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DESCRIÇÃO DA RAÇA BOER

ORIGEM

O caprino Boer mais encontrado nas zonas rurais da África e parte da Ásia é do
tipo denominado “Boer nativo”, que são animais magros, com pernas compridas e uma
variedade de coloração de pelagem.

A origem do Boer é vaga e provavelmente encontra-se nos animais capturados


pelos povos Namaaqua Hottentots e tribos migrantes do sudoeste do Bantu, sofrendo
influencia de animais da Índia e Europa (Portugal, Holanda, Franca, Alemanha e
Inglaterra) devido à importância estratégica da zona do Cabo da Boa esperança nas rotas
marítimas dos impérios coloniais. Essa miscigenação deu origem ao que se conhece hoje
como Boer comum ou vulgar.

À medida que os criadores se fixaram na região leste que constitui hoje a província
do Cabo Oriental (1800 a 1820) a raça foi progressivamente apelidada de Boer bokke (ou
cabra dos Boer), sendo que Boer significa agricultor, tanto em holandês como em
afrikaans (colonizadores europeus de origem holandesa ou alemã).

O Boer comum evoluiu como um animal compacto, bem proporcionado e com


pelagem curta, evidenciando-se uma criação distinta no inicio do século 20 a partir de
criadores que obtiveram sucesso criando tipos melhorados de caprino, com boa
conformação global, alto índice de crescimento, alta fertilidade e pelagem curta com
marcações vermelhas pela cabeça.

Em 4 de julho de 1959 dá-se a fundação da associação Sul-africana de criadores


de caprinos Boer, que cria regras e orienta a seleção desta raça, surgindo, então, a
denominação “caprino Boer melhorado” (MALAN 2000; CASEY & VAN NIEKERK 1988a;
ALMEIDA & SCHWALBACH 2000). Alem de descrever as características morfológicas da
raça, tinha-se o objetivo de incluir características de produção e reconhecer os méritos
dos testes de performance.

De acordo com SOUSA et al 1997; ERASMUS 2000, a associação de criadores de


caprinos da raça Boer da África do Sul descreve cinco tipos de caprino Boer: 3 Boer
comum, Boer de pelo longo, Boer mocho, Boer nativo e o Boer melhorado, que
apresentam as seguintes características:

Boer comum  Animal de pelagem curta encontrado predominantemente entre os


fazendeiros de origem européia. Apresenta boa conformação, crescimento rápido e
uniforme. As cores comumente encontradas são a malhada de cinza, marrom escuro,
branco e, ocasionalmente, pescoço e cabeça vermelhos.

Bôer de pelo longo  E o tipo menos desejável. Apresenta grande cobertura de


pelos, amadurece tardiamente e produz carne de qualidade inferior. A pele e
desvalorizada devido à presença dos pelos longos.

Bôer mocho  Apresenta pelagem curta, sem chifres e com conformação não
desejável. Teve origem em cruzamentos do Boer comum com tipos leiteiros.

Bôer nativo  Apresenta pernas longas, conformação fraca e uma variedade muito
grande de cores, de acordo com a escolha da tribo que o cria. São animais pouco
selecionados.

Bôer melhorado  Apresenta boa conformação, rápido crescimento dos cabritos,


alta fertilidade, uniformidade de pelagem, rusticidade e boa adaptabilidade, diferenciando
do Boer comum pela pelagem uniforme e melhor conformação. Este é o tipo desejável de
caprino Boer.

APTIDÃO

A raça Boer é uma das únicas raças de caprinos consideradas como especializada
na produção de carne, originaria da África do Sul, a partir do cruzamento de cabras
indígenas e animais europeus.

PADRÃO RACIAL

O padrão da raça, definido pela Boer goat breder´s association, estipula a cor
branca com a cabeça vermelha ou escura, pele pigmentada e boa conformação funcional.
São animais fortes, que pastejam um grande espectro de plantas, incluindo gramíneas e
arbustos. Apresentam baixa infestação de endoparasitas. As fêmeas são precoces, sendo
poliestricas estacionais, com os reprodutores também apresentando comportamento
estacional. A produção media das cabras varia de 1,5 a 2,5 kg de leite por dia, com 43
gramas de proteína por kg e 77 gramas de gordura por kg de leite produzido. Os animais
dessa raça chegam a apresentar ganho de peso de 200 ate 300 gramas por dia
(RIBEIRO,1998).

