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GERAÇÃO Y E IGREJA: UM DIÁLOGO POSSÍVEL?

Jeison Soriano Silva1

Resumo:
A geração Y ou do Milênio tem se mostrado cada vez mais distante da Igreja
institucional e grande parte se torna “desisgrejada”, o que significa que frequentaram
uma igreja no passado, mas deixaram de fazê-lo. Nesse artigo, buscamos encontrar
qual a motivação para esse movimento. Para tanto utilizaremos de estatísticas e
dados que comprovem de uma série de pesquisas nacionais em opinião publica
conduzidas pelo Grupo Barna nos Estados Unidos entre 2007 e 2011. Assim
identificaremos quais principais razões que tem afastado cada vez mais os jovens de
nossas igrejas. Não é objeto da nossa reflexão os diferentes conceitos relacionados à
juventude, mas sim: conhecer os comportamentos dessa caracterização dos jovens,
identificar a relação dos jovens com a Igreja, caracterizar a fé nessa fase da vida, bem
como refletir sobre a própria Geração Y e como se relaciona com a Igreja . A Geração
Y nos desafia a refletir sobre a ação evangelizadora da Igreja.
Palavras – chave: Juventude; Geração Y; Igreja

Introdução

No contexto de grandes e profundas transformações sociais, refletir


sobre as gerações é um desafio crescente. Se anteriormente, as gerações se
mantinham mais estáveis em suas características, atualmente há uma
dificuldade maior em compreender as mudanças que estão ocorrendo na vida
humana.
Nesse artigo, nos propomos a conhecer o jovem e seu contexto social,
por considerarmos este um princípio fundamental para poder discutir e buscar
parâmetros para avaliar como se relacionam com a igreja e quais mudanças
precisam ocorrer no contexto eclesiástico.
Utilizamos uma grande pesquisa desenvolvida pelo Grupo Barna
realizado nos Estados Unidos em âmbito nacional com o objetivo de
compreender os jovens entre 18 e 29 anos com relação a suas experiências
com a igreja e a fé, o que os afastou e que ligação ainda resta entre eles e o
cristianismo. Com base nessas informações levantamos algumas

1
Jeison Soriano Silva
Bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL/BA)
Graduando em Teologia pelo Seminário Batista Teológico do Nordeste
Email: j_sorianobr@yahoo.com.br
características dessa geração que nos mostra os motivos desse elevado
abandono com relação a fé. Essa pesquisa nos leva a crer que essa geração
de cristãos sofre uma crise de confiança nas instituições – igreja, governo,
empresas, sistema educacional e casamento.
Dessa forma, temos o objetivo de compreender a formação dos
comportamentos dos jovens da Geração Y e caracterizar o desenvolvimento da
fé nessa faixa etária da vida para, a partir disso, refletir sobre um processo
novo de discipulado, que acompanhe a juventude.
A partir dessa reflexão a igreja precisa de uma mentalidade nova a fim
de perceber que a maneira como atualmente desenvolvemos a fé dos jovens
está em descompasso com suas dúvidas, preocupações e sensibilidades. Ao
final desse processo, todos nós estaremos mais bem preparados para servir a
Cristo em um cenário cultural em constante transformação.

A GERAÇÃO Y
O termo Geração Y2 vem sendo cada vez mais difundido. São as
pessoas nascidas aproximadamente entre os anos de 1980 a 1999. É
perceptível uma mudança na maneira desses jovens se relacionarem,
aprenderem, se engajarem, se comunicarem, etc. Com eles, os termos
compartilhar, conectar, curtir, comentar, entre outros, ganharam novos
significados e sentidos. Nasceram em um tempo largamente diferente daquele
vivenciado pelas gerações anteriores.
Vale ressaltar que a classificação feita às gerações sempre se refere aos
jovens que vivem em certo período de tempo, marcado por características e
transformações específicas. O conceito de geração que se aceitou
convencionar é de uma geração a cada 20 anos. Período em que, na maioria
das culturas, a pessoa começa a interagir de forma mais significativa na
sociedade3.

