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Física

Eletrodinâmica 1
SISTEMA COC DE ENSINO
Direção-Geral: Sandro Bonás
Direção Pedagógica: Zelci C. de Oliveira
Direção Editorial: Roger Trimer
Gerência Editorial: Osvaldo Govone
Ouvidoria: Regina Gimenes
Conselho Editorial: José Tadeu B.
Terra, Luiz Fernando Duarte, Osvaldo
Govone e Zelci C. de Oliveira

PRODUÇÃO EDITORIAL
Autoria: Wilson Carron
Editoria:
Naylor F. de Oliveira, Shirlei N.
Dezidério e Tiago C. Leme
Coordenação Editorial: Luzia H. Fávero F. López
Projeto gráfico e direção de arte:
Matheus C. Sisdeli
Preparação de originais: Marisa A. dos Santos
e Silva e Sebastião S. Rodrigues Neto
Iconografia e licenciamento de texto:
Marcela Pelizaro, Paula de Oliveira
Quirino e Cristian N. Zaramella
Diagramação: BFS bureau digital
Ilustração: BFS bureau digital
Revisão: Flávia P. Cruz, Flávio R. Santos,
José S. Lara, Leda G. de Almeida, Maria
Cecília R. D. B. Ribeiro, Milena C. Lotto
e Paula G. de Barros Rodrigues
Capa: LABCOM comunicação total
Conferência e Fechamento: BFS bureau digital

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CAPÍTULO 01 CARGA ELÉTRICA E CORRENTE ELÉTRICA 7
Sumário 1.
2.
Introdução
Carga elétrica
7
7
3. Condutores e isolantes elétricos 11
4. Corrente elétrica 12
5. Potencial elétrico e diferença de potencial (ddp) 14
6. Potência elétrica 15
7. Energia elétrica 17

CAPÍTULO 02 RESISTORES 21
1. Introdução 21
2. Resistor 21
3. Primeira lei de Ohm 21
4. Potência de um resistor 22
5. Segunda lei de Ohm 23
6. Fusíveis e disjuntores 24
7. Associação de resistores 26
8. Associação em série 26
9. Associação em paralelo 28
10. Associação mista 31
11. Curto-circuito 32

CAPÍTULO 03 GERADORES ELÉTRICOS 34


1. Introdução 34
2. Força eletromotriz (ε) e resistência interna (r) 35
3. Equação de um gerador 35
4. Curva característica de um gerador 36
5. Rendimento de um gerador 36
6. Associação de geradores 37
7. Circuito elétrico simples: gerador e resistor 40
8. Circuito gerador e resistores em série/paralelo 41

CAPÍTULO 04 RECEPTORES ELÉTRICOS 43


1. Introdução 43
2. Força contraeletromotriz (εʼ) e resistência interna (rʼ) 43
3. Equação, curva característica e rendimento de um receptor 44
4. Circuito gerador, receptor e resistores 45

CAPÍTULO 05 MEDIDAS ELÉTRICAS 47


1. Introdução 47
2. Amperímetro 47
3. Voltímetro 48
4. Medidores reais (amperímetro e voltímetro) 48
5. Ponte de Wheatstone 50
6. Ponte de fio 51

CAPÍTULO 06 LEIS DE KIRCHHOFF 53


1. Introdução 53
2. Primeira lei de Kirchhoff (lei dos nós) 53
3. Segunda lei de Kirchhoff (lei das malhas) 53
4. Estudo da polaridade 53
5. Determinação da ddp (tensão) 54
6. Gráfico do potencial elétrico 54

EXERCÍCIOS PROPOSTOS 57
Capítulo 01 59
Capítulo 02 74
Capítulo 03 93
Capítulo 04 109
Capítulo 05 116
Capítulo 06 125

GABARITO 139
Teoria
Eletrodinâmica Física

CAPÍTULO 01 CARGA ELÉTRICA E CORRENTE ELÉTRICA


1. Introdução No século XVIII, o estudo sobre os fenômenos
elétricos apresentou um avanço significativo,
O nosso cotidiano está tão impregnado de
graças aos trabalhos de cientistas como Benja-
aparelhos elétricos que dificilmente consegui-
mim Franklin (1706-1790), a quem devemos os
mos imaginar a nossa vida sem energia elétri-
termos “eletricidade positiva” e “eletricidade
ca. De acordo com Hinrichs e Kleinbach, em
negativa”, e de Alessandro Volta (1745-1827),
Energia e meio ambiente:
com o desenvolvimento da pilha voltaica.
A eletricidade é aceita hoje de forma
tão trivial e está tão entrelaçada ao nosso A associação da eletricidade com o magne-
modo de vida que raramente pensamos tismo, estabelecida por Hans Oersted (1777-
sobre sua origem ou nos preocupamos 1845), os trabalhos de André Marie Ampère
com sua conservação. A conveniência e a (1775-1836) no campo da eletroquímica, o
disponibilidade da eletricidade a tornam desenvolvimento da indução eletromagnéti-
muito popular. ca por Michael Faraday (1791-1867), além de
[...] Historicamente, a eletricidade outros trabalhos, permitiram a construção de
tem sido gerada principalmente em usinas máquinas e motores que consolidou definiti-
elétricas centrais que utilizam a energia vamente a era da eletricidade no século XX.
potencial química, nuclear ou gravitacio-
nal das fontes: carvão, gás natural, óleo 2. Carga elétrica
combustível, urânio e água e a convertem
A maioria dos objetos com os quais convi-
em energia elétrica. As primeiras usi-
vemos é eletricamente neutra, ou seja, não
nas desse tipo entraram em operação em
apresenta efeitos elétricos. Mas, por meio de
1882, sob a supervisão de Thomas Edison
experimentos simples, podemos fazer com
(1847-1931), inventor americano. As duas
que um corpo apresente efeitos elétricos; em
primeiras eram movidas por turbinas a va-
outras palavras, que ele se torne eletrizado.
por e a terceira era hidrelétrica.
Por exemplo, o simples fato de caminharmos
sobre um tapete pode fazer com que nosso
corpo se eletrize.
©©©Ricardo Azoury / Keydisc Brasil

A seguir, ilustramos um experimento básico


que nos permite observar o fenômeno da ele-
trização.
Consideremos dois bastões de vidro e um pe-
daço de seda. Vamos, com esses objetos, reali-
zar o seguinte experimento: inicialmente, cada
bastão de vidro é atritado com o pedaço de
PV-13-11

seda. Em seguida, um dos bastões de vidro é


Usina hidrelétrica de Itaipu. No Brasil, a energia suspenso por um fio e o outro bastão de vidro
potencial gravitacional das águas represadas é aproximado do primeiro. Observamos que
em usinas é responsável por valores superiores os dois bastões de vidro se repelem.
a 76% da geração de energia elétrica.

Embora a eletricidade somente tenha se de-


senvolvido como ciência a partir do século
XVII, sua história começa na Antiguidade, seis
séculos antes de Cristo. Era do conhecimento
dos gregos que o âmbar (resina fóssil), quan-
do atritado, adquiria a propriedade de atrair Os bastões de vidro se repelem após
corpos leves, tais como pequenos pedaços de terem sido atritados com a seda.
palha.

7
Física Eletrodinâmica

Vamos, agora, repetir o experimento com duas ao vidro – eletricidade vítrea – e o outro, se-
barras de plástico atritadas com um pedaço de melhante ao plástico – eletricidade resinosa.
lã ou pele de animal. Observamos que as duas Benjamin Franklin, cientista, político e escritor
barras de plástico se repelem, da mesma ma- americano, por volta de 1750, introduziu os
neira que os bastões de vidro do experimento termos eletricidade positiva e negativa para
anterior. as eletricidades vítrea e resinosa, respectiva-
mente.
Para entender cientificamente o que ocorre
no processo de fricção envolvendo o vidro e a
seda, ou o plástico e a lã, precisamos de alguns
conceitos básicos a respeito de carga elétrica e
estrutura da matéria.
As barras de plástico se repelem após Hoje, sabemos que a matéria é formada de
terem sido atritadas com lã. átomos e, de acordo com o modelo atômico
vigente, os átomos são constituídos por:
Finalmente, aproximamos a barra de plástico
atritada com lã do bastão de vidro atritado • um pequeno núcleo central, onde se
com seda. Observamos, agora, uma atração localiza praticamente toda a massa do
entre eles. átomo, e onde se encontram as partícu-
las denominadas prótons e nêutrons;
• e por uma eletrosfera, região do espaço
em torno do núcleo onde são encontra-
dos os elétrons.
Elétrons

Esses experimentos realizados com o vidro,


seda, plástico e lã podem ser repetidos com Nêutrons
muitos outros materiais. Chegaremos sempre Prótons
às seguintes conclusões:
01. corpos feitos do mesmo material, Núcleo
quando atritados pelo mesmo proces- Eletrosfera
so, sempre se repelem;
Ilustração do modelo atômico com prótons e
02. corpos feitos de materiais diferentes, nêutrons no núcleo e elétrons na eletrosfera
atritados por processos diferentes, po-
dem atrair-se ou repelir-se. Das três partículas que compõem um átomo,
PV-13-11

Os bastões de vidro e as barras de plástico, tanto os prótons como os elétrons apresentam


quando atritados com a seda e a lã, respec- a propriedade denominada carga elétrica, ou
tivamente, adquirem uma propriedade que seja, trocam entre si, ou com outras partícu-
não possuíam antes da fricção: eles passam las, ações elétricas de atração ou de repulsão.
a se atrair ou a se repelir quando colocados Por convenção, a carga elétrica de um próton
convenientemente um em presença do outro. é positiva e, a carga elétrica de um elétron é
Nessas condições, dizemos que os bastões de negativa.
vidro e as barras de plástico estão eletrizados. Os nêutrons são partículas que apresentam
Verificamos, então, através de experiências, carga elétrica nula. Isso significa dizer que os
que os corpos eletrizados podem ser classifi- nêutrons não trocam ações elétricas de atra-
cados em dois grandes grupos: um semelhante ção ou de repulsão.

8
Eletrodinâmica Física

Observação 2.2. Quanti zação da quanti dade de carga elétrica


De acordo com o modelo atual, das três A carga elétrica do próton é igual em módu-
partículas que constituem o átomo (prótons, elé- lo à carga elétrica do elétron, constituindo a
trons e nêutrons), somente os elétrons são partí- menor quantidade de carga elétrica que é en-
culas elementares (indivisíveis). Tanto os prótons contrada livre na natureza. Esse fato faz com
como os nêutrons são formados por partículas que a quantidade de carga elétrica não possa
ainda menores, denominadas quarks. assumir quaisquer valores, sendo possíveis so-
mente valores múltiplos da quantidade de car-
2.1. Quanti dade de carga elétrica ga elementar (e). Dizemos que a quantidade
Aos corpos, ou às partículas, que apresentam de carga elétrica de um corpo é quantizada.
a propriedade denominada carga elétrica, po- Assim, um corpo com carga elétrica positiva só
demos associar uma grandeza escalar deno- pode apresentar quantidade de carga elétrica
minada quantidade de carga elétrica, repre- (Q) dada por:
sentada pelas letras Q ou q, e que no Sistema
Internacional de Unidades (SI) é medida em +1·e; +2·e; +3·e; ...; +n·e (n = número inteiro)
coulomb (C). E um corpo com carga elétrica negativa só
A quantidade de carga elétrica positiva do pode apresentar quantidade de carga elétrica
próton e a quantidade de carga elétrica nega- dada por:
tiva do elétron são iguais em valor absoluto, e –1·e; –2·e; –3·e; ...; –n·e (n = número inteiro)
correspondem à menor quantidade de carga
elétrica encontrada na natureza, até os dias De modo geral, podemos escrever que a quan-
atuais. Essa quantidade é representada pela tidade de carga elétrica de um corpo é dada
letra e e é chamada de quantidade de carga por:
elétrica elementar. Q=n·e
Em 1909, o físico americano Robert A. Millikan
(1868-1953) determinou experimentalmente 2.3. Conservação da quanti dade de carga elétrica
o valor da quantidade de carga elementar. O Voltemos ao processo de fricção envolvendo
resultado obtido foi, aproximadamente: vidro/seda e plástico/lã. Antes da fricção, os bas-
e = 1,6 · 10 –19 C tões de vidro e o pedaço de seda não apresentam
efeitos elétricos. O mesmo é válido para o plásti-
Nessas condições, podemos escrever as quan- co e a lã. Isso significa dizer que a quantidade de
tidades de carga elétrica do próton e do elé- carga elétrica de cada corpo é zero, ou seja, eles
tron como sendo: possuem o número de elétrons igual ao número
qp = + e = +1,6 · 10–19C de prótons.
qe = – e = –1,6 · 10–19C Com a fricção, os corpos envolvidos ficam ele-
trizados. Nesse processo, fornecemos energia
PV-13-11

Para o nêutron temos qn = 0. suficiente para que cargas elétricas (elétrons)


A tabela abaixo apresenta os valores aproxi- se transfiram de um corpo para o outro. Por-
mados da massa e da quantidade de carga elé- tanto, em cada corpo, o número de elétrons
trica das principais partículas atômicas: (ne) é diferente do número de prótons (np): um
corpo cede elétrons e o outro recebe elétrons.
Quantidade de
Partícula Massa (kg)
carga elétrica (C) Assim, temos:
• se ne = np, o corpo é eletricamente neu-
Elétron 9,1 · 10–31 –1,6 · 10–19 tro;
Próton 1,7 · 10–27 +1,6 · 10–19 • se ne > np, o corpo é eletricamente ne-
gativo (recebeu elétrons);
Nêutron 1,7 · 10–27 0
• se ne < np, o corpo é eletricamente posi-
tivo (cedeu elétrons).

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Física Eletrodinâmica

Se os corpos envolvidos na fricção estão isola- Em sistemas isolados, a quantidade de carga


dos, ou seja, não sofrem a influência de outros elétrica total permanece constante. Isso tra-
corpos, a quantidade de carga elétrica cedida duz uma importante lei da natureza: a lei da
por um é exatamente igual à quantidade de conservação da quantidade de carga elétrica.
carga elétrica recebida pelo outro: os corpos
adquirem quantidades de carga elétrica iguais
em módulo, mas de sinais contrários.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. Assim, o número típico de elétrons é 1,56 · 1020 e
Leia o texto seguinte. o número máximo pode atingir valores supe-
[...] Um típico relâmpago negativo riores a 6,25 · 1020.
da nuvem para o solo transfere 25 cou- Resposta
lombs de carga negativa da nuvem para E
o solo ao longo de toda sua duração. Nos
casos em que haja grande quantidade de No processo de eletrização por fricção (atrito),
descargas de retorno, cargas maiores que os corpos envolvidos devem ser de materiais
100 coulombs podem ser transferidas em diferentes, isto é, eles devem apresentar ten-
um intervalo de tempo que chega a atingir dências diferentes de ganhar ou perder elé-
dois segundos. trons. Considere que:
PINTO Jr., Osmar; PINTO, Iara R. C. de A. • Na lista de materiais apresentados a se-
Relâmpagos. São Paulo: Brasiliense, 1996. p. 57. guir, quando dois materiais quaisquer
são atritados, aquele que estiver posi-
De acordo com o texto, podemos afirmar que,
cionado à esquerda fica eletrizado po-
em um relâmpago, o número de elétrons en-
sitivamente; o que estiver à direita fica
volvidos na transferência de carga elétrica ne-
eletrizado negativamente.
gativa da nuvem para o solo é:
a. sempre maior que 6,25 · 1020. vidro – lã – seda – algodão – madeira – metal
b. sempre menor que 1,56 · 1020. • Dois materiais eletrizados com cargas
c. é igual a 1,56 · 1020. de mesmo sinal se repelem e com car-
d. é igual a 6,25 · 1020. gas de sinais contrários se atraem.
e. pode assumir valores maiores que Suponha que um bastão de vidro seja atritado
6,25 · 1020. com lã e uma barra de metal seja atritada com
Resolução algodão. Se pendurarmos a barra de metal por
um fio e em seguida aproximarmos o bastão
De acordo com o texto, em um relâmpago tí- de vidro, observaremos que:
PV-13-11

pico, a quantidade de carga elétrica negativa


a. haverá atração, pois a barra de metal
é Q = 25 C, mas pode assumir valores maiores
está eletrizada positivamente e o bas-
que Q = 100 C. Sendo a quantidade de carga
tão de vidro, negativamente.
elétrica de um elétron igual a e = 1,6 · 10-19 C,
temos que, sendo Q = n · e: b. haverá repulsão, pois a barra de metal
está eletrizada positivamente e o bas-
• 25 C correspondem a: tão de vidro, negativamente.
Q 25
n= = = 1, 56 · 1020 c. haverá atração, pois a barra de metal
e 1, 6 · 10 −19 elétrons está eletrizada negativamente e o bas-
• 100 C correspondem a: tão de vidro, positivamente.
Q 100 d. haverá repulsão, pois a barra de metal
n= = = 6,25 · 1020 está eletrizada negativamente e o bas-
e 1, 6 · 10 −19 elétrons
tão de vidro, positivamente.

10
Eletrodinâmica Física

e. haverá repulsão, pois tanto a barra de uma barra de metal com algodão, o algodão
metal como o bastão de vidro estarão fica eletrizado positivamente e a barra de me-
eletrizados positivamente. tal, negativamente.
Resolução Aproximando-se a barra de metal (negativo)
De acordo com as informações, temos que, na do bastão de vidro (positivo), teremos atração
fricção do bastão de vidro com a lã, o bastão (cargas de sinais contrários).
de vidro fica eletrizado positivamente e a lã, Resposta
negativamente. Por outro lado, na fricção de C
3. Condutores e isolantes elétricos
Em relação à eletricidade, os materiais existentes na natureza podem ser divididos em dois gran-
des grupos: os que conduzem a eletricidade, chamados de condutores, e os que não conduzem a
eletricidade, chamados de isolantes.

3.1. Condutores 3.2. Isolantes


São materiais que apresentam portadores de Os materiais isolantes se caracterizam por não
cargas elétricas (elétrons ou íons) livres, o que apresentar portadores de cargas elétricas livres
facilita a mobilidade deles em seu interior. São para movimentação. Nesses materiais, a mobi-
considerados bons condutores, materiais com lidade dos portadores de cargas elétricas é pra-
alto número de portadores de cargas elétricas ticamente nula, ficando eles praticamente fixos
livres e que apresentam alta mobilidade des- no seu interior.
ses portadores de cargas elétricas.
Exemplos: borracha, madeira, água pura etc.
Os condutores elétricos podem ser de três ti-
pos: 3.3. Semicondutor e supercondutor
• Sólidos – Os principais condutores elé- Além de condutores e isolantes de eletricida-
tricos sólidos são os metais: alumínio, de, encontramos algumas substâncias que se
cobre, ferro, níquel, prata, ... Nos me- encaixam na denominação de semiconduto-
tais, os portadores de carga elétrica são ras e outras, denominadas supercondutoras.
os elétrons. Um material semicondutor, como o silício e o
• Líquidos – Nas soluções eletrolíticas, germânio, apresenta uma condutividade (con-
os portadores de carga elétrica são dução de eletricidade) intermediária entre os
os íons positivos e negativos. Como metais condutores e os isolantes. Esses mate-
exemplo, podemos citar as soluções riais são fundamentais para a eletrônica, pois,
aquosas de cloreto de sódio (Na+; Cl-) e com o processo denominado “dopagem”, no
de ácido sulfúrico (H+; Cl-). qual átomos de um outro elemento químico
são inseridos em sua rede atômica, os semi-
PV-13-11

• Gasosos – Normalmente, os gases não condutores passam a conduzir a eletricidade.


conduzem a eletricidade. Mas, sob de- Associando dois diferentes tipos de semicon-
terminadas condições, os gases podem dutores, é possível controlar o sentido da cor-
ser ionizados. Nessas condições, eles rente. O diodo é um componente eletrônico
apresentam como portadores de carga que permite a passagem da corrente em ape-
elétrica íons positivos e elétrons. nas um sentido, tornando-se isolante no sen-
Em alguns materiais, os portadores de carga tido oposto.
elétrica existentes se movimentam pratica- Na supercondutividade, fenômeno que ocor-
mente livres, sem qualquer oposição do meio re em temperaturas extremamente baixas, os
natural. Tais condutores são considerados ideais. elétrons se movem praticamente sem nenhu-
ma resistência. Para conhecermos o estágio
atual do desenvolvimento das pesquisas sobre
esse assunto, vamos ler o texto seguinte.

11
Física Eletrodinâmica

[...] Alguns materiais, incluindo metais, ligas metálicas e óxidos, apresentam um fenô-
meno chamado supercondutividade. À medida que a temperatura diminui, a resistividade
(grandeza associada à resistência e à mobilidade dos portadores de carga) cai; no início, len-
tamente, como em qualquer metal. Porém, para uma certa temperatura crítica TC, ocorre uma
transição de fase, e a resistividade diminui bruscamente. Se os portadores de carga elétrica se
movimentam em um anel supercondutor, eles permanecerão circulando no anel indefinida-
mente, sem necessidade de fonte de alimentação.
A supercondutividade foi descoberta em 1911 pelo físico holandês Heike Kamerlingh
Onnes (1853-1926). Ele observou que, para temperaturas muito baixas, menores do que 4,2 K,
a resistividade do mercúrio caía repentinamente para zero. Durante 75 anos após essa desco-
berta, o valor máximo de TC conseguido era da ordem de 20 K. A descoberta de novos mate-
riais, com temperaturas críticas da ordem de 40 K, deu início a uma corrida para desenvolver
materiais supercondutores com “temperaturas críticas elevadas”.
[...] Até 2006, o valor de TC máximo atingido sob pressão atmosférica era da ordem de
138 K, e materiais com supercondutividade na temperatura ambiente poderão brevemente se
tornar uma realidade. São enormes as implicações dessas descobertas para sistemas de distri-
buição de energia elétrica, projetos de computadores e transportes.
YOUNG, Hugh D. Física III: eletromagnetismo. 12. Ed. São Paulo: Addison Wesley, 2009. p.141.

4. Corrente Elétrica tivos. Com relação ao sentido, adotamos o


sentido convencional: o sentido da corrente
Dizemos que existe uma corrente elétrica
quando portadores de cargas elétricas (posi- elétrica é o mesmo do movimento dos porta-
tivos e/ou negativos) se movimentam numa dores de cargas elétricas positivas ou, por ou-
direção preferencial em relação às demais. tro lado, sentido contrário ao do movimento
dos portadores de cargas elétricas negativas.
Exemplos
• Metais: portadores de cargas elétricas Cátions
⇒ elétrons Corrente

e e
e

• Soluções eletrolíticas: portadores de Ânions


cargas elétricas ⇒ íons positivos e ne- Condutor eletrolítico
gativos
Elétrons livres
Corrente
PV-13-11

Condutor metálico
• Gases: portadores de cargas elétricas
⇒ íons e elétrons Cátions Corrente Elétrons

e e e

No estudo da corrente elétrica, dizemos que Condutor gasoso


sua direção é a mesma dos portadores de
cargas elétricas, sejam positivos ou nega-

12
Eletrodinâmica Física

4.1. Intensidade de corrente elétrica i


Indicando por ∆Q a carga total, em valor abso- i2
luto, que atravessa a superfície (S) do condu- i1
tor, no intervalo de tempo ∆t, definimos inten-
sidade média de corrente elétrica (im), nesse
intervalo de tempo, pela relação: t
– 0 t1 t2

S
– Intensidade de corrente variável com o tempo

∆Q Nesses casos, para obtermos a intensidade


im = média de corrente elétrica (im), devemos, ini-
∆t cialmente, determinar a carga elétrica total
A intensidade de corrente elétrica (i) é uma (ΔQ) correspondente ao intervalo de tempo
grandeza escalar que fornece o fluxo de por- de nosso interesse. A carga elétrica total (ΔQ)
tadores de cargas elétricas, através de uma é dada, numericamente, pela área sob a curva
superfície, por unidade de tempo. entre os instantes t1 e t2, conforme mostrado
na figura a seguir.
A unidade de intensidade de corrente elétrica
no Sistema Internacional é o ampère (A).
i ∆Q
N
Área
coulomb
b (C)
= ampère (A)
segundo (s)
É muito frequente a utilização de submúltiplos ∆Q
do ampère (A): t
1 mA = 10–3 A (miliampère) 0 t1 t2
1 µA = 10–6 A (microampère) Segue que a intensidade média de corrente
Quando a intensidade de corrente elétrica (i) elétrica é:
varia com o tempo, é costume apresentarmos ∆Q
o seu comportamento através de um diagra- im =
∆t
ma horário: i x t.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01.
Em uma solução aquosa de ácido sulfúrico des de correntes de íons H3O+ e SO4–2. Assim,
(H2SO4), os portadores de carga elétrica são os temos:
íons hidroxônio (+) e os íons sulfato (–). Com iH O+ =
∆Q n · e
=
base na figura abaixo, suponha que 1 · 1020 3
∆t ∆t
PV-13-11

íons sulfato e 2 · 1020 íons hidrogênio se movi- 2 · 1020 · 1 · 1, 6 · 10 −19


mentem por segundo. Determinar a intensida- iH O+ =
3
1
de da corrente elétrica no interior da solução iH O+ = 32 Α
aquosa de ácido sulfúrico (H2SO4). 3

∆Q n · e
iSO−2 = =
+ – 4
∆t ∆t
i 10 · 2 ·1, 6 · 10 −19
20
H3O+ iSO−2 =
4
1
H3O+ iSO−2 = 32 Α
4

SO–2
4
Logo:
i
SO–2
4
i = iH2O + iSO−2
4
Resolução i = 32 + 32
No interior da solução, a intensidade de cor-
rente elétrica (i) total é a soma das intensida- i = 64 Α

13
Física Eletrodinâmica

02. i (A)
O gráfico a seguir mostra como varia a corren-
te elétrica, para o intervalo de 0 a 4,0 s, através
de um condutor. 10
i (A)

10

t (s)
0 2,0 4,0

Assim, temos:
t (s)
0 2,0 4,0 ΔQ = área do trapézio
10
Nessas condições, determine, para o intervalo ∆Q = (4 , 0 + 2, 0) · ⇒ ∆Q = 30 C
de 0 a 4,0 s: 2
a. a quantidade de carga elétrica total; b. A intensidade média de corrente elétrica é
b. a intensidade média de corrente elétri- dada por:
ca.
∆Q 30
Resolução im = ⇒ im = ⇒ im = 7, 5 Α
∆t 4, 0
a. A carga elétrica total, ΔQ, correspondente
ao intervalo de tempo de 0 a 4,0 s, é dada pela
área do trapézio mostrado na figura a seguir.

5. Potencial elétrico e diferença de potencial (ddp)


Para se estabelecer uma corrente elétrica num condutor metálico, isto é, para que os portadores
de carga elétrica se movimentem numa direção preferencial, por exemplo, ao longo do condutor,
é necessário que uma força elétrica realize trabalho sobre os portadores de carga elétrica. Para
que isso aconteça, os extremos do condutor devem ser mantidos em potenciais elétricos dife-
rentes. Isso se consegue através de uma fonte elétrica – gerador – que tem por função manter
uma diferença de potencial elétrico entre os extremos do condutor, produzindo o movimento
orientado dos portadores de carga.
5.1. Potencial elétrico EPA EPB
Nas condições descritas acima, ou seja, quan- VA = VB =
q0 q0
do os portadores de carga elétrica se movem
PV-13-11

ao longo do condutor constituindo uma cor- • V é o potencial elétrico do ponto;


rente elétrica, podemos associar a cada pon-
• ΕP é a energia potencial elétrica de q0
to da trajetória descrita pelos portadores de
no ponto;
carga elétrica uma grandeza escalar chamada
de potencial elétrico (V), que representa a • q0 é a quantidade de carga elétrica do
energia potencial elétrica por unidade de car- portador de carga colocado no ponto
ga elétrica: em questão.
q0 q0 No Sistema Internacional de Unidades (SI), te-
A B mos:
EPA EPB
EP ⇒ joule (J) 
 V ⇒ volt (V)
q0 ⇒ coulomb (C) 
em que:

14
Eletrodinâmica Física

5.2. Diferença de potencial (ddp) • Para o cálculo do potencial elétrico, há


A partir do exposto, podemos definir diferen- necessidade de se adotar um referen-
ça de potencial elétrico (ddp) ou tensão elé- cial. É comum adotar a Terra como re-
trica entre dois pontos como sendo a diferen- ferencial. Assim, o potencial elétrico da
ça entre os potenciais elétricos desses pontos. Terra é adotado como zero:
Sendo UAB a diferença de potencial entre os
pontos A e B, de potenciais VA e VB, respecti- VT = 0
vamente, temos:
6. Potência elétrica
UAB = VA – VB Um bom número de dispositivos elétricos, tais
como lâmpada, pilha, bateria, chuveiro, en-
tre outros, são constituídos por dois polos e,
Como, no SI, os potenciais VA e VB são medidos devido a esse fato, são denominados bipolos
em volt, a ddp U também é medida em volt elétricos.
(V).
E E Alguns bipolos elétricos, como a pilha, man-
Sendo VA = PA e VB = PB , podemos escrever: têm, durante certo tempo, uma diferença de
q0 q0 potencial (ddp) entre seus extremos (polos).
Nesses casos, o dispositivo traz a identificação
EPA EPB de cada polo: positivo ou negativo.
UAB = −
q0 q0

ou
©2 vseb / Shutterstock

∆EP
UAB = −
q0

Em resumo, podemos afirmar:


• Para que os portadores de carga se mo-
vimentem ordenadamente, é neces- As pilhas trazem impresso a
sário que eles estejam sujeitos a uma identificação da polaridade (+) e (–)
diferença de potencial: de cada um de seus extremos.
Outros bipolos elétricos, como a lâmpada, so-
mente adquirem polaridade (+) e (–) quando
convenientemente ligadas a um outro bipolo
Q que possua uma ddp em seus extremos.
UAB
PV-13-11

• O sentido da corrente elétrica conven-


cional é do potencial elétrico maior
©3 Kovacevicmiro / Dreamstime.com

para o potencial elétrico menor. Os elé-


trons se movimentam espontaneamen-
te, do menor para o maior potencial.
Ou seja, no sentido contrário ao adota-
do para a corrente elétrica:
20 V Zero

i –e
Na lâmpada, a polaridade (+) e (–) somente
existe se ela estiver em funcionamento,
(Vmaior) (Vmenor) ou seja, ligada a uma ddp externa.

15
Física Eletrodinâmica

Consideremos, então, um bipolo elétrico em Pela definição de diferença de potencial:


cujos terminais existe uma diferença de poten-
cial U e, através do qual, circula uma corrente ∆E ∆Q · U
U= ⇒ ∆E = ∆Q · U , temos: P=
elétrica de intensidade i, conforme figura. ∆Q ∆t
A i B sendo: i =
∆Q
Bipolo
∆t
U P=i·U
Como os pontos A e B possuem potenciais di- Portanto, a potência elétrica num bipolo qual-
ferentes, então, uma quantidade de carga elé- quer é dada pelo produto da ddp (U) e pela
trica (ΔQ), ao passar de A para B, sofre uma va- intensidade de corrente elétrica (i). No Siste-
riação de energia (ΔE), no intervalo de tempo ma Internacional de Unidades (SI), temos as
Δt. Desse modo, dizemos que a potência elé- seguintes unidades:
trica (P), desenvolvida no bipolo, é dada pela [U ⇒ volt (V)] · [i ⇒ ampère (A)] = [P ⇒ watt (W)]
razão entre a variação de energia (ΔΕ) e o cor-
respondente intervalo de tempo (Δt), ou seja: Observe que a potência de 1 watt corresponde
a 1 joule por segundo, isto é, a potência repre-
∆E senta a energia transformada por unidade de
P= tempo.
∆t

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. UFRN modificado b. Qual é a variação da energia poten-
Na formação de uma tempestade, ocorre uma cial elétrica quando um íon positivo,
de carga elétrica igual a 3,2 · 10–19 C,
separação de cargas elétricas no interior das
movimenta-se da parte mais baixa da
nuvens, que induzem, na superfície da Terra,
nuvem para o solo?
cargas de sinal oposto ao das acumuladas nas
partes mais baixas das nuvens. Isso cria uma Resolução
diferença de potencial elétrico (ddp) entre es- a. De acordo com a figura, a ddp entre a parte
sas partes das nuvens e o solo. Na figura a se- mais baixa da nuvem e o solo é U = 2,4 · 109 V.
guir, está esquematizada uma situação do tipo Adotando-se o solo como referência (Vsolo = 0),
descrita acima. temos:
h (m) U = Vnuvem – Vsolo ⇒ 2,4 · 109 = Vnuvem – 0
2.700
2.400 Nuvem Vnuvem = 2,4 · 10 V
9
PV-13-11

2.100
1.800 b. A variação da energia potencial elétrica do
1.500 íon é dada por:
1.200 + + + + + + + +
900 ∆E ∆E
600 2,4 · 109 V U= − ⇒ 2,4 · 109 = −
300 q 3,2·10 −19
– – – – – – – – ΔE = – 7,68 · 10–10 J
Solo
O sinal (–) indica que a energia potencial elé-
a. Adotando-se o solo como referência, trica do íon é menor no solo do que na nuvem.
qual é o potencial elétrico da parte Portanto, no movimento da nuvem para o
mais baixa da nuvem? solo, a energia potencial elétrica do íon dimi-
nui e a energia cinética aumenta.

