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Assuntos da Rodada Rodada Extra Direito do Trabalho Prof. Milton Saldanha e Profa. Alessandra Vieira
Assuntos da Rodada Rodada Extra Direito do Trabalho Prof. Milton Saldanha e Profa. Alessandra Vieira

Assuntos da Rodada

Rodada Extra Direito do Trabalho

Prof. Milton Saldanha e Profa. Alessandra Vieira

DIREITO DO TRABALHO: Princípios e fontes do Direito do Trabalho. Hierarquia das fontes do Direito do Trabalho. Direitos constitucionais dos trabalhadores (art. 7º da CF/1988). Relação de trabalho e relação de emprego: requisitos e distinção; relações de trabalho lato sensu. Sujeitos do contrato de trabalho stricto sensu: empregado e empregador: conceito e caracterização; poderes do empregador no contrato de trabalho. Grupo econômico e sua repercussão nas relações de emprego; da sucessão

de empregadores: conceito, caracterização e sua implicação ao contrato de trabalho; da responsabilidade solidária por créditos trabalhistas; terceirização e flexibilização. Contrato individual de trabalho: conceito, classificação, modalidades e características. Profissões regulamentadas. Alteração do contrato de trabalho: alteração unilateral e bilateral; o jus variandi. Transferência do empregado: conceito, limitações e características. Suspensão e interrupção do contrato de trabalho: caracterização, distinção e reflexos no contrato de trabalho. Hipóteses de suspensão e de interrupção do contrato de trabalho. Rescisão do contrato de trabalho. Modalidades de rescisão do

contrato de trabalho. Aviso prévio: prazo de duração. Estabilidade e garantias provisórias de emprego: espécies de estabilidade; despedida e reintegração de empregado estável. Duração do trabalho; jornada de trabalho; períodos de descanso; intervalo para repouso e alimentação; descanso semanal remunerado: base de cálculo;

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trabalho noturno e trabalho extraordinário; sistema de compensação de horas. Turnos ininterruptos de revezamento: conceito e implicações no contrato de trabalho. Do teletrabalho (Lei n o 13.467/2017). Salário mínimo: irredutibilidade e garantia. Férias:

direito a férias e duração; período concessivo e período aquisitivo de férias;

remuneração e abono de férias; férias coletivas. Salário e remuneração: conceito e distinções; composição do salário; modalidades de salário; formas e meios de pagamento do salário; adicionais salariais; gorjetas: conceito e natureza jurídica; 13º salário. Equiparação salarial: caracterização, requisitos, excludentes; princípio da igualdade de salário; desvio e acúmulo de função. FGTS e PIS/PASEP. Prescrição e decadência: conceito, distinção e prazos. Segurança e medicina no trabalho: CIPA; atividades insalubres ou perigosas: caracterização e remuneração do trabalho insalubre e perigoso; forma de cálculo; cumulação de adicionais de insalubridade e

periculosidade. Proteção ao trabalho do menor; Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n o 8.069/90): do direito da profissionalização e à proteção no trabalho. Proteção ao trabalho da mulher; estabilidade da gestante; licença maternidade e Lei n o 9.029/95. Direito coletivo do trabalho: liberdade sindical (Convenção n o 87 da OIT); organização sindical: conceito de categoria; categoria diferenciada; convenções e acordos coletivos de trabalho. Direito de greve; dos serviços essenciais; greve do servidor público. Comissões de conciliação prévia. Da representação dos empregados. Renúncia e

transação. Dano moral nas relações de trabalho.

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DIREITO DO TRABALHO

a.

Teoria

1. Introdução

FGTS

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi criado com o objetivo de

proteger o trabalhador demitido sem justa causa, mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato de trabalho.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS foi instituído pela Lei n o

5.107/1966, é regido pela Lei n o 8.036/1990 e alterações posteriores.

Quando

a

CLT

foi

escrita

não

existia

FGTS,

para

cada

ano

trabalhado

o

empregado tinha direito a um salário a mais, ou seja, se ele trabalhou cinco anos na empresa tinha direito a cinco salários. E tinha mais uma vantagem, quando o empregado completava dez anos de casa não podia mais ser dispensado, são os chamados empregados estáveis decenais.

Quando o FGTS foi criado não se podia abolir a estabilidade decenal, dessa forma, o Brasil convivia com dois regimes jurídicos distintos paralelos, a estabilidade decenal e o FGTS. Quando da contratação, o empregado poderia escolher a qual regime ele se submeteria.

Em 1988, com o advento da Constituição Federal, aboliu-se a estabilidade decenal, vigendo apenas o regime jurídico do FGTS. Contudo, os empregados que tinham optado pelo regime da estabilidade decenal já possuíam o direito adquirido. Dessa forma, antes 1988, a opção pelo FGTS era facultativa.

Temos hoje o FGTS devidamente regulamentado na Constituição Federal no seu art. 7 o , inciso III. Sendo um regime obrigatório para todos os trabalhadores

urbanos e rurais. Além da Constituição Federal, está na Lei n o 8.036/90 e

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regulamentado pelo Decreto 99.684/90.

Art. 7º, CF/88 - São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

III - fundo de garantia do tempo de serviço;

Portanto,

o

FGTS

é

uma

poupança

aberta

pela

empresa

em

nome

do

trabalhador que funciona como uma garantia para protegê-lo em caso de demissão sem justa causa. Os valores do FGTS pertencem exclusivamente ao trabalhador e, em algumas situações especiais, pode ser sacado sem que o trabalhador tenha deixado o emprego.

2. Abrangência

Segundo o Professor Mauricio Godinho 1 , o Fundo de Garantia do Tempo de

Serviço consiste em “recolhimentos pecuniários mensais, em conta bancária vinculada em nome do trabalhador, conforme parâmetro de cálculo estipulado legalmente, podendo ser sacado pelo obreiro em situações tipificadas pela ordem jurídica, sem prejuízo de acréscimo percentual condicionado ao tipo de rescisão de seu contrato laborativo.”

Tem direito ao FGTS todo trabalhador brasileiro com contrato de trabalho formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e, também, os rurais, os temporários, os avulsos, os safreiros (operários rurais, que trabalham apenas no período de colheita) e os atletas profissionais (jogadores de futebol, vôlei, etc.).

Frisa-se que os trabalhadores rurais somente foram incluídos no regime do FGTS em 1988, com o advento da Constituição Federal.

1 DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de direito do trabalho. 16. ed. São Paulo: LTr, 2017. p. 1440

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Para o trabalhador doméstico, o recolhimento obrigatório começou a valer a partir da publicação da Lei Complementar n o 150, ocorrida em 2 de junho de 2015. Por intermédio do novo Portal do e-Social passou a ser gerado o DAE (guia única) de recolhimento para o Fundo Garantia e todos os tributos devidos pelo empregador doméstico. O FGTS não é descontado do salário, é obrigação do

empregador.

3. Recolhimento

Todos os empregadores ficam obrigados a depositar, em conta bancária vinculada, a importância correspondente a 8% da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os artigos 457 e 458 da CLT (comissões, gorjetas,

gratificações, etc.) e a gratificação de Natal a que se refere a Lei 4.090/1962, com as modificações da Lei 4.749/1965.

Art. 15, Lei 8.036/90 - Para os fins previstos nesta lei, todos os empregadores ficam obrigados a depositar, até o dia 7 (sete) de cada mês, em conta bancária vinculada, a importância correspondente a 8 (oito) por cento da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os arts. 457 e 458 da CLT e a gratificação de Natal a que se refere a Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962, com as modificações da Lei nº 4.749, de 12 de agosto de 1965.

Dessa forma, no início de cada mês, os empregadores depositam em contas abertas na Caixa Econômica Federal, em nome dos empregados, o valor correspondente a 8% do salário de cada funcionário.

Entende-se por empregador a pessoa física ou a pessoa jurídica de direito privado ou de direito público, da administração pública direta, indireta ou

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fundamental de qualquer dos Poderes, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que admitir trabalhadores a seu serviço, bem assim aquele que, regido por legislação especial, encontrar-se nessa condição ou figurar como fornecedor ou tomador de mão de obra, independente da responsabilidade solidária e/ou subsidiária a que eventualmente venha obrigar-

se.

Art. 15, § 1º, Lei 8.036/90 - Entende-se por empregador a pessoa física ou a pessoa jurídica de direito privado ou de direito público, da administração pública direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que admitir trabalhadores a seu serviço, bem assim aquele que, regido por legislação especial, encontrar-se nessa condição ou figurar como fornecedor ou tomador de mão-de-obra, independente da responsabilidade solidária e/ou subsidiária a que eventualmente venha obrigar-se.

Assim, o FGTS é constituído pelo total desses depósitos mensais, sendo que os valores pertencem aos empregados que, em algumas hipóteses, podem dispor do total depositado em seus nomes.

Os depósitos do FGTS devem ser efetuados mensalmente até o dia 7 do mês subsequente ao de sua competência. Quando o dia 7 não for dia útil, o recolhimento deverá ser antecipado. Os depósitos deverão ser feitos pelo

empregador ou o tomador de serviços.

É importante ressaltar que o FGTS não é descontado do salário, é obrigação do

empregador.

Para os empregados em geral, o valor será o correspondente a 8% do salário bruto pago ao trabalhador. Para os contratos de trabalho firmados nos termos

da Lei nº 11.180/05 (Contrato de Aprendizagem), o percentual é reduzido para

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2%.

Art. 15, § 7 o , Lei 8.036/90 - Os contratos de aprendizagem terão a alíquota a que

se refere o caput deste artigo reduzida para dois por cento.

No caso de trabalhador doméstico, o recolhimento é correspondente a 11,2%, sendo 8% a título de depósito mensal e 3,2% a título de antecipação do recolhimento rescisório.

Art. 21, LC 150/2015 - É devida a inclusão do empregado doméstico no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), na forma do regulamento a ser editado pelo Conselho Curador e pelo agente operador do FGTS, no âmbito de suas competências, conforme disposto nos arts. 5o e 7o da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990, inclusive no que tange aos aspectos técnicos de depósitos, saques, devolução de valores e emissão de extratos, entre outros determinados na forma da lei.

Art. 22, LC 150/2015 - O empregador doméstico depositará a importância de 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento) sobre a remuneração devida, no mês anterior, a cada empregado, destinada ao pagamento da indenização compensatória da perda do emprego, sem justa causa ou por culpa do empregador, não se aplicando ao empregado doméstico o disposto nos §§ 1o a 3o do art. 18 da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990.

Art. 34, LC 150/2015 - O Simples Doméstico assegurará o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes valores:

IV - 8% (oito por cento) de recolhimento para o FGTS;

Como dito, o empregador deve depositar mensalmente em uma conta bancária aberta em nome do trabalhador na Caixa Econômica Federal um valor correspondente a 8% do valor de seu salário. O percentual de 8% do FGTS não é

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recolhido somente sobre o valor do salário, mas incide também sobre o total do valor pago em horas extras, adicionais (noturno, periculosidade e insalubridade), 13º salário, férias (salário + 1/3) e aviso prévio (trabalhado ou indenizado).

TST Enunciado nº 63 - A contribuição para o FGTS incide sobre a remuneração devida ao empregado, inclusive horas extras e adicionais eventuais.

Não incide a alíquota de 8% nas parcelas de natureza indenizatória. Como por exemplo:

Abono de férias;

Ajuda de custo;

Diárias para viagem;

Vale-transporte;

Participação nos lucros e resultados (PL);

Parcelas recebidas para a realização do trabalho (EPIs, uniformes etc.)

Ainda, cabe observar que na hipótese de interrupção do contrato de trabalho, o empregador deverá continuar efetuando o depósito das parcelas referentes ao

FGTS de seus trabalhadores. Todavia, ocorrendo a suspensão (sem trabalho, sem salário, lembram?) do contrato de trabalho, via de regra, o empregador não precisará arcar com os depósitos, exceto:

Licença-maternidade

Aborto não criminoso

Licença em razão do acidente de trabalho, apos os quinze primeiros dias;

Prestação do serviço militar obrigatório

Art. 15, § 5º, Lei 8.036/90 - O depósito de que trata o caput deste artigo é obrigatório nos casos de afastamento para prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente do trabalho.

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Nos afastamentos para tratamento de saúde, a empresa é obrigada a recolher o FGTS relativo aos primeiros 15 dias de afastamento do trabalhador. Nos demais casos, o recolhimento deve ser feito enquanto durar o período de afastamento.

Todo dia 10, as contas de FGTS são corrigidas monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalizarão juros de três por cento ao ano.

Art. 13, 2º, Lei 8.036/90 - Após a centralização das contas vinculadas, na Caixa Econômica Federal, a atualização monetária e a capitalização de juros correrão à conta do Fundo e o respectivo crédito será efetuado na conta vinculada, no dia 10 (dez) de cada mês, com base no saldo existente no dia 10 (dez) do mês anterior ou no primeiro dia útil subsequente, caso o dia 10 (dez) seja feriado bancário, deduzidos os saques ocorridos no período.

A cada dois meses, o trabalhador recebe em sua casa o extrato do FGTS,

podendo verificar se os depósitos estão sendo efetuados regularmente. Caso o trabalhador não esteja recebendo o extrato, é necessário atualizar o endereço em qualquer agência da Caixa Econômica Federal.

Caso perceba que o depósito não está sendo efetuado, o trabalhador deve procurar a Delegacia Regional do Trabalho - DRT, já que o responsável pela fiscalização das empresas é o Ministério do Trabalho e Emprego.

O trabalhador pode ainda, em qualquer tempo, solicitar informações sobre o

seu FGTS em qualquer agência da Caixa Econômica Federal e, se desejar, pode ainda solicitar, o envio de um extrato informativo bimestral desta sua conta.

O empregador que não depositar mensalmente o FGTS do trabalhador, além de

ter de depositar os valores com juros e correção monetária e multa, ficará ainda

sujeito a uma multa administrativa por cada trabalhador prejudicado pela falta de depósito. Esta multa é aplicada pela fiscalização do Ministério do Trabalho.

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O empregador também está sujeito à multa quando não repassa ao trabalhador

informações sobre o depósito mensal do FGTS e da conta para este fim aberta

na Caixa Econômica Federal.

4. Tipos de conta

O FGTS está dividido em dois tipos de contas, ativas e inativas:

Conta

ativa:

é

a

que

mensalmente está

recebendo depósitos

pela

empresa, durante o período em que o obreiro está trabalhando. A conta ativa rende juros e correção monetária.

Conta inativa: é a que deixa de receber depósitos, pois o trabalhador saiu da empresa e não sacou a conta. Esta conta continua rendendo Juros e Atualização Monetária até o trabalhador sacá-la.

5. Hipóteses de saque do FGTS

A conta do trabalhador no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço é

denominada conta vinculada. O obreiro não pode retirar o dinheiro quando quiser, a lei elenca expressamente as hipóteses de saque das contas vinculadas (art. 20, Lei 8.036/90).

A lei estabelece as situações em que o FGTS poderá ser sacado pelo trabalhador.

