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LUCIANA BARBOSA MUSSE

O PROCESSO DE FORMATAÇÃO DO TRABALHO CIENTÍFICO: do projeto de


pesquisa ao artigo científico

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS - FGV

DIREITO GV

PROGRAMA DE ESPECIALIZAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA GVlaw

SÃO PAULO
2006
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APRESENTAÇÃO

Prezado aluno,
Em conformidade com a atual legislação que regulamenta os cursos de pós-
graduação lato sensu, a elaboração individual de um trabalho de conclusão de curso
(TCC) constitui requisito obrigatório para a obtenção do certificado de especialista.
O Programa de Educação Continuada e Especialização GVlaw elegeu o
artigo científico como modalidade de TCC a ser apresentado. Referido artigo deverá
versar, preferencialmente, acerca de um problema jurídico envolvendo sua atividade
profissional, de Direito Aplicado, exposto na forma de estudo de caso, análise
jurisprudencial, pesquisa interdisciplinar, dentre outros.
O tempo destinado à elaboração e orientação do TCC não é computado na
carga horária mínima de 360 horas de curso, mas sim na sua carga horária total,
sendo-lhe conferidas 80 h/a.
Não haverá defesa do TCC, sua avaliação será feita por dois professores,
diversos do seu orientador, por meio do sistema de blind review.
A correção do TCC pautar-se-á por critérios formais e materiais. Dentre os
critérios formais, verificar-se-á a observância das normas da ABNT e do Programa,
bem como realizar-se-á análise acerca da correção gramatical, da coerência e da
coesão do texto. No tocante ao aspecto material, verificar-se-á o domínio do
conteúdo e a originalidade da pesquisa (enfoque dado ao tema e a metodologia
empregada).
O material ora apresentado foi desenvolvido para auxiliá-lo no
desenvolvimento dos aspectos formais do seu projeto de pesquisa e do seu artigo
científico.
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PROJETO DE PESQUISA

Toda pesquisa, para ser bem sucedida e evitar desperdício de tempo e


recursos – intelectuais e financeiros -, deve ser pautada por um planejamento.
Esse planejamento é formalizado no projeto de pesquisa, que é, também,
uma das etapas da pesquisa.

1 Tema ou assunto específico da pesquisa


É o assunto que se deseja pesquisar.
“O tema de pesquisa é um enunciado sobre o fenômeno real [objeto da
pesquisa].” (DIETERICH, 1999, p. 64).
“O objeto de pesquisa é uma parcela (um aspecto) da realidade, na qual
concentra-se nosso interesse de conhecimento, e que não pode ser explicada de
forma imediata ou sem utilização da teoria.” (DIETERICH, 1999, p. 64).

2 Delimitação do tema
Para proceder à delimitação do tema o pesquisador pode utilizar-se das
seguintes estratégias: assunto; autor; circunscrição espacial; circunscrição temporal
(política, social, econômica, histórica, etc.) ou uma combinação de dois ou mais
critérios.
Delimitar, portanto, corresponde a selecionar aspectos de um tema,
limitando a escolha a um deles, para que o assunto seja tratado com a
suficiente profundidade, que se espera dos trabalhos de graduação e
conclusão de curso. (ANDRADE, 1997, p. 66).

3 Objetivos
Neste item o pesquisador deverá esclarecer o que pretende com a pesquisa,
qual sua finalidade, quais são os resultados ou as conclusões que deseja obter.

4 Justificativa(s)
O que levou o pesquisador a escolher o tema, o problema e a hipótese (se
houver)?
A(s) justificativa(s) é (são) fator(es) decisivo(s) para que uma pesquisa seja
aceita ou não pela(s) pessoa(s) ou entidade(s) que vai (vão) orientá-la ou financiá-
la.
É nesse item que se demonstra sintética, mas abrangentemente, as razões
teórico-práticas que fazem necessária ou relevante a realização da pesquisa. Deve-
se ressaltar, consoante Lakatos e Marconi (1992, p. 103):
a) o estágio em que se encontra a teoria respeitante ao tema
b) as contribuições teóricas que a pesquisa pode trazer:
• confirmação geral;
• confirmação na sociedade particular em que se insere a
pesquisa;
• especificação para casos particulares;
• clarificação da teoria;
• resolução de pontos obscuros, etc.
c) importância do tema do ponto de vista geral;
d) importância do tema para os casos particulares em questão;
e) possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade abarcada
pelo tema proposto;
f)descoberta de soluções para casos gerais e/ou particulares, etc.
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5 Problema
A formulação do problema consiste em apresentar a dificuldade teórica ou
prática com a qual se defronta e para a qual deve-se encontrar uma solução. O
problema é a questão ou dúvida a ser esclarecida.

6 Hipótese
A hipótese caracteriza-se por ser a possível resposta, solução, para o
problema de pesquisa proposto. Ela é provisória, pois poderá, ao final da pesquisa,
ser comprovada – se for verdadeira – ou desconfirmada – caso seja falsa. Em sendo
confirmada, a hipótese transforma-se em tese.
Hipótese é a solução provisória que se propõe para o problema
formulado. Trata-se de solução provisória porque o desenvolvimento da
pesquisa determinará sua validade: pode ser confirmada ou rejeitada.
Sendo a hipótese uma suposição que carece de confirmação, pode
ser formulada tanto na forma afirmativa quanto na interrogativa.
Não contrariar as evidências e ser verificável são requisitos básicos
da hipótese, pois sem verificação das hipóteses não há como desenvolver
uma pesquisa.
[...]. Nos estudos exploratórios e descritivos, não há necessidade de
apresentar as hipóteses. (ANDRADE, 1997, p. 123).

6.1 Embasamento Teórico


O embasamento teórico, de acordo com Macedo (2000, p. 56-7), compreende
a definição de uma teoria de base, a indicação das fontes mais relevantes
levantadas por meio de pesquisa preliminar sobre o tema e a definição da
compreensão dos termos que serão utilizados no relato dos resultados da pesquisa
(TCC).
O pesquisador deve pautar sua investigação por um determinado referencial
teórico – teoria de base ou marco teórico -, composto de princípios, categorias e
conceitos que servirão de fundamento para o deslinde da pesquisa.
O desenvolvimento de qualquer tipo de pesquisa exige o levantamento prévio
de informações acerca do “estado da arte”. Essa pesquisa prévia tem o condão de
[...] possibilitar uma visão geral e atual da temática pretendida; relacionar a
temática com temas de outras áreas possibilitando uma visão
interdisciplinar; identificar a posição teórica (discussão e tendência),
definidas pelos vários doutrinadores e ajudar na seleção dos itens e
subitens que poderão compor a estrutura provisória dos capítulos do
relatório científico. (MACEDO, 2000, p. 57).

7 Metodologia
Na metodologia deverão ser descritos os procedimentos adequados para a
coleta dos dados que possibilitarão o atingimento do(s) objetivo(s) proposto(s) na
pesquisa: os métodos e as técnicas de pesquisa.
Nas ciências, entende-se por método o conjunto de processos que o
espírito humano deve empregar na investigação e demonstração da
verdade.
Técnicas são procedimentos científicos utilizados por uma ciência
determinada no quadro das pesquisas próprias desta ciência. (CERVO;
BERVIAN, 1996, p. 46).
São consideradas um conjunto de preceitos ou processos de que se
serve uma ciência; são também, a habilidade para usar esses preceitos ou
normas, na obtenção de seus propósitos. Correspondem, portanto, à parte
prática de coleta dos dados. (LAKATOS; MARCONI, 1994, p. 107).
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A análise dos métodos, face a sua complexidade, será apresentada em


material didático próprio.

7.1 Técnicas de Documentação


Divide-se em documentação indireta – pesquisa documental e bibliográfica –
e documentação direta – tal como entrevistas e questionários.

7.1.1 Documentação direta


a) Documentação direta intensiva
Divide-se em observação e entrevista.
A entrevista consiste num diálogo estabelecido entre o pesquisador e uma
pessoa que detenha informações de seu interesse.
A observação direta intensiva, pode ser, segundo Andrade (1997, p. 116):
a) sistemática - quando planejada, estruturada;
b) assistemática - não estruturada;
c) participante - quando o pesquisador participa dos fatos a serem
observados;
d) não-participante - o pesquisador limita-se à observação dos fatos;
e) individual - realizada por um pesquisador apenas;
f) e equipe - pesquisa desenvolvida por um grupo de trabalho;
g) na vida real - os fatos foram observados ‘em campo’ ou em
ambiente natural;
h) em laboratório - os fatos são estudados em salas, laboratórios, ou
seja, em ambiente artificial, embora o pesquisador procure, muitas
vezes, reproduzir o ambiente real do fenômeno estudado.

b) Observação direta extensiva


São exemplos de observação direta extensiva formulários, testes, história de
vida, entre outros. Trataremos apenas do questionário, que consiste em um
instrumento composto por uma série de perguntas que devem ser respondidas por
escrito e sem a presença do pesquisador.

8 Plano Provisório de assunto


O pesquisador vai mostrar a provável estrutura do trabalho de pesquisa:
divisão em seções primárias – principais partes do trabalho, tais como introdução,
corpo do trabalho, conclusão, referências – e seções secundárias, terciárias,
quaternárias..., as “subseções” com as respectivas titulações, como se fosse um
sumário.

9 Cronograma de atividades
Nas etapas da pesquisa, deve-se indicar o tempo provável em que cada
etapa será desenvolvida e completada (mesmo quando duas ou mais etapas
estiverem sendo desenvolvidas simultaneamente). Deve-se responder ao quando?
São, basicamente, quatro as etapas de uma pesquisa:
a) planejamento - elaboração do projeto de pesquisa;
b) coleta de dados – levantamento de bibliografias, documentos, entrevistas,
observação...;
c) análise dos dados – elaboração de resumos, fichamentos, resenhas, tabulação de
dados estatísticos, análise qualitativa dos dados;
d) elaboração do trabalho científico – sistematização dos dados levantados e
analisados.
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10 Referências
As referências, apresentadas no projeto de pesquisa, abrange as
monografias, artigos, publicações e documentos, tanto os impressos como os
eletrônicos, utilizados, nas diferentes fases da pesquisa. Por ser composta de
documentos impressos e eletrônicos essa parte não é mais nomeada Bibliografia,
mas sim Referências.
Para elaborar as referências, o pesquisador deve utilizar-se das regras da
ABNT - NBR 6023, alteradas em agosto de 2002, conforme exposto no item 13 do
tópico “Apresentação gráfica do projeto de pesquisa e do artigo científico”.

