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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL

PROPOSTA DE PROJETO PARA O PROGRAMA DE PÓS-


DOUTORADO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE E
DESENVOLVIMENTO NA REGIÃO CENTRO-OESTE

EFEITOS DO TREINAMENTO RESISTIDO DE ALTA


VELOCIDADE (POTÊNCIA) NA FORÇA E POTÊNCIA
MUSCULAR DE INDIVÍDUOS COM DOENÇA DE PARKINSON

Equipe:

Rodrigo Souza Celes


Jeeser Alves Almeida
INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA

A doença de Parkinson (DP) é uma doença crônica e degenerativa do sistema


nervoso central (SNC), caracterizada pela deterioração da substância negra,
diminuição dos neurônios dopaminérgicos pigmentados e presença de neurônios
contendo corpos de Lewy (GIBB e LEES, 1988). A Organização Mundial de Saúde
(OMS) estima que 0,1 % acima de 65 anos e 1% após os 75 anos são acometidos
pela DP (MORRIS, 2000). A DP é acompanhada de alterações motoras como
tremor em repouso, rigidez muscular, bradicinesia e instabilidade postural (SETHI,
2002). A perda neurológica leva a uma inatividade física, dificuldade na higiene
pessoal, isolamento social, depressão, aumento da massa gorda, dores articulares e
perda da aptidão física (PAHWA e LYONS, 2007). Essas manifestações clinicas
provocam grande impacto na funcionalidade e na qualidade de vida, entretanto
outros danos secundários podem comprometer ainda mais os indivíduos com DP.

Kakinuma e colab. (1998) sugeriram que a fraqueza muscular é um dos


fatores primários da DP. A fraqueza muscular pode ser decorrente de efeitos
primários ou secundários da condição neurodegenerativa da DP (O’BRIEN e colab.,
2008). Glendinning e Enoka (1994) destacam que a fraqueza primária ocorre devido
a alterações nos padrões de ativação eletrofisiológica de músculos agonistas e
antagonistas, gerando uma incapacidade de coordenar as unidades motoras (UM)
de maneira que otimize a produção de força muscular. A fraqueza secundária ocorre
devido à inatividade causada pela progressão da doença, o que leva ao desuso e
atrofia muscular. Tal fraqueza é um dos fatores que contribui para a instabilidade
postural e bradicinesia, o que aumenta a incapacidade funcional na DP(FALVO e
colab., 2008; INKSTER e colab., 2003).

Um programa de exercício físico tem pouco impacto na progressão da


doença, contudo, possui um efeito expressivo na melhora da funcionalidade,
qualidade de vida e prevenção de doenças como hipertensão, diabetes, artrose e
outras (PAHWA e LYONS, 2007). Estudos demonstraram que o exercício físico em
portadores de DP aumenta a capacidade dos mesmos em deambular, promove
melhora da funcionalidade, auxilia na manutenção da aptidão física e redução da
taxa de mortalidade desses indivíduos (ELLIS e colab., 2005; GAGE e STOREY,
2004; MORRIS, 2000; SCHENKMAN, M e colab., 1998; SMIDT e colab., 2005). O
treinamento de força (TF) é uma estratégia relevante para aumentar a massa
muscular, força muscular e a capacidade funcional em idosos neurologicamente
estáveis (CELES e colab., 2017; KALAPOTHARAKOS e colab., 2005; TAAFFE e
colab., 1999) mesmo quando realizados por nonagenários (FIATARONE e colab.,
1990). Por esta razão, importantes organizações de saúde têm recomendado sua
prática como coadjuvante na melhora da qualidade de vida da população idosa
(AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, 2009).