16
Eletrodinâmica Física

02. c. Na posição “inverno”, a potência do


Um estudante adquire um chuveiro elétrico chuveiro é 10 vezes maior que na po-
que, segundo a especificação, deverá ser liga- sição “verão”.
do a uma ddp de 220 V. O chuveiro possui uma d. A potência do chuveiro é a mesma em
chave que pode ser colocada em três posições: qualquer uma das três posições da chave.
desligado, verão e inverno. Na tabela seguinte, Resolução
temos a indicação da intensidade de corren-
te elétrica do chuveiro para cada posição da Sendo a potência elétrica dada por P = U · i,
chave. temos que:
• na posição “desligado”: i = 0
Desligado Verão Inverno P = 220 · 0 = 0 W
0A 10 A 20 A • na posição “verão”: i = 10 A
P = 220 · 10 = 2.200 W
Com base nessas informações, e supondo o
chuveiro em funcionamento normal, assinale • na posição “inverno”: i = 20 A
a alternativa correta. P = 220 · 20 = 4.400 W
a. Na posição “verão”, a potência do chu- Analisando as alternativas, observamos que a
veiro é 10 vezes maior que na posição correta é b: a potência máxima do chuveiro é
“desligado”. 4.400 W.
b. A potência máxima do chuveiro é 4.400 W. Resposta
B
7. Energia elétrica
Na sociedade moderna, as pessoas dependem cada vez mais da energia elétrica, graças à enorme
quantidade de dispositivos eletroeletrônicos agregados e que transformam, com relativa facilida-
de, a energia elétrica em outras modalidades de energia, tais como:
• mecânica ⇒ funcionamento de máquinas e modernos carros elétricos;
• térmica ⇒ fundição de metais em metalúrgicas e aquecimento de água;
• luminosa ⇒ cirurgias a laser e iluminação residencial;
• sonora ⇒ exploração de oceanos com o sonar e reprodução de CD´s;
• química ⇒ reações químicas e armazenamento de energia.
É norma que os dispositivos eletroeletrônicos colocados à venda no mercado tragam as espe-
cificações sobre as condições de uso. Geralmente, essas condições referem-se à ddp (diferença
de potencial) na qual o aparelho deve ser ligado e a potência, ou seja, a quantidade de energia
elétrica por unidade de tempo consumida pelo aparelho.
PV-13-11

Assim, para que a potência de um aparelho seja a indicada, ele deve ser ligado a uma ddp exa-
tamente igual à indicada nas condições de uso. Se ele for ligado a uma ddp menor, o aparelho
funcionará com uma potência abaixo da especificação; se ele for ligado a uma ddp maior, o apa-
relho pode queimar.
A tabela seguinte apresenta a diferença de potencial (ddp) e a potência elétrica de alguns apare-
lhos residenciais.

17
Física Eletrodinâmica

Aparelho ddp (U) Potência média (W)

Ar condicionado 7.500 BTU 220 1.000

Chuveiro 220 3.600

Computador e impressora 120 180

Geladeira 120 130

Lâmpada 120 40 – 60 – 100

Micro-ondas 120 1.200

Televisão 32" 120 120

Como a energia elétrica pode ser entendida como a capacidade de uma corrente elétrica realizar
trabalho e, de acordo com a definição de potência (energia por unidade de tempo), podemos
determinar, para um bipolo, a energia transformada em determinado intervalo de tempo, por
meio da relação:
ΔE = P · Δt

Sendo a potência dada em watt (W), o intervalo de tempo em segundos (s), a energia é dada em
joule (J).
Vamos calcular o consumo mensal (30 dias) de energia elétrica de uma geladeira, por exemplo.
Como a geladeira permanece ligada è rede elétrica 24 horas (86.400 s) por dia, temos, de acordo
com a tabela acima:
ΔE = P · Δt ⇒ ΔE = 130 · 86.400 · 30 ⇒ ΔE = 336.960.000 J = 3,37·108 J
Diante desse resultado, observamos que, em nossas residências e na indústria e comércio de
modo geral, a quantidade de energia elétrica utilizada mensalmente, quando expressa em jou-
le, pode assumir valores astronômicos. Em virtude disso, as companhias elétricas utilizam uma
unidade mais prática para medir o consumo de energia elétrica: o quilowatt-hora (kWh). Assim,
a potência dos aparelhos é indicada em quilowatt (1 kW = 1.000 W) e o intervalo de tempo em
horas (1 h = 3.600 s).
Podemos relacionar o kWh e o joule por meio da seguinte expressão:
PV-13-11

1 kWh = 1.000 W · 3.600 s

1 kWh = 3,6 · 106 J

Para calcular o valor, em reais, da conta de energia elétrica, a companhia energética multiplica a
quantidade de energia consumida em um mês pelo custo unitário do kWh. De acordo com o bo-
leto mostrado na figura seguinte, o consumo mensal foi de 144 kWh ao preço médio de R$ 0,39
por kWh. Isso corresponde ao valor de R$ 56,00, aproximadamente.

18
Eletrodinâmica Física

ICMS DISCRIMINAÇÃO DA OPERAÇÃO QUANTIDADE PREÇO MÉDIO VALOR (R$)


Base de Cálculo R$ 56,44 Venda de Energia (kWh) 144 0,39194444 56,44
Alíquota % 12,00
Valor ICMS R$ 6,77 PIS/COFINS DESCRIÇÃO DA CONTA
Alíquota COFINS % 3,38 Nº514500898721 Quantidade Tarifa/Preço Valor (R$)
HISTÓRICO DE CONSUMO Kwh Dias Alíquota PIS % 0,73 Consumo Faturado [kWh] 144 0,32883000 47,35
2012 JAN 144 29
PIS/PASEP 0,41
2011 DEZ 161 32 DATAS DAS LEITURAS
30 Atual
COFINS 1,91
NOV 192 03/01/2012
OUT 205 32 Anterior 05/12/2011 ICMS 6,77
SET 177 30 Nº de dias 29 Total CPFL 56,44
AGO 189 30 Próximo Mês 02/02/2012 DÉBITOS DE OUTROS SERVIÇOS
JUL 173 32 COMPOSIÇÃO DA TARIFA (R$) Contribuição Custeio IP-CIP 5,00
JUN 190 30
Energia 23,56
MAI 192 31
Transmissão 3,57
ABR 205 31 Distribuição 14,77
MAR 204 28 Encargos 5,45
FEV 240 29
JAN 218 29

INDICADORES DE CONTINUIDADE DE FORNECIMENTO DE ENERGIA


RIBEIRÃO PRETO 3 - BONFIM PAULISTA
Padrão Padrão Padrão Apurado Período Valor R$
Mensal Trimestral Anual Mensal Apuração EUSD
DIC 5,19 10,38 20,77 0,08
FIC 3,42 6,85 13,70 1,00 11/2011 35,03
DMIC 2,94 0,08
EQUIPAMENTO DE MEDIÇÃO
Nº Energia Leitura Leitura Fator Consumo Tensão
Atual Anterior Multiplicação [KWh] Nominal
212103750 Ativa 16184 16040 1 144 220 / 127 V

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. b. Determine a energia elétrica mensal,
Uma máquina de costura industrial possui em kWh, consumida pelo motor para
suas especificações marcadas no motor, con- ambas as voltagens (110 V e 220 V),
forme figura a seguir. supondo que a máquina fica ligada 8
horas por dia e 20 dias no mês.
Resolução
a. Para a tensão de 110 V:
P = U · i ⇒ P = 110 · 1,7 ⇒ P = 187 W
Para a tensão de 220 V:
P = U · i ⇒ P = 220 · 0,85 ⇒ P = 187 W
©©©Naylor Oliveira / Editora COC

b. Como, para ambas as voltagens, a potência


consumida é a mesma, temos que o consumo
de energia elétrica é o mesmo tanto para 110 V
PV-13-11

como para 220 V.


ΔE = P · Δt ⇒ ΔE = 187 [W] · 8 [h/dia] · 20 [dias]
ΔE = 29.920 Wh ⇒ ΔE = 30 kWh
De acordo com as indicações, esse motor pode Observação
ser ligado tanto em 110 V como em 220 V e as
respectivas intensidades de corrente elétrica O simples fato de alterar a tensão de 110 V para
são 1,7 A e 0,85 A. Nessas condições, faça o 220 V não significa, obrigatoriamente, econo-
que se pede: mia de energia. Para “gastar” menos energia,
ou diminuímos a potência do aparelho ou o
a. Qual é a potência elétrica consumida
tempo de uso.
por esse motor quando ligado em 110 V?
E quando ligado em 220 V?

19
Física Eletrodinâmica

02. ENEM
Uma estudante que ingressou na universidade e, pela primeira vez, está morando longe da sua
família, recebe a sua primeira conta de luz:

Medidor Consumo Leitura Cód Emissão Id. Bancária

Município
Número Consumidor Leitura kWh Dia Mês Banco Agência
21 01/04/2009 S. José das
7131312 951672 7295 260 31 03 222 999-7
Moças
Consumo dos últimos 12 meses em kWh Descrição
253 Mar/08 278 Jun/08 272 Set/08 265 Dez/08
247 Abr/08 280 Jul/08 270 Out/08 Fornecimento
266 Jan/09
255 Mai/08 275 Ago/08 260 Nov/08 ICMS
268 Fev/09

Base de Cálculo ICMS Alíquota Valor Total


R$ 130,00 25% R$ 32,50 R$ 162,50
Se essa estudante comprar um secador de cabelos que consome 1.000 W de potência e conside-
rando que ela e suas 3 amigas utilizem esse aparelho por 15 minutos cada uma durante 20 dias
no mês, o acréscimo em reais na sua conta mensal será de:
a. R$ 10,00 c. R$ 13,00 e. R$ 14,00
b. R$ 12,50 d. R$ 13,50
Resolução
A energia gasta por uma pessoa em um dia é:
∆E = P · ∆t
15
∆E = 1.000 ·
60
∆E = 0,25 kWh
Como são 4 pessoas, durante 20 dias temos:
ΔE = 0,25 · 4 · 20
ΔE = 20 KWh
Da conta, notamos que, ao consumir 260 KWh, a estudante pagou um valor de R$ 130,00, mais
25% deste valor referente ao ICMS. Então, concluímos que:
260 KWh _______ R$ 130,00
PV-13-11

1 KWh _______ x
x = R$ 0,50
Então, o gasto (sem o imposto):
1 KWh _______ R$ 0,50
20 KWh _______ y
y = R$ 10,00
Logo, o acréscimo é:
R$ 10,00 + 25%
Acréscimo = R$ 12,50
Resposta
B

20
Eletrodinâmica Física

CAPÍTULO 02 RESISTORES
1. Introdução Assim, podemos classificar:
Alguns dispositivos elétricos, como o ferro de 01. Condutor ideal – Os portadores de
passar roupa e o chuveiro, apresentam algo carga existentes no condutor não en-
em comum: em ambos ocorre a transforma- contram nenhuma oposição ao seu
ção de energia elétrica exclusivamente em movimento. Dizemos que a resistência
energia térmica. As lâmpadas incandescentes elétrica do condutor é nula, o que sig-
também fazem parte desse grupo, pois a in- nifica dizer que existe uma alta mobili-
candescência luminosa é vista como um efeito dade de portadores de carga.
secundário; de toda a energia elétrica recebi- 02. Isolante ideal – Os portadores de car-
da pela lâmpada, somente 5% é transformada ga existentes estão praticamente fixos,
em energia luminosa. sem nenhuma mobilidade. Dizemos,
nesse caso, que a resistência elétrica é
infinita.
Consideremos um condutor submetido a uma
diferença de potencial (ddp), no qual se esta-
Esses dispositivos são denominados recepto- belece uma corrente elétrica.
res resistivos, ou simplesmente resistores. i
Energia
Elétrica
U
Resistor Calor
Sendo U a diferença de potencial (ddp) aplica-
da nos extremos do resistor e i a intensidade
de corrente elétrica que o percorre, temos que
a resistência elétrica R é dada por:
2. Resistor U
R=
Resistor é todo dispositivo elétrico que trans- i
forma exclusivamente energia elétrica em
energia térmica. No Sistema Internacional de Unidades (SI), a
Na figura seguinte, temos a representação ddp é dada em volt (V), a intensidade de cor-
simbólica de um resistor, na qual R indica a re- rente elétrica é dada em ampère e a resis-
sistência elétrica do resistor: tência elétrica é dada em volt/ampère, que
recebe o nome de ohm (Ω), em homenagem
R ao físico germânico George Simon Ohm (1787-
PV-13-11

1854) que, em 1827, estabeleceu a relação en-


A resistência elétrica (R) é uma medida da tre a diferença de potencial e a intensidade de
oposição ao movimento dos portadores de corrente elétrica em um condutor, conhecida
carga, ou seja, a resistência elétrica represen- como lei de Ohm.
ta a dificuldade que os portadores de carga
encontram para se movimentarem através 3. Primeira lei de Ohm
do condutor. Quanto maior a dificuldade dos Com base em experimentos, Ohm verificou
portadores de carga para se movimentarem, que, em determinados condutores, principal-
maior a resistência elétrica do condutor. mente nos condutores metálicos, a razão en-
– – – – – – tre a ddp aplicada e a intensidade de corrente
+ + + + + +
– – – – – –
elétrica era sempre a mesma, ou seja, a resis-
– + –

+ –
+
– + tência elétrica do condutor permanecia cons-
U tante quando se variava a ddp aplicada.

21
Física Eletrodinâmica

Condutores que se comportam desse modo específica, e sua representação gráfica pode
são denominados condutores ôhmicos. Dize- ser qualquer tipo de curva, exceto uma reta.
mos, então, que esses condutores obedecem U (V)
à primeira lei de Ohm: a resistência elétrica é
constante independentemente da ddp aplicada.
U1 U2 U
R= = ... = n
i1 i2 in i (A)
0

Nos condutores ôhmicos, a intensidade de


corrente elétrica é diretamente proporcional à 4. Potência de um resistor
ddp aplicada. Assim, a curva característica de Lembrando que os resistores são bipolos elé-
um condutor ôhmico é uma reta inclinada em tricos e que a potência elétrica num bipolo é
relação aos eixos U e i, passando pela origem dada pelo produto da ddp (U) pela intensidade
(0; 0). de corrente elétrica (i), temos que, nos resisto-
U (V) res, a potência elétrica pode ser obtida pelas
seguintes expressões:
• P = U · i ⇒ P = (R · i) · i ⇒ P = R · i2 1

 U U2 2
θ
i (A) • P=U·i⇒ P=U·   ⇒ P=
0  R R

Por outro lado, os condutores, para os quais Observação


a relação U/i não é constante, são chamados A expressão P = U·i pode ser aplicada para
de condutores não ôhmicos (ou não lineares). qualquer dispositivo elétrico, mas as expres-
A relação entre a intensidade de corrente elé- sões 1 e 2 somente devem ser usadas para os
trica e a ddp não obedece a nenhuma relação resistores.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. b. Dentro do intervalo mostrado na tabe-
la, o condutor obedece ou não à pri-
Na tabela abaixo, temos, na primeira colu- meira lei de Ohm? Justifique.
na, os valores da ddp, em volt, aplicada a um c. Construa o gráfico U x i para esse con-
condutor e, na segunda coluna, os valores da dutor.
intensidade de corrente elétrica, em mA, cor-
respondentes. Resolução
PV-13-11

a. De acordo com a tabela, temos que, para


Intensidade de corrente U = 4,5 V, a intensidade de corrente elétrica
Ddp (volt) é 18 mA = 0,018 A. Portanto, o valor da resis-
elétrica (mA)
tência do condutor é:
1,5 6,0
U 4, 5
R= ⇒R = ⇒ R = 250 Ω
3,0 12 i 0, 018
4,5 18 b. Dentro do intervalo mostrado na tabela, a
6,0 24 resistência do condutor é constante, pois:
1, 5 3, 0 4, 5 6, 0 7, 5
7,5 30 = = = = = 250 Ω
0, 006 0, 012 0, 018 0, 024 0, 030
a. Qual o valor da resistência elétrica do
condutor para uma ddp aplicada de 4,5 V? Portanto, o condutor obedece à primeira lei de
Ohm.

22
Eletrodinâmica Física

c. A figura seguinte ilustra o gráfico U x i para esse condutor.


U (V)

7,5

6,0

4,5

3,0

1,5

i (mA)
0 6 12 18 24 30

02. 5. Segunda lei de Ohm


A potência de um chuveiro elétrico construído A resistência elétrica de um resistor, seja ele
para funcionar em 220 V é 4.400 W. Supondo ôhmico ou não, é uma característica do condu-
que o resistor do chuveiro seja um condutor
ôhmico, determine: tor: depende do material de que ele é feito, de
sua forma, dimensões e também da tempera-
a. a resistência elétrica do chuveiro e a in-
tensidade de corrente elétrica em con- tura a que está submetido o condutor.
dições normais de uso; Para um condutor em forma de fios, verificamos,
b. a potência do chuveiro e a intensidade experimentalmente, que a sua resistência elétri-
de corrente elétrica que o percorre se ca depende do comprimento do fio (L ), da área
ele for ligado em 110 V. de sua secção transversal ( A ) e do tipo de ma-
Resolução terial que o constitui ( ρ ).
a. Sabendo-se que a potência do chuveiro é
4.400 W e ele está sob uma ddp de 220 V, sua ρ
resistência elétrica vale:
U2 U2 A
P= ⇒R =
R P L
(220)2
R= ⇒ R = 11 Ω Analisando, separadamente, cada uma dessas
4.400
dependências, temos:
E a intensidade de corrente elétrica vale: 01. a resistência elétrica R é diretamente
proporcional ao comprimento L do fio:
PV-13-11

P = U · i ⇒ 4.400 = 220 · i ⇒ i = 20 A
b. Como o resistor é ôhmico, sua resistência
elétrica é igual a 11 Ω quando ligado em 110 V. maior L ⇒ maior R
Assim, a potência correspondente será:
A
U2 (110)2
P= ⇒P = ⇒ P = 1.100 W L1
R 11 ρ

E a intensidade de corrente elétrica vale:


U = R · i ⇒ 110 = 11 · i ⇒ i = 10 A A
Observe que, para um resistor ôhmico, redu- L2
zindo-se a ddp à metade, a intensidade de cor-
rente elétrica se reduz à metade e a potência
elétrica é reduzida a 1/4 do valor original.

23
Física Eletrodinâmica

02. a resistência elétrica é inversamente pro- O material empregado nos fusíveis tem, em
porcional à área da secção transversal do geral, baixa temperatura de fusão. Alguns ma-
fio: teriais utilizados são: o chumbo, que apresenta
maior A ⇒ menor R temperatura de fusão da ordem de 327 oC; o es-
tanho, com temperatura de fusão da ordem de
A1 232 oC; ou ligas desses metais.
L O fio de metal é montado em um cartucho ou
ρ em uma peça de porcelana. O fusível é cons-
truído de maneira a suportar a corrente máxi-
ma exigida por um circuito para o seu funcio-
A2 namento. Assim, podemos ter fusíveis de 1 A ;
2 A ; 10 A ; 30 A etc.
L
Em circuitos elétricos, os fusíveis são repre-
Com base nas análises acima, podemos escre- sentados pelo símbolo a seguir:
ver que:
L
R=ρ·
A As figuras seguintes ilustram os dois tipos bá-
sicos de fusíveis citados: o de rosca e o de car-
em que ρ é o fator de proporcionalidade, uma
tucho.
grandeza característica do material com que é
feito o condutor, denominada resistividade, Fusível de rosca
que só depende da temperatura, e não depen- Porcelana
de da forma ou da dimensão do condutor.
No Sistema Internacional, temos as seguintes
unidades:
u(R) = ohm (Ω) Rosca de
u(L) = metro (m) u(ρ) = Ω · m metal

u(A) = m2
Fio de material
Na tabela seguinte, temos a resistividade (ρ) facilmente fundível
de algumas substâncias a 20 º C.
Fusível de cartucho
Substância Resistividade ρ (Ω·m)
Fio
Alumínio 2,8 · 10–8 fusível
Cobre 1,7 · 10–8 Terminais
PV-13-11

de metal
Ferro 1,0 · 10–7 Proteção
de vidro
Mercúrio 9,6 · 10–8 ou de
papelão
6. Fusíveis e disjuntores
Atualmente, nas instalações elétricas residen-
O fusível elétrico é um elemento utilizado nos ciais e/ou industriais, os eletricistas têm op-
circuitos elétricos como segurança. Trata-se tado pelo uso de disjuntores em substituição
de um condutor (resistor) que age como um aos fusíveis. A função básica do disjuntor é a
elemento de proteção aos demais elementos
mesma do fusível: proteção aos aparelhos elé-
de um circuito. Para isso, o fusível suporta, no
máximo, um determinado valor de corrente tricos instalados na rede.
elétrica; acima deste valor, o calor produzido
por efeito Joule é tal que funde (derrete) o
fusível.

24
Eletrodinâmica Física

Os disjuntores apresentam uma grande vantagem em relação aos fusíveis; se acontecer de a


intensidade de corrente elétrica superar o valor máximo permitido pelo fusível, este derrete e pre-
cisa ser trocado. Já o disjuntor desliga a rede elétrica. Após os reparos, o disjuntor é novamente
acionado, não havendo necessidade de troca.

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Disjuntor utilizado na rede elétrica

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. L – L0 = L0 · α · ∆θ
No comércio, os fios condutores são conhe- L = L0 · α · ∆θ + L0
cidos por números de determinada escala. A L = 200 · 4 · 10 -3 (100 – 20) + 200
mais usada é a AWG (American Wire Gage).
L = 264 m
Um fio muito usado em instalações domicilia-
res é o número 12 AWG. Sua secção reta é de Portanto a resistência do fio a 100 ºC é
3,3 mm 2 . A resistividade do cobre é de ρ·L 1, 7 · 10-8 · 264
1,7 · 10–8 Ω · m e o seu coeficiente de dila- R= ⇒ R=
A (3, 3 · 10-6 )
tação linear é α = 4 · 10–3 °C–1, ambos a 20 °C.
PV-13-11

a. Determine a resistência elétrica de R = 1,36 Ω


200 m desse fio a 20 °C. A rede elétrica da casa do Sr. Pedro é de 120 V
b. Qual a resistência elétrica desse fio a e é protegida por um disjuntor (fusível) de 30 A.
100 °C? Com a chegada do inverno, ele resolveu trocar
Resolução seu chuveiro de 2.400 W por outro, de 3.200 W,
ρ·L para melhor aquecimento da água. O Sr. Pe-
a. A resistência é dada por R = . Assim,
temos: A dro observou que, ao ligar o novo chuveiro, o
disjuntor desligava interrompendo a corrente
(1, 7 · 10 −8 ) · 200 elétrica, caso a televisão de 160 W estivesse li-
R= ⇒ R = 1, 0 Ω
(3, 3 · 10 −6 ) gada. Isso não acontecia com a televisão desli-
gada. Sabe-se que, no horário do banho, estão
b. O comprimento do fio a 100 ºC é dado por: em funcionamento: uma geladeira de 120 W e
∆L = L0 · α · ∆θ quatro lâmpadas de 60 W cada. Diante do fato,
o Sr. Pedro concluiu que:

25
Física Eletrodinâmica

a. em hipótese alguma, um televisor e um 7. Associação de resistores


chuveiro podem ser ligados simultanea-
Em trabalhos práticos, é frequente necessitar-
mente.
mos de um resistor cujo valor de resistência
b. a televisão interfere no funcionamento elétrica não dispomos no momento, ou que
do chuveiro, provocando um aumento não seja fabricado pelas firmas especializadas.
na tensão da rede elétrica e isso provo- Nesses casos, a solução do problema é obtida
ca o desligamento do disjuntor. através da associação de outros resistores com
c. com a televisão ligada, a intensidade o objetivo de se obter o resistor desejado.
da corrente elétrica é superior a 30 A,
fazendo com que o disjuntor desligue o Podemos associar resistores das mais variadas
circuito. formas; porém, daremos destaque especial
para as associações em série, em paralelo e
d. a soma das potências de todos os dispo-
mista.
sitivos elétricos ligados simultaneamente
deve ser, no máximo, igual a 3.500 W. É importante observarmos que, qualquer que
e. o chuveiro deveria ser trocado por ou- seja a associação efetuada, estaremos sempre
tro de 3.200 W e 220 V, pois, assim, se interessados em obter o resistor equivalente,
teria o aquecimento da água desejado ou seja, obter um resistor único que, colocado
sem ultrapassar o limite de 30 A do entre os mesmos pontos A e B de uma asso-
disjuntor. ciação, fique sujeito à mesma ddp e seja per-
corrido por uma corrente de intensidade igual
Resolução à da associação.
Como a rede elétrica é de 120 V e o disjun- R2
tor é de 30 A, a potência máxima permitida R1 R4 RE
é de 120 · 30 = 3.600 W. Ligando-se simulta- A B A B
neamente 4 lâmpadas de 60 W cada, uma ge- i R3 i
ladeira de 120 W, uma televisão de 160 W e
um chuveiro de 3.200 W, temos uma potência U U
total de:
No estudo das associações de resistores, e nos
Ptotal = 4 · 60 + 120 + 160 + 3.200 = 3.720 W circuitos em geral, é importante o conceito de
Esse valor é superior à potência máxima per- nó, que é o ponto de junção de três ou mais
mitida de 3.600 W. Com ele, teríamos uma in- fios. Na figura acima, o ponto em destaque
tensidade de corrente elétrica (i) igual a: (negrito) na junção dos resistores R1, R2 e R3
P=U·i ⇒ 3.720 = 120 · i ⇒ i = 31 A constitui um nó. O mesmo pode-se dizer do
ponto junção dos resistores R2, R3 e R4.
Como o disjuntor suporta, no máximo, 30 A,
ele desliga. 8. Associação em série
Portanto, a alternativa correta é c. Um conjunto de resistores é dito associado em
PV-13-11

Com relação à alternativa e, se usarmos um série quando todos são percorridos pela mes-
chuveiro de 3.200 W e 220 V ligado a uma rede ma corrente elétrica.
de 120 V, admitindo-se um resistor ôhmico, Para que tenhamos uma associação em série,
sua potência efetiva será de: é necessário que os resistores sejam ligados
U12 U22 (120)2 (220)2 um em seguida ao outro, ou seja, não pode ha-
= ⇒ = ⇒ Pef . = 952 W ver nó entre os resistores. A figura abaixo ilus-
Pef . P2 Pef . 3.200
tra uma associação em série de n resistores.
Nesse caso, o aquecimento da água será in- R1 R2 R3 Rn
ferior ao chuveiro de 2.400 W originalmente A B
instalado.
Resposta Para determinarmos o resistor equivalente da
associação em série de n resistores, devemos
C

26
Eletrodinâmica Física

lembrar que a corrente elétrica é a mesma, O resistor equivalente de associação em série


tanto para o resistor equivalente quanto para possui uma resistência elétrica igual à soma
os resistores associados, e que a ddp no resis- das resistências elétricas dos resistores as-
tor equivalente é a soma das ddps em cada re- sociados e, consequentemente, esse valor é
sistor associado. maior que o maior dos resistores que com-
põem a associação.
R1 i R2 i R3 i Rn i
Portanto, uma associação em série de resisto-
A B res apresenta as seguintes propriedades:
U1 U2 U3 Un
UAB 01. A corrente elétrica é a mesma em todos
os resistores.
i 02. A ddp nos extremos da associação é
igual à soma das ddps em cada resistor.
A RE B
03. A resistência equivalente é igual à soma
UAB
das resistências dos resistores associa-
Sendo: dos.
04. O resistor associado que apresentar a
UAB = U1 + U2 +...+ Un maior resistência elétrica estará sujeito
e sendo U = R · i à maior ddp.
temos: RE· i = R1· i + R2· i +...+ Rn· i 05. A potência dissipada é maior no resis-
tor de maior resistência elétrica.
ou seja: 06. A potência total consumida é a soma das
RE = R1 + R2 + ... Rn potências consumidas em cada resistor.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. d. PT = P1+ P2+ P3
Três resistores de resistências elétricas iguais PT = U1 · i + U2 · i + U3 · i
a R1 = 20 Ω, R2 = 30 Ω e R3 = 10 Ω estão asso- PT = (40 + 60 + 20) · 2 ⇒ PT = 240 W
ciados em série e a ddp de 120 V é aplicada à
associação. Determinar: (80 W) (120 W) (40 W) (240 W)
2A 2A 2A 2A 2A
a. a resistência do resistor equivalente;
A 20 Ω 30 Ω 10 Ω B A 60 Ω B
b. a corrente elétrica em cada resistor;
c. a ddp em cada resistor; 40 V 60 V 20 V 120 V
120 V
d. a potência total consumida pelos resis-
tores. 02.
R1 R2 R3
Uma lâmpada de 1,8 W foi fabricada para fun-
PV-13-11

A B cionar sob ddp de 6 V. Um estudante dispõe


120 V de uma bateria de 9 V e alguns resistores. As-
sociando um dos resistores com a lâmpada,
Resolução
ele consegue fazê-la funcionar em condições
a. RE = R1 + R2 + R3 normais.
RE = 20 + 30 + 10 ⇒ RE = 60 Ω a. Como foi associado o resistor à lâmpa-
b. U = RE · i ⇒ 120 = 60 · i ⇒ i = 2 A da e qual o valor da resistência do resis-
tor utilizado?
para todos os resistores. b. Qual é a potência do resistor e qual é
c. U1 = R1 · i ⇒ U1 = 20 · 2 ⇒ U1 = 40 V a potência total consumida na associa-
U2 = R2 · i ⇒ U2 = 30 · 2 ⇒ U2 = 60 V ção?
U3 = R3 · i ⇒ U3 = 10 · 2 ⇒ U3 = 20 V

27
Física Eletrodinâmica

Resolução P=U·i ⇒ 1,8 = 6 · i ⇒ i = 0,3 A


a. Como a ddp na lâmpada é menor do que a Com base na figura, temos que no resistor R a
ddp da bateria, é preciso associar um resistor ddp é 3 V e a intensidade de corrente é 0,3 A.
em série com a lâmpada para que ela funcio- Portanto, o valor da resistência R do resistor é
ne normalmente. A figura mostra a associação dada por:
feita pelo estudante. UR = R · i ⇒ 3 = R · 0,3 ⇒ R = 10 Ω
R
L b. A potência dissipada no resistor é dada por:
6V P = R · i² ⇒ P = 10 · (0,3)² ⇒ P = 0,9 W
9V E a potência total consumida na associação é:
A intensidade de corrente elétrica na lâmpa- Pt = PR + PL ⇒ Pt = 0,9 + 1,8 ⇒ Pt = 2,7 W
da funcionando em condições normais é dada
por:

9. Associação em paralelo
Um conjunto de resistores quaisquer é dito associado em paralelo quando cada resistor tiver os
seus terminais ligados em dois nós distintos, por exemplo, um em A e outro B, conforme a figura
abaixo.
terminais
↓ R1 ↓

R2
nó↘ ↙

R3
A A B B
Rn

Isso implica que todos os resistores estão submetidos à mesma diferença de potencial e que a
corrente elétrica total é a soma da corrente que percorre cada resistor.

R1
i1 R
2

i2 R
3
A A B B
i3 R
PV-13-11

in
U

RE
A B
i
U

28
Eletrodinâmica Física

Para determinarmos o valor da resistência 02. Se a associação é composta de apenas


equivalente, devemos usar a definição: dois resistores, R1 e R2 , o resistor equi-
valente é dado por:
U 1 1 1 1 R + R2
iT = i1 + i2 +...+ in ⇒ i = = + ⇒ = 1
R RE R1 R2 RE R1 · R2
U U U U
temos: = + + ... + ou
RE R1 R2 Rn
R1 · R2
RE =
R1 + R2
1 1 1 1
ou seja: = + + ... +
RE R1 R2 Rn Ou seja, a resistência equivalente é dada pelo
produto dividido pela soma das resistências
dos resistores associados.
ou, de modo geral: 1 = Σ 1 Portanto, uma associação em paralelo apre-
senta as seguintes propriedades:
RE R
01. a ddp é a mesma para todos os resis-
O resistor equivalente apresenta uma resis- tores;
tência elétrica cujo inverso é igual à soma dos 02. a corrente elétrica total da associação é
inversos das resistências dos resistores que a soma das correntes elétricas em cada
compõem a associação e, consequentemente, resistor;
a resistência do resistor equivalente é menor 03. o inverso da resistência equivalente é
que a menor das resistências associadas. igual à soma dos inversos das resistên-
cias associadas;
R 04. a corrente elétrica é inversamente pro-
RE = porcional à resistência elétrica, ou seja,
n
na maior resistência passa a menor cor-
rente elétrica;
Casos parti culares 05. a potência elétrica é inversamente pro-
porcional à resistência elétrica, portan-
01. No caso dos n resistores apresentarem to, no maior resistor temos a menor
a mesma resistência, ou seja, R1 = R2 = dissipação de energia;
... = Rn = R, o resistor equivalente terá 06. a potência total consumida é a soma
uma resistência dada por: das potências consumidas em cada re-
sistor.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
PV-13-11

01. R1
Três resistores de resistências elétricas iguais A B
R2
a R1 = 60 Ω, R2 = 30 Ω e R3 = 20 Ω estão asso-
ciados em paralelo. Sendo a ddp da associação R3
igual a 120 V, determine: 120 V

a. a resistência do resistor equivalente à Resolução


associação; a. 1 1 1 1
b. a corrente elétrica em cada resistor; = + +
RE R1 R2 R3
c. a potência total dissipada pela associa- 1 1 1 1 1 (1 + 2 + 3)
ção. = + + ⇒ =
RE 60 30 20 RE 60
RE = 10 Ω

29
Física Eletrodinâmica

b. Em paralelo, a ddp é a mesma em todos os c. PT = P1 + P2 + P3


resistores: PT = U · i1 + U · i2 + U · i3
U 120 PT = 120 · (2 + 4 + 6) ⇒ PT = 1.440 W
i1 = = ⇒ i1 = 2Α
R1 60 (240 W)
2A
U 120 60 Ω
i2 = = ⇒ i2 = 4 Α
R2 30 12 A 4A (480 W) 12 A
A
12 A (1.440 W)
B

U 120 A A 30 Ω B B 10 Ω
i3 = = ⇒ i3 = 6 Α
R3 20 (720 W)
6A 20 Ω 120 V

120 V

9.1. Rede elétrica residencial


A energia elétrica produzida nas usinas chega até as cidades por meio de cabos de alta tensão.
Por meio de transformadores, essa ddp é reduzida e distribuída para as residências. Em boa parte
das residências, a rede elétrica é constituída de dois fios. Alguns equipamentos elétricos, como o
chuveiro elétrico, são ligados diretamente à rede elétrica, e outros ligados em tomadas elétricas
distribuídas pelos vários cômodos da casa, todos associados em paralelo.
Atualmente, as tomadas elétricas são constituídas de três pinos que correspondem aos fios fase,
neutro e terra. O fio fase é o fio energizado, que conduz a corrente elétrica; o fio neutro é o fio
de retorno da corrente elétrica do fio fase. Ambos têm como função “extrair” a energia elétrica
da rede de distribuição. O fio terra tem por finalidade prevenir choques e possíveis danos aos
equipamentos elétricos. Uma das extremidades do fio terra é ligada a terra e a outra extremidade
é ligada à estrutura metálica dos equipamentos elétricos.

