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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB

teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

AULA 11
RECURSOS

Sumário
1 - Considerações Iniciais .......................................................................... 3
2 - Teoria Geral dos Recursos..................................................................... 3
2.1 - Pressupostos Recursais ................................................................... 3
2.2 - Disposições Gerais ......................................................................... 8
3 - Apelação........................................................................................... 27
3.1 - Cabimento .................................................................................. 27
3.2 - Procedimento .............................................................................. 29
4 -Agravos no NCPC ................................................................................ 39
4.1 - Agravo de Instrumento ................................................................. 39
4.2 - Agravo Interno ............................................................................ 49
4.3 - Agravo em Recurso Especial e em Recurso Extraordinário ................. 51
5 - Embargos de Declaração .................................................................... 55
5.1 - Cabimento .................................................................................. 56
5.2 - Procedimento .............................................................................. 59
5.3 - Prequestionamento....................................................................... 61
5.4 - Embargos de declaração protelatórios ............................................. 62
5.5 - Embargos de declaração atípicos (modificativos ou com efeitos
infringentes) ....................................................................................... 63
6 - Recurso Ordinário Constitucional ......................................................... 67
6.1 - Conceito e cabimento ................................................................... 67
6.2 - Procedimento .............................................................................. 70
7 - Recurso Extraordinário e Recurso Especial ............................................ 72
7.1 - Cabimento .................................................................................. 73

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7.2 - Procedimento .............................................................................. 75


8 - Embargos de Divergência em REsp e RExt ............................................ 87
8.1 - Cabimento .................................................................................. 87
8.2 - Procedimento .............................................................................. 90
9 - Tabelas comparativas de recursos espécies ........................................... 91
9.1 - Juízo de retratabilidade versus Juízo de admissibilidade .................... 91
9.2 - Hipóteses de cabimento dos recursos em espécie ............................. 92
10 - Ação Rescisória ................................................................................ 93
10.1 - Noções Gerais ............................................................................ 93
10.2 - Hipóteses de cabimento .............................................................. 94
10.3 - Ação anulatória .......................................................................... 99
10.4 - Legitimados para ação rescisória .................................................. 99
10.5 - Prazo ...................................................................................... 100
10.6 - Procedimento ........................................................................... 101
11 - Bateria Extra ................................................................................. 110
12 – Lista das Questões de Aula ............................................................. 118
13 - Considerações Finais ...................................................................... 128

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RECURSOS
1 - Considerações Iniciais
Na aula de hoje vamos estudar a parte referente aos recursos e à ação rescisória.
Será uma aula extensa, porém bastante importante.
Boa aula!

2 - Teoria Geral dos Recursos


2.1 - Pressupostos Recursais
Esses pressupostos recursais são analisados no exercício do juízo de
admissibilidade e tem por finalidade averiguar o preenchimento dos requisitos
formais dos recursos. Somente após essa análise formal (dos pressupostos
recursais) é que podemos passar para a análise do mérito dos recursos, com o
desprovimento ou provimento – parcial ou total – do recurso. Na análise de
mérito, o tribunal irá avaliar se os argumentos trazidos pela parte são suficientes
para impor a reforma à sentença, por vícios formais (error in procedendo), tal
como uma sentença extra petita ou uma sentença sem fundamentação, ou por
vícios de mérito (error in iudicando), que se refere ao conteúdo do ato decisório,
por vícios fáticos ou jurídicos na decisão do magistrado.
De acordo com a doutrina1:
O juízo de admissibilidade dos recursos consiste na verificação, pelo juízo competente, da
presença dos requisitos mínimos para que o recurso possa ser processado e examinado
quanto ao seu conteúdo (seu “mérito”). O exame da admissibilidade é sempre preliminar
ao do mérito. Sendo positivo o juízo de admissibilidade, o recurso será conhecido, admitido,
e passa-se para o exame do mérito. Se o juízo de mérito for também favorável ao
recorrente, o recurso é provido.

Assim...

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WAMBIER, Luiz Rodrigues e TALAMINI, Eduardo. Curso Avançado de Processo Civil, vol. 2,
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(1) cabimento/adequação
Esses requisitos remetem à ideia de que o ato impugnado precisa ser suscetível
de ataque em tese pela parte, permitindo identificar qual é o recurso cabível.
Segundo a doutrina2,
para que se configure tal pressuposto é preciso que se admita o emprego de algum recurso
contra a decisão em questão e que o recurso concretamente empregado seja adequado para
ela. Ou seja, o cabimento é definitivo pelo binômio admissibilidade X adequação recursais.

Não obstante tenhamos estritamente a previsão de um único recurso para cada


tipo de decisão, adota-se, em nosso sistema recursal, o princípio da
fungibilidade recursal. Segundo esse princípio, admite-se o recebimento de
um recurso em lugar do outro quando ocorrer equívoco da parte, em razão da
previsão do princípio da instrumentalidade das formas.
Contudo, para que seja aplicada a regra da fungibilidade recursal, devem ser
observados três requisitos:
a) dúvida objetiva em relação a qual recurso adotar;
b) inexistência de erro grosseiro pela parte que recorreu de forma equivocada; e
c) observância do prazo do recurso realmente cabível.
Esse terceiro requisito perde um pouco a razão de ser no NCPC, que possui prazos
unificados de 15 dias.

(2) legitimidade
A legitimidade recursal está prevista no art. 996, do NCPC, e são:
 parte vencida;
 terceiro prejudicado; e
 Ministério Público, seja quando atuar como parte, seja quando atuar como fiscal da
ordem jurídica.

Importante observar que o art. 138, do NCPC, prevê também duas hipóteses de
legitimidade recursal do amicus curie. A regra é que o amicus curie não possa
interpor recurso, mas existem duas exceções descritas no §1º, do art. 138, do
NCPC, quais sejam:
a) embargos de declaração; e
b) recurso contra decisão em incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR).

(3) interesse
O interesse recursal segue a mesma metodologia do interesse agir e configura-
se pela demonstração da necessidade de ajuizamento do recurso e a
adequação do expediente recursal escolhidos. Assim, demonstra-se a utilidade
do recurso interposto para a parte, que pretende a melhora da sua situação fática.

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Segundo a doutrina3, para que se configure o interesse recursal, o provimento


do recurso tem que trazer alguma utilidade jurídica prática para o recorrente, ou
seja, uma situação jurídica objetivamente melhor do que a que ele tinha com a
decisão recorrida.
(4) inexistência de fato impeditivo ou extintivo do direito de recorrer.
Vamos tratar alguns conceitos a fim de facilitar a compreensão desse
pressuposto.
Os fatos impeditivos do direito de recorrer ocorrem quando a parte estiver
proibida de falar nos autos, tal como ocorre, por exemplo, em face de uma sanção
por abuso processual ou litigância de má-fé.
Os fatos extintivos do direito de recorrer são a renúncia à faculdade recursal,
melhor estudada adiante, ou a aquiescência expressa ou tácita à decisão e à
preclusão consumativa.
Nesse pressuposto, portanto, analisaremos a ocorrência da desistência e da
renúncia, previstos nos arts. 998 e 999, ambos do NCPC.
Por hora basta saber que a desistência poderá ocorrer quando já interposto o
recurso, ao passo que a renúncia ocorre antes a interposição do recurso quando
a parte prontamente abre mão do direito de recorrer, tão logo cientificada do teor
da decisão.
Requisitos extrínsecos
(1) tempestividade recursal
A tempestividade, que será analisado no art. 1.003 do NCPC, refere-se à
interposição do prazo no tempo correto, ou seja, no período previsto no NCPC
como o tempo oportuno para que a parte interessada em recorrer exerça a
prerrogativa processual.
(2) regularidade formal
De acordo com a doutrina4,
O recurso precisa adequar-se à certas exigências formais para que possa ser admitido.
Vigoram os princípios da tipicidade mitigada e da instrumentalidade dos atos processuais.
Mas há parâmetros mínimos que a petição recursal precisa observar, sob pena de inviabilizar
até mesmo em termos práticos a possibilidade de compreensão da questão pelo órgão
julgador do recurso.

A regularidade formal refere-se à dialeticidade recursal, que constitui a existência


de diálogo entre as partes quando da interposição do recurso. Desse modo, uma
vez apresentado o recurso, a parte contrária é intimada para equilibrar essa
relação com a apresentação das contrarrazões recursais.

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2.2 - Disposições Gerais


Conceito e natureza jurídica dos recursos
O recurso é um remédio voluntário e idôneo, apto a ensejar dentro do mesmo
processo a reforma, a invalidação, a integração ou o esclarecimento da decisão
judicial que se impugna. Apenas para esclarecer, o recurso:
 é voluntário porque depende da vontade da parte.
 deve ser idôneo, ou seja, ser cabível e estar no rol do art. 994, do NCPC.

Ele tem por finalidade a revisão da decisão recorrida – o que abrange sua reforma
(mudança do seu conteúdo), sua cassação (invalidação, para que outra venha a
ser posteriormente proferida em seu lugar), complemento (integração) de
omissões, esclarecimento de contradições e obscuridades ou a correção de erros
materiais6.
O recurso possui natureza jurídica de faculdade, revestida de um ônus
(obrigação). Caso a parte pretenda alterar o conteúdo da decisão deverá interpor
um recurso (faculdade). Ao mesmo tempo, se a parte pretender a reforma da
decisão, a única forma de obtê-la é por intermédio do recurso (ônus).
Antes de iniciarmos a análise dos dispositivos do NCPC, é
importante que você tenha em mente que há um sistema
de impugnação de decisões judiciais que compreende
recursos, ações autônomas e sucedâneos recursais.
As ações autônomas são instrumentos de impugnação da decisão judicial pelo
qual se dá origem a um processo novo, que tem por objetivo interferir ou atacar
decisões judiciais. Essas ações autônomas podem se desenvolver de forma
concomitante com o processo principal, mas temos exceções a exemplo da ação
rescisória, que se faz posteriormente ao julgamento da ação principal. O mesmo
ocorre em relação à querela nulitatis, que tem por finalidade atacar vícios
transrescisórios. Por exemplo, nulidade de citação após o decurso do prazo de 2
nos para ajuizar ação rescisória.
Os sucedâneos recursais são todos os meios de impugnação da decisão judicial
que não se constitui nem em um recurso, nem em uma ação autônoma, a
exemplo da remessa necessária que é condição de eficácia de sentença. Outro
exemplo é o pedido de reconsideração de sentença.
Para a prova...

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Não obstante essa devolução das questões a serem apreciadas pelo tribunal,
proíbe-se que julgamento em sede de recurso seja mais prejudicial à parte que
a decisão originária. Veda-se, assim, a reformatio in pejus.
Registre-se que o efeito devolutivo é comum a TODOS os recursos.
Ainda em relação ao efeito devolutivo dos recursos, distingue-se a extensão e
profundidade desses efeitos. Vamos com calma!
A extensão do efeito devolutivo refere-se aos pontos ou questões recorridas.
Somente podem ser analisados pelo tribunal os pontos que foram objeto de
recurso pela parte.
Por exemplo, a parte formula três pedidos (A, B e C). O magistrado de primeiro
grau defere apenas o pedido A. A parte autora poderá recorrer para buscar a
reforma da decisão em relação aos pedidos B e C, mas decide recorrer apenas
em relação ao pedido C. Nesse caso, em razão da extensão do efeito
devolutivo, apenas o pedido C poderá ser objeto de nova análise pelo órgão
colegiado.
Quem delimita a extensão do efeito devolutivo – ou dito de forma simples que
pontos exatos pretende reforma – é a parte recorrente.
Por outro lado, temos que analisar a profundidade do efeito devolutivo que atua
verticalmente e não horizontalmente, tal como vimos em relação à extensão do
efeito devolutivo.
Pela regra da profundidade entende-se que em relação àquele ponto recorrido,
deve o tribunal conhecer de todas as questões suscitadas em primeiro grau,
independentemente de terem sido decididas ou não, e de todas as questões de
ordem pública, mesmo que não tenham sido suscitadas pela parte ou percebidas
pelo magistrado na origem.
Retomando o exemplo, em relação ao pedido C, objeto do recurso da parte
autora, o tribunal deverá levar em consideração todas as questões suscitadas em
primeiro grau, ainda que não analisadas pelo magistrado de primeira instância,
além de ter o dever de conhecer todas as questões de ordem pública afetas
àquele caso.
Assim, ao passo que, em relação a extensão do efeito devolutivo, o tribunal está
circunscrito horizontalmente pelo objeto do recurso formulado pelas partes, em
relação àqueles pontos que foram objeto de recurso, o órgão colegiado terá ampla
liberdade para analisar questões suscitadas e matéria de ordem pública não
analisada.
Assim...

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 o Ministério Público (como parte ou como fiscal da ordem jurídica).

Em relação ao “terceiro prejudicado”, o NCPC esclarece que quando o terceiro


recorrer, ele deverá demonstrar que a decisão na forma como está poderá
prejudicá-lo, atingindo direito do qual é titulado ou que possa ser discutido em
juízo.
A doutrina, a partir da análise da jurisprudência do STJ, cita vários exemplos de
terceiros prejudicados que podem recorrer. São eles:

Servidor nomeado, diante


da decisão que anula o Aquele que teve seus bens
O sócio diante da sociedade
concurso no qual foi constritos em processo
que decreta a falência da
aprovado, proferida em judicial de que não
sociedade que integrou.
processo de que não participou.
participou.

Nos casos acima, ainda que não façam parte do processo originário – o servidor
nomeado, proprietário dos bens constritos e sócio – são terceiros juridicamente
prejudicados e poderão recorrer da decisão que lhes for desfavorável.
Vamos ler o dispositivo?!
Art. 996. O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado
e pelo Ministério Público, como parte ou como fiscal da ordem jurídica.
Parágrafo único. Cumpre ao terceiro demonstrar a possibilidade de a decisão sobre
a relação jurídica submetida à apreciação judicial atingir direito de que se afirme
titular ou que possa discutir em juízo como substituto processual.

Para arrematar a compreensão do parágrafo único acima, vamos analisar um


exemplo.
O autor ingressa em juízo para pleitear o despejo por inadimplemento dos
aluguéis. O réu, por sua vez, subloca o imóvel a um terceiro e há, ainda, um
segundo terceiro que foi escolhido como fiador do réu.
O processo tramita e a decisão é no sentido da rescisão contratual e indenização
no valor de R$ 50.000,00. Pergunta-se: os terceiros envolvidos –
sublocatário e fiador – podem recorrer da sentença na qualidade e na
forma do parágrafo único acima? Evidentemente que sim! Ambos exercem
direitos que estão intrinsecamente relacionados com a sentença que decretou a
rescisão do contrato e a indenização.
Como são várias pessoas legitimadas a recorrer, é possível que ocorra, na prática,
mais de um recurso em razão da mesma sentença. Nesse contexto, o art. 997,
do NCPC, caracteriza esses recursos múltiplos como independentes. Não obstante
a regra acima, temos algumas informações importantes e uma exceção à
independência do recurso.
Veja:

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Art. 1.002. A decisão pode ser impugnada no todo ou em parte.

Em relação ao art. 1.003, do NCPC...

O dispositivo trata do prazo para interposição dos recursos e, mais


especificamente, da contagem do prazo para recorrer. Compreender o início
do prazo é relevante para definir a tempestividade, que trata de pressuposto
de admissibilidade extrínseco do processo.
A regra para o início do prazo é a intimação. INTIMADA A PARTE,
CONSIDERA-SE INICIADO O PRAZO!
Assim, se iniciará a contagem do prazo quando o advogado, a sociedade de
advogados, a Advocacia Pública, a Defensoria Pública ou o Ministério Público
forem intimados da decisão. Assim:
 Se a decisão for proferida em audiência, considera-se intimada a parte no ato;
 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas por carta registrada, considera-se
dia do começo do prazo a data de juntada aos autos do aviso de recebimento.
 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas por oficial de justiça, considera-se
dia do começo do prazo a data de juntada aos autos do mandado cumprido.
 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas por ato do escrivão ou do chefe de
secretaria, considera-se intimada na data de ocorrência da citação ou da intimação.
 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas por edital, considera-se dia do
começo do prazo o dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo juiz.
 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas de forma eletrônica, considera-se
dia do começo do prazo o dia útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação
ou ao término do prazo para que a consulta se dê.
 Se proferida a decisão e as partes forem intimadas por cumprimento de carta
(precatória, de ordem ou rogatória), considera-se o dia do começo do prazo a data a data
de juntada da carta aos autos de origem devidamente cumprida.

Lembre-se: iniciado o prazo, a contagem começa no dia útil seguinte. Os prazos


recursais estão unificados no NCPC e são, em regra, de 15 DIAS. A exceção
fica por conta dos embargos de declaração, cujo prazo é de 5 DIAS.
A parte que desejar recorrer deverá protocolar o recurso em cartório, ou na forma
prevista nas normas de organização judiciária, conforme prevê o §3º.
O NCPC traz uma novidade relevante: a possibilidade
de interposição do recurso pelos Correios. Para
aferir a tempestividade (se o recurso está dentro do
prazo) considera-se como data de interposição do
recurso o momento da postagem.
Veja:
Art. 1.003. O prazo para interposição de recurso conta-se da data em que os
advogados, a sociedade de advogados, a Advocacia Pública, a Defensoria Pública ou o
Ministério Público são intimados da decisão.

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§ 1o Os sujeitos previstos no caput considerar-se-ão intimados em audiência quando


nesta for proferida a decisão.
§ 2o Aplica-se o disposto no art. 231, incisos I a VI, ao prazo de interposição de
recurso pelo réu contra decisão proferida anteriormente à citação.
§ 3o No prazo para interposição de recurso, a petição será protocolada em cartório ou
conforme as normas de organização judiciária, ressalvado o disposto em regra
especial.
§ 4o Para aferição da tempestividade do recurso remetido pelo correio, será considerada
como data de interposição a data de postagem.
§ 5o Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para
responder-lhes é de 15 (QUINZE) DIAS.
§ 6o O recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de interposição do
recurso.

Apenas mais uma observação. O NCPC estabelece que os feriados locais,


estabelecidos em leis municipais, devem ser comprovados nos autos. Lembre-se,
os prazos são contados apenas em dias úteis. Assim, a existência de feriados
local será determinante para aferir a data final do prazo para recorrer. Em face
disso, a parte que recorrer e for beneficiada por algum feriado deverá comprovar,
no ato de interposição, o feriado local.
Sigamos!
Estudamos que o falecimento da parte ou do advogado
implica na suspensão do prazo. Caso esse falecimento ocorra
no curso do prazo para interposição do recurso, o juiz irá
suspender o processo e interromper o prazo recursal. Isso mesmo! Preste
atenção:
Art. 1.004. Se, durante o prazo para a interposição do recurso, sobrevier o falecimento
da parte ou de seu advogado ou ocorrer motivo de força maior que suspenda o curso
do processo, será tal prazo restituído em proveito da parte, do herdeiro ou do sucessor,
contra quem começará a correr novamente depois da intimação.

Vamos citar um exemplo. As partes foram intimadas da sentença e no quinto dia


do prazo para recorrer da sentença do juiz de primeiro grau ocorre o falecimento
da parte autora. Não se tratando de ação intransmissível, o juiz irá suspender o
processo para habilitação dos herdeiros. Uma vez ocorrida a sucessão da parte
autora, o prazo será INTEGRALMENTE devolvido para a parte sucedida para
que possa formular o seu recurso.
O mesmo se aplica para os prazos estaduais em relação aos recursos enviados
ao STJ e ao STF.
O art. 1.005, do NCPC, estudado a seguir, prevê que no caso de litisconsórcio,
seja ativo ou passivo, o recurso formulado por uma das partes aproveita a todos
os demais litisconsortes.
Art. 1.005. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita, SALVO
se distintos ou opostos os seus interesses.
Parágrafo único. Havendo solidariedade passiva, o recurso interposto por um
devedor aproveitará aos outros quando as defesas opostas ao credor lhes forem
comuns.

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O art. 1.006, do NCPC, estabelece prazo de 5 dias para baixa dos autos ao
tribunal a partir da certidão do trânsito em julgado da decisão de primeiro grau.
Por exemplo, enviado o recurso ao tribunal, julgado o recurso sem a interposição
de novos recursos, a secretaria do tribunal irá certificar o trânsito em julgado. A
partir da certidão, conta-se 5 dias para que os autos sejam remetidos ao juízo de
origem para cumprimento de sentença (ou seja, é dada a baixa nos autos).
Veja:
Art. 1.006. Certificado o trânsito em julgado, com menção expressa da data de sua
ocorrência, o escrivão ou o chefe de secretaria, independentemente de despacho,
providenciará a baixa dos autos ao juízo de origem, no prazo de 5 (CINCO) DIAS.

