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Teste de Avaliação – Português – 9.

º Ano

GRUPO I
Lê o texto seguinte e em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.
LISBOA
Lisboa, cidade de origens recuadas, é extraordinariamente rica em acontecimentos
que lhe ditaram a história e lhe moldaram o caráter e a fisionomia, marcando, do mesmo
modo, a vida de Portugal.
São alguns destes acontecimentos e aspetos evolutivos de Lisboa que podem ser de-
5 tetados e compreendidos através das coleções do Museu da Cidade. Organizadas de
forma cronológica, apresentam a evolução da cidade, desde os primórdios ao século XX,
passando por alguns dos aspetos mais marcantes da sua história, como as diversas crises
dinásticas, a aventura dos Descobrimentos, o Terramoto de 1755, ou a implantação da
República, confundindo-se, muitas das vezes, com a própria História de Portugal.
10 Mas a história da cidade apreende-se também de muitas outras formas, nas quais se in-
tegram a realização de Roteiros Culturais; e a decifração de algumas curiosidades, como
palavras ou frases típicas lisboetas das quais hoje se desconhece o porquê e a origem.
De igual modo, o recurso a novas tecnologias multimédia permite uma nova perspeti-
va sobre Lisboa possibilitando novos entendimentos, distintas interpretações e, afinal,
15 concorrendo para um melhor conhecimento da cidade.
Amoreiras
Local cujo topónimo1 se deve ao facto de o Marquês de Pombal ter, em 1771, aí
mandado plantar esta classe de árvores cujas folhas se destinavam a alimentar os bichos-
da-seda, os quais garantiam a matéria-prima imprescindível para a Real Fábrica da Seda,
20 ali fundada por D. João V.
Alfacinha
Não se sabe ao certo a origem desta designação para os habitantes de Lisboa. Poderá
residir no costume que os lisboetas dos finais do séc. XIX tinham, ao domingo, de
conviverem em almoços pelas hortas do termo da cidade, onde, juntamente com o
25 habitual peixe frito, consumiam muita salada de alface. Este hábito, pouco comum no
resto do país, era visto como estranho ou pitoresco para os forasteiros, tomando a
designação um significado caricatural ou mesmo pejorativo.
Chiado
Este topónimo encontra a sua origem no comportamento turbulento e ruidoso de
30 Gaspar Dias, proprietário de uma taberna existente no século XVI, que ficava próxima
do encontro das atuais ruas do Carmo e Garrett.
Segundo alguns autores, a alcunha ter-se-á estendido ao poeta António Ribeiro, que
escreveu o Auto das Regateiras e que frequentava aquela loja.
Cair o Carmo e a Trindade
35 Expressão que, atualmente, significa algo de surpreendente e de contorno, por vezes,
escandaloso. Terá surgido, inicialmente, com um sentido funesto, em resultado do as-
sombroso impacto do grande sismo que arrasou Lisboa em 1755, em que desabaram
dois dos mais importantes conventos, localizados em locais distintos do Bairro Alto, o
do Carmo e o da Trindade.
http://www.museudacidade.pt/Lisboa/Paginas/default.aspx (Consultado em 25.1.2013)
Vocabulário
1
topónimo – nome de uma localidade
1. Indica que sentidos atribuis às seguintes expressões:
a) “cidade de origens recuadas” (linha 1);
b) “Organizadas de forma cronológica” (linhas 5 e 6);
c) “comportamento turbulento e ruidoso” (linha 29).
2. Seleciona, para responderes a cada item (2.1 a 2.4), a única opção que permite obter uma informação
adequada ao sentido do texto. Escreve na folha da prova o número do item e a letra que identifica a opção
correta.
2.1 Tem em atenção os três primeiros parágrafos do texto (linhas 1 e 15). De acordo com o sentido do
texto, um visitante poderá conhecer a cidade de Lisboa relativamente a vários dos seguintes aspetos,
exceto a um. Identifica-o.
a) Acontecimentos importantes da história de Lisboa.
b) Percursos de natureza cultural através da idade de Lisboa.
c) Explicação de termos ou palavras referentes a esta cidade.
d) Apresentação de textos de viajantes estrangeiros sobre Lisboa.
2.2 A origem do termo “alfacinha”, que designa os lisboetas, tem, segundo o texto,
a) origem identificada e natureza pejorativa.
b) origem identificada e natureza elogiosa.
c) origem desconhecida e natureza elogiosa.
d) origem não identificada e natureza pejorativa.
2.3 A expressão “Cair o Carmo e a Trindade” é utilizada, de acordo com o sentido do texto, quando
alguém
a) pretende referir que alguma coisa muito violenta aconteceu.
b) quer dizer que algum acontecimento triste ocorreu.
c) pretende dizer que algo sucedeu de natureza extraordinária.
d) quer sugerir a ocorrência de um acontecimento importante.
2.4 No segmento textual “Lisboa, cidade de origens recuadas, é extraordinariamente rica em
acontecimentos que lhe ditaram a história e lhe moldaram o caráter e a fisionomia, marcando, do
mesmo modo, a vida de Portugal.” (linhas 1 a 3), ocorrem três pronomes,
a) tendo todos o mesmo antecedente e sendo dois deles pronomes relativos invariáveis.
b) não tendo todos o mesmo antecedente e sendo dois deles pronomes relativos invariáveis.
c) não tendo todos o mesmo antecedente e sendo dois deles pronomes pessoais.
d) tendo todos o mesmo antecedente e sendo um deles pronome demonstrativo.

