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Raciocínio Lógico p/ PF (2017)

Teoria e exercícios comentados


Prof Marcos Piñon Aula 04

p q
Se Joaquina não é cidadã brasileira, então Joaquina não é de muita sorte

p: Joaquina não é cidadã brasileira


q: Joaquina não é de muita sorte

p  q: Se Joaquina não é cidadã brasileira, então Joaquina não é de muita sorte

Podemos perceber que o “p” com certeza é verdadeiro, conforme vimos


anteriormente. Assim, para que a conclusão seja verdadeira, é necessário que o
“q” também seja verdadeiro.

Percebam que no diagrama eu posicionei Joaquina no limite entre ter ou não ter
muita sorte, pois as premissas não foram suficientes para que nós concluíssemos
que ela tinha ou não tinha muita sorte. Assim, o “q” pode assumir os dois valores
lógicos (V ou F), fazendo com que a conclusão não seja necessariamente
verdadeira. Item errado.

(Texto para as questões de 212 a 215) Uma dedução é uma sequência de


proposições em que algumas são premissas e as demais são conclusões.
Uma dedução é denominada válida quando tanto as premissas quanto as
conclusões são verdadeiras. Suponha que as seguintes premissas sejam
verdadeiras.

I Se os processos estavam sobre a bandeja, então o juiz os analisou.


II O juiz estava lendo os processos em seu escritório ou ele estava lendo os
processos na sala de audiências.
III Se o juiz estava lendo os processos em seu escritório, então os processos
estavam sobre a mesa.
IV O juiz não analisou os processos.
V Se o juiz estava lendo os processos na sala de audiências, então os
processos estavam sobre a bandeja.

A partir do texto e das informações e premissas acima, é correto afirmar que


a proposição

212 - (TRT - 2009 / CESPE) “Se o juiz não estava lendo os processos em seu
escritório, então ele estava lendo os processos na sala de audiências” é uma
conclusão verdadeira.

Solução:

Nessa questão, vamos começar passando as premissas e a conclusão para a


linguagem simbólica:

I: Se os processos estavam sobre a bandeja, então o juiz os analisou.

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II: O juiz estava lendo os processos em seu escritório ou ele estava lendo os
processos na sala de audiências.
III: Se o juiz estava lendo os processos em seu escritório, então os processos
estavam sobre a mesa.
IV: O juiz não analisou os processos.
V: Se o juiz estava lendo os processos na sala de audiências, então os processos
estavam sobre a bandeja.

Conclusão: Se o juiz não estava lendo os processos em seu escritório, então ele
estava lendo os processos na sala de audiências

Batizando as proposições:

A: Os processos estavam sobre a bandeja


B: O juiz analisou os processos
C: O juiz estava lendo os processos em seu escritório
D: O juiz estava lendo os processos na sala de audiências
E: Os processos estavam sobre a mesa.

Assim,

I: A  B
II: C v D
III: C  E
IV: ~B
V: D  A
Conclusão: ~C  D

Portanto, podemos escrever o argumento da seguinte forma:

[(A  B)  (C v D)  (C  E)  (~B)  (D  A)]  (~C  D)

Como temos diversas proposições simples formando esse argumento, o método


da tabela-verdade não é indicado nesse caso. Podemos observar que uma das
premissas (IV) é formada por uma proposição simples. Assim, sabendo que todas
as premissas devem ser verdadeiras, essa premissa também deve ser verdadeira:

~B deve ser verdadeira, logo B deve ser falsa.

Reescrevendo o conjunto de premissas:

(A  B)  (C v D)  (C  E)  (~B)  (D  A)
(A  F)  (C v D)  (C  E)  (~F)  (D  A)
(A  F)  (C v D)  (C  E)  (V)  (D  A)

Agora, podemos observar que a premissa I é uma condicional a qual possui a


segunda proposição com valor lógico falso. Assim, para essa premissa ser
verdadeira, a primeira proposição também deve ser falsa:

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(A  F) deve ser verdadeira, logo A deve ser falsa.

Reescrevendo o conjunto de premissas:

(A  F)  (C v D)  (C  E)  (D  A)
(F  F)  (C v D)  (C  E)  (D  F)
(V)  (C v D)  (C  E)  (D  F)

Agora, da mesma forma que fizemos para a premissa I, podemos observar que a
premissa V também é uma condicional a qual possui a segunda proposição com
valor lógico falso. Assim, para essa premissa ser verdadeira, a primeira proposição
também deve ser falsa:

(D  F) deve ser verdadeira, logo D deve ser falsa.

Reescrevendo o conjunto de premissas:

(C v D)  (C  E)  (D  F)
(C v F)  (C  E)  (F  F)
(C v F)  (C  E)  (V)

Agora, podemos observar que a premissa II é uma disjunção a qual possui uma de
suas proposições com valor lógico falso. Assim, para essa premissa ser
verdadeira, a outra proposição deve ser verdadeira:

(C v F) deve ser verdadeira, logo C deve ser verdadeira.

Reescrevendo o conjunto de premissas:

(C v F)  (C  E)
(V v F)  (V  E)
(V)  (V  E)

Por fim, podemos ver que a premissa III é uma condicional a qual possui a
primeira proposição com valor lógico verdadeiro. Assim, para essa premissa ser
verdadeira, a segunda proposição também deve ser verdadeira:

(V  E) deve ser verdadeira, logo E deve ser verdadeira.

Com isso, concluímos que para o conjunto de premissas ser verdadeiro,

A deve ser falsa.


B deve ser falsa.
C deve ser verdadeira.
D deve ser falsa.
E deve ser verdadeira.

Resta, então, verificar se para esses valores lógicos das proposições, a conclusão
também é verdadeira:

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Conclusão: (~C  D) = (~V  F) = (F  F) = V

Portanto, a conclusão também é verdadeira, o que nos leva a concluir que essa é
uma conclusão verdadeira para o argumento. Item correto.

213 - (TRT - 2009 / CESPE) “Se os processos não estavam sobre a mesa,
então o juiz estava lendo os processos na sala de audiências” não é uma
conclusão verdadeira.

Solução:

Utilizando as informações da questão anterior:

A deve ser falsa.


B deve ser falsa.
C deve ser verdadeira.
D deve ser falsa.
E deve ser verdadeira.

Agora, passando a conclusão sugerida por essa questão para a linguagem


simbólica, temos:

Conclusão: “Se os processos não estavam sobre a mesa, então o juiz estava
lendo os processos na sala de audiências”

Conclusão: ~E  D

Sabendo que E é verdadeira e D é falsa, temos:

Conclusão: ~E  D = ~V  F = F  F = V

Portanto, a conclusão também é verdadeira, o que nos leva a concluir que essa é
uma conclusão verdadeira para o argumento. Item errado.

214 - (TRT - 2009 / CESPE) “Os processos não estavam sobre bandeja” é
uma conclusão verdadeira.

Solução:

Mais uma vez, vamos utilizar as informações obtidas anteriormente:

A deve ser falsa.


B deve ser falsa.
C deve ser verdadeira.
D deve ser falsa.
E deve ser verdadeira.

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Agora, passando a conclusão sugerida por essa questão para a linguagem


simbólica, temos:

“Os processos não estavam sobre bandeja”

Conclusão: ~A

Sabendo que A é falsa, temos:

Conclusão: ~A = ~F = V

Portanto, a conclusão também é verdadeira, o que nos leva a concluir que essa é
uma conclusão verdadeira para o argumento. Item correto.

215 - (TRT - 2009 / CESPE) “Se o juiz analisou os processos, então ele não
esteve no escritório” é uma conclusão verdadeira.

Solução:

Mais uma questão na mesma linha. Sabendo que:

A deve ser falsa.


B deve ser falsa.
C deve ser verdadeira.
D deve ser falsa.
E deve ser verdadeira.

Agora, passando a conclusão sugerida por essa questão para a linguagem


simbólica, temos:

“Se o juiz analisou os processos, então ele não esteve no escritório”

K: o juiz esteve no escritório

Conclusão: B  ~K

Não sabemos o valor lógico de K, mas sabemos que B é falsa. Assim:

Conclusão: B  ~K = F  ~K = V (para qualquer que seja o valor lógico de K)

Portanto, a conclusão também é verdadeira, o que nos leva a concluir que essa é
uma conclusão verdadeira para o argumento. Item correto.

216 - (Escrivão-PF - 2009 / CESPE) Considere as proposições A, B e C a


seguir.

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(~p  F)  (r  ~p)  (V)

Agora, podemos perceber que a primeira premissa é uma condicional cujo


segundo termo é falso. Com isso:

~p deve ser falso, ou seja, p deve ser verdadeiro. Assim:

(~p  F)  (r  ~p)
(~V  F)  (r  ~V)
(F  F)  (r  F)
(V)  (r  F)

Por fim, podemos perceber que a segunda premissa é uma condicional cujo
segundo termo é falso. Portanto:

r deve ser falsa.

Resumindo:

p é verdadeiro, ou seja, Carlos estudou.


q é falsa, ou seja, Carlos não fracassou na prova de Física.
r é falsa, ou seja, Carlos não jogou futebol.

Assim, podemos concluir que a dedução está correta, pois, baseando-se nas
premissas, Carlos não jogou futebol. Item correto.

218 - (Escrivão-PF - 2009 / CESPE) Considere que as proposições da


sequência a seguir sejam verdadeiras.

Se Fred é policial, então ele tem porte de arma.


Fred mora em São Paulo ou ele é engenheiro.
Se Fred é engenheiro, então ele faz cálculos estruturais.
Fred não tem porte de arma.
Se Fred mora em São Paulo, então ele é policial.

Nesse caso, é correto inferir que a proposição “Fred não mora em São
Paulo” é uma conclusão verdadeira com base nessa sequência.

Solução:

Vamos começar passando tudo para a linguagem simbólica:

P1: Se Fred é policial, então ele tem porte de arma.


P2: Fred mora em São Paulo ou ele é engenheiro.
P3: Se Fred é engenheiro, então ele faz cálculos estruturais.
P4: Fred não tem porte de arma.
P5: Se Fred mora em São Paulo, então ele é policial.
C: Fred não mora em São Paulo

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p: Fred é policial
q: Fred tem porte de arma
r: Fred mora em São Paulo
s: Fred é engenheiro
t: Fred faz cálculos estruturais

P1: p  q
P2: r v s
P3: s  t
P4: ~q
P5: r  p
C: ~r

Argumento: [(p  q)  (r v s)  (s  t)  (~q)  (r  p)]  (~r)

Podemos ver que o argumento possui 5 proposições simples diferentes (p, q, r, s e


t), o que nos leva a tentar resolver a questão sem o uso das tabelas-verdade.
Podemos perceber que a quarta premissa é formada por apenas uma proposição
simples. Vamos começar a análise por ela:

P4: ~q

Assim, podemos concluir que ~q deve ser verdadeiro, ou seja , q deve ser falso.
Com isso:

(p  q)  (r v s)  (s  t)  (~q)  (r  p)
(p  F)  (r v s)  (s  t)  (~F)  (r  p)
(p  F)  (r v s)  (s  t)  (V)  (r  p)

Agora, podemos perceber que a premissa 1 é uma condicional que possui a


segunda proposição falsa:

(p  F)

Assim, podemos concluir que o p deve ser falso. Com isso:

(p  F)  (r v s)  (s  t)  (V)  (r  p)
(F  F)  (r v s)  (s  t)  (V)  (r  F)
(V)  (r v s)  (s  t)  (V)  (r  F)

Agora, podemos perceber que a premissa 5 também é uma condicional que


possui a segunda proposição falsa:

(r  F)

Assim, podemos concluir que o r deve ser falso. Com isso:

(V)  (r v s)  (s  t)  (V)  (r  F)

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(V)  (F v s)  (s  t)  (V)  (F  F)
(V)  (F v s)  (s  t)  (V)  (V)

Agora, podemos perceber que a premissa 2 é uma disjunção que possui uma das
proposições falsa:

(F v s)

Assim, podemos concluir que o s deve ser verdadeiro. Com isso:

(V)  (F v s)  (s  t)  (V)  (V)


(V)  (F v V)  (V t)  (V)  (V)
(V)  (V)  (V t)  (V)  (V)

Por fim, podemos perceber que a premissa 3 é uma condicional que possui a
primeira proposição verdadeira:

(V  t)

Assim, podemos concluir que o t deve ser verdadeiro. Com isso:

(V)  (V)  (V t)  (V)  (V)


(V)  (V)  (V V)  (V)  (V)
(V)  (V)  (V)  (V)  (V) = V

Resumindo:

p deve ser falso, ou seja, Fred não é policial


q deve ser falso, ou seja, Fred não tem porte de arma
r deve ser falso, ou seja, Fred não mora em São Paulo
s deve ser verdadeiro, ou seja, Fred é engenheiro
t deve ser verdadeiro, ou seja, Fred faz cálculos estruturais

Vamos, agora, verificar se a conclusão é válida:

C: Fred não mora em São Paulo

Podemos ver que, nos baseando nas premissas, a conclusão proposta é


verdadeira. Item correto.

