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Análise II – Lista 1

Alex Farah Pereira


março/18

Exercícios da Seção 6.1: Derivadas


1. Se f : R −→ R é uma função derivável em a ∈ R, mostre que

f 0 (a) = lim n(f (a + 1/n) − f (a)).

Porém, verifique através de um exemplo que a existência do limite desta sequência não implica a
existência de f 0 (a).
2. Sejam f : X −→ R uma função e a ∈ int X. Mostra que f é derivável em a se, e somente se, existe
L ∈ R onde para todo  > 0, existe δ > 0 tal que para todo x ∈ (a − δ, a + δ) ∩ X tem-se

|f (x) − f (a) − L(x − a)| < (x − a).

3. Seja n ∈ Z e defina f (x) = xn para todo x ∈ R. Mostre que f 0 (x) = nxn−1 para todo x ∈ R.
4. Determine a função derivada das seguintes funções trigonométricas f (x) = sen x e g(x) = cos x para
todo x ∈ R.
5. Verifique que a função definida por
1
 
x2 sen x , x 6= 0;
f (x) =
0, x = 0;

é derivável em x = 0.
6. Prove a Regra de L’Hospital: Sejam f, g : X −→ R funções deriváveis em a ∈ X ∩ X 0 . Se f (a) =
f (x) f 0 (a)
g(a) = 0 e g 0 (a) 6= 0, então lim = 0 .
x→a g(x) g (a)
7. Seja f : X −→ R uma função derivável em a ∈ intX. Prove que
f (a + h) − f (a − h)
lim = f 0 (a).
h→0 2h

8. Prove a seguinte afirmação: A fim de que f : X −→ R seja uma função derivável em a ∈ X ∩ X 0 é


necessário e suficiente que exista ϕ : X −→ R uma função contínua em a tal que

f (x) = f (a) + ϕ(x)(x − a)

para todo x ∈ X.
9. Mostre que a diferencial de uma função derivável é uma aplicação linear.

Exercícios da Seção 6.2: Derivadas Laterais


1. Prove a Proposição 6.2.1.
2. Sejam f, g, h : X −→ R tais que f (x) ≤ g(x) ≤ h(x) para todo x ∈ X. Se f e h são deriváveis no ponto
0 0
a ∈ X ∩ X+ ∩ X− , com f (a) = h(a) e f 0 (a) = h0 (a), então prove que g é derivável em a e g 0 (a) = f 0 (a).
3. Seja f : X −→ R uma função derivável à direita em a ∈ X ∩ X 0 . Prove que se f+
0
(a) > 0, então existe
δ > 0 tal que f (a) < f (x) para todo x ∈ (a, a + δ) ∩ X. Enuncie e prove afirmações análogas para
0 0 0
f+ (a) < 0, f− (a) > 0 e f− (a) < 0.
Exercícios da Seção 6.3: Propriedades das Derivadas
1. Verifique que a função definida por
1
 
x sen x , x 6= 0;
f (x) =
0, x = 0;

é contínua mas não é derivável em x = 0.

2. A função f : R −→ R definida por


x2 , x ∈ Q;

f (x) =
0, x∈/ Q;
é contínua em somente um ponto. Qual é esse ponto? f é derivável nesse ponto?

3. Prove a Proposição 6.3.2.

4. Seja f : R −→ R uma função derivável em R. Se f (tx) = tf (x) para todos t, x ∈ R, prove que
f (x) = f 0 (0)x para todo x ∈ R.

5. Sabendo que a função f (x) = x3 + 2x + 1 para todo x ∈ R possui uma função inversa f −1 , determine
(f −1 )0 (−2), (f −1 )0 (1) e (f −1 )0 (4).

Exercícios da Seção 6.4: Funções Deriváveis em Intervalos


1. Sejam f : X −→ R uma função derivável em a ∈ X ∩ X 0 . Mostre que se f tem um mínimo local em
a, então f 0 (a) = 0.

2. Suponhamos que a derivada da função h(x) = ex para todo x ∈ R seja h0 (x) = ex para todo x ∈ R.
Seja f : [a, b] −→ R uma função contínua em [a, b] e derivável em (a, b) tal que f (a) = f (b) = 0. Prove
que existe c ∈ (a, b) onde f 0 (c) = 3f (c).
Sugestão: Aplique o Teorema de Rolle à função g(x) = f (x)e−3x para todo x ∈ [a, b].

3. Mostre que o ponilômio p(x) = x3 − 3x − 5 não tem duas raízes no intervalo [0, 1].

4. Seja α > 1 e suponhamos que a derivada da função h(x) = xα para todo x ∈ R é h0 (x) = αxα−1
para todo x ∈ R (já sabemos que isto é verdade α é um racional). Mostre que vale a Desigualdade de
Bernoulli:
(1 + x)α ≥ 1 + αx
para todo x > −1 (já sabemos que esta desigualdade é válida quando α ∈ N).
Sugestão: Aplique o Teorema do Valor Médio à função f (x) = (1 + x)α nos intervalos [0, x] para x > 0
e [x, 0] para −1 < x < 0.