GRUPO II
Lê o texto e a nota prévia que o antecede.
Nota prévia
A Armada de Vasco da Gama saíra de Melinde, retomando a viagem para a Índia. Baco convoca um Consílio dos
Deuses Marinhos cuja decisão é perturbar esta viagem. Surge então uma violenta tempestade que apanha os
marinheiros desprevenidos e os coloca mais uma vez à prova.
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"Ó! Ditosos aqueles que puderam "Estas obras de Baco são, por certo,
Entre as agudas lanças Africanas (Disse); mas não será que avante leve
Morrer, enquanto fortes sustiveram Tão danada tenção, que descoberto
A santa Fé nas terras Mauritanas! Me será sempre o mal a que se atreve."
De quem feitos ilustres se souberam, Isto dizendo, dece ao mar aberto,
De quem ficam memórias soberanas, No caminho gastando espaço breve,
De quem se ganha a vida, com perdê-la, Enquanto manda as Ninfas amorosas
Doce fazendo a morte as honras dela!" Grinaldas nas cabeças pôr de rosas.
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Assim dizendo, os ventos que lutavam Grinaldas manda pôr de várias cores
Como touros indómitos, bramando, Sobre cabelos louros a porfia.
Mais e mais a tormenta acrescentavam Quem não dirá que nacem roxas flores
Pela miúda enxárcia assoviando. Sobre ouro natural, que Amor enfia?
Relampados medonhos não cessavam, Abrandar determina, por amores,
Feros trovões, que vem representando Dos ventos a nojosa companhia,
Cair o céu dos eixos sobre a Terra, Mostrando-lhe as amadas Ninfas belas,
Consigo os Elementos terem guerra. Que mais fermosas vinham que as estrelas.
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Mas já a amorosa Estrela cintilava
Diante do Sol claro, no Horizonte,
Mensageira do dia, e visitava Canto VI, Os Lusíadas
A Terra e o largo mar, com leda fronte.
A Deusa, que nos Céus a governava,
De quem foge o ensífero Orionte,
Tanto que o mar e a cara armada vira,
Tocada junto foi de medo e de ira.

Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem.

1. Vendo a fúria dos ventos, Vasco da Gama pede socorro a Deus. A primeira estrofe transcrita é a parte
final da sua oração.
1.1. Que pessoas lembra Vasco da Gama?
1.2. Que receia Vasco da Gama?

2. Na segunda estrofe transcrita, o narrador faz a descrição da tempestade.


2.1. Que elementos estão destacados para representar essa tempestade?
2.2. Explica a expressividade do uso do imperfeito verbal.
2.3. Identifica e refere o valor expressivo da figura de estilo presente nos dois primeiros versos.

