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UFCD 3280 _ Espaços, materiais e equipamentos - creche e jardim de infância .

Verificar os stocks de materiais não pedagógicos

 Elaboração de uma lista dos materiais não pedagógicos necessários em cada espaço;
 Elaboração de lista de materiais não pedagógicos existentes e em falta;
 Verificação no final de cada semana, num momento de rotina previamente definido,
das listas de materiais existentes e em falta em cada espaço;
 Existência de folhas próprias para requisição de materiais e de local próprio para os
entregar.

Elaboração e preparação de materiais necessários a atividades pedagógicas

 Elaboração de uma lista de materiais necessários a atividades pedagógicas em cada


área de interesse existente na sala;
 Elaboração de uma lista de materiais que existem e os que estão em falta em cada área
de interesse;
 Elaboração de uma lista de materiais de consumo necessários às atividades
pedagógicas;
 Elaboração de lista de materiais de consumo existentes e dos que estão em falta;
 Verificação no final da semana, num momento de rotina previamente definido, das
listas de materiais existentes e em falta;
 Existência de folhas próprias para a requisição de materiais e local próprio para as
entregar.

Preparação dos espaços e equipamentos para as refeições, sestas e


atividades pedagógicas

 Organizar as crianças nos diferentes espaços consoante as características das mesmas


(comportamento, desenvolvimento físico e cognitivo, relações de amizade, etc.);
 Elaborar plantas dos lugares das crianças nas refeições e nas sestas e coloca-las em
locais adequados;
 Identificar todos os catres e chuchas com os nomes das crianças;
 Nas refeições utilizar individuais feitos pelas crianças;
 Identificar o local de arrumação de cada material e equipamento necessário no
refeitório (louça, talheres, copos e babetes);
 Fazer um inventário da louça, talheres e copos existentes e verificar os mesmos no final
de cada período escolar;
 Esterilizar as chuchas das crianças regularmente, pelo menos uma vez por semana;
 Colocar as chuchas de cada criança em local adequado.

Acompanhamento na Hora das Refeições


As refeições dos bebés e das crianças vão para além da mesa necessidade
básica de uma alimentação nutritiva. Para os bebés, as refeições proporcionam um
contato físico próximo com um adulto atento.

Para a criança, a hora da refeição torna-se cada vez mais uma hora de convívio
social. Geralmente, enquanto as crianças comem, gostam de interagir com os outros e
de ser parte integrante de uma conversa à volta da mesa.

As crianças mais novas estão numa processo de desenvolvimento de atitudes


em relação às refeições e num ambiente calmo e relaxante formam atitudes positivas e
aprendem competências sociais vitais. O prazer de comer e de conversar com os outros
num ambiente caloroso e apoiante conduz à aprendizagem de maneiras de estar a
mesa.

A exploração dos bebés e crianças durante as refeições são comportamentos


normais num infantário. Os bebés e as crianças aprendem através de uma abordagem
ativa enquanto comem. As crianças começam a comer sozinhas usando os dedos
porque é mais fácil comer com os dedos do que com uma colher. A utilização dos
dedos apresenta duas grandes vantagens para estes bebés que se envolvem em
processos de a aprendizagem ativa: não são obrigados a depender completamente da
ajuda e do controlo de um adulto, e manipulam directamente a comida, o que
proporciona experiências tácteis variadas.

O modo como os educadores e os auxiliares de acção educativa apoiam as crianças


durante as refeições

 Segurar e prestar uma atenção plena ao bebé latente

A hora do biberão é uma altura fundamental para que os educadores e o bebé


estabeleçam laços de ligação fortes. É uma altura de intimidade física e emocional que
permite aos educadores desenvolverem o sentido de confiança e de segurança da criança.

 Apoiar o interesse dos bebés mais crescidos em comerem sozinhos


É importante que os educadores estejam alertas aos sinais de que as crianças já estão
preparadas para comer sozinhas parte da sua refeição, ainda que isto signifique que usem
os dedos ou as mãos para o fazer. Esta autonomia faz parte do crescimento das crianças.

 Juntar-se às crianças na mesa das refeições

Ao serem parte integrante das refeições das crianças, os educadores têm oportunidade de
transmitir mensagens positivas às crianças sobre o ato de comer e sobre as relações sociais
existentes na creche e no jardim de infância. As refeições constituem assim uma
oportunidade diária para os educadores fortalecerem relações com as crianças, apoiando-
as na conversação, exploração, e repetição e proporcionando-lhes a assitência de que vão
precisando.

 Envolver as crianças mais velhas na tarefa de pôr e levantar a mesa

As refeições incluem tarefas de rotina que as crianças mais crescidas conseguem


facilmente realizar e retirar delas muita satisfação.

Participação na Higiene - O Tempo dos Cuidados Corporais


Para os bebés e as crianças as rotinas breves dos cuidados corporais, como a muda de
fralda, lavar as mãos e a cara e usar o bacio ou a sanita ocorrem com uma frêquencia
bastante regular ao longo do dia. Estas rotinas promovem o asseio, o conforto fisico e a
saúde mas podem também contribuir para o seu bem-estar emocional.

