Você está na página 1de 36

1156 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.

o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS níveis de valor incoerentes com a própria lógica sub-
jacente ao conceito de rubrica residual.
Decreto-Lei n.o 26/2002 Por outro lado, ainda, verificavam-se desajustamentos
dos actuais classificadores face às necessidades de pas-
de 14 de Fevereiro sagem das contas na óptica da Contabilidade Pública
para Contabilidade Nacional, no âmbito das novas exi-
Constituíram, desde sempre, os pilares essenciais da gências resultantes da aplicação do Sistema Europeu
aprovação dos diversos códigos de classificação econó- de Contas de 1995. A uniformização do classificador
mica das receitas e despesas públicas a observância de económico das receitas e despesas públicas para todos
princípios fundamentais da contabilidade pública, como os subsectores do sector público administrativo constitui
sejam a legalidade e a transparência na aplicação dos igualmente um elemento da maior relevância no desen-
recursos públicos financeiros, visando a concretização volvimento de aplicações informáticas alternativas que
das prioridades de política económica e social. Desde
integrem a informação relativa a toda a Administração
1988, no entanto, ano a que reportam os códigos de
Pública, numa lógica de conferir maior celeridade, com-
classificação económica das receitas e despesas públicas
patibilidade e fidedignidade à informação coligida.
(Decretos-Leis n.os 112/88, de 2 de Abril, e 450/88, de
Igualmente se impunha uma adequada revisão da con-
12 de Dezembro, respectivamente), actualmente apli-
tabilidade orçamental enquadrada pela conceptualiza-
cados em termos da contabilidade orçamental, foram
ção do novo modelo de gestão a aplicar a toda a Admi-
profundas e marcantes as mudanças ocorridas com
impacte na administração financeira do Estado, as quais nistração Pública, por força da aprovação do Plano Ofi-
tornaram desadequados os classificadores em vigor. cial de Contabilidade Pública, pelo Decreto-Lei
n.o 232/97, de 3 de Setembro. A nova abordagem de
A participação de Portugal na união económica e
monetária constitui, nesse âmbito, um dos mais impor- concepção da despesa pública num plano microeconó-
tantes desafios no plano da política orçamental, não mico traduziu-se na aplicação dos critérios de análise
apenas em termos da importância que assume a da eficiência, eficácia, e economicidade na utilização
compatibilidade da informação prestada pelo Governo dos recursos financeiros, com base numa relação de
Português às instâncias comunitárias face aos demais custo/benefício dos serviços prestados e das tarefas cum-
Estados-Membros, mas sobretudo pelos fortes constran- pridas ao nível de cada organismo da Administração
gimentos impostos pelos compromissos assumidos em Pública. É nessa perspectiva que assenta o desenvol-
matéria de consolidação orçamental, através do Pro- vimento da reforma da administração financeira do
grama de Estabilidade e Crescimento acordado entre Estado, baseado no princípio de descentralização finan-
o Governo Português e a Comissão Europeia, o que ceira, a par das actividades inspectivas a realizar no
passa pelo acompanhamento individualizado da execu- âmbito do Sistema Nacional de Controlo Interno. Esta
ção orçamental de cada um dos subsectores do sector abordagem pressupõe a integração dos sistemas de con-
público administrativo. tabilidade orçamental, patrimonial e analítica, consti-
São duas, essencialmente, as ordens de razão que jus- tuindo, dessa forma, suportes financeiro e contabilístico
tificam a revisão do classificador económico das receitas consistentes com práticas de gestão moderna a gene-
e despesas públicas: uma primeira, relacionada com a ralizar a todos os organismos da Administração Pública
necessidade de obtenção de informação de natureza e que o presente diploma vem consubstanciar no plano
orçamental em moldes diferentes aos que estavam sub- da contabilidade orçamental.
jacentes aos classificadores de 1988 e, uma segunda, Foram essas as linhas orientadoras que estiveram pre-
respeitante à conclusão do processo de reforma da con- sentes à elaboração do classificador económico das
tabilidade pública que, tendo sido já consubstanciado receitas e despesas públicas aprovado pelo Decreto-Lei
no plano das contabilidades patrimonial e analítica, n.o 562/99, de 21 de Dezembro. Embora mantendo
urgia agora completar no plano da contabilidade orça- intacta a matriz original desse classificador, questões
mental. de natureza prática estiveram na origem da realização
No que respeita à obtenção de informação de natu- de reuniões consultivas da Comissão de Normalização
reza orçamental, eram evidentes as limitações dos clas- Contabilística da Administração Pública (CNCAP) com
sificadores de receitas e despesas públicas aprovados os vários sectores institucionais, que se consubstancia-
em 1988. Por um lado, aplicando-se apenas ao Orça- ram em melhoramentos vários introduzidos, relaciona-
mento do Estado e aos orçamentos privativos dos fundos dos com situações anteriormente não contempladas.
e serviços autónomos da administração central, encon- Com efeito, impunha-se adequar o novo classificador
travam-se em dissonância com as necessidades de obten- ao Plano Oficial de Contabilidade Pública e às espe-
ção de informação consolidada para o conjunto do sector cificidades de planos sectoriais, nomeadamente o plano
público administrativo e respectivos fluxos financeiros para as autarquias locais, e para os sectores da educação,
com o sector público empresarial, para aferição do cum- da saúde e da segurança social. Foram preocupações
primento dos objectivos fixados em matéria de conso- desta natureza que levaram, por força do Decreto-Lei
lidação orçamental. n.o 321/2000, de 16 de Dezembro, ao adiamento da apli-
Tornava-se igualmente premente a adequada desa- cação do classificador para o Orçamento do Estado para
gregação das componentes que, à luz dos princípios sub- 2001. Os contactos estabelecidos e os melhoramentos
jacentes à feitura dos códigos de classificação económica introduzidos foram incorporados no diploma legal que
de 1988, se teve por conveniente considerar como resi- agora se pública.
duais mas que, face às novas realidades emergidas, quer Saliente-se, ainda, que, por forma a permitir a revo-
da integração europeia, quer dos desenvolvimentos tec- gação total de todos os diplomas legais que, no todo
nológicos e dos novos instrumentos financeiros a que ou em parte, regulem a classificação económica das
a própria Administração Pública teve acesso, atingiram receitas e despesas públicas, foi adaptado para o pre-
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1157

sente diploma legal o teor do artigo 2.o do Decreto-Lei Artigo 3.o


n.o 737/76, de 16 de Outubro («Determina que as recei-
tas e despesas públicas passem a reger-se por códigos Estrutura dos códigos de classificação
de classificação orgânica, funcional e económica»), no
que este apresenta de relevante em termos da definição 1 — Os códigos de classificação económica das recei-
da estrutura orgânica dos orçamentos e contas dos orga- tas e das despesas públicas procedem à distinção das
nismos que compõem a administração central. mesmas entre correntes e de capital.
Importa referir que o presente diploma apenas será 2 — O código de classificação económica das receitas
aplicável à elaboração do orçamento para os anos 2003 públicas constante do anexo I procede à sua especifi-
e seguintes. Assim, por um lado, entre a sua entrada cação por capítulos, grupos e artigos.
em vigor e a sua aplicação prática decorrerá um período 3 — O código de classificação económica das despesas
de tempo razoável que permitirá o seu conhecimento públicas constante do anexo II procede à sua especi-
ficação por agrupamentos, subagrupamentos e rubricas.
aprofundado e, por outro, a legislação que ora se revoga
manter-se-á, transitoriamente, em vigor, porquanto a
execução do orçamento, tanto do ano em curso como Artigo 4.o
o do ano 2002 deverão respeitar os princípios e as nor-
mas ao abrigo das quais os mesmos foram aprovados. Níveis desagregados de especificação
Por último importa referir que o presente diploma
apenas será aplicável à elaboração do orçamento para 1 — A especificação desagregada das receitas públi-
os anos 2003 e seguintes. Até à aplicação do novo clas- cas ao nível do subartigo e da rubrica e a especificação
sificador de receitas e despesas públicas, entendeu-se desagregada das despesas públicas ao nível da alínea
como mais adequada a solução de se revogar a aplicação e subalínea podem ser efectuadas de acordo com a
do Decreto-Lei n.o 562/99, de 21 de Dezembro, com necessidade de cada sector ou organismo.
as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei 2 — A aplicação do disposto no número anterior, em
n.o 321/2000, de 16 de Dezembro, repristinando-se, em matéria de receitas dos serviços integrados do Estado,
conformidade, o regime anterior que o mesmo havia carece de despacho de autorização do director-geral do
revogado. Orçamento.
Foram ouvidos os órgãos de governo próprio das
Regiões Autónomas e a Associação Nacional de Muni- Artigo 5.o
cípios Portugueses.
Assim: Estrutura da classificação orgânica
No desenvolvimento do regime jurídico estabelecido
pela Lei n.o 91/2001, de 20 de Agosto, e nos termos 1 — A classificação orgânica deverá estruturar-se por
das alíneas a) e c) do n.o 1 do artigo 198.o da Cons- códigos que identifiquem os ministérios e secretarias
tituição, o Governo decreta, para valer como lei geral de Estado, bem como os capítulos, divisões e subdivisões
da República, o seguinte: orçamentais.
2 — A cada ministério corresponderá um orçamento
próprio, abrangendo as suas secretarias de Estado, com
Artigo 1.o os serviços e despesas que, nos termos das respectivas
Aprovação leis orgânicas, a ele respeitem.
3 — Na unidade de classificação orgânica «Capítulo»
1 — São aprovados, nos termos do disposto no pre- incluir-se-ão grupos de despesas afins, descrevendo-se,
sente diploma, os códigos de classificação económica em subordinação a cada um deles, os serviços depen-
das receitas e das despesas públicas, que constam, res- dentes de cada ministério (divisões) e, dentro destes,
pectivamente, dos anexos I e II ao presente diploma, as subdivisões que se mostrem indispensáveis.
bem como as respectivas notas explicativas, que constam 4 — Constituirão capítulos especiais a descrever nos
do anexo III ao presente diploma e dele fazem parte orçamentos de cada ministério as «Contas de ordem»,
integrante. bem como as despesas de «Investimentos do Plano»,
2 — É ainda definida a estrutura da classificação orgâ- correspondentes à parte das despesas do Programa de
nica aplicável aos orçamentos e contas dos organismos Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Admi-
que integram a administração central. nistração Central cujas entidades responsáveis sejam ser-
viços integrados no ministério em causa.
5 — Constituirão capítulos especiais do orçamento do
Artigo 2.o Ministério das Finanças a «Protecção social», os «Encar-
Âmbito de aplicação
gos da dívida pública», as «Despesas excepcionais» e
os «Recursos próprios comunitários».
1 — Os códigos de classificação económica referidos
no n.o 1 do artigo anterior são aplicáveis aos serviços
Artigo 6.o
integrados do Estado, aos serviços e fundos autónomos,
à segurança social e à administração regional e local. Aplicação futura
2 — A estrutura de classificação orgânica referida no
n.o 2 do artigo anterior é aplicável aos serviços inte- Os códigos de classificação económica constantes dos
grados nos subsectores Estado e serviços e fundos anexos I e II ao presente diploma aplicam-se à elaboração
autónomos. dos orçamentos para os anos 2003 e seguintes.
1158 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Artigo 7.o Artigo 9.o


Entrada em vigor
Norma revogatória
O presente diploma entra em vigor no dia imedia-
É revogado o Decreto-Lei n.o 562/99, de 21 de Dezem- tamente a seguir ao da sua publicação.
bro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 22
n.o 321/2000, de 16 de Dezembro. de Novembro de 2001. — António Manuel de Oliveira
Guterres — Guilherme d’Oliveira Martins.

Artigo 8.o Promulgado em 11 de Janeiro de 2002.

Disposição transitória
Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
São repristinados os Decretos-Leis n.os 737/76, de 16
de Outubro, 112/88, de 2 de Abril, e 450/88, de 12 de Referendado em 11 de Janeiro de 2002.
Dezembro, para efeitos da elaboração, execução dos O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira
orçamentos do Estado para os anos 2001 e 2002. Guterres.

ANEXO I

Classificação económica das receitas públicas

Capítulo Grupo Artigo Designação

Receitas correntes
01 Impostos directos:
01 Sobre o rendimento:
01 Imposto sobre o rendimento de pessoas singulares (IRS).
02 Imposto sobre o rendimento de pessoas colectivas (IRC).

02 Outros:
01 Imposto sobre as sucessões e doações.
02 Contribuição autárquica.
03 Imposto municipal sobre veículos.
04 Imposto municipal de sisa.
05 Derrama.
06 Imposto de uso, porte e detenção de armas.
07 Impostos abolidos.
99 Impostos directos diversos.

02 Impostos indirectos:
01 Sobre o consumo:
01 Imposto sobre produtos petrolíferos (ISP).
02 Imposto sobre valor acrescentado (IVA).
03 Imposto automóvel (IA).
04 Imposto de consumo sobre o tabaco.
05 Imposto sobre álcool e bebidas alcoólicas (IABA).
99 Impostos diversos sobre o consumo.

02 Outros:
01 Lotarias.
02 Imposto do selo.
03 Imposto do jogo.
04 Impostos rodoviários.
05 Resultados da exploração de apostas mútuas.
06 Impostos indirectos específicos das autarquias locais.
99 Impostos indirectos diversos.

03 Contribuições para a segurança social, a Caixa Geral de Aposentações e a ADSE:


01 Subsistema previdencial:
01 Quotizações dos trabalhadores.
02 Contribuições.
03 Contribuições por políticas activas de emprego.

02 Regimes complementares e especiais:


01 Regimes especiais.
02 Regimes complementares.
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1159

Capítulo Grupo Artigo Designação

03 Caixa Geral de Aposentações e ADSE:


01 Quotas e comparticipações para a Caixa Geral de Aposentações:
02 Comparticipações para a ADSE.
99 Outros.

04 Taxas, multas e outras penalidades:


01 Taxas:
01 Taxas de justiça.
02 Taxas de registo de notariado.
03 Taxas de registo predial.
04 Taxas de registo civil.
05 Taxas de registo comercial.
06 Taxas florestais.
07 Taxas vinícolas.
08 Taxas moderadoras.
09 Taxas sobre espectáculos e divertimentos.
10 Taxas sobre energia.
11 Taxas sobre geologia e minas.
12 Taxas sobre comercialização e abate de gado.
13 Taxas de portos.
14 Taxas sobre operações de bolsa.
15 Taxas sobre controlo metrológico e de qualidade.
16 Taxas sobre fiscalização de actividades comerciais e industriais.
17 Taxas sobre licenciamentos diversos concedidos a empresas.
18 Taxas sobre o valor de adjudicação de obras públicas.
19 Adicionais.
20 Emolumentos consulares.
21 Portagens.
22 Propinas.
23 Taxas específicas das autarquias locais.
99 Taxas diversas.

02 Multas e outras penalidades:


01 Juros de mora.
02 Juros compensatórios.
03 Multas e coimas por infracções ao Código da Estrada e restante legislação.
04 Coimas e penalidades por contra-ordenações.
99 Multas e penalidades diversas.

05 Rendimentos da propriedade:
01 Juros — Sociedades e quase-sociedades não financeiras:
01 Públicas.
02 Privadas.

02 Juros — Sociedades financeiras:


01 Bancos e outras instituições financeiras.
02 Companhias de seguros e fundos de pensões.

03 Juros — Administrações públicas:


01 Administração central — Estado.
02 Administração central — Serviços e fundos autónomos.
03 Administração regional.
04 Administração local — Continente.
05 Administração local — Regiões Autónomas.
06 Segurança social.

04 Juros — Instituições sem fins lucrativos.


05 Juros — Famílias.
06 Juros — Resto do mundo:
01 União Europeia — Instituições.
02 União Europeia — Países membros.
03 Países terceiros e organizações internacionais.

07 Dividendos e participações nos lucros de sociedades e quase-sociedades não financeiras.


08 Dividendos e participações nos lucros de sociedades financeiras.
09 Participações nos lucros de administrações públicas.
10 Rendas:
01 Terrenos.
02 Activos no subsolo.
03 Habitações.
04 Edifícios.
05 Bens de domínio público.
99 Outros.

11 Activos incorpóreos.
1160 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Capítulo Grupo Artigo Designação

06 Transferências correntes:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras:
01 Públicas.
02 Privadas.

02 Sociedades financeiras:
01 Bancos e outras instituições financeiras.
02 Companhias de seguros e fundos de pensões.

03 Administração central:
01 Estado.
02 Estado — Subsistema de protecção social de cidadania — Regime de solidariedade.
03 Estado — Subsistema de protecção social de cidadania — Acção social.
04 Estado — Subsistema de protecção à família e políticas activas de emprego e formação
profissional.
05 Estado — Participação portuguesa em projectos co-financiados.
06 Estado — Participação comunitária em projectos co-financiados.
07 Serviços e fundos autónomos.
08 Serviços e fundos autónomos — Subsistema de protecção social de cidadania — Acção social.
09 Serviços e fundos autónomos — Subsistema de protecção à família e políticas activas de emprego
e formação profissional.
10 Serviços e fundos autónomos — Participação portuguesa em projectos co-financiados.
11 Serviços e fundos autónomos — Participação comunitária em projectos co-financiados.

04 Administração regional:
01 Região Autónoma dos Açores.
02 Região Autónoma da Madeira.

05 Administração local:
01 Continente.
02 Região Autónoma dos Açores.
03 Região Autónoma da Madeira.

06 Segurança social:
01 Sistema de solidariedade e segurança social.
02 Participação portuguesa em projectos co-financiados.
03 Financiamento comunitário em projectos co-financiados.
04 Outras transferências.

07 Instituições sem fins lucrativos:


01 Instituições sem fins lucrativos.

08 Famílias:
01 Famílias.

09 Resto do mundo:
01 União Europeia — Instituições.
02 União Europeia — Instituições — Subsistema de protecção social de cidadania.
03 União Europeia — Instituições — Subsistema de protecção à família e políticas activas de
emprego e formação profissional.
04 União Europeia — Países-Membros.
05 Países terceiros e organizações internacionais.
06 Países terceiros e organizações internacionais — Subsistema de protecção social de cidadania.

07 Venda de bens e serviços correntes:


01 Venda de bens:
01 Material de escritório.
02 Livros e documentação técnica.
03 Publicações e impressos.
04 Fardamentos e artigos pessoais.
05 Bens inutilizados.
06 Produtos agrícolas e pecuários.
07 Produtos alimentares e bebidas.
08 Mercadorias.
09 Matérias de consumo.
10 Desperdícios, resíduos e refugos.
11 Produtos acabados e intermédios.
99 Outros.

