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O SATUARIO CELESTIAL

Segundo os adventistas, Jesus, de Sua ascensão ao Céu até 1844, oficiou no


primeiro compartimento do Santuário Celestial. Mas, a partir de então (1844), Ele
oficia no segundo compartimento, que é o Santo dos Santos. Para sermos claros,
sintéticos e objetivos na refutação a essa heresia, transcrevemos Hb. 9.12, da
Edição Revista e Atualizada no Brasil: “Não por meio de sangue de bode e de
bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por
todas, tendo obtido eterna redenção”. Isto prova cabalmente que Cristo entrou no
Santo dos Santos no século I, e não no século XIX. (Optamos pela versão acima
identificada porque está usando de maior fidelidade ao original, por considerar o
vocábulo agia, à luz do contexto, registra “Santo dos Santos” e não “santuário”,
como o faz a Edição Revista e Corrigida, e outras versões.

Talvez os “eruditos” adventistas questionem este nosso parecer, alegando que Hb.
9.12 está mal traduzido na Edição Revista e Atualizada, visto que o vocábulo original
traduzido por Santo dos Santos é HAGÍA (lê-se raguía [Neste caso o “r” tem o valor
do “h”, em inglês, ou do “j” em espanhol]) que significa santuário, e não HAGÍA
HAGÍÔN (lê-se raguía raguíon), que significa Santo dos Santos; mas, se
apresentarem este frágil argumento, ajude-os, ó leitor, a compreenderem que tanto o
primeiro compartimento do tabernáculo, quanto o segundo, são chamados de
santuários no original. Para vermos isto basta lermos, no original, ou até mesmo na
Edição Revista e Corrigida, Hb. 9.25, que diz textualmente que “o sumo sacerdote
cada ano entrava no santuário”. Que santuário é este? Não está claro, à luz de Hb.
9.7 que o santuário de Hb. 9.25 é mesmo, o Santo dos Santos? E, se a palavra
santuário em Hb. 9.25, se refere ao Santo dos Santos, por que esta mesma palavra,
constante de Hb. 9.12, não pode estar se referindo ao Santo dos Santos?

À luz de todo o capítulo 9 de Hebreus, se pode ver que o tabernáculo era dividido
em dois compartimentos e que cada um destes compartimentos era chamado de
tabernáculo, bem como de santuário; assim sendo, além do segundo compartimento
possuir um nome exclusivamente seu, a saber, o de Santo dos Santos, tinha mais
dois nomes em comum com o primeiro compartimento, que são os nomes de
santuário e tabernáculo. O segundo compartimento é chamado de segundo
tabernáculo (9:2, 3,6,7).
Diz mais a Bíblia: “… até ao interior do véu onde Jesus, nosso precursor, entrou por
nós, feito eternamente sumo sacerdote…” (Hb. 6.19-20). Esta é mais uma prova
bíblica de que, nos dias do autor da Epístola aos Hebreus, Jesus já havia entrado no
Santo dos Santos. O texto diz textualmente: “… Jesus… entrou…”. E onde foi que
Jesus entrou? A Bíblia responde: “… até ao interior do véu…”. A que véu se refere
aqui? Sabemos que existiam no Tabernáculo dois véus: o que ficava na porta de
acesso ao Santo Lugar, isto é, ao primeiro compartimento do santuário; e o que
separava o primeiro compartimento do segundo, chamado de Santíssimo Lugar ou
Santo dos Santos.

Já que existiam dois véus, de qual deles trata Hb. 6.19-20? A resposta honesta é
que sempre que a Bíblia liga um episódio ao segundo véu, apenas chama-o de “o
véu”. Por exemplo, qual foi o véu que segundo Mt. 27.51 rasgou-se de alto abaixo?
Naturalmente, o segundo véu. Com esta conclusão a senhora White concordava em
gênero, número e grau. Senão, vejamos: “… ao irromper dos lábios de Cristo o
grande brado: ‘está consumado’, oficiavam os sacerdotes no templo…”. Com ruído
rompe-se de alto a baixo o véu INTERIOR do templo, rasgado por mão invisível,
expondo aos olhares da multidão um lugar dantes pleno da presença divina. Ali
habitava o shekinah. Ali manifestava Deus, sua glória sobre o propiciatório; ninguém,
senão o sumo sacerdote, jamais erguera o véu que separava esse compartimento
do resto do templo. Nele penetrava uma vez por ano para fazer expiação pelos
pecados do povo. Mas eis que esse véu é rasgado em dois. O santíssimo do
santuário terrestre não mais é um lugar sagrado…” (O Desejado de Todas as
Nações, pg. 564, grifo nosso). Ora, se o véu mencionado em Mt. 27.51 refere-se ao
véu interior, por que o véu abordado em Hb. 6.19-20 não pode ser aquele mesmo
véu? E se este véu é o véu interior, então Jesus entrou no Santo dos Santos quando
ascendeu ao Céu, no século I.