De forma a apoiar o desenvolvimento da autonomia das crianças, as dimensões dos


lavatorios e das sanitas devem ser adequadas e as torneiras, o sabonete, os toalhetes e
os cestos dos papéis devem estar perfeitamente acessíveis as mesmas.

À medida que se vão desenvolvendo, as crianças começam a desenvolver um papel


cada vez mais ativo nas suas próprias rotinas de higiene, pelo que lhes deve ser dada a
oportunidade para escolherem a fralda, o resguardo, o lavatório, o bacio, a sanita ou a
roupa que querem utilizar.

O modo como os educadores e os auxiliares de acção educativa apoiam as crianças


durante as suas rotinas de cuidados corporais

 Integrar os cuidados corporais na exploração e brincadeiras da criança

Num contexto de aprendizagem ativa os educadores abordam as rotinas de cuidados a


partir da perspetiva da criança. Isto significa respeitar o que quer que seja que a
criança esteja a fazer na altura em que os cuidados corporais forem necessários,
dando-lhe uma indicação prévia de que precisa fazer uma pausa para qualquer cuidado
corporal.

 Centrar-se em cada criança durante a rotina de cuidados

Os bebés e as crianças distinguem entre educadores que encaram os cuidados


corporais como algo desagradável ou penoso e aqueles que têm prazer na interação
com eles durante os cuidados corporais. Centrar-se na criança implica responder aos
indícios da mesma.

 Proporcionar à criança escolhas sobre partes da rotina

Com a ajuda de educadores apoiantes, as crianças escolhem, por exemplo se querem


sentar-se no bacio ou na sanita. Os educadores poderão também proporcionar
escolhas ás crianças no que respeita ao ambiente físico, ou seja, sobre a forma como a
casa de banho deve estar organizada e decorada. Deve também proporcionar-se
escolhas sobre os objetos que as crianças querem segurar durante estas rotinas,
mesmo que isso signifique deixá-las levar os brinquedos que estejam a utilizar antes
destes cuidados corporais.

 Encorajar a criança a fazer coisas sozinhas

À medida que as crianças se vão tornando independentes começam a afirmar a sua


vontade em fazer as coisas sozinhas. As rotinas de cuidados corporais proporcionam
cada vez mais oportunidades para os bebés e as crianças experimentarem e treinarem
as suas competências de auto-ajuda. Conforme as crianças vão fazendo cada vez mais
coisas por si só, os adultos ficam mais libertos para as observarem em ação e
valorizarem, comentando as competências que vão emergindo.

Participação nas Sestas _ Tempo da Sesta


A hora da sesta nas creches e jardins de infância acontece por necessidade das crianças
ou por ser uma parte integrante da rotina existente nas mesmas instituições.

A sesta proporciona o descanso necessário para o saudável crescimento e


desenvolvimento das crianças.

Quando estão com sono e muito cansadas as crianças ficam mais rabugentas e irritadas
e dormir ajuda-as a ficar com a sua boa disposição da volta e a carregar novas energias
físicas e emocionais.

Os bebés mais pequenos poderão ter necessidades de fazer duas ou três sestas diárias,
ao passo que, para os mais crescidos um momento de descanso depois do almoço será
suficiente.

Os educadores deverão ter em atenção a organização dos lugares para as crianças


fazerem as suas sestas, pois há crianças que têm tendência a fazer um sono mais longo
de que outras. As crianças que geralmente têm um período de sono mais longo
deverão ficar mais perto da porta da sala, para que quando acordem possam sair da
sala e dirigir-se à casa de banho sem perturbar o sono das restantes.

O modo como os educadores e os auxiliares de acção educativa apoiam as crianças


durante a sesta
 Programar a hora da sesta segundo as necessidades individuais de cada
criança

É fundamental conversar com os pais quando eles chegam com os seus filhos à creche
ou jardim de infância. Eles poderão informar-nos sobre como os filhos passaram a
noite, o que nos permite perceber quando é necessário, alterar os padrões de sono da
criança.

 Ajudar as crianças acalmarem-se para a sesta

As crianças desenvolvem os seus próprios rituais de adormecer e algumas precisam de


atenção personalizada antes de o fazerem. Com o passar do tempo, através da
observação, da tentativa e erro e de dicas dadas pelos pais, os educadores conseguem
descobrir como melhor ajudar cada criança a acalmar antes de adormecer.

 Proporcionar alternativas sossegadas para as crianças que não dormem

Na hora da sesta regularmente programada algumas crianças mais crescidas podem


eventual ou sistematicamente querer manter-se acordadas durante todo ou parte do
tempo. Assim, é necessário definir atividades alternativas para que as crianças que não
querem dormir se mantenham calmas e não pertubem o sono das restantes crianças.

 Deixar que as crianças tenham vários estilos de acordar

Nem todas as crianças acordam alegres e bem dispostas depois da sesta e, como tal, os
educadores têm de as respeitar e proporcionar-lhes o conforto e segurança necessária
na transição para o momento do dia que se segue.