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ARTIGO CIENTÍFICO
1 Conceito

Artigo Científico é toda “parte de uma publicação com autoria declarada, que
apresenta e discute idéias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas
áreas do conhecimento.” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,
2003, p. 2).
O artigo científico poderá ser classificado como sendo original ou de revisão.
Consoante a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003, p. 2, 3), será
original, quando expuser, por exemplo, estudo de caso, relato de experiência de
pesquisa ou apresentar temas ou abordagens inovadores. O artigo científico poderá
ser considerado de revisão, quando “[...] resume, analisa e discute informações já
publicadas.”
Ricardo Maroni Neto (2000, p. 148-50) apresenta uma proposta de
diferenciação do artigo científico e do artigo não-científico, com base em quatro
critérios: a) veículo de comunicação em que circulam; b) objetivos e características
de cada um; c) metodologia e linguagem utilizada para sua elaboração; d) público-
alvo.
O artigo científico é veiculado em revistas científicas, enquanto o não-
científico é divulgado em todos os tipos de periódicos – jornais, boletins e revistas
em geral.
O artigo científico tem por objetivo apresentar um estudo de um problema,
buscar comprovar a solução provisória (hipótese) do problema apresentado e, por
fim, fazer recomendações ou expor as conclusões/os resultados às/aos quais
chegou. Para alcançar seu objetivo, utiliza-se de uma metodologia pautada em
regras rígidas de pesquisa. O artigo não-científico, por sua vez, almeja opinar,
informar sobre determinado assunto ou, ainda, criticar dado assunto e, por isso, não
lhe é exigida a utilização de uma metodologia de pesquisa.
Enquanto o artigo científico caracteriza-se por analisar um assunto de modo
aprofundado e delimitado e, para tal, vale-se da linguagem técnica, já que seu
público-alvo é, sobretudo, específico (especializado), o não-científico apresenta o
assunto de modo superficial e com uma linguagem coloquial, pois seu público-alvo é
diversificado.

2 Estrutura do Artigo Científico

Os artigos, de acordo com a NBR 6022 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE


NORMAS TÉCNICAS, 2003a, p. 3) deverão apresentar os seguintes itens, na
seqüência em que estão sendo expostos:

2.1 Elementos Pré-textuais


a) título e subtítulo (se houver);
b) autoria (nome do pesquisador);
c) resumo na língua vernácula;
d) palavras-chave na língua vernácula.

2.2 Elementos Textuais


a) introdução;
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b) corpo do trabalho ou desenvolvimento (seções primárias, secundárias,


terciárias...);
c) conclusão.

2.3 Elementos Pós-textuais


a) título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira;
b) resumo em língua estrangeira;
c) palavras-chave em língua estrangeira;
d) nota(s) explicativa(s);
e) referências;
f) glossário (elemento opcional);
g) apêndice(s) (elemento opcional);
h) anexo(s) (elemento opcional).

ASPECTOS GERAIS DA ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO

Elementos Pré-textuais do Artigo Científico

1 Título (e Subtítulo)
O título corresponde a um termo, palavra, frase ou expressão que identifica o
assunto ou conteúdo do artigo científico. O subtítulo, quando houver, presta-se a
esclarecer ou complementar o título. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS, 2003a, p. 2).
O subtítulo deve figurar na seqüência do título, separado daquele por dois
pontos. O subtítulo deverá, ainda, ser redigido em letras minúsculas e sem
destaque.

2 Autoria
Autor é o criador, o responsável pela pesquisa de cunho teórico, prático ou
teórico-prático, que tanto pode ser uma pessoa física como uma pessoa jurídica
(autor entidade).
No artigo, deve-se indicar:
Nome do(s) autor(es), acompanhado(s) de breve currículo que o(s)
qualifique na área de conhecimento do artigo. O currículo, bem como os
endereços postal e eletrônico, devem aparecer em rodapé indicado por
asterisco na página de abertura ou, opcionalmente, no final dos elementos
pós-textuais, onde também devem ser colocados os agradecimentos do(s)
autor(es) e a data de entrega dos originais à redação do periódico.
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2003a, p. 3).

3 Resumo

Em artigos científicos, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003a, p.


3) recomenda que o resumo contenha, no máximo 250 palavras.
Neste item o autor deverá apresentar, sinteticamente, os pontos relevantes da
pesquisa, tais como a natureza do problema estudado, o objetivo da pesquisa, o
método utilizado, os resultados significativos, as principais conclusões, em forma de
texto. (ABNT, 2003b, p. 2).
O texto deverá ser redigido na terceira pessoa do singular e o verbo deverá
estar na voz ativa.
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4 Palavras-chave
São termos ou expressões (descritores) que servem para recuperar o
conteúdo do artigo.
No tocante à apresentação deste item, a ABNT (2003a, p. 4) estabelece que
os termos deverão ser precedidos da expressão “Palavras-chave”, que deverá ser
separada daqueles por dois pontos. Os termos ou expressões, por sua vez, deverão
ser destacados um do outro por ponto.
Recomendamos que as palavras-chaves não ultrapassem o limite de, no
máximo, cinco.
Esse item deve localizar-se após o resumo na língua vernácula.

Elementos Textuais do Artigo Científico

Compreende a parte do trabalho – artigo científico - em que é exposta,


sistematizadamente, o tema objeto da pesquisa.

1 Introdução
Segundo Andrade (1997, p. 73), o conteúdo da introdução deve: anunciar o
tema do trabalho; esclarecer, de maneira sucinta, o assunto; delimitar a extensão e
profundidade que se pretende adotar no enfoque do tema; dar idéia, de forma
sintética, do que se pretende fazer, ou seja, as idéias mestras do desenvolvimento
do assunto; apontar os objetivos do trabalho; evidenciar a relevância do assunto a
ser tratado.

2 Corpo do trabalho ou desenvolvimento (seções)1


É neste contexto que o(s) autor(es) apresentará(ão) de forma lógica e
sintética a sua pesquisa, discutindo, descrevendo, contrapondo, apresentando
dados, dialogando com o material pesquisado.
De acordo com Andrade (1997, p. 74), fundamentalmente, constam do
desenvolvimento: exposição - processo através do qual são descritos e analisados
os fatos ou apresentadas as idéias; argumentação - defende-se a validade das
idéias através dos argumentos, ou seja, do raciocínio lógico, da evidência racional
dos fatos, de maneira ordenada, classificando-os e hierarquizando-os; discussão -
consiste na comparação das idéias; refutam-se ou confirmam-se os argumentos
apresentados, mediante um exercício de interpretação dos fatos ou idéias
demonstrados.
O indicativo das seções primárias segue a seqüência dos números
inteiros a partir de 1.
O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da
seção primária a que pertence, seguido do número que lhe for atribuído na
seqüência do assunto e separado por ponto. Repete-se o mesmo processo
em relação às demais seções.

1
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas, através da NBR 6024 (2003b, p. 1-2),
que disciplina a numeração progressiva das seções de um documento, seções são “Partes em que se
divide o texto de um documento, que contém as matérias consideradas afins na exposição ordenada
do assunto.” Nessa esteira, as seções primárias equivalem, em um artigo científico, às partes mais
abrangentes (introdução, desenvolvimento e conclusão). O desenvolvimento, por seu turno, pode ser
dividido em seções secundárias e essas, em terciárias e, essas últimas, por sua vez, podem ser
fracionadas em seções quaternárias e assim sucessivamente. A norma recomenda, entretanto, que
o(s) autor(es) restrinja(m) as divisões do seu trabalho a, no máximo, cinco (seções quinárias).
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[...].
Quando uma seção tem título, este é colocado na mesma linha do
respectivo indicativo, e a matéria da seção pode começar na linha seguinte
da própria seção ou em uma seção subseqüente. (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1989, p. 1-2).
A apresentação dos resultados da pesquisa, bem como a discussão desses
resultados, pode ser apresentada tanto na forma de texto como na modalidade de
gráficos, tabelas e quadros, além de outras ilustrações como, por exemplo,
desenhos, plantas, organogramas.
A tabela é utilizada para a exposição de dados numéricos de freqüência,
estatísticos, tais como idade, sexo, processos judiciais, contratos, por exemplo.
As regras para elaboração de tabelas são estabelecidas pelo IBGE (1993
apud CURADO; SOUZA; MADEIRA, 2005). O título – que deve dar ao leitor uma
noção clara acerca do seu conteúdo - e respectiva numeração (Ex: Tabela 1 –
Sentenças Arbitrais prolatadas em 2004) devem figurar no topo da tabela. A
indicação da fonte deve figurar no rodapé da tabela, utilizando-se os mesmos
critérios das citações para a atribuição de autoria. A tabela não deve ser fechada
nas laterais.
O gráfico, por sua vez, “serve para representar qualquer tabela de maneira
simples” (CURADO, 2005, p. 16). Já o quadro é usado para a apresentação de
informações não numéricas, de uma forma visualmente alternativa ao texto,
geralmente mais esquemática. Tanto o gráfico como o quadro são considerados,
pela ABNT, como ilustrações (ABNT, 2003a, p. 5). O título da ilustração deve figurar
abaixo dela, precedido da sua identificação (Ex: Gráfico 1 – Seguro Rural no estado
de São Paulo, 2000-2005). Se a ilustração é de autoria do pesquisador, isso basta.
Se for extraída de outra fonte, essa fonte deve ser indicada, pois é citação. Para
fazer menção à fonte, usar sistema autor-data ou nota de rodapé.