2
Segundo Oliveira (2010), o nome dado a essa geração é devido à forte influência que a União Soviética
exercia sobre países comunistas, em que chegava a definir a primeira letra dos nomes que deveriam ser
dados aos bebês. Nos anos de 1980 e 1990 a letra inicial era a Y. Mas, são também chamados de
Geração Digital, Geração do Milênio, Geração Internet, devido ao contexto social em que cresceram.
3
OLIVEIRA, Sidnei. Geração Y: o nascimento de uma nova versão de líderes. 3. ed. São Paulo: Integrare,
2010, p. 40.
Mas, essa tipologia se dá de forma generalizada. Por isso, também não
há consenso sobre a idade de início e término de cada geração. A Geração Y,
por exemplo, para Oliveira4 e Lipkin e Perrymore5 , são os nascidos entre 1980
e 1999; para Lancaster e Stillman6 são os nascidos entre 1982 e 2000; já
Tapscott7, afirma terem nascido entre 1977 e 1997.
Conforme Lancaster e Stillman8, algumas experiências das gerações
são pessoais e outras são sentidas pela população inteira. Logo, não se pode
levar as possíveis datas de início e término de alguma geração à risca, elas
são uma aproximação de acordo com alguns critérios observados.
Os comportamentos específicos da Geração Y estão relacionados, em
grande parte, à influência do desenvolvimento tecnológico em geral e às
gerações anteriores - Veteranos (1920-1940); Baby Boomers (1945-1960);
Geração X (1960- 1980). Cada geração tem grande potencial para influenciar a
seguinte, porque ambas estão conectadas, ligadas uma à outra, convivem
juntas.
A Geração Y provêm inicialmente de famílias com padrões alterados, se
comparados aos que as gerações anteriores vivenciaram. Segue-se um estilo
de vida mais flexível. A independência financeira e emocional das mulheres fez
com que elas, assim como os homens, ficassem um período de tempo maior
fora de casa, cultivando um relacionamento menos presencial com seus filhos.
Para compensar essa ausência, deu-se mais atenção e teve-se mais cuidado
para oferecer todos os suportes possíveis para que o filho atingisse uma
qualificação pessoal e profissional mais elevada. O resultado disso é que
“Cada pai e mãe passou a se empenhar com muita energia, buscando
proporcionar a seu filho a melhor escola, o melhor curso de línguas, a melhor
escola de natação ou futebol, e diversas outras atividades dessa natureza”9.
A TV, que antes regia e recompensava os comportamentos (da Geração
X principalmente), foi substituída por videogames cada vez mais sofisticados.

4
OLIVEIRA, 2010, p. 41.
5
LIPKIN, Nicole; PERRYMORE, April. A geração Y no trabalho: como lidar com a força de trabalho que
influenciará definitivamente a cultura de sua empresa. Rio de Janeiro: Elssevier, 2010.
6
LANCASTER, Linne C.; STILLMAN, David. O Y da questão: como a geração Y está transformando o
mercado de trabalho. São Paulo: Saraiva, 2011.
7
TAPSCOTT, Don. A hora da geração digital: como os jovens que cresceram usando a internet estão
mudando tudo, das empresas aos governos. Rio de Janeiro: Agir Negócios, 2010.
8
LANCASTER, STILLMAN, 2011, p. 22.
9
OLIVEIRA, 2010, p. 43
Na maioria, possuíam comandos em língua estrangeira. Como a predominante
era o inglês, os jovens da Geração Y desenvolveram de forma natural uma
intimidade muito grande com essa língua. Intimidade que é fruto também de
filmes, seriados, músicas, o aumento de canais de TV.
Os jogos eletrônicos também trouxeram à tona alguns princípios que
hoje vemos largamente presentes na escola, no trabalho, nas relações. Novos
termos como desafios, resultados, competidores, interação, tiveram seu
advento na medida em que os jogos se tornaram cada vez mais rápidos e
exigentes para os competidores a cada nova fase que o jogo propunha10. A
busca por ser o melhor, ultrapassar o antigo resultado e, mais tarde, interagir
no jogo com outros usuários se tornou uma necessidade para esses jovens.

