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INTENSIVO II

Alexandre Gialluca
Direito Empresarial
Aula 2

ROTEIRO DE AULA

5.4 Cessão de quotas sociais

- As quotas sociais são ativos financeiros, que corporificam o direito que uma pessoa tem a ser sócio de uma
sociedade, podendo variar em termos percentuais. Nesse sentido, o instituto da cessão serve para viabilizar a
transferência, total ou parcial, deste direito do sócio (cedente) para um terceiro interessado (cessionário).

- Em todo caso, a cessão, total ou parcial, deve observar dois requisitos: (i) consentimento dos demais sócios e
(ii) modificação do contrato social, como forma de informar que houve alteração no quadro societário.

 Como fica a responsabilidade do sócio-cedente ? E a do cessionário ?

Art. 1003, CC. A cessão total ou parcial de quota, sem a correspondente modificação
do contrato social com o consentimento dos demais sócios, não terá eficácia quanto a
estes e à sociedade.

Parágrafo único. Até dois anos depois de averbada a modificação do contrato,


responde o cedente solidariamente com o cessionário, perante a sociedade e terceiros,
pelas obrigações que tinha como sócio.

1025, CC. O sócio, admitido em sociedade já constituída, não se exime das dívidas
sociais anteriores à admissão.

- De acordo com o parágrafo único do Art. 1003 do CC, o sócio responde por todas as dívidas que foram
contraídas pela sociedade até a averbação da modificação contratual durante o período de 2 (dois) anos. Trata-
se de obrigação de natureza solidária, podendo os eventuais credores-exequentes demandarem tanto o sócio-
cedente, quanto o cessionário pelo valor total das dívidas em ação de execução proposta dentro deste lapso
temporal.

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LEMBRE-SE: A averbação da modificação no contrato social é feita no Cartório de Pessoas Jurídicas.

5.5 É possível a penhora de quotas sociais ?

STJ: SIM! – Considerando a natureza jurídica de bem móvel atribuída às quotas sociais, é inegável que elas
compõe o patrimônio do devedor, que é a garantia geral dos credores, nos termos do Art. 789 do CPC.
Corrobora esse entendimento a previsão contida no inciso IX do Art. 835 do CPC, bem como a não inclusão das
quotas sociais no rol de impenhorabilidades previsto no Art. 833 do mesmo diploma.

Art. 789, CPC. O devedor responde com todos os seus bens presentes e futuros para o
cumprimento de suas obrigações, salvo as restrições estabelecidas em lei.

Art. 833, CPC. São impenhoráveis:

I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução;

II - os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a residência do


executado, salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns
correspondentes a um médio padrão de vida;

III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de


elevado valor;

IV - os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os proventos


de aposentadoria, as pensões, os pecúlios e os montepios, bem como as quantias
recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua
família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal,
ressalvado o § 2o;

V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros


bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado;

VI - o seguro de vida;

VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem


penhoradas;

VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela
família;

IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória


em educação, saúde ou assistência social;

X - a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta)


salários-mínimos;

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XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido político, nos termos
da lei;

XII - os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de


incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra.

Art. 835. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte ordem:

I - dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira;

II - títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com cotação em
mercado;

III - títulos e valores mobiliários com cotação em mercado;

IV - veículos de via terrestre;

V - bens imóveis;

VI - bens móveis em geral;

VII - semoventes;

VIII - navios e aeronaves;

IX - ações e quotas de sociedades simples e empresárias;

X - percentual do faturamento de empresa devedora;

XI - pedras e metais preciosos;

XII - direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de alienação


fiduciária em garantia;

XIII - outros direitos.

ATENÇÃO: Se, porventura, as quotas sociais vierem a ser penhoradas, o juiz deverá conceder um prazo não
superior a 3 meses para que a sociedade apresente balanço especial, apto a dimensionar o valor patrimonial das
quotas penhoradas. Uma vez estabelecido o valor patrimonial das quotas, elas devem ser ofertadas aos sócios,
para que eles, querendo, adquiriram-nas. No entanto, se o direito de preferência não for exercido pelos sócios, a
sociedade ainda poderá optar por proceder à liquidação das quotas, depositando o valor apurado em juízo
mediante redução do capital social, ou, ainda, mediante a utilização de reservas (ex.: poupança, aplicação,
etc...). Neste último caso, as quotas ficam em tesouraria, aguardando o interesse de algum terceiro em adquiri-
las. A norma do Art. 861 é uma norma de proteção da sociedade simples, uma vez que a entrada de um sócio

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estranho à comunhão de interesses que, em tese, existe entre os sócios da sociedade pode ser prejudicial aos
negócios, travando, principalmente, os processos de deliberação societária.

