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Breve resumo Pv 11

Pv 11:1 - Balança com característica de instrumento ou pratos; Peso: Mishqal. Lv 19:35


não usar pesos diferentes com o objetivo de enganar outras pessoas. Am 8:5; mas
também usada como referência ao corpo: orelhas, ouvido, como o órgão de audição, abrir
o ouvido para revelar; o receptor da revelação divina. Dois ouvidos para ouvir. Mad -
medida 1146

Deus tem ódio das balanças desonestas, mas os pesos exatos lhe dão prazer!

Pv 11:2 - Em vindo a arrogância, chega logo também a desonra, mas com os humildes está
a sabedoria. Em vindo com sentido de fazer vir, ser introduzido, vir para dentro; fazer
entrar a vergonha. E, com os humildes está a prudência.

Pv 11:3 - A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os aniquila. A
perversidade do ser humano corrompe sua vida, mas é contra o SENHOR que sua alma se
rebela. Pv 19:3

Pv 11:4-6 - Ocasionalmente, os provérbios falam da morte como uma época de


recompensa e castigo. As riquezas não tem qualquer poder sobre isto. Somente a retidão
tem sentido e poder após a morte.

Pv 11:7 - Assim que o ímpio morre, toda a sua esperança perece com ele; todos os seus
planos acabam em nada. "Assim são os caminhos de todos os que se esquecem de Deus; a
esperança do ímpio se aniquilará". Jó 8:13

Pv 11:8 - O justo é salvo das tribulações, e elas são transferidas para o ímpio; os problemas
do qual o justo escapa são aqueles que o ímpio terá.

Pv 11:9 - O ímpio, com sua própria boca, destrói o próximo, mas os justos encontram a
liberdade por meio do real conhecimento, assim como o justo é liberto pelo
conhecimento. Os poderes negativos e positivos da fala são dos mais impressionantes
conceitos dessas sentenças.

Pv 11:10-11 - Os verdadeiros justos trazem justiça a todos da cidade, e a cidade vivencia a


verdadeira paz — isto e, shalom, que traz o sentido de “ser completo”, “ser cheio” ou “ser
pleno”. Muitos salmistas clamavam pela redenção dos justos e pelo fim do mal (SI 69.22-
28). (Leia a história de Sodoma e Gomorra em Genesis 18.22-33 para saber o que acontece
com uma cidade em que não há justos.)

Pv 11:12 - O que despreza o próximo é falto de senso, mas a pessoa prudente sabe o
momento de se calar. A paciência e o controle fazem parte da sabedoria. Alguém falto de
sabedoria, a quem “falta coração” (Pv 10.13), despreza o seu próximo. Mas a pessoa que
possui entendimento tem juízo para controlar seu lado passional e ficar calada (Pv 17.28).

Pv 11:13 - O amigo fiel encobre os assuntos delicados que o infiel revela. O amor cobre
todas as transgressões (Pv 10.12; Tg 5.20; 1 Pe 4.8).

Pv 11:14 - Não havendo sábia direção, toda a nação é arruinada; o que a pode restaurar é
o conselho de muitos sábios. Tanto na Antiguidade como na atualidade, os líderes das
nações precisam de conselheiros. Na verdade, todas as pessoas precisam de conselhos de
pessoas sabias e confiáveis.

Pv 11:15 - Quem serve de fiador com certeza sofrerá as consequências; entretanto, quem
evita assumir a responsabilidade de outrem estará seguro e em paz. Uma das maiores
virtudes é não ser possessivo. Os membros da igreja do primeiro século doavam
generosamente aos necessitados (At 2.44,45; 4.32-35). Um dos nomes de Deus (Yahweh
Jireh) O senhor que vê e provê, trata-se do primeiro nome composto de Jeová que aparece
no A T; Eu não mudo, meus caminhos não mudam. Portanto, desejo suprir suas
necessidades, assim como fiz com os filhos de Israel no deserto. Gn 22:8; 14. E lShaddai –
Deus todo poderoso – Basicamente este nome se deriva da palavra campo, que nos dá a
ideia de abundância. Também é traduzida por seio ou aquele que tem muitos seios, o que
significa alimentação e produtividade. Deus está então nos dizendo: “Eu sou mais do que
suficiente para satisfazer suas necessidades em toda e qualquer situação; El Shaddai toma
os fatos naturais e os transforma em milagres sobrenaturais Gn 17:1-2. Pv 11:16 - A
mulher gentil e honrada alcança o respeito de todos, mas os homens perversos só
conquistam bens materiais. A beleza é uma ilusão, e a formosura é passageira; contudo, a
mulher que teme ao SENHOR, essa será honrada! Pv 31:30