Dispensa sem justa causa, inclusive dispensa indireta: nesses casos, o trabalhador pode sacar apenas os depósitos do contrato que está sendo rescindido. Para realizar o saque é necessário apresentar à Caixa Econômica Federal o Termo de Rescisão de Contrato. O empregador

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também deve efetuar, na rescisão do contrato, o depósito do FGTS referente ao mês da rescisão e, se ainda não houver sido recolhido. Relembramos ainda que, nos casos de dispensa sem justa causa, o empregador deve pagar, a título de indenização, 40% sobre o valor de todos os depósitos do FGTS realizados até a rescisão do contrato de

trabalho. O valor da indenização deverá ser depositado pelo empregador na conta vinculada do trabalhador.

Fim do contrato por prazo determinado: nesse caso, o saque do FGTS está condicionado à apresentação da cópia do contrato de trabalho e só poderá ser sacado o valor depositado no curso do contrato encerrado.

Aposentadoria: é necessário apresentar a documentação fornecida pela Previdência Social que ateste a aposentadoria.

Falecimento do Trabalhador: o valor do FGTS será pago aos dependentes inscritos na Previdência Social do falecido e o valor a receber será dividido, em partes iguais, entre os dependentes. Para sacar o benefício, é necessário apresentar uma certidão fornecida pela própria Previdência, que contenha a identificação e a data de nascimento de cada dependente.

O saque do FGTS do falecido pelos seus dependentes independe de autorização judicial. Caso o falecido não tenha deixado dependentes, os

valores serão pagos aos herdeiros indicados em alvará judicial.

Compra da casa própria: a liberação do FGTS depende de certos requisitos exigidos por lei e só poderá ser retirado para a aquisição de um único imóvel.

Vale lembrar que se o companheiro ou companheira também possuir FGTS, ele poderá ser sacado para ajudar a pagar imóvel.

Quando o trabalhador ou um de seus dependentes for acometido por

câncer:

para

poder

sacar

o

FGTS

nestas

condições

é

necessário

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comprovar a doença através de um atestado médico.

Quando o trabalhador for portador do vírus da aids: é necessário apresentar atestado médico fornecido pela Previdência Social ou por qualquer outro órgão de saúde pública.

Quando a conta do FGTS ficar mais de três anos sem receber

depósito: quando a pessoa deixa de trabalhar com Carteira assinada, seja porque começou a trabalhar como autônomo, seja porque ficou desempregada, sua conta do FGTS fica sem receber depósito. Depois de três anos sem que seja efetuado nenhum depósito a pessoa poderá sacar o valor referente ao seu FGTS.

Art. 20, Lei 8.036/90 - A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas seguintes situações:

I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força

maior;

II - extinção total da empresa, fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos, filiais ou agências, supressão de parte de suas atividades, declaração de nulidade do contrato de trabalho nas condições do art. 19-A, ou ainda falecimento do empregador individual sempre que qualquer dessas ocorrências implique rescisão de contrato de trabalho, comprovada por declaração escrita da empresa, suprida, quando for o caso, por decisão judicial transitada em julgado;

III - aposentadoria concedida pela Previdência Social;

IV - falecimento do trabalhador, sendo o saldo pago a seus dependentes, para

esse fim habilitados perante a Previdência Social, segundo o critério adotado para a concessão de pensões por morte. Na falta de dependentes, farão jus ao

recebimento do saldo da conta vinculada os seus sucessores previstos na lei

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civil, indicados em alvará judicial, expedido a requerimento do interessado, independente de inventário ou arrolamento;

V -

habitacional concedido no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), desde que:

pagamento

de

parte

das

prestações

decorrentes

de

financiamento

a) o mutuário conte com o mínimo de 3 (três) anos de trabalho sob o regime do

FGTS, na mesma empresa ou em empresas diferentes;

b) o valor bloqueado seja utilizado, no mínimo, durante o prazo de 12 (doze)

meses;

c) o valor do abatimento atinja, no máximo, 80 (oitenta) por cento do montante

da prestação;

VI - liquidação ou amortização extraordinária do saldo devedor de financiamento imobiliário, observadas as condições estabelecidas pelo Conselho Curador, dentre elas a de que o financiamento seja concedido no âmbito do SFH e haja interstício mínimo de 2 (dois) anos para cada movimentação;

VII – pagamento total ou parcial do preço de aquisição de moradia própria, ou

lote urbanizado de interesse social não construído, observadas as seguintes

condições:

a) o mutuário deverá contar com o mínimo de 3 (três) anos de trabalho sob o

regime do FGTS, na mesma empresa ou empresas diferentes;

b) seja a operação financiável nas condições vigentes para o SFH;

VIII - quando o trabalhador permanecer três anos ininterruptos, a partir de 1º de junho de 1990, fora do regime do FGTS, podendo o saque, neste caso, ser efetuado a partir do mês de aniversário do titular da conta.

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IX - extinção normal do contrato a termo, inclusive o dos trabalhadores

temporários regidos pela Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974;

X - suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior a 90

(noventa) dias, comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria profissional.

XI - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de

neoplasia maligna.

XII

- aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização, regidos pela Lei

6.385, de 7 de dezembro de 1976, permitida a utilização máxima de 50 %

(cinquenta por cento) do saldo existente e disponível em sua conta vinculada do

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, na data em que exercer a opção.

XIII - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for portador do

vírus HIV;

XIV - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes estiver em estágio terminal, em razão de doença grave, nos termos do regulamento;

XV - quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a setenta anos.

XVI - necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural, conforme disposto em regulamento, observadas as seguintes

condições:

a) o trabalhador deverá ser residente em áreas comprovadamente atingidas de Município ou do Distrito Federal em situação de emergência ou em estado de calamidade pública, formalmente reconhecidos pelo Governo Federal;

b) a solicitação de movimentação da conta vinculada será admitida até 90 (noventa) dias após a publicação do ato de reconhecimento, pelo Governo

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Federal, da situação de emergência ou de estado de calamidade pública; e

c) o valor máximo do saque da conta vinculada será definido na forma do

regulamento.

XVII - integralização de cotas do FI-FGTS, respeitado o disposto na alínea i do

inciso XIII do art. 5o desta Lei, permitida a utilização máxima de 30% (trinta por cento) do saldo existente e disponível na data em que exercer a opção.

XVIII - quando o trabalhador com deficiência, por prescrição, necessite adquirir órtese ou prótese para promoção de acessibilidade e de inclusão social.

XIX - pagamento total ou parcial do preço de aquisição de imóveis da União inscritos em regime de ocupação ou aforamento, a que se referem o art. 4o da Lei no 13.240, de 30 de dezembro de 2015, e o art. 16-A da Lei no 9.636, de 15 de maio de 1998, respectivamente, observadas as seguintes condições:

a) o mutuário deverá contar com o mínimo de três anos de trabalho sob o

regime do FGTS, na mesma empresa ou em empresas diferentes;

b) seja a operação financiável nas condições vigentes para o Sistema Financeiro

da Habitação (SFH) ou ainda por intermédio de parcelamento efetuado pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), mediante a contratação da Caixa Econômica Federal como agente financeiro dos contratos de parcelamento;

c) sejam observadas as demais regras e condições estabelecidas para uso do

FGTS.

Vamos ficar atentos, pois em 2017 foi inserido o parágrafo 22 ao art. 20 da Lei n o

8.036/90 estabelecendo que “na movimentação das contas vinculadas a contrato

de trabalho extinto até 31 de dezembro de 2015, ficam isentas as exigências de

que trata o inciso VIII do caput do art. 20, podendo o saque, nesta hipótese, ser

efetuado segundo cronograma de atendimento estabelecido pelo agente

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operador do FGTS.”

A solicitação de saque do FGTS pode ser feita em qualquer agência da Caixa

Econômica Federal.

Finalmente, é importante ressaltar que havendo culpa recíproca ou força maior, a indenização será de 20% sobre o total dos depósitos.

6. Prescrição

O trabalhador tem o prazo prescricional de dois anos para entrar na Justiça do

Trabalho reclamando os depósitos do FGTS, a contar da extinção do contrato de

trabalho. Transcorrido esse período o direito estará prescrito.

Observado o prazo de dois anos, a contar do término do contrato de trabalho, o trabalhador poderia pleitear os últimos trinta anos. Era a chamada prescrição

trintenária.

No entanto, o STF declarou inconstitucional a prescrição trintenária, sob o argumento de que o prazo prescricional de 30 anos do artigo 23 da Lei

8.036/1990 e do artigo 55 do Decreto 99.684/1990, que regulamentam o FGTS

está "em descompasso com a literalidade do texto constitucional e atenta contra a necessidade de certeza e estabilidade nas relações jurídicas".

Nesse contexto, o TST alterou o texto da Súmula n o 362, fixando para os casos em que a ciência da lesão ocorreu a partir de 13.11.2014, a prescrição quinquenal, observado o prazo de dois anos após o término do contrato.

Ressalta-se que para os casos em que o prazo prescricional já estava em curso em 13.11.2014, aplica-se o prazo prescricional que se consumar primeiro: trinta anos, contados do termo inicial, ou cinco anos, a partir de 13.11.2014.

DIREITO DO TRABALHO

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade

das normas que previam prazo prescricional de 30 anos para ações relativas a valores não depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O entendimento é o de que o FGTS está expressamente definido na Constituição da República (artigo 7º, inciso III) como direito dos trabalhadores urbanos e

rurais e, portanto, deve se sujeitar à prescrição trabalhista, de cinco anos.

A decisão foi tomada na sessão plenária do STF de quinta-feira (13), no

julgamento do recurso extraordinário com agravo (ARE) 709212, com repercussão geral reconhecida. Até então, o STF adotava a prescrição trintenária. O novo entendimento se aplicará a todas as ações que tratam da mesma matéria.

O processo foi levado ao STF pelo Banco do Brasil, condenado pela Justiça do

Trabalho da 10ª Região (DF) a recolher o FGTS de uma bancária no período em que ela trabalhou no exterior. O caso chegou ao Tribunal Superior do Trabalho, mas a Oitava Turma não conheceu do recurso do banco por entender que a condenação estava de acordo com a Súmula 362 do TST, que estabelece a prescrição de 30 anos para o direito de reclamar o não recolhimento da

contribuição para o fundo, observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho.

No recurso ao STF, o BB defendeu a não aplicação da prescrição trintenária para

a cobrança do FGTS, com o fundamento de que o direito deriva do vínculo de

emprego e, portanto, deveria estar sujeito ao prazo prescricional de cinco anos previsto no artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição.

O relator do ARE 70912, ministro Gilmar Mendes, assinalou que o artigo 7º,

inciso III, da Constituição prevê expressamente o FGTS como um direito dos trabalhadores urbanos e rurais, e que o inciso XXIX fixa a prescrição quinquenal

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para os créditos resultantes das relações de trabalho. Assim, se a Constituição regula a matéria, a lei ordinária não poderia tratar o tema de outra forma.

De acordo com o ministro, o prazo prescricional de 30 anos do artigo 23 da Lei 8.036/1990 e do artigo 55 do Decreto 99.684/1990, que regulamentam o FGTS está "em descompasso com a literalidade do texto constitucional e atenta contra a necessidade de certeza e estabilidade nas relações jurídicas".

Os ministros Rosa Weber e Teori Zavascki votaram pela validade da prescrição trintenária, e ficaram vencidos.

Modulação

Para os casos cujo termo inicial da prescrição – ou seja, a ausência de depósito no FGTS – ocorra após a data do julgamento, aplica-se, desde logo, o prazo de

cinco anos. Para aqueles em que o prazo prescricional já esteja em curso, aplica-

se o que ocorrer primeiro: 30 anos, contados do termo inicial, ou cinco anos, a

partir do julgamento.

TST Enunciado n o 362 - I – Para os casos em que a ciência da lesão ocorreu a partir de 13.11.2014, é quinquenal a prescrição do direito de reclamar contra o não-recolhimento de contribuição para o FGTS, observado o prazo de dois anos após o término do contrato;

II – Para os casos em que o prazo prescricional já estava em curso em

13.11.2014, aplica-se o prazo prescricional que se consumar primeiro: trinta anos, contados do termo inicial, ou cinco anos, a partir de 13.11.2014 (STF-ARE-

709212/DF).

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7. Conselho Curador do FGTS

O Conselho Curador cuida das principais diretrizes do FGTS, composto por

representação de trabalhadores, empregadores, órgãos e entidades

governamentais.

Art. 3 o , Lei 8.036/90 - O FGTS será regido por normas e diretrizes estabelecidas por um Conselho Curador, composto por representação de trabalhadores, empregadores e órgãos e entidades governamentais, na forma estabelecida pelo Poder Executivo.

I - Ministério do Trabalho;

II - Ministério do Planejamento e Orçamento;

III - Ministério da Fazenda;

IV - Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo;

V - Caixa Econômica Federal;

VI - Banco Central do Brasil.

Compete ao Ministério do Planejamento a gestão da aplicação dos recursos do FGTS, cabendo a Caixa Econômica Federal o papel de agente operador.

A Presidência

do

Conselho

Curador

será

exercida

pelo

representante

do

Ministério do Trabalho e da Previdência Social.

Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus respectivos

suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais e nomeados pelo Ministro do Trabalho e da Previdência Social, e terão mandato de 2 anos, podendo ser reconduzidos uma única vez.

O Conselho

Curador

reunir-se-á

ordinariamente,

a

cada

bimestre,

por

DIREITO DO TRABALHO

convocação de seu Presidente. Esgotado esse período, não tendo ocorrido convocação, qualquer de seus membros poderá fazê-la, no prazo de 15 (quinze) dias. Havendo necessidade, qualquer membro poderá convocar reunião extraordinária, na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Curador.

As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da maioria simples de seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.

As ausências ao trabalho dos representantes dos trabalhadores no Conselho Curador, decorrentes das atividades desse órgão, serão abonadas, computando- se como jornada efetivamente trabalhada para todos os fins e efeitos legais.

Aos membros do Conselho Curador, enquanto representantes dos trabalhadores, efetivos e suplentes, é assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um ano após o término do mandato de representação,

somente podendo ser demitidos por motivo de falta grave, regularmente comprovada através de processo sindical.

Nesse

caso,

o

empregado

não

poderá

ser

mandado

embora,

desde

sua

nomeação até um ano após o término do mandato.

Não haverá eleições para a integração do Conselho Curador, seus membros

serão indicados pelas centrais sindicais. Para ser dispensado é necessário mero inquérito sindical.

1. Introdução

PIS/PASEP

O Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio

DIREITO DO TRABALHO

do Servidor (PASEP) foram criados pelo governo federal em 1970, com o objetivo de promover a integração dos trabalhadores na vida e no desenvolvimento das empresas, viabilizando melhor distribuição da renda por meio de benefícios como o Abono Salarial e o Seguro-Desemprego.

O PIS é destinado aos que atuam no setor privado e o PASEP aos funcionários e

servidores públicos.

Para ter acesso aos benefícios do Programa PIS/PASEP, o trabalhador deve ser cadastrado pelo empregador no ato de sua primeira admissão, ou seja, no seu primeiro emprego, e uma única vez. O cadastramento pode ser feito em qualquer agência da Caixa Econômica Federal, no caso do PIS, ou do Banco do

Brasil, no caso do PASEP.

Ao realizar este cadastramento, o empregador recebe um cartão com o número

de inscrição, e deve entregá-lo ao trabalhador. Sem esse cadastro, o trabalhador não pode receber benefícios como o FGTS nem o Seguro-Desemprego.

