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MESTRADO EM ESTUDOS SOBRE A EUROPA

Multiculturalidade, Multilinguismo na Europa

A Globalização da Língua Portuguesa.

- E-trabalho Final_2017-

“A minha pátria é a língua portuguesa.”


- Fernando Pessoa

Paulo Sousa - nr. 1001020


Janeiro 2018
Mestrado de Estudos sobre a Europa
Multiculturalismo, Multilinguismo na Europa

Resumo

Temos vindo a assistir ao longo destes últimos anos, de um despertar da curiosidade,


relativamente à língua portuguesa (LP). Teremos seguramente de recuar mais de uma
década, se pretendermos datar o inicio deste “fenómeno” e tentar encontrar algumas
razões que explicariam esta tendência.
Desde logo, entendemos que o palco económico mundial foi uma das principais
razões para a divulgação mais frequente da língua portuguesa, o aparecimento do
Brasil como um dos atores principais nesse palco foi fundamental. Este fator foi a porta
que faltava para que todo o trabalho vindo a ser desenvolvido desde a década de 80,
por Portugal e Brasil, quanto à divulgação da LP, se abrisse para o mundo.
Na década de 1990, dois marcos importantes também ajudaram à divulgação da LP,
o primeiro: através do Brasil, como membro fundador do Mercado Comum do Sul
(Mercosul), constituído em 1991, em que o português é uma das 3 línguas oficias, e
pela obrigatoriedade do ensino, nas escolas oficiais, destas línguas nos estados-
membros desta organização; o segundo: A criação da Comunidade dos Países de
Língua Portuguesa (CPLP), em 1996.
Todas as politicas criadas e adotadas, representam muito trabalho já realizado, mas…
ainda há um longo caminho pela frente.

Palavras chave:
Língua Portuguesa, Políticas da Língua, Internacionalização do Português, Acordo
Ortográfico, CPLP, Mercosul.
Índice

Introdução ................................................................................................................................... 1

A Língua Portuguesa pelo mundo.................................................................................................. 2

Legislação – A língua portuguesa e as leis ...................................................................................... 2

• Portugal ............................................................................................................................................ 2

• Brasil ................................................................................................................................................. 3

Politica linguística e a U.E. ............................................................................................................ 3

A Língua Portuguesa no Contexto Mundial .................................................................................... 4

• Breve História ................................................................................................................................... 4

• A língua portuguesa nos quatro cantos do mundo .......................................................................... 5

Promoção da Língua ..................................................................................................................... 6

• Eventos de repercussão internacional ............................................................................................. 6

Acordo Ortográfico....................................................................................................................... 7

• Reforma ortográfica: o que é e o que pretende?............................................................................. 7

• Qual o Objetivo e Importância da Reforma Ortográfica .................................................................. 8

• Plataforma VOC ................................................................................................................................ 9

• Pincelada na história do Acordo Ortográfico ................................................................................... 9

• Cronologia da Ortografia do Português ......................................................................................... 10

• Novas regras previstas no AO90 .................................................................................................... 12

Conclusão ...................................................................................................................................13
Mestrado de Estudos sobre a Europa
Multiculturalismo, Multilinguismo na Europa

Abreviaturas
AO Acordo Ortográfico
AO90 Acordo Ortográfico de 1990
ACL Academia das Ciências de Lisboa
ABL Academia Brasileira de Letras
CEE Comunidade Económica Europeia
CPLP Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
DPLP Divisão de Promoção da Língua Portuguesa
LP Língua portuguesa
MERCOSUL Mercado Comum do Sul
PE Português Europeu
PB Português Brasileiro
PLOP Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa
UE União Europeia
Mestrado de Estudos sobre a Europa
Multiculturalismo, Multilinguismo na Europa

Introdução
O estudo de uma língua será como o estudar uma ciência qualquer, sendo utilizada
por quem sabe e adequadamente, é um meio, um instrumento que permite a
transmissão de conhecimento. Quem souber utiliza-la bem, é detentor de um poder
que pode influenciar países, sociedades, organizações, indivíduos, na sua forma de
pensar, nas atitudes que toma, na forma de viver. Esse poder utilizado de forma coesa,
coerente, pode ter efeitos edificadores ou devastadores. Não faltam exemplos, do
poder das palavras, espalhados pela história da humanidade, alguns bons e outros
que provocaram terríveis atrocidades, como as duas guerras mundiais do século
passado. Edward Bulwer-Lytton escreveu “The pen is mightier than the sword.”1, esta
frase define bem esse poder.
A língua não deverá servir como separador de classes sociais, não pode servir para
que haja apenas monologo, é por ela que todos temos conhecimento, que mostrámos
os nossos sentimentos, que amamos, que odiamos, que pedimos, que dialogamos,
que simplesmente comunicamos com o mundo. O multilinguismo, nunca foi tão
necessário “acarinha-lo” como nos dias de hoje, pois com o mundo tão globalizado já
não é possível que o não seja. As fronteiras físicas dos países são hoje apenas isso,
uma indicção geográfica, porque as sociedades estão cada vez mais multirraciais,
multiculturais e multilinguísticas. Portugal, a língua portuguesa, tem o Brasil como um
bom exemplo disto mesmo, ao coloniza-lo e pelo negocio da escravatura, que fornecia
a mão de obra para as plantações de açúcar, criou uma realidade multilinguística e
multicultural, que iria a influenciar a língua portuguesa até aos dias de hoje.

