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MANUTENÇÃO E

RESULTADOS EMPRESARIAIS
POR JÚLIO NASCIF
Introdução 03

Gestão 05

Manutenção, Operação e Suprimentos – Atribuições 08

Manutenção – Melhores Práticas 11

Como essas práticas melhoram os resultados 21

Conclusão 25
Introdução
INTRODUÇÃO
A Manutenção é uma função estratégica, pois impacta os
resultados das organizações.
Pelo fato de ter como missão principal garantir a
disponibilidade, deve fazer parte efetivamente de todas as
fases do ciclo de vida dos ativos e trabalhar em conjunto com
Operação, Suprimentos e Engenharia. Juntas, essas áreas
devem fornecer os meios adequados para que a empresa
atinja os resultados necessários à sua lucratividade e, em
última instância, à sua sobrevivência.

Para que isso seja obtido, são necessárias ações tanto na


gestão quanto na capacidade técnica, traduzidas pela adoção
das melhores práticas.

Este e-book faz uma abordagem dos aspectos mais relevantes


que devem ser levados em consideração ou reforçados —
caso já estejam em prática na empresa.

Boa leitura !

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Gestão
GESTÃO

Independentemente do tamanho ou área de atuação das empresas, é


fundamental que haja um sistema de gestão que permita:

●definir o rumo da organização;

●estabelecer as diretrizes de curto, médio e longo prazo;

●definir os indicadores que devem ser controlados;

●obter a participação de todos os segmentos da organização;

●auditar e implementar as ações de correção ao longo do processo.

Grande parte das empresas já VISÃO


atua dessa maneira. No entanto,
ainda há uma lacuna,
principalmente em empresas MISSÃO
menores. Ela deve ser corrigida DIRETRIZES Presidência / Diretoria

de modo que, ao melhorar a


gestão, resultados mais PLANO DE AÇÃO Todas as áreas da organização

satisfatórios sejam alcançados.

A figura 1 indica o sistema de gestão adotado por grande parte das empresas.

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GESTÃO

Das diversas áreas específicas que constituem as organizações, 3 (três) delas


atuam decisivamente no processo produtivo:

Operação Manutenção Suprimentos

Dessa forma, independentemente do plano de ação, que é fundamental para


o processo de gestão, "o modus operandi" entre essas áreas deve prever o
tratamento das interfaces e o trabalho em conjunto.

No caso específico desses setores, é indispensável fazer o gerenciamento da


rotina de modo que as ações do dia a dia ocorram de modo otimizado.
Interface é a fronteira que delimita a atuação entre duas ou mais áreas de
uma organização, sendo a definição de atribuições feita por meio de um
padrão de sistema, referendado por uma autoridade superior às áreas
envolvidas.

O gerenciamento da rotina, ligado às ações do dia a dia, garante os resultados


dos processos em relação à qualidade e aos prazos.

Manutenção
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Administração

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Manutenção, Operação e Suprimentos : Atribuições
Manutenção, Operação e Suprimentos : Atribuições

A produção é diretamente formada pela


Operação e pela Manutenção com apoio
das demais áreas da organização.

PRODUÇÃO = OPERAÇÃO + MANUTENÇÃO

Assim, em uma indústria, a operação das


Para exemplificar: máquinas, equipamentos ou sistemas é
Uma empilhadeira tem responsabilidade da operação. Mas a
um operador que é continuidade operacional, traduzida
responsável pela sua disponibilidade dos ativos, é
operação, mas responsabilidade da Manutenção.
depende da Não existe produção sem um desses dois
manutenção para que segmentos – Operação e Manutenção.
esteja sempre em
condições de operar.
Suprimentos é uma área que também
tem grande relação com a produção em
função da sua interface tanto com a
Operação quanto com a Manutenção.

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Manutenção, Operação e Suprimentos : Atribuições

A Operação é cliente da Manutenção e de Suprimentos. E a Manutenção é


cliente da área de Suprimentos.
Dessa forma, a garantia do fornecimento de matéria-prima, produtos
químicos, consumíveis, entre outros, é fator de garantia para que a Operação
cumpra o plano de produção.
Em relação à Manutenção, materiais de consumo, consumíveis e
sobressalentes são imprescindíveis para a garantia da disponibilidade e,
consequentemente, fundamentais para o cumprimento do plano de
produção.
Considerando empresas em funcionamento normal, vamos analisar as
particularidades dessas 3 áreas diretamente ligadas à produção. Entenda-se
produção como a fabricação de bens e/ou a prestação de serviços.
Exemplificando, uma montadora de automóveis ou indústria de manufatura
produz bens, enquanto que hospitais, shoppings e aeroportos são
prestadores de serviços.

Operação, Manutenção e Suprimentos devem trabalhar em conjunto, pois há uma


elevada relação de interdependência entre eles.