Pv 11:17 - Quem faz o bem aos outros, a si mesmo o faz; a pessoa cruel provoca sua
própria ruína. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Mt
5:7 - Então, dirá o Rei a todos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, abençoados de meu Pai!
Recebei como herança o Reino, o qual vos foi preparado desde a fundação do mundo. Mt
25:34.

Pv 11:18 - O ímpio recebe pagamentos enganosos, mas quem semeia a justiça colhe
segura recompensa. E não nos desfaleçamos de fazer o bem, pois, se não desistirmos,
colheremos no tempo certo Gálatas 6:9. - Ora, a justiça é a colheita produzida por aqueles
que semeiam a paz. Tg 3:18 - Semeai justiça para vós, colhei conforme o hesedh, amor
misericordioso; lavrai o campo virgem; porque agora é a hora de buscar a Yahweh, o
SENHOR, até que ele venha e faça chover sobre todos vós a chuva de tseh’-dek, justiça e
salvação Oséias 10:12. Tsidkenu “O Senhor é a nossa Justiça” Jr 23:6. Justo é alguém que
foi justificado por Deus e que se identifica com Sua justiça. A palavra hebraica TSEDEK
significa, originalmente, ser firme e reto (Sl 119:142,144). A identidade de justos nos foi
dada através de Jesus Cristo (1 Co 1:30 “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós
foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção”; 1 Coríntios 1:30
“E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e
santidade. Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque
somos membros uns dos outros. Efésios 4:24,25

Pv 11:19 - Tão certo como a retidão conduz a uma vida feliz, assim o que segue o maligno
corre para sua própria morte. Em seguida, esse desejo, tendo concebido, faz nascer o
pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte. Deus nos gerou para abençoar
Tiago 1:15. Seguir o maligno é o mesmo que dar ouvidos às suas mentiras. Numa troca de
alianças tudo o que é do outro passa a ser meu, portanto, qual a lista de bens do diabo na
troca de aliança com Eva? Pecado concebido começa na mente, é só começar a pensar nas
dificuldades, nas faltas, nas contas para pagar, logo vem a murmuração e isso é concordar
com a derrota, morte, com o que o diabo quer, que você não creia, que quando for ler a
palavra que foi pregada na cruz, seus pensamentos apresente só as dificuldades em que
você insiste em cultivar, quem crê fala; quem não crê murmura. Veja o exemplo da
figueira: ela ouviu Jesus? Se você responder certo tudo o que você precisa vai te ouvir,
você foi feito a imagem e semelhança de Deus, entrou na nova aliança, foi feito justiça de
Deus 2 Co 5:21. Nós temos que aprender a responder da forma certa quando a falta vem
falar para você: Jesus disse que eu posso ter a fé de Deus, Ele disse que eu posso ter o que
eu digo???? Ex 3:14 Fé de Deus

“Meu Deus suprirá, se não há falta, então deve haver uma necessidade, pois existe um
suprimento para cada necessidade, aquela figueira tinha um ouvido para ouvir. Tudo o que
Deus criou tem ouvidos”. O diabo não tem controle do que sai da boca de Deus, se ele não
tem controle do que Deus fala, ele vai tentar mudar teu pensamento a respeito da aliança;
aquilo que você adora é aquilo que se manifesta. Fale as promessas de Deus, fale os
pensamentos de Deus Jr 29:11. Na aliança as promessas são uma forma de livrar o
homem”. 3% da população do mundo controla o mundo, 97% do meu povo não crê em
cura, em milagres. Nessa nova onda as pessoas tem que dizer: vai acontecer, eu tenho que
chamar com a minha boca.