5. Prove que vale a seguinte desigualdade: para todos x, y ∈ R tem-se |cos y − cos x| ≤ |y − x|.

6. Prove que para todo x ∈ R tem-se −x ≤ sen x ≤ x.

7. Seja f : [a, b] −→ R uma função contínua em [a.b] e derivável em (a, b). Suponhamos que existam
n ∈ N e α > 0 tais que
|f (y) − f (x)| ≤ α|y − x|n+1
para todos x, y ∈ (a, b). Prove que f é constante em [a, b].

8. Prove o Corolário 6.4.4.

9. Sejam f, g : [a, b] −→ R funções contínuas em [a, b] e deriváveis em (a, b) satisfazendo f 0 (x) ≤ g 0 (x)
para todo x ∈ (a, b). Prove que f (b) − f (a) ≤ g(b) − g(a).

10. Prove o Corolário 6.4.5.


Exercícios da Seção 6.5: Fórmula de Taylor
1. Seja f : R −→ R definida por   
4 1
x sen , x 6= 0;

f (x) = x
0, x = 0.

Mostre que f é duas vezes derivável em R, que f ∈ C 1 (R) mas f ∈


/ C 2 (R).

2. Suponhamos que a derivada da função h(x) = ex para todo x ∈ R seja h0 (x) = ex para todo x ∈ R.
Definimos a função f : R −→ R por
1
e− x , x > 0;

f (x) =
0, x ≤ 0.

Verifique que f ∈ C ∞ (R).

3. Prove o Lema 6.5.1.

4. Seja p um polinômio de grau n. Prove que para a, x ∈ R tem-se

p(n) (a)
p(x) = p(a) + p0 (a)(x − a) + . . . + (x − a)n .
n!

5. Seja f : (a, b) −→ R uma função de classe C n (R) para n ≥ 2. Seja c ∈ (a, b) tal que f (i) (c) = 0 para
todo i = 1, . . . , n − 1 e f (n) (c) 6= 0. Mostre que

(a) se n é par e f (n) (c) > 0, então f tem um mínimo local em c;


(b) se n é par e f (n) (c) < 0, então f tem um máximo local em c;
(c) f não tem nem máximo nem mínimo local em c para n ímpar.

6. Seja f : [a, b] −→ R uma função n vezes derivável em (a, b) e de classe C (n−1) ((a, b)). Se f (n) é limitada
em (a, b) e x0 ∈ [a, b], prove que existe uma constante real K > 0 tal que

|f (x) − Pn−1 (x)| ≤ K|x − x0 |n

onde Pn−1 é o polinômio de Taylor de ordem n − 1 de f em x0 .

7. Sejam f : R −→ R uma função de classe C (n) (R) e a ∈ R. Mostre que existe uma constante real K > 0
tal que
|f (x) − Pn−1 (x)| ≤ K
para alguma vizinhança de a onde Pn−1 é o polinômio de Taylor de ordem n − 1 de f em a.

Exercícios da Seção 6.6: Funções Convexas


1. Seja I um intervalo de R. Para cada n ∈ N, seja fn : I −→ R uma função convexa em I tal que a
sequência (fn (x)) converge para todo x ∈ I. Defina f : I −→ R onde f (x) = lim fn (x) para todo x ∈ I.
Prove que f é convexa em I.

2. Seja f : [a, b] −→ R uma função contínua e convexa em [a, b] tal que f (a) < 0 < f (b). Prove que f tem
uma única raiz no intervalo [a, b].

3. Prove o Corolário 6.6.1.

4. Prove o Corolário 6.6.2.


Exercícios da Seção 6.7: Método de Newton
1. Complete a prova da Proposição 6.7.1.
2. Seja f : [a, b] −→ R uma função derivável em (a, b) satisfazendo

0 < m ≤ f 0 (x) ≤ M

para todo x ∈ (a, b) e f (a) < 0 < f (b).


f (x)
(a) Mostre que a função ϕ(x) = x − para todo x ∈ [a, b] é crescente neste intervalo e que é uma
M
contração com constante 1 − m/M .
(b) Seja x1 ∈ [a, b]. Defina a sequência (xn ) da seguinte maneira

f (xn )
xn+1 = xn −
M
para todo n ∈ N. Prove que a sequência está bem definida e converge para a única raiz c ∈ [a, b]
da equação f (x) = 0 para todo x ∈ [a, b]. Além disso, verifique que

|f (x1 )| m n
|xn+1 − c| ≤ (1 − )
m M
para todo n ∈ N.