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Manutenção: Melhores Práticas
Manutenção: Melhores Práticas

A Manutenção tem como missão garantir a disponibilidade dos ativos, de


modo a atender a um processo de produção (ou de prestação de serviços)
com confiabilidade, segurança, adequação de custos e atenção à preservação
do meio ambiente.

Para que essas condições sejam satisfeitas, é necessário trabalhar segundo as


melhores práticas, aquelas que, comprovadamente, produzem os resultados
mais satisfatórios, além de terem sido aplicadas e testadas pelas empresas
classe mundial ou best in class.
Adiante, serão listadas 10 melhores práticas com comentários.
Paradoxalmente, mesmo sendo essas práticas de conhecimento da grande
maioria dos profissionais de Manutenção, sua aplicação ainda não é tão
disseminada quanto deveria.
O processo de melhoria, na busca dos resultados, é um processo que tem
início mas não tem fim, sendo necessário comprometimento e perseverança
em todos os níveis.
Manutenção: Melhores Práticas

4.1 Elaborar e atuar conforme a matriz de criticidade dos ativos

A matriz de criticidade define a importância relativa dos ativos e deve ser


estabelecida com a participação da Operação, Manutenção, Meio Ambiente,
Segurança e Suprimentos.

Entre os objetivos da matriz de criticidade, podem ser citados:

Ÿcriar planos de manutenção e inspeção diferenciados entre os ativos,


quer seja no aspecto tecnológico quer seja na frequência da aplicação;

Ÿfacilitar a definição de priorização;


Ÿorientar a melhor aplicação dos recursos existentes;
Ÿreduzir a quantidade de negociações entre Operação e Manutenção;
Ÿestabelecer tratamento prioritário para a aquisição de sobressalentes
dos equipamentos críticos.

4.2 Criar, aplicar e revisar planos de manutenção e de inspeção

Os planos de manutenção permitem que os serviços de manutenção migrem


da atuação reativa para a atuação planejada.

A atuação reativa é aquela que ocorre pela reação à falha, típica da


manutenção corretiva não planejada.

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Os principais planos de manutenção são:

Ÿplano de manutenção preditiva;


Ÿplano de manutenção preventiva;
Ÿplano de inspeção de manutenção;
Ÿplano de inspeção em atendimento às Normas Regulamentadoras
(NR10, NR13, por exemplo).

Os planos de manutenção também são chamados de planos de 52 semanas,


em função do seu caráter anual.
A sua elaboração deve contemplar a participação da Execução e da
Engenharia de Manutenção de modo a serem definidas as variáveis: o que
fazer, frequência, estimativa de tempo e outras informações.

A operacionalização, isto é, o planejamento e programação, fica a cargo da


área de Planejamento da Manutenção (PCM), que negocia com a Operação.

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Manutenção: Melhores Práticas

A revisão dos planos de manutenção deve ser anual de modo a corrigir,


atualizar, suprimir ou acrescentar o que seja necessário.
O cumprimento dos planos de manutenção não é obrigação somente da
Manutenção, mas também da Operação.
Os planos de manutenção permitem um planejamento antecipado dos
serviços a serem executados, o que facilita a aquisição de materiais e
sobressalentes que não sejam de recomendação ou ressuprimento
automático.

Um dos indicadores que o PCM deve controlar é o cumprimento dos planos


de manutenção, atentando para os detalhes das causas da não realização dos
serviços a fim de explicitar junto às gerências e adotar de medidas corretivas.

4.3 Ênfase na manutenção preditiva

Manutenção preditiva refere-se a um conjunto de técnicas que, por meio do


monitoramento de variáveis do equipamento/sistema, permite que eles
continuem em operação de modo seguro por mais tempo. Além disso,
quando necessário, a intervenção deve ser feita pela constatação antecipada
da possível ocorrência de uma falha.

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Manutenção: Melhores Práticas

As técnicas mais usuais de monitoramento da condição são:

Ÿvibração, notadamente para equipamentos rotativos;


Ÿtemperatura, por meio de medição direta, remota ou termografia;
Ÿanálise de lubrificante;
Ÿanálise de óleos isolantes, entre outros.

O monitoramento da condição — que pode ser contínuo ou seguir um plano


de manutenção —, garante maior disponibilidade dos ativos para a produção,
pois elimina as intervenções preventivas que promovem, em grande parte
dos casos, a parada do equipamento.