PV-13-11
©©©Naylor Oliveira

Tomada elétrica padrão 3 pinos

O disjuntor (fusível) deve ser colocado no fio fase. Assim, quando desligamos o disjuntor, toda
a rede que está ligada nele ficará completamente sem energia e, nessas condições, uma pessoa
poderá efetuar qualquer reparo na instalação sem qualquer risco de choque elétrico.

30
Eletrodinâmica Física

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. a. a potência total consumida pelos três
A figura seguinte ilustra parte de uma rede equipamentos;
elétrica residencial constituída por dois fios: b. a intensidade de corrente elétrica em
fio fase (120 V) e fio neutro (0 V). cada um deles.
Fio fase (120 V) Resolução
Fio neutro (0 V) a. A potência total consumida é a soma das
potências consumidas em cada equipamento.
Assim:
Pt = PF + PL + PC ⇒ Pt = 1.200 + 100 + 2.300
Pt = 3.600 W
Lâmpada
Tômada Chuveiro b. Como os três equipamentos estão ligados
em paralelo à rede elétrica, a ddp em cada um
Considere que o chuveiro seja de 2.300 W, a deles é de 120 V. Portanto, a intensidade de
lâmpada de 100 W e que na tomada seja liga- corrente elétrica em cada um é:
do um ferro de passar roupa de 1.200 W. Su- • PF = U · iF ⇒ 1.200 = 120 · iF ⇒ iF ≅ 10 A
pondo todos em funcionamento simultâneo,
• PL = U · iL ⇒ 100 = 120 · iL ⇒ iL ≅ 0,83 A
determine:
• PC = U · iC ⇒ 2.300 = 120 · iC ⇒ iC ≅ 19,2 A

10. Associação mista


Denominamos associação mista de resis­tores toda associação que pode ser reduzida à associação
em série e em paralelo.
R2

R1 R3
A B
R4

Para calcularmos o resistor equivalente a uma associação mista, devemos resolver as associações
singulares (série ou paralelo) que estão evidentes e, a seguir, simplificar o circuito até obter um
único resistor.
PV-13-11

Exemplo: determinar a resistência equivalente da associação mista dada na figura a seguir.


A 1Ω

12 Ω 2Ω

B 6Ω 3Ω

31
Física Eletrodinâmica

Para resolver essa associação, devemos proce- 11. Curto-circuito


der do seguinte modo:
Geralmente o termo curto-circuito é utilizado
01. Identificamos e nomeamos todos os para explicar problemas na rede elétrica, prin-
nós da associação, tomando o cuida- cipalmente àqueles associados a incêndios. De
do para denominar com a mesma letra fato, um incêndio pode até ser provocado por
aqueles nós que estiverem ligados por um curto-circuito, mas não é a regra geral. Um
um fio sem resistência elétrica, pois curto-circuito pode, em determinadas situa-
representam pontos que estão no mes- ções, resolver o problema de funcionamento
mo potencial elétrico. Dessa forma, de um aparelho elétrico, ou ainda, eliminar o
percebemos os resistores associados aparelho do circuito elétrico.
em série e/ou os resistores associados
em paralelo. Na Física, o conceito de curto-circuito é bem
específico. Dizemos que um elemento de um

A A 1Ω circuito está em curto-circuito quando ele está
sujeito a uma diferença de potencial nula.
(fio sem
resistência 12 Ω 2Ω
Observe a figura seguinte.
elétrica L1

B 6Ω C 3Ω Série

02. Lançamos numa mesma reta: os ter- B


+ ≈0
minais da associação, que ocuparão os UAB = Rfio · ifio
extremos, e os nós encontrados, que L2 L2 1,5 V Logo, UAB ≈ 0
ficarão entre estes.
A _
A C B

Em seguida, redesenhamos os resistores nessa A lâmpada L2 está em curto-circuito, pois


reta, já substituindo aqueles em série ou em ela está ligada nos terminais A e B, que apre-
paralelo pelos respectivos resistores equiva- sentam ddp nula, em razão de os pontos A e
lentes, tomando cuidado para fazê-lo nos ter- B estarem ligados por um fio ideal. Portanto,
minais (letras) corretos. não passa corrente elétrica pela lâmpada L2;
ela está apagada, pois a corrente elétrica, ao
6Ω chegar ao ponto A, passa totalmente pelo fio
6Ω ideal (sem resistência elétrica). Nessas condi-
A C B ções, o circuito dado pode ser representado
12 Ω
pela figura a seguir.
Paralelo
PV-13-11

L1
6 · 12
=4Ω
6 + 12
6Ω
A C B
Deixou de
ser nó

03. Prosseguimos dessa forma até chegar a +


um único resistor, que é o resistor equi-
valente da associação.
1,5 V
4Ω 6Ω 10 Ω
A B A B
_

32
Eletrodinâmica Física

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. a. Os resistores de 1 Ω e 5 Ω têm nos seus ter-
A figura representa uma associação mista de minais as mesmas letras (AA e BB, respectiva-
resistores, cujas resistências elétricas estão in- mente), portanto estão em curto--circuito e
dicadas. podem ser retirados do circuito sem que nada
2Ω 5Ω
se altere.
A
b. Os resistores de 2 Ω, 3 Ω e 6 Ω têm seus
ter­­minais ligados aos mesmos nós (A e B), logo
3Ω
estão em paralelo e podemos representá-los
assim:
1Ω 6Ω B
2Ω
a. Explique se há algum resistor em curto-
-circuito. A 3Ω B
b. Determine a resistência equivalente
entre os pontos A e B. 6Ω
Resolução
A resistência equivalente é dada por:
Determinemos os nós:
2Ω 5Ω 1 1 1 1 1 1 1 1
A B = + + ⇒ = + +
Re R1 R2 R3 Re 2 3 6
3Ω 1 3+2+1 6
= ⇒ Re = ⇒ Re = 1 Ω
Re 6 6
1Ω A 6Ω B
PV-13-11

33
Física Eletrodinâmica

CAPÍTULO 03 GERADORES ELÉTRICOS

1. Introdução
Todos os equipamentos elétricos, como lâmpadas, aquecedores, computador, geladeira, televi-
são, entre outros, necessitam de uma fonte de energia para o seu funcionamento. Essa fonte de
energia é chamada de gerador elétrico.
Em um gerador elétrico, uma forma qualquer de energia, menos a elétrica, é transformada, em
parte, em energia elétrica e o restante é dissipada (perdida), conforme mostra o esquema.

Gerador
Energia Energia
não elétrica Energia elétrica
(total) dissipada (útil)
(perdas)

Conforme o tipo de energia não elétrica a ser transformada em elétrica, podemos classificar os
geradores em:
• mecânicos (usinas hidrelétricas)
• térmicos (usinas térmicas)
• nucleares (usinas nucleares)
• químicos (pilhas e baterias)
• fotovoltaicos (bateria solar)
• eólicos (energia dos ventos)

©©©Oleksiy Mark / Shutterstock


©©©Luiz Rocha / Shutterstock

PV-13-11

Usina nuclear de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro Bateria de 9 V

É importante salientar que o gerador não gera carga elétrica, mas somente fornece a essa carga
a energia elétrica obtida a partir de outras formas de energia.

34
Eletrodinâmica Física

2. Força eletromotriz (ε) e A r –ε+ B


resistência interna (r) i
Quando um gerador elétrico, como uma pilha U
comum, é colocado em funcionamento, os
portadores de carga elétrica, ao atravessarem
a pilha, ganham energia potencial elétrica. A
quantidade de energia potencial elétrica total Observe que (+) e (–) representam os polos
por unidade de carga elétrica que uma pilha positivo e negativo do gerador e que, interna-
(gerador) consegue produzir é denominada mente ao gerador, a corrente elétrica e vai do
força eletromotriz (ε) do gerador: polo negativo para o polo positivo.
ET 3. Equação de um gerador
ε=
∆q
Na figura anterior, está subentendido que um
bipolo elétrico qualquer está ligado aos termi-
No Sistema Internacional, a unidade da força
nais A e B do gerador, pois há uma corrente
eletromotriz (fem) é joule/coulomb = volt (V).
elétrica estabelecida no circuito. Na figura
seguinte, temos o esquema completo do cir-
cuito, supondo que o bipolo seja representado
por um resistor.
©9 Kitch Bain / Shutterstock

A r –ε+ B
i

i
Conforme indicado na pilha, a força R
eletromotriz é 1,5 V. Isso indica que, para
cada unidade de carga elétrica (1 C) que Observe que, externamente ao gerador, a cor-
a atravessa, 1,5 J de energia química é rente elétrica vai do polo positivo para o polo
transformado em energia elétrica. negativo.
Quando um gerador está ligado num circuito, Em termos de energia, a energia elétrica útil
as cargas elétricas que o atravessam deslo- que o gerador consegue fornecer para o circui-
cam-se para o polo (terminal) onde chegarão to constituído pelo bipolo ao qual ele é ligado
com maior energia elétrica do que possuíam é dada pela diferença entre a energia elétrica
no polo (terminal) de entrada. total e a energia dissipada, ou seja:
Acontece que, durante essa travessia, as car- EU = E T – E D
PV-13-11

gas “chocam-se” com partículas existentes no Lembrando que a potência representa a


gerador, perdendo parte dessa energia sob a quantidade de energia por unidade de tempo
forma de calor, por efeito Joule, como num re-  E
sistor.  P =  , a expressão acima pode ser descrita
 ∆t 
A essa resistência à passagem das cargas pelo
gerador damos o nome de “resistência interna como:
(r)” do gerador. PU = PT – PD

Na figura seguinte, temos a representação Nessa expressão, temos:


esquemática de um gerador elétrico de força
eletromotriz ε e resistência interna r, quando • PU – potência útil, dada pelo produto da
em funcionamento, ou seja, percorrido por ddp (U) nos extremos do gerador com a
uma corrente elétrica i. intensidade de corrente elétrica:
PU = UAB · i

35
Física Eletrodinâmica

• PT – potência total, dada pelo produto U


da força eletromotriz do gerador (ε) A
com a intensidade de corrente elétrica: ε Gerador em circuito aberto

Gerador em
PT = ε · i curto-circuito

B i
• PD – potência dissipada, dada pelo pro-
0 ε
duto da resistência interna do gerador icc =
r
(r) com o quadrado da intensidade de
corrente elétrica: Curva característica de um gerador elétrico
Observe no gráfico que:
PD = r · i²
• o ponto A, no qual U = ε, corresponde
ao gerador em circuito aberto, ou seja,
Substituindo na expressão que relaciona as
i = 0;
três potências, temos:
• o ponto B, no qual U = 0, corresponde
UAB· i = ε · i – r · i² ao gerador em curto-circuito, ou seja,
Simplificando essa expressão, obtemos a os polos do gerador são ligados exter-
namente por um fio sem resistência,
equação do gerador:
conforme mostra a figura
r ε
A icc B
U=ε–r·i (gerador real)
icc Fio de
Nessa expressão, U representa a diferença de resistência
desprezível
potencial nos extremos do gerador.
Em algumas situações, o gerador é considera-
do ideal. Nesses casos, a resistência interna do
Lâmpada apagada
gerador é nula (r = 0). Assim, no gerador ideal, por falta de ddp
a ddp em seus extremos é igual à força eletro-
motriz (ε): • A intensidade de corrente elétrica de
curto-circuito é dada por:
ε
(gerador ideal) U = ε – r · i ⇒ 0 = ε – r · icc ⇒ icc =
U=ε r

4. Curva característi ca de um gerador 5. Rendimento de um gerador


Com base na equação do gerador (U = ε – r · i), O rendimento elétrico de um gerador é o quo-
ciente entre a potência elétrica (útil) PU e a po-
PV-13-11

podemos traçar um gráfico em coordenadas


tência não elétrica (total) PT.
cartesianas, com os valores da ddp U no eixo
vertical e valores da intensidade de corrente Pu U·i U
elétrica i no eixo horizontal. Como a função η=
PT ou η = ε · i ⇒ η = ε
U = f(i) é uma função linear, o gráfico corres-
pondente é uma reta, conforme mostrado na em que 0 < ƞ < 1
figura. Em porcentagem, fica: ƞ% = ƞ · 100%

36
Eletrodinâmica Física

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. U (V)
Um gerador de fem ε = 9,0 V e resistência in-
terna r = 1,0 Ω está em funcionamento e a in- 20
tensidade de corrente elétrica que o atravessa
é 2,0 A.
Nessas condições, determine:
a. a ddp nos extremos do gerador; i (A)
b. as potências total, útil e dissipada. 0 10
Resolução
a. Na equação do gerador, obtemos a ddp nos Nessas condições, determine:
extremos do gerador: a. a força eletromotriz (ε) desse gerador;
U = ε – r · i ⇒ U = 9,0 – 1,0 · 2,0 ⇒ U = 7,0 V b. a resistência interna do gerador;
b. As potências total, útil e dissipada são dadas c. a ddp (U) em seus terminais.
por: Resolução
• PT = ε · i ⇒ PT = 9,0 · 2,0 ⇒ PT = 18 W a. Do gráfico, temos ε = 20 V
• PU = U · i ⇒ PU = 7,0 · 2,0 ⇒ PU = 14 W
• PD = r · i² ⇒ PD = 1,0 · (2,0)² ⇒ PD = 4,0 W ε
b. Sendo icc = e como icc = 10 A,
Observe que a potência total é a soma das po- r
tências útil e dissipada.
então 20 = 10 ⇒ r = 2 Ω
02. r
Na figura seguinte, temos a curva caracterís-
tica de um gerador que, quando ligado a um
bipolo, apresenta rendimento de 80%. c. η = U ⇒ 0, 8 = U ⇒ U = 16 V
ε 20

6. Associação de geradores
A maioria dos jogos e brinquedos eletrônicos utiliza várias pilhas, que devem ser associadas con-
venientemente para que o aparelho funcione corretamente. Geralmente, as pilhas são associa-
das em série.
6.1. Associação em série
PV-13-11

Dizemos que dois ou mais geradores estão associados em série quando são percorridos pela
mesma corrente elétrica e, para que isso aconteça, é necessário observarmos que:
• não pode haver nó entre eles;
• o polo positivo de um deve estar ligado ao polo negativo do outro.

A r1 ε1 i r2 ε2 i r3 ε3 i r4 ε4 i B

U1 U2 U3 U4

37
Física Eletrodinâmica

O gerador equivalente (εE, rE) gerará a mesma rE εE


A i B
ddp U que a associação, quando percorrido
pela mesma intensidade de corrente i da as-
sociação.
U
rE εE i
A B
Como, em cada gerador, temos:
U i
U = ε − r·
3
Como U = U1 + U2 + U3 + U4, então:
U = ε1 – r1 · i + ε2 – r2 · i + ε3 – r3 · i + ε4 – r4 · i ou, ainda:
U = ε1 + ε2 + ε3 + ε4 – (r1 + r2 + r3 + r4) · i (I) r
U = ε − ·i (I)
3
Para o gerador equivalente, temos:
No gerador equivalente, temos:
U = εE – rE · i (II)
De (I) e (II), concluímos: U = εE – rE · i (II)
ε E = ε 1 + ε 2 + ε3 + ε4 ⇒ εE = Ʃε de (I) e (II), concluímos:

rE = r1 + r2 + r3 + r4 ⇒ rE = Ʃr εE = ε ou r
rE =
3

6.2. Associação em paralelo


Podemos generalizar para n geradores idênti-
Devemos tomar cuidado ao associarmos ge- cos (ε,r):
radores em paralelo, devendo fazê-lo somen-
te com geradores de mesma fem ε e mesma r
εE = ε e rE =
resistência interna r, caso contrário, depen- n
dendo dos valores das fem, alguns geradores
podem funcionar como receptores de energia,
Importante
em vez de fornecê-la.
Vamos considerar somente geradores idên- A vantagem de associarmos geradores em pa-
ticos (ε, r) para manter a associação e, nesse ralelo é que, reduzindo a corrente elétrica em
caso: cada gerador da associação, estamos aumen-
tando o seu rendimento, pois há uma diminui-
• devemos ligar polo positivo com polo
ção da potência dissipada internamente.
positivo e polo negativo com polo ne-
PV-13-11

gativo.
• seus terminais estarão ligados aos mes- 6.3. Associação mista
mos nós. Combinando geradores em série e em parale-
r ε i
3 lo, obtemos uma associação mista.
O gerador equivalente será obtido calculando-
i r ε i
3 iB -se, passo a passo, as fem e as resistências in-
A
A B ternas das associações em série e em paralelo
r ε i
3 e transformando-se a associação até obter-
mos um único gerador, que é o equivalente da
U associação.

38
Eletrodinâmica Física

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. Resolução
Um brinquedo eletrônico utiliza 5 pilhas de 1º passo
1,5 V e 0,5 Ω, cada uma, em série. Quando em Inicialmente determinamos o gerador equiva-
funcionamento, a intensidade de corrente elé- lente das associações em série de cada ramo
trica através das pilhas é 0,5 A. Nessas condi- que liga os nós A e B:
ções, determine:
εE = 2 · ε = 2 · 1,5 V
a. a força eletromotriz (εE) e a resistência
interna (rE) do gerador equivalente; εE = 3,0 V
b. o rendimento do conjunto de pilhas. rE = 2 · r = 2 · 0,3 Ω
Resolução rE = 0,6 Ω
a. A força eletromotriz do gerador equivalente
é: 3V
A A 0,6 Ω
εE = 5 · ε ⇒ εE = 5 · 1,5 ⇒ εE = 7,5 V
E a resistência interna do gerador equivalente
é:
rE = 5 · r ⇒ rE = 5 · 0,5 ⇒ rE = 2,5 Ω 0,6 Ω 3V

b. A ddp nos extremos da associação das pi-


lhas é:
0,6 Ω B B
U = εE – rE · i ⇒ U = 7,5 – 2,5 · 0,5 ⇒ U = 6,25 V 3V
Portanto, o rendimento do conjunto de pilhas
é:
2º passo
U 6,25 Determinando o gerador equivalente da asso-
η= ⇒ η= = 0, 83 ⇒ η = 83%
εΕ 7, 5 ciação paralela obtida:
εE = ε εE = 3,0 V
02.
(assoc.) (assoc.)
Todos os geradores mostrados na figura abaixo
são idênticos, possuem fem de 1,5 V e resistên- r 0, 6
rE = ⇒ rE =
cia interna de 0,3 Ω. Determine o gerador equi- n 3
PV-13-11

valente da associação. (assoc.) (assoc.)


r ε rE = 0,2 Ω
A
(associação)
r
ε Portanto, o gerador equivalente tem:
r r – fem de 3,0 V
r
ε ε ε – resistência interna de 0,2 Ω
εE = 3,0 V
A B
r B rE = 0,2 Ω
ε

39
Física Eletrodinâmica

7. Circuito elétrico simples: PD = r · i2 (dissipada internamente no gerador)


gerador e resistor P'D = R · i2 (dissipada no resistor)
Um circuito elétrico é definido como o cami-
nho a ser percorrido pela corrente elétrica, ou e como PT = P'D + PD ⇒ ε · i = R · i2 + r · i2
pelos portadores de cargas elétricas, por meio
de um conjunto de elementos elétricos inter- ε = (R + r) · i ⇒ i = ε
ligados. A condição primordial para se estabe- R+r
lecer um circuito elétrico é a presença de um
Observação
gerador elétrico.
No caso do gerador ser considerado ideal (r = 0),
Um circuito elétrico constituído por um único a expressão de Ohm-Pouillett fica:
gerador e um único resistor, a ele ligado, é de-
nominado circuito simples. ε
i=
R
r ε
A B
i ε
i

i
R i
R
Nesse caso, como não há nó, ambos estão em
série e a corrente elétrica i que atravessa o ge- Observação
rador é a mesma que atravessa o resistor de
resistência elétrica R. É comum os circuitos elétricos em geral apre-
sentarem uma ou mais chaves interruptoras,
Sendo: do tipo “liga-desliga”. Na posição “liga” (chave
• no gerador: UAB = ε – r · i fechada), a corrente elétrica passa normal-
• no resistor: UAB = R · i mente, sem interrupção. Já, na posição “desli-
ga” (chave aberta), não passa corrente elétrica
Igualando, temos: R · i = ε – r · i pelo ramo do circuito onde se encontra a cha-
R·i+r·i=ε ve, conforme mostra a figura.
ε
(R + r) · i = ε ⇒ i =
R+r R = 30 Ω

expressão esta conhecida como lei de Ohm- L1 L2 120 V


PV-13-11

-Pouillett.
Se fizermos um balanço energético, podemos S
chegar à mesma expressão, pois toda energia
não elétrica está sendo dissipada na resistên-
cia interna do gerador e na resistência elétrica Com a chave S aberta (posição “desliga”), não
do resistor. passa corrente elétrica pela lâmpada L1; so-
mente pela lâmpada L2. Fechando-se a chave
Assim: S (posição “liga”), passa corrente elétrica pelas
PT = ε · i (não elétrica) duas lâmpadas, L1 e L2.

40
Eletrodinâmica Física

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. Determine os valores de i e U indicados no grá-
Um resistor de resistência R desconhecida é fico.
ligado aos terminais de uma bateria de 9,0 V e Resolução
1,0 Ω. Sabendo-se que a corrente elétrica atra-
vés do resistor é 0,30 A, determine o valor de De acordo com os dados no gráfico, a fem (ε)
R e a ddp no resistor. do gerador e sua resistência interna valem:
Resolução ε 60
ε = 60V e r = ⇒r = =6Ω
icc 10
Trata-se de um circuito simples: gerador/re-
sistor. De acordo com a lei de Ohm-Pouillett, E o resistor externo possui uma resistência
temos que a resistência R é dada por: igual a:
ε 9, 0 U 120
i= ⇒ 0, 30 = R= ⇒R = = 24 Ω
R+r R + 1, 0 i 5
9, 0
R + 1, 0 = ⇒ R = 30 − 1, 0 ⇒ R = 29 Ω O circuito gerador-resistor está esquematiza-
0, 30 do na figura:
A ddp no resistor é dada por: r ε

U = R · i ⇒ U = 29 · 0,30 ⇒ U = 8,7 V i
U
02.
R
Um circuito simples é constituído por um gera-
dor e um resistor, cujas curvas características i
estão apresentadas no gráfico seguinte.
Aplicando a expressão de Ohm-Pouillett:
U (V)
ε 60 ⇒ 60
i= ⇒i= i=
120 R+r 24 + 6 30
60
U ∴ i = 2 A e como U = R · i (no resistor). Então:
i (A)
U = 24 · 2 ⇒ U = 48 V
0 i 5 10
8. Circuito gerador e resistores em série/paralelo
Na maioria das vezes os circuitos apresentam mais de um resistor e um único gerador, tornando-
-se um circuito “não simples”.
PV-13-11

Para utilizarmos a lei de Ohm-Pouillett, devemos transformá-lo num circuito simples, substituin-
do os resistores (que nesse caso constituem uma associação) pelo resistor equivalente RE.
Assim, podemos escrever:
A
R1
A
R2
ε i
ε
r
RE r
R6
i
R3 R5
R4 B
B

ε
i=
RE + r

41
Física Eletrodinâmica

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. 02. ENEM
Um gerador de 20 V e 1 Ω é ligado a três resis- Considere a seguinte situação hipotética: ao
tores iguais a 6 Ω, associados em série/parale- preparar o palco para a apresentação de uma
lo, conforme mostra a figura. peça de teatro, o iluminador deveria colocar
20 V
três atores sob luzes que tinham igual brilho,
1Ω
e os demais, sob luzes de menor brilho. O ilu-
minador determinou, então, aos técnicos, que
instalassem no palco oito lâmpadas incandes-
centes com a mesma especificação (L1 a L8),
6Ω interligadas em um circuito com uma bateria,
conforme mostra a figura.
6Ω L1 L4 L7
6Ω
L2 L5
ε L8
Determine a intensidade de corrente elétrica
L3 L6
através do gerador e através de cada resistor
de 6 Ω.
Nessa situação, quais são as três lâmpadas que
Resolução acendem com o mesmo brilho por apresenta-
As figuras mostram as etapas para transforma- rem igual valor de corrente fluindo nelas, sob
ção do circuito dado em um circuito simples e as quais devem se posicionar os três atores?
as indicações das correntes elétricas em cada a. L1, L2 e L3
elemento. b. L2, L3 e L4
1 Ω 20 V 1 Ω 20 V 1 Ω 20 V c. L2, L5 e L7
d. L4, L5 e L6
i i i
i
e. L4, L7 e L8
6Ω 6Ω
A B A B A B
Resolução
i1 i1 RE = 4 Ω
i2 i2 6 Ω i2 L1 L4 L7
A B C
6Ω 12 Ω
L2 L5
L8
L3 L6
A intensidade de corrente elétrica (i) no gera-
PV-13-11

dor é dada pela lei de Ohm-Pouillett: D D D

ε 20 As lâmpadas incandescentes emitem luz devi-


i= = ⇒ i=4A do ao seu aquecimento. As que mais se aque-
RE + r 4 + 1
cem brilham mais. Como as lâmpadas são
A ddp entre os pontos A e B pode ser escrita iguais, elas apresentam a mesma resistência.
como: A potência dissipada na forma de calor por um
UAB = RE · i = 6 · i1 = 12 · i2 resistor depende da resistência do resistor
e da corrente que o percorre. Assim, as três
Assim, temos:
lâmpadas que apresentam o mesmo brilho, já
• 4 · 4 = 6 · i1 ⇒ i1 ≅ 2,67 A que a resistência é a mesma, são as percorri-
• 4 · 4 = 12 · i2 ⇒ i2 ≅ 1,33 A das pela mesma corrente. No caso, L2, L3 e L4.
Resposta
B

42
Eletrodinâmica Física

CAPÍTULO 04 RECEPTORES ELÉTRICOS


1. Introdução Como o processo de transformação de energia
do esquema anterior ocorre simultaneamen-
Convivemos diariamente com uma série de
te, podemos escrever, baseado no princípio de
equipamentos que funcionam graças à energia
conservação de energia, que:
elétrica. São os chamados receptores elétri-
cos. Para colocá-los em funcionamento, preci-
samos ligá-los a uma fonte de energia elétrica: PT = PU + PD
o gerador elétrico. Assim, gerador e receptor
formam um circuito elétrico. em que:
De modo geral, qualquer elemento de um cir- PT (potência total): quantidade de energia elé-
cuito elétrico que transforme energia elétrica trica fornecida ao receptor por unidade de
em outra modalidade de energia é denomina- tempo.
do receptor.
PU (potência útil): quantidade de energia não
Receptor elétrica obtida do receptor por unidade de
tempo.
Energia Energia
elétrica não elétrica PD (potência dissipada): quantidade de energia
elétrica dissipada na forma de calor, por efeito
Joule, por unidade de tempo.
Podemos classificar os receptores em: Nos receptores, a potência útil PU é diretamen-
• passivos: transformam integralmente te proporcional à intensidade da corrente elé-
energia elétrica em energia exclusiva- trica que o atravessa.
mente térmica (calor). É o caso dos re-
sistores, já estudados; Pu
= ε ' = cons tan te ⇒ Pu = εʼ · i
• ativos: transformam a energia elétrica i
em outra forma de energia que não
seja exclusivamente térmica. É o caso A constante de proporcionalidade ε’ é deno-
dos motores elétricos que transformam minada força contraeletromotriz (fcem), ca-
parte da energia elétrica em energia ci- racterística do receptor.
nética de rotação (energia mecânica), Apesar de receber o nome de “força”, tal cons-
por exemplo. tante não é uma força, e pode-se chegar a essa
conclusão analisando sua unidade no Sistema
2. Força contraeletromotriz Internacional (SI):
(εʼ) e resistência interna (rʼ) Pu → watt (W) 1W
ε' = Como = 1 V (volt)
PV-13-11

Nos receptores ativos (motores elétricos), → ampère (A) 1A


i
ocorrem perdas de energia nos fios de suas
bobinas internas e, assim, podemos represen- Assim, sua unidade é o volt (V).
tar esquematicamente: Durante a passagem da corrente elétrica pelo
Receptor receptor, parte da energia elétrica das cargas
elétricas é dissipada sob a forma de calor (efei-
Energia Energia
to Joule) nos fios internos que apresentam re-
elétrica não elétrica
sistência elétrica, denominada resistência in-
(total) "mecânica"
terna r’ do receptor.
(útil)
A potência dissipada internamente pode ser
Energia calculada por:
térmica "calor"
(dissipada) PD = rʼ · i2

43
Física Eletrodinâmica

Na figura seguinte, temos a representação es- lores da intensidade de corrente elétrica i no


quemática de um receptor elétrico de força eixo horizontal. Como a função U = f(i) é uma
contraeletromotriz εʼ e resistência interna rʼ, função linear, o gráfico correspondente é uma
quando em funcionamento, ou seja, percorri- reta, conforme mostrado na figura.
do por uma corrente elétrica i. U
i
A B
+ – r'
ε'
ε´

U
0 i
Observe que, (+) e (–) representam os polos Curva característica de um receptor elétrico
positivo e negativo do receptor e que, interna-
mente ao receptor, a corrente elétrica vai do Com dois pontos do gráfico (0;εʼ) e (i;U), pode-
polo positivo para o polo negativo. mos calcular a resistência interna (rʼ) do recep-
tor por meio da relação:
Lembrando que se trata de um bipolo, a po-
tência elétrica total pode ser calculada por: U − ε'
r' =
i
PT = U · i De acordo com a definição de rendimento
dada no capítulo anterior (geradores elétri-
cos), temos, para o receptor:
3. Equação, curva característi ca
e rendimento de um receptor PU ε' · i
η= ⇒ η=
PT U·i
Sendo PT = PU + PD , então:
U · i = εʼ · i + rʼ · i ⇒ U = εʼ + rʼ · i ε'
η= ou em porcentagem ƞ% = ƞ · 100%
U
Essa expressão representa a equação de um 0 ≤ ƞ < 1
receptor. Com base nessa equação, podemos O rendimento do receptor será zero, quando o
traçar um gráfico em coordenadas cartesianas, eixo do gerador for travado, assim toda potên-
com os valores da ddp U no eixo vertical e va- cia util será dissipada em calor e εʼ = 0 V.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. • PU = εʼ · i ⇒ PU = 12 · 1,5 ⇒ PU = 18 W
Um receptor de força contraeletromotriz • PD = rʼ · i² ⇒ PD = 2,0 · (1,5)² ⇒ PD = 4,5 W
PV-13-11

(fcem) εʼ = 12 V e resistência interna r = 2,0 Ω


está em funcionamento e a intensidade de Observe que a potência total é a soma das po-
corrente elétrica que o atravessa é 1,5 A. tências útil e dissipada.
Nessas condições, determine: 02.
A ddp U nos terminais de um receptor varia
a. a ddp nos extremos do receptor; com a intensidade de corrente elétrica i, con-
b. as potências total, útil e dissipada. forme mostra o gráfico.
Resolução U (V)

a. Na equação do receptor, obtemos a ddp nos 25


extremos do receptor:
22
U = εʼ + rʼ· i ⇒ U = 12 + 2,0 · 1,5 ⇒ U = 15 V
b. As potências total, útil e dissipada são dadas
i (A)
por:
• PT = U · i ⇒ PT = 15 · 1,5 ⇒ PT = 22,5 W 0 2,0 5,0

44
Eletrodinâmica Física

a. Determine a fcem ε´e a resistência in- • 25 = εʼ+ rʼ · 5,0 (2)


terna rʼ do receptor. Efetuando (2) – (1), temos:
b. Qual é o rendimento desse receptor
25 – 22 = rʼ · (5,0 – 2,0) ⇒ rʼ= 1,0 Ω
para i = 5,0 A?
Em (1), obtemos a fcem ε´:
Resolução
22 = εʼ+ 1,0 · 2,0 ⇒ εʼ= 20 V
a) Com base no gráfico, temos que, para i = 2,0 A,
U =22 V e, para i = 5,0 A, U = 25 V. Substituindo b) O rendimento do receptor para i = 5,0 A é
esses pares de valores na equação do receptor dado por:
(U = εʼ + rʼ · i), obtemos um sistema de duas
equações com duas incógnitas: ε ' 20
η= = ⇒ ƞ = 0,8 = 80%
• 22 = εʼ+ rʼ · 2,0 (1) u 25

4. Circuito gerador, receptor e resistores


Consideremos um circuito elétrico constituído por um gerador, um receptor e um resistor asso-
ciados em série, conforme mostra a figura.
i
A B
r ε
UAB

UAC UCB

r� ε� C R

Nesse circuito, a potência elétrica fornecida ε − ε'


pelo gerador é consumida pelo receptor e pelo i=
resistor e, como os três elementos estão as- R + r + r'
sociados em série, a intensidade de corrente Podemos generalizar para um número qualquer
elétrica é a mesma em todos eles. Assim, po- de geradores, receptores e resistores ligados de
demos escrever: modo que a corrente elétrica tenha um único
Pger. = Prec. + Pres. caminho a seguir, ou seja, ligados em série.
r1 ε1 R2 r2 ε2
Lembrando que P = U · i, temos:
PV-13-11

R1 i ε3
Uger. · i = Urec. · i + Ures. · i → Uger.= Urec.+ Ures.
ε6
i
Sendo: i
r3
r6 i
• gerador: Uger. = ε – r · i;
• receptor: Urec. = εʼ + rʼ · i; r5 ε5 R3 r4 ε4
• resistor: Ures. = R·i.
Substituindo na expressão acima, obtemos: Σε − Σε '
i=
ε – r · i = εʼ + rʼ · i + R · i ΣR + Σr
ε – εʼ = R · i + r · i + rʼ · i Importante
ε – εʼ = (R + r + rʼ) · i O elemento que possuir o maior valor de ε,
será o gerador, e este gerador impõe o sentido
da corrente.

