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Síndrome Letal do Potro Branco

Vanessa Bueno Seabra¹


1Graduanda em Medicina Veterinária, Centro Universitário Newton Paiva
E-mail: vbseabra@gmail.com

2018
INTRODUÇÃO
A Síndrome Letal do Potro Branco se caracteriza pela mutação do gene receptor de
endotelina-B, responsável pela migração e desenvolvimento das células da crista neural
para a formação dos plexos entéricos e pela produção de melanócitos.
Essa embriogênese errante produz potros completamente sem ou com pouquíssima
pigmentação; com sinais clínicos de cólicas graves; e, eventualmente, com ruptura do
trato intestinal causando imensa dor ao potro recém-nascido.
Essa mutação é proveniente dos padrões de coloração Overo/tobiano e ambos os pais
devem ser testados antes de se realizar a cruza, a fim de evitar o nascimento de potros
carreadores dessa síndrome.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Fisiologia do trato gastrointestinal dos equinos
Os equinos são herbívoros monogástricos, com ampla habilidade seletiva. Possuem
estômago de dimensão diminuída, porém tem o intestino grosso desenvolvido para
realização de fermentação dos nutrientes pela microbiota intestinal residente.
Hillebrant, Dittrich (2015) define a necessidade alimentar dos equinos em pastejo de 10
a 16 horas com intervalos para descanso e interação social.

“A necessidade alimentar (kg de M.S./dia) varia de 1,5 % a 3,1% da massa corporal, de


acordo com o estado fisiológico do animal. A ingestão do alimento, propriamente dita,
varia com o ambiente, com o manejo aplicado aos animais e com as características dos
alimentos. Animais em crescimento, trabalho e fêmeas lactantes têm necessidades
maiores do que animais em manutenção. O ambiente influencia tanto pela temperatura
quanto pelo fotoperíodo e precipitação pluviométrica, os quais modificam a composição
botânica das pastagens ao longo das estações do ano. ” (Hillebrant, Rhuanna Sabrina,
Dittrich, João Ricardo, 2015)

São animais seletivos, utilizando além da visão o olfato e a gustação para selecionar as
melhores partes da vegetação. Utilizam também os lábios (possuem grande mobilidade)
e os dentes incisivos para corte e apreensão. Dão preferência para folhas mais novas e
brotos, rejeitando o colmo e demais partes lignificadas. Se faz necessário um tempo maior
de pastejo e vegetação diversificada, pois a velocidade de ingestão dos equinos é lenta.
Após a ingestão, o processo é irreversível, pois equinos não possuem a capacidade de
êmese, devido à disposição das fibras musculares em torno da porção denominada cárdia.

A camada muscular dessa região é formada por duas camadas de músculo liso (circular
interna e longitudinal externa). Essas fibras se localizam em direções opostas, em
conjunto com a camada muscular mais espessa, externa. Essa constituição da parede do
estômago impede o movimento de retorno do bolo alimentar pela impossibilidade de
abertura da cárdia.

Possui estômago relativamente pequeno, apenas de 15 a 20 litros de capacidade e pode


ser preenchido pelo bolo alimentar em 2/3 de seu tamanho. Possui quatro regiões (região
da cárdia ou saco cego, corpo, região fúndica e região pilórica) e se conecta ao duodeno
pelo esfíncter pilórico.
O intestino delgado do equino é de cerca de 20 metros de comprimento e é dividido em
duodeno, jejuno e íleo. Abaixo da mucosa (formada por células caliciformes secretoras
de muco e suco entérico, e microvilosidades) se encontra a camada muscular responsável
pelos movimentos peristálticos. Abaixo da saída do estômago (aproximadamente 15 cm)
se localiza o divertículo duodenal de onde vertem os sucos pancreáticos e hepáticos. O
pâncreas produz secreção continuamente, porém com baixa concentração enzimática.
Além das enzimas, possuem grande quantidade de álcalis e bicarbonato para neutralizar
os ácidos produzidos no cólon.