A estorieta da purificação do santuário a partir de 1.844 presta-se tão-somente para


cobrir o vergonhoso passado dos adventistas do sétimo dia. Isto só lhes é
necessário até que assumam que erraram e se retratem, como bem o fez Willian
Miller, o fundador dessa seita.

Simplificando, a heresia acerca da purificação do Santuário Celestial nasceu assim:


Um pregador batista, interpretando erradamente Dn. 8.14, concluiu que a Terra, qual
santuário profanado desde a queda de nossos primeiros pais (Adão e Eva) no
Jardim do Éden, seria purificada dentro de 2.300 anos, a contar do ano 457 a.C.;
esta matemática leva ao 1.844 d.C.. Assim: Do ano 457 a.C. ao ano 1 a.C. temos
456 anos. Do ano 1 a.C. ao ano 1.844 temos 1.844 anos. E a soma destes valores
corresponde a 2.300 anos. Também, se subtrairmos 456 de 2300, obtemos 1.844.O
referido Miller concluiu então que Jesus voltaria à Terra em 1.844 para purificá-la e
transformá-la em paraíso como no princípio; chegou e se foi o aprazado ano, mas
Jesus não veio conforme o esperado. Miller reconheceu o seu erro e, arrependido,
reconciliou-se com sua ex-igreja, onde permaneceu fiel e humilde até a morte.
Porém, uma boa parte dos que haviam se unido a Miller começou a dizer que a
interpretação de Miller, errada quanto ao local, estava certa quanto à data. Segundo
eles, até 1.844, Cristo havia oficiado no primeiro compartimento celestial chamado
santo; a partir daí, Ele passou para o compartimento chamado Santo dos Santos ou
Santíssimo e se pôs a purificá-lo.

Sobre a matemática acima, os adventistas cometem os seguintes equívocos:

1º) Associam arbitrariamente Dn. 8.14 com 9.25;


2º) pensam que o ponto de partida apontado pelo anjo em Dn. 9.25, que diz que
“desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém”, é o ano 457 a.C.,
mas a História Universal deixa claro que isto ocorreu em 445 a.C.. O que se deu em
457 a.C. foi o embelezamento do templo bem como a restauração do culto, a cargo
de Esdras (Ed. 7). Basta lermos Neemias capítulo 2 para vermos que a ordem para
reedificar a cidade de Jerusalém verdadeiramente foi expedida no ano vigésimo do
rei Artaxerxes. E ainda estamos para ver uma enciclopédia que diga que essa data
não foi o ano 445 a.C.! Realmente, o evento do qual trata Esdras 7 se deu em 457,
mas o cumprimento de Dn. 9.25, que serve de ponto de partida para a contagem das
70 semanas ocorreu em Ne. 2. O versículo 5 o diz textualmente: “… peço-te que me
envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a edifique”. Assim,
os adventistas cometem dois erros ao mesmo tempo: Erram por associarem
arbitrariamente os capítulos 8 e 9 de Daniel, e erram por acharem que o ponto de
partida do qual trata Dn. 9.25 é o tema de Esdras 7, quando já vimos que só o
episódio de Neemias 2 satisfaz as exigências.
3º) Segundo os adventistas, as 2.300 tardes e manhãs equivalem a 2.300 dias
proféticos, isto é, 2.300 anos. Ora, segundo Gn 1.5, uma tarde e uma manhã
correspondem a um dia; logo, 2.300 tardes e manhãs equivalem a 1.150 dias. Sim,
porque para 2.300 dias necessitamos de 2.300 tardes + 2.300 manhãs. Veja que Dn
8.14 tão-somente está dizendo que se somar as tardes às manhãs, chega-se ao
número 2.300. Ora, se uma tarde e uma manhã são um dia, então duas tardes e
duas manhãs, ou seja, quatro tardes e manhãs, correspondem a 2 dias. E se 4
tardes e manhãs são 2 dias, desnecessário se faz sermos peritos em matemática
para sabermos que 2.300 tardes e manhãs são 1.150 dias. Deste modo, mesmo
adventistando estes dias, para que correspondam a 1.150 anos, e determinando
aleatoriamente que o ponto de partida é o referencial indicado em Dn 9.25, e
localizando-o equivocadamente em Esdras7, que data de 457 a.C. (e não
acertadamente em Ne. 2, que data de 445 a.C.) não chegamos a 1.844 d.C., e sim,
ao ano 694 d.C.. Veja a aritmética abaixo:

1.150

-456

694

A profecia de que trata Dn. 8.14 se cumpriu em 165 a.C.. Trata-se de 1.150 dias, e
não 2.300 anos. Refere-se ao período em que o rei Antíoco Epifânio, inimigo dos
judeus, decidiu exterminá-los juntamente com a religião deles. Ele profanou o templo
dos judeus, chegando a sacrificar sarcasticamente um porco sobre o altar. Esta
profanação, prevista em Dn. 8.12-13, durou apenas o tempo previsto em Dn. 8.14,
isto é, 1.150 dias (ou seja, três anos e meses). É que Judas Macabeus, com a ajuda
de Deus, obteve vitórias sobre Antíoco e seu exército. Esta história está registrada
em I Macabeus, livro apócrifo existente nas Bíblias católicas. Este é apenas um livro
histórico de grande valor, pois não é a Palavra de Deus. Há dois livros com este
nome.

Talvez o leitor não tenha entendido o porquê de afirmarmos que 2.300 tardes e
manhãs são 1.150 dias. Por que o número de dias corresponde exatamente à
metade do total das tardes e manhãs? O raciocínio é o seguinte: Se alguém disser
que na empresa tal trabalham 2.000 homens e mulheres, não se deve entender que
trabalhem lá 2.000 homens e 2.000 mulheres e, sim, que a soma dos homens e
mulheres que lá trabalham corresponde a 2.000 pessoas. De igual modo, 2.300
tardes e manhãs não são 2.300 tardes + 2.300 manhãs. E como 1 tarde + 1 manhã
correspondem a 1 dia, 2.300 tardes e manhãs equivalem, portanto, a 1.150 dias.

Os adventistas às vezes tentam contradizer a interpretação da profecia de Dn. 8.14,


que se cumpriu no século II antes de Cristo, citando Dn. 8.26, que diz que a profecia
só se cumpriria depois de muitos dias; estes muitos dias são, segundo eles, uma
referência ao final dos tempos. “Assim sendo”, dizem eles, “não pode ter se
cumprido antes de Cristo vir ao mundo”. Assim argumentam para esticarem a data
até 1.844 e deste modo cobrirem o seu vergonhoso passado. A desconcertante
matemática dos adventistas seria desnecessária se a Sra. White e seus
correligionários, que fundaram o Adventismo, seguissem o belo exemplo de Willian
Miller que humildemente confessou que errou e voltou à sua igreja, pedindo perdão
a Deus e aos irmãos em Cristo. Ele foi humilde até a sua morte.