O art. 1.007 trata do preparo. Leia primeiramente o dispositivo e, na sequência,


vamos tratar das principais regras referentes ao assunto.
Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido
pela legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de
retorno, sob pena de deserção.
§ 1o São dispensados de preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, os
recursos interpostos pelo Ministério Público, pela União, pelo Distrito Federal, pelos Estados,
pelos Municípios, e respectivas autarquias, e pelos que gozam de isenção legal.
§ 2o A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno,
implicará deserção se o recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a supri-
lo no prazo de 5 (CINCO) DIAS.
§ 3o É dispensado o recolhimento do porte de remessa e de retorno no processo em autos
eletrônicos.
§ 4o O recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o
recolhimento do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, será intimado, na pessoa
de seu advogado, para realizar o recolhimento EM DOBRO, sob pena de deserção.
§ 5o É VEDADA a complementação se houver insuficiência parcial do preparo, inclusive
porte de remessa e de retorno, no recolhimento realizado na forma do § 4 o.
§ 6o Provando o recorrente justo impedimento, o relator relevará a pena de
deserção, por decisão irrecorrível, fixando-lhe prazo de 5 (CINCO) DIAS para efetuar o
preparo.
§ 7o O equívoco no preenchimento da guia de custas não implicará a aplicação da
pena de deserção, cabendo ao relator, na hipótese de dúvida quanto ao recolhimento,
intimar o recorrente para sanar o vício no prazo de 5 (cinco) dias.

O preparo representa uma taxa referente aos gastos que o Estado tem para fazer
frente a recurso interposto pela parte. Todo recurso terá um valor de preparo, a
não ser que a parte seja isenta. Além disso, quando o recurso for interposto na
forma física teremos, ainda, o pagamento do denominado porte, remessa e
retorno, que são os custos referentes ao envio físico do recurso ao tribunal para
julgamento.

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A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 998, do NCPC, o recorrente


poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes,
desistir do recurso.
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art.
997, §§1º e 2º II, da Lei nº 13.105/15:
Art. 997. Cada parte interporá o recurso independentemente, no prazo e com observância
das exigências legais.
§ 1o Sendo vencidos autor e réu, ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir o
outro.
§ 2o O recurso adesivo fica subordinado ao recurso independente, sendo-lhe aplicáveis as
mesmas regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal,
salvo disposição legal diversa, observado, ainda, o seguinte:
II - será admissível na apelação, no recurso extraordinário e no recurso especial;

A alternativa D está incorreta. Segundo o art. 105, da referida Lei, a procuração


geral para o foro, outorgada por instrumento público ou particular assinado pela
parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, exceto receber
citação, confessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir,
renunciar ao direito sobre o qual se funda a ação, receber, dar quitação, firmar
compromisso e assinar declaração de hipossuficiência econômica, que devem
constar de cláusula específica.

Questão – CESPE/OAB – Exame de Ordem – 2009


A respeito dos recursos, assinale a opção correta.
a) O recebimento do recurso de apelação pelo juiz comporta a interposição
de recurso de agravo de instrumento.
b) Tratando-se de sentença ultra ou extra petita, o autor não detém
interesse em recorrer.
c) Cabe ação direta de inconstitucionalidade contra súmula vinculante, nas
mesmas hipóteses relacionadas à lei em sentido formal.
d) Ocorre o efeito expansivo subjetivo quando o julgamento do recurso
atinge outras pessoas além do recorrente e do recorrido.

Comentários
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. O efeito expansivo ocorre
quando a decisão do recurso extrapola os limites do recurso atingindo algo ou
alguém que não fez parte deste.
O efeito expansivo subjetivo atinge sujeitos que não participaram do recurso.

Questão – CESPE/OAB-SP – Exame de Ordem – 2008


Não constitui requisito intrínseco de admissibilidade recursal
a) o interesse recursal.
b) a regularidade formal.

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c) a inexistência de fato impeditivo ou extintivo.


d) a legitimidade.

Comentários
O objeto do juízo de admissibilidade dos recursos é composto dos
chamados requisitos de admissibilidade, que se classificam em dois grupos, os
requisitos intrínsecos, cabimento, legitimação, interesse e inexistência do fato
impeditivo ou extintivo do poder de recorrer, e os requisitos extrínsecos, preparo,
tempestividade e regularidade formal.
Assim, o que não constitui requisito intrínseco de admissibilidade recursal é a
regularidade formal. Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da
questão.

Questão – OAB-SP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2005


Sérgio interpôs recurso de agravo de instrumento contra decisão contrária a
seus interesses proferida nos autos de uma ação de reparação de danos. A
interposição do recurso de agravo de instrumento deu-se no 5o dia do prazo
legal de 10 (dez) dias. Ocorre, entretanto, que Sérgio percebeu, após a
interposição do recurso, que poderia ter se utilizado de outros argumentos,
mais eficientes. Além disso, poderia ter requerido fosse concedido efeito
ativo ao seu recurso, o que também não fez. Como o prazo ainda não se
exauriu, ele pretende substituir seu recurso por outro, melhor elaborado.
Nesse caso, Sérgio
a) poderá substituir seu recurso.
b) não poderá substituir seu recurso em razão da ocorrência de preclusão
temporal.
c) não poderá substituir seu recurso em razão da ocorrência de preclusão
consumativa.
d) não poderá substituir seu recurso em razão da ocorrência de preclusão
lógica.

Comentários
Nesse caso, Sérgio não poderá substituir seu recurso em razão da ocorrência de
preclusão consumativa.
Pode dar-se a preclusão nas formas lógica, temporal ou consumativa, que são
impedimentos impostos às partes e interessados no processo. Na preclusão
lógica, existe a incompatibilidade da prática de um ato processual com outro já
praticado. A preclusão temporal, também impeditiva, decorre da perda de uma
faculdade processual, em virtude de seu não exercício no prazo fixado por lei. A
consumativa, ocorre quando a faculdade processual já foi exercida validamente,
tendo o caráter de fato extintivo.
Dessa forma, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão.

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3 - Apelação
A disciplina da apelação está entre os arts. 1.009 e 1.014, todos do NCPC. É o
recurso mais relevante e exigido em provas objetivas de concurso público, em
relação aos recursos em espécie.
A apelação é o recurso que cabe contra sentenças no Direito Processual Civil
brasileiro, representando o exercício do duplo grau de jurisdição. Trata-se,
portanto, da espécie recursal mais corriqueira na Justiça Comum.
De acordo com a doutrina, a apelação constitui11
o recurso que se interpõe das sentenças dos juízes de primeiro grau de jurisdição para levar
a causa ao reexame dos tribunais de segundo grau, visando a obter uma reforma total ou
parcial da decisão impugnada, ou mesmo sua invalidação.

Sigamos!

3.1 - Cabimento
De acordo com o art. 1.009, caput, do NCPC, caberá apelação das sentenças,
sejam elas terminativas (art. 485, do NCPC) ou definitivas (art. 487, do NCPC).
Assim, toda vez que a decisão puser fim ao processo, caberá o recurso de
apelação, em respeito ao duplo grau de jurisdição.
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação.

Há, entretanto, algumas exceções, ou seja, algumas sentenças contra as quais


não cabe recurso de apelação. São três:
1ª EXCEÇÃO: da sentença no Juizado Especial Cível temos a possibilidade de recurso
inominado e não recurso de apelação, conforme prevê o art. 41, da Lei 9.099/1995.
2ª EXCEÇÃO: a sentença proferida em sede de execução fiscal (quando limitadas a 50 OTNs)
está sujeita a recurso de embargos infringentes e não a recurso de apelação, segundo o
que disciplina o art. 34, da Lei 6.830/1980.
3ª EXCEÇÃO: contra sentença proferida nos processos em que forem partes estados
estrangeiros versus município ou pessoa residente ou domiciliada no Brasil caberá recurso
ordinário constitucional e não recurso de apelação, conforme prevê o art. 1.027, II, “b”,
do NCPC.

Cabe recurso de apelação, ainda, do indeferimento da inicial


(art. 312, do NCPC) e nas hipóteses de improcedência
liminar do pedido (art. 332, do NCPC), pois são efetivamente
decisões que põe fim à fase de conhecimento. E são,
portanto, sentenças!
Nessas duas situações caberá juízo de retratação, ou seja, com a apresentação
da petição do recurso de apelação, o juiz sentenciante poderá rever a decisão
prolatada.

11
WAMBIER, Luiz Rodrigues e TALAMINI, Eduardo. Curso Avançado de Processo Civil, vol. 2,
16ª edição, reform. e ampl. com o novo CPC, São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016,
529.

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Nos §§ do art. 1.009, abaixo citados, temos uma regra importante. A apelação
tem por finalidade atacar a decisão que põe fim à fase de conhecimento, quando
o juiz profere uma sentença terminativa ou definitiva. Contudo, ao longo do
procedimento podemos ter diversas decisões interlocutórias que resolvem
incidentes no curso processo. Embora não ponham fim ao processo, essas
decisões não constituem meros despachos e são dotados de conteúdo decisório.
Dessas decisões interlocutórias cabe, em regra, o recurso de agravo de
instrumento disciplinado no art. 1.015, do NCPC, que estabelece as hipóteses de
cabimento desse recurso.
Não obstante a previsão desse recurso, o rol descrito no art. 1.015 é taxativo.
Dito de outra forma, fora daquelas hipóteses não será admissível o recurso de
agravo. Nesse contexto, preveem os §§ 1º a 3º, do art. 1.009, que se
determinado assunto for decidido de forma interlocutória no curso do processo e
dessa decisão NÃO COUBER RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO na
forma do art. 1.015 do NCPC, a parte poderá, quando da apelação, suscitar nova
análise desses pontos julgados por decisão interlocutória no curso do processo.
Para tanto, deverá trazer essas matérias em sede de preliminar de apelação para
que o tribunal profira nova decisão.
Assim, essa matéria deve ser levantada pelo recorrente em preliminar de
apelação. Por outro lado, se deduzida pelo recorrido, a matéria deverá ser
suscitada nas contrarrazões. Nesse segundo caso – ou seja, de discussão de
decisões interlocutórias nas contrarrazões ao recurso de apelação –, prevê o
NCPC que a parte recorrente deverá ser intimada para se manifestar no prazo de
15 dias, antes do envio dos autos ao Tribunal.
Veja:
§ 1o As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito
não comportar agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem
ser suscitadas em preliminar de apelação, eventualmente interposta contra a decisão
final, ou nas contrarrazões.
§ 2o Se as questões referidas no § 1o forem suscitadas em contrarrazões, o recorrente
será intimado para, em 15 (quinze) dias, manifestar-se a respeito delas.
§ 3o O disposto no caput deste artigo aplica-se mesmo quando as questões mencionadas
no art. 1.015 integrarem capítulo da sentença.

Assim:

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IV - o pedido de nova decisão.

Ainda em relação ao peticionamento do recurso de apelação,


devemos aplicar duas regras importantes, previstas nos arts.
180 e 229, ambos do NCPC.
No art. 229 temos a regra dos litisconsortes com advogados de sociedade
sociedades de advogados distintas atuando para cada um dos litisconsortes.
Nesses casos, o prazo para interposição do recurso de apelação ou para
contrarrazões será contado em dobro.
O art. 180, do NCPC, prevê o prazo em dobro para o Ministério Público tanto para
interpor quanto para contra-arrazoar recursos de apelação.
Sigamos!
Uma vez apresentado o recurso de apelação, o recorrido (ou o apelado) será
intimado para apresentar as contrarrazões no prazo de 15 dias, segundo
prevê o §1º abaixo:
§ 1o O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias.

O §2º, do art. 1.010, prevê a possibilidade de recurso de apelação adesivo.


Assim, se o autor recorrer dos pontos que lhe são desfavoráveis e o réu não o
fizer, quando da apresentação das contrarrazões o réu poderá recorrer
adesivamente ao recurso de apelação apresentado pela parte autora. Nesse caso,
a parte autora será intimada para contra-arrazoar o recurso de apelação
adesivamente interposto.
§ 2o Se o apelado interpuser apelação adesiva, o juiz intimará o apelante para apresentar
contrarrazões.

O §3º prevê que, juntadas as contrarrazões, os autos serão remetidos ao


tribunal, a quem competirá efetuar o juízo de admissibilidade.
§ 3o Após as formalidades previstas nos §§ 1o e 2o, os autos serão remetidos ao tribunal
pelo juiz, INDEPENDENTEMENTE DE JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE.

Ao chegar no tribunal, o recurso será imediatamente distribuído a um relator,


que irá decidir pela decisão monocrática ou colegiada. Veja, o relator fará uma
pré-análise dos autos para decidir se poderá julgar monocraticamente a apelação
ou se é caso de elaboração do voto e remessa dos autos a julgamento pelo
tribunal.
São duas as possibilidades, portanto:

1ª POSSIBILIDADE: decidir o processo monocraticamente.


O relator poderá decidir o recurso de apelação monocraticamente nas seguintes
hipóteses:
 não admitir o recurso por ausência os pressupostos de admissibilidade do recurso
ou quando prejudicado ou que não tiver impugnado especificamente os
fundamentos da decisão recorrida.

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 negar provimento a recurso que for contrário a:


a) súmula do STF, do STJ ou do próprio tribunal que faça parte o relator;
b) acórdão proferido pelo STF ou pelo STJ em julgamento de recursos
repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas
(IRDR) ou de assunção de competência;
 depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso
se a decisão recorrida for contrária a:
a) súmula do STF, do STJ ou do próprio tribunal que faça parte o relator;
b) acórdão proferido pelo STF ou pelo STJ em julgamento de recursos
repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas
(IRDR) ou de assunção de competência;
Importante registrar que dessa decisão monocrática, a parte poderá interpor o recurso de
agravo interno.
2ª POSSIBILIDADE: elaborar seu voto para julgamento do recurso pelo órgão colegiado do
tribunal.

Confira:
Art. 1.011. Recebido o recurso de apelação no tribunal e distribuído imediatamente,
o relator:
I - decidi-lo-á monocraticamente apenas nas hipóteses do art. 932, incisos III a V;
II - se não for o caso de decisão monocrática, elaborará seu voto para julgamento do
recurso pelo órgão colegiado.

Importante registrar, ainda, que o recurso de apelação não comporta revisor,


pelo que, após o voto do relator os autos serão encaminhados para a Secretaria
Judiciária para providenciar a inclusão do processo na pauta de julgamento.
O art. 1.012 trata do efeito suspensivo da apelação, que é estabelecido como
regra:
Art. 1.012. A apelação terá efeito suspensivo.

Assim, uma vez interposta a apelação, o relator efetuará


a análise de admissibilidade do recurso. Em regra, o
recurso de apelação impede a produção de efeitos da
sentença, em face do efeito suspensivo (efeito suspensivo
ope legis). Contudo, no §1º temos situações nas quais o legislador veda a
concessão de efeito suspensivo ao recurso. Nesse caso, a sentença produzirá
plenos efeitos não obstante o recurso interposto.
Confira:
§ 1o Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos
imediatamente após a sua publicação a sentença que:
I - homologa divisão ou demarcação de terras;
II - condena a pagar alimentos;
III - extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do
executado;

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II - relator, se já distribuída a apelação.


§ 4o Nas hipóteses do § 1o, a eficácia da sentença poderá ser suspensa pelo relator se o
apelante demonstrar a probabilidade de provimento do recurso ou se, sendo relevante a
fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil reparação.

Além do efeito suspensivo, temos no art. 1.013, do NCPC, a previsão do efeito


devolutivo, o qual está presente em todo recurso de apelação.
Em termos objetivos, o efeito devolutivo implica na devolução da matéria
recorrida ao tribunal para que efetue nova análise dos pedidos formulados,
atacando a sentença prolatada. Todo recurso tem essa finalidade! Veja:
Art. 1.013. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria
impugnada.
§ 1o Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões
suscitadas e discutidas no processo, ainda que não tenham sido solucionadas,
desde que relativas ao capítulo impugnado.
§ 2o Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um
deles, a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais.

Sigamos!
É possível o julgamento imediato de mérito pelo tribunal
no julgamento da apelação, em razão da Teoria da Causa
Madura.
De acordo com a doutrina12:
Causa madura é aquela cujo processo já se encontra com todas as alegações necessárias
férias e todas as provas admissíveis colhias. Assim, o que realmente interessa para a
aplicação do art. 1.013, §3º, CPC, é que a causa comporte imediato julgamento pelo tribunal
– por já se encontrar devidamente instruída. Estando madura a causa – observada a
necessidade de um processo justo no seu amadurecimento (art. 5º, LIV, CF) – nada obsta
que o tribunal, conhecendo da apelação, avance sore questões não versadas na sentença
para resolvê-la no mérito.

É justamente isso que trata o §3º, do art. 1.013, do NCPC:


§ 3o Se o processo estiver em condições de imediato julgamento, o tribunal deve
decidir desde logo o mérito quando:
I - reformar sentença fundada no art. 485;
II - decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido
ou da causa de pedir;
III - constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo;
IV - decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.

Vamos analisar cada uma das hipóteses:


 Nas hipóteses em que o juiz de primeiro grau decidir sem o conhecimento do mérito,
é admissível que, se conhecido o recurso de apelação e a causa estiver madura, ou seja,

12
MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de
Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 2016, p. 1072.

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b) O recurso interposto pelo autor foi o agravo de instrumento, uma vez que
o ato do juízo não pôs fim ao processo, tratando-se de decisão interlocutória.
c) É indispensável a citação do réu para integrar a relação processual e
oferecer contrarrazões, em homenagem aos princípios da ampla defesa e do
contraditório.
d) Caso a sentença seja confirmada pelo Tribunal, Renato deverá ser
condenado ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais.

Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art.
331, do NCPC, após indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado
ao juiz, no prazo de 5 dias, retratar-se.
Ademais, o §1º, estabelece que se não houver retratação, o juiz mandará citar o
réu para responder ao recurso.
A alternativa B está incorreta. A decisão judicial que indefere a petição inicial é
uma sentença, a qual é impugnável pelo recurso de apelação.
A alternativa C está incorreta. O indeferimento da petição inicial corresponde a
um julgamento antecipado do processo, antes mesmo de ser ordenada a citação
do réu.
A alternativa D está incorreta. Não há que se falar em sucumbência diante da
extinção do processo sem resolução do mérito.

Questão – CESPE/OAB – Exame de Ordem – 2010


Ajuizada ação de indenização por danos morais, o autor foi devidamente
intimado para apresentar emenda à inicial, haja vista não estarem presentes
os requisitos exigidos nos arts. 282 e 283 do CPC. O autor, contudo, não
apresentou a devida emenda, tendo sido indeferida a petição inicial.
Nessa situação, caso entenda que sua petição inicial preenche os requisitos,
o autor poderá interpor
a) agravo de instrumento, independentemente da citação do réu, sendo
possível a retratação pelo juiz.
b) apelação, processada com a determinação de citação do réu e sem
possibilidade de retratação pelo juiz.
c) agravo retido, com a determinação de citação do réu, sendo possível a
retratação pelo juiz.
d) apelação, processada independentemente da citação do réu, sendo
possível a retratação da decisão pelo juiz.

Comentários
De acordo com o art. 331, do NCPC, indeferida a petição inicial, o autor poderá
apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 dias, retratar-se.

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Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de
5 (cinco) dias, retratar-se.

Assim, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão.

Questão – VUNESP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2007


Assinale a alternativa correta a respeito do não cabimento do recurso de
agravo.
a) Decisão que afasta a deserção.
b) Decisão de inadmissão da apelação.
c) Decisão que aprecia a liquidação de sentença.
d) Decisão que indefere a alegação de incompetência absoluta.

Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o §6º,
do art. 1.007, do NCPC, provando o recorrente justo impedimento, o relator
relevará a pena de deserção, por decisão irrecorrível, fixando-lhe prazo de 5 dias
para efetuar o preparo.
§ 6o Provando o recorrente justo impedimento, o relator relevará a pena de deserção,
por decisão irrecorrível, fixando-lhe prazo de 5 (cinco) dias para efetuar o preparo.

Questão - OAB-SP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2005


Flávio possui um documento que indica que João lhe deve a quantia de R$
50.000,00 (cinqüenta mil reais), trata-se de um documento simples,
assinado apenas por João, que confirma o empréstimo e o dever de
pagamento. Passado o prazo para pagamento, sem que João tenha tomado
qualquer atitude, Flávio promoveu a notificação do devedor, que
permaneceu inerte. O advogado de Flávio promoveu então uma ação de
rescisão contratual cumulada com pedido de indenização por danos morais
e materiais contra João. O Juiz de primeiro grau, ao receber a inicial, a
indeferiu com fundamento no artigo 295, incisos I e IV do CPC. O advogado
de Flávio para recorrer dessa decisão deverá:
a) interpor recurso de agravo de instrumento
b) opor embargos infringentes.
c) peticionar pleiteando a reconsideração do despacho. Caso a decisão não
seja reformada, poderá interpor recurso de apelação, cujo prazo começará
a correr a partir da intimação da decisão negando a reforma da decisão de
indeferimento.
d) interpor recurso de apelação, sendo facultado ao juiz, no prazo de 5 dias,
reformar sua decisão.