02 Serviços:
01 Aluguer de espaços e equipamentos.
02 Estudos, pareceres, projectos e consultadoria.
03 Vistorias e ensaios.
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1161

Capítulo Grupo Artigo Designação

04 Serviços de laboratórios.
05 Actividades de saúde.
06 Reparações.
07 Alimentação e alojamento.
08 Serviços sociais, recreativos, culturais e desporto.
09 Serviços específicos das autarquias.
99 Outros.

03 Rendas:
01 Habitações.
02 Edifícios.
99 Outras.

08 Outras receitas correntes:


01 Outras:
01 Prémios, taxas por garantias de risco e diferenças de câmbio.
02 Produto da venda de valores desamoedados.
03 Lucros de amoedação.
99 Outras.

Receitas de capital
09 Venda de bens de investimento:
01 Terrenos:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

02 Habitações:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

03 Edifícios:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

04 Outros bens de investimento:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
1162 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Capítulo Grupo Artigo Designação

10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

10 Transferências de capital:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras:
01 Públicas.
02 Privadas.

02 Sociedades financeiras:
01 Bancos e outras instituições financeiras.
02 Companhias de seguros e fundos de pensões.

03 Administração central:
01 Estado.
02 Estado — Subsistema de protecção social de cidadania — Regime de solidariedade.
03 Estado — Subsistema de protecção social de cidadania — Acção social.
04 Estado — Consignação dos rendimentos do Estado para reservas de capitalização.
05 Estado — Excedentes de execução do Orçamento do Estado.
06 Estado — Participação portuguesa em projectos co-financiados.
07 Estado — Participação comunitária em projectos co-financiados.
08 Serviços e fundos autónomos.
09 Serviços e fundos autónomos — Participação portuguesa em projectos co-financiados.
10 Serviços e fundos autónomos — Participação comunitária em projectos co-financiados.

04 Administração regional:
01 Região Autónoma dos Açores.
02 Região Autónoma da Madeira.

05 Administração local:
01 Continente.
02 Região Autónoma dos Açores.
03 Região Autónoma da Madeira.

06 Segurança social:
01 Sistema de solidariedade e segurança social.
02 Participação portuguesa em projectos co-financiados.
03 Financiamento comunitário em projectos co-financiados.
04 Capitalização pública de estabilização.
05 Outras transferências.

07 Instituições sem fins lucrativos:


01 Instituições sem fins lucrativos.

08 Famílias:
01 Famílias.

09 Resto do mundo:
01 União Europeia — Instituições.
02 União Europeia — Instituições — Subsistema de protecção social de cidadania.
03 União Europeia — Países membros.
04 Países terceiros e organizações internacionais.
05 Países terceiros e organizações internacionais — Subsistema de protecção social de cidadania.

11 Activos financeiros:
01 Depósitos, certificados de depósito e poupança:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

02 Títulos a curto prazo:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1163

Capítulo Grupo Artigo Designação

04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.


05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

03 Títulos a médio e longo prazos:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

04 Derivados financeiros:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

05 Empréstimos a curto prazo:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

06 Empréstimos a médio e longo prazos:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

07 Recuperação de créditos garantidos.


08 Acções e outras participações:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
1164 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Capítulo Grupo Artigo Designação

10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

09 Unidades de participação:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

10 Alienação de partes sociais de empresas.


11 Outros activos financeiros:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

12 Passivos financeiros:
01 Depósitos, certificados de depósito e poupança:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

02 Títulos a curto prazo:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

03 Títulos a médio e longo prazos:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1165

Capítulo Grupo Artigo Designação

04 Derivados financeiros:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

05 Empréstimos a curto prazo:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

06 Empréstimos a médio e longo prazos:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

07 Outros passivos financeiros:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras.
02 Sociedades financeiras.
03 Administração Pública — Administração central — Estado.
04 Administração Pública — Administração central — Serviços e fundos autónomos.
05 Administração Pública — Administração regional.
06 Administração Pública — Administração local — Continente.
07 Administração Pública — Administração local — Regiões Autónomas.
08 Administração Pública — Segurança social.
09 Instituições sem fins lucrativos.
10 Famílias.
11 Resto do mundo — União Europeia.
12 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

13 Outras receitas de capital:


01 Outras:
01 Indemnizações.
02 Activos incorpóreos.
99 Outras.

14 Recursos próprios comunitários:


01 Recursos próprios comunitários:
01 Direitos aduaneiros de importação.
02 Direitos niveladores agrícolas.
03 Quotização sobre açúcar e isoglucose.
99 Outros.

15 Reposições não abatidas nos pagamentos:


01 Reposições não abatidas nos pagamentos:
01 Reposições não abatidas nos pagamentos.

16 Saldo da gerência anterior:


01 Saldo orçamental:
01 Na posse do serviço.
02 Na posse do sector da segurança social.
1166 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Capítulo Grupo Artigo Designação

03 Na posse do serviço — Consignado.


04 Na posse do Tesouro.
05 Na posse do Tesouro — Consignado.

17 Operações extra-orçamentais:
01 Operações de tesouraria — Retenção de receitas do Estado.
02 Outras operações de tesouraria.
03 Reposições abatidas nos pagamentos.
04 Contas de ordem.

ANEXO II
Classificação económica das despesas públicas

Subagru-
Agrupamento Rubrica Designação
pamento

Despesas correntes
01 Despesas com o pessoal:
01 Remunerações certas e permanentes:
01 Titulares de órgãos de soberania e membros de órgãos autárquicos.
02 Órgãos sociais.
03 Pessoal dos quadros — Regime de função pública.
04 Pessoal dos quadros — Regime de contrato individual de trabalho.
05 Pessoal além dos quadros.
06 Pessoal contratado a termo.
07 Pessoal em regime de tarefa ou avença.
08 Pessoal aguardando aposentação.
09 Pessoal em qualquer outra situação.
10 Gratificações.
11 Representação.
12 Suplementos e prémios.
13 Subsídio de refeição.
14 Subsídios de férias e de Natal.
15 Remunerações por doença e maternidade/paternidade.

02 Abonos variáveis ou eventuais:


01 Gratificações variáveis ou eventuais.
02 Horas extraordinárias.
03 Alimentação e alojamento.
04 Ajudas de custo.
05 Abono para falhas.
06 Formação.
07 Colaboração técnica e especializada.
08 Subsídios e abonos de fixação, residência e alojamento.
09 Subsídio de prevenção.
10 Subsídio de trabalho nocturno.
11 Subsídio de turno.
12 Indemnizações por cessação de funções.
13 Outros suplementos e prémios.
14 Outros abonos em numerário ou espécie.

03 Segurança social:
01 Encargos com a saúde.
02 Outros encargos com a saúde.
03 Subsídio familiar a crianças e jovens.
04 Outras prestações familiares.
05 Contribuições para a segurança social.
06 Acidentes em serviço e doenças profissionais.
07 Pensões de reserva.
08 Outras pensões.
09 Seguros.
10 Outras despesas de segurança social.

02 Aquisição de bens e serviços:


01 Aquisição de bens:
01 Matérias-primas e subsidiárias.
02 Combustíveis e lubrificantes.
03 Munições, explosivos e artifícios.
04 Limpeza e higiene.
05 Alimentação — Refeições confeccionadas.
06 Alimentação — Géneros para confeccionar.
07 Vestuário e artigos pessoais.
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1167

Subagru-
Agrupamento Rubrica Designação
pamento

08 Material de escritório.
09 Produtos químicos e farmacêuticos.
10 Produtos vendidos nas farmácias.
11 Material de consumo clínico.
12 Material de transporte — Peças.
13 Material de consumo hoteleiro.
14 Outro material — Peças.
15 Prémios, condecorações e ofertas.
16 Mercadorias para venda.
17 Ferramentas e utensílios.
18 Livros e documentação técnica.
19 Artigos honoríficos e de decoração.
20 Material de educação, cultura e recreio.
21 Outros bens.

02 Aquisição de serviços:
01 Encargos das instalações.
02 Limpeza e higiene.
03 Conservação de bens.
04 Locação de edifícios.
05 Locação de material de informática.
06 Locação de material de transporte.
07 Locação de bens de defesa.
08 Locação de outros bens.
09 Comunicações.
10 Transportes.
11 Representação dos serviços.
12 Seguros.
13 Deslocações e estadas.
14 Estudos, pareceres, projectos e consultadoria.
15 Formação.
16 Seminários, exposições e similares.
17 Publicidade.
18 Vigilância e segurança.
19 Assistência técnica.
20 Outros trabalhos especializados.
21 Utilização de infra-estruturas de transportes.
22 Serviços de saúde.
23 Outros serviços de saúde.
24 Encargos de cobrança de receitas.
25 Outros serviços.

03 Juros e outros encargos:


01 Juros da dívida pública:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração Pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

02 Outros encargos correntes da dívida pública:


01 Despesas diversas.

03 Juros de locação financeira:


01 Terrenos.
02 Habitações.
03 Edifícios.
04 Construções diversas.
05 Material de transporte.
06 Material de informática.
07 Maquinaria e equipamento.
08 Outros investimentos.

04 Juros tributários:
01 Indemnizatórios.
02 Outros.
1168 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Subagru-
Agrupamento Rubrica Designação
pamento

05 Outros juros:
01 Remuneração de depósitos no Tesouro.
02 Outros.

06 Outros encargos financeiros:


01 Outros encargos financeiros.

04 Transferências correntes:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras:
01 Públicas.
02 Privadas.

02 Sociedades financeiras:
01 Bancos e outras instituições financeiras.
02 Companhias de seguros e fundos de pensões.

03 Administração central:
01 Estado.
02 Estado — Subsistema de protecção social de cidadania — Acção social.
03 Estado — Participação portuguesa em projectos co-financiados.
04 Estado — Participação comunitária em projectos co-financiados.
05 Serviços e fundos autónomos.
06 Serviços e fundos autónomos — Subsistema de protecção social de cidadania — Acção social.
07 Serviços e fundos autónomos — Subsistema de protecção à família e políticas activas de emprego
e formação profissional.
08 Serviços e fundos autónomos — Participação portuguesa em projectos co-financiados.
09 Serviços e fundos autónomos — Participação comunitária em projectos co-financiados.

04 Administração regional:
01 Região Autónoma dos Açores.
02 Região Autónoma da Madeira.

05 Administração local:
01 Continente.
02 Região Autónoma dos Açores.
03 Região Autónoma da Madeira.

06 Segurança social.
07 Instituições sem fins lucrativos:
01 Instituições sem fins lucrativos.
02 Instituições sem fins lucrativos — Subsistema de protecção social de cidadania — Regime de
solidariedade.
03 Instituições sem fins lucrativos — Subsistema de protecção social de cidadania — Acção social.

08 Famílias:
01 Empresário em nome individual.
02 Outras.
03 Subsistema de protecção social de cidadania — Regime de solidariedade.
04 Subsistema de protecção social de cidadania — Acção social.
05 Subsistema de protecção à família — Encargos familiares.
06 Subsistema de protecção à família — Deficiência.
07 Subsistema de protecção à família — Dependência.
08 Subsistema de protecção à família e políticas activas de emprego e formação profissional.
09 Subsistema previdencial.
10 Regimes especiais.
11 Regimes complementares.

09 Resto do mundo:
01 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
02 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
03 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

05 Subsídios:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras:
01 Públicas.
02 Públicas — Políticas activas de emprego e formação profissional — Acções de formação pro-
fissional.
03 Privadas.
04 Privadas — Políticas activas de emprego e formação profissional — Acções de formação pro-
fissional.

02 Sociedades financeiras:
01 Bancos e outras instituições financeiras.
02 Bancos e outras instituições financeiras — Políticas activas de emprego e formação profissio-
nal — Acções de formação profissional.
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1169

Subagru-
Agrupamento Rubrica Designação
pamento

03 Companhias de seguros e fundos de pensões.


04 Companhias de seguros e fundos de pensões — Políticas activas de emprego e formação pro-
fissional — Acções de formação.

03 Administração central:
01 Estado.
02 Estado — Políticas activas de emprego e formação profissional — Acções de formação pro-
fissional.
03 Serviços e fundos autónomos.
04 Serviços e fundos autónomos — Políticas activas de emprego e formação profissional — Acções
de formação profissional.

04 Administração regional:
01 Região Autónoma dos Açores.
02 Região Autónoma dos Açores — Políticas activas de emprego e formação profissional — Acções
de formação profissional.
03 Região Autónoma da Madeira.
04 Região Autónoma da Madeira — Políticas activas de emprego e formação profissional — Acções
de formação profissional.

05 Administração local:
01 Continente.
02 Continente — Políticas activas de emprego e formação profissional — Acções de formação
profissional.
03 Região Autónoma dos Açores.
04 Região Autónoma dos Açores — Políticas activas de emprego e formação profissional — Acções
de formação profissional.
05 Região Autónoma da Madeira.
06 Região Autónoma da Madeira — Políticas activas de emprego e formação profissional — Acções
de formação profissional.

06 Segurança social.
07 Instituições sem fins lucrativos:
01 Instituições sem fins lucrativos.
02 Instituições sem fins lucrativos — Subsistema de protecção social de cidadania — Acção social.
03 Instituições sem fins lucrativos — Políticas activas de emprego e formação profissional — Acções
de formação profissional.

08 Famílias:
01 Empresário em nome individual.
02 Subsistema de protecção social de cidadania — Acção social.
03 Outras.

06 Outras despesas correntes:


01 Dotação provisional.
02 Diversas:
01 Impostos e taxas.
02 Activos incorpóreos.
03 Outras.

Despesas de capital
07 Aquisição de bens de capital:
01 Investimentos:
01 Terrenos.
02 Habitações.
03 Edifícios.
04 Construções diversas.
05 Melhoramentos fundiários.
06 Material de transporte.
07 Equipamento de informática.
08 Software informático.
09 Equipamento administrativo.
10 Equipamento básico.
11 Ferramentas e utensílios.
12 Artigos e objectos de valor.
13 Investimentos incorpóreos.
14 Investimentos militares.
15 Outros investimentos.

02 Locação financeira:
01 Terrenos — Locação financeira.
02 Habitações — Locação financeira.
03 Edifícios — Locação financeira.
05 Material de transporte — Locação financeira.
06 Material de informática — Locação financeira.
1170 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Subagru-
Agrupamento Rubrica Designação
pamento

07 Maquinaria e equipamento — Locação financeira.


08 Recursos militares — Locação financeira.
09 Outros investimentos — Locação financeira.

03 Bens de domínio público:


01 Terrenos e recursos naturais.
02 Edifícios.
03 Outras construções e infra-estruturas.
04 Infra-estruturas e equipamentos de natureza militar.
05 Bens do património histórico, artístico e cultural.
06 Outros bens de domínio público.

08 Transferências de capital:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras:
01 Públicas.
02 Privadas.

02 Sociedades financeiras:
01 Bancos e outras instituições financeiras.
02 Companhias de seguros e fundos de pensões.

03 Administração central:
01 Estado.
02 Estado — Subsistema de protecção social de cidadania — Regime de solidariedade.
03 Estado — Subsistema de protecção social de cidadania — Acção social.
04 Estado — Participação portuguesa em projectos co-financiados.
05 Estado — Participação comunitária em projectos co-financiados.
06 Serviços e fundos autónomos.
07 Serviços e fundos autónomos — Participação portuguesa em projectos co-financiados.
08 Serviços e fundos autónomos — Participação comunitária em projectos co-financiados.

04 Administração regional:
01 Região Autónoma dos Açores.
02 Região Autónoma da Madeira.

05 Administração local:
01 Continente.
02 Região Autónoma dos Açores.
03 Região Autónoma da Madeira.

06 Segurança social:
01 Sistema de solidariedade e segurança social.
02 Participação portuguesa em projectos co-financiados.
03 Participação comunitária em projectos co-financiados.
04 Capitalização pública de estabilização.
05 Outras transferências.

07 Instituições sem fins lucrativos:


01 Instituições sem fins lucrativos.
02 Instituições sem fins lucrativos — Acção social.
03 Instituições sem fins lucrativos — Participação portuguesa em projectos co-financiados.
04 Instituições sem fins lucrativos — Participação comunitária em projectos co-financiados.

08 Famílias:
01 Empresário em nome individual.
02 Outras.

09 Resto do mundo:
01 União Europeia — Instituições:
02 União Europeia — Países membros.
03 Países terceiros e organizações internacionais.

09 Activos financeiros:
01 Depósitos, certificados de depósito e poupança:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1171

Subagru-
Agrupamento Rubrica Designação
pamento

12 Famílias — Empresário em nome individual.


13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

02 Títulos a curto prazo:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

03 Títulos a médio e longo prazos:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

04 Derivados financeiros:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

05 Empréstimos a curto prazo:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.
1172 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Subagru-
Agrupamento Rubrica Designação
pamento

06 Empréstimos a médio e longo prazos:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

07 Acções e outras participações:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

08 Unidades de participação:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

09 Outros activos financeiros:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

10 Passivos financeiros:
01 Depósitos e certificados de depósito e poupança:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1173

Subagru-
Agrupamento Rubrica Designação
pamento

06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.


07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

02 Títulos a curto prazo:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

03 Títulos a médio e longo prazos:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

04 Derivados financeiros:
01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

05 Empréstimos a curto prazo:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
1174 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Subagru-
Agrupamento Rubrica Designação
pamento

11 Instituições sem fins lucrativos.


12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

06 Empréstimos a médio e longo prazos:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

07 Outros passivos financeiros:


01 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Privadas.
02 Sociedades e quase-sociedades não financeiras — Públicas.
03 Sociedades financeiras — Bancos e outras instituições financeiras.
04 Sociedades financeiras — Companhias de seguros e fundos de pensões.
05 Administração pública central — Estado.
06 Administração pública central — Serviços e fundos autónomos.
07 Administração pública — Administração regional.
08 Administração pública local — Continente.
09 Administração pública local — Regiões Autónomas.
10 Administração pública — Segurança social.
11 Instituições sem fins lucrativos.
12 Famílias — Empresário em nome individual.
13 Famílias — Outras.
14 Resto do mundo — União Europeia — Instituições.
15 Resto do mundo — União Europeia — Países membros.
16 Resto do mundo — Países terceiros e organizações internacionais.