Pelo padrão homologado no Brasil, o perfil é subconvexo a convexo, com orelhas


largas, espalmadas para baixo e de médio comprimento; os chifres são fortes, de
comprimento médio, moderadamente separados e com gradual curvatura para trás e para
baixo, os olhos são marrons e de aparência tranqüila. O pescoço é bem implantado, de
comprimento médio e bem proporcional ao corpo, mais forte nos machos. O corpo é
cumprido e profundo, com massas musculares amplas e bem distribuídos, os cascos são
fortes e escuros.

No padrão homologado pela associação brasileira de criadores de caprinos, a


pelagem da cabeça e das orelhas é vermelha, variando de clara ao escuro, com faixa
branca na face e o resto do corpo de pelagem branca. É permissível que cabeça e orelha
sejam marrons ou pretas, com manchas de menos de 5 cm de diâmetros nas pernas, a
baixo da linha do ventre, a cauda pode ser vermelha mas a coloração não pode estender-
se até alem de 2,5 cm da base da cauda. São desclassificantes uma pelagem com
coloração da cabeça menor que 10 cm, menos de 75 % das orelhas coloridas ou a
coloração da cabeça estendendo-se até a paleta ou a baixo da linha do peito. A pele é
escura, sendo desclassificante pele pouco pigmentada. As mucosas são rosadas.

Segundo ALMEIDA & SCHWALBACH 2000, CASEY& VAN NIEKERK 1988a,


SOUSA et al 1997, a associação Sul Africana de criadores de caprinos da raça Boer
determina os seguintes padrões para a raça:

 Cabeça: forte, com olhos castanhos, sem uma aparência selvagem, nariz curvo,
narinas amplas, testa curva no segmento da curva do nariz e dos cornos, que
devem ser sólidos e escuros, de comprimento moderado, bem posicionados e
separados. As orelhas devem ser amplas e macias, tendo um suporte sem dobras
e de comprimento médio, pendente sem relação à cabeça.

Defeitos: testa côncava, chifres retos ou achatados, orelhas dobradas ou


demasiadamente curtas, olhos azuis e prognatismo.

 Pescoço e quartos dianteiros: o pescoço deve ter comprimento moderado e


proporcional ao comprimento do corpo, musculoso e bem unido aos quartos
dianteiros. O peito deve ser amplo com boa profundidade; paletas musculosas
(com boa cobertura de carne), proporcionadas com o restante do corpo e ajustada
a cernelha. As pernas dianteiras devem ser fortes e bem posicionadas com fortes
articulações metarcapianas e cascos escuros.

Defeitos: pescoço demasiadamente longo ou curto, pescoço fino, deformidades ósseas.


 Tórax: deve ser longo, profundo e largo. As costelas devem ser bem arqueadas e
com boa cobertura muscular, lombo musculoso, largo com linha dorso-lombar reta
e com palhetas bem arredondadas.

Defeitos: dorso muito côncavo (selado), peito muito cilíndrico ou achatado, paleta
fracamente encaixada.

 Quartos traseiros: a região deve ser bem desenvolvida com garupa larga e longa,
com nádegas arredondadas. A cauda deve ser centralizada, curvada para cima. Os
membros devem ser fortes, com bom aprumo, pernil largo e comprido bem coberto
de carne. Os cascos devem ser bem formados, fortes e escuros.

Defeitos: garupa mal desenvolvida, nádegas achatadas, musculatura insuficiente ou


excessiva, canelas finas e muito longas, jarretes curvados para fora, boletos fracos e
deformidades estruturais.

 Patas: fortes, robustas e resistentes, aptas para caminhar em terrenos difíceis.

Defeitos: patas arqueadas ou voltadas para dentro, finas ou muito grossas, cascos com
aprumo para dentro ou para fora.

 Pele: solta, flexível, com dobras sobre o pescoço e peito, principalmente nos
reprodutores. As áreas sem cobertura de pêlo devem ser pigmentadas. Os pêlos
devem ser curtos.