Comentários

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De acordo com o art. 331, do NCPC, o advogado de Flávio para recorrer dessa
decisão deverá interpor recurso de apelação, sendo facultado ao juiz, no prazo
de 5 dias, reformar sua decisão.
Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de
5 (cinco) dias, retratar-se.
§ 1o Se não houver retratação, o juiz mandará citar o réu para responder ao recurso.

Assim, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão.

4 -Agravos no NCPC
Vamos analisar os agravos previstos no NCPC, que são três:
 agravo de instrumento – voltado para atacar decisões interlocutórias;
 agravo interno – cabível contra decisões interlocutórias monocráticas do relator no
tribunal;
 agravo em REsp e RExt – que tem por finalidade propiciar a análise de admissibilidade
pelo órgãos superiores, viabilizando a análise dos recursos especiais e extraordinários.

TODOS esses agravos devem ser interpostos no prazo de 15 dias.


É importante registrar que não temos mais a figura do
agravo retido.
Além das três espécies citadas, existe também o agravo
específico, previsto na Lei 12.016/2009 (Lei do Mandado de Segurança), que é
cabível contra decisão monocrática do relator que, a requerimento de pessoa
jurídica de direito público interessada ou do MP, e para evitar grave lesão à
ordem, à saúde, à segurança, à economia públicas, suspende a eficácia da liminar
ou da sentença impugnada pelo recurso cabível. Esse agravo específico está
previsto no art. 15 da Lei do Mandado de Segurança e terá interposto no prazo
de 5 dias.
Vamos analisar, na sequência, as três formas de agravo que estão previstas no
NCPC.

4.1 - Agravo de Instrumento


Conceito
O agravo de instrumento é o recurso adequado para atacar decisões
interlocutórias proferidas no curso do processo. São decisões que resolvem
incidentes e não põe fim ao processo.
A decisão interlocutória constitui o pronunciamento judicial que tem conteúdo
decisório a ser proferido no curso do procedimento, mas que não tem o condão
de pôr fim à fase de conhecimento ou à execução. Contra essas decisões, é
cabível o agravo de instrumento.

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Cabimento
Em relação ao cabimento, devemos sabe que o rol previsto no art. 1.015, do
NCPC, é restritivo (taxativo), vale dizer, o agravo de instrumento cabe tão
somente nas hipóteses abaixo listadas.
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem
sobre:
I - tutelas provisórias;
II - mérito do processo;
III - rejeição da alegação de convenção de arbitragem;
IV - incidente de desconsideração da personalidade jurídica;
V - rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua
revogação;
VI - exibição ou posse de documento ou coisa;
VII - exclusão de litisconsorte;
VIII - rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio;
IX - admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
X - concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à
execução;
XI - redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1o;
XII - (VETADO);
XIII - outros casos expressamente referidos em lei.
Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias
proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no
processo de execução e no processo de inventário.

Antes de analisarmos cada uma das hipóteses, é importante


registrar que o inc. XIII deixa claro que o NCPC, e também
legislação extravagantes, podem prever outras hipóteses de
cabimento de agravo de instrumento.
De acordo com a doutrina13, no NCPC, temos possibilidade do agravo de
instrumento contra: “i) decisão que extingue parcialmente o processo (art. 354,
parágrafo único, CPC); e ii) decisão que julga antecipadamente parcela do mérito
(art. 356, §5º, CPC)”.
Na legislação extravagante temos o agravo de instrumento, por exemplo, no art.
100, da Lei 11.101/2005 (Lei de Recuperação e Falência), no art. 10, §7º, da Lei
8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa) e no art. 19, §1º, da Lei
4.717/1965 (Lei de Ação Popular).
Retornando às hipóteses do NCPC, vejamos:

13
MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de
Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 2016, p. 1074.

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 Cabe agravo contra decisões interlocutórias de tutelas provisórias.


Independentemente da espécie de tutela provisória (de urgência ou de evidência) a
decisão que concede a antecipação é atacável por intermédio de agravo de instrumento.
 Cabe agravo de instrumento caso o juiz decida questões de mérito do processo, tal
como ocorre no caso de decisões parciais de mérito previstas no art. 356, do NCPC.
Essa é a mesma redação que temos no §5º do art. 356 do NCPC.
 Cabe agravo de instrumento caso o juiz rejeite a alegação da parte quanto à existência
de convenção de arbitragem.
Nessa hipótese, a parte alega que o processo deve ser extinto sem julgamento de mérito,
por existir cláusula de convenção de arbitragem, de forma que o processo não deve ser
analisado no contencioso judicial, mas em uma Câmara de arbitragem.
 Cabe agravo de instrumento da decisão do juiz em incidentes de desconsideração da
personalidade jurídica.
 Cabe agravo de instrumento quando o juiz que rejeita o pedido de gratuidade da justiça
ou acolhe pedido de revogação da gratuidade.
É a mesma redação que temos no art. 101 do NCPC.
 Cabe agravo de instrumento contra decisão que determina a exibição ou posse de
documento ou coisa.
 Cabe agravo de instrumento caso o juiz determine a exclusão de litisconsorte.
 Cabe agravo de instrumento caso o juiz rejeite pedido de limitação do litisconsórcio
multitudinário.
 Cabe agravo de instrumento caso o juiz decida pela admissão ou inadmissão de
intervenção de terceiros.
 Cabe agravo de instrumento caso o juiz decida pela concessão, modificação ou
revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução.
 Cabe agravo de instrumento caso o juiz trate da redistribuição dos ônus da prova.
 Cabe agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de
liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e no
processo de inventário.

Para a prova...

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§ 5o Sendo eletrônicos os autos do processo, dispensam-se as peças referidas nos incisos I


e II do caput, facultando-se ao agravante anexar outros documentos que entender úteis
para a compreensão da controvérsia.

De acordo com os dispositivos acima, nos processos eletrônicos não há


necessidade de juntar as peças obrigatórias ou de apresentar a declaração
quando os documentos não existirem nos autos da decisão agravada. Isso ocorre
porque eles são facilmente acessíveis pelo tribunal.
Em frente!
No CPC73 o agravante devia comunicar a interposição do agravo de instrumento
no juízo de origem, no prazo de 3 dias, sob pena de não admissão do recurso.
Como que fica essa questão no NCPC? O art. 1.018 responde:
Art. 1.018. O agravante PODERÁ requerer a juntada, aos autos do processo, de cópia
da petição do agravo de instrumento, do comprovante de sua interposição e da relação
dos documentos que instruíram o recurso.
§ 1o Se o juiz comunicar que reformou inteiramente a decisão, o relator considerará
prejudicado o agravo de instrumento.
§ 2o NÃO sendo eletrônicos os autos, o agravante TOMARÁ a providência prevista
no caput, no PRAZO DE 3 (TRÊS) DIAS a contar da interposição do agravo de
instrumento.
§ 3o O DESCUMPRIMENTO da exigência de que trata o § 2o, DESDE QUE ARGUIDO E
PROVADO PELO AGRAVADO, importa inadmissibilidade do agravo de instrumento.

Da leitura do art. 1.018 extraímos uma situação bastante peculiar, qual seja: há
uma obrigatoriedade de informar o juízo de origem da interposição do
agravo, mas a inadmissibilidade do recurso por falta de comunicação
depende de provocação da parte agravada.
Assim, podemos ter as seguintes situações:
1ª hipótese: uma das partes agrava diretamente no tribunal e comunica o juízo na
origem.
Nesse caso, se presentes os requisitos, o agravo será admitido (se presentes os demais
requisitos). Nada poderá fazer a parte contra quem se agravou.
2ª hipótese: uma das partes agrava diretamente no tribunal, não comunica o juízo na
origem e a parte agravada nada alega.
Nesse caso, devido a inércia do agravado, o recurso de agravo de instrumento será
admitido (se presentes os demais requisitos).
3ª hipótese: uma das partes agrava diretamente no tribunal, não comunica o juízo na
origem e a parte agravada prova a não comunicação no prazo de 3 dias.
Nesse caso, o recurso de agravo de instrumento não será admitido.

Assim, tal como a doutrina aponta, trata-se de um ônus imperfeito, na medida


em que o garante somente sofrerá consequências, na hipótese de alegação e de
comprovação da não informação no prazo legal de 3 dias pelo agravado.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
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4.3 - Agravo em Recurso Especial e em Recurso


Extraordinário
Conceito e cabimento
De acordo com o entendimento doutrinário15:
O primeiro juízo de admissibilidade dos recursos excepcionais [leia-se: recurso especial e
extraordinário] se faz no órgão de onde emanou a decisão de que se quer recorrer. Sendo
negativa esta decisão, a depender do fundamento da inadmissão, caberá recurso para o
respectivo tribunal superior. Trata-se do “agravo em recurso especial ou extraordinário,
previsto no art. 1.042.

O agravo em REsp ou RExt é cabível contra decisão do Presidente ou vice-


Presidente do Tribunal de segunda instância que não admitir o REsp ou RExt, a
não ser quando a decisão estiver fundada em entendimento firmado em regime
de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos.
Conforme reza o art. 1.029, do NCPC, o recurso especial e o recurso
extraordinário deve ser proposto perante o Presidente ou o Vice-Presidente do
tribunal recorrido, que fará a análise de admissibilidade dos recursos. Caso negue
seguimento aos recurso, caberá o agravo.
A finalidade desse agravo é deslocar a análise de
admissibilidade do recurso para o STJ ou STF. Contudo,
em duas situações, mesmo não admitido o recurso de REsp
ou de RExt pelo Tribunal a quo (de segunda instância), NÃO será admissível o
agravo:
 se a decisão estiver fundamentada em regime de repercussão geral; ou
 se a decisão estiver fundada no julgamento de recursos repetitivos.

Veja:
Art. 1.042. Cabe agravo contra decisão do presidente ou do vice-presidente do
tribunal recorrido que inadmitir recurso extraordinário ou recurso especial, SALVO
quando fundada na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão
geral ou em julgamento de recursos repetitivos. (Redação dada pela Lei nº 13.256,
de 2016)
I e II (com respectivas alíneas) revogados.

Lembre-se que o prazo do agravo em REsp ou RExt é de 15 dias.

Procedimento
A petição de agravo em RExt e REsp será dirigida diretamente ao Presidente ou
ao vice-Presidente do Tribunal agravado, sem necessidade de pagamento de
custas ou valores referentes de porte e de remessa.

15
WAMBIER, Luiz Rodrigues e TALAMINI, Eduardo. Curso Avançado de Processo Civil, vol. 2,
16ª edição, reform. e ampl. com o novo CPC, São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016,
618.

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Interposto o recurso, o Presidente ou vice-Presidente do tribunal determinará a


intimação do agravado para, no prazo de 15 dias, apresentar contraminuta.
Escoado o prazo para resposta ou apresentada a contraminuta, o Presidente ou
vice-Presidente poderá se retratar e, caso mantenha a decisão recorrida,
determinará a remessa dos autos ao Tribunal Superior.
Essas regras estão fixadas nos §§ abaixo:
§ 2º A petição de agravo será dirigida ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal
de origem e independe do pagamento de custas e despesas postais, aplicando-se a
ela o regime de repercussão geral e de recursos repetitivos, inclusive quanto à possibilidade
de sobrestamento e do juízo de retratação. (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)
§ 3o O agravado será intimado, de imediato, para oferecer resposta no prazo de 15
(QUINZE) DIAS.
§ 4o Após o prazo de resposta, não havendo retratação, o agravo será remetido ao
tribunal superior competente.

A priori, o agravo que estudamos tem a finalidade de deslocar a admissibilidade


para o Tribunal. Não se tem a pretensão de, por intermédio do agravo em RExt
ou REsp, analisar o mérito do acórdão recorrido.
Em face disso, prevê o §5º que se o RExt ou REsp estiverem em condições de
julgamento e o agravo for conhecido e provido, o Tribunal poderá desde logo
efetuar o julgamento do recurso desde que propicie a oportunidade de
sustentação oral à parte e observe as regras de processamento do recuso.
§ 5o O agravo poderá ser julgado, conforme o caso, conjuntamente com o recurso
especial ou extraordinário, assegurada, neste caso, sustentação oral, observando-se,
ainda, o disposto no regimento interno do tribunal respectivo.

Como os recursos extraordinário e especial possuem


finalidade diversa e ambos podem ser interpostos em face
da mesma decisão (acórdão do tribunal de segunda
instância), temos a possibilidade de recurso conjunto. Vale
dizer, intimada do acórdão, a parte poderá desde logo ajuizar o RExt e o REsp.
Se não conhecido um desses recursos, a parte poderá apresentar o agravo em
face do recurso não admitido. Por outro lado, segundo o que prevê o §6º, abaixo
citado, se ambos os recursos não forem conhecidos a parte, se desejar, deverá
ajuizar um agravo para o RExt e outro para o REsp.
§ 6o Na hipótese de interposição conjunta de recursos extraordinário e especial, o agravante
deverá interpor um agravo para cada recurso não admitido.

Além disso, no caso de interposição de dois agravos – um para admissibilidade


do RExt no STF e outro para admissibilidade do REsp no STJ – o Presidente ou
vice-Presidente do tribunal recorrido determinará o envio dos autos ao STJ, pois
o STF é a última instância e poderá não ser julgado a depender da decisão do
STJ.
Pense, por exemplo, no caso de provimento da pretensão em sede REsp. Nesse
caso, o RExt resta prejudicado por perda do objeto.
Veja, para encerrar os §§ que tratam do tema.

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d) interpor embargo de declaração, já que se trata de decisão interlocutória


e contraditória, pois recebeu a apelação com duplo efeito, impedindo que a
prestação de alimentos se iniciasse.

Comentários
De acordo com o art. 1.015, do NCPC, a decisão sobre os efeitos em que o recurso
de apelação é recebido é impugnável por meio do recurso de agravo de
instrumento, e não em sua forma retida. Vejamos:
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem
sobre:
I - tutelas provisórias;
II - mérito do processo;
III - rejeição da alegação de convenção de arbitragem;
IV - incidente de desconsideração da personalidade jurídica;
V - rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação;
VI - exibição ou posse de documento ou coisa;
VII - exclusão de litisconsorte;
VIII - rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio;
IX - admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
X - concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução;
XI - redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1o;
XII - (VETADO);
XIII - outros casos expressamente referidos em lei.
Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias
proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo
de execução e no processo de inventário.

Desse modo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão.

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – 2011


Em um processo que observa o rito comum ordinário, o juiz profere decisão
interlocutória contrária aos interesses do réu. É certo que, se a decisão em
questão não for rapidamente apreciada e revertida, sofrerá a parte dano
grave, de difícil ou impossível reparação. Assim sendo, o advogado do réu
prepara o recurso de agravo de instrumento, cuja petição de interposição
contém a exposição dos fundamentos de fato e de direito, as razões do
pedido de reforma da decisão agravada, além do nome e endereço dos
advogados que atuam no processo. A petição está, ainda, instruída com
todas as peças obrigatórias que irão formar o instrumento do agravo.
Contudo, o agravante deixou de requerer a juntada, no prazo legal, aos
autos do processo, de cópia da petição do agravo de instrumento e do
comprovante de sua interposição, assim como a relação dos documentos
que instruíram o recurso, fato que foi arguido e provado pelo agravado.

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Com base no relatado acima, assinale a alternativa correta a respeito da


consequência processual decorrente.
a) Haverá prosseguimento normal do recurso, pois tal juntada caracteriza
mera faculdade do agravante.
b) Não será admitido o agravo de instrumento.
c) O agravo de instrumento será julgado pelo tribunal, inviabilizando-se,
apenas, o exercício do juízo de retratação pelo magistrado.
d) Estará caracterizada a litigância de má-fé, por força de prática de ato
processual manifestamente protelatório, devendo a parte agravante ser
sancionada, e o feito, extinto sem resolução do mérito.

Comentários
A alternativa A está incorreta. A juntada de cópia do agravo de instrumento e
documentos anexos não é uma faculdade da parte.
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Conforme prevê o art.
1.018, §3º, do NCPC, não será admitido o agravo de instrumento.
Art. 1.018. O agravante poderá requerer a juntada, aos autos do processo, de cópia da
petição do agravo de instrumento, do comprovante de sua interposição e da relação dos
documentos que instruíram o recurso.
§ 1o Se o juiz comunicar que reformou inteiramente a decisão, o relator considerará
prejudicado o agravo de instrumento.
§ 2o Não sendo eletrônicos os autos, o agravante tomará a providência prevista no caput,
no prazo de 3 (três) dias a contar da interposição do agravo de instrumento.
§ 3o O descumprimento da exigência de que trata o § 2o, desde que arguido e provado pelo
agravado, importa inadmissibilidade do agravo de instrumento.

A alternativa C está incorreta. O recurso de agravo de instrumento não será


admitido nem julgamento pelo Tribunal.
A alternativa D está incorreta. A não juntada de cópia do agravo de instrumento
no processo não é causa de litigância de má-fé nem extinção do processo.

5 - Embargos de Declaração
Os embargos de declaração estão disciplinados no NCPC entre os arts. 1.022 a
1.026.
Trata-se de recurso que, diferentemente dos demais, não tem por finalidade
cassar ou reformar a decisão proferida. Pretende-se com os embargos de
declaração esclarecer, integrar, corrigir, completar a decisão prolatada. Segundo
o entendimento doutrinário, essa espécie recursal está intimamente relacionada
com:
 o princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional, com fundamento no art. 5º,
XXXV, da CF; e
 o dever de fundamentação das decisões judiciais, prescrito no art. 93, IX, da CF.

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Caso os embargos sejam opostos no tribunal, o relator do processo deve


apresentar o recurso em mesa, na sessão subsequente já com o seu voto. Caso
não seja julgado nessa sessão subsequente, teremos a inclusão do processo em
pauta.
 NO CASO DE DECISÃO MONOCRÁTICA:
Se a decisão impugnada for proferida, ainda que no âmbito do tribunal, de forma
monocrática, a decisão dos embargos não será dada pelo órgão colegiado, mas
por quem monocraticamente proferiu a decisão embargada.
Confira os §§ 1º e 2º, que retratam as regras acima:
§ 1o Nos tribunais, o relator apresentará os embargos em mesa na sessão subsequente,
proferindo voto, e, não havendo julgamento nessa sessão, será o recurso incluído em pauta
automaticamente.
§ 2o Quando os embargos de declaração forem opostos contra decisão de relator ou outra
decisão unipessoal proferida em tribunal, o órgão prolator da decisão embargada decidi-los-
á monocraticamente.

O §3º trata da fungibilidade do recurso quando a parte opor


embargos, mas, na realidade pretender a modificação do
mérito da decisão monocrática. Como sabemos, o agravo
é utilizado para atacar decisões interlocutórias proferidas ao longo do processo.
Quando essas decisões forem dadas no curso do trâmite de um recurso esse
agravo é denominado de agravo interno.
Assim, identificado o erro da parte, o órgão julgador conhecerá os embargos
opostos como agravo interno. Para tanto, determinará a intimação do então
embargante para complementar as razões do recurso no prazo de 5 dias.
§ 3o O órgão julgador conhecerá dos embargos de declaração como agravo interno
se entender ser este o recurso cabível, DESDE QUE determine previamente a
intimação do recorrente para, no prazo de 5 (CINCO) DIAS, complementar as
razões recursais, de modo a ajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1o.

O §4º será citado e analisado abaixo, quando tratarmos dos embargos


modificativos.
Para encerrar o art. 1.024, veja o §5º que trata da desnecessidade de retificação
do recurso quando interposto antes dos embargos de declaração que foi rejeitado
ou que não tenham alterado a conclusão do julgamento.
§ 5o Se os embargos de declaração forem rejeitados ou não alterarem a conclusão do
julgamento anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do
julgamento dos embargos de declaração será processado e julgado independentemente de
ratificação.

Esse dispositivo coaduna com a Súmula STJ 579:


Súmula STJ 579
Não é necessário ratificar o recurso especial que foi interposto na pendencia dos embargos
de declaração quando inalterado o julgamento anterior

O entendimento anterior a essa súmula pelos tribunais era


no sentido de que o recurso especial interposto antes dos
embargos de declaração da parte contrária tornava o

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recurso especial extemporâneo, de forma que a validade desse recurso, após a


decisão dos embargos de declaração, fazia-se necessária ratificação pelo
recorrente. Esse era o entendimento da Súmula STJ 418, atualmente cancelada.
O entendimento anterior consagrava a tese do recurso prematuro que não mais
subsiste no NCPC. De modo que, independentemente de uma das partes ter
interposto o recurso especial e, em seguida, a parte contrária embargar de
declaração, não é necessária qualquer ratificação posterior.
A ratificação apenas ocorrerá caso, em face do julgamento dos embargos, haja
modificação na conclusão do ato decisório impugnado no recurso previamente
interposto.