1
“Richelieu:or,The conspiracy”. Um teatro, em cinco atos, por Sir Edward Lytton Bulwer. Lytton, Edward Bulwer Lytton, Baron, 1803-1873.
[consultado em 08-01-2018] [Disponível na URL]: https://archive.org/stream/richelieuorconsp00lyttiala#page/38/mode/2up; A fala do
Cardial no Ato II, cena II: [consultado em 08-01-2018] [Disponível na URL]: https://en.wikipedia.org/wiki/The_pen_is_mightier_ than_
the_sword#cite_ref-richelieu_1-0
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Multiculturalismo, Multilinguismo na Europa

A Língua Portuguesa pelo mundo


A LP está distribuída pelos cinco continentes, ou seja, fala-se o português em
praticamente todo o mundo. Existem países em que a língua portuguesa é a oficial e
outros em que é umas das línguas oficiais, existem ainda países e territórios onde o
português possui alguma relevância.
Os países cujo idioma oficial é a língua portuguesa são: Portugal, Brasil, Angola,
Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Os países em que
uma das línguas oficiais é o português são: Guiné Equatorial, Timor-Leste e Macau.
Os Crioulos portugueses são línguas maternas da população de Cabo Verde, Guiné-
Bissau. Nos países ou territórios onde não é uma língua oficial, é muito falada por
diversas razões, por ex. devido à derivação e/ou evolução da língua ao longo dos
séculos, pela imigração/emigração, entre outras, pelas comunidades lusófonas que
ajudam a manter vivo o português nestes locais: Andorra, Espanha (português
oliventino na Estremadura espanhola e o galego na Galiza), Alemanha, França,
Luxemburgo, ainda em África existem comunidades como em: República Democrática
do Congo, Malawi, Namíbia, África do Sul, Zâmbia e Zimbabwe.

Legislação – A língua portuguesa e as leis


• Portugal
Na VII Revisão Constituição de 2005 da Constituição da República Portuguesa os
seguintes artigos decretam sobre a língua portuguesa:

• Artigo 9.º alínea f) assegurar o ensino e a valorização permanente, defender o


uso e promover a difusão internacional da língua portuguesa;
• Artigo 11.º ponto 3) A língua oficial é o Português.
• Artigo 74.º alínea i) assegurar aos filhos dos emigrantes o ensino da língua
portuguesa e o acesso à cultura portuguesa;
• Artigo 78.º alínea d) desenvolver as relações culturais com todos os povos,
especialmente os de língua portuguesa, e assegurar a defesa e a promoção da
cultura portuguesa no estrangeiro;

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• Brasil
Na Constituição Federal do Brasil de 1988 o artigo 132 decreta que "A língua
portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil". Relativamente à
educação a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei n° 9.394 de 19963 -
dispõe que "O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa,
assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e
processos próprios de aprendizagem."

Politica linguística e a U.E.


Um dos fatores considerados como unificador dos povos desde que a CEE foi criada
é a cultura. Com o Tratado de Maastricht este ponto é reforçado, salientando a
importância na divulgação da diversidade cultural, da história europeia e da dos seus
povos. Apela aos Estados-membros para a cooperação no sentido de promoverem a
aprendizagem das línguas oficiais da U.E. e incentivarem o multiculturalismo. A União
Europeia tem 24 línguas oficiais4, ou seja, a politica linguística que é baseada no
multilinguismo, conforme a resolução do Conselho da U.E. que convida os Estados-
membros a aplicarem a resolução 2008/C 320/015 na qual salienta 5 pontos sobre
uma estratégia europeia a favor do multilinguismo. Contudo, são 3 as línguas
dominantes, Inglês, Francês e o Alemão, sendo uma maioria da documentação escrita
nestas línguas, contradizendo o conceito do multilinguismo apregoado. A globalização
é um fato, bem como os blocos geoeconómicos6 e a boa comunicação é fundamental,
a língua franca mundial é o inglês, afim de facilitar as trocas de bens e serviços.
Existem e/ou existiram diversos programas implementados para promoção do
multiculturalismo em diversas áreas e destinadas a diversos estratos académicos e

