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aly Hayy —>\ A anbiulwog anboer-ueas eDIJOSO|I} elSojoporayy Play Is|O4 i 2 JaBinquaun s | 2B (05 TEXTOS FILOSOFICOS decidido de uma ver por todas, vazado nas sentengas de um dicionério, mas um contedido a buscar, a refletir ou a produzir, no interior de um contexto em que 0 conceito tem sua fungio, vocé seri estimulado & pesquisa, com a vigilncia eritica que se impo. Dito isto, pode ser bom referir-se a certas obras especia- lizadas (vocabulévio e dicionérios filos6ficos). Se voce niio se deixar submergir pela abundincia e complexidade, se tomar cuidado na elaboragdo que acompanha o material fornecido, poder tira ligdes edificantes. Mas nada substituiré 0 caderno 4de vocabuliio fabricado por voce mesmo, “apropriado” por definigdo, portanto muito mais fécil de memorizar e utilizar Resumindo ~ Estabelecer sstematicamentefichas de letra: ~ manter em dia seu codemo de wacabulrio, Capitulo I A explicagao de texto 1.05 princfpios da explicagao de texto ‘Modo de uso ler otentomente 0 conjuno do capi: = volta 0 le apse cade exeicico prea, conforme suas recessidades, ob a completa as A cexplicagio de texto nio ¢ um exercicio entre outros, ais dificil que os outros, mas o melhor meio de se chegar exit de fica por exceléncia. 30 OSTEXTOS FILOSOFICOS a0 que ndo éa explicagdo de texto 1.Ndo é um pretexto para dissertar Hi normalmente um abismo entre a dissertagio ¢ a expli- ‘cacao: a primeira trabalha sobre um tema, a segunda sobre um texto. Mas 0 desvio é classico. Consi tema do texto ~ ou do que se toma como se faria com um tema ordindric a explicagio nio é apenas deficiente: cla nio existe. O autor da explicagao perdeu seu tempo; 0 texto no é mais que um residuo posto de lado. 2..Ndo é um comentirio Para dizer em poucas palavras, a explicacio de texto busca saber o que um autor verdadeiramente disse numa dada passa- ‘gem, enquanto o comentério é uma interrogagdo armada (de teferéncias, sobretudo) sobre o que ele disse de verdadeiro. ‘A explicagio 6 uma tarefa bem delimitada, portanto estri- um autor ou de uma época facilite, interpretagdo (em relagao a0 pens ig0, por exemplo — reporte-se & segio “exercicios priticos logarem. Convém, no entanto, ndo confundir os ‘maneira nenhuma permitir que conhecimentos exteriores a0 tex- to retardem ou sobrecarreguem inutilmente a explicaga0 do texto apresentado, ABXPLICAGAO DETEXTO 31 importante, pois, primeiro tomar conhecimento do tipo de trabalho pedido. Mas, seja como for, 0 que conta e o que vale € 0 trecho selecionado, que deve ser metodologicamente considerado como um todo suficiente. Para os detalhes sobre o comentitio de texto, veja 0 capi- tulo II, que the é dedicado. 3.Ndo é uma paréfrase A parafrase € o pecadilho dos iniciantes, que acreditam agir acertadamente. Eles nfo dissertam, no comentam, taga- relam. Parafrasear, como a palavra lado do texto, a propésito do t ica, consiste em frasear ao de outro modo o que & enunciadi tum coeficiente multiplicador de substitui-se um texto bom e breve por A parifrase & vez de manifests ca porque oculta o texto em sperezas em vez de real- 20, surdo e mudo. 4.Nao é uma reproducdo pontithista ao pé da letra Embora essa tentacio geralmente nio seja a do iniciante, ela no é menos temivel que a anterior. Para explicar um texto, certamente € preciso preocupar-se ‘om as palavras, com 0 trono das frases, com todos aqueles 9s pertinentes que constituem o tuma técnica mecénica, apli uso ao pé da letra torna-se uma fern levar-es em cout a ede. que Ibe dao 56 cla = sentido,