que se podem aproximar de nós são os que domesticamos (vacas, galinhas, porcos e ovelhas) ou os que dependem dos habitats

por nós criados (pardais e ratos, por exemplo).Será por isso surpreendente notar que o nosso sucesso se deve a uma série de quase falhanços dignos de fi lme de suspense: somos grandes primatas, um grupo que quase se extinguiu há 15 M.a. em comp etição com os macacos, mais eficientes. Somos primatas, um grupo de mamíferos que quase se extinguiu há 45 M.a. em competição com os roedores, mais eficientes. Somos tetrápodes sinapsídeos, um grupo de répteis que qu ase se extinguiu há 200 M.a. em competição com os dinossáurios, mais eficientes. Somos descendentes de peixes com patas, que quase se extinguiram há 360 M.a., em com petição com peixes de barbatanas, mais eficientes. E, por último, mas não menos espantoso, somos cordados, um grupo que sobreviveu mesmo à justa no Câmbrico, em competição com os artrópodes, brilhantemente bem sucedidos como se sabe .... E no entanto, eis o nosso sucesso ecológico sem comparação! PRIMEIROS MAMÍFEROS Há cerca de 200 M.a., no início da era Mesozóica ² a era dos répteis -, quando surgiram os primeiros dinossáurios, aparece pela primeira vez indicação da presença dos mamíferos. Estes primeiros mamíferos, actualmente considerados descendentes de répteis terapsídeos, apenas de ixaram para a posteridade pedaços de crânios, dentes e mandíbulas mas tal foi o suficiente para obter muitas informações sobre esses animais: Eram animais pequenos, do tamanho de ratos actuais; Apresentavam dentes afiados, logo deveriam ser carnívoros. No entanto, devido ao seu tamanho, pensa-se que se alimentariam principalmente de insectos e vermes, ovos de répteis, etc.; Eram homeotérmicos, facto que pode ser deduzido da presença de palato (céu da boca) ósseo a separar a boca do nariz nos crâni os. Esta característica existe nos organismos que respiram continuamente, mesmo quando se alimentam, o que é típico de organismos com elevados gastos energéticos, como os homeotérmicos. Este facto permitia -lhes manterem-se activos de noite e ao entardecer; Eram animais nocturnos, dado o elevado tamanho das órbitas; Teriam uma audição apurada pois o ouvido apresentava três ossos, enquanto os répteis apenas têm dois. Até há cerca de 65 M.A. os mamíferos continuaram a sua existência nocturna discreta, até que os dinossa uros se extinguiram. A libertação de tão grande número de nichos ecológicos provocou uma explosiva radiação adaptativa, surgindo em muito pouco tempo, do ponto de vista geológico, todas as principais ordens de mamíferos actuais: monotrématos, marsupiais e placentários. Por este motivo, a era Cenozóica é designada a era dos mamíferos. PRIMATAS Os primatas constituem um grupo diversificado, que forma estruturas sociais complexas. A separação dos continentes, principal mente da Eurásia e da América, levou a duas grandes linhas evolutivas de primatas: símios do novo mundo (platirrineos) e símios do velho mundo (catarrineos). Deste últ imo grupo, com evolução em África, surgiu o ramo antropomórfico. Estes animais vivem geralmente em florestas tropicais, onde os seu s membros hábeis e preênseis são uma boa adaptação à vida nas árvores. Em algumas espécies a cauda também é preensil. Os cientistas consideram a existência de cerce de 200 espécies de primatas, mas, com o desenvolvimento dos estudos conservaci onistas, muitas outras têm vindo a ser descritas desde 1990. A variedade de primatas é facilmente reconhecida quando se observa um lémur -rato com 35 g e um gorila com mais de 200 Kg. No entanto, existem características mais ou menos comuns, como a presença de unhas e c auda (excepto nos antropomorfos). Com excepção de algumas espécies de cetáceos, é nos primatas superiores que o cérebro é tão maior relativamente ao corpo, fac to considerado um sinal de inteligência. Os hemisférios cerebrais, que tratam a informação sensor ial e coordenam as respostas motoras, são muito desenvolvidos, permitindo uma visão apurada (fundamental para saltos precisos entre ramos). Os primatas estão em sério risco pois as suas populações estão em rápido declínio devido à destruição de habitat e à caça ilegal de espécies protegidas (gorilas e orangotangos, por exemplo). Os primatas são também muito utilizados em pesquisas médicas e espaciais, devido à sua proximid ade genética com o Homem. Tendências evolutivas dos Primatas O que distingue os primatas das outras ordens de mamíferos ? A evolução de insectívoro a primata provocou algumas adaptações importantes: Adaptação à vida arborícola

Adaptação a alimentação omnívora Os primatas têm uma alimentação variada. A nível do membro anterior. Deste modo. mas a maioria evoluiu para extremidades mel hor adaptadas a correr. o que facilita a protecção das polpas t ácteis das pontas dos dedos e facilita o acto de agarrar. pelo menos em grande parte do campo de visão. Apenas os társios são exclusivamente carnívoros. embora os mais pequenos sejam predominantemente insectívor os. é a possibilidade de rodar a mão para cima e para baixo. Este facto levou a um predomínio do sentido da visão sobre todos os restantes sentidos. saltar.em primatas que durante o dia vivem no solo. cavar ou nadar. quase todas de macacos do Novo Mundo. bem como das cristas de inserção dos músculos no crânio. pois à noite dormem em ninhos nas árvores. capturar a presa. Algumas espécies. a nível do pulso . Os gorilas apresentam um encéfalo com 500cm3 e o Homem apresenta 1400cm3. ARTICILAÇÕES As articulações do punho. sementes e pequenos animais. há uma redução dos músculos da mastigação. os primatas mantiveram outros aspectos considerados primitivos: A estrutura quadrúpede básica tem no membro anterior dois ossos (rádio e cúbito) mas apenas os primatas mantiveram a capacida de de fazer girar o rádio (o osso do lado do polegar) sobre o cúbito. Articulação do "ombro" A maioria dos mamíferos perdeu a capacidade de rodar o braço para o lado a nível do "ombro". Primeiras etapas da evolução dos Hominóides . Os dentes mol ares apresentam tubérculos e a arcada dentária passa de uma forma em V para uma forma em U. levando ao característico achatamento da face . todos os primatas levam uma vida em grupo. podendo su bdividir-se. Apenas os primatas mantêm o padrão primitivo. como o catar comunitário. para disso fazer uso mais tarde. ta nto nos membros anteriores como posteriores. o que torna os primatas animais muito á geis. com um prolongado período de crescimento pós-natal. Unhas Os dedos não apresentam garras. como a existência de um único filho por gestação. enquanto os maiores se alimentam de frutos. Estes grupos ou bandos são frequentemente formados por várias fêmeas e um ou dois machos adultos.supinação. Visão Visão estereoscópica As órbitas frontais permitem uma visão binocular. ou seja. A sociabilidade dos primatas tem surgido como resultado de características biológicas. Para que possam viver deste modo vári as estruturas se desenvolveram: Dedos preênseis Os primatas são. Outra importante capacidade mantida pelos primatas. Estes grupos podem atingir algumas centenas de indivíduos. às dos répteis. acrescentando um polegar oponível. formam casais monogâmicos. cotovelo. pois as suas extremidades ainda se assemelham às dos mamíferos primitivos. levando á capacidade de girar a mão sem que exista movimento do cotovelo ou do braço . o que favorece a percepção de profundidade e o cálculo de distâncias. ombro. pouco especializados. O predomínio da visão sobre o olfacto também favorece o comportamento social. A vida em sociedade tem a grande vantagem da protecção do grupo e a facilidade de transmissão de conhec imentos. anca e pescoço são particularmente móveis. Esses antigos mamíferos apresentavam sempre cinco dedos separados em cada membro.pronação. a este nível. DESENVOLVIMENTO DO CÉREBRO Desenvolvimento das faculdades mentais ² o desenvolvimento progressivo de faculdades mentais corresponde á existência de uma face maior em relação ao crânio e de um maior encéfalo. Estas sociedades são mantidas por comportamentos característicos . durante o qual aprende. Adaptação à vida em sociedade Tirando orangotangos e algumas espécies de lémures e gálagos. para uma movimentação mais segura. consequência da redução das mucosas olfactivas. apenas conseguem rodar para a fr ente e para trás mas os primatas conseguem-no o que é fundamental para quem salta de ramo em ramo com segurança. em relação ao corpo. comparativamente.