Se o trabalhador não possuir o cartão do PIS ou do PASEP, ele deve procurar

uma agência da Caixa (PIS) ou do Banco do Brasil (PASEP) para verificar se já foi cadastrado. Caso já seja cadastrado, pode solicitar na própria agência a 2ª via do cartão, com apresentação da Carteira de Trabalho ou de Identidade. Se ainda não for cadastrado, deve solicitar à empresa onde trabalha que providencie o cadastramento.

2.

PIS

O Programa de Integração Social (PIS) é uma contribuição tributária, realizada

pelas empresas, destinada aos profissionais do setor privado, que visa financiar

o pagamento do seguro-desemprego, abono e participação na receita destas

DIREITO DO TRABALHO

organizações.

Após o cadastro no PIS, o trabalhador recebe um cartão, com o qual consegue realizar consultas e saques de benefícios sociais como o FGTS e o Seguro- Desemprego.

O PIS foi instituído por meio da Lei Complementar n° 7/1970 com a justificativa de promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas. Na prática, consiste em um programa de transferência de renda, possibilitando melhor distribuição da renda nacional.

3. PASEP

Paralelamente à criação do PIS, a Lei Complementar n° 8/1970 instituiu o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), com o qual União, Estados, Municípios, Distrito Federal e territórios contribuíam com o fundo destinado aos empregados do setor público.

O Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PASEP é um programa criado para que as entidades integrantes contribuíam com um percentual de suas receitas para formar o Fundo de Participação PIS-PASEP, que então distribuía valores aos servidores públicos e militares na forma de cotas proporcionais ao salário e tempo de serviço.

Desde 1988 o Fundo PIS-PASEP não conta com a arrecadação para contas individuais. O art. 239 da Constituição Federal alterou a destinação dos recursos provenientes das contribuições para o PIS e para o PASEP, que passaram a ser

alocados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, para custeio do Programa do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e ao financiamento de Programas de

DIREITO DO TRABALHO

Desenvolvimento Econômico pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.

Art. 239, CF/88 - A arrecadação decorrente das contribuições para o Programa de Integração Social, criado pela Lei Complementar nº 7, de 7 de setembro de 1970, e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, criado pela Lei Complementar nº 8, de 3 de dezembro de 1970, passa, a partir da promulgação desta Constituição, a financiar, nos termos que a lei dispuser, o programa do seguro-desemprego e o abono de que trata o § 3º deste artigo.

4. Peculiaridades

A diferença entre eles é o que o PIS é um beneficio pago aos trabalhadores da

iniciativa privada por intermédio da Caixa Econômica Federal, enquanto o PASEP é um benefício pago aos servidores públicos, ou seja, os trabalhadores concursados, este benefício é pago por intermédio do Branco do Brasil.

Tanto o seguro-desemprego quanto o abono salarial são benefícios pagos pelo PIS/PASEP. No caso do abono salarial do PIS/PASEP é como se fosse um 14º salário para milhões de brasileiros pago entre julho e junho, de acordo com

calendário de pagamento.

O Abono Salarial é um benefício constitucional no valor de um salário mínimo,

assegurado ao trabalhador cadastrado no PIS/PASEP, que preencher as

condições legais para o seu recebimento, quais sejam:

Estar cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos;

Ter recebido, de empregadores contribuintes do PIS/PASEP, remuneração mensal de até dois salários mínimos médios durante o ano-base que for considerado para a atribuição do benefício;

DIREITO DO TRABALHO

Ter exercido atividade remunerada, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;

Art. 2 o , Parágrafo único, LC 26/75 - Aos participantes cadastrados há pelo menos cinco anos e que percebam salário mensal igual ou inferior a 5 (cinco) vezes o respectivo salário mínimo regional, será assegurado, ao final de cada exercício financeiro, depósito mínimo equivalente ao salário mínimo regional mensal, vigente, respeitada a disponibilidade de recursos.

Segundo o Professor Henrique Correia, “esse abono sem natureza salarial (ou

indenizatório) não é de responsabilidade do empregador, trata-se de verba paga pelo Estado, portanto, com origem em fundo de natureza pública. Assim sendo, as obrigações das empresas são de caráter exclusivamente fiscal, não gerando direitos de natureza trabalhista e nem previdenciária.”

Finalmente, cabe observar que o PIS e o PASEP foram unificados pela Lei Complementar n o 26/75, regulamentada pelo Decreto 78.276/76.

Art. 1º, LC 26/75 - A partir do exercício financeiro a iniciar-se em 1º de julho de 1976, serão unificados, sob a denominação de PIS-PASEP, os fundos constituídos com os recursos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), instituídos pelas Leis Complementares nºs 7 e 8, de 7 de setembro e de 3 de dezembro de 1970, respectivamente.

Por fim, o TST editou a súmula 300 que informa que são de competência da Justiça do Trabalho as ações ajuizadas por empregados em face de empregadores relativas ao cadastramento no Programa de Integração Social (PIS).

DIREITO DO TRABALHO

TST Enunciado nº 300 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ações ajuizadas por empregados em face de empregadores relativas ao cadastramento no Programa de Integração Social (PIS).

DIREITO DO TRABALHO

b. Mapas mentais

FGTS
FGTS
DIREITO DO TRABALHO b. Mapas mentais FGTS CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador
DIREITO DO TRABALHO b. Mapas mentais FGTS CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador
DIREITO DO TRABALHO b. Mapas mentais FGTS CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador
DIREITO DO TRABALHO b. Mapas mentais FGTS CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador
DIREITO DO TRABALHO b. Mapas mentais FGTS CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador
DIREITO DO TRABALHO b. Mapas mentais FGTS CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador
DIREITO DO TRABALHO b. Mapas mentais FGTS CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador
DIREITO DO TRABALHO b. Mapas mentais FGTS CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador
CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador DIREITO AO FGTS Empregados urbanos, rurais,
CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador DIREITO AO FGTS Empregados urbanos, rurais,
CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador DIREITO AO FGTS Empregados urbanos, rurais,

CONCEITO Poupança forçada, suportada exclusivamente pelo empregador

DIREITO AO FGTS Empregados urbanos, rurais, avulsos, domésticos, etc.

FGTS Empregados urbanos, rurais, avulsos, domésticos, etc. ALÍQUOTA 8% sobre a remuneração Aprendiz 2% PRAZO
ALÍQUOTA 8% sobre a remuneração Aprendiz 2% PRAZO PARA DEPÓSITO Até o dia 7 de
ALÍQUOTA 8% sobre a remuneração Aprendiz 2% PRAZO PARA DEPÓSITO Até o dia 7 de
ALÍQUOTA 8% sobre a remuneração Aprendiz 2% PRAZO PARA DEPÓSITO Até o dia 7 de

ALÍQUOTA 8% sobre a remuneração Aprendiz 2%

PRAZO PARA DEPÓSITO Até o dia 7 de cada mês

Aprendiz 2% PRAZO PARA DEPÓSITO Até o dia 7 de cada mês INDENIZAÇÃO DE 40% Dispensa
INDENIZAÇÃO DE 40% Dispensa sem justa causa e rescisão indireta INDENIZAÇÃO DE 20% Culpa recíproca
INDENIZAÇÃO DE 40% Dispensa sem justa causa e rescisão indireta INDENIZAÇÃO DE 20% Culpa recíproca
INDENIZAÇÃO DE 40% Dispensa sem justa causa e rescisão indireta INDENIZAÇÃO DE 20% Culpa recíproca

INDENIZAÇÃO DE 40% Dispensa sem justa causa e rescisão indireta

INDENIZAÇÃO DE 20% Culpa recíproca e força maior

INDENIZAÇÃO DE 20% Culpa recíproca e força maior PARCELAS INDENIZATÓRIAS Não há incidência do FGTS,
PARCELAS INDENIZATÓRIAS Não há incidência do FGTS, exceto aviso prévio indenizado PRESCRIÇÃO é quinquenal a
PARCELAS INDENIZATÓRIAS Não há incidência do FGTS, exceto aviso prévio indenizado PRESCRIÇÃO é quinquenal a
PARCELAS INDENIZATÓRIAS Não há incidência do FGTS, exceto aviso prévio indenizado PRESCRIÇÃO é quinquenal a

PARCELAS INDENIZATÓRIAS Não há incidência do FGTS, exceto aviso prévio indenizado

PRESCRIÇÃO é quinquenal a prescrição do direito de reclamar contra o não-recolhimento de contribuição para o FGTS, observado o prazo de dois anos após o término do contrato.

contra o não-recolhimento de contribuição para o FGTS, observado o prazo de dois anos após o

DIREITO DO TRABALHO

CONSELHO CURADOR DO FGTS O Conselho Curador cuida das principais diretrizes do FGTS, composto por
CONSELHO CURADOR DO FGTS
O Conselho Curador cuida das principais diretrizes
do FGTS, composto por representação de
trabalhadores, empregadores, órgãos e entidades
governamentais.
Os representantes dos trabalhadores
e dos empregadores e seus
respectivos suplentes serão indicados
pelas respectivas centrais sindicais e
nomeados pelo Ministro do Trabalho e
terão mandato de 2 anos, podendo
ser reconduzidos uma única vez.
As decisões do Conselho serão
tomadas com a presença da maioria
simples de seus membros, tendo o
Presidente voto de qualidade.
Aos membros do Conselho
Curador, enquanto representantes
dos trabalhadores, efetivos e
suplentes, é assegurada a
estabilidade no emprego, da
nomeação até um ano após o
término do mandato de
representação.
é assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um ano após o término do mandato
é assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um ano após o término do mandato
é assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um ano após o término do mandato

DIREITO DO TRABALHO

c. Revisão 1

1. (VUNESP) Prefeitura de Caieiras – SP 2015 – Assistente de Recursos Humanos

No caso do desligamento sem justa causa, o que acontece com o FGTS? Assinale a alternativa que contém a explicação correta.

(A) Deverá ser depositada uma indenização de 40%, na conta vinculada do funcionário,

sobre o total dos depósitos realizados na conta do FGTS durante o contrato de trabalho, excluindo os depósitos sacados durante a vigência do contrato.

(B) No caso de culpa recíproca ou força maior, o empregador deverá recolher na conta

vinculada do trabalhador uma indenização de 40% sobre o total dos depósitos realizados na conta do FGTS durante o contrato de trabalho, devidamente corrigido, inclusive sobre os saques ocorridos na vigência do contrato.

(C) Deverá ser depositada uma indenização de 20%, na conta vinculada do funcionário,

sobre o total dos depósitos realizados na conta do FGTS durante o contrato de

trabalho, excluindo os depósitos sacados durante a vigência do contrato.

(D) Deverá ser depositada uma indenização de 20%, na conta vinculada do funcionário,

sobre o total dos depósitos realizados na conta do FGTS durante o contrato de trabalho, devidamente corrigido, inclusive sobre os saques ocorridos na vigência do contrato.

(E) Deverá ser depositada uma indenização de 40%, na conta vinculada do funcionário,

sobre o total dos depósitos realizados na conta do FGTS durante o contrato de trabalho, devidamente corrigido, inclusive sobre os saques ocorridos na vigência do contrato.

2. (IADES) CRF – DF 2017 – Analista I - Advogado

DIREITO DO TRABALHO

Tendo em vista as Súmulas do Tribunal Superior do Trabalho no que se refere ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), assinale a alternativa correta.

(A) A contribuição para o FGTS incide apenas sobre a remuneração mensal devida ao

empregado.

(B) A contribuição para o FGTS incide apenas sobre a remuneração mensal devida ao

empregado e as eventuais horas extras, não incluindo qualquer espécie de adicional.

(C) A contribuição para o FGTS incide apenas sobre a remuneração mensal devida ao

empregado e os adicionais, sem recair sobre horas extras trabalhadas.

(D) O pagamento relativo ao período de aviso prévio, trabalhado ou não, não está

sujeito à contribuição para o FGTS.

(E) A

empregado, incluindo horas extras e adicionais eventuais.

contribuição para

o FGTS incide sobre

a

remuneração mensal

devida

ao

3. (FCC) TRT - 24ª Região (MS) 2017 – Analista Judiciário – Área Judiciária

Quanto ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS, segundo ordenamento jurídico e jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho:

(A) A contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço incide sobre a

remuneração mensal devida ao empregado, inclusive horas extras e adicionais, desde que habituais.

(B) É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra a falta de recolhimento de

contribuição para o FGTS, observado o prazo de cinco anos após o término do contrato.

(C) Quando ocorrer despedida por culpa recíproca ou força maior, reconhecida pela

DIREITO DO TRABALHO

Justiça do Trabalho, o percentual da multa rescisória será reduzido para dez por cento.

(D) A prescrição da pretensão relativa às parcelas remuneratórias alcança o respectivo

recolhimento da contribuição para o FGTS.

(E) A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada quando houver suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior a sessenta dias, comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria profissional.

4. (FCC) TRT - 11ª Região (AM e RR) 2017 – Analista Judiciário – Área Administrativa

De acordo com o entendimento Sumulado do TST, a contribuição para o Fundo de

Garantia do Tempo de Serviço incide sobre a remuneração mensal devida ao empregado,

(A)

com exceção das horas extras.

(B)

inclusive horas extras e adicionais eventuais.

(C)

na

proporção de 7%, inclusive horas extras, não incidindo sobre adicionais

eventuais.

(D)

na proporção de 12%, inclusive horas extras, com exceção de adicionais eventuais.

(E)

na proporção de 11%, inclusive horas extras, com exceção de adicionais eventuais.

5. (FCC) TRT - 11ª Região (AM e RR) 2017 – Analista Judiciário – Área Judiciária

Com relação ao FGTS, considere:

I. A equivalência entre os regimes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e da

DIREITO DO TRABALHO

estabilidade prevista na CLT é meramente jurídica e não econômica, sendo indevidos valores a título de reposição de diferenças.

II. O pagamento relativo ao período de aviso prévio, trabalhado ou não, está sujeito à contribuição para o FGTS.

III. Caberá ao Conselho Curador do FGTS, na qualidade de agente operador, emitir Certificado de Regularidade do FGTS.

IV. Quando ocorrer rescisão do contrato de trabalho por culpa recíproca ou força maior reconhecida pela Justiça do Trabalho, o percentual devido relativo à multa pela rescisão será de 20%.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A)

I e II.

(B)

I, II e III.

(C)

II, III e IV.

(D)

I, II e IV.

(E)

III e IV.

6. (CESPE) PGE-AM 2016 – Procurador do Estado

Julgue o item seguinte, relativos ao FGTS, à organização sindical e à convenção e ao acordo coletivo de trabalho.

Compete ao Ministério da Fazenda fiscalizar o cumprimento, pelos empregadores, da exigência de depósitos mensais do percentual referente ao FGTS.

( ) CORRETO

DIREITO DO TRABALHO

( ) ERRADO

7. (EXATUS) Ceron – RO 2016 – Direito

No que tange ao entendimento jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho, referente ao FGTS, é correto afirmar:

(A) A prescrição da pretensão relativa às parcelas remuneratórias alcança o respectivo

recolhimento da contribuição para o FGTS.

