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Auto estima

A auto-estima é a valorização, geralmente positiva, que temos de nós mesmos. Para a psicologia,
trata-se da opinião emocional favorável que as pessoas têm delas próprias e que excede a própria
racionalização e a lógica.

Por outras palavras, a auto-estima é um sentimento valorativo do conjunto das nossas


características corporais (físicas), mentais e espirituais que formam a personalidade. Esse
sentimento pode mudar/evoluir com o tempo: a partir dos cinco ou dos seis anos de idade, a
criança começa a ter uma noção de como é vista pelos outros.

Preservar uma boa auto-estima é imprescindível em qualquer psicoterapia, uma vez que tende a
constituir-se como um sintoma recorrente em distintos problemas de conduta/comportamento.
Por isso, há psicólogos que definem a auto-estima como sendo a função do organismo que
permite a autoprotecção e o desenvolvimento pessoal, uma vez que a falta de auto-estima afecta
a saúde, as relações sociais e a produtividade.

O conceito de auto-estima é bastante importante no campo da psicopedagogia. Esta disciplina


considera a auto-estima como sendo a causa das atitudes construtivas nos indivíduos, e não a
consequência das mesmas. Posto isto, um aluno que tenha uma boa auto-estima tem grandes
hipóteses de ter boas notas e de ser bem-sucedido na sua vida académica.

A auto-estima também é um valor analisado pela auto-ajuda (ou entreajuda), havendo milhares
de livros que ensinam como protegê-la e incentivá-la. No entanto, há sectores da psicologia que
acreditam que a auto-ajuda pode ser prejudicial para o indivíduo, uma vez que promove um
perfil narcisista, acabando por afectar as relações sociais.

LEONARD (1975) investigou se a semelhança entre duas pessoas está associada a quanto elas
gostam uma da outra. Ele descobriu que as pessoas com auto-estima elevada gostavam mais do
seu parceiro quando ele era semelhante, mas que as pessoas com baixa auto-estima gostavam
mais do parceiro quando ele era dissemelhante.
Da mesma forma, ele seguiu CARL Rogers ao salientar os “perigos de basear- se a auto-estima
nas opiniões de outros em vez de na verdadeira capacidade, competência e adequação na tarefa”
(1970, p. 46).

O que é Autoestima:

Autoestima é a qualidade que pertence ao indivíduo satisfeito com a sua identidade, ou seja, uma
pessoa dotada de confiança e que valoriza a si mesmo.

Muitas pessoas têm dúvida sobre a grafia correta deste termo. A forma correta é autoestima,
que substitui a palavra hifenizada “auto-estima” a partir do Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, em Janeiro de 2009.

No âmbito da psicologia, a autoestima consiste numa avaliação subjetiva que determinado


indivíduo faz de si próprio. Neste caso, características como a dignidade, o respeito e a confiança
são presentes na personalidade dessa pessoa.

De acordo com os estudos de Sigmund Freud, a autoestima estaria diretamente relacionada com
o desenvolvimento do ego.

Saiba mais sobre o significado do Ego.

Entre os principais sinônimos de autoestima, destaca-se: amor-próprio, orgulho, brio, honra,


altivez e dignidade.

Baixa autoestima

A baixa autoestima pode ser considerada um sintoma de depressão, quando o indivíduo


depressivo apresenta um comportamento inseguro, negativista, de constante insatisfação e pouco
confiante de suas ações.
A baixa autoestima também se manifesta em pessoas naturalmente inseguras e ansiosas,
provavelmente devido situações pontuais que ocorreram ao longo de suas vidas e contribuíram
para impedir o saudável desenvolvimento da sua autoestima.

Ver também: o significado da Depressão.

Autoestima ou alto estima

Outra dúvida frequente quanto à ortografia desta palavra coloca em oposição autoestima e "alto
estima". A forma correta é autoestima, pois o prefixo "auto" significa "por si mesmo", o que
indica que autoestima é a estima que a pessoa tem por ela própria.

O prefixo "alto" é um adjetivo que indica altitude, e por isso altoestima não existe. O que pode
existir é "autoestima alta" que descreve um indivíduo que tem uma elevada estima por si própria.