Pv 11:20 - O SENHOR detesta todas as pessoas perversas de coração, mas aqueles que
andam em integridade de coração são a sua alegria. Os conceitos contrastantes de
abominação e deleite de Yahweh (Pv 11.1) reaparecem aqui com respeito aos valores
contrastantes da perversidade e benignidade da alma e da trajetória do homem na vida. E
possível fazer o Senhor sorrir pela forma como se viveu a vida. Também é possível causar-
lhe revolta.
Sonata: toda essa riqueza que doamos a fim de construirmos uma Casa em honra ao teu
Santo Nome vem das tuas próprias mãos, e todo esse tesouro pertence a ti. 17Deus meu,
eu sei muito bem o quanto tu mergulhas em nossos corações, sonda-os e que te agradas
da justiça e da integridade. Na sinceridade da minha alma ofereci voluntariamente todas
estas riquezas; e agora vi com imensa satisfação que o teu povo, que se encontra aqui,
igualmente ofereceu dos seus bens com generosidade e alegria. Ó Yahweh, SENHOR Deus
de nossos pais Abraão, Isaque e Israel, conserva por toda a eternidade no coração do teu
povo esta generosidade e estes pensamentos justos, e encaminha o coração deles para ti 1
Cr 29:16-18; Quando lhe deres algo, não dês com má vontade, pois em resposta a esse
gesto, Yahweh, teu Deus, te abençoará em todo o teu trabalho, em todo empreendimento
da tua mão. Dt 15:10 e Filemón 1:14 Todavia, não quis fazer nada sem o teu
consentimento, para que qualquer favor que venhas a fazer seja fruto da tua
espontaneidade e não por constrangimento.

Pv 11:21 - Tendes todos esta certeza: os maus não ficarão sem o devido castigo, mas os
justos serão perdoados! A expressão “junte mão a mão” é literal; significa “juntar forças”.
Opor-se coletivamente aos propósitos de Deus é completamente sem sentido (Sl 2.1-4). E
as mulheres apoiaram seus maridos, exclamando: “Quando queimávamos incenso em
culto à Rainha do Céu e derramávamos ofertas de bebidas em seu nome, será que era sem
o consentimento de nossos maridos que fazíamos bolos na forma da imagem dela e lhe
oferecíamos nossas libações?” Jr 44:19

Pv 11:22 - Como anel de ouro em focinho de porco, assim é a mulher bonita, mas
indiscreta. Uma joia de ouro no focinho de uma porca não teria sentido. Os antigos
israelitas julgavam os porcos sujos e repelentes. A pessoa imoral e comparada a este
animal, não importa qual seja a aparência externa.

Pv 11:23 - As ambições dos justos resultam em bem para muitos; a esperança dos ímpios,
somente em desgosto e ira. O termo “desejo “é usado em alguns provérbios num sentido
negativo (Pv 13.12,19; 18.1; 19.22), mas aqui ele é usado em sentido positivo. O justo
deseja o bem.

Pv 11:24- 27 - Quem dá com generosidade, vê suas riquezas se multiplicarem; outros


preferem reter o que deveriam ofertar, e caem na pobreza. Lembrai-vos: “aquele que
pouco semeia, igualmente, colherá pouco, mas aquele que semeia com generosidade, da
mesma forma colherá com fartura”. 2 Co 9:6

Pv 11:28 - Quem deposita confiança em suas riquezas certamente se decepcionará, mas os


justos florescerão como a folhagem verdejante. Ele será como uma árvore plantada junto
às boas águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Uma árvore que não se afligirá
quando chega o calor, porque as suas folhas estão sempre viçosas; não sofre de ansiedade
durante o ano da seca nem deixará de dar seu fruto!” Jr 17:8

Pv 11:29 - A pessoa que causa problemas para sua família herdará apenas o vento; e o
falto de juízo acabará sendo servo do sábio. Mas há ainda outro mal doloroso: concluir ao
final da vida que simplesmente correu atrás do vento; do mesmo modo como veio; assim
vai. Ec 5:16.