3. Vénus apresenta-se novamente aos portugueses.


3.1. Que papel desempenha esta deusa neste momento?
3.2. Resume, em poucas palavras, a ação de Baco e de Vénus que, ao longo de toda a obra, entram em
conflito e tentam vencer a sua luta.

4. De quem se faz acompanhar Vénus?


4.1. Por que razão manda enfeitar, de forma tão perfeita, a sua companhia?

5. Justifica a importância deste episódio na glorificação do herói d’ Os Lusíadas.

GRUPO III

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1. Todas as palavras ou expressões destacadas nas frases seguintes têm a função sintática de complemento
indireto, exceto uma. Identifica-a escrevendo na folha da prova o número respetivo.
1.1 O aluno leu uma parte d’ Os Lusíadas aos colegas.
1.2 Ele leu-lhes essa parte com muita expressividade.
1.3 Todos concordaram com a qualidade da leitura.

2. Escolhe a opção correta escrevendo o número respetivo na folha da prova. A expressão destacada no
exercício anterior que não tem função sintática de complemento indireto tem a função sintática de…
2.1 Complemento agente da passiva.
2.2 Complemento direto.
2.3 Complemento oblíquo.
2.4 Sujeito.

3. Indica 3. Compara as orações subordinadas adverbiais presentes nas frases complexas seguintes:
a) Vénus manda as Ninfas colocarem grinaldas, logo que Vénus o ordenar.
b) As Ninfas colocam as grinaldas uma vez que o mar estava bravo.
c) As Ninfas colocam as grinaldas caso tenham condições para isso.
d) O mar estava tão agitado que os marinheiros não puderam continuar a viagem.
e) Como o mar estava bastante agitado, os marinheiros não puderam continuar a viagem.

4. Escolhe a opção correta escrevendo o seu número na folha da prova. A sequência das orações
subordinadas adverbiais é a seguinte:
4.1 temporal / causal / condicional / consecutiva / causal.
4.2 causal / temporal / causal / consecutiva / condicional.
4.3 condicional / temporal / causal / causal / consecutiva.
4.4 condicional / causal / consecutiva / temporal / causal.

5. Atenta na frase: «Vénus mostrou-lhes as Ninfas formosas.» Reescreve-a:


5.1 na forma negativa.
5.2 no condicional presente.
5.3 no futuro composto.

6. Passa para o discurso indireto: “– As Ninfas colocaram as grinaldas nas cabeças? – perguntou a
professora.”.

GRUPO IV

Escolhe uma das propostas seguintes.


A.
Há quem considere a exploração do espaço um objetivo prioritário para a humanidade. Outros
defendem que o Homem deve, antes de mais, aprofundar o conhecimento que tem relativamente ao seu
próprio planeta.
Escreve um texto de opinião, que pudesse ser publicado num jornal escolar, em que apresentes
razões para defender cada uma das perspetivas indicadas no parágrafo anterior, referindo com qual dessas
perspetivas mais te identificas. O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.
Não assines o teu texto.

B.
Diz-se que Os Lusíadas narram a história de uma nação que descobriu um mundo novo. Apesar de
se ter chamado à conquista espacial a maior aventura do Homem, Rómulo de Carvalho (em O Astronauta e
o Homem dos Descobrimentos) afirma que a maior aventura do Homem continua a ser a dos
Descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI.
Redige um texto de opinião, que possa ser publicado num jornal escolar, em que, considerando as
diferenças e as semelhanças entre estas duas aventuras, apresentes o teu ponto de vista sobre qual foi a mais
ousada. O teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

Observações relativas ao Grupo IV:


1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo
quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra,
independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2013/). 2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão
indicados – um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras –, há que atender ao seguinte: – um desvio dos limites de extensão
requeridos implica uma desvalorização parcial (até dois pontos); – um texto com extensão inferior a 60 palavras é classificado
com 0 (zero) pontos.

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