Com a descoberta do género Proconsul. enquanto a do leste. Dess es. Separação do ramo hominídeo Se estava definitivamente provada a separação do ramo orangutango há cerca de 15 M. O desejo de encontra r o ´elo perdidoµ era tal que surgiram inúmeras fraudes. do Rift. o que explica o facto de o Homem apresentar menos um par que os restantes grandes símios. Conclusão: a nova árvore genealógica considera que os chimpanzés e os gorilas se separaram há cerca de 3 M. Dados de DNA mitocondrial O DNA mitocondrial é mais fácil de analisar pois é menor. . enquanto os grandes símios apresentam 24 pares. Mais recentemente descobriu -se o Ramapithecus. género de há 15 M. chimpanzé ou qualquer outro primata actual. O cromossoma 2 humano resulta de fusão entre dois cromossomas de chimpanzé. tal como Darwin tinha sugerido. que permitisse concluir quando ocorreu a separação entre os géneros Pongo (orangotango). então. Actualmente esse género é design ado Dryopithecus.. os restos fragmentados que eram conhecidos não permitiam o esclarecimento devido da questão. no leste de África. Dados geológicos A trifurcação do ramo restante. Estes estudos revelam um grau de semelhança muito g rande entre os patrimónios genéticos dos géneros Homo e Pan. Conclui -se. Dados de análise de proteínas Estudos das proteínas humanas e do chimpanzé revelam um grau de semelhança de 99%. a do lado oeste do Rift numa floresta húmida t eria originado os gorilas e os chimpanzés actuais. daí a sua importância para estudos desta na tureza.. No entanto. questionou-se pela primeira vez a origem do Homem. que este género é um ancestral directo do orangutango e não um qualquer ´elo perdidoµ na evolução humana. Gorilla e Pan (chimpanzé) ? Pensava-se que bastaria encontrar um fóssil ancestra l comum a todos esses géneros. o que se teria passado em relação ao restante tronco ? Dados cromossómicos O estudo dos cariótipos revelou que o Homem tem 23 pares de cromossomas. diferindo os restantes apenas parcialmente. numa zona mais estéril e plana. Posteriormente. O cromossoma 5 humano e do chimpanzé apresenta as mesmas bandas de coloração.a. Este facto pode ser explicado por uma inversão pericentrica. como o Homem de Piltdown. Também considerou.a. provavelmente resultante da evolução do Proconsul. a partir de espécies ancestrais. 2 M.a. teria originado o Homem. pela primeira vez. há cerca de 5 a 7 M. e que foi considerado o elo que faltava para o ramo hominídeo. A formação. mas por ordem diferente. que o Homem e os grandes símios actuais derivavam de um mesmo ancestral comum. cuja separação do ramo primata teria ocorrido há 14 M.. novas descobertas permitiram uma reformulação completa da filogenia anteriormente aceite: POSIÇÃO DO RAMAPITHECUS A análise das proteínas dos fósseis de Ramapithecus levou á conclusão que este género era mais aparentado com os actuais oran gotangos que com o Homem. após a separação dos orangotangos..a.a. os ramos dos grandes símios ter -se-iam separado entre si. Reformulação da filogenia dos hominóides A partir dos anos 60. Este grau de semelhança só existe entre es pécies gémeas (iguais morfologicamente). Darwin considerou a espécie humana como o resultado de uma longa evolução. que teria vivido há cerca de 17 a 20 M.. parece apoiada por dados geológicos. que o Ramapithecus seria o ancestral mais antigo dos hominídeos. separou a população ancestral dos grandes símios em duas. Concluía-se.a. 13 pares de cromossomas humanos são virtualmente idênticos aos dos chimpanzés. portanto.Com o desenvolver das ideias evolucionistas. Os estudos realizados confirmam a evolução próxima de Homem e chimpanzés mas revelam uma separação do ramo humano anterior á diferenciação entre chimpanzés e gorilas.a. os cientistas pensaram ter encontrado esse ´ elo perdidoµ mas tal não aconteceu. Filogenia dos hominóides até 1960 Que dados fornecia a paleontologia. mais tarde que a separação dos hominídeos da linha principal. por acção da selecção.