2
Art. 13 da Constituição Federal do Brasil de 1988: [consultado em 06-01-2018] [Disponível na URL]: https://www.jusbrasil.com.br/
topicos/10640315/artigo-13-da-constituicao-federal-de-1988
3
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-Lei n° 9.394 de 1996, Secção III, Artº 32-3º: [consultado em 06-01-2018] [Disponível na URL]:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/70320/65.pdf
4
As línguas oficiais atuais da UE são 24: alemão, búlgaro, checo, croata, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, estónio, finlandês,
francês, grego, húngaro, inglês, irlandês, italiano, letão, lituano, maltês, neerlandês, polaco, português, romeno e sueco. [consultado em 06-
01-2018] [Disponível na URL]: https://europa.eu/european-union/topics/multilingualism_pt
5
Os 5 pontos são: 1. Promover o multilinguismo para reforçar a coesão social, o diálogo intercultural e a construção europeia; 2. Reforçar a
aprendizagem das línguas ao longo da vida; 3. Promover melhor o multilinguismo como fator de competitividade da economia europeia e
de mobilidade e empregabilidade das pessoas; 4. Promover a diversidade linguística e o diálogo intercultural, reforçando o apoio à tradução
a fim de favorecer a circulação das obras e a difusão de ideias e dos conhecimentos na Europa e no mundo; 5. Promover as línguas da União
Europeia no mundo. - Resolução do Conselho, de 21 de novembro de 2008, sobre uma estratégia europeia a favor do multilinguismo.
[consultado em 06-01-2018] [Disponível na URL]: http://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=uriserv:OJ.C_.2008.320.01.0001.01.
POR&toc=OJ:C:2008:320:TOC
6
Os principais são: NAFTA, APEC, SADC, MERCOSUL, ALCA, ASEAN: [consultado em 06-01-2018] [Disponível na URL]: https://
pt.wikipedia.org/wiki/Bloco_econ%C3%B4mico
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profissionais, como o Erasmus (1987-em vigor), Língua (1989-1994) que deu origem
a dois programas, Sócrates (educação) e Leonardo da Vinci (formação profissional) e
por fim o Programa Grundtvig (formação de adultos). Foi criado, em 2007, um cargo
para agir como embaixador entre os Estados-membros, na promoção da diversidade
cultural e proteção do multilinguismo: “Comissário Europeu responsável pelo
multilinguismo”7.

A Língua Portuguesa no Contexto Mundial


• Breve História
São do século XIII os primeiros documentos identificados com textos portuguesas,
época em que a língua era o galaico-português. Em 218 a.C. assinala a chegada dos
Romanos à Península Ibérica e a introdução do latim no quotidiano. O território após
conquistado é dividido em várias províncias, algumas línguas desaparecem, nascendo
novos dialetos e línguas que se generalizam pela chegada de colonos, mercadores e
soldados. A partir de 409 d.C. a Península Ibérica é invadida por Alanos, Visigodos e
Suevos, termina em 711 pela invasão muçulmana. Neste período o latim sofreu
poucas influencias, tendo evoluído formando o proto-galego-português8. O Reino de
Portugal nasce no séc. XII, com a reconquista de Faro em 1249 aos mouros, o
território fica completamente formado. Forma-se três línguas na península, o galego-
português, castelhano e o catalão. O galego-português foi evoluindo e apagando a
língua árabe do território, mas, pela mistura com os dialetos dos povos que o
habitavam, esta evoluiu transformando-se e originando o português e o galego.
A independência de Portugal chega com D. Afonso Henriques, em 1139, é também
com quem Portugal conquista o mundo. Com as conquistas, a língua é divulgada pelos
quatro cantos do mundo e naturalmente adaptou-se, evoluiu e criou em si novas
formas de comunicação. O Brasil torna-se, no sec. XVI uma das mais importantes
colónias lusas, a nível comercial, mas, também a nível linguístico, porque tornara-se
um país onde se falavam mais de 200 línguas, o português apenas se impôs devido

7
Sitio do Comissário para o Multilinguismo: [consultado em 06-01-2018] [Disponível na URL]: https://ec.europa.eu/commission/
commissioners/2014-2019/navracsics_en
8
O galego-português (também chamado de galaico-português, proto-galego-português, português antigo, português arcaico, português
medieval, galego antigo, galego arcaico e galego medieval) foi a língua românica falada durante a Idade Média nas regiões de Portugal e
da Galiza; dela descendem as atuais línguas portuguesa e galega, assim como a fala da Estremadura e o eonaviego [consultado em 07-01-
2018] [Disponível na URL]: https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_galego-portuguesa
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ao poder comercial e posição social dos colonizadores e pelo Diretório dos Índios9,
decretado pelo Marques do Pombal no séc. XVIII, no qual proibia qualquer outra
língua. A língua portuguesa passou a ser a forma de comunicação oficial, pela enorme
mistura de povos (colonos europeus, escravos africanos, indígenas), a língua sofreu
modificações ao ponto de ser referenciada como o português falado do Brasil.
• A língua portuguesa nos quatro cantos do mundo
Com os descobrimentos e a saída dos nossos destemidos navegadores iniciou-se
uma nova fase socioeconómica, politica e linguística para Portugal. Como já se referiu
atrás, a língua portuguesa já se transformara no Brasil, essa transformação
continuaria também nos outros continentes. Pela diversificação das paragens nos
mais recônditos lugares por onde passaram os portugueses, criaram comunidades
lusófonas e interagindo com as populações autóctones, misturando as culturas,
influenciaria a linguística original da língua materna. A influencia mais profunda veio
do Brasil ao ponto de serem identificado duas formas, o português e português do
brasil, isto é, português europeu (PE) ou português brasileiro (PB). Em sítios da
internet é possível escolher entre estes dois “tipos” de português, nas instituições
Europeias é identificado como “português internacional (PT)”. O português é a 4ª10
língua mais falada no mundo, contudo a grande maioria dos falantes encontram-se no
Brasil (cerca 80%), é ainda o idioma oficial em oito países11, ainda é a língua oficial
da Região Administrativa Especial de Macau até 2049º, tornando-se na língua mais
falada no hemisfério sul12.
A era dos descobrimentos parece ter voltado, mas, está do avesso, isto é, há seis
séculos os portugueses descobriram o mundo, agora é o mundo que está a descobrir
os portugueses. A ascensão do Brasil como potência no palco económico mundial fez
incidir o foco da visibilidade em toda a comunidade lusófona. Com o enorme potencial
de negocio espalhado por diversos continentes, estava criado o estimulo/motivo para
que negócios estratégicos fossem surgindo e para haver melhor comunicação, o