5.3 - Prequestionamento
Uma questão importante a ser analisada é a possibilidade de interposição de
recurso de embargos de declaração para fins de prequestionamento.
O prequestionamento constitui exigência do objeto do recurso especial ou do
recurso extraordinário. É necessário que a matéria já tenha sido objeto de decisão
prévia por tribunais inferiores. A ideia é simples: deve constar pré-análise e
julgamento prévio pelos tribunais de segunda instância da matéria que se
pretende recorrer.
A exigência do prequestionamento tem por finalidade impedir que seja analisado
o recurso especial ou o extraordinário, quando nele houver matéria que não foi
anteriormente analisada pelo tribunal de segunda instância.
O STJ sumulou entendimento no sentido da
inadmissibilidade do recurso especial quando a questão que,
apesar da oposição dos embargos de declaração, não foi
apreciada pelo tribunal interior (Súmula STJ 211).
Veja:
Súmula STJ 211
Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos
declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal “a quo”.

O STF, por sua vez, tinha entendimento diverso. A Corte Constitucional entendia
que o simples fato de apresentação dos embargos de declaração contra decisão
omissa, independentemente do resultado desse julgamento, já criava no caso
concreto o prequestionamento. (Súmula STF 356).
Veja:
Súmula STF 356
O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não
pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.

O NCPC adotou o entendimento do STF!


O art. 1.025 prevê:
Art. 1.025. Consideram-se incluídos no acórdão os elementos que o embargante suscitou,
para fins de pré-questionamento, ainda que os embargos de declaração sejam inadmitidos

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ou rejeitados, caso o tribunal superior considere existentes erro, omissão, contradição ou


obscuridade.

Assim, a mera interposição dos embargos de declaração já é suficiente para


prequestionar a matéria, independentemente de rejeição dos embargos pelo
tribunal de segundo grau. Desse modo, perde força a Súmula do STJ.
O art. 1.026, do NCPC, trata do efeito meramente devolutivo do recurso de
embargos e ratifica a regra de que o recurso de embargos interrompe o prazo
para interposição de outros recursos.
Embora o recurso de embargos de declaração não possua, em regra, efeito
suspensivo, a parte recorrente poderá requerer tal efeito se:
 demonstrar a probabilidade de provimento do recurso; ou
 se relevante a fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil reparação.

Veja:
Art. 1.026. Os embargos de declaração NÃO possuem efeito suspensivo e
interrompem o prazo para a interposição de recurso.
§ 1o A eficácia da decisão monocrática ou colegiada poderá ser suspensa pelo respectivo
juiz ou relator se demonstrada a probabilidade de provimento do recurso ou, sendo
relevante a fundamentação, se houver risco de dano grave ou de difícil reparação.

Vamos em frente!

5.4 - Embargos de declaração protelatórios


Nota-se no NCPC esforço no sentido de evitar a oposição de embargos
protelatórios. Quando a parte opor o recurso de embargos com a pretensão
apenas de protelar os efeitos da decisão final, há possibilidade de o juiz ou
tribunal multarem a parte.
Além disso, a multa será majorada no caso de reincidência e caso ao longo do
procedimento a parte sofra duas condenações, ficará obstada e não poderá mais
embargar de declaração.
Veja:
§ 2o Quando manifestamente protelatórios os embargos de declaração, o juiz ou o
tribunal, em decisão fundamentada, condenará o embargante a pagar ao embargado
MULTA NÃO excedente a dois por cento sobre o valor atualizado da causa.
§ 3o Na reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios, a multa será
elevada a até dez por cento sobre o valor atualizado da causa, E a interposição de
qualquer recurso ficará condicionada ao depósito prévio do valor da multa, à
EXCEÇÃO da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que a recolherão
ao final.
§ 4o NÃO serão admitidos novos embargos de declaração se os 2 (dois) anteriores
houverem sido considerados protelatórios.

Sistematizando as informações acima, temos:

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extraordinário, o recurso adesivo, ao qual se aplicam as mesmas regras do


recurso independente.
c) Caso o recorrente alegue no recurso de apelação e seja reconhecida a
nulidade da citação, o tribunal determinará o retorno dos autos ao juízo de
primeiro grau, o qual, por sua vez, deve determinar a repetição do ato
citatório.
d) Com a oposição dos embargos de declaração, ocorre a interrupção do
prazo para a interposição de outros recursos, por qualquer das partes, salvo
se for ele intempestivo.

Comentários
A alternativa A está incorreta. Há interposição de recurso ordinário para o STJ
contra decisão proferida por juiz que atua em primeiro grau de jurisdição.
Confira o art. 105, II, “c” combinado com o art. 109, II:
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
II - julgar, em recurso ordinário:
c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um
lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País;
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:
II - as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa
domiciliada ou residente no País;

A alternativa B está incorreta. O erro está em afirmar que será admissível na


apelação, agravo de instrumento e embargos infringentes. Vejamos o §2º, II, do
art. 997, da Lei nº 13.105/15:
§ 2o O recurso adesivo fica subordinado ao recurso independente, sendo-lhe aplicáveis as
mesmas regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal,
salvo disposição legal diversa, observado, ainda, o seguinte:
II - será admissível na apelação, no recurso extraordinário e no recurso especial;

A alternativa C está incorreta, reconhecida a nulidade em sede recursal, a


intimação para apresentar a defesa será suficiente, não havendo mais se falar
em citação porque a parte estará integrada à lide.
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art.
1.026, do NCPC, os embargos de declaração interrompem o prazo para a
interposição de recurso.
Art. 1.026. Os embargos de declaração não possuem efeito suspensivo e interrompem o
prazo para a interposição de recurso.

Questão – VUNESP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2007


A oposição de embargos de declaração contra acórdão que julgou apelação
determina
a) a suspensão do prazo para a interposição de outros recursos.
b) a interrupção do prazo para a interposição de outros recursos.

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c) a fluência do prazo para a interposição de outros recursos.


d) o trânsito em julgado.

Comentários
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. A oposição de embargos
de declaração contra acórdão que julgou apelação determina a interrupção do
prazo para a interposição de outros recursos, conforme estabelece o art. 1.026,
do NCPC:
Art. 1.026. Os embargos de declaração não possuem efeito suspensivo e interrompem o
prazo para a interposição de recurso.

6 - Recurso Ordinário Constitucional


Está disciplinado no art. 1.027 e no art. 1.028, do NCPC, e, também, na
Constituição Federal, nos artigos 102, II e no art. 105, II, ambos da CF.

6.1 - Conceito e cabimento


Trata-se de uma “apelação em segundo grau”, segundo ensina a doutrina, a ser
interposta no prazo de 15 dias. Trata-se de recurso que visa garantir a efetividade
do duplo grau de jurisdição. Isso porque nos recursos de competência originária,
a “primeira análise” se dá diretamente no tribunal. Assim, para o exercício do
duplo grau de jurisdição, temos a figura do recurso ordinário constitucional, que
torna o STJ e o STF exercentes da reanálise constitucional obrigatória dos casos
decididos originariamente em tribunais.
Note que nesses recursos não há uma fundamentação vinculada, pois as partes
recorrentes podem alegar qualquer matéria, não havendo prequestionamento.
Ademais, à parte é conferida a prerrogativa, inclusive, de pedir a reanálise de
questões e fato.
Além disso, o efeito devolutivo é amplo, pois as partes podem atacar tanto
matéria constitucional como legislação federal ou direito local.
Vamos analisar as hipóteses?!
 recurso ordinário constitucional para o STF:
II - julgar, em recurso ordinário:
a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção
decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão;
b) o crime político;

São duas as hipóteses previstas na CF de cabimento do recurso ordinário


constitucional para o STF.
A primeira hipótese envolve ações constitucionais. No caso
de ações constitucionais decididas originariamente no
âmbito de Tribunal Superior, do acórdão do tribunal de
segunda instância é cabível recurso ordinário para o STF.
Atenção! São recurso que se iniciam perante Tribunal Superior e, em face desse

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acórdão, a parte prejudicada pela decisão tem a prerrogativa de “apelar” por


intermédio do recurso ordinário constitucional ao STF. Assim, esse recurso é
cabível apenas em face de julgamento de ações constitucionais originárias do STJ
(Superior Tribunal de Justiça), TSE (Tribunal Superior Eleitoral), TST (Tribunal
Superior do Trabalho) ou STM (Superior Tribunal Militar).
A segunda hipótese envolve o julgamento de crimes políticos. De acordo com a
doutrina, considera-se crime político aquele que envolve atos ou omissões que
prejudicam os interesses do Estado, do governo ou do sistema político. Esse
crime político pode ser considerado “próprio” quando ameaça a ordem
institucional vigente ou “impróprio” quando conexo a um crime político.
Vejamos as hipóteses de cabimento do recurso ordinário constitucional para o
STJ, que estão disciplinados no art. 105, II, da CF.
 recurso ordinário constitucional para o STJ:
II - julgar, em recurso ordinário:
a) os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais
Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão
for denegatória;
b) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais
Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando
denegatória a decisão;
c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um
lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País;

Temos aqui, duas hipóteses de cabimento.


Primeira, como estudado acima, o STF é competente para analisar os recursos
em face de acórdãos em ações constitucionais originárias de Tribunais
Superiores. O STJ, por sua vez, detém competência para processar recurso em
face desses acórdãos de ações constitucionais originárias de tribunais de segunda
instância. Abrange, portanto, os TRFs (Tribunais Regionais Federais) e os TJs
(Tribunais de Justiça).
Além disso temos duas informações fundamentais:
1ª INFORMAÇÃO: estão abrangidos apenas os recursos em face de acórdãos em habeas
corpus e em mandado de segurança.
2ª INFORMAÇÃO: aplica-se apenas às decisões denegatórias.

Veja que esses dois requisitos restritivos não estão presentes nas hipóteses de
cabimento do recurso ordinário para o STF.
A segunda hipótese envolve recurso de acórdãos em decisões de tribunais em
que tivermos Estado estrangeiro ou organismo internacional versus município ou
pessoa residente ou domiciliada no Brasil. Justifica-se o recurso ordinário
constitucional para o STJ nesse caso, pois o Superior Tribunal de Justiça é o órgão
judiciário que detém a competência judicial para tratar de questões que envolvem
interesses da federação.
Em síntese:

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Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:


II - julgar, em recurso ordinário:
b) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais
Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando
denegatória a decisão;

A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art.


105, II, “c”, da Constituição Federal:
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
II - julgar, em recurso ordinário:
c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um
lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País;

7 - Recurso Extraordinário e Recurso Especial


O recurso extraordinário (RExt) e o recurso especial (REsp) possuem caráter
excepcional e assumem uma nova importância no NCPC, com a valorização dos
precedentes.
Ao estudarmos as várias espécies de recursos notamos que há diversas
possibilidades, inclusive de forma monocrática, de pôr fim ao recurso devido ao
fato de que a decisão impugnada está de acordo com a jurisprudência dos
tribunais superiores ou até mesmo dar provimento ao recurso quando a sentença
estiver dissonante do entendimento do STJ e do STF.
Nesse contexto, o RExt e REsp apresentam-se como espécies recursais que não
estão voltadas para o reexame de matéria já decidida no contexto interpartes.
Não se colocam para analisar a justiça da decisão de segundo grau. São recursos
voltados para tutelar o sistema, o direito objetivo, não diretamente o direito
das partes.
Ambos os recursos possuem algumas características importantes:
 são recursos excepcionais, de modo que somente podem ser interpostos
se esgotadas as vias ordinárias. Se do acórdão que se pretende recorrer, a
parte puder apresentar outra espécie de recurso que não o RExt ou REsp, deverá
apresentá-lo. Esses recursos excepcionais somente podem ser interpostos
quando não houver mais outras possibilidades recursais.
 todas as decisões são recorríveis. Independentemente de se tratar de uma
decisão final ou interlocutória, cabe o REsx ou REsp, desde que exauridas as
demais formas ordinárias de recurso.
 são recursos que não se prestam a corrigir a injustiça da decisão em razão da
inadequada da interpretação dos fatos na decisão recorrida. São recursos que
tem por objetivo tutelar a correta interpretação da legislação federal e da
Constituição. Tutela-se, portanto, o direito objetivo.
À luz dessa característica temos sedimentado o entendimento de que esses
recursos não podem revisar a matéria de fato. Veja:
Súmula STJ 7

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A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.


Súmula STF 279
Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.

 não são providos, pela legislação (ope legis), de efeito suspensivo.


Assim, esses recursos não impedem que a decisão impugnada produza efeitos, a
não ser que o efeito suspensivo seja concedido à luz do caso concreto (ope
judicis).
 exigem prequestionamento, vale dizer, para que sejam admitidos os RExt e
REsp é necessário que haja enfrentamento no acórdão de questão
fundamentadas em norma constitucional ou em legislação federal.
À luz das características acima, conclui a doutrina:
As Cortes Supremas galgaram o posto de cortes de interpretação e de precedentes, cuja
missão está não apenas na guarda da Constituição e do direito federal, mas na sua efetiva
reconstrução interpretativa, decidindo-se quais os significados devem prevalecer a respeito
das dúvidas interpretativas suscitadas pela prática forense, e na sua vocação de guia
interpretativo para todos os envolvidos na administração da Justiça Civil e para a sociedade
como um todo.

7.1 - Cabimento
O cabimento desses recursos possui sede constitucional.

Cabimento de recurso extraordinário


O RExt tem as hipóteses de cabimento descritas no art. 102, III, da CF:
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última
instância, quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.
d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. (Incluída pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

Vamos analisar brevemente cada uma das hipóteses:


 Cabe RExt quando a decisão contrariar algum dispositivo da CF.
Se o acórdão prolatado pelos demais tribunais ordinários ou especiais (inclui-se
aqui o STJ, TSE, STM e TST) contrariar dispositivo da Constituição, poderá ser
impugnado mediante recurso extraordinário.
Cabe RExt quando a decisão declarar a inconstitucionalidade de
tratado ou lei federal.
Cabe ao STF a “última palavra” em relação à interpretação da legislação frente à
Constituição. Assim, se uma decisão considerar um tratado internacional, que
devidamente internalizado constitui lei federal em nosso ordenamento, ou se uma
lei federal for considerada inconstitucional, caberá reanálise objetiva da norma
para averiguar a efetiva inconstitucionalidade por intermédio do RExt.

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 Cabe RExt quando a decisão julgar válida lei ou ato de governo local
contestado em face da Constituição.
Nessa hipótese, temos o contrário. Ao invés de analisar a inconstitucionalidade
da legislação federal, busca-se verificar se a interpretação que privilegiou o
ordenamento local ou ato de governo local não está contrário à Constituição.
 Cabe RExt quando a decisão julgar válida lei local contestada em face
de lei federal.
Nessa última hipótese de cabimento do recurso extraordinário verifica-se a
harmonização da legislação federal. Somente será da competência do STF se,
entre uma lei federal e uma lei estadual ou municipal, a decisão optar pela
aplicação da última por entender que a norma central regulou a matéria de
competência local. Nesse caso, como a repartição de competência é
constitucionalmente prevista, ao se deixar de aplicar a lei federal, conclui-se
obliquamente que a lei federal é inconstitucional, pois invadiu esfera de
competência de lei estadual ou local.

Cabimento do recurso especial


O recurso especial encontra cabimento nas hipóteses do art. 105, III, da CF:
III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância, pelos
Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios,
quando a decisão recorrida:
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;
b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro
tribunal.

Vamos analisar cada uma das hipóteses.


Cabe REsp quando a decisão contrariar tratado ou lei federal ou negar
a vigência à essa lei ou tratado.
Aqui está a principal regra de competência do STJ em termos recursais, no
exercício do controle da legislação federal e com a finalidade de garantir a
uniformidade de sua interpretação e perfeita vigência.
 Cabe REsp quando a decisão julgar válido ato de governo local
contestado em face de lei federal.
Nessa hipótese deixa-se de aplicar determinada lei federal em face de ato de
governo local, de forma que ao STJ cabe analisar se tal afastamento da legislação
federal está correto.
 Cabe REsp para fins de uniformização de jurisprudência quanto à
intepretação da legislação federal.

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7.2 - Procedimento
O NCPC disciplina o procedimento dos recursos especial e extraordinário. Para
fins da nossa prova é importante que conheçamos a literalidade dos dispositivos
do NCPC.
O art. 1.029 prevê que tanto o RExt como o REsp são interpostos mediante
petição dirigida ao Presidente do tribunal recorrido devendo conter:
 exposição do fato e do direito;
 demon tração de que o recur o e tá dentro da hipóte e de cabimento acima
estudadas; e
 razões do pedido.

Veja:
Art. 1.029. O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos previstos
na Constituição Federal, serão interpostos perante o presidente ou o vice-
presidente do tribunal recorrido, em petições distintas que conterão:
I - a exposição do fato e do direito;
II - a demonstração do cabimento do recurso interposto;
III - as razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão recorrida.

Os §§ do art. 1.029 trazem algumas regras específicas referentes à interposição


desses recursos. Afim de facilitar a compreensão vamos citar os dispositivos e,
em seguida, faremos alguns apontamentos:
§ 1o Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial, o recorrente fará a prova
da divergência com a certidão, cópia ou citação do repositório de jurisprudência, oficial ou
credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que houver sido publicado o acórdão
divergente, ou ainda com a reprodução de julgado disponível na rede mundial de
computadores, com indicação da respectiva fonte, devendo-se, em qualquer caso,
mencionar as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados.
§ 2º Revogado pela Lei nº 13.256, de 2016.
§ 3o O Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça poderá desconsiderar
vício formal de recurso tempestivo ou determinar sua correção, DESDE QUE não o
repute grave.
§ 4o Quando, por ocasião do processamento do incidente de resolução de demandas
repetitivas, o presidente do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça
receber requerimento de suspensão de processos em que se discuta questão federal
constitucional ou infraconstitucional, poderá, considerando razões de segurança jurídica ou
de excepcional interesse social, estender a suspensão a todo o território nacional, até
ulterior decisão do recurso extraordinário ou do recurso especial a ser interposto.
§ 5o O pedido de concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário ou a recurso
especial poderá ser formulado por requerimento dirigido:
I – ao tribunal superior respectivo, no período compreendido entre a publicação da decisão
de admissão do recurso e sua distribuição, ficando o relator designado para seu exame
prevento para julgá-lo; (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)
II - ao relator, se já distribuído o recurso;
III – ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido
entre a interposição do recurso e a publicação da decisão de admissão do recurso, assim

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Note que a depender da autoridade perante a qual o recurso esteja, é


determinado quem será responsável por analisar o requerimento de concessão
de efeito suspensivo ao recurso.
Vamos tratar do processamento inicial do REsp ou do RExt. Com o NCPC, tivemos
importante alteração na legislação processual, em vista da ideia de julgamento
coletivo desses recursos, a fim de que tenhamos maior uniformidade na
legislação.
Além disso, esses recursos podem ter o processamento restringido em face de
outros julgados sobre o mesmo assunto, caso em que o RExt e o REsp poderão
não ser conhecidos.
A fim de facilitar a compreensão de vocês, vamos tratar do art. 1.030 de forma
analítica, abordando de todas as possibilidades. Após, citamos o dispositivo legal
para que você se habitue com a redação do legislador.
Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal recorrido, determina-se
a intimação da parte contrária para que apresente no prazo de 15 as
contrarrazões.
Após, os autos serão enviados ao Presidente ou vice-Presidente do tribunal para
análise de admissibilidade do recurso extraordinário ou especial.

Dessa decisão podemos ter várias possibilidades. Vamos analisá-las:


1ª POSSIBILIDADE: negativa de seguimento
São duas situações de negativa de seguimento do recurso:
a) Se o RExt discutir questão constitucional sobre a qual não foi reconhecida a
repercussão geral ou esteja contrário a repercussão geral já reconhecida.
b) Se o RExt ou REsp estiverem em contradição com acórdão do STF ou do STF
decidido em IRDR.
Nesses dois casos, o RExt e o REsp não serão conhecidos.
Da decisão do Presidente ou do vice-Presidente (decisão monocrática) do tribunal recorrido
é cabível agravo interno para que seja reanalisada a admissibilidade pelo órgão colegiado
no tribunal.
2ª POSSIBILIDADE: encaminhar os autos ao colegiado para juízo de retratação
Se o Presidente do tribunal recorrido entender que o julgamento está contrário a
julgamento do STF ou do STJ em recurso com repercussão geral ou julgado em Incidente
de Resolução Demandas Repetitivas (IRDR), enviará o processo para juízo de retratação.
3ª POSSIBILIDADE: sobrestar o processo
Caso, relativamente à mesma matéria, haja IRDR em trâmite, o recurso ficará sobrestado
até decisão do STF ou do STJ no RExt ou REsp que contenha o incidente de resolução de
demandas repetitivas.
Da decisão do Presidente ou do vice-Presidente (decisão monocrática) é cabível agravo
interno para que seja reanalisado o sobrestamento pelo órgão colegiado no tribunal.
4ª POSSIBILIDADE: selecionar o recurso para envio ao STF ou STJ como processos
paradigma de recursos especiais ou extraordinários repetitivos

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O art. 1.036, do NCPC, trata do julgamento de RExt e REsp repetitivos. No §1º desse
dispositivo há a possiblidade de os tribunais de segunda instância informarem ao STF ou
ao STJ a existência de recursos repetitivos no respectivo tribunal. Para tanto irá destacar
dois desses processos para serem considerados paradigmas, considerados representativos
da controvérsia que serão encaminhados ao STF ou ao STJ para julgamento coletivo.
5ª POSSIBILIDADE: juízo de admissibilidade e envio ao STF/STJ
Se não for o caso de julgamento anterior (1ª possibilidade), se não for o caso de retratação
pelo órgão julgador (2ª possibilidade), se não for o caso de sobrestamento (3ª
possibilidade) ou de seleção para julgamento de RExt ou REsp repetitivo (4ª possibilidade),
o Presidente ou o vice-Presidente fará o juízo de admissibilidade.
Temos duas possibilidades:
A) Se o juízo de admissibilidade for positivo (houve conhecimento do recurso), os
autos serão enviados ao tribunal superior para processamento.
B) Se o juízo de admissibilidade for negativo (não for conhecido o recurso por
ausência dos pressupostos processuais), a parte poderá agravar de instrumento na
forma do art. 1.042 do NCPC, que já estudamos.