Realmente, não precisamos esticar “os muitos dias” de Dn. 8.26 até 1844; há várias
profecias para os últimos dias que se cumpriram há quase 2.000 anos. Por exemplo,
o profeta Joel profetizou que NOS ÚLTIMOS DIAS o Espírito Santo seria derramado
sobre toda carne (2.28). Esta profecia se cumpriu há quase 2.000 anos (At. 2.16). A
promessa de enobrecer as terras de Zebulom e de Naftali foi feita para os últimos
tempos (Is. 9.1-2). Não obstante, porém, cumpriu-se já há quase 2.000 anos,
segundo Mt. 4.14-16.
A alegada purificação do santuário celestial que os adventistas teimam em dizer que
começou em 1844, como já sabemos, é rotulada também por eles de Juízo
Investigativo. Crêem os adventistas que os pecados dos que morreram fazendo a
vontade de Deus, embora perdoados, não estavam cancelados, pois permaneceram
no livro de registros pelo menos até 1844. A partir daí, Cristo está investigando caso
a caso e, quando concluir esta investigação (a qual inclui todos os vivos [cristãos e
não-cristãos]), Ele virá buscar a Sua Igreja. Logo, Jesus ainda não concluiu esse
escrutínio, visto que, de outro modo, Ele já teria vindo. Assim se vê que os
adventistas têm uma idéia muito pequena da Augusta Pessoa de Jesus. Pense
nestas perguntas: 1) Será que o onisciente e onipotente Jesus levaria tantos anos
para examinar estes casos? Hoje são 11 de março de 2007, e, portanto, já faz 163
anos que tudo começou (2007-1844= 163); 2) Será que no Céu existe, literalmente,
uma pilha de livros? 3) Será que quando a Bíblia diz que todas as ações dos
homens estão sendo registradas em livros, livros estes que serão abertos no Dia do
Juízo, não quer dizer apenas que Deus está atento a todos os nossos atos, que
responderemos por todos os nossos feitos, e que o galardão será à base das obras?
Imaginar Deus de caderninhos na mão fazendo anotações (ou encarregando os
anjos de fazê-lo, como o supõem os adventistas), é ter uma péssima idéia de Deus.
Aliás, esse negócio de pecado perdoado, mas não cancelado, pregado pelos
adventistas em O Conflito dos Séculos, páginas 488-489, e Nisto Cremos, página
418, é doutrina estranha à fé cristã. Isso cheira a Catolicismo. Biblicamente não há
diferença entre perdão e cancelamento de pecado. Isso cheira a Santa Sé, não é
mesmo?

Como sabemos, os adventistas pregam que a purificação do santuário celestial


INICIOU-SE em 1844; mas o que está previsto em Dn. 8.14 é a purificação, e não o
início da purificação. Não se diz lá: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e
INICIAR-SE-Á a purificação do santuário”. O que está escrito lá é que “até duas mil e
trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”, isto é, dentro deste
período, dar-se-ia a purificação do santuário. Logo, se as coisas fossem como os
adventistas pensam, o Juízo Investigativo teria iniciado em 457 a.C., e terminado em
1844.

Atentemos para o fato de que o versículo 14 do capítulo 8 de Daniel, é a resposta à


pergunta formulada no versículo 13; e a referida pergunta não foi: “Quando se
iniciará a purificação?…”. Mas sim: “Até quando durará… para que seja entregue o
santuário, a fim de serem pisados?”. É bom sabermos qual foi a pergunta, pois
facilita a compreensão da resposta. Além disto, a resposta não foi: “Iniciar-se-á a
purificação”, mas sim, “e o santuário será purificado”.

Os adventistas afirmam, como já sabemos, que Jesus esteve até 1844 oficiando no
compartimento chamado “Lugar Santo” e que, a partir de então Ele passou para o
compartimento chamado “Lugar Santíssimo” ou “Santo dos Santos”. Ora, sabemos
pela Bíblia que Jesus, ao subir ao Céu, assentou-se à destra de Deus no seu trono
(Mc. 16.19, Ap. 3.21). Ora, será que há no Céu algum lugar mais santo do que o
outro? E se há, será que há algum lugar no Céu mais santo do que o trono de Deus?
Obviamente que não, mas os adventistas querem pôr isto na nossa cabeça, quando
nos dizem que a partir de 1844 Cristo passou do Lugar Santo para o Lugar
Santíssimo.
Incoerência é o que há em fartura nos escritos de Ellen G. White. Já vimos que ela
afirmou que os pecados dos verdadeiros servos de Deus que morreram na graça,
estavam, estão e estarão perdoados, mas não cancelados, até que seus casos
sejam averiguados por Jesus, o que se dará durante o Juízo Investigativo que o
Senhor Jesus Cristo empreende desde 1.844. Só então, os pecados serão
cancelados ou extintos. A esta altura, um leitor que não conheça todas as heresias
dessa mulher, poderá pensar que, até que enfim, a novela acabou. Porém, ledo
engano, pois ela sustenta que o diabo arrostará com os pecados dos verdadeiros
penitentes depois do milênio, quando então ele será lançado no lago de fogo. Ora,
se os pecados foram extintos durante o Juízo Investigativo, como lançá-los depois
sobre o diabo no dia final? Afinal de contas, o pecado foi extinto ao término do Juízo
Investigativo ou não foi? Lembre-se que os adventistas, inspirando-se nos escritos
de Ellen White crêem que, ao término da purificação do santuário (ou Juízo
Investigativo), Cristo virá e arrebatará a Igreja ao Céu, onde ela passará mil anos.
Depois disso é que virá o juízo final, quando então o diabo arrostará com os
pecados que, segundo ela mesma disse, já haviam sido extintos mais de mil anos
antes. Dá para entender essa barafunda? Mas essa é a profetisa dos
“remanescentes”.