Pv 11:30 - O fruto da justiça é árvore da vida, e toda pessoa que conquista almas é sábio.
Os que têm o entendimento e são sábios resplandecerão com o fulgor do firmamento; e
todos quantos se dedicam a conduzir muitas pessoas à verdade e à prática da justiça,
serão como as estrelas: brilharão para sempre, por toda a eternidade! Dn 12:3.

Pv 11:31 - Se mesmo o justo é corrigido em sua caminhada na terra, quanto mais o ímpio e
o pecador! E, “se é com dificuldade que o justo é salvo, que será do ímpio, o pecador?” 1
Pe 4:18 Pois se trago a calamidade até sobre a cidade que se chama pelo meu próprio
Nome, imaginais que podereis ficar impunes? Ora, certamente, não havereis de ficar sem
o devido juízo; sendo assim, eis que mando a espada sobre todos os moradores da terra!”,
declara o Eterno Todo-Poderoso. Jr 25:29. Toda pessoa que deseja o conhecimento ama a
disciplina; mas aquele que odeia a repreensão não tem juízo. Pv 12:1

E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os
outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da
vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, havendo
perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda
a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o tendes ouvido, e nele
fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos
despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos
renoveis no espírito da vossa mente; E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é
criado em verdadeira justiça e santidade.’’ – (Efésios 4:17-24)

Na mente divina existe certa medida de tolerância para com os pecados de cada um. E
enquanto essa medida não está cheia, há esperança de perdão dos pecados e de salvação
para o pecador. Mas quando essa medida se enche, não há mais nenhuma esperança.

Deus prometeu a Abraão que daria a ele e a seus descendentes a terra dos amorreus, e
por isso a chamou de terra da Promissão. Porém, o Senhor disse a Abraão que aquela
promessa só iria se cumprir muitos anos depois. E por quê? É o próprio Senhor quem
revela o motivo: “...porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia” (Gn
15.16).

A longanimidade do Senhor para com aquele povo, sua paciência em esperar que os
amorreus se arrependessem e mudassem de atitude, ainda não tinha chegado ao seu
limite. Esse foi, portanto, o motivo porque os patriarcas e seus descendentes peregrinaram
durante tantos anos pelo deserto, até poderem se estabelecer às margens do rio Jordão:
porque a medida dos pecados dos amorreus ainda não havia transbordado.

Essa foi também a mesma observação que o Senhor Jesus fez aos escribas e fariseus,
quando disse que eles, conduzindo-se como sepulcros caiados, cheios de hipocrisia e
iniquidade, estavam enchendo a medida de pecados que vinha sendo preenchida pelos
pais deles (Mt 23.27-33).

No profeta Zacarias temos uma ilustração dessa medida da longanimidade de Deus. Um


anjo apareceu ao profeta, e disse-lhe que levantasse os olhos e visse o que saía pelas
portas de Jerusalém. Zacarias olhou e viu que saía um cesto quadrado (um efa), usado
para medir cereais, e após o cesto uma tampa de chumbo, pesando um talento (45 quilos).
Havia uma mulher sentada dentro do cesto. O anjo identificou-a como a própria
impiedade, derrubou-a dentro do cesto e fechou-o imediatamente com a tampa de
chumbo. Em seguida Zacarias viu saírem de dentro da cidade duas mulheres, que tinham
asas como de cegonha. Elas ergueram o cesto do chão e o levaram para Sinar (Babilônia),
pois ali estava sendo edificada uma casa para o cesto (Zc 5.5-11).

Até aqui, palavra por palavra, letra por letra, a visão de Zacarias, na qual o Senhor lhe
representou a destruição de Jerusalém e do reino de Judá. A cidade seria sitiada pelos
exércitos de Nabucodonosor, e os judeus, derrotados e cativos, seriam levados para a
Babilônia. E por que o Senhor usou todos esses aparatos e símbolos para representar
aquele cativeiro? Para ensinar ao profeta e a todos nós como ele, em sua longanimidade,
procede com relação aos pecados que as nações, os povos e as pessoas cometem.