Art. 861. Penhoradas as quotas ou as ações de sócio em sociedade simples ou


empresária, o juiz assinará prazo razoável, não superior a 3 (três) meses, para que a
sociedade:
I - apresente balanço especial, na forma da lei;
II - ofereça as quotas ou as ações aos demais sócios, observado o direito de preferência
legal ou contratual;
III - não havendo interesse dos sócios na aquisição das ações, proceda à liquidação das
quotas ou das ações, depositando em juízo o valor apurado, em dinheiro.
§ 1o Para evitar a liquidação das quotas ou das ações, a sociedade poderá adquiri-las
sem redução do capital social e com utilização de reservas, para manutenção em
tesouraria.
[...]
§ 5o Caso não haja interesse dos demais sócios no exercício de direito de preferência,
não ocorra a aquisição das quotas ou das ações pela sociedade e a liquidação do inciso
III do caput seja excessivamente onerosa para a sociedade, o juiz poderá determinar o
leilão judicial das quotas ou das ações.

- É perfeitamente possível e, em certa medida, mais vantajoso, requerer a penhora dos lucros da sociedade ao
invés de pleitear a penhora das quotas.

Art. 1026, CC. O credor particular de sócio pode, na insuficiência de outros bens
do devedor, fazer recair a execução sobre o que a este couber nos lucros da
sociedade, ou na parte que lhe tocar em liquidação.

Parágrafo único. Se a sociedade não estiver dissolvida, pode o credor requerer a


liquidação da quota do devedor, cujo valor, apurado na forma do art. 1.031, será
depositado em dinheiro, no juízo da execução, até noventa dias após aquela
liquidação.

5.6 Responsabilidade do sócio

a) Limitada: o sócio não responde com seus bens sociais pelas dívidas da sociedade.

b) Ilimitada: o sócio responde com seus bens sociais pelas dívidas da sociedade.

- Subsidiária: O patrimônio do sócio só fica suscetível à execução depois de esgotados os bens penhoráveis da
sociedade.

- Solidária: O credor pode cobrar a totalidade da dívida tanto da sociedade, quanto dos sócios.

LEMBRE-SE: O contrato social da sociedade simples pode prever tanto uma organização societária em que a
responsabilidade do sócio seja limitada ao capital social integralizado, quanto responsabilidade ilimitada. Neste

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último caso, cabe ao mesmo instrumento contratual prever se essa responsabilidade será subsidiária a da
sociedade ou solidária.

Art. 997, CC. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público,
que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará:

[...]

VIII - se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais

 E na omissão do contrato ?

- Havendo omissão do contrato, a regra é a responsabilidade subsidiária. Lembre-se que, nos termos do Art. 265
do CC, a solidariedade nunca pode ser presumida, devendo constar de previsão legal ou contratual expressa.
Reforçam essa regra, as disposições especiais contidas nos artigos 1023 e 1024, bem como a orientação do
Enunciado nº 479 da V Jornada de Direito Civil do Conselho de Justiça Federal (CJF).

Art. 265, CC. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes.

Art. 1023, CC. Se os bens da sociedade não lhe cobrirem as dívidas, respondem os
sócios pelo saldo, na proporção em que participem das perdas sociais, salvo cláusula
de responsabilidade solidária.

Art. 1024, CC. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas
da sociedade, senão depois de executados os bens sociais.

Enunciado 479 da V Jornada de Direito Civil: Na sociedade simples pura (art. 983, parte
final, do CC/2002), a responsabilidade dos sócios depende de previsão contratual. Em
caso de omissão, será ilimitada e subsidiária, conforme o disposto nos arts. 1.023 e
1.024 do CC/2002.

5.7 Direito dos sócios

a) Direito de participação nos lucros sociais

- Nenhum sócio pode ser privado dos lucros da sociedade. Tanto é assim que o Art. 1008 do CC qualifica como
nula de pleno direito (e não anulável!) a cláusula contratual que exclua o direito do sócio participar dos lucros e
o seu dever de arcar com as perdas. É a chamada cláusula leonina.