11 Outras despesas de capital:


01 Dotação provisional.
02 Diversas.

12 Operações extra-orçamentais:
01 Operações de tesouraria — Entrega de receitas do Estado.
02 Outras operações de tesouraria.
03 Contas de ordem.

ANEXO III rida na realidade do euro, que exige a disponibilização


Notas explicativas ao classificador económico de informação financeira em condições de acrescida
transparência e compatibilidade, face aos restantes
A uniformização dos requisitos contabilísticos neces- países da União Europeia.
sários a uma correcta gestão dos recursos financeiros Perante estas exigências, impõe-se, no plano orça-
públicos constitui uma das preocupações que se encontra mental, a substituição do actual regime de classificação
subjacente ao actual regime da administração financeira económica das receitas e das despesas públicas, tradu-
do Estado (Lei n.o 8/90, de 20 de Fevereiro, e Decre- zida numa melhor adequação ao POCP e planos sec-
to-Lei n.o 155/92, de 28 de Julho) e, complementar-
mente, ao Plano Oficial de Contabilidade Pública toriais, tendo sido, para o efeito, ouvidos os respectivos
(POCP) e planos sectoriais, aprovados pelo Decreto-Lei sectores.
n.o 232/97, de 3 de Setembro, e pelas Portarias Este novo esquema de classificação, ao reunir num
n.os 794/2000, de 20 de Setembro (Plano Oficial de Con- só documento os códigos de classificação económica das
tabilidade Pública para o Sector da Educação), e receitas e das despesas públicas, pretende satisfazer as
898/2000, de 28 de Setembro (Plano Oficial de Con- diversas necessidades de informação a nível contabilís-
tabilidade do Ministério da Saúde). tico nacional, quer no que se refere às nomenclaturas
Com estes dispositivos legais pretendeu-se dotar o e desagregação dos sectores institucionais, quer quanto
Estado com um sistema de contas adequado às neces- à identificação de determinadas receitas e despesas, quer
sidades de uma administração financeira moderna, inse- ainda quanto à contabilização de operações que difi-
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1175

cilmente se enquadravam no classificador vigente, como, cujo passivo seja constituído por depósitos à ordem
por exemplo, a locação financeira, a utilização de infra- transferíveis através de cheque (bancos comerciais,
-estruturas de transporte e as operações de tesouraria. incluindo nacionais e estrangeiros, bancos de poupança,
A nova classificação abandona a classificação secto- caixas económicas e caixas de crédito agrícola mútuo).
rial, até aqui adoptada, para, de um modo geral, seguir Engloba ainda os bancos de investimento, as socie-
as figuras institucionais do Sistema Europeu de Contas dades de locação financeira e outras instituições finan-
e que, na sua essência, são as utilizadas no actual Sistema ceiras.
de Contas Nacionais Portuguesas (SCNP). O segundo subsector compreende o conjunto de uni-
Na base de tais sistemas de contas relevam, como dades institucionais cuja função principal é segurar, isto
vectores fundamentais, as unidades institucionais e os é, garantir um pagamento, quando se verifique a con-
sectores institucionais. sumação de um risco. Transformam, assim, os riscos
A unidade institucional identifica-se com o agente individuais em colectivos, para o que constituem reservas
económico que, no exercício da sua actividade principal, técnicas de seguros, com base, maioritariamente, em
tem uma contabilidade completa e, simultaneamente, prémios contratuais.
dispõe de capacidade jurídica para decidir da afectação Administrações públicas. — Este sector reúne as uni-
dos seus recursos correntes, de capital e financeiros, dades institucionais que têm por função principal pro-
isto é, que pode considerar-se como um centro de deci- duzir serviços não mercantis com vista à satisfação das
são económica. necessidades da colectividade e efectuar operações de
Por unidades institucionais residentes consideram-se redistribuição do rendimento ou do património nacional.
as que fizeram operações económicas, durante um ou Os seus recursos são constituídos, em regra, pelos
mais anos, no território nacional. impostos e pelas contribuições sociais obrigatórias rece-
O sector institucional é todo o conjunto de unidades bidas directa ou indirectamente.
institucionais com um comportamento económico aná- O novo classificador considera como seus subsectores:
logo. Na caracterização desse comportamento atende-se
a dois critérios: função principal e origem dos recursos Administração pública central — Estado;
das unidades. Administração pública central — Serviços e fundos
Os sectores institucionais considerados no novo clas- autónomos;
sificador económico das receitas e das despesas públicas, Administração pública regional;
cuja caracterização se procede a seguir, são os seguintes: Administração pública local — Continente;
Sociedades e quase-sociedades não financeiras; Administração pública local — Regiões Autóno-
Sociedades financeiras; mas;
Administrações públicas; Administração Pública — Segurança social.
Instituições sem fins lucrativos;
Famílias; Instituições sem fins lucrativos. — Compreende as
Resto do mundo. organizações de direito privado sem fins lucrativos, cuja
actividade se desenvolve principalmente no âmbito
Assim: social, cultural, desportivo ou recreativo.
Sociedades e quase-sociedades não financeiras. — Famílias. — O sector engloba os indivíduos (ou seus
Compreende o conjunto de unidades institucionais resi- agrupamentos) cujas funções principais são o consumo
dentes que têm como função predominante produzir final e a produção em empresas individuais. São carac-
bens e serviços comerciáveis não financeiros e como terizáveis, dentro do sector, os dois subsectores:
recursos principais as receitas provenientes da venda
dessa produção. Famílias — Empresário em nome individual;
A diferença fundamental entre sociedades e quase- Famílias — Outras.
-sociedades decorre da circunstância de as primeiras
terem uma personalidade jurídica plena, enquanto as Consideram-se empresários em nome individual
últimas não. aqueles cuja personalidade jurídica se confunde com
No âmbito da nova classificação económica das recei- a do próprio titular, pelo que não podem ser consi-
tas e das despesas públicas, este sector distribui-se pelos deradas «quase-sociedades».
dois seguintes subsectores: Os seus recursos principais são provenientes, prin-
Empresas privadas; cipalmente, da venda da produção.
Empresas públicas. As outras correspondem às famílias e têm por receitas
principais os salários, os rendimentos da propriedade
Sociedades financeiras. — Compreende as unidades e as transferências de outros sectores.
institucionais cuja função principal é financiar — trans- Resto do mundo. — Para efeitos do esquema de clas-
formando e repartindo as disponibilidades financeiras sificação de que se trata, deverá considerar-se este sector
que recebem —, sendo as suas receitas fundamentais como integrado pelo conjunto seguinte:
constituídas por fundos provenientes de encargos con- União Europeia — Instituições;
traídos (depósitos à ordem e a prazo, títulos, etc.) e União Europeia — Países-Membros;
por juros recebidos. Países terceiros e organizações internacionais.
Em termos de classificador, são considerados os sub-
sectores seguintes: Para além dos aspectos institucionais, constitui, tam-
Bancos e outras instituições financeiras; bém, nota muito saliente do esquema de classificação
Companhias de seguros e fundos de pensões. das receitas e despesas públicas agora aprovado o facto
de a sua estrutura proporcionar uma visão sintética, mas
O primeiro subsector é integrado pelo Banco de Por- muito relevante, em termos de análise macroeconómica,
tugal (ou Banco Central) e pelas instituições de crédito da realidade orçamental.
1176 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Receitas públicas quando provenientes de actos ilícitos, depois de efec-


tuadas as correspondentes deduções e abatimentos.
Estas notas explicativas apenas pretendem tratar as
receitas de um ponto de vista genérico, uma vez que 01.01.02 — «Imposto sobre o rendimento das pessoas
colectivas (IRC)». — É o imposto que incide sobre os
todos os anos, através da lei que aprova o Orçamento
rendimentos obtidos, no período de tributação, pelos
do Estado, o Governo é autorizado a cobrar as con-
respectivos sujeitos passivos, nos termos do Código do
tribuições e impostos constantes dos códigos e demais IRC.
legislação tributária em vigor, de acordo com as alte-
01.02.01 — «Imposto sobre as sucessões e doações». —
rações previstas naquele diploma. Compreende as receitas provenientes da cobrança de
Nos termos deste diploma, as receitas mantêm a desa- taxas do imposto sobre as sucessões e doações, taxas
gregação entre «Receitas correntes» e «Receitas de capi- essas constantes da tabela referida no Código do
tal», assentando em três níveis principais de compo- Imposto Municipal de Sisa e do Imposto sobre as Suces-
nentes: sões e Doações. Engloba ainda as receitas referentes
Capítulos; ao imposto pela transmissão, a título gratuito, nomea-
Grupos; damente, títulos e certificados da dívida pública fundada,
Artigos. incluindo os certificados de aforro, obrigações emitidas
por quaisquer outras entidades públicas ou privadas,
As «Receitas correntes» agrupam-se em oito capí- incluindo as de sociedades concessionárias estrangeiras
tulos, a saber: equiparadas às emitidas por sociedades nacionais, nos
1 — «Impostos directos»; termos da legislação em vigor, e acções de sociedades
2 — «Impostos indirectos»; com sede em território português.
3 — «Contribuições para a segurança social, Caixa 01.02.02 — «Contribuição autárquica». — Com-
Geral de Aposentações e Assistência na Doença aos preende as receitas que incidem sobre o valor tributável
Servidores do Estado»; dos prédios situados no território de cada município,
4 — «Taxas, multas e outras penalidades»; dividindo-se, de harmonia com a classificação dos pré-
5 — «Rendimentos da propriedade»; dios, em rústica e urbana.
6 — «Transferências correntes»; 01.02.06 — «Imposto do uso, porte e detenção de
7 — «Venda de bens e serviços correntes»; armas». — Engloba as receitas oriundas da concessão
8 — «Outras receitas correntes»; de licença do uso, porte e detenção de armas que sejam
No que se refere às «Receitas de capital» são cinco cobradas a entidades particulares, nos termos da legis-
os capítulos em que se classificam: lação em vigor.
9 — «Venda de bens de investimento»; 01.02.07 — «Impostos abolidos». — Compreende as
10 — «Transferências de capital»; receitas provenientes, designadamente, da conclusão de
11 — «Activos financeiros»; processos pendentes, cujo movimento seria registado
12 — «Passivos financeiros»; nos respectivos artigos de receita, se não fosse o facto
13 — «Outras receitas de capital». de terem sido considerados abolidos.
No que concerne «Outras receitas» desagregam-se 01.02.99 — «Impostos directos diversos.» — Com-
em quarto capítulos: preende as receitas não classificadas nos artigos tipi-
14 — «Recursos próprios comunitários»; ficados deste grupo, como, por exemplo, imposto do
15 — «Reposições não abatidas nos pagamentos»; cadastro. As receitas deste tipo devem ser individua-
lizadas por subartigos.
16 — «Saldo da gerência anterior»;
02.00.00 — «Impostos indirectos». — Engloba as recei-
17 — «Operações extra-orçamentais».
tas que recaem exclusivamente sobre o sector produtivo,
incidindo sobre a produção, a venda, a compra ou a
Receitas correntes
utilização de bens e serviços.
São aquelas que, regra geral, se renovam em todos Este capítulo engloba, de forma desagregada, os gru-
os períodos financeiros. pos dos impostos sobre o consumo e outros, que a seguir
01.00.00 — «Impostos directos». — Compreendem-se se apresenta:
as receitas da Administração Pública provenientes da
tributação dos rendimentos do capital e do trabalho, 02.01.00 — «Sobre o consumo»;
dos ganhos de capital e de outras fontes de rendimento, 02.02.00 — «Outros».
incluindo os que recaem sobre os rendimentos da pro-
priedade imobiliária (rústica e urbana). 02.01.01 — «Imposto sobre produtos petrolíferos
Incluem-se, também, os impostos que incidem sobre (ISP)». — São contabilizadas as receitas provenientes da
os activos financeiros e sobre o valor líquido ou total tributação dos óleos minerais, quaisquer outros produtos
do património dos agentes residentes. destinados a serem utilizados, colocados à venda ou a
Abrangem-se também os que incidem sobre os par- serem consumidos em uso como carburante; dos outros
ticulares pela posse ou utilização de bens. hidrocarbonetos, com excepção do carvão, da lenhite,
Excluem-se as imposições de uma ou outra natureza da turfa ou de hidrocarbonetos sólidos semelhantes ou
que não apresentem a característica de periodicidade. do gás natural, destinados a serem utilizados, colocados
Este capítulo engloba, de forma desagregada, os gru- à venda ou consumidos como combustível.
pos dos impostos directos sobre o rendimento e outros: 02.01.02 — «Imposto sobre valor acrescentado
(IVA)». — Compreende as receitas provenientes das
01.01.00 — «Sobre o rendimento»; transmissões de bens e as prestações de serviços efec-
01.02.00 — «Outros». tuadas no território nacional, a título oneroso, por um
sujeito passivo agindo como tal, das importações de bens
01.01.01 — «Imposto sobre o rendimento das pessoas e das operações intracomunitárias efectuadas no ter-
singulares (IRS)». — É o imposto que incide sobre o ritório nacional, tal como são definidas e reguladas no
valor anual dos rendimentos das categorias A a I, mesmo regime do IVA nas transacções intracomunitárias.
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1177

02.01.03 — «Imposto automóvel (IA)». — Com- Este capítulo engloba, de forma desagregada, três gru-
preende as receitas entregues na tesouraria do Estado, pos de contribuições:
em resultado do imposto interno incidente sobre os veí-
03.01.00 — «Subsistema previdencial»;
culos automóveis ligeiros de passageiros (incluindo os
03.02.00 — «Regimes complementares e espe-
de uso misto, os de corrida e outros principalmente ciais»;
concebidos para o transporte de pessoas, com exclusão 03.03.00 — «Caixa Geral de Aposentações e
das autocaravanas) admitidos ou importados no estado ADSE».
de novos ou usados, incluindo os montados ou fabricados
em Portugal e que se destinam a ser matriculados. Tam- 03.01.01 — «Quotizações dos trabalhadores». —
bém estão abrangidos os veículos todo-o-terreno, os veí- engloba as receitas provenientes da aplicação das taxas,
culos automóveis ligeiros de mercadorias derivados de legalmente previstas, às remunerações efectivamente
ligeiros de passageiros e os furgões ligeiros de passa- auferidas ou convencionais que, nos termos da lei, cons-
geiros. Ficam ainda sujeitos ao IA os veículos automó- tituam base de incidência contributiva.
veis ligeiros para os quais se pretenda nova matrícula, 03.01.02 — «Contribuições». — Incluem-se as receitas
após cancelamento da inicial, tenham ou não sido originadas pelas contribuições e cobradas pela segurança
objecto de transformação, e ainda aqueles que, após social, pela aplicação das taxas, legalmente previstas,
a sua admissão ou importação, sejam objecto de alte- às remunerações efectivamente pagas ou convencionais
ração da cilindrada do motor, mudança de chassis ou que, nos termos da lei, constituam base de incidência
de transformação de veículos de mercadorias para veí- contributiva, sem prejuízo de virem a ser definidas bases
culos de passageiros ou de passageiros e de carga. de incidência distintas das remunerações no contexto
02.01.04 — «Imposto de consumo sobre o de defesa e promoção do emprego.
tabaco». — Compreende as receitas provenientes do 03.01.03 — «Contribuições por políticas activas de
tabaco manufacturado destinado ao consumo em todo emprego». — Incluem-se as receitas associadas à com-
o território nacional. pensação financeira obtida em função nomeadamente
02.01.05 — «Imposto sobre álcool e bebidas alcoólicas da modulação das taxas contributivas, por força de polí-
(IABA)». — Trata-se de um imposto que incide sobre ticas activas de emprego.
a cerveja, as outras bebidas fermentadas, os produtos 03.02.01 — «Regimes especiais». — Compreende as
intermédios e as bebidas espirituosas, genericamente receitas provenientes de acordo com a legislação que
designadas «bebidas alcoólicas». regulamenta esta matéria (2).
Incluem-se ainda as receitas provenientes da tribu- 03.02.02 — «Regimes complementares». — Com-
tação do álcool etílico, genericamente designado preende as receitas provenientes, de acordo com os regi-
«álcool». mes e taxas definidas na legislação que regulamenta
02.01.99 — «Impostos diversos sobre o consumo». — esta matéria (3).
Compreende as receitas não enquadráveis nos artigos 03.03.01 — «Quotas e comparticipações para a
tipificados deste grupo. CGA». — Compreende as receitas provenientes dos des-
02.02.01 — «Lotarias». — São escrituradas neste contos nos vencimentos dos funcionários e agentes dos
artigo as entregas feitas pela Santa Casa da Misericórdia, serviços do Estado, de acordo com a legislação em vigor.
correspondentes à parte do Estado no produto líquido 03.03.02 — «Comparticipações para a ADSE». —
da lotaria nacional em resultado da sua entrega àquela Engloba a receita oriunda do desconto de 1 % nos ven-
entidade em regime de monopólio. cimentos dos funcionários e agentes dos serviços do
02.02.02 — «Imposto do selo». — Engloba as receitas Estado beneficiários da ADSE ou de outros subsistemas
oriundas da incidência sobre todos os actos, contratos, de assistência própria.
documentos, títulos, livros, papéis e outros factos pre- 04.00.00 — «Taxas, multas e outras penalidades». —
vistos na legislação em vigor (1). Este capítulo engloba os seguintes grupos:
02.02.03 — «Imposto do jogo». — Inclui as receitas 04.01.00 — «Taxas»;
provenientes das empresas concessionárias de jogos de 04.02.00 — «Multas e outras penalidades».
fortuna ou azar pelo exercício da actividade do jogo,
nos termos da legislação em vigor. No grupo das «Taxas» inclui-se os pagamentos em
02.02.05 — «Resultados da exploração de apostas contrapartida da emissão de licenças e da prestação de
mútuas». — São contabilizadas neste artigo as entregas serviços, nos termos da lei, não havendo qualquer rela-
ocasionadas em resultado de todo o tipo de apostas ção de valor entre os aludidos pagamentos e o custo
mútuas, como sejam as resultantes da exploração do dos serviços prestados.
Totoloto, Joker, Totobola, Totogolo, etc. No grupo das «Multas e outras penalidades» englo-
02.02.06 — «Impostos indirectos específicos das autar- ba-se as receitas provenientes da aplicação de multas
quias locais». — Compreende as receitas provenientes pela transgressão da lei, posturas e outros regulamentos.
da cobrança de impostos municipais estabelecidos na 04.01.19 — «Adicionais». — Compreende as receitas
Lei das Finanças Locais. As receitas deste tipo devem provenientes da arrecadação de quaisquer adicionais
ser individualizadas por subartigos. que incidam sobre a liquidação e cobrança de taxas.
02.02.99 — «Impostos indirectos diversos». — Com- 04.01.23 — «Taxas específicas das autarquias
preende as receitas cobradas e que não estão tipificadas locais». — Compreende as receitas provenientes da
em artigo próprio deste grupo. As receitas deste tipo cobrança de taxas municipais estabelecidas na Lei das
devem ser individualizadas por subartigos. Finanças Locais. As receitas deste tipo devem ser indi-
03.00.00 — «Contribuições para segurança social, vidualizadas por subartigos.
Caixa Geral de Aposentações e ADSE». — Abrange as 04.01.99 — «Taxas diversas». — Compreende as recei-
receitas provenientes das contribuições para a segurança tas cobradas e que não estão tipificadas em artigo pró-
social, a Caixa Geral de Aposentações (CGA) e des- prio deste grupo. As receitas deste tipo devem ser indi-
contos para a ADSE. vidualizadas por subartigos.
1178 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