Na visão de Zacarias, a primeira coisa que aparece do juízo de Deus é o cesto, ou a


medida da longanimidade que o Senhor tem para com os pecados das nações e das
pessoas. Enquanto essa medida não está cheia, o castigo é mantido suspenso pela
misericórdia de Deus. O Senhor espera sempre que o pecador se arrependa, pois ele não
tem prazer na morte do ímpio (Ez 33.11). Porém, a partir do momento em que essa
medida se completa, o castigo divino desaba sobre o pecador.

E esse é o significado do que fez o anjo com a mulher chamada Impiedade: trancou-a
dentro do cesto, pois ela representava todas as idolatrias, sacrilégios, roubos, homicídios,
adultérios, todas as injustiças e crueldades que Israel estava praticando diante de Deus. A
medida transbordou, e por isso o anjo lacrou-a imediatamente com tampa de chumbo, tão
pesada que nem para diminuir, nem para aumentar o conteúdo do cesto, era possível abri-
la. Estando a medida cheia, agora só restava a execução do castigo.

E quem eram aquelas duas mulheres com asas de cegonha, que sem tocar a terra, mas
deslocando-se velozmente pelo ar, levaram o cesto de Jerusalém para Babilônia?
Representavam a misericórdia e a justiça divinas. A misericórdia que suspendera o castigo
do Senhor até o limite máximo de sua longanimidade; e a justiça, que voava agora para a
executar o castigo. Se os homens se arrependessem da multidão dos seus pecados, a
misericórdia os perdoaria. Porém, por eles não se arrependerem e encherem de pecados a
medida da longanimidade de Deus, a justiça não pode deixar de executar o castigo. Deus é
misericórdia, mas também é justiça.

Assim como a longanimidade de Deus tem estabelecido certa medida para os pecados
de cada cidade, reino ou país, assim também tem estabelecido uma medida para os
pecados de cada ser humano. Porém, essa segunda medida deve ser mais temida que a
primeira, porque as cidades, os reinos e os países não vão para o inferno, mas os seres
humanos vão.

Outro detalhe que devemos levar em conta é que a medida dos pecados é maior para
uns, e menor para outros. E nisto não há injustiça alguma no arbítrio da Providência
Divina. É suma justiça. Senão, vejamos: Deus também põe medida aos dias da vida de cada
pessoa. Sobre isto, Davi fez um pedido a Deus: “Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a
medida dos meus dias qual é, para que eu sinta o quanto sou frágil” (Sl 39.4).

E esta medida é tão certa e determinada, que chegado o último dia, não há como fugir
dele, conforme comentou Jó: “O homem, nascido de mulher, é de bem poucos dias e cheio
de inquietação. Sai como a flor e se seca; foge também como a sombra, e não permanece
(...) Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; e
tu lhe puseste limites, e não passará além deles” (Jó 14.1,2,5).

Pois assim como ninguém se queixa de Deus nem estranha que a medida dos dias de
uns e de outros seja tão desigual, muito menos deve estranhar que a medida dos pecados
seja desigual também. Às vezes basta a uma pessoa um só pecado para ter Deus justíssimo
direito de encerrar sua vida e castigá-lo. E a razão fundamental é o supremo domínio de
Deus, que é igualmente autor da graça e da vida. E assim como na condição de autor da
vida pode limitá-la em certo número de dias, da mesma forma como autor da graça, pode
limitar o perdão a certo número de pecados.

Donde se conclui que, assim como aquele dia que preencherá a medida dos teus dias
será o último, e chegado a ele não poderás deixar de morrer, assim também aquele
pecado que encherá o número dos teus pecados (caso não te arrependas e mudes tua
maneira de viver), também será o último. E assim que o cometeres, não poderás deixar de
ser condenado, porque a medida da longanimidade de Deus se encheu, e não haverá mais
lugar para o perdão.

Ouçamos o que o próprio Senhor disse pela boca do profeta Amós: “Assim diz o Senhor:
Por três transgressões de Judá e por quatro, não retirarei o castigo, porque rejeitaram a lei
do Senhor e não guardaram os seus estatutos; antes, se deixaram enganar por suas
próprias mentiras, após as quais andaram seus pais. Por isso, porei fogo a Judá, e ele
consumirá os palácios de Jerusalém. Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Israel e
por quatro, não retirarei o castigo, porque vendem o justo por dinheiro e o necessitado
por um par de sapatos” (Am 2.4-6).