ATENÇÃO: A cláusula leonina do Art.1008 do CC não se confunde com a possibilidade dos sócios estipularem
uma distribuição desproporcional de lucros, conforme autoriza o Art. 1007 do CC, ao prever a natureza
dispositiva da cláusula contratual que trata da distribuição dos lucros.

Art. 1.007. Salvo estipulação em contrário, o sócio participa dos lucros e das perdas, na
proporção das respectivas quotas, mas aquele, cuja contribuição consiste em serviços,
somente participa dos lucros na proporção da média do valor das quotas.

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Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos
lucros e das perdas.

LEMBRE-SE: Lucro e pró-labore são coisas distintas. O lucro é a remuneração decorrente do investimento que o
sócio fez na sociedade, ao passo que o pró-labore é a remuneração decorrente de algum trabalho que o sócio
faz na sociedade (gestão, administração, etc...).

(VUNESP - 2011 - TJ-SP – JUIZ). Nas sociedades simples, é correto afirmar que

a) todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do benefício de
ordem – referente à execução em primeiro lugar dos bens sociais – aquele que contratou pela sociedade.
b) o sócio sempre participa dos lucros e das perdas na proporção das respectivas quotas.
c) os poderes do sócio investido na administração por cláusula do contrato social podem ser revogados, a
qualquer tempo, por meio de ato separado, desde que subscrito pela maioria dos sócios.
d) a administração da sociedade, nada dispondo o contrato social, compete separadamente a cada um dos
sócios.
e) é anulável a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas.

Gabarito: D

b) Direito de retirada

- O direito de retirada confere ao sócio a possibilidade de retirar-se da sociedade, diferindo o seu exercício
conforme a sociedade seja de prazo determinado ou indeterminado. No primeiro caso, é preciso que haja justa
causa para a retirada, devendo o sócio que pretende retirar-se prová-la judicialmente. No segundo caso, basta
que o sócio notifique os demais sócios com antecedência mínima de 60 (sessenta) dias.

Art. 1029, CC. Além dos casos previstos na lei ou no contrato, qualquer sócio pode
retirar-se da sociedade; se de prazo indeterminado, mediante notificação aos demais
sócios, com antecedência mínima de sessenta dias; se de prazo determinado,
provando judicialmente justa causa.

Parágrafo único. Nos trinta dias subseqüentes à notificação, podem os demais sócios
optar pela dissolução da sociedade.

c) Direito de exclusão de sócio

Situação 1: Sócio Remisso (1004, CC)

NOTA: O sócio remisso é aquele que está em situação de inadimplência em relação à sociedade por não ter
integralizado o capital inicialmente subscrito, isto é, não ter pago o valor atribuído ao percentual de suas quotas
sociais.

Art. 1.004, CC. Os sócios são obrigados, na forma e prazo previstos, às contribuições
estabelecidas no contrato social, e aquele que deixar de fazê-lo, nos trinta dias

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seguintes ao da notificação pela sociedade, responderá perante esta pelo dano
emergente da mora.

Parágrafo único. Verificada a mora, poderá a maioria dos demais sócios preferir, à
indenização, a exclusão do sócio remisso, ou reduzir-lhe a quota ao montante já
realizado, aplicando-se, em ambos os casos, o disposto no § 1o do art. 1.031.

Situação 2: Falta grave ou incapacidade superveniente (1030, CC)

- Se a sociedade for de pessoas, na qual a característica subjetiva do sócio é indispensável para o negócio, pode
haver exclusão. Do contrário, sendo a sociedade uma sociedade de capital (ex.: sociedade anônima), não há que
se falar em exclusão.

Art. 1.030. Ressalvado o disposto no art. 1.004 e seu parágrafo único, pode o sócio ser
excluído judicialmente, mediante iniciativa da maioria dos demais sócios, por falta
grave no cumprimento de suas obrigações, ou, ainda, por incapacidade superveniente.

Parágrafo único. Será de pleno direito excluído da sociedade o sócio declarado falido,
ou aquele cuja quota tenha sido liquidada nos termos do parágrafo único do art. 1.026.

- O desvio patrimonial, bem como o desvio de clientela, constituem exemplos de falta grave.

d) Direito de participar das decisões da sociedade

- As deliberações de uma sociedade podem ser tomadas tanto em reunião, quanto em assembleia. Tanto em um
caso, quanto no outro, é preciso observar o quórum de aprovação referente à maioria do capital social (1010,
CC).