Na revisão de literatura realizada por Falvo e colab. (2008), foi verificado os


benefícios potenciais do TF na DP, no entanto, os autores pontuaram a escassez de
estudos realizados no intuito de determinar o protocolo ideal para esse grupo
específico. Um protocolo de TF que incorpora movimentos explosivos, denominado
de treino de potência (TP), tem se mostrado seguro em idosos e resulta em ganhos
significativos de força, potência muscular e melhora da funcionalidade (BOTTARO e
colab., 2007; EARLES e colab., 2001; FIELDING e colab., 2002; HENWOOD e
TAAFFE, 2005; HRUDA e colab., 2003; NOGUEIRA e colab., 2009). O treinamento
de força tradicional (TFT) geralmente envolve contrações musculares submáximas
com uma velocidade de contração relativamente lenta; em contrapartida, o
treinamento de potência (TP) requer uma maior velocidade de contração e,
consequentemente, a utilização de cargas mais leves (BOTTARO e colab., 2007).
Bottaro e colab. (2007) verificaram que o TP é superior ao treinamento de força
tradicional (TFT) nos ganhos de potência muscular e, e função disso, na melhora da
capacidade funcional de idosos. Uma grande vantagem do TP na capacidade
funcional está na melhora da taxa de desenvolvimento de força (TDF). A TDF é
considerada um importante fator de avaliação, uma vez que o tempo disponível para
exercer força nas ações musculares durante a realização das atividades da vida
diária (AVD) é muito pequeno (MORITANI, 1993).

CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA

Apesar da relevância clínica, poucos estudos incluíram o TP em indivíduos


com DP. Em um estudo, Hass e colab.(2007), avaliou os ganhos de força com a
suplementação de creatina e não comparou métodos de TF ou verificou o efeito do
TP. Em outro estudo que incluiu o TP em indivíduos com DP, novamente não foram
avaliados os efeitos de tal intervenção nos parâmetros motores, mas sim na
viabilidade e segurança do TP de membros inferiores em indivíduos acometidos
pela DP36. Destaca-se ainda, que a maioria dos estudos não verificaram os efeitos
do TF isoladamente e sim combinado com outras intervenções, tais como treino de
equilíbrio, flexibilidade, exercícios calistênicos e aeróbio (DIBBLE e colab., 2006;
HIRSCH, Mark A. e colab., 2003; RODRIGUES DE PAULA e colab., 2006).

Diversos estudos têm apontado que o exercício físico, inclusive o TF, tem o
potencial de provocar incrementos no controle do movimento e adaptações
neuromusculares em DP (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, 2009;
FALVO e colab., 2008; HIRSCH, M. A. e FARLEY, 2009). No entanto, ainda há
carência de estudos que avaliem diferentes protocolos de TF e seu impacto no
aumento da força e potência muscular de indivíduos com DP. Dessa forma,
levantou-se a hipótese que o TP seja um método eficiente para promover ganhos de
força e potência em indivíduos acometidos pela DP.

OBJETIVOS

Objetivo geral

Verificar o efeito de 12 semanas de treino de potência (TP) na força muscular


e potência de indivíduos com doença de Parkinson.
Objetivos específicos

a) Avaliar o efeito do TP no pico de torque isométrico dos extensores de joelho


em indivíduos com DP.
b) Avaliar o efeito do TP no pico de torque isocinético (60, 180 e 240 /s) dos
extensores de joelho em indivíduos com DP.
c) Avaliar o efeito do TP na taxa de desenvolvimento de força TDF (0º, 60, 180
e 240/s) dos extensores de joelho em indivíduos com DP.

d) Avaliar o efeito do TP na taxa de variação da velocidade (60, 180 e 240/s)


dos extensores de joelho em indivíduos com DP.

MATERIAIS E MÉTODOS

Amostra e recrutamento

Serão recrutados indivíduos diagnosticados com DP, do Centro-Oeste, por


meio da técnica de amostragem intencional. O processo de recrutamento será
realizado via rádio e televisão, palestras abertas à comunidade, bem como pedido
de encaminhamento de pacientes feito à neurologistas.

Ao total serão selecionados 30 voluntários do sexo masculino, portadores da


doença de Parkinson idiopática (estágios 1 a 3 na escala de Hoehn e Yahr
modificada), com idade igual ou superior a 60 anos, e que não pratiquem exercícios
resistidos há pelo menos 6 meses, serão divididos em dois grupos: a) TP (n=15) –
grupo de treino de potência e b) AD (n=15) – grupo de atividade de dança.

O diagnóstico da doença de Parkinson será realizado por neurologista,


utilizando os Critérios do Banco de Cérebro de Londres (CBCL) (HUGHES e colab.,
1992). Serão excluídos da amostra indivíduos com alterações cognitivas que
impeçam a compreensão dos testes e exercícios, bem como aqueles com
alterações ortopédicas ou cardiológicas que possam se agravar com a prática de
exercícios.