Os antropomórficos do lado oeste divergiram para os macacos actuais. pois o Rift criou uma barreira geográfica que separou a população ancestral em dois grupos. permitindo que esta fique bem estável. membros inferiores muito maiores que os anteriores. Nos macacos. O bipedismo também permite uma maior eficiência a percorrer longas distâncias. o orifício occipital está deslocado para trás e é oblíquo. Deste modo for am obrigados a modificar o seu modo de locomoção. corpo com camada de gordura subcutânea. por exemplo). vida social complexa e com esforço cooperativo. . com um balanceamento do corpo. orifício occipital. pernas 30% mais longas que os braços e mais fortes. é horizontal e localizado por baixo da cabe ça. mãos com polegares bem desenvolvidos e oponíveis. para permitir o transporte de alimentos a grandes distânc ias. ou talvez mais. devido ao meio luxuriante se manter. coluna vertebral e membros. o corpo apoia-se exclusivamente nos membros inferiores e a deslocação efectua -se assentando alternadamente os pés. infância e maturação esquelética prolongada. permitindo -lhe mover-se graças ás vértebras articuladas entre si e sep aradas por discos intervertebrais maleáveis. caninos pequenos e pré-molares bicuspides. bipedismo levou ao surgimento de numerosas alterações a nível evolutivo e morfológico: Aspectos evolucionistas Certos autores consideram esta característica como a verdadeira causa do desenvolviment o das outras características humanas. no crânio. elaboração de conceitos abstractos (o futuro. face vertical com arcada supraciliar reduzida. o que originaria territórios muito maiores. conhecida por ´East side storyµ. A ligação lombar/sacra forma um promontório que s ustenta todo o peso da parte superior do corpo. poucos animais o conseguem e geralmente durante pequenas distâncias apenas (gibão. Apresenta quatro curvaturas que se compensam mutuamente: cervical (concavidade posterior). dentes em arcada arredondada. cabelo longo de crescimento contínuo e pêlo s corporais escassos. linguagem articulada. tem em conta os locais onde apareceram os fósseis de hominídeos. Além do Homem. com o desenvolvimento cerebral daí resultante. fabrico e manuseio de instrumentos. dado o Homem ter libertado as mãos para manejar e desenvolver ferramentas. dorsal (concavidade ant erior). importantes para a definição da família Hominidae: Características morfológicas Neste grupo pode-se considerar diversos aspectos: cérebro de grande capacidade. Aspectos morfológicos No bipedismo. Os do lado leste ficaram encurralados numa zona donde desapareceram as florestas. A teoria actual (Coppens. dedo grande do pé não o ponível. No Homem a adaptação ao bipedismo e à postura vertical levou a importantes modificações anatómicas na cabeça. ficando uma extensão de savana.Primeiras etapas da evolução dos Hominídeos Durante muitos anos foram os aspectos culturais e intelectuais os decisivos na separação dos hominídeos. por exemplo. Por esta ordem de ideias são características exclusivas do Homem: Conceito de hominização inteligência superior. chimpanzé. tanto funcional como em tamanho (o mínimo de um Homem é 1000cm3 e o máximo de um gorila é de 650cm3). Estes fósseis só existem no leste africano. maxilar inferior pouco saliente e com dentes de tamanho regular. em relação aos resta ntes símios. coluna vertebral é um eixo vertical que sustenta o corpo. caixa craniana maior que a face. por ex emplo). pois a sua estrutura física não está para isso habilitada. 1983). lombar (concavidade posterior) e sacra. Actualmente outros aspectos são considerados igualmente.

a. O dedo g rande do pé é longo. Já os Australopithecus teriam u m aparelho vocal semelhante ao dos macacos actuais. torna -se praticamente impossível ter a capacidade. Evolução do cérebro Outros autores consideram a principal causa do desenvolvimento da espécie humana a e volução do cérebro. robusto e paralelo aos restantes.dos membros inferiores (principalmente ao grande glút eo). como nos macacos. a linguage m animal depende estritamente da sua função. O pé funciona como uma plataforma extremamente flexível e estável. A partir de algumas dezenas de sons fundamentais associados a um ritmo muito rápido surge a palavra. linguagem articulada É uma característica exclusivamente humana. Este facto permite uma maior estabilidade à ma rcha. Estes sons são produzidos na laringe. Parece existir uma simultaneidade entre o surgimento do bipedismo e o aumento de volume do cérebro. palato e buraco occipital. As cartilagens e tecidos moles não fossilizam bem logo apenas se pode estudar os ossos da face interna da maxila in ferior. logo para que não se caia a cada passo é necessário que a bacia oscile para cima e para baixo. o córtex. ou seja. medo. e. a nível social. A cada passo o peso total do corpo passa de um pé para o outro. Viveram na África do sul e oriental. o que os impediria de pronunciar as vogais. sem que exista apoio na zona exterior do pé. alguns dos quais formam as cordas vocais. o cérebro é três vezes mais pesado que o de um primata de peso semelhante. Entre mamíferos. na expressão de sentimentos ou sensações (satisfação. ideias e noções abstractas. é muito desenvolvida e nela residem as funções intelectuais. Por este motivo é possível juntar os pés. As modificações de forma da boca. daí a diferença na capacidade de expressão oral entre ind ivíduos. sendo uma das maiores modificações morfológicas verificadas no Homem. Se tal aprendizagem não se efectua durante a primeira infância. A laringe apenas faz variar a frequência dos sons produzidos. ao contrário dos macacos. delgado e orientado obliquamente permite o alinhamento das articulações da b acia e joelho. A verdadeira diferença entre a linguagem humana e a animal é a prodigiosa riqueza da primeira. a espécie tem um cérebro menor que a média das espécies com o mesmo peso corporal. No caso humano o quociente de encefalização tem valor 8. Através do seu primeiro metatarso o peso é deslocado do calcanhar para a extremidade do pé. O que distingue a linguagem humana é a capacidade de veicular símbolos. graças aos movimentos da língua.). Evolução dos Hominídeos Australopithecus Os primatas do género Australopithecus são os primeiros hominídeos que se conhecem. A sua zona externa. suspensas do osso hióide. Assim. entr e 4 a 2 M. não ligada á hereditariedade e que permitiu o progresso humano em cada geração. A capacidade de falar tem base genética mas a linguagem é essencialmente aprendida. véu palatino e lábios. Tendo em conta o peso médio do Homem. É possível traduzir para linguagem animal uma frase do tipo ´Dá -me uma maçãµ mas não do tipo ´Acho que ele sabe que penso como eleµ. permitem a diferenc iação dos sons. centro de gravidade é baixo pois o peso do corpo está deslocado para os membros inferiores. No entanto. Apresentavam um volume craniano semelhante ao dos símios (500 cm3) mas já tinham alguns caracteres humanos: dentição primitiva mas sem caninos salientes e com incisivos largos. ex iste a herança social. se for superior a 1. órgão constituído por cartilagens e músculos. a espécie tem um cérebro maior que outras de peso semelhante. Cultura Aspectos culturais Este aspecto é marcante para o Homem mas também existe em alguns outros primatas. o cérebro humano é o maior e o mais pesado entre todos os animais. a nível individual . o ar expirado passa seguidame nte para a faringe e depois para a cavidade nasal e boca. etc. no alarme ou intimidação. . pé é o suporte da totalidade do peso do corpo. estudos deste tipo já permitiram concluir que o Homem de Neanderthal apresentaria um aparelho vocal semelhante ao dos recém-nascidos. as principais funções da linguagem consistem. Para comparar o tamanho do cérebro em animais de peso corporal diferente pode utilizar-se o quociente de encefalização (razão entre o peso do cérebro e o do corpo): se for inferior a 1. que têm um tronco bastante pesado. fémur alongado. Além do programa genético e hereditário.