45
Física Eletrodinâmica

01. • Receptor: Urec. = εʼ + rʼ · i ⇒ Urec. = 60 + 1 · 5


Um receptor (ε´= 60 V e r´= 1 Ω) e um resistor Urec. = 65 V
(R = 5 Ω) são ligados em série a um gerador de • Resistor: Ures. = R · i ⇒ Ures. = 5 · 5 ⇒ Ures. = 25 V
força eletromotriz igual a 100 V e resistência
interna de 2 Ω, conforme mostra a figura. Observe que: Uger. = Urec. + Ures.
5Ω
02. Esal-MG
Um motor elétrico, de resistência interna 10 Ω,
100 V 60 V está ligado a uma tomada de 200 V, recebendo
uma potência de 1.600 W. Nessas condições,
2Ω 1Ω determine:
a. a potência elétrica dissipada interna-
Determine: mente no motor;
a. a intensidade de corrente elétrica e o b. a força contraeletromotriz do motor;
seu sentido; c. o rendimento do motor.
b. a ddp nos extremos do gerador, do re-
ceptor e do resistor. Resolução
Resolução a. Sendo a potência total igual a 1.600 W e a
a. Na figura, está indicado o sentido horário ddp U de 200 V, a intensidade de corrente elé-
da corrente elétrica: trica é:
PT = U ·i ⇒ 1.600 = 200 · i ⇒ i=8A
R=5Ω
Assim, a potência elétrica dissipada interna-
i mente no motor vale:
i
ε = 100 V + + 60 V = εʼ
– – PD = rʼ · i² ⇒ PD = 10 · (8)² ⇒ PD = 640 W
r=2Ω i 1 Ω = r’
b. Sendo PT = PU + PDʼ obtemos para a potência
útil o valor de:
Como:
1.600 = PU + 640 ⇒ PU = 960 W
ε − ε' 100 − 60 Como PU = εʼ· i, a força contraeletromotriz ε´do
i= ⇒i=
R + r + r' 5+2+1 motor é:
40
i= ⇒ i = 5Α 960 = εʼ · 8 ⇒ εʼ = 120 V
8
PV-13-11

c. O rendimento do motor é dado por:


b. A ddp U em cada um dos elementos vale:
ε ' 120
• Gerador: Uger. = ε – r · i ⇒ Uger. = 100 – 2 · 5 η= = ⇒ ƞ = 0,6 = 60%
U 200
Uger. = 90 V

46
Eletrodinâmica Física

CAPÍTULO 05 MEDIDAS ELÉTRICAS


1. Introdução Trataremos, também, de um circuito muito
utilizado para determinação de resistência elé-
Os profissionais que trabalham com eletricida-
trica, a ponte de Wheatstone.
de dispõem de um aparelho chamado multí-
metro que pode ser utilizado como medidor
de corrente elétrica (amperímetro), de ddp 2. Amperímetro
(voltímetro), ou, ainda, como medidores de Consideremos um circuito simples no qual uma
resistência elétrica (ohmímetro), bastando lâmpada é ligada a um gerador. Se desejarmos
para isso colocar a chave seletora na posição medir a intensidade de corrente elétrica no
adequada. No mercado, estão disponíveis circuito, devemos inserir um amperímetro, A,
multímetros analógicos, como o mostrado na nesse circuito, conforme mostra a figura.
figura, e multímetros digitais.
i i i

A i

i i i

Para que um amperímetro possa medir a in-


tensidade de corrente elétrica através de um
elemento do circuito (lâmpada ou gerador),
ele deve ser colocado em série com o referi-
do elemento. Isso se faz necessário porque a
corrente elétrica que passa pelo amperímetro
deve ser a mesma que passa pelo elemento.
O amperímetro será considerado ideal se a in-
tensidade de corrente elétrica for a mesma an-
tes e após a colocação do aparelho de medida.
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Mas, na prática, todo amperímetro possui uma


resistência interna (r), fazendo com que a re-
sistência equivalente do circuito aumente. Isso
significa dizer que a intensidade de corrente
elétrica antes da colocação do amperímetro
não é igual à intensidade de corrente elétrica
PV-13-11

após a sua colocação: o amperímetro altera o


valor da intensidade de corrente elétrica. Isso
Multímetro analógico é um problema frequente na física, onde, na
maioria dos casos, os aparelhos de medidas
Um bom aparelho de medidas elétricas é
alteram o valor da grandeza a ser medida.
aquele que não interfere na grandeza medi-
Para contornar esse problema, os fabricantes
da. São chamados de medidores ideais. Na
desses aparelhos procuram construí-los com a
prática, os medidores são considerados ideais
menor resistência possível.
quando interferem muito pouco no valor da
grandeza a ser medida, ou seja, a interferência Se a resistência interna do amperímetro é
está dentro de limites aceitáveis. muito menor que a resistência elétrica do ele-
mento, no qual se pretende medir a corrente
Neste capítulo, daremos destaque especial aos
elétrica, o amperímetro não afeta de maneira
amperímetros e voltímetros ideais e reais.
significativa o valor da corrente elétrica, e o re-
sultado situa-se dentro dos limites aceitáveis.

47
Física Eletrodinâmica

De modo geral, podemos dizer um amperíme- De modo geral, podemos dizer que um voltí-
tro é considerado ideal quando a sua resistên- metro é considerado ideal quando a sua resis-
cia interna pode ser desprezada, ou seja, pode tência interna é tal que a intensidade de cor-
ser considerada igual a zero. Assim, o ampe- rente elétrica que passa por ele é desprezível.
rímetro ideal possui resistência interna nula. Assim, o voltímetro ideal possui resistência
Observação interna infinita.
• Se um amperímetro for ligado em para- Observação
lelo com um elemento de um circuito, • Se um voltímetro for ligado em série
ele irá deixá-lo em curto-circuito. com um elemento de um circuito, não
passará corrente elétrica pelo elemento.
3. Voltímetro
O voltímetro é um aparelho que mede a dife- 4. Medidores reais
rença de potencial (ddp) entre dois pontos de (amperímetro e voltímetro)
um circuito elétrico. Para que isso seja possí-
vel, é preciso que o voltímetro seja colocado O galvanômetro é o instrumento de medidas
em paralelo ao trecho a ser medido. elétricas básico para a construção e funciona-
Na figura seguinte, temos a representação es- mento dos amperímetros e voltímetros.
quemática de um circuito elétrico, no qual o Basicamente, o galvanômetro é composto por
voltímetro V mede a ddp entre os pontos A e um resistor de resistência elétrica Rg e um pon-
B, ou seja, a ddp nos extremos do resistor R, teiro que se desloca sobre uma escala propor-
ou nos extremos do gerador. cionalmente à intensidade de corrente elétrica
V que o atravessa. Normalmente, essa corrente
i2 i2 elétrica é de pequena intensidade e seu valor
máximo é denominado corrente de fundo de
A B
R escala.
i1 i1
i Galvanômetro
i
i
i i
Rg
Da mesma forma que o amperímetro, o vol-
tímetro também pode interferir no circuito,
fornecendo um valor de ddp diferente do real. Quando um galvanômetro é associado conve-
Para que isso não ocorra, a corrente i2 que nientemente com um resistor de resistência
passa pelo voltímetro deve ser mínima; Isto R, ele pode funcionar como amperímetro ou
é possível desde que a resistência interna do como voltímetro. Assim, temos:
voltímetro seja muito grande.
PV-13-11

• galvanômetro + resistor em paralelo Rs (shunt) = amperímetro;


• galvanômetro + resistor em série Rm (multiplicativo) = voltímetro.
Nas figuras seguintes, temos as representações esquemáticas de um ampérímetro real e de um
voltímetro real.
Amperímetro Voltímetro

is Rs ig ig Rg Rm ig
G

Ug = Rg·ig Um
ig ig Rg
G
U

48
Eletrodinâmica Física

Aplicando-se as propriedades da associação Por outro lado, utilizando-se as propriedades


de resistores em paralelo, pode-se demonstrar da associação de resistores em série, pode-se
que a intensidade de corrente elétrica i medi- demonstrar que a ddp U medida pelo voltíme-
da pelo amperímetro é dada por: tro é dada por:

 Rg   R 
i = ig ·  1 +  U = Ug ·  1 + m 
 Rs   Rg 

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. ε 40
i= ⇒i= ⇒ i = 2, 0 Α
Dois resistores, R1 = 3 Ω e R2 = 15 Ω, estão asso- r + R1 + R2 2 + 3 + 15
ciados em série e ligados aos terminais de um
gerador de 40 V e 2 Ω. Um amperímetro ideal Como o amperímetro indica a corrente elétrica
A e um voltímetro ideal V estão inseridos no do circuito, a leitura do amperímetro é 2,0 A.
circuito, conforme mostra a figura.
O voltímetro indica a ddp nos extremos do re-
R1 = 3 Ω sistor R2. Assim, a leitura no voltímetro é:
A
U = R2 · i ⇒ U = 15 · 2,0 ⇒ U = 30 V
2Ω
02.
40 V V Um galvanômetro possui resistência interna
de 2,0 Ω e fundo de escala de 1,0 mA (0,001 A).
a. Qual deve ser o valor de uma resistên-
cia shunt para que esse galvanômetro
R2 = 15 Ω seja utilizado como um amperímetro e
possa medir correntes elétricas de até
a. Explique a função do amperímetro e do 1,0 A?
voltímetro no circuito acima. b. Qual deve ser o valor de uma resistên-
b. Quais são as leituras do amperímetro e cia multiplicativa para que esse galva-
do voltímetro? nômetro seja utilizado como um voltí-
Resolução metro e possa medir voltagens de até
10 V?
a. Como os aparelhos de medidas são ideais,
temos que a resistência interna do amperíme- Resolução
tro é nula e a do voltímetro é infinita. Portan- a. A resistência shunt deve ser associada em
to, não passa corrente elétrica pelo voltíme- paralelo com o galvanômetro, conforme mos-
PV-13-11

tro. Assim: tra a figura.


• O amperímetro indica a intensidade de cor- ig = 1 mA
rente elétrica no circuito, ou seja, a intensida- Rg = 2 Ω
de de corrente elétrica que atravessa o gera- G
1,0 A 1,0 A
dor e que também passa pelos resistores R1 e is
R2.
• O voltímetro indica a ddp nos extremos do Rs
resistor R2 = 15 Ω que é a mesma que a ddp
nos extremos da associação em série do gera- A intensidade de corrente elétrica através do
dor com o resistor R1 = 3 Ω. resistor shunt RS é dada pela diferença entre a
intensidade de corrente elétrica que o ampe-
b. A intensidade de corrente elétrica no circui-
rímetro deve medir (1,0 A) e a intensidade de
to é:

49
Física Eletrodinâmica

corrente elétrica de fundo de escala do galva- ig Rg Rm


nômetro (0,001 A). Assim: G
is = 1,0 – 0,001 ⇒ is = 0,999 A Ug Um
como na associação em paralelo, as voltagens U
são iguais, temos:
De acordo com a associação em série, temos:
Us = Ug ⇒ Rs · is = Rg · ig ⇒ Rs · 0,999 = 2 · 0,001
Rs = 0,002 Ω U = Ug + Um ⇒ U = Rg · i g + Rm · i g
Observação 10 = 2 · 0,001 + Rm · 0,001 ⇒ 10 = 0,001 · (2 + Rm)
Esse resultado pode ser obtido aplicando-se 10
2 + Rm = ⇒ Rm = 10.000 − 2 ⇒ Rm = 9.998 Ω
diretamente a equação apresentada na teoria: 0, 001
Rg 2, 0 Observação
i = ig ·(1 + ) ⇒ 1, 0 = 0, 001 · (1 + )
Rs Rs Esse resultado pode ser obtido aplicando-se
2, 0 2, 0 diretamente a equação apresentada na teoria:
1+ = 1.000 ⇒ = 999 Rm R
Rs Rs U = Ug · (1 + ) ⇒ 10 = 2 · 0, 001 · (1 + m )
2, 0 Rg 2
Rs = ⇒ Rs = 0, 002Ω
999 Rm 10 R
1+ = ⇒ m = 5.00 00 − 1
b. A resistência multiplicativa deve ser asso-
2 0, 002 2
ciada em série com o galvanômetro, conforme Rm = 4.999 · 2 ⇒ Rm = 9.998 Ω
mostra a figura.
5. Ponte de Wheatstone
Um modo prático para se obter a resistência elétrica de um resistor é por meio do circuito elétrico
mostrado na figura, no qual o resistor é ligado aos terminais de um gerador.
V
i R
i
A
ε r
Com as indicações do voltímetro e do amperímetro, ambos ideais, a resistência R do resistor é
dada pela lei de Ohm:
U
R=
i
PV-13-11

Outro modo de se obter o valor da resistência de um resistor é por meio do circuito mostrado na
figura seguinte, denominado ponte de Wheatstone, elaborado pelo físico inglês Charles Wheatstone
(1802-1875).
i1 C
R1
R4 = R (desconhecida)

i ig i´1 i
G
A i2 i´2 B

(Conhecida) R2 R3 (conhecida)

D
i

r ε

50
Eletrodinâmica Física

Nesse circuito, considere: 6. Ponte de fi o


• R1 – resistor variável (reostato);
• R2 e R3 – resistores de resistência elétri- Substituindo-se os resistores R2 e R3 por um fio
ca conhecida; homogêneo de secção transversal constante,
• R4 – resistor de resistência elétrica R sobre o qual desliza um cursor P conectado ao
desconhecida (a ser determinada); galvanômetro, obtemos uma variante da pon-
• G – galvanômetro; te de Wheatstone, conforme a figura abaixo.
• ε; r – gerador.
C
Variando-se o valor da resistência R1 do reos- (Conhecida) (Desconhecida)
tato, varia-se o valor da corrente ig no galva- R1 R4 = R
nômetro. G
Quando a corrente elétrica no galvanôme- A R2 P R3 B
tro se anula (ig = 0), dizemos que a ponte está D
em equilíbrio e, nesse caso, UCD = 0. l2 l3
i
Nessas condições, temos:
• i1 = i1ʼ e i2 = i2ʼ (1)
E r
• R1 · i1 = R2 · i2 (2)
• R · i1ʼ = R3 · i2ʼ ⇒ R4 · i1 = R3 · i2 (3) L L
Sendo: R2 = ρ · 2 e R3 = ρ · 3 (segunda lei
Dividindo, membro a membro, a relação (2) de Α Α
pela relação (3), obtemos: Ohm).
R1 · i1 R2 · i2 Na posição D do cursor, a ponte atinge o equi-
= ⇒ R · R 2 = R1 · R 3 líbrio e, nesse caso:
R · i1 R3 · i2
(produto em cruz)
Nessa expressão, na qual o produto das resis- L2 L
R4 · ρ · = R1 · ρ · 3 R1 · L3 = R4 · L2
tências opostos é igual, determinamos o valor Α Α ⇒
da resistência R. (produto em cruz)

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. tor R não passa corrente, e o circuito constitui
Abrindo-se ou fechando-se a chave Ch do cir- uma ponte de Wheatstone equilibrada.
cuito, não ocorre alteração na leitura do am- Assim:
perímetro ideal. Determine o valor da resis- C

tência x.
PV-13-11

x+1Ω 16 Ω
1Ω C 16 Ω R
A B
R
x A Ch
Ch 3Ω 8Ω
A B D
3Ω 8Ω

20 V 1 Ω
20 V 1 Ω
Do equilíbrio:
Resolução
(x + 1) · 8 = 3 · 16
O fato de a posição da chave Ch não interferir x+1=6
na leitura do amperímetro indica que no resis- x=5Ω

51
Física Eletrodinâmica

02. Resolução
Ao deslocarmos o cursor C, da ponte de fio,
20 cm para a direita, o galvanômetro deixa de 30 Ω R=?
G
acusar passagem de corrente elétrica. Qual o
valor da resistência R? C

80 cm 40 cm
30 Ω ig R=?
G
C

60 cm 60 cm
Do equilíbrio (ig = 0)
i R · 80 = 30 · 40
R = 15 Ω

PV-13-11

52
Eletrodinâmica Física

CAPÍTULO 06 LEIS DE KIRCHHOFF


1. Introdução Exemplo
O físico alemão Gustav Robert Kirchhoff (1824- R1 R4
A B C
1887) estabeleceu experimentalmente duas
regras práticas, denominadas leis de Kirchhoff, i1 i3
em sua homenagem, muito úteis para a reso-
lução de circuitos elétricos. r1 ε2
R3 r2
2. Primeira lei de Kirchhoff ε1
i2
(lei dos nós) i1

“A soma das intensidades das correntes que F E D


R2
chegam a um nó é igual à soma das intensida-
des das correntes que saem dele.” Malha ABEF; malha BCDE; malha ACDF
Exemplo A segunda lei de Kirchhoff estabelece que:
i4
“Ao se percorrer uma malha, num determina-
do sentido, até se retornar ao ponto de parti-
i3 da, a soma algébrica das ddps é nula.”
i1 i5 A≡B 1
U1
4 U4 2 U2
i2
U3
3

UAB = U1 + U2 + U3 + U4 = 0
Essa lei é consequência do princípio de con-
i1 + i 2 + i 3 = i 4 + i 5 servação da energia e estabelece que a quan-
tidade total de energia em um sistema isolado
Essa lei é consequência do princípio de con- permanece constante. Isso implica que, em
servação da carga elétrica e que implica que, uma malha fechada, a energia fornecida pelas
em um nó, a soma das cargas chegam é igual a cargas nos geradores é igual à energia recebi-
soma das cargas que saem dele. da pelos receptores e resistores.
PV-13-11

Q 1 + Q2 + Q3 = Q4 + Q5
4. Estudo da polaridade
Como Q = i · Δt, temos:
• Resistor
i1 ∙ Δt + i2 ∙ Δt + i3 ∙ Δt = i4 ∙ Δt + i5 ∙ Δt
A corrente elétrica percorre um resistor sem-
Para o mesmo intervalo de tempo Δt, temos: pre do polo de maior potencial (+) para o de
i 1 + i2 + i3 = i4 + i5 menor potencial (–).
i
(+) (–)
3. Segunda lei de Kirchhoff
(lei das malhas) A R B

Define-se malha, num circuito elétrico, como A ddp nos terminais é :


sendo qualquer percurso fechado.
VA – VB = + R · i ou VB – VA = – R · i

53
Física Eletrodinâmica

Adotando sentido de percurso α, temos: 2º) formar, algebricamente, as ddps dos ele-
(+) R (–) mentos entre A e B.
A i B
α i3
R''
r1 ε1 ε2 r2
VA – V B = + R · i R R'
A B
(+) R (–) i1 i2
α
A B
i
α VA – VB = + r1 · i1 – ε1 + R · i1 – R' · i2 + ε2 – r2 · i2
VB – V A = – R · i

• Gerador ou receptor ideais


6. Gráfico do potencial elétrico
No caso de gerador ou receptor ideais, qual- Um modo prático de estudar a variação do
quer que seja o sentido da corrente elétrica, a potencial elétrico ao longo de um ramo, ou
ddp nos terminais é U = ε e como a polaridade malha, de um circuito elétrico, é por meio do
é determinada pelos traços maior (+) e menor gráfico do potencial ao longo do percurso.
(–), podemos escrever: Como exemplo, considere a figura seguinte que
ε representa um ramo de um circuito elétrico.
36 V 2Ω 6Ω
A + – B
A B C 2A D
VA – VB = + ε ou VB – VA = – ε
Para traçar o gráfico do potencial elétrico ao
Adotando sentido de percurso α, temos:
longo do ramo ABCD, vamos considerar que o
ε
potencial elétrico do ponto A é nulo. Assim:
A + – B • de A para B, há um ganho de potencial elétri-
co de 36 V, devido ao gerador. Portanto, sendo
α VA = 0, temos VB = 36 V;
VA – V B = + ε • de B para C, temos uma redução de 4 V, devi-
do à resistência elétrica de 2 Ω percorrida por
ε
uma corrente elétrica de 2 A. Portanto, sendo
A + – B VB = 36 V, temos VC = 32 V;
• de C para D, temos uma redução de 12 V,
α
devido à resistência elétrica de 6 Ω percorrida
PV-13-11

VB – VA= – ε por uma corrente elétrica de 2 A. Sendo VC = 32 V,


obtemos VD = 20 V.
A ddp será ± ε, em que devemos considerar o
sinal do primeiro terminal encontrado, no sen- A figura seguinte ilustra o comportamento do
tido do percurso α. potencial elétrico, em volt, ao longo do ramo
ABCD.
5. Determinação da ddp (tensão) V (V)
Conhecidas as correntes num circuito, po- 36
demos determinar a ddp entre dois pontos 30
24
quaisquer, bastando para isso: 18
1º) adotar um sentido de percurso α, por 12
exemplo de A para B na figura a seguir; 6
A B C D

54
Eletrodinâmica Física

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01. 3º passo
Dado o circuito, determinar a leitura no ampe- Resolvemos o sistema:
rímetro ideal e a ddp entre os pontos M e N. i1 = i2 + i3 (I)
M 5Ω
4 · i2 + 10 · i1 = 8 (II)
4 · i2 – 6 · i3 = – 42 (III)
Substituindo I em II: 4 · i2+ 10 (i2 + i3) = 8
A 4Ω 1Ω 14 · i2 + 10 · i3 = 8 (IV)
8V 50 V
4 · i2 – 6 · i3 = – 42 (x5)
14 · i2 + 10 · i3 = 8 (x3)
10 Ω N

Resolução 20 · i2 – 30 · i3 = – 210
+
1º passo 42 · i2 + 30 · i3 = 24
Adotamos sentidos arbitrários para as corren- 62 · i2 = – 186
tes elétricas nos ramos e aplicamos a lei dos
nós. −186
i2 = ⇒ i2 = – 3 A O sinal negativo
M 5Ω 62
significa que o sentido correto de i2 é de N para
i3
M. Substituindo i2 = – 3 A em II, obtemos:
i1 4 · (–3) + 10 · i1 = 8
A α 4Ω β 1Ω
8V 50 V 10 · i1 = 20 ⇒ i1 = + 2 A
i2 i3 Substituindo i2 e i3 em I, fica:
N +2 = –3 + i3 ⇒ i3 = + 5 A
10 Ω
A leitura do amperímetro é: i3 = + 5 A
Para o nó M, temos: i1 = i2 + i3 (I)
Corrigindo o sentido da corrente i2 no ramo
2º passo central, fica:
Aplicamos a lei das malhas às malhas α e β,
PV-13-11

M
após termos adotado um sentido de percur-
so (horário para α e anti-horário para β, por
i2 = 3 A
exemplo) e um ponto de partida (M, por exem-
plo).
4Ω
Malha α: α β
8V
+4 · i2 – 8 + 10 · i1 = 0 ⇒ 4 · i2 + 10 · i1 = 8 (II)
Malha β:
+4 · i2 – 8 + 50 – 1 · i3 – 5 · i3 = 0 N
+4 · i2 + 42 – 6 · i3 = 0 ⇒ 4 · i2 – 6 · i3 = – 42 (III)
Assim, VM – VN = – 4 · 3 – 8
VM – VN = – 20 V

55
Física Eletrodinâmica

02. B i1 C i2 D
No circuito elétrico dado na figura, determine
a intensidade e o sentido da corrente elétrica
em cada ramo.
2Ω
B C D 5Ω
20 V 10 V

i3
2Ω A F E
5Ω
20 V 10 V
Na malha ABCF, temos:
–20 + 2 · i1 + 10 = 0 ⇒ i1 = 5,0 A
A F E E na malha CDEF, temos:
Resolução 5 · i2 – 10 = 0 ⇒ i2 = 2,0 A
No circuito, identificamos três malhas: ABCF; E, de acordo com a lei dos nós (nó C), obtemos:
ABDE e CDEF. De acordo com a lei dos nós, i1 = i2 + i3 ⇒ 5,0 = 2,0 + i3 ⇒ i3 = 3,0 A
escolhemos, arbitrariamente, os sentidos das
correntes elétricas, conforme mostra a figura.

PV-13-11

56
Exercícios Propostos
Eletrodinâmica Física

Capítulo 01
01. Uece
a. 6,02 · 1023 .
A matéria, em seu estado normal, não mani-
festa propriedades elétricas. No atual estágio b. 96.500.
de conhecimentos da estrutura atômica, isso c. 6,24 · 1018 .
nos permite concluir que a matéria: d. 8,314 · 107.
a. é constituída somente de nêutrons. 05. Cesgranrio-RJ
b. possui maior número de nêutrons que Um corpo adquire uma carga elétrica igual a
de prótons. + 1 C. Podemos afirmar, então, que a ordem
c. possui quantidades iguais de prótons e de grandeza do número de elétrons trocados
elétrons. pelo corpo é de: (Dado: e = 1,6 · 10–19 C)
d. é constituída somente de prótons. a. 10–19 perdidos.
02. UFSM-RS b. 10–19 ganhos.
Considere as seguintes afirmativas: c. 1018 perdidos.
I. Um corpo não eletrizado possui um núme- d. 1019 ganhos.
ro de prótons igual ao número de elétrons. e. 1019 perdidos.
II. Se um corpo não eletrizado perde elé- 06. F. M. ABC-SP
trons, passa a estar positivamente ele-
trizado e, se ganha elétrons, negativa- A carga de um elétron é da ordem de 10–19 C.
mente eletrizado. Se um corpo recebe a carga de 10 mC, a ele
devem ter sido adicionados:
III. Isolantes ou dielétricos são substâncias
que não podem ser eletrizadas. a. 1014 elétrons.
b. 1019 elétrons.
Está(ão) correta(s):
c. 106 elétrons.
a. apenas I e II.
d. algumas dezenas de elétrons.
b. apenas II.
e. 1050 elétrons.
c. apenas III.
07.
d. apenas I e III.
Uma pequena esfera de chumbo de massa
e. I, II e III. igual a 8,0 g está eletrizada com uma carga
03. UEL-PR elétrica líquida igual a – 3,2 · 10 –9 C. Sendo
e = – 1,6 · 10–19 C, determine o número de elé-
Uma partícula está eletrizada positivamente com trons em excesso na esfera de chumbo.
uma carga elétrica 4,0 · 10–15 C. Como o módulo
PV-13-14

da carga do elétron é 1,6 · 10–19 C, essa partícula: 08.


Um sistema é constituído por dois corpos, A e
a. ganhou 2,5 · 104 elétrons. B. O corpo A possui massa M e está eletrizado
b. perdeu 2,5 · 104 elétrons. com carga elétrica +Q. O corpo B possui mas-
c. ganhou 4,0 · 104 elétrons. sa 2 · M e está eletrizado com carga elétrica
d. perdeu 6,4 · 104 elétrons. – Q. Sobre esse sistema, pode-se afirmar que
a carga elétrica total e a massa total valem,
e. ganhou 6,4 · 104 elétrons. respectivamente:
04. Fatec-SP a. 2 · Q e M.
A carga de um elétron, em valor absoluto, é cha- b. –2 · Q e 3 · M.
mada “carga elementar”. É ela: e = 1,602 · 10–19 C, c. 0 e M.
sendo C = coulomb, a unidade de carga elétri-
ca no Sistema Internacional. O número de car- d. 0 e 3 · M.
gas elementares contidas em um coulomb é: e. – Q e M

59
Física Eletrodinâmica

09. Mackenzie-SP 12. UPF-RS


Dois corpos, A e B, isolados, são atritados en- Se um corpo apresenta um excesso de cargas
tre si. Em relação a esse fato são feitas as se- elétricas igual a –9,6 mC, ele certamente:
guintes afirmações. Dado: e = –1,6 · 10–19 C
I. Um dos corpos ganha elétrons e o ou- a. recebeu 6 · 1013 prótons.
tro perde elétrons.
b. cedeu 6 · 1013 prótons.
II. Se um deles é um bastão de plástico e o
outro, um pedaço de lã, eles continuam c. recebeu 6 · 1013 elétrons.
neutros após o atrito. d. cedeu 6 · 1013 elétrons.
III. O corpo A fica eletrizado positivamen- e. recebeu 6 · 1013 nêutrons.
te. 13. PUC-RJ
Assinale a alternativa correta: Quando parte de um sistema físico isolado, ini-
a. Somente I é correta. cialmente neutro, adquire uma carga elétrica
b. Somente I e II são corretas. positiva +q, a outra parte:
c. Somente I e III são corretas. a. torna-se também positivamente carre-
gada com carga elétrica +q.
d. Somente II e III são corretas.
b. torna-se negativamente carregada com
e. I, II e III são corretas.
carga elétrica – q.
10. c. torna-se negativamente carregada,
Dois corpos, A e B, de materiais diferentes, ini- mas não necessariamente com carga
cialmente neutros e isolados de outros corpos, elétrica – q.
são atritados entre si. Após o atrito: d. torna-se positivamente carregada, mas
a. o corpo A fica eletrizado positivamente não necessariamente com carga elétri-
e o corpo B, negativamente. ca +q.
b. o corpo A fica eletrizado negativamen- e. transferiu elétrons para a primeira.
te e o corpo B, positivamente. 14. Vunesp
c. nenhum deles fica eletrizado. Em 1990, transcorreu o cinquente-
d. um deles fica eletrizado negativamente nário da descoberta dos “chuveiros pene-
e o outro fica neutro. trantes” nos raios cósmicos, uma contri-
e. um fica eletrizado negativamente e o buição da física brasileira que alcançou
outro positivamente. repercussão internacional.
O Estado de S. Paulo, 21.10.90, p. 30
11. Uniube-MG
Em um dia seco, uma estudante percebe que, No estudo dos raios cósmicos, são ob-
após pentear seus cabelos, o pente utilizado servadas partículas chamadas píons.
PV-13-14

atrai pedaços de papel. A explicação para esse Considere um píon com carga elétrica
fato é: + e desintegrando-se (isto é, dividindo-se) em
duas outras partículas: um múon, com carga
a. os pedaços de papel estavam eletriza- elétrica + e e um neutrino.
dos.
De acordo com o princípio de conservação da
b. o pente se eletrizou por atrito com o carga, o neutrino deverá ter carga elétrica:
cabelo.
a. + e
c. o pente cedeu elétrons para o cabelo e
ao aproximar do papel retira elétrons b. – e
deste. c. + 2e
d. ambos, papel e pente, eletrizam-se por d. – 2e
atrito. e. nula

60
Eletrodinâmica Física

15. Unifap 17.


As alternativas abaixo fazem referência à carga O número de cargas elétricas elementares pre-
elétrica. Assinale a única correta. sentes na partícula alfa é:
a. A carga elétrica é uma grandeza física a. 0
contínua que pode assumir qualquer b. 1
valor real.
c. 2
b. O valor da carga elétrica elementar é
d. 3
igual ao valor da carga elétrica do nêu-
tron. e. 4
c. Se aparecer uma carga elétrica em um 18.
determinado ponto de um sistema fe- A quantidade de carga elétrica da partícula
chado, aparecerá uma carga elétrica alfa, em unidades de 10–19 C, é:
de mesmo sinal em outro ponto deste
sistema. a. 0
d. O valor da carga elétrica elementar de- b. 0,8
pende do sistema de referência utiliza- c. 1,6
do para medi-la. d. 3,2
e. A soma algébrica dos valores das car- e. 6,4
gas elétricas positivas e negativas pre-
sentes em um sistema fechado é cons- Leia o texto e responda às questões 19 e 20.
tante.
Qualquer quantidade de carga elétri-
16. UFU-MG ca observada é sempre um múltiplo in-
Um estudante de Física mediu, em laboratório, teiro da unidade de carga elétrica (próton
a quantidade de carga elétrica de quatro obje- ou elétron). Dizemos que a carga é quan-
tos, tendo encontrado os valores: tizada. O dinheiro é um exemplo familiar
de quantização. Quando você compra um
+ 1,6 · 10– 20 C – 4,0 · 10– 16 C produto em uma loja, o pagamento em
– 8,0 · 10– 16 C + 2,4 · 10– 19 C dinheiro é sempre algum múltiplo de um
Sabendo-se que a menor quantidade de carga centavo. Nenhuma quantidade de dinhei-
elétrica na natureza é a quantidade de carga ro pode ser menor que um centavo, assim
do elétron, que vale – 1,6 · 10– 19 C, pode-se como nenhuma carga elétrica pode ser di-
dizer que: vidida em uma quantidade menor do que
a carga de um próton ou de um elétron.
a. somente uma medida está correta. [...] Mas, prótons são constituídos por ou-
b. há apenas duas medidas corretas. tras partículas, denominadas quarks, que
c. há apenas três medidas corretas.
PV-13-14

possuem carga elétrica correspondente


d. todas as medidas estão corretas.
1 2
e. todas as medidas são incorretas. a± e ± da carga do elétron. Ainda
3 3
Utilize as informações seguintes para respon-
não foi observado nenhum quark isolado e
der às questões 17 e 18.
existem razões teóricas para acreditar que,
Na transmutação artificial re- em princípio, seria impossível detectar um
alizada por Rutherford em 1919, ele quark isolado. [...] Portanto, a carga elétri-
bombardeou núcleos de nitrogênio com ca de qualquer corpo macroscópico é sem-
partículas alfa e obteve oxigênio e um pre igual a zero ou a um múltiplo inteiro
próton. Sabe-se que as partículas alfa (positivo ou negativo) da carga elétrica do
são constituídas por dois prótons e dois elétron.
nêutrons. Sears & Zemansky. Física III. Eletromagnetismo. 12. Ed.
São Paulo: Pearson – Addison Wesley. 2009, p. 3 e 4.

