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SIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO

DE UMA DAS VARAS CÍVEIS DA COMARCA DE LORENA –

SP.

Fulano, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG n. e

do CPF n., endereço eletrônico, residente e domiciliado na Rua n.,

Bairro, Cidade, por intermédio de seu bastante procurador

signatário, conforme instrumento de procuração anexo, portador

da inscrição profissional OAB, vem, perante Vossa Excelência,

com todo o acatamento e respeito, com fundamento nos arts. 318

e seguintes do Código de Processo Civil, propor a presente

Ação de Indenização

Em face de Beltrana, nacionalidade, estado civil, profissão,

portadora do RG n. e do CPF n., endereço eletrônico, residente e

domiciliada na Rua n., Bairro, Cidade, pelos motivos de fato e de

direito a seguir deduzidos.

Fatos

No dia 15 de janeiro de XXXX, o Autor estacionou seu veículo

marca CC, placas, em frente ao prédio de apartamentos

denominado Joia de Ouro, na altura do n. da Rua. O carro ficaria

ali estacionado, regularmente, por aproximadas 2 (duas) horas,

enquanto o autor realizava atendimento técnico de informática na

empresa Notorious, num prédio em frente ao local, tudo conforme

documentação anexa (cópia de orçamento e nota fiscal do serviço

realizado).

Ao retornar para o local do estacionamento de seu veículo,

percebeu o Autor que estava ele cercado por outras pessoas e

nitidamente danificado. Chegando mais perto, verificou que o capô

e o vidro do teto solar estavam danificados, bem como quebrado

estava o para-brisa, e a lataria amassada e arranhada em

diversos pontos (fotos anexas). O Autor verificou ainda que dentro

do veículo estava um vaso grande de barro com terra e planta,


sendo certo que ficou constatado que o objeto caiu da janela de

algum apartamento do prédio em frente ao estacionamento,

ocasionando referidos danos, tudo conforme relatado na cópia

anexa do Termo Circunstanciado lavrado pela Autoridade Policial.

Conversando com o síndico do condomínio, e conforme as

declarações prestadas por ele no Termo Circunstanciado, o vaso

caiu da janela central do apartamento da Ré, sendo que esta, no

mesmo documento, afirma que se descuidou ao colocá-lo no beiral

da janela.

Diante do ocorrido, o Autor suportou vários prejuízos. Além dos

danos materiais emergentes no valor de R$ 12.000,00 (doze mil

reais), conforme orçamentos de três concessionárias e nota fiscal

de peças e serviços anexos, o Autor deixou de atender, durante o

período em que o veículo esteve na oficina, aproximadamente 25

(vinte e cinco) clientes, acarretando um prejuízo de R$ 20.000,00

(vinte mil reais) a título de lucros cessantes, conforme

declarações, pedidos de visita técnica e orçamentos anexos.

Fundamentos Jurídicos

A atitude da Ré deu causa aos danos suportados pelo Autor,

configurando ilícito civil e gerando o dever de reparar o dano por

parte daquela. Inclusive, apesar de estar nitidamente demonstrada

a culpa da Ré, na modalidade de imprudência, ao deixar o vaso no

beiral da janela, certo é que sua responsabilidade é objetiva, ou

seja, a sua responsabilidade pela reparação dos danos ocorre

independente de culpa, conforme previsão do art. 938 do Código

Civil brasileiro.

A Ré, instada extrajudicialmente a cumprir com sua obrigação de

reparar os danos causados, quedou-se inerte até o presente

momento, não havendo outra maneira de o Autor ver respeitado

seu direito e reparados seus prejuízos senão por meio da tutela

jurisdicional.
Portanto, considerando que o causador dos prejuízos é obrigado

a reparar os danos causados, isto é o que deverá ser feito pela

Ré, na melhor forma de direito e nos moldes abaixo apontados.

Pedidos

Diante de todo o exposto, é a presente para requerer a Vossa

Excelência:

a) a condenação da Ré ao pagamento de R$ 32.000,00 (trinta e

dois mil reais) a título de danos materiais emergentes e lucros

cessantes, tal qual descrito acima, devidamente atualizados e

corrigidos, bem como acrescidos de juros desde a data do fato;

b) que ao final os pedidos da presente ação sejam julgados

totalmente procedentes, bem como seja a Ré condenada ao

pagamento das custas, das despesas processuais e dos

honorários advocatícios de sucumbência.

Requer-se a designação da audiência de conciliação nos termos

do art. 319, inciso VII, do Código de Processo Civil.

Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em

direito admitidos, principalmente prova oral, com depoimento

pessoal e oitiva de testemunhas, prova documental e prova

pericial.

Dá-se à presente causa o valor de R$ 32.000,00 (trinta e dois mil

reais).

Nestes termos,

pede deferimento.

Local e data.

Advogado.

OAB

• Ação estimatória (quanti minoris)

• (Exame 125 OAB/SP)

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO


DE UMA DAS VARAS CÍVEIS DA COMARCA DE CAMPINAS

– SP.

José Maria, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG

n. e do CPF n., endereço eletrônico, residente e domiciliado na

Rua n., Bairro, Cidade, por intermédio de seu bastante procurador

signatário, conforme instrumento de procuração anexo, portador

da inscrição profissional OAB, vem, perante Vossa Excelência,

com todo o acatamento e respeito, com fundamento nos arts. 318

e seguintes do Código de Processo Civil, propor a presente

Ação Estimatória

Em face de Beltrana, nacionalidade, estado civil, profissão,

portadora do RG n. e do CPF n., endereço eletrônico, residente e

domiciliado na Rua n., Bairro, Cidade, pelos motivos de fato e de

direito a seguir deduzidos.

Fatos

Conforme documentação anexa, o Autor comprou do Réu uma

imagem de Santa Rita de Cássia, de vinte e cinco centímetros de

altura, sendo que, segundo as informações do vendedor e o

constante da própria nota fiscal anexa, tal imagem seria

constituída toda em ouro. O preço de R$ 58.000,00 (cinquenta e

oito mil reais) foi pago à vista e em dinheiro, sendo que consta

também do recibo que a imagem era inteiramente forjada em ouro

18k.

Ao receber a imagem em sua residência, entretanto, o Autor

pôde conferir que ela não era em ouro maciço, e sim forjada em

um metal inferior e banhada a ouro. Receoso, o Autor levou a

estátua a um especialista, que a avaliou em R$ 20.000,00 (vinte

mil reais), conforme laudo técnico anexo.

Procurado pelo Autor, o Réu recusa-se a devolver a quantia paga

a maior, não havendo outra forma de solução do presente litígio

senão por meio da tutela jurisdicional.


Fundamentos Jurídicos

Considerando que a relação jurídica estabelecida entre as partes

é um contrato de compra e venda, certo é que o alienante tem o

dever jurídico de garantir que o objeto transferido não apresente

qualquer dos vícios legais contratuais, q