9
O Diretório dos Índios foi elaborado em 1755, mas só se tornou público em 1757. É um documento que expressa importantes aspectos da
política indígena do período da história de Portugal e do Brasil denominado pombalino. Esse nome deriva do título nobiliárquico de Sebastião
Joseph de Carvalho e Mello, Marquês de Pombal, poderoso ministro do rei de Portugal D. José I. Consultar o paragrafo 6. [consultado em
07-01-2018] [Disponível na URL]: http://www.nacaomestica.org/diretorio_dos_indios.htm
10 Observatório da Língua Portuguesa: [consultado em 07-01-2018] [Disponível na URL]: http://observalinguaportuguesa.org/ graficos-o-

estatuto-da-lp-no-mundo/
11
Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste. Observatório da Língua Portuguesa
[consultado em 07-01-2018] [Disponível na URL]: http://observalinguaportuguesa.org /falantes-de-portugues-2/
12 Observatório da Língua Portuguesa [consultado em 07-01-2018] [Disponível na URL]: http://observalinguaportuguesa.org/ portugues-

a-lingua-mais-falada-no-hemisferio-sul/
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instrumento estratégico é a aprendizagem da língua daqueles com quem pretendemos


fazer negócio, ou seja, a língua portuguesa começou a ser mais procurada. Os
intercâmbios económicos proporcionados pela CPLP13 são apenas alguns dos
motivos que levaram à criação da comunidade. O social e cultural, bem como o
propósito a difusão da língua portuguesa, no apoio à divulgação da língua existe o
Instituto Internacional de Língua Portuguesa14. Duas outras instituições assumem
lugares não menos importantes, o Instituo Camões (em Portugal), com a iniciativa de
Centros Culturais Portugueses15, e o Ministério das Relações Exteriores (DPLP)16 (no
Brasil). Um conjunto de fatores que tornam possível a adoção e criação de politicas
consistentes, que vão alicerçar a promoção da língua. Um excelente exemplo é a
condição imposta aos Estados-membros do Mercosul, sendo obrigatório o seu ensino
nos seus países das línguas oficiais da Organização. Portugal e Brasil são os
principais países da CPLP, ou seja, são a entrada para a Europa (Portugal na União
Europeia) e o maior país do Mercosul17 (Brasil, país fundador), o que os torna uma
apetecível aliança geopolítica e económica. “Quando maior for a sua exposição
pública, nos media tradicionais ou na internet, maior será a sua contribuição para a
valorização social daqueles que a falam, seja como língua materna ou como língua
estrangeira. Maior exposição deve significar maior utilização, maior exposição aos
falantes ou àqueles que, ainda que passivamente, a passam a reconhecer mesmo
que não a percebam” (in “Os desafios e o valor social e cultural da língua
portuguesa”,2013:1).

Promoção da Língua
• Eventos de repercussão internacional
A língua portuguesa teve a oportunidade de uma promoção de repercussão
internacional de uma forma indireta devido a eventos religiosos e desportivos que se
realizaram no Brasil entre 2013 e 2016: em 2013 realizaram-se dois eventos a Copa
das Confederações e a 38ª Jornada Mundial da Juventude. No ano seguinte em 2014
a Copa do Mundo e em 2016 os Jogos Olímpicos. Estas quatro eventos tornam o

13 Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). [consultado em 09-12-2017][Disponível na URL]: https://www.cplp.org/
14
Instituto Internacional de Língua Portuguesa. [consultado em 09-12-2017] [Disponível na URL: http://iilp.cplp.org/
15 Instituo Camões. [consultado em 09-12-2017][Disponível na URL]: http://www.instituto-camoes.pt/activity/o-que-fazemos/cultura-

portuguesa/centros-culturais
16 Divisão de Promoção da Língua Portuguesa (DPLP). [consultado em 09-12-2017][Disponível na URL]:http://www.itamaraty.gov.br/pt-

BR/diplomacia-cultural
17 Mercosul [consultado em 09-12-2017][Disponível na URL]:http://www.mercosur.int/

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Brasil, o foco de atenção de milhões de pessoas falantes e não falantes, promovendo


a imagem do país, a cultura e acima de tudo a língua portuguesa. Foi uma montra
para os que assistiram aos eventos in loco, como para os que se deslocaram para
assistir ou participar deles.
Em Portugal realizou-se o Campeonato de Europeu de Futebol em 2004, e mais
recentemente, na realização em 2016 do mesmo campeonato em França foi o
vencedor, sagrando-o Campeão Europeu. Em 2017 foi o Vencedor do 62º Festival da
Eurovisão, realizado em Kiev-Ucrânia. Todos estes eventos são veículos de promoção
porque “invadem” a casa de milhões de pessoas espalhadas pelo mundo, desperta
por certo a curiosidade de muitos para conhecer e/ou visitar.