Ufa!
Veja como ficou mais fácil a compreensão do dispositivo do NCPC:
Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será
intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (QUINZE) DIAS, findo o qual
os autos serão conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que
deverá: (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)
I – NEGAR SEGUIMENTO: (Incluído pela Lei nº 13.256, de 2016)
a) a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo
Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso
extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com
entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral;
(Incluída pela Lei nº 13.256, de 2016)
b) a recurso extraordinário ou a recurso especial interposto contra acórdão que
esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do
Superior Tribunal de Justiça, respectivamente, exarado no regime de julgamento de
recursos repetitivos; (Incluída pela Lei nº 13.256, de 2016)
II – encaminhar o processo ao órgão julgador para realização do JUÍZO DE
RETRATAÇÃO, se o acórdão recorrido divergir do entendimento do Supremo
Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça exarado, conforme o caso, nos
regimes de repercussão geral ou de recursos repetitivos; (Incluído pela Lei nº 13.256, de
2016)
III – SOBRESTAR o recurso que versar sobre controvérsia de caráter repetitivo ainda
não decidida pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça,
conforme se trate de matéria constitucional ou infraconstitucional; (Incluído pela Lei nº
13.256, de 2016)
IV – SELECIONAR O RECURSO COMO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA
constitucional ou infraconstitucional, nos termos do § 6º do art. 1.036; (Incluído pela
Lei nº 13.256, de 2016)
V – realizar o JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE e, se positivo, remeter o feito ao
Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça, desde que: (Incluído
pela Lei nº 13.256, de 2016)
a) o recurso ainda não tenha sido submetido ao regime de repercussão geral ou de
julgamento de recursos repetitivos; (Incluída pela Lei nº 13.256, de 2016)

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b) o recurso tenha sido selecionado como representativo da controvérsia; ou (Incluída pela


Lei nº 13.256, de 2016)
c) o tribunal recorrido tenha refutado o juízo de retratação. (Incluída pela Lei nº 13.256,
de 2016)
§ 1º Da decisão de inadmissibilidade proferida com fundamento no inciso V [juízo
de admissibilidade] caberá agravo ao tribunal superior, nos termos do art. 1.042.
(Incluído pela Lei nº 13.256, de 2016)
§ 2º Da decisão proferida com fundamento nos incisos I e III [negativa de
seguimento e sobrestamento] caberá agravo interno, nos termos do art. 1.021. (Incluído
pela Lei nº 13.256, de 2016)

Você deve ter notado que tanto o recurso especial como o recurso extraordinário
são interpostos em face da mesma decisão. Isso ocorre porque a competência
recursal do STF (no RExt) é específica e diferente da competência recursal do STJ
(no REsp), que possui suas hipóteses de cabimento próprias.
Conforme estudamos no início desse capítulo, o STF é o “guardião da CF” ao
passo que o STF é “guardião do ordenamento jurídico”.
Como não há hierarquia entre os dois tribunais – que possuem esfera de atuação
distintas – se estiverem adequadas as hipóteses de cabimento, é possível interpor
conjuntamente o RExt e o REsp.
Contudo, o recurso extraordinário somente será julgado após o recurso
especial. Isso ocorre porque o texto constitucional se sobrepõe
hierarquicamente em relação a todo o ordenamento constitucional. Assim, se
tivermos a violação de uma norma infraconstitucional e constitucional, o que irá
prevalecer é o entendimento conforme o texto constitucional.
Veja, não é uma questão de hierarquia, mas da hierarquia normativa da CF em
face da legislação infraconstitucional!
Em face disso, se a parte interpor ambos os recursos (RExt e REsp), os autos
serão enviados ao STJ para processamento do recurso especial conforme
expressamente determina o art. 1.031 do NCPC.
Art. 1.031. Na hipótese de interposição conjunta de recurso extraordinário e recurso
especial, os autos serão remetidos ao Superior Tribunal de Justiça.

Concluído o julgamento do REsp, se não estiver prejudicado o RExt, os autos


serão enviados ao STF para conhecimento e processamento do RExt.
Por exemplo, a parte recorre em relação a determinado pedido que fora negado
nas instâncias ordinárias. Entende a parte recorrente que o seu pedido encontra
fundamento tanto na legislação infraconstitucional que fora desrespeitada quanto
no Texto Constitucional, também violado pelas decisões nas instâncias ordinárias.
Em face disso, a parte interporá ambos os recursos. O RExt ficará aguardando o
julgamento do REsp. Se o REsp não foi provido, os autos serão encaminhados ao
STF para julgamento do RExt. Por outro lado, se o pedido da parte for acolhido
no julgamento do REsp não faz sentido enviar o RExt para julgamento. Nesse
caso, o RExt está prejudicado.
Veja:

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§ 1o Concluído o julgamento do recurso especial, os autos serão remetidos ao Supremo


Tribunal Federal para apreciação do recurso extraordinário, se este não estiver
prejudicado.

Portanto, a ordem será, em regra: julgamento do REsp, após, julgado do RExt se


não estiver prejudicado.
Há possibilidade, contudo, de inversão de ordem. O relator do processo no STJ
poderá entender que a análise da matéria constitucional é prejudicial à análise
da violação á legislação federal. Nesse caso, poderá o relator determinar o envio
do processo ao STF.
No STF, o relator do recurso poderá acolher a prejudicialidade e determinar o
processamento do RExt ou, negá-la, e determinar o retorno para o
processamento do REsp no STJ.
§ 2o Se o relator do recurso especial considerar prejudicial o recurso extraordinário, em
decisão irrecorrível, sobrestará o julgamento e remeterá os autos ao Supremo Tribunal
Federal.
§ 3o Na hipótese do § 2o, se o relator do recurso extraordinário, em DECISÃO
IRRECORRÍVEL, rejeitar a prejudicialidade, devolverá os autos ao Superior Tribunal
de Justiça para o julgamento do recurso especial.

Como vimos no início da aula, embora estejam julgados processos interpartes, o


RExt e o REsp destinam-se, segundo a doutrina21, a outorgar adequada
interpretação ao direito e à formação de precedentes, o juízo de admissibilidade
dos recursos tem de ser lido no influxo de sua nova função.
Dito de forma simples, não obstante a parte ter ingressado com um REsp, se o
relator no STJ entender que o recurso versa sobre questão constitucional,
determinará a intimação da parte recorrente para que, no prazo de 15 dias,
demonstre a repercussão geral e se manifeste sobre a questão constitucional.
Após isso, o então REsp será encaminhado ao STF para que seja julgado como
recurso extraordinário. Isso mesmo! Não obstante o interesse das partes, reputa-
se que o interesse da coletividade, com correta interpretação constitucional da
matéria se sobreporia, razão pela qual o recurso será julgado como extraordinário
pelo STF.
Art. 1.032. Se o relator, no Superior Tribunal de Justiça, entender que o recurso
especial versa sobre questão constitucional, deverá conceder PRAZO DE 15
(QUINZE) DIAS para que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral e se
manifeste sobre a questão constitucional.
Parágrafo único. Cumprida a diligência de que trata o caput, o relator remeterá o recurso
ao Supremo Tribunal Federal, que, em juízo de admissibilidade, poderá devolvê-lo
ao Superior Tribunal de Justiça.

Ainda sobre o dispositivo acima, prevê o parágrafo único que o relator do


processo no STF poderá negar admissibilidade ao recurso extraordinário e
devolvê-lo para processamento como recurso especial perante o STJ.

21
MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de
Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 2016, p. 1106.

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O art. 1.033, do NCPC, faz o caminho inverso. Se no art. 1.032 temos a


possibilidade de que o relator do REsp no STJ entenda que a matéria tem caráter
constitucional e, em face disso, determina o envio dos autos para que seja
processado como recurso RExt, no art. 1.033 temos a possibilidade de o STF
entender que o recurso envolve diretamente legislação federal (ainda que
reflexamente aborde assunto constitucional) e determinar a remessa dos autos
ao STJ para que efetue o processamento do recurso como especial.
Art. 1.033. Se o Supremo Tribunal Federal considerar como reflexa a ofensa à
Constituição afirmada no recurso extraordinário, por pressupor a revisão da interpretação
de lei federal ou de tratado, remetê-lo-á ao Superior Tribunal de Justiça para
julgamento como recurso especial.

Quanto ao art. 1.034, do NCPC, a leitura atenta é o suficiente para a prova.


Art. 1.034. Admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, o Supremo Tribunal
Federal ou o Superior Tribunal de Justiça julgará o processo, aplicando o direito.
Parágrafo único. Admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial por um
fundamento, devolve-se ao tribunal superior o conhecimento dos demais fundamentos para
a solução do capítulo impugnado.

Para encerrarmos a análise dos recursos excepcionais vamos analisar o art. 1.035
do NCPC, que se aplica apenas aos RExt.
Vimos na leitura acima que os recursos que tramitam perante o STF devem
demonstrar a repercussão geral. Isso não ocorre em relação ao REsp, mas apenas
em relação ao RExt.
A demonstração da repercussão geral é considerada pela doutrina como requisito
intrínseco de admissibilidade do RExt. A repercussão geral tende a selecionar
para julgamento pelo STF tão somente os processos cuja matéria discutida
transcende aquele caso concreto, revestindo-se de interesse institucional.
De acordo com o art. 1.035, do NCPC, ao analisar determinado processo, o STF
poderá entender que determinado RExt não tem repercussão geral. Segundo a
doutrina22:
O recurso poderá ser apenas poderá ser inadmitido se dois terços dos membros do tribunal
reputarem que a questão não tem tal relevância geral. Ou seja, a manifestação negando a
existência de repercussão geral precisará provir do Plenário do STF, que reúne todos os
seus membros. O relator isoladamente ou mesmo a Turma não poderão negar conhecimento
ao recurso esse fundamento, enquanto não houver pronunciamento nesse sentido do
próprio Plenário.

Veja:
Art. 1.035. O Supremo Tribuna l Federal, em decisão irrecorrível, NÃO conhecerá do
recurso extraordinário quando a questão constitucional nele versada não tiver
repercussão geral, nos termos deste artigo.
§ 1o Para efeito de repercussão geral, será considerada A EXISTÊNCIA OU NÃO DE
QUESTÕES RELEVANTES DO PONTO DE VISTA ECONÔMICO, POLÍTICO, SOCIAL OU
JURÍDICO QUE ULTRAPASSEM OS INTERESSES SUBJETIVOS DO PROCESSO.

22
WAMBIER, Luiz Rodrigues e TALAMINI, Eduardo. Curso Avançado de Processo Civil, vol. 2,
16ª edição, reform. e ampl. com o novo CPC, São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016,
607.

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extraordinário que tenha sido interposto intempestivamente, tendo o recorrente o


prazo de 5 (cinco) dias para manifestar-se sobre esse requerimento.
§ 7º Da decisão que indeferir o requerimento referido no § 6º ou que aplicar entendimento
firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos caberá
agravo interno. (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)
§ 8o Negada a repercussão geral, o presidente ou o vice-presidente do tribunal de origem
negará seguimento aos recursos extraordinários sobrestados na origem que
versem sobre matéria idêntica.
§ 9o O recurso que tiver a repercussão geral reconhecida deverá ser julgado no prazo de
1 (um) ano e terá preferência sobre os demais feitos, RESSALVADOS os que
envolvam réu preso e os pedidos de habeas corpus.
§ 10. Revogado pela Lei nº 13.256, de 2016.
§ 11. A súmula da decisão sobre a repercussão geral constará de ata, que será publicada
no diário oficial e valerá como acórdão.

De acordo com os §§ acima, alguns pontos são relevantes para a prova:


 Admite-se a manifestação de terceiros por decisão do relator para fins de
aferição da repercussão geral.
 Reconhecida a repercussão geral de determinada matéria, o relator do
processo no STF irá determinar a suspensão de todos os processos no território
nacional que envolvam a mesma questão.
 Se houver determinação de sobrestamento em RExt que esteja intempestivo,
o interessado poderá requerer ao Presidente do tribunal de origem que inadmita
o recurso interposto fora do prazo. Para tanto, primeiramente, irá determinar a
intimação da parte recorrente para que se manifeste no prazo de 5 dias.
Note que a finalidade aqui é evitar o estado de sobrestamento do processo sem
qualquer utilidade. Independentemente de a matéria ser a mesma da que foi
reconhecida com repercussão geral, o processo não chegará a ser analisado
porque intempestivo. Assim, pode-se prosseguir com eventual execução
definitiva no processo de origem.
 Se for negada a repercussão geral, todos os processos sobrestados que
penderem de análise de admissibilidade também serão considerados
automaticamente não admitidos.
 Os processos que tiverem repercussão geral conhecida tem prioridade de
trâmite, com exceção daqueles processos no STF que envolvam réu preso e
pedidos de habeas corpus. Não obstante essa regra, eles devem ser julgados no
prazo de um ano.
Com isso encerramos a análise dos recursos excepcionais, ou seja, do recurso
extraordinário e do recurso especial.
Sintetizando o que há de mais relevante em relação aos recursos
extraordinário e especial...

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A alternativa D está incorreta. O acórdão pode ser impugnada por meio de


recurso especial ou extraordinário.

Questão – CESPE/OAB-SP – Exame de Ordem – 2008


Da decisão recorrida que julgar válida, em única ou última instância, lei local
contestada em face de lei federal, é cabível recurso
a) extraordinário.
b) ordinário ao STF.
c) ordinário ao STJ.
d) especial.

Comentários
De acordo com o art. 102, III, “c”, da CF/88, da decisão recorrida que julgar
válida, em única ou última instância, lei local contestada em face de lei federal,
é cabível recurso extraordinário.
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição,
cabendo-lhe:
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou
última instância, quando a
d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal.

Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.

Questão – VUNESP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2007


A contrariedade do julgado às normas contidas na legislação federal e às
contidas na Constituição da República dá ensejo, respectivamente, a
a) recurso especial e recurso extraordinário.
b) recurso extraordinário e recurso ordinário.
c) apelação e recurso ordinário.
d) mandado de segurança e apelação.

Comentários
De acordo com o art. 102, III, “a”, combinado com o art. 105, III, “a”, da CF/88,
a contrariedade do julgado às normas contidas na legislação federal e às contidas
na Constituição da República dá ensejo, respectivamente, a recurso especial e
recurso extraordinário.
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição,
cabendo-lhe:
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última
instância, quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:

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III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância, pelos
Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios,
quando a decisão recorrida:
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;

Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão.

Questão – VUNESP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2007


Em sede de recurso extraordinário, a questão constitucional nele versada
deverá oferecer repercussão geral sob pena de
a) não ser provido pelo STJ.
b) não ser provido perante o juízo a quo.
c) não ser conhecido pelo juízo ad quem.
d) não ser provido pelo juízo ad quem.

Comentários
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Em sede de recurso
extraordinário, a questão constitucional nele versada deverá oferecer
repercussão geral sob pena de não ser conhecido pelo juízo ad quem.
Vejamos o art. 1.035, do NCPC:
Art. 1.035. O Supremo Tribunal Federal, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso
extraordinário quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral,
nos termos deste artigo.

8 - Embargos de Divergência em REsp e RExt


São dois os dispositivos: art. 1.043 e 1.044, do NCPC. O primeiro dispositivo trata
das hipóteses de cabimento e o segundo dispositivo trata do procedimento dos
embargos de divergência.

8.1 - Cabimento
Trata-se de recurso que tem por finalidade uniformizar a jurisprudência dos
tribunais superiores. De acordo com a doutrina23:
Quando o art. 1.043, CPC, arrola a hipóteses de cabimento dos embargos de divergência,
o que está por detrás dessa previsão é a viabilização de uma oportunidade de debate
institucional para que uma determinada questão constitucional ou federal possa ser definida
pela corte responsável em dar a última palavra a respeito de dignidade do direito para toda
a administração da Justiça Civil.

Os embargos de divergência constituem, portanto, meio apropriado para


formação de precedentes.

23
MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de
Processo Civil Comentado, 2ª edição, rev., ampl. e atual., São Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 2016, p. 1122.

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Originariamente o art. 1.043, do NCPC, continha quatro hipóteses de cabimento,


hoje são apenas duas, pois duas delas foram revogadas pela Lei 13.256/2016.
Confia:
Art. 1.043. É embargável o acórdão de órgão fracionário que:
I - em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de
qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo os acórdãos, embargado e paradigma, de
mérito;
II - Revogado pela Lei nº 13.256, de 2016
III - em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de
qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não
tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a controvérsia;
IV - Revogado pela Lei nº 13.256, de 2016

Vamos analisar essas duas hipóteses de cabimento com calma.


Antes disso, uma observação.
Os embargos de divergência têm por finalidade a uniformização de
jurisprudência, logo, para a caracterização dessa espécie recursal sempre serão
necessários dois acórdãos. Um deles será a decisão contra a qual se
pretende recorrer e o outro será a decisão paradigma, que será usada
como parâmetro para demonstrar a divergência em relação à decisão que
prejudicou a parte.
Basicamente, temos a situação na qual a parte é surpreendida com um acórdão
que diverge dos acórdãos de que tem conhecimento a respeito da matéria por
aquele Tribunal Superior. Assim, ela pugna pela uniformização do entendimento
jurisprudencial, o que confere maior segurança e confiabilidade na atuação
judiciária.
Além disso, é importante destacar que os embargos de divergência são
interponíveis no âmbito do STF e do STJ. Esses Tribunais Superiores são divididos
em turmas, seções e órgão plenário. Logo, para manter a uniformidade de
decisões dentro do STF e dentro do STJ as decisões dos órgãos fracionários
(turmas e seções) podem ser questionadas em face de decisões de outras turmas,
seções ou até mesmo do pleno, a fim de que o órgão pleno do STF ou do STJ
decida qual será o posicionamento uniforme a ser adotado no âmbito da instância
superior.
Disso, decorre outra conclusão importante, os embargos
de divergência são decididos pela composição plena
do STF ou do STJ.
Em síntese, toda vez que um acórdão do STF ou do STJ divergir de outros
acórdãos do mesmo Tribunal Superior, a parte prejudicada pela decisão
poderá interpor embargos de divergência para o órgão pleno do
respectivo tribunal superior.
Feita essa observação, vejamos as hipóteses de cabimento:
 os embargos de divergência são cabíveis contra decisões que divergirem de outras
decisões do mesmo órgão. Nessa hipótese, tanto o acórdão embargado como o acórdão
paradigma devem ter analisado o mérito. Assim, a divergência não deve se cingir apenas

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a extinção do processo sem julgamento de mérito (art. 485, do NCPC), mas em relação
ao mérito das respectivas decisões.
 A segunda também envolve a divergência entre dois acórdãos do mesmo Tribunal
Superior. A diferença é que, nesse caso, um dos acórdãos analisou o mérito e o outro
embora não tenha conhecido do recurso, apreciou a controvérsia.
Isso é ocorre porque muitas vezes, nesses pronunciamentos de admissibilidade, os
tribunais superiores enfrentam o mérito recursal, averiguando a existência à violação ao
direito federal infraconstitucional ou constitucional, apresentados como decisões negativas
de conhecimento do recurso.
Em razão disso, ainda que não tenha enfrentado o mérito o acórdão poderá ser
considerado para fins de divergência com outro acórdão que tenha enfrentado o mérito da
causa.

Ainda em relação às hipóteses de cabimento, temos algumas regras aplicáveis a


essa espécie de recurso.
 A primeira delas, prevista no §1º, informa que as decisões embargadas ou a
paradigma podem ser acórdãos originários, acórdãos em face de recurso
ordinário constitucional e recursos especiais ou extraordinários, desde que da
mesma instância.
 A divergência poderá se pautar, segundo informa o §2º, tanto em aspectos de
Direito Material como em aspectos de Direito Processual.
 Podemos ter a situação de divergência entre acórdãos da mesma turma do STJ
ou do STF. Nesse caso, devemos verificar se houve alteração na composição da
turma, ou seja, se os Ministros que julgaram o acórdão paradigma são os mesmos
da decisão embargada.
Assim:
1ª HIPÓTESE: se forem os mesmos, não caberá embargos de divergência, pois o caso
envolve superação do entendimento anterior pela Turma. Ela mesma passou a entender
de forma diversa em relação àquele tema. É importante destacar que o órgão julgador não
está necessariamente vinculado às decisões que já proferiu, sendo natural a evolução do
pensamento e, consequentemente, modificação do teor das decisões.
2ª HIPÓTESE: se houver mudança nos Ministros que compõem a turma, fica evidente o
confronto de entendimentos e não a superação de entendimento, razão pela qual será
cabível o recurso de embargos de divergência.