3 Conclusão
Aqui o pesquisador apresentará os resultados, as conclusões da pesquisa,
seja ela bibliográfica/documental, de campo ou laboratorial.
A conclusão não admite nenhuma idéia, nenhum fato ou argumento novo,
pois consiste na síntese interpretativa dos argumentos ou dos elementos contidos no
desenvolvimento.
Além de “conclusão”, essa parte do trabalho poderá receber outras
denominações. Conclusões, caso o pesquisador obtenha mais de uma resposta à(s)
sua(s) hipótese(s) ou “considerações finais”, se não houver uma conclusão.
(ANDRADE, 1997, p. 75).
A ABNT (2002a, p. 5) dispõe que “É opcional apresentar os desdobramentos
relativos à importância, síntese, projeção, repercussão, encaminhamento e outros,”
na conclusão do trabalho.

Elementos Pós-textuais
São “elementos que complementam o trabalho”.

1 Título e subtítulo em língua estrangeira


O título e subtítulo (se houver) redigidos em idioma estrangeiro, seguem os
mesmos critérios de elaboração do título e subtítulo (se houver) em língua vernácula.
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2 Resumo em língua estrangeira (Tradução do Resumo)


É um elemento obrigatório, que possui os mesmos elementos do resumo em
língua vernácula, posto tratar-se de uma versão daquele. Por isso, deve observar o
mesmo procedimento exigido para o resumo em língua vernácula. O título “Resumo”
deverá ser grafado no idioma estrangeiro em que está sendo apresentado.
Ex: Inglês = Abstract; Espanhol = Resumen; Francês = Resume; Italiano =
Riassunto; Alemão = Übersicht.

3 Palavras-chave em língua estrangeira


O título da seção – Palavras-chave – e as palavras-chave em si devem ser
traduzidas para o mesmo idioma do resumo. Trata-se de um elemento obrigatório.
Ex: Inglês = Keywords; Espanhol = Palabras clave; Francês = Mots-clés; Italiano =
Parole Chiavi; Alemão = Stichwort.

4 Nota(s) Explicativa(s)
Segundo a NBR 6022 (ABNT, 2003a, p. 4), “a numeração das notas
explicativas é feita em algarismos arábicos, devendo ser única e consecutiva para
cada artigo. Não se inicia a numeração a cada página.”
Sobre a elaboração e apresentação das notas explicativas, vide item 12 do
tópico “Apresentação gráfica do projeto de pesquisa e do artigo científico”.

5 Referências
Para estruturar as referências o pesquisador deverá utilizar-se das regras da
ABNT - NBR 6023, alteradas em agosto de 2002.
As referências, como já mencionado anteriormente, abrangem todas as
fontes, independente do seu suporte físico (bibliografias, vídeos, CDROMs,
entrevistas, questionários, documentos eletrônicos...) consultadas ou utilizadas para
elaboração do artigo científico.
A referência é o elenco final, em ordem alfabética, dos autores ou
documentos consultados. Pode ou não ser numerada.
Sobre a elaboração e apresentação das referências, vide item 13 do tópico
“Apresentação gráfica do projeto de pesquisa e do artigo científico”.

4 Apêndice(s) e Anexo(s)
Enquanto o apêndice apresenta as inclusões elaboradas pelo próprio autor
para esclarecer ou complementar o trabalho o anexo destaca as inclusões de
documentos – projetos de leis, normas, textos legislativos, estatísticas, acórdãos na
íntegra, quadros sinóticos, questionários, entrevistas na íntegra, gráficos,
jurisprudência, etc. - ou contribuições apresentados por outro autor com a finalidade
de complementar o trabalho.
A identificação do apêndice [ou anexo] deve ser seqüencial, utilizando-se as
letras do alfabeto, grafadas em maiúsculas, separadas do título por travessão.
Ex: Apêndice D - Projeto de Lei ...
Anexo C - Decreto...
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APRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PROJETO DE PESQUISA E DO ARTIGO


CIENTÍFICO

1 Papel
O papel de impressão de trabalhos científicos, tais como o projeto de
pesquisa e o artigo científico, deve ser o A4 (21 cm x 29,7 cm), branco.

2 Tinta
A tinta a ser utilizada, em se tratando de impressão em computador, é a de
cor preta, “[...] com exceção das ilustrações, no anverso das folhas, exceto a folha
de rosto” (ABNT).

3 Fonte
Desde a capa, texto, até o último elemento pós-textual, tal como referências,
anexo(s), apêndice(s) – o tamanho da fonte é 12.
Para elaborar citações longas - com mais de três linhas - notas de rodapé,
referências e legendas de ilustrações e tabelas a fonte deverá ser a de tamanho 10.

3.1 Tipo de Fonte


Arial ou times new roman

4 Margens
Superior e Esquerda – 3 cm
Inferior e Direita – 2 cm

5 Folha
Os trabalhos científicos devem ser escritos em apenas uma das faces do
papel A4 - folha.

6 Elementos

6.1 Capa
a) Nome da Instituição: centralizado, em negrito e em letras maiúsculas, à margem
da folha. De acordo com a ABNT (2002a, p. 3), este item é opcional. UTILIZAR O
LOGO do GVlaw? Do lado direito ou esquerdo da página?
b) Nome do Programa: centralizado, em negrito e em letras maiúsculas, a um
espaço 1,5 do Nome da Instituição. Também, em consonância com a ABNT (2002a,
p. 3), esse item é opcional.
c) Qualificação do Curso -"Especialização em Direito ... ": centralizado, em negrito e
todo em letras maiúsculas, a um espaço 1,5 do nome do Programa. Também, em
consonância com a ABNT (2002a, p. 3), esse item é opcional.
d) Nome do Aluno (autor da pesquisa): centralizado, em negrito, em letras
maiúsculas, na margem superior ou seja, a 3 cm da borda superior da página;
e) Título principal do trabalho: centralizado, em negrito e em letras maiúsculas.
O título deve ser claro e preciso, identificando o seu conteúdo e possibilitando ao
leitor a recuperação da informação.
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Se houver subtítulo, este deverá figurar após o título, depois de dois pontos e será
grafado em letras minúsculas. Havendo nome próprio compondo o subtítulo, deverá
ser grafado com a inicial maiúscula.
O título e o subtítulo figuram a 10 cm da margem superior ou a 13 cm da borda
superior da página.
f) Local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado o trabalho: centralizado,
em negrito, a 24,5/25 cm da borda superior (22 cm da margem superior) da
página.
g) Data – corresponde ao ano de entrega do projeto de pesquisa ou do TCC
(depósito): centralizado, em negrito, a 26 cm da borda superior (23 cm da
margem superior) da página ou a um espaço 1,5 do local.

6.2 Página ou folha de rosto


6.2.1 Anverso da folha de rosto
a) O nome do aluno – autor da pesquisa - grafado em letras maiúsculas, negrito,
centralizado, na margem superior, ou seja, a 3 cm da borda superior da folha;
b) Título principal do trabalho: centralizado, em negrito e em letras maiúsculas.
O título deve ser claro e preciso, identificando o seu conteúdo e possibilitando ao
leitor a recuperação da informação.
Se houver subtítulo, este deverá figurar após o título, depois de dois pontos e será
grafado em letras minúsculas. Havendo nome próprio compondo o subtítulo, deverá
ser grafado com a inicial maiúscula.
O título e o subtítulo figuram a 10 cm da margem superior ou a 13 cm da borda
superior da página.
c) A nota explicativa da natureza do trabalho: deverá ser redigida em fonte arial ou
times new roman 12, a dois espaços 1,5 do título do trabalho, em redondo (sem
destaque = sem negrito), recuada 6 cm da margem esquerda, com a seguinte
redação: (Pré) Projeto de Pesquisa (Artigo Científico) apresentado ao Programa de
Educação Continuada e Especialização GVlaw, da Direito GV, da Fundação Getulio
Vargas, como exigência parcial para obtenção do grau de aprovação, no ano letivo
de ___, sob orientação do(a) professor(a) Prof(a.) Mestre/Doutor(a) ______.
d) Local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado – SÃO PAULO - grafado
em maiúsculas, negrito, centralizado, a 25 cm da borda superior (22 cm da
margem superior);
h) Data – corresponde ao ano de entrega do projeto de pesquisa ou do TCC
(depósito): centralizado, em negrito, a 26 cm da borda superior (23 cm da
margem superior) da página ou a um espaço 1,5 do local.

6.2.2 Verso da Folha de Rosto


O verso da folha de rosto deverá conter a Ficha Catalográfica. Contudo, referido
elemento faz-se necessário apenas no TCC.
A Ficha catalográfica deve figurar no terço inferior da folha, dentro de um retângulo e
deverá ser elaborada por um(a) bibliotecário(a).
* A cessão dos direitos autorais, a autorização para reprodução do TCC também
poderá figurar no verso da folha de rosto.
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7 Espacejamentos
O texto deve ser digitado em espaço 1,5, bem como os títulos das seções devem
ser separados do texto que os precede ou que os sucede por dois espaços 1,5, ou
seja, começa-se a escrever no terceiro espaço 1,5.
Exceções: o espaçamento entre linhas, nas notas de rodapé, nas citações longas e
entre linhas de uma mesma referência deve ser simples.

7.1 Distribuição do texto


Deve-se distribuir o texto do artigo de forma a evitar que o título de uma seção
primária, secundária, terciária... (título e subtítulos...) apareça no final de uma página
e o texto da referida seção se encontre na página seguinte.
Também é importante evitar isolar palavras ou uma só linha de texto numa
página (as chamadas linhas viúvas).

8 Títulos
Os títulos das seções primárias devem ser redigidos em letras maiúsculas e em
destaque (negrito, itálico ou sublinhado).
Deve-se utilizar apenas um tipo de destaque em cada seção.
Ex:
1 CONTRATOS DE ADESÃO
1.1 A visão do Superior Tribunal de Justiça acerca dos Contratos de Adesão

8.1 Indicativos de seção


“O indicativo numérico de uma seção – número ou grupo numérico - precede
seu título, alinhado à esquerda, separado por um espaço de caractere”
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2002a, p. 6).
Utiliza-se algarismos arábicos a fim de se proceder à numeração das seções.
O indicativo das seções primárias segue a seqüência dos números
inteiros a partir de 1.
O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo
da seção primária a que pertence, seguido do número que lhe for atribuído
na seqüência do assunto e separado por ponto. Repete-se o mesmo
processo em relação às demais seções.
Ex:
1 RESPONSABILIDADE CIVIL
1.1 Responsabilidade civil por erro médico
1.1.1 Responsabilidade Civil por erro médico decorrente de cirurgia estética

8.2 Títulos sem indicativo numérico


“Os títulos, sem indicativo numérico – tais como resumos, sumário,
referências, glossário, apêndice(s), anexo(s) – devem ser centralizados, conforme a
NBR 6024” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2002a, p. 6).

