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Questões centrais do livro Intertextuality in Western Art Music de

Michael Klein

Capítulo I

Traz para a discussão não só um texto de outro autor, problematizando Bloom e Korsyn,
mas, sobretudo, todos os outros textos

Capítulo II

Problematiza a luz da tensão Modernidade Pós-Modernidade e mesmo em Kerman a


questão do positivismo e as diversas respostas possíveis na divisão entre teoria (espaço
ainda buscando um rigor científico no paradigma positivista, mesmo que conforme o
autor, a própria ciência dura questiona este paradigma) em oposição à nova
musicologia. Citação importante definindo o paradigma da nova musicologia na p.48

Discute em obras as realçoes clinamen e knosis em Bartok (sonata para Violino e


Mythes de Szymanovsky – La Fontaine D’arethusese. Abre-se a discussão de valor a
partir de qual ratio se encontra. No caso a obra de Bartok, por reduzir o original
(Szymanovski) seria considerada em uma possível leitura de Bloom como menor,
menos “forte”

Discute diversas obras que vão de Dó maior para Mi maior, particularmente como
estudos.

MINHA COLOCAÇÂO Como Sly já demonstrou em formas de sonata estudos, sonatas


em Lá não vão no desenvolvimento para Si maior. Pode-se discutir algumas questões
não exclusivas

a) a relação mecânica ou acústica de condução de vozes no instrumento que facilitaria


esta progressão

b) a relação retórica entre estas tonalidades

c) A ideia que pode ser desenvolvida a partir de um conceito ou complementar ou


antagônico a Freud-Bloom, a ideia de Arquétipo e de inconsciente coletivo de Jung. –
por exemplo, essa situação pode ter nascido nos primórdios do sistema tonal na
perspectiva da Sonata op. 53 de Beethoven onde a Tõnica promove uma modulação
para a Mediante (com antecedentes na op. 31 nº 1 e paralelos no Concerto Tríplice.
Como surgiu em Beethoven e o tamanho que este gesto adquiriu (observar a relação
com as próprias terças em outras obras de Beethoven como a op. 2 nº 3 – Considerar até
este gesto uma antítese da Sonata 60 de Haydn que vai exatamente no caminho
Contrário p/ Láb maior. e) o Inscosciente coletivo de “sujar” o Dó maior, em uma forma
de perversão que pode ser explanada em termos psicanalíticos.

Questões proeminentes – O Som tem vontade? Tradutor Traidor, falar sobre a Vontade
do Som em Schenker na tradução para português, vontade tem outra dimensão – desejo
talvez. – Pensar sobre isso

Capítulo III

p. 58 tópica do cavalo ou da Tarantela no final da Sonata em C minor de Schubert

p. 62 Um movimento representa a Forma Sonata, mas a forma Sonata não é


representada pelo todo!!! – Heráclito!!!

Discussão sobre o significado e o significante – dialoga com vários autores Eco,


Hattner, Monelle, Agawu, Barthes, Derrida, Pierce etc...Nattiez

EXCELENTE DISCUSSÃO SOBRE O ACORDE DE SEGUNDA INVERSÂO +


Tragico ou TRANSCENDENTAL. Analisar em conjunto com essa desmistificação feita
por Debussy no sentido de transformá-lo em um mero dobramento, esvaziando de seu
significado emocional – característico do Século XIX, sua monumentalidade para um
mero recurso sintático. Trazendo o blasé para esta tópica.

Capítulo IV

Uma leitura do uncanny - estranho através da narrativa de Freud. (porque não os


arquétipos de Jung) – Brahms Intermezzo op. 118 nº 1 e o acorde de Tristão – enquanto
símbolo do uncanny e do desejo – através do uncanny descobre-se que se trata do desejo

A ideia de janelas hermenêuticas – a perturbação em um elemento esperado do estilo,


ou uma alteração gramatical na sintaxe que abre a perspectiva para a passagem do
significado.

Idem para a Sonata op.35 de Chopin e a 111 de Beethoven

Schoenberg – Gurre Lieder

Eu colocaria tb Schubert em Gretchen am Spinnrade – por que não vai à Dominante


nos primeiros compassos optando por bVII?
Capítulo V

A Narrativa – vai um pouco na contramão da palestra do Klein aqui em Salvador, talvez


pela presença do Kramer. Observar a pertinência de suas considerações sobre Mcclary e
Carmen mostrando que algum limite é preciso para evitar o meta-discurso. Talvez esse
limite encontre-se presente em Eco – os limites da interpretação. No que diz respeito à
análise de McClary, podemos inferir que a janela hermenêutica é aberta por uma fissura
dentro do texto, uma descontinuidade que aponta para uma “licença” no
estilo/discurso/idioma” empregado como bem afirma Kramer. Dessa forma, a resolução
de acordes cromáticos em uma tríade natural FAZ parte do sistema, não sendo em si
uma descontinuidade anômala ao próprio idioma, o que implica na ideologização desse
meta-discurso por parte da autora. Assim sendo, percebe-se a necessidade de estabelecer
ao menos fronteiras (mesmo que questionáveis) entre o que se vê e o que se quer ver.
Infelizmente a abertura à “humanidades” permite essa narrativa, o que tem transformado
as humanidades em não mais ciência e sim em mero discurso de narrativas ideológicas,
frequentemente sem ligação com a realidade, representando uma visão por vezes restrita
e simplificadora de mundo Commented [L1]: Retirar no ponto do poder – minha reflexão