 Outra regra específica, prevista no §4º, é a que estabelece a forma de


demonstração da divergência. Basicamente, essa demonstração se dá com a
juntada da petição de embargos do acórdão paradigma, seja por certidão, cópia,
referência à repositório de jurisprudência, mídia eletrônica que contenha a
publicação ou a reprodução nos autos do julgado com indicação precisa da fonte
(meio mais comum).
Feito isso, leia os dispositivos legais:
§ 1o Poderão ser confrontadas teses jurídicas contidas em julgamentos de recursos e
de ações de competência originária.
§ 2o A divergência que autoriza a interposição de embargos de divergência pode verificar-
se na aplicação do direito material ou do direito processual.

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II - admissibilidade do recurso correspondente.

Assim, dentro das situações que vimos acima, quando a sentença sem
julgamento de mérito impedir a propositura de uma nova ação ou obstar a
admissibilidade do recurso, é possível ajuizar a ação rescisória.
Por exemplo, sentença sem julgamento de mérito fundada em erro extraível dos
autos que levou o magistrado decidir pela perempção, que é uma sanção
processual que impede a propositura de nova demanda. Nesse caso, não obstante
se tratar de uma sentença sem julgamento do mérito, é admissível a ação
rescisória.
Na sequência, confira o §3º:
§ 3o A ação rescisória pode ter por objeto apenas 1 (um) capítulo da decisão.

Para encerrarmos as hipóteses de cabimento da ação rescisória, veja os §§5º e


6º:
§ 5º Cabe ação rescisória, com fundamento no inciso V do caput deste artigo, contra
decisão baseada em enunciado de súmula ou acórdão proferido em julgamento de
casos repetitivos que não tenha considerado a existência de distinção entre a questão
discutida no processo e o padrão decisório que lhe deu fundamento. (Incluído pela Lei nº
13.256, de 2016).
§ 6º Quando a ação rescisória fundar-se na hipótese do § 5º deste artigo, caberá ao autor,
sob pena de inépcia, demonstrar, fundamentadamente, tratar-se de situação particularizada
por hipótese fática distinta ou de questão jurídica não examinada, a impor outra solução
jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.256, de 2016).

Os dispositivos acima preveem é considerado como violação à norma jurídica, a


sentença de mérito que violar enunciado de súmula ou acórdão proferido em
julgado de casos repetitivos.
Nesses casos, o autor deverá cotejar na petição inicial a contrariedade à súmula
ou à jurisprudência em casos repetitivos com a sentença que pretende rescindir.
Aprofundando um pouco...

No art. 701, §3º, do NCPC temos uma hipótese específica de ação rescisória, que
é aplicável ao procedimento especial da ação monitória. Quando a parte ingressa
com uma ação monitória, se restar demonstrada a evidência do direito do autor,
o juiz expedirá ordem para pagamento que, se não cumprida no prazo de 15 dias
constituirá automaticamente um título jurídico judicial em favor do autor, para
que ele promova a ação. Essa decisão que concede a tutela de evidência e que
pode ser transformada em título executivo judicial – caso se enquadre em uma
das hipóteses previstas nos incisos do art. 966 do NCPC – pode ser atacado por
intermédio da ação rescisória.
Veja:

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§ 2o Constituir-se-á de pleno direito o título executivo judicial, independentemente de


qualquer formalidade, se não realizado o pagamento e não apresentados os embargos
previstos no art. 702, observando-se, no que couber, o Título II do Livro I da Parte Especial.
§ 3o É cabível ação rescisória da decisão prevista no caput quando ocorrer a hipótese do §
2o.

10.3 - Ação anulatória


O §4º prevê a ação anulatória. Veja:
§ 4o Os atos de disposição de direitos, praticados pelas partes ou por outros
participantes do processo e homologados pelo juízo, bem como os atos
homologatórios praticados no curso da execução, estão sujeitos à anulação, nos
termos da lei.

Assim, quando nós tivermos uma sentença homologatória não são passíveis de
ação rescisória, mas de ação homologatória, desde que se enquadre nas
hipóteses descritas acima.
Por exemplo, acordo homologado judicialmente, no qual o réu foi coagido a
transacionar. Trata-se de decisão homologatória que pode ser objeto de ação
anulatória com fundamento no inc. III do art. 966, do NCPC.

10.4 - Legitimados para ação rescisória


O art. 967, do NCPC, estabelece os legitimados para propositura da ação
rescisória:
Art. 967. Têm legitimidade para propor a ação rescisória:
I - quem foi parte no processo ou o seu sucessor a título universal ou singular;
II - o terceiro juridicamente interessado;
III - o Ministério Público:
a) se não foi ouvido no processo em que lhe era obrigatória a intervenção;
b) quando a decisão rescindenda é o efeito de simulação ou de colusão das partes, a fim de
fraudar a lei;
c) em outros casos em que se imponha sua atuação;
IV - aquele que não foi ouvido no processo em que lhe era obrigatória a
intervenção.
Parágrafo único. Nas hipóteses do art. 178, o Ministério Público será intimado para intervir
como fiscal da ordem jurídica quando não for parte.

Para a prova é fundamental memorizar em que situações temos o cabimento da


ação rescisória:

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É possível, a depender da hipótese de cabimento, que seja necessária a produção


de prova. Se necessária a produção de provas para análise da ação rescisória, o
relator do processo poderá expedir carta de ordem delegando a competência para
produção dos atos instrutório ao juiz que proferiu a sentença que se pretende
recorrer.
Art. 972. Se os fatos alegados pelas partes dependerem de prova, o relator poderá delegar
a competência ao órgão que proferiu a decisão rescindenda, fixando prazo de 1 (UM)
A 3 (TRÊS) MESES PARA A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS.

A finalidade do dispositivo acima é facilitar a colheita das provas, o que é


perfeitamente compreensível quando envolver comarcas localizadas no interior,
distantes da sede do tribunal.
O prazo para que sejam produzidas as provas, de acordo com o art. 972, do
NCPC, é de um a três meses.
Com a conclusão da fase instrutória, as partes serão intimadas para apresentar
alegações finais no prazo de 10 dias. Na sequência, os autos serão remetidos
para julgamento no órgão colegiado.
É importante ficar atento para o fato de que esse fato é sucessivo, vale dizer,
primeiramente será intimada a parte autora para apresentar suas alegações no
prazo de 10 dias. Decorrido o prazo ou apresentadas as alegações finais, segue-
se com a intimação da parte ré para apresentar as suas razões finais também no
prazo de 10 dias.
Veja:
Art. 973. Concluída a instrução, será aberta vista ao autor e ao réu para razões finais,
sucessivamente, pelo prazo de 10 (DEZ) DIAS.
Parágrafo único. Em seguida, os autos serão conclusos ao relator, procedendo-se ao
julgamento pelo órgão competente.

Na sessão de julgamento podemos ter, basicamente, dois resultados:


1ª possibilidade – rejeição, inadmissibilidade ou improcedência do pedido da parte
autora.
Nesse caso, devemos analisar se a decisão do órgão colegiado for unânime ou não.
Se não foi unânime, temos apenas uma sentença negativa à parte autora que arcará com
as despesas do processo e com os honorários do advogado.
Por outro lado, se a rejeição, inadmissibilidade ou improcedência forem unânimes, o
depósito de 5% será revertido em proveito da parte ré.
2ª possibilidade – procedência do pedido.
Se a decisão foi pela procedência o depósito prévio será restituído à parte autora e, se for
o caso, o tribunal proferirá novo julgamento.

É isso que extraímos do art. 974, do NCPC:


Art. 974. Julgando procedente o pedido, o tribunal rescindirá a decisão, proferirá, se
for o caso, novo julgamento e determinará a restituição do depósito a que se refere o
inciso II do art. 968.
Parágrafo único. Considerando, por unanimidade, inadmissível ou improcedente o pedido,
o tribunal determinará a reversão, em favor do réu, da importância do depósito, sem
prejuízo do disposto no § 2o do art. 82.

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c) Admitindo-se a hipótese de que Tânia descobrisse que o juiz é irmão de


Márcia, ela poderia se valer de uma ação anulatória para fazer cessar os
efeitos da sentença, haja vista a falta de imparcialidade do julgador.
d) Eventual ação rescisória proposta por Tânia não impede a execução da
decisão da sentença por parte de Márcia, ainda que Tânia demonstre que a
sentença foi injusta.

Comentários
A alternativa A está incorreta. Não caberá uma nova demanda, por se tratar
de coisa julgada.
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 975, do NCPC, o direito à
rescisão se extingue em 2 anos contados do trânsito em julgado da última
decisão proferida no processo.
Art. 975. O direito à rescisão se extingue em 2 (dois) anos contados do trânsito em julgado
da última decisão proferida no processo.

Nesse caso, a última decisão proferida no processo foi a sentença, que transitou
em julgado em 19/10/2012, portanto, o direito à rescisão se extingue em
19/10/2014.
A alternativa C está incorreta. No caso, se Tânia descobrisse que o juiz é irmão
de Márcia, parente consaguíneo colateral de 2º grau, estaria configurado o seu
impedimento, portanto, uma vez já transitado em julgado a decisão proferida por
juiz impedido, seria cabível uma ação rescisória, e não uma ação anulatória.
Vejamos o art. 144, IV combinado com o art. 966, II, da Lei nº 13.105/15:
Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo:
IV - quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente,
consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:
II - for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente;

A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Com base no art. 969,


da referida Lei, a propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da
decisão rescindenda.
Art. 696. A audiência de mediação e conciliação poderá dividir-se em tantas sessões
quantas sejam necessárias para viabilizar a solução consensual, sem prejuízo de
providências jurisdicionais para evitar o perecimento do direito.

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XVII – Primeira Fase


– 2015
Luan, servidor público do Estado de Minas Gerais, ajuizou ação contra a
Fazenda Pública estadual, requerendo a devolução de verbas indevidamente
descontadas em seu contracheque sob a rubrica de “contribuição obrigatória
ao plano de saúde". Na oportunidade, demonstrou que o Tribunal de Justiça
de Minas Gerais (TJMG) já havia, em anterior ação individual proposta por
Thales, outro servidor público estadual, reconhecido a inconstitucionalidade
da lei estadual que previa esse desconto, e requereu, assim, a restituição

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das verbas não prescritas descontadas a tal título. Devidamente ajuizada


junto à 1ª Vara de Feitos Tributários da cidade de Belo Horizonte/MG, e após
regular tramitação, o magistrado singular acolheu a tese da ré e julgou
improcedente o pedido exordial, tendo tal decisão transitado em julgado em
01/04/2012.
Sobre os fatos descritos, assinale a afirmativa correta.
a) Luan poderá se valer de ação anulatória, tendo em vista a manifesta
injustiça da sentença.
b) Se a inconstitucionalidade da lei estadual tivesse sido reconhecida, na
ação proposta por Thales, pelo Supremo Tribunal Federal, Luan poderia
ignorar a coisa julgada que lhe foi desfavorável.
c) Luan poderá se valer de uma reclamação constitucional, tendo em vista o
desrespeito, pela sentença, de posição jurisprudencial firmada pelo TJMG.
d) Luan poderia se valer de uma ação rescisória, desde que, para tanto,
demonstrasse que houve violação à lei, sendo-lhe vedado, nessa demanda,
a rediscussão de matérias fáticas.

Comentários
A alternativa A está incorreta. O instrumento adequado para se rescindir
diretamente uma decisão judicial, não é este, mas a ação rescisória. A ação
anulatória é um meio de impugnação que visa a desconstituir um ato da parte
que, por via reflexa, pode levar à desconstituição da decisão judicial.
A alternativa B está incorreta. Caso a inconstitucionalidade da lei tivesse sido
declarada pelo STF, Luan deveria ajuizar reclamação constitucional perante a
Suprema Corte a fim de obter a cassação da decisão proferida pelo TJ/MG.
A alternativa C está incorreta. A reclamação constitucional somente teria
cabimento caso a decisão de inconstitucionalidade tivesse sido proferida pelo STF.
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A legislação processual
admite o ajuizamento de ação rescisória fundamentada em violação a literal
disposição de lei, não se prestando o instrumento à rediscussão de matéria de
fato. Vejamos o art. 966, V, do NCPC:
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:
V - violar manifestamente norma jurídica;

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – IX – Primeira Fase –


2012
A respeito da Ação Rescisória, assinale a afirmativa correta.
a) Uma vez ajuizada, impede o cumprimento da sentença ou acórdão
rescindendo, ressalvada a concessão, em casos imprescindíveis e sob os
pressupostos previstos em lei, de medidas de natureza cautelar ou
antecipatória de tutela.

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b) Em caso de procedência, rescindindo-se a sentença e proferindo, se for o


caso, novo julgamento, o tribunal determinará a restituição ao demandante
do depósito de 5% sobre o valor da causa a que se refere o Art. 488, II, do
CPC.
c) O Ministério Público não tem legitimidade ativa, exceto e unicamente para
propor a ação ao fundamento de não ter sido ouvido no processo, em que
lhe era obrigatória a intervenção.
d) É a medida aplicável a fim de rescindir a sentença homologatória e outros
atos judiciais que não dependam de sentença, desde que respeitado o prazo
de 2 (dois) anos para a sua propositura, contados do trânsito em julgado da
decisão.

Comentários
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 996, do NCPC, o recurso
pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério
Público, como parte ou como fiscal da ordem jurídica.
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, com base no art. 968,
II, da referi Lei:
Art. 968. A petição inicial será elaborada com observância dos requisitos essenciais do art.
319, devendo o autor:
II - depositar a importância de cinco por cento sobre o valor da causa, que se converterá
em multa caso a ação seja, por unanimidade de votos, declarada inadmissível ou
improcedente.

A alternativa C está incorreta. Segundo o art. 967, III, da Lei nº 13.105/15, o


MP tem legitimidade para propor ação rescisória.
Art. 967. Têm legitimidade para propor a ação rescisória:
III - o Ministério Público:

A alternativa D está incorreta. A ação rescisória não é cabível para rescindir


atos judiciais que não dependam de sentença.

Questão – CESPE/OAB – Exame de Ordem – 2008


Eduardo ajuizou ação em face de Márcia, pedindo sua condenação em danos
morais e materiais. O juiz de primeiro grau julgou improcedente o pedido,
condenando Eduardo por litigância de má-fé. Não satisfeito, Eduardo apelou.
No entanto, o tribunal manteve a sentença, havendo trânsito em julgado da
decisão.
Na situação hipotética apresentada, caso Eduardo queira juizar ação
rescisória, esta caberá
a) se a sentença de mérito transitada em julgado tiver sido proferida por juiz
relativamente incompetente.
b) caso haja prova de que a decisão de mérito transitada em julgado tenha
sido proferida por prevaricação, concussão ou corrupção do prolator.

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c) se a sentença de mérito transitada em julgado se fundar em prova cuja


falsidade tenha sido apurada em processo administrativo.
d) caso o julgamento da apelação interposta tenha resultado de acórdão
não-unânime.

Comentários
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o art. 966, do
NCPC, onde prevê em quais situações a decisão de mérito, transitada em julgado,
poderá ser rescindida:
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:
I - se verificar que foi proferida por força de prevaricação, concussão ou corrupção do juiz;
II - for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente;
III - resultar de dolo ou coação da parte vencedora em detrimento da parte vencida ou,
ainda, de simulação ou colusão entre as partes, a fim de fraudar a lei;
IV - ofender a coisa julgada;
V - violar manifestamente norma jurídica;
VI - for fundada em prova cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou venha
a ser demonstrada na própria ação rescisória;
VII - obtiver o autor, posteriormente ao trânsito em julgado, prova nova cuja existência
ignorava ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de lhe assegurar pronunciamento
favorável;
VIII - for fundada em erro de fato verificável do exame dos autos.

Questão – CESPE/OAB – Exame de Ordem – 2008


Acerca da ação rescisória, assinale a opção correta.
a) O ajuizamento da ação rescisória não impede o cumprimento da sentença
rescindenda, ressalvada a concessão de medidas de natureza cautelar ou
antecipatória de tutela.
b) A sentença proferida por juiz incompetente, seja a incompetência absoluta
ou relativa, padece de vício insanável, razão pela qual pode ser contestada
por meio da ação rescisória.
c) Havendo a propositura de uma segunda demanda idêntica à outra e cuja
decisão tenha transitado em julgado, mesmo que essa segunda ação seja
decidida, ela não fará coisa julgada, e contra essa sentença pode ser ajuizada
ação rescisória sem a submissão ao prazo estabelecido em lei.
d) Caso a parte não tenha interposto todos os recursos cabíveis contra
decisão que lhe tenha sido desfavorável, ela não pode, após o trânsito em
julgado da decisão, propor ação rescisória, haja vista a obrigatoriedade do
exaurimento das instâncias recursais.

Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art.
969, do NCPC:

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

Art. 969. A propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da decisão


rescindenda, ressalvada a concessão de tutela provisória.

A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 966, II, da Lei nº


13.105/15, a sentença de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida
quando proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente. Não há de
se falar em cabimento de AR em sentença proferida por juiz relativamente
incompetente.
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:
II - for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente;

A alternativa C está incorreta. Com base no §4º, do art. 337, da referida Lei, a
decisão da segunda ação fará coisa julgada.
§ 4o Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão transitada em
julgado.

A alternativa D está incorreta. A súmula nº 514, do STF, prevê que admite-se


ação rescisória contra sentença transitada em julgado.
Súmula 514 - Admite-se ação rescisória contra sentença transitada em julgado, ainda que
contra ela não se tenha esgotado todos os recursos.

Questão – CESPE/OAB-SP – Exame de Ordem – 2008


No que se refere à ação rescisória, assinale a opção correta.
a) O depósito prévio de 5% sobre o valor da causa será revertido em
benefício do réu somente quando a ação rescisória for declarada, por
unanimidade, inadmissível ou improcedente.
b) A incompetência relativa do juízo constitui fundamento para a propositura
de ação rescisória.
c) Em se tratando de ação rescisória sob o fundamento de colusão entre as
partes, o Ministério Público não detém legitimidade para atuar no processo
como custos legis.
d) A turma recursal dos juizados especiais cíveis tem competência para
processar e julgar ação rescisória.

Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o art. 968, II,
do NCPC:
Art. 968. A petição inicial será elaborada com observância dos requisitos essenciais do art.
319, devendo o autor:
II - depositar a importância de cinco por cento sobre o valor da causa, que se converterá
em multa caso a ação seja, por unanimidade de votos, declarada inadmissível ou
improcedente.

A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 966, II, da Lei nº


13.105/15, a decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida
quando for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

A alternativa C está incorreta. Com base no art. 967, III, “b”, da referida Lei,
têm legitimidade para propor a ação rescisória o Ministério Público quando a
decisão rescindenda é o efeito de simulação ou de colusão das partes, a fim de
fraudar a lei.
A alternativa D está incorreta. Segundo o art. 59, da Lei nº 9.099/95, a turma
recursal dos juizados especiais cíveis não tem competência para processar e
julgar ação rescisória.

11 - Bateria Extra
Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XIX – Primeira Fase
– 2016
Em determinada execução fundada em um cheque, o juiz, atendendo pedido
do credor, defere a penhora de 50% do faturamento da sociedade
empresária devedora. Inconformada, tendo em vista que tal decisão poderia
gerar a interrupção de suas atividades, a executada interpõe agravo de
instrumento, recurso esse que, apesar de regularmente admitido, é
desprovido, à unanimidade, pelo competente Tribunal de Justiça. Ato
contínuo, a executada interpõe recurso especial, o qual se encontra
pendente de julgamento, sem previsão de análise.
Levando em conta a legislação processual e as orientações jurisprudenciais
aplicáveis à espécie, assinale a opção que indica o procedimento que o
advogado deve adotar para, ao menos, suspender os efeitos da referida
decisão.
a) Deverá requerer o efeito suspensivo ao Desembargador Relator do Agravo
de Instrumento, demonstrando, na oportunidade, a urgência e a gravidade
da situação.
b) Deverá requerer o efeito suspensivo diretamente ao Superior Tribunal de
Justiça, órgão competente para o julgamento do Recurso Especial.
c) Deverá, em razão da impossibilidade de concessão de efeito suspensivo
em sede de recurso especial, impetrar Mandado de Segurança junto ao
Superior Tribunal de Justiça, requerendo, na oportunidade, a concessão de
medida liminar.
d) Deverá propor uma medida cautelar, dirigida ao Desembargador
Presidente do Tribunal de Justiça de origem, tendo em vista não ter havido,
ainda, juízo de admissibilidade a respeito do recurso especial.