120 cm de altura e pesariam entre 27 a 32 Kg. Migrou da África. viveram principalmente na Europa ocident al e médio oriente mas nunca em África. Homo sapiens sapiens O Homem moderno terá surgido numa região compreendida entre a Etiópia e o próximo oriente pois existem fósseis como o do Homem da Galileia. para a Europa e para a Ásia. daí a sua designação. depois usadas como pontas de seta e facas. a expansão do seu território para zonas mais frias. nomeadamente o Homem de Java. um acentuado pro gnatismo (saliência da zona inferior da face) mas sem queixo. O crânio apresenta uma característica forma de sino. que parecem estar na origem do tipo humano que se expandiu pelo mundo. Homem de Pequim. Também já foi referido como Pitecanthropus. oportunista pois as pedras eram usadas ao acaso. Actualmente pensa-se que talvez estes primatas pertençam a um ramo colateral da evolução humana. Homo sapiens neanderthalensis O chamado Homem de Neanderthal. durante o último período glaciar. e 130000 anos atrás. Já caçava animais de grande porte. o que lhe permitiu r eduzir a musculatura da mastigação na face pois a carne cozida é mais macia. Apresentava uma capacidade craniana de 900 cm3. Os ossos do crânio são espessos. Foram descobertas sepulturas com ornamentos. A face era côncava (em forma de prato) e arcada supraciliar pronunciada. o que denota organização e espirito de grupo.5 M.A. As suas características tão especializadas parecem mostrar que não é um antepassado do Homem moderno. à escala geológica. Foi o primeiro hominídeo a dominar o fogo. há cerca de 35000 anos.bacia larga e em forma de ce sto. no máximo. sem queixo e com dentes maiores que os do Homem actual. madeira e outros materiais para a construção de utensílios. Homo erectus Esta designação inclui diversos fósseis. viveu entre 50000 e 35000 anos atrás. também. Homem da Rodésia e outros vestígios e uropeus e africanos. As arcadas supraciliares eram muito desenvolvidas. superior á do Homem moderno. Desenvolveu a ´indúst ria líticaµ. Já tinham desenvolvido uma ´industria do calhauµ. Esta espécie terá vivido entre 2. antes uma ramo colatera l que se extinguiu. revelando um significativo aumento de estatura em relação aos seu s ancestrais Australopithecus. baixo e com pouca testa. Utilizavam. prognata. também. como num ser bípede. O fogo permitiu. onde surgiu. Desapareceram instantaneament e. Teriam. . A sua postura era nitidamente erecta. De const ituição atarracada. produziam utensílios de pedra mais elaborados e finos. ossos . com uma espantosa capacidade craniana de 1300 a 1750 cm3. embora menos do que os do Homo erectus. em homenagem á localidade alemã onde primeiro foi descoberto. com separação de lascas. A arcada s upraciliar era muito saliente ainda.

o que permitiu às populações um aumento do tempo de lazer. O sistema Rhesus. O queixo é bem desenvolvido e a face é ortognata (plana). variando do tom azeitona até ao quase negro. cabelo enc aracolado. através de populações que teriam migrado através do estreito de Behring. lábios delgados e cabelo liso ou ondulado. Estas populações apresentam. olhos escuros e cabelos crespos. ou seja. neolítico ou idade da pedra polida.São mais altos e menos possantes que os Homens de Neanderthal. A . Negros Pele escura. nariz de forma variada. dando origem ao conceito de raça humana. B. Por outro lado. formando-se agregados urbanos. nariz estreito. ou Rh. Também existem outros sistemas de grupos sanguíneos. Mongolóides Pele amarelada. Durante este período surgiu a agr icultura. como a arte e as diversõ es. com uma relativa correspondência com as etapas de evolução biológica: paleolítico ou idade da pedra lascada. norte-americanos e árabes. Cada grupo sanguíneo corresponde á presença de certas estruturas moleculares (globulinas) na superfície de glóbulos vermelhos. Instalaram-se em aldeias e tornaram -se agricultores. por mutação. cabelos lisos. "RAÇAS" HUMANAS A espécie humana é ubíqua. testa direita e ossos do crânio leves. com exc epção dos mediterrânicos. 5 a 10% em França e 0 a 5% em Po rtugal. na Ásia. . já com Homo sapiens sapiens. sintetizadas com base na informação codificad a nos respectivos genes. nariz achatado. olhos escuros e nariz largo. em relação a características de segundo plano. caracteristicamente pele e olhos claros. terão surgido há cerca de 30000 anos. com 15 a 20% no leste europeu. á cerca de 10000. com intensa exploração dos recursos naturais. sem arcadas supraciliares salientes. Homo erectus e Homo sapiens neanderthalensis. é formado por dois tipos apenas: Rh+ ( a maioria dos casos) e Rh -. existindo em todos os climas mas é um conjunto biológico homogéneo no que se refere ás suas características. A sua frequên cia é máxima na Ásia. Deste grupo terão derivado os índios americanos e os esq uimós. por migração. O estudo dos grupos sanguíneos permitiu verificar que existem diferenças nas frequências dos diversos tipos. inicia -se há cerca de 5000 anos. Já antes foi referido que o que distingue duas populações não é a presença ou ausência de determinado grupo sanguíneo mas a f requência relativa de cada grupo. Evolução cultural A análise arqueológica dos utensílios do Homem permitiu estabelecer uma sequência de etapas na evolução cultural. onde atinge 20 a 30% e diminui para Ocidente. alguns autores consideram-na acentuadamente polimórfica. até á Índia. Trata-se de uma propriedade dos glóbulos vermelhos semelhante á que se encontra presente nos macacos do género Rhesus. Este facto permite uma maior divisão do trabal ho. cobre. que apresentam pele escura. em diferentes locais do globo. devido à disponibili dade de alimento. Existem várias classificações de raças humanas mas geralmente existem 4 grupos básicos: Caucasianos Europeus. nomeadamente o sistema Rhesus e o sistema Gm. idade dos metais (ferro. Estudos verificaram que o gene cuja frequência sofre uma variação maior é o gene que codifica o grupo sanguíneo B. corresponde aproximadamente ao tempo de existência dos géneros Australopithecus. rosto largo e achatado. acumulação de resíduos e propagação de doenças. olhos com prega epicântica na pálpebra superio r (cuja função é proteger do clarão ofuscante da neve). Estes dados apontam para o surgimento. Apesar desse facto. seguida do seu alastra mento. Australóides Aborígenes e povos com eles relacionados. após a última glaciação. variando do tom acastanhado ao quase negro. Modificações em populações humanas Já em 1900 era do conhecimento geral a existência de 4 grupos sanguíneos em seres humanos. para ocidente. As diferenciações geográficas características das chamadas raças. bronze). São os inventores do supérfluos. AB e O. do gene que codifica o grupo sanguíneo B. a fixação inerente à agricultura provocou o desenvolvimento da vida em sociedade e o avanço cultural.