Art. 1.010. Quando, por lei ou pelo contrato social, competir aos sócios decidir sobre os
negócios da sociedade, as deliberações serão tomadas por maioria de votos, contados
segundo o valor das quotas de cada um.

E quando há empate ?

- Havendo empate, a preferência é pela decisão que obteve o voto de mais sócios. Se a quantidade de sócios
que tiver optado pelas soluções em conflito for a mesma, a palavra final cabe ao juiz.

Art. 1.010, CC. Quando, por lei ou pelo contrato social, competir aos sócios decidir
sobre os negócios da sociedade, as deliberações serão tomadas por maioria de votos,
contados segundo o valor das quotas de cada um.

§ 1o Para formação da maioria absoluta são necessários votos correspondentes a mais


de metade do capital.

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§ 2o Prevalece a decisão sufragada por maior número de sócios no caso de empate, e,
se este persistir, decidirá o juiz.

Exceções:

a) Modificação do contrato social exige unanimidade (Art. 999, CC)

Art. 999, CC. As modificações do contrato social, que tenham por objeto matéria
indicada no art. 997, dependem do consentimento de todos os sócios; as demais
podem ser decididas por maioria absoluta de votos, se o contrato não determinar a
necessidade de deliberação unânime.

Parágrafo único. Qualquer modificação do contrato social será averbada, cumprindo-se


as formalidades previstas no artigo antecedente.

b) A decisão para venda de imóveis é por maioria de sócios e não por maioria de capital social (Art. 1015,
CC)

Art. 1.015, CC. No silêncio do contrato, os administradores podem praticar todos os


atos pertinentes à gestão da sociedade; não constituindo objeto social, a oneração ou
a venda de bens imóveis depende do que a maioria dos sócios decidir.

5.8 Administrador

a) Nomeação: ocorre no contrato social ou em ato separado (ex.: ata de assembleia).

b) Sócio/não sócio: após o CC-02, ambos podem ser administradores, sendo até mesmo preferível que sejam
contratados administradores profissionais (não sócios).

c) Pessoa Jurídica: não pode ser nomeada como administradora, ainda que componha o quadro societário.

Art. 997. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público,


que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará:

I - nome, nacionalidade, estado civil, profissão e residência dos sócios, se pessoas


naturais, e a firma ou a denominação, nacionalidade e sede dos sócios, se jurídicas;

[...]

VI - as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, e seus poderes e


atribuições;

LEMBRE-SE: Na omissão do contrato, todos os sócios irão administrar a sociedade.

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Art. 1.013. A administração da sociedade, nada dispondo o contrato social, compete
separadamente a cada um dos sócios.

Qualificação Contrato social Ato em separado

Sócio Irrevogáveis Revogáveis

Não-Sócio Revogáveis Revogáveis

5.10 Responsabilidade do administrador

a) Regra geral: é de responsabilidade da sociedade (o administrador não responde!)

- O administrador é uma extensão da sociedade. É o seu presentante na prática dos atos relacionados a gestão
social (Teoria da Presentação - Pontes de Miranda).

Exceções:

a) Culpa do Administrador (1016, CC)

Art. 1.016. Os administradores respondem solidariamente perante a sociedade e os


terceiros prejudicados, por culpa no desempenho de suas funções.

b) Excesso por parte do administrador (1015, CC)

Art. 1015, CC.

[...]

Parágrafo único. O excesso por parte dos administradores somente pode ser oposto a
terceiros se ocorrer pelo menos uma das seguintes hipóteses:

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I - se a limitação de poderes estiver inscrita ou averbada no registro próprio da
sociedade;

II - provando-se que era conhecida do terceiro;

III - tratando-se de operação evidentemente estranha aos negócios da sociedade.

NOTA: O inciso III positiva a Teoria Ultra Vires. De origem inglesa, a Teoria Ultra Vires prevê que a Pessoa
Jurídica só responde pelos atos praticados em seu nome quando compatíveis ao seu objeto. Na contramão da
Teoria Ultra Vires, há a Teoria da Aparência, segundo a qual são válidos os atos praticados em nome da
sociedade, ainda que a possibilidade da prática desses atos não esteja prevista em contrato ou seja estranha aos
negócios da sociedade, desde que, perante terceiros que contratem com a sociedade, exista uma aparência de
que as pessoas que praticaram o ato em nome da sociedade detinham poderes para tanto.