219 - (BB - 2007 / CESPE) É correto o raciocínio lógico dado pela sequência
de proposições seguintes:

Se Antônio for bonito ou Maria for alta, então José será aprovado no
concurso.
Maria é alta.
Portanto José será aprovado no concurso.

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Solução:

Passando tudo para a linguagem simbólica, temos:

P1: Se Antônio for bonito ou Maria for alta, então José será aprovado no concurso.
P2: Maria é alta.
C: José será aprovado no concurso.

p: Antônio é bonito
q: Maria é alta
r: José será aprovado no concurso

P1: (p v q)  r
P2: q
C: r

Argumento: [((p v q)  r)  (q)]  (r)

Podemos ver que a segunda premissa é uma proposição simples, o que nos leva
a concluir que ela deve ser verdadeira:

q deve ser verdadeira

Com isso:

((p v q)  r)  (q)
((p v V)  r)  (V)

Percebam agora, que qualquer que seja o valor lógico do “p”, a disjunção “p v V”
será verdadeira. Assim:

p pode possuir qualquer valor lógico

((p v V)  r)  (V)
(V  r)  (V)

Agora, devemos perceber que o “r” deve ser verdadeiro para que a condicional
”V  r” seja verdadeira. Com isso:

r deve ser verdadeira

(V  r)  (V)
(V  V)  (V)
(V)  (V) = V

Portanto,

p: Antônio pode ou não ser bonito


q: Maria é alta

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P2: ~r  q
P3: (s  ~t)  p
P4: (t  u)  r
C: (s  ~q)  t

Argumento:

{(p  q)  (~r  q)  [(s  ~t)  p]  [(t  u)  r]}  [(s  ~q)  t]

Agora, vou relembrar o macete para verificar se esse argumento é válido. O


macete consiste em testar se o conjunto de premissas é verdadeiro quando a
conclusão é falsa. Se o conjunto de premissas tiver alguma possibilidade de ser
verdadeira quando a conclusão é falsa, concluímos que o argumento é inválido.

Para que a conclusão (s  ~q)  t seja falsa, é necessário que 惇s敦 seja verdadeiro,
“~q” seja verdadeira (ou seja, “q” tem que ser falso) e “t” seja falso.

Agora, vamos testar como se comporta o conjunto de premissas para esses


valores de s, q e t:

(p  q)  (~r  q)  [(s  ~t)  p]  [(t  u)  r]


(p  F)  (~r  F)  [(V  ~F)  p]  [(F  u)  r]
(p  F)  (~r  F)  [(V  V)  p]  [(F  u)  r]
(p  F)  (~r  F)  [(V)  p]  [(F  u)  r]

Agora, podemos perceber que as premissas 1 e 3 apresentam uma contradição no


“p”, pois ele tem que ser falso para que P1 seja verdadeira e tem que ser
verdadeiro para que P3 seja verdadeira. Portanto, não há nenhuma possibilidade
em que o conjunto de premissas é verdadeiro e a conclusão é falsa, ou seja,
sempre que o conjunto de premissas for verdadeiro a conclusão também será
verdadeira, o que torna o argumento válido. Item correto.

(Texto para a questão 225) Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas


Econômicas Aplicadas (IPEA) revela que, no Brasil, a desigualdade social
está entre as maiores causas da violência entre jovens.

Um dos fatores que evidenciam a desigualdade social e expõem a população


jovem à violência é a condição de extrema pobreza, que atinge 12,2% dos 34
milhões de jovens brasileiros, membros de famílias com renda per capita de
até um quarto do salário mínimo, afirma a pesquisa.

Como a violência afeta mais os pobres, é usual fazer um raciocínio simplista


de que a pobreza é a principal causadora da violência entre os jovens, mas
isso não é verdade. O fato de ser pobre não significa que a pessoa será
violenta. Existem inúmeros exemplos de atos violentos praticados por
jovens de classe média.
Internet: <http://amaivos.uol.com.br> (com adaptações).

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Tendo como referência o texto acima, julgue os itens seguintes.

225 - (Polícia Civil/CE - 2012 / CESPE) Das proposições “Se há corrupção,


aumenta-se a concentração de renda”, “Se aumenta a concentração de
renda, acentuam-se as desigualdades sociais” e “Se se acentuam as
desigualdades sociais, os níveis de violência crescem” é correto inferir que
“Se há corrupção, os níveis de violência crescem”.

Solução:

Vamos organizar o argumento:

P1: “Se há corrupção, aumenta-se a concentração de renda”.

P2: “Se aumenta a concentração de renda, acentuam-se as desigualdades


sociais”.

P3: “Se se acentuam as desigualdades sociais, os níveis de violência crescem”.

C: “Se há corrupção, os níveis de violência crescem”.

Batizando as proposições, temos:

p: Há corrupção.
q: Aumenta-se a concentração de renda.
r: Acentuam-se as desigualdades sociais.
s: Os níveis de violência crescem.

P1: p  q
P2: q  r
P3: r  s
C: p  s

Argumento: [(p  q)  (q  r)  (r  s)]  (p  s)

Lembrando que (A  B)  (B  C)  (A  C), temos:

[(p  q)  (q  r)  (r  s)]  (p  s)
[(p  r)  (r  s)]  (p  s)
[(p  s)]  (p  s)

Item correto.

(Texto para as questões de 226 a 229) Verificando a regularidade da


aquisição de dispositivos sensores de presença e movimento para
instalação em uma repartição pública, os fiscais constataram que os
proprietários das empresas participantes da licitação eram parentes. Diante
dessa constatação, o gestor argumentou da seguinte maneira:

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P: As empresas participantes do certame foram convidadas formalmente ou


tomaram conhecimento da licitação pela imprensa oficial.

Q: Os proprietários das empresas convidadas formalmente não eram


parentes.

R: Se os proprietários das empresas convidadas formalmente não eram


parentes e os proprietários das empresas participantes da licitação eram
parentes, então as empresas participantes não foram convidadas
formalmente.

Conclusão: As empresas participantes tomaram conhecimento da licitação


pela imprensa oficial.

A partir das informações acima apresentadas, julgue os itens a seguir.

226 - (TCDF - 2012 / CESPE) Incluindo entre as premissas a constatação da


equipe de fiscalização, o argumento do gestor será um argumento válido.

Solução:

Vamos começar organizando o argumento, incluindo entre as premissas a


constatação da equipe de fiscalização:

P1: Os proprietários das empresas participantes da licitação eram parentes

P2: As empresas participantes do certame foram convidadas formalmente ou


tomaram conhecimento da licitação pela imprensa oficial.

P3: Os proprietários das empresas convidadas formalmente não eram parentes.

P4: Se os proprietários das empresas convidadas formalmente não eram parentes


e os proprietários das empresas participantes da licitação eram parentes, então as
empresas participantes não foram convidadas formalmente.

C: As empresas participantes tomaram conhecimento da licitação pela imprensa


oficial.

Passando tudo para a linguagem simbólica, temos:

p: Os proprietários das empresas participantes da licitação eram parentes.


q: As empresas participantes do certame foram convidadas formalmente.
r: As empresas participantes tomaram conhecimento da licitação pela imprensa
oficial.
s: Os proprietários das empresas convidadas formalmente eram parentes

P1: p
P2: (q v r)

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P3: ~s
P4: (~s  p)  ~q
C: r

Argumento: [(p)  (q v r)  (~s)  ((~s  p)  ~q)]  (r)

Podemos perceber de início que as premissas P1 e P3 são proposições simples, o


que nos leva a concluir que “p” deve ser verdadeiro e “~s” deve ser verdadeiro, ou
seja, “s” deve ser falso. Assim:

(p)  (q v r)  (~s)  ((~s  p)  ~q)

(V)  (q v r)  (~F)  ((~F  V)  ~q)

(V)  (q v r)  (V)  ((V  V)  ~q)

(V)  (q v r)  (V)  (V  ~q)

Agora, devemos concluir que “~q” deve ser verdadeiro, ou seja, “q” deve ser falso
para que P4 seja verdadeira:

(V)  (q v r)  (V)  (V  ~q)

(V)  (F v r)  (V)  (V  ~F)

(V)  (F v r)  (V)  (V)

Por fim, devemos concluir que “r” deve ser necessariamente verdadeiro para que
P2 seja verdadeira.

(V)  (F v r)  (V)  (V)

(V)  (F v V)  (V)  (V)

(V)  (V)  (V)  (V)

Agora, olhando para a conclusão (r), podemos perceber que o argumento é válido,
pois considerando o conjunto de premissas verdadeiro, a conclusão só pode ser
verdadeira. Item correto.

227 - (TCDF - 2012 / CESPE) A partir da argumentação do gestor é correto


inferir que todas as empresas que tomaram conhecimento do certame pela
imprensa oficial participaram da licitação.

Solução:

Agora, a argumentação não considera a constatação da equipe de fiscalização:

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P1: As empresas participantes do certame foram convidadas formalmente ou
tomaram conhecimento da licitação pela imprensa oficial.

P2: Os proprietários das empresas convidadas formalmente não eram parentes.

P3: Se os proprietários das empresas convidadas formalmente não eram parentes


e os proprietários das empresas participantes da licitação eram parentes, então as
empresas participantes não foram convidadas formalmente.

C: As empresas participantes tomaram conhecimento da licitação pela imprensa


oficial.

Passando tudo para a linguagem simbólica, temos:

p: Os proprietários das empresas participantes da licitação eram parentes.


q: As empresas participantes do certame foram convidadas formalmente.
r: As empresas participantes tomaram conhecimento da licitação pela imprensa
oficial.
s: Os proprietários das empresas convidadas formalmente eram parentes

P1: (q v r)
P2: ~s
P3: (~s  p)  ~q
C: r

Argumento: [(q v r)  (~s)  ((~s  p)  ~q)]  (r)

Nesse argumento, vamos usar aquele macete de testar se para a conclusão


sendo falsa existe alguma possibilidade de o conjunto de premissas ser
verdadeiro:

Considerando “r” falso, temos:

(q v r)  (~s)  ((~s  p)  ~q)

(q v F)  (~s)  ((~s  p)  ~q)

Podemos concluir que o “q” deve ser verdadeiro para que P1 seja verdadeira:

(q v F)  (~s)  ((~s  p)  ~q)

(V v F)  (~s)  ((~s  p)  ~ V)

(V)  (~s)  ((~s  p)  F)

Agora, devemos concluir que “~s” deve ser verdadeiro para que P2 seja
verdadeira, ou seja, “s” deve ser falso:

(V)  (~s)  ((~s  p)  F)

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(V)  (~F)  ((~F  p)  F)

(V)  (V)  ((V  p)  F)

Por fim, o “p” deve ser falso para que P3 seja verdadeira.

(V)  (V)  ((V  p)  F)

(V)  (V)  ((V  F)  F)

(V)  (V)  (F  F)

(V)  (V)  (V)

Assim, podemos concluir que existe a possibilidade de o conjunto de premissas


ser verdadeiro e a conclusão ser falsa, o que nos leva a concluir que o argumento
não é válido. Item errado.

228 - (TCDF - 2012 / CESPE) Se alguma das premissas, P, Q ou R, for uma


proposição falsa, então o argumento apresentado será inválido.

Solução:

Essa é uma questão teórica que exige o conhecimento dos conceitos de


argumentação falado na aula passada. Lembram-se quando eu disse que para
analisar um argumento não devemos nos preocupar com o conteúdo das
proposições, mas devemos observar se, ao considerarmos o conjunto de
premissas verdadeiras, a conclusão é uma consequência obrigatória dessas
premissas. Item errado.

229 - (TCDF - 2012 / CESPE) O fato de determinado argumento ser válido


implica, certamente, que todas as suas premissas são proposições
verdadeiras.

Solução:

Novamente o mesmo conceito. Não é necessário saber o conteúdo das premissas,


mas sim, a sua construção. Item errado.

(Texto para a questão 230) Um jovem, ao ser flagrado no aeroporto portando


certa quantidade de entorpecentes, argumentou com os policiais conforme o
esquema a seguir:

Premissa 1: Eu não sou traficante, eu sou usuário;

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Premissa 2: Se eu fosse traficante, estaria levando uma grande quantidade
de droga e a teria escondido;

Premissa 3: Como sou usuário e não levo uma grande quantidade, não
escondi a droga.

Conclusão: Se eu estivesse levando uma grande quantidade, não seria


usuário.

Considerando a situação hipotética apresentada acima, julgue os itens a


seguir.

230 - (Polícia Federal - 2012 / CESPE) Sob o ponto de vista lógico, a


argumentação do jovem constitui argumentação válida.

Solução:

Vamos começar passando a argumentação para a linguagem simbólica:

Premissa 1: Eu não sou traficante, eu sou usuário;

Premissa 2: Se eu fosse traficante, estaria levando uma grande quantidade de


droga e a teria escondido;

Premissa 3: Como sou usuário e não levo uma grande quantidade, não escondi a
droga.

Conclusão: Se eu estivesse levando uma grande quantidade, não seria usuário.

p: Eu sou traficante
q: Eu sou usuário
r: Estaria levando uma grande quantidade de droga
s: Teria escondido a droga

P1: ~p  q
P2: p  (r  s)
P3: (q  ~r)  ~s
C: r  ~q

Argumentação: [(~p  q)  (p  (r  s))  ((q  ~r)  ~s)]  (r  ~q)

Nessa questão, vou usar mais uma vez o macete de verificar existe alguma
possibilidade do conjunto de premissas ser verdadeiro para a situação em que a
conclusão é falsa.