Comentários
As alternativas A e B estão incorretas. Caso já tenha sido vencido o primeiro
juízo de admissibilidade, a concessão de efeito suspensivo deveria ser requerida
ao ministro-relator do recurso especial, ou caso este ainda não tenha sido feito
ao desembargador-presidente do tribunal de justiça.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

A alternativa C está incorreta. É sim possível a concessão de efeito suspensivo


em sede de recurso especial.
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê a súmula
nº 635, do STJ:
Súmula n. 635 Cabe ao Presidente do Tribunal de origem decidir o pedido de medida
cautelar em recurso extraordinário ainda pendente do seu juízo de admissibilidade.

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XVII – Primeira Fase


- 2015
O Banco Financeiro S.A. ajuizou contra Marco Antônio ação de busca e
apreensão de veículo, em razão do inadimplemento de contrato de
financiamento garantido por cláusula de alienação fiduciária. A primeira
tentativa de citação foi infrutífera, uma vez que o réu não mais residia no
endereço constante da inicial. O Juízo, então, determinou a indicação de
novo endereço para a realização da diligência, por decisão devidamente
publicada na imprensa oficial. Considerando que o advogado do autor se
manteve inerte por prazo superior a 30 dias, o processo foi julgado extinto,
sem resolução do mérito, por abandono. Sabendo da impossibilidade de
extinção do processo por abandono sem a prévia intimação pessoal da parte
para dar regular andamento ao feito, o advogado do autor interpôs recurso
de apelação.
Assinale a opção que contém a correta natureza do vício apontado e o pedido
adequado à pretensão recursal.
a) Por se tratar de error in procedendo e a causa não estar madura para
julgamento, o pedido recursal deve ser de anulação da sentença.
b) Trata-se de erro material, que justifica o pedido de integração da sentença
pelo Tribunal.
c) Em se tratando de error in judicando, o pedido adequado, no caso sob
exame, é de reforma da sentença.
d) Trata-se de erro de procedimento, que justifica o pedido de julgamento
do mérito da lide no estado em que se encontra.

Comentários
Para responder essa questão precisamos saber a diferença entre o error in
procedendo e o error in judicando.
O error in procedendo corresponde a um vício de forma, que ocorre quando o juiz
deixa de observar algum requisito formal necessário para a prática do ato. A
ocorrência deste tipo de erro provoca, em regra, a anulação da sentença
recorrida.
O error in judicando corresponde a um vício quanto à materialidade, que ocorre
quando o juiz se equivoca na interpretação ou na aplicação da lei, o que implica
na reforma da sentença por ele proferida.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
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Nesse caso, por se tratar de error in procedendo e a causa não estar madura para
julgamento, o pedido recursal deve ser de anulação da sentença. Dessa forma, a
alternativa A está correta e é o gabarito da questão.

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XIV – Primeira Fase


– 2014
O Mandado de Segurança é a ferramenta jurídica hábil para proteger direito
líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando,
ilegalmente ou com abuso de poder, autoridade coatora praticar ato que
viole ou cause justo receio de violação daquele direito.
Com relação ao Mandado de Segurança, assinale a opção correta.
a) Poderá ser impetrado somente por pessoa física, não sendo cabível para
tutelar direito de pessoa jurídica de direito privado.
b) Indeferida a petição inicial pelo juiz de primeiro grau, o impetrante poderá
interpor recurso de apelação.
c) Admite-se o ingresso de litisconsorte ativo até que se esgote o prazo para
a autoridade coatora prestar informações.
d) Não se admite, em qualquer hipótese, a impetração de Mandado de
Segurança por telegrama, radiograma, fax ou qualquer outro meio
eletrônico.

Comentários
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 1º, da Lei nº 12.016/09,
conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não
amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com
abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo
receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam
quais forem as funções que exerça.
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois se refere ao §1º, do
art. 10, da referida Lei:
§ 1o Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caberá apelação e, quando a
competência para o julgamento do mandado de segurança couber originariamente a um
dos tribunais, do ato do relator caberá agravo para o órgão competente do tribunal que
integre.

A alternativa C está incorreta. Segundo o §2º, do art. 10, da Lei nº 12.016/09,


o ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição
inicial.
A alternativa D está incorreta. Com base no art. 4º, da referida Lei, em caso de
urgência, é permitido, observados os requisitos legais, impetrar mandado de
segurança por telegrama, radiograma, fax ou outro meio eletrônico de
autenticidade comprovada.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XII – Primeira Fase


– 2013
A respeito do recurso, um dos meios de impugnação das decisões judiciais,
assinale a afirmativa correta.
a) O prazo será restituído em favor da parte, contra quem começará a correr
novamente depois da intimação se, durante o prazo para interposição do
recurso, falecer seu advogado e não houver outro advogado constituído nos
autos.
b) A decisão judicial que dispõe sobre os embargos à execução poderá ser
impugnada por meio do recurso de agravo de instrumento.
c) A desistência do recurso depende da anuência do recorrido e representa
a extinção do processo.
d) Os embargos de declaração interpostos em face de decisão judicial
proferida em sede de Juizado Especial interrompem o prazo para o recurso.

Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art.
313, I, do NCPC, o falecimento do advogado provoca a suspensão do prazo
processual.
Art. 313. Suspende-se o processo:
I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu
representante legal ou de seu procurador;

Porém, conforme o art. 1.004, da referida Lei, se o processo estiver pendente de


recurso, o falecimento do advogado provoca a interrupção, e não suspensão, do
prazo recursal, o que significa o reinício de sua contagem após a regularização
da representação.
Art. 1.004. Se, durante o prazo para a interposição do recurso, sobrevier o falecimento da
parte ou de seu advogado ou ocorrer motivo de força maior que suspenda o curso do
processo, será tal prazo restituído em proveito da parte, do herdeiro ou do sucessor, contra
quem começará a correr novamente depois da intimação.

A alternativa B está incorreta. Tratando-se de ação de conhecimento, os


embargos à execução são julgados por sentença, impugnável por recurso de
apelação. Vejamos o art. 1.009, da Lei nº 13.105/15:
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação.

A alternativa C está incorreta. O art. 998, do NCPC, estabelece que o recorrente


poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes,
desistir do recurso.
Art. 998. O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos
litisconsortes, desistir do recurso.

A alternativa D está incorreta. Segundo o art. 1.026, da Lei nº 13.105/15, a


oposição de embargos de declaração interrompe o prazo para a interposição de
outros recursos.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

Art. 1.026. Os embargos de declaração não possuem efeito suspensivo e interrompem o


prazo para a interposição de recurso.

Porém, o art. 50, da Lei nº 9.099/95, prevê que se o processo correr sob o rito
especial dos juizados especiais, a oposição desses embargos provoca apenas a
suspensão do prazo.
Art. 50. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de recurso.

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XI – Primeira Fase –


2013
Maria e Pedro, demandados em ação em trâmite sob o rito sumário, são
intimados, por seus respectivos procuradores, da sentença de procedência
do pedido. No 23º dia seguinte à intimação, Maria ingressa com recurso de
apelação.
Considerando os critérios quanto à tempestividade e efeitos, é correto
afirmar que o recurso será
a) inadmitido por restar extemporâneo e a decisão competirá ao juízo ad
quem.
b) recebido apenas no efeito devolutivo, já que incabível a atribuição do
duplo efeito para o recurso em tela, tempestivo.
c) declarado intempestivo pelo juízo a quo, que deixará de intimar o
recorrido a apresentar suas contrarrazões.
d) admitido por restar tempestivo e recebido no duplo efeito, em regra, face
à natureza do recurso, salvo exceções legais.

Comentários
De acordo com o art. 299, do NCPC, os prazos são contados em dobro quando a
ação é ajuizada em face de partes representadas por diferentes procuradores.
Por isso o prazo para a interposição do recurso de apelação passará de 15 para
30 dias.
Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia
distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer
juízo ou tribunal, independentemente de requerimento.

Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão.

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – VII – Primeira Fase


– 2012
O duplo grau de jurisdição obrigatório, também conhecido como reexame
necessário ou recurso de ofício, é instituto contemplado no art. 475 do CPC
e visa a proteger a Fazenda Pública, constituindo uma de suas principais
prerrogativas. Com relação a esse instituto, é correto afirmar que
a) se aplica o duplo grau de jurisdição obrigatório a toda decisão proferida
contra Fazenda Pública.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
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b) é pressuposto de admissibilidade do reexame necessário a interposição


de apelação pela Fazenda.
c) se aplica o duplo grau obrigatório à sentença que julga procedente, no
todo ou em parte, embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública,
independentemente do valor do débito.
d) não se aplica o duplo grau obrigatório se a sentença estiver fundada em
jurisprudência do plenário do upremo Tribunal Federal.

Comentários
A alternativa A está incorreta. Não há duplo grau de jurisdição obrigatório em
todas as ações com decisões proferidas contra a Fazenda Pública. Vejamos o art.
496, do NCPC:
Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de
confirmada pelo tribunal, a sentença:
I - proferida contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas
autarquias e fundações de direito público;
II - que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução fiscal.
§ 1o Nos casos previstos neste artigo, não interposta a apelação no prazo legal, o juiz
ordenará a remessa dos autos ao tribunal, e, se não o fizer, o presidente do respectivo
tribunal avocá-los-á.

Fica claro que nem toda decisão contrária à Fazenda Pública gera duplo grau de
jurisdição obrigatório.
A alternativa B está incorreta. Não há que se falar em condicionar o duplo grau
de jurisdição obrigatório à interposição de apelação.
A alternativa C está incorreta. Não é toda sentença que julga embargos à
execução de dívida ativa da Fazenda Pública procedente que terá duplo grau de
jurisdição obrigatório.
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o §4º,
do art. 496, da Lei nº 13.105/15:
§ 4o Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em:
I - súmula de tribunal superior;
II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça
em julgamento de recursos repetitivos;
III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de
assunção de competência;
IV - entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo
do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa.

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – IV – Primeira Fase –


2011
No âmbito do Direito Processual Civil, os legitimados ativos que proponham
ação e interponham recursos poderão desistir deles, desde que respeitados
os seguintes termos:

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
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a) o credor poderá desistir de toda execução ou apenas de algumas medidas


executivas, desde que suporte as custas e honorários advocatícios
decorrentes da extinção dos embargos que versarem somente sobre
questões processuais e, nos demais casos, quando houver anuência do
embargante.
b) o recorrente poderá desistir do recurso interposto a qualquer tempo,
desde que não se trate de litisconsórcio e que a parte contrária, uma vez
intimada, manifeste expressamente sua anuência.
c) na intervenção de terceiros, a assistência obsta a que a parte principal
desista da ação, que somente poderá ocorrer com a anuência expressa do
assistente. Nesse caso, a desistência independe de homologação por
sentença.
d) a desistência da ação, que produz efeitos somente depois de homologada
por sentença, implica extinção do processo com resolução do mérito. Caso
tenha transcorrido o prazo para resposta do réu, o pedido de desistência
estará sujeito ao seu consentimento.

Comentários
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art.
775, do NCPC, o credor pode desistir de toda a execução ou alguma de suas
medidas executivas. Vejamos:
Art. 775. O exequente tem o direito de desistir de toda a execução ou de apenas alguma
medida executiva.
Parágrafo único. Na desistência da execução, observar-se-á o seguinte:
I - serão extintos a impugnação e os embargos que versarem apenas sobre questões
processuais, pagando o exequente as custas processuais e os honorários advocatícios;
II - nos demais casos, a extinção dependerá da concordância do impugnante ou do
embargante.

A alternativa B está incorreta. Segundo o art. 998, da referida Lei, o recorrente


o direito de desistir do recurso a qualquer tempo, sem necessariamente contar
com anuência do recorrido.
Art. 998. O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos
litisconsortes, desistir do recurso.

A alternativa C está incorreta. A parte principal pode desistir de ação sem


demandar anuência do assistente.
A alternativa D está incorreta. O art. 485, VIII, do NCPC, estabelece que a
desistência da ação é extinção do processo sem resolução de mérito.
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:
VIII - homologar a desistência da ação;

Questão – ND/OAB-SC – Exame de Ordem – 2007


Assinale a alternativa INCORRETA:

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a) Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado


de segurança.
b) É cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por turma
recursal de juizado especial cível.
c) Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato
judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal
Federal.
d) Compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originariamente de
mandado de segurança contra atos de outros tribunais.

Comentários
A alternativa A está correta, com base na súmula nº 625, do STF:
Súmula 625 - Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de
segurança.

A alternativa B está correta, pois reproduz a súmula nº 640, do STF:


Súmula 640 - É cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por juiz de primeiro
grau nas causas de alçada, ou por turma recursal de juizado especial cível e criminal.

A alternativa C está correta, conforme prevê a súmula nº 734, do STF:


Súmula 734 - Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial
que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.

A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com a


súmula nº 624, do STF, não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer
originariamente de mandado de segurança contra atos de outros tribunais.

Questão – ND/OAB-SC – Exame de Ordem – 2007


Assinale a alternativa correta:
a) Não cabe recurso especial contra acórdão proferido no julgamento de
agravo instrumento.
b) Cabe recurso extraordinário contra decisão proferida no processamento
de precatórios.
c) O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o competente para
a ação de investigação de paternidade, quando cumulada com a de
alimentos.
d) Cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar.

Comentários
A alternativa A está incorreta. Segundo a súmula nº 86, do STJ, cabe recurso
especial contra acordão proferido no julgamento de agravo de instrumento.
A alternativa B está incorreta. A súmula nº 733, do STF, estabelece que não
cabe recurso extraordinário contra decisão proferida no processamento de
precatórios.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
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A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois se refere a súmula


nº 1, do STJ:
SÚMULA 1 - O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o competente para a
ação de investigação de paternidade, quando cumulada com a de alimentos.

A alternativa D está incorreta. De acordo com a súmula nº 735, do STF, não


cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar.

12 – Lista das Questões de Aula


Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XIX – Primeira Fase – 2016
Em determinada execução fundada em um cheque, o juiz, atendendo pedido do credor,
defere a penhora de 50% do faturamento da sociedade empresária devedora.
Inconformada, tendo em vista que tal decisão poderia gerar a interrupção de suas
atividades, a executada interpõe agravo de instrumento, recurso esse que, apesar de
regularmente admitido, é desprovido, à unanimidade, pelo competente Tribunal de Justiça.
Ato contínuo, a executada interpõe recurso especial, o qual se encontra pendente de
julgamento, sem previsão de análise.
Levando em conta a legislação processual e as orientações jurisprudenciais aplicáveis à
espécie, assinale a opção que indica o procedimento que o advogado deve adotar para, ao
menos, suspender os efeitos da referida decisão.
a) Deverá requerer o efeito suspensivo ao Desembargador Relator do Agravo de
Instrumento, demonstrando, na oportunidade, a urgência e a gravidade da situação.
b) Deverá requerer o efeito suspensivo diretamente ao Superior Tribunal de Justiça, órgão
competente para o julgamento do Recurso Especial.
c) Deverá, em razão da impossibilidade de concessão de efeito suspensivo em sede de
recurso especial, impetrar Mandado de Segurança junto ao Superior Tribunal de Justiça,
requerendo, na oportunidade, a concessão de medida liminar.
d) Deverá propor uma medida cautelar, dirigida ao Desembargador Presidente do Tribunal
de Justiça de origem, tendo em vista não ter havido, ainda, juízo de admissibilidade a
respeito do recurso especial.

Gabarito: D

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XIX – Primeira Fase – 2016 – adaptada ao


NCPC
Renato, desejando ajuizar uma ação de obrigação de fazer em face de seu vizinho Túlio,
procurou Roberto, advogado recém-formado, que usou um modelo de petição inicial
encontrado na Internet.
Protocolizada a petição, o juízo indeferiu a inicial e julgou extinto o processo, sem resolução
de mérito, ao fundamento de que da narração dos fatos não decorria logicamente a
conclusão.
Considerando que o autor interpôs o recurso cabível contra esse ato decisório, assinale a
afirmativa correta.
a) O recurso interposto nesse caso permite ao magistrado exercer o juízo de retratação,
podendo reformar a decisão que indeferiu a petição inicial em cinco dias.
b) O recurso interposto pelo autor foi o agravo de instrumento, uma vez que o ato do juízo
não pôs fim ao processo, tratando-se de decisão interlocutória.
c) É indispensável a citação do réu para integrar a relação processual e oferecer
contrarrazões, em homenagem aos princípios da ampla defesa e do contraditório.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
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d) Caso a sentença seja confirmada pelo Tribunal, Renato deverá ser condenado ao
pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais.

Gabarito: A

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XVII – Primeira Fase - 2015


O Banco Financeiro S.A. ajuizou contra Marco Antônio ação de busca e apreensão de veículo,
em razão do inadimplemento de contrato de financiamento garantido por cláusula de
alienação fiduciária. A primeira tentativa de citação foi infrutífera, uma vez que o réu não
mais residia no endereço constante da inicial. O Juízo, então, determinou a indicação de
novo endereço para a realização da diligência, por decisão devidamente publicada na
imprensa oficial. Considerando que o advogado do autor se manteve inerte por prazo
superior a 30 dias, o processo foi julgado extinto, sem resolução do mérito, por abandono.
Sabendo da impossibilidade de extinção do processo por abandono sem a prévia intimação
pessoal da parte para dar regular andamento ao feito, o advogado do autor interpôs recurso
de apelação.
Assinale a opção que contém a correta natureza do vício apontado e o pedido adequado à
pretensão recursal.
a) Por se tratar de error in procedendo e a causa não estar madura para julgamento, o
pedido recursal deve ser de anulação da sentença.
b) Trata-se de erro material, que justifica o pedido de integração da sentença pelo Tribunal.
c) Em se tratando de error in judicando, o pedido adequado, no caso sob exame, é de
reforma da sentença.
d) Trata-se de erro de procedimento, que justifica o pedido de julgamento do mérito da lide
no estado em que se encontra.

Gabarito: A

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XVI – Primeira Fase – 2015


Rodolfo ingressou com ação rescisória de sentença prolatada em ação de cobrança, fundada
na obtenção, após a sentença, de documento novo capaz de lhe assegurar pronunciamento
favorável. Entretanto, o pedido foi julgado improcedente pelo Tribunal de Justiça, por
acórdão não unânime. A maioria dos julgadores entendeu que a parte sabia da existência
do documento apresentado como novo e não conseguiu demonstrar o motivo de sua não
utilização na ação original.
Assinale a opção que contém o (s) recurso (s) o referido provimento jurisdicional.
a) Embargos infringentes.
b) Recursos especial e extraordinário.
c) Recurso ordinário constitucional.
d) O provimento judicial em questão é irrecorrível.

Gabarito: B

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XV – 2014


Maria, representando sua filha Cláudia, ajuizou demanda em face de Pedro, objetivando o
reconhecimento de paternidade da menina e a condenação do suposto pai ao pagamento
de alimentos. Após todo o trâmite processual regularmente decorrido, na sentença, o Juiz
decidiu pela procedência do pedido, reconhecendo a paternidade e condenando Pedro à
prestação de alimentos. O réu, por sua vez, interpôs apelação, apresentando laudo de
laboratório notoriamente conhecido com resultado diverso daquele que fundamentara a
decisão. A apelação foi recebida em seu duplo efeito.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

A partir do exposto, como advogado de Cláudia, você adotaria o procedimento de


a) não interpor recurso, porque a decisão do juiz dando procedência ao pedido faz com que
Maria não tenha interesse em recorrer.
b) interpor agravo retido, pois o recebimento da apelação é decisão interlocutória e o CPC
afirma que deve ser ele o recurso interposto de decisões interlocutórias
c) interpor agravo de instrumento, pois é o recurso cabível em face de decisão interlocutória
que defere o recebimento da apelação e os seus efeitos
d) interpor embargo de declaração, já que se trata de decisão interlocutória e contraditória,
pois recebeu a apelação com duplo efeito, impedindo que a prestação de alimentos se
iniciasse.

Gabarito: B

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XIV – Primeira Fase – 2014


O Mandado de Segurança é a ferramenta jurídica hábil para proteger direito líquido e certo,
não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando, ilegalmente ou com abuso de
poder, autoridade coatora praticar ato que viole ou cause justo receio de violação daquele
direito.
Com relação ao Mandado de Segurança, assinale a opção correta.
a) Poderá ser impetrado somente por pessoa física, não sendo cabível para tutelar direito
de pessoa jurídica de direito privado.
b) Indeferida a petição inicial pelo juiz de primeiro grau, o impetrante poderá interpor
recurso de apelação.
c) Admite-se o ingresso de litisconsorte ativo até que se esgote o prazo para a autoridade
coatora prestar informações.
d) Não se admite, em qualquer hipótese, a impetração de Mandado de Segurança por
telegrama, radiograma, fax ou qualquer outro meio eletrônico.