(B) É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não-recolhimento da contribuição para o FGTS, observado o prazo de 2 (dois) anos após o término do contrato de trabalho.

(C) A estabilidade contratual ou a derivada de regulamento de empresa são compatíveis com o regime do FGTS, bem como a estabilidade decenal prevista no art.

492 da CLT.

(D) A equivalência entre os regimes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e da

estabilidade prevista na CLT é meramente econômica, sendo devidos valores a título

de reposição de diferenças.

8. (FUNRIO) IF-PA 2016 – Assistente em Administração

Quanto ao fundo de garantia do tempo de serviço, pode-se afirmar que

(A)

seu depósito é facultativo, em todos os casos.

(B)

constitui direito apenas dos trabalhadores urbanos.

(C)

o direito do trabalhador surgirá somente após doze meses de atividade.

DIREITO DO TRABALHO

(D)

assim como a redutibilidade do salário, constitui critério do empregador.

(E)

representa direito constitucional dos trabalhadores urbanos e rurais.

9. TRT - 4ª Região (RS) 2016 – Juiz do Trabalho Substituto

Assinale a assertiva correta sobre Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS.

(A) É devido o acréscimo de 40% (quarenta por cento) sobre o montante dos depósitos

do FGTS efetuados na conta vinculada do trabalhador na rescisão antecipada e sem

justa causa do contrato temporário.

(B) O depósito do FGTS é obrigatório nos casos de afastamento do trabalhador para

prestação de serviço militar obrigatório e de gozo de auxílio-doença previdenciário.

(C) A nulidade do contrato, por força art. 37, inc. II e § 2º , da Constituição Federal de

1988, confere ao trabalhador o direito ao pagamento das horas trabalhadas e dos valores referentes aos depósitos do FGTS, incluindo o acréscimo de 40% (quarenta por cento).

(D) À Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente operador do FGTS, não cabe

expedir atos normativos referentes aos procedimentos administrativo-operacionais

dos bancos depositários, dos agentes financeiros, dos empregadores e dos

trabalhadores, integrantes do sistema do FGTS.

(E) A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada, dentre outras

situações, no caso de extinção normal do contrato a termo, inclusive o dos

trabalhadores temporários regidos pela Lei no 6.019/1974, e suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior a 60 (sessenta) dias, comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria profissional.

DIREITO DO TRABALHO

10. Prefeitura de Fortaleza – CE 2016 – Analista de Planejamento e Gestão - Direito

Em relação ao Conselho Curador do FGTS, marque o item correto.

(A) A Presidência do Conselho Curador será exercida pelo representante do Ministério Público do Trabalho.

(B) O Conselho Curador reunir-se-á extraordinariamente, a cada bimestre, por convocação de seu Presidente.

(C) As ausências ao trabalho dos representantes dos trabalhadores no Conselho Curador, decorrentes das atividades desse órgão, não serão abonadas.

(D) As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da maioria simples de

seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.

DIREITO DO TRABALHO

d. Revisão 2

11. (FCC) TRT - 1ª Região (RJ) 2016 – Juiz do Trabalho Substituto

Em relação ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, com base na Lei n° 8.036/90, é correto afirmar:

(A) A critério da empresa, seus diretores, apenas os que forem empregados, poderão

ser incluídos no regime do FGTS.

(B) As pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, reconhecidas na forma

da lei como entidades beneficentes de assistência social, estão dispensadas do recolhimento do FGTS.

(C) É direito dos trabalhadores, a qualquer tempo da vigência do contrato, optar pelo

regime do FGTS, retroativamente à 05/10/1978 ou à data da sua admissão, se esta última for mais recente.

(D) Na hipótese de dispensa sem justa causa, a sociedade anônima empregadora pagará, juntamente com as demais parcelas devidas pelo distrato, diretamente ao empregado, importância igual a 40% do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante o contrato de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos os respectivos juros.

(E) É hipótese de movimentação pelo trabalhador de sua conta vinculada, no curso do

contrato de trabalho, quando algum dependente seu for portador do vírus HIV.

12. (Quadrix) CRM – PI 2016 – Assistente Administrativo

Têm direito ao FGTS todos os trabalhadores regidos pela CLT que firmaram contrato

de trabalho a partir de 05/10/1988. Antes dessa data, a opção pelo FGTS era facultativa. Julgue as afirmativas a seguir.

DIREITO DO TRABALHO

I. Quando da rescisão do contrato entre empregador e trabalhador é obrigatório o recolhimento rescisório relativo ao mês da rescisão, ao aviso prévio indenizado, quando for o caso, e ao mês imediatamente anterior, desde que já tenha sido recolhido, sem prejuízo das cominações legais.

II. O recolhimento rescisório contempla a multa rescisória cuja base de cálculo corresponde ao montante de todos os depósitos devidos referentes ao FGTS durante a vigência do contrato de trabalho, acrescida das remunerações aplicáveis às contas

vinculadas, em caso de demissão sem justa causa, demissão por culpa recíproca ou força maior reconhecida pela Justiça do Trabalho.

III. Para o recolhimento rescisório do FGTS é obrigatória a utilização da GRRF – Guia de

Recolhimento Rescisório do FGTS, inclusive para o empregador doméstico, desde

01/08/2007.

Pode-se afirmar que:

(A)

somente I está correta.

(B)

somente II está correta.

(C)

somente III está correta.

(D)

há apenas duas afirmativas corretas.

(E)

todas estão corretas.

13. (Quadrix) CRM – PI 2016 – Assistente Administrativo

O FGTS pode ser sacado nas seguintes ocorrências, exceto:

(A)

no término do contrato por prazo determinado.

(B)

na rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior.

DIREITO DO TRABALHO

(C) quando o trabalhador ou seu dependente estiver em estágio terminal, em razão de

doença grave.

(D) quando a conta permanecer sem depósito por 2 (dois) anos ininterruptos cujo

afastamento tenha ocorrido até 13/07/90, inclusive.

(E) quando o trabalhador permanecer por 3 (três) anos ininterruptos fora do regime do

FGTS, cujo afastamento tenha ocorrido a partir de 14/07/90, inclusive, podendo o saque, neste caso, ser efetuado a partir do mês de aniversário do titular da conta.

14. (FCC) Prefeitura de São Luiz – MA 2016 – Procurador do Município

O Conselho Curador do FGTS

(A) tem suas decisões tomadas com a presença da maioria absoluta de seus membros,

não tendo o Presidente direito a voto, exceto quando houver empate.

(B) poderá se reunir, extraordinariamente, quando houver necessidade, competindo

exclusivamente ao Presidente convocar reunião extraordinária.

(C) tem suas decisões tomadas com a presença da maioria absoluta de seus membros,

tendo o Presidente voto de qualidade.

(D) é composto por representação exclusiva de órgãos e entidades governamentais, na

forma estabelecida pelo Poder Executivo.

(E) reunir-se-á ordinariamente, a cada bimestre, por convocação de seu Presidente.

15. (FCC) TRT - 23ª Região (MT) 2016 – Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador Federal

Em relação ao FGTS, a legislação específica estabelece que

DIREITO DO TRABALHO

(A) em razão do alto grau de confiança verificado na prática, a empresa não está

obrigada a recolher FGTS a diretor não empregado, ainda que o contrato de trabalho

do mesmo não tenha sido suspenso.

(B) apreciar e aprovar os programas anuais e plurianuais do FGTS é competência da

Caixa Econômica Federal, como agente operador do Fundo.

(C) os depósitos efetuados nas contas vinculadas do FGTS serão corrigidos monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos e depósitos de poupança e capitalizarão juros de 1% ao mês.

(D) o empregador não está obrigado a realizar os depósitos do FGTS em casos de

afastamento do empregado do trabalho por mais de dezesseis dias, tendo em vista

que, nesses casos, o contrato de trabalho fica suspenso.

(E) a conta vinculada do FGTS poderá ser movimentada em caso de falecimento do trabalhador, sendo o saldo pago a seus dependentes, para esse fim habilitados perante a Previdência Social, segundo o critério adotado para a concessão de pensões por morte. Na falta de dependentes, farão jus ao recebimento do saldo da conta

vinculada seus sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, independente de inventário ou arrolamento.

16. (FCC) TRT - 9ª Região (PR) 2015 – Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador Federal

Para fins de recolhimento do FGTS,

(A) incluem-se na remuneração as importâncias recebidas a título de incentivo à

demissão.

(B) não é considerado o período em que o empregado fica afastado do trabalho para

DIREITO DO TRABALHO

prestação do serviço militar obrigatório.

(C) os contratos de aprendizagem terão alíquota incidente de cinco por cento.

(D) as empresas sujeitas ao regime da legislação trabalhista poderão equiparar seus

diretores não empregados aos demais trabalhadores sujeitos ao regime do FGTS, considerando-se diretor aquele que exerça cargo de administração previsto em lei, estatuto ou contrato social, independente da denominação do cargo.

(E) inclui-se na remuneração, para os fins de recolhimento do FGTS, a importância recebida a título de abono de férias.

17. (CESPE) AGU 2015 – Advogado da União

Julgue o item que se segue, concernente a duração do trabalho, remuneração, FGTS e contratos especiais de trabalho.

Segundo decisão recente do STF, o prazo prescricional relativo aos valores não depositados no FGTS é quinquenal, haja vista esse fundo ser crédito de natureza trabalhista; entretanto, caso o prazo prescricional já esteja em curso, deverá ser

aplicado o que ocorrer primeiro: trinta anos, contados do termo inicial, ou cinco anos, a partir do referido julgado.

(

) CORRETO

(

) ERRADO

18. (FCC) TRT - 15ª Região 2015 – Juiz do Trabalho Substituto

Sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS, cabe aos empregadores depositarem em contas vinculadas dos empregados o valor correspondente a 8% da

DIREITO DO TRABALHO

remuneração do mês anterior, incluídas as comissões, as prestações in natura, o 13º salário,

(A)

as férias indenizadas acrescidas do terço constitucional, mas excluídas as gorjetas.

(B)

as gorjetas e as férias indenizadas acrescidas do terço constitucional.

(C)

excluídas as gorjetas.

(D)

as gorjetas, os adicionais de horas extras e noturno, sendo excluídos os adicionais

de periculosidade e de insalubridade.

(E) as gorjetas.

19. (INSTITUTO AOCP) EBSERH 2015 - Advogado

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é regido por normas e diretrizes estabelecidas por um Conselho Curador. Em relação ao assunto, assinale a alternativa correta.

(A) Uma reunião extraordinária poderá ser convocada pelo presidente do Conselho ou

por requerimento de, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos membros.

(B) As decisões do Conselho serão tomadas com a presença de 2/3 (dois terços) de

seus membros.

(C)

O presidente do Conselho Curador será eleito por maioria simples dos membros.

(D)

É garantida, a participação no Conselho, por representantes dos trabalhadores e

dos empregadores, sendo os representantes do governo classificados como ouvintes

sem poder de voto.

(E) Competirá ao Ministério do Trabalho e da Previdência Social proporcionar ao

Conselho Curador os meios necessários ao exercício de sua competência.

DIREITO DO TRABALHO

20. (CFC) CFC 2015 – Bacharel em Ciências Contábeis

Em relação aos direitos trabalhistas dos empregados, julgue os itens abaixo como

Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

I. Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado. A remuneração

correspondente a esse repouso pode ser descontada quando o empregado não tiver frequência integral na semana.

II. Os empregadores devem continuar a realizar o depósito na conta vinculada do FGTS ao empregado afastado para prestação do serviço militar obrigatório.

III. A remuneração do trabalho noturno nas atividades urbanas, realizado entre as 18h

de um dia e as 6h do dia seguinte, terá um acréscimo de 10%, calculado sobre o valor do salário mínimo.

A sequência CORRETA é:

(A)

F, V, F.

(B)

F, V, V.

(C)

V, F, V.

(D)

V, V, F.

DIREITO DO TRABALHO

e. Revisão 3

21. (FCC) TRT - 4ª Região (RS) 2015 – Técnico Judiciário – Área Administrativa

No tocante ao FGTS, considere:

I. O FGTS será regido por normas e diretrizes estabelecidas por um Conselho Curador, sendo que as suas decisões serão tomadas com a presença, no mínimo, de sete de

seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.

II. À Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente operador, cabe expedir atos

normativos relativos à alocação dos recursos para implementação dos programas aprovados pelo Conselho Curador.

III. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada na hipótese de

despedida indireta e de culpa recíproca.

IV. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada quando o

trabalhador tiver idade igual ou superior a setenta anos.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A)

II e III.

(B)

I e II.

(C)

I, III e IV.

(D)

III e IV.

(E)

I e IV.

22. (FCC) TRT - 4ª Região (RS) 2015 – Técnico Judiciário – Área Administrativa

Marta, Carla e Camila eram empregadas da empresa Y. Marta requereu a rescisão de

DIREITO DO TRABALHO

seu contrato de trabalho, cumprindo o período de aviso prévio. Carla teve seu contrato de trabalho rescindido sem justa causa sendo que seu aviso prévio foi indenizado. Camila teve também seu contrato de trabalho extinto sem justa causa, mas seu aviso prévio foi trabalhado. Nestes casos, conforme súmula do TST, o pagamento relativo ao período de aviso prévio está sujeito a contribuição para o FGTS na rescisão contratual

de

(A)

Carla e Camila, apenas.

(B)

Marta e Camila, apenas.

(C)

Camila, apenas.

(D)

Marta, Carla e Camila.

(E)

Carla, apenas.

23. (FCC) TRT - 4ª Região (RS) 2015 – Analista Judiciário – Área Administrativa

Com relação ao FGTS, no tocante ao Conselho Curador, considere:

I. Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus respectivos

suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações e terão mandato de dois anos, vedada a recondução.

II. O Conselho Curador reunir-se-á ordinariamente, a cada bimestre, por convocação

de seu Presidente e não havendo convocação nesse período, qualquer de seus membros poderá fazê-la.

III. As decisões do Conselho serão tomadas com a presença de no mínimo 1/3 de seus

membros, não possuindo o Presidente direito a voto.

IV. Compete ao Conselho Curador do FGTS fixar critérios para parcelamento de

DIREITO DO TRABALHO

recolhimentos em atraso.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A)

I, II e III.

(B)

I e II.

(C)

II, III e IV.

(D)

I e IV.

(E)

II e IV.

24. TRT - 16ª Região (MA) 2015 – Juiz do Trabalho Substituto

Considerando a legislação em vigor e a jurisprudência dominante do TST, analise as seguintes afirmações e marque a alternativa CORRETA:

I. O cálculo da multa de 40% do FGTS deverá ser feito com base no saldo da conta vinculada na data do efetivo pagamento das verbas rescisórias, incluída a projeção do aviso prévio indenizado, ante o exposto no art. 487, §1º da CLT.

II. O FGTS não incide sobre as parcelas de natureza salarial pagas ao empregado em virtude de prestação de serviços no exterior.

III. A aposentadoria espontânea não é causa de extinção do contrato de trabalho se o empregado permanece prestando serviços ao empregador após a jubilação. Assim, por ocasião da sua dispensa imotivada, o empregado tem direito à multa de 40% do FGTS sobre a totalidade dos depósitos efetuados no curso do pacto laboral.