Os equinos não possuem vesícula biliar. Sendo assim, a liberação de bile é contínua. Essa
característica evolutiva é pertinente ao fato do animal se alimentar constantemente. O
intestino grosso é uma das estruturas mais importantes no trato gastrointestinal dessa
espécie. Há uma rica microbiota que realiza a fermentação de fibras e nutrientes não
absorvidos no intestino delgado. Tem em média 7 metros e se divide em ceco, colón
(subdividido em cólon dorsal direito e esquerdo, cólon ventral direito e esquerdo e cólon
menor) e reto. Possui grande motilidade em toda sua extensão. Entre o ceco e o cólon
existe uma válvula ceco-celíaca e a utilização de fibras de baixa qualidade, muito
lignificadas, faz com que essa fibra fique mais tempo no ceco, podendo formar um bolo
de fibras e com os movimentos peristálticos, acabar obstruindo a válvula e podem
desencadear processos patológicos graves no aparelho digestório desses animais. O cólon
menor possui segmentação que dá estruturas ás fezes e as recobrem com muco, nessa
região há reabsorção de agua, ácidos graxos voláteis e eletrólitos. O processo de
defecação é um reflexo da entrada das fezes no reto com relaxamento do esfíncter anal
interno e abertura do esfíncter anal externo. As fezes têm cor, forma e odor característico,
porém podem ser alterados de acordo com a dieta oferecida.
Os equinos sofrem frequentemente de patologias e distúrbios no trato gastrointestinal.

Fonte: http://blog.imagenhipica.es/2015/05/18/aparato-digestivo/

Síndrome Letal do Potro Branco

A Síndrome Letal do Potro Branco ou Aganglionose ileocólica é uma anomalia congênita


hereditária e recessiva, classificada como neurocristopatia (patologias associadas ao
desenvolvimento da crista neural) e foi o primeiro efeito pleiotrópico identificado em
nível molecular em cavalos. Essa falha genética ocorre no processo de embriogênese em
que após a fusão das dobras neurais e a separação do tubo neural da ectoderme, células
pluripotentes da crista neural surgem do plano dorsal do fechamento do tubo neural e
migram para caminhos distintos. Todas as células da crista neural migram da linha media
dorsal e se replicam extensivamente. Quando chegam ao seu destino, se diferenciam em
numerosos tipos celulares, incluindo neurônios e células da glia pertencentes ao sistema
nervoso periférico e melanócitos. O sistema entérico precursor do sistema nervoso são
em sua grande maioria derivados da crista neural vagal do romboencéfalo em
desenvolvimento e segue a via migratória ventral para penetrar no embrião precoce e
penetram em todo intestino no sentido rostro-caudal.

A Síndrome Letal do Potro Branco é identificada pelo fenótipo de padrão de coloração


equino Overo e Tobiano, pode ocorrer nas raças: “Pampa”, “Mangalarga”, “Campolina”,
“Quarto-de-milha”, “Paint Horse”, “Cavalo Miniatura Americano” e “Puro Sangue”.

Fonte: https://cavalus.com.br/geral/exclusividade-do-
paint-horse-e-expressa-em-sua-pelagem

Fonte: https://br.pinterest.com/pin/320670435952835936/

O padrão Overo se caracteriza por manchas brancas distribuídas horizontalmente pelo


corpo do animal sem ultrapassar a linha do dorso (cernelha até o rabo). As manchas têm
bordas irregulares na maioria dos casos, possuem os três membros e/ou quatro, e a crina
e o rabo geralmente de cor sólida. As marcações encontradas na cabeça são variadas e
podem ir de listras a mala cara. Os genes responsáveis pela coloração azul da íris
também têm correlação alta com o gene Overo. O gene Overo pode se expressar em
conjunto com outro gene Overo sabino, porém não é uma marcação reconhecida nas
raças, sendo classificado erroneamente como Overo ou tovero. Dessa forma não se sabe
como o gene Overo pode atuar e em qual nível, pois o cavalo é registrado de forma
irregular.

Nos genes Overo sabino em homozigose e em alguns casos de genes mais expressivos,
a marcação branca ocorre em quase todo corpo do animal, mantendo apenas pequenas
partes escuras ou mescladas típicas do rosilho localizadas na linha superior do dorso
desde a cernelha, orelhas e crinas.
Fonte: http://www.santelaboratorio.com.br/pelagens-conjugadas-equideos/particularidades-pelagem-conjugada/

O gene tobiano suprime completamente os demais e apenas uma cópia já é o suficiente


para manifestar o branco característico na pelagem. Possuem as mesmas características,
independente se é heterozigoto ou homozigoto. Porém, não possui hereditariedade
saltatória, ou seja, um dos pais obrigatoriamente deve ser tobiano. Geralmente se
caracterizam por possuir os quatro membros brancos completos ou abaixo do joelho. Tem
manchas brancas de formas arredondadas e bordas uniformes. A pelagem base (de outra
cor) localizam-se nos flancos e no peitoral do animal. O corpo pode ser totalmente branco
ou de outra cor com poucas marcações, apenas com marcações simples na cabeça. Assim
como outros genes relacionados ao padrão da pelagem, o gene tobiano pode se expressar
junto com vários outros genes criando diversas padronizações de pelagem. Ex: preto
rosilho tobiano (animal preto com gene Roan e gene tobiano).

