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PROGRAMA FORMAÇÃO PELA ESCOLA Amanda de Oliveira Santos Jane de Jesus Andrade Verônica de Jesus
PROGRAMA FORMAÇÃO PELA ESCOLA
Amanda de Oliveira Santos
Jane de Jesus Andrade
Verônica de Jesus Andrade
ESCOLAS ESTADUAIS NA MIRA DA FISCALIZAÇÃO:
ofício do Controle Social
Trabalho apresentado no curso de formação pela
escola FNDE, tendo como base o estudo da
aplicação do PDDE.
Tutor: Edmilton Santana Santos
SIMÃO DIAS – SE
2018

O presente trabalho apresenta uma abordagem de estudos de casos referentes a

quatro instituições estaduais de ensino, tendo como foco o modo pelo qual estão sendo administrados os recursos oriundos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Haja vista, os papéis dos Conselhos Estadual e Escolares das instituições analisadas, onde os mesmos desenvolvem um acompanhamento e fiscalização de diferentes

recursos recebidos nas escolas, sendo elas: Escola Estadual Aristeu Carlos Valadares, Escola Estadual Carmem do Prado Dantas Amaral, Escola Estadual João Ferreira de Matos e por fim a Escola Estadual Maria de Lurdes Silveira Leite.

É sabido que para receber as verbas do PDDE, existem critérios a serem

seguidos, dando uma maior seriedade/responsabilidade acerca da distribuição do dinheiro. Segundo o Caderno de estudos PDDE- FNDE, no qual expõem as quatro categorias de distribuição, sendo eles: PDDE básico, PDDE integral (Mais Educação), PDDE estrutural (Escola Acessível, Água na Escola e Escola no Campo) e PDDE qualidade (Ensino Médio Inovador, PDE Escola, Atleta na Escola, Escola Sustentável e Mais Cultura na Escola). Seguindo esses critérios, é importante frisar que as escolas têm um suporte para tentar, através de uma gestão organizada, adquirir o que há de maior necessidade nas unidades. O perfil das escolas apresentadas tem uma familiaridade em sua clientela, ou seja, comunga no quesito de quantidade de alunos, nas séries que são disponibilizadas, no suporte físico dos prédios, entre outros quesitos. O interessante na análise dessas escolas, é que todas partilham do projeto Novo Mais Educação.

Contudo, foram observadas discrepâncias no capital recebido desse projeto nas referidas escolas, sendo que, como já foi mencionado acima, há uma similaridade no número de matrículas, disponibilizados no site da Diretoria Regional do Estado de Sergipe. Para melhor observação dos resultados colhidos, veja a tabela abaixo:

PROJETO NOVO MAIS EDUCAÇÃO

 

Nome escola

Quantidade matrícula

Verba/Anos base

 

2015

2016

2015

2016

Escola Estadual Aristeu Carlos Valadares

123

alunos

114

alunos

18.250,00

30.958,00

Escola Estadual Carmem do Prado Dantas Amaral

71 alunos

72 alunos

 

7.164,00

Escola Estadual João Ferreira de Matos

100

alunos

100

alunos

 

2.469,00

Escola Estadual Maria de Lurdes Silveira Leite

266

alunos

259

alunos

 

3.312,00

Como exposto na tabela acima, os valores recebidos nas escolas nos anos de 2015 e 2016, nos fazem refletir sobre como é possível ter havido um repasse tão alto para uma escola com 114 alunos no ano de 2016, sendo que nós usamos como critério a comparação com outras escolas de maior quantidade de alunos, a exemplo da escola com 259 alunos e que recebeu valor menor, sendo ele R$ 3.312,00. Diante desta inquietação, partimos para o campo dos Conselhos Escolares como veículos de fiscalização, haja vista o próprio Conselho Estadual responsável pelo repasse e monitoramento do mesmo. Da mesma forma que, comparando a Escola Estadual Carmem do Prado Dantas Amaral que recebeu no ano de 2016, o valor R$ 7.164,00, tendo apenas 72 alunos matriculados na instituição. Ainda assim, sendo um valor superior ao das duas escolas juntas - Escola Estadual João Ferreira de Matos e Escola Estadual Maria de Lurdes Silveira Leite respectivamente, a primeira escola recebeu o valor R$2.469,00, possuindo a quantidade de 100 alunos matriculados, e na segunda a importância de

R$3.312,00.

Desta maneira, pode-se observar que houve possíveis falhas na fiscalização dos recursos repassados pelo PDDE, para a alimentação do projeto do Novo Mais Educação, pertencente à categoria PDDE qualidade. Portanto voltamos a enfatizar a extrema importância do controle social frente às políticas públicas, afinal o dinheiro público tem que ser programado, empregado e bem monitorado para que haja um retorno social eficaz.