8.3 Subtítulos (seções secundárias, terciárias, quaternárias, quinárias)


Os subtítulos devem ser grafados apenas com as iniciais em letras
maiúsculas e em destaque (negrito, itálico ou sublinhado).
Assim como o título, quando o subtítulo é numerado, deve figurar à margem
esquerda. Não sendo numerado, também deverá figurar centralizado.

9 Numeração das páginas


As páginas devem ser numeradas no canto superior direito.
15

A numeração, contudo, só é inserida a partir do início da parte textual (tema,


no caso do projeto ou introdução, no artigo), conforme a seguir exposto.
Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser
contadas seqüencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada,
a partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto
superior direito da folha, a 2 cm da borda superior, ficando o último
algarismo a 2 cm da borda direita da folha. No caso de o trabalho ser
constituído de mais de um volume, deve ser mantida uma única seqüência
de numeração das folhas, do primeiro ao último volume. Havendo apêndice
e anexo, as suas folhas devem ser numeradas de maneira contínua e sua
paginação deve dar seguimento à do texto principal. (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS 2002a, p. 6).

10 Parágrafos
Os parágrafos devem ser separados uns dos outros por um espaço 1,5.
Os parágrafos devem iniciar, na primeira linha, a 1,25cm da margem
esquerda.
Os parágrafos do texto devem ser justificados, exceto os das referências, que
serão alinhados à esquerda.

11 Citações
As citações são importantes recursos para o pesquisador, pois trazem
informações que servem de suporte à sua argumentação, quer confirmando, quer
contrariando sua(s) hipótese(s). Contudo, o pesquisador deve atentar para as regras
de citação, a seguir expostas, a fim de não incorrer na prática de plágio, que
consiste, essencialmente, na utilização de idéias, textos, frases, obras de terceiros,
sejam pessoas físicas ou jurídicas, sem a devida atribuição da autoria.
A lei n. 9.610/98, no seu art. 7º, estabelece as espécies de obras intelectuais
protegidas e, dentre elas, figuram:
I- os textos de obras literárias, artísticas ou científicas;
[...]
XI - as adaptações, traduções e outras transformações de obras originais,
apresentadas como criação intelectual nova;
[...]
XIII - as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias, dicionários,
bases de dados e outras obras, que, por sua seleção, organização ou
disposição de seu conteúdo, constituam uma criação intelectual.

11.1 Conceito
Segundo a norma NBR 10520, da ABNT (2002b, p. 1), citação é a “menção [no
texto] de uma informação extraída de outra fonte.”
Essa menção pode ser apresentada no corpo do texto ou em nota de rodapé.

11.2 Classificação das citações

As citações podem ser:

11.2.1 Quanto aos aspectos externos de elaboração


16

11.2.1.1 Formais

Quando nelas se transcrevem fielmente as palavras textuais de outrem (ipsis


litteris).
Ex:
“Do ponto de vista da racionalidade econômica, o princípio fundamental do
Direito é o pacta sunt servanda.” (ARIDA, 2005, p. 17).

11.2.1.2 Conceptuais

Quando, com sínteses pessoais, o pesquisador reproduz fielmente as idéias


de terceiros (paráfrase).
Ex:
Para a economia, o Direito fundamenta-se, precipuamente, na norma
principiológica pacta sunt servanda. (ARIDA, 2005, p. 17).

11.2.1.3 Mistas

Caracteriza-se pela inserção, na mesma parte do texto, de alguns termos ou


expressões literais extraídos de outros documentos ou publicações e de elaborações
de sínteses pessoais, acerca das idéias de um ou mais autores que tratam do
mesmo assunto.
Ex:
O Direito Contratual na atualidade, diz Teresa Negreiros, tem como
característica estar situado num “quadro de referências principiológicas”. (COSTA,
2005, p. 42).

11.2.2 Quanto ao documento consultado

11.2.2.1 Diretas
Quando se transcreve o texto do autor lido; são as citações formais, textuais
ou literais.
Entende-se, ainda, como citação direta a citação do texto original, ou seja, de
primeira mão (fonte primária).
A ABNT (2002b, p. 2) define como citação direta a “transcrição textual de
parte da obra do autor consultado.”

11.2.2.2 Indiretas
A citação indireta, por sua vez, constitui-se na reprodução das idéias expostas em
um ou vários textos ou por um ou diferentes autores por meio de um novo texto,
elaborado pelo pesquisador. São as paráfrases ou citações conceituais.
Segundo a ABNT (2001b, p. 2) a citação indireta é um “texto baseado na obra do
autor consultado.”

11.2.2.3 Citação de citação


A citação de citação ficará caracterizada quando o pesquisador utilizar-se de uma
citação – direta ou indireta – de “segunda mão”, ou seja, extraída de obra(s)
diversa(s) da original. Trata-se de citação por meio de fonte secundária.
17

Quando a citação for “citação de citação”, utiliza-se a expressão latina apud, que
significa “segundo”, “citado por”.
A “citação de citação” é correta, porém deve ser evitada. O autor poderá utilizar-se
desse recurso apenas quando a obra for rara, não estiver traduzida para o português
– se o autor não souber ler na língua original em que a obra foi editada - ou estiver
esgotada, por exemplo.
Quando usar o “apud” e o sistema autor-data, deve-se elencar o nome do autor
citado indiretamente e o ano de publicação da obra, além do nome, ano de
publicação e página da publicação à qual o pesquisador teve acesso.
Ex:
Consoante Newton Silveira (1982 apud BARBOSA, 2003, p. 577), “pode-se falar,
assim, em uma novidade relativa, consistindo não na forma abstratamente
considerada, mas na forma efetivamente utilizada como modelo.”

11.2.3 Caracterização material das citações


As citações devem ser apresentadas, no texto, em conformidade com as seguintes
normas técnicas propostas pela ABNT (2002b, p. 2):

Nas citações, as chamadas pelo sobrenome do autor, pela


instituição responsável ou título incluído na sentença devem ser em letras
maiúsculas e minúsculas, e quando estiverem entre parênteses devem ser
em letras maiúsculas.
Especificar no texto a(s) página(s), volume(s), tomo(s) ou seção(ões)
da fonte consultada, nas citações diretas. Este(s) deve(m) seguir a data,
separado(s) por vírgula e precedido(s) pelo termo, que o(s) caracteriza, de
forma abreviada. Nas citações indiretas, a indicação da(s) página(s)
consultada(s) é opcional.

11.2.3.1 Citações formais ou literais

a) citação breve ou “curta”


Considera-se uma citação breve ou curta quando ela possui até três linhas.
Ela será transcrita no corpo do texto e colocada entre aspas duplas. Caso haja uma
citação dentro da citação, utiliza-se aspas simples para indicá-la.

Ex: Houve, por assim dizer, um despertar geral de consciência ambientalista ou


consciência ecológica, provocada pela intensidade de desastres ecológicos
resultando "[...] na necessidade da proteção jurídica do meio ambiente, com o
combate pela lei de todas as formas de perturbação da qualidade do meio ambiente
e do equilíbrio ecológico [...]" (SILVA, 2000, p. 33).

Além do sistema autor-data-página, utilizado no exemplo acima, a referência


bibliográfica da citação poderá ser feita através do sistema numérico, conforme
exemplo apresentado infra.

• As chamadas com números elevados – sistema numérico - entram depois dos


sinais de pontuação e após as aspas.
Consoante a ABNT (2002b, p. 4, grifos nossos), no sistema numérico,
[...] a indicação da fonte é feita por uma numeração única e consecutiva, em
algarismos arábicos, remetendo à lista de referências ao final do trabalho,
do capítulo ou da parte, na mesma ordem em que aparecem no texto. Não
se inicia a numeração das citações a cada página.
18

O sistema numérico não deve ser utilizado quando há notas de rodapé.


• Ex: : “O contrato eletrônico é caracterizado por empregar meio eletrônico para
sua celebração. Apresenta quanto à capacidade, objeto, causa e efeitos as
mesmas regras a serem aplicadas aos contratos celebrados por meio físico.”2

b) Citação longa
A citação longa é aquela que possui mais de três linhas (no texto do
pesquisador); quando for uma citação direta, ou seja, ipsis literis, deve ser destacada
do texto, recuada 4 cm (quatro centímetros) da margem esquerda, com corpo menor
(sugere-se a utilização de fonte 10), sem aspas e com espaço simples entre as
linhas. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2002b, p. 2).
Ex: Acerca da contratação entre ausentes, no comércio eletrônico, Maria Eugênia
Reis Finkelstein afirma que:
Quando tratamos de contratos epistolares, entre ausentes, há que se
verificar que o grande cuidado que se toma é referente à possibilidade de
recebimento e ciência da proposta ou da aceitação. Pelo correio, é óbvio
que isso demanda certo tempo. Mas nos contratos celebrados
eletronicamente está-se diante de outra realidade. As partes contratantes
podem estar em conferência em tempo real (on line) e verem-se
reciprocamente através do monitor por meio de câmeras instaladas no
3
computador.

A fim de que uma citação longa não caracterize plágio é importante que o
pesquisador atente, também, para a sua extensão. Não há um critério padrão que
indique qual é o número de linhas máximo permitido para a citação literal de um
texto, mas Mezzaroba e Monteiro (2003, p.255) propõem como parâmetro um
máximo de quinze linhas.

c) Algumas observações comuns às citações curtas e longas


Caso a referência seja expressa por intermédio do sistema autor-data e
venha após a citação, deve figurar depois da pontuação que finaliza a citação e ser
grafada em redondo, ou seja, sem qualquer destaque (itálico, negrito ou sublinhado),
seguida de ponto.