 Pelagem: branca com pêlos vermelhos na cabeça, orelhas e pescoço. É permitida


uma variação na tonalidade do vermelho, indo do vermelho claro até o mais escuro
(castanho). Os pêlos da cabeça se estendem para baixo em direção à parte
anterior da espádua indo até a região do peito.

Defeitos: pelagem grosseira e longa ou muito fina e encaracolada.


 Úbere: bem formados e bem implantados com não mais que duas tetas funcionais
de cada lado, sendo o ideal uma em cada lado. Por não ser uma raça selecionada
para a produção leiteira, aceita-se tetas bipartidas, com dois ductos lactíferos
distintos e funcionais.

 Órgãos sexuais: os reprodutores deverão ter dois testículos bem formados e de


igual tamanho. O perímetro escrotal aumenta com a idade e varia levemente com a
estação do ano e funcionalidade sexual. Deve ter um mínimo de 25cm(vinte e cinco
centímetros).

Defeitos: testículos pequenos ou defeituosos.

 Tamanho do animal: o ideal é um tamanho médio, pesado e com máxima produção


de carne. Uma ótima relação entre o comprimento das pernas e profundidade do
corpo deve ser alcançada em todas as idades. Os cabritos tendem a ter as pernas
um pouco mais compridas.

Defeitos: caprinos muito grandes ou muito pequenos devem ser evitados.

 Coloração: Um boer ideal deve ser branco, com cabeça e orelhas vermelhas. É
permitida variação entre o vermelho claro e o vermelho escuro. O mínimo
requerido é manchas de pelo menos 10cm(dez centímetros) de diâmetro nos dois
lados da cabeça, excluindo as orelhas. As duas orelhas devem ter pelo menos 75%
de coloração vermelha e semelhante percentual de pigmentação.

Segundo ALMEIDA & SCHWALBACH 2000, CASEY& VAN NIEKERK 1988a, na


aplicação dos padrões existem muitos aspectos que não podem ser completamente
definidos. Nesses casos o inspetor ou juiz deve usar seus critérios de avaliação. A
despeito dos padrões serem claros, são necessárias informações adicionais a respeito de
certas descrições. A maior parte do corpo deve ser branca, deixando o caprino visível,
facilitando arrebanhar os animais em terrenos de vegetação densa. A pigmentação da
pele nas áreas sem pêlo, abaixo do rabo, ao redor das pálpebras e boca é absolutamente
essencial porque oferece resistência a queimaduras pelo sol, que resultariam em câncer.
Uma pigmentação da pele oferece também mais resistência a doenças de pele. Uma pele
solta e flexível é essencial para adaptação às condições climáticas. Na África do Sul, que
é um país de clima tropical e ensolarado, um animal com a pele solta e pelagem curta é
mais bem adaptado, além disso uma pele desse tipo fornece resistência adicional a
ectoparasitos.

IMPORTÂNCIA ECONÔMICA

A Caprinocultura é uma das atividades que está em ascensão no agronegócio


brasileiro e que desperta a atenção de investidores interessados em participar deste
mercado. Um dos principais indicadores deste aumento é número de visitantes nas
principais feiras e exposições do setor.

De acordo com dados da organização da Feira Internacional de Ovinos e Caprinos


(Feinco) 2007, que ocorreu em março, em São Paulo (SP), o evento atrai um público
superior a 20 mil pessoas por ano e sempre apresenta novidades tecnológicas capazes
de agregar valor à produção e proporcionar melhor rentabilidade do criador.

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) 2006,


“estima-se que no Brasil, 90% do rebanho de ovinos e caprinos estão na região Nordeste,
abrangendo uma área de 166,2 milhões de hectares, dos quais 95,2 milhões (57%) estão
inseridos na zona semi-árida”. Nas microrregiões geográfica de Juazeiro (BA), Euclides
da Cunha (BA), Alto Médio Canindé (PI), São Raimundo Nonato (PI) e Petrolina (PE),
destacam-se como principais produtoras de caprinos. No caso dos ovinos, as
microrregiões de Juazeiro (BA), Alto Médio Canindé (PI), Euclides da Cunha (BA), Sertão
dos Inhamuns (CE), Sertão de Crateús (CE) e Serrinha (BA) são as principais produtoras.