Enunciado 11 da I Jornada de Direito Comercial: A regra do art. 1.015, parágrafo único,


do Código Civil deve ser aplicada à luz da teoria da aparência e do primado da boa-fé
objetiva, de modo a prestigiar a segurança do tráfego negocial. As sociedades se
obrigam perante terceiros de boa-fé.

 Qual a posição do STJ ?

DIREITO COMERCIAL. SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA.


GARANTIA ASSINADA POR SÓCIO A EMPRESAS DO MESMO GRUPO ECONÔMICO.
EXCESSO DE PODER. RESPONSABILIDADE DA SOCIEDADE. TEORIA DOS ATOS ULTRA
VIRES. INAPLICABILIDADE. RELEVÂNCIA DA BOA-FÉ E DA APARÊNCIA. ATO NEGOCIAL
QUE RETORNOU EM BENEFÍCIO DA SOCIEDADE GARANTIDORA. 1. Cuidando-se de ação
de declaração de nulidade de negócio jurídico, o litisconsórcio formado no pólo passivo
é necessário e unitário, razão pela qual, nos termos do art. 320, inciso I, do CPC, a
contestação ofertada por um dos consortes obsta os efeitos da revelia em relação aos
demais. Ademais, sendo a matéria de fato incontroversa, não se há invocar os efeitos
da revelia para o tema exclusivamente de direito. 2. Não há cerceamento de defesa
pelo simples indeferimento de produção de prova oral, quando as partes, realmente,
litigam exclusivamente em torno de questões jurídicas, restando incontroversos os
fatos narrados na inicial. 3. A partir do Código Civil de 2002, o direito brasileiro, no que
concerne às sociedades limitadas, por força dos arts. 1.015, § único e 1.053, adotou
expressamente a ultra vires doctrine. 4. Contudo, na vigência do antigo Diploma
(Decreto n.º 3.708/19, art. 10), pelos atos ultra vires, ou seja, os praticados para além
das forças contratualmente conferidas ao sócio, ainda que extravasassem o objeto
social, deveria responder a sociedade. 4. No caso em julgamento, o acórdão recorrido
emprestou, corretamente, relevância à boa-fé do banco credor, bem como à aparência
de quem se apresentava como sócio contratualmente habilitado à prática do negócio
jurídico. 5. Não se pode invocar a restrição do contrato social quando as garantias
prestadas pelo sócio, muito embora extravasando os limites de gestão previstos
contratualmente, retornaram, direta ou indiretamente, em proveito dos demais sócios
da sociedade fiadora, não podendo estes, em absoluta afronta à boa-fé, reivindicar a

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ineficácia dos atos outrora praticados pelo gerente. 6. Recurso especial improvido
(REsp 704546 / DF RECURSO ESPECIAL 2004/0102386-0, Rel. Min. LUIS FELIPE
SALOMÃO (1140), T4 - QUARTA TURMA, J.01/06/2010, P. DJe 08/06/2010).

CESPE - 2012 - TJ-BA - Acerca da sociedade limitada, assinale a opção correta:

E) Segundo a teoria ultra vires, vigente no ordenamento jurídico brasileiro mesmo antes do advento do atual
Código Civil, a sociedade somente se vincula aos atos praticados por seus administradores caso tenham
pertinência com o seu objeto social, ou seja, se o ato praticado extrapolar os limites contratuais, a sociedade
não será obrigada a observá-lo.

5.11. Dissolução

- A dissolução da sociedade pode ser parcial, quando um ou mais sócios saem da sociedade sem que esta seja
extinta, ou total, quando há encerramento das atividades sociais, operando-se a extinção.

Hipóteses de dissolução parcial

a) Vontade dos sócios – É modalidade de dissolução consensual, na qual os demais sócios não resistem à
saída do sócio que pretende sair.
b) Direito de retirada – É modalidade de dissolução não consensual, na qual os demais sócios resistem à
saída do sócio que pretende desligar-se do quadro societário, devendo este último exercer o seu direito de
retirada.
c) Exclusão do sócio – Ocorre nos casos de falta grave ou remissão.
d) Falecimento/Morte do sócio (1.028 do CC/02) – Regra geral, a morte de um dos sócios implica na
liquidação da sua quota, apurando-se os valores dela decorrentes e depositando-os em juízo (nos autos do
processo de inventário, se houver). Nada impede, porém, que o(s) herdeiro(s), querendo, ingressem na
sociedade, desde que haja previsão desta possibilidade no contrato social e assentimento dos demais sócios.
e) Falência do sócio (e não da sociedade!)
f) Liquidação da quota a pedido do credor

Enunciado n.13 da 1 Jornada de Direito Comercial: “A decisão que decretar a


dissolução parcial da sociedade deverá indicar a data de desligamento do sócio e o
critério de apuração de haveres.”