04.02.01 — «Juros de mora». — Engloba as receitas 05.0X.0X — «Dividendos e outras participações nos
provenientes da arrecadação de juros devidos pelas lucros». — Incluem-se as receitas resultantes de dividen-
importâncias em dívida, quando pagas depois do prazo dos e de lucros provenientes de sectores institucionais.
de pagamento voluntário. Este grupo desagrega-se de acordo com a classificação
04.02.02 — «Juros compensatórios». — São receitas do sector institucional.
devidas quando, por facto imputável ao sujeito passivo, 05.10.01 — «Terrenos». — Abrange as receitas prove-
for retardada a liquidação de parte ou da totalidade nientes do arrendamento de terrenos e da constituição
do imposto devido, ou a entrega de imposto a pagar do direito de superfície ou propriedade do solo, a favor
antecipadamente, retidos ou a reter no âmbito da subs- de pessoas singulares ou colectivas. Apenas são de con-
tituição tributária. São também devidos juros compen- siderar os rendimentos da propriedade rústica, pelo que
satórios quando o sujeito passivo, por facto a si impu- não devem ser incluídas as rendas de prédios urbanos
tável, tenha recebido reembolso superior ao devido. que constituem receita a classificar no capítulo
São, ainda, considerados juros compensatórios os 07.00.00 — «Venda de bens e de serviços correntes».
juros obtidos nomeadamente pela arrecadação deferida 05.10.03 — «Habitações». — Abrange as receitas pro-
de valores devidos, quer respeitantes à regularização venientes do rendimento da propriedade consoante a
prestacional de contribuições em dívida à segurança natureza de direitos do Estado, a saber: comproprie-
social, quer de regularização de outros créditos devidos dade, propriedade horizontal, comodato, nua-proprie-
sobre terceiros e decorrentes de actividades das uni- dade, propriedade plena, direito de reversão, direito de
dades institucionais. superfície e usufruto.
04.02.03 — «Multas e coimas por infracções ao Código 05.10.04 — «Edifícios». — Abrange as receitas prove-
da Estrada e restante legislação». — São contabilizadas nientes do rendimento da propriedade consoante a natu-
as receitas resultantes das multas e coimas cobradas reza de direitos do Estado, designadamente: compro-
em resultado das transgressões às disposições do Código priedade, propriedade horizontal, comodato, nua-pro-
da Estrada, as coimas respeitantes às contra-ordenações priedade, propriedade plena, direito de reversão, direito
por infracção ao regime de realização de exames de de superfície e usufruto.
condução de veículos automóveis, as multas cobradas 05.10.05 — «Bens de domínio público». — Abrange as
por falta de pagamento das portagens, as contra-orde- receitas provenientes do rendimento da propriedade de
nações pela falta de instalações de um separador de bens de domínio público, consoante a natureza de direi-
segurança no interior dos veículos ligeiros de passageiros tos do Estado, concretamente: compropriedade, pro-
de aluguer, as coimas por infracções relativas às chapas priedade horizontal, comodato, nua-propriedade, pro-
de matrícula, as coimas por infracção ao disposto quanto priedade plena, direito de reversão, direito de superfície
ao ensino da condução, as coimas em resultado de con- e usufruto. Como exemplo escolheram-se os rendimen-
tra-ordenações quanto ao não cumprimento do disposto
tos provenientes da cedência de espaços dos palácios.
quanto aos limitadores de velocidade e relevo dos dese-
05.10.99 — «Outros». — Compreende as receitas
nhos do piso dos pneus, as coimas respeitantes às con-
tra-ordenações levantadas por violação do regime jurí- cobradas e que não estão tipificadas em artigo próprio
dico relativo à actividade de inspecções técnicas de veí- deste grupo.
culos a motor e seus reboques, as coimas por contra- 05.11.00 — «Activos incorpóreos». — Integra as recei-
-ordenações levantadas pelo não cumprimento do Regu- tas provenientes do rendimento da propriedade relativas
lamento das Passagens de Nível, etc. à cedência temporária, de direitos de propriedade inte-
04.02.04 — «Coimas e penalidades por contra-ordena- lectual (direitos de autor ou direitos conexos) ou os
ções». — Incluem-se as receitas provenientes das coimas direitos de propriedade industrial (exploração de paten-
decorrentes das contra-ordenações praticadas em diver- tes, licenças, modelos, marcas, desenhos, processos de
sos sectores. fabrico, etc.), ou ainda os contratos de cedência de
04.02.99 — «Multas e penalidades diversas». — Com- know-how.
preende as receitas cobradas e que não estão tipificadas Esta classificação económica não contempla a alie-
em artigo próprio deste grupo. As receitas deste tipo nação dos activos incorpóreos, a qual se enquadra no
devem ser individualizadas por subartigos. capítulo «Outras receitas de capital», designadamente
05.00.00 — «Rendimentos da propriedade». — a classificação económica 13.01.03.
Abrange este capítulo as receitas provenientes do ren- 06.00.00 — «Transferências correntes». — Entende-se
dimento de activos financeiros (depósitos bancários, por transferências correntes os recursos financeiros
títulos e empréstimos) e rendas de activos não produ- auferidos sem qualquer contrapartida, destinados ao
tivos, nomeadamente terrenos e activos incorpóreos financiamento de despesas correntes ou sem afectação
(direitos de autor, patentes e outros). preestabelecida.
Dado que ao nível do grupo e artigo sistematicamente Este capítulo desagrega-se de acordo com a classi-
foram considerados sectores institucionais nas classifi- ficação do sector e da unidade institucional.
cações económicas «Juros» e «Dividendos e outras par- 06.03.05 — «Estado — Participação portuguesa em
ticipações nos lucros», refere-se de seguida o âmbito projectos co-financiados». — Incluem-se as receitas pro-
genérico, designado por «X» destas duas naturezas de venientes do Orçamento do Estado que se destinem
receita. à comparticipação nacional nos projectos co-financia-
05.0X.0X — «Juros». — Engloba as receitas referentes dos.
a juros de empréstimos concedidos, ou outros tipos de 06.03.06 — «Estado — Participação comunitária em
financiamentos, de contratos subsidiários, de obrigações projectos co-financiados». — Incluem-se as receitas pro-
emitidas pelas sociedades, do pagamento em prestações venientes da União Europeia que se destinem à com-
do preço de arrematação dos bens imóveis, de depósitos participação comunitária nos projectos co-financiados.
de aplicações, etc. 06.03.10 — «Serviços e fundos autónomos — Participa-
Este grupo desagrega-se de acordo com a classificação ção portuguesa em projectos co-financiados». —
do sector institucional. Incluem-se as receitas provenientes dos serviços e fundos
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1179

autónomos que se destinem à comparticipação nacional 07.01.09 — «Matérias de consumo». — Icluem-se as


nos projectos financiados. receitas provenientes das existências (consumos), como,
06.03.11 — «Serviços e fundos autónomos — Participa- por exemplo, produtos farmacêuticos, material de con-
ção comunitária em projectos co-financiados». — sumo clínico, produtos alimentares, material de con-
Incluem-se as receitas provenientes da União Europeia sumo hoteleiro, material de consumo administrativo e
que se destinem à comparticipação comunitária nos pro- material de manutenção e conservação.
jectos financiados. 07.01.10 — «Desperdícios, resíduos e refugos». —
07.00.00 — «Venda de bens e serviços correntes». — Englobam-se as receitas resultantes da venda de bens
Neste capítulo incluem-se, na generalidade, as receitas cuja característica principal é derivarem do processo
quer com o produto da venda dos bens, inventariados produtivo normal, na forma de um bem com valor
ou não, que inicialmente não tenham sido classificados comercial, sem no entanto ter sido esse o objectivo da
como bens de capital ou de investimento, quer ainda produção.
com os recebimentos de prestação de serviços. Às recei- 07.01.11 — «Produtos acabados e intermédios». —
tas enquadráveis neste capítulo estão subjacentes preços Englobam-se as receitas resultantes da venda de pro-
que correspondem a valores sensivelmente idênticos aos dutos acabados e intermédios efectuados a terceiros.
custos de produção dos bens ou serviços vendidos. 07.02.01 — «Aluguer de espaços e equipamen-
Este capítulo desagrega-se em três grupos, que se tos». — Incluem-se as receitas provenientes do aluguer
apresentam de seguida: esporádico de espaços e equipamentos da entidade.
07.01.00 — «Venda de bens»; 07.02.02 — «Estudos, pareceres, projectos e consulta-
07.02.00 — «Serviços»; doria». — Abrange as receitas resultantes da venda de
07.03.00 — «Rendas. serviços prestados pela entidade no âmbito da realização
de trabalhos requisitados ou da responsabilidade de pes-
No caso de a entidade contabilística ser sujeito passivo soas singulares ou colectivas, nomeadamente estudos,
de IVA, as operações relacionadas com imposto liqui- pareceres, consultoria de organização, apoio à gestão
dado devem ser tratadas como «Operações de tesou- e serviços de natureza técnica.
raria», capítulo 17, grupo 02, portanto, não têm enqua- 07.02.05 — «Actividades de saúde». — Engloba as
dramento neste capítulo. receitas resultantes das facturações emitidas em relação
07.01.01 — «Material de escritório». — Incluem-se as aos vários subsistemas relativamente a entidades de
receitas provenientes do produto da venda de bens que direito público e privado.
não sejam considerados equipamento de escritório (imo- 07.02.06 — «Reparações». — Abrange as receitas pro-
bilizado), embora alguns sejam inventariáveis, caso do venientes de reparações.
material considerado excedentário ou obsoleto. 07.02.07 — «Alimentação e alojamento». — Abrange
07.01.02 — «Livros e documentação técnica». — as receitas oriundas do fornecimento de alimentação
Engloba as receitas oriundas da venda de livros técnicos e estada aos funcionários, nomeadamente na utilização
e documentação técnica, desde que relacionados com de centros de formação.
a actividade de forma directa ou indirecta. 07.02.08 — «Serviços sociais, recreativos, culturais e de
07.01.03 — «Publicações e impressos». — Escritura-se desporto». — Abrange as receitas resultantes da utiliza-
o produto das cobranças provenientes da venda ao sector ção de piscinas, museus e bibliotecas e a cedência, a
particular ou empresarial de publicações e impressos, título oneroso, dessas mesmas instalações para a rea-
de acordo com a legislação em vigor. lização de certames e manifestações de carácter des-
Incluem-se também as receitas resultantes da venda portivo, social, cultural e recreativo.
das vinhetas dos vistos, das cadernetas prediais, quando 07.02.09 — «Serviços específicos das autarquias». —
forem segundas vias, etc. Abrange as receitas provenientes da prestação de ser-
07.01.04 — «Fardamentos e artigos pessoais». — viços específicos das autarquias. As receitas deste tipo
Englobam-se as receitas cobradas como reembolso das devem ser individualizadas por subartigos.
verbas despendidas com a aquisição de fardamentos e
07.03.00 — «Rendas». — Abrange as receitas prove-
artigos destinados a serem utilizados por pessoal adstrito
aos seus serviços, quando a lei não determine o for- nientes do arrendamento de casas ou outros edifícios
necimento gratuito deste material. para fins habitacionais ou outros.
07.01.05 — «Bens inutilizados». — Incluem-se as 07.03.01 — «Habitações». — Englobam-se as receitas
receitas provenientes da venda de bens, como por exem- provenientes de rendas pagas pelos inquilinos das casas
plo a venda de bens móveis considerados não duradou- de habitação que fazem parte do património do Estado,
ros (ferramentas e utensílios), de papel inútil, de óleos incluindo os que são funcionários públicos ou militares,
de lubrificação já usados, etc. de acordo com a legislação em vigor.
07.01.06 — «Produtos agrícolas e pecuários». — Englo- Igualmente se inclui o produto do reembolso das ren-
bam-se as receitas resultantes da venda de lenhas, das de habitações arrendadas pelo Estado e ocupadas
palhas, ervas, frutos, matos e outras produções das mar- por funcionários públicos, civis ou militares.
gens de leitos de rios e ribeiros, das florestas, das esta- Este artigo deverá ser desagregado em subartigos de
ções piscícolas e de outras explorações, exceptuando-se acordo com o tipo de habitação, ou seja, em casas de
contudo, a extracção de areias cuja venda, por estar função, casas de guarda florestais ou outras.
sujeita a licenciamento prévio, será contabilizada no 07.03.02 — «Edifícios». — Incluem-se o produto das
capítulo 04 — «Taxas». rendas de casas pertencentes ao Estado, alugadas para
07.01.07 — «Produtos alimentares e bebidas». — determinados fins (armazenagem, guarda ou arrecada-
Incluem-se as receitas provenientes da venda dos pro- ção de artigos ou materiais, comércio, indústria, etc.).
dutos alimentares e bebidas. Este artigo engloba também, o produto das receitas
07.01.08 — «Mercadorias». — Icluem-se as receitas resultantes das empresas às quais foi adjudicada a con-
das vendas de mercadorias (bens e produtos adquiridos cessão do exclusivo do jogo nas zonas de jogo, as quais
ao exterior com o objectivo de venda). pagarão ao Estado, por todo o tempo que dure o arren-
1180 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

damento, a renda anual que vier a ser estipulada no construção tenham sido contabilizados como investi-
respectivo contrato. mento. Consideram-se neste capítulo as vendas de bens
07.03.99 — «Outras». — Abrange as receitas prove- de capital em qualquer estado, inclusive os que tenham
nientes de rendas não tipificadas nos artigos prece- ultrapassado o período máximo de vida útil.
dentes. Este capítulo desagrega-se em quatro grupos, que a
Inclui-se as receitas resultantes da cobrança da taxa seguir se discriminam:
anual denominada «Taxa de rega e beneficiação» devida 09.01.00 — «Terrenos»;
pelos beneficiários das obras de fomento hidroagrícola 09.02.00 — «Habitações»;
realizadas pelo Estado, pela utilização de água e apro- 09.03.00 — «Edifícios»;
veitamento das obras de drenagem, enxugo e defesa 09.04.00 — «Outros bens de investimento».
de terrenos.
Engloba também as receitas resultantes da arreca- 09.01.00 — «Terrenos». — Engloba as receitas prove-
dação da taxa anual denominada «Taxa de exploração nientes da alienação de terrenos, de harmonia com a
e conservação» satisfeita pelos beneficiários das obras legislação em vigor (5).
de fomento hidroagrícola como reembolsos das despesas Incluem-se também as receitas resultantes do produto
efectuadas pelo Estado com a conservação e exploração da remição de foros respeitantes a terrenos do Estado.
das referidas obras. Abrangem ainda as receitas resultantes da alienação,
Incluem-se ainda, entre outras, as taxas devidas pelos em hasta pública, nos termos da lei (6), dos terrenos
utentes das águas provenientes das obras para fins de que se encontrem em situação de alienação legalmente
produção de energia eléctrica, abastecimento de povoa- permitida.
ções, usos industriais ou rega fora das áreas incluídas Este grupo deverá ser desagregado por sectores
nas mesmas obras. institucionais.
08.00.00 — «Outras receitas correntes». — Classifi- 09.02.00 — «Habitações». — Incluem-se as receitas
cam-se as receitas não tipificadas nos artigos prece- oriundas da alienação de imóveis destinados a habi-
dentes. tações.
08.01.01 — «Prémios, taxas por garantias de risco e dife- Abrangem ainda as receitas resultantes da alienação,
renças de câmbio». — Compreende as receitas resultan- em hasta pública, nos termos da lei (7), das habitações
tes da comissão anual de 3% sobre os montantes uti- que se encontrem em situação de alienação legalmente
lizados ao abrigo dos contratos de financiamento com permitida.
o Banco Europeu de Investimento, de acordo com a Este grupo deverá ser desagregado por sectores
legislação em vigor (4). Igualmente têm expressão orça- institucionais.
mental os créditos emergentes da extinção do Fundo 09.03.00 — «Edifícios». — Abrange o produto da alie-
de Garantia de Riscos Cambiais, bem como os prémios nação de edifícios construídos ou adquiridos para fins
subjacentes à fixação de taxas de câmbio de que podem diferentes dos da habitação, tais como instalação de ser-
beneficiar as operações de créditos à exportação de bens viços, escolas, creches, pavilhões desportivos, bibliote-
e serviços de origem nacional e a prazo superior a um cas, armazéns e garagens.
ano, denominadas em moeda estrangeira, e ainda as Incluem-se também as receitas provenientes da
taxas de avales e outras taxas de risco de câmbio previstas -alienação de edifícios do Estado que se destinem à
em legislação avulsa. aquisição de instalações para serviços públicos, de har-
08.01.02 — «Produtos da venda de valores desamoe- monia com a legislação em vigor (8).
dados». — Incluem-se as receitas do produto da venda Abrangem ainda as receitas resultantes da alienação,
de moedas retiradas de circulação. em hasta pública, nos termos da lei (9), dos edifícios
08.01.03 — «Lucros de amoedação». — Compreende que se encontrem em situação de alienação legalmente
as receitas provenientes da diferença entre o valor facial permitida.
da moeda colocada em circulação e o custo da sua Este grupo deverá ser desagregado por sectores
produção. institucionais.
Inclui-se também o diferencial entre o valor facial 09.04.00 — «Outros bens de investimento». — Englo-
e os custos de produção de moedas comemorativas bam-se as receitas provenientes da alienação de cons-
afecto pelo Estado a entidades ou fins específicos rela- truções diversas, melhoramentos fundiários, material de
cionados com o motivo das emissões, ao abrigo da legis- transporte, maquinaria e equipamento, animais, inves-
lação em vigor. timentos incorpóreos, investimentos militares, etc.
08.01.99 — «Outras». — Compreende as receitas Inclui-se também o produto da alienação de viaturas
cobradas e que não estão tipificadas em artigo próprio automóveis dadas como incapazes e entregue nos cofres
deste grupo, como sejam as resultantes das indemni- do Estado, destinado à aquisição de novas viaturas auto-
zações por deterioração, roubo e extravio de bens patri- móveis, de acordo com a legislação em vigor.
moniais, a indemnização de estragos provocados por Abrangem ainda as receitas resultantes da alienação
outrem em viaturas ou em quaisquer outros equipa- de bens de investimento não classificáveis nos grupos
mentos pertencentes às entidades e as recuperações de anteriores deste capítulo, como por exemplo, as receitas
IVA. ao abrigo de diversa legislação em vigor, incluindo as
alienações em hasta pública.
Receitas de capital Este grupo deverá ser desagregado por sectores
institucionais.
São receitas cobradas ocasionalmente, isto é, que se 10.00.00 — «Transferências de capital». — Entende-se
revestem de carácter transitório, e que, regra geral, estão por transferências de capital os recursos financeiros
associadas a uma diminuição do património. auferidos sem qualquer contrapartida, destinados ao
09.00.00 — «Venda de bens de investimento». — Com- financiamento de despesas de capital.
preende os rendimentos provenientes da alienação, a Inclui as receitas relativas a cauções e depósitos de
título oneroso, de bens de capital que na aquisição ou garantia que revertem a favor da entidade, assim como
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1181