Conforme a CONAB (2006), aproximadamente, 50% do rebanho de caprinos e


ovinos do Nordeste estão localizados em propriedades com menos de 30 ha. A maioria
dos rebanhos de caprinos e ovinos, na região Nordeste, é explorada em sistema
extensivo, não sendo adotados práticas adequadas de manejo alimentar e sanitários
aspectos esses que têm contribuído para a baixa produtividade da ovinocaprinocultura de
corte.

A exploração de caprinos e ovinos na região Nordeste é uma opção viável e


rentável não somente para pequenos e médios produtores, mas também para grandes
pecuaristas que desejem explorar uma atividade que não exige altos investimentos em
infra-estrutura e na aquisição de animais, além de apresentar rápido retorno do capital
investido.
Segundo Filho e Alves apud Nunes (2002), a região semi-árida nordestina tem
vocação natural para o pastoreio e, em particular, para a exploração da
ovinocaprinocultura. A carne de ovinos e caprinos é uma das principais fontes de
proteínas na região. A pele é de excelente qualidade, o leite tem alto valor nutritivo e os
derivados lácteos têm larga aceitação no mercado.

Índices zootécnicos atribuídos pela raça Boer

1. Raça: Bôer;

2. Peso vivo: 53 kg;

3. Peso de carcaça: 25 kg;

4. Número de animais abatido por mês (500 kg): 20 animais;

5. Número de animais abatidos por ano: 240 animais;

6. Número de parto fêmea ano: 1,5 partos;

7. Número de fêmeas reprodutoras: 86 fêmeas;

Sendo que:

 Parto simples: 7,6% (14 fêmeas)

 Parto duplo: 56,5 % (50 fêmeas)

 Parto triplo: 35,9% (22 fêmeas)

 Taxa de mortalidade: 10,8 %

 Número de machos reprodutores: 5

 Idade de abate: 8 a 10 meses.

 Rendimento de carcaça: 48 %

 Sistema de produção semi-intensivo.


A média do período de gestação do caprino Boer é de 148,2 dias (Tabela 1), com
duração de 149,1 dias para fêmeas com gestação simples; 147,8 para gestação dupla e
146,8 para fêmeas gestando três produtos, não havendo diferenças significativas.

A influencia da nutrição no desenvolvimento fetal durante certos meses da gravidez


tende a encurtar ou alongar o período de gestação, mas a variação decorrente desse fator
é de apenas 1,5 dias.

Tabela 1. Período de gestação de acordo com o número de produtos

Média de duração da gestação 148,2 dias

Fêmea com gestação simples 149,1 dias

Fêmea com gestação dupla 147,8 dias

Fêmea com gestação tripla 146,8 dias


Fonte: Adaptado por SANTOS, J.P., 2000.

O Boer possui a mais alta percentagem de rendimento de carcaça entre todos os


pequenos ruminantes. O peso vivo de 38 a 53 kg e 25 kg de carcaça é considerado o
melhor peso de comercialização para caprinos jovens, geralmente entre cinco e nove
meses, quando apresentam carne saborosa, macia e atrativa em comparação com
animais velhos, cuja carne é dura e de sabor desagradável, citado por SANTOS J.
P.,2000.
Em estudos realizados na áfrica do Sul, obtiveram resultados quanto as
percentagens de rendimento de carcaça encontradas na Tabela 2, citado por Santos J. P.,
2000.