Apuração de haveres

- A apuração de haveres equivale à avaliação do montante que deve ser pago ao sócio que se retira da
sociedade. O critério de apuração de haveres é definido pelo contrato social, sendo que nos casos de omissão
deve aplicar-se a regra do Art. 1031 do CC.

Art. 1.031 do CC/02 - Nos casos em que a sociedade se resolver em relação a um sócio,
o valor da sua quota, considerada pelo montante efetivamente realizado, liquidar-se-á,
salvo disposição contratual em contrário, com base na situação patrimonial da
sociedade, à data da resolução, verificada em balanço especialmente levantado.

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§ 1° O capital social sofrerá a correspondente redução, salvo se os demais sócios
suprirem o valor da quota.

§ 2° A quota liquidada será paga em dinheiro, no prazo de noventa dias, a partir da


liquidação, salvo acordo, ou estipulação contratual em contrário.

Dissolução Total

a) Vontade dos sócios


b) Decurso do prazo (aplica-se ás sociedades de tempo determinado!)

LEMBRE-SE: Tal como acontece no contrato de locação por prazo determinado, em que a permanência do
locatário no imóvel sem a oposição do locador opera a prorrogação da locação como se por prazo
indeterminado fosse, a continuação das atividades sociais por parte dos sócios mesmo após o decurso do prazo,
opera, ope legis, a transformação da sociedade em sociedade por tempo indeterminado.

c) Falência da sociedade
d) Unipessoalidade por mais de 180 dias – A sociedade simples, excepcionada a hipótese de
unipessoalidade da sociedade de advocacia, é, em regra, plurilateral. Por esta razão, a lei oferece um prazo de
tolerância para que o sócio-fundador da sociedade simples arrume outra pessoa para integrar o quadro
societário. Frustradas as tentativas do sócio, ele tem a opção de transformar a sociedade simples em EIRELI ou,
então, arcar com a sua extinção.
e) Extinção de autorização para funcionamento (Art. 1.033, V do CC)

Art. 1.037, CC. Ocorrendo a hipótese prevista no inciso V do art. 1.033, o Ministério
Público, tão logo lhe comunique a autoridade competente, promoverá a liquidação
judicial da sociedade, se os administradores não o tiverem feito nos trinta dias
seguintes à perda da autorização, ou se o sócio não houver exercido a faculdade
assegurada no parágrafo único do artigo antecedente.

Parágrafo único. Caso o Ministério Público não promova a liquidação judicial da


sociedade nos quinze dias subseqüentes ao recebimento da comunicação, a
autoridade competente para conceder a autorização nomeará interventor com
poderes para requerer a medida e administrar a sociedade até que seja nomeado o
liquidante.

(MP-PR - 2011 - PROMOTOR DE JUSTIÇA) Acerca da sociedade simples, assinale a alternativa correta:

a) o Ministério Público pode postular a dissolução da sociedade no caso de cessação de sua autorização de
funcionamento;

b) cabe ao Ministério Público a fiscalização das atividades da sociedade, participando de suas deliberações;

c) o Ministério Público tem o dever de postular a extinção da sociedade nos casos de não haver pluralidade de
sócios;

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d) caberá ao Ministério Público postular em juízo a dissolução da sociedade nos casos de desacordo entre os
sócios que ponha em risco a sua continuidade;

e) nenhuma das alternativas anteriores está correta.

GABARITO: A

f) Anulação do ato constitutivo


g) Inexequibilidade do objeto social – A inexequibilidade do objeto social equivale as hipóteses que
dificultam a sobrevivência da sociedade no mercado em razão do seu objeto social ser inviável. Essa
inviabilidade pode decorrer de diversos fatores como, por exemplo, a obsolescência tecnológica do produto ou
serviço comercializado. Pensemos, por exemplo, em alguém que pretende produzir máquinas de datilografar ou
de fax nos tempos atuais.

Art. 1.033, CC. Dissolve-se a sociedade quando ocorrer:

I - o vencimento do prazo de duração, salvo se, vencido este e sem oposição de sócio,
não entrar a sociedade em liquidação, caso em que se prorrogará por tempo
indeterminado;

II - o consenso unânime dos sócios;

III - a deliberação dos sócios, por maioria absoluta, na sociedade de prazo


indeterminado;

IV - a falta de pluralidade de sócios, não reconstituída no prazo de cento e oitenta dias;

V - a extinção, na forma da lei, de autorização para funcionar.