IV. É obrigatório o recolhimento do FGTS nos casos de afastamento para prestação

hipóteses de auxílio-

do serviço militar obrigatório e em

todas

as

doença previdenciário.

DIREITO DO TRABALHO

V. A majoração do valor do repouso semanal remunerado, em razão da integração das horas extras habitualmente prestadas, não repercute no cálculo do FGTS.

(A)

Somente as afirmativas III e V estão corretas.

(B)

Somente as afirmativas II, III e V estão corretas.

(C)

Somente as afirmativas II, III, IV e V estão corretas.

(D)

Somente as afirmativas I e II estão erradas.

(E)

Todas as afirmativas estão erradas.

25. (OBJETIVA) Prefeitura de Vitorino – PR 2015 - Procurador

Em face da Lei nº 8.036/90, que dispõe sobre o Fundo de Garantia por Tempo de

Serviço, a conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada na seguinte situação:

(A)

Despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior.

(B)

Despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior,

comprovada com pagamento dos valores de que trata o artigo 18.

(C) Despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior,

comprovada com o depósito dos valores de que trata o artigo 18.

(D) Despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior, desde que haja duas testemunhas.

(E) Nenhuma das alternativas anteriores.

26. (FCC) TRT - 1ª Região (RJ) 2015 – Juiz do Trabalho Substituto

DIREITO DO TRABALHO

Em relação à aplicação da Lei n° 8.036/1990, referente ao Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS), é correto afirmar:

(A) É competente a Justiça do Trabalho para julgar os dissídios entre os trabalhadores e

os empregadores decorrentes da aplicação desta Lei, mesmo quando a Caixa Econômica Federal, a União e o Ministério do Trabalho e da Previdência Social figurarem como assistentes.

(B) Nas reclamatórias trabalhistas que objetivam o ressarcimento de parcelas relativas

ao FGTS, ou que, direta ou indiretamente, impliquem essa obrigação de fazer, o juiz determinará que a empresa sucumbente proceda ao recolhimento imediato das importâncias devidas a tal título.

(C) Nas reclamatórias trabalhistas que objetivam o ressarcimento de parcelas relativas

ao FGTS, ou que, direta ou indiretamente impliquem essa obrigação de fazer, o juiz

poderá determinar que a empresa sucumbente proceda ao pagamento dos valores devidos a este título diretamente ao empregado.

(D) O empregador que não realizar os depósitos previstos nesta Lei, no prazo fixado,

responderá pela incidência da Taxa Referencial TR sobre a importância correspondente e sobre o valor dos depósitos, acrescido da TR, incidirão, ainda, juros de mora de 1,0% a.m. ou fração e multa, sujeitando-se, também, às obrigações e sanções previstas no Decreto-lei no 368/1968.

(E) Os depósitos efetuados nas contas vinculadas serão corrigidos monetariamente

com base nos parâmetros fixados para atualização dos créditos trabalhistas e capitalizarão juros de três por cento ao ano.

27. (INSTITUTO AOCP) EBSERH 2015 - Advogado

Assinale a alternativa correta.

DIREITO DO TRABALHO

(A) O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, é um fundo pago pelo empregador, em

conta vinculada do empregado, e deve ser pago até o dia sete de cada mês. Esse fundo

é correspondente a oito por cento da remuneração paga ou devida, no mês anterior.

(B) A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada quando o trabalhador for despedido por justa causa.

(C) O processo de fiscalização, autuação e imposição de multas, em face do FGTS, tem

prescrição vintenária.

(D) Será possível, mediante medida liminar em mandado de segurança ou antecipação

dos efeitos da tutela, obter o saque ou movimentação da conta vinculada do trabalhador no FGTS.

(E) Nas ações entre o FGTS e os titulares de contas vinculadas, bem como naquelas em

que figurem os respectivos representantes ou substitutos processuais, haverá condenação em honorários de 10% sobre o valor cobrado.

28. TRT - 2ª Região (SP) 2015 – Juiz do Trabalho Substituto

À luz da legislação que regulamenta o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, aponte a alternativa CORRETA.

(A) Os contratos de aprendizagem terão a alíquota de recolhimento do FGTS sobre a

remuneração reduzida pela metade em relação a alíquota normal sobre a remuneração do empregado.

(B) O recolhimento do FGTS não incidirá sobre o valor da dobra de férias prevista no

art. 137, da CLT, da participação nos lucros e resultados e da gratificação natalina dos empregados.

(C) O depósito do FGTS mensal e obrigatório nos casos de afastamento para prestação

DIREITO DO TRABALHO

do serviço militar obrigatório e licença por acidente do trabalho.

(D) O percentual da multa rescisória será de trinta por cento sobre o montante de

todos os depósitos realizados quando ocorrer despedida em razão da falência da empresa, por culpa recíproca ou força maior, reconhecida pela Justiça do Trabalho.

(E) A conta vinculada poderá ser movimentada quando o trabalhador permanecer por

dois anos ininterruptos, a partir de 1° de junho de 1990, fora do regime do FGTS, podendo o saque ser efetuado a partir do mês do aniversário do titular da conta.

29. (CETRO) AMAZUL 2015 – Analista de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear - Advogado

De acordo com o disposto no artigo 20, da Lei nº 8.036/1990, a conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada em algumas situações, dentre elas:

I. a despedida sem justa causa, exceto a indireta e de culpa recíproca.

II. aposentadoria concedida pela Previdência Social.

III. quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for portador do vírus HIV.

IV. quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a 65 (sessenta e cinco) anos.

É correto o que está contido em

(A)

I, II, III e IV.

(B)

III e IV, apenas.

(C)

I e II, apenas.

(D)

I e IV, apenas.

(E)

II e III, apenas.

DIREITO DO TRABALHO

30. (VUNESP) Prefeitura de Caieiras – SP 2015 – Assistente de Recursos Humanos

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS é um encargo social que todas as

empresas são obrigadas a recolher,

(A) até

o

dia

trabalhador.

7

de

cada

mês, correspondente a

8% da

remuneração

de

cada

(B) no mês de fevereiro, correspondente a 8% do total da remuneração de seus

funcionários.

(C) até o dia 10 de cada mês, correspondente a 10% da remuneração de cada

trabalhador.

(D) até o dia 20 de cada mês, correspondente a 11% da remuneração de cada

trabalhador.

(E) até

trabalhador.

o

dia

31

de

janeiro,

correspondente

a

11%

da

remuneração

de

cada

DIREITO DO TRABALHO

f. Normas comentadas

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Art. 7 o , CF/88 - São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

III - fundo de garantia do tempo de serviço;

Temos hoje o FGTS devidamente regulamentado na Constituição Federal no seu art. 7 o , inciso III. Sendo um regime obrigatório para todos os trabalhadores urbanos e rurais. Além da Constituição Federal, está na Lei n o 8.036/90 e regulamentado pelo Decreto 99.684/90.

Art. 239 - A arrecadação decorrente das contribuições para o Programa de Integração

Social, criado pela Lei Complementar nº 7, de 7 de setembro de 1970, e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, criado pela Lei Complementar nº 8, de 3 de dezembro de 1970, passa, a partir da promulgação desta Constituição, a financiar, nos termos que a lei dispuser, o programa do seguro- desemprego e o abono de que trata o § 3º deste artigo.

Desde 1988 o Fundo PIS-PASEP não conta com a arrecadação para contas individuais. O art. 239 da Constituição Federal alterou a destinação dos recursos provenientes das contribuições para o PIS e para o PASEP, que passaram a ser alocados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, para custeio do Programa do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e ao financiamento de Programas de Desenvolvimento Econômico pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.

Lei n o 8.036 de 1990

Art. 1º O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), instituído pela Lei nº 5.107, de 13 de setembro de 1966, passa a reger-se por esta lei.

DIREITO DO TRABALHO

Art. 2º O FGTS é constituído pelos saldos das contas vinculadas a que se refere esta lei

e outros recursos a ele incorporados, devendo ser aplicados com atualização monetária e juros, de modo a assegurar a cobertura de suas obrigações.

§ 1º Constituem recursos incorporados ao FGTS, nos termos do caput deste artigo:

a) eventuais saldos apurados nos termos do art. 12, § 4º;

b) dotações orçamentárias específicas;

c) resultados das aplicações dos recursos do FGTS;

d) multas, correção monetária e juros moratórios devidos;

e) demais receitas patrimoniais e financeiras.

§ 2º

impenhoráveis.

As

contas

vinculadas

em

nome

dos

trabalhadores

são

absolutamente

Art. 3 o O FGTS será regido por normas e diretrizes estabelecidas por um Conselho Curador, composto por representação de trabalhadores, empregadores e órgãos e entidades governamentais, na forma estabelecida pelo Poder Executivo.

O Conselho Curador cuida das principais diretrizes do FGTS, composto por representação de trabalhadores, empregadores, órgãos e entidades governamentais.

§ 1º A Presidência do Conselho Curador será exercida pelo representante do Ministério

do Trabalho e da Previdência Social.

A Presidência do Conselho Curador será exercida pelo representante do Ministério do Trabalho e da Previdência Social.

§ 3º Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus respectivos suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais e nomeados pelo Ministro do Trabalho e da Previdência Social, e terão

DIREITO DO TRABALHO

mandato de 2 (dois) anos, podendo ser reconduzidos uma única vez.

Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus respectivos suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais e nomeados pelo Ministro do Trabalho e da Previdência Social, e terão mandato de 2 anos, podendo ser reconduzidos uma única vez.

§ 4º O Conselho Curador reunir-se-á ordinariamente, a cada bimestre, por convocação

de seu Presidente. Esgotado esse período, não tendo ocorrido convocação, qualquer de seus membros poderá fazê-la, no prazo de 15 (quinze) dias. Havendo necessidade, qualquer membro poderá convocar reunião extraordinária, na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Curador.

O Conselho Curador se reunirá ordinariamente, a cada bimestre, por convocação de seu Presidente. Esgotado esse período, não tendo ocorrido convocação, qualquer de seus membros poderá fazê-la, no prazo de 15 dias. Havendo necessidade, qualquer membro poderá convocar reunião extraordinária, na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Curador.

§ 5 o As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da maioria simples de seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.

As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da maioria simples de seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.

§ 6º As despesas porventura exigidas para o comparecimento às reuniões do Conselho

constituirão ônus das respectivas entidades representadas.

§ 7º As ausências ao trabalho dos representantes dos trabalhadores no Conselho

Curador, decorrentes das atividades desse órgão, serão abonadas, computando-se como jornada efetivamente trabalhada para todos os fins e efeitos legais.

As ausências ao trabalho dos representantes dos trabalhadores no Conselho Curador,

DIREITO DO TRABALHO

decorrentes

das atividades desse

órgão,

serão abonadas,

computando-se

como

jornada efetivamente trabalhada para todos os fins e efeitos legais.

§ 8º Competirá ao Ministério do Trabalho e da Previdência Social proporcionar ao

Conselho Curador os meios necessários ao exercício de sua competência, para o que contará com uma Secretaria Executiva do Conselho Curador do FGTS.

§ 9º Aos membros do Conselho Curador, enquanto representantes dos trabalhadores,

efetivos e suplentes, é assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um

ano após o término do mandato de representação, somente podendo ser demitidos por motivo de falta grave, regularmente comprovada através de processo sindical.

Aos membros do Conselho Curador, enquanto representantes dos trabalhadores, efetivos e suplentes, é assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um ano após o término do mandato de representação, somente podendo ser demitidos por motivo de falta grave, regularmente comprovada através de processo sindical.

Art. 4º A gestão da aplicação do FGTS será efetuada pelo Ministério da Ação Social,

cabendo à Caixa Econômica Federal (CEF) o papel de agente operador.

Compete ao Ministério do Planejamento a gestão da aplicação dos recursos do FGTS, cabendo a Caixa Econômica Federal o papel de agente operador.

Art. 5º Ao Conselho Curador do FGTS compete:

I - estabelecer as diretrizes e os programas de alocação de todos os recursos do FGTS, de acordo com os critérios definidos nesta lei, em consonância com a política nacional de desenvolvimento urbano e as políticas setoriais de habitação popular, saneamento

básico e infra-estrutura urbana estabelecidas pelo Governo Federal;

II - acompanhar e avaliar a gestão econômica e financeira dos recursos, bem como os ganhos sociais e o desempenho dos programas aprovados;

DIREITO DO TRABALHO

III - apreciar e aprovar os programas anuais e plurianuais do FGTS;

IV - pronunciar-se sobre as contas do FGTS, antes do seu encaminhamento aos órgãos

de controle interno para os fins legais;

V - adotar as providências cabíveis para a correção de atos e fatos do Ministério da

Ação Social e da Caixa Econômica Federal, que prejudiquem o desempenho e o cumprimento das finalidades no que concerne aos recursos do FGTS;

VI - dirimir dúvidas quanto à aplicação das normas regulamentares, relativas ao FGTS,

nas matérias de sua competência;

VII - aprovar seu regimento interno;

VIII - fixar as normas e valores de remuneração do agente operador e dos agentes

financeiros;

IX - fixar critérios para parcelamento de recolhimentos em atraso;

X - fixar critério e valor de remuneração para o exercício da fiscalização;

XI - divulgar, no Diário Oficial da União, todas as decisões proferidas pelo Conselho,

bem como as contas do FGTS e os respectivos pareceres emitidos.

XII - fixar critérios e condições para compensação entre créditos do empregador, decorrentes de depósitos relativos a trabalhadores não optantes, com contratos extintos, e débitos resultantes de competências em atraso, inclusive aqueles que forem objeto de composição de dívida com o FGTS.

XIII - em relação ao Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de

Serviço - FI-FGTS:

a)

Investimento;

aprovar

a

política

de

investimento

do

FI-FGTS

por

proposta

do

Comitê

de

DIREITO DO TRABALHO

b)

decidir sobre o reinvestimento ou distribuição dos resultados positivos aos cotistas

do

FI-FGTS, em cada exercício;

c)

definir a forma de deliberação, de funcionamento e a composição do Comitê de

Investimento;

d) estabelecer o valor da remuneração da Caixa Econômica Federal pela administração

e

gestão do FI-FGTS, inclusive a taxa de risco;

e)

definir a exposição máxima de risco dos investimentos do FI-FGTS;

f)

estabelecer o limite máximo de participação dos recursos do FI-FGTS por setor, por

empreendimento e por classe de ativo, observados os requisitos técnicos aplicáveis;

g) estabelecer o prazo mínimo de resgate das cotas e de retorno dos recursos à conta

vinculada, observado o disposto no § 19 do art. 20 desta Lei;

h) aprovar o regulamento do FI-FGTS, elaborado pela Caixa Econômica Federal; e

i) autorizar a integralização de cotas do FI-FGTS pelos trabalhadores, estabelecendo

previamente os limites globais e individuais, parâmetros e condições de aplicação e

resgate.

