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Aula 1

DIREITO AMBIENTAL

CURSO PREPARATÓRIO AO CONCURSO DA MAGISTRATURA

ESTADUAL

2018

CLASSIFICAÇÃO DE MEIO AMBIENTE

(ADI 3540 - STF)

a) Natural ou Físico;

b) Artificial;

c) Cultural;

d) Do Trabalho

MEIO AMBIENTE DO TRABALHO


Vinculado à saúde do trabalhador -

relacionado às atividades de natureza trabalhista

MEIO AMBIENTAL CULTURAL

Constitui-se pelo patrimônio cultural, artístico, arqueológico,

paisagístico, etnográfico, manifestações culturais (ex. folclóricas) -

relacionado à cultura e à história de um povo

MEIO AMBIENTAL ARTIFICIAL

Locais em que haja intervenção humana -

relacionado à força humana

CONCEITO DE MEIO AMBIENTE


CRÍTICA

Redundância da expressão: Meio Ambiente

Conceito Legal (art. 3 da Lei 6.938/1981):

Art 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:

I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e

interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga

e rege a vida em todas as suas formas;

Obs.: Conceito Insuficiente para Constituição Federal

AMPLIAÇÃO DO CONCEITO

Inciso XII do Anexo I da Resolução Conama n. 306/2002:

XII - Meio ambiente: conjunto de condições, leis, influência e

interações de ordem física, química, biológica, social, cultural e

urbanística, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas

formas.
MEIO AMBIENTE NATURAL OU FÍSICO

Aquele integrado pela fauna, flora, os recursos hídricos, a

atmosfera, o solo, o subsolo, os elemtos da biosfera (relacionado à

natureza)

Abrange os espaços territoriais especialmente protegidos (áreas de

preservação permanente, áreas de reserva legal, unidades de

conservação etc.)

Regulamentação: Código Florestal (Lei 12.651/2012); Lei do SNUC

(Lei 9.985/2000); Lei da Biodiverisidade (lei 13.123/2015); Lei de

Crimes Ambientais (lei 9.605/1998)

Regulamentação: Art. 216 da CRFB e

Lei do Tombo (Decreto-Lei 25/1937)

Regulamentação: Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001); Estatuto

da Metrópole (Lei 13.089/2015).

Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras

atribuições, nos termos da lei:


VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido

o do trabalho.

COMPETÊNCIAS CONSTITUCIONAIS

a) Competência Administrativa (Material) Comum:

Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito

Federal e dos Municípios:

III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor

histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais

notáveis e os sítios arqueológicos;

IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras

de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;

(...)

VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer

de suas formas;

VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;

(...)
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de

pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus

territórios;

Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a

cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os

Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do

bem-estar em âmbito nacional.

Obs.: Regulamentação do Par. único em matéria ambiental (LC

140/2011).

c) Competência Legislativa Concorrente:

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar

concorrentemente sobre:

(...)

VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa

do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e

controle da poluição;
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e

paisagístico;

VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor,

a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e

paisagístico;

IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia,

pesquisa, desenvolvimento e inovação; (Redação dada pela

Emenda Constitucional nº 85, de 2015)

Fontes do Direito Ambiental

a) Fontes Materiais:

a.1) Descobertas Científicas;

a.2) Tragédias Ambientais; e


a.3) Movimentos Populares.

b) Fontes Formais:

b.1 Conferência de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano

(Suécia - 1972): encontro internacional para discussão sobre Meio

Ambiente.

São elaborados os primeiros princípios de Direito Ambiental.

Há um consenso entre países sobre a necessidade de proteção ao

Meio Ambiente e conciliar desenvolvimento e proteção ao Meio

Ambiente.

Foi elaborada a Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente

Humano.

Criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente -

PNUMA.
b.2 Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o

Desenvolvimento (Rio de Janeiro - ECO-1992 ou Estocolmo+20):

desenvolveu o conceito de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

Foram elaborados os seguintes documentos:

1º Convenção sobre Diversidade Biológica: trata de patrimônio

genético, biopirataria etc.

2º Convenção sobre Mudanças do Clima: início da discussão global

sobre mudanças climáticas

3º Declaração de Princípios sobre o uso das Florestas

4º Declaração do Rio de Janeiro

5º Agenda 21: direcionamentos voltados para o século XXI para o

implemento do desenvolvimento sustentável.

b.3 Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento

Sustentável (Rio de Janeiro – 2012 – Rio+20):

Temas centrais:
a) Economia Verde: instrumentos econômicos de proteção

ambiental, p.ex., crédito de carbono.

b) Erradicação da Pobreza

Outros Temas Intersetorias: p.ex., energia, saneamento básico,

biodiversidade etc.