O PROBLEMA DO AFASTAMENTO

A faixa etária dos 18 aos 29 anos é o buraco negro onde a frequência às


igrejas; é a idade dos “desaparecidos em ação” na maioria das congregações.
A porcentagem de frequentadores de igreja atinge o fundo do poço durante o
início da idade adulta. No total há uma queda de 43% entre a adolescência e o
inicio da fase adulta em termos de compromisso com a igreja. Esses números
representam cerca de 8 milhões de jovens de vinte e poucos anos que eram
frequentadores ativos quando adolescentes, mas que não estarão mais
especialmente comprometidos com uma igreja quando completarem 30 anos.
Não é que essa geração esteja menos habituada a ir a igreja do que os
adolescentes da geração passada; o problema é que boa parte de sua energia
espiritual se esvai durante uma década crucial da vida – dos 20 aos 30 anos.
A pesquisa confirmou que 59% dos jovens de origem cristã relatam que
“deixaram ou estão deixando de frequentar a igreja depois de serem
frequentadores assíduos”. A maioria (57%) que está menos ativa hoje em
comparação com quando tinham 15 anos. Quase dois quintos (38%) dizem que
atravessaram um período em que duvidaram seriamente de sua fé. Um terço
(32%) descreve um período em que sentiram rejeição pela fé dos pais.

10
OLIVEIRA, 2010, p. 45
Podemos perceber com esses dados que depois de terem sido
significativamente expostos ao cristianismo durante a infância e a
adolescência, esses jovens se tornam soldados desaparecidos em ação:
ausentam-se dos bancos das igrejas e abandonam o compromisso ativo com
Cristo, entre os 20 e os 30 anos. Para cada congregação que atrai uma
porcentagem satisfatória de frequentadores da Geração Mosaico há um
número muito maior de igrejas que não sabem o que fazer para estabelecer
contato com os jovens adultos e continuar tendo algo a ver com a vida deles.
Por que devemos nos preocupar com as jornadas de fé dos jovens
adultos? Que importância tem isso tudo?
Cada indivíduo estabelece seus alicerces morais e espirituais no inicio
da vida, normalmente antes dos 13 anos de idade; contudo os anos de
adolescência e juventude são um período importante de experimentação, em
que os limites e a veracidade desses alicerce são postos à prova.
Dados nos mostram que 71%11 daqueles que sofreram uma mudança
drástica de opiniões religiosas passaram por isso antes dos 30 anos. As
escolhas feitas na primeira década da fase adulta direcionam a vida, pois é ai
que os jovens adultos tomam decisões a respeito de estudos, finanças,
carreira, casamento, família, objetivos e muitos outros assuntos cruciais.
Compreender a próxima geração é crucial para as pessoas
interessadas, assim como para as organizações. A fim de responder
eficazmente às necessidades espirituais da próxima geração, as instituições e
comunidades já estabelecidas devem compreendê-la e, em seguida,
transformar-se de maneira bíblica e adequada.
A Geração Y, hoje, está sendo formada sob a influência direta dessas
rápidas mudanças. Seus valores, expectativas, comportamentos, atitudes e
desejos estão sendo moldados neste contexto e por este contexto. A próxima
geração é tão diferente porque a cultura atual é atipicamente diferente.
Nenhuma geração de cristãos conviveu com um conjunto de mudanças
culturais tão profundas e rápidas.

11
Grupo Barna, estudos em nível nacional conduzidos entre 1997 e 2010
A próxima geração está vivendo em uma realidade tecnológica, social e
espiritual que pode ser resumida em três palavras: acesso, alienação e
autoridade.
Acesso. Poucos discutem o fato de que vivemos em uma economia do
conhecimento, uma era criativa, movida por tecnologias de ficção cientifica.
Será que os cristãos de hoje vão ser capazes de estabelecer elos significativos
com a geração que está crescendo nesse contexto?
Alienação. Estamos fazendo um experimento em tempo real com os
relacionamentos, os vínculos familiares e a reinvenção das instituições. Será
que os cristãos serão capazes de crias uma abordagem centrada no contato
presencial, que leve os jovens a amadurecer e nos tire do isolamento e do
nosso pragmatismo alienador?
Autoridade. O discurso espiritual de nossa cultura mudou lentamente em
alguns aspectos e rapidamente em outros, aproximando-se do secularismo e
distanciando-se da Bíblia e do cristianismo. Será que os cristãos vão ver o
ceticismo em relação à autoridade como uma oportunidade ou uma ameaça?