Acordo Ortográfico
• Reforma ortográfica: o que é e o que pretende?
Sucintamente, uma reforma ortográfica é uma mudança deliberada, muitas vezes
oficialmente sancionada ou mandatada nas regras de ortografia de um idioma. As
propostas para tal reforma são bastante comuns, e ao longo dos anos muitas línguas
sofreram tais reformas. Exemplos recentes são a reforma ortográfica alemã de 199618,
e a reforma ortográfica portuguesa de 1990 (que ainda está em processo de ratificação
por alguns dos países membros da CPLP).
Há muitos motivos/objetivos que podem impulsionar tais reformas: facilitar a tarefa de
alfabetização das crianças ou imigrantes, tornando a linguagem mais útil para a
comunicação internacional, ter uma etimologia mais clara, por razões estéticas ou
mesmo devido a razões políticas. Nunca será um processo pacífico, pois haverá
sempre qualquer tipo de contestação. A oposição às reformas baseia-se
frequentemente na preocupação de que a literatura antiga se tornará inacessível, a
suposta supressão de acentos regionais, a exigência de aprender as novas grafias,
tornando a etimologia menos clara ou o conservadorismo simples com base na
preocupação com as consequências imprevistas. Reformas que se concentrem na
remoção de dificuldades desnecessárias devem ter em conta tais argumentos. Os
esforços de reforma são ainda mais prejudicados pelo hábito e, em muitos países, a
falta de uma autoridade central para definir novos padrões de ortografia. A reforma

18
The German Spelling Council - the central authority on spelling issues: [consultado em 03-01-2018] [Disponível na URL]:
http://www.rechtschreibrat.com/
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ortográfica também pode ser associada a uma discussão mais ampla sobre o que o
roteiro oficial deve ser, o planeamento do idioma e a reforma da linguagem.
• Qual o Objetivo e Importância da Reforma Ortográfica
“(…) constitui um passo importante para defesa da unidade essencial da língua
portuguesa e para o seu prestígio internacional.”19
O AO é um passo importante para os países cuja língua oficial é a portuguesa, porque
ao não existirem diversas ortografias, por certo existirá uma maior perspetiva de
crescimento ao nível do mercado cultural através do aumento de edições de livros,
material didático, melhor disponibilidade de captar financiamentos devido ao maior
mercado que pode atingir uma publicação. Um mercado mais amplo, maior
atratividade para o investidor.

Carlos Alberto Faraco20 defende que “O único e exclusivo objetivo do AO foi superar
a dualidade de ortografias oficiais do português. Essa situação vinha criando
embaraços à presença da língua nos organismos internacionais e afetando também
sua internacionalização”21. O objetivo de unificar as regras da escrita foi finalmente
alcançado com um acordo multilateral apenas em 1990, assinado por todos os países
de língua portuguesa. Os países afetados por este acordo são: Portugal, Brasil,
Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, Macau, Timor-Leste, São Tomé e
Príncipe.

A implementação das novas regras no Brasil e em Portugal começou apenas em 2009,


com um período de transição de seis anos, onde ambas as grafias poderiam existe
em Portugal. O acordo é utilizado pelo governo e por instituições estatais, pelos
domínios de ensino, bem como por muitas das editoras de ambos os países. Embora
todos os esforços feitos para que o AO fosse implementado em todos os Estados da
CPLP, não foi possível, e a sua implementação está a ser feita ao ritmo de cada país,
apenas em Portugal e no Brasil o acordo foi assumido. O AO apenas foi ratificado
pelos seguintes países: Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Timor-Leste, São
Tomé e Príncipe. Moçambique ainda aguarda ratificação pelo parlamento, em Angola

19
Resolução da Assembleia da República nº 26-91, Diário da República I Série A, nº 193, p-4370, 28-8-1991. [consultado em 04-01-2018]
[Disponível na URL]: https://www.portoeditora.pt/assets/acordoortografico/Resolucaoda AssembleiadaRepublican2691.pdf
20
Linguista brasileiro, Professor e ex-Reitor da Universidade Federal do Paraná e recentemente assumiu a coordenação da Comissão
Nacional Brasileira do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP). [consultado em 03-01-2018] [Disponível na URL]:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Alberto_Faraco
21
O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990: SITUAÇÃO ATUAL (junho/2014), [consultado em 03-01-2018] [Disponível na URL]:
https://iilp.wordpress.com/2014/06/10/o-acordo-ortografico-de-1990-situacao-atual-junho2014/.
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não existe qualquer tipo de regulamentação ao nível governamental. Em Portugal o