Ex:
Redações que se utilizam de expressões radicais, como
“unicamente”, “exclusivamente”, “apenas” e assemelhadas, levam-nos à
irrefragável conclusão de que estamos diante de direitos insuscetíveis de
liberalização, por conduto da legislação comum. (BASTOS; BRITO, 1982, p.
79).

Quando houver intervenção do autor da pesquisa, na citação, ela deve figurar


entre colchetes.
Ex:
Considerando que todos nascemos livres e igualmente dotados de
razão [concepção jusnaturalista], e considerando que não herdamos um
conjunto de necessidades [...] de berço podemos, por este motivo,
ascender, assim como descender, a escala hierárquica das instituições

2
FINKELSTEIN, Maria Eugênia. Aspectos jurídicos do comércio eletrônico. Porto Alegre: Síntese,
2004. p. 187.
3
FINKELSTEIN, 2004, p. 205. OU Ibidem, p. 205.
19

políticas e sociais, onde nenhuma qualidade específica pode ser


socialmente designada.4

Caso haja corte na citação (supressão), ele deve ser representado por
reticências entre colchetes.
Ex: vide exemplo anterior.

11.2.3.2 As citações conceptuais ou paráfrases

Serão transcritas no corpo do texto de maneira corrente e sem aspas. Deve-


se, no entanto, proceder à referência da citação conceptual, quer através do sistema
numérico (nota de rodapé), quer através do sistema autor-data.
Segundo a ABNT (2002b, p. 2), a indicação da página consultada, nas
citações indiretas (paráfrases) é opcional.

11.2.3.3 As citações mistas

As citações mistas também devem ser transcritas no corpo do texto,


colocando-se entre aspas os termos e expressões textuais (literais) tiradas dos
documentos consultados. Nas citações mistas, também é obrigatória a indicação das
respectivas referências.

11.2.3.4 As citações em língua estrangeira

O texto científico deve ser redigido em um único idioma, seja ele o pátrio ou,
caso o pesquisador esteja desenvolvendo sua pesquisa em outro país e venha a
defendê-la ali, a língua oficial daquela localidade (ex: EUA, Inglaterra, Canadá,
Austrália – inglês; França, Bélgica, Canadá (Québec) - francês; Argentina, Espanha
– espanhol etc.).
Por isso, o pesquisador deverá traduzir a fonte estrangeira a ser citada, para
o idioma em que a pesquisa está sendo redigida, colocando ao final da tradução,
entre parênteses – sistema autor-data, a expressão “tradução nossa”. O texto
original deverá ser reproduzido no rodapé, onde também deverá constar, mais uma
vez, a sua referência.
A citação traduzida deverá seguir o padrão proposto para as citações curtas
e longas.
Ex:
A Corte Européia de Justiça, um órgão da União Européia, está
sediada em Luxemburgo e decide disputas entre instituições da União
Européia (EU) e seus estados membros, acerca da interpretação e
aplicação da legislação e dos tratados da União Européia. (COHEN;
OLSON, 2003, p. 341, tradução nossa).5

11.2.3.5 Citação de normas jurídicas e decisões judiciais


São realizadas, usualmente, de modo literal, o que não exclui a possibilidade
de citá-las através de paráfrase. Quando a citação de norma jurídica ou decisão
4
GRANJO, Maria Helena Bittencourt. Agnes Heller: filosofia, moral e educação. 3. ed. Petrópolis:
Vozes, 2000. p. 104.
5
“The European Court of Justice, an organ of the European Union is based in Luxembourg and
resolves disputes between EU institutions and member states over the interpretation and application
of EU treaties and legislation.” (COHEN; OLSON, 2003, p. 341).
20

judicial for efetuada literalmente, ela deverá vir precedida da expressão latina in
verbis, que significa “com as palavras”.
Henriques e Medeiros (1999, p.115) ressaltam que:

[...] – em se tratando de norma jurídica conhecida, suficiente é citar-lhe o


nome mesmo, usando-lhe a sigla correspondente: Código Civil (CC), Código
de Processo Penal (CPP), Código de Processo Civil (CPC) etc.;
- as normas sujeitas a alterações constantes, como é o caso da Lei do
Inquilinato, devem ser citadas com maior precisão; dir-se-á então: “Lei do
Inquilinato vigente”, ou “Lei do Inquilinato em vigência” ou mesmo “Lei do
Inquilinato (Lei n. 8.248 de 18-10-1991)”.

Caso o pesquisador cite apenas a ementa de uma decisão judicial ou o nome


e/ou número da legislação, basta, se estiver utilizando o sistema autor-data, informar
a Jurisdição – BRASIL ou SÃO PAULO, ano e página. Nas referências deve-se
indicar todas as informações relativas à decisão e à publicação de onde foi extraída.

11.2.3.6 Citação de brocardos, expressões e termos latinos


É permitida, pois tradicionalmente fazem parte da linguagem jurídica. Ao se
utilizar de um deles, o autor deverá destacá-los, usando para tal o itálico.
Ex: lex mercatoria; ad quem; peculium; praeter contractum etc.

11.2.3.7 Citação Oral


São as menções a informações coletadas em palestras, conferências,
entrevistas, anotações de aula. Após a citação - que obedece as normas propostas
para as demais citações ou seja, é transcrita entre aspas, quando for curta e é
destacada do texto, recuada (4 cm), em espaço simples, com fonte menor (tamanho
10), se for longa – deve ser consignada entre parênteses a expressão “informação
verbal”, “[...] mencionando-se os dados disponíveis [referência], somente em nota
de rodapé.” (ABNT, 2002b, p. 2, grifos nossos).
Ex:
Com isso, as partes contratuais não são mais seres dotados de
livre arbítrio, mas seres fictícios, juridicamente construídos, que firmam um
contrato, acionável em termos de infortúnios, em termos de cálculos
razoáveis. Aqui percebemos que as partes concretas passam a ser
uniformizadas por esses padrões e começam a reproduzi-los (informação
verbal).6

11.2.3.8 Citação de trabalho em fase de elaboração


Caso utilize texto ou parte de um texto que se encontra em processo de
elaboração, o pesquisador deverá inserir entre parênteses, após a citação, essa
informação (em fase de elaboração). No rodapé, deverá elencar todos os dados
disponíveis sobre o texto citado.
Ex:
Sobre o caráter vinculante de um parecer consultivo, emitido pela Corte
Internacional de Justiça, assim se posiciona o prof. Salem Hikmat Nasser:
Um parecer consultivo não pretende ser vinculante. Tampouco
pretende resolver de modo definitivo uma controvérsia entre dois Estados
ou entre um Estado e uma organização internacional (ou um órgão da

6
FERRAZ JÚNIOR, Tércio Sampaio. Anotações da disciplina “Direito e Liberdade” ministrada no
Programa de Pós-Graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São
Paulo, em maio de 1996.
21

mesma). A discussão sobre um possível efeito vinculante dos pareceres


consultivos existe, no entanto (em fase de elaboração).7

11.3 Observações

a) Utiliza-se aspas simples quando houver uma citação dentro de outra citação ou
quando se quiser realçar alguma palavra ou expressão.
b) Quando o autor quiser dar ênfase a palavra, expressão ou frase da citação,
deverá utilizar itálico ou negrito ou, ainda, grifo.
c) O itálico é usado, também, para se grafar palavras e locuções em outros idiomas.
d) Quando o autor da citação fizer algum destaque no trecho citado, deve-se fazer
constar, entre parênteses, a expressão “grifo(s) do autor”. Caso o autor da
pesquisa deseje destacar alguma palavra, expressão ou frase da citação, deverá, ao
final dela fazer constar entre parênteses a expressão “grifo(s) nosso(s)”.
e) Se o pesquisador tiver adotado o sistema de chamada autor-data e houver
coincidência entre os sobrenomes de dois ou mais autores citados e de data de
publicação das obras, acrescentam-se as iniciais dos seus respectivos prenomes.
Se a coincidência persistir, colocam-se os prenomes por extenso. (ABNT, 2002b, p.
3).
f) “As citações de diversos documentos de um mesmo autor, publicados num mesmo
ano, são distinguidas pelo acréscimo de letras minúsculas após a data e sem
espacejamento.” (ABNT, 2002b, p. 3).
g) “As citações indiretas de diversos documentos da mesma autoria, publicados em
anos diferentes e mencionados simultaneamente, têm as suas datas separadas por
vírgula.” (ABNT, 2002b, p. 3).
h) “As citações indiretas de diversos documentos de vários autores, mencionados
simultaneamente, devem ser separadas por ponto e vírgula, em ordem alfabética.”
(ABNT, 2002b, p. 3).

12 Notas de Rodapé, Notas de Referência e Notas Explicativas

12.1 Conceito
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002b, p. 2) estabelece que:
Notas de rodapé são as “[...] indicações, observações ou aditamentos ao
texto feito pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecer na margem
esquerda ou direita da mancha gráfica”.
“Notas que indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes da obra
onde o assunto for abordado” são denominadas de notas de referência.
São explicativas as “notas usadas para comentários, esclarecimentos ou
explanações, que não possam ser incluídos no texto”.

12.1.1 Notas de referência


Quando se utiliza o sistema numérico para referenciar a fonte utilizada, as
notas de referência são indicadas por números arábicos, sobrescritos, em ordem
crescente, contínuas, na mesma seção. Ao se iniciar uma nova seção, recomeça a
contagem das notas de rodapé, em ordem crescente.