Parágrafo único. Não se aplica o disposto no inciso IV caso o sócio remanescente,


inclusive na hipótese de concentração de todas as cotas da sociedade sob sua
titularidade, requeira, no Registro Público de Empresas Mercantis, a transformação do
registro da sociedade para empresário individual ou para empresa individual de
responsabilidade limitada, observado, no que couber, o disposto nos arts. 1.113 a
1.115 deste Código. (Redação dada pela Lei nº 12.441, de 2011) (Vigência)

6. SOCIEDADE LIMITADA

6.1. Legislação Aplicável

- A legislação que regula as sociedades limitadas está prevista nos Arts. 1052 e s.s do CC. No entanto, havendo
omissão quanto a alguma das matérias relacionadas a este tipo societário, aplica-se, por força de lei, o
regramento das sociedades simples ou, ainda, das sociedades anônimas, quando houver previsão de regência
supletiva no contrato social.

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Art. 1.053 do CC. A sociedade limitada rege-se, nas omissões deste Capítulo, pelas
normas da sociedade simples.

Parágrafo único. O contrato social poderá prever a regência supletiva da sociedade


limitada pelas normas da sociedade anônima.

(VUNESP - 2011 - TJ-SP – JUIZ) No tocante à sociedade limitada, é correto afirmar que

a) nas omissões do respectivo capítulo do Código Civil que a regulamenta e do seu contrato social, rege-se pelas
normas atinentes à sociedade anônima.

b) a deliberação em assembleia será obrigatória se o número dos sócios for superior a dez, mas a reunião ou a
assembleia torna-se dispensável quando todos os sócios decidirem, por escrito, sobre a matéria que seria objeto
dela.

c) a administração atribuída no contrato a todos os sócios estende-se, de pleno direito, aos que posteriormente
adquiram essa qualidade.

d) o capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio, permitida
contribuição que consista em prestação de serviços.

e) estabelecido um Conselho Fiscal, seus membros não poderão ser remunerados.

Gabarito: B

(TJMG – VUNESP – 2012 – JUIZ) - Com relação à sociedade limitada, assinale a alternativa correta.

a) Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas e cada um
responde individualmente pela integralização do capital social.

b) A sociedade limitada rege-se, nas omissões das disposições específicas do Código Civil, pelas normas da
sociedade simples. Todavia, o contrato social poderá prever a regência supletiva da sociedade limitada pelas
normas da sociedade em comandita simples.

c) Pode o contrato instituir conselho fiscal composto de três ou mais membros e respectivos suplentes, sócios
ou não, residentes no País e eleitos pela assembleia anual. Nesse caso, haverá restrição a alguns dos poderes da
assembleia dos sócios.

d) Na omissão do contrato, o sócio pode ceder sua quota, total ou parcialmente, a quem seja sócio,
independentemente de audiência dos outros, ou a estranho, se não houver oposição de titulares de mais de um
quarto do capital social.

Gabarito: D

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(VUNESP – JUIZ SUBSTITUTO - TJ/RJ- 2016) A sociedade limitada rege-se pelas disposições do Código Civil, e nas
omissões deste, não havendo previsão no contrato social acerca da regência supletiva, pelas normas aplicáveis à
sociedade

(A) em comandita por ações.

(B) simples.

(C) em comandita simples.

(D) anônima.

(E) em conta de participação.

Gabarito: B

6.2. Características

(i) A sociedade limitada é uma sociedade contratual, o que significa que o seu ato constitutivo é o contrato
social. Este contrato deve observar os princípios contratuais do Direito Civil, atentando-se para as
especificidades deste tipo de negócio jurídico. A natureza contratual da limitada traz consigo características
importantes como a liberdade de contratar, elemento que não aparece com tanta força em tipos societários não
contratuais, como a Sociedade Anônima (S.A).

(ii) A sociedade limitada pode ter natureza empresária (ex.: Ford, Nestlé, Wall Mart, Sony, etc...) ou simples (ex.:
clínicas médicas).

(iii) Nome empresarial, ela pode adotar:

a) Firma social (ex. Alexandre Dantas e Renata Franco restaurante LTDA)

b) Denominação (ex. Gato Sabido comércio de papelão LTDA).