AO90 está em vigor desde 13 de maio de 2015, no Brasil está em vigor desde 1 de
janeiro de 2016. Nos restantes países CPLP não está ainda implementado pelas mais
diversas razões. Em Portugal ainda houve alguma resistência, pelo que o Parlamento
português, em 2013, criou um grupo de trabalho para analisar a situação e propor
soluções. Determinando que durante o período de transição, quatro tipos de ortografia
diferentes coexistiriam:
1. a pré-reforma oficial de ortografia portuguesa (todos, exceto o Brasil);
2. a pré-reforma oficial ortográfica brasileira (usado apenas no Brasil);
3. a pós-reforma da ortografia portuguesa (usada pelo governo e suas instituições,
alguns meios de comunicação e editores em livros traduzidos);
4. a pós-reforma ortográfica brasileira (usada pelo governo e suas instituições,
média, editores em livros traduzidos).
Os dois últimos sistemas são regulados pelo mesmo acordo, mas diferem um pouco
devido à pronúncia diferente das mesmas palavras em Portugal e no Brasil.
• Plataforma VOC
O Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC),22 é uma plataforma
eletrónica (base de dados lexical), criada para albergar os instrumentos legais, os
quais determinam a ortografia da LP. Esta plataforma está reconhecida oficialmente
por todos os países membros da CPLP.
• Pincelada na história do Acordo Ortográfico
As atualizações e/ou as melhorias pretendidas para a Língua Portuguesa já duram há
mais de um século! Com tantos solavancos, paragens, arranques e recuos, finalmente
o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa está em vigor desde 2015… bem, quase!
A ortografia medieval da língua portuguesa era principalmente fonética, mas, do
Renascimento em diante, muitos autores que admiravam a cultura clássica
começaram a usar uma ortografia etimológica. No entanto, pelo início do século XX,
as reformas ortográficas em Portugal e no Brasil reverteram a ortografia para os
princípios fonéticos. As diversas reformas subsequentes feitas em ambos os países
entre 1943 e 1973 visaram principalmente: 1) eliminar os poucos vestígios de
ortografia etimológica redundante que permaneceram; 2) reduzir o número de
palavras marcadas com diacríticos e hífens; 3) aproximar o padrão de ortografia

22
[consultado em 03-01-2018] [Disponível na URL]: http://www.iilp.cplp.org/voc/
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português e o padrão de ortografia brasileira o mais possível (o padrão de ortografia


português usado em todos os países de língua portuguesa, exceto o Brasil). Pouco
depois da transição de uma monarquia para uma república, Portugal modificou o rosto
da sua linguagem escrita em 1911, com a razão de aproximar os portugueses das
tendências modernas da linguagem. Um tratado internacional entre Estados de língua
oficial portuguesa, com o objetivo de criar um único método oficial de ortografia da
língua portuguesa foi implementado. Espera-se que as regras comuns de linguagem
levem entre muitas outras razões que se poderia enumerar, a de facilitar as pesquisas
na Internet, ajudarão a padronizar documentos legais para negócios globais, elevar o
prestígio do português como língua ao nível das instituições internacionais e
proporcionar oportunidades comerciais e culturais. No entanto, as reformas
linguísticas foram implementadas sem o consentimento ou acordo do Brasil. Sem um
acordo entre os dois países originou uma dualidade de ortografias oficiais desde a
década de 1940, cada um ficou com a sua ortografia as quais apenas com o AO90 se
conseguir unificar as suas bases. Ao longo do século XX, a Academia de Ciências de
Lisboa (ACL) e a Academia Brasileira de Letras (ABL), lideraram numerosos esforços
para estabelecer uma ortografia comum entre os dois países. O primeiro acordo foi
alcançado em 1931, mas depois cada nação publicou vocabulários na década que se
seguiu, as diferenças eram evidentes. Em seguida, um novo acordo, efetivo no Brasil
em 1971 e 1973 em Portugal, aproximou os idiomas, eliminando os acentos escritos
que foram a causa de cerca de 70% das diferenças entre as duas línguas oficiais.
Ainda mais esforços de consolidação foram tentados ao longo dos anos 70 e 80, mas
falharam.
• Cronologia da Ortografia do Português
1885 Gonçalves Viana publica “Bases da Ortografia Portuguesa”.
1907 A ABL inicia a simplificação da escrita nas publicações.
1910 Com a implantação da República, foi criada uma Comissão com o propósito de
preparar a unificação e simplificação da ortografia afim de ser utilizada em
publicações oficiais e no ensino.
1911 É elaborada a 1ª Reforma Ortográfica, que tenta uniformizar e simplificar a
escrita em Portugal, contudo, não é aplicada no Brasil.
1915 A ABL harmoniza a sua ortografia com a portuguesa.
1919 É revogada a sua resolução de 1915, pela ABL.
1924 Em conjunto ambas as Academias tentam encontrar uma grafia comum.
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1929 Algumas regras de escrita no Brasil são alteradas.