Patogênese Molecular

Essa patologia é proveniente de mutações nos genes receptores de endotelina – B


(EDNRB), localizados no cromossomo 17. A via de sinalização da endotelina é essencial
para migração de células da crista neural que são responsáveis por formar melanócitos e
o plexo entérico (neurônios responsáveis pelos movimentos gastrointestinais). Durante
esse processo de mutação, ocorre a alteração na migração e na sobrevivência das células
da crista neural, no qual o dinucleotídeo tiamina-citosina, nas posições 353 e 354 é
substituído por adenina-guanina e tem como resultado da substituição da lisina (Lys) para
isoleucina (Ile) no resíduo 118 do gene que codifica o EDNRB. Essa substituição provoca
perda da função do aminoácido da primeira camada transmembrana de sete
transmembranas da endotelina receptora acoplada a G. O tempo e a expressão da
sinalização da endotelina aparenta ter vários efeitos nos dois tipos de células (EDN3 /
EDNRB). Essa sinalização reprime a diferenciação nos estágios iniciais das células da
crista neural entérica provocando a migração dessas células e as deixando suscetíveis a
efeitos mitogênicos relacionados a outras moléculas. A sinalização mediada por EDNRB
é de extrema importância para a fixação dos neuroblastos entéricos e para correta
inervação do trato gastrointestinal.
Imamura et al. (2000) explana sobre as vias de sinalização intracelular e suas ligações
com as glias entéricas:
“Enquanto as vias precisas de sinalização intracelular para melanócitos que são ativados
pela ligação do EDN3 ao EDNRB não são conhecidos, a sinalização através do
acoplamento Gq do EDNRB que envolvem diacilglicerol, trifosfato de inositol e cálcio
Mensageiros, tem se mostrado envolvidos no desenvolvimento da glia entérica.”
(Imamura et al. 2000)

O mecanismo exato envolvido nessa substituição e em que nível ela afeta a função, tanto
no quesito de localização e/ou sinalização ainda está sendo pesquisado. O alelo Overo
manifesta alta pleiotropia, provocando mais de um efeito sobre o fenótipo. O gene
EDNRB possui altíssima correlação com o fenótipo Overo e tobiano, possuem alto risco
de produzir potros portadores da síndrome se ambos os pais carregarem o gene letal e
produzirem um potro homozigótico.

Identificação e Características do gene:


Gen: EDNRB
Título: receptor de endotelina tipo B
Mutação: ocorre no códon 118 do EDNRB
Localização: cromossomo 17
Contagem de exons: 8
Comprimento: 24.536 pares de bases (pb)
Fonte: Receptor de endotelina EDNRB tipo B [Equus caballus (cavalo) ] - Gene - NCBI. (2017).
Mutação de DNA: NM 001081837.1: c.353_354delinsAG
Efeito antecipado da mutação: Interrupção de aminoácidos (isoleucina 118 por lisina)
Fonte: Bellone, R. (2010).

Costa e Rezende (2007) definem que:

“Os equinos possuem o número cromossômico de 2n=64, sendo 13 pares de


cromossomos autossômicos metacêntricos ou submetacêntricos e 18 pares de
cromossomos autossômicos acrocêntricos, além dos cromossomos sexuais. Assim como
em outros animais, os equinos também possuem problemas cromossômicos nos planteis,
podendo estar associado ao intenso acasalamento consanguíneo (REZENDE e COSTA,
2007). ”

As raças de cavalos atuais são o resultado de uma intensa seleção artificial, e muitas delas
se desenvolveram rapidamente em um curto período de tempo com a utilização de
acasalamentos em sua grande maioria endogâmicos levando a fixação de genes desejáveis
e não desejáveis. Essa manipulação genética de endogamia intensa acarretou diminuição
da fertilidade das populações, diminuição da potência e desenvolvimento das doenças
causadas por genes recessivos danosos, como Síndrome Letal do Potro Branco por
exemplo.