Art. 6º Ao Ministério da Ação Social, na qualidade de gestor da aplicação do FGTS,

compete:

I - praticar todos os atos necessários à gestão da aplicação do Fundo, de acordo com

as diretrizes e programas estabelecidos pelo Conselho Curador;

II - expedir atos normativos relativos à alocação dos recursos para implementação dos programas aprovados pelo Conselho Curador;

III - elaborar orçamentos anuais e planos plurianuais de aplicação dos recursos,

discriminando-os por Unidade da Federação, submetendo-os até 31 de julho ao

DIREITO DO TRABALHO

Conselho Curador do Fundo;

IV

- acompanhar a execução dos programas de habitação popular, saneamento básico

e

infra-estrutura urbana, decorrentes de aplicação de recursos do FGTS,

implementados pela CEF;

V - submeter à apreciação do Conselho Curador as contas do FGTS;

VI - subsidiar o Conselho Curador com estudos técnicos necessários ao aprimoramento operacional dos programas de habitação popular, saneamento básico

e infra-estrutura urbana;

VII - definir as metas a serem alcançadas nos programas de habitação popular,

saneamento básico e infra-estrutura urbana.

Art. 7º À Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente operador, cabe:

I - centralizar os recursos do FGTS, manter e controlar as contas vinculadas, e emitir

regularmente os extratos individuais correspondentes às contas vinculadas e participar da rede arrecadadora dos recursos do FGTS;

II - expedir atos normativos referentes aos procedimentos adiministrativo-operacionais

dos bancos depositários, dos agentes financeiros, dos empregadores e dos trabalhadores, integrantes do sistema do FGTS;

III - definir os procedimentos operacionais necessários à execução dos programas de

habitação popular, saneamento básico e infra-estrutura urbana, estabelecidos pelo Conselho Curador com base nas normas e diretrizes de aplicação elaboradas pelo Ministério da Ação Social;

IV - elaborar as análises jurídica e econômico-financeira dos projetos de habitação popular, infra-estrutura urbana e saneamento básico a serem financiados com recursos do FGTS;

DIREITO DO TRABALHO

V - emitir Certificado de Regularidade do FGTS;

VI - elaborar as contas do FGTS, encaminhando-as ao Ministério da Ação Social;

VII - implementar os atos emanados do Ministério da Ação Social relativos à alocação e

aplicação dos recursos do FGTS, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Curador.

IX - garantir aos recursos alocados ao FI-FGTS, em cotas de titularidade do FGTS, a

remuneração aplicável às contas vinculadas, na forma do caput do art. 13 desta Lei.

Parágrafo único. O Ministério da Ação Social e a Caixa Econômica Federal deverão dar pleno cumprimento aos programas anuais em andamento, aprovados pelo Conselho Curador, sendo que eventuais alterações somente poderão ser processadas mediante prévia anuência daquele colegiado.

Art. 8º O Ministério da Ação Social, a Caixa Econômica Federal e o Conselho Curador do FGTS serão responsáveis pelo fiel cumprimento e observância dos critérios estabelecidos nesta lei.

Art. 9 o As aplicações com recursos do FGTS poderão ser realizadas diretamente pela Caixa Econômica Federal e pelos demais órgãos integrantes do Sistema Financeiro da Habitação - SFH, exclusivamente segundo critérios fixados pelo Conselho Curador do FGTS, em operações que preencham os seguintes requisitos:

I – Garantias:

a) hipotecária;

b) caução de Créditos hipotecários próprios, relativos a financiamentos concedidos com recursos do agente financeiro;

c) caução dos créditos hipotecários vinculados aos imóveis objeto de financiamento;

DIREITO DO TRABALHO

d) hipoteca sobre outros imóveis de propriedade do agente financeiro, desde que

livres e desembaraçados de quaisquer ônus;

e) cessão de créditos do agente financeiro, derivados de financiamentos concedidos

com recursos próprios, garantidos por penhor ou hipoteca;

f)

hipoteca sobre imóvel de propriedade de terceiros;

 

g)

seguro de crédito;

 

h)

garantia

real

ou

vinculação

de

receitas,

inclusive

tarifárias,

nas

aplicações

contratadas com pessoa jurídica de direito público ou de direito privado a ela

vinculada;

i)

aval em nota promissória;

j)

fiança pessoal;

l)

alienação fiduciária de bens móveis em garantia;

m) fiança bancária;

n) outras, a critério do Conselho Curador do FGTS;

II - correção monetária igual à das contas vinculadas;

III - taxa de juros média mínima, por projeto, de 3 (três) por cento ao ano;

IV - prazo máximo de trinta anos.

§ 1º A rentabilidade média das aplicações deverá ser suficiente à cobertura de todos os custos incorridos pelo Fundo e ainda à formação de reserva técnica para o atendimento de gastos eventuais não previstos, sendo da Caixa Econômica Federal o risco de crédito.

§ 2º Os recursos do FGTS deverão ser aplicados em habitação, saneamento básico e

DIREITO DO TRABALHO

infra-estrutura urbana. As disponibilidades financeiras devem ser mantidas em volume que satisfaça as condições de liquidez e remuneração mínima necessária à preservação do poder aquisitivo da moeda.

§ 3º O programa de aplicações deverá destinar, no mínimo, 60 (sessenta) por cento para investimentos em habitação popular.

§ 4º Os projetos de saneamento básico e infra-estrutura urbana, financiados com recursos do FGTS, deverão ser complementares aos programas habitacionais.

§ 5º As garantias, nas diversas modalidades discriminadas no inciso I do caput deste artigo, serão admitidas singular ou supletivamente, considerada a suficiência de cobertura para os empréstimos e financiamentos concedidos.

§ 6 o Mantida a rentabilidade média de que trata o § 1 o , as aplicações em habitação

popular poderão contemplar sistemática de desconto, direcionada em função da renda familiar do beneficiário, onde o valor do benefício seja concedido mediante redução no valor das prestações a serem pagas pelo mutuário ou pagamento de parte da aquisição ou construção de imóvel, dentre outras, a critério do Conselho Curador

do FGTS.

§ 7 o Os recursos necessários para a consecução da sistemática de desconto serão

destacados, anualmente, do orçamento de aplicação de recursos do FGTS, constituindo reserva específica, com contabilização própria.

§ 8º É da União o risco de crédito nas aplicações efetuadas até 1º de junho de 2001

pelos demais órgãos integrantes do Sistema Financeiro da Habitação - SFH e pelas entidades credenciadas pelo Banco Central do Brasil como agentes financeiros, subrogando-se nas garantias prestadas à Caixa Econômica Federal.

Art. 10. O Conselho Curador fixará diretrizes e estabelecerá critérios técnicos para as aplicações dos recursos do FGTS, visando:

DIREITO DO TRABALHO

I - exigir a participação dos contratantes de financiamentos nos investimentos a serem

realizados;

II -

obrigações decorrentes dos financiamentos obtidos;

assegurar

o

cumprimento,

por

parte

dos

contratantes

inadimplentes,

das

III - evitar distorções na aplicação entre as regiões do País, considerando para tanto a

demanda habitacional, a população e outros indicadores sociais.

Art. 11. Os depósitos feitos na rede bancária, a partir de 1º de outubro de 1989, relativos ao FGTS, serão transferidos à Caixa Econômica Federal no segundo dia útil subseqüente à data em que tenham sido efetuados.

Art. 12. No prazo de um ano, a contar da promulgação desta lei, a Caixa Econômica Federal assumirá o controle de todas as contas vinculadas, nos termos do item I do art. 7º, passando os demais estabelecimentos bancários, findo esse prazo, à condição de agentes recebedores e pagadores do FGTS, mediante recebimento de tarifa, a ser fixada pelo Conselho Curador.

1º Enquanto não ocorrer a centralização prevista no caput deste artigo, o depósito

efetuado no decorrer do mês será contabilizado no saldo da conta vinculada do

trabalhador, no primeiro dia útil do mês subseqüente.

2º Até que a Caixa Econômica Federal implemente as disposições do caput deste

artigo, as contas vinculadas continuarão sendo abertas em estabelecimento bancário escolhido pelo empregador, dentre os para tanto autorizados pelo Banco Central do

Brasil, em nome do trabalhador.

Verificando-se

mudança

de

emprego,

até

que

venha

a

ser

implementada

a

centralização no caput deste artigo, a conta vinculada será transferida para o estabelecimento bancário da escolha do novo empregador.

4º Os resultados financeiros auferidos pela Caixa Econômica Federal no período entre

DIREITO DO TRABALHO

o repasse dos bancos e o depósito nas contas vinculadas dos trabalhadores destinar-

se-ão à cobertura das despesas de administração do FGTS e ao pagamento da tarifa aos bancos depositários, devendo os eventuais saldos ser incorporados ao patrimônio do Fundo nos termos do art. 2º, § 1º.

5º Após a centralização das contas vinculadas, na Caixa Econômica Federal, o depósito realizado no prazo regulamentar passa a integrar o saldo da conta vinculada do trabalhador a partir do dia 10 (dez) do mês de sua ocorrência. O depósito realizado

fora do prazo será contabilizado no saldo no dia 10 (dez) subseqüente após atualização monetária e capitalização de juros.

Art.

13.

Os

depósitos

efetuados

nas

contas

vinculadas

serão

corrigidos

monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalização juros de (três) por cento ao ano.

1º Até que ocorra a centralização prevista no item I do art. 7º, a atualização monetária

e a capitalização de juros correrão à conta do Fundo e o respectivo crédito será

efetuado na conta vinculada no primeiro dia útil de cada mês, com base no saldo existente no primeiro dia útil do mês anterior, deduzidos os saques ocorridos no período.

2º Após a centralização das contas vinculadas, na Caixa Econômica Federal, a atualização monetária e a capitalização de juros correrão à conta do Fundo e o respectivo crédito será efetuado na conta vinculada, no dia 10 (dez) de cada mês, com base no saldo existente no dia 10 (dez) do mês anterior ou no primeiro dia útil subseqüente, caso o dia 10 (dez) seja feriado bancário, deduzidos os saques ocorridos

no período.

Todo dia 10, as contas de FGTS são corrigidas monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalizarão juros de três por cento ao ano.

DIREITO DO TRABALHO

3º Para as contas vinculadas dos trabalhadores optantes existentes à data de 22 de

setembro de 1971, a capitalização dos juros dos depósitos continuará a ser feita na

seguinte progressão, salvo no caso de mudança de empresa, quando a capitalização dos juros passará a ser feita à taxa de 3 (três) por cento ao ano:

I - 3 (três) por cento, durante os dois primeiros anos de permanência na mesma

empresa;

II - 4 (quatro) por cento, do terceiro ao quinto ano de permanência na mesma

empresa;

III - 5 (cinco) por cento, do sexto ao décimo ano de permanência na mesma empresa;

IV - 6 (seis) por cento, a partir do décimo primeiro ano de permanência na mesma

empresa.

4º O saldo das contas vinculadas é garantido pelo Governo Federal, podendo ser instituído seguro especial para esse fim.

§ 5º O Conselho Curador autorizará a distribuição de parte do resultado positivo

auferido pelo FGTS, mediante crédito nas contas vinculadas de titularidade dos trabalhadores, observadas as seguintes condições, entre outras a seu critério:

I - a distribuição alcançará todas as contas vinculadas que apresentarem saldo positivo em 31 de dezembro do exercício-base do resultado auferido, inclusive as contas vinculadas de que trata o art. 21 desta Lei;

II - a distribuição será proporcional ao saldo de cada conta vinculada em 31 de

dezembro do exercício-base e deverá ocorrer até 31 de agosto do ano seguinte ao exercício de apuração do resultado; e

III - a distribuição do resultado auferido será de 50% (cinquenta por cento) do

resultado do exercício.

DIREITO DO TRABALHO

§ 6º O valor de distribuição do resultado auferido será calculado posteriormente ao valor desembolsado com o desconto realizado no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), de que trata a Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009.

§ 7º O valor creditado nas contas vinculadas a título de distribuição de resultado, acrescido de juros e atualização monetária, não integrará a base de cálculo do depósito da multa rescisória de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 18 desta Lei.

Art. 14. Fica ressalvado o direito adquirido dos trabalhadores que, à data da promulgação da Constituição Federal de 1988, já tinham o direito à estabilidade no emprego nos termos do Capítulo V do Título IV da CLT.

1º O tempo do trabalhador não optante do FGTS, anterior a 5 de outubro de 1988, em caso de rescisão sem justa causa pelo empregador, reger-se-á pelos dispositivos constantes dos arts. 477, 478 e 497 da CLT.

2º O tempo de serviço anterior à atual Constituição poderá ser transacionado entre empregador e empregado, respeitado o limite mínimo de 60 (sessenta) por cento da indenização prevista.

3º É facultado ao empregador desobrigar-se da responsabilidade da indenização relativa ao tempo de serviço anterior à opção, depositando na conta vinculada do

trabalhador, até o último dia útil do mês previsto em lei para o pagamento de salário, o valor correspondente à indenização, aplicando-se ao depósito, no que couber, todas as disposições desta lei.

4º Os trabalhadores poderão a qualquer momento optar pelo FGTS com efeito retroativo a 1º de janeiro de 1967 ou à data de sua admissão, quando posterior àquela.

Art. 15. Para os fins previstos nesta lei, todos os empregadores ficam obrigados a depositar, até o dia 7 (sete) de cada mês, em conta bancária vinculada, a importância correspondente a 8 (oito) por cento da remuneração paga ou devida, no mês anterior,

DIREITO DO TRABALHO

a cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os arts. 457 e

458 da CLT e a gratificação de Natal a que se refere a Lei nº 4.090, de 13 de julho de

1962, com as modificações da Lei nº 4.749, de 12 de agosto de 1965.

Todos os empregadores ficam obrigados a depositar, em conta bancária vinculada, a importância correspondente a 8% da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas as comissões, gorjetas, gratificações e a gratificação de Natal.

§ 1º Entende-se por empregador a pessoa física ou a pessoa jurídica de direito privado

ou de direito público, da administração pública direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que

admitir trabalhadores a seu serviço, bem assim aquele que, regido por legislação especial, encontrar-se nessa condição ou figurar como fornecedor ou tomador de mão-de-obra, independente da responsabilidade solidária e/ou subsidiária a que eventualmente venha obrigar-se.

§ 2º Considera-se trabalhador toda pessoa física que prestar serviços a empregador, a locador ou tomador de mão-de-obra, excluídos os eventuais, os autônomos e os servidores públicos civis e militares sujeitos a regime jurídico próprio.

§ 3º Os trabalhadores domésticos poderão ter acesso ao regime do FGTS, na forma que vier a ser prevista em lei.

§ 4º Considera-se remuneração as retiradas de diretores não empregados, quando

haja deliberação da empresa, garantindo-lhes os direitos decorrentes do contrato de trabalho de que trata o art. 16.

§ 5º O depósito de que trata o caput deste artigo é obrigatório nos casos de

afastamento para prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente do

trabalho.

DIREITO DO TRABALHO

Cabe observar que na hipótese de interrupção do contrato de trabalho, o empregador deverá continuar efetuando o depósito das parcelas referentes ao FGTS de seus trabalhadores. Todavia, ocorrendo a suspensão (sem trabalho, sem salário, lembram?) do contrato de trabalho, via de regra, o empregador não precisará arcar com os depósitos, exceto:

Licença-maternidade

Aborto não criminoso

Licença em razão do acidente de trabalho, apos os quinze primeiros dias;

Prestação do serviço militar obrigatório

§ 6º Não se incluem na remuneração, para os fins desta Lei, as parcelas elencadas no §

9º do art. 28 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.