Analisando a conclusão (r  ~q) ela só será falsa quando “r” for verdadeira e “~q”
for falsa, ou seja, quando tanto “r” quanto “q” forem verdadeiras. Assim, resta

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testarmos se para esses valores de “r” e “q” o conjunto de premissas pode ser
verdadeiro:

(~p  q)  (p  (r  s))  ((q  ~r)  ~s)

(~p  V)  (p  (V  s))  ((V  ~V)  ~s)

(~p  V)  (p  (V  s))  ((V  F)  ~s)

(~p  V)  (p  (V  s))  (F  ~s)

Podemos verificar que das três premissas, as únicas que podem ser falsas são a
primeira e a segunda, quando o “p” for verdadeiro e o “s” for falso. Para qualquer
outra combinação de valores lógicos de “p” e “s” o conjunto de premissas será
verdadeiro. Portanto, existe a possibilidade de o conjunto de premissas ser
verdadeiro e a conclusão ser falsa, o que nos leva a concluir que a argumentação
não é válida. Item errado.

(Texto para a questão 231) Ao comentar a respeito da qualidade dos serviços


prestados por uma empresa, um cliente fez as seguintes afirmações:

P1: Se for bom e rápido, não será barato.


P2: Se for bom e barato, não será rápido.
P3: Se for rápido e barato, não será bom.

Com base nessas informações, julgue os itens seguintes.

231 - (MI - 2013 / CESPE) Um argumento que tenha P1 e P2 como premissas e


P3 como conclusão será um argumento válido.

Solução:

Nessa questão, vamos começar passando as afirmações para a linguagem


simbólica:

p: Ser bom
q: Ser rápido
r: Ser barato

P1: (p  q)  ~r
P2: (p  r)  ~q
P3: (q  r)  ~p

Assim, o argumento fica:

Argumento: [(p  q)  ~r]  [(p  r)  ~q]  [(q  r)  ~p]

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Uma forma mais simples de resolver essa questão é utilizando o macete. Assim,
para que a conclusão seja falsa, temos:

(q  r)  ~p

q  r deve ser verdadeiro, ou seja, q deve ser verdadeiro e r deve ser verdadeiro, e
~p deve ser falso, ou seja, p deve ser verdadeiro. Assim, resta testarmos se para
esses valores de p, q e r as premissas podem ser verdadeiras:

[(p  q)  ~r]  [(p  r)  ~q]

[(V  V)  ~ V]  [(V  V)  ~V]

[(V)  F]  [(V)  F]

[F]  [F] = F

Portanto, não há a possibilidade de o conjunto de premissas ser verdadeiro e a


conclusão ser falsa, o que nos leva a concluir que o argumento é válido. Item
correto.

(Texto para a questão 232) Ser síndico não é fácil. Além das cobranças de
uns e da inadimplência de outros, ele está sujeito a passar por desonesto. A
esse respeito, um ex-síndico formulou as seguintes proposições:

— Se o síndico troca de carro ou reforma seu apartamento, dizem que ele


usou dinheiro do condomínio em benefício próprio. (P1)

— Se dizem que o síndico usou dinheiro do condomínio em benefício


próprio, ele fica com fama de desonesto. (P2)

— Logo, se você quiser manter sua fama de honesto, não queira ser síndico.
(P3)

Com referência às proposições P1, P2 e P3 acima, julgue os itens a seguir.

232 - (SERPRO - 2013 / CESPE) Considerando que P1 e P2 sejam as


premissas de um argumento de que P3 seja a conclusão, é correto afirmar
que, do ponto de vista lógico, o texto acima constitui um argumento válido.

Solução:

Vamos começar passando o argumento para a linguagem simbólica:

p: O síndico troca de carro


q: O síndico reforma o apartamento
r: Dizem que o sindico usou dinheiro do condomínio em benefício próprio
s: O síndico fica com fama de desonesto

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t: Não querer ser síndico

P1: (p v q)  r
P2: r  s
P3: ~s  t

Argumento: [(p v q)  r]  [r  s]  (~s  t)

Agora, resta testar se o argumento é válido. Mais uma vez vou utilizar o macete.
Assim, vamos começar checando as possibilidades para a conclusão ser falsa:

~s  t

Para esta condicional ser falsa, o "~s" deve ser verdadeiro e o "t" deve ser falso,
ou seja, s e t devem ser falsos. Com isso, vamos testar se para esses valores de s
e t o conjunto de premissas pode ser verdadeiro. Vejamos:

[(p v q)  r]  [r  s]

[(p v q)  r]  [r  F]

Aqui, para a segunda premissa ser verdadeira, o r deve ser falso. Assim:

[(p v q)  r]  [r  F]

[(p v q)  F]  [F  F]

[(p v q)  F]  [V]

Por fim, para que a primeira premissa seja verdadeira, tanto p quanto q devem ser
falsos. Assim:

[(p v q)  F]  [V]

[(F v F)  F]  [V]

[(F)  F]  [V]

[V]  [V] = V

Assim, concluímos que é possível o conjunto de premissas ser verdadeiro e a


conclusão ser falsa, bastando que p, q, r, s e t sejam falsos, o que nos leva a
concluir que o argumento NÃO é válido. Item errado.

(Texto para a questão 233) Considere que um argumento seja formado pelas
seguintes proposições:

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• P1 A sociedade é um coletivo de pessoas cujo discernimento entre o bem e
o mal depende de suas crenças, convicções e tradições.

• P2 As pessoas têm o direito ao livre pensar e à liberdade de expressão.

• P3 A sociedade tem paz quando a tolerância é a regra precípua do convívio


entre os diversos grupos que a compõem.

• P4 Novas leis, com penas mais rígidas, devem ser incluídas no Código
Penal, e deve ser estimulada uma atuação repressora e preventiva dos
sistemas judicial e policial contra todo ato de intolerância.

Com base nessas proposições, julgue o item subsecutivo.

233 - (TCE/RO - 2013 / CESPE) O argumento em que as proposições de P1 a


P3 são as premissas e P4 é a conclusão é um argumento lógico válido

Solução:

Bom, essa questão parece complicada, pois as proposições não estão no formato
que estamos acostumados a encontrar nas questões. Porém, observando com
cuidado a conclusão, podemos ver que temos a seguinte afirmação:

Novas leis, com penas mais rígidas, devem ser incluídas no Código Penal

Ora, em momento nenhum as premissas falam sobre novas leis, ou seja, temos
uma conclusão que não é uma consequência obrigatória do conjunto de
premissas, o que torna este argumento inválido.

Item errado.

(Texto para a questão 234) Das proposições P, Q, R, S e C listadas a seguir,


P, Q, R e S constituem as premissas de um argumento, em que C é a
conclusão:

P: O tempo previsto em lei para a validade da patente de um fármaco é curto,


uma vez que o desenvolvimento de um remédio exige muito investimento e
leva muito tempo.

Q: O tempo previsto em lei para a validade da patente de um software é


longo, já que o desenvolvimento de um software não exige muito
investimento ou não leva muito tempo.

R: Se o tempo previsto em lei para a validade da patente de um fármaco é


curto, a lei de patentes não atende ao fim público a que se destina.

S: Se o tempo previsto em lei para a validade da patente de um software é


longo, a lei de patentes não atende ao fim público a que se destina.

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C: Se o desenvolvimento de um remédio exige muito investimento, ou o


desenvolvimento de um software não leva muito tempo, então a lei de
patentes não atende ao fim público a que se destina.

Com base nessa argumentação, julgue os itens seguintes.

234 - (INPI - 2014 / CESPE) O argumento apresentado não é um argumento


válido.

Solução:

Vamos começar organizando o argumento:

p: O tempo previsto em lei para a validade da patente de um fármaco é curto.


q: O desenvolvimento de um remédio exige muito investimento.
r: O desenvolvimento de um remédio leva muito tempo.
s: O tempo previsto em lei para a validade da patente de um software é longo
t: O desenvolvimento de um software não exige muito investimento
u: O desenvolvimento de um software não leva muito tempo
v: A lei de patentes não atende ao fim público a que se destina

Passando as premissas e a conclusão para a linguagem simbólica, temos:

P: (q  r)  p
Q: (t v u)  s
R: p  v
S: s  v
C: (q v u)  v

Argumento: {[(q  r)  p]  [(t v u)  s]  (p  v)  (s  v)}  [(q v u)  v]

Como temos uma proposição gigantesca, utilizarei o macete da conclusão falsa.


Consideraremos a conclusão falsa e veremos se é possível o conjunto de
premissas ser verdadeiro com a conclusão falsa.

C: (q v u)  v

Para esta conclusão ser falsa, deveremos ter o “v” falso e o “q” ou o “u”
verdadeiro. Agora, vamos testar o conjunto de premissas:

[(q  r)  p]  [(t v u)  s]  (p  v)  (s  v)

Considerando o “v” falso, temos:

[(q  r)  p]  [(t v u)  s]  (p  F)  (s  F)

Aqui, concluímos que o “p” e o “s” devem ser falsos para que as premissas R e S
sejam verdadeiras. Substituindo os valores de “p” e de “s”, temos:

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[(q  r)  F]  [(t v u)  F]  (F  F)  (F  F)

[(q  r)  F]  [(t v u)  F]  (V)  (V)

Agora, olhando para a premissa Q, concluímos que tanto o “t” quanto o “u” devem
ser falsos para que esta premissa seja verdadeira. Porém, olhando para a
premissa P, concluímos que basta que o “q” ou que o “r” seja falso para que essa
premissa seja verdadeira, ou seja, é possível que o “r” seja falso e o “q” seja
verdadeiro que a premissa P será verdadeira.

Assim, como é possível termos o “q” verdadeiro e o “v” falso ao mesmo tempo e
com isso é possível termos o conjunto de premissas verdadeiro e a conclusão
falsa, concluímos que o argumento não é válido.

Item correto.

(Texto para as questões de 235 a 239) As proposições A, B e C listadas a


seguir constituem as premissas de um argumento:

A: Se a proteção de inventores é estabelecida atribuindo-lhes o monopólio


da exploração comercial da invenção por um período limitado de tempo,
então o direito de requerer uma patente de invenção contribui para o
progresso da ciência.

B: Se o direito de requerer uma patente de invenção é utilizado tão somente


para prorrogar o monopólio de produtos meramente “maquiados”, aos quais
nada efetivamente foi agregado, então esse direito não só não contribui para
o progresso da ciência como também prejudica o mercado.

C: O direito de requerer uma patente de invenção, ou contribui para o


progresso da ciência, ou prejudica o mercado, mas não ambos.

Tendo como referência essas premissas, em cada item de a seguir é


apresentada uma conclusão para o argumento. Julgue se a conclusão faz
que a argumentação seja uma argumentação válida.

235 - (INPI - 2014 / CESPE) O direito de requerer uma patente de invenção


contribui para o progresso da ciência ou prejudica o mercado.

Solução:

Vamos começar passando as premissas para a linguagem simbólica:

p: A proteção de inventores é estabelecida atribuindo-lhes o monopólio da


exploração comercial da invenção por um período limitado de tempo.

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q: O direito de requerer uma patente de invenção contribui para o progresso da
ciência.

r: O direito de requerer uma patente de invenção é utilizado tão somente para


prorrogar o monopólio de produtos meramente “maquiados”, aos quais nada
efetivamente foi agregado.

s: O direito de requerer uma patente de invenção prejudica o mercado.

A: p  q
B: r  (~q  s)
C: q v s

Premissas: (p  q)  [r  (~q  s)]  (q v s)

Como teremos várias conclusões para analisarmos nas próximas questões, vamos
primeiramente verificar em que situações o conjunto de premissas é verdadeiro.
Utilizarei o método da tentativa e erro:

Testando “q” verdadeiro

(p  q)  [r  (~q  s)]  (q v s)

(p  V)  [r  (~V  s)]  (V v s)

(p  V)  [r  (F  s)]  (V v s)

Para que a premissa “C” seja verdadeira, a proposição “s” deverá ser falsa:

(p  V)  [r  (F  s)]  (V v s)

(p  V)  [r  (F  F)]  (V v F)

(p  V)  [r  F]  (V)

Agora, para que a premissa “B” seja verdadeira, a proposição “r” deverá ser falsa:

(p  V)  [r  F]  (V)

(p  V)  [F  F]  (V)

(p  V)  [V]  (V)

Por fim, para qualquer valor lógico de “p” a premissa “A” será verdadeira.

Resumindo: “p” qualquer, “q” verdadeiro, “r” falso e “s” falso.

Agora, testamos “q” falso

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(p  q)  [r  (~q  s)]  (q v s)

(p  F)  [r  (~F  s)]  (F v s)

(p  F)  [r  (V  s)]  (F v s)

Para que a premissa “A” seja verdadeira, a proposição “p” deverá ser falsa. Além
disso, para que a premissa “C” seja verdadeira, é necessário que a proposição “s”
seja verdadeira.