7
NASSER, Salem Hikmat. Conseqüências jurídicas da edificação de um muro no território palestino
ocupado. São Paulo, 2005.
22

A primeira citação de uma obra deve ter sua referência completa, no rodapé
da mesma página onde se encontra a citação (nota), nos moldes previstos pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas, na NBR 6023, de agosto de 2002.
De acordo com a ABNT (2002b, p.5-6, grifos no original):

As subseqüentes citações da mesma obra podem ser referenciadas


de forma abreviada, desde que não haja referências intercaladas de outras
obras do mesmo autor. Na indicação destas referências subseqüentes,
podem ser adotadas as expressões latinas:
a) apud – citado por, conforme, segundo;
b) ibidem ou ibid. – na mesma obra;
c) idem ou id. – mesmo autor;
d) opus citatum ou op. cit. – obra citada; na mesma obra;
e) passim – aqui e ali; em diversas passagens;
f) sequentia ou et seq. – seguinte ou que se segue.
g) Loco citato ou loc. cit. – no lugar citado;
h) Cf. – confira, confronte.

Das expressões anteriormente elencadas, somente a expressão “apud” pode


ser utilizada, também, no corpo do texto, as demais, apenas em notas de referência.
Idem, ibidem e cf. são expressões que devem constar tão somente na mesma
página ou folha em que se localiza a citação a que se remetem.

12.1.2 Notas explicativas


As notas explicativas são indicadas por algarismos arábicos, “[...] devendo ter
numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não se inicia a
numeração a cada página”. (ABNT, 2002b, p. 6).

12.2 Aspectos gráficos das notas de rodapé e notas explicativas

Em se tratando de nota de rodapé a ABNT (2002b, p. 5) dispõe que:


Deve-se utilizar o sistema autor-data para as citações no texto e o
[sistema] numérico para notas explicativas. As notas de rodapé podem ser
conforme 7.1 e 7.2 [conforme o disposto sobre as notas explicativas e de
referência] e devem ser alinhadas, a partir da segunda linha da mesma
nota, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o
expoente e sem espaço entre elas e com fonte menor.
As passagens citadas ou documentadas no texto relacionam-se com as
respectivas notas através do número de chamada colocado sempre no fim da
citação ou passagem a ser documentada. Trata-se de número arábico, sobrelevado
com relação à linha (Exemplo1).
As notas bibliográficas de rodapé serão escritas em espaço simples, contendo
os seguintes elementos e obedecendo às seguintes normas:
1 A fonte da nota de rodapé ou explicativa é a mesma utilizada para a elaboração
das citações longas, ou seja, 10.
2 Número de chamada (sobrescrito ou entre parênteses), como no texto.

13 Referências

Notas quanto à elaboração das referências


23

13.1 Definições

Para os efeitos da Norma NBR 6023 aplicam-se as seguintes definições:

13.1.1 Autor(es): pessoa(s) física(s) responsável(eis) pela criação do conteúdo


intelectual ou artístico de um documento.
13.1.2 Autor(es) entidade(s): instituição(ões), organização(ões), empresa(s),
comitê(s), comissão(ões), evento(s), entre outros, responsáveis por publicações em
que não se distingue autoria pessoal.
13.1.3 capítulo, seção ou parte: divisão de um documento, numerado ou não.
13.1.4 Documento: qualquer suporte que contenha informação registrada, formando
uma unidade, que possa servir para consulta, estudo ou prova, inclui impressos,
manuscritos, registros audiovisuais, sonoros, magnéticos e eletrônicos, entre outros.
13.1.5 Edição: Todos os exemplares produzidos a partir de um original ou matriz.
Pertencem à mesma edição de uma obra todas as suas impressões, reimpressões,
tiragens, etc., produzidas diretamente ou por outros métodos, sem modificações,
independentemente do período decorrido desde a primeira publicação.
13.1.6 editora: Casa publicadora, pessoa(s) ou instituição responsável pela
produção editorial.
NOTA – Não confundir com a designação do editor, utilizada para indicar o
responsável intelectual ou científico que atua na reunião de artigos para uma revista,
jornal etc. ou que coordena ou organiza a preparação de coletâneas.
13.1.7 Monografia: item não seriado, isto é, item completo, constituído de uma só
parte, ou que se pretende completar em um número preestabelecido de partes
separadas.
13.1.8 Publicação Periódica: publicação em qualquer tipo de suporte, editada em
unidades físicas sucessivas, com designações numéricas e/ou cronológicas e
destinada a ser continuada indefinidamente.
NOTA – Não confundir com “coleção” ou “série editorial”, que são recursos criados
pelos editores ou pelas instituições responsáveis, para reunir conjuntos específicos
de obras que recebem o mesmo tratamento gráfico-editorial (formato, características
visuais e tipográficas, entre outras) e/ou que mantêm correspondência temática
entre si. Uma coleção ou série editorial pode reunir monografias (por exemplo:
Coleção Primeiros Passos, Série Nossos Clássicos, Série Literatura Brasileira, Série
Relatórios) ou constituir publicação editada em partes, com objetivo de formar
futuramente uma coleção completa (por exemplo: Série Século XX, Série Bom
Apetite, entre outras).
13.1.9 Referência: Conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um
documento, que permite sua identificação individual.
13.1.10 Separata: Publicação de parte de um trabalho (artigo de periódico, capítulo
de livro, colaborações em coletâneas etc.), mantendo exatamente as mesmas
características tipográficas e de formatação da obra original, que recebe uma capa,
com as respectivas informações que a vinculam ao todo, e a expressão “Separata
de” em evidência. As separatas são utilizadas para distribuição pelo próprio autor da
parte, ou pelo editor. (grifos nossos)
13.1.11 Subtítulo: Informações apresentadas em seguida ao título, visando
esclarecê-lo ou complementá-lo, de acordo com o conteúdo do documento.
24

13.1.12 Suplemento: Documento que se adiciona a outro para ampliá-lo ou


aperfeiçoá-lo, sendo sua relação com aquele apenas editorial e não física, podendo
ser editado com periodicidade e/ou numeração própria.
13.1.13 Título: Palavra, expressão ou frase que designa o assunto ou o conteúdo de
um documento.

13.2 Elementos da Referência


A referência é constituída de elementos essenciais e, quando necessário,
acrescida de elementos complementares.

13.2.1 Elementos Essenciais


São as informações indispensáveis à identificação do documento. Os
elementos essenciais estão estritamente vinculados ao suporte documental e
variam, portanto, conforme o tipo.

13.2.2 Elementos Complementares


São as informações que, acrescentadas aos elementos essenciais, permitem
melhor caracterizar os documentos.

13.3 Regras gerais de apresentação de referências

13.3.1 Os elementos essenciais e complementares da referência devem ser


apresentados em seqüência padronizada.

13.3.2 Para compor cada referência, deve-se obedecer à seqüência dos elementos,
conforme apresentados nos modelos das seções subseqüentes.

13.3.3 As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto e de


forma a se identificar individualmente cada documento, em espaço simples e
separadas entre si por espaço duplo. (grifos nossos)

13.3.4 A pontuação segue padrões internacionais e deve ser uniforme para todos as
referências. As abreviaturas devem ser conforme a NBR 10522.

13.3.5 O recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado para destacar o


elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um mesmo
documento. Isto não se aplica às obras sem indicação de autoria, ou de
responsabilidade, cujo elemento de entrada é o próprio título, já destacado pelo uso
de letras maiúsculas na primeira palavra, com exclusão de artigos (definidos e
indefinidos) e palavras monossilábicas.

13.3.6 As referências constantes em uma lista padronizada devem obedecer aos


mesmos princípios. Ao optar pela utilização de elementos complementares, estes
devem ser incluídos em todas as referências daquela lista.

13.3.7 Documento em meio eletrônico


Entende-se por meio eletrônico: disquetes, CD-ROM, disco rígido, correio
eletrônico, home pages (sites), etc.
25

13.3.7.1 As referências devem obedecer aos padrões indicados para os documentos


referenciados em meio físico, acrescidas das informações relativas à descrição física
do meio eletrônico.

13.3.7.2 Quando se tratar de obras consultadas online, também são essenciais as


informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >,
precedido da expressão Disponível em: e a data de acesso ao documento,
precedida da expressão Acesso em:, opcionalmente acrescida dos dados referentes
a hora, minutos e segundos.
NOTA – Não se recomenda referenciar material eletrônico de curta duração nas
redes.

13.3.8 Usam-se letras maiúsculas: no(s) sobrenome(s) principal(is) do(s) autor(es);


nos nomes de entidades coletivas, quando a entrada é direta; na primeira
palavra da referência, quando a entrada é por título; nos títulos de eventos
(congressos, encontros,...); nos nomes geográficos, quando se tratar de
instituições governamentais da administração direta.

13.3.9 A edição da obra deve constar apenas se ela (obra) se encontrar em segunda
edição ou em edições posteriores. Quando na folha de rosto do livro não constar a
edição da obra, significa que é a primeira edição, logo, não consta na referência
bibliográfica (Ex: 2. ed.; 10. ed.).

13.3.10 Quando for fazer a referência à editora, não deve constar a palavra editora,
nem sua abreviatura ou a qualquer outro elemento que designe a natureza jurídica
ou comercial da editora, desde que dispensáveis à sua identificação. (Ex: São Paulo:
Revista dos Tribunais; São Paulo: Saraiva, São Paulo: LTr...)

13.4 Observações acerca do AUTOR da referência bibliográfica

13.4.1 Quando o autor possuir sobrenome que indica parentesco


O designativo de parentesco – Júnior, Neto, Filho, Sobrinho – entra logo após o
último sobrenome do autor.
Ex: RIDOLFO NETO, Arthur.

13.4.2 Quando a obra ou documento for elaborada por até três autores
Mencionam-se os nomes de todos na mesma ordem em que constam da publicação,
separados por ponto e vírgula.
Ex:
LEMES, Selma; MARTINS, Pedro B.; CARMONA, Carlos A. Aspectos
fundamentais da lei de arbitragem. Rio de Janeiro: Forense, 1999.

13.4.3 Quando a obra ou documento for elaborada por mais de três autores
Indica-se o nome do primeiro autor seguido da expressão latina et. al. (et alii ou et.
alli), que significa “e outros”.
Ex: VISCUSI, W. Kip et al.
26

13.4.4 Quando houver um organizador (Org.), coordenador (Coord.), compilador


(Comp.), editor (ed.)
Acrescenta-se, entre parênteses, a abreviatura pertinente, após os nomes, em caixa
alta e baixa (inicial maiúscula e demais minúsculas).
Ex: FARIA, José Eduardo (Org.). Regulação, Direito e Democracia. São Paulo:
Perseu Abramo, 2002.