Quer dizer: cometeram o primeiro pecado e perdoei-lhes; cometeram o segundo, e


perdoei-lhes; cometeram o terceiro, e também lhes perdoei. Mas porque cometeram o
quarto, não hei de lhes perdoar. Pois Deus, sendo infinitamente misericordioso, não
perdoa mais que três pecados? Sim, perdoa. Perdoa trezentos, e perdoa três mil, e se o
pecador se arrepender de todo coração, perdoa três milhões. Porém, nessas sentenças
põe-se o número certo pelo incerto, para que o pecador não se torne contumaz e
confiado.

Reduzida, pois, a medida ou o número de pecados a quatro, Deus diz que perdoará o
primeiro, e perdoará o segundo, e perdoará o terceiro, e que para perdoar esses três
pecados, levará nos três casos o pecador ao perdão. Porém, se ele cometer o quarto, não
haverá perdão; porque o quarto pecado nesse caso é o que encherá a medida, e o pecado
que enche a medida é pecado que não será alcançado pela misericórdia, é pecado sem
perdão. Porque nesse último, nem Deus o há de perdoar, nem o pecador há de se
arrepender e se converter.

Aqui podemos entender um ponto dificultosíssimo de 1Jo 5.16, que diz: “Se alguém vir
seu irmão cometer pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que
não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore.” A
dificuldade de interpretação desse versículo é tão grande, que os expositores e teólogos,
no esforço de comentá-lo, dividem-se em mais de quinze opiniões, não concordando sobre
a que pecado o evangelista João chama de “pecado para morte”, pelo qual não devemos
orar, por ser irremissível e sem perdão.

Alguns dizem que é o pecado do homicídio, outros do adultério, outros o da inveja.


Outros acham que é o pecado da blasfêmia, outros o da infidelidade, outros o da
apostasia, outros o da obstinação, e outros, sem o nomearem, dizem que é um pecado
gravíssimo.

Porém, contra todas essas opiniões existe o fato de que não há pecado, por grave ou
gravíssimo que seja, que Deus não perdoe. Portanto, que pecado seria esse, irremissível e
sem perdão, peado que João classifica de “para morte?” Não é nenhum pecado particular,
nem por sua natureza mais grave que os outros, senão qualquer pecado, ainda que de
muita inferior malícia que os referidos até agora, contanto que seja o último, e o que
acabará de encher a medida que Deus estabeleceu para cada ser humano. Porque a partir
do momento em que essa medida se encher com qualquer pecado que seja, já não heverá
lugar para o perdão. E esse será o pecado que João chama de “para morte”, e morte
eterna.

O que Deus faz no momento em que o pecador acabou de encher a medida dos seus
pecados, ou é matá-lo, ou afastar-se dele para sempre. A primeira situação aconteceu com
o rei Belsazar, cuja sentença de morte apareceu escrita em três palavras (uma delas
repetida) na parede do seu palácio, estando ele à mesa (Dn 5.1-30). A primeira palavra foi
Mene: “Contou”. Porque Deus fez a conta dos pecados de Balsazar. E como naquela noite e
naquela hora ele cometeu o último pecado, e esse acabou de encher a medida que estava
estabelecida para ele, e até o último não houve arrependimento de sua parte, a
longanimidade de Deus se esgotou, e sua sentença de morte foi escrita na parede.

Quando Belsazar sentou-se à mesa naquela noite para se embriagar usando e


profanando os vasos sagrados que ele havia mandado trazer do Templo, tinha menos um
só pecado dos que eram necessários para encher a medida de tolerância e misericórdia de
Deus, que estava estabelecida para ele. Uma vez cometido aquele pecado, a medida de
iniquidade transbordou, e soou para aquele rei sua sentença de morte física, espiritual e
eterna. Belsazar morreu naquela mesma noite.