heranças jacentes e outros valores prescritos ou aban- cedidos a título reembolsável com horizonte temporal
donados. superior a um ano.
Engloba ainda as receitas provenientes do remanes- Os artigos deverão ser desagregados pelos sectores
cente da revalorização das reservas de ouro existentes institucionais anteriormente mencionados.
no Banco de Portugal. 11.07.00 — «Recuperação de créditos garantidos». —
Abrange também as quantias ou valores apreendidos, Engloba as receitas provenientes da recuperação de cré-
bem como a venda de géneros e mercadorias apreen- ditos avalizados.
didos e ainda as receitas referentes a fianças-crime que- 11.08.00 — «Acções e outras participações». —
bradas e depósitos de contratos não cumpridos. Engloba as receitas provenientes da alienação de apli-
10.03.04 — «Estado — Consignação dos rendimentos cações financeiras, nomeadamente acções e outras
do Estado para as reservas de capitalização». — Engloba participações.
as transferências do Estado relativas a rendimentos do Os artigos deverão ser desagregados pelos sectores
património consignados a reservas de capitalização. institucionais anteriormente mencionados.
10.03.05 — «Estado — Excedentes de execução do 11.09.00 — «Unidades de participação». — Engloba as
Orçamento do Estado». — Inclui as transferências do receitas provenientes de outras aplicações financeiras,
Orçamento do Estado relativas a excedentes de exe- nomeadamente as unidades de participação.
cução do Orçamento do Estado, tendo em vista a cor- Os artigos deverão ser desagregados pelos sectores
recção do subfinanciamento por incumprimento da institucionais anteriormente mencionados.
legislação em vigor (10). 11.10.00 — «Alienação de partes sociais de empre-
11.00.00 — «Activos financeiros». — Compreende as sas». — Incluem-se as receitas provenientes das ope-
receitas provenientes da venda e amortização de títulos rações relacionadas com reprivatizações.
de crédito, designadamente obrigações e acções ou 12.00.00 — «Passivos financeiros». — Como «Passivos
outras formas de participação, assim como as resultantes financeiros» consideram-se as receitas provenientes da
do reembolso de empréstimos ou subsídios concedidos. emissão de obrigações e de empréstimos contraídos a
Os activos financeiros apresentam uma estrutura curto e a médio e longo prazos.
comum nos vários tipos de aplicações financeiras, englo- Os passivos financeiros apresentam uma estrutura
bando as de tesouraria e as de médio e longo prazos, comum nos vários tipos de aplicações financeiras, englo-
uma vez que se optou por seguir uma uniformização
bando as de tesouraria e as de médio e longo prazos,
em termos de classificador económico sabendo à partida
uma vez que se optou por seguir uma uniformização
que só alguns sectores institucionais o irão utilizar.
Este capítulo desdobra-se pelos seguintes grupos: em termos de classificador económico sabendo à partida
11.01.00 — «Depósitos, certificados de depósito e pou- que só alguns sectores institucionais o irão utilizar.
pança». — Englobam-se as receitas provenientes de rea- Os grupos por corresponderem a conceitos já uti-
plicações de capital de depósitos com pré-aviso e de lizados, e se desdobrarem por artigos que, por sua vez,
depósitos a prazo, não incluindo os certificados de depó- envolvem caracterização de âmbito institucional igual-
sito negociáveis. mente conhecida, não carecem de esclarecimento suple-
Os artigos deverão ser desagregados pelos sectores mentar.
institucionais anteriormente mencionados. 13.00.00 — «Outras receitas de capital». — Trata-se de
11.02.00 — «Títulos a curto prazo». — Engloba as um capítulo económico com carácter residual.
receitas provenientes das aplicações financeiras de prazo 13.01.01 — «Indemnizações». — Engloba as receitas
inferior a um ano, nomeadamente os bilhetes do de todos os ganhos inerentes a contratos celebrados e
Tesouro, o papel comercial, as obrigações e títulos de que foram incumpridos pela outra parte envolvida.
participação, certificados de aforro, depósitos negociá- Inclui também as receitas resultantes das compen-
veis, etc. sações pagas relativas a sinistros.
Os artigos deverão ser desagregados pelos sectores 13.01.02 — «Activos incorpóreos». — Integra as recei-
institucionais anteriormente mencionados. tas de capital provenientes da alienação de direitos de
11.03.00 — «Títulos a médio e longo prazos». — propriedade intelectual (direitos de autor ou direitos
Engloba as receitas provenientes das aplicações finan- conexos) ou os direitos de propriedade industrial (explo-
ceiras de prazo superior a um ano, incluindo os depósitos ração de patentes, licenças, modelos, marcas, desenhos,
negociáveis. processos de fabrico, etc.), ou ainda os contratos de
Os artigos deverão ser desagregados pelos sectores cedência de know-how.
institucionais anteriormente mencionados. Esta classificação económica não contempla a cedên-
11.04.00 — «Derivados financeiros». — Engloba as cia temporária dos activos incorpóreos, a qual se enqua-
receitas provenientes das aplicações financeiras, cuja dra no capítulo de «Rendimentos da propriedade»,
rendibilidade depende de outros activos, nomeada- designadamente a classificação económica 05.11.00.
mente, as opções, warrants, futuros, swaps, forward rate
agreement. Não inclui os instrumentos subjacentes aos Outras Receitas
derivados nem os instrumentos secundários não tran-
saccionáveis. 14.00.00 — «Recursos próprios comunitários». —
Os artigos deverão ser desagregados pelos sectores Incluem-se as receitas que constituem recursos próprios
institucionais anteriormente mencionados. comunitários e cuja cobrança está subjacente à adesão
11.05.00 — «Empréstimos a curto prazo». — Engloba de Portugal à União Europeia, de acordo com a legis-
as receitas provenientes de empréstimos concedidos a lação em vigor (11).
título reembolsável com horizonte temporal inferior a 15.00.00 — «Reposições não abatidas nos pagamen-
um ano. tos». — Abrange as receitas resultantes das entradas de
Os artigos deverão ser desagregados pelos sectores fundos na tesouraria em resultado de pagamentos orça-
institucionais anteriormente mencionados. mentais indevidos, ocorridos em anos anteriores, ou em
11.06.00 — «Empréstimos a médio e longo prazos». — razão de não terem sido utilizados, na globalidade ou
Engloba as receitas provenientes de empréstimos con- em parte, pelas entidades que os receberam.
1182 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Contudo, neste capítulo só se registam as devoluções Em número de 12, são os seguintes:


que têm lugar depois de encerrado o ano financeiro
em que ocorreu o pagamento. Caso contrário, ou seja, Códigos Agrupamentos
no caso de as devoluções terem lugar antes do encer-
ramento do ano financeiro, estamos perante reposições
abatidas nos pagamentos. Estas últimas implicam uni- 01.00.00 «Despesas com o pessoal».
camente correcções da dotação utilizada e do respectivo 02.00.00 «Aquisição de bens e serviços».
03.00.00 «Juros e outros encargos».
saldo disponível e, portanto, não são tidas como receita 04.00.00 «Transferências correntes».
orçamental. 05.00.00 «Subsídios».
16.00.00 — «Saldo da gerência anterior». 06.00.00 «Outras despesas correntes».
16.01.00 — «Saldos orçamentais». — Contabilizam-se 07.00.00 «Aquisição de bens de capital».
08.00.00 «Transferências de capital».
os saldos de gerência que constituem receita dos ser- 09.00.00 «Activos financeiros».
viços, devendo ser desagregados de acordo com a sua 10.00.00 «Passivos financeiros».
proveniência. 11.00.00 «Outras despesas de capital».
São igualmente englobados neste grupo outros saldos 12.00.00 «Operações extra-orçamentais».
que porventura permaneçam nos cofres do Estado,
nomeadamente na posse do serviço e na posse do
Cada agrupamento divide-se em subagrupamentos,
Tesouro.
distribuindo-se, cada um destes, por rubricas.
17.00.00 — «Operações extraorçamentais». — Neste
agrupamento englobam-se as operações que não são A seguir, procede-se a uma análise individualizada
consideradas receita orçamental, mas com expressão na dos agrupamentos, privilegiando-se, nesse contexto, a
tesouraria. caracterização e a delimitação do conteúdo, quer dos
Este capítulo desagrega-se em três grupos, que a subagrupamentos, quer das rubricas por que aqueles
seguir se apresentam: se desagregam.
17.01.00 — «Operações de tesouraria — Retenção de Despesas correntes
receitas do Estado»;
17.02.00 — «Outras operações de tesouraria»; 01.00.00 — «Despesas com o pessoal». — Neste agru-
17.03.00 — «Reposições abatidas nos pagamentos»; pamento devem considerar-se todas as espécies de remu-
17.04.00 — «Contas de ordem». nerações principais, de abonos acessórios e de compen-
sações que, necessariamente, requeiram processamento
17.01.00 — «Operações de tesouraria — Retenção de nominalmente individualizado e que, de forma transi-
receitas do Estado». — Engloba os montantes provenien- tória ou permanente, sejam satisfeitos pela Adminis-
tes de impostos, contribuições e outros que tenham tração, tanto aos seus funcionários e agentes como aos
ficado por entregar nos cofres públicos, como, por exem- indivíduos que, embora não tendo essa qualidade, pres-
plo, o IRS, o imposto do selo, a ADSE, etc. tem, contudo, serviço ao Estado nos estritos termos de
17.02.00 — «Outras operações de tesoura- contratos a termo, em regime de tarefa ou de avença.
ria». — Incluem-se os montantes provenientes de reten- Compreendem-se, também, no âmbito deste agrupa-
ção de fundos alheios que deverão constituir posterior- mento, as despesas que o Estado, como entidade patro-
mente fluxos de entrega às entidades a quem respeitam, nal, suporta com o esquema de segurança social dos
como, por exemplo, os descontos em vencimentos que seus funcionários.
não sejam receitas do Estado, as cauções e garantias Para o efeito, consideram-se «Remunerações prin-
de fornecedores, as quotas de sindicatos, emolumentos, cipais» todas aquelas que são pagas como forma prin-
etc. cipal de rendimento dos funcionários, de que são exem-
17.03.00 — «Reposições abatidas nos pagamen- plos, entre outras: vencimentos, salários, gratificações
tos». — Abrange as receitas resultantes das entradas de certas e pensões.
fundos na tesouraria em resultado de pagamentos orça- Por «Abonos acessórios» entende-se, de um modo
mentais indevidos ocorridos no próprio ano. geral, os que são atribuídos como contrapartida de certa
17.04.00 — «Contas de ordem». — Incluem-se os situação, esforço ou responsabilidade especial, tais como
movimentos extra-orçamentais relativos às receitas pró- gratificações variáveis, suplementos e prémios, despesas
prias geradas pelos organismos dotados de autonomia de representação, horas extraordinárias, abonos para
administrativa e financeira, que se encontrem inseridas falhas, ajudas de custo, etc.
no mecanismo de depósito no Tesouro, previsto na legis- Como subagrupamentos das «Despesas com o pes-
lação em vigor (12). soal» têm-se:
Despesas públicas
Códigos Subagrupamentos
O novo esquema de classificação mantém a distinção
entre «Despesas correntes» e «Despesas de capital» e 01.01.00 «Remunerações certas e permanentes».
deverá ser entendido como integrado por três níveis 01.02.00 «Abonos variáveis ou eventuais».
de componentes: 01.03.00 «Segurança social».

Agrupamentos;
Subagrupamentos; 01.01.00 — «Remunerações certas e permanentes». —
Rubricas. Tendo por denominador comum, a exigência do já refe-
rido processamento nominalmente individualizado,
Os agrupamentos económicos constituem a estrutura apresentam-se no classificador com a seguinte distri-
do esquema classificativo susceptível de, só por si, con- buição, por rubricas:
gregar os elementos integrantes da expressão orçamen- 01.01.01 — «Titulares de órgãos de soberania e mem-
tal sintética. bros de órgãos autárquicos». — Consideram-se os hono-
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1183

rários (que têm a natureza de vencimento) do Presidente 01.01.12 — «Suplementos e prémios». — Deverá
da República, da Assembleia da República, dos mem- entender-se como englobando, exclusivamente, os abo-
bros do Governo e dos tribunais, bem como os ven- nos que, revestindo tal natureza, tenham, contudo, o
cimentos dos órgãos autárquicos legalmente aprovados. seu direito e o regime de atribuição (certa e permanente)
01.01.02 — «Órgãos sociais». — Incluem-se as remu- fixados em lei (17), havendo lugar na sua liquidação
nerações dos titulares de órgãos sociais dos serviços e ao respectivo desconto de quota para a Caixa Geral
fundos autónomos que integram os conselhos de admi- de Aposentações.
nistração, directivos ou outros órgãos sociais, tais como Trata-se de abonos a funcionários pelo desempenho,
os conselhos de fiscalização, consultivos, etc. regular e continuado, de funções especiais que, por exi-
01.01.03 — «Pessoal dos quadros — Regime de função girem especial tecnicidade ou responsabilidade, justi-
pública». — Consideram-se os vencimentos dos funcio- ficam a sua atribuição.
nários e agentes que fazem parte dos quadros legalmente 01.01.13 — «Subsídio de refeição». — engloba, apenas,
aprovados e que estejam em serviço efectivo. Sempre os abonos que, para o fim expresso na designação da
que os funcionários ou agentes se encontrem em situa- própria epígrafe, decorrem da aplicação da legislação
ção de ausência do local de trabalho, por doença, mater- em vigor (18).
nidade/paternidade, ao abrigo do diploma do regime 01.01.14 — «Subsídios de férias e de Natal». — Tra-
de férias, faltas e licenças (13), deverão as suas remu- ta-se, efectivamente, da rubrica por onde os subsídios
nerações ser classificadas na rubrica 01.01.15 — «Remu- em questão devem ser processados relativamente ao pes-
nerações por doença e maternidade/paternidade». soal enquadrado nas «Remunerações certas e perma-
Devem considerar-se aqui, também, os vencimentos nentes», quando a lei lhe reconheça esse direito.
dos indivíduos que, em comissão de serviço, estejam 01.01.15 — «Remunerações por doença e materni-
nos organismos a preencher lugares dos respectivos dade/paternidade». — Consideram-se os abonos dos fun-
quadros. cionários e agentes que se encontrem em situação de
01.01.04 — «Pessoal dos quadros — Regime de con- ausência do local de trabalho, por doença, materni-
trato individual de trabalho». — Consideram-se as remu- dade/paternidade, ao abrigo do diploma do regime de
nerações do pessoal abrangido pelo contrato individual férias, faltas e licenças (19), e que fazem parte do «Pes-
de trabalho. soal dos quadros — Regime de função pública». Esta
01.01.05 — «Pessoal além dos quadros». — Engloba os rubrica compreende o abono dos cinco sextos das remu-
vencimentos do pessoal de nomeação vitalícia além dos nerações certas e permanentes e ainda o de um sexto
quadros, do pessoal contratado não pertencente aos qua- de vencimento de exercício quando recuperado.
dros e, também, os salários do pessoal eventual.
01.02.00 — «Abonos variáveis ou eventuais». — Neste
01.01.06 — «Pessoal contratado a termo». — Circuns-
subagrupamento económico, tal como é requisito essen-
creve-se, exclusivamente, aos indivíduos que se encon-
cial em termos de «Remunerações certas e permanen-
trem a prestar serviço à Administração no âmbito de
tes», deverá, também, verificar-se a exigência rigorosa
contratos rigorosamente baseados em legislação espe-
do processamento nominalmente individualizado.
cífica (14).
01.01.07 — «Pessoal em regime de tarefa ou de As rubricas a considerar são as seguintes:
avença». — Consideram-se, rigorosa e limitativamente, 01.02.01 — «Gratificações variáveis ou eventuais». —
apenas, os indivíduos que se encontrem abrangidos pelos Consideram-se aquelas cujo quantitativo não esteja
contratos de tarefa ou pelos contratos de avença, cele- fixado na lei e a sua efectiva atribuição se encontre
brados nos termos da legislação em vigor (15). condicionada à quantidade de serviço realizado ou à
01.01.08 — «Pessoal aguardando aposentação». — verificação de determinados requisitos inerentes ao
Salvo o disposto em lei especial, é pela respectiva dota- mesmo, nomeadamente, o local da sua prestação. De
ção que os funcionários desligados do serviço para efei- qualquer modo, tal como acontece em relação às outras
tos de aposentação devem ser abonados das suas pensões gratificações (certas e permanentes) referenciadas ante-
provisórias de aposentação até ao fim do mês em que, riormente, é igualmente indispensável que na lei, para
com a indicação das respectivas pensões definitivas de além do inequívoco reconhecimento ao seu direito, se
aposentação, constarem da lista que a Caixa Geral de identifique expressamente como gratificação a natureza
Aposentações faz publicar todos os meses no Diário da do abono a atribuir.
República, 2.a série. 01.02.02 — «Horas extraordinárias». — Refere-se aos
01.01.09 — «Pessoal em qualquer outra situação». — abonos das prestações quando as necessidades do serviço
Atribui-se-lhe, em relação às rubricas de pessoal atrás imperiosamente o exigirem, em virtude da acumulação
caracterizadas, uma natureza residual. anormal ou imprevista de trabalho ou da urgência na
01.01.10 — «Gratificações»(certas e permanen- realização de tarefas especiais e ainda em situações que
tes). — apenas se incluem os abonos cujo direito esteja resultem de imposição legal (20).
reconhecido em lei sob a designação expressa de «Gra- 01.02.03 — «Alimentação e alojamento». — São as
tificação» e sejam devidos regularmente, podendo o seu que, independentemente do «Subsídio de refeição» con-
quantitativo constar da própria lei ou com fundamento siderado no âmbito das «Remunerações certas e per-
nela ser fixado por via administrativa (despacho con- manentes», devam, com fundamento em lei (21), ser atri-
junto dos Ministros da tutela e das Finanças). buídas aos funcionários e agentes, em numerário,
01.01.11 — «Representação» (que é, também, certa e mediante processamento que terá de ser nominalmente
permanente). — Consideram-se os abonos feitos junta- individualizado.
mente com os vencimentos a funcionários que ocupam 01.02.04 — «Ajudas de custo». — Classificam-se, ape-
determinados cargos políticos ou dirigentes, no intuito nas, as despesas com essa estrita natureza, de acordo
de os compensar pelo acréscimo de despesa, que a manu- com a legislação em vigor (22). Incluem as importâncias
tenção da dignidade inerente a esses cargos e as exi- a abonar a funcionários e agentes, quando deslocados
gências do seu desempenho impõem. O seu quantitativo da sua residência oficial por motivo de serviço público,
é fixado por lei (16). quer em território nacional quer no estrangeiro.
1184 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