(p  F)  [r  (V  s)]  (F v s)

(F  F)  [r  (V  V)]  (F v V)

(V)  [r  V]  (V)

Por fim, qualquer que seja o valor lógico de “r”, a premissa “B” será verdadeira.

Resumindo: “p” falso, “q” falso, “r” qualquer e “s” verdadeiro.

Agora, vamos passar a conclusão sugerida nesta questão para a linguagem


simbólica:

O direito de requerer uma patente de invenção contribui para o progresso da


ciência ou prejudica o mercado.

Conclusão: q v s

Para avaliarmos se este é uma conclusão válida para o argumento, basta


substituirmos os valores lógicos de “q” e de “s” vistos acima. Se em todas as
situações em que o conjunto de premissas é verdadeiro a conclusão também for
verdadeira, concluiremos que a conclusão é válida.

Para a primeira situação testada, temos “q” verdadeiro e “s” falso:

Conclusão: q v s

Conclusão: V v F = V

Para a segunda situação testada, temos “q” falso e “s” verdadeiro:

Conclusão: q v s

Conclusão: F v V = V

Portanto, como sempre que o conjunto de premissas é verdadeiro a conclusão


também é verdadeira, concluímos que esta é uma conclusão válida para o
argumento.

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Item correto.

236 - (INPI - 2014 / CESPE) Se a proteção de inventores é estabelecida


atribuindo-lhes o monopólio da exploração comercial da invenção por um
período limitado de tempo, então o direito de requerer uma patente de
invenção não prejudica o mercado.

Solução:

Recuperando o que vimos na questão anterior, temos as seguintes situações em


que o conjunto de premissas é verdadeiro:

1º teste: “p” qualquer, “q” verdadeiro, “r” falso e “s” falso.

2º teste: “p” falso, “q” falso, “r” qualquer e “s” verdadeiro.

Agora, vamos passar a conclusão proposta nesta questão para a linguagem


simbólica:

Conclusão: Se a proteção de inventores é estabelecida atribuindo-lhes o


monopólio da exploração comercial da invenção por um período limitado de
tempo, então o direito de requerer uma patente de invenção não prejudica o
mercado.

p: A proteção de inventores é estabelecida atribuindo-lhes o monopólio da


exploração comercial da invenção por um período limitado de tempo.

s: O direito de requerer uma patente de invenção prejudica o mercado.

Conclusão: p  ~s

Por fim, resta testarmos as situações em que o conjunto de premissas é


verdadeiro:

1ª situação:

Conclusão: p  ~s

Conclusão: qualquer  ~F

Conclusão: qualquer  V = V

Qualquer que seja o “p” nessa situação a conclusão será verdadeira.

2ª situação:

Conclusão: p  ~s

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Conclusão: F  ~V

Conclusão: F  F = V

Portanto, sempre que o conjunto de premissas é verdadeiro a conclusão também


é verdadeira. Concluímos assim que esta é uma conclusão válida para o
argumento.

Item correto.

237 - (INPI - 2014 / CESPE) O direito de requerer uma patente de invenção,


além de contribuir para o progresso da ciência, também prejudica o
mercado.

Solução:

Mais uma vez, vamos recuperar o que vimos anteriormente, que são as situações
em que o conjunto de premissas é verdadeiro:

1º teste: “p” qualquer, “q” verdadeiro, “r” falso e “s” falso.

2º teste: “p” falso, “q” falso, “r” qualquer e “s” verdadeiro.

Agora, vamos passar a conclusão proposta nesta questão para a linguagem


simbólica:

O direito de requerer uma patente de invenção, além de contribuir para o


progresso da ciência, também prejudica o mercado.

q: O direito de requerer uma patente de invenção contribui para o progresso da


ciência.

s: O direito de requerer uma patente de invenção prejudica o mercado.

Conclusão: q  s

Por fim, resta testarmos as situações em que o conjunto de premissas é


verdadeiro:

1ª situação:

Conclusão: q  s

Conclusão: V  F = F

2ª situação:

Conclusão: q  s

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Conclusão: F  V = F

Portanto, há a possibilidade de o conjunto de premissas ser verdadeiro e a


conclusão ser falsa simultaneamente. Concluímos assim que esta NÃO é uma
conclusão válida para o argumento.

Item errado.

238 - (INPI - 2014 / CESPE) Se o direito de requerer uma patente de invenção


for utilizado tão somente para prorrogar o monopólio de produtos
meramente “maquiados”, aos quais nada efetivamente foi agregado, então
esse direito contribui para o progresso da ciência.

Solução:

Novamente, vamos recuperar as situações em que o conjunto de premissas é


verdadeiro:

1º teste: “p” qualquer, “q” verdadeiro, “r” falso e “s” falso.

2º teste: “p” falso, “q” falso, “r” qualquer e “s” verdadeiro.

Agora, passando a conclusão proposta nesta questão para a linguagem simbólica,


temos:

Se o direito de requerer uma patente de invenção for utilizado tão somente


para prorrogar o monopólio de produtos meramente “maquiados”, aos quais
nada efetivamente foi agregado, então esse direito contribui para o
progresso da ciência.

q: O direito de requerer uma patente de invenção contribui para o progresso da


ciência.

r: O direito de requerer uma patente de invenção é utilizado tão somente para


prorrogar o monopólio de produtos meramente “maquiados”, aos quais nada
efetivamente foi agregado.

Conclusão: r  q

Por fim, vamos testar as situações em que o conjunto de premissas é verdadeiro:

1ª situação:

Conclusão: r  q

Conclusão: F  V = V

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2ª situação:

Conclusão: r  q

Conclusão: qualquer  F = V ou F

Portanto, há a possibilidade de o conjunto de premissas ser verdadeiro e a


conclusão ser falsa (para “ r” verdadeiro e “q” falso). Concluímos assim que esta
NÃO é uma conclusão válida para o argumento.

Item errado.

239 - (INPI - 2014 / CESPE) O direito de requerer uma patente de invenção


estabelece a proteção de inventores atribuindo-lhes o monopólio da
exploração comercial da invenção por um período limitado de tempo, mas é
utilizado tão somente para prorrogar o monopólio de produtos meramente
“maquiados”, aos quais nada efetivamente foi agregado.

Solução:

Nessa questão, temos uma informação nova na conclusão, ou seja, propõe-se


uma conclusão que não tem como base algo informado nas premissas:

O direito de requerer uma patente de invenção estabelece a proteção de


inventores atribuindo-lhes o monopólio da exploração comercial da invenção
por um período limitado de tempo, mas é utilizado tão somente para
prorrogar o monopólio de produtos meramente “maquiados”, aos quais nada
efetivamente foi agregado.

A parte destacada em amarelo poderia ser batizada de “t”. Assim, temos:

r: O direito de requerer uma patente de invenção é utilizado tão somente para


prorrogar o monopólio de produtos meramente “maquiados”, aos quais nada
efetivamente foi agregado.

t: O direito de requerer uma patente de invenção estabelece a proteção de


inventores atribuindo-lhes o monopólio da exploração comercial da invenção por
um período limitado de tempo

Conclusão: t  r

Agora, vamos testar as situações em que o conjunto de premissas é verdadeiro:

1ª situação:

Conclusão: t  r

Conclusão: t  F = F

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Para qualquer valor lógico de “t” esta conclusão será falsa.

2ª situação:

Conclusão: t  r

Conclusão: t  qualquer = V ou F

A depender dos valores lógicos de “t” e de “r” a conclusão poderá ser verdadeira
ou falsa.

Portanto, como há a possibilidade de o conjunto de premissas ser verdadeiro e a


conclusão ser falsa ao mesmo tempo (para “t” falso ou “r” falso), concluímos assim
que esta NÃO é uma conclusão válida para o argumento.

Item errado.

(Texto para as questões de 240 e 241) A partir dos argumentos apresentados


pelo personagem Calvin na tirinha acima mostrada, julgue os seguintes
itens.

240 - (MPOG - 2015 / CESPE) Considerando o sentido da proposição “Os


ignorantes é que são felizes”, utilizada por Calvin no segundo quadrinho, é
correto afirmar que a negação dessa proposição pode ser expressa por “Não
só os ignorantes são felizes”.

Solução:

Nessa questão, devemos interpretar a frase “Os ignorantes é que são felizes”,
como sendo uma afirmação de que para ser feliz é preciso ser ignorante, ou seja,
todo mundo que é feliz é ignorante. Assim, para negar essa proposição (vou
chamá-la de “P”), temos:

P: Todo feliz é ignorante

~P: Algum feliz não é ignorante

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Com isso, podemos dizer que “Algum feliz não é ignorante” expressa o mesmo
sentido de “Não só os ignorantes são felizes”, tornando o enunciado correto.

Item correto.

241 - (MPOG - 2015 / CESPE) Considere que o argumento enunciado por


Calvin na tirinha seja representado na forma: “P: Se for ignorante, serei feliz;
Q: Se assistir à aula, não serei ignorante; R: Serei feliz; S: Logo, não
assistirei à aula”, em que P, Q e R sejam as premissas e S seja a conclusão,
é correto afirmar que essa representação constitui um argumento válido.

Solução:

Nessa questão, vamos organizar o argumento:

Premissas
P: Se for ignorante, serei feliz
Q: Se assistir à aula, não serei ignorante
R: Serei feliz

Conclusão
S: Logo, não assistirei à aula

Assim, batizando as proposições, temos:

p: Ser ignorante
q: Ser feliz
r: Assistir à aula

Premissas
P: p  q
Q: r  ~p
R: q

Conclusão
S: ~r

Argumento: [(p  q)  (r  ~p)  (q)]  (~r)

Para a análise desse argumento, temos várias opções. Vou escolher o método do
teste da conclusão falsa. Se for possível a conclusão ser falsa e o conjunto de
premissas ser verdadeiro ao mesmo tempo, o argumento será inválido. Se isso
não for possível, o argumento será válido. Vamos lá:

Para a conclusão “~r” ser falsa, é necessário que o “r” seja verdadeiro. Assim,
vamos testar se é possível o conjunto de premissas ser verdadeiro para “r”
verdadeiro:

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(p  q)  (r  ~p)  (q)

(p  q)  (V  ~p)  (q)

Aqui, concluímos que “~p” deve ser verdadeiro, ou seja, “p” deve ser falso para
que a segunda premissa seja verdadeira:

(p  q)  (V  ~p)  (q)

(F  q)  (V  ~F)  (q)

(F  q)  (V  V)  (q)

(F  q)  (V)  (q)

Por fim, concluímos que o “q” pode assumir qualquer valor lógico para que a
primeira premissa seja verdadeira, mas deve ser verdadeiro para que a terceira
premissa seja verdadeira. Assim, para “q” verdadeiro, temos:

(F  q)  (V)  (q)

(F  V)  (V)  (V)

(V)  (V)  (V)

Portanto, para “p” falso, “q” verdadeiro e “r” verdadeiro, teremos o conjunto de
premissas verdadeiro e a conclusão falsa, o que caracteriza um argumento
inválido.

Item errado.

(Texto para a questão 242) Mariana é uma estudante que tem grande apreço
pela matemática, apesar de achar essa uma área muito difícil. Sempre que
tem tempo suficiente para estudar, Mariana é aprovada nas disciplinas de
matemática que cursa na faculdade. Neste semestre, Mariana está cursando
a disciplina chamada Introdução à Matemática Aplicada. No entanto, ela não
tem tempo suficiente para estudar e não será aprovada nessa disciplina.

A partir das informações apresentadas nessa situação hipotética, julgue os


itens a seguir, acerca das estruturas lógicas.

242 - (STJ - 2015 / CESPE) Considerando-se as seguintes proposições: p:


“Se Mariana aprende o conteúdo de Cálculo 1, então ela aprende o conteúdo
de Química Geral”; q: “Se Mariana aprende o conteúdo de Química Geral,
então ela é aprovada em Química Geral”; c: “Mariana foi aprovada em

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Química Geral”, é correto afirmar que o argumento formado pelas premissas
p e q e pela conclusão c é um argumento válido.

Solução:

Nessa questão, vamos começar organizando o argumento:

R: Mariana aprende o conteúdo de Cálculo 1

S: Mariana aprende o conteúdo de Química Geral

T: Mariana é aprovada em Química Geral

Argumento: [(R  S)  (S  T)]  T

Bom, uma forma de verificar se esse argumento é válido é checando se há a


possibilidade de a conclusão ser falsa e o conjunto de premissas ser verdadeiro.
Assim, testando T falso, temos:

(R  S)  (S  T)

(R  S)  (S  F)

Para que a segunda premissa seja verdadeira, é preciso que o “S” seja falso.
Assim, temos:

(R  S)  (S  F)

(R  F)  (F  F)

(R  F)  (V)

Agora, para que a primeira premissa seja verdadeira, é preciso que o “R” seja
falso. Assim, temos:

(R  F)  (V)

(F  F)  (V)

(V)  (V)

Portanto, é possível que o conjunto de premissas seja verdadeiro e a conclusão


seja falsa ao mesmo tempo, o que nos leva a concluir que esse argumento não é
válido.

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Item errado.

243 - (TRE/MT - 2015 / CESPE) Assinale a opção que apresenta um


argumento lógico válido.