Tabela 2. Rendimento de carcaça em várias idades

Idade Rendimento de carcaça


8 a 10 meses 48%
2 dentes 50%
4 dentes 52%
6 dentes 54%
Boca cheia 56 a 60%
Fonte: Adaptado por SANTOS, J.P., 2000.
SERVIÇO DE REGISTRO GENEALÓGICO
A finalidade do SRGC é a padronização racial e a classificação de reprodutores e
matrizes de boa conformação para a produção e longevidade, contribuindo para a melhoria do
nível zootécnico e da produtividade do rebanho caprino estadual e nacional.
O Servi€o de Registro Genealógico das Raças Caprinas (SRGC) ƒ um serviço
prestado desde 1974 pela Caprileite/ACCOMIG aos caprinocultores do estado de Minas
Gerais, por sub-delegação da Associação Brasileira de Criadores de Caprinos (ABCC), com
sede em Recife, a qual possui em cada unidade da Federação, uma sub-delegada, Homologada
pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, responsavel pelo SRGC e pelo
arquivo zootécnico desta espécie animal.
Ao implantar uma criação de caprinos, o serviço oficial de Registro Genealógico possibilita
que o criador tenha a rigorosa escrituração de suas matrizes, reprodutores e respectivas crias,
agregando maior valor ao animal com controle permanente, podendo fornecer aos
compradores, a garantia de que o animal registrado tem raça, origem, grau de sangue e filiação
controlados.

RAÇAS E SUAS CLASSIFICAÇÕES PARA FINS DE REGISTRO


Os registros genealógicos das raças caprinas serão efetuados nas categorias: caprinos Puros
de Origem (PO), caprinos de Livro Aberto (LA) (este estará substituindo o antigo PCOD e PCOC) e
categoria de Fêmeas Mestiças (FM).

COBRIÇÕES (coberturas, acasalamentos)


Para que os produtos sejam inscritos no Controle ou Registro de Nascimento, o criador deve
comunicar as coberturas em formul„rios prprios adquiridos na Caprileite/ACCOMIG (bloco de
Comunica€…o de Coberturas – CDC) preenchidos e assinados por seu propriet„rio ou
representante legal.
O criador poder„ comunicar a cobertura envolvendo caprinos aguardando o Registro
Definitivo, desde que os mesmos sejam resenhados e identificados, obrigatoriamente, pelo seu
n‹mero de registro de nascimento ou numera€…o (tatuagem) particular;
Todos os reprodutores utilizados em monta natural ou em colheita de s‰men na propriedade
dever…o ter exame de DNA arquivado junto ao SRGC, para que seus produtos possam ser
inscritos no RGN. Consideram-se como mƒtodos de acasalamento, a monta natural, a
inseminação artificial e a transferência de embriões;

NASCIMENTOS
a) A comunica€…o de nascimento (CDN) deve dar entrada no protocolo do SRGC na
Associa€…o atƒ o ‹ltimo dia do m‰s seguinte ao do nascimento.
b) As comunica€ˆes de nascimento (CDN) devem ser enviadas em formul„rio padr…o
adquirido na Associa€…o, preenchido e assinado por seu propriet„rio ou representante legal.
c) A comunica€…o de nascimento (CDN) feita pelo criador, ƒ considerada como pedido de
inscri€…o do produto no RGN.

TATUAGENS
Orelha direita (TOD): n‹mero da Unidade da Federa€…o (MG = 14) + n‹mero do criatrio.
Ex.: 14022
Orelha esquerda (TOE): ‹ltima dezena do ano em que nasceu o animal + n‹mero da
ordem de nascimento do animal no criatrio naquele ano, sendo a sequ‰ncia ‹nica para todas
as ra€as existentes na propriedade. Ex: 11001. 11002.
O n‡mero de registro (RG) do animal ƒ ‹nico no Brasil, composto pelos dez d†gitos tatuados
nas orelhas dos animais inscritos no SRGC, ou seja, a TOD mais a TOE resultam no N de RG do
animal. Ex.: 1402211001, 1402211002.
Quando da visita de inspeˆ‰o para controle de RGN (Registro Genealgico de Nascimento),
alƒm das tatuagens contendo a numera€…o (TOD-TOE), ser„ tatuado pelo Inspetor de Registro,
o emblema da ABCC, denominado de “SINETE”, na orelha direita para caprinos das
categorias “LA” e “FM” ou e na orelha esquerda para categoria “PO”.
Quando da inspeˆ‰o para o RGD (Registro Genealgico Definitivo) ser„tatuado pelo
Inspetor de Registro, o logotipo da ABCC, denominado de “SINETE”, na prega da cauda.