§ 7 o Os contratos de aprendizagem terão a alíquota a que se refere o caput deste

artigo reduzida para dois por cento.

Para os empregados em geral, o valor será o correspondente a 8% do salário bruto pago ao trabalhador. Para os contratos de trabalho firmados nos termos da Lei nº 11.180/05 (Contrato de Aprendizagem), o percentual é reduzido para 2%.

Art. 16. Para efeito desta lei, as empresas sujeitas ao regime da legislação trabalhista

poderão equiparar seus diretores não empregados aos demais trabalhadores sujeitos ao regime do FGTS. Considera-se diretor aquele que exerça cargo de administração previsto em lei, estatuto ou contrato social, independente da denominação do cargo.

Art. 17. Os empregadores se obrigam a comunicar mensalmente aos trabalhadores os valores recolhidos ao FGTS e repassar-lhes todas as informações sobre suas contas vinculadas recebidas da Caixa Econômica Federal ou dos bancos depositários.

Art. 18. Ocorrendo rescisão do contrato de trabalho, por parte do empregador, ficará este obrigado a depositar na conta vinculada do trabalhador no FGTS os valores

DIREITO DO TRABALHO

relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao imediatamente anterior, que ainda não houver sido recolhido, sem prejuízo das cominações legais.

§ 1º Na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa, depositará este, na

conta vinculada do trabalhador no FGTS, importância igual a quarenta por cento do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros.

§ 2º Quando ocorrer despedida por culpa recíproca ou força maior, reconhecida pela

Justiça do Trabalho, o percentual de que trata o § 1º será de 20 (vinte) por cento.

§ 3° As importâncias de que trata este artigo deverão constar da documentação

comprobatória do recolhimento dos valores devidos a título de rescisão do contrato de

trabalho, observado o disposto no art. 477 da CLT, eximindo o empregador, exclusivamente, quanto aos valores discriminados.

Art. 19. No caso de extinção do contrato de trabalho prevista no art. 14 desta lei, serão observados os seguintes critérios:

I - havendo indenização a ser paga, o empregador, mediante comprovação do

pagamento daquela, poderá sacar o saldo dos valores por ele depositados na conta

individualizada do trabalhador;

II - não havendo indenização a ser paga, ou decorrido o prazo prescricional para a

reclamação de direitos por parte do trabalhador, o empregador poderá levantar em seu favor o saldo da respectiva conta individualizada, mediante comprovação perante

o órgão competente do Ministério do Trabalho e da Previdência Social.

Art. 19-A. É devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador cujo

contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2 o , da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário.

Parágrafo único. O saldo existente em conta vinculada, oriundo de contrato declarado

DIREITO DO TRABALHO

nulo até 28 de julho de 2001, nas condições do caput, que não tenha sido levantado até essa data, será liberado ao trabalhador a partir do mês de agosto de 2002.

Art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas seguintes situações:

I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior;

II - extinção total da empresa, fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos, filiais ou agências, supressão de parte de suas atividades, declaração de nulidade do contrato de trabalho nas condições do art. 19-A, ou ainda falecimento do empregador individual sempre que qualquer dessas ocorrências implique rescisão de contrato de trabalho, comprovada por declaração escrita da empresa, suprida, quando for o caso, por decisão judicial transitada em julgado;

III - aposentadoria concedida pela Previdência Social;

IV - falecimento do trabalhador, sendo o saldo pago a seus dependentes, para esse fim

habilitados perante a Previdência Social, segundo o critério adotado para a concessão de pensões por morte. Na falta de dependentes, farão jus ao recebimento do saldo da conta vinculada os seus sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, expedido a requerimento do interessado, independente de inventário ou arrolamento;

V - pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional

concedido no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), desde que:

a) o mutuário conte com o mínimo de 3 (três) anos de trabalho sob o regime do FGTS,

na mesma empresa ou em empresas diferentes;

b) o valor bloqueado seja utilizado, no mínimo, durante o prazo de 12 (doze) meses;

c) o valor do abatimento atinja, no máximo, 80 (oitenta) por cento do montante da

prestação;

DIREITO DO TRABALHO

VI - liquidação ou amortização extraordinária do saldo devedor de financiamento

imobiliário, observadas as condições estabelecidas pelo Conselho Curador, dentre elas

a de que o financiamento seja concedido no âmbito do SFH e haja interstício mínimo

de

2 (dois) anos para cada movimentação;

VII

– pagamento total ou parcial do preço de aquisição de moradia própria, ou lote

urbanizado de interesse social não construído, observadas as seguintes condições:

a)

o mutuário deverá contar com o mínimo de 3 (três) anos de trabalho sob o regime

do

FGTS, na mesma empresa ou empresas diferentes;

b)

seja a operação financiável nas condições vigentes para o SFH;

VIII

- quando o trabalhador permanecer três anos ininterruptos, a partir de 1º de junho

de

1990, fora do regime do FGTS, podendo o saque, neste caso, ser efetuado a partir

do

mês de aniversário do titular da conta.

IX - extinção normal do contrato a termo, inclusive o dos trabalhadores temporários regidos pela Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974;

X - suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior a 90 (noventa)

dias, comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria profissional.

XI - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de

neoplasia maligna.

XII

- aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização, regidos pela Lei n° 6.385,

de

7 de dezembro de 1976, permitida a utilização máxima de 50 % (cinqüenta por

cento) do saldo existente e disponível em sua conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, na data em que exercer a opção.

XIII - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for portador do vírus

HIV;

(Incluído pela Medida Provisória nº 2.164-41, de 2001)

DIREITO DO TRABALHO

XIV - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes estiver em estágio

terminal, em razão de doença grave, nos termos do regulamento;

XV - quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a setenta anos.

XVI - necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural,

conforme disposto em regulamento, observadas as seguintes condições:

a) o trabalhador deverá ser residente em áreas comprovadamente atingidas de

Município ou do Distrito Federal em situação de emergência ou em estado de

calamidade pública, formalmente reconhecidos pelo Governo Federal;

b) a solicitação de movimentação da conta vinculada será admitida até 90 (noventa)

dias após a publicação do ato de reconhecimento, pelo Governo Federal, da situação

de emergência ou de estado de calamidade pública; e

c)

regulamento.

o

valor

máximo

do

saque

da

conta

vinculada

será

definido

na

forma

do

XVII - integralização de cotas do FI-FGTS, respeitado o disposto na alínea i do inciso XIII

do art. 5 o desta Lei, permitida a utilização máxima de 30% (trinta por cento) do saldo

existente e disponível na data em que exercer a opção.

XVIII - quando o trabalhador com deficiência, por prescrição, necessite adquirir órtese

ou

prótese para promoção de acessibilidade e de inclusão social.

XIX

- pagamento total ou parcial do preço de aquisição de imóveis da União inscritos

em

regime de ocupação ou aforamento, a que se referem o art. 4 o da Lei n o 13.240, de

30 de dezembro de 2015, e o art. 16-A da Lei n o 9.636, de 15 de maio de 1998, respectivamente, observadas as seguintes condições:

a) o mutuário deverá contar com o mínimo de três anos de trabalho sob o regime do

FGTS, na mesma empresa ou em empresas diferentes;

DIREITO DO TRABALHO

b) seja a operação financiável nas condições vigentes para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) ou ainda por intermédio de parcelamento efetuado pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), mediante a contratação da Caixa Econômica Federal como agente financeiro dos contratos de parcelamento;

c) sejam observadas as demais regras e condições estabelecidas para uso do FGTS.

§ 1º A regulamentação das situações previstas nos incisos I e II assegurar que a

retirada a que faz jus o trabalhador corresponda aos depósitos efetuados na conta vinculada durante o período de vigência do último contrato de trabalho, acrescida de juros e atualização monetária, deduzidos os saques.

§ 2º O Conselho Curador disciplinará o disposto no inciso V, visando beneficiar os

trabalhadores de baixa renda e

preservar o equilíbrio financeiro do FGTS.

§ 3º O direito de adquirir moradia com recursos do FGTS, pelo trabalhador, só poderá ser exercido para um único imóvel.

§ 4º O imóvel objeto de utilização do FGTS somente poderá ser objeto de outra transação com recursos do fundo, na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Curador.

§ 5º O pagamento da retirada após o período previsto em regulamento, implicará atualização monetária dos valores devidos.

§ 6 o Os recursos aplicados em cotas de fundos Mútuos de Privatização, referidos no

inciso XII, serão destinados, nas condições aprovadas pelo CND, a aquisições de valores mobiliários, no âmbito do Programa Nacional de Desestatização, de que trata a Lei n o 9.491, de 1997, e de programas estaduais de desestatização, desde que, em

ambos os casos, tais destinações sejam aprovadas pelo CND.

§ 7 o Ressalvadas as alienações decorrentes das hipóteses de que trata o § 8 o , os

valores mobiliários a que se refere o parágrafo anterior só poderão ser integralmente

DIREITO DO TRABALHO

vendidos, pelos respectivos Fundos, seis meses após a sua aquisição, podendo ser alienada em prazo inferior parcela equivalente a 10% (dez por cento) do valor adquirido, autorizada a livre aplicação do produto dessa alienação, nos termos da Lei n o 6.385, de 7 de dezembro de 1976.

§ 8 o As aplicações em Fundos Mútuos de Privatização e no FI-FGTS são nominativas,

impenhoráveis e, salvo as hipóteses previstas nos incisos I a XI e XIII a XVI do caput

deste artigo, indisponíveis por seus titulares.

§ 9° Decorrido o prazo mínimo de doze meses, contados da efetiva transferência das

quotas para os Fundos Mútuos de Privatização, os titulares poderão optar pelo retorno

para sua conta vinculada no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

§ 10. A cada período de seis meses, os titulares das aplicações em Fundos Mútuos de Privatização poderão transferi-las para outro fundo de mesma natureza.

§ 11. O montante das aplicações de que trata o § 6° deste artigo ficará limitado ao

valor dos créditos contra o Tesouro Nacional de que seja titular o Fundo de Garantia

do Tempo de Serviço.

§ 12. Desde que preservada a participação individual dos quotistas, será permitida a constituição de clubes de investimento, visando a aplicação em quotas de Fundos

Mútuos de Privatização.

§ 13. A garantia a que alude o § 4 o do art. 13 desta Lei não compreende as aplicações a que se referem os incisos XII e XVII do caput deste artigo.

§

14. Ficam isentos do imposto de renda:

I

-

a

parcela dos ganhos nos Fundos Mútuos de Privatização até o limite da

remuneração das contas vinculadas de que trata o art. 13 desta Lei, no mesmo período; e

DIREITO DO TRABALHO

II - os ganhos do FI-FGTS e do Fundo de Investimento em Cotas - FIC, de que trata o § 19 deste artigo.

§ 15. A transferência de recursos da conta do titular no Fundo de Garantia do Tempo

de Serviço em razão da aquisição de ações, nos termos do inciso XII do caput deste artigo, ou de cotas do FI-FGTS não afetará a base de cálculo da multa rescisória de que tratam os §§ 1 o e 2 o do art. 18 desta Lei.

§ 16. Os clubes de investimento a que se refere o § 12 poderão resgatar, durante os

seis primeiros meses da sua constituição, parcela equivalente a 5% (cinco por cento) das cotas adquiridas, para atendimento de seus desembolsos, autorizada a livre aplicação do produto dessa venda, nos termos da Lei n o 6.385, de 7 de dezembro de

1976.

§ 17. Fica vedada a movimentação da conta vinculada do FGTS nas modalidades

previstas nos incisos V, VI e VII deste artigo, nas operações firmadas, a partir de 25 de junho de 1998, no caso em que o adquirente já seja proprietário ou promitente comprador de imóvel localizado no Município onde resida, bem como no caso em que

o adquirente já detenha, em qualquer parte do País, pelo menos um financiamento nas condições do SFH.

§ 18. É indispensável o comparecimento pessoal do titular da conta vinculada para o

pagamento da retirada nas hipóteses previstas nos incisos I, II, III, VIII, IX e X deste artigo, salvo em caso de grave moléstia comprovada por perícia médica, quando será paga a procurador especialmente constituído para esse fim.

§ 19.

realizada por meio de Fundo de Investimento em Cotas - FIC, constituído pela Caixa

Econômica Federal especificamente para essa finalidade.

A integralização das cotas previstas no inciso XVII do caput deste artigo será

§ 20. A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá os requisitos para a integralização das cotas referidas no § 19 deste artigo, devendo condicioná-la pelo

DIREITO DO TRABALHO

menos ao atendimento das seguintes exigências:

I - elaboração e entrega de prospecto ao trabalhador; e

II - declaração por escrito, individual e específica, pelo trabalhador de sua ciência

quanto aos riscos do investimento que está realizando.

§ 21. As movimentações autorizadas nos incisos V e VI do caput serão estendidas aos

contratos de participação de grupo de consórcio para aquisição de imóvel residencial, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado, na forma a ser regulamentada pelo Conselho Curador do FGTS.

§ 22. Na movimentação das contas vinculadas a contrato de trabalho extinto até 31 de

dezembro de 2015, ficam isentas as exigências de que trata o inciso VIII do caput deste artigo, podendo o saque, nesta hipótese, ser efetuado segundo cronograma de atendimento estabelecido pelo agente operador do FGTS.

Art. 21. Os saldos das contas não individualizadas e das contas vinculadas que se conservem ininterruptamente sem créditos de depósitos por mais de cinco anos, a partir de 1º de junho de 1990, em razão de o seu titular ter estado fora do regime do FGTS, serão incorporados ao patrimônio do fundo, resguardado o direito do beneficiário reclamar, a qualquer tempo, a reposição do valor

transferido.

(Redação dada pela Lei nº 8.678, de 1993)

Parágrafo único. O valor, quando reclamado, será pago ao trabalhador acrescido da

remuneração prevista no § 2º do art. 13 desta lei.

(Incluído pela Lei nº 8.678, de

1993)

Art. 22. O empregador que não realizar os depósitos previstos nesta Lei, no prazo

fixado no art. 15, responderá pela incidência da Taxa Referencial – TR sobre a importância correspondente. (Redação dada pela Lei nº 9.964, de 2000)

§ 1 o Sobre o valor dos depósitos, acrescido da TR, incidirão, ainda, juros de mora de

DIREITO DO TRABALHO

0,5% a.m. (cinco décimos por cento ao mês) ou fração e multa, sujeitando-se, também, às obrigações e sanções previstas no Decreto-Lei n o 368, de 19 de dezembro de 1968.

§ 2 o A incidência da TR de que trata o caput deste artigo será cobrada por dia de

atraso, tomando-se por base o índice de atualização das contas vinculadas do FGTS.

§ 2 o -A. A multa referida no § 1 o deste artigo será cobrada nas condições que se seguem:

I – 5% (cinco por cento) no mês de vencimento da obrigação;

II – 10% (dez por cento) a partir do mês seguinte ao do vencimento da obrigação.

§ 3 o Para efeito de levantamento de débito para com o FGTS, o percentual de 8% (oito

por cento) incidirá sobre o valor acrescido da TR até a data da respectiva operação.