(A) Todos os garotos jogam futebol e Maria não é um garoto, então Maria não
joga futebol.
(B) Não existem cientistas loucos e Pedro não é louco. Logo, Pedro é um
cientista.
(C) O time que ganhou o campeonato não perdeu nenhum jogo em casa, o
vice colocado também não perdeu nenhum jogo em casa. Portanto, o
campeão é o vice colocado.
(D) Todas as aves são humanas e nenhum cachorro é humano, logo nenhum
cachorro é uma ave.
(E) Em Brasília moram muitos funcionários públicos, Gustavo é funcionário
público. Logo, Gustavo mora em Brasília.

Solução:

Nessa questão, vamos analisar cada alternativa:

(A) Todos os garotos jogam futebol e Maria não é um garoto, então Maria não
joga futebol.

Sabendo que Maria não é um garoto, não temos como saber se ela joga futebol ou
não, pois só sabemos sobre a relação entre os garotos e o futebol. Item errado.

(B) Não existem cientistas loucos e Pedro não é louco. Logo, Pedro é um
cientista.

Sabendo que não existem cientistas loucos, poderíamos concluir que Pedro não é
louco se soubéssemos que ele é cientista. Porém, sabendo apenas que ele não é
louco, não temos como garantir que Pedro seja cientista. Item errado.

(C) O time que ganhou o campeonato não perdeu nenhum jogo em casa, o
vice colocado também não perdeu nenhum jogo em casa. Portanto, o
campeão é o vice colocado.

Aqui, é como se eu dissesse o seguinte: Marcos é alto e Paulo é alto. Conclusão:


Marcos é Paulo. Vejam que isso não faz sentido. Aqui temos apenas uma
semelhança entre o campeão e o vice, mas não podemos dizer que eles são o
mesmo time. Item errado.

(D) Todas as aves são humanas e nenhum cachorro é humano, logo nenhum
cachorro é uma ave.

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Essa é a resposta. Sabendo que todas as aves são humanas, concluímos que não
pode haver alguém que não seja humano e seja ave ao mesmo tempo. Logo, se
nenhum cachorro é humano, então nenhum cachorro pode ser ave. Item correto.

(E) Em Brasília moram muitos funcionários públicos, Gustavo é funcionário


público. Logo, Gustavo mora em Brasília.

Nesse item, para eu poder garantir que Gustavo mora em Brasília, seria
necessário nós termos a informação de que todo funcionário público mora em
Brasília e que Gustavo é funcionário público. Item errado.

Resposta letra D.

244 - (ANVISA - 2016 / CESPE) A sentença As consequências de nossos atos


são florestas devastadas, descongelamento das calotas polares, extinção de
dezenas de espécies animais, poluição dos rios e diminuição drástica das
reservas de água potável apresenta um argumento válido.

Solução:

Nessa questão, temos apenas uma sentença, não há um argumento. Para


podermos ter um argumento válido é preciso existir pelo menos duas premissas
resultando numa conclusão, e isso não ocorre nessa questão. Portanto, a
sentença não apresenta um argumento válido. Item errado.

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Em outras palavras, com o uso das técnicas da Análise Combinatória é possível
saber o número de maneiras possíveis de se realizar determinado acontecimento
sem que seja necessário listar todas essas maneiras.

Permutações, Arranjos e Combinações, são os três tipos principais de


agrupamentos. Descreveremos abaixo como cada um desses agrupamentos
funciona.

Antes disso, vamos exercitar nossa mente um pouquinho. Suponha que eu tenha
uma moeda e a jogue no chão. O número de possibilidades para o resultado
dessa jogada é dois (Cara ou Coroa). Agora, suponha que eu jogue duas moedas.
Teremos então quatro possibilidades para o resultado dessa jogada:

cara-cara
cara-coroa
coroa-cara
coroa-coroa

Teremos essas quatro possibilidades se a ordem dos resultados tiver importância.


Caso a ordem dos resultados não importe, teremos apenas 3 resultados possíveis:

cara-cara
cara-coroa ou coroa-cara (dá no mesmo)
coroa-coroa

Agora, suponha que jogaremos 3 moedas. E então? Será que você sabe me dizer
quantas possibilidades nós temos para o resultado dessa jogada? Caso a ordem
tenha importância, teremos um total de 8 possibilidades (2  2  2 = 23 = 8). Caso
a ordem não tenha importância, teremos apenas 4 possibilidades:

cara-cara-cara
cara-cara-coroa ou cara-coroa-cara ou coroa-cara-cara (dá no mesmo)
cara-coroa-coroa ou coroa-cara-coroa ou coroa-coroa-cara (dá no mesmo)
coroa-coroa-coroa

Portanto, na análise das possibilidades de um evento acontecer, a primeira


pergunta que devemos fazer é se a ordem dos elementos tem alguma importância.

Agora, vamos esquecer um pouquinho as moedas e trabalhar com dados. Ao


jogar um dado ao acaso, teremos 6 possibilidades para o resultado (1, 2, 3, 4, 5 ou
6). Agora, ao jogarmos 2 dados, teremos:

6  6 = 62 = 36 possibilidades

Agora, imaginem que temos dois dados diferentes, um branco e um preto.


Quantas possibilidades nós temos para que o resultado dos dois dados seja
diferente? Vimos que o total de possibilidades é 36, incluídos os resultados em
que os dois dados apresentam o mesmo número. Os casos em que o resultado
dos dois dados apresenta o mesmo número são 6 (11, 22, 33, 44, 55 e 66). Assim,

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para saber a quantidade de possibilidades em que os dois dados apresentam
números diferentes, podemos fazer o seguinte:

36 – 6 = 30 possibilidades

Outra forma de chegarmos a esse mesmo resultado é considerarmos que primeiro


nós iremos considerar o valor obtido no dado preto e em seguida o resultado
obtido no dado branco (ou vice-versa). Assim:

Nº de possibilidades para o dado preto: 6 (1, 2, 3, 4, 5, ou 6)

Nº de possibilidades para o dado branco: 6 – 1 = 5 (pois o resultado do dado


branco tem que ser diferente do dado preto)

Assim, o total de possibilidades é dado por:

6  5 = 30 possibilidades

Bom, agora que vocês já pensaram um pouco sobre a análise combinatória,


vamos aprender o que significa a permutação, o arranjo e a combinação.

Antes disso, devemos relembrar este importante operador matemático, o fatorial


de um número natural, simbolizado pela exclamação “!”.

Agora, seja “n” um número natural, definimos o fatorial de n (indicado pelo


símbolo n!) como sendo:

n! = n  (n – 1)  (n – 2)  ...  4  3  2  1, para n > 1.

Para n = 0, teremos: 0! = 1

Para n = 1, teremos: 1! = 1

Exemplos:

10! = 10  9  8  7  6  5  4  3  2 1 = 3.628.800

8! = 8  7  6  5  4  3  2  1 = 40.320

5! = 5  4  3  2  1 = 120

2! = 2  1 = 2

Podemos escrever um fatorial em função de outro fatorial.

Exemplos:

10! = 10  9! = 10  9  8! = 10  9  40.320 = 3.628.800

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N° de anagramas = n! = 7! = 7.6.5.4.3.2.1 = 5040

Agora vamos ver como isso já foi cobrado em concurso:

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

246 - (SEPLAG/DF - 2009 / CESPE) Com os algarismos 1, 2, 3, 4 e 5 é possível


formar 120 números diferentes de 5 algarismos, sem repetição.

Solução:

Quantidade de algarismos distintos: 5, ou seja, n = 5

Assim, a quantidade de números distintos é dada por:

n! = 5! = 5.4.3.2.1 = 120

Portanto, o item está correto.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Permutação com repetição

Definimos permutação com repetição como sendo o número de maneiras de


arrumar n elementos em n posições em que cada maneira se diferencia pela
ordem em que os elementos aparecem, e que pelo menos um desses n elementos
se repete.

Exemplo 1:

Deseja-se saber quantos anagramas podem ser formados com as letras da


palavra “ASA”:

Mais uma vez, vamos tentar resolver a questão sem o uso de equações:

ASA
AAS
SAA

Temos, então, 3 possibilidades. Novamente, nós conseguimos resolver a questão


sem o uso de equações. Vejamos outro exemplo:

Exemplo 2:

Deseja-se saber quantos anagramas podem ser formados com as letras da


palavra “ARARAQUARA”:

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n! 10! 10.9.8.7! 10.9.8
Número de sequências = = = = = 120
a!.b! 3!.7! 3! 7! 3 .2 .1

Portanto, o item está correto.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Permutação Circular

A permutação circular não é mais um tipo de permutação, e sim, um caso


particular do que já vimos. Trata-se de uma situação em que os elementos do
agrupamento formarão uma linha fechada, ou seja, um círculo. Não temos como
identificar onde começa ou onde termina o grupo. Vamos ver dois exemplos para
clarear as idéias:

Exemplo 1: Do grupo de amigos, Paulo, José e Marcelo, deseja-se saber de


quantas formas diferentes eles podem formar uma fila indiana.

Aqui, usamos o que já aprendemos, que é a permutação simples. Assim, temos:

Quantidade de maneiras = n! = 3! = 3  2  1 = 6

Vamos listar os grupos:

1° Paulo, 2° José e 3° Marcelo


1° Paulo, 2° Marcelo e 3° José
1° José, 2° Paulo e 3° Marcelo
1° José, 2° Marcelo e 3° Paulo
1° Marcelo, 2° José e 3° Paulo
1° Marcelo, 2° Paulo e 3° José

Exemplo 2: Do mesmo grupo de amigos, Paulo, José e Marcelo, deseja-se


saber de quantas formas diferentes eles podem formar um círculo dando as
mãos.

Aqui, temos um caso típico da permutação circular. Não sabemos onde começa
nem onde termina o grupo.

Nesse caso, vamos desenhar as possíveis formações:

José Marcelo
Paulo Paulo

Marcelo José

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Os Arranjos são agrupamentos formados por uma quantidade “p” de elementos
de um grupo que possui um total de “m” elementos, de forma que os “p” elementos
sejam distintos entre si pela ordem ou pela espécie.

Arranjos Simples

No arranjo simples não ocorre a repetição dos elementos agrupados e a ordem


ou a espécie dos componentes dos agrupamentos tem importância. Vamos a um
exemplo:

Exemplo 1: Pedro possui 3 latas de tinta, das cores azul, amarela e verde,
para pintar a sala de sua casa. Ele deseja pintar as paredes de uma cor e as
janelas de uma cor diferente da cor usada nas paredes. De quantas formas
diferentes ele poderá pintar sua sala?

Vamos tentar resolver esta questão sem o uso de fórmulas. Vejamos:

- Podemos ter as paredes azuis com as janelas amarelas ou verdes, ou seja,


2 possibilidades.

- Podemos ter as paredes amarelas com as janelas azuis ou verdes, ou seja,


2 possibilidades.

- Podemos ter as paredes verdes com as janelas azuis ou amarelas, ou seja,


2 possibilidades.

Pedro terá, então, um total de 2 + 2 + 2 = 6 possibilidades diferentes para pintar a


sala de sua casa.

Exemplo 2: Agora, digamos que Pedro tivesse 10 cores diferentes (azul,


amarelo, verde, vermelho, laranja, roxo, preto, cinza, branco e marrom), e
que ele quisesse pintar cada uma das quatro paredes e cada uma das duas
janelas de sua sala de uma cor diferente, como faríamos? Vamos tentar mais
uma vez sem o uso de fórmulas:

- Podemos ter a parede 1 azul, a parede 2 amarela, a parede 3 verde, a


parede 4 vermelha, a janela 1 laranja e a janela 2 roxa, preta, cinza, branca ou
marrom , ou seja, 5 possibilidades.

- Podemos ter a parede 1 azul, a parede 2 amarela, a parede 3 verde, a


parede 4 vermelha, a janela 1 roxa e a janela 2 laranja, preta, cinza, branca ou
marrom , ou seja, 5 possibilidades.

- Podemos ter a parede 1 azul, a parede 2 amarela, a parede 3 verde, a


parede 4 vermelha, a janela 1 preta e a janela 2 laranja, roxa, cinza, branca ou
marrom , ou seja, 5 possibilidades.

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Temos três cores diferentes para pintarmos janelas e paredes, não podendo usar
a mesma cor nos dois elementos. Assim, começando com as paredes, temos 3
opções de cores. Em seguida, para as janelas, temos apenas duas opções de
cores, pois já utilizamos uma nas paredes:

Paredes: 3 opções de cores


Janelas: 3  1 = 2 opções de cores

Total = 3  2 = 6 opções

Exemplo 2:

Da mesma forma que fizemos no exemplo 1, temos:

Parede 1: 10 opções de cores


Parede 2: 10  1 = 9 opções de cores
Parede 3: 10  2 = 8 opções de cores
Parede 4: 10  3 = 7 opções de cores
Janela 1: 10  4 = 6 opções de cores
Janela 2: 10  5 = 5 opções de cores

Total = 10  9  8  7  6  5 = 151200

Agora vamos ver como isso já foi cobrado em concurso.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

249 - (Anatel - 2012 / CESPE) Considerando-se que, em um aparelho de


telefonia móvel do tipo smartphone, o acesso a diversas funcionalidades
seja autorizado por senhas compostas de 4 dígitos escolhidos entre os
algarismos de 0 a 9, é correto afirmar que a quantidade de possibilidades de
senhas de acesso distintas cujos algarismos são todos distintos é inferior a
5.000.