Essa mutação não foi encontrada em cavalos de cor solida de raças sem o padrão de
branco na pelagem, o que corrobora a altíssima correlação entre a cor branca da pelagem
e a mutação causadora da síndrome. Tryon et al (2009) define o alto nível de incidência
da síndrome em portadores heterozigotos.

“No entanto, uma incidência muito alta (> 95%) de portadores de heterozigotos,
que se acoplados a outro portador teriam uma chance de 1 em 4 de produzir uma
prole afetada, foi encontrada em padrões específicos de overo coat,
nomeadamente overo overo, overo de chita altamente branca e padrões de
sobreposição de mistura de molduras .A frequência de portadores heterozigotos
da mutação para a síndrome do potro branco overo letal (que não são afetados,
mas têm o potencial de produzir descendentes afetados) foi de 10,7% em 180
cavalos American Paint em geral (Tryon et al 2009).”

Fonte https://www.horsecity.com/2004/02/09/lethal-white-syndrome-2/

Fonte:https://vet.uga.edu/ivcvm/courses/VPAT5200/04_growth/01_adaptation/dev/dev02g.htm

Os potros nascidos com um par de genes mutantes, receptores de endotelina –B


apresentam ausência de pigmentação na pele e pelos, devido à falta de melanócitos.
Geralmente são surdos e também possuem olhos azuis pela falta de pigmentação da íris.
Possuem inervação prejudicada do trato intestinal em resultado à ausência de células
neurais derivados da crista nos gânglios submucoso e miontérico, desde a porção inicial
do intestino delgado (jejuno) até a porção final do intestino grosso do animal (reto). Essa
embriogênese aberrante e consequentemente a ocorrência da aganglionose ileocólica, o
trato intestinal caudal, em especial, é subdesenvolvido e contraído levando o potro a uma
inevitável obstrução funcional neurogênica.

Fonte: https://veteriankey.com/diseases-of-foals-and-juveniles/
Patogenia morfofisiológica

Os potros portadores da síndrome parecem normais quando nascem, porém, são incapazes
de movimentar o bolo alimentar por movimentos peristálticos ao longo do trato intestinal.
Como rapidamente ele começa a ingerir colostro e leite da égua, começam a apresentar
sinais clínicos de cólica grave proveniente do íleo paralisado, por não conseguir expelir
o mecônio (substância pastosa de cor esverdeada que é coletada no intestino do feto e
constitui as primeiras evacuações dos recém-nascidos).

Os sinais clínicos mais comuns de cólica em equinos são: inquietação do animal,


movimentos de raspar o chão, sapatear, escoicear o abdômen, passam a rolar no chão,
deitar e levantar frequentemente, senta como um cão por um longo período, adotam uma
postura anormal nomeada de “cavalo pensador” (membros posteriores afastados), sinais
de choque, sudorese abundante, taquipinéia, taquicardia, o animal deita em decúbito
dorsal, movimentos involuntários etc. Em animais castrados, passam a exibir o pênis sem
urinar, urinar pouco e frequentemente, e também batem na água continuamente sem bebê-
la.

Os sinais de desconforto aparecem de 5 a 24 horas pós- nascimento e o potro vem a óbito


de um a seis dias se não for feita eutanásia. Sem intervenção de um médico veterinário,
os animais afetados desenvolvem distensão abdominal progressiva e torna-se cada vez
mais doloroso, podendo levar a ruptura intestinal e peritonite além de sepse.

Fonte: https://www.blogdaniloevaristo.com.br/colica-a-inimiga-numero-um-dos-cavalos/

Diagnóstico

É imprescindível salientar que nem todo potro branco, necessariamente, possui a


Síndrome Letal do Potro Branco e outros diagnósticos devem ser considerados em casos
de potros recém-nascidos com cólicas abdominais. Há, por exemplo, duas causas comuns
de cólicas abdominais em potros recém-nascidos: incapacidade de passar o mecônio e
atresia da porção distal do trato intestinal.