Também deve incluir as despesas com a alimentação Salienta-se que não têm aqui enquadramento as des-
e alojamento, que possam ter lugar no decurso das des- pesas ocasionadas por acidentes em serviço, que deverão
locações e, com elas, estejam intimamente ligadas. enquadrar-se na rubrica específica de «Acidentes em
01.02.05 — «Abono para falhas». — Engloba o abono serviço», adiante referenciada.
que, revestindo tal natureza, tenha, contudo, o seu 01.03.02 — «Outros encargos com saúde». — Engloba
direito e o regime de atribuição fixado em lei (23). Tra- as despesas com as aquisições de outros bens e serviços
ta-se do abono a funcionários cuja atribuição se justifica de saúde que assumam a forma de compensação finan-
pela responsabilidade que exige. ceira, correspondentes a reembolsos a funcionários e
01.02.06 — «Formação». — Engloba os abonos devi- agentes do Estado.
dos aos funcionários do próprio serviço que ministrem 01.03.03 — «Subsídio familiar a crianças e
formação. jovens». — É uma prestação mensal que visa compensar
01.02.07 — «Colaboração técnica e especializada». — os encargos familiares respeitantes ao sustento e edu-
Incluem-se as remunerações devidas aos funcionários cação dos descendentes do beneficiário, de acordo com
que, para além do seu trabalho e horário normais, e a legislação em vigor (30).
independentemente de subordinação ao estatuto jurí- 01.03.04 — «Outras prestações familiares». — Abrange
dico do trabalho extraordinário, prestam a sua colabo- as prestações complementares atribuídas aos funcioná-
ração técnica ou especializada, quer no âmbito do pró- rios (subsídios mensal vitalício, de infantário, de morte
prio serviço de que dependem quer a outros organismos ou reembolso das despesas de funeral), nos termos da
oficiais. legislação em vigor (31).
01.02.08 — «Subsídios e abonos de fixação, residência 01.03.05 — «Contribuições para a segurança social». —
e alojamento». — Incluem os subsídios e abonos a que Engloba as despesas com o pagamento pelo Estado,
nos termos da legislação em vigor (24) têm direito os como entidade patronal, de quotas ou contribuições para
membros do Governo e os chefes dos respectivos gabi- organismos dependentes da segurança social, bem como
netes que tenham a sua residência habitual a mais de as despesas com a concessão de subsídios à Caixa Geral
100 km de Lisboa. de Aposentações.
01.02.09 — «Subsídio de prevenção». — Inclui o sub- 01.03.06 — «Acidentes em serviço e doenças profissio-
sídio de prevenção definido na legislação em vigor (25). nais». — Devem englobar as despesas com o pessoal
Entende-se por regime de prevenção aquele em que vítima de acidente em serviço ou doença profissional,
os funcionários não estão obrigados a permanecer fisi- de acordo com a legislação em vigor (32). Assim,
camente no serviço, mas apenas a ficar disponíveis para incluem-se aqui as despesas com os medicamentos for-
ocorrer a este, em situações de manifesta necessidade, necidos aos sinistrados, a facturação apresentada pelos
sempre que solicitados. hospitais, os honorários médicos e os transportes dos
01.02.10 — «Subsídio de trabalho nocturno». — Inclui acidentados. Incluem-se, também, as despesas com as
o subsídio de noites e suplementos definido na legislação aquisições de quaisquer aparelhos de prótese ou de orto-
em vigor (26). Considera-se trabalho nocturno o prestado
pedia que se mostrarem necessários em resultado do
entre as 20 horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte.
acidente ou da doença profissional.
01.02.11 — «Subsídio de turno». — Engloba as remu-
01.03.07 — «Pensões de reserva». — Classificam-se
nerações, que por necessidade do regular e normal fun-
cionamento do serviço exige a prestação de trabalho exclusivamente pensões a atribuir ao pessoal militar
em pelo menos dois períodos diários sucessivos, sendo quando, nos termos da legislação respectiva, são colo-
cada um de duração não inferior à duração média diária cados na situação transitória (de «Reserva») que medeia
do trabalho correspondente a cada grupo profissional, entre a situação do activo e a situação de reforma.
nos termos da legislação em vigor (27). 01.03.08 — «Outras pensões». — Enquadram-se as
01.02.12 — «Indemnizações por cessação de fun- despesas com as características de pensões de aposen-
ções». — Engloba as remunerações de compensação por tação, de reforma ou de invalidez, quando os respectivos
cessão de funções definidas na legislação em vigor (28). encargos, por circunstâncias especiais, não estejam a
01.02.13 — «Outros suplementos e prémios». — cargo da Caixa Geral de Aposentações.
Incluem-se os abonos que, revestindo tal natureza, É, igualmente, nesta rubrica que se classificam os
tenham, contudo, o seu direito e o regime de atribuição complementos de pensão de aposentação ou de reforma
fixado em lei (29) como, por exemplo, as senhas de pre- que, em casos também especiais e na sequência de acor-
sença de participações em reuniões e outros não dos, nomeadamente com a Caixa Nacional de Pensões,
enquadráveis. os serviços abonam a funcionários aposentados ou
01.02.14 — «Outros abonos em numerário ou espécie reformados.
tendo uma natureza residual». — Incluem-se, entre 01.03.09 — «Seguros». — Englobam as despesas com
outras, as despesas de telefones individuais e subsídios seguros dos funcionários ou agentes, quando tal seja
diversos a abonar a funcionários, agentes e dirigentes, exigido no exercício das suas funções.
por trabalho prestado em dias de descanso semanal, 01.03.10 — «Outras despesas de segurança social». —
de descanso complementar e em feriados. Tem uma natureza meramente residual, no contexto do
Engloba, também, as despesas relativas ao adicional subagrupamento económico. Há, no entanto, a assinalar
à remuneração. como sendo aqui enquadráveis as despesas com o sub-
01.03.00 — «Segurança social». — Neste subagrupa- sídio de Natal (e, porventura, o de férias, se, tempo-
mento económico incluem-se as rubricas seguintes: rariamente, forem chamados à efectividade de serviço)
01.03.01 — «Encargos com a saúde». — Incluem-se a atribuir aos militares na situação de reserva.
aqui as despesas com a aquisição de próteses, artigos 02.00.00 — «Aquisição de bens e serviços». — Neste
e medicamentos, serviços de especialidades clínicas, tra- agrupamento incluem-se, de um modo geral, as despesas
tamentos, internamentos e outras despesas da mesma quer com bens de consumo (duráveis ou não) a que
natureza, quando feitas em directo benefício dos fun- não possa reconhecer-se a natureza de despesas de capi-
cionários. tal quer, ainda, com a aquisição de serviços.
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1185

O agrupamento económico em análise desagrega-se o Estado na incumbência de lhes proporcionar a ali-


nos subagrupamentos seguintes: mentação (hospitais, asilos, prisões, etc.).
02.01.06 — «Alimentação — Géneros para confeccio-
Códigos Subagrupamentos nar». — Incluem-se as despesas com a aquisição dos
géneros alimentícios para confeccionar que os serviços
fornecem tanto a funcionários como a pessoas que, não
02.01.00 «Aquisição de bens». tendo essa qualidade, estão, no entanto, em situações
02.02.00 «Aquisição de serviços».
que colocam o Estado na incumbência de lhes propor-
cionar a alimentação (hospitais, asilos, prisões, etc.).
02.01.00 — Aquisição de bens». — Devem classifi- 02.01.07 — «Vestuário e artigos pessoais». — Engloba
car-se neste agrupamento os bens que em regra tenham, as despesas com aquisição de peças de vestuário e artigos
pelo menos, um ano de duração, devendo por isso ser de uso restrito ou individual a utilizar por pessoal civil
inventariáveis e que, por não contribuírem para a for- ou militar nos termos regulamentares. Igualmente se
mação de capital fixo, não são caracterizáveis como bens devem incluir as importâncias a despender com even-
de capital (investimento). Incluem-se, igualmente, os tuais reparações nos bens em causa.
bens que são correntemente consumidos na produção 02.01.08 — «Material de escritório». — Incluem-se as
ou com uma presumível duração útil não superior a despesas com bens de consumo imediato, que não sejam
um ano, não sendo, por isso, inventariáveis. considerados equipamento de escritório (imobilizado),
As rubricas a considerar são: embora alguns sejam duradouros e inventariáveis e não
02.01.01 — «Matérias-primas e subsidiárias». — Com- se mostrem directamente ligados à produção de bens
preendem-se os bens adquiridos para serem utilizados e serviços, como, por exemplo, papel de impressora,
na produção, podendo incorporar-se materialmente lápis, agrafadores, furadores, etc.
(matérias-primas) ou não (matérias subsidiárias) nos 02.01.09 — «Produtos químicos e farmacêuticos». —
produtos finais. Incluem-se as despesas com medicamentos inscritos no
Em tal conformidade, cabem nesta rubrica os artigos Formulário Nacional de Medicamentos, com reagentes
e produtos correntemente consumidos, transformados e produtos de diagnóstico rápido e com outros produtos
ou utilizados em organismos que desenvolvem activi- farmacêuticos, adquiridos para consumo.
dades produtivas, com fins industriais, de investigação, 02.01.10 — «Produtos vendidos nas farmácias». —
de exploração agrícola ou pecuária e outros semelhantes. Engloba as despesas com medicamentos e outros pro-
Assim, são aqui englobados os bens utilizados ou dutos vendidos na farmácias comparticipados pelo SNS.
transformados em oficinas e estabelecimentos fabris 02.01.11 — «Material de consumo clínico». — Inclui as
(papel, madeira, ferro, tintas, etc.), em laboratórios despesas de material clínico (de penso, de artigos cirúr-
(ratos, coelhos e outros animais, reagentes, ácidos, sais, gicos, de tratamento de electromedicina, de laboratório,
drogas, etc., para serem utilizados em ensaios, testes próteses, osteosíntese e outro), por exemplo, álcool,
ou análises diversas) e em explorações agrícolas ou algodão, oxigénio, etc., que são adquiridos, separada-
pecuárias (adubos, sementes, fertilizantes, herbicidas e mente, para limpeza, desinfecção ou fins sanitários ou
fungicidas, medicamentos, correctivos e alimentação hospitalares.
para gado de engorda ou abate). 02.01.12 — «Material de transporte — Peças». —
02.01.02 — Combustíveis e lubrificantes». — Inclui as Engloba as despesas com a aquisição dos materiais
despesas com bens de consumo a utilizar como com- (peças) que alguns serviços, dispondo de oficinas pró-
bustão ou lubrificação. prias, utilizam em trabalhos de reparação, conservação
Recorda-se, no entanto, que, aqui, se englobam os e beneficiação do material considerado como de trans-
bens de consumo utilizados na produção de força motriz, porte, designadamente pneus.
calor e luz, nomeadamente os combustíveis destinados Salienta-se que não cabem aqui as aquisições de moto-
à obtenção de energia, os lubrificantes utilizados na res, a que será feita referência oportuna quando,
manutenção de veículos com motor e tudo o que se adiante, em sede do subagrupamento «Investimentos»,
destina a queima, como, por exemplo, óleos, gasolina, se aludir à rubrica «Material de transporte».
gasóleo, petróleo, gás em garrafas, álcool, carvão, lenha, 02.01.13 — «Material de consumo hoteleiro». —
oxigénio e outros compostos, velas, fósforos, etc. Incluem-se as despesas com material de consumo ime-
Excluem-se os materiais especificados na rubrica diato que não seja considerado equipamento de hote-
02.01.11 — «Material de consumo clínico». laria (imobilizado), embora alguns duradouros e inven-
02.01.03 — «Munições, explosivos e artifícios». — tariáveis.
Inclui bens que se extinguem logo que utilizados, ou 02.01.14 — «Outro material — Peças». — Engloba as
seja, bens com as estritas características inerentes ao despesas com a aquisição dos materiais (peças) que não
significado da própria rubrica e qualquer que seja o sejam consideradas em «Material de trans-
seu potencial destino ou utilização (serviços militares porte — Peças».
ou civis). Engloba também as despesas com a aquisição 02.01.15 — «Prémios, condecorações e ofertas». —
de bombas, fumígeros e, de um modo geral, os artifícios Considera-se as despesas referentes a bens destinados
utilizados com fins de sinalização e socorros, pólvora, a prémios, condecorações e ofertas.
dinamite e rastilhos. 02.01.16 — «Mercadorias para venda». — Engloba as
02.01.04 — «Limpeza e higiene». — Engloba as despe- despesas com a aquisição de bens destinados a serem
sas referentes a materiais de limpeza e higiene a utilizar vendidos.
nas instalações do organismo. 02.01.17 — «Ferramentas e utensílios». — Engloba as
02.01.05 — «Alimentação — Refeições confecciona- despesas com bens dessa natureza, cuja vida útil não
das». — Incluem-se as despesas com a alimentação já exceda, em condições de utilização normal, o período
confeccionada que os serviços fornecem tanto a fun- de um ano. Mas os serviços responsáveis devem manter
cionários e agentes como a pessoas que, não tendo essa o inventário actualizado, de acordo com a legislação
qualidade, estão, no entanto, em situações que colocam em vigor e, dado o seu valor unitário materialmente
1186 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

pouco relevante, devem considerar-se como despesa do Os serviços dispõem de mão-de-obra própria e, por
exercício, embora a sua duração possa exceder o período isso, necessitam apenas de adquirir os materiais neces-
de um ano. sários à efectivação das obras (trata-se de uma despesa
02.01.18 — «Livros e documentação técnica». — exclusivamente com aquisição de bens, a enquadrar na
Incluem-se as despesas com aquisição de livros técnicos rubrica «Outros bens» ou «Material de transporte —
e documentação técnica, desde que relacionados com Peças» quando a conservação se reporte a bens desta
a actividade de forma directa ou indirecta. natureza).
São ainda classificados na presente rubrica os núme- Os serviços não dispõem de mão-de-obra própria e,
ros do Diário da República, quando inventariáveis para então, recrutam, directamente para o efeito, o necessário
serem integrados na colecção patrimonial dos serviços pessoal especializado (dando origem a uma despesa a
(os exemplares que não tenham esse destino são carac- considerar na presente rubrica) e adquirem os materiais
terizados como simples bens e classificados em «Mate- indispensáveis aos trabalhos (originando uma despesa
rial de escritório»). classificável em «Outros bens»).
02.01.19 — «Artigos honoríficos e de decoração». — Salienta-se que, tratando-se de «Grandes reparações»
Engloba as despesas com artigos honoríficos, nomea- a levar a efeito em edifícios, habitações e material de
damente bandeiras, estandartes e galhardetes. Salien- transporte, as inerentes despesas não devem ser clas-
ta-se, todavia, que as importâncias despendidas com os sificadas como «Conservação de bens», mas devem ser
prémios e condecorações que se adquirem com o pro- consignadas às rubricas dos respectivos investimentos,
pósito de serem entregues a quaisquer indivíduos ou conforme adiante será referenciado.
entidades são consideradas na rubrica 02.01.15 — «Pré- 02.02.04, 02.02.05, 02.02.06 e 02.02.08». — As quatro
mios, condecorações e ofertas». rubricas que, em termos de «Locação», se afectam neste
02.01.20 — «Material de educação, cultura e subagrupamento a «Edifícios», «Material de informá-
recreio». — Engloba todo o bem durável, mas não direc- tica», «Material de transporte» e «Outros bens», des-
tamente ligado à produção de bens e serviços, que seja tinam-se a enquadrar as despesas relativas à renda de
susceptível de constituir junto dos indivíduos factor de terrenos e edifícios e ao aluguer de equipamentos, que
dinamização e de enriquecimento da sua cultura, a qual, tenham por suporte a figura jurídica do «Contrato de
para efeitos exclusivos do classificador, é tomada num locação». Não inclui as rendas de bens em regime de
sentido muito amplo, de modo a compreender os campos locação financeira, mas sim as de bens em regime de
da educação (incluindo a educação física e o desporto), locação operacional.
das artes recreativas e musicais, das belas-artes, da 02.02.07 — «Locação de bens de defesa». — Enqua-
museologia lato sensu, do culto religioso, de recreio e dram-se as despesas com locação operacional que
da formação profissional. tenham por objecto bens que se destinem predominan-
Em tal conformidade, são enquadráveis na rubrica, temente a fins militares, como, por exemplo, equipa-
entre muitos outros, o material escolar afecto aos esta- mento, armamento e infra-estruturas das Forças Arma-
belecimentos com funções de ensino (como sejam mapas das, celebrados no âmbito da legislação em vigor.
didácticos, colecções mineralógicas, zoológicas e ana- 02.02.09 — «Comunicações». — Englobam as despe-
tómicas, utensílios e aparelhos de laboratórios escolares, sas com telefones (instalação, aluguer, chamadas,
réguas, compassos e outros artigos normalmente uti- mudanças e cargas desinfectantes), telex, correios
lizados nas salas de aula), equipamentos e aparelhos (nomeadamente, selos, telegramas, taxas de apartados
para educação física e desporto, instrumentos musicais, e prémios de vales) e tráfego radiotelegráfico interna-
jogos, aparelhos de rádio e de televisão para salas de cional. Incluem-se ainda os encargos com taxas e impul-
convívio, alfaias religiosas, paramentos e outros bens sos com ligação à Internet para diversas utilizações,
afectos ao culto, livros e revistas quando inventariáveis designadamente consultas do Diário da República, de
e afectos a bibliotecas. sites institucionais, aquisição de bens e serviços, etc.
02.01.21 — «Outros bens». — Tem um carácter resi- 02.02.10 — «Transportes». — Consideram-se aqui
dual, nela se incluindo todos os bens que, pela sua natu- incluídas todas as despesas com transportes de pessoas,
reza, não se enquadrem em qualquer das rubricas que quer tenham ou não a qualidade de funcionários. Os
antecedem. Considera-se ainda os encargos com a aqui- gastos com o transporte de pessoal que aqui se devem
sição de rações para animais que não sejam para abate, considerar são aluguer permanente de veículos para
devendo distinguir-se a aquisição de alimentação para transporte de pessoal, subsídios de transporte conce-
gado para engorda e abate, a englobar na rubrica didos em carácter de permanência ao pessoal, passes
02.01.01 — «Matérias-primas e subsidiárias». sociais concedidos ao pessoal, tudo para fazer face às
02.02.00 — «Aquisição de serviços». — Em termos deslocações de e para o local de trabalho.
deste subagrupamento temos as seguintes rubricas: Afectam-se também a esta rubrica as despesas com
02.02.01 — «Encargos das instalações». — Mantém-se o transporte de bens já na posse dos serviços (se ainda
inalterável no seu significado e âmbito e engloba as não o estiverem, as despesas vão onerar as dotações
despesas com água, electricidade e aquecimento. que suportam ou suportariam as respectivas aquisições).
02.02.02 — «Limpeza e higiene». — Incluem-se as des- Por aqui se devem satisfazer, igualmente, os encargos
pesas referentes a aquisição de serviços de limpeza e com o aluguer de automóveis, com ou sem condutor.
higiene assegurados por empresas da especialidade. 02.02.11 — «Representação dos serviços». —
02.02.03 — «Conservação de bens». — Compreende Incluem-se as despesas determinadas por necessidades
todas as despesas (incluindo os custos de serviços e mate- acidentais de representação dos organismos, com exclu-
riais quando conjuntamente facturados) a satisfazer por são, portanto, das despesas de representação pelo exer-
trabalhos de reparação, conservação e beneficiação de cício de determinados cargos oficiais, que assumem a
bens imóveis, móveis e semoventes, quando adjudicados natureza de despesas com pessoal. Quando efectuadas
a empresas ou profissionais autónomos. no País, trata-se, em regra, de despesas dos próprios
Nos casos em que os serviços pretendam realizar ministérios, serviços ou entidades que os representam,
aqueles trabalhos por administração directa deverão ter em virtude de recepções ou de visitas de individualidades
em atenção as duas prováveis hipóteses: nacionais ou estrangeiras.
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1187