Solução:

Aqui temos um caso clássico de arranjo simples. Temos 10 números disponíveis e


utilizaremos apenas 4 deles, sendo que todos os escolhidos devem ser diferentes
entre si:

m!
As(m, p) =
(m  p )!

10! 10.9.8.7.6!
As(10, 4) = = = 10.9.8.7 = 5040 possibilidades
(10  4)! 6!

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250 - (Anatel - 2012 / CESPE) Considerando-se que, em um aparelho de
telefonia móvel do tipo smartphone, o acesso a diversas funcionalidades
seja autorizado por senhas compostas de 4 dígitos escolhidos entre os
algarismos de 0 a 9, é correto afirmar que há mais de 12.000 possibilidades
de senhas distintas para acessar as funcionalidades desse smartphone.

Solução:

O que difere esta questão da questão anterior é que agora nós podemos repetir os
números da senha. Assim, utilizaremos o arranjo com repetição:

Ar(m, p) = mp

Ar(10, 4) = 104 = 10.000 possibilidades

Portanto, o item está errado.

No arranjo com repetição também é possível chegar ao resultado sem a utilização


de fórmulas. Vejamos:

1º dígito da senha: 10 possibilidades (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 ou 9)


2º dígito da senha: 10 possibilidades (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 ou 9)
3º dígito da senha: 10 possibilidades (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 ou 9)
4º dígito da senha: 10 possibilidades (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 ou 9)

Total = 10  10  10  10 = 104 = 10.000 possibilidades

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

2.5 - Combinação

As Combinações são agrupamentos formados por uma quantidade “p” de


elementos de um grupo que possui um total de “m” elementos, de forma que os “p”
elementos sejam distintos entre si apenas pela espécie.

Existem dois tipos de combinações: combinação simples, em que não ocorre a


repetição de nenhum de seus “p” elementos e combinação com repetição, em
que qualquer um dos “p” elementos pode aparecer repetido.

Combinação Simples

Na combinação simples não ocorre a repetição dos elementos agrupados e


apenas a espécie dos componentes dos agrupamentos tem importância. Vamos
a um exemplo:

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--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

252 - (BB - 2009 / CESPE) Com 3 marcas diferentes de cadernos, a


quantidade de maneiras distintas de se formar um pacote contendo 5
cadernos será inferior a 25.

Solução:

Temos aqui um caso de combinação com repetição, pois poderemos repetir os


elementos e sua ordem não importa:

(m  p  1)!
Cr(m, p) = C(m + p – 1, p) =
p!.(m  1)!

Aqui devemos ficar atentos, pois o m representará as 3 marcas distintas e o p


representará os 5 elementos de cada pacote:

(3  5  1)!
Cr(3, 5) = C(3 + 5 – 1, 5) =
5!.(3  1)!

7!
Cr(3, 5) = C(7, 5) =
5!.2!

7.6.5!
Cr(3, 5) = C(7, 5) =
5!.2.1

7 .6
Cr(3, 5) = C(7, 5) = = 21 maneiras distintas
2

Portanto, item correto.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

2.6 - Princípio da Casa dos Pombos

Muitos de vocês já devem ter ouvido falar nesse princípio, outros talvez não. Mas
com certeza, vocês verão que ele é bastante intuitivo.

Vou explicar esse teorema com uma situação prática. Se eu te perguntasse


quantas pessoas precisa haver num estádio de futebol para se ter certeza de que
pelo menos duas delas fazem aniversário no mesmo dia? Eu disse certeza (não
quer dizer que tenham nascido no mesmo ano, apenas façam aniversário no
mesmo dia). Para facilitar, ignorem a existência do ano bissexto. Pensem um
pouco mais...

Antes de responder, vamos pensar numa situação. Digamos que houvesse duas
pessoas no estádio. E então, podemos ter certeza que as duas pessoas fazem

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Selecionando 4 postos: Podem ser quatro postos regulares
Selecionando 5 postos: Podem ser cinco postos regulares
Selecionando 6 postos: Podem ser seis postos regulares
Selecionando 7 postos: Podem ser sete postos regulares
Selecionando 8 postos: Podem ser oito postos regulares
Selecionando 9 postos: Agora não tem jeito, pois não temos nove postos
regulares, com certeza um será infrator.

Portanto, a menor quantidade de postos que devem ser escolhidos para serem
fiscalizados de modo que, com certeza, um deles seja infrator é nove.

Item errado.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Agora, vamos ver mais algumas questões para praticar!

(Texto para as questões 254 e 255) Entre os 6 analistas de uma empresa, 3


serão escolhidos para formar uma equipe que elaborará um projeto de
melhoria da qualidade de vida para os empregados da empresa. Desses 6
analistas, 2 desenvolvem atividades na área de ciências sociais e os demais,
na área de assistência social.

Julgue os itens que se seguem, relativos à composição da equipe acima


mencionada.

254 - (EBC - 2011 / CESPE) Se os 2 analistas que desenvolvem atividades na


área de ciências sociais fizerem parte da equipe, então a quantidade de
maneiras distintas de se compor essa equipe será superior a 6.

Solução:

Nessa questão, temos 2 analistas da área de ciências sociais e 4 analistas da


área de assistência social. Será formado um grupo de 3 pessoas, com 2 analistas
da área de ciências sociais e 1 analista da área de assistência social. Assim,
podemos perceber que os dois analistas da área de ciências sociais estarão
presentes em todos os grupos. O que irá variar é o representante dos analistas da
área de assistência social. Portanto, teremos 4 possíveis grupos para essas
condições:

Grupo 1:Analista 1 de c. soc. ; Analista 2 de c. soc.; Analista 1 de assist. soc.;

Grupo 2:Analista 1 de c. soc. ; Analista 2 de c. soc.; Analista 2 de assist. soc.;

Grupo 3:Analista 1 de c. soc. ; Analista 2 de c. soc.; Analista 3 de assist. soc.;

Grupo 4:Analista 1 de c. soc. ; Analista 2 de c. soc.; Analista 4 de assist. soc.;

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Portanto, item errado.

255 - (EBC - 2011 / CESPE) Se a equipe for formada por 2 analistas da área de
assistência social e 1 analista da área de ciências sociais, então ela poderá
ser composta de 12 maneiras distintas.

Solução:

Agora, será formado um grupo de 3 pessoas, com 2 analistas da área de


assistência social e 1 analista da área de ciências sociais. Assim:

Para as duas vagas de analista de assistência social: Combinação dos 4 analistas,


dois a dois.

Para a vaga de analista de ciências sociais: 2 opções.

Assim, o total de opções para os grupos é dado por:

Total = C(4, 2)  2

4!
Total = 2
( 4  2)!.2!

4.3.2!
Total = 2
2!.2!

4 .3
Total = 2
2 .1

12
Total =  2 = 12
2

Item correto.

(Texto para as questões 256 a 258) Considerando que, em uma empresa, haja
5 candidatos, de nomes distintos, a 3 vagas de um mesmo cargo, julgue os
próximos itens.

256 - (EBC - 2011 / CESPE) Considere todas as listas possíveis formadas por
3 nomes distintos dos candidatos. Nesse caso, se Alberto, Bento e Carlos
forem candidatos, dois desses nomes aparecerão em mais de 5 dessas
listas.

Solução:

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Nessa questão, primeiramente devemos entender que as listas deverão conter 2
dos três nomes. Se a lista contiver 1 nome, não serve, assim como, se a lista
contiver os três nomes, também não serve. Nós vamos começar calculando a
quantidade total de listas possíveis. Como a ordem das pessoas na lista não
importa, usaremos a combinação de cinco elementos, três a três:

5!
C(5, 3) =
(5  3)!.3!

5.4.3!
C(5, 3) =
2!.3!

5 .4
C(5, 3) =
2 .1

20
C(5, 3) = = 10
2

Pronto, sabemos agora que o total de listas possíveis é igual a 10. Agora,
devemos eliminar desse total as listas que contêm apenas um dos três nomes e a
lista que contém os três nomes. Com isso, vamos, escrever essas listas que não
atendem nossa necessidade:

Candidato 4 Candidato 5 Alberto

Candidato 4 Candidato 5 Bento

Candidato 4 Candidato 5 Carlos

Alberto Bento Carlos

Portanto, a quantidade total de listas que contém 2 dos três nomes citados na
questão é igual a 10 – 4 = 6. Item correto.

257 - (EBC - 2011 / CESPE) Considere todas as listas possíveis formadas por
3 nomes distintos dos candidatos. Nessa situação, se Alberto, Bento e
Carlos forem candidatos, 3 dessas listas conterão apenas um desses nomes.

Solução:

Vimos na questão anterior que apenas 3 dessas listas conterão apenas um dos
nomes citado no enunciado:

Candidato 4 Candidato 5 Alberto

Candidato 4 Candidato 5 Bento

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Candidato 4 Candidato 5 Carlos

Portanto, item correto.

258 - (EBC - 2011 / CESPE) A quantidade de maneiras distintas de se


escolher 3 pessoas entre os 5 candidatos é igual a 20.

Solução:

Vimos anteriormente que essa quantidade é dada pela combinação dos 5


candidatos, três a três:

5!
C(5, 3) = = 10
(5  3)!.3!

Portanto, item errado.

259 - (FUB - 2009 / CESPE) A quantidade de números naturais de 3


algarismos em que todos os algarismos são distintos é superior a 700

Solução:

Nessa questão, temos:

A quantidade de algarismos: 3
Todos os algarismos são distintos.

10! 10.9.8.7!
Arranjo (10,3) = = = 10.9.8 = 720
(10  3)! 7!

Ocorre que calculando dessa maneira, estamos considerando como números de


três algarismos os números começados com zero (045, 066, ...) e não é isso que o
Cespe quer que consideremos. Assim, temos:

1º dígito: 9 possibilidades, pois o zero não pode ocupar essa posição


2º dígito: 9 possibilidades, pois já utilizamos um número no primeiro dígito
3º dígito: 8 possibilidades, pois já utilizamos dois números, nos dígitos 1 e 2.

Total = 9  9  8 = 648

Portanto, item errado.

(Texto para as questões 260 a 264) O estafe de uma nova instituição pública
será composto por 15 servidores: o diretor-geral, seu secretário executivo e
seus 2 subsecretários — 1 de assuntos administrativos e 1 de fomento —, 4
diretores — de administração e finanças, de infraestrutura, executivo e de

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5 pessoas concorrendo a 5 cargos diferentes. Como utilizaremos todos os
elementos disponíveis e a ordem importa, utilizaremos a permutação:

P5 = 5!

Para os cargos de secretário executivo e subsecretários:

15 pessoas concorrendo a 3 cargos diferentes. Como não utilizaremos todos os


elementos disponíveis e a ordem importa, utilizaremos o arranjo:

15!
A(15, 3) =
(15  3)!

15!
A(15, 3) =
12!

Para os demais cargos de assessores:

Como 3 pessoas já preencheram os cargos de secretário executivo e


subsecretários, restaram 12 para preencherem os cargos de assessores. Esse
cálculo nós já fizemos na questão anterior:

12!
C(12, 7) =
5!.7!

Assim, o total de possibilidades é:

15! 12! 15!


Total = 5!   =
12! 5!.7! 7!

Vejam que nem precisamos fazer as contas. Item correto.

262 - (EBC - 2011 / CESPE) Se os “motivos internos” não existissem, a


quantidade de maneiras distintas de se escolherem as pessoas para
preencher os 15 cargos seria igual a 20!/7!.

Solução:

Agora, as 20 pessoas concorrem aos 15 cargos disponíveis. Assim, primeiro


vamos preencher os cargos diferenciados:

Para os 8 cargos diferenciados (diretores, secretário e subsecretários):

20 pessoas concorrendo a 8 cargos distintos. Como não utilizaremos todos os


elementos disponíveis e a ordem importa, utilizaremos o arranjo:

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20!
A(20, 8) =
( 20  8)!

20!
A(20, 8) =
12!

Para os demais cargos de assessores:

Como 8 pessoas já preencheram os cargos diferenciados, restaram 12 pessoas


para preencherem os cargos de assessores. Esse cálculo nós já fizemos
anteriormente:

12!
C(12, 7) =
5!.7!

Assim, o total de possibilidades é:

20! 12! 20!


Total = x =
12! 5!.7! 5!.7!

Vejam que sobrou a divisão por 5!. Item errado.

263 - (EBC - 2011 / CESPE) A quantidade de maneiras diferentes de serem


preenchidos os cinco cargos de direção é superior a 100.

Solução:

Como para preencher os 5 cargos de direção só podemos utilizar 5 candidatos


(por “motivos internos”), teremos 5 candidatos para cinco vagas distintas. Assim,
como todos os elementos participam e a ordem importa, utilizaremos a
permutação:

P5 = 5!

P5 = 5  4  3  2  1 = 120

Item correto.