Potros com retenção de mecônio geralmente mostram sinais de cólicas entre seis a 24
horas após o nascimento e pode ser verificada com exame retal, pois a maioria ocorre na
porção distal do trato intestinal e a administração de enema (introdução de água e
medicamentos líquidos no organismo por via retal; clister, lavagem intestinal),
normalmente é a conduta terapêutica mais usada. A atresia intestinal congênita é uma
importante causa de cólicas em potros neonatos, caracteriza-se pela ausência de material
fecal no ânus e no períneo ou detecção de muco claro e limpo após exame retal. É
facilmente detectada por exame na região perineal do potro, o achado mais comum e a
ausência de coloração meconial após repetidas aplicações de enema.
Mesmo que ocorra uroperitônio (ruptura da bexiga urinária) também possa levar a cólica
em potros neonatos, os animais afetados por essa condição demonstram sinais clínicos
específicos como: disúria, azotemia, hiponatremia, hipocloremia, hipercalemia e acidose
metabólica, descartando assim o diagnóstico da Síndrome Letal do Potro Branco, que não
possui nenhum dos sinais clínicos descritos acima.
Não possui nenhum teste antemortem definitivo para detecção com exatidão da síndrome,
embora a laparotomia exploratória forneça achados mais precisos para detecção da
síndrome, quase nunca é utilizada, o diagnóstico clínico geralmente é a conduta mais
utilizada.

Os principais pontos a serem considerados na realização do diagnóstico são sinais clínicos


característicos: tenesmo, sinais de desconforto abdominal e diminuição dos borborigmos
intestinais a auscultação; exclusão de outras causas de cólicas em potros neonatos
(retenção de mecônio, atresia intestinal congênita, etc.), e exame de PCR nos pais para
verificar a presença do gene letal, principalmente se os pais forem de padrão Overo ou
tobiano.

Fonte: http://www.painthorse-leforum.com/t4-Descriptio

Fonte: http://equiseq.com/learning_center/health/lethal-white-
over-lwo

Tryon et al (2009) expõe o seguinte sobre a frequência genética da síndrome :

“A freqüência de portadores heterozigotos da mutação para a síndrome


do potro branco overo letal (que não são afetados, mas têm o potencial
de produzir descendentes afetados) foi de 10,7% em 180 cavalos
American Paint em geral .(Tryon et al 2009)”.

Fonte: https://vet.uga.edu/ivcvm/courses/VPAT5200/04_growth/01_adaptation/dev/dev02.htm
Conduta terapêutica
Não existem opções de tratamento efetivas para síndrome, apesar das tentativas cirúrgicas
de remoção das partes afetadas do trato intestinal, essas se mostraram ineficientes devido
ao nível de extensão da lesão. Portanto, essa síndrome e considerada letal em todos os
potros afetados. A eutanásia é altamente recomendada assim que confirmado o
diagnóstico da Síndrome Letal do Potro Branco, a fim de abreviar o sofrimento do animal.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Síndrome Letal do Potro Branco é congênita, fatal e afeta gravemente o
desenvolvimento embrionário do feto acarretando alterações morfofisiológicas
irreversíveis nos plexos miontéricos e submucoso, causando distensão abdominal e
eventual ruptura do trato intestinal, além de dor e desconforto para o potro portador.

A única forma de evitar que potros com o padrão Overo/tobiano proveniente dos pais que
possuem o gene letal sejam gerados é um exame de PCR- O único método eficaz para
identificar os animais carreadores do gene mutante é a avaliação do gene pela reação em
cadeia de polimerase (PCR) - para detecção desse gene tanto no pai quanto na mãe. Se
for confirmada a presença do gene, o ideal é que esse animal não se reproduza, evitando
assim o nascimento de potros afetados pela Síndrome Letal do Potro Branco. Não realizar
esse procedimento ou autorizar a cruza de animais carreadores dos genes letais, classifica-
se por falta de ética profissional e irresponsabilidade, pois acarretará sofrimento
desnecessário tanto ao feto, quanto para mãe.

A eutanásia é o protocolo mais humano e recomendado quando se tem um potro portador


dessa síndrome.
Referências bibliográficas

SÍNDROME LETAL DO OVERO BRANCO – RELATO DE CASO. OVERO


LETHAL WHITE SYNDROME – CASE REPORT.