Somente participarão do estudo os indivíduos que apresentarem atestado


médico os liberando para a prática de exercícios físicos e assinem o termo de
consentimento livre esclarecido. O presente estudo será submetido para aprovação
pelo Comitê de Ética em Pesquisa.

Procedimentos
Anamnese do paciente
Para caracterização da amostra, será aplicado um questionário para coletar
dados relativos à idade, sexo, uso de medicação, além de averiguar se os pacientes
têm condições clínicas para participar do programa.

Avaliação Antropométrica
Será composta pela mensuração da estatura, da massa corporal e do Índice
de Massa Corporal (IMC). A estatura será mensurada por meio de estadiômetro
com resolução de 1 milímetro (Country Tecnology®, Gays Mills, WI; modelo 67031),
onde o voluntário será colocado na posição ortostática, mantendo-se o mais ereto
possível, e olhando para frente. A massa corporal será mensurada por meio de
balança eletrônica/digital com resolução de 100 gramas (Filizola®, modelo
“PersonalLine”), também com o indivíduo na posição ortostática, mantendo-se o
mais ereto possível, e olhando para a frente. O IMC será determinado pelo
quociente da massa corpórea/estatura2, onde a massa corpórea é expressa em
quilogramas (kg) e a estatura em metros (m) (CONSULTATION, 2000).

Nível de Atividade Física - International Physical Activity Questionnaire (IPAQ)

Para verificar o nível de atividade física dos voluntários será aplicado o IPAQ
versão longa. O questionário secciona as atividades físicas a partir de sua
frequência e duração em cinco aspectos diferentes: (a) seção 1 – atividade física no
trabalho; (b) seção 2 – atividade física como meio de transporte; (c) seção 3 –
atividade física em casa: trabalho, tarefas domésticas e cuidar da família; (d)
atividades físicas de recreação, esporte, exercício e de lazer; e (e) tempo gasto
sentado. O resultado do questionário é a classificação do nível de atividade física do
indivíduo, que se dá em quatro níveis: (a) sedentário; (b) irregularmente ativo; (c)
ativo; (d) muito ativo (CRAIG e colab., 2003).
Avaliação Cognitiva – Mini Exame do Estado Mental (MEEM)

Esse instrumento é composto por setes categoriais: orientação para tempo,


orientação para local, registro de três palavras, atenção e cálculo, recordação das
três palavras, linguagem e praxia visuo-construtiva. O escore do MEEM varia de 0 a
30 pontos, sendo que valores mais baixos apontam para possível déficit cognitivo.
Nesse sentido, será estabelecido como critério para inclusão no estudo o escore >
24 pontos. Como o teste sofre influência do nível de escolaridade, os escores para
inclusão foram ajustados para > 19 pontos para indivíduos analfabetos. Os testes
que envolveram questionários serão aplicados pelos mesmos avaliadores.

Escala de Hoehn e Yahr

Os indivíduos serão classificados dentro da escala de Hoehn e Yahr, sendo


pré-requisito estarem entre os estágios 1 a 3 da doença. Essa escala é capaz de
avaliar a gravidade da DP de forma rápida e prática, pois compreende medidas
globais de sinais e sintomas que permitem classificar o indivíduo quanto ao nível de
incapacidade, sendo que os classificados nos estágios de 1 a 3 apresentam
incapacidade leve a moderada, enquanto os que estão nos estágios 4 e 5
apresentam incapacidade grave (MELLO e BOTELHO, 2010).

Tabela 3 - Níveis da Doença de Parkinson de acordo com a escala de Hoehn & Yahr..
Fonte: Adaptado de Schenkman e colab. (2001).
Avaliação da força muscular

A força muscular dos extensores de joelhos será mensurada antes e após o


período de intervenção utilizando o dinamômetro isocinético Biodex System III
(Biodex Medical, Inc., Shirley, NY). Será avaliado o pico de torque (PT) isométrico e
isocinético nas velocidades de 60, 180 e 240º/s, segundo o protocolo adaptado
proposto por Bottaro e colab.(2005).

