultante (R) de um corpo em MHS.
1
Se o corpo é abandonado do ponto A (extremidade esquerda), no instante t = 0, a elongação é x = –A. Passado um tempo igual a T, o corpo atin-
4
1
ge a origem e, nesse ponto, a elongação é nula. No instante T, o corpo atinge a outra extremidade, ponto A’, no qual a elongação é x = +A. Entre os
2
T
instantes e T o corpo percorre o caminho de volta.
2
T T 3T
Nas posições extremas, instantes 0, e T, a velocidade é nula. No instante a velocidade é máxima. No instante a velocidade tem
2 4 4
novamente módulo máximo, mas sinal negativo.
A resultante tem intensidade proporcional à elongação, mas sinal (respeitando-se a convenção apresentada) contrário a ela. Portanto, o gráfico da
resultante em função do tempo pode ser obtido do gráfico da elongação.

3T/4 T
0 T/4 T/2 tempo

–A

v
vmax

3T/4 T
0 T/4 T/2 tempo

– vmax

T/2
0 T/4 3T/4 T tempo

EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DO MHS


É possível demonstrar que, no MHS, independentemente da situação física particular em estudo (pode ser um corpo oscilando preso a uma mola,
um pêndulo oscilando, um diapasão vibrando), a aceleração está relacionada à elongação (x) pela expressão:
a = – ω2x
Observe que:
(Se você tem interesse na demonstração dessa expressão, leia os itens 1 a 4 da unidade III, capítulo 1 do livro 3).
• A intensidade da aceleração é diretamente proporcional à intensidade da elongação.
• O sinal negativo da expressão indica que, no MHS, a aceleração tem sempre o sentido contrário à elongação.
• Como o MHS é um movimento retilíneo, a aceleração centrípeta é nula. Logo, nesse movimento a aceleração escalar e a vetorial têm inten-
sidades iguais.
• ω = 2 π/T é a pulsação do movimento.
• Essa propriedade do MHS pode ser colocada nos seguintes termos:
se R = –(constante) ⋅ x, então a = – ω2x

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PERÍODO DE UM SISTEMA MASSA-MOLA
Num sistema massa-mola R = Fela = – kx (1)
De acordo com o princípio fundamental da dinâmica R = mγ
No caso particular do movimento retilíneo R = ma (2)
Como R = – (constante) ⋅ x, então a = – ω2x (3)
Substituindo (1) e (3) em (2): – kx = m(– ω2x)
Lembrando que ω = 2π/T

m
Obtemos o período de oscilação de um sistema massa-mola. T = 2π
k

PERÍODO DE UM PÊNDULO SIMPLES

Se um pêndulo está oscilando com pequena amplitude R = – (mg/L) ⋅ x (1)


De acordo com o princípio fundamental da dinâmica R = mγ
No caso particular do movimento retilíneo R = ma (2)
Como R = – (constante) ⋅ x, então a = – ω2x (3)
Substituindo (1) e (3) em (2): – (mg/L) ⋅ x = m(– ω2x)
Lembrando que ω = 2π/T

L
Obtemos o período de oscilação de um pêndulo simples. T = 2π
g

UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

m
É possível demonstrar que a expressão T = 2π vale tanto para o movimento horizontal como vertical. Vale também para o caso do corpo
k
estar apoiado em um plano inclinado. No primeiro e no terceiro casos o atrito deve ser desprezível. Em qualquer um dos três casos o corpo adquire
MHS em torno da posição de equilíbrio.

(a)

(b)
(a) (b) (c) A

(c)
O

A’
A O A’

a) posição de equilíbrio
b) o corpo é tirado da posição de equilíbrio

m
c) o corpo oscila em torno da posição de equilíbrio com período T = 2π
k

A IMPORTÂNCIA DA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE


O fato do período do sistema massa-mola não depender da direção do movimento, foi a fonte de inspiração de John Harrison para a criação de
um relógio que continuasse dando indicação correta, mesmo que fosse podendo ser utilizado em embarcações. Com base em sua idéia, foi possível
a construção de relógios portáteis. Por mais de 150 anos as pessoas utilizaram os relógios de bolso até que, no início do século 20, um certo Santos
Dumont teve a idéia de prendê-lo ao pulso, para facilitar a leitura sem ter de tirar as mãos dos comandos das aeronaves.
O sistema John Harrison, com os devidos aperfeiçoamentos, foi utilizado até 1970 aproximadamente, quando apareceram os relógios de quartzo,
que não fazem parte dessa história.

OBSERVAÇÃO FINAL
10 000 libras corresponderiam hoje a mais de 10 milhões de dólares.

