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Planejamento e controle da produção

Dalvio Ferrari TubinoCopyright © EDITORA ATLAS LTDA. Reprodução proibida


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Planejamento
e controle
da produção
Teoria e prática

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Aula 9
Emissão, liberação, acompanhamento
e controle da produção
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Agenda
n Introdução
n Emissão e liberação de ordens
n Acompanhamento e controle da produção
n Controle sob a ótica do TQC
n Medidas de desempenho do processo
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Fluxo de informações e PCP


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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Emissão e liberação de ordens


n Última atividade de programação do PCP.
n Precedida por reunião:
n Verificar e ajustar disponibilidade real dos recursos.
n Verificar disponibilidade de matérias-primas, peças, componentes, e
ferramentas.
n Emitir ordem fisicamente em papel.
n Emitir e liberar diretamente no terminal do setor.
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Ordem de produção
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Acompanhamento e controle da produção


n Ligar o planejamento às atividades operacionais.
n Identificar e atuar nos desvios.
n Replanejamentos devem ser evitados.
n Sistema de acompanhamento eficiente:
n Programa de produção válido.
n Planejamento-mestre real.
n Recursos equacionados no nível estratégico.
n Utilização de dados realísticos (tempos, demandas, lead times,
estoques etc.).
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Acompanhamento e controle da produção


n Cuidado com a variabilidade dos dados de entrada.
n Dimensionar estoques de segurança adequados.
n Manufatura enxuta envolve nível operacional.
n Maior comprometimento.
n Melhoramento contínuo através do Controle da Qualidade Total (TQC).
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Controle sob a ótica do TQC


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Controle sob a ótica do TQC


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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Medidas de desempenho do processo


Item de Por que usá-lo? Calcular Atuar corretivamente
Controle (Why) Quem? Quando? Como? Quando? Onde?
(What) (Who) (When) (How) (When) (Where)
Lead time da Avaliar o padrão Acompanhamento Ao completar Diferença entre a Lead time > 10% Verificar os
OF de velocidade e controle da cada OF data de liberação e lead time padrão tempos de setup,
do processo produção a data de conclusão movimentação e
da OF fabricação da OF
Quantidade Avaliar o padrão Acompanhamento Ao final de um Diferença entre Quantidade Verificar origem
de itens de qualidade e controle da programa de a quantidade de fabricada diferente dos defeitos
fabricados produção produção itens fabricados e a da quantidade
programada programada
Consumo de Avaliar os custos Acompanhamento Ao completar Calcular o tempo Tempo real > 10% Verificar a rotina
MOD produtivos e controle da cada OF real despendido pelo do tempo padrão de operações
produção operador na OF de operação empregada pelo
operador
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Medidas de desempenho do processo


Nome Objetivo Fórmula de cálculo

OEE (Overall Medir o percentual OEE (%) = D × P × Q


Equipment da eficiência global
Effectiveness, ou dos equipamentos, tempo carregamento – perdas de disponibilidade
D (disponibilidade) =
Efetividade Total considerando tempo de carregamento
do Equipamento) perdas por falhas
e desempenho tempo de ciclo × total de itens
Obs.: P (desempenho) =
das máquinas e tempo de operação
considera-se problemas de
empresas classe qualidade. total de itens – itens com defeito
mundial com Q (qualidade) =
total de itens
índice OEE maior
ou igual a 85%. tempo carregamento (h) = tempo total disponível dos recursos
perdas de disponibilidade (h) =
= perdas por setup + perdas por falhas + perdas por ociosidade
tempo de operação (h) =
= tempo de carregamento – perdas de disponibilidade
OTIF (On time in Medir o percentual Número de ordens perfeitas
Full, ou Pedidos da pontualidade e OTIF(%) = × 100
Número total de ordens
Completos e no assertividade das
prazo) ordens.
OTD (On Time Medir o percentual Número de ordens no prazo
Delivery, Entregas da pontualidade OTD(%) = × 100
Número total de ordens
problemas de
empresas classe qualidade. total de itens – itens com defeito
mundial com Q (qualidade) = Planejamento e controle da produção
total de itens
índice OEE maior Copyright © EDITORA ATLAS LTDA. Reprodução proibida
ou igual a 85%. tempo carregamento (h) =www.grupogen.com.br | http://gen-io.grupogen.com.br
tempo total disponível dos recursos
perdas de disponibilidade (h) =
Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle =daperdas por setup + perdas por falhas + perdas por ociosidade
produção
tempo de operação (h) =
= tempo de carregamento – perdas de disponibilidade
OTIF (On time in
Full, ou Pedidos
Completos e no
Medidas de desempenho do processo
Medir o percentual
da pontualidade e
assertividade das
OTIF(%) =
Número de ordens perfeitas
Número total de ordens
× 100