A comparação de custo na aplicação das técnicas de manutenção comprova a


vantagem da manutenção preditiva.
Tipo de Manutenção Relação de custo
Corretiva não Planejada (emergencial) 2a6
Manutenção Preventiva 1,5
Manutenção Preditiva (monitoramento + reparo) 1

4.4 Análise crítica das solicitações de serviço

Cabe ao PCM a análise crítica das solicitações de serviço com o objetivo de


otimizar a aplicação dos recursos da Manutenção. Serviços que não dizem
respeito à Manutenção ou que desviem a mão de obra e outros recursos do
objetivo maior, que é garantir a disponibilidade dos ativos da produção, não
podem se sobrepor e devem ser encaminhados para empresas externas ou
cancelados.
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Manutenção: Melhores Práticas

4.5 Histórico de manutenção confiável

O histórico de manutenção é um item primordial para a análise e tomada de


decisão em relação aos equipamentos e sistemas. Essas informações são
geradas à medida que ocorrem as inspeções, manutenções, reformas e outras
intervenções e são fundamentais para melhoria da confiabilidade e definição
de aquisição de novos ativos.

4.6 Análise de falhas

A Engenharia de Manutenção deve coordenar um programa sistematizado de


análise de falhas, que servirá de base para eliminação de falhas repetitivas,
busca da causa raiz das falhas, aumento da disponibilidade e melhoria da
confiabilidade.
Além da Engenharia de Manutenção, devem participar a Execução da
Manutenção e, quando necessário, a Operação e a Engenharia.
Esse programa deve incentivar a participação dos executantes, seja pelo
conhecimento que eles detêm dos equipamentos ou como fator
motivacional.
A participação da Operação nesse tipo de análise, além de acrescentar um
conhecimento que não é dominado pela Manutenção, colabora para uma
sinergia favorável no relacionamento Operação e Manutenção.

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Manutenção: Melhores Práticas

4.7 Capacitação de pessoal

A capacitação de pessoal nos equipamentos e instalações da empresa é fator


de produtividade e segurança. Recomenda-se que seja feito um programa de
capacitação de pessoal com duas vertentes:

a) Treinamento em sala de aula (interno ou externo)


b) Treinamento no trabalho (on the job training)

A coordenação desse programa deve ser da Engenharia de Manutenção, a


qual promoverá as ações e verificações necessárias ao seu cumprimento.
O treinamento no trabalho deve ser apoiado em matrizes de capacitação que
apontam as áreas em que os profissionais devem ser capacitados e aquelas
em que a excelência alcançada lhes permitirá ensinar aos demais.

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Manutenção: Melhores Práticas

4.8 Terceirização na Manutenção

Sempre que possível, a terceirização na Manutenção, quando gerencialmente


definida, deve optar pela contratação por resultados. Isso significa que a
contratada buscará aumentar a disponibilidade, sendo mais bem remunerada
em função do seu aumento.
Os contratos de terceirização devem conter anexos relativos à segurança,
qualificação de pessoal, ferramentas e EPIs, além de regras claras de
responsabilidade e cumprimento de obrigações.

4.9 Indicadores

Um conjunto de indicadores-chave do processo (KPI) deve ser controlado pela


Manutenção de modo a avaliar constantemente os resultados e seus
impactos na Produção e na Empresa.
Esses indicadores devem ser atualizados mensalmente e serem divulgados
por meio dos softwares existentes, painéis de gestão à vista e relatórios.

Indicadores Chaves da Manutenção


Indisponibilidade e perdas na Produção devido a problemas
Disponibilidade (%)
de Manutenção (%)

Custo de Manutenção / Custo de Manutenção / Backlog (dias ou horas)


Imobilizado (%) Faturamento Bruto (%)

Cumprimento dos Planos Cumprimento da


de Manutenção (%) Retrabalho (%)
Programação (%)
Horas apropriadas em:
Horas Extras (%) Manutenção Corretiva não Planejada (%)
Manutenção Preventiva (%)
Absenteísmo (%) Manutenção Preditiva (%)
Inspeção (%)

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Manutenção: Melhores Práticas

4.10 Comunicação com clientes, fornecedores e auxiliares

Estabelecer uma sistemática de comunicação entre os principais clientes e


fornecedores da Manutenção com destaque para a Operação e Suprimentos.
Adotar, dentro dessa sistemática, análise conjunta de planos de produção,
ocorrências, incidentes e acidentes.
Repassar, também sistematicamente, o que foi tratado com os clientes e
fornecedores para os auxiliares de modo a manter toda a equipe informada e
voltada para a solução dos possíveis problemas.
Como Essas Práticas Melhoram Os Resultados
Como Essas Práticas Melhoram os Resultados

Melhor Prática Reflexo nos resultados

Matriz de Criticidade Ao definir o grau de importância dos


ativos, permite ganho de tempo pela
eliminação de negociações, garantia de
sobressalentes em estoque e regime de
trabalho diferenciado pela Manutenção
— o que implica em aumento da
disponibilidade e consequente aumento
da produção.