Gabarito: B

Questão - FGV/OAB – Exame de Ordem – XIII – Primeira Fase – 2014


A atividade recursal do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça encontra-
se tradicionalmente associada aos recursos extraordinário e especial, respectivamente.
Contudo, tal múnus também é desempenhado por meio do julgamento do denominado
recurso ordinário constitucional.
Acerca dessa espécie recursal, assinale a afirmativa correta.
a) Exigir-se-á a comprovação do requisito do pré-questionamento para a admissão do
recurso ordinário constitucional perante os Tribunais Superiores.
b) Apenas será acolhido o recurso ordinário que versar sobre questões exclusivamente de
direito, não se admitindo a rediscussão de matéria fática por meio desta via recursal
c) Compete ao Supremo Tribunal Federal julgar o recurso ordinário interposto contra
mandado de segurança decidido em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou
pelos Tribunais dos estados, do Distrito Federal e dos territórios, quando denegatória a
decisão.
d) Serão julgadas em recurso ordinário pelo Superior Tribunal de Justiça as causas em que
forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, do outro,
município ou pessoa residente ou domiciliada no país.

Gabarito: D

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XII – Primeira Fase – 2013


A respeito do recurso, um dos meios de impugnação das decisões judiciais, assinale a
afirmativa correta.
a) O prazo será restituído em favor da parte, contra quem começará a correr novamente
depois da intimação se, durante o prazo para interposição do recurso, falecer seu advogado
e não houver outro advogado constituído nos autos.
b) A decisão judicial que dispõe sobre os embargos à execução poderá ser impugnada por
meio do recurso de agravo de instrumento.
c) A desistência do recurso depende da anuência do recorrido e representa a extinção do
processo.
d) Os embargos de declaração interpostos em face de decisão judicial proferida em sede de
Juizado Especial interrompem o prazo para o recurso.

Gabarito: A

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XI – Primeira Fase – 2013


Maria e Pedro, demandados em ação em trâmite sob o rito sumário, são intimados, por seus
respectivos procuradores, da sentença de procedência do pedido. No 23º dia seguinte à
intimação, Maria ingressa com recurso de apelação.
Considerando os critérios quanto à tempestividade e efeitos, é correto afirmar que o recurso
será
a) inadmitido por restar extemporâneo e a decisão competirá ao juízo ad quem.
b) recebido apenas no efeito devolutivo, já que incabível a atribuição do duplo efeito para o
recurso em tela, tempestivo.
c) declarado intempestivo pelo juízo a quo, que deixará de intimar o recorrido a apresentar
suas contrarrazões.
d) admitido por restar tempestivo e recebido no duplo efeito, em regra, face à natureza do
recurso, salvo exceções legais.

Gabarito: D

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – VII – Primeira Fase – 2012


O duplo grau de jurisdição obrigatório, também conhecido como reexame necessário ou
recurso de ofício, é instituto contemplado no art. 475 do CPC e visa a proteger a Fazenda
Pública, constituindo uma de suas principais prerrogativas. Com relação a esse instituto, é
correto afirmar que
a) se aplica o duplo grau de jurisdição obrigatório a toda decisão proferida contra Fazenda
Pública.
b) é pressuposto de admissibilidade do reexame necessário a interposição de apelação pela
Fazenda.
c) se aplica o duplo grau obrigatório à sentença que julga procedente, no todo ou em parte,
embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública, independentemente do valor do
débito.
d) não se aplica o duplo grau obrigatório se a sentença estiver fundada em jurisprudência
do plenário do Supremo Tribunal Federal.

Gabarito: D

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – IV – Primeira Fase – 2011

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

No âmbito do Direito Processual Civil, os legitimados ativos que proponham ação e


interponham recursos poderão desistir deles, desde que respeitados os seguintes termos:
a) o credor poderá desistir de toda execução ou apenas de algumas medidas executivas,
desde que suporte as custas e honorários advocatícios decorrentes da extinção dos
embargos que versarem somente sobre questões processuais e, nos demais casos, quando
houver anuência do embargante.
b) o recorrente poderá desistir do recurso interposto a qualquer tempo, desde que não se
trate de litisconsórcio e que a parte contrária, uma vez intimada, manifeste expressamente
sua anuência.
c) na intervenção de terceiros, a assistência obsta a que a parte principal desista da ação,
que somente poderá ocorrer com a anuência expressa do assistente. Nesse caso, a
desistência independe de homologação por sentença.
d) a desistência da ação, que produz efeitos somente depois de homologada por sentença,
implica extinção do processo com resolução do mérito. Caso tenha transcorrido o prazo para
resposta do réu, o pedido de desistência estará sujeito ao seu consentimento.

Gabarito: A

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – 2011


Em um processo que observa o rito comum ordinário, o juiz profere decisão interlocutória
contrária aos interesses do réu. É certo que, se a decisão em questão não for rapidamente
apreciada e revertida, sofrerá a parte dano grave, de difícil ou impossível reparação. Assim
sendo, o advogado do réu prepara o recurso de agravo de instrumento, cuja petição de
interposição contém a exposição dos fundamentos de fato e de direito, as razões do pedido
de reforma da decisão agravada, além do nome e endereço dos advogados que atuam no
processo. A petição está, ainda, instruída com todas as peças obrigatórias que irão formar
o instrumento do agravo. Contudo, o agravante deixou de requerer a juntada, no prazo
legal, aos autos do processo, de cópia da petição do agravo de instrumento e do
comprovante de sua interposição, assim como a relação dos documentos que instruíram o
recurso, fato que foi arguido e provado pelo agravado.
Com base no relatado acima, assinale a alternativa correta a respeito da consequência
processual decorrente.
a) Haverá prosseguimento normal do recurso, pois tal juntada caracteriza mera faculdade
do agravante.
b) Não será admitido o agravo de instrumento.
c) O agravo de instrumento será julgado pelo tribunal, inviabilizando-se, apenas, o exercício
do juízo de retratação pelo magistrado.
d) Estará caracterizada a litigância de má-fé, por força de prática de ato processual
manifestamente protelatório, devendo a parte agravante ser sancionada, e o feito, extinto
sem resolução do mérito.

Gabarito: B

Questão – CESPE/OAB – Exame de Ordem – 2010


Ajuizada ação de indenização por danos morais, o autor foi devidamente intimado para
apresentar emenda à inicial, haja vista não estarem presentes os requisitos exigidos nos
arts. 282 e 283 do CPC. O autor, contudo, não apresentou a devida emenda, tendo sido
indeferida a petição inicial.
Nessa situação, caso entenda que sua petição inicial preenche os requisitos, o autor poderá
interpor

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

a) agravo de instrumento, independentemente da citação do réu, sendo possível a


retratação pelo juiz.
b) apelação, processada com a determinação de citação do réu e sem possibilidade de
retratação pelo juiz.
c) agravo retido, com a determinação de citação do réu, sendo possível a retratação pelo
juiz.
d) apelação, processada independentemente da citação do réu, sendo possível a retratação
da decisão pelo juiz.

Gabarito: D

Questão – CESPE/OAB – Exame de Ordem – 2009


Considerando o que dispõe o CPC a respeito de recursos, assinale a opção correta.
a) O MP tem legitimidade para recorrer somente no processo em que é parte.
b) A desistência do recurso interposto pelo recorrente depende da concordância do
recorrido.
c) Havendo sucumbência recíproca e sendo proposta apelação por uma parte, será cabível
a interposição de recurso adesivo pela outra parte.
d) A procuração geral para o foro, conferida por instrumento público, habilita o advogado a
desistir do recurso.

Gabarito: C

Questão – CESPE/OAB – Exame de Ordem – 2009


A respeito dos recursos, assinale a opção correta.
a) O recebimento do recurso de apelação pelo juiz comporta a interposição de recurso de
agravo de instrumento.
b) Tratando-se de sentença ultra ou extra petita, o autor não detém interesse em recorrer.
c) Cabe ação direta de inconstitucionalidade contra súmula vinculante, nas mesmas
hipóteses relacionadas à lei em sentido formal.
d) Ocorre o efeito expansivo subjetivo quando o julgamento do recurso atinge outras
pessoas além do recorrente e do recorrido.

Gabarito: D

Questão – CESPE/OAB-SP – Exame de Ordem – 2008


Da decisão recorrida que julgar válida, em única ou última instância, lei local contestada em
face de lei federal, é cabível recurso
a) extraordinário.
b) ordinário ao STF.
c) ordinário ao STJ.
d) especial.

Gabarito: A

Questão – CESPE/OAB-SP – Exame de Ordem – 2008


Não constitui requisito intrínseco de admissibilidade recursal

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

a) o interesse recursal.
b) a regularidade formal.
c) a inexistência de fato impeditivo ou extintivo.
d) a legitimidade.

Gabarito: B

Questão – CESPE/OAB – Exame de Ordem – 2008


A respeito dos recursos no processo civil, assinale a opção correta.
a) Não cabe interposição de recurso ordinário para o STJ contra decisão proferida por juiz
que atua em primeiro grau de jurisdição.
b) Caso haja sucumbência recíproca, admite-se, na apelação, no agravo de instrumento,
nos embargos infringentes, nos recursos especial e extraordinário, o recurso adesivo, ao
qual se aplicam as mesmas regras do recurso independente.
c) Caso o recorrente alegue no recurso de apelação e seja reconhecida a nulidade da citação,
o tribunal determinará o retorno dos autos ao juízo de primeiro grau, o qual, por sua vez,
deve determinar a repetição do ato citatório.
d) Com a oposição dos embargos de declaração, ocorre a interrupção do prazo para a
interposição de outros recursos, por qualquer das partes, salvo se for ele intempestivo.

Gabarito: D

Questão – VUNESP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2007


A contrariedade do julgado às normas contidas na legislação federal e às contidas na
Constituição da República dá ensejo, respectivamente, a
a) recurso especial e recurso extraordinário.
b) recurso extraordinário e recurso ordinário.
c) apelação e recurso ordinário.
d) mandado de segurança e apelação.

Gabarito: A

Questão – VUNESP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2007


A oposição de embargos de declaração contra acórdão que julgou apelação determina
a) a suspensão do prazo para a interposição de outros recursos.
b) a interrupção do prazo para a interposição de outros recursos.
c) a fluência do prazo para a interposição de outros recursos.
d) o trânsito em julgado.

Gabarito: B

Questão – ND/OAB-SC – Exame de Ordem – 2007


Assinale a alternativa INCORRETA:
a) Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança.
b) É cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por turma recursal de juizado
especial cível.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

c) Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega
tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.
d) Compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originariamente de mandado de
segurança contra atos de outros tribunais.

Gabarito: D

Questão – ND/OAB-SC – Exame de Ordem – 2007


Assinale a alternativa correta:
a) Não cabe recurso especial contra acórdão proferido no julgamento de agravo
instrumento.
b) Cabe recurso extraordinário contra decisão proferida no processamento de precatórios.
c) O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o competente para a ação de
investigação de paternidade, quando cumulada com a de alimentos.
d) Cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar.

Gabarito: C

Questão – VUNESP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2007


Assinale a alternativa correta a respeito do não cabimento do recurso de agravo.
a) Decisão que afasta a deserção.
b) Decisão de inadmissão da apelação.
c) Decisão que aprecia a liquidação de sentença.
d) Decisão que indefere a alegação de incompetência absoluta.

Gabarito: A

Questão – VUNESP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2007


Em sede de recurso extraordinário, a questão constitucional nele versada deverá oferecer
repercussão geral sob pena de
a) não ser provido pelo STJ.
b) não ser provido perante o juízo a quo.
c) não ser conhecido pelo juízo ad quem.
d) não ser provido pelo juízo ad quem.

Gabarito: C

Questão – OAB-SP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2005


Sérgio interpôs recurso de agravo de instrumento contra decisão contrária a seus interesses
proferida nos autos de uma ação de reparação de danos. A interposição do recurso de
agravo de instrumento deu-se no 5o dia do prazo legal de 10 (dez) dias. Ocorre, entretanto,
que Sérgio percebeu, após a interposição do recurso, que poderia ter se utilizado de outros
argumentos, mais eficientes. Além disso, poderia ter requerido fosse concedido efeito ativo
ao seu recurso, o que também não fez. Como o prazo ainda não se exauriu, ele pretende
substituir seu recurso por outro, melhor elaborado. Nesse caso, Sérgio
a) poderá substituir seu recurso.
b) não poderá substituir seu recurso em razão da ocorrência de preclusão temporal.

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PROCESSO CIVIL - XXII EXAME DA OAB
teoria e questões
Aula 11 - Prof. Ricardo Torques

c) não poderá substituir seu recurso em razão da ocorrência de preclusão consumativa.


d) não poderá substituir seu recurso em razão da ocorrência de preclusão lógica.

Gabarito: C

Questão - OAB-SP/OAB-SP – Exame de Ordem – 2005


Flávio possui um documento que indica que João lhe deve a quantia de R$ 50.000,00
(cinqüenta mil reais), trata-se de um documento simples, assinado apenas por João, que
confirma o empréstimo e o dever de pagamento. Passado o prazo para pagamento, sem
que João tenha tomado qualquer atitude, Flávio promoveu a notificação do devedor, que
permaneceu inerte. O advogado de Flávio promoveu então uma ação de rescisão contratual
cumulada com pedido de indenização por danos morais e materiais contra João. O Juiz de
primeiro grau, ao receber a inicial, a indeferiu com fundamento no artigo 295, incisos I e IV
do CPC. O advogado de Flávio para recorrer dessa decisão deverá:
a) interpor recurso de agravo de instrumento
b) opor embargos infringentes.
c) peticionar pleiteando a reconsideração do despacho. Caso a decisão não seja reformada,
poderá interpor recurso de apelação, cujo prazo começará a correr a partir da intimação da
decisão negando a reforma da decisão de indeferimento.
d) interpor recurso de apelação, sendo facultado ao juiz, no prazo de 5 dias, reformar sua
decisão.

Gabarito: D

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XVIII – Primeira Fase – 2015


Márcia trafegava regularmente a 40 km/h em uma rua da cidade de Salvador/BA quando
seu carro foi abalroado pelo veículo de Tânia que, ao atender a uma ligação do telefone
celular enquanto dirigia, perdeu a direção e invadiu a pista contrária de rolamento, causando
o acidente.
Acalmados os ânimos, as partes não chegaram a um acordo, pelo que Márcia ajuizou,
perante a 2ª Vara Cível de Salvador/BA, uma ação de reparação de danos materiais, danos
morais e lucros cessantes contra Tânia, que, após ser regularmente citada, contestou todos
os pedidos autorais, alegando não ter dado causa ao acidente.
Em sentença, após o tramitar processual em que foram cumpridas todas as exigências
procedimentais, o magistrado julga procedentes os pedidos de danos materiais e de danos
morais, rejeitando, porém, o de pedido de lucros cessantes, por entender inexistirem provas
desse dano alegado, tendo tal sentença transitada em julgado em 19/10/2012.
Sobre os fatos descritos, assinale a afirmativa correta.
a) Márcia poderá propor uma nova demanda com o objetivo de obter os lucros cessantes,
desde que apresente, nesse novo processo, as provas da ocorrência desse dano.
b) Se Tânia quiser se valer de uma ação rescisória, terá somente até o dia 19/10/2013 para
fazê-lo, sob pena de decadência.
c) Admitindo-se a hipótese de que Tânia descobrisse que o juiz é irmão de Márcia, ela
poderia se valer de uma ação anulatória para fazer cessar os efeitos da sentença, haja vista
a falta de imparcialidade do julgador.
d) Eventual ação rescisória proposta por Tânia não impede a execução da decisão da
sentença por parte de Márcia, ainda que Tânia demonstre que a sentença foi injusta.

Gabarito: D

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Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – XVII – Primeira Fase – 2015


Luan, servidor público do Estado de Minas Gerais, ajuizou ação contra a Fazenda Pública
estadual, requerendo a devolução de verbas indevidamente descontadas em seu
contracheque sob a rubrica de “contribuição obrigatória ao plano de saúde". Na
oportunidade, demonstrou que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) já havia, em
anterior ação individual proposta por Thales, outro servidor público estadual, reconhecido a
inconstitucionalidade da lei estadual que previa esse desconto, e requereu, assim, a
restituição das verbas não prescritas descontadas a tal título. Devidamente ajuizada junto
à 1ª Vara de Feitos Tributários da cidade de Belo Horizonte/MG, e após regular tramitação,
o magistrado singular acolheu a tese da ré e julgou improcedente o pedido exordial, tendo
tal decisão transitado em julgado em 01/04/2012.
Sobre os fatos descritos, assinale a afirmativa correta.
a) Luan poderá se valer de ação anulatória, tendo em vista a manifesta injustiça da
sentença.
b) Se a inconstitucionalidade da lei estadual tivesse sido reconhecida, na ação proposta por
Thales, pelo Supremo Tribunal Federal, Luan poderia ignorar a coisa julgada que lhe foi
desfavorável.
c) Luan poderá se valer de uma reclamação constitucional, tendo em vista o desrespeito,
pela sentença, de posição jurisprudencial firmada pelo TJMG.
d) Luan poderia se valer de uma ação rescisória, desde que, para tanto, demonstrasse que
houve violação à lei, sendo-lhe vedado, nessa demanda, a rediscussão de matérias fáticas.

Gabarito: D

Questão – FGV/OAB – Exame de Ordem – IX – Primeira Fase – 2012


A respeito da Ação Rescisória, assinale a afirmativa correta.
a) Uma vez ajuizada, impede o cumprimento da sentença ou acórdão rescindendo,
ressalvada a concessão, em casos imprescindíveis e sob os pressupostos previstos em lei,
de medidas de natureza cautelar ou antecipatória de tutela.
b) Em caso de procedência, rescindindo-se a sentença e proferindo, se for o caso, novo
julgamento, o tribunal determinará a restituição ao demandante do depósito de 5% sobre
o valor da causa a que se refere o Art. 488, II, do CPC.
c) O Ministério Público não tem legitimidade ativa, exceto e unicamente para propor a ação
ao fundamento de não ter sido ouvido no processo, em que lhe era obrigatória a
intervenção.
d) É a medida aplicável a fim de rescindir a sentença homologatória e outros atos judiciais
que não dependam de sentença, desde que respeitado o prazo de 2 (dois) anos para a sua
propositura, contados do trânsito em julgado da decisão.

Gabarito: B

Questão – CESPE/OAB – Exame de Ordem – 2008


Eduardo ajuizou ação em face de Márcia, pedindo sua condenação em danos morais e
materiais. O juiz de primeiro grau julgou improcedente o pedido, condenando Eduardo por
litigância de má-fé. Não satisfeito, Eduardo apelou. No entanto, o tribunal manteve a
sentença, havendo trânsito em julgado da decisão.
Na situação hipotética apresentada, caso Eduardo queira juizar ação rescisória, esta caberá
a) se a sentença de mérito transitada em julgado tiver sido proferida por juiz relativamente
incompetente.

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b) caso haja prova de que a decisão de mérito transitada em julgado tenha sido proferida
por prevaricação, concussão ou corrupção do prolator.
c) se a sentença de mérito transitada em julgado se fundar em prova cuja falsidade tenha
sido apurada em processo administrativo.
d) caso o julgamento da apelação interposta tenha resultado de acórdão não-unânime.

Gabarito: B

Questão – CESPE/OAB – Exame de Ordem – 2008


Acerca da ação rescisória, assinale a opção correta.
a) O ajuizamento da ação rescisória não impede o cumprimento da sentença rescindenda,
ressalvada a concessão de medidas de natureza cautelar ou antecipatória de tutela.
b) A sentença proferida por juiz incompetente, seja a incompetência absoluta ou relativa,
padece de vício insanável, razão pela qual pode ser contestada por meio da ação rescisória.
c) Havendo a propositura de uma segunda demanda idêntica à outra e cuja decisão tenha
transitado em julgado, mesmo que essa segunda ação seja decidida, ela não fará coisa
julgada, e contra essa sentença pode ser ajuizada ação rescisória sem a submissão ao prazo
estabelecido em lei.
d) Caso a parte não tenha interposto todos os recursos cabíveis contra decisão que lhe
tenha sido desfavorável, ela não pode, após o trânsito em julgado da decisão, propor ação
rescisória, haja vista a obrigatoriedade do exaurimento das instâncias recursais.

Gabarito: A

Questão – CESPE/OAB-SP – Exame de Ordem – 2008


No que se refere à ação rescisória, assinale a opção correta.
a) O depósito prévio de 5% sobre o valor da causa será revertido em benefício do réu
somente quando a ação rescisória for declarada, por unanimidade, inadmissível ou
improcedente.
b) A incompetência relativa do juízo constitui fundamento para a propositura de ação
rescisória.
c) Em se tratando de ação rescisória sob o fundamento de colusão entre as partes, o
Ministério Público não detém legitimidade para atuar no processo como custos legis.
d) A turma recursal dos juizados especiais cíveis tem competência para processar e julgar
ação rescisória.

Gabarito: A

13 - Considerações Finais
Encerramos mais uma aula do nosso curso. Essa aula está muito grande e possui
muita informação, por isso estudem com calma e atenção. Fracionem o estudo.
Vejam o conteúdo em um dia e o restante da aula em outro.
Quaisquer dúvidas, sugestões ou críticas entrem em contato
conosco. Estou disponível no fórum no Curso e por e-mail.
Ricardo Torques

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