Inicialmente, os sujeitos realizarão aquecimento com uma série de 10


repetições submáximas com velocidade de 120º/s. Após 60 segundos de descanso,
para mensuração do PT isométrico, os sujeitos realizarão três séries de contrações
isométricas máximas, com duração de 4 segundos cada, na angulação de 60, com
intervalos de 30 segundos entre cada. Em seguida, para a mensuração do PT
isocinético, serão realizadas duas séries com quatro repetições concêntricas
máximas a 60º/s, duas séries com quatro repetições concêntricas máximas a 180º/s
e duas séries com quatro repetições concêntricas máximas a 240º/s, com intervalo
de 60 segundos entre as séries. Todos os procedimentos serão realizados com os
extensores do joelho direito e esquerdo, mediante encorajamento verbal do
avaliador a fim de obter o maior vigor possível do avaliado em cada repetição. O
ajuste dos sujeitos à cadeira do dinamômetro, o posicionamento de membros
inferiores e superiores, bem como sua calibração seguirão as recomendações do
fabricante e todos os testes serão aplicados pelo mesmo avaliador.

A avaliação isocinética será realizada na fase “on” da medicação. Os


indivíduos informarão, verbalmente, qual o membro inferior mais acometido pela
doença no dia da avaliação.

Avaliação da Taxa de Desenvolvimento de Força (TDF) e Taxa de Variação da


Velocidade (TVV).
Os dados dos testes a serem realizados no dinamômetro serão coletados
diretamente do Biodex software e analisados através de uma rotina específica a ser
desenvolvida no software MatLab 6.5. Uma vez que a taxa de amostragem original
do Biodex é de 100 amostras/s, uma interpolação dos dados para uma frequência
de 2000 amostras/s será realizada para aumentar a precisão estimada da medida.
A TDF será obtida por meio da inclinação da curva força-tempo
(∆força/∆tempo) e calculada nos intervalos 0–30, 0–50, 0–100, 0–200, 0-300 ms e
no intervalo necessário para atingir o PT. Em todos os intervalos, o ponto inicial da
contração será definido a partir do momento em que o sujeito exerça um torque de
7N.m.
A estimativa da TVV será obtida através da inclinação da curva velocidade-
tempo (∆velocidade/∆tempo). De acordo com Brown e Whitehurst (2003), a TVV é o
momento anterior (95%) a se alcançar a velocidade do teste (60 e 180º/s no
presente estudo). Em outras palavras, a TVV é a inclinação do ponto de velocidade
zero até o momento em que se atingiu 95% da velocidade predeterminada.

Intervenção

Treino de potencia

Inicialmente, os sujeitos participarão de um período de duas semanas (seis


sessões) para a familiarização em cada aparelho e identificação da carga inicial de
treinamento.

Após o período de familiarização, os voluntários serão submetidos ao


programa de TP, com frequência de três vezes por semana durante 12 semanas. O
programa terá um modelo de periodização, dividido em dois blocos de seis
semanas. No primeiro bloco (seis semanas iniciais) serão executadas três séries de
10-15 repetições, com intensidade aproximada de 40-50% de 1RM. No segundo
bloco (seis semanas seguintes) serão realizadas três séries de 6-10 repetições, com
intensidade aproximada de 60-70% de 1RM (Figura 10).

Figura 1 - Periodização do Treino de Potência


O programa será composto de um circuito contendo os seguintes exercícios:
supino sentado máquina, cadeira extensora, puxada aberta no pulley, flexão de
joelhos sentado e Leg press 45º. O treino será precedidos de um aquecimento
composto por outros três exercícios que serão realizados em duas séries de um
minuto de contração cada: abdominal no solo, extensão lombar em pé e flexão
plantar em pé. Todos os participantes serão alocados em duplas e acompanhados
por um professor ou estudante de Educação Física com experiência em treinamento
resistido, a fim de manter a execução correta de cada exercício. Os indivíduos serão
encorajados verbalmente a realizar esforços máximos em todas as séries.