A “Revista Adventista” de março de 1973, alega que a profanação do santuário


causada por Antíoco Epifânio durou, na melhor das hipóteses, 1130 dias, mas
nunca, 1150 dias, tempo este exigido pela profecia, se as 2300 tardes e manhãs
correspondessem realmente a 1150 dias. De fato, se formos rígidos aritméticos,
jamais acharemos o número exato, ao basearmos em I Macabeus 1.57; e 4.52. Para
este problema sugerimos duas possíveis soluções:

1ª) Macabeus, embora sejam livros históricos de grande valor, não gozam de
infalibilidade, visto que não foram escritos sob inspiração divina. Por conseguinte,
podemos até citá-los de passagem, sem nos esquecermos, porém, que o nosso
“cavalo de batalha” é a Bíblia Sagrada. É ela que dará a palavra final; 2ª) os
números na Bíblia são, às vezes, arredondados, ou para mais, ou para menos. Há
vários exemplos disso. Contudo, veremos agora somente um caso. Em Gn. 15:13
Deus disse que os descendentes de Abraão habitariam no Egito por 400 anos. Mas
Êx. 12:40, 41; e Gl. 3:17, nos informam que o tempo exato foi de 430 anos.
Que o período da profanação aludida em Dn 8.13-14, são de 1150 dias, é posição
defendida quase que por unanimidade pelos mais abalizados peritos bíblicos. Por
exemplo, os comentaristas da Bíblia de Estudo Pentecostal, explicam Dn 8.14
assim: “a purificação do santuário ocorreu três anos e dois meses depois de o altar
do Senhor ter sido removido por Antíoco. Cada par de ‘tardes e manhãs’ representa
um dia literal (…) Assim, o período decorrido foi de 1150 dias”.
Segundo Ellen White, é após a conclusão do trabalho de que trata o Juízo
Investigativo (o que implica, como eu já informei, em averiguar o caso de toda a
Humanidade (mortos e vivos), que Jesus voltará. Ela disse ainda, que haverá um
tempo não revelado a nós, entre o fim do Juízo Investigativo, e a vinda de Jesus
para arrebatar a Igreja. Nesse espaço de tempo, ninguém mais poderá se converter
e se salvar (Cf.: O Conflito dos Séculos, capítulo 28. Sugiro que você leia todo este
capítulo). É que, segundo ela, o tempo da graça terá, então, findado. Ora, se assim
é, talvez estejamos evangelizando em vão. A partir de 1844, já não há mais como
garantir ao pecador: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (At
16.30), visto que podemos estar naquele espaço de tempo existente entre o fim do
Juízo Investigativo, e a vinda de Cristo para arrebatar a Sua Igreja, período este que,
segundo Ellen White, a porta da graça estará fechada. Mas, astuciosa e
incoerentemente, os chefões do Adventismo não passam essa insegurança em seus
sermões. E essa sonegação de informação é, sim, indício de desonestidade. É! Um
abismo chama outro abismo! Podemos considerar como genuinamente cristã, uma
“igreja” que não assegura a salvação dos que crêem no Evangelho? Os poderosos
chefões do Adventismo dirão que eles não o fazem, mas há aqui as seguintes
dificuldades: 1) Se não o fazem, são hipócritas, o que também descaracteriza
qualquer associação que arrogue a si o título de cristã; 2) Fazem sim, e por escrito,
pois difundem o livro O Conflito dos Séculos, op. cit., fruto da maldita pena de Ellen
White, que garante que assim é. Este diabólico livro é apresentado ao público ledor,
como obra de grande valor, do qual se diz até que é tão inspirado por Deus quanto a
Bíblia (Veremos isso no capítulo IX).
Estribamo-nos em Gn. 1: 5, para mostrar que um par de “tarde e manhã”
corresponde a um dia. Mas, obviamente, as tardes e manhãs de Dn 8.14
correspondem às nove horas da manhã e às três da tarde, já que o contexto fala de
sacrifícios, e era nestes horários que se sacrificava a Iavé. Isto, porém, em nada
altera o nosso raciocínio anterior, segundo o qual 2300 tardes e
manhãs representam 1150 dias; visto que, de qualquer forma, continuamos tendo
1150 pares de “tardes e manhãs”.