13.4.5 Obra escrita por entidade coletiva

13.4.5.1 Quando a obra ou documento for escrita por entidade coletiva, sendo essa
órgão da administração governamental direta (Ministérios, Secretarias e outros),
deve-se entrar pelo nome geográfico que indica a esfera de subordinação (País,
Estado ou Município)ou pelo nome do órgão superior.
Ex: BRASIL. Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
SÃO PAULO (Município). Câmara Municipal.

13.4.5.2 Quando a obra ou documento for escrita por entidade coletiva, sendo essa
entidade independente, entra-se diretamente pelo nome da entidade, que deve ser
grafado por extenso.
Quando houver duplicidade de nomes, deve-se acrescentar no final a unidade
geográfica que identifica a jurisdição, entre parênteses.
Ex: ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB)
ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGADOS DE SÃO PAULO (AASP)
BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil)
BIBLIOTECA NACIONAL (Portugal)

13.4.5.3 São exceções à regra da obra escrita por entidade coletiva


Os anais de congressos e trabalhos de cunho administrativo, legal, etc., cuja entrada
é feita pelo nome do evento.
Ex: CONGRESSO NACIONAL SOBRE A REFORMA PENAL E DO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL, 1., 2001, São Paulo. Anais... São Paulo: Ordem dos
Advogados do Brasil - Seção São Paulo, 2001. 2 v.

13.4.6 Publicação anônima ou não assinada


Quando a publicação for anônima ou não assinada (artigo de revista e de jornal, por
exemplo), entra-se diretamente pelo título, sendo a primeira palavra do título
impressa em letras maiúsculas.
Caso o título inicie por artigo (definido ou indefinido), ou monossílabo, este deve ser
incluído na indicação da fonte.
Ex: DE OLHO no futuro. Jornal do Advogado, São Paulo, ano XXXI, n. 301, p. 5.,
dez. 2005.

13.4.7 Publicações com mais de um volume


Publicações que possuem mais de um volume são referenciadas indicando-se em
algarismo(s) arábico(s) a quantidade de volumes seguida da abreviatura de volume
(v.).
Ex: DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. São Paulo: Saraiva, 1994.
7 v.
27

13.4.8 Autor referenciado mais de uma vez


Quando houver repetição de um autor, não é necessário escrever novamente o seu
sobrenome e prenome. Basta que se coloque um traço com sete toques, seguido de
ponto.
Ex:
Carvalhosa, Modesto. Acordo de Acionistas. São Paulo: Saraiva, 1984.
_______. Comentários à Lei das S.A. São Paulo: Saraiva, 1997. 4 v.

16.4.8.1 Autor já referenciado com publicação de obra conjunta


Quando um autor já referenciado tiver publicado obra conjunta com um ou mais
autores, nessa segunda obra se faz necessária a repetição de seu nome e prenome,
conforme exemplo a seguir.
Ex:
SUNDFELD, Carlos Ari; CÂMARA, Jacintho Arruda. Rodovias Federais: delegação
a Estados, Concessão e Encampação, Revista de Direito Administrativo e
Constitucional, São Paulo, Belo Horizonte, n. 16, p. 65-76, abr./jun. 2004.
SUNDFELD, Carlos Ari (Coord.). Parcerias público-privadas. São Paulo:
Malheiros/Sociedade Brasileira de Direito Público, 2005.

13.5 Quando faltar algum dado tipográfico utiliza-se dos seguintes recursos, entre
parênteses:
1) s. l. = sem local (sine loco)
2) s. n. = sem editora (sine nomine)
3) s. l.: s. n. = sem local e sem editora

13.6 Quando o documento incluir mais de um local de publicação, editora ou data,


indica-se na referência bibliográfica o mais destacado. Se não houver destaque,
indica-se o primeiro local, a primeira editora e a data mais recente. Se houver mais
de um local de publicação, editora ou data, com igual destaque, pode-se consignar
todos os dados.
Ex: IZUMINO, Wânia Passinato. Justiça e violência contra a mulher: o papel do
poder judiciário na solução dos conflitos de gênero. São Paulo:
Annablume/FAPESP, 1998.

13.7 Exemplos de referências bibliográficas mais utilizadas em trabalhos


monográficos jurídicos.

13.7.1 Monografias - livros, folhetos, separatas, dissertações, etc.

13.7.1.1 Consideradas no todo:

a) Elementos Essenciais: autor(es), título, edição, local, editora e data de publicação

b) Elementos complementares: Número total de páginas, tamanho da obra, Nome


da coleção, página inicial e final em que figura a bibliografia da obra, ISBN da obra,
etc.
28

AUTOR(ES). Título. edição. Local: editora, ano de publicação da obra.


Ex:
ZYLBERSTAJN, Décio; SZTAJN. Direito e Economia: análise econômica do Direito
e das organizações. Rio de Janeiro: Campus, 2005.

13.7.1.1.1 Dissertações, teses, etc.


SCHAPIRO, Mario Gomes. Política industrial e disciplina da concorrência pós-
reformas de mercado: uma avaliação institucional do ambiente de inovação
tecnológica. Dissertação (Mestrado em Direito) – Faculdade de Direito, Universidade
de São Paulo, São Paulo, 2005.

13.7.2 Monografia no todo em meio eletrônico


Entende-se por meio eletrônico: disquetes, CD-ROM, disco rígido, emails, home
pages, etc.

13.7.2.1 As referências devem obedecer aos padrões indicados para os documentos


monográficos no todo, acrescidas das informações relativas à descrição física do
meio eletrônico.

13.7.2.2 Quando se tratar de obras consultadas on line, também são essenciais as


informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >,
precedido da expressão Disponível em:... e a data de acesso ao documento,
precedida da expressão Acesso em:..., opcionalmente acrescida dos dados
referentes a hora, minutos e segundos.
NOTA – Não se recomenda referenciar material eletrônico de curta duração nas
redes.
Ex:
HUDSON, Heather E. Access to the digital economy: issues in rural and developing
regions. Disponível em: < http://www.usfca.edu/fac-
staff/hudson/papers/Access%20to%20the%20Digital%20Economy.pdf>. Acesso em:
17 jan. 2006.

FARHAT, Saïd. Dicionário parlamentar e político. São Paulo: Melhoramentos, 1996.


1 CD ROM.

13.7.1.2 Monografias consideradas em parte

13.7.1.2.1 Parte sem autoria especial (trechos, capítulos, etc.)


AUTOR(ES) da parte. Título. Edição. Local: Editora, ano de publicação. localização
da parte referenciada (volume. capítulo. página inicial-final da parte).
Ex:
FLORENZANO, Vincenzo D. Sistema financeiro e responsabilidade social: uma
proposta de regulação fundada na teoria da justiça e na análise econômica do
direito. São Paulo: Textonovo, 2004. cap. 3. p. 45-69.

13.7.1.2.2 Parte com autoria especial (trabalhos de congressos, capítulos de


livros...)
29

AUTOR(ES) da parte. Título da parte referenciada. In: AUTOR(ES) da obra,


Prenomes. Título. Edição. Local: Editora, ano de publicação. localização da parte
referenciada.

Ex: DIAS NETO, Theodomiro. As áreas do Direito e especificidades em matéria de


pesquisa. In: NOBRE, Marcos et. al. O que é pesquisa em Direito? São Paulo:
Quartier Latin, 2005. Cap. V. p. 175-9.

13.7.2 Seriados (revistas, jornais, boletins, etc.)

13.7.2.1 Considerados em parte (fascículos, suplementos, números especiais, etc.)


TÍTULO DA COLEÇÃO. Título do fascículo, suplemento de número especial. Local:
Editora, Indicação de volume, número e data.
REVISTA DO ADVOGADO. Direito Empresarial no Novo Código Civil. São Paulo:
AASP, n. 71, ago. 2003.

13.7.2.2 Artigos e/ou matérias em Revista, boletim...


AUTOR(ES) do artigo. Título do artigo. Título do periódico, local de publicação,
número do volume e/ou ano, número do fascículo, página inicial-final do artigo, data
(mês abreviado e ano).
Ex:
FARACO, Alexandre; PEREIRA NETO, Caio Mario da Silva; COUTINHO, Diogo.
Universalização das Telecomunicações: uma tarefa inacabada. Revista de Direito
Público da Economia, São Paulo, ano 1, n. 02, p. 9-58, 2003.

13.7.2.3 Artigos em jornal


AUTOR(ES) do artigo. Título do artigo. Título do Jornal, local de publicação, data
da publicação, seção, caderno ou parte do jornal e a paginação correspondente. Se
não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo antecede a data.
Ex:
MONTEIRO, Luciana; SILVA JÚNIOR, Altamiro. Após foco em tecnologia, fundos de
private equity buscam novas áreas. Valor Econômico, São Paulo, ano 6, n. 1430,
17 jan. 2006. Finanças, p. C1.

13.7.2.3.1 Publicações Periódicas Eletrônicas (Jornais, Revistas e Boletim)


AUTOR(ES). Título do artigo. Título da Revista. Local de Publicação, volume,
número, páginas inicial-final do artigo, mês (abreviado) e ano de publicação. Notas
complementares (opcional). Informações sobre a descrição do meio ou suporte.
Ex:
GOMES, Luis Flávio. Súmulas vinculantes e independência judicial. Revista dos
Tribunais, São Paulo, v. 86, n. 739, maio 1997. 1 CD ROM.

13.7.3 Documentos Jurídicos

16.7.3.1 Legislação (constituições, emendas constitucionais, textos legais e


normas emanadas das entidades coletivas públicas e privadas)
30

13.7.3.1.1 Leis, decretos, portarias, etc.


JURISDIÇÃO (país, estado ou município ou nome da entidade coletiva, no caso de
se tratar de normas). Título (especificação da legislação, número e data). Indicação
da publicação oficial ou que transcreveu a legislação. No caso de Constituições e
suas emendas, entre o nome da jurisdição e o título, acrescenta-se a palavra
Constituição, seguida do ano de promulgação, entre parênteses.
EX:
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Decreto n. 5.296, de 02 de dezembro de 2004. Disponível em:


<http://www6.senado.gov.br/sicon/ExecutaPesquisaLegislacao.action>. Acesso em:
18 jan. 2006.