Art. 23. Competirá ao Ministério do Trabalho e da Previdência Social a verificação, em nome da Caixa Econômica Federal, do cumprimento do disposto nesta lei,

especialmente quanto à apuração dos débitos e das infrações praticadas pelos empregadores ou tomadores de serviço, notificando-os para efetuarem e comprovarem os depósitos correspondentes e cumprirem as demais determinações legais, podendo, para tanto, contar com o concurso de outros órgãos do Governo Federal, na forma que vier a ser regulamentada.

§ 1º Constituem infrações para efeito desta lei:

I - não depositar mensalmente o percentual referente ao FGTS, bem como os valores previstos no art. 18 desta Lei, nos prazos de que trata o § 6 o do art. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT;

II - omitir as informações sobre a conta vinculada do trabalhador;

III -

trabalhadores beneficiários, com erros ou omissões;

apresentar

as

informações

ao

Cadastro

Nacional

do

Trabalhador,

dos

DIREITO DO TRABALHO

IV - deixar de computar, para efeito de cálculo dos depósitos do FGTS, parcela componente da remuneração;

V - deixar de efetuar os depósitos e os acréscimos legais, após notificado pela fiscalização.

§ 2º Pela infração do disposto no § 1º deste artigo, o infrator estará sujeito às seguintes multas por trabalhador prejudicado:

a) de 2 (dois) a 5 (cinco) BTN, no caso dos incisos II e III;

b) de 10 (dez) a 100 (cem) BTN, no caso dos incisos I, IV e V.

§ 3º Nos casos de fraude, simulação, artifício, ardil, resistência, embaraço ou desacato à fiscalização, assim como na reincidência, a multa especificada no parágrafo anterior

será duplicada, sem prejuízo das demais cominações legais.

§ 4º Os valores das multas, quando não recolhidas no prazo legal, serão atualizados

monetariamente até a data de seu efetivo pagamento, através de sua conversão pelo BTN Fiscal.

§ 5º O processo de fiscalização, de autuação e de imposição de multas reger-se-á pelo

disposto no Título VII da CLT, respeitado o privilégio do FGTS à prescrição trintenária.

§ 6º Quando julgado procedente o recurso interposto na forma do Título VII da CLT, os

depósitos efetuados para garantia de instância serão restituídos com os valores atualizados na forma de lei.

§ 7º A rede arrecadadora e a Caixa Econômica Federal deverão prestar ao Ministério do

Trabalho e da Previdência Social as informações necessárias à fiscalização.

Art. 24. Por descumprimento ou inobservância de quaisquer das obrigações que lhe

compete como agente arrecadador, pagador e mantenedor do cadastro de contas vinculadas, na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Curador, fica o

DIREITO DO TRABALHO

banco depositário sujeito ao pagamento de multa equivalente a 10 (dez) por cento do montante da conta do empregado, independentemente das demais cominações legais.

Art. 25. Poderá o próprio trabalhador, seus dependentes e sucessores, ou ainda o Sindicato a que estiver vinculado, acionar diretamente a empresa por intermédio da Justiça do Trabalho, para compeli-la a efetuar o depósito das importâncias devidas nos termos desta lei.

Parágrafo único. A Caixa Econômica Federal e o Ministério do Trabalho e da Previdência Social deverão ser notificados da propositura da reclamação.

Art. 26. É competente a Justiça do Trabalho para julgar os dissídios entre os trabalhadores e os empregadores decorrentes da aplicação desta lei, mesmo quando a Caixa Econômica Federal e o Ministério do Trabalho e da Previdência Social figurarem como litisconsortes.

Parágrafo único. Nas reclamatórias trabalhistas que objetivam o ressarcimento de parcelas relativas ao FGTS, ou que, direta ou indiretamente, impliquem essa obrigação de fazer, o juiz determinará que a empresa sucumbente proceda ao recolhimento

imediato das importâncias devidas a tal título.

Art. 27. A apresentação do Certificado de Regularidade do FGTS, fornecido pela Caixa

Econômica Federal, é obrigatória nas seguintes situações:

a) habilitação e licitação promovida por órgão da Administração Federal, Estadual e Municipal, direta, indireta ou fundacional ou por entidade controlada direta ou

indiretamente pela União, Estado e Município;

b)

obtenção,

por

parte

da

União,

Estados

e

Municípios,

ou

por

órgãos

da

Administração Federal, Estadual e Municipal, direta, indireta, ou fundacional, ou indiretamente pela União, Estados ou Municípios, de empréstimos ou financiamentos junto a quaisquer entidades financeiras oficiais; (Vide Medida Provisória nº 526, de

2011)

DIREITO DO TRABALHO

(Vide Lei nº 12.453, de 2011)

(Vide Lei nº 13.340, de 2016)

c) obtenção de favores creditícios, isenções, subsídios, auxílios, outorga ou concessão

de serviços ou quaisquer outros benefícios concedidos por órgão da Administração Federal, Estadual e Municipal, salvo quando destinados a saldar débitos para com o FGTS;

d) transferência de domicílio para o exterior;

e) registro ou arquivamento, nos órgãos competentes, de alteração ou distrato de contrato social, de estatuto, ou de qualquer documento que implique modificação na estrutura jurídica do empregador ou na sua extinção.

Art. 28. São isentos de tributos federais os atos e operações necessários à aplicação desta lei, quando praticados pela Caixa Econômica Federal, pelos trabalhadores e seus dependentes ou sucessores, pelos empregadores e pelos estabelecimentos bancários.

Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo às importâncias devidas, nos termos desta lei, aos trabalhadores e seus dependentes ou sucessores.

Art. 29. Os depósitos em conta vinculada, efetuados nos termos desta lei, constituirão despesas dedutíveis do lucro operacional dos empregadores e as importâncias levantadas a seu favor implicarão receita tributável.

Art. 29-A. Quaisquer créditos relativos à correção dos saldos das contas vinculadas do FGTS serão liquidados mediante lançamento pelo agente operador na respectiva conta

do trabalhador.

(Incluído pela Medida Provisória nº 2.197-43, de 2001)

Art. 29-B. Não será cabível medida liminar em mandado de segurança, no procedimento cautelar ou em quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preventiva, nem a tutela antecipada prevista nos arts. 273 e 461 do Código de Processo Civil que impliquem saque ou movimentação da conta vinculada do trabalhador no FGTS. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.197-43, de 2001)

DIREITO DO TRABALHO

Art. 29-C. Nas ações entre o FGTS e os titulares de contas vinculadas, bem como naquelas em que figurem os respectivos representantes ou substitutos processuais, não haverá condenação em honorários advocatícios. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.164-41, de 2001) (Vide ADI nº 2.736)

Art. 29-D. A penhora em dinheiro, na execução fundada em título judicial em que se determine crédito complementar de saldo de conta vinculada do FGTS, será feita mediante depósito de recursos do Fundo em conta vinculada em nome do exeqüente,

à disposição do juízo.

(Incluído pela Medida Provisória nº 2.164-41, de 2001)

Parágrafo único. O valor do depósito só poderá ser movimentado, após liberação judicial, nas hipóteses previstas no art. 20 ou para reversão ao Fundo. (Incluído

pela Medida Provisória nº 2.164-41, de 2001)

Art. 30. Fica reduzida para 1 1/2 (um e meio) por cento a contribuição devida pelas

empresas ao Serviço Social do Comércio e ao Serviço Social da Indústria e dispensadas estas entidades da subscrição compulsória a que alude o art. 21 da Lei nº 4.380, de 21 de agosto de 1964.

Art. 31. O Poder Executivo expedirá o Regulamento desta lei no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data de sua promulgação.

Art. 32. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogada a Lei nº 7.839, de 12 de outubro de 1989, e as demais disposições em contrário.

Lei Complementar n o 150 de 2015

Art. 21, LC 150/2015 - É devida a inclusão do empregado doméstico no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), na forma do regulamento a ser editado pelo Conselho Curador e pelo agente operador do FGTS, no âmbito de suas competências, conforme disposto nos arts. 5o e 7o da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990, inclusive

DIREITO DO TRABALHO

no que tange aos aspectos técnicos de depósitos, saques, devolução de valores e emissão de extratos, entre outros determinados na forma da lei.

Art. 22, LC 150/2015 - O empregador doméstico depositará a importância de 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento) sobre a remuneração devida, no mês anterior, a cada empregado, destinada ao pagamento da indenização compensatória da perda do emprego, sem justa causa ou por culpa do empregador, não se aplicando ao empregado doméstico o disposto nos §§ 1o a 3o do art. 18 da Lei no 8.036, de 11 de

maio de 1990.

Art. 34, LC 150/2015 - O Simples Doméstico assegurará o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes valores:

IV - 8% (oito por cento) de recolhimento para o FGTS;

No caso de trabalhador doméstico, o recolhimento é correspondente a 11,2%, sendo 8% a título de depósito mensal e 3,2% a título de antecipação do recolhimento rescisório.

Lei Complementar n o 7 de 1970

Art. 1º - É instituído, na forma prevista nesta Lei, o Programa de Integração Social, destinado a promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas.

O Programa de Integração Social (PIS) é uma contribuição tributária, realizada pelas empresas, destinada aos profissionais do setor privado, que visa financiar o pagamento do seguro-desemprego, abono e participação na receita destas organizações.

§ 1º - Para os fins desta Lei, entende-se por empresa a pessoa jurídica, nos termos da

DIREITO DO TRABALHO

legislação do Imposto de Renda, e por empregado todo aquele assim definido pela Legislação Trabalhista.

§ 2º - A participação dos trabalhadores avulsos, assim definidos os que prestam

serviços a diversas empresas, sem relação empregatícia, no Programa de Integração Social, far-se-á nos termos do Regulamento a ser baixado, de acordo com o art. 11 desta Lei.

Art. 2º - O Programa de que trata o artigo anterior será executado mediante Fundo de Participação, constituído por depósitos efetuados pelas empresas na Caixa Econômica Federal.

Parágrafo único - A Caixa Econômica Federal poderá celebrar convênios com estabelecimentos da rede bancária nacional, para o fim de receber os depósitos a que se refere este artigo.

Art. 3º - O Fundo de Participação será constituído por duas parcelas:

a) a primeira, mediante dedução do Imposto de Renda devido, na forma estabelecida

no § 1º deste artigo, processando-se o seu recolhimento ao Fundo juntamente com o pagamento do Imposto de Renda;

b) a segunda, com recursos próprios da empresa, calculados com base no faturamento, como segue: (Vide Lei Complementar nº 17, de 1973)

1)

no exercício de 1971, 0,15%;

2)

no exercício de 1972, 0,25%;

3)

no exercício de 1973, 0,40%;

4)

no exercício de 1974 e subseqüentes, 0,50%.

§

1º - A dedução a que se refere a alínea a deste artigo será feita sem prejuízo do

DIREITO DO TRABALHO

direito de utilização dos incentivos fiscais previstos na legislação em vigor e calculada com base no valor do Imposto de Renda devido, nas seguintes proporções:

a) no exercício de 1971 -> 2%;

b) no exercício de 1972 - 3%;

c) no exercício de 1973 e subseqüentes - 5%.

§ 2.º - As instituições financeiras, sociedades seguradoras e outras empresas que não realizam operações de vendas de mercadorias participarão do Programa de Integração

Social com uma contribuição ao Fundo de Participação de, recursos próprios de valor idêntico do que for apurado na forma do parágrafo anterior.

§ 3º- As empresas a título de incentivos fiscais estejam isentas, ou venham a ser

isentadas, do pagamento do Imposto de Renda, contribuirão para o Fundo de Participação, na base de cálculo como se aquele tributo fosse devido, obedecidas as percentagens previstas neste artigo.

§ 4º - As entidades de fins não lucrativos, que tenham empregados assim definidos pela legislação trabalhista, contribuirão para o Fundo na forma da lei.

§ 5º - A Caixa Econômica Federal resolverá os casos omissos, de acordo com os critérios fixados pelo Conselho Monetário Nacional.

Art. 4.º - O Conselho Nacional poderá alterar, até 50% (cinqüenta por cento), para mais ou para menos, os percentuais de contribuição de que trata o § 2º do art. 3º, tendo em vista a proporcionalidade das contribuições.

Art. 5º - A Caixa Econômica Federal emitirá, em nome de cada empregado, uma Caderneta de Participação - Programa de Integração Social - movimentável na forma dos arts. 8º e 9º desta Lei.

Art. 6.º - A efetivação dos depósitos no Fundo correspondente à contribuição referida

DIREITO DO TRABALHO

na alínea b do art. 3º será processada mensalmente a partir de 1º de julho de 1971.

Parágrafo único - A contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro; a de agosto, com base no faturamento de fevereiro; e assim sucessivamente.

Art. 7º - A participação do empregado no Fundo far-se-á mediante depósitos efetuados em contas individuais abertas em nome de cada empregado, obedecidos os seguintes critérios:

a) 50% (cinqüenta por cento) do valor destinado ao Fundo será dividido em partes

proporcionais ao montante de salários recebidos no período);

b) os 50% (cinqüenta por cento) restantes serão divididos em partes proporcionais aos

qüinqüênios de serviços prestados pelo empregado.

§ 1º - Para os fins deste artigo, a Caixa Econômica Federal, com base nas Informações

fornecidas pelas empresas, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados da publicação desta Lei, organizará um Cadastro - Geral dos participantes do Fundo, na forma que for estabelecida em regulamento.

§ 2º - A omissão dolosa de nome de empregado entre os participantes do Fundo

sujeitará a empresa a multa, em benefício do Fundo, no valor de 10 (dez) meses de salários, devidos ao empregado cujo nome houver sido omitido.

§ 3º - Igual penalidade será aplicada em caso de declaração falsa sobre o valor do salário e do tempo de serviço do empregado na empresa.

Art. 10 - As obrigações das empresas, decorrentes desta Lei, são de caráter exclusivamente fiscal, não gerando direitos de natureza trabalhista nem incidência de qualquer contribuição previdencíária em relação a quaisquer prestações devidas, por lei ou por sentença judicial, ao empregado.

Parágrafo único - As importâncias incorporadas ao Fundo não se classificam como

DIREITO DO TRABALHO

rendimento do trabalho, para qualquer efeito da legislação trabalhista, de Previdência Social ou Fiscal e não se incorporam aos salários ou gratificações, nem estão sujeitas ao imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.

Art. 11 - Dentro de 120 (cento e vinte) dias, a contar da vigência desta Lei, a Caixa Econômica Federal submeterá à aprovação do Conselho Monetário Nacional o regulamento do Fundo, fixando as normas para o recolhimento e a distribuição dos recursos, assim como as diretrizes e os critérios para a sua aplicação.

Parágrafo único - O Conselho Monetário Nacional pronunciar-se-á, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar do seu recebimento, sobre o projeto de regulamento do Fundo.

Art. 12 - As disposições desta Lei não se aplicam a quaisquer entidades integrantes da Administração Pública federal, estadual ou municipal, dos Territórios e do Distrito

Federal, Direta ou Indireta adotando-se, em todos os níveis, para efeito de conceituação, como entidades da Administração Indireta, os critérios constantes dos Decretos - Leis nºs 200, de 25 de fevereiro de 1967, e 900, de 29 de setembro de 1969.

Lei Complementar n o 8 de 1970