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1Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Departamento de Clínica
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markers for Tobiano coat color in Pampa and Paint horses] E.G.A. Coelho, D.A.A.
Oliveira, C.S. Teixeira Laboratório de Genética - Escola de Veterinária - UFMG Av.
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Equine aganglionic Megacolon


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Cólica Equina Débora Carvalho Meldau


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Sinais clínicos da cólica equina- disponível em


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Mouse models of Hirschsprung disease and other developmental disorders of the enteric nervous
system: Old and new players.
Bondurand N1, Southard-Smith EM2.
Author information
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INSERM, U955, Equipe 6, F-94000 Creteil, France; Universite Paris-Est, UPEC, F-94000
Creteil, France. Electronic address: nadege.bondurand@inserm.fr.
2
Vanderbilt University Medical Center, Department of Medicine, 2215 Garland Ave, Nashville,
TN 37232, USA. Electronic address: Michelle.southard-
smith@vanderbilt.edu.https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27370713

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G. C. Yan D. Croaker A. L. Zhang P. Manglick T. Cartmill D. Cass
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https://doi.org/10.1093/hmg/7.6.1047
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https://academic.oup.com/hmg/article/7/6/1047/2896766 acessado em 01/10/2018 as 00:33

Genetic Welfare Problems of Companion Animals


An information resource for prospective pet owners
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© 2017 The Author(s). Licensee InTech. This chapter is distributed under the terms of the Creative Commons
Attribution License (http://creativecommons.org/licenses/by/3.0), which permits unrestricted use,
distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.

Beyond Fifty Shades: The Genetics of Horse Colors


Adriana Pires Neves, Eduardo Brum
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Original Article
Editor's Choice - Free Access
Dual-Color High-Resolution Fiber-FISH Analysis on Lethal White Syndrome Carriers in Sheep
Pauciullo A.a · Fleck K.a · Lühken G.a · Di Berardino D.b · Erhardt G.a
Author affiliations

Corresponding Author

Keywords: BreakpointsChromatin fibersEDNRBFluorescence in situ hybridizationLethal white syndromeSheep

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Grupo de Pesquisa e Ensino em Equideocultura Revista Acadêmica de Ciência Equina v.


01, n. 1 (2015) Revista Acadêmica de Ciência Equina v. 01, n. 1 p. 16 – 22 (2015)
ANATOMIA E FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTÓRIO DE EQUINOS
APLICADAS AO MANEJO ALIMENTAR Rhuanna Sabrina Hillebrant1 ; João Ricardo
Dittrich2 1.Acadêmica do Curso de Medicina Veterinária da UFPR. 2.Professor do
Departamento de Zootecnia da UFPR.
http://www.gege.agrarias.ufpr.br/racequi/artigos/anatomia%20e%20fisiologia.pdf acessado em 09/09/2018

Programa de Pós-Graduação em Zootecnia – Produção Animal


FISIOLOGIA DA DIGESTÃO MONOGÁSTRICOS – AULA 1 Profa. Dra. Cinthia
Eyng FCA/UFGD
http://www.do.ufgd.edu.br/fernandojunior/arquivos/fisiologiadadigestao/AULA%201%20-%20PROFA.%20CINTHIA.pdf
acessado em 01/10/2018

REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA - ISSN:1679-7353


Ano XIII-Número 25 – Julho de 2015 – Periódico Semestral
1
PRONTO ATENDIMENTO DE SÍNDROME CÓLICA EM EQUINOS –
REVISÃO DE LITERATURA
Juliana Oliveira Rabello FRANCELLINO
Acadêmica do curso de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos – UnG - Guarulhos – SP –
Brasil – jurabello.vet@hotmail.com
Mariana Jungers Calderaro NAHUM
Acadêmica do curso de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos – UnG - Guarulhos – SP –
Brasil
Barbara Santana CABREIRA
Acadêmica do curso de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos – UnG - Guarulhos – SP –
Brasil
Camila Amaral Moreto ALVES
Acadêmica do curso de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos – UnG - Guarulhos – SP –
Brasil
Valdelice ESPOSITO
Acadêmica do curso de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos – UnG - Guarulhos – SP –
Brasil
Márcio Augusto FERREIRA
Docente do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos – UnG - Guarulhos – SP – Brasil
http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/bWXbnxNrxxE1ShY_2015-11-27-12-13-3.pdf
acessado em 11/11/2018

CÓLICAS EM EQUINOS: TRATAMENTO MÉDICO VS CIRÚRGICO – CRITÉRIOS


DE DECISÃO Ana Rita Ponce Álvares de Águeda Pedrosa 2008 LISBOA
https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/939/1/C%C3%B3licas%20em%20equinos%20Tratamento%20m%C3%
A9dico%20vs%20cir%C3%BArgico%20crit%C3%A9rios%20de%20decis%C3%A3o.pdf
acessado em 26/08/2018