DESLIGAMENTO

Em vez de um ou dois motivos através dos dados coletados na


pesquisa, foram descobertas uma ampla variedade de perspectivas,
frustrações e desilusões que levam os jovens de vinte e poucos anos a se
desligar da igreja e da fé. Não é um motivo isolado que impele a maioria dos
jovens adultos a se afastar. Cada pessoa tem seu próprio conjunto de motivos.
Filtrando os resultados foram identificados seis temas que captam de
forma geral o fenômeno do desligamento entre a próxima geração e a igreja.
Superprotetora – O extinto criativo e o envolvimento cultural são as
características mais óbvias da Geração Mosaico. Eles querem reinventar,
recriar, repensar tudo e querem ser empreendedores, inovadores, iniciadores.
Para a Geração Y, a expressão da criatividade tem valor inestimável. A igreja é
vista como aniquiladora da criatividade. Dentro dela, correr riscos e envolver-se
com a cultura são atitudes reprimidas. Como a igreja pode remover esse lacre
de proteção, abrindo espaço para que os jovens se arrisquem de forma
imaginativa e expressem sua criatividade, traços tão valorizados pela próxima
geração?
Superficial – Entre os jovens dessa geração, a sensação mais comum em
relação às igrejas é de que elas são chatas. Chavões superficiais, slogans
formais e textos bíblicos citados fora de qualquer contexto anestesiaram os
jovens adultos, deixando-os sem a mínima ideia da seriedade e do poder
envolvidos no ato de seguir a Cristo. Poucos jovens cristãos conseguem
estabelecer uma ligação coerente entre sua fé e seus dons, habilidades e
paixões. Em outras palavras, o cristianismo que receberam não lhes dá uma
noção de vocação. Como a igreja pode nutrir um fé profunda e abrangente em
Cristo, que englobe todas as áreas da vida?
Anticientífica – Muitos jovens cristãos chegaram à conclusão de que a fé e a
ciência são incompatíveis. Ao mesmo tempo, eles percebem o papel
predominantemente positivo que a ciência desempenha no mundo em que
habitam, na medicina, nas tecnologias de uso pessoal, nos transportes, no
cuidado com a natureza e em outras áreas. Mais ainda, a ciência, ao contrario
da igreja, parece acessível. Mostra-se receptiva às perguntas e ao ceticismo,
enquanto os assuntos ligados a fé parecem impenetráveis. Como os cristãos
podem ajudar a próxima geração a interagir com a ciência de forma positiva e
profética?
Repressora – As regras religiosas, especialmente as que referem à conduta
sexual são sufocantes para a mentalidade individualista dos jovens adultos.
Consequentemente, eles consideram a igreja repressora. A sexualidade cria
desafios profundos para o desenvolvimento da fé dos jovens. Como a igreja
pode contextualizar sua abordagem da sexualidade e da cultura dentro de uma
visão mais ampla de restauração dos relacionamentos?
Exclusivista – Embora haja limites para o que esta geração está disposta a
aceitar e para aquilo com que pretende se envolver, ela foi moldada por uma
cultura que aprecia a abertura para novas ideias, a tolerância e a aceitação.
Assim, as pretensões de exclusividade do cristianismo são difíceis de aceitar.
Os jovens dessa geração querem encontrar denominadores comuns, mesmo
que para isso tenham que passar por cima de algumas diferenças
significativas. Como os cristãos podem fazer a ligação entre natureza única de
Cristo e a maneira radical com que Ele buscava e incluía aqueles que estão
fora?
Dogmática – Os jovens cristãos dizem que a igreja não lhes permite
expressar duvidas. Eles não se sentem seguros o suficiente para admitir que a
fé nem sempre faz sentido. Além do mais, muitos e sentem que a reação da
igreja diante das dúvidas é banal e excessivamente baseada na citação de
fatos, como se todas as dúvidas pudessem ser resolvidas com uma simples
conversa. Como os cristãos podem ajudar essa geração a encarar suas
dúvidas com sinceridade e a integrar seus questionamentos a uma vida sólida
de fé?