que originaram as raças. devido á agricultura. erectus teriam dado origem aos principais tipos actuais. por m ais forte e mais dotado que seja. sapiens. uma variação quantitativa e não qualitativa. Um animal. sem descendentes terá a sua herança desaparecida para sempre mas Da Vinci ou Beethoven não deixaram descendentes e o seu génio é conhecido de toda a Humanidade. os caracteres utilizados não vari am dentro das raças de modo correlacionado. Biologicamente.Qual a origem destas raças ? Existem duas teorias que tentam ex plicar estas diferenças morfológicas entre as populações humanas: Hipótese policêntrica A formação da actual população humana efectuou -se em vários territórios relativamente independentes. Actualmente a e volução do Homem é mais cultural que física. alterações ambientais. erectus e H. devido á melhor nutrição e ao aumento dos cuidados médicos. o que teri a enriquecido o seu património genético. e cujas consequências só serão visíveis em muitas gerações. pois este termo só pode ser aplicado a populações que mostrem uma concordância acentuada dum numeroso conjunto de caracteres distintivos. irrigação e construção de cidades. não poderá voltar-se contra o seu próprio criador ? Futuro do cérebro . a medicina impede a acção da selecção na tural logo haverá cada vez mais indivíduos portadores de genes deletérios. como as radiações atómicas. o que não é o caso do Home m. Verifica -se. o que é uma vantagem inimaginável pois o mais esperto animal não consegue transmitir os seus conhecimentos á sua descendência mas o Homem transmite á sua descendência e a todos os outros Homens. Estas técnicas podem permitir a cura de doenças hereditárias. desenvolveu o seu conhecimento a ponto de ser capaz de agir sobre a sua própria evolução. bem como sobre a de todos os organismos sobre a Terra. a história humana decorre apenas numa milésima parte da vida na Terra. surgem novos agentes selectivos. onde vários tipos de H. a medici na é vantajosa para o indivíduo mas parece prejudicial para a espécie. Limites do crescimento O Homem tem alterado profundamente o ambiente. drenagem. portanto. os quais serão transmitidos em maior número ás gerações seguintes. simultaneamente. O Homem adquiriu também um poder assustador. a longo prazo. o Homem respondeu com a sua inteligência e espirito criador. cada vez mais gerações. sob pena de encurtar a evolução da nossa espécie¬ Cultura A cada problema colocado pela natureza. capaz de alterar o equilíbrio que levou á natureza milhões de anos a atingir. É sabido que uma boa classificação se deve basear num conjunto de caracteres representativos mas no caso humano. artificialmente. como os produtos criados pelo Homem que são mutagénios. numa região algures entre a Ásia central e o nordeste africano. onde teria ocorrido o cruzamento de numerosos hominídeos. Outro aspecto a salientar é a utilização do termo subespécie á população humana. Este poder. sejam quais forem as modificações do meio em que vive. De todos estes argumentos pode concluir -se que as raças humanas não têm qualquer significado b iológico. entre eles o H. Só posteriormente se teriam formado as várias populações geográficas. et c. A espécie humana é muito jovem. encontrando soluções originais que lhe asseguram hipóteses de sobrevivência. Engenharia genética A recombinação artificial de genomas permite ultrapassar os mecanismos isoladores pois junta. que é muito maior que a variação entre raças. Redução do papel da selecção natural O tempo médio de vida de um ser humano tem vindo a aumentar. Isto sig nifica que as populações incluem. resulta apenas da quantidade variável de melanina na pele. genes de espécies diferentes no mesmo citoplasma. Hipótese monocêntrica O Homem actual terá surgido num território único. para não falar do espectro de variação dentro da mesma raça. por exemplo. bem como a obtenção de organismos transgénicos. O FUTURO DA ESPÉCIE HUMANA Tendo em conta o momento em que a espécie humana surge á face da Terra. Assim. Esta explor ação desastrosa dos recursos num mundo finito tem que ser travada.. Por outro lado. logo deve estar apenas no início da sua evol ução¬ Divergência x homogeneidade De modo geral considera-se que existe uma tendência para a homogeneidade das características humanas pois as barreiras geográficas e culturais estão progressivamente a desaparecer. um dos critérios mais importantes na classificação das raças humanas . Actualmente sabe-se que a cor da pele.