prazo) ordens.
OTD (On Time Medir o percentual Número de ordens no prazo
Delivery, Entregas da pontualidade OTD(%) = × 100
Número total de ordens
no prazo) das ordens.
Giro de estoques Medir o número Demanda total no período
de vezes em que Giro de estoque (giros) =
Estoque médio no período
o estoque gira em
relação à demanda.
Cobertura de Medir o número Estoque médio no período
estoques de dias médio Cobertura (dias) =
Demanda média diária
de demanda em
estoque.
Lead time Medir o lead time ∑Lead time das ordens
médio das ordens. Lead time (tempo) =
número de ordens
Produtividade Medir a relação produção total
entre a saída de Produtividade (produtos∕hora) =
tempo de recursos utilizado
produção obtida
e os recursos
utilizados.
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Estudo de Caso 8 – Acompanhamento e controle da produção


Objetivo: montar uma dinâmica de acompanhamento e controle da produção com base em indicadores
de desempenho dos processos de programação da produção e sequenciamento desenvolvidos nos
estudos de casos EC3 (PMP), EC5 (MRP) e EC6 (APS), conforme a teoria apresentada neste capítulo e
ilustrada na planilha “Estudo_Caso_PCP_Exemplo.xlsx”. Manter todas as variáveis interligadas entre as
tabelas e gráficos de forma que a mudança em uma das variáveis de entrada promova mudanças nos
cálculos simultaneamente.

Passos sugeridos:
1. Desenvolver indicadores de desempenho para os estoques (giro e cobertura, por exemplo) resultantes
da programação da produção realizada no estudo de caso EC5.
2. Desenvolver indicadores de desempenho do carregamento dos recursos (Jets e Ramas) resultantes do
sequenciamento da programação realizado no estudo de caso EC6.
3. Desenvolver indicadores de desempenho do carregamento dos setores (Purga/Tinturaria e
Fixação/Acabamento) planejados no RCCP (EC3) versus realizados na programação do APS (EC6).
4. Montar os gráficos correspondentes para os indicadores de desempenho.
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Estudo de Caso 8 – Acompanhamento e controle da produção


Questões sugeridas:
1. Com base nos indicadores de desempenho para os estoques, qual dos itens (malha acabada, fixada, ou
crua, e fios) apresenta melhor giro médio de estoque? Justifique sua resposta.
2. Com base nos indicadores de desempenho para os recursos Jets e Ramas, qual deles apresenta melhor
percentual de carregamento? E quanto ao tempo de setup? E ao tempo ocioso? Justifique sua resposta.
3. Compare o desempenho do carregamento dos setores (Purga/Tinturaria e Fixação/Acabamento) no
sequenciamento (EC6) com o carregamento previsto no PMP/RCCP para o período 1 (EC3).
Ocorreram diferenças entre o planejado e o programado? Explique o porquê.
4. Admitindo que nosso desempenho de qualidade é de 85% no setor de Purga/Tinturaria e de 90% no
setor de Fixação/Acabamento, calcule o OEE destes setores com os dados disponíveis da primeira
semana de programação do APS (EC6).
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Exercícios
1. Marque “V” se a sentença for VERDADEIRA, e “F” se a sentença for FALSA.
( ) A emissão de ordens consiste na geração da documentação necessária para atender a um
programa de produção, enquanto a liberação consiste na autorização para início à execução das
ordens.
( ) As ordens emitidas são gerenciadas pelo próprio processo produtivo, e liberadas todas de uma
única vez.
( ) Uma vez emitidas e liberadas as ordens para o processo produtivo, para se adaptar às mudanças
ou aos problemas ocorridos é desejado que estas ordens sejam alteradas ou novamente emitidas
no curtíssimo prazo.
( ) A verificação da disponibilidade de matérias-primas, peças componentes e ferramentas
necessárias é função do PCP antes da liberação das ordens de fabricação ou montagem.
( ) As ordens devem conter a especificação e o código do item a ser produzido, tamanho do lote,
nível de prioridade, data de início e conclusão esperada das atividades.
( ) O objetivo do acompanhamento e controle da produção é monitorar as atividades operacionais,
e não tem relacionamento com atividades de planejamento.
( ) Em processos contínuos, os feedbacks das informações podem ser realizados em períodos
mensais, dada a pouca variedade de produtos.
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Exercícios
2. O que são itens de controle e itens de verificação? Quais dimensões da qualidade podem ser
consideradas para controle dos processos? E como é possível realizar o relacionamento entre os itens
de controle e verificação dentro da visão de qualidade total do processo?