Mudam o patamar da manutenção para


Planos de Manutenção
práticas mais eficazes, não reativas e de
menor custo. A aplicação adequada dos
planos de manutenção resulta em
equipamentos mais confiáveis e
aumento da disponibilidade.

Ênfase na Manutenção Preditiva É o tipo de manutenção que privilegia a


disponibilidade pela não intervenção,
muitas vezes desnecessária, nos
equipamentos. Com isso, o custo da
manutenção fica reduzido, os
equipamentos mais monitorados e as
intervenções são sempre planejadas.

Análise Crítica das Solicitações O PCM é a área que tem como missão
de Serviço otimizar os recursos da Manutenção.
Planejamento adequado, programação
junto ao cliente e coordenação dos
serviços na área são suas atribuições.
Dentre essas, a análise criteriosa das
solicitações de serviço reduz o volume
de serviços, gasto com materiais e
permite maior foco no que realmente
interessa para a empresa.

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Como Essas Práticas Melhoram os Resultados

Melhor Prática Reflexo nos resultados

Histórico de Manutenção confiável Pode ser considerado um meio, mas


permite ganhos sensíveis em: tempo de
análise de falhas, tomada de decisão em
relação a reformas e substituições, além
de auxiliar no planejamento de serviços
em paradas.
Para garantir um bom histórico, todo
serviço deve ser registrado no
CMMS/ERP-PM e qualquer mudança de
software deve preservar o histórico
anterior.

Processo sistematizado que permite


Análise de Falhas
melhoria da confiabilidade dos ativos
com consequente aumento da
disponibilidade, diminuição de
intervenções e economia de materiais e
sobressalentes.

Capacitação de Pessoal Pessoal capacitado é sinônimo de maior


produtividade e qualidade nos serviços
da manutenção. O tempo de reparo é
reduzido com reflexos na
disponibilidade. O nível de segurança
pessoal e das instalações aumenta,
evitando acidentes e desastres que
causam prejuízos significativos.

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Como Essas Práticas Melhoram os Resultados

Melhor Prática Reflexo nos resultados

Terceirização na Manutenção Atividade compatível com a decisão


gerencial que pode significar redução de
custos, aumento de qualidade em casos
específicos, rapidez na obtenção de mão
de obra tanto para o dia a dia quanto
para serviços de paradas.

Indicadores são dados numéricos


Indicadores
estabelecidos sobre os processos que
devemos controlar.
Sem indicadores a empresa não sabe
nem a direção e nem o impacto das
mudanças.
É um instrumento de controle da gestão.

Comunicação com Clientes, Um dos grandes problemas nas


Fornecedores e Auxiliares organizações é a má comunicação (ou a
falta dela). Em função disso, decisões
são tomadas equivocadamente, compras
erradas são realizadas, as relações
interpessoais ficam estremecidas, entre
outros fatores. Isso tudo tem um
impacto severo nos resultados das
organizações.

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Conclusão
Conclusão

Recomendamos que você, leitor, faça uma estimativa, mesmo que grosseira,
dos ganhos que podem ser obtidos pela aplicação das melhores práticas.

Você vai verificar que, na sua empresa, assim como em qualquer outra,
sempre haverá oportunidade de ganhos.

As empresas que apresentam resultados excelentes diferem das consideradas


atrasadas pelo fato de aplicarem as melhores práticas e manterem um
sistema de gestão comprometido com a melhoria contínua.

Finalmente, a aplicação dos recursos pode implicar em algum investimento,


mas o retorno será muitas vezes maior. Além disso, muitas das práticas
recomendadas não implicam em custos, mas sim em mudança de atitude.

Todos aqueles que conhecem as melhores práticas confirmam a melhoria de


resultados por meio de sua aplicação.

Caso ainda não as tenha aplicado, comece já

Sobre o autor:
Júlio Nascif é engenheiro mecânico com curso de especialização em Eng. de
Equipamentos tendo trabalhado na Petrobras por 21 anos.
Atualmente é diretor da TECÉM – Tecnologia Empresarial Ltda, empresa de consultoria,
assessoria e treinamento em Manutenção. Autor de livros e instrutor de cursos de pós
graduação em Engenharia de Manutenção.
A empresa Engecompany desenvolve o
Engeman®, ferramenta de planejamento
e controle de manutenção e serviços.
Flexível, essa ferramenta se adapta aos mais
diversos portes e segmentos de empresa
como, por exemplo, indústria, construção
civil, prestadores de serviços, etc. A equipe é
composta por engenheiros, profissionais de
tecnologia da informação (Microsoft Certified),
além de profissionais de comunicação e
gestão, todos devidamente qualificados e com
grande expertise em suas áreas de atuação
para garantir a excelência no atendimento aos
clientes. E por falar em clientes, vale ressaltar
que após 20 anos no mercado, a empresa
possui hoje mais de 2.000 clientes de diversos
segmentos e portes.

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