As revelações da estrutura óssea O estudo comparativo da estrutura anatômica de seres vivos difere ntes também ajuda a entender os mecanismos da evolução. Hoje existem aproximadamente dois milhões de espécies de organismos vivos sobre a Terra. mesmo vivendo em ambientes iguais. quando essa teoria já era difícil de ser sustentada. a exemplo das asas de um inseto e asas de uma ave. Animais com parentesco. porém. por exemplo. por exemplo. o naturalista francês Georges Cuvier propôs que os fósseis correspondiam a orga nismos extintos e que a Terra tinha sido povoada por uma série de animais e plantas diferentes dos atuais. aves e mamíferos. Estas semelhanças. incluindo bactérias. plantas e animais. A plumagem é própria das aves. em função da educação. as pressões da seleção natural são muito semelhantes e acabam por selecionar estruturas adaptadas ao ambien te. De origem diferente. As formas intermediárias entre uma espécie e outra proporcionam uma grande quantidade de informações a respeito do s mecanismos da evolução. acab aram sofrendo uma adaptação dos órgãos ao ambiente onde vivem. existem também nos girinos. são percebidas as mudanças anatômicas progressivas que ocorreram entre as formas primitivas e as atuais. É indiscutível que o ser humano actual é mais inteligente pois vive num ambiente mais rico e complexo. de uma rã ou de um delfim (mamífero aquático) terem a mesma estrutura óssea. A presença de dentes nos maxilares. quando havia espécies muito diferentes da s atuais e outras que desapareceram. Neles. O Archaeopteryx litographica é considerado uma das provas de que as aves evoluíram dos répteis. As fendas branquiais ocorrem em diferentes estágios embrionários nos anfíbios. todos nascem com as mesmas potencialidades mas desde a infância que se vão tornando mais ou meno s inteligentes. Os organismos evoluem e se modificam Até o começo do século XVIII. possuem características semelhantes. as estruturas acabam se tornando parecidas. mas na organização dos milhões de células que o constituem. A adaptação dos órgãos De mesma origem. O fato de os membros anteriores de um homem. conforme uma grande quantidade de provas biológicas reunidas por estudos científicos. Seu organismo fóssil permite observar características de ave e réptil. mas que vivem em regiões diferentes. Plantas de famílias diferentes adaptadas às regiões secas. A teoria da evolução trata das evidências da origem dos seres vivos e das mudanças lentas e graduais que sofreram desde seu a parecimento até os dias atuais. embriões parecidos Mais um argumento a favor da existência de antepassados comuns: a semelhança entre as primeiras etapas do desenvolvimento emb rionário de muitas espécies. os órgãos homólogos podem eventualmente desempenhar funções diferentes. dos estímulos e da vontade própria de aprender. No entanto. mas não nas rãs adultas. Desse modo. No século XIX. A avaliação das funções da pata de u m cavalo e da asa de um morcego. aceitava -se a teoria da não mutação. surgiram várias teorias afirmando que os o rganismos mudam lenta e gradualmente ao longo do tempo. A evolução segundo Lamarck A teoria de Lamarck explica o crescimento do pesc oço da girafa . As fendas branquiais dos peixes. O conceito de irradiação adaptativa define que organismos com parentesco evolutivo. os órgãos análogos exercem a mesma função e ilustram o fenômeno da convergência adaptativa. serve para exemplificar o conceito de irradiação adaptativa . conhecemos uma grande quantidade de fósseis. Representam outro indício de ancestralidade comum. Os fósseis são prova da evolução Hoje. Porém. a cauda comprida e os três dedos livres com as unhas curvadas nas extremidades dianteiras são algumas características répteis do Archaeopteryx litographica. que considerava todos os seres vivos imutáveis ao longo do tempo. mesmo que tenham origens distintas. é indício de uma ancestralidade comum. não é a mesma variedade de organismos vista há milhões de anos. É como se todos os vertebrados tivessem passado por uma fase "de peixe" em seu desenvolvimento embrionário. não são observadas nos animais adultos. réptei s.na forma. Todas elas procedem de um antepassado comum. ainda que utilizada de maneiras var iadas. Nestes casos. fungos. Mais tarde. O que sabemos sobre a evolução? As espécies mudam com o decorrer do tempo. As formas anatômicas das baleias e peixes (animais de classes diferenciadas) e suas nadadeiras facilitam o deslocamento na ág ua.

A seleção natural de Darwin Depois de Lamarck. Para lembrar A seleção natural escolhe os indivíduos com variações mais favoráveis Tanto a mutação como a seleção natural explicam o processo de evolução dos seres vivos. A diversificação gênica é provocada por dois fatores: pelas mutações. Em conseqüência disso. exposta no livro A origem das espécies. depois de um longo período de isolamento geográfico. de membros de duas subpopulações se cruzarem. que introduzem alelos diferentes em cada uma das subpopulações isoladas e pela seleção natural.por mudanças nos organismos e estas são herdadas por seus descendentes. mas apresentam pequenas variações de suas características (como o formato do bico ou o comp rimento da cauda). como o levedo da cerveja. De acordo com L amarck. as subpopulações se diferenciam tanto que perdem a capacidade de cruzamento entre si. A formação das novas espécies Os cientistas acreditam que a maioria da espécies surgiu depois de cumprir pelo menos três etapas: isolamento geográfico. Trilobitas: organismos fósseis com três lóbulos que viviam no fundo do mar.br . Diversificação gênica Aprogressiva diferenciação do conjunto gênico de subpopulações isoladas. Isolamento geográfico A separação física de subpopulações de uma espécie. sabe-se que os caracteres adquiridos não são transmitidos aos descendentes. que pode preservar conjuntos de genes em uma das subpopulações e eliminar conjuntos similares em outra que vive em ambiente diverso. os indivíduos de uma mesma espécie não são iguais. A teoria da evolução hoje Embora a teoria da seleção natural de Darwin esteja correta em linhas gerais. As barreiras que isolam as subpopulações podem ser o rio que corta uma planície. total ou parcial. Isolamento reprodutivo Resulta da incapacidade. produzindo descendência fértil. seus filhos nasceram com o pescoço mais comprido. essas subpopulações são consideradas espécies distintas. mas estava equivoca do na interpretação da transmissão de dados adquiridos por falta de metodologia adequada na época.hpg. Lamarck teve méritos em destacar o transformismo. o inglês Charles Darwin enun ciou a sua teoria sobre a evolução. Em geral. um vale que divida dois planaltos ou um braço de mar que separe ilhas e continentes. Para lembrar O resultado da luta pela vida entre indivíduos de uma mesma espécie é a sobrevivência daqueles que possuem variações mais van tajosas. Levedura: fungos unicelulares de grande importância industrial.ig. diversificação gênica e isolame nto reprodutivo.biologia-ar. Mofo: fungos que se alimentam de substâncias em decomposição. Glossário Características adquiridas: adaptações geradas em um organismo por seleção ambiental. torna ndo-se reprodutivamente isoladas. e permite que tenham uma descendência maior. Fendas branquiais: câmara nas brânquias por onde a água circula. dando -lhes um aspecto escuro. É o que se conhece como seleção natural dos indivíduos com características mais bem adaptadas. A partir daí. os cientistas logo se perguntaram qual era a ca usa da variação das espécies. o pescoço da girafa cresceu pois esse animal costumava esticá-lo constantemente para alcançar o alimento. como o mofo do pão. Hoje.com. O neodarwinismo respondeu a esta pergunta salientando que a causa da variação genética das p opulações ocorre por dois fatores fundamentais: o aparecimento de fenômenos aleatórios como as mutações (mudanças no material genético) e a recombinação genética (intercâmbio de genes entr e os cromossomos na formação das células sexuais). Fonte: www. Segundo Darwin.