3. Com relação ao ciclo PDCA para controle e melhoria dos processos produtivos, enquadre as
atividades listadas a seguir na etapa apropriada do ciclo, atribuindo a letra “P” (Plan) para atividades
de planejamento, “D” (Do) de execução, “C” (Check) de verificação e “A” (Action) de correção.
( ) Comparar, através de gráficos de controle, os resultados obtidos do processo melhorado com os
padrões e metas estabelecidos.
( ) Nivelar o conhecimento das pessoas envolvidas no processo sobre os métodos e ferramentas a
serem utilizados.
( ) Corrigir o processo em caso de desvios em relação aos padrões e às metas estabelecidos.
( ) Aplicar novas ferramentas e métodos para melhoria do processo.
( ) Estabelecer as metas a serem alcançadas pelo processo.
( ) Estabelecer as ferramentas e os métodos que serão utilizados para a melhoria do processo.
( ) Coletar informações e dados do processo modificado.
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Exercícios
4. Uma empresa está com dificuldades para entregar seus pedidos corretamente, e desconfia que existem
muitas perdas no processo produtivo, porém não se consegue definir as principais causas e prioridades
de atuação. Por este motivo, a empresa definiu o índice de OEE como um de seus principais KPIs. De
posse dos dados coletados no último mês, apresentados na Tabela 9.1, calcule o OEE da empresa e os
respectivos índices de disponibilidade, desempenho e qualidade. Com os resultados, sugira qual deve
ser a prioridade de atuação da empresa para melhorar sua produtividade e atendimento ao cliente.

Tabela 9.1. Dados coletados para o Exercício 4.

Tempo por turno (h) 8,8


Dias úteis no mês 20
Número de turnos por dia 2
Paradas por falha no processo (h) 25
Perdas por setup (h) 38
Tempo de ciclo do produto (min./unid.) 1,2
Total de itens produzidos no mês (unid.) 11.000
Total de itens com defeito no mês (unid.) 650
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Atividades para a sala de aula


O Brasil apresenta historicamente baixos índices de produtividade na indústria quando comparados a
países desenvolvidos. O vídeo intitulado “Produtividade no Brasil”
(https://www.youtube.com/watch?v=QqJWMRskjzU) ilustra bem esta realidade, e relaciona alguns
aspectos que podem contribuir para a baixa produtividade do país.
Com o objetivo de praticar um método para a resolução de problemas empregando o diagrama de
causa-efeito, apresentado na Figura 9.8, assista com os alunos ao vídeo sugerido e elabore em sala de aula
um diagrama de causa-efeito para o problema “Baixa produtividade da indústria no Brasil”, levantando o
máximo de causas possíveis para o problema, classificadas segundo os 6M (matérias-primas, máquinas,
mão de obra, métodos, medidas e meio ambiente) do diagrama. Se necessário, desdobre as causas
principais em outros diagramas, a fim de detalhar um pouco mais a análise.
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Aula 9 – Emissão, liberação, acompanhamento e controle da produção

Atividades para a sala de aula


Máquina Mão de obra Medida

Baixa produtividade
no Brasil

Matéria-prima Método Meio ambiente

Figura 9.8. Diagrama de causa e efeito.