RELIGAMENTO

Quando começamos a compreender os problemas que a próxima


geração enfrenta com a igreja e o cristianismo, nossa segunda tarefa consiste
em determinar como essas áreas de desligamento estão desafiando a
comunidade cristã a mudar. Será que as dificuldades da próxima geração
devem, de alguma maneira, mudar nossas práticas e nossa maneira de
pensar? Se ignorarmos ou subestimarmos as jornadas espirituais dos jovens,
estaremos nos arriscando a perder um novo movimento de Deus em nossa
época.
A interação entre as gerações inspirada pelo Espírito Santo é um
assunto recorrente na Bíblia. Um exemplo disso é a história de Eli (a velha
geração) e Samuel (geração mais nova) descrita em I Samuel 3. No meio da
noite, Deus chama Samuel, mas o jovem aprendiz de profeta confunde várias
vezes o chamado de Deus com a voz de seu mentor, Eli. Finalmente, depois de
Samuel ter interrompido seu sono várias vezes, Eli teve a ideia de instruir seu
pupilo a dizer “ Fala, Senhor, pois o teu servo está ouvindo”.
A geração mais nova precisa da antiga para ajudá-la a identificar a voz
de Deus, assim como Samuel precisou de Eli para ajudá-lo a saber que Deus o
estava chamando. Essa interação entre gerações é imprescindível para o
desenvolvimento da igreja, mas para tanto é preciso uma transformação.
Os relacionamentos entre gerações são importantes para garantir que as
novas ideias edifiquem sobre a incrível obra das gerações passadas.
Nós, a igreja, precisamos repensar nossa maneira de fazer discípulos,
precisamos redescobrir o chamado e a vocação cristã e precisamos
reposicionar nossas prioridades, colocando a sabedoria acima da informação
em nossa busca pelo conhecimento de Deus.
A comunidade cristã precisa de uma nova mentalidade, uma nova
forma de pensar, uma nova forma de se relacionar, uma nova visão do nosso
papel neste mundo, para transmitir a fé a esta e ás futuras gerações.12

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A aproximação com a juventude passa por personalizar os espaços, as


ideias, a vestimenta, as músicas um pouco mais a gosto dos jovens para se
poder ter mais contato com eles e, proporcionar um crescimento coletivo e
integrador. Ouvir as dúvidas, as angústias e proporcionar o diálogo dos jovens
com a comunidade em geral torna-se necessário. A criação e o
acompanhamento de pequenos grupos se mostra mais interessante com a
Geração Y do que a manutenção de grupos com grandes massas.
É, em suma, proporcionar uma integração maior entre a Igreja e o
Jovem. Utilizando ferramentas e hábitos comuns entre ambos, para promover
momentos e espaços de diálogo, encontro, transformação. Enfim, “A juventude
quer vivência grupal. Nunca houve tanta busca dessa vivência como nos dias
de hoje. [...] Não se entende uma Igreja que não seja e não promova a
comunidade, o grupo. Por isso a juventude espera acolhida”13.
Atrair o jovem para uma vida com fé religiosa passa também por
proporcionar a ele espaços para se encontrar, conviver, partilhar e frutificar
suas qualidades. Contudo, não há caminhos ideais, exatos ou que podem ser
adaptados a todos os contextos de jovens. “Se soubéssemos os caminhos
ideais para ‘tentar conquistar’ os jovens e as jovens, faltaria só investir” 14.

12
Kinnaman, David; Geração perdida: Por que os jovens cristãos estão abandonando a Igreja e
repensando a fé.São Paulo: Universidade da Família, 2014
13
IHU On-line. Os jovens e a construção da autonomia. Um desafio. Entrevista especial com Hilário Dick.
2012. Entrevista à Hilário Dick.
14
DICK apud IHU, 2013.
REFERENCIAS

LANCASTER, Linne C.; STILLMAN, David. O Y da questão: como a geração Y


está transformando o mercado de trabalho. São Paulo: Saraiva, 2011.

LIPKIN, Nicole; PERRYMORE, April. A geração Y no trabalho: como lidar


com a força de trabalho que influenciará definitivamente a cultura de sua
empresa. Rio de Janeiro: Elssevier, 2010.

IHU On-line. Os jovens têm fome de um sagrado que não aliene. Entrevista
especial com Hilário Dick. 2013. Entrevista à Hilário Dick. Disponível em: .
Acesso em 10 nov. 2018.

Kinnaman, David. Geração perdida: Por que os jovens cristãos estão


abandonando a Igreja e repensando a fé.São Paulo: Universidade da Família,
2014

OLIVEIRA, Sidnei. Geração Y: o nascimento de uma nova versão de líderes. 3.


ed. São Paulo: Integrare, 2010.

TAPSCOTT, Don. A hora da geração digital: como os jovens que cresceram


usando a internet estão mudando tudo, das empresas aos governos. Rio de
Janeiro: Agir Negócios, 2010.

THEISEN, Jonas. Conhecendo a geração Y em busca de novos parâmetros de


evangelização. Anais do Congresso Estadual de Teologia. São Leopoldo:
EST, v. 1, p.110-125 2013.Disponível em:

<anais.est.edu.br/index.php/teologiars/article/download/181/143>. Acesso em
10 nov. 2018