6.3. Responsabilidade do Sócio (art. 1.052 do CC)

Art. 1.052 do CC - Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao


valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do
capital social.

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Subscrição (= ato de Integralização (=ato de
comprometimento) pagamento)
Ponte Pretano 40% 40%
Flamenguista 30% 30%
São Paulino 20% 20%
Corinthiano 10% 10%

- A partir do momento em que o sócio integraliza o capital social, não há mais responsabilidade de sua parte.

Ex.: Imaginemos que o valor total do capital social da sociedade limitada “L”, na qual houve integralização por
parte de todos os sócios, seja de R$ 100.000,00. Se o Banco “B” é credor da sociedade no valor de R$ 130.000,00
e propõe uma ação de execução na qual consegue obter o pagamento dos R$ 100.000,00 que compõe o capital
social, não há como ele executar os sócios pelo que resta (R$ 30.000,00), uma vez que ao contratar com a
sociedade “L”, “B” já sabia dessa limitação contratual. Por esta razão, é comum os Bancos, no momento da
contratação, exigirem que o sócio figure como avalista no contrato.

Subscrição Integralização
Ponte Pretano 40% 40%
Flamenguista 30% 30%
São Paulino 20% [REMISSO]
Corinthiano 10% 10%

- Não havendo integralização por parte de qualquer dos sócios, todos eles respondem solidariamente pelo que
restar da dívida exequenda. Tomando-se como parâmetro o exemplo acima, poderá o Banco “B” exigir os R$
30.000,00 de qualquer dos sócios.

Exceções (Quando a responsabilidade se estende ao patrimônio dos sócios ?):

a) Dívida Trabalhista

b) A ausência de registro: Nos termos do Art. 985 do CC, é o registro que confere personalidade jurídica as
sociedades. Logo, não havendo registro, não há que se falar em limitação da responsabilidade, posto que, neste
caso, o tratamento atribuído pela lei às sociedades sem registro é o da sociedade em comum.

c) Casos de desconsideração da personalidade jurídica

d) Violação do art. 977 do CC

e) Em caso de dívida tributária quem responde é o administrador (Art. 135, III CTN)

6.4. Quotas Sociais

a) Quotas Iguais/Desiguais (1055, CC)

Art. 1.055, CC. O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma
ou diversas a cada sócio.

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§ 1° Pela exata estimação de bens conferidos ao capital social respondem
solidariamente todos os sócios, até o prazo de cinco anos da data do registro da
sociedade.

§ 2° É vedada contribuição que consista em prestação de serviços.

b) Formas de integralização:

- A integralização pode ser feita com dinheiro, bens (móveis e imóveis) e créditos.

ATENÇÃO: No caso da integralização de imóveis, não haverá, em regra, incidência do ITBI (Art. 156, §2º da CF).

Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:

[...]

II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por
natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia,
bem como cessão de direitos a sua aquisição;

§ 2º O imposto previsto no inciso II:

I - não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de


pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos
decorrente de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se,
nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses
bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil;

LEMBRE-SE: Nos termos do §2º do 1055 do CC, não é possível integralização via prestação de serviços.

Obs.: Responsabilidade pela integralização

- Imaginemos que A, B e C tenham, respectivamente, 30%, 20% e 50% do capital social de uma limitada e que o
primeiro integralizou o capital por meio de um imóvel que ele, sócio A, diz valer R$ 30.000,00. Ocorre, porém,
que o valor real do imóvel, verificado em ação de execução movida por um dos credores da sociedade, é de R$
10.000,00. Como fica, neste caso, a responsabilidade dos sócios ? Considerando que era dever de B e C verificar
a exatidão do valor do imóvel no momento da integralização, a diferença de R$ 20.000,00 poderá ser cobrada de
qualquer um dos três sócios, nos termos do §1º do Art. 1055 do CC. Nesse sentido é o Enunciado nº 12 da I
Jornada de Direito Comercial:

Enunciado n 12 da 1 Jornada de Direito Comercial: “A regra contida no art. 1.055, § 1º,


do Código Civil deve ser aplicada na hipótese de inexatidão da avaliação de bens
conferidos ao capital social; a responsabilidade nela prevista não afasta a
desconsideração da personalidade jurídica quando presentes seus requisitos legais.”

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- Conforme o art. 1.055, §1° do CC, pela estimação dos bens os sócios respondem solidariamente pelo prazo de
5 anos da data do registro da sociedade.

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