264 - (EBC - 2011 / CESPE) Supondo que já tenham sido preenchidos os


cargos de direção, a quantidade de maneiras distintas de se escolherem as
pessoas para preencher os cargos de secretário e de subsecretário é
superior a 3.000.

Solução:

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Já vimos que para essa escolha nós temos 15 pessoas concorrendo a 3 cargos
diferentes. Como não utilizaremos todos os elementos disponíveis e a ordem
importa, utilizaremos o arranjo:

15!
A(15, 3) =
(15  3)!

15.14.13.12!
A(15, 3) =
12!

A(15, 3) = 15  14  13 = 2730

Item errado.

265 - (MPE/RR - 2008 / CESPE) O arquivo de um tribunal contém 100


processos, distribuídos entre as seguintes áreas: direito penal, 30; direito
civil, 30; direito trabalhista, 30; direito tributário e direito agrário, 10. Nessa
situação, ao se retirar, um a um, os processos desse arquivo, sem se
verificar a que área se referem, para se ter a certeza de que, entre os
processos retirados do arquivo, 10 se refiram a uma mesma área, será
necessário que se retirem pelo menos 45 processos.

Solução:

Nessa questão, devemos retirar os processos, sem se verificar a que área se


referem, e garantir que pelo menos 10 se referem à mesma área. Assim, é
possível que eu retire apenas 10 processos e esses 10 processos sejam da
mesma área. Porém isso é bem pouco provável. Mas eu não quero saber a
probabilidade, eu quero ter certeza! Vimos na teoria do “Principio da Casa dos
Pombos” que para que eu garanta que algum dos n ninhos tenha mais do que um
pombo são necessários n + 1 pombos.

Assim, nessa questão, suponha que eu queira retirar 2 processos da mesma área
(penal, civil, trabalhista, tributário ou agrário):

Retirando-se 2 processos – Não garanto nada, pode ser um de cada área


Retirando-se 3 processos – Não garanto nada, pode ser um de cada área
Retirando-se 4 processos – Não garanto nada, pode ser um de cada área
Retirando-se 5 processos – Não garanto nada, pode ser um de cada área
Retirando-se 6 processos – Agora eu garanto que pelo menos dois processos são
da mesma área.

51+1=5+1=6

Caso todos os processos tivessem mais do que 10 unidades, para garantir que
iríamos tirar pelo menos 10 processos da mesma área, precisaríamos de:

5  9 + 1 = 45 + 1 = 46 processos

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Como as áreas tributária e agrária não possuem 10 processos cada uma,


devemos contar que todos os processos dessas duas áreas foram retirados e
verificar como iremos garantir 10 processos de alguma das outras três áreas.

3  9 + 10 + 1 = 27 + 10 + 1 = 38 processos

Item errado.

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3 - Questões comentadas nesta aula

245 - (ANAC - 2009 / CESPE) O número de rotas aéreas possíveis partindo de


Porto Alegre, Florianópolis ou Curitiba com destino a Fortaleza, Salvador, Natal,
João Pessoa, Maceió, Recife ou Aracaju, fazendo uma escala em Belo Horizonte,
Brasília, Rio de Janeiro ou São Paulo é múltiplo de 12.

246 - (SEPLAG/DF - 2009 / CESPE) Com os algarismos 1, 2, 3, 4 e 5 é possível


formar 120 números diferentes de 5 algarismos, sem repetição.

247 - (SEPLAG/DF - 2009 / CESPE) Com 3 letras A e 7 letras B formam-se 120


sequências distintas de 10 letras cada.

248 - (BB - 2007 / CESPE) Uma mesa circular tem seus 6 lugares que serão
ocupados pelos 6 participantes de uma reunião. Nessa situação, o número de
formas diferentes para se ocupar esses lugares com os participantes da reunião é
superior a 102.

249 - (Anatel - 2012 / CESPE) Considerando-se que, em um aparelho de telefonia


móvel do tipo smartphone, o acesso a diversas funcionalidades seja autorizado
por senhas compostas de 4 dígitos escolhidos entre os algarismos de 0 a 9, é
correto afirmar que a quantidade de possibilidades de senhas de acesso distintas
cujos algarismos são todos distintos é inferior a 5.000.

250 - (Anatel - 2012 / CESPE) Considerando-se que, em um aparelho de telefonia


móvel do tipo smartphone, o acesso a diversas funcionalidades seja autorizado
por senhas compostas de 4 dígitos escolhidos entre os algarismos de 0 a 9, é
correto afirmar que há mais de 12.000 possibilidades de senhas distintas para
acessar as funcionalidades desse smartphone.

251 - (Agente-PF - 2009 / CESPE) Considerando que, em um torneio de basquete,


as 11 equipes inscritas serão divididas nos grupos A e B, e que, para formar o
grupo A, serão sorteadas 5 equipes. A quantidade de maneiras distintas de se
escolher as 5 equipes que formarão o grupo A será inferior a 400.

252 - (BB - 2009 / CESPE) Com 3 marcas diferentes de cadernos, a quantidade de


maneiras distintas de se formar um pacote contendo 5 cadernos será inferior a 25.

253 - (TRT-10 - 2013 / CESPE) Considerando que, dos 10 postos de combustíveis


de determinada cidade, exatamente dois deles cometam a infração de vender

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gasolina adulterada, e que sejam escolhidos ao acaso alguns desses postos para
serem fiscalizados, cinco é a menor quantidade de postos que devem ser
escolhidos para serem fiscalizados de modo que, com certeza, um deles seja
infrator.

(Texto para as questões 254 e 255) Entre os 6 analistas de uma empresa, 3 serão
escolhidos para formar uma equipe que elaborará um projeto de melhoria da
qualidade de vida para os empregados da empresa. Desses 6 analistas, 2
desenvolvem atividades na área de ciências sociais e os demais, na área de
assistência social.

Julgue os itens que se seguem, relativos à composição da equipe acima


mencionada.

254 - (EBC - 2011 / CESPE) Se os 2 analistas que desenvolvem atividades na


área de ciências sociais fizerem parte da equipe, então a quantidade de maneiras
distintas de se compor essa equipe será superior a 6.

255 - (EBC - 2011 / CESPE) Se a equipe for formada por 2 analistas da área de
assistência social e 1 analista da área de ciências sociais, então ela poderá ser
composta de 12 maneiras distintas.

(Texto para as questões 256 a 258) Considerando que, em uma empresa, haja 5
candidatos, de nomes distintos, a 3 vagas de um mesmo cargo, julgue os
próximos itens.

256 - (EBC - 2011 / CESPE) Considere todas as listas possíveis formadas por 3
nomes distintos dos candidatos. Nesse caso, se Alberto, Bento e Carlos forem
candidatos, dois desses nomes aparecerão em mais de 5 dessas listas.

257 - (EBC - 2011 / CESPE) Considere todas as listas possíveis formadas por 3
nomes distintos dos candidatos. Nessa situação, se Alberto, Bento e Carlos forem
candidatos, 3 dessas listas conterão apenas um desses nomes.

258 - (EBC - 2011 / CESPE) A quantidade de maneiras distintas de se escolher 3


pessoas entre os 5 candidatos é igual a 20.

259 - (FUB - 2009 / CESPE) A quantidade de números naturais de 3 algarismos


em que todos os algarismos são distintos é superior a 700

(Texto para as questões 260 a 264) O estafe de uma nova instituição pública será
composto por 15 servidores: o diretor-geral, seu secretário executivo e seus 2

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subsecretários — 1 de assuntos administrativos e 1 de fomento —, 4 diretores —
de administração e finanças, de infraestrutura, executivo e de pessoal — e, ainda,
sete assessores ligados a esses cargos. Para a composição desse estafe, dispõe-
se de 20 pessoas, todas igualmente qualificadas para assumir qualquer um dos
cargos vagos. Entretanto, por motivos internos, apenas 5 delas podem assumir
cargos de direção. As pessoas escolhidas para os cargos de assessoria
desempenham funções similares.

Considerando a situação acima, julgue os itens que se seguem.

260 - (EBC - 2011 / CESPE) Supondo que já tenham sido preenchidos todos os
cargos de direção, de secretário executivo e de subsecretários, a quantidade de
maneiras distintas de se escolherem as pessoas para preencher os sete cargos de
assessores é superior a 700.

261 - (EBC - 2011 / CESPE) A quantidade de maneiras distintas de se escolhem


as pessoas para preencher os 15 cargos de modo que as restrições internas
sejam respeitadas é igual a 15!/7!.

262 - (EBC - 2011 / CESPE) Se os “motivos internos” não existissem, a


quantidade de maneiras distintas de se escolherem as pessoas para preencher os
15 cargos seria igual a 20!/7!.

263 - (EBC - 2011 / CESPE) A quantidade de maneiras diferentes de serem


preenchidos os cinco cargos de direção é superior a 100.

264 - (EBC - 2011 / CESPE) Supondo que já tenham sido preenchidos os cargos
de direção, a quantidade de maneiras distintas de se escolherem as pessoas para
preencher os cargos de secretário e de subsecretário é superior a 3.000.

265 - (MPE/RR - 2008 / CESPE) O arquivo de um tribunal contém 100 processos,


distribuídos entre as seguintes áreas: direito penal, 30; direito civil, 30; direito
trabalhista, 30; direito tributário e direito agrário, 10. Nessa situação, ao se retirar,
um a um, os processos desse arquivo, sem se verificar a que área se referem,
para se ter a certeza de que, entre os processos retirados do arquivo, 10 se
refiram a uma mesma área, será necessário que se retirem pelo menos 45
processos.

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4 - Questões para praticar! A solução será apresentada na próxima aula

(Texto para as questões 266 a 268) De acordo com o primeiro lema de Kaplansky,
a quantidade de subconjuntos de {1, 2, 3,..., n} com p elementos, em que não há
números consecutivos, é dada pela fórmula abaixo.

(n  p  1)!
p! (n  2p  1)!

Uma das aplicações desse lema é a contagem do número de maneiras de se


sentar 4 meninas e 6 meninos em uma fila de 10 cadeiras, de modo que 2
meninas não fiquem em posições adjacentes. A estratégia para se realizar essa
contagem compreende quatro passos. Em primeiro lugar, deve-se contar o
número de maneiras de se escolher 4 cadeiras sem que haja cadeiras
consecutivas; esse procedimento deve ser feito utilizando-se o lema de Kaplansky.
Em seguida, deve-se contar o número de maneiras de organizar as meninas
nessas cadeiras. O próximo passo consiste em contar o número de maneiras de
se distribuir os meninos nas cadeiras restantes. Por fim, deve-se usar o princípio
multiplicativo.

Com base nessas informações, julgue os itens subsecutivos.

266 - (TRE/ES - 2010 / CESPE) Diante dos dados acima, é correto afirmar que o
número de maneiras de se sentar 4 meninas e 6 meninos em uma fila de 10
cadeiras, de modo que não fiquem 2 meninas em posições adjacentes, é superior
a 600.000.

267 - (TRE/ES - 2010 / CESPE) Em face dos dados apresentados, é correto


afirmar que o número de maneiras de se escolher as 4 cadeiras entre as 10
disponíveis sem que haja cadeiras consecutivas é superior a 40.

268 - (TRE/ES - 2010 / CESPE) A partir dos dados acima, é correto concluir que o
número de maneiras de se organizar as 4 meninas nas 4 cadeiras escolhidas é
igual a 16.

(Texto para as questões 269 a 271) Alberto, Bruno, Sérgio, Janete e Regina
assistirão a uma peça de teatro sentados em uma mesma fila, lado a lado. Nessa
situação, julgue os itens subsequentes.

269 - (TJ/ES - 2010 / CESPE) Caso Janete e Regina sentem-se nas extremidades
da fila, então a quantidade de maneiras distintas de como essas 5 pessoas
poderão ocupar os assentos é igual a 24.

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270 - (TJ/ES - 2010 / CESPE) A quantidade de maneiras distintas de como essas
5 pessoas poderão ocupar os assentos é igual a 120.

271 - (TJ/ES - 2010 / CESPE) Considere que Sérgio e Janete sentem um ao lado
do outro. Nesse caso, a quantidade de maneiras distintas de como as 5 pessoas
poderão ocupar os assentos é igual a 48.

(Texto para as questões 272 e 273) Julgue os itens seguintes, considerando que
planos previdenciários possam ser contratados de forma individual ou coletiva e
possam oferecer, juntos ou separadamente, os cinco seguintes tipos básicos de
benefícios: renda por aposentadoria, renda por invalidez, pensão por morte,
pecúlio por morte e pecúlio por invalidez.

272 - (PREVIC - 2010 / CESPE) Para se contratar um plano previdenciário que


contemple três dos cinco benefícios básicos especificados acima, há menos de 12
escolhas possíveis.

273 - (PREVIC - 2010 / CESPE) Suponha que os funcionários de uma empresa se


organizem em 10 grupos para contratar um plano previdenciário com apenas um
benefício em cada contrato, de modo que a renda por invalidez seja contratada
por 3 grupos, a pensão por morte, o pecúlio por morte e o pecúlio por invalidez
sejam contratados por 2 grupos cada, e a renda por aposentadoria seja contratada
por 1 grupo. Nessas condições, a quantidade de maneiras em que esses 10
grupos poderão ser divididos para a contratação dos 5 benefícios básicos será
inferior a 7 × 104.