2005 Apr; 46(4): 342–344.


PMCID: PMC1082878
PMID: 15943121
Language: English | French

Congenital aganglionosis in a 3-day-old Holstein calf


María J. Forzán and J T. McClure
The Canadian Veterinary Journal
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1082878/ acessado em 26/08/208

11-Nov-2009
Editora: Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Citação: Fernandes, C.S. (2009). Factores de prognóstico da cólica em equinos. Dissertação de Mestrado. Universidade
Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, Lisboa.
Factores de prognóstico da cólica em equinos
https://www.repository.utl.pt/handle/10400.5/1575 acessado em 26/08/2018

DNAhorseControl - Horse Sensor


https://s3.amazonaws.com/cms-file-upload-prod/uploads/novogenia_files/dnaanimaltest/files/demo/en/horse-sensor.pdf
acessado em 26/08/2018

An investigation in to the genetic disorder, overo lethal white syndrome By David


Howard
http://www.ukjockey.com/overo_lethal_white_syndrome.pdf acessado em 26/08/2018
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde
Curso de Medicina Veterinária Kauna Gaertner REVISÃO BIBLIOGRAFICA: FASES
DO PARTO, CUIDADOS E PRINCIPAIS DOENÇAS DE NEONATOS CURITIBA
2016
http://tcconline.utp.br/media/tcc/2017/05/REVISAO-BIBLIOGRAFICA-FASES-DO-PARTO-CUIDADOS-E-PRINCIPAIS-
DOENCAS-DE-NEONATOS.pdf acessado em 26/08/2018

SÍNDROME CÓLICA EQUINA: A PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO ED. 204


ANO 9 - 23/11/2017 Nádia Cechinel1
https://www.udesc.br/arquivos/ceo/id_cpmenu/1043/rural_204_15236482801098_1043.pdf acessado em 11/112018

UNIVERSIDADE DE ÉVORA ESCOLA DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA


DEPARTAMENTO DE MEDICINA VETERINÁRIA Clínica Médica e Cirúrgica em
Espécies Pecuárias e Equinos Inês Alves Faustino Relatório de Estágio Évora, 2016
https://dspace.uevora.pt/rdpc/bitstream/10174/19618/1/TESE%20FINAL%20-
%20com%20corre%C3%A7%C3%B5es%20-%20In%C3%AAs%20Faustino.pdf acessado em 26/08/2018

ARS VETERINARIA, Jaboticabal, SP, v.28, n.4, 227-233, 2012. ISSN 2175-0106
MELHORAMENTO GENÉTICO DE EQUINOS: ASPECTOS BIOQUÍMICOS
HORSE BREEDING PROGRAM: BIOCHEMICAL ASPECTS I. C. REGATIERI1*,
M. D. S. MOTA2
http://www.arsveterinaria.org.br/index.php/ars/article/view/523/494 acessado em 11/11/2018

IDENTIFICAÇÃO DE REGIÕES GENÔMICAS ASSOCIADAS A MANCHAS


BRANCAS NA CABEÇA DE EQUINOS DA RAÇA QUARTO DE MILHA Silel
Vinicius Simões Andrade Maciel¹*, Victor Hugo Oliveira de Queiroz², Guilherme Luís
Pereira³, Fernanda Nascimento de Godoi4 , Rogério Abdallah Curi5 , Raphael Bermal
Costa6 , Chiara Albano Araújo de Oliveira6 , Gregório Miguel Ferreira de Camargo6
agosto 2018
http://www.adaltech.com.br/anais/zootecnia2018/resumos/trab-1666.pdf
Acessado em 11/11/2018

Determinismo genético das pelagens de equinos – testes genéticos Inês Carolino,


Conceição Oliveira e Sousa, Fátima Santos Silva, Sofia Ferreira e Nuno Carolino INIAV,
I.P
http://www.iniav.pt/fotos/editor2/determinismo_genetico_das_pelagens_de_equinos.pdf
acessado em 11/11/2018

la determinacion genetica del color de la capa em el caballo:Bases y aplicación al caballo de lar aza Pottoka
Bartolomé E. Azor P. Goméz M.D, Peña F.
Departamento de produccion animal Universidad de Córdoba
http://www.pottoka.info/files/galeria/Genetica_color_capa_pottoka.pdf acessado em 11/11/2018