61
Física Eletrodinâmica

19. d. Os gases são normalmente isolantes,


Com base no texto e sabendo-se que a unida- mas em certas circunstâncias podem
de de carga elétrica é 1,6 · 10–19 C, assinale qual tornar-se condutores.
das alternativas apresenta valor possível para e. Os gases são normalmente ótimos con-
a quantidade de carga elétrica de um corpo. dutores.
a. 1,0 · 10–19 C 23. UFU-MG
b. 1,6 · 10–20 C A figura a seguir mostra um fio condutor, pelo
c. 4,8 · 10–22 C qual passa uma corrente elétrica i. A área som-
d. 6,4 · 10–18 C breada é a seção reta do fio.
i
20.
A partir do texto, podemos concluir que:
a. as menores partículas existentes na na- A intensidade da corrente elétrica i, que passa
tureza são os elétrons e os prótons. pelo fio, é de 4 A. Sabendo-se que o módulo da
b. um próton não pode ser formado por carga de um elétron é 1,6 · 10–19 C, a quantida-
um único quark. de de elétrons que passará pela seção reta do
c. os elétrons e os prótons são partículas fio em 8 segundos será igual a:
elementares, que não podem ser divi- a. 2 · 1020
didas em partículas menores. b. 6,4 · 1019
d. os quarks, embora previstos teorica- c. 5 · 1017
mente, não existem.
d. 8 · 1018
21. Uneb-BA
24. UEL-PR
Em um condutor metálico, a corrente elétrica
é devida ao movimento de: Sabe-se que a carga do elétron tem módulo
a. elétrons, no sentido convencional da 1,6 · 10–19 C. A ordem de grandeza do número
corrente. de elétrons que passam por segundo pela sec-
ção transversal constante de um condutor que
b. íons positivos e negativos. transporta corrente de 0,15 A é:
c. prótons no sentido convencional da a. 1020
corrente e elétrons no sentido oposto
ao convencional. b. 1019
d. elétrons no sentido oposto a conven- c. 1018
cional da corrente. d. 1017
e. íons positivos no sentido convencional e. 1016
da corrente e elétrons no sentido opos- 25. Unifor-CE
PV-13-14

to ao convencional.
A intensidade de corrente elétrica através de
22. PUC-SP um fio condutor de secção constante é de 4,0 A.
Com relação à condução elétrica dos gases, Sendo e = 1,6 · 10–19 C, o número de elétrons
qual é a afirmação correta? que passam por uma secção reta desse fio, em
a. Alguns gases são naturalmente isolan- 1 min, é:
tes e outros condutores, conforme sua a. 1,5 · 1021
natureza química. b. 4,0 · 1020
b. O mecanismo da condução elétrica nos c. 2,5 · 1019
gases é semelhante ao dos metais. d. 1,5 · 1018
c. Não se conhece nenhum fenômeno e. 4,0 · 1017
que possa ser atribuído à passagem da
corrente através dos gases.

62
Eletrodinâmica Física

26. PUC-SP 30. Unitau-SP


Uma corrente elétrica de intensidade 11,2 μA 5,0 mC de carga elétrica atravessam a secção
percorre um condutor metálico. A carga ele- reta de um fio metálico, num intervalo de tem-
mentar é e = 1,6 · 10–19 C. O tipo e o número de po igual a 2,0 milissegundos. A corrente elétri-
partículas carregadas que atravessam uma seção ca que atravessa a secção é de:
transversal desse condutor, por segundo, são: a. 1,0 mA
a. prótons; 7,0 · 1013 partículas b. 1,5 mA
b. íons de metal; 14,0 · 1016 partículas c. 2,0 mA
c. prótons; 7,0 · 1019 partículas d. 2,5 mA
d. elétrons; 14,0 · 1016 partículas e. 3,0 mA
e. elétrons; 7,0 · 1013 partículas.
31. UFMG
27. UFSM-RS
A figura seguinte ilustra uma lâmpada fluo-
Uma lâmpada permanece acesa durante 5 mi- rescente que contém em seu interior um gás
nutos por efeito de uma corrente de 2A, forne- ionizado.
cida por uma bateria. Nesse intervalo de tem-
po, a carga total (em C) liberada pela bateria é: A B
a. 0,4
b. 2,5 Íons negativos se deslocam de B para A com
uma taxa de 1,0 · 1018 íons/segundo e os íons
c. 10 positivos se deslocam de A para B com a mes-
d. 150 ma taxa. Sabendo-se que a carga elétrica de
e. 600 cada íon é 1,6 · 10–19 C, a intensidade de cor-
rente elétrica na lâmpada é:
28. UEL-PR
a. 0,16 A
Pela secção reta de um condutor de eletricida-
de passam 12 C de carga elétrica a cada minu- b. 0,32 A
to. Nesse condutor, a intensidade da corrente c. 1,0 · 1018 A
elétrica, em ampères, é igual a: d. nula
a. 0,08 32. PUC-MG
b. 0,20
Em um relâmpago, a carga elétrica envolvida
c. 5,0 na descarga atmosférica é da ordem de
d. 7,2 10 coulombs. Se o relâmpago dura cerca de
e. 12 10–3 segundos, a corrente elétrica média vale,
em ampères:
29.
a. 10
PV-13-14

Em relação aos supercondutores, é correto


afirmar que: b. 100
a. todos os materiais sólidos são supercon- c. 1.000
dutores para temperaturas abaixo de 0 °C. d. 10.000
b. nos supercondutores, a resistência à Responda às questões 33 e 34 com base nas
corrente elétrica é extremamente alta informações apresentadas no texto.
e o fenômeno ocorre em temperaturas Um raio ocorre quando existe fluxo
ambientes. de cargas elétricas (principalmente elé-
c. a resistividade de um material super- trons) entre o solo e uma nuvem de tem-
condutor diminui linearmente com a pestade. A taxa máxima do fluxo de cargas
temperatura. elétricas em um raio é aproximadamente
d. as pesquisas atuais visam obter ma- igual a 20.000 C/s; essa descarga dura cer-
teriais supercondutores à temperatura ca de 100 µs (1µs = 10–6 s).
ambiente.

63
Física Eletrodinâmica

33. pères que atravessa o ar e desloca, da nuvem à


Qual é a quantidade de carga elétrica que flui Terra, cerca de 20 coulombs. Pode-se concluir
entre a terra e a nuvem nesse intervalo de que essas três informações são:
tempo? a. coerentes, e que o intervalo de tempo mé-
dio de uma descarga elétrica é de 0,002.
34.
b. coerentes, e que o intervalo de tempo mé-
Quantos elétrons fluíram durante esse interva-
lo de tempo? dio de uma descarga elétrica é de 2,0 s.
Com base nas informações seguintes, respon- c. conflitantes, e que o intervalo de tem-
da às questões 35 e 36. po médio de uma descarga elétrica é de
0,002 s.
O gráfico mostra como varia a intensidade de
d. conflitantes, e que o intervalo de tempo
corrente elétrica, em função do tempo, atra-
médio de uma descarga elétrica é de 2,0 s.
vés de um condutor elétrico.
e. conflitantes, e que não é possível ava-
i (mA) liar o intervalo de tempo médio de uma
descarga elétrica.
20
38. PUC-SP

0 10 20 t (s)

35.
Na tira, Garfield, muito maldosamente, re-
A quantidade de carga elétrica através do con- produz o famoso experimento de Benjamim
dutor no intervalo de 0 a 20 s é de: Franklin, com a diferença de que o cientista,
a. 100 mC na época, teve o cuidado de isolar a si mesmo
b. 200 mC de seu aparelho e de manter-se protegido da
chuva de modo que não fosse eletrocutado
c. 300 mC
como tantos outros que tentaram reproduzir
d. 400 mC o seu experimento.
e. 500 mC Franklin descobriu que os raios são descargas
36. elétricas produzidas geralmente entre uma
nuvem e o solo ou entre partes de uma mes-
A intensidade média de corrente elétrica, atra- ma nuvem que estão eletrizadas com cargas
vés do condutor, no intervalo de 0 a 20 s, é de: opostas. Hoje, sabe-se que uma descarga elé-
a. 0 trica na atmosfera pode gerar correntes elétri-
PV-13-14

b. 1 mA cas da ordem de 105 ampères e que as tempes-


tades que ocorrem no nosso planeta originam,
c. 5 mA em média, 100 raios por segundo. Isso significa
d. 10 mA que a ordem de grandeza do número de elétrons
e. 20 mA que são transferidos, por segundo, por meio das
descargas elétricas, é, aproximadamente:
37. Unifesp
Use para a carga de 1 elétron: 1,6 · 10–19 C
Num livro de eletricidade, você encontra três a. 1022
informações: a primeira afirma que isolantes
são corpos que não permitem a passagem da b. 1024
corrente elétrica, a segunda afirma que o ar c. 1026
é isolante e a terceira afirma que, em média, d. 1028
um raio se constitui de uma descarga elétrica e. 1030
correspondente a uma corrente de 10.000 am-

64
Eletrodinâmica Física

39. UEL-PR 43.


Na figura, temos a representação gráfica da in- Um aquecedor elétrico possui uma plaqueta
tensidade de corrente elétrica i, em função do com a seguinte indicação: 127 V e 5,0 A. Em
tempo t, através de um condutor. funcionamento normal, a potência dissipada
i (A) por esse aquecedor é:
0,4 a. 5 W
b. 127 W
c. 317,5 W
0 4 8 t (s) d. 635 W
Sendo Q a quantidade de carga elétrica que e. 1.270 W
circulou no condutor no intervalo de tempo de
44. Unirio-RJ modificado
0 a 4 s, então, a carga elétrica que circulou no
intervalo de 0 a 8 s foi de: A intensidade de corrente elétrica em um fer-
a. 0,5 · Q ro elétrico necessária para passar roupa de algo-
dão é 5,0 A e, para passar roupa de linho, 8,0 A.
b. Q Sabendo-se que o ferro deve ser ligado em
c. 1,5 · Q 120 V, determine a diferença de potência elé-
d. 2 · Q trica consumida pelo ferro nas duas situações.
e. 4,0 · Q
45.
40. Unesp
Um feixe de elétrons percorre uma distân- Uma linha de transmissão de energia elé-
cia de 0,50 m com velocidade constante de trica chega a uma cidade com uma tensão de
8 · 107 m/s. Sendo a corrente elétrica do feixe 200 kV. Sabendo-se que a potência elétrica
igual a 2 mA e a carga do elétron igual a consumida na cidade é de 1.000 MW, a in-
–1,6 · 10–19 C, determine o número de elétrons tensidade de corrente elétrica na linha de
que há no feixe, em qualquer instante. transmissão é:
Utilize as informações seguintes para responder a. 5 A
às questões 41 e 42. b. 50 A
Uma carga elétrica q = 1,6 · 10–19 C é c. 500 A
transportada, com velocidade constante, do
d. 5.000 A
extremo A para o extremo B de um condu-
tor. Sabe-se que os potenciais elétricos de A e. 10 kA
e B são 120 V e 30 V, respectivamente. 46.
41. Um chuveiro elétrico de 220 V – 2.200 W/4.400 W
A diferença de potencial elétrico (ddp) entre pode ser utilizado de três formas distintas:
os pontos A e B vale: desligado, verão e inverno. Em relação a esses
PV-13-14

a. 150 V dados, assinale a alternativa correta.


b. 120 V a. Na posição "desligado", o chuveiro con-
c. 90 V some 2.200 W de potência.
d. 30 V b. Na posição "inverno", a intensidade de
e. – 90 V corrente elétrica através do chuveiro é 10 A.
42. c. Na posição "verão", a potência do chu-
Sabendo que o transporte ocorreu num tempo de veiro elétrico é 4.400 W.
1,0 ns, a potência associada a esse movimento é:
a. 14,4 nW d. A intensidade máxima de corrente elé-
b. 32,0 mW trica através do chuveiro é 20 A.
c. 1,44 kW e. Ao se passar da posição "verão" para
d. 2,40 nW a posição "inverno", a intensidade de
e. 3,20 pW corrente elétrica é reduzida à metade.

65
Física Eletrodinâmica

47. c. o chuveiro A consome uma vez e meia a


Um aquecedor elétrico de potência 2.400 W energia elétrica consumida pelo chuveiro B.
funciona normalmente quando ligado a uma d. o chuveiro B consome uma vez e meia
ddp de 120 V. Sabendo-se que a carga elétrica a energia elétrica consumida pelo chu-
do elétron é, em módulo, 1,6 · 10–19 C, o núme- veiro A.
ro de elétrons que atravessa, em média, uma e. os dois chuveiros consomem a mesma
secção transversal do fio do aquecedor, em quantidade de energia.
um segundo, é:
51.
a. 1,25 · 1020 Um circuito elétrico residencial tem os apare-
b. 1,88 · 1010 lhos elétricos da tabela a seguir, onde apare-
c. 1,25 · 1015 cem suas potências médias. A ddp na rede é
d. 1,25 · 1022 de 110 V. Calcule a intensidade da corrente que
circula nesse circuito quando todos os apare-
e. 2,5 · 1020 lhos estão ligados.
48. Unifesp modificado
Uma pessoa estudando consome, em média, Aparelho Quantidade Potência (W)
1,5 quilocaloria por minuto (1 quilocaloria = Lâmpada 4 60
4.000 J). Nessas condições, podemos afirmar
que a potência dissipada pelo organismo des- Lâmpada 2 100
sa pessoa é equivalente, aproximadamente, a:
Chuveiro 1 4.500
a. um chuveiro elétrico de 3.600 W.
b. um aparelho de ar condicionado de TV 1 150
7.500 Btu/h (1 Btu = 1.055 J). Geladeira 1 400
c. uma lâmpada incandescente de 100 W.
Ferros 1 1.000
d. um ventilador de 30 W.
e. um relógio digital de 0,1 W. 52. FEI-SP
49. PUC-SP modificado Em uma residência estão instalados 20 lâmpadas
de 100 W, uma geladeira de 600 W e um chuvei-
O que consome mais energia elétrica: um ba- ro de 4.000 W. Se a tensão é 110 V e tudo estiver
nho de 30 minutos em um chuveiro elétrico de ligado simultaneamente, qual é a corrente no
potência 5.000 W ou uma lâmpada de 60 W que cabo de alimentação?
permanece ligada durante 24 horas? Justifique. a. 20 A
50. Mackenzie-SP b. 30 A
c. 40 A
Em uma certa residência, existe um
d. 50 A
chuveiro elétrico (A) de indicação nominal
e. 60 A
PV-13-14

(4.400 W/6.600 W – 220 V). Esse chuveiro pos-


sui uma chave reguladora que possibilita dispor-se 53. Vunesp modificado
de água morna na posição verão e de água Na instalação elétrica de uma casa, há um chu-
mais quente na posição inverno. Entretanto, veiro elétrico. Sabendo que a potência do chu-
existe também um outro chuveiro (B), de mes- veiro é 2.000 W e a tensão na rede é 220 V, o
ma finalidade, que possui a inscrição nominal valor, em ampères, mais indicado para a corren-
(4.400 W/6.600 W–110 V). Comparando-se o te elétrica deve ser aproximadamente, igual a:
consumo de energia elétrica dos dois chuvei- a. 0,5
ros, para dois banhos idênticos, concluímos b. 1
que:
c. 5
a. o chuveiro A consome o dobro da ener-
gia elétrica consumida pelo chuveiro B. d. 9
b. o chuveiro B consome o dobro da ener- e. 50
gia elétrica consumida pelo chuveiro A.

66
Eletrodinâmica Física

54. Fatec-SP modificado 57. F.M.ABC-SP


CHERNOBIL
Um fio de extensão está ligado numa tomada vinte anos de tragédia
de 110 V. Esse fio de extensão tem três saídas, Nunca a energia saiu tão cara
nas quais estão ligados um aquecedor de 500 W, Há vinte anos, um acidente de pro-
uma lâmpada de 60 W e um secador de cabe- porções trágicas colocaria o mundo em
los de 200 W, todos submetidos à tensão de alerta.
110 V e permanecem funcionando por 5 mi- Segundo a ONU, 9 mil pessoas mor-
nutos. O valor aproximado da corrente elétrica reram ou ainda morrerão nos próximos
total que passa pelo fio e o gasto de energia anos em decorrência da radiação. Enti-
com esses três aparelhos, quando funcionan- dades como o Greenpeace alertam que o
do simultaneamente, após 5 minutos, são, res- número é dez vezes maior.
pectivamente: Sábado, 26 de abril de 1996, às
a. 2 A e 8,3 · 105 J 1:23:58, hora local, o quarto reator da usina
b. 2 A e 7,2 · 105 J de Chernobil – conhecido como Chernobil-4
c. 7 A e 5,4 · 105 J – sofreu uma catastrófica explosão de va-
por que resultou em um incêndio, em uma
d. 7 A e 2,3 · 105 J série de explosões adicionais e no derreti-
e. 10 A e 1,2 · 105 J mento do núcleo do reator.
55. A usina era composta de quatro rea-
tores, cada um capaz de produzir energia
De acordo com o fabricante, uma bateria de térmica à razão de 3,2·109 J por segundo,
automóveis de 12 V possui uma carga de transformada por um gerador em energia
40 ampères-hora. No máximo, o número de elétrica à razão de 1,0·109 J por segundo.
lâmpadas de 60 W cada uma que essa bateria Em conjunto, os quatro reatores pro-
pode alimentar, durante 1 hora, é: duziam cerca de 10% da energia utilizada
a. 12 pela Ucrânia.
b. 8
De acordo com o texto, o total de energia elé-
c. 6
trica utilizada pela Ucrânia era suficiente para
d. 4 manter acesas, simultaneamente, lâmpadas
e. 2 de 100 W em número de:
56. UERJ modificado a. 40 mil
O gráfico mostra como varia a intensidade de b. 400 mil
corrente elétrica em função do tempo através c. 4 milhões
de um aquecedor elétrico que opera sob 120 V. d. 40 milhões
Corrente (A) e. 400 milhões
PV-13-14

30
58. UFJF-MG
20 Imagine que você tenha comprado um chu-
veiro elétrico para ser alimentado por uma
10 tensão de 120 V e que a potência consumi-
da seja de 3.000 W. Ao instalar o chuveiro,
você precisa decidir sobre o diâmetro do fio
0 100 200 300 400 t (min) que deve ser conectado à rede elétrica para
alimentar o chuveiro. Imagine que a tabela
Calcule a quantidade de energia, em joule, a seguir represente o diâmetro do fio de co-
absorvida pelo aquecedor durante os 400 mi- bre, a corrente elétrica máxima permitida e o
nutos mostrados no gráfico. preço por metro.

67
Física Eletrodinâmica

60. Unicamp-SP
Diâmetro Corrente Preço/metro
(mm) (A) (R$) Um LED (do inglês Light Emiting Diode) é um dis-
1,0 2 0,50 positivo semicondutor para emitir luz. Sua po-
tência depende da corrente elétrica que passa
1,5 10 1,00
através desse dispositivo, controlada pela vol-
2,0 15 1,50 tagem aplicada. Os gráficos a seguir represen-
2,5 26 2,60 tam as características operacionais de um LED
3,0 40 4,50 com comprimento de onda na região do infra-
Assim, podemos afirmar que: vermelho, usado em controles remotos.
a. você deve comprar o fio com diâmetro 50

Corrente (10–3A)
de 1,0 mm, pois a corrente que o fio su- 40
porta é suficiente e seu custo é menor
que o de fios com diâmetros superiores. 30
b. você deve comprar o fio com diâmetro 20
de 1,5 mm, pois a corrente que o fio su- 10
porta é suficiente e seu custo é menor 0
que o de fios com diâmetros superiores. 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6
c. você deve comprar o fio com diâmetro Voltagem (V)
de 2,0 mm, pois a corrente que o fio su-
Potêmcia luminosa (10–3W)
porta é suficiente e seu custo é menor 2,0
que o de fios com diâmetros superiores.
1,5
d. você deve comprar o fio com diâme-
tro de 2,5 mm, pois a corrente que o fio 1,0
suporta é suficiente e seu custo é menor
que o de fios com diâmetros superiores. 0,5
e. você deve comprar o fio com diâmetro 0,0
de 3,0 mm, pois a corrente necessária 0 10 20 30 40 50
para alimentar o chuveiro é de 36 A. Corrente (10–3A)
59. Fameca-SP modificado
A figura a seguir representa as curvas caracte- a. Qual é a potência elétrica do diodo,
rísticas de três condutores, X, Y e Z. Analisando quando uma tensão de 1,2 V é aplicada?
o gráfico, determine: b. Qual é a potência de saída (potência elé-
i (A) trica transformada em luz) para essa vol-
tagem? Qual é a eficiência do dispositivo?
Z
X c. Qual é a eficiência do dispositivo sob
PV-13-14

Y uma tensão de 1,5 V?


15
61.
10
Uma máquina de lavar roupa tem potência de
5 450 W. Se ela for utilizada durante 30 min, 12
dias ao mês, o consumo de energia elétrica no
0 30 60 90
mês, em kWh, será de:
U (V)
a. 2
a. a potência dissipada por Y quando sub-
b. 2,7
metido a uma tensão de 30 V.
c. 5,4
b. a potência dissipada por X quando sub-
metido a uma tensão de 60 V. d. 20
c. qual dos condutores dissipa maior potência e. 27
quando submetido a uma tensão de 90 V.

68
Eletrodinâmica Física

62. UFJF-MG 66. Unicamp-SP


Um estudante de Ensino Médio, que costuma Uma loja teve sua fachada decorada com
usar o computador para fazer pesquisas na In- 3.000 lâmpadas de 0,5 W cada uma para o Natal.
ternet, esquece o computador ligado durante Essas lâmpadas são do tipo pisca-pisca e ficam
60 horas, num final de semana. Sabendo-se que, apagadas 75% do tempo.
nessa situação, a potência elétrica dissipada pelo a. Qual a potência total dissipada se 30%
computador é de 240 W, a energia desnecessa- das lâmpadas estiverem acesas simul-
riamente gasta enquanto o computador esteve taneamente?
ligado foi de:
b. Qual a energia, em kWh, gasta com
a. 4 kWh essa decoração ligada das 20 horas até
b. 14,4 W/h às 24 horas?
c. 4 J c. Considerando que kWh custa R$ 0,30,
d. 14,4 kJ qual seria o gasto da loja durante 30
dias nas condições do item b?
e. 14,4 kWh
63. 67. Uniube-MG
Um menino, que não conseguia dormir de
Uma pessoa toma dois banhos por dia durante
luz apagada, fez um acordo com seu pai:
os 30 dias do mês. Sabendo-se que a duração
dormiria 15 noites no mês com a luz desliga-
de cada banho é 15 min, a potência do chu-
da, em troca de um aumento da sua mesada.
veiro é 2.400 W e o custo do kWh é R$ 0,50, o
A média do consumo de energia elétrica da
gasto mensal dos banhos é:
família era de 150 kWh por mês, sendo que,
a. R$ 1,80 a partir do acordo, houve uma economia
b. R$ 10,80 mensal de 5%. Como o menino dormia em
c. R$ 18,00 média 10 horas por dia, a potência da lâm-
pada de seu quarto era de:
d. R$ 36,00
a. 150 W
e. R$ 180,00
b. 75 W
64.
c. 50 W
O chuveiro elétrico de uma residência possui d. 7,5 W
potência de 4.200 W. Qual é o custo mensal de
energia elétrica se quatro pessoas tomarem 68. UFGD-MS
banho diariamente, de 10 min cada uma, ao Suponha que você demorou 8 minutos to-
preço de R$ 0,50 o kWh? mando banho. Para tanto, regulou a tem-
65. peratura do chuveiro na posição "inver-
no", que funciona com potência nominal
Uma máquina de lavar roupa, com referência de 5.200 W. Qual seria a duração de um
PV-13-14

200 W–110 V, e um chuveiro elétrico, com banho que consumisse a mesma quanti-
referência 1.000 W–110 V, funcionando 2 ho- dade de energia, se a regulagem estivesse
ras por dia, durante 30 dias, consumirão uma na posição "verão", ou seja, funcionando
quantidade de energia elétrica igual, em kWh, a 3.200 W?
a:
a. 5 minutos
a. 20
b. 6,5 minutos
b. 40
c. 13 minutos
c. 68
d. 15,5 minutos
d. 72
e. 26 minutos
e. 90

69
Física Eletrodinâmica

69. Fatec-SP 70. UFSM-RS


Um chuveiro elétrico tem seletor que lhe per- O uso de datashow em sala de aula é muito co-
mite fornecer duas potências distintas: na po- mum. As lâmpadas de filamento que são usa-
sição "verão" o chuveiro fornece 2.700 W e das nesses equipamentos têm potência ele-
na posição "inverno" fornece 4.800 W. José, vada de, aproximadamente, 1.100 W quando
o dono desse chuveiro, usa-o diariamente na ligadas em 220 V. Se um datashow for usado
posição "inverno", durante 20 minutos. Sur- durante 1 hora e 40 minutos, que é o tempo
preso com o alto valor de sua conta de luz, de duração de uma aula com dois períodos,
José resolveu usar o chuveiro com o seletor qual é a energia consumida em J?
na posição "verão", pelos mesmos 20 minutos a. 5,00 · 102
diários. Supondo-se que o preço do quilowatt-
b. 2,42 · 103
-hora seja de R$ 0,20, isso representará uma
economia diária de, aproximadamente: c. 1,10 · 105
a. R$ 0,14 d. 6,60 · 106
b. R$ 0,20 e. 1,45 · 108
c. R$ 1,40
d. R$ 2,00
e. R$ 20,00

71. UFPel-RS

PV-13-14

O consumo mensal de energia elétrica é medido por um aparelho chamado usualmente de


“relógio de luz”. Um dos modelos de medidores de consumo possui um disco horizontal de
alumínio que gira sob a ação de uma força magnética devido ao campo magnético gerado
pela corrente elétrica que circula pela residência. Periodicamente, a companhia fornecedora
de energia elétrica realiza a medição do consumo, gerando a conta mensal.
Observe, na conta de luz apresentada, que o preço do kWh é de R$ 0,44 e que o total pago
foi de R$ 101,64 para o período de 29 dias, compreendido entre 26/4 e 25/5. Considere que
o consumo de energia elétrica diário de um secador de cabelos tenha sido 400 Wh e que esse
secador tenha funcionado 30 minutos por dia.

70
Eletrodinâmica Física

Com base no texto e em seus conhecimentos, 74. FGV-SP


é correto afirmar que a potência do secador Analise as afirmações.
de cabelos e seu custo de energia elétrica para
o referido período foram, respectivamente: I. A energia gerada por uma usina hidre-
a. 800 W e R$ 5,10. létrica é de 800 MW. Em um dia, ela
b. 400 W e R$ 26,36. produz 19,2 kWh de potência.
c. 200 W e R$ 2,55. II. Um aparelho de som traz a inscrição
d. 800 W e R$ 23,20. 12 W–127 V.
e. 400 W e R$ 5,10. III. A energia que ele consome em 5 horas
de funcionamento, quando ligado ade-
72. Fuvest-SP quadamente, é de 6,0 · 10–2 kWh.
No medidor de energia elétrica usado na me-
dição do consumo de residência há um dis- IV. Uma lâmpada de filamento, cuja espe-
co, visível externamente, que pode girar. cificação é 60 W–220 V, queima quan-
Cada rotação completa do disco correspon- do ligada na rede de 127 V.
de a um consumo de energia elétrica de É correto apenas o que se afirma em:
3,6 watts-hora. Mantendo-se, em uma re- a. I
sidência, apenas um equipamento ligado,
observa-se que o disco executa uma volta b. II
a cada 40 segundos. Nesse caso, a potên- c. III
cia consumida por esse equipamento é de, d. I e II
aproximadamente:
e. II e III
a. 36 W
75. IFSP
b. 90 W
Para modernizar sua oficina, um marceneiro foi
c. 144 W
a uma loja de ferramentas e pediu ao vendedor
d. 324 W que lhe mostrasse uma furadeira e uma serra
e. 1.000 W elétrica. Ao consultar os manuais de instrução,
73. Fuvest-SP obteve as informações mostradas na tabela.
As lâmpadas fluorescentes iluminam muito Potência (W)
mais que as lâmpadas incandescentes de mes-
ma potência. Nas lâmpadas fluorescentes com- Furadeira 500
pactas, a eficiência luminosa, medida em lumens
por watt(lm/W), é da ordem de 60 lm/W e, nas Serra elétrica 1.500
lâmpadas incandescentes, é da ordem de 15 lm/W.
Segundo suas estimativas, a furadeira e a serra
Em uma residência, 10 lâmpadas incandescen-
elétrica seriam utilizadas diariamente, em mé-
tes de 100 W são substituídas por fluorescentes
PV-13-14

dia, por 15 minutos e 30 minutos, respectiva-


compactas que fornecem iluminação equivalen-
mente. Dessa forma, fazendo rápidos cálculos,
te (mesma quantidade de lumens). Admitindo
descobriu que, se comprasse as ferramentas e
que as lâmpadas ficam acesas em média 6 horas
as utilizasse pelo tempo previsto, ao final de
por dia e que o preço da energia elétrica é de
um mês de trinta dias a energia consumida pe-
R$ 0,20 por kWh, a economia mensal na conta de
las ferramentas, em kWh, seria igual a:
energia elétrica dessa residência será de, apro-
ximadamente: a. 18,25
a. R$ 12,00 b. 26,25
b. R$ 20,00 c. 29,50
c. R$ 27,00 d. 32,50
d. R$ 36,00 e. 36,75
e. R$ 144,00

71
Física Eletrodinâmica

76. ETEC-SP 78. PUC-PR modificado


Uma granja, que fornece aves para o abate, Considere que, em média, aproximadamente
tem um setor para manter os pintinhos re- 7,0 · 105 kg de água caem de uma altura de 120 m
cém-nascidos permanentemente aquecidos na Usina de Itaipu por segundo, em cada uma
pelo calor de lâmpadas incandescentes. Essas de suas 20 turbinas (unidades geradoras de
lâmpadas ficam escondidas no interior de reci- energia). Considere, também, que todas as
pientes opacos, como um vaso. turbinas estão em funcionamento e que toda
a energia potencial gravitacional possa ser
convertida para energia elétrica (o que na rea-
lidade não acontece). Suponha que a tarifa em
Posicionamento da uso pela COPEL, homologada pela ANEEL, para
lâmpada no interior consumo residencial, seja de R$ 0,30/kW · h
do vaso virado de (sem os impostos). Qual seria a receita anual
boca para baixo. (para 365 dias) se toda a energia gerada fosse
vendida a esse preço? Adote g = 10 m/s2.
79. UFRN
Nessa granja, há cinco desses "aquecedores"
funcionando ininterruptamente, cada um de- Um cliente de lojas virtuais estava procurando
les com uma lâmpada de 40 W em seu interior. adquirir um forno de micro-ondas que apre-
No decorrer de um mês de 30 dias, o consumo sentasse o menor consumo de energia dentre
de energia elétrica dos cinco aquecedores no os modelos disponíveis, quando se interessou
inverno será, em kWh: por dois que apresentavam as seguintes carac-
terísticas técnicas:
a. 144
b. 288
c. 360 Potência Tensão Frequência
Aparelho
(W) (V) (Hz)
d. 720
e. 780
Forno 1 660 110 40
77. Fatec-SP
Atualmente, a maioria das pessoas tem subs- Forno 2 660 220 60
tituído, em suas residências, lâmpadas incan-
descentes por lâmpadas fluorescentes, visan- Em relação ao consumo de energia e conside-
do a uma maior economia. Sabendo-se que a rando que qualquer um dos dois seria utilizado
luminosidade da lâmpada fluorescente de 15 W durante o mesmo intervalo de tempo, as infor-
equivale à da lâmpada incandescente de 60 W, mações contidas na tabela indicam ao cliente
o efeito da substituição de uma lâmpada in- que ele pode adquirir:
candescente que funcione em média 6 horas
PV-13-14

a. apenas o forno 2, pois o consumo de


por dia por outra fluorescente será uma eco- energia depende apenas da tensão de
nomia mensal, em kWh, de: alimentação.
a. 4,5 b. apenas o forno 1, pois o consumo de
b. 8,1 energia depende apenas da tensão de
c. 10,2 alimentação.
d. 13,5 c. qualquer um dos fornos, pois o consu-
mo de energia depende apenas da fre-
e. 15,0 quência.
d. qualquer um dos fornos, pois o consumo
de energia depende apenas da potência.