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Aula 36
EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA DINÂMICA PARA VALORES MÉDIOS

2. Uma bola de bilhar, de massa 0,4kg, movimentando-se a


Exercícios uma velocidade 10m/s na direção e sentido indicados na figu-
ra, choca-se contra a tabela da mesa. Sabe-se que após a coli-
1. No disparo de uma arma, há uma rápida transformação de
são, que durou 1ms, a velocidade da bola continua sendo
um sólido (explosivo) em gases que impulsionam o projétil.
10m/s. Determinar, desprezando eventuais atritos, a força
Se um projétil de massa 100g gasta 2ms (2 milisegundos)
aplicada pela bola na tabela.
para percorrer o cano, saindo da arma com velocidade
800m/s, determinar, desprezando o atrito entre o projétil e
o cano, a força média aplicada pelos gases no projétil. 30° 30°
10 m/s →
F 10 m/s
∆t
144444424444443
mv
v = 800 m/s
60° ∆Q

mv


→ ∆Q →
Rm = → ∆Q
∆t Rm =
∆t
∆Q → →
Rm = Fm (perpendicular à tabela)
Rm =
∆t → ∆Q

Fm =
Rm  Fm ∆t
∆Q = m(v – v0) ∆Q
intensidade: Fm =
∆Q = 80 kg ⋅ m/s ∆t
∆t = 2 ms = 2 ⋅ 10 – 3 s → ∆Q

Fm = 40 ⋅ 103 N Fm =
∆t
direção: perpendicular à tabela.

sentido: ver figura


∆Q = mv = mv’ = 4 kg ⋅ m/s
∆Q
Fm = = 4 ⋅ 103 N
∆t

ORIENTAÇÃO DE ESTUDO

 Livro 1 — Unidade IV
Caderno de Exercícios — Unidade IV

Tarefa Mínima
• Leia o texto teórico da Tarefa Complementar.
• Resolva os exercícios 1, 2, 4, 8 e 9, série 2.

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Tarefa Complementar 2. EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA DINÂMICA
PARA VALORES MÉDIOS
• Resolva os exercícios 15, 17, 19 e 21, série 2. →
Vamos supor que a velocidade de um corpo seja v num instante t

e v ’, num instante t’. Para que haja essa mudança de velocidade, o siste-
ma deve estar sob ação de um sistema de forças, cuja resultante pode
LEITURA COMPLEMENTAR ser constante ou variável.
DINÂMICA IMPULSIVA
Podemos aplicar a equação fundamental da
→ → → →
1. QUANTIDADE DE MOVIMENTO dinâmica para valores médios. Sendo Rm e γm Rm = m ⋅ γm
A teoria da Dinâmica Impulsiva foi criada para os casos nos quais se a resultante média e aceleração média, então:
deseja relacionar uma interação, ocorrida num intervalo de tempo bem
→ →
determinado, com a variação de velocidade. ∆v → ∆v
Como →
γm = : Rm = m⋅
O problema pode ser colocado da seguinte forma: Um corpo de
→ ∆t ∆t
massa m está a uma velocidade v . Um sistema de forças age em um
determinado intervalo de tempo ∆t causando uma alteração na veloci- →
→ → → → ∆Q
dade, que passa a ser v ’. Mas, m ⋅ ∆v = ∆Q. Logo: Rm =
∆t
Vamos tomar, como exemplo, o choque de uma bola de bilhar con-
tra a tabela da mesa. A força exercida pela bola sobre a tabela — ou pela
tabela sobre a bola — depende de pelo menos dois fatores: da massa, 3. IMPULSO DA RESULTANTE E TEOREMA DO IMPULSO
da bola e da velocidade.
Para resolver esses casos, bem como muitos outros análogos, julgou- A equação fundamental da dinâmica para a valores médios
se conveniente criar uma nova grandeza, denominada quantidade de movi- →
→ ∆Q  → → →
mento que leva em conta tanto a massa do corpo como sua velocidade. Rm =  pode ser escrita na forma: Rm ⋅ ∆t = ∆Q. O produto Rm ⋅ ∆t
Se um corpo de massa m está a uma velocidade →
v , num determi-  ∆t 

nado instante t, define-se quantidade de movimento (Q) no instante con-
é chamado impulso da resultante:
siderado como sendo a grandeza vetorial:
→ →

Q = mv
→ IR = Rm ⋅ ∆t

A unidade do impulso é uma unidade de força multiplicada por uma


Como a quantidade de movimento é definida pelo produto de uma
unidade de tempo. No sistema internacional: N ⋅ s
grandeza vetorial ( →v ) por uma escalar positiva (m), apresenta as seguin-
tes características: Como o impulso é obtido pelo produto de uma grandeza vetorial (Rm)
por uma grandeza escalar positiva (∆t), ele apresenta as seguintes caracte-
intensidade: Q = mv
→ →
rísticas:
Q = mv direção: a mesma de →
v
sentido: o mesmo de →
v intensidade: IR = Rm ⋅ ∆t
→ → →
I = Rm ⋅ ∆t direção: a mesma de Rm
A unidade de quantidade de movimento é uma unidade de massa →
multiplicada por uma unidade de velocidade. No sistema internacional: sentido: o mesmo de Rm
kg ⋅ m/s
Como, no intervalo de tempo em que houve a interação, a →veloci- Pode acontecer do valor médio da resultante ser desconhecido, mas
→ →
dade passa de v , para v ’ a quantidade de movimento passa de Q para a resultante é conhecida em cada instante e apresenta direção constante.