O espécime foi Bebé de Taung. não tendo apoio de cientistas. A partir desta análise. ele pode muito bem ter sido um primo mais distante. o grupo ao qual os homens modernos pertencem. um paleoantropólogo de renome internacional da África do Sul. o A. a Genética e a Antropologia Física. o espécime exibia dentes caninos pequeno s e a posição do foramen magnum foi uma evidência da locomoção bípede. desde que os fósseis de hominídeos encontrados na África pareciam confirmar este modelo teórico. como a Psicologia Evolucionista. Pensava-se que a inteligência presente nos humanos modernos fosse um pré -requisito para o bipedalismo. alguns grandes macacos foram classificados c omo sendo os animais mais próximos dos seres humanos. Bender sugeriu que a Teoria da Savana se denominasse "Freilandhypothesen". os cientístas passaram a se interessar por explicações alternativas d entro do mundo científico. africanus abandonou a vida arborícola e passou a se adaptar a uma vida nas savanas. afim de abranger as diferentes vers ões deste grupo de especulações que foram publicadas nos últimos 200 anos da história da HCA. sendo mais semelhante ao cérebro do homem moderno. Neste trabalho foi demonstrado que a Teoria da Savana não tem sua origem no trabalho de Raymond Dart. A idéia de que os humanos eram similares a certos macacos era óbvia para alguns há algum tempo. Além disso. os estudos da evolução humana usualmente incluem outro s hominídeos. E. no contexto da evolução humana. a variedade robusta foi transformada em Australopithecus. um distanciamento das HCA. uma forma transitória entre "macacos" e humanos. es sa já era uma conhecida interpretação da sua teoria ³e seu bastante controverso aspecto. Tanto os Australopithecines quanto o Homo pertencem à família Hominidae. Durante a década de 1960. Em seu artigo em Nature no ano 1925 Dart sugeriu um cenário evolutivo para a origem do Australopithecus africanus: por consequência de mudanças climáticas e uma subsequente redução das matas. Os restos constituíam -se de um crânio muito bem preservado e de um molde endocranial do cérebro do indivíduo. A Teoria da Savana Um dos aspectos mais fascinantes da pesquisa paleoantropológica se refere à influência da Teoria da Savana neste campo científico. África do Sul. Os Australopithcíneos são agora vistos como os ancestrais imediatos do gênero Homo. Até muitos dos apoiadores originais de Darwin (como Alfred Russel Wallace e Charles Lyell) rejeitaram a idéia de que os seres humanos poderiam ter evoluído sua capacidade mental e senso moral pela seleção natural. seu formato era redondo. baseado na distribuição natural dessas espécies. Desde o tempo de Lineu. refere-se ao gênero Homo. É tema de um amplo questionamento científico que busca entender e descrever como a mudança e o desenvolvimento acontecem. supunha-se que os fósseis dos ancestrais dos humanos seriam encontrados na África e que os humanos compartilhavam um ancestral comum com os outro s antropóides africanos. uma palavra alemã que pode ser traduzida pela e xpressão "Hipótese dos Campos Abertos" (HCA). sido reclassificada como Paranthropus. um livro clássico de Campbell e Reece (2006. Por exempl o a médica suíça Nicole Bender-Oser escreveu uma dissertação histórica sobre a origem da Teoria Aquática (teoria esta formulada pela primeira vez pelo médico alemão Max . a idéia de evolução biológica das e spécies em geral não foi legitimizada até à publicação de A Origem das Espécies por Charles Darwin em 1859. especulava-se que nossos parentes mais próximos eram os chimpanzés e gorilas. No século XIX. baseado na similaridade morfológica. A variedade robusta de Aus tralopithecus tem. tendo sido já mencionada em 1809 pelo famoso ci entista francês Jean-Baptiste de Lamarck. Este modelo teórico foi aceito pelas gerações seguintes de paleoantropólogos e se tornou a exp licação mais comum nos livros sobre evolução humana. Foi apenas na década de 1920 que fósseis além dos de Neandertais foram encontrados. um cientista brasileiro de residência na Suíça iniciou uma análise histórica da Teoria da Savana. Nos últimos anos vários paleoantropólogos também passaram a se distanciar destas esp eculações. Através desta gradual perda de suporte na HCA. tendo em vista que os descobrimentos dos fósseis não tiveram influência alguma na formulação destas especulações. Renato Bender. Uma das alternativas é a Teoria Aquática. desde então. Mas. popularizado também em inúmeros livros de ciência popular.EVOLUÇÃO HUMANA A Evolução Humana é o processo de mudança e desenvolvimento. e a partir de outras considerações. Todos esses traços convenceram Dart de que o "bebê de Taung" era um ancestral humano bípede. Em 1993. O termo " humano". seguindo a descoberta de mais fósseis que lembravam o achado de Dart. também conhecida por Aquatic Ape Theory ou Aquatic Ape Hypothesis. Bem ao contrário: até poucos anos atrás esta teoria era normalmente mencionada como um exemplo clássico de uma especulação infundada. o gênero Paranthropus foi utilizado. ou evolução. como os australopithecus. Mas. Um dos exemplos mais impressionantes de ste distanciamento podemos ver na obra Biology. Histórico da paleoantropologia A moderna área da paleoantropologia começou com o descobrimento do Neandertal e evidências de outros "homens das cavernas" no século 19. sugeriu também o Professor Phillip Tobias. era claro para leitores contemporâneos o que estava em jogo. Apesar do primeiro livro de Darwin sobre evolução não abordar a questão da evolução humana. quando os espécimes robustos foram descritos pela primeira vez. pelo qual os seres humanos emergiram como uma espécie distinta. A Teoria da Savana é normalmente ligada ao trabalho de Raymond Dart. reconhecendo que estas não tenham a base científica antigamente tida como certa. Este fato é de enorme importância na avaliação científica da Teoria da Savana. Os resultados desta pesquisa foram apresentados 1999 em uma dissertação no Instituto de Esportes e Ciências Esportivas da Uni versidade de Berna. um infante de Australopithecus descoberto em Taung. Em 1925. Mais 20 anos passariam até que as reinvindicações de Dart fossem levadas em cons ideração. Na década de 1930. A tendência recente tem -se voltado à classificação original como um gênero separado. Bender insistiu no uso desta expressão no plural. O estudo da e volução humana engloba muitas áreas da ciência. Apesar do cérebro ser pequeno (410 cm3). O interessante nesta teoria é o fato que ela foi divulgada e desenvolvida durante muito tempo em obras populares. mas dados recentes têm levado a questionar a posição do A. 848 -849) e muito influente no campo biológico. a Biologia Evolutiva. A situação está mudando rapidamente. Totalmente independente de Bender. e quando Darwin publicou seu próprio livro sobre o assunto (A descendência do Homem e Seleção em relação ao Sexo). Os Australopithecines foram originalmente cl assificados em dois tipos: gráceis e robustos. A Teoria da Savana foi vista como um fato indisputável. Raymond Dart descreveu o Australopithecus africanus. Bender provou que a idéia de uma adaptação à vida nos "campos abertos" é muito antiga. diferentemente daqueles dos chimpanzés e gorilas. A visão prevalente naquele tempo era a de que um cérebro grande de senvolveu-se antes da locomoção bípede. Debates entre Thomas Huxley e Richard Owen f ocaram na idéia de evolução humana. africanus como um ancestral direto dos humanos modernos.