72
Eletrodinâmica Física

80. ENEM 30 metros, a uma velocidade constante de 4 metros


Os motores elétricos são dispositivos com diver- por segundo. Para fazer uma estimativa simples
sas aplicações, dentre elas destacam-se aquelas da potência necessária e da corrente que deve
que proporcionam conforto e praticidade para ser fornecida ao motor do elevador para ele ope-
as pessoas. É inegável a preferência pelo uso rar com lotação máxima, considere que a tensão
de elevadores quando o objetivo é o transporte seja contínua, que a aceleração da gravidade va-
de pessoas pelos andares de prédios elevados. lha 10 m/s2 e que o atrito possa ser desprezado.
Nesse caso, um dimensionamento preciso da po- Nesse caso, para um elevador lotado, a potência
tência dos motores utilizados nos elevadores é média de saída do motor do elevador e a corren-
muito importante e deve levar em consideração te elétrica máxima que passa no motor serão,
fatores como economia de energia e segurança. respectivamente, de:
Considere que um elevador de 800 kg, quando a. 24 kW e 109 A.
lotado com oito pessoas ou 600 kg, precisa ser b. 32 kW e 145 A.
projetado. Para tanto, alguns parâmetros deve-
c. 56 kW e 255 A.
rão ser dimensionados. O motor será ligado à
rede elétrica que fornece 220 volts de tensão. O d. 180 kW e 818 A.
elevador deve subir 10 andares, em torno de e. 240 kW e 1.090 A.
PV-13-14

73
Física Eletrodinâmica

Capítulo 02

81. UEL-PR d. a voltagem era inversamente propor-


Durante um teste com um resistor elétrico, um cional à corrente e a constante de pro-
técnico faz várias medidas da diferença de po- porcionalidade representa a resistência
tencial U aplicada em seus terminais e da cor- dos condutores.
rente elétrica I que o atravessa. Com os dados e. a voltagem e a corrente eram direta-
obtidos, ele constrói o gráfico abaixo: mente proporcionais e a constante de
proporcionalidade representa a resis-
U (V) tência dos condutores.
7
83. UFPE
6
5 O gráfico a seguir mostra a corrente elétrica
4 i em um elemento x, de um circuito elétrico,
3 em função da diferença de potencial U sobre o
2 elemento x. Supondo que a resistência elétrica
1 deste elemento não dependa da diferença do
0 potencial nele aplicada, determine a corrente
1 2 3 4 i (10–3A) elétrica, em ampères, que circularia se uma di-
ferença de potencial de 96 V fosse aplicada ao
Dos valores abaixo, qual melhor representa a elemento.
resistência elétrica deste resistor?
i (A)
a. 1.000 Ω 5,00
b. 1.500 Ω
3,75
c. 2.000 Ω
d. 3.000 Ω 2,50
e. 6.000 Ω 1,25
82. UEM-PR 0
George Ohm realizou inúmeras experiências 0 10 20 30 40 U (V)
com eletricidade, envolvendo a medição de
voltagens e correntes em diversos condutores 84. Fuvest-SP
elétricos fabricados com substâncias diferen- Estuda-se como varia a intensidade i da cor-
tes. Ele verificou uma relação entre voltagem e rente que percorre um resistor, cuja resistên-
a corrente. Nesse experimento, Ohm concluiu cia é constante e igual a 2 Ω, em função da
que, para aqueles condutores:
PV-13-14

tensão U aplicada aos seus terminais. O gráfico


a. a voltagem era inversamente propor- que representa o resultado das medidas é:
cional à corrente e a constante de pro- a. i (A)
porcionalidade representa a capacitân- 10
cia dos condutores.
5
b. a voltagem era diretamente proporcio-
nal à segunda potência da corrente e a
5 10 U (V)
constante de proporcionalidade repre-
senta a resistência dos condutores. b. i (A)
c. a voltagem e a corrente eram direta- 10
mente proporcionais e a constante de 5
proporcionalidade representa a capaci-
tâcia dos condutores.
5 10 U (V)

74
Eletrodinâmica Física

c. i (A) U(mV)
10
180
5
120
5 10 U (V) 80
60
d. i (A)
10 40
20
5
0 10 20 30 40 50 60 i(mA)
5 10 U (V)
01. Para correntes elétricas aplicadas en-
e. i (A)
tre 0 e 40 mA, o resistor apresenta um
10 comportamento não ôhmico.
02. No intervalo de 0 a 40 mA, a resistência
5
elétrica do resistor vale 0,5 Ω.
5 10 U (V) 04. O comportamento observado entre 40
e 60 mA é devido ao aquecimento do
85. resistor provocado pela passagem da
O gráfico seguinte mostra como varia a inten- corrente elétrica.
sidade de corrente elétrica, em mA, em função 08. Sendo o resistor constituído por um fio
da tensão, em volt, para dois resistores, R1 e R2. resistivo (ρ = 4,0 · 10–5 W · m) com área
da seção reta de 2,0 mm2, seu compri-
mento deverá ser 10 cm.
120
16. Para valores de corrente entre 40 e
U
Corrente (mA)

80
60 mA, a relação R = não pode ser
aplicada. i
R1
87. UFRR
40
R2 Dispositivo 1 Dispositivo 2
0
U (volts) i (ampères) U (volts) i (ampères)
0 4 8 12
Tensão (V) 2,0 4,0 3,0 2,0
Calcule o valor da resistência elétrica de cada
2,5 5,0 4,0 2,5
resistor.
PV-13-14

86. UEPG-PR 3,0 6,0 9,0 3,0


Em uma aula experimental de física, um grupo A tabela desta questão fornece a corrente i
de alunos foi incumbido de caracterizar um re- que atravessa dois dispositivos para diversos
sistor. Para tanto, o grupo de alunos submeteu valores de diferença de potencial U medidos
o resistor a diferentes intensidades de corrente entre as extremidades dos dispositivos. Ana-
elétrica e, com auxílio de um voltímetro, mediu a lisando os dados da tabela, assinale a alterna-
diferença de potencial entre os terminais do re- tiva correta.
sistor para cada intensidade de corrente elétrica
aplicada. Com esses dados, o grupo de alunos a. A lei de Ohm não pode ser verificada.
fez um gráfico da corrente elétrica contra a dife- b. O dispositivo 2 obedece à lei de Ohm e o
rença de potencial. Analisando o gráfico de i · U, dispositivo 1 não obedece à lei de Ohm.
assinale o que for correto e dê como resposta a c. Os dispositivos 1 e 2 obedecem à lei
soma dos números correspondentes. de Ohm.

75
Física Eletrodinâmica

d. Os dispositivos 1 e 2 não obedecem à d. a corrente elétrica permanecerá a mes-


lei de Ohm. ma, não sendo, pois, necessário modifi-
e. O dispositivo 1 obedece à lei de Ohm car a resistência original.
e o dispositivo 2 não obedece à lei de e. a resistência original será reduzida à
Ohm. quarta parte e a corrente elétrica du-
88. UEL-PR plicará.
Três condutores, X, Y e Z, foram submetidos a 90. PUC-SP
diferentes tensões U e, para cada tensão, foi Um chuveiro de 3.000 W e 110 V tem resistên-
medida a respectiva corrente elétrica i, com a cia elétrica R1 e outro de 4.000 W e 220 V tem
finalidade de verificar se os condutores eram R
resistência elétrica R2. A razão 2 vale:
ôhmicos. Os resultados estão na tabela que se R1
segue. a. 3
4
Condutor X Condutor Y Condutor Z
b. 4
i (A) U (V) i (A) U (V) i (A) U (V) 3
0,30 1,5 0,20 1,5 7,5 1,5 c. 2
0,60 3,0 0,35 3,0 15 3,0 d. 3
1,2 6,0 0,45 4,5 25 5,0
e. 4
1,6 8,0 0,50 6,0 30 6,0
91. ITA-SP
De acordo com os dados da tabela, somente: Pedro mudou-se da cidade de São José dos
Campos para São Paulo, levando consigo um
a. o condutor X é ôhmico. aquecedor elétrico. O que deverá ele fazer
b. o condutor Y é ôhmico. para manter a mesma potência de seu aque-
c. o condutor Z é ôhmico. cedor elétrico, sabendo-se que a ddp na rede
d. os condutores X e Y são ôhmicos. em São José dos Campos é de 220 V, enquanto
em São Paulo é de 110 V? Deve substituir a re-
e. os condutores X e Z são ôhmicos. sistência do aquecedor por outra:
89. UFPel-RS
a. quatro vezes menor.
Um estudante que morava em Pelotas, onde a
voltagem é 220 V, após concluir seu curso de b. quatro vezes maior.
graduação, mudou-se para Porto Alegre, onde c. oito vezes maior.
a voltagem é 110 V.
PV-13-14

d. oito vezes menor.


Modificações deverão ser feitas na resistência
do chuveiro – que ele levou na mudança – para e. duas vezes menor.
que a potência desse aparelho não se altere. 92. FEI-SP
Com relação à nova resistência do chuveiro e O choque elétrico é devido à passagem de cor-
à corrente elétrica que passará através dessa rente elétrica pelo nosso corpo, provocando
resistência, é correto afirmar que: contrações musculares. Correntes elétricas de
a. tanto a resistência original quanto a intensidades maiores que 10 mA podem oca-
corrente elétrica quadruplicarão. sionar paradas cardíacas com risco de morte.
b. a resistência original será reduzida à Se uma pessoa levar um choque de 220 V, qual
metade e a corrente elétrica duplicará. deve ser a resistência elétrica mínima de seu
corpo para que ela não corra risco de morte?
c. tanto a resistência original quanto a
corrente elétrica duplicarão.

76
Eletrodinâmica Física

93. ITA-SP d. dobrando-se a corrente elétrica pelo


Um estudante do ITA foi a uma loja comprar uma resistor, a potência elétrica consumida
lâmpada para o seu apartamento. A tensão da quadruplica.
rede elétrica do alojamento dos estudantes do e. o resistor é feito de um material que
ITA é 127 V, mas a tensão na cidade de São José obedece à lei de Ohm.
dos Campos é de 220 V. Ele queria uma lâm-
pada de 25 W de potência que funciona com 95. UFTM-MG
127 V, mas a loja tinha somente lâmpadas de Um ônibus elétrico percorre um trecho plano
220 V. Comprou então uma lâmpada de 100 W de uma rua, com velocidade constante, consu-
fabricada para 220 V e ligou-a em 127 V. Se mindo uma potência elétrica de 2.400 kW. Sua
pudermos ignorar a variação da resistência do fonte alimentadora tem uma tensão de 2.000 V.
filamento da lâmpada com a temperatura, po- Calcule:
demos afirmar que:
a. o estudante passou a ter uma dissipa- a. a intensidade da corrente que alimenta
ção de calor no filamento da lâmpada esse ônibus;
acima da qual ele pretendia (mais de b. a tensão na subestação, se a resistência
25 W). interna da fiação que a une ao ônibus
b. a potência dissipada na lâmpada passou for de 0,10 W.
a ser menor que 25 W.
96. Unicamp-SP
c. a lâmpada não acendeu em 127 V.
d. a lâmpada, tão logo ligada, queimou. Um técnico em eletricidade notou que a lâm-
pada que ele havia retirado do almoxarifado
e. a lâmpada funcionou em 127 V perfei- tinha seus valores nominais (valores impressos
tamente, dando potência nominal de no bulbo) um tanto apagados. Pôde ver que a
100 W. tensão nominal era de 130 V, mas não pôde
94. UFMG ler o valor da potência. Ele obteve, então, atra-
O gráfico a seguir mostra como varia a tensão vés das medições em sua oficina, o seguinte
elétrica em um resistor mantido a uma tempe- gráfico:
ratura constante em função da corrente elétri- Curva de tensão x potência para a lâmpada
ca que passa por esse resistor.
120
Tensão elétrica

100
Potência (W)

80
60
40
PV-13-14

20
0
Corrente elétrica 0 20 40 60 80 100 120 140
Tensão (V)
Com base nas informações contidas no gráfico,
é correto afirmar que: a. Determine a potência nominal da lâm-
a. a corrente elétrica no resistor é direta- pada a partir do gráfico acima.
mente proporcional à tensão elétrica. b. Calcule a corrente na lâmpada para os
b. a resistência elétrica do resistor aumen- valores nominais de potência e tensão.
ta quando a corrente elétrica aumenta. c. Calcule a resistência da lâmpada quan-
c. a resistência elétrica do resistor tem o do ligada na tensão nominal.
mesmo valor, qualquer que seja a ten-
são elétrica.

77
Física Eletrodinâmica

97. Nesse contexto, levando em conta princípios


A energia elétrica gerada em Itaipu é transmi- físicos relacionados com a eletricidade e o
tida da subestação de Foz do Iguaçu (Paraná) magnetismo:
a Tijuco Preto (São Paulo), em alta tensão de a. explique o motivo pelo qual todos os
750 kV, por linhas de 900 km de comprimen- aparelhos elétricos se aquecem quan-
to. Se a mesma potência fosse transmitida por do ligados a uma fonte de energia elé-
meio das mesmas linhas, mas em 30 kV, que é trica;
a tensão utilizada em redes urbanas, a perda b. explique o fato de que diferentes apa-
de energia por efeito Joule seria, aproximada- relhos elétricos, quando ligados à mes-
mente: ma tensão elétrica (ddp), podem dissi-
a. 27.000 vezes maior. par diferentes potências elétricas.
b. 625 vezes maior. 100. UFSC
c. 30 vezes maior. Abaixo é apresentada a etiqueta (adaptada)
d. 25 vezes maior. de um aquecedor elétrico. A etiqueta indica
e. a mesma. que o produto tem desempenho aprovado
pelo Inmetro e está em conformidade com o
98. UFPA Programa Brasileiro de Etiquetagem, que visa
Um homem gasta 10 minutos para tomar seu prover os consumidores de informações que
banho, utilizando-se de um chuveiro elétrico lhes permitam avaliar e otimizar o consumo de
que fornece uma vazão constante de 10 litros energia dos equipamentos eletrodomésticos.
por minuto. Sabendo-se que a água tem uma Considere o custo de 1,0 kWh igual a R$ 0,50 e
temperatura de 20 °C ao chegar no chuveiro e a densidade da água igual a 103 kg/m3.
que alcança 40 °C ao sair do chuveiro, e admi-
Aquecedor
tindo-se que toda a energia elétrica dissipada Energia (Elétrica) EFICIÊNCIA
pelo resistor do chuveiro seja transferida para ENERGÉTICA
Tensão Nominal 220V~
a água nesse intervalo de tempo, é correto con- Potência Nominal 5.400W
SUPERIOR A

cluir-se que a potência elétrica desse chuveiro é: 95%


Classe de Potência
Considere que a densidade da água é 1 kg/litro 2.400W A
e que o calor específico da água é 1 cal/g = 4,2 J.
3.500W B
a. 10 kW
b. 12 kW
4.600W C
D
5.700W D
c. 14 kW
6.800W E
d. 16 kW
7.900W F
e. 18 kW
9.000W G
99. UFRN
PV-13-14

Consumo (kWh) – Por minuto de utilização diária.

O nosso dia a dia está repleto de equipamen- Mensal Mínimo Mensal Máximo
tos e aparelhos elétricos, eletromagnéticos e Elevação de Elevação de
Temperatura 10,0oC Temperatura 26,50oC
eletrônicos que, de diversas formas, têm alte- Vazão 7,9 L/MIN Vazão 3,0 L/MIN
rado as relações de trabalho e lazer em nossa 2,78 2,82
sociedade. Existem várias características que
são comuns a todos os aparelhos e outras que
são comuns a grupos específicos deles. Por
exemplo, todos estão sujeitos ao aquecimen- De acordo com as informações fornecidas
to, quando ligados a uma fonte de energia elé- na etiqueta, assinale a(s) proposição(ões)
trica como uma rede elétrica externa ou uma correta(s).
bateria e, além disso, consomem quantidades 01. O aquecedor é capaz de transformar
de energia distintas mesmo quando eventual- toda a energia elétrica que recebe em
mente são ligados à mesma fonte de tensão. energia térmica.

78
Eletrodinâmica Física

02. A resistência elétrica do aquecedor, 104. UFSCar-SP


atuando nas condições nominais, é de, A resistência elétrica de um fio de 300 m de
aproximadamente, 8,96 Ω. comprimento e de 0,3 cm de diâmetro é de
04. A corrente elétrica do aquecedor, atu- 12 Ω. A resistência elétrica de um fio de mes-
ando nas condições nominais, é de, mo material, mas com o diâmetro de 0,6 cm e
aproximadamente, 24,54 A. comprimento igual a 150 m, é de:
08. O custo, na condição mensal mínima de a. 1,5 Ω
100 minutos mensais de uso do aque-
cedor, é de R$ 50,00. b. 6 Ω
16. A massa de água utilizada no teste de c. 12 Ω
condição mensal máxima é de 3,0 kg.
d. 24 Ω
32. A potência mensal máxima é de 2,82 kWh.
64. A energia transformada por minuto, na e. 48 Ω
condição mensal mínima, é de, aproxi- 105. Unitau-SP
madamente, 3,33 · 105 J.
Um condutor de secção transversal constante
101. FEI-SP e comprimento L tem resistência elétrica R.
Quanto à resistência de um fio condutor, é cor- Cortando-se o fio pela metade, sua resistência
reto afirmar que: elétrica será igual a:
a. quanto maior o diâmetro, maior a re- a. 2 · R
sistência.
b. quanto maior a resistividade, maior a R
b.
resistência. 2
c. quanto maior o comprimento, menor a
resistência. c. R
4
d. quanto menor a resistividade, maior a
resistência. d. 4 · R
102. FEI-SP R
e.
3
Para diminuirmos a resistência de um fio con-
dutor, devemos:
106. Mackenzie-SP
a. aumentar seu comprimento.
b. diminuir sua área. Dois fios, 1 e 2, de resistividade ρ1 e ρ2, respec-
c. trocar seu material por um de resistivi- tivamente, são utilizados na confecção de dois
dade menor. resistores. O comprimento do fio 1 é o dobro
d. trocar seu material por um de resistivi-
dade maior. do comprimento do fio 2 e a secção transver-
sal do fio 1 possui raio igual à metade do raio
PV-13-14

e. diminuir a camada isolante sobre o fio.


103. UEL-PR da secção transversal do fio 2. Sabendo-se que
a resistência elétrica do fio 1 é o dobro da re-
Deseja-se construir uma resistência elétrica de P
1,0 Ω com um fio de constante de 1,0 mm de sistência elétrica do fio 2, a relação 1 , entre
diâmetro. A resistividade do material é P2
4,8 · 10–7 Ω · m e π pode ser adotado como as resistividades dos dois fios, é igual a:
3,1. O comprimento do fio utilizado deve ser, a. 0,25
em metros: b. 0,50
a. 0,40
c. 0,75
b. 0,80
d. 1,25
c. 1,6
d. 2,4 e. 1,50
e. 3,2

79
Física Eletrodinâmica

107. UEL-PR 109.


Para variar a potência dissipada por aparelhos Duas lâmpadas funcionam sob tensão de 220 V.
tais como chuveiro, aquecedores elétricos e Uma delas, L1, possui filamento de compri-
lâmpadas incandescentes são projetados re- mento L e secção transversal A. A outra, L2,
sistores com diferentes resistências elétricas. possui filamento de comprimento 2 · L e sec-
Em um projeto, um fio condutor de compri- ção 4 · A. Sabendo-se que ambos os filamentos
mento L e de diâmetro da seção transversal D são de mesmo material, determine a razão
teve reduzidos à metade tanto o seu diâmetro
quanto o seu comprimento (conforme está re- P1
entre as potências dissipadas pelas lâmpadas.
presentado na figura). O que acontecerá com a P2
resistência R’ do novo fio, quando comparada
à resitência R do fio original? 110. UPE
L Um fio metálico de resistência R e onde pas-
sa uma corrente i é esticado de modo que seu
D comprimento triplique e o seu volume não va-
rie no processo. A tensão aplicada no fio metá-
L lico é a mesma para ambos os casos. Assinale a
2 alternativa que corresponde à nova resistência
D
e corrente elétrica, quando o fio é esticado.
2
i
a. 6 R;
a. R = 1 3
R' 4 i
b. 6 R;
b. R = 1 6
R' 8 i
c. 3 R;
c. R = 1 6
R' 2 d. 3 R; i
d. R = 4 e. 9 R;
i
R' 9
e. R = 2 111. Unisa-SP
R' A corrente elétrica que chega até nossas resi-
108. UFSM-RS dências é transportada por meio de linhas de
Dois fios condutores do mesmo material e do transmissão constituídas de cobre, cuja resis-
mesmo comprimento, com seções retas de tência, à temperatura de 20 °C, é de 120 Ω e o
áreas A e 2A, submetidos à mesma diferença coeficiente de temperatura dessa resistência é
a = 3,9 · 10–3 °C–1. Em um dia quente de verão,
PV-13-14

de potencial e à mesma temperatura, dissi-


pam, por efeito Joule, respectivamente, as po- a uma temperatura de 35 °C, esse mesmo con-
tências P1 e P2 com P1/P2 valendo: dutor passará a ter resistência, em ohms, um
valor mais próximo a:
1
a. Dado: ∆R = R0 · α · ∆q
4
a. 107
1
b. b. 110
2
c. 120
c. 2
d. 127
d. 4
e. 135
e. 8

80
Eletrodinâmica Física

112. PUC-RS 114. UFPR


Dois fios condutores são constituídos pelo Um engenheiro eletricista, ao projetar a ins-
mesmo metal, cuja resistividade elétrica pode talação elétrica de uma edificação, deve levar
ser considerada constante nas condições de em conta vários fatores, de modo a garantir
operação consideradas. principalmente a segurança dos futuros usuá-
Um desses fios tem o dobro do comprimento rios. Considerando um trecho da fiação, com
e a metade da área do outro. Se a mesma di- determinado comprimento, que irá alimentar
ferença de potencial elétrico for aplicada nas um conjunto de lâmpadas, avalie as seguintes
extremidades de ambos os fios, o quociente afirmativas:
entre as potências elétricas dissipadas pelos 1. Quanto mais fino for o fio condutor,
fios de maior e menor comprimento será: menor será a sua resistência elétrica.
a. 1 2. Quanto mais fino for o fio condutor,
4 maior será a perda de energia em for-
b. 1 ma de calor.
2 3. Quanto mais fino for o fio condutor,
c. 1 maior será a sua resis­tividade.
d. 2
Assinale a alternativa correta.
e. 4
a. Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
113. UFF-RJ
Considere dois pedaços de fios cilíndricos A e b. Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
B, do mesmo comprimento, feitos de um mes-
c. Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
mo material, com diâmetros distintos, porém,
pequenos demais para serem medidos direta- d. Somente as afirmativas 1 e 2 são verda-
mente. Para comparar as espessuras dos dois deiras.
fios, mediu-se a corrente i que atravessa cada
e. Somente as afirmativas 2 e 3 são verda-
fio como função de diferença de potencial à
deiras.
qual está submetido. Os resultados estão re-
presentados na figura. 115. Unifal-MG
1,00
Considere dois chuveiros elétricos com resis-
0,75 Fio A tências de um mesmo material, um ligado em
110 V e o outro ligado em 220 V, aquecendo
i (A)

0,50
a mesma quantidade de água. Os aquecimen-
0,25 Fio B tos proporcionados pelos dois chuveiros serão
iguais se a resistência do chuveiro ligado a 110 V
PV-13-14

0 2 4 6 8 10 tiver:
ddp (mV)
Analisando os resultados, conclui-se que a re- a. o mesmo comprimento e a área trans-
lação entre os diâmetros d dos fios A e B é: versal duas vezes maior que a do chu-
veiro ligado em 220 V.
a. dA = 2 · dB
dB b. o comprimento quatro vezes maior e a
b. dA = mesma área transversal que a do chu-
2 veiro ligado em 220 V.
c. dA = 4 · dB
c. o mesmo comprimento e a mesma área
d
d. dA = B transversal que a do chuveiro ligado em
4 220 V.
e. dA = 2 ⋅ dB

81
Física Eletrodinâmica

d. o comprimento duas vezes maior e a As cores utilizadas nos anéis A, B e C corres-


mesma área transversal que a do chu- pondem aos números indicados na seguinte
veiro ligado em 220 V. tabela:
e. o mesmo comprimento e a área trans- Cor Número
versal quatro vezes maior que a do chu- Preta 0
veiro ligado em 220 V. Marron 1
116. UFSCar-SP Vermelha 2
Por recomendação de um eletricista, o pro- Laranja 3
prietário substituiu a instalação elétrica de sua Amarela 4
casa, e o chuveiro, que estava ligado em 110 V, foi Verde 5
trocado por outro chuveiro de mesma potên- Azul 6
cia, ligado em 220 V. A vantagem dessa subs- C BA
Violeta 7
tituição está:
Cinza 8
a. no maior aquecimento da água que Branca 9
esse outro chuveiro vai proporcionar.
b. no menor consumo de eletricidade
Nessa convenção, A e B são, respectivamente,
desse outro chuveiro.
os algarismos da dezena e da unidade e C é
c. na dispensa do uso de disjuntor para o a potência de 10 do valor da resistência em
circuito desse outro chuveiro. ohms. Considere 1 cal 4,2 J.
d. no barateamento da fiação do circui- A resistência do aparelho usado por uma bai-
to desse outro chuveiro, que pode ser larina para ferver a água para o café deve ser
mais fina. substituída. Tal resistência, ao ser atravessada
por uma corrente de 1,0 A durante 7,0 min, é
e. no menor volume de água de que esse capaz de aquecer 1,0 L de água de 30 °C a 90 °C.
outro chuveiro vai necessitar. Despreze as perdas de calor. Calcule o valor da
117. Uniube-MG resistência e indique a sequência de cores CBA
Um ferro de passar roupa com potência de que um resistor comercial, com esse valor de
1.200 W está conectado à rede de alimenta- resistência, deve apresentar.
ção com uma tensão de 120 V. Um disjuntor 119. Unicamp-SP
de proteção foi instalado para este ferro de O gráfico abaixo representa a potência (em kW)
passar e deve se desarmar (“abrir”) com uma consumida por uma residência ao longo do dia.
corrente 50% maior que a corrente nominal A residência é alimentada por uma tensão de 120 V e
de operação do ferro. Qual deve ser a corrente possui um fusível que queima se a corrente ultra-
especificada para o disjuntor? passar um certo valor, para evitar danos na insta-
PV-13-14

a. 10 A lação elétrica. Por outro lado, esse fusível deve


suportar a corrente utilizada na operação normal
b. 15 A dos aparelhos da residência.
c. 20 A 6
5
d. 120 A
Potência (kW)

4
118. UERJ 3

Comercialmente, os resistores têm seus valo- 2


res de resistência identificados a partir de um 1
código de três cores, impressas sob a forma de 0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24
anéis no próprio corpo do resistor.
Hora

82
Eletrodinâmica Física

a. Qual será o valor máximo da corrente 123. PUC-MG


que o fusível deve suportar? Em alguns conjuntos de lâmpadas usados para
b. Qual a energia, em kWh, consumida enfeitar árvores de natal, as lâmpadas estão
em um dia nessa residência? ligadas em série. Se um desses conjuntos es-
c. Qual será o preço a pagar por 30 dias tiver em funcionamento e uma das lâmpadas
de consumo se o kWh custa R$ 0,22? se queimar:
120. UEM-PR modificado a. as demais continuam acesas.
Um condutor elétrico ôhmico, de resistivida- b. as demais se apagam.
de elétrica 1,6 · 10–4 Ω · m (a 20 °C), secção
transversal 2,0 mm2 e comprimento 2,0 m, é c. se for a quinta lâmpada a se queimar,
submetido a uma diferença de potencial de apenas as quatro primeiras lâmpadas
5,0 V no vácuo. Com base nessas informações, permanecerão acesas.
assinale o que for correto. d. se for a quinta lâmpada a se queimar,
01. Em 10 s, 1,0 C de carga elétrica flui atra- as quatro primeiras lâmpadas se apaga-
vés do condutor. rão e as demais permanecerão acesas.
02. A resistência elétrica do condutor é 124. Fatec-SP
1,6 · 102 Ω. Duas lâmpadas, L1 e L2, são ligadas em série a
04. A corrente elétrica nos terminais do uma fonte de 220 V.
condutor é 0,03125 A.
L1 L2
08. A potência dissipada no condutor é
12 W.
121. UEL-PR
220 V
Considere os valores indicados no esquema a se-
guir, que representa uma associação de resistores. Sabendo que as resistências das lâmpadas
R1 R2 R3 i = 0,40 A são R1 = 1.000 Ω e R2 = 100 Ω, respectiva-
mente, e que ambas possuem tensão nomi-
7,0 V 5,0 V 8,0 V nal de 110 V, é correto dizer que:
a. as duas lâmpadas nunca vão se acen-
O resistor equivalente dessa associação vale: der, pois possuem tensão nominal infe-
a. 8 Ω rior à tensão da rede.
b. 14 Ω b. as duas lâmpadas ficarão acesas por
c. 20 Ω longo período, uma vez que as diferen-
d. 32 Ω ças de potencial sobre elas são inferio-
e. 50 Ω res às suas tensões nominais.
PV-13-14

122. Vunesp c. As diferenças de potencial em L1 e L2


são, respectivamente, de 100 V e 10 V.
Num circuito elétrico, dois resistores, cujas re-
sistências são R1 e R2, com R1 > R2, estão ligados d. A lâmpada L1 ficará acesa por pouco
em série. Chamando de i1 e i2 as correntes que tempo, uma vez que a lâmpada L2 vai se
os atravessam e de U1 e U2 as tensões a que queimar rapidamente.
estão submetidos, respectivamente, pode-se
afirmar que: e. A lâmpada L1 estará sujeita a uma di-
a. i1 = i2 e U1 = U2 ferença de potencial superior ao seu
valor nominal, enquanto a lâmpada L2
b. i1 = i2 e U1 > U2 apresentará uma intensidade muito in-
c. i1 > i2 e U1 = U2 ferior à original.
d. i1 > i2 e U1 < U2
e. i1 < i2 e U1 > U2

83
Física Eletrodinâmica

125. 129. UECE


Um estudante dispõe de uma bateria de 9 V Considere dois resistores com resistências R1
e uma lâmpada de 6 V-1,8 W. Para a lâmpada e R2. A resistência equivalente na associação
funcionar normalmente, o estudante utilizou em série de R1 e R2 é quatro vezes o valor da
um resistor adequado associado em série com resistência da associação em paralelo. Assim,
a lâmpada. Nessas condições: é correto afirmar que:
a. qual é a ddp nos extremos do resistor?
a. R1 = R2
b. determine o valor da resistência elétri-
ca do resistor. b. R1 = 4 · R2
1
126. PUC-MG c. R1 = ⋅ R2
Uma lâmpada incandescente tem as seguintes 4
d. R1 = 2 · R2
especificações: 100 W e 120 V. Para que essa
lâmpada tenha o mesmo desempenho quando 130. UEA-AM
for ligada em 240 V, é necessário usá-la asso- O gráfico a seguir mostra as intensidades das
ciada em série com um resistor. Consideran- correntes que podem circular em dois resisto-
do-se essa montagem, a potência dissipada res (I e II), em função das voltagens a que são
nesse resistor adicional será de: submetidos.
a. 50 W
U (V)
b. 100 W I
c. 120 W 120
d. 127 W 90
127. UERJ II
Dois resistores, A e B, sendo R A = 30 Ω e 60
R B = 60 Ω, estão ligados a uma fonte de ten-
30
são de 12 V, de modo que ambos ficam sob a
mesma tensão. Nessas condições:
a. os resistores estão associados em série 1 2 3 4 5 i (A)
ou em paralelo? Justifique.
b. determine a potência total dissipada Os resistores I e II vão ser associados em pa-
pelos resistores. ralelo e, em seguida, ligados a uma fonte de
128. FGV-SP tensão de 90 V. Qual a intensidade de corrente
Devido à capacidade de fracionar a tensão elé- que será fornecida ao conjunto?
trica, um resistor de fio também é conhecido a. 6 A
como divisor de tensão. O esquema mostra b. 8 A
um resistor desse tipo, feito com um fio ôhmi- c. 10 A
co de resistividade e área de seção transversal
uniformes, onde foram ligados os conectores d. 12 A
PV-13-14

de A até E, mantendo-se a mesma distância e. 15 A


entre conectores consecutivos. 131. PUC-RJ
A B C D E
Considere duas situações. Na situação A, uma
lâmpada é conectada a uma bateria, e, na situação
Uma vez estabelecidos os potenciais 0 V e 120 V B, duas lâmpadas iguais são conectadas em
nos conectores A e E, respectivamente, o va- série à mesma bateria.
lor absoluto da diferença de potencial entre os
conectores C e D, em V, é:
a. 24
b. 30
c. 48 A B
d. 60
e. 72