1931 O 1º Acordo Ortográfico Luso-Brasileiro é aprovado, contudo não chega a ser
colocado em prática.
1938 São corrigidas algumas dúvidas quanto à acentuação de palavras.
1943 1ª Convenção Ortográfica Luso-Brasileira, resultando na elaborado
do Formulário Ortográfico de 194323.
1945 Em Portugal é publicado um novo Acordo Ortográfico, mas não no Brasil,
devido ao governo o não ter ratificado; no Brasil a ortografia continua a ser
regulada pelo Vocabulário de 1943.
1971 No Brasil algumas alterações são promulgadas, o que reduz algumas das
divergências com a ortografia usada em Portugal.
1973 Em Portugal também algumas alterações são promulgadas, o que reduz
algumas das divergências com a ortografia usada no brasil.
1975 Nova tentativa com Ambas as Academias em conjunto tentam redigir novo
projeto, não chega a ser aprovado oficialmente.
1986 José Sarney, presidente do Brasil, promove um encontro, no Rio de Janeiro,
entre os sete PLOP. O Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa e apresentado. O resultado desta jornada é o Acordo Ortográfico
de 1986, contudo e apesar de muito discutido e contestado pela comunidade
linguística, nunca foi a ser aprovado.
1990 Novo encontro promovido pela ACL, onde apresenta uma Nota Explicativa do
Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. As duas Academias elaboram a
base do AO. De acordo com o seu artigo 3º24, este acordo deveria entrar em
vigor no dia 1 de janeiro de 1994, após ratificado por todos os Estados e
depositado junto do Governo da República Portuguesa.
1996 O AO é apenas ratificado por Portugal, Brasil e Cabo Verde.
1998 É retirando a data de implementação do texto pelo “Protocolo Modificativo do
Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”, mas a condição da obrigatoriedade
de ratificação por todos os Estado manteve-se.
2002 A CPLP integra Timor-Leste após a sua independência.

23
Portal da Língua Portuguesa. [consultado em 03-01-2018] [Disponível na URL]: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/
?action=acordo&version=1943
24
Resolução da Assembleia da República nº 26-91, Diário da República I Série A, nº 193, p-4370, 28-8-1991. [consultado em 03-01-2018]
[Disponível na URL]: https://www.portoeditora.pt/assets/acordoortografico/ResolucaodaAssembleiadaRepublican2691
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2004 Em Fortaleza, no Brasil, reuniram-se os diversos ministros da Educação dos


Estados membros da CPLP, com a agenda de aprovar o Segundo Protocolo
Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, cuja alteração
determinaria bastava a ratificação de três membros para que o AO entrasse em
vigor e oficializar a integração de Timor-Leste na CPLP.
2006 O AO90 é ratificado por: Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe,
possibilitando a entrada em vigor.
2008 O AO90 é aprovado por 4 Estados: Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Brasil e
Portugal, no início de 2010 é esperada a sua implementação.
2009 Em Portugal e no Brasil o AO90 entra em vigor. O Segundo Protocolo
Modificativo do AO90, é ratificado por Portugal e Brasil, São Tomé e Príncipe,
Cabo Verde, Timor-Leste e Guiné-Bissau, mas, com a exceção de Portugal e
Brasil os restantes Estados ainda não o aplicaram. Angola e Moçambique ainda
não o ratificaram.

• Novas regras previstas no AO90


➢ Guia para nova ortografia da língua portuguesa.

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Conclusão
O “apetite” para desenvolver este tema surgiu talvez pela forma apressada com a qual
que tive de prepara o E-trabalho 2 para a Atividade 3, desta unidade curricular, devido
à minha troca da data limite para submeter o referido trabalho. Fiquei com uma
sensação de vazio sobre o assunto e com a curiosidade aguçada para aprofundar um
pouco mais o assunto. Não foi possível dispor de toda informação recolhida pelos
limites impostos neste tipo de trabalho académico, contudo, tentei pincelar levemente
um pouco acerca de todos os assuntos que achei relevante, por forma a que, quem
ler este trabalho consiga ficar com uma noção do caminho percorrido pela língua
portuguesa até hoje. O caminho não termina aqui, porque a língua portuguesa está
viva e ganhou um dinamismo que julgo se irá manter, porque não é penas um país
que a usa, são muitos países espalhados pelo globo, com todas as suas diversas
culturas, costumes, povos, dialetos. Há, julgo, acima de tudo uma vontade dos países
lusófonos para que haja uma promoção do idioma de acordo com os limites e condição
de cada país, atraindo também, por certo deste modo desde logo benefícios
socioeconómicos. A promoção da imagem de Portugal junto das suas comunidades
lusófonas, assim atraindo os jovens luso-descendentes, alguns apenas conhecem o
país dos avós ou dos pais no mês de agosto (e que receberam esta língua por
“herança”), bem como outros povos para a aprendizagem da língua.

Um país tão pequeno de dez milhões, e já somos mais de duzentos milhões de


falantes espalhados pelo globo.

Conquistamos o mundo uma vez, parece que o estamos a conquistar novamente!