Princípios de Direito Ambiental

a) Princípio do Desenvolvimento Sustentável:

É aquele que atende às necessidades do presente sem

comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem as

suas próprias necessidades.

Possui três pilares:

a) Crescimento Econômico; desde que haja

b) Preservação Ambiental; e
c) Equidade (justiça) Social: p.ex., não pode haver trabalho

escravo.

Trata-se da análise do Meio Ambiente de forma mais ampla,

protegendo a questão social, lembrando-se que o meio ambiente

do trabalho faz parte do conceito de Meio Ambiente.

b) Princípio do Ambiente Ecologicamente Equilibrado como Direito

Fundamental

O Meio Ambiente ecologicamente equilibrado está ligado ao Direito

à Vida e à Dignidade à Pessoa Humana, lembrando-se que os

direitos fundamentais não estão presentes somente no art. 5º,

CRFB.

O STJ utiliza a expressão “MÍNIMO EXISTENCIAL ECOLÓGICO”,

proteção de um patamar mínimo de bem-estar, para que haja

desenvolvimento sustentável, também, está ligado ao princípio da


vedação ao retrocesso ecológico (efeito cliquet), somente pode

ampliar a proteção ambiental (REsp 302906).

c) Princípio da Função Socioambiental da Propriedade: o uso da

propriedade, urbana ou rural, somente se legitima com o

cumprimento da função socioambiental, exigindo-se

comportamentos positivos e negativos (art. 182, § 2º, CRFB e art.

186 da CRFB)

d) Princípio da Prevenção: aplica-se ao RISCO CONHECIDO

(CERTEZA CIENTÍFICA) do impacto ambiental.

e) Princípio da Precaução: aplica-se ao risco ou perigo

ABSTRATO, DESCONHECIDO e decorrente de ausência de

informações (INCERTEZA CIENTÍFICA).


Adota-se a premissa ou princípio do

in dubio pro natura (inversão do ônus da provas).

f) Princípio do Poluidor Pagador: compreende a INTERNALIZAÇÃO

DOS CUSTOS AMBIENTAIS, os quais devem ser suportados pelo

empreendedor, afastando as externalidades negativas da

coletividade.

Ou seja, "Internalizar as externalidades negativas".

g) Princípio do Usuário Pagador: reconhecimento da necessidade

de valoração econômica dos recursos naturais, com a cobrança

pela sua utilização.

Logo há uma definição de valor econômico ao recurso ambiental.


h) Princípio da Cooperação: dá-se no âmbito internacional e

nacional - ideia de ubiquidade ou onipresença do bem ambiental,

pois os impactos ambientais afetam o Planeta com um todo,

extravando os limites territoriais de cada Estado.

i) Princípio Democrático ou da Participação Comunitária: é por

meio deste princípio que a população participa: i) das políticas

públicas ambientais; ii) de ações judiciais no Poder Judiciário; iii) de

mecanismo legislativos (plebiscito, referendo e iniciativa popular).

j) Princípio da Informação Ambiental: é o direito da população de

receber ou ter acesso às informações sobre todos os

procedimentos, públicos e privada, que intervenham no meio

ambiente.

Ex.: EPIA-RIMA.

Obs.: Refugiados Ambientais


b) Competência Material Exclusiva:

Art. 21. Compete à União:

(...)

IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação

do território e de desenvolvimento econômico e social;

(...)

XVIII - planejar e promover a defesa permanente contra as

calamidades públicas, especialmente as secas e as inundações;

XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos

hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso;

XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive

habitação, saneamento básico e transportes urbanos;

(...)

XXIII - explorar os serviços e instalações

nucleares

de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a

pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a


industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus

derivados, atendidos os seguintes princípios e condições:

Obs.: Os Municípios têm competência legislativa

prevista no art. 30, incisos I e II, da CRFB

k) Princípio do Limite ou do Controle: é dever estatal editar padrões

máximos de poluição a fim de manter o equíbrio ambiental.

l) Princípio do Protetor-recebedor: é necessária

a criação de benefícios em favor daqueles que protegem o meio

ambiente, a fim de fomentar e premiar tais iniciativas.

m) Princípio da Vedação/Proibição ao Retrocesso Ecológico: é

defeso o retrocesso/recuo dos patamares legais de proteção


ambiental, salvo, temporiamente, em situações excepcionais (REsp

302.906).

Ex. Calamidade Pública.

Pergunta-se: O Programa de Regularização Ambiental (PRA) viola

tal princípio?