84
Eletrodinâmica Física

Comparando-se as duas situações, na situação 134. Unemat-MT


B, a bateria provê: 6A
a. a mesma luminosidade.
Fusível
b. maior corrente. A
c. menor corrente.
d. maior luminosidade. B

e. menor voltagem.
132. UFSC U = 10 V
Numa rede elétrica, submetida a um tensão Um engenheiro elétrico deseja construir o cir-
de 110 V, foi instalado um fusível de 30 A. cuito elétrico representado na figura acima,
para ligar algumas lâmpadas. Esse engenheiro
Fusível dispõe de lâmpadas que apresentam impres-
sas, no vidro do bulbo, as características
A (10 V-6 W).
110 V Se a corrente que o filamento do fusível supor-
B ta, sem se romper, é de 6 A, então, quantas
lâmpadas ligadas em paralelo podem ser colo-
cadas entre o terminal AB?
Lâmpadas a. 2
b. 12
Quantas lâmpadas de 100 W poderão ser liga-
das simultaneamente nesta rede, sem risco de c. 10
queimar o fusível? d. 15
133. UFMG e. 5
A figura ilustra a forma como três lâmpadas es- 135. UCPel-RS
tão ligadas a uma tomada. A corrente elétrica Em relação à rede elétrica e aos aparelhos re-
no ponto A do fio é iA e no ponto B é iB. sistivos, assinale com verdadeiro (V) ou falso
(F) as afirmativas abaixo.
I. Todas as lâmpadas de uma residência
estão ligadas em série.
II. O aparelho de maior potência é o de
L1 menor resistência.
L2 III. Os fusíveis (ou disjuntores) são ele-
A
PV-13-14

L3 mentos de proteção de circuitos contra


correntes elétricas inferiores a valores
B preestabelecidos.
IV. Um aquecedor elétrico traz na plaque-
Em um determinado instante, a lâmpada L2 se ta de inscrição 2.000 W-200 V. Isso sig-
queima. Pode-se afirmar que: nifica que sua resistência é 20 omhs.
a. a corrente iA se altera e iB não se altera. V. O fusível (ou disjuntor) está ligado em sé-
rie com os aparelhos protegidos por ele.
b. a corrente iA não se altera e iB se altera.
a. F – V – F – V – V
c. as duas correntes se alteram. b. V – V – F – V – F
d. as duas correntes não se alteram. c. V – F – F – F – V
d. F – F – V – V – V
e. V – V – V – V – V

85
Física Eletrodinâmica

136. UEA-AM pamentos de aquecimento como o ferro


Um eletricista precisa instalar um chuveiro em elétrico, o chuveiro elétrico, a prancha
uma residência, cuja rede elétrica de 220 V alisadora, o forno elétrico, as lâmpadas
está protegida por um disjuntor de 60 A. Os incandescentes etc.
demais equipamentos da residência, quando 220/110 V
ligados simultaneamente, consomem 4.400 W.
Contato
Assim, o eletricista deve instalar um chuveiro de:
a. 4.200 W em 220 V. Contato
Diafragma
b. 4.200 W em 110 V. Elemento
c. 5.100 W em 110 V. de
aquecimento
d. 8.800 W em 220 V.
e. 10.400 W em 220 V. Passagem da água
por dentro do
137. UFPel-RS elemento de
As lâmpadas incandescentes residenciais, ge- aquecimento
ralmente, são fabricadas para a tensão de 127 V, Saída da água
sendo que podem ter potência de 25 W, 40 W, O chuveiro elétrico é composto de
60 W, 100 W e 150 W. dois resistores, constituídos por um fio
Com base no exposto e considerando que to- espiralado de metais que possibilitam um
das as lâmpadas citadas acima sejam ligadas aquecimento rápido e prático, um de alta
em 127 V, analise as afirmativas abaixo. potência e o outro de baixa potência de
I. A lâmpada de 150 W de potência é a aquecimento, e um diafragma de borracha.
que tem menor brilho e maior resistên- Os resistores ficam fixados no interior do
cia elétrica. chuveiro. Para selecionar o tipo de banho
II. A lâmpada de 60 W de potência apre- que se deseja tomar, existe na sua parte
senta maior resistência elétrica e me- externa uma chave seletora que é capaz de
nor brilho que a lâmpada de 100 W de mudar o tipo de resistência, aumentando
potência. ou diminuindo a potência do chuveiro,
III. A lâmpada de 25 W de potência conso- e, consequentemente, a temperatura do
me menos energia e tem maior resis- banho. A água, ao circular pelo chuveiro,
tência elétrica que a lâmpada de 150 W pressiona o diafragma de borracha, e este,
de potência. por sua vez, aproxima os contatos energi-
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): zados, situados no cabeçote do aparelho.
a. II apenas. Assim, a água, ao passar pelos terminais
do resistor quente, aquece-se, tornando o
b. I e III apenas.
banho bem quentinho e agradável.
c. I e II apenas.
PV-13-14

Disponível em: <http:/Jwwsv.newtoncbraga.


d. II e III apenas. com.br/index.phpieletncadomiciliar’2936-c
1033.hunl p’>. Adaptado.
e. III apenas.
Leia o texto a seguir para responder às ques- 138.
tões 138 e 139. Acerca do assunto tratado no texto, analise a
O físico britânico James Prescott seguinte situação-problema:
Joule (1818-1889), que descobriu o prin-
Para selecionar o tipo de banho que se deseja
cípio que levou o seu nome, explicou a
tomar, existe no chuveiro elétrico uma chave
relação entre eletricidade e calor e trouxe
seletora que pode ser colocada nas posições
ao homem vários benefícios. Muitos apa-
inverno e verão, conforme indicado na figura,
relhos que utilizamos no nosso dia a dia
capaz de alterar a resistência elétrica, aumen-
têm seu funcionamento baseado no efeito
tando ou diminuindo a potência do chuveiro
Joule. Esse princípio tem larga utilização
e, consequentemente, a temperatura da água.
no cotidiano como, por exemplo, em equi-

86
Eletrodinâmica Física

A fica em média com o chuveiro ligado durante


10 minutos em seu banho. Sabendo que o ma-
nual do fabricante informa que esse chuveiro
tem potência de 6.500 W, o consumo de ener-
220 V gia encontrado, em kWh, é:
B C
a. 26
b. 13
Chave
c. 260
Analise as proposições abaixo, em relação ao d. 130
efeito Joule, escrevendo V ou F conforme se- e. 20
jam verdadeiras ou falsas, respectivamente.
I. Na posição verão, a resistência do resis- 140.
tor do chuveiro torna-se menor, ocor- Fase 1 Fase 2

rendo menor oposição à passagem de Terra


cargas, aumentando a intensidade de Fase 1
corrente e, consequentemente, maior Fase 2
Neutro
potência dissipada.
II. Na posição verão, a potência dissipada L1 L2
no resistor deverá ser menor que na Neutro Terra Aq Ferro
posição inverno. Por isso, a resistência Quadro de distribuição
na posição verão é maior que a resis- circuito primário
Fase 1
tência na posição inverno. Fase 2
Terra
III. Na posição verão, a resistência do re-
sistor do chuveiro torna-se maior, ocor-
rendo maior oposição à passagem de Chuveiro

cargas, diminuindo a intensidade de


corrente e, consequentemente, menor A figura acima representa, de forma esquemá-
potência dissipada. tica, a instalação elétrica de uma residência,
IV. Tanto na posição inverno quanto na com circuitos de tomadas de uso geral e circui-
posição verão a temperatura da água to específico para um chuveiro elétrico. Nessa
independe da potência dissipada. residência, os seguintes equipamentos perma-
neceram ligados durante 3 horas a tomadas de
Assinale a alternativa que corresponde à sequência uso geral, conforme o esquema da figura: um
correta: aquecedor elétrico (Aq) de 990 W, um ferro de
a. V, F, V, V passar roupas de 980 W e duas lâmpadas, L1 e
b. F, V, F, V L2, de 60 W cada uma.
PV-13-14

c. V, F, V, F Nesse período, além desses equipamentos,


d. F, V, V, F um chuveiro elétrico de 4.400 W, ligado ao cir-
cuito específico, como indicado na figura, fun-
e. F, F, V, F cionou durante 12 minutos. Para essas condi-
139. UEPB ções, determine:
Ainda acerca do assunto tratado no texto, ana- a. a energia total, em kWh, consumida
lise a seguinte situação-problema: durante esse período de 3 horas;
Um pai de família, preocupado em economizar
energia elétrica em sua residência, propôs-se b. a corrente elétrica que percorre cada
a determinar qual o consumo de energia rela- um dos fios fase, no circuito primário
tivo à utilização do chuveiro elétrico, durante do quadro de distribuição, com todos
um mês (30 dias). Ele percebeu que cada um os equipamentos, inclusive o chuveiro,
dos quatro membros da família, todos os dias, ligados;

87
Física Eletrodinâmica

c. a corrente elétrica que percorre o con- 143.


dutor neutro, no circuito primário do qua- Determinar a resistência equivalente entre os
dro de distribuição, com todos os equipa- pontos X e Y, conforme figura.
mentos, inclusive o chuveiro, ligados.
X
Note e adote 6,
0 Ω
Ω 0
6,
A tensão entre fase e neutro é 110 V e, entre
as fases, 220 V. Ignorar perdas dissipativas 6,0 Ω 6,0 Ω
nos fios.
O símbolo • representa o ponto de ligação 3,0 Ω
Y
entre dois fios.
141. FEI-SP 144. Mackenzie-SP
No circuito abaixo, qual é a resistência equiva- Uma caixa contém resistores conectados a três
lente da associação dos três resistores? terminais, como mostra a figura a seguir.
R Caixa
a
2·R

R
2R R
a. 1,5 · R
b. 2,0 · R R
c. 2,5 · R b c
d. 3,0 · R
e. 4,0 · R A relação entre as resistências equivalentes
142. FMABC-SP entre os pontos a e b e entre os pontos b e c
(Rab/Rbc) é:
O valor de R, para que o resistor equivalente
da associação seja 10 Ω, deve ser: a. 4
A 3
b. 1
1
c.
2
d. 3
2
R e. 2
PV-13-14

145. PUCCamp-SP
A figura abaixo representa o trecho AB de um
circuito elétrico, em que a diferença de poten-
cial entre os pontos A e B é de 30 V.
B 30 Ω
a. 3 Ω
i1
b. 5 Ω
i2 B
c. 7 Ω
d. 11 Ω
15 Ω 5Ω
e. 15 Ω

88
Eletrodinâmica Física

A resistência equivalente desse trecho e as 148. Asces-PE


correntes nos ramos i1 e i2 são, respectivamen- Um trecho de um circuito elétrico composto
te: de resistores ôhmicos é mostrado na figura a
a. 5 W; 9,0 A e 6,0 A seguir. Sabe-se que a diferença de potencial
entre os pontos A e B é de 12 V. Nessa situa-
b. 12 W; 1,0 A e 1,5 A ção, qual é a corrente elétrica que atravessa o
c. 20 W; 1,0 A e 1,5 A resistor de resistência 1.000 Ω?
d. 50 W; 1,5 A e 1,0 A 2000 Ω
e. 600 W; 9,0 A e 6,0 A
146. UFPE
1000 Ω A 3000 Ω B
A figura abaixo representa um trecho de um
circuito elétrico.
8i 4000 Ω

a. 0,03 A
A B b. 0,06 A
R
c. 0,12 A
i d. 0,012 A
e. 0, 013 A
A diferença de potencial entre os pontos A e
B é 20 V. Qual é o valor da resistência R, em 149. Fuvest-SP
ohms?
Dispondo de pedaços de fios e 3 resistores de
a. 0,5 mesma resistência, foram montadas as cone-
b. 1,5 xões apresentadas abaixo. Dentre essas, aque-
c. 2,5 la que apresenta a maior resistência elétrica
d. 3,5 entre seus terminais é:
e. 4,5
147. a.
Na figura seguinte, os cinco resistores pos-
suem resistências iguais a R e a associação está
PV-13-14

submetida a uma ddp U.


R
i1 b.
i R R i
R i2

i3
R
c.
Coloque as intensidades de corrente elétrica
i1, i2 e i3 em ordem crescente.

89
Física Eletrodinâmica

c. 10
2
d.
d. 12 ⋅ 10

e. 15 ⋅ 10
e. 153. ITA-SP
Determine a intensidade da corrente que atra-
Utilize a figura seguinte para responder às vessa o resistor R2 da figura quando a tensão
questões 150 e 151. entre os pontos A e B for igual a V e as resistên-
cias R1, R2 e R3 forem iguais a R.
2A
C 4A D R3
12 Ω
A B
6Ω 6Ω R1 R2
3Ω R
U
a.
150. Fatec-SP
De acordo com as indicações das intensidades b.
de corrente elétrica, a tensão U aplicada entre
os pontos C e D vale: c.
a. 72 V
b. 42 V d.
c. 36 V e. V · R
d. 18 V
154. Cesgranrio-RJ
e. 5 V
Três lâmpadas, cujas resistências internas va-
151. Fatec-SP lem R, 2R e 3R, são ligadas a 110 volts, confor-
A resistência elétrica do resitor R vale: me indica o circuito a seguir.
a. 12 Ω 2R
b. 9 Ω R
3R
c. 8 Ω
d. 6 Ω 110 V
e. 2 Ω
PV-13-14

A razão entre as ddp na lâmpada de resistência


152. UPE R e na lâmpada de resistência 3 R vale:
No trecho do circuito abaixo, a resistência de 3 Ω
dissipa 30 W. Qual a ddp em volts entre A e B? a. 1
5
3Ω 1
8Ω b.
A B 3
c. 2
6Ω
5
a. 3 ⋅ 10 3
d.
5
b. 3 10 e.
5
2 6

90
Eletrodinâmica Física

155. Mackenzie-SP a. as lâmpadas 1, 2 e 4 tornam-se mais


A associação de resistores abaixo está subme- brilhantes.
tida, entre os terminais A e B, à ddp de 50 V e b. as lâmpadas 1, 2 e 4 permanecem com
dissipa, por efeito Joule, a potência de 250 W. o mesmo brilho.
O valor de R é:
c. as lâmpadas ficam com brilhos desi-
R guais, sendo que a 1 é a mais brilhante.
7Ω d. as lâmpadas 1 e 4 irão brilhar menos
A B e a lâmpada 2 irá brilhar mais do que
quando a lâmpada 3 não está queimada.
12 Ω e. ficam com intensidades desiguais, sen-
do que a 1 torna-se mais brilhante do
a. 8 Ω que quando a lâmpada 3 não está quei-
b. 7 Ω mada.
c. 6 Ω A figura mostra uma rede elétrica residencial
d. 5 Ω de 110 V na qual dois resistores de 1 Ω cada e
e. 4 Ω uma lampada de 108 Ω de resistência elétrica
são percorridos por uma corrente elétrica de
156. UFC-CE 1 A. Os pontos B e C representam os terminais
No circuito abaixo, os três resistores são idên- da lâmpada.
ticos e cada um pode dissipar uma potência 1Ω
máxima de 32 W sem haver risco de supera- A B
110 V
quecimento. L3
R 1A 108 Ω
1Ω
0
R D C

Com base nessas informações, responda às


R
questões 158 e 159.
158.
Nessas condições, qual a potência máxima A resistência equivalente entre os pontos A e
que o circuito poderá dissipar? D e a potência total dissipada valem, respecti-
a. 32 W vamente:
b. 36 W a. 110 Ω e 108 W
c. 40 W b. 108,5 Ω e 108,5 W
PV-13-14

d. 44 W c. 110 Ω e 110 W
e. 48 W d. 108 Ω e 55 W
157. UFMS e. 110 Ω e 55 W
As quatro lâmpadas idênticas, representadas na 159.
figura, acendem quando os extremos A e B do cir-
cuito são ligados a uma fonte de tensão constante. Suponha que, por acidente, os terminais B e
Queimada a lâmpada 3, é correto afirmar que: C da lâmpada encostem um no outro. Nessas
condições, assinale a alternativa correta.
2
a. A lâmpada apaga e a intensidade de
1 4 corrente elétrica continua igual a 1 A.
A B b. A lâmpada continua acesa, mas seu bri-
lho diminui.
3

91
Física Eletrodinâmica

c. O brilho da lâmpada aumenta rapida- R1


mente devido ao aumento da intensi- d.
dade de corrente elétrica. R2
d. A lâmpada apaga e a intensidade de
corrente elétrica nos dois resistores R3
de 1 Ω aumenta para 55 A, podendo
provocar um incêndio devido ao efeito R4
Joule.
e. A lâmpada fica em curto-circuito e a in- R5
tensidade de corrente elétrica cai para
zero. R6

160. Vunesp-SP
Alguns automóveis modernos são equipados
com um vidro térmico traseiro para eliminar o e. R1
embaçamento em dias úmidos. Para isso, ‘tiras
resistivas’ instaladas na face interna do vidro são R2
conectadas ao sistema elétrico de modo que se
possa transformar energia elétrica em energia R3
térmica. Num dos veículos fabricados no país,
por exemplo, essas tiras (resistores) são arranja- R4
das como mostra a figura a seguir.
Se as resistências das tiras 1, 2 ..., 6 forem, R5
respectivamente, R1, R2..., R6, a associação que
corresponde ao arranjo das tiras da figura é: R6
6
Terminais que 5
4
vão para o 3
sistema elétrico 2
1

R1 R2 R3 R4 R5 R6
a.
R1 R4

R2 R5
b.
R3 R6
PV-13-14

R1 R2 R3
c. R4 R5 R6

92
Eletrodinâmica Física

Capítulo 03
161. Mackenzie-SP Para responder às questões 164 e 165, utilize
Num circuito de corrente elétrica, a força ele- as seguintes informações.
tromotriz é: Um gerador (ε = 36 V; r = 2 Ω) está em funcio-
a. a força que o gerador imprime dos elétrons. namento e a intensidade de corrente elétrica é 3 A.
b. a ddp entre os terminais do gerador. 164.
c. a energia que o gerador transfere a A ddp nos terminais do gerador é:
uma unidade de carga portadora de a. 30 V
corrente.
b. 32 V
d. a energia dissipada em forma de calor.
c. 36 V
162. UEBA d. 40 V
Sendo a força eletromotriz de uma bateria
igual a 15 V: e. 42 V
a. a corrente fornecida pela bateria é de 165.
15 Ω. A potência útil e a potência dissipada valem,
b. a resistência interna é de 15 Ω. respectivamente, em watt:
c. a potência fornecida pela bateria para a. 18 e 90
o circuito externo é de 15 W.
b. 90 e 18
d. é necessária uma força de intensidade
igual a 15 N para cada 1 C de carga que c. 108 e 90
atravessa a bateria. d. 108 e 18
e. a energia química que se transforma
em energia elétrica é de 15 J para cada e. 90 e 108
1 C de carga que atravessa a bateria. 166.
163. Unimes-SP
Um gerador de força eletromotriz e desconhe-
O gráfico representa a dependência entre ten- cida e resistência interna igual a 5 Ω, quando
são e corrente para certo elemento de circui- percorrido por uma corrente elétrica de 4 A,
to. O elemento é: apresenta uma ddp de 120 V em seus termi-
U (V) nais, conforme mostra a figura.

5Ω ε
2,0
PV-13-14

i=4A
1,0

0 10
i (A) U = 120 V
a. um resistor com R = 0,01 ohm. O valor da força eletromotriz e do gerador vale:
b. um gerador com fem = 2,0 V e resistên- a. 100 V
cia interna r = 0,1 ohm.
b. 120 V
c. um gerador com fem = 2,0 V e resistên-
cia interna r = 1 ohm. c. 140 V
d. um resistor com R = 100 ohms. d. 160 V
e. Um gerador com fem = 1,0 V e resistên- e. 200 V
cia interna r = 1 ohm.

93
Física Eletrodinâmica

167. 171. Acafe-SC


Com base na questão anterior, podemos afir- Para garantir a manutenção elétrica preventi-
mar que o rendimento do gerador é: va de um automóvel, uma pessoa deseja subs-
tituir a bateria (gerador de fem) dele. O manu-
a. 16,6% al de funcionamento apresenta um diagrama
b. 50% V (voltagem) X i (corrente) mostrando a curva
c. 75% característica do gerador em questão.
d. 85,7% U (volts)
e. 92,5%
12
168.
10
Um gerador de fem e e resistência interna r, 8
em funcionamento, apresenta um rendimen- 6
to de 80%. Sabendo-se que a intensidade de 4
corrente elétrica através do gerador é 2 A e a 2
ddp em seus extremos é 32 V, determine e e r.
4,0 8,0 12 16 i (A)
Leia o texto para responder às questões 169 e 170.
A alternativa correta que mostra os valores de
A figura mostra uma bateria com força eletro- fem, em volts, e resistência interna, em ohm,
motriz e e resistência interna r. da bateria é:
A a. 10 e 1
b. 12 e 5
r c. 12 e 0,5
d. 12 e 1
ε
172.
B Para os valores de U e i indicados no gráfico,
o gerador apresenta um rendimento de 80%.
Quando os terminais A e B são ligados em cur-
to-circuito, a corrente elétrica é de 10 A. Quan- Os valores de U e i são, respectivamente:
do se liga uma resistência elétrica de 1,8 Ω aos U (V)
terminais A e B, a corrente elétrica é de 5,0 A.
50
169. UFPE
U
O valor da força eletromotriz da bateria é:
a. 1,5 V
b. 6,0 V i (A)
PV-13-14

0 i 20
c. 9,0 V
d. 12 V a. 40 V e 4 A
e. 18 V b. 30 V e 2,5 A
170. UFPE c. 30 V e 4 A
d. 36 V e 5 A
O valor da resistência interna r é:
e. 40 V e 8 A
a. 0,5 Ω
b. 1,0 Ω 173. Mackenzie-SP
c. 1,8 Ω Um reostato é ligado aos terminais de uma ba-
teria. O gráfico a seguir foi obtido variando-se
d. 2,0 Ω
a resistência do reostato e mostra a variação
e. 3,0 Ω da ddp U entre os terminais da bateria em fun-
ção da corrente elétrica i que a atravessa.

94
Eletrodinâmica Física

U (V) 176.
Uma pilha comum de rádio é submetida a uma
série de ensaios, em que é ligada em resistores
12
diferentes, medindo-se para cada um deles a
tensão (U) em seus terminais e a corrente elé-
trica (i) fornecida. Com os dados, montou-se a
seguinte tabela.
8

i (A) U(V) 1,3 1,1 0,9 0,7


0 2 3
i(A) 2 4 6 8
A força eletromotriz (fem) dessa bateria vale:
a. 20 V a. Determine a força eletromotriz e da pi-
b. 8 V lha e sua resistência interna r.
c. 16 V b. Qual o rendimento dessa pilha quando
d. 4 V ela fornece uma corrente elétrica de 10 A?
e. 12 V 177. UMC-SP
174. Na figura 1, aparece um gerador de força ele-
Um gerador de força eletromotriz ε e resistên- tromotriz e e resistência interna r. Num labora-
cia interna r fornece energia elétrica a uma tório, por meio de várias medidas da diferença
lâmpada. A diferença de potencial nos termi- de potencial (UAB = VA – VB) entre os terminais
nais do gerador é de 80 V e a corrente que o desse gerador e da corrente que o atravessa,
atravessa tem intensidade 1,0 A. O rendimen- constrói-se o gráfico (figura 2):
to elétrico do gerador é de 80%.
UAB (V)
Determine: 12
B r
a. a potência elétrica fornecida pelo gerador; A
i
b. a potência elétrica total gerada; UAB
5,0 i (A)
c. a resistência interna do gerador e a re- Figura 1 Figura 2
sistência elétrica da lâmpada.
175. Com base nele, determine:
Um carrinho de brinquedo necessita de uma a. a fem do gerador;
corrente elétrica de 1,2 A para funcionar nor- b. a corrente de curto-circuito;
malmente. Para isso, utiliza-se uma bateria de
PV-13-14

força eletromotriz ε = 9,0 V e resistência inter- c. a expressão que relaciona UAB e a cor-
na desconhecida. Quando em funcionamento rente;
nas condições dadas, sabe-se que o rendimen- d. a resistência interna do gerador.
to da bateria é de 80%. Pode-se concluir que a
resistência interna da bateria vale: 178. UFJF-MG
a. 0,3 W Uma bateria de automóvel tem uma força ele-
tromotriz e = 12 V e resistência interna r desco-
b. 1,0 W nhecida. Essa bateria é necessária para garan-
c. 1,5 W tir o funcionamento de vários componentes
elétricos embarcados no automóvel. Na figura
d. 2,0 W a seguir, é mostrado o gráfico da potência útil
P em função da corrente i para essa bateria,
e. 3,0 W
quando ligada a um circuito elétrico externo.

95
Física Eletrodinâmica

P (W) 181. Cesgranrio-RJ


Pilhas de lanterna estão associadas por fios
360 metálicos, segundo os arranjos:

I.

0 60 120 i (A)

a. Determine a corrente de curto-circuito


da bateria e a corrente na condição de II.
potência útil máxima. Justifique sua
resposta.
b. Calcule a resistência interna r da bate-
ria.
III.
179. UFR-RJ
O gráfico a seguir representa a curva de uma
bateria de certa marca de automóvel.
IV.
U (V)
15
V.

Ligando-se resistores entre os pontos termi-


nais livres, pode-se afirmar que as pilhas estão
i (A) eletricamente associadas em:
60
a. paralelo em I, II e III.
Quando o motorista liga o carro, tem-se a cor- b. parelelo em III e IV.
rente máxima ou corrente de curto-circuito. c. série em I, II e III.
Neste caso: d. série em IV e V.
a. qual a resistência interna da bateria? e. série em III e V.
b. qual a máxima potência útil dessa ba-
182. PUC-MG
teria?
Quando duas baterias iguais são ligadas em
180. ITA-SP
paralelo, é correto afirmar:
Um gerador elétrico alimenta um circuito cuja
PV-13-14

a. A resistência interna equivalente fica


resistência equivalente varia de 50 a 150 Ω, reduzida à metade.
dependendo das condições de uso desse cir-
cuito. Lembrando que, com resistência míni- b. A resistência interna equivalente fica
ma, a potência útil do gerador é máxima, en- dobrada.
tão, o rendimento do gerador na situação de c. A força eletromotriz fornecida ao cir-
resistência máxima é igual a: cuito dobra de valor.
a. 0,25 d. A força eletromotriz fornecida ao cir-
b. 0,50 cuito fica reduzida à metade.
c. 0,67 e. A força eletromotriz fornecida ao cir-
cuito e a resistência interna equivalen-
d. 0,75 te não ficam modificadas.
e. 0,90

96
Eletrodinâmica Física

183. PUC-SP 186.


Cinco geradores, cada um de fem igual a 4,5 V A intensidade de corrente elétrica através de
e corrente de curto-circuito igual a 0,5 A, são cada resistor r vale:
associados em paralelo. A fem e a resistência a. 1,0 A
interna do gerador equivalente têm valores,
b. 0,50 A
respectivamente, iguais a:
c. 75 mA
a. 4,5 V e 9,0 Ω.
d. 50 mA
b. 22,5 V e 9,0 Ω.
e. 25 mA
c. 4,5 V e 1,8 Ω.
d. 0,9 V e 9,0 Ω. 187. UFSM-RS
e. 0,9 V e 1,8 Ω. No circuito mostrado na figura, as caixas A e B
Leia o texto e responda às questões 184, 185 são geradores que possuem resistências inter-
e 186. nas iguais. Se a força eletromotriz de cada um
Três geradores iguais (ε = 1,5 V e r = 3,0 Ω) são dos geradores é 12 volts e a corrente elétrica
associados e ligados a um resistor de resistên- que passa pela resistência R, de 10 ohms, é 2
cia R = 19 Ω, conforme mostra a figura. ampères, então a resistência interna de cada
um dos geradores é, em ohms, de:
ε r
A B
ε r

ε r R

R a. 0,1
b. 0,5
c. 1,0
184.
d. 2,0
Em relação aos geradores, podemos afirmar
que estão associados: e. 10,0
a. em série e εeq = 4,5 V. 188. UFC-CE
b. em paralelo e εeq = 4,5 V.
Quatro pilhas de 1,5 volt cada uma são ligadas
c. em série e req = 1,0 Ω a uma resistência R de 16 Ω, como mostra a
d. em paralelo, εeq = 1,5 V e req = 1,0 Ω. figura. Sabendo que cada pilha apresenta uma
e. em paraelo, εeq = 1,5 V e req = 9,0 Ω. resistência interna de 2,0 Ω, qual a diferença
PV-13-14

de potencial, em volts, sobre a resistência R?


185.
A intensidade de corrente elétrica do resistor
R vale:
a. 1,5 A
b. 1,0 A R
c. 75 mA
d. 50 mA
e. 25 mA

97
Física Eletrodinâmica

Leia o texto e responda às questões 189 e 190. 192.


Duas baterias de 9 V e 2 Ω cada uma são as- Com a chave na posição 2, a intensidade de
sociadas em paralelo e ligadas a uma lâmpada corrente elétrica através do resistor X é:
de resistência 9 Ω. a. 0,1 A
189. Cefet-PR modificado b. 0,2 A
A intensidade de corrente elétrica na lâmpada c. 0,3 A
é, em ampère: d. 0,4 A
a. 1,8 e. 0,5 A
b. 1,0 193.
c. 0,90
Duas pilhas idênticas de 1,5 V e r = 0,5 Ω são
d. 0,80 primeiramente associadas em série e depois
e. 0,50 em paralelo. A razão entre as intensidades de
190. Cefet-PR modificado correntes elétricas de curto-circuito obtidas na
primeira e na segunda associação é:
A potência dissipada na lâmpada é:
a. 0,25
a. 8,1 W
b. 0,50
b. 7,3 W
c. 1,0
c. 6,2 W
d. 1,5
d. 5,1 W
e. 2,0
e. 4,5 W
Utilize as informações dadas a seguir para res- 194. UFRGS-RS
ponder às questões 191 e 192. Um gerador possui uma força eletromotriz
Dois geradores ideais e iguais, P1 e P2, um re- de 10 V. Quando os terminais do gerador
sistor X e uma chave K são ligados, conforme estão conectados por um condutor com re-
mostra a figura. sistência desprezível, a intensidade da cor-
rente elétrica no resistor é 2 A. Com base
P1 P1 nessas informações, analise as seguintes
afirmativas.

1
I. Quando uma lâmpada for ligada aos
terminais do gerador, a intensidade da
K
corrente elétrica será 2 A.
x
3 II. A resistência interna do gerador é 5 W.
2
PV-13-14

III. Se os terminais do gerador forem liga-


Considere a fem dos geradores ε = 3,0 V e dos por uma resistência elétrica de 2 W,
X = 30 Ω. a diferença de potencial elétrico entre
191. PUC-PR eles será menor do que 10 V.
Com a chave na posição 1, a potência dissipa- Quais afirmativas estão corretas?
da no resistor X vale:
a. Apenas I.
a. 0,3 W
b. Apenas II.
b. 0,25 W
c. Apenas I e II.
c. 0,2 W
d. Apenas II e III.
d. 0,1 W
e. I, II e III.
e. zero.

98
Eletrodinâmica Física

195. Mackenzie-SP 198.


Quando a intensidade de corrente elétrica que O poraquê é um peixe provido de células elé-
passa no gerador do circuito elétrico a seguir é tricas associadas em série. Cada célula possui
2,0 A, o rendimento dele é de 80%. uma fem ε = 60 mV. O conjunto de células é
capaz de gerar tensão de até 480 V com des-
cargas elétricas que produzem correntes elé-
r tricas de intensidade máxima de até 1,0 A.
a. Qual o número máximo de células que
um poraquê pode apresentar?
b. Determine a potência máxima que o
poraquê pode gerar.
A resistência interna desse gerador vale: 199. UFMS
a. 1,0 Ω Uma bateria B, de força eletromotriz e = 12 V
e resistência interna r desconhecida, é conec-
b. 1,5 Ω
tada a um circuito elétrico, conforme a figura
c. 2,0 Ω abaixo, que contém um resistor de resistên-
d. 2,5 Ω cia R = 3,5 W e uma chave S. Com o resistor
e. 3,0 Ω R imerso em 240 g de água, a chave S é liga-
da, permitindo que o circuito seja atravessado
196. Fuvest-SP por uma corrente elétrica de intensidade igual
Quando um gerador é ligado a um resistor a 3,0 A. Considere que não há dissipação de
R1 = 900 W, observa-se que a ddp nos seus energia nos fios e que a energia liberada no
terminais é U1 = 90 V, enquanto pelo resistor resistor é utilizada integralmente para aquecer
circula a corrente i1 = 100 mA. Substituindo-se a água.
o resistor por outro R2 = 100 W, a corrente se Dados: calor específico da água = 1,0 cal/g °C
altera para i2 = 500 mA e a ddp nos terminais
do gerador passa a U2 = 50 V. 1,0 J = 0,24 cal
Calcule: r
a. a fem do gerador; S
b. sua resistência interna.
197. Fuvest-SP R

É dada uma pilha comum, de força eletromotriz Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) e dê
e = 1,5 V e resistência interna igual a 1,0 W. Ela como resposta a soma dos números corres-
é ligada durante 1,0 s a um resistor R de resis- pondentes a elas.
PV-13-14

tência igual a 0,5 W. Nesse processo, a energia 01. A resistência interna da bateria é de
química armazenada na pilha decresce de um 0,5 W.
valor EP, enquanto o resistor externo R dissipa 02. A diferença de potencial nos terminais
uma energia ER . Pode-se afirmar que EP e ER da bateria é de 12 V.
valem, respectivamente:
04. A potência útil da bateria é de 31,5 W.
a. 1,5 J e 0,5 J
08. A energia absorvida pela água, duran-
b. 1,5 J e 1,5 J te os 10 min que sucedem à ligação da
c. 0,5 J e 0,5 J chave S, é de 315 J.
d. 1,0 J e 0,5 J 16. A variação da temperatura da água, 10
e. 2,5 J e 1,5 J min após a chave S ser ligada, é de 9,45 °C.
Some os números dos itens corretos.