(Trechos do Sermão do Quarto Sábado da Quaresma, pregado na Bahia, em 1640, pelo


maior pregador da língua portuguesa, Antônio Vieira, na ocasião, com 32 anos de idade.
Adaptado e atualizado para o leitor do século 21). Jefferson Magno Costa :
http://jeffersonmagnocosta.blogspot.com/2010/09/longanimidade-deus-tem-uma-
medida-de.html

Quando Paulo escreveu à igreja de Tessalônica, ele comentou sobre as pessoas que
perseguiam Jesus e seus discípulos, e disse que estavam "enchendo sempre a medida de
seus pecados" (1 Tessalonicenses 2:16). Compreendendo o sentido dessa frase,
entenderemos melhor o juízo de Deus.

Linguagem semelhante aparece algumas outras vezes na Bíblia. Em Gênesis 15, Deus
prometeu que os descendentes de Abrão, depois de servir como escravos num outro país,
tomariam posse da terra de Canaã. A promessa não seria cumprida antes "porque não se
encheu ainda a medida da iniqüidade dos amorreus" (Gênesis 15:16). Deus já viu o pecado
desse povo, mas estava esperando mais alguns séculos antes de trazer o castigo contra ele.
Ele sabia que a maldade do povo ultrapassaria o limite de sua paciência. Deus é
longânimo, mas não inocenta o culpado (Êxodo 34:6-7).

Quando Jesus censurou os fariseus, ele comparou a iniqüidade deles com a rebeldia dos
judeus do passado. Enquanto os fariseus se identificavam com os profetas, Jesus os
comparou com os assassinos dos profetas. Ele disse: "Assim, contra vós mesmos, testificais
que sois filhos dos que mataram os profetas. Enchei, pois, a medida de vossos pais"
(Mateus 23:31-32). No contexto, não há dúvida que Jesus está lhes advertindo sobre o
juízo vindouro. Desde capítulo 21 até ao capítulo 25, ele enfrentou a hipocrisia dos líderes
judeus com desafios diretos, profecias e parábolas que nitidamente atacaram os pecados
desses homens e avisaram sobre o castigo futuro. Encher a medida dos pais é a mesma
coisa de continuar na rebeldia até que chegue o julgamento.
É no mesmo sentido que Paulo falou dos perseguidores que estavam "enchendo sempre a
medida de seus pecados" (1 Tessalonicenses 2:16). Deus viu o pecado deles contra Cristo,
contra os cristãos e contra as pessoas do mundo que necessitavam do evangelho, e
resolveu trazer sua ira sobre esses inimigos. Em Apocalipse 6:9-11, Deus respondeu à
súplica dos mártires com a promessa de trazer a vingança depois de pouco tempo.

Os homens facilmente se enganam, achando que a demora no castigo mostra que Deus
não pretende punir os pecadores. Ele é longânimo, mas quando os homens enchem a
medida dos pecados, ele os castigará (Leia 2 Pedro 3:1-18). Pastor Afonso:
http://www.pastorafonso.com.br/mensagem-do-dia/o-que-quer-dizer-encher-a-medida-
dos-pecados

Há entre muitos ímpios a crença de que a hipocrisia reina entre os cristãos e por isso são
relutantes em olhar para Cristo ou ler as Escrituras despretensiosamente por conta do
testemunho tóxico de alguns.

Infelizmente a hipocrisia realmente tem se alastrado na cristandade de forma abominável,


tomando como parâmetro o que está escrito. Muitos ouvem, leem e sabem muito bem o
que está nas Escrituras a respeito de diversos comportamentos inapropriados e
pecaminosos, mas que são comuns e inofensivos ao mundo e preferem anuir ou até
mesmo manter tais comportamentos a agir com base bíblica por medo ou omissão.

Não fomos chamados para agradar homens (Gálatas 1:10) ou muito menos viver de
acordo com seus padrões decadentes e desprezíveis, mas sim para viver em novidade, o
que com certeza é desagradável ao mundo, pois confronta tudo o que ele tem como certo.
Estude a Palavra de Deus, conheça o que Ele aprova e desaprova e faça dela o seu baluarte
para juízo de valor. Permita que os critérios ali escritos sejam seus também. Isso é ser
cristão.