(Texto para as questões 274 e 275) Entre 3 mulheres e 4 homens, 4 serão


escolhidos para ocupar, em uma empresa, 4 cargos de igual importância. Julgue
os itens a seguir, a respeito das possibilidades de escolha dessas 4 pessoas.

274 - (TJ/ES - 2010 / CESPE) A proposição “Se 2 mulheres e 2 homens forem os


escolhidos, então a quantidade de maneiras distintas de se ocupar os cargos é
igual a 12” é uma proposição falsa.

275 - (TJ/ES - 2010 / CESPE) A proposição “Se todas as mulheres forem


escolhidas, então a quantidade de escolhas distintas para a ocupação das vagas é
igual a 3” é uma proposição verdadeira.

(Texto para as questões 276 e 277) Dez policiais federais — dois delegados, dois
peritos, dois escrivães e quatro agentes — foram designados para cumprir
mandado de busca e apreensão em duas localidades próximas à superintendência
regional. O grupo será dividido em duas equipes. Para tanto, exige-se que cada

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uma seja composta, necessariamente, por um delegado, um perito, um escrivão e
dois agentes.

Considerando essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.

276 - (Polícia Federal - 2012 / CESPE) Se todos os policiais em questão estiverem


habilitados a dirigir, então, formadas as equipes, a quantidade de maneiras
distintas de se organizar uma equipe dentro de um veículo com cinco lugares —
motorista e mais quatro passageiros — será superior a 100.

277 - (Polícia Federal - 2012 / CESPE) Há mais de 50 maneiras diferentes de


compor as referidas equipes.

(Texto para a questão 278) Estudos revelam que 95% dos erros de digitação de
uma sequência numérica — como, por exemplo, um código de barras ou uma
senha — são a substituição de um algarismo por outro ou a troca entre dois
algarismos da mesma sequência; esse último tipo de erro corresponde a 80% dos
casos. Considerando esses fatos e que a senha de acesso de um usuário a seu
provedor de e-mail seja formada por 8 algarismos, escolhidos entre os algarismos
de 0 a 9, julgue o item seguinte.

278 - (SERPRO - 2013 / CESPE) A quantidade de maneiras distintas de o usuário,


ao digitar a sua senha, cometer um erro do tipo troca entre dois algarismos da
própria sequência é superior a 30.

(Texto para as questões 279 a 282) A figura acima representa, de forma


esquemática, a divisão territorial de uma cidade. As linhas representam as pistas e
os quadrados, os terrenos. No ponto O há um pronto socorro com uma ambulância
para o transporte de pacientes. O pronto socorro conta com 2 motoristas para a
ambulância, 3 médicos e 10 enfermeiros e, sempre que for necessário o transporte
de paciente, são escolhidos um motorista, um médico e três enfermeiros para o
acompanhamento. O pronto socorro tem convênio com dez postos de combustível,

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de modo que a ambulância é abastecida utilizando-se vales-combustível, podendo
ser abastecida mais de uma vez em um mesmo posto.

Com base nessa situação, julgue os próximos itens.

279 - (CETURB/ES - 2010 / CESPE) Considere que tenha ocorrido um acidente no


ponto P e que a ambulância deva se deslocar de O para P percorrendo as pistas
apenas nos sentidos norte e leste. Neste caso, há 1.001 maneiras distintas de a
ambulância chegar ao local do acidente.

280 - (CETURB/ES - 2010 / CESPE) Se a cada transporte de paciente toda a


equipe de acompanhamento é substituída, então, nesse caso, há mais de 250
maneiras distintas de substituição da equipe que estava trabalhando.

281 - (CETURB/ES - 2010 / CESPE) Há mais de 3.000 maneiras distintas de se


escolher uma equipe de profissionais para o transporte de paciente.

282 - (CETURB/ES - 2010 / CESPE) Se o motorista abastece a ambulância


utilizando quatro vales-combustível por mês e um vale a cada abastecimento,
então, desconsiderando-se a ordem dos abastecimentos, há mais de 700
maneiras distintas de utilização dos vales.

(Texto para as questões 283 e 284) Os alunos de uma turma cursam 4 disciplinas
que são ministradas por 4 professores diferentes. As avaliações finais dessas
disciplinas serão realizadas em uma mesma semana, de segunda a sexta-feira,
podendo ou não ocorrerem em um mesmo dia.

A respeito dessas avaliações, julgue os itens seguintes.

283 - (TRT 17 - 2013 / CESPE) Se cada professor escolher o dia em que aplicará
a avaliação final de sua disciplina de modo independente dos demais, haverá mais
de 500 maneiras de se organizar o calendário dessas avaliações.

284 - (TRT 17 - 2013 / CESPE) Se em cada dia da semana ocorrer a avaliação de


no máximo uma disciplina, então, nesse caso, a quantidade de maneiras distintas
de se organizar o calendário de avaliações será inferior a 100.

(Texto para as questões 285 a 288) Considerando que, na fruteira da casa de


Pedro, haja 10 uvas, 2 maçãs, 3 laranjas, 4 bananas e 1 abacaxi, julgue os
próximos itens.

285 - (TRT 17 - 2013 / CESPE) Se Pedro desejar comer apenas um tipo de fruta, a
quantidade de maneiras de escolher frutas para comer será superior a 100.

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286 - (TRT 17 - 2013 / CESPE) Há mais de 1.330 maneiras distintas de Pedro


escolher pelo menos uma fruta entre aquelas que estão em sua fruteira.

287 - (TRT 17 - 2013 / CESPE) Se, para fazer uma salada de frutas, Pedro deve
escolher pelo menos dois tipos de frutas, em qualquer quantidade, então há
menos de 1.000 maneiras distintas de Pedro escolher frutas para compor sua
salada.

288 - (TRT 17 - 2013 / CESPE) Se Pedro desejar comer apenas bananas, haverá
quatro maneiras de escolher algumas frutas para comer.

(Texto para as questões 289 a 291) A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados,
responsável pela direção dos trabalhos legislativos e pelos serviços
administrativos da Casa, compõe-se de Presidência — presidente, 1.º e 2.º vice-
presidentes — e de Secretaria — 1.º, 2.º, 3.º e 4.º secretários e 1.º, 2.º, 3.º e 4.º
suplentes —, devendo cada um desses cargos ser ocupado por um deputado
diferente, ou seja, um mesmo deputado não pode ocupar mais de um desses
cargos. Supondo que, por ocasião da composição da Mesa Diretora, qualquer um
dos 513 deputados possa assumir qualquer um dos cargos na Mesa, julgue os
itens a seguir.

289 - (Câmara - 2012 / CESPE) O número correspondente à quantidade de


maneiras diferentes de se compor a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados
pode ser expresso por 513!/502!.

290 - (Câmara - 2012 / CESPE) Sabendo-se que, entre os 513 deputados, 45 são
do sexo feminino, então o número correspondente à quantidade de maneiras
distintas de se compor a Mesa Diretora de forma que pelo menos um dos 11
cargos seja ocupado por deputada pode ser expresso por 45!/34!.

291 - (Câmara - 2012 / CESPE) Existem menos de 125.000.000 de maneiras


diferentes de se escolher a Presidência da Mesa Diretora da Câmara dos
Deputados.

(Texto para a questão 292) Um batalhão é composto por 20 policiais: 12 do sexo


masculino e 8 do sexo feminino. A região atendida pelo batalhão é composta por
10 quadras e, em cada dia da semana, uma dupla de policiais policia cada uma
das quadras.

Com referência a essa situação, julgue o item subsequente.

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292 - (Polícia Federal - 2014 / CESPE) Se a escala dos policiais for feita de modo
a diversificar as duplas que policiam as quadras, então, se determinada dupla
policiar a quadra X em determinado dia, essa mesma dupla voltará a policiar a
quadra X somente mais de seis meses após aquele dia.

(Texto para a questão 293) Determinado órgão público é composto por uma
diretoria geral e quatro secretarias; cada secretaria é formada por três diretorias;
cada diretoria tem quatro coordenações; cada coordenação é constituída por cinco
divisões, com um chefe e sete funcionários subalternos em cada divisão. A
respeito desse órgão público, julgue o item seguinte, sabendo que cada executivo
e cada funcionário subalterno só pode ocupar um cargo nesse órgão.

293 - (MPOG - 2015 / CESPE) Se, entre onze servidores previamente


selecionados, forem escolhidos: sete para compor determinada divisão, um para
chefiar essa divisão, um para a chefia da coordenação correspondente, um para a
diretoria e um para a secretaria, haverá menos de 8.000 maneiras distintas de se
fazer essas escolhas.

294 - (TRE/MT - 2015 / CESPE) Em um campeonato de futebol amador de pontos


corridos, do qual participam 10 times, cada um desses times joga duas vezes com
cada adversário, o que totaliza exatas 18 partidas para cada. Considerando-se
que o time vencedor do campeonato venceu 13 partidas e empatou 5, é correto
afirmar que a quantidade de maneiras possíveis para que esses resultados
ocorram dentro do campeonato é

(A) superior a 4.000 e inferior a 6.000.


(B) superior a 6.000 e inferior a 8.000.
(C) superior a 8.000.
(D) inferior a 2.000.
(E) superior a 2.000 e inferior a 4.000.

(Texto para as questões 295 e 296) A análise de requerimentos de certificação de


entidades educacionais, no âmbito do Ministério da Educação, será realizada por
uma equipe formada por, no mínimo, um analista contábil, um analista educacional
e um analista processual.

Considerando essa situação hipotética, julgue os itens subsecutivos.

295 - (MEC - 2014 / CESPE) A partir de cinco analistas contábeis, sete analistas
educacionais e seis analistas processuais, a quantidade de maneiras distintas de
se formar equipes com exatamente três analistas de cada especialidade em cada
equipe é superior a 5.000.

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296 - (MEC - 2014 / CESPE) A partir de cinco analistas contábeis, sete analistas
educacionais e seis analistas processuais, é possível formar mais de 300 equipes
distintas com exatamente um analista de cada especialidade em cada equipe.

(Texto para as questões 297 e 298) De um grupo de seis servidores de uma


organização, três serão designados para o conselho de ética como membros
titulares, e os outros três serão os seus respectivos suplentes. Em caso de falta do
membro titular no conselho, somente poderá assumir seu lugar o respectivo
suplente.

Com base na situação hipotética acima, julgue os próximos itens.

297 - (TC/DF - 2014 / CESPE) O número de maneiras de serem selecionados os


três membros titulares e seus respectivos suplentes é superior a 100.

298 - (TC/DF - 2014 / CESPE) Tão logo os membros titulares sejam escolhidos,
haverá mais de dez maneiras de serem escolhidos os suplentes.

(Texto para as questões 299 a 301) Considerando que, em um planejamento de


ações de auditoria, a direção de um órgão de controle tenha mapeado a existência
de 30 programas de governo passíveis de análise, e sabendo que esse órgão
dispõe de 15 servidores para a montagem das equipes de análise e que cada
equipe deverá ser composta por um coordenador, um relator e um técnico, julgue
os próximos itens.

299 - (TC/DF - 2014 / CESPE) A quantidade de maneiras distintas de serem


escolhidos 3 dos referidos servidores para a montagem de uma equipe de análise
é superior a 2.500.

300 - (TC/DF - 2014 / CESPE) Considerando-se que cada servidor do órgão possa
participar de somente uma equipe de análise e que cada equipe não possa
analisar mais que um programa de governo ao mesmo tempo, é correto afirmar
que a capacidade operacional do órgão está limitada ao acompanhamento
simultâneo de cinco programas de governo.

301 - (TC/DF - 2014 / CESPE) A quantidade de maneiras distintas de se


escolherem 3 desses programas para serem acompanhados pelo órgão é inferior
a 4.000.

302 - (ANVISA - 2016 / CESPE) Situação hipotética: A ANVISA, com objetivo de


realizar a regulação de um novo medicamento, efetua as análises laboratoriais
necessárias. Essas análises são assistidas por um grupo de 4 dos seus 8 técnicos
farmacêuticos. Desses técnicos, 3 possuem cargo de chefia de equipe e por isso

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não trabalham juntos. Assertiva: Nessa situação, considerando que em cada uma
das equipes participa sempre apenas um dos três técnicos farmacêuticos chefes,
então a quantidade de equipes distintas com 4 técnicos farmacêuticos que
poderão ser formadas é inferior a 25.

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5 - Gabarito

245 - C 274 - C
246 - C 275 - E
247 - C 276 - C
248 - C 277 - E
249 - E 278 - E
250 - E 279 - C
251 - E 280 - E
252 - C 281 - E
253 - E 282 - C
254 - E 283 - C
255 - C 284 - E
256 - C 285 - E
257 - C 286 - E
258 - E 287 - E
259 - C 288 - C
260 - C 289 - C
261 - C 290 - E
262 - E 291 - E
263 - C 292 - C
264 - E 293 - C
265 - E 294 - C
266 - C 295 - C
267 - E 296 - E
268 - E 297 - C
269 - E 298 - E
270 - C 299 - C
271 - C 300 - C
272 - C 301 - E
273 - E 302 - E

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