Podem, também, ocorrer no estrangeiro, por motivo informáticos, análises laboratoriais, trabalhos tipográ-
de congresso, feiras e outros certames e missões em ficos, etc.
que se torne necessária a nossa participação oficial. 02.02.21 — «Utilização de infra-estruturas de transpor-
As despesas com os funcionários que forem deter- tes». — Englobam-se as despesas relacionadas com paga-
minadas pela representação dos serviços aqui tratada mentos de compensação às empresas concessionárias
classificar-se-ão nas adequadas rubricas. de infra-estruturas de transportes (auto-estradas, estra-
Assim, incluir-se-ão, por exemplo, em «Deslocações das, pontes etc.).
e estadas», código 02.02.12, as despesas que se fizerem 02.02.22 — «Serviços de saúde». — Compreende as
com as deslocações que ocorrem no âmbito das res- despesas com todas as aquisições de serviços de saúde,
pectivas missões. Do mesmo modo, afectar-se-ão à quando adjudicados a empresas ou profissionais autó-
rubrica «Ajudas de custo» os encargos que com tal natu- nomos. Incluem-se ainda os acordos internacionais ine-
reza haja necessidade de se satisfazer (para o que são rentes à prestação de serviços de saúde (reembolsos
consideradas em pé de igualdade com os funcionários e assistência ambulatória). Incluem-se as despesas das
as pessoas que, embora estranhas aos serviços públicos, ARS com o sector privado convencionado, como sejam
são chamadas ou convidadas, no interesse dos mesmos, despesas geradas pelos hospitais resultantes da presta-
a participar em determinadas reuniões ou a constituir ção de serviços, cuja facturação é apresentada pelas
comitiva de missões, visitas e viagens oficiais). ARS, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.
Salienta-se, por fim que, face ao enquadramento da 02.02.23 — «Outros serviços de saúde». — Engloba as
presente rubrica em termos de subagrupamento eco- aquisições de outros bens e serviços de saúde que assu-
nómico, no seu âmbito apenas poderão ter cabimento mam a forma de compensação financeira correspon-
as despesas com pagamentos de serviços, pelo que as dentes a reembolsos a utentes do Serviço Nacional de
eventuais aquisições de bens destinados a serem ofe- Saúde.
recidos em quaisquer circunstâncias de «Representação 02.02.24 — «Encargos de cobrança de receitas». —
dos serviços» deverão onerar a rubrica «Prémios, con- Compreende o pagamento de encargos de cobrança de
decorações e ofertas», código 02.01.15. receitas efectuada por outras entidades, nomeadamente
02.02.12 — «Seguros». — Enquadram-se as despesas a percentagem paga à administração fiscal pela cobrança
com a constituição e os prémios de quaisquer seguros dos impostos e, ainda, despesas resultantes da cobrança
(incluindo, portanto, bens ou pessoas) que, nos termos de receitas comunitárias.
legais, sejam excepcionalmente autorizados. Devem 02.02.25 — «Outros serviços». — Assumem carácter
excluir-se os seguros de saúde que deverão onerar a residual no contexto das aquisições de serviços. Só lhe
rubrica 01.03.09 — «Seguros». devem ser afectadas as despesas que, de modo algum,
02.02.13 — «Deslocações e estadas». — englobam-se não possam ser classificadas nas rubricas tipificadas do
as despesas com alojamento e alimentação fora do local respectivo subagrupamento.
de trabalho, que não sejam suportadas através de ajudas 03.00.00 — «Juros e outros encargos». — A título de
de custo. Incluem-se também as despesas com transporte definição genérica, o termo «juro» designa habitual-
relativo a viagens, bem como a deslocação em veículo mente o montante que o devedor tem a responsabilidade
próprio, em que é paga através da multiplicação dos de pagar ao credor ao longo de um determinado período
quilómetros percorridos pelo valor por quilómetro. pela utilização de um determinado montante de capital,
02.02.14 — «Estudos, pareceres, projectos e consulto- sem que este último se reduza. O juro é, assim, um
ria». — Incluem-se as despesas relativas a estudos, pare- montante fixo ou uma percentagem do capital, sendo
ceres, projectos e consultoria, de organização, apoio à este último o montante da responsabilidade do devedor
gestão e serviços de natureza técnica prestados por par- para com o credor em qualquer momento do tempo.
ticulares ou outras entidades. Devem ser classificados Neste agrupamento há a considerar os seguintes
nesta rubrica, de entre outros, os encargos com estudos subagrupamentos:
de organização de projectos informáticos e estudos 03.01.00 — «Juros da dívida pública». — Incluem-se
económico-financeiros. neste subagrupamento as despesas associadas à contra-
02.02.15 — «Formação». — Incluem-se as despesas tação, gestão e amortização de empréstimos, transac-
com os cursos de formação profissional dos funcionários, cionáveis ou não transaccionáveis, directamente con-
quando prestados por outras entidades. traídos pelas entidades integrantes do sector público.
02.02.16 — «Seminários, exposições e similares». — Em juros da dívida pública, são registados os fluxos
Englobam-se as despesas decorrentes da realização de referentes aos juros de empréstimos contratados para
seminários, exposições e similares promovidos pela a satisfação de necessidades de financiamento, bem
entidade. como os fluxos da mesma natureza decorrentes de con-
02.02.17 — «Publicidade». — Incluem-se as despesas tratos sobre instrumentos derivados contratados para
referentes a publicidade independentemente da forma, cobertura de riscos financeiros associados a esses
designadamente anúncios em meios de comunicação empréstimos.
social, campanhas publicitárias promocionais e materiais 03.02.00 — «Outros encargos correntes da dívida
publicitários. pública». — Este subagrupamento económico contém
02.02.18 — «Vigilância e segurança». — Conside- todas as outras despesas correntes que, para além dos
ram-se as despesas referentes a materiais e ou serviços juros, já anteriormente considerados, são inerentes à
de vigilância e segurança das pessoas e bens da entidade, contratação e gestão dos empréstimos até ao seu
incluindo o transporte de valores. vencimento.
02.02.19 — «Assistência técnica». — Incluem-se as São exemplos as despesas relacionadas com a emissão
despesas referentes à assistência técnica dos bens, no e a gestão da dívida, das quais se destacam as comissões
âmbito de contratos realizados. de subscrição e gestão, as despesas de introdução em
02.02.20 — «Outros trabalhos especializados». — bolsa, as comissões pagas a agentes pagadores, as des-
Incluem-se as despesas relativas aos serviços técnicos pesas com a manutenção de contas, bem como outros
prestados por outras empresas que o próprio organismo custos associados à execução de transacções e rating da
não pode superar pelos seus meios, tais como serviços dívida.
1188 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

03.03.00 — «Juros de locação financeira». — União Europeia que correspondam à comparticipação


Incluem-se os juros suportados com a locação financeira. comunitária nos projectos co-financiados.
As oito rubricas que, em termos de juros de locação 04.03.08 — «Serviços e fundos autónomos — participa-
financeira, afectam neste subagrupamento são ção portuguesa em projectos co-financiados». —
03.03.01 — «Terrenos», 03.03.02 — «Habitações», Incluem-se as despesas resultantes da aplicação das
03.03.03 — «Edifícios», 03.03.04 — «Construções diver- transferências dos serviços e fundos autónomos que cor-
sas», 03.03.05 — «Material de transporte», 03.03.06 — respondam à comparticipação nacional nos projectos
«Material de informática», 03.03.07 — «Maquinaria e co-financiados.
equipamento» e 03.03.08 — «Outros investimentos». 04.03.09 — «Serviços e fundos autónomos — participa-
03.04.00 — «Juros tributários». — Incluem-se os juros ção comunitária em projectos co-financiados». —
a pagar pelo ressarcimento de importâncias provenientes Incluem-se as despesas resultantes da aplicação das
da cobrança de impostos a mais ou indevidamente transferências dos serviços e fundos autónomos que cor-
cobrados. respondam à comparticipação comunitária nos projectos
Este subagrupamento subdivide-se em duas rubricas: co-financiados.
03.04.01 — «Indemnizatórios» e 03.04.02 — «Outros». 05.00.00 — «Subsídios». — Os subsídios em epígrafe,
03.05.00 — «Outros juros». — Englobam-se outros tendo, embora, a natureza de transferências correntes,
encargos, designadamente juros de dívidas contraídas, revestem-se, contudo, de características especiais que,
de acordo com a legislação em vigor. sob o aspecto económico, recomendam uma identifi-
Este subagrupamento subdivide-se em duas rubricas: cação à parte daquelas.
03.05.01 — «Remuneração de depósitos no Tesouro» e Assim, para efeitos do presente classificador, consi-
03.05.02 — «Outros». deram-se «Subsídios» os fluxos financeiros não reem-
03.05.01 — «Remuneração de depósitos no bolsáveis do Estado para as empresas públicas (equi-
Tesouro». — Engloba os encargos originados pelo paga- paradas ou participadas) e empresas privadas, destina-
mento de juros às contas dos serviços integrados do das ao seu equilíbrio financeiro e à garantia, relativa-
Estado, como dos serviços e fundos autónomos, de mente ao produto da sua actividade, de níveis de preços
acordo com a legislação em vigor (33). inferiores aos respectivos custos de produção.
03.06.00 — «Outros encargos financeiros». — Esta Cabem, aqui, como exemplos, de entre outros, os
rubrica é de carácter residual. No entanto, incluem-se apoios financeiros à exploração de empresas de trans-
despesas inerentes a serviços bancários e todas as des- porte, tarifárias e subvenção de equilíbrio, as compen-
pesas não previstas nas rubricas anteriores. sações financeiras no âmbito do apoio do Estado a ser-
04.00.00 — «Transferências correntes». — Neste agru- viços de transporte de natureza social, as indemnizações
pamento são contabilizadas as importâncias a entregar compensatórias devidas como apoio do Estado a serviços
a quaisquer organismos ou entidades para financiar des- públicos essenciais às Regiões Autónomas, bem como
pesas correntes, sem que tal implique, por parte das as bonificações de juros e outras subvenções com objec-
unidades recebedoras, qualquer contraprestação directa tivos análogos.
para com o organismo dador. Considera-se ainda «Subsídios» as compensações pro-
Os subagrupamentos por que se desagrega o presente venientes das políticas activas de emprego e formação
agrupamento correspondem aos sectores institucionais profissional.
em que é previsível a existência de beneficiários de trans- Em termos do classificador, este agrupamento eco-
ferências correntes. nómico desdobra-se em subagrupamentos que coinci-
No contexto do classificador, os subsectores institu- dem com os dos sectores institucionais, já caracterizados
cionais a que se afectam as transferências são as con- anteriormente, onde é previsível a atribuição de sub-
sideradas nas rubricas respectivas. sídios.
As rubricas «Serviços e fundos autónomos» e «Admi- Com ressalva do subagrupamento «Famílias», nos res-
nistração regional» serão obrigatoriamente desagrega- tantes e sempre que isso seja exequível, proceder-se-á
das por alíneas, de modo a serem expressamente indi- ao seu desdobramento em alíneas, que identificarão as
vidualizadas as entidades beneficiárias das transferên- entidades beneficiárias dos subsídios e os correspon-
cias. dentes valores.
Salienta-se que as rubricas da «Administração local» 06.00.00 — «Outras despesas correntes». — Este agru-
deverão ser sempre desagregadas por alíneas de acordo pamento tem um carácter residual relativamente aos
com as entidades que beneficiem das transferências, anteriores e desdobra-se nos seguintes subagrupamen-
designadamente: tos:
Assembleias distritais; 06.01.00 — «Dotação provisional». — Consideram-se,
Municípios; apenas, as dotações que, com fundamento na legislação
Freguesias; em vigor (34), se reconheça que devam ser inscritas no
Regiões de turismo; orçamento do Ministério das Finanças para fazer face
Serviços autónomos da administração local. a despesas correntes não previstas e inadiáveis.
06.02.01 — «Impostos e taxas». — Inclui a restituição
Nas restantes rubricas a desagregação é facultativa de impostos ou contribuições que não sejam em termos
e circunscrita a situações pontuais. da lei em vigor por abate à receita.
04.03.03 — «Estado — Participação portuguesa em 06.02.02 — «Activos incorpóreos». — Incluem-se as
projectos co-financiados». — Incluem-se as despesas despesas resultantes da cedência temporária de activos
resultantes da aplicação das transferências do Orça- intangíveis, englobando, nomeadamente, despesas de
mento do Estado que correspondam à comparticipação constituição, despesas de investigação e desenvolvi-
nacional nos projectos co-financiados. mento de propriedade industrial, outros direitos e,
04.03.04 — «Estado — Participação comunitária em ainda, os trespasses.
projectos co-financiados». — Incluem-se as despesas Citam-se, como exemplos, o poema, a composição
resultantes da aplicação das verbas provenientes da literária ou musical, a patente, as técnicas de fabrico,
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1189