DO REGISTRO GENEALŠGICO
A inspeˆ‰o para o RGN (Registro Genealgico de Nascimento) deve ser feita por t‹cnico
da Associaˆ‰o nos caprinos com at‹ 6 (seis) meses de idade. Aps este prazo o criador estar„
sujeito a multa crescente e exame de DNA para verifica€…o de parentesco, a ser realizado em
10% dos produtos envolvidos na inspe€…o no caso de caprinos com idade entre 6 (seis) e 10 (dez)
meses, ou em todos os produtos envolvidos, acrescido de avalia€…o para RGD em caprinos com
idade acima de 10 meses.
A inspeˆ‰o para o RGD (Registro Genealgico Definitivo) deve ser feita em caprinos
com idade mŒnima de 10 (dez) meses (machos ou fmeas). Ter„ direito ao RGD, o caprino que,
aps inspe€…o feita por t‹cnico da Associaˆ‰o, esteja dentro dos padrˆes raciais aprovados
para a ra€a, n…o tenha defeitos desclassificatrios, re‹na os requisitos exigidos para obten€…o do
registro na categoria a que se propˆe e j„ esteja tatuado nas duas orelhas (TOD, TOE e sinete)
conforme descrito no item 09 acima.
A pontua€…o dos animais quando da visita de inspe€…o para RGD foi alterada
para quatro classifica€ˆes:
 EXCELENTE – Classificados com 90 pontos ou mais;
 MUITO BOM – Classificados 76 pontos at‹ 89;
 BOM – Classificados com 65 pontos at‹ 75;
 REGULAR – Classificados com 50 pontos at‹ 64.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Brasil é considerado mundialmente como sendo um país de grande potencial


para o desenvolvimento do agronegócio em várias culturas e criações de animais das
mais variadas espécies. A utilização do caprino Boer como melhorador de plantel, é
realizada através da técnica de transferência de embriões apresenta-se como uma boa
alternativa para as criações de caprino no Brasil, principalmente na região Nordeste onde
o caprino Boer é bem adaptado e as infecções por parasitas internos são praticamente
inexistente, devido a seus hábitos alimentares, o que diminui as perdas econômicas com
esse problema.
O caprino Boer apresenta alto potencial para produção de carne, com carcaças de
alta qualidade e quantidade. Apresenta também boa aceitação no mercado de carne e
pele, e pode ser utilizado em sistemas intensivo quanto o extensivo de produção. Por
todas características produtivas e principalmente por sua origem, acredita-se que o
caprino Boer possa contribuir de forma decisiva para o melhoramento genético da
caprinocultura destinado a comercialização de carne e pele de caprinos. Visto que essa
atividade é de extrema importância para o desenvolvimento do agronegócio no Nordeste
do Brasil.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, A. M. de; SCHWALBACH, L. Breves considerações sobre a raça caprina Boer.


Veterinária Técnica-Revista do Sindicato Nacional de Medicina veterinária, Lisboa-
Portugal, n. 2, p.10-15, 2000.

CASEY, N.H; VAN NIEKERK, W. A. The Boer goat I- Origin, adaptability, performance
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v. 1. n.1, p. 291-302, 1988a.

CONAB, Companhia Nacional de Abastecimento. Indicadores do rebanho ovino e caprino


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www.conab.gov.br/conabweb/rebanho/ovino/caprino/index.php?PAG=5>,
Acesso em JAN. 2007.

ERASMUS, J. A . Adaptation to various environments and resistance to disease of the


improved Boer goat. Small ruminant research, South Africa, v.36, n.2, p.179-187, 2000.

FEINCO. Feira Internacional de Caprinos e Ovinos. Anuário Brasileiro de Caprinos &


Ovinos. Publicação Revista de Caprinos e Ovinos O BERRO, ano 2007.

FILHO,N.A.; ALVES,O.M. Potencialidades da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura na


região Nordeste do Brasil. Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste-
ETENE. Sobral: Banco do Nordeste do Brasil, 2002.

MALAN, S. W. The improved Boer goat. Small ruminant research, South Africa, v.36, n.2,
p.165-170, 2000.

SOUSA, W. H. de ; LEITE, R. de M. H.; LEITE, P. R. de M. Raça Boer- Caprino tipo carne.


João Pessoa: EMEPA-PB, 1997. 30p.

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