África. todas as quais estão agora extintas. e reservando a denominação H. Homo.5 ²1 MAA.5 milhões de anos atrás (MAA).25 (excluindo o ergaster) a 0. Em alguns casos. essas e outras diferenças são suficientes para que os antropólogos possam classificá-los como uma nova espécie. provavelmente Homo habilis possuía um cérebro maior e fabricou ferramentas de pedra mais elaboradas. Antes do Homo OS PRIMEIROS HOMINÍD EOS Sahelanthropus tchadensis Orrorin tugenensis Ardipithecus kadabba Ardipithecus ramidus y y y y GÊNERO AUSTRALOPITHECUS Australopithecus anamensis Australopithecus afarensis Australopithecus africanus Australopithecus garhi y y y y GÊNERO PARANTHROPUS Paranthropus aethiopicus Paranthropus boisei Paranthropus robustus y y y Gênero Homo Na taxonomia moderna. H. devido a diferenças mínimas usadas para distinguir espécies no gênero Homo.4 a 1. cognato com "virile" e "werewolf". mas pode também referir -se especificamente aos indivíduos do sexo masculino. o Homo sapiens é a única espécie existente desse gênero. escol hido originalmente por Carolus Linnaeus em seu sistema de classificação. É geralmente traduzido como "homem". A palavra homo vem do Latim e significa "pessoa". H. ERECTUS Viveu entre cerca de 1.8 (incluindo o ergaster) ou de 1. No Pleistoceno Inferior. evoluiu no sul e no leste da África no final do Plioceno ou início do Pleistoceno. Ásia. sapiens. Ainda não há nenhum consenso a respeito de quais desses grupos deveriam ser considerados como espécies em separado e sobre quais deveriam ser subespécies de outras espécies. H. 2. H. isso é devido à escassez de fósseis. e faziam ferramentas de pedra e talvez de ossos de animais. habilis. muitas foram provavelmente nossos "primos". A palavra latina para "homem" no sentido específico ao gênero é vir. apesar disso causar confusão. habilis tinha molares menores e cérebro maior que os Australopithecines. Muitos paleoantropólogos estão atualmente utilizando o term o Homo ergaster para as formas não asiáticas desse grupo. na África. Um exemplo famoso de Homo erectus é o Homem de Pequim. erectus apenas para os fósseis encont rados na região da Ásia e que possuam certas exigências esqueléticas e dentárias que diferem levemente das do ergaster. e Europa. 1.70 MAA. A pal avra "humano" vem de humanus.5²2 MAA. HABILIS Viveu entre cerca de 2. H. Enquanto algumas dessas outr as espécies poderiam ter sido ancestrais do H. Do mesmo modo. tendo especificado a partir de nossa linhagem ancestral .Aquática é apresentada como a alternativa mais convincente entre as atuais opções da literatura especializada. e Europa. a forma adjetiva de homo. a primeira espécie do gênero Homo. erectus. outros foram encontrados na Ásia (notadamente na Indonésia). quando divergiu do Australopithecines. ERGASTER . dado que a palavra "homem" pode ser genérica como homo. o estudo recente das origens do Homo sapiens geralmente demonstra que existiram outras espécies de Homo. H. em outros.

HEIDELBERGENSIS O Homem de Heidelberg viveu entre cerca de 800 a 300 mil anos atrás. "Sapiens" significa "sábio" ou "inteligente. então um professor associado de antropologia d a Universidade de Penn State. Homo neanderthalensis. fornecendo evidências da transição do H. Em 1997 o Dr. H. uma subseqüente migração dentro e fora da África eventualmente substituiu o anteriormente disperso H. Veja a História da taxon omia dos hominídeos. Essa é uma áre a calorosamente debatida da paleoantropologia." Cartografia da evolução humana A FAMÍLIA HUMANA clique para ampliar Notas adicionais As origens da humanidade têm sido frequentemente um assunto de grande controvérsia científica e religiosa. e. Também conhecido como Homo sapiens heidelbergensis e Homo sapiens paleohungaricus. erectus ao H. sapie ns. NEANDERTHALENSIS Viveu entre 250 e 30 mil anos atras. A classificação dos humanos e seus parentes tem mudado consideravelmente ao longo do tempo. Mark Stoneking. (Há poucas evidências de que essa especiação ocorreu em algum lugar). Entretanto. Entre 400 mil anos atrás e o segundo período interglacial no Pleistoceno Médio. erectus para fora da África. sapiens. SAPIENS Surgiu há cerca de 200 mil anos. sapiens. Então. Veja os artigos sobre a controvérsia entre os evolucionistas e os criacionistas. então uma subseqüente especiação para o H." Investigações subsequentes de uma segunda fonte de DNA de Neanderthal confirmaram esses achados H. Enquanto o debate continua. acreditando que elas pudessem retornar à vida H. atualmente indica que não houve nenhum fluxo genético entre o H. SAPIENS IDALTU Viveu há cerca de 160 mil anos (subespécie). consequentemente. neanderthalensis e o H. a evidência atual não impossibilita a especiação multiregional. É o humano moderno anatomicamente mais antigo conheci do. a maioria das evidências. sapiens na África. erectus. ou uma subespécie de H. eram duas espécies diferentes. disse: "Esses resultados [baseados no DNA mitocondrial extraído dos ossos do Neanderthal] indi cam que os Neanderthais não contribuíram com o DNA mitocondrial com os humanos modernos ¬ os Neanderthais não são nossos ancestrais. adquiridas através da análise do DNA mitocondrial e do Y-cromosomal DNA. H. A evidência direta sugere que houve uma migração do H. . há cerca de 250 mil anos. Eles não enterravam os corpos das pessoas mortas. Apelidado de hobbit por ca usa de seu pequeno tamanho. FLORESIENSIS Viveu há cerca de 12 mil anos (anunciado em 28 de Outubro de 2004 no periódico científico Nature). Há um debate recente sobre se o "Ho mem de Neanderthal" foi uma espécie separada. Também conhecido como Homo sapiens neanderthalensis.H. a tendência de expansão craniana e a tecnologia na elaboração de ferramentas de pedra desenvolveu -se.

que pertencem a vários nichos ecológicos. ver radiação adaptativa. .

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