de gestão, de exploração e outros análogos para os quais mobiliário diverso. Como equipamento administrativo
os seus criadores ou inventores constituírem direitos entende-se mobiliário, máquinas de calcular, impresso-
exclusivos de autor ou de propriedade. ras, fotocopiadoras e demais equipamento de escritório.
Esta rubrica não contempla a aquisição de activos Como equipamento social entende-se equipamento de
incorpóreos, a qual se enquadra no subagrupamento refeitório, postos médicos ou de primeiros socorros, de
de «Investimentos», designadamente na classificação desporto ou equipamentos culturais, entre outros bens
económica 07.01.13 — «Investimentos incorpóreos». que sirvam aos funcionários fora do âmbito da relação
06.02.03 — «Outros». — Trata-se de uma rubrica eco- profissional.
nómica com uma função meramente residual. Engloba 07.01.10 — «Equipamento básico». — Incluem-se as
as despesas originadas pela diferença de câmbio des- despesas com instrumentos, máquinas, instalações e
favorável, relacionadas com a actividade corrente da outros bens, com excepção dos indicados na rubrica
entidade. Inclui ainda as despesas relacionadas com ser- 07.01.11 — «Ferramentas e utensílios», com os quais
viços bancários. se realiza a extracção, transformação e elaboração dos
produtos ou a prestação dos serviços. Compreende tam-
Despesas de capital bém os gastos adicionais com a adaptação de maquinaria
e de instalações no desempenho das actividades próprias
07.00.00 — «Aquisição de bens de capital». — Este do organismo.
agrupamento económico apresenta-se com três suba- 07.01.11 — «Ferramentas e utensílios». — Englo-
grupamentos sob a designação «Investimentos», «Loca- bam-se as despesas com as ferramentas e utensílios com
ção financeira» e «Bens de domínio público». duração superior a um ano e de valor unitário mate-
07.01.00 — «Investimentos». — Não obstante as várias rialmente relevante.
acepções em que o termo «investimento» pode teori- 07.01.12 — «Artigos e objectos de valor». — Incluem-se
camente ser tomado, salienta-se que, para efeitos do as despesas com artigos de conforto e decoração em
presente classificador, o mesmo é encarado segundo que o valor é elevado, designadamente quadros, car-
uma óptica de estrita natureza de investimento, pelo petes, etc.
que, no âmbito daquele subagrupamento, se compreen- Englobam-se ainda as obras de arte, de colecção e
derão, exclusivamente, as despesas com a aquisição (e de valor histórico e recheios de museus, etc.
também as grandes reparações) dos bens que contri- 07.01.13 — «Investimentos incorpóreos». —
buam para a formação de «capital fixo», isto é, os bens Incluem-se as despesas resultantes da aquisição de direi-
duradouros utilizados, pelo menos, durante um ano, na tos de propriedade intelectual (direitos de autor ou direi-
produção de bens ou serviços, sem que dessa utilização tos conexos) ou os direitos de propriedade industrial
resulte alteração significativa da sua estrutura técnica (exploração de patentes, licenças, modelos, marcas,
(máquinas, equipamentos, material de transporte, edi- desenhos, processos de fabrico, etc.) ou, ainda, contratos
fícios, outras construções, etc.). de cedência de know-how.
O conceito de «grande reparação» está associado não 07.01.14 — «Investimentos militares». — Compreende
só ao maior ou menor custo das obras a realizar, mas as construções e as obras de engenharia que as admi-
às razões subjacentes às mesmas onde, necessariamente, nistrações militares realizam com fins predominante-
terão de constar objectivos de acréscimo de duração mente militares de que, entre outros, são exemplos os
ou de produtividade dos bens de capital em causa. quartéis, os campos de tiro, os aeródromos, as estradas
Assim, por exemplo, tratando-se de edifícios ou de e as pontes militares (ainda que algumas dessas cons-
habitações, são «Grandes reparações» e, consequente- truções possam, por vezes, ter utilização civil).
mente, classificáveis nas respectivas rubricas de inves- Enquadram-se, igualmente, nesta rubrica, as grandes
timento, as obras que impliquem alteração das plantas reparações a efectuar nessas estruturas, para o que se
dos imóveis. considerará «grande reparação» a que implicar alteração
No caso das viaturas automóveis e de outro material das respectivas plantas. Incluem-se, ainda, no âmbito
de transporte com características semelhantes, conside- da presente rubrica as fragatas, o equipamento de radar
ra-se «grande reparação» a que implica a substituição e os aviões integrados na Lei de Programação Militar,
do motor. por terem como missão predominante o patrulhamento
A desagregação do subagrupamento deverá ser efec- da área oceânica de interesse nacional.
tuada por subsectores institucionais com a utilização das Também se englobam o armamento e os equipamen-
seguintes alíneas: tos principais utilizados pelas Forças Armadas, como,
A — Administração central — Estado; por exemplo, aeronaves, navios, viaturas blindadas e
B — Administração central — Serviços e fundos outras viaturas tácticas, armas individuais e colectivas,
autónomos; equipamento e máquinas de engenharia e equipamentos
C — Administração regional; de comunicações.
D — Administração local — Continente; 07.01.15 — «Outros investimentos». — Contém as des-
E — Administração local — Regiões Autónomas; pesas em «Plantações» e «Animais» e, ainda, quaisquer
F — Segurança social; outras que, tendo carácter de «investimento», não pos-
G — Instituições sem fins lucrativos; sam, eventualmente, enquadrar-se nas rubricas tipifi-
07.01.07 — «Equipamento de informática». — Consi- cadas do respectivo subagrupamento.
deram-se os computadores, os terminais, as impressoras 07.02.00 — «Locação financeira». — Compreende as
(hardware) e quaisquer outros bens que, assumindo despesas com contratos de locação financeira, de acordo
características de bens de investimento, possam consi- com a legislação em vigor, incluindo, também, a opção
derar-se como técnica, directa e exclusivamente ligados de compra final, sendo que a componente juros deverá
à produção informática. ser classificada na rubrica 03.03.00 — «Juros de locação
07.01.08 — «Software informático». — Engloba as financeira».
despesas com os produtos informáticos. 07.02.08 — «Recursos militares — Locação finan-
07.01.09 — «Equipamento administrativo». — ceira». — Incluem-se as despesas com contratos de inves-
Incluem-se as despesas com o equipamento social e o timento público sob a forma de locação, relativos às
1190 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002

forças, equipamento, armamento e infra-estruturas das cedidos a título reembolsável com horizonte temporal
Forças Armadas, celebrados no âmbito da legislação superior a um ano.
em vigor. As rubricas deverão ser desagregadas pelos sectores
07.03.00 — «Bens de domínio público». — Englo- institucionais anteriormente mencionados.
bam-se as despesas com os bens de domínio público 09.07.00 — «Acções e outras participações». —
que estão definidos na legislação em vigor (35). Engloba as despesas resultantes das aplicações finan-
08.00.00 — «Transferências de capital». — As transfe- ceiras, nomeadamente acções e outras participações.
rências que se integram neste agrupamento económico As rubricas deverão ser desagregadas pelos sectores
revestem-se de características idênticas às já apontadas institucionais anteriormente mencionados.
para as transferências correntes com a diferença de, 09.08.00 — «Unidades de participação». — Engloba as
aqui, se destinarem a financiar despesas de capital das despesas resultantes de outras aplicações financeiras,
unidades recebedoras. nomeadamente as unidades de participação.
Os subagrupamentos correspondem aos sectores ins- 10.00.00 — «Passivos financeiros». — Este agrupa-
titucionais anteriormente referidos. mento económico compreende as operações financeiras,
09.00.00 — «Activos financeiros». — Neste agrupa- englobando as de tesouraria e as de médio e longo pra-
mento económico contabilizam-se as operações finan- zos, que envolvam pagamentos decorrentes quer da
ceiras quer com a aquisição de títulos de crédito, amortização de empréstimos, titulados ou não, quer da
incluindo obrigações, acções, quotas e outras formas de regularização de adiantamentos ou de subsídios reem-
participação, quer com a concessão de empréstimos e bolsáveis, quer, ainda, da execução de avales ou garan-
adiantamentos ou subsídios reembolsáveis. tias. As despesas com passivos financeiros deverão
incluir os prémios ou descontos que possam ocorrer
Os activos financeiros apresentam uma estrutura
na amortização dos empréstimos.
comum nos vários tipos de aplicações financeiras, englo-
Com excepção dos «Outros passivos financeiros», os
bando as de tesouraria e as de médio e longo prazos restantes subagrupamentos por que se desagregam os
uma vez que se optou por seguir uma uniformização «Passivos financeiros» não carecem de explicações
em termos de classificador económico, sabendo à partida suplementares, por corresponderem a conceitos já uti-
que serão utilizados apenas por alguns sectores ins- lizados e se desdobrarem por rubricas que, por sua vez,
titucionais. envolvem a caracterização de âmbito institucional igual-
Este agrupamento desdobra-se pelos seguintes suba- mente conhecida.
grupamentos: 10.09.00 — «Outros passivos financeiros». — Conside-
09.01.00 — «Depósitos, certificados de depósito e pou- ram-se, residualmente, todos os passivos financeiros
pança». — Incluem-se as despesas resultantes de rea- referidos anteriormente que não se enquadrem nas
plicações de capital de depósitos com pré-aviso e de rubricas antecedentes. Face à inexistência de rubricas,
depósitos a prazo, não incluindo os certificados de depó- as dotações deverão afectar-se directamente à epígrafe
sito negociáveis. em questão, sem prejuízo de se recorrer à pormeno-
As rubricas deverão ser desagregadas pelos sectores rização em termos de alínea, se circunstâncias pontuais
institucionais anteriormente mencionados. o recomendarem.
09.02.00 — «Títulos de curto prazo». — Engloba as 11.00.00 — «Outras despesas de capital». — Trata-se
despesas resultantes das aplicações financeiras de prazo de um agrupamento económico com carácter residual
inferior a um ano, nomeadamente os bilhetes de tesouro, que se desdobra nos seguintes subagrupamentos:
o papel comercial, as obrigações e títulos de partici- 11.01.00 — «Dotação provisional». — Neste subagru-
pação, certificados de aforro, depósitos negociáveis, etc. pamento consideram-se, apenas, as dotações que, com
As rubricas deverão ser desagregadas pelos sectores fundamento na legislação em vigor (36), se reconheça
institucionais anteriormente mencionados. que devam ser inscritas no orçamento do Ministério
09.03.00 — «Títulos a médio e longo prazos». — das Finanças para fazer face a despesas de capital não
Engloba as despesas resultantes das aplicações finan- previstas e inadiáveis.
ceiras de prazo superior a um ano, incluindo os depósitos
negociáveis. Outras despesas
As rubricas deverão ser desagregadas pelos sectores
12.00.00 — «Operações extra-orçamentais». — Neste
institucionais anteriormente mencionados. agrupamento englobam-se as operações que não são
09.04.00 — «Derivados financeiros». — Engloba as consideradas despesa orçamental mas com expressão na
despesas resultantes das aplicações financeiras, cuja ren- tesouraria.
dibilidade depende de outros activos, nomeadamente 12.01.00 — «Operações de tesouraria — Entrega de
as opções, warrants, futures, swaps, forward rate agree- receitas do Estado». — Incluem-se os montantes prove-
ment. Não inclui os instrumentos subjacentes aos deri- nientes de impostos, contribuições e outros, que tenham
vados nem os instrumentos secundários não transac- ficado por entregar nos cofres públicos, como por exem-
cionáveis. plo o IRS, o imposto do selo, a ADSE, etc.
As rubricas deverão ser desagregadas pelos sectores 12.02.00 — «Outras operações de tesouraria». —
institucionais anteriormente mencionados. Incluem-se os montantes relativos a fundos alheios,
09.05.00 — «Empréstimos a curto prazo». — Engloba entregues às entidades competentes e que constituem
as despesas ocasionadas pelos empréstimos concedidos fluxos de caixa relativos a descontos em vencimentos,
a título reembolsável com horizonte temporal inferior que não sejam receitas do Estado, a cauções e garantias
a um ano. de fornecedores, a quotas de sindicatos, a emolumentos,
As rubricas deverão ser desagregadas pelos sectores etc.
institucionais anteriormente mencionados. 12.03.00 — «Contas de ordem». — Incluem-se os
09.06.00 — «Empréstimos a médio e longo prazos». — movimentos extra-orçamentais relativos às receitas pró-
Engloba as despesas provenientes de empréstimos con- prias geradas pelos organismos dotados de autonomia
N.o 38 — 14 de Fevereiro de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 1191

administrativa e financeira, que se encontrem inseridos regulares de embarcações ferry roll on-roll off (ro-ro)
no mecanismo de depósito no Tesouro, previsto na legis- e de passageiros de alta velocidade.
lação em vigor (37). A referida directiva, ao estabelecer um regime de
(1) Lei n.o 150/99, 11 Setembro; vistorias obrigatórias e de controlo da segurança de
(2) Lei n.o 17/2000, de 8 de Agosto; embarcações ferry ro-ro e de passageiros de alta velo-
(3) Lei n.o 17/2000, de 8 de Agosto; cidade, exploradas em serviços regulares de ou para por-
(4) Cláusula 3.a dos contratos aprovados pelos Decretos-Leis tos dos Estados-Membros da Comunidade Europeia,
n.os 287/76, de 22 de Abril, e 606/76, de 24 de Julho;
(5) Artigo 5.o do Decreto-Lei n.o 36 197, de 27 de Março de 1947;
tanto em viagens internacionais como domésticas, e tam-
(6) Artigo 1.o do Decreto-Lei n.o 309/89, de 19 de Setembro; bém ao consagrar o direito das administrações de pro-
(7) Artigo 1.o do Decreto-Lei n.o 309/89, de 19 de Setembro; ceder a investigações acerca de acidentes marítimos,
(8) Artigo 5.o do Decreto-Lei n.o 36 197, de 27 de Março de 1947; constitui mais um instrumento jurídico importante para
(9) Artigo 1.o do Decreto-Lei n.o 309/89, de 19 de Setembro;
(10) Lei n.o 28/84, de 14 de Agosto;
o estabelecimento de um nível de segurança adequado
(11) Resolução da Assembleia da República n.o 22/85, de 10 de para estas embarcações.
Julho, publicada no Diário da República, 1.a série, n.o 215, de 18 Atendendo ao elevado número de pessoas que estas
de Setembro de 1985; embarcações transportam, a prevenção de acidentes
(12) Decreto-Lei n.o 459/82, de 26 de Novembro;
(13) Artigos 23.o e 29.o do Decreto-Lei n.o 100/99, de 31 de Março,
assume enorme relevo, pelo que o Estado Português
Lei n.o 4/84, de 5 de Abril, e Decreto-Lei n.o 194/96, de 16 de Outubro; deverá assegurar o cumprimento dos requisitos de segu-
(14) Artigo 17.o do Decreto-Lei n.o 41/84, de 3 de Fevereiro, com rança exigíveis às embarcações, qualquer que seja o seu
a nova redacção dada pelo artigo único do Decreto-Lei n.o 299/85, pavilhão, bem como às companhias que as explorem,
de 29 de Julho, artigos 7.o a 10.o do Decreto-Lei n.o 184/89, de 2
de Junho, e 18.o a 21.o do Decreto-Lei n.o 427/89, de 7 de Dezembro,
quando essa exploração se desenvolva dentro de espaços
com a nova redacção dada pelo Decreto-Lei n.o 218/98, de 17 de marítimos nacionais.
Julho; A realização de vistorias obrigatórias antes de as
(15) Artigo 17.o do Decreto-Lei n.o 41/84, de 3 de Fevereiro, com embarcações entrarem ao serviço e, posteriormente, em
a nova redacção dada pelo artigo único do Decreto-Lei n.o 299/85,
de 29 de Julho; intervalos regulares, e sempre que ocorram alterações
(16) N.o 2 do artigo 34.o da Lei n.o 49/99, de 22 de Junho, e despacho significativas das circunstâncias de exploração, e a exi-
conjunto n.o 625/99, de 13 Julho; gência da existência a bordo de equipamento de registo
(17) Artigo 19.o do Decreto-Lei n.o 184/89, de 2 de Junho; dos dados de viagem irão contribuir para o reforço da
(18) Decreto-Lei n.o 57-B/84, de 20 de Fevereiro;
(19) Artigos 23.o e 29.o do Decreto-Lei n.o 100/99, de 31 de Março, segurança dos passageiros, dos tripulantes e das embar-
Lei n.o 4/84, de 5 de Abril, e Decreto-Lei n.o 194/96, de 16 de Outubro; cações.
(20) Artigo 28.o Decreto-Lei n.o 259/98, de 18 de Agosto; Importa, portanto, como fomento de uma cultura de
(21) Decretos-Leis n.os 72/80, de 15 de Abril, 331/88, de 27 de segurança e de qualidade dos serviços prestados pelas
Setembro, e 106/98, de 24 de Abril;
(22) Decretos-Leis n.os 192/95, de 28 de Julho, e 106/98, de 24 embarcações ferry ro-ro e de passageiros de alta velo-
Abril; cidade, que o Estado Português participe ou coopere
(23) Decreto-Lei n.o 4/89, de 6 de Janeiro; com outros Estados na investigação de acidentes,
(24) Decreto-Lei n.o 72/80, de 15 de Abril; quando esteja legitimamente interessado, bem como
(25) Decreto-Lei n.o 259/98, de 18 de Agosto, e artigo 9.o do Decre-
to-Lei n.o 62/79, de 30 de Março; investigue qualquer acidente, com base nas disposições
(26) Decreto-Lei n.o 259/98, de 18 de Agosto, e artigos 5.o e 6.o do Código para a Investigação de Acidentes Marítimos,
do Decreto-Lei n.o 62/79, de 30 de Março; da Organização Marítima Internacional (OMI), que
(27) Decreto-Lei n.o 259/98, de 18 de Agosto; ocorra com uma embarcação que arvore pavilhão nacio-
(28) Artigo 28.o do Decreto-Lei n.o 427/89, de 7 de Dezembro,
com a nova redacção dada pelo Decreto-Lei n.o 218/98, de 17 de
nal, facultando ao público os resultados de tais inves-
Julho; tigações.
(29) Artigo 19.o do Decreto-Lei n.o 184/89, de 2 de Junho, e arti- Com vista a traduzir num quadro legal as vantagens
gos 11.o e 12.o do Decreto-Lei n.o 353-A/89, de 16 de Outubro; que reconhecidamente se deixaram evidenciadas, o pre-
(30) Artigo 31.o do Decreto-Lei n.o 133-B/97, de 30 de Maio;
(31) Decretos-Leis n.os 197/77, de 17 de Maio, 133-B/97, de 30 sente diploma procede à transposição para o ordena-
de Maio, e 223/95, de 8 de Setembro; mento jurídico nacional da Directiva n.o 1999/35/CE,
(32) Decreto-Lei n.o 503/99, de 20 de Novembro; do Conselho, de 29 de Abril, relativa a um sistema de
(33) N.o 4 do artigo 2.o Decreto-Lei n.o 191/99, 5 de Junho, e vistorias obrigatórias para a exploração segura de embar-
Resolução do Conselho de Ministros n.o 45/2000, de 2 de Junho;
(34) Lei n.o 6/91, de 2 de Fevereiro;
cações ferry ro-ro e de passageiros de alta velocidade
(35) Artigo 4.o do Decreto-Lei n.o 477/80, 15 de Outubro, e Portaria em serviços regulares.
n.o 671/2000, de 17 de Abril; Assim:
(36) Lei n.o 6/91, de 2 de Fevereiro; Nos termos da alínea a) do n.o 1 do artigo 198.o da
(37) Decreto-Lei n.o 459/82, de 26 de Novembro.
Constituição, o Governo decreta o seguinte:

Artigo 1.o
MINISTÉRIO DO EQUIPAMENTO SOCIAL Objecto

O presente diploma visa transpor para o ordenamento


Decreto-Lei n.o 27/2002 jurídico interno a Directiva n.o 1999/35/CE, do Con-
de 14 de Fevereiro selho, de 29 de Abril, e estabelecer um sistema de vis-
torias obrigatórias a efectuar às embarcações ferry ro-ro
Com o objectivo de aumentar a segurança do trans- e de passageiros de alta velocidade, exploradas em ser-
porte marítimo de passageiros, no quadro da política viços regulares, bem como conferir à administração
comum dos transportes, o Conselho da União Europeia nacional competente o direito de investigar ou de coo-
aprovou a Directiva n.o 1999/35/CE, do Conselho, de perar na investigação de acidentes ou de incidentes marí-
29 de Abril, relativa a um sistema de vistorias obri- timos em que estejam envolvidas as referidas embar-
gatórias tendo em vista a exploração segura de serviços cações.