Afirmar amar a Deus e ter consciência do que as Escrituras dizem e ainda assim viver aos
sabores mundanos evidencia um desprezo imensurável ao Pai. Não sejamos relapsos neste
aspecto tão importante e fundamental: o nosso testemunho. É através dele que
proclamamos ao mundo o nosso amor por Deus. É através dele que iluminamos e
salgamos.

Certamente perderemos diversas amizades e arranjaremos encrenca até mesmo com


familiares se quisermos seguir à risca os princípios de Cristo. De fato Ele mesmo nos diz
que seremos odiados de todos por causa do Seu nome (Mateus 10:22). É por essas e
outras que devemos amá-Lo acima de tudo e todos para que nada nem ninguém nos
sirvam de empecilho em nossa jornada de fé.
‘’Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; porque eu vim
pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua
sogra; e assim os inimigos do homem serão os seus familiares.’’ – (Mateus 10:34-36)

Não podemos consentir com costumes que são contra a Palavra, compactuar com tais é
uma afronta ao próprio Deus, que nos instrui a viver em luz e santidade. Devemos orar
pelos que assim agem, exortá-los uma ou outra vez e então, se for inútil alertá-los, nem
mesmo devemos cumprimentá-los (II João 1:10-11, Tito 3:1). Sim, a Palavra de Deus
demonstra esta exata conotação séria e autoritária! Por isso Cristo afirmou que até mesmo
o meio familiar seria transtornado por conta dEle.

Muitas vezes as circunstâncias exigem de nós uma atitude efetivamente cristã onde
podemos escolher entre ser sal e luz ou fazer parte das trevas. Se optarmos pela última
alternativa já não podemos estar em comunhão com o Senhor, pois seria inconveniente
até mesmo sermos chamados de cristãos. Evitemos a todo custo dois pesos e duas
medidas.

Meditemos na seguinte passagem para que possamos guardá-la em nossos corações:

‘’SEDE, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também
Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em
cheiro suave. Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie
entre vós, como convém a santos; nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não
convêm; mas antes, ações de graças. Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou
impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém
vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da
desobediência. Portanto, não sejais seus companheiros. Porque noutro tempo éreis trevas,
mas agora sois luz no SENHOR; andai como filhos da luz (Porque o fruto do Espírito está
em toda a bondade, e justiça e verdade); aprovando o que é agradável ao Senhor. E não
comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que
eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe. Mas todas estas coisas se manifestam, sendo
condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta. Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e
levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como
andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são
maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. ’’ –
(Efésios 5:1-17)

Que Deus os abençoe. Com amor em Cristo, Esther Moore: https://leiaabiblia.blog.br/dois-


pesos-e-duas-medidas/

https://www.conjugacao.com.br/tabela-de-tempos-verbais/

‫שע ילי֣וםַ פר פ לעהָ׃‬‫כ ֤כל פפעע֣ל י ֭יהָפוהָ לעלעמעַּענ֑נהָו ו יעגםַ־פר֜ ֗פ‬

Tudo fez YHWH para os propósitos dele e também o ímpio para o dia da maldade (Pv
16.4).

São sete os ַ‫( נבניי פננים‬binyânîm), formações, construções ou derivações do verbo hebraico:

(‫ – פפעעל )עקל‬pā‘al ou qal – em geral, ativo simples, o sujeito executa a ação simples do verbo.

‫ – נניפעעל‬nif‘al – em geral, passivo simples, o sujeito sofre a ação simples do verbo.

‫ – נפנעל‬pi‘êl – em geral, ativo intensivo, o sujeito executa a ação do verbo de forma


intensiva.

‫ – פפעעל‬pu‘al – em geral, passivo intensivo, o sujeito sofre a ação do verbo de forma


intensiva.

‫ – נהָיתעפנעל‬hitpa‘êl – em geral, reflexivo ou recíproco, o sujeito executa e sofre a ação do


verbo ao mesmo tempo.

‫ – נהָיפנעיל‬hif‘îl – em geral, ativo causativo, o sujeito causa a ação do verbo.

‫ – פהָיפעעל‬huf‘al – em geral, passivo causativo, o sujeito sofre a causa da ação do verbo.