Figura 2 - Circuito de exercícios do Treino de Potência

Os sujeitos serão instruídos a realizarem a fase concêntrica na maior


velocidade possível e a realizar a fase excêntrica em dois ou três segundos. O
intervalo entre as séries e exercícios será de 90 segundos e a carga será ajustada
semanalmente, a partir da escala de percepção subjetiva de esforço (PSE). Para
determinação da carga de treino, será seguido o protocolo proposto por Row e
colab. (2012) , que utiliza a escala de Borg original para regular a intensidade do
treino de potência em idosos, sem a necessidade de utilizar testes de repetições
máximas. Assim, nas semanas de 1 a 6 a intensidade a intensidade será de
aproximadamente 40-50% de 1RM, ou 9-11 na escala de PSE. Nas demais
semanas a intensidade será aumentada para, aproximadamente, 60-70% de 1 RM,
ou equivalente a 12-14 na escala de PSE.

Figura 3 - Relação carga/PSE, na qual o % de 1RM foi previsto a partir da PSE (Adaptado
de Row e colab., 2012).

Atividade de dança

A atividade de dança nos ritmos forró e tango argentino será utilizada como
intervenção controle no presente estudo, haja vista que essa modalidade apresenta
uma solicitação neuromuscular diferente e mais branda do que a imposta no treino
de potência. As aulas terão frequência de duas vezes por semana, com 1 hora de
duração cada aula.

Hackney e colab. (2010), salientam pontos importantes a serem considerados


ao se desenvolver um trabalho de dança para pessoas com DP. A primeira e mais
relevante preocupação refere-se à segurança dos voluntários. Quedas devem ser
absolutamente prevenidas. Em atenção à segurança dos voluntários do estudo,
antes do programa de intervenção serão recrutados assistentes para auxiliar nas
aulas de dança. Será utilizado um assistente aparentemente saudável para cada
voluntário com DP. Para todos os assistentes terão capacitação teórico-prática
sobre o trabalho com indivíduos com DP e, para serem considerados aptos a ajudar,
os mesmos não poderão apresentar nenhum tipo de deficiência neural ou motora,
além de participarem de 100% da capacitação.

As aulas de dança serão ministradas por um instrutor de dança experiente na


técnica e em trabalhos com populações especiais.

Será solicitado aos voluntários que utilizem roupas confortáveis e que


permitiam movimento, além de calçados resistentes e antiderrapantes. Não será
permitido qualquer tipo de sandália, chinelo ou sapato com salto.

Análise dos Dados

Os dados de caracterização da amostra serão organizados em frequência


absoluta e relativa, média e desvio-padrão. A normalidade dos dados será testada
por meio do teste de Shapiro-Wilk. A comparação entre os grupos e o período pré e
pós será realizada através da Anova de medidas repetidas mista {(2 x 2) (Tempo
[pré e pós] * Grupo [controle e exercício]} para verificar os efeitos da intervenção
sobre as variáveis: da força isométrica e as diferentes velocidades dos testes
isocinéticos (60º, 180º, 240º), em ambas as pernas. Para mensurar a magnitude do
efeito clínico do treino x grupos, utilizará-se o d de Cohen (RHEA, 2004), calculado
de acordo com a fórmula: ES = média pós-tratamento – média pré-tratamento /
desvio padrão pré-tratamento. Este será considerado pequeno entre 0,20 e 0,49,
moderado entre 0,50 e 0,79, e grande acima de 0,80 tamanho95. O nível de
significância adotado será 5% e o software utilizado para os cálculos será o SPSS
versão 21.

RESUSLTADOS ESPERADOS E IMPACTO

Espera-se verificar a segurança e a melhora da força e potência muscular com a


realização de 12 semanas de intervenção de um protocolo de treinamento de
potência. Tal achado pode sugerir uma nova forma de intervenção que possa
melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida de portadores da doença de
Parkinson.

PLANO DE TRABALHO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Alunos de iniciação científica poderão atuar no projeto como o objetivo de


determinar um perfil da aptidão muscular (força e potência), avaliando o torque
isocinético e taxa de desenvolvimento de força em portadores da doença de
Parkinson.
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FICHA DE INTERDICIPLINARIEDADE
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO COM PLANO DE TRABALHO
Ano 2018 2019
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Comitê de ética X
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Redação e submissão de artigo para
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