UNIVERSIDAD AUSTRAL DE CHILE


FACULTAD DE CIENCIAS VETERINARIAS
INSTITUTO DE CIENCIAS CLINICAS VETERINARIAS
ESTANDARIZACION DE LA DENOMINACION DEL COLOR
DEL PELAJE
EN EL CABALLO CRIOLLO CHILENO
Memoria de Título presentada como parte
De los requisitos para optar al TITULO DE
MEDICO VETERINARIO
RENATO ALEJANDRO HERRERA PIEL
VALDIVIA –CHILE
2003
http://cybertesis.uach.cl/tesis/uach/2003/fvh565e/doc/fvh565e.pdf
acessado em 11/11/2018

Genética de los colores en equinos Hugo Gargaglione


https://www.engormix.com/equinos/foros/genetica-colores-equinos-
t11026/p2.htm acessado em 11/11/2018

2006 – Avances en la Investigación Científica en el


CUCBA XVII Semana de la Investigación Científica 711 ISBN
970-27-1045-6 SELECCIÓN ASISTIDA CON MARCADORES
GENÉTICOS MOLECULARES (DNA) PARA EL COLOR DEL
PELAJE CASTAÑO EN CABALLOS PURA RAZA
ESPAÑOLA Ayala-Valdovinos Miguel Angel 1 , Anguiano-
Estrella Rubén3 , Plascencia-Botello Jorge2 , Galindo-García
Jorge1 , de la Peña-Topete Javier 4 , Villagómez-Zavala, Daniel 1
, Sánchez-Chiprés David1 , Schweminski-Benítez Sergio Luis 1 ,
Taylor-Preciado Juan de Jesús 1 , Guerrero-Quiroz Luis Alfonso1
, Merlos-Barajas Miguel 1 , Topete-Uribe Ricardo3 , Duifhuis-
Rivera Theodor1 .
http://www.cucba.udg.mx/sites/default/files/publicaciones1/avances/a
vances_2006/Veterinaria/AyalaValdovinosMiguelAngel/Ayala_Valdovinos_M
iguel_Angel_1.pdf acessado em 11/11/2018

A SELEÇÃO DO CAVALO PELA PELAGEM:


ASPECTOS HISTÓRICOS E GENÉTICOS Waldemar Menezes
Canalli FAETERJ (Brasil) e UNTREF (Argentina)
tcanalli@ig.com.br Claudio N. Rezende PMCRJ
domclaudioderezesde@yahoo.com.br Rildo Pereira da Silva
INCA (Brasil) e UNTREF (Argentina) rildops@oi.com.br Tereza
Luzi de Mello UNIGRANRIO e UERJ
tereza.canalli@hotmail.com
http://www.hcte.ufrj.br/downloads/sh/sh7/SH/trabalhos%20orais%20c
ompletos/A-SELECAO-DO-CAVALO-PELA-PELAGEM-ASPECTOS-
HISTORICOS-E-GENETICOS.pdf acessado em 11/11/2018

Vet. Pathol. 20: 65-70 (1983) Congenital Intestinal


Aganglionosis in White Foals S.L. VONDERFECHT, A.
TROMMERSHAUSEN BOWLING, AND M. COHEN
Veterinary Medical Teaching Hospital, University of California,
Davis, Calif., and Department of Reproduction, School of
Veterinary Medicine, University of California, Davis, Cali
https://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/030098588302000107
acessado em 11/11/2018
CONTACT INFO Colorado State University Veterinary
Teaching Hospital 300 West Drake Road Fort Collins, CO 80523-
1620 Phone: (970) 297-5000 Fax: (970) 297-4100 Web:
csuvth.colostate.edu At Colorado State University, equine
veterinary care is delivered through the collaboration of three
nationally recognized equine service centers: Colorado State
University Veterinary Teaching Hospital Equine Service
Colorado State University Equine Reproduction Laboratory
Colorado State University Orthopaedic Research Center Equine
treatment capabilities at CSU are at the forefront of equine
veterinary medicine through the shared expertise of these
organizations. Questions regarding this case file may be directed
to: Lutz Goehring, DVM, MS, Ph.D. Dip. ACVIM Rebecca
Lupole, PVM student, class of 2013
http://csu-cvmbs.colostate.edu/Documents/equine-medicine-surgery-
case-study-2012-11-white.pdf
acessado em 11/11/2018

Pleiotropic effects of pigmentation genes in horses


R. R. Bellone
Department of Biology, University of Tampa, 401 W. Kennedy Blvd.,
Tampa, FL 33606, USA
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/j.1365-2052.2010.02116.x

Acessado em 11/11/2018