Q’. A variação de quantidade de movimento será: O impulso apresenta as seguintes características:
→ → → → →
∆Q = Q’ – Q = mv ’ – mv = m∆→
v
14243

intensidade: área sob o gráfico de R em função de t (ver figura).



→ IR direção: a mesma da resultante.
Para determinar a variação de quantidade de movimento ∆Q, va- sentido: o mesmo da resultante no intervalo considerado.
→ → →
mos representar Q e Q’ com uma origem comum. ∆Q é o que falta pa-
→ →
ra Q

se transformar em Q’. Ou →
seja, é o que falta para a extremidade
de Q atingir a extremidade de Q’. R

Figura (a): quantidade de movimento antes e depois do choque.


Figura (b): variação de quantidade de movimento.


(a) v (b)
I

Q

→ →
Q’ Q t

→ Partindo-se da equação fundamental da dinâmica para a valores


∆Q
médios e da definição de impulso, chegamos ao Teorema do impulso:

→ → →
v’ IR = ∆Q

Q’ (O Impulso da resultante é a variação da quantidade de movimento)

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Aulas 37 e 38
TEOREMA DOS SISTEMAS ISOLADOS

ENUNCIADOS DO TEOREMA DOS 3. Dois corpos A e B, de massa MA = 2 kg e MB = 5 kg estão


SISTEMAS ISOLADOS inicialmente em repouso e apoiados sobre uma superfície

1) A quantidade de movimento de um sistema isolado (Fext = 0) plana, horizontal, sem atrito. Entre os corpos há uma mo-
é constante. la inicialmente comprimida e que não está presa aos cor-
2) Forças internas não alteram a quantidade de movimento de pos. Inicialmente a mola é impedida de se distender por
um sistema. um fio que liga os corpos.
3) Em símbolos: fio

A B

ΣFext = 0 ⇒ Qsist = const.
Quando o fio é cortado, os corpos são acelerados pela mola.
No instante em que o corpo A se destaca da mola, sua velo-
Exercícios cidade é 10m/s.
1. Dois patinadores, de massas 60kg e 80kg, deslizam sobre Pede-se, nesse mesmo instante:
um plano horizontal sem atrito com velocidade 10m/s. Subi- a) a velocidade do corpo B;
tamente, o de massa 60kg empurra o outro, que aumenta b) esboçar o gráfico da velocidade em função do tempo pa-
sua velocidade até atingir 13m/s, quando então perdem o ra os dois corpos;
contato. Nesse instante a velocidade do patinador de massa c) a velocidade relativa de separação entre os corpos;
60kg será d) a energia cinética inicial do sistema;
a) 14 m/s. e) a energia cinética final do sistema;
b) 4,0 m/s. f) a energia potencial elástica armazenada inicialmente na
c) 6,0 m/s. mola.
d) 3,0 m/s. a) Q = Q’
e) nula. 0 = MAvA + MBvB
M1v1 + M2v2 = M1v’1 ⋅ M2 v’2 0 = 2 ⋅ (– 10) + 5 vB
(60 + 80) 10 = 80 ⋅ 13 + 60 ⋅ v’2 vB = 4 m/s
140 = 104 + 6 v’2 b)
v’2 = 6 m/s
vB = 4 m/s
vrel

2. Uma bomba inicialmente em repouso explode em três partes vA = – 10 m/s


iguais. Assinalar a alternativa na qual estão melhor represen-
tadas as velocidades de cada fragmento imediatamente após
a explosão.
a) v d) v v c) vrel = vB – vA = 14 m/s
v d) εci = 0
v
e) εcf = 1 MAvA2 + 1 MAvB2
v 2 2
b) v e) v v
120° εcf = 1 2(10)2 + 1 5(4)2 = 140 J
2 2
120° 120°
45°
v
v f) (εp + εc)i = (εp + εc)f
v εpi + 0 = 0 + 140
c) v εpi = 140 J
v

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ORIENTAÇÃO DE ESTUDO AULA 38
• Resolva os exercícios 5 a 8, série 3.

 Livro 1 — Unidade IV • Resolva os exercícios 9 e 11, série 3.

Caderno de Exercícios — Unidade IV


Tarefa Complementar
Tarefa Mínima AULA 38
AULA 37 • Resolva os exercícios 12, 13, 14 e 18, série 3.
• Leia os itens 10 e 12, cap. 1.
• Resolva os exercícios 2, 3 e 4, série 3.

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