- Exemplos de Emenda Constitucional, Resolução e Código


BRASIL. Constituição (1988). Emenda Constitucional n. 30, de 13 de setembro de
2000. Constituição da República Federativa do Brasil. Obra coletiva de autoria da
Editora Saraiva com a colaboração de Antônio Luiz de Toledo Pinto, Márcia Cristina
Vaz dos Santos Windt e Luiz Eduardo Alves de Siqueira. 27. ed. atual. e ampl. São
Paulo: Saraiva, 2001. (Saraiva de Legislação).

BRASIL. Resolução n. 7, de 27 de abril de 2005. Disponível em:


<http://www6.senado.gov.br/sicon/ExecutaPesquisaLegislacao.action>. Acesso em:
13 jan. 2006.

FIUZA, Ricardo (Coord.). Novo Código Civil Comentado. 4. ed. São Paulo:
Saraiva, 2005.8

13.7.3.2 Jurisprudência (Acórdãos, decisões, sentenças, súmulas, enunciados das


Cortes ou Tribunais)
JURISDIÇÃO (país, estado ou município) E ÓRGÃO JUDICIÁRIO COMPETENTE.
Título (natureza da decisão ou ementa). Número do recurso (agravo de instrumento;
agravo de petição; apelação civil; apelação criminal; mandado de segurança, etc.).
Partes litigantes (quando houver). Nome do Relator precedido da palavra “Relator” e
de dois pontos. Local. Data do acórdão, sempre que houver. Indicação da
publicação que divulgou o acórdão, decisão, sentença, etc. de acordo com as
normas propostas.
Ex:
SÃO PAULO. Tribunal de Justiça. Mandado de Segurança. Matéria Criminal. Crime
Falimentar. Empresa de auditoria. Determinação de envio de documentos.
Impossibilidade. Manutenção do sigilo profissional. Segurança concedida. Mandado
de Segurança n. 439.060.3/0-00-SP. Relator: Desembargador Péricles Piza. São
Paulo, 15 dez. 2003. Boletim AASP, São Paulo, n. 2400, p. 3329-31, 3 a 9 jan.
2005.

8
Em se tratando de referências de Constituições, códigos, legislações esparsas, etc. anotados ou
comentados, a autoria passa a ser do autor das anotações, dos comentários ou do organizador
(como no caso da Saraiva) e não mais do Poder Público ou entidade que criou a norma.
31

- Exemplo de Súmula
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula n. 14. In: _____. Súmulas. São Paulo:
AASP, 1994. p. 16.

13.7.3.2.1 "Jurisprudência" em Home Page


JURISDIÇÃO (país, estado ou município) E ÓRGÃO JUDICIÁRIO COMPETENTE.
Título (natureza da decisão ou ementa). Tipo e número do recurso (agravo de
instrumento; agravo de petição; apelação civil; apelação criminal; mandado de
segurança, etc.). Partes litigantes (quando houver). Nome do Relator precedido da
palavra “Relator” e de dois pontos. Data do acórdão, sempre que houver. Indicação
da publicação que divulgou o acórdão, decisão, sentença, etc. de acordo com as
normas propostas. Voto vencedor e voto vencido (facultativo). Informações sobre a
descrição do meio ou suporte.
Ex:
RIO GRANDE DO SUL. Tribunal de Alçada do Rio Grande do Sul (14a Câmara
Cível). Embargos à execução. Alegação de dação em pagamento de animais por
conta do débito representado pelo título. Notas fiscais de produtor trocadas entre as
partes que se referiram à compra e venda com pagamento à vista. Ausência de
qualquer outra prova a desmentir a versão do apelado. Apelação Improvida.
Apelação Cível n. 198041014. Relator: Desembargador Nelson Antônio Monteiro
Pacheco. J. em 06/08/1998. Disponível em:
<http://www.tj.rs.gov.br/jprud/ementas/targs/198/041/19804101419980806. htm>.
Acesso em: 01 maio 2001.

13.7.4 Pareceres
AUTOR(ES) (pessoa ou instituição). Ementa. Tipo e número do parecer. Relator (se
entrar pelo nome do órgão). Data do parecer. Referenciação da publicação que
transcreveu o parecer.
Ex:
MINISTÉRIO DA FAZENDA. Secretaria de Acompanhamento Econômico. Parecer n.
308 COGSE/SEAE/MF. 10 ago. 2001. Disponível em: <
http://64.233.187.104/search?q=cache:J2IvB87VB1UJ:161.148.1.43/seae/document
os/pareceres/arquivosPDF/pcrACThomsonGlobalInsightmariojr.PDF+parecer+jur%C
3%ADdico+celso+campilongo&hl=pt-BR>. Acesso em: 16 jan. 2006.

13.7.5 Partes de enciclopédia e dicionário (verbetes)


TÍTULO DA ENCICLÓPEDIA OU DICIONÁRIO. Local de Publicação: Editora, data.
volume (v.). página (p.).
Ex:
ENCICLOPÉDIA Saraiva de Direito. São Paulo: Saraiva, 1978. v. 12. p. 189.

DICIONÁRIO enciclopédico de Teoria e Sociologia do Direito. Rio de Janeiro:


Renovar, 1999. p. 791-4.

13.7.6 Livro de Série ou Coleção


AUTOR(ES). Título da obra. Edição. Local: Editora, ano de publicação. Número de
páginas da obra (nome da coleção, número da obra).
32

Ex:
LEITE, Eduardo de Oliveira (Coord.). DNA: como meio de prova da filiação. 2. ed.
Rio de Janeiro: Forense, 2002. (Grandes Temas da Atualidade, 1).

13.7.7 Trabalhos apresentados em eventos científicos (congressos, simpósios,


jornadas, etc.)
AUTOR(ES). Título do trabalho: subtítulo. In: NOME DO EVENTO, número (se
houver), ano, local de realização. Título da publicação. Local de publicação: Editora,
data. página inicial-final do trabalho (parte referenciada).
Ex:
BRASIL. Projeto de Lei dos Crimes Contra o Meio Ambiente. In: CONGRESSO
INTERNACIONAL DE DIREITO AMBIENTAL, 2, 1997, São Paulo. Anais do
Congresso Internacional de Direito Ambiental. São Paulo: s. ed., 1997. p. 513-
526.

13.7.8 Imagem em movimento (filmes, videocassetes, DVD...)


TÍTULO principal (Designação do material - fita ou filme-vídeo). Indicação de
responsabilidade (diretores, produtores, narradores). Local. Data e especificação do
suporte em unidades físicas.
Ex:
PODER (vídeo). Série Diálogos Impertinentes. Direção de Gabriel Priolli e Eduardo
Ramos. São Paulo: TV PUC – São Paulo, s.d. 1 fita, color., son., v.o.

13.7.9 Obras inéditas - Trabalhos e documentos não publicados


* Adotar as normas para monografias. Indicar em nota a origem do documento
(palestas, notas de aula, cartas, manuscrito, digitado, mimeografado, no prelo...)
Ex:
ARNOUD; Jean André.; JUNQUEIRA, Eliane (Orgs.). Dicionário Política, Direito e
Globalização. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2006. No prelo.

13.7.10 Entrevistas

13.7.10.1 Não publicadas


SOBRENOME DO ENTREVISTADO, Prenomes. Título. Local, data.

*No título, omite-se o nome do entrevistador quando ele é o autor do trabalho.


Quando a entrevista é concedida em função de cargo ocupado pelo entrevistado,
acrescenta-se o cargo, a instituição e o local ao título.
Ex:
MELLO, Dirceu de. Entrevista concedida pelo Presidente do Tribunal de Justiça
de São Paulo. São Paulo, 21 de abril de 1998.
33

13.7.10.2 Entrevistas publicadas


SOBRENOME DO ENTREVISTADO, Prenomes. Título da entrevista. Referenciação
da publicação (Título do Jornal, local de publicação, data.) ou (Título do periódico
(Revista ou Boletim), local de publicação, ano e/ou número do volume, número do
fascículo, página inicial-final do artigo, data). Nota de entrevista e nome do
entrevistador.

Ex:
JILANI, Hina. Olhar humano. Desafios do desenvolvimento, Brasília, ano 3, n. 18,
p. 10-3, jan. 2006.
34

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho


Científico. 2. Ed. São Paulo: Atlas, 1997.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Artigo em publicação


periódica científica impressa: apresentação. NBR 6022. Rio de Janeiro, 2003a.
24 p.

_____. Referências: elaboração. NBR 6023. Rio de Janeiro, 2002c.

_____. Numeração progressiva das seções de um documento: NBR 6024. Rio


de Janeiro, 1989.

_____. Sumário: NBR 6027. Rio de Janeiro, 1989c.

_____. Resumo: apresentação. NBR 6028. Rio de Janeiro, 2003b.

_____. Abreviação de títulos de periódicos e publicações seriadas: NBR 6032.


Rio de Janeiro, 1989d.

_____. Citações em documentos: apresentação. NBR 10520. Rio de Janeiro,


2002b.

_____. Abreviação na descrição bibliográfica: NBR 10522. Rio de Janeiro, 1988.

_____. Trabalhos acadêmicos: apresentação. NBR 14724. Rio de Janeiro, 2002a.

_____. Trabalhos acadêmicos: apresentação. NBR 14724. Rio de Janeiro, 2005.

CURADO, Isabela Baleeiro; SOUZA, Marina Elizabeth Vaz; MADEIRA, Elenice


Yamaguishi. Diretrizes para citações e referências. 3. ed. São Paulo: FGVSP, 2005.

HENRIQUES, Antônio; João Bosco Medeiros. Monografia no curso de Direito. São


Paulo: Atlas, 1999.

MEZZAROBA, Orides; MONTEIRO, Cláudia Servilha. Manual de Metodologia da


Pesquisa no Direito. São Paulo: Saraiva, 2003.