…Por mares nunca de antes navegados…
Quem escreverá Os Lusíadas V2.0?

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Referência Bibliográficas

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• Andrew L. Sihler, Language History: An introduction, John Benjamins Publishing Company, 2000
• ANÇÃ, Maria Helena, MACÁRIO, Maria João, GUZEVA, Tatiana, GOMES, Belinda. “O Papel da
Educação em Português na Promoção e Difusão da Língua - Um Estudo com um Grupo de
Estagiárias”. [Em Linha]. In, Revista Lusófona de Educação, 27 (2014) - Págs. 127 a 142. [Consultado
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• FILIPE, Mário. “A Língua Portuguesa e os Desafios do Mercado de Trabalho”. In, “Conferência
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• FILIPE, Mário. “A Internacionalização da Língua Portuguesa - Difusão da Língua Portuguesa em Ensino
à Distância - Metodologias de e-learning”. In, “Relatório do Grupo de Trabalho sobre a
Internacionalização da Língua Portuguesa - Para Uma Política Articulada de Promoção e Difusão -
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• LYYTON, Edgar. B. L., Holland, E. V. F., & Lytton, E. B. L. (1839). Richelieu, or, The conspiracy: A play,
in five acts; to which are added, Historical odes on The last days of Elizabeth, Cromwell's dream, the
death of Nelson. London: Saunders and Otley.
• PESSOA, Fernando, Livro do desassossego. Por Bernardo Soares. São Paulo, Editora Brasiliense, 1989.
• SALOMÃO, Sonia Netto. 2012, A língua portuguesa nos seus percursos multiculturais, Casa Editrice
Nuova Cultura
• SILVA, Júlio César Lázaro da. "Resumo Histórico-Econômico do Brasil: A Recuperação Econômica e a
Ascensão do Brasil como Potência Regional"; Brasil Escola. [consultado em 04-01-2018][Disponível
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• SILVA, Maria Célia Barbosa Reis. “Língua Portuguesa: Defesa e Soberania” [Em Linha]. (s.d. e s.l.).
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• WALTER, Henriette. “A Aventura das Línguas do Ocidente - A Sua Origem, a Sua História, a Sua
Geografia” - “As Línguas Românicas - O Português” (Págs. 198-220). Lisboa, Terramar, Editores,
Distribuidores e Livreiros, Ldª. (1994). ISBN: 972-710-137-2.

Recursos disponibilizado pelo docente da UC


• Promoção da língua portuguesa no mundo, 2006:https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2 /777
/3/TESE_Doutoramento_Mário_Filipe.pdf

• A internacionalização da língua portuguesa: difusão da língua portuguesa em ensino a distância: metodologias


de e-learning, 2008: https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/3558/1/5%20Difusão%20da%20
Língua%20Portuguesa%20em%20Ensino%20a%20Distância.pdf

• Internacionalização da língua portuguesa: uma perspetiva sobre o global, 2009: https://repositorioaberto.uab.


pt/bitstream/10400.2/3549/1/SIMELP2009EVORA_Uma_perpetiva_sobre_o_global.pdf

• Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, 2010: https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/3517


/1/Acordo%20Ortográfico%20da%20Língua%20Portuguesa.pdf

• A língua portuguesa e os desafios do mercado de trabalho, 2013: https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream


/10400.2/2700/1/A%20Língua%20Portuguesa%20e%20os%20desafios%20do%20mercado%20de%20trabalh
o.pdf

• Os desafios e o valor social e cultural da língua portuguesa, 2013: https:// repositorioaberto.uab.pt/bitstream


/10400.2/3492/1/Os%20desafios%20e%20o%20valor%20social%20e%20cultural%20da%20língua%20portug
uesa.pdf

• Qualificação do ensino português no estrangeiro e difusão da língua portuguesa, 2013: https://


repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/2683/1/Qualificação_ensinoLP_estrangeiro_difusãoLP.pdf

• Caminhos da internacionalização da língua portuguesa, 2014: https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream


/10400.2/3529/1/Os%20caminhos%20da%20internacionalização%20da%20língua%20língua%20portuguesa.
pdf

• Comunicação e globalização, 2016 (livro, capítulo, Percursos da Internacionalização da Língua Portuguesa, pp.
57-69):https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/5860/4/E-book_Comunicação%20e%20
globalização.pdf

Webgrafia

• Instituto Internacional da Língua Portuguesa: http://iilp.cplp.org/iilp-direcao.html


• Portal da Língua Portuguesa: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/
• Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): https://www.cplp.org/
• Observatório da Língua Portuguesa: http://observalinguaportuguesa.org
• Instituo Camões: http://www.instituto-camoes.pt
• Divisão de Promoção da Língua Portuguesa (DPLP): http://www.itamaraty.gov.br
• História da Língua Portuguesa “em linha”: http://cvc.instituto-camoes.pt/hlp/index1.html
• Portal das Comunidades Portuguesas: https://www.portaldascomunidades.mne.pt/pt/
• Alto Comissariado para as Imigrações: http://www.acm.gov.pt/inicio
• Study & Research in Portugal: https://www.study-research.pt/pt