99
Física Eletrodinâmica

200. AFA-SP modificado a. 12 V


Um estudante dispõe de 40 pilhas, cada uma de b. 10 V
1,5 V e resistência interna de 0,25 Ω. Elas são as- c. 8 V
sociadas conforme figura e ligadas a um resistor d. 6 V
de imersão de 2,5 W. Determine o intervalo de
e. 4 V
tempo necessário, em minutos, para o resistor
elevar a temperatura de 10 °C de 1.000 g de um 203. Fuvest-SP
líquido cujo calor específico é 4,5 J/g °C. No circuito esquematizado, onde i = 0,6 A, a
Dado: E = Q = m · c · Dq força eletromotriz e vale:
10 pilhas 10 pilhas

10 pilhas 10 pilhas i
R = 2,5 Ω

201. Unifor-CE
Um circuito é montado com dois resistores,
um de resistência R e outro de resistência 2 · R,
e um gerador de fem e = 1,5 V e resistência a. 48 V
interna r = 0,30 W. Se a corrente elétrica for- b. 36 V
necida pelo gerador tem intensidade 0,10 A, o c. 24 V
valor de R, em ohms, é:
d. 12 V
e. 60 V
= 1,5 V
204. PUC-RJ
Três resistores (R1 = 3,0 kΩ, R2 = 5,0 kΩ, R3 = 7,0 kΩ)
estão conectados formando um triângulo,
como na figura. Entre os pontos A e B, conec-
tamos uma bateria que fornece UB= 12 V de
tensão. Calcule a corrente itotal que a bateria
fornece.
a. 5,1
b. 4,9
c. 4,2
R2 R3
d. 2,3
PV-13-14

e. 2,0
202. Mackenzie-SP R1
A B
No circuito a seguir, a corrente elétrica que passa
pelo resistor de 20 W tem intensidade 0,4 A. A
a. itotal = 5,0 mA
força eletromotriz e do gerador ideal vale:
b. itotal = 4,0 mA
c. itotal = 3,0 mA
d. itotal = 2,0 mA
e. itotal = 1,0 mA

100
Eletrodinâmica Física

205. ESPM-SP Se a corrente i fornecida pelo gerador vale 2,0 A,


Considere o circuito abaixo constituído de um o valor de R2, em ohms, é:
gerador ideal de fem e = 60 V e dois resistores a. 1,6
de resistências R1 = 10 W e R2 = 5,0 W. b. 5,0
R1 R1 c. 10
d. 16
e. 25
208.
É correto afirmar que a: No circuito da figura, tem-se um gerador de
a. resistência equivalente do circuito vale força eletromotriz e = 6,0 V e resistência interna
3,3 W. r = 0,50 W alimentando um circuito com três
b. corrente elétrica no circuito vale 6,0 A. resistores.
c. potência elétrica dissipada em R1 vale
300 W.
d. ddp em R2 vale 20 V.
e. potência fornecida pelo gerador vale
480 W.
206. Mackenzie-SP
+ –
No circuito elétrico representado abaixo, o re- A B
sistor de 4 W é percorrido pela corrente elétri-
ca de intensidade 2 A.
a. Determine a corrente fornecida pelo
gerador.
b. Determine a tensão entre os pontos A e
B do circuito.
209. ECM-AL
A intensidade de corrente elétrica que atra-
A força eletromotriz do gerador ideal é: vessa o gerador de 40 V – 2 Ω, mostrado na
a. 24 V figura, é:
b. 18 V 18 Ω
c. 15 V 10 Ω 18 Ω
d. 12 V A
18 Ω
PV-13-14

e. 6 V
40 V
207. ESPM-SP
Um circuito elétrico, esquematizado a seguir, é 2Ω 15 Ω 12 Ω 12 Ω 12 Ω
constituído de um gerador de fem e = 9,0 V e
resistência interna r = 0,50 W e dois resistores, B
R1 = 20 W e R2 desconhecido. 7Ω

i a. 5,4 A
b. 3,7 A
c. 2,8 A
R1 r R2 d. 1,6 A
e. 1,2 A

101
Física Eletrodinâmica

210. Fuvest-SP 214. UEPG-PR


Um circuito elétrico contém 3 resistores (R1, Considere duas lâmpadas de filamento idênti-
R2 e R3) e uma bateria de 12 V cuja resistência cas, com resistência R e potência P. A figura
interna é desprezível. As correntes que per- abaixo representa duas possíveis associações
correm os resistores R1, R2 e R3 são, respecti- para as lâmpadas, uma associação em série
vamente, 20 mA, 80 mA e 100 mA. Sabendo-se e outra em paralelo, ambas alimentadas por
que o resistor R2 tem resistência igual a 25 ohms: baterias cujas fem's são iguais e valem ε. Com
a. esquematize o circuito elétrico; relação aos circuitos elétricos formados pelas
lâmpadas e a bateria, assinale o que for corre-
b. calcule os valores das outras duas resis-
to e dê como resultado a soma dos números
tências.
correspondentes.
211. UFSM-RS
No circuito da figura, a corrente no resistor R2 é de 2 A. L1 L2 L1

L2
ε

ε
O valor da força eletromotriz da fonte (ε) é, em V:
01. A resistência equivalente à associação em
a. 6 série será igual ao quádruplo da resistên-
b. 12 cia equivalente à associação em paralelo.
c. 24 02. A corrente elétrica através das lâmpa-
d. 36 das associadas em série será igual à
e. 48 quarta parte da corrente através das
212. Fuvest-SP lâmpadas associadas em paralelo.
04. A potência dissipada pelas lâmpadas
Um circuito é formado por três resistores e um
associadas em série será igual à quarta
gerador G como indica a figura. A tensão nos
parte da potência dissipada pelas lâm-
terminais do gerador é de 90 V.
padas associadas em paralelo.
08. As lâmpadas associadas em série brilha-
G
U R2 R1 ram com intensidade quatro vezes menor
90 V do que a intensidade com que brilharam
R3 as lâmpadas associadas em paralelo.
16. A vida útil da bateria que alimenta as
a. Qual o valor da intensidade de corrente lâmpadas associadas em série será
no gerador? quatro vezes maior do que a vida útil
PV-13-14

da bateria que alimenta as lâmpadas


b. Qual o valor da intensidade de corrente associadas em paralelo.
no resistor R1?
215. UFMG
213. UERJ-RJ Arthur monta um circuito com duas lâmpadas
Em uma experiência, foram conectados em idênticas e conectadas à mesma bateria, como
série uma bateria de 9 V e dois resistores, de mostrado nesta figura:
resistências R1= 1.600 Ω e R2= = 800 Ω. Em se-
guida, um terceiro resistor, de resistência R3, B
foi conectado em paralelo a R2. Com o acrésci-
+
mo de R3, a diferença de potencial no resistor

R2 caiu para 1 do valor inicial. C
3
Considerando a nova configuração, calcule o va- A D
lor da resistência equivalente total do circuito.

102
Eletrodinâmica Física

Considere nula a resistência elétrica dos fios que II. Um eletricista possui duas lâmpadas in-
fazem a ligação entre a bateria e as duas lâmpadas. candescentes (100 W-120 V). Ao ligar as
Nos pontos A, B, C e D, indicados na figura, as duas em série em uma tomada de 220 V,
correntes elétricas têm, respectivamente, in- observa-se que as lâmpadas irão queimar.
tensidades iA, iB, iC e iD. III. Ao ligar uma lâmpada incandescente
a. A corrente iB é menor, igual ou maior (60 W-120 V) em uma tomada de 120 V,
que a corrente elétrica iC? Justifique a corrente elétrica que deverá circular
sua resposta. pela lâmpada é de 1,0 A.
b. Qual é a relação correta entre as cor- Após a análise feita, é (são) correta(s) apenas
rentes elétricas iA, iC e iD? Justifique sua a(s) proposição(ões):
resposta. a. II
c. O potencial elétrico no ponto A é menor, b. I
igual ou maior que o potencial elétrico c. I e II
no ponto C? Justifique sua resposta. d. I e III
216. UEPB e. II e III
Em 1879, o cientista americano Tho- 217. UFF-RJ
mas Alva Edison (1847-1931) inventou Um estudante montou o circuito da figura
a lâmpada elétrica de filamentos que, com três lâmpadas idênticas, A, B e C, e uma
quando percorridos por corrente elétrica, bateria de 12 V. As lâmpadas têm resistência
tornam-se incandescentes, emitindo luz. de 100 Ω.

Filamento B
Ampola A
Condutores de vidro C
metálicos
Suporte 12 V

a. Calcule a corrente elétrica que atraves-


Rosca sa cada uma das lâmpadas.
metálica b. Calcule as potências dissipadas nas
Botão metálico para Isolante lâmpadas A e B e identifique o que
contato elétrico elétrico
acontecerá com seus respectivos bri-
A lâmpada incandescente apresentada lhos (aumenta, diminui ou permanece
é constituída por um fio de tungstênio den- o mesmo) se a lâmpada C queimar.
tro de uma cápsula de vidro contendo um
gás nobre, para evitar a combustão do metal Utilize as informações seguintes para respon-
incandescente, que ocorreria se o fio estives- der às questões 218 e 219.
PV-13-14

se exposto ao oxigênio do ar. Três lâmpadas, L1 (30 W–120 V) L2 (60W–120V)


Física. Módulo 9. Ensino Médio. Sistema de Ensino Pueris e L3 (15 W–120V), são associadas e alimenta-
Domus. São Paulo: Pueri Domus, 2011. Adaptado. das por um gerador ideal ε = 120 V, conforme
Acerca do assunto tratado no texto, em rela- mostra a figura.
ção à lampada elétrica incandescente, analise L1
as proposições a seguir.
I. Considere duas lâmpadas, A e B, idênti-
cas, exceto por uma diferença: a lâmpada ε
L2 L3
A tem um filamento mais espesso que a
lâmpada B. Ao ligarnos cada lâmpada a
uma tensão de 220 V, verifica-se que a A
brilhará mais, pois tem menor resistência. Considere que as lâmpadas funcionem como
resistores.

103
Física Eletrodinâmica

218. c. 5
A intensidade de corrente elétrica através da d. 1,75
lâmpada L1 é: e. 0,28
a. 0,12 A 222. Fuvest-SP
b. 0,18 A No circuito, as lâmpadas L1, L2 e L3 são idênti-
c. 0,25 A cas, com resistências de 30 ohms cada uma.
A força eletromotriz vale 18 volts e C é uma
d. 0,50 A chave que está inicialmente fechada.
e. 0,60 A
219.
Em relação ao brilho das lâmpadas, podemos
afirmar que: L3 L2 L1
a. somente a lâmpada L1 brilha normal-
mente.
b. o brilho da lâmpada L2 é igual ao da L3. C
c. o brilho da lâmpada L2 é acima do normal. a. Qual a corrente que passa por L 2?
d. o brilho das três lâmpadas está abaixo b. Abrindo-se a chave C, o que acontece
do normal. com o brilho da lâmpada L1? Justifique.
e. a lâmpada L3 queima. 223. Vunesp
220. UEA-AM Três resistores de 40 ohms cada um são liga-
O esquema apresenta um cicuito elétrico em dos a uma bateria de fem ε e resistência inter-
paralelo. Admita que R1 e R2 são resistores e na desprezível, como mostra a figura.
Lp, uma lâmpada. C

+
R1 Lp R2

Quando a chave C está aberta, a corrente que


Se retirarmos o resistor R1, a lâmpada Lp passa pela bateria é 0,15 A.
a. apagará. a. Qual é o valor da fem e?
b. aumentará seu brilho. b. Que corrente passará pela bateria,
c. diminuirá seu brilho. quando a chave C for fechada?
d. queimará. 224. Mackenzie-SP
e. manterá seu brilho como antes de o re- No circuito elétrico a seguir, o gerador e o ampe-
sistor R1 ser retirado. rímetro são ideais. Com a chave ch aberta, o
221. UFIt-MG amperímetro acusa a medida 300 mA. Fechan-
Calcular a intensidade da corrente em ampères, do-se a chave, o amperímetro acusará a medida:
PV-13-14

que atravessa o gerador no circuito a seguir:


2Ω

1Ω 1Ω

2Ω 2Ω 2Ω

1Ω 1Ω
a. 100 mA
b. 200 mA
2Ω c. 300 mA
a. 2 d. 400 mA
e. 500 mA
b. 3

104
Eletrodinâmica Física

225. Nesse caso, a potência dissipada pelo resistor


No circuito a seguir, temos um gerador de força RD vale:
eletromotriz e = 48 V e resistência interna r = 3 Ω a. 0,75 W
ligado a uma associação de resistores. b. 3 W
c. 6 W
A d. 18 W
e. 24 W
r 228. UFSM-RS
ε Analisando o circuito a seguir, os valores da
intensidade de corrente elétrica e diferença
B de potencial nos terminais do resistor de
18 ohms valem, respectivamente:
a. Determine a corrente elétrica fornecida
por esse gerador.
b. Determine a ddp entre os terminais A e
B do gerador.
226. Mackenzie-SP
4Ω 18 Ω 36 Ω
Dispõe-se de uma associação de seis lâmpadas
idênticas, cada uma delas com inscrição nomi-
nal (1,5 W – 6 V), conforme a figura a seguir. O
gerador elétrico utilizado possui força eletro-
motriz 3,0 V e resistência interna 2,00 W.
A intensidade de corrente elétrica que atravessa
o gerador é igual a: a. 3 A; 36 V
b. 7,2 A; 129,6 V
r c. 3 A; 54 V
A d. 2 A; 36 V
e. 2 A; 54 V
a. 1,67 A 229. UFF-RJ
b. 1,50 A No circuito esquematizado a seguir, F1, F2 e F3
são fusíveis para 20 A, R1 e R2 são resistores
c. 88 mA
e S é uma chave. Estes elementos estão as-
d. 150 mA sociados a uma bateria que estabelece uma
PV-13-14

e. 167 mA diferença de potencial igual a 100 V entre os


227. PUC-SP pontos P e Q.
O resistor RB dissipa uma potência de 12 W. P F1

0,5 A R1 = 10 Ω R2 = 10 Ω
x
RA 8Ω
100 V
y S
1,0 A F2 F3
RB 12 W 24 V

Q
0,25 A RC RD
Fechando-se a chave S, os pontos X e Y são li-
gados em curto-circuito.

105
Física Eletrodinâmica

Nessa situação, pode-se afirmar que: 12 V 2Ω


a. apenas o fusível F1 queimará. + –

b. apenas o fusível F2 queimará. 2Ω 2Ω


c. apenas o fusível F3 queimará. 0,6 A
d. apenas os fusíveis F2 e F3 queimarão. 10 Ω
e. os fusíveis F1, F2 e F3 queimarão.
A B
230.
a. 10
Um técnico em eletrotécnica resolve controlar b. 6
a intensidade luminosa de seu quarto instalan-
do um potenciômetro (resistor de resistência c. 15
variável) em série com o circuito elétrico que d. 20
alimenta a lâmpada de seu quarto, conforme e. 12
mostrado no esquema ao lado.
232. AFA-SP
A figura abaixo mostra quatro passarinhos
pousados em um circuito ligado a uma fon-
te de tensão, composto de fios ideais e cinco
lâmpadas idênticas L.
I II

IV
L III L
Potenciômetro
L
Considerando que a intensidade da radiação
luminosa emitida pela lâmpada depende da L L Ch
potência elétrica que nela circula, para reduzir Bateria
a intensidade luminosa no quarto, o técnico Ao ligar a chave Ch, o(s) passarinho(s) pelo(s)
deverá: qual (quais) certamente não passará cor-
a. aumentar a resistência no potenciôme- rente elétrica é(são) o(s) indicado(s) pelo(s)
tro e, assim, diminuir a corrente que número(s):
passa pela lâmpada. a. I
b. diminuir a resistência no potenciôme- b. II e IV
tro e, assim, aumentar a corrente que c. II, III e IV
passa pela lâmpada. d. III
c. aumentar a resistência no potenciôme- Leia o texto e responda às questões 233 e 234.
tro e, assim, aumentar a corrente que
PV-13-14

Um gerador ideal, três resistores e duas cha-


passa pela lâmpada. ves (interruptores) estão associados conforme
d. diminuir a resistência no potenciôme- mostra a figura.
tro e, assim, diminuir a corrente que
A 10 Ω B
passa pela lâmpada.
231. UPE
O valor da resistência elétrica, em ohm, do re-
sistor que deve ser colocado entre os pontos A
e B, do circuito mostrado na figura, para que 20 V 30 Ω 15 Ω
circule uma corrente elétrica de intensidade
0,6 A, é: Ch1 Ch2

106
Eletrodinâmica Física

233. PUC-SP modificado Tendo em vista o exposto, calcule:


Fechando-se a chave Ch1, determine a potên- a. a resistência elétrica da lâmpada, RL;
cia elétrica dissipada no circuito. b. a corrente elétrica na lâmpada, quando
234. PUC-SP modificado RF = 3r e RL = 11r.
Com as duas chaves fechadas, determine a 237. Unesp
ddp entre os pontos A e B. Considere o circuito elétrico que esquematiza
235. dois modos de ligação de duas lâmpadas elé-
tricas iguais, com valores nominais de tensão e
Quando a chave Ch do circuito está na posição potência elétrica 60 V e 60 W, respectivamente.
(1), a corrente elétrica no gerador tem intensi-
dade 3 A e, quando está na posição (2), a cor- L1
rente passa a ser 6 A. As características ε e r
do gerador são, respectivamente:

r L2
120 V
9Ω E 4Ω A
(1) (2) Ch
Ch
R
a. 10 V; 2 W B
b. 15 V; 1 W
Modo A – ambiente totalmente iluminado: a
c. 20 V; 3 W chave Ch, ligada no ponto A, mantém as lâm-
d. 25 V; 2,5 W padas L1 e L2 acesas.
e. 30 V; 1 W Modo B – ambiente levemente iluminado: a
236. UFG-GO chave Ch, ligada no ponto B, mantém apenas a
lâmpada L1 acesa, com potência menor do que
A figura a seguir representa um dispositivo a nominal, devido ao resistor R de resistência
que permite o controle automático de ilumi- ôhmica constante estar ligado em série com L1.
nação. Ele é constituído por um resistor r, uma
lâmpada incandescente de resistência RL e um Considerando que as lâmpadas tenham resis-
fotorresistor de resistência RF . A resistência RF tência elétrica constante, que os fios tenham
diminui com o aumento da intensidade da luz resistência elétrica desprezível e que a dife-
incidente sobre o fotorresistor e, para que a rença de potencial de 120 V que alimenta o
luminosidade da própria lâmpada não interfira circuito seja constante, calcule a energia elé-
no seu funcionamento, é adicionada sobre ele trica consumida, em kWh, quando as lâmpa-
uma capa protetora. das permanecem acesas por 4 horas, ligadas
PV-13-14

no modo A – ambiente totalmente iluminado.


r Capa protetora Determine a resistência elétrica do resistor R,
RF para que, quando ligada no modo B, a lâmpa-
da L1 dissipe uma potência de 15 W.
Uf
RL
238. Fameca-SP
Numa instalação elétrica, os fusíveis têm o im-
portante papel de proteger os equipamentos
de possíveis sobrecargas de energia, capazes
A tensão Uf aplicada ao circuito é de 220 V, a de danificá-los. A figura mostra o esquema
lâmpada possui potência nominal de 100 W e simplificado de uma instalação, cujos equipa-
tensão nominal de 220 V. mentos são descritos a seguir com suas res-
pectivas características nominais e protegidos
por um fusível de 25 A.

107
Física Eletrodinâmica

Fusível (25 A) S fechada, a corrente elétrica do circuito faz


com que o resistor imerso dissipe calor, que
é integralmente absorvido pela água. Durante
Ch1 Ch2 Ch3
o processo, o sistema é isolado termicamente
e a temperatura da água permanece sempre
Lâmpada 200 V homogênea.
Chuveiro Torneira
elétrica
Lâmpada S
100 V 0,50 Ω

Chuveiro: 220 V – 4.000 W


Lâmpada: 100 V – 100 W 0,50 Ω
Torneira elétrica: 200 V – 1.200 W
Mantido o resistor imerso durante todo o pro-
As chaves, os fios de ligação, o gerador e o cesso, o tempo necessário para vaporizar 1,0 kg
fusível são ideais. de água é:
A respeito desse circuito, são feitas as seguintes a. 67,0 s
afirmações: b. 223 s
I. Se fecharmos simultaneamente as cha- c. 256 s
ves Ch1 e Ch2, o fusível queimará.
d. 446 s
II. A resistência elétrica de cada lâmpada
vale 100 Ω. e. 580 s
III. O chuveiro pode ser ligado simultanea- 240. ITA-SP
mente com a torneira elétrica sem da- A figura representa o esquema simplificado
nificar o fusível. de um circuito elétrico em uma instalação
IV. Se substituirmos o fusível do circuito residencial. Um gerador bifásico produz uma
por outro de 30 A, poderemos ligar diferença de potencial (ddp) de 220 V entre as
simultaneamente as chaves Ch1, Ch2 e fases (+ 110 V e – 110 V) e uma ddp de 110 V
Ch3 sem danificar o fusível. entre o neutro e cada uma das fases. No circui-
to estão ligados dois fusíveis e três aparelhos
É correto o contido, apenas, em: elétricos, com as respectivas potências nomi-
a. I e II nais indicadas na figura.
b. II e IV Fusível fase + 110 V
c. II e III Cafeteira
880 W
d. I, II e III Gerador Neutro (zero volts) Chuveiro
bifásico 3300 W
e. I, III e IV Forno
PV-13-14

2200 W
239. ITA-SP fase – 110 V
Fusível
Conforme a figura, um circuito elétrico dispõe Admitindo que os aparelhos funcionam si-
de uma fonte de tensão de 100 V e de dois multaneamente durante duas horas, calcule a
resistores, cada qual de 0,50 Ω. Um resistor quantidade de energia elétrica consumida em
encontra-se imerso no recipiente contendo quilowatt-hora (kWh) e, também, a capacida-
2,0 kg de água com temperatura inicial de 20 °C, de mínima dos fusíveis, em ampère.
calor específico 4,18 kJ (kg · oC) e calor laten-
te de vaporização 2.230 kJ / kg. Com a chave

108
Eletrodinâmica Física

Capítulo 04
241. Leia o texto e responda às questões 245 e 246.
Um gerador fornece a um motor uma ddp de Um liquidificador, ligado a uma tomada de
400 V. O motor tem resistência interna de 20 W 120 V, desenvolve uma potência útil de 180 W.
e é percorrido por uma corrente elétrica de Sabe-se que a fcem do liquidificador é 90 V.
500 mA. Calcule:
245.
a. a força contraeletromotriz do motor;
b. a potência do motor; Qual é o valor da resistência interna do
liquidificador?
c. sua potência útil (mecânica);
246.
d. a potência dissipada internamente;
e. o rendimento do motor. Determine a potência total fornecida ao motor
do liquidificador e o rendimento do motor, em
242. porcentagem.
Um liquidificador de força contraeletromotriz
igual a 110 V é ligado a uma tomada de 120 V. Utilize as informações seguintes para
Sabendo-se que a potência dissipada pelo li- responder às questões 247 e 248.
quidificador é 100 W, pode-se afirmar que sua
resistência interna é: Um receptor elétrico de força contraeletromo-
a. 5 Ω triz de 100 V e resistência interna de 5,0 Ω é
percorrido por uma corrente elétrica de inten-
b. 1 Ω sidade 2,0 A.
c. 150 Ω
247. UPF-RS
d. 10 Ω
Determine a ddp nos extremos do receptor e
e. 0,1 Ω seu rendimento.
243. UFPA
Sob tensão U = 100 V, um motor de resis- 248. UPF-RS
tência interna r = 2 Ω é percorrido por uma Trace a curva característica para esse receptor.
corrente elétrica de intensidade i = 5,0 A. A
potência dissipada por efeito Joule é: 249. Unisa-SP
a. 20 W
b. 50 W A curva característica de um motor elétrico é
c. 120 W representada pelo gráfico a seguir. A força con-
d. 450 W traeletromotriz e a resistência elétrica interna
e. 500 W do motor elétrico valem, respectivamente:
244. Fatec-SP U (V)
PV-13-14

Um motor elétrico funciona sob tensão contínua


U = 220 V, recebendo corrente i = 10 A. O ren- 30
20
dimento global do motor é η = 90%. A potência
elétrica extraída da linha é Pe, a potência útil do
motor é Pm (potência mecânica no eixo). Assinale
o conjunto correto (aproximadamente). 0 2 4 i (A)

Pe (kW) Pm (kW) a. 10 V e 10 W
a) 2,2 2,4 b. 5 V e 5 W
b) 22 2,0 c. 5 V e 10 W
c) 22 20 d. 10 V e 5 W
d) 2,2 20 e. 10 V e 20 W
e) 2,2 1,98

109
Física Eletrodinâmica

250. Mackenzie-SP Pelas características do gráfico, o elemento é um:


A ddp nos terminais de um receptor varia com a a. gerador de resistência interna 2,0 W.
corrente, conforme o gráfico a seguir. A fcem e a resis- b. receptor de resistência interna 2,0 W.
tência interna desse receptor são, respectivamente: c. resistor de resistência elétrica 2,0 W.
U (V)
d. gerador de resistência interna 1,0 W.
25 e. receptor de resistência interna 1,0 W.
253.
22
Um motor elétrico de potência total igual a 2 HP,
i (A) com resistência interna de 10 Ω, é ligado em
220 V. Sabendo-se que 1 HP = 750 W, determi-
0 2,0 5,0 ne o rendimento desse motor.
a. 25 V e 5,0 Ω. Utilize as informações seguintes para respon-
b. 22 V e 2,0 Ω. der às questões 254 e 255.
c. 20 V e 1,0 Ω. Um motor, de resistência interna 1,0 Ω, rece-
d. 12,5 V e 2,5 Ω. be de uma rede elétrica 22 kW de potência,
e. 11 V e 1,0 Ω. sob tensão de 220 V.
251. 254.
A intensidade de corrente elétrica no motor e
Um fabricante de motores fornece o gráfico a potência dissipada na resistência interna va-
abaixo referente a um de seus motores. Quan- lem, respectivamente:
do ligado a uma fonte de tensão de 140 V e ten- a. 100 A e 10.000 W
do seu eixo bloqueado, esse motor poderá quei-
mar, pois estará dissipando uma potência de: b. 220 A e 48.400 W
c. 100 A e 48.400 W
U (V)
d. 220 A e 10.000 W
e. 10 e 100 W
120
255.
105
A força contraeletromotriz do motor, em volt,
i (A)
e o seu rendimento valem, respectivamente:
0 5 20 a. 220 V e 54,5%
a. 5.000 W b. 120 V e 54,5%
b. 12.400 W c. 110 V e 50%
c. 19.600 W d. 120 V e 50%
d. 21.400 W e. 220 V e 50%
PV-13-14

e. 25.000 W 256. UPE


252. UEL-PR Um motor elétrico sob tensão 220 V é ali-
O gráfico a seguir representa a ddp U em fun- mentado por uma corrente elétrica de 10 A. A
ção da corrente i para um determinado ele- potência elétrica útil do motor é de 2.000 W.
mento do circuito. Assinale a alternativa que corresponde à for-
ça contraeletromotriz, em volts, à resistência
U (V)
interna do motor, em ohms, e ao rendimento
12,0 elétrico do motor, respectivamente.
8,0 a. 200; 2; 080
b. 200; 2; 0,91
c. 400; 4; 1
d. 400; 4; 0,80
0 2,0 i (A) e. 400; 4; 1,5

110
Eletrodinâmica Física

Um liquidificador, de força contraeletromotriz 261.


a 100 V e resistência interna de 5 Ω, é ligado a Quando ligamos um motor elétrico a uma fon-
uma tomada de 110 V. te de tensão ideal, podemos afirmar que:
Com base nas informações, responda às ques-
tões 257 e 258. a. a tensão no motor é maior ou igual à
tensão da fonte.
257.
b. a potência útil no motor é maior do
Determine o consumo mensal de energia elétri-
que a potência total fornecida pela fonte.
ca, em kWh, desse equipamento sabendo-se que
ele é utilizado diariamente durante 15 minutos. c. não se verifica o princípio de conserva-
258. ção de energia.
Suponha que, estando em funcionamento, o d. a potência total fornecida pela fonte ao
liquidificador sofre uma pane e o eixo do mo- motor é totalmente dissipada na forma
tor é bloqueado, parando de girar. Calcule a de calor.
intensidade de corrente elétrica e explique o
que acontece com a potência do liquidificador. e. ocorre o princípio de conservação de
energia.
259.
O motor de uma enceradeira possui uma força 262. UFC-CE
contraeletromotriz e = 100 V e resistência in- A intensidade i da corrente elétrica no circuito
terna r = 10 Ω. Quando ligada em uma toma- indicado, em ampères, é:
da, ele recebe uma corrente elétrica de 2 A e,
com isso, seu eixo gira livremente. Mantendo i
a enceradeira ligada na mesma tomada, o eixo
de seu motor é bloqueado e impedido de girar.
Com isso, pode-se dizer que a potência a ser 50 V 40 V
dissipada em sua resistência interna será de:
a. 14.400 W a. 2,0
b. 1.440 W b. 2,5
c. 720 W c. 3,0
d. 180 W d. 12,5
e. 120 W e. 5
260. 263.
Quando “forçamos” um motor elétrico, como,
por exemplo, o motor da enceradeira, quando No circuito representado na figura seguinte,
tentamos lustrar o chão com a cera ainda úmi- qual deve ser o valor de ε para que a intensida-
da ou quando colocamos roupas na máquina de da corrente seja de 2 A no sentido horário?
PV-13-14

de lavar em quantidade acima da máxima es-


pecificada pelo fabricante, notamos que há
um aquecimento acima do normal, chegando
até, às vezes, a sair fumaça. Tal procedimento
é prejudicial à vida útil do motor, pois:
a. ele está consumindo o dobro da ener- 20 V
gia elétrica.
b. ele dissipa menos energia térmica e
exerce mais energia mecânica.
c. ele dissipa mais energia térmica em de-
trimento da energia mecânica.
d. a energia elétrica é totalmente conver-
tida em mecânica.
e. nda

111
Física Eletrodinâmica

264. Leia o texto para responder às questões 267 e 268.


Qual o valor da intensidade de corrente i indi- Um gerador de 12 V e 0,5 Ω é ligado em
cada na figura? série a um motor M de 6 V e 1,0 Ω e a dois
i=? 20 V resistores, um de resistência R = 2,5 Ω e outro
de resistência Rx, conforme mostra a figura.
A B R = 2,5 Ω

3,0 A ε = 12 V
RX
a. 0,5 A r = 0,5 Ω

b. 3,5 A
M
c. 4,0 A ε' = 6 V
r' = 1,0 Ω
d. 4,5 A
267. Acafe-SC
e. 5,0 A O valor Rx para que a corrente elétrica no
Leia o texto para responder às questões 265 e 266. motor seja de 10 A, em ohm, é:
Um gerador (40 V; 3 Ω) é ligado a um receptor a. 1,0
(10 V; 2 Ω) e a um resistor (5 Ω), conforme b. 1,5
mostra a figura. c. 2,0
10 V 2Ω
d. 4,0
A C e. 6,0
268. Acafe-SC
3Ω Nas condições da questão anterior, a potência
R=5Ω
total do motor é:
40 V a. 1 W
b. 5 W
B
c. 6 W
265. d. 7 W
A ddp nos terminais do gerador e nos terminais e. 12 W
do receptor vale, respectivamente: 269. Unic-MT
a. 31 V e 15 V O circuito da figura mostra um gerador de fem
b. 40 V e 10 V e = 12 V, com resistência interna r = 1 W e um
receptor de fem de 6 V com resistência interna
c. 40 V e 16 V
PV-13-14

r’ = 2 W. A intensidade da corrente no circuito


d. 31 V e 16 V e a ddp nos terminais do receptor são:
e. 31 V e 10 V r 1Ω

266.
A energia, em joule, dissipada no resistor R = 5 Ω, r’
em 10 minutos, é:
2Ω
a. 450
a. 6 A e 3 V
b. 9.000
b. 1 A e 8 V
c. 15.000
c. 1 A e 10 V
d. 27.000
d. 3 A e 12 V
e. 54.000
e. 12 A e 6 V

112
Eletrodinâmica Física

270. Fatec-SP 272. UCS-RS


Três pilhas de fem ε = 1,5 V e resistência in- No circuito seguinte, a resistência R mede
terna r = 1,0 W são ligadas como na figura a 5 ohms, a intensidade da corrente é 2 A e o
seguir. gerador G e o motor M têm resistência interna
r desprezível.

G M
r r

Pode-se afirmar que:


A corrente que circula pelas pilhas é de:
a. a força eletromotriz do gerador é de 10 V.
a. 0,50 A, no sentido horário.
b. se a potência do gerador é 30 W, sua for-
b. 0,50 A, no sentido anti-horário.
ça eletromotriz é 15 V.
c. 1,5 A, no sentido horário.
c. a queda de tensão no resistor é de 2,5 V.
d. 2,0 A, no sentido anti-horário.
d. a queda de tensão no motor M é de 15 V.
e. 2,0 A, no sentido horário.
e. a potência dissipada no circuito mede
271. Cesgranrio-RJ 10 W.
No circuito esquematizado a seguir, tem-se um Utilize o circuito dado na seguinte figura para
gerador G, que fornece 60 V sob corrente de responder às questões de 273 a 275.
8,0 A, uma bateria com fem de 12 V e resistên-
V1
cia interna de 1,0 Ω e um resistor variável R. ε1 r1
G

R V3 R1 R2 R3

ε2 r2
A

V2
PV-13-14

Considere ε1 = 9,0 V; ε2 = 3,0 V; r1 = r2 = 1,0 Ω;


R1 = R2 = 4,0 Ω e R3 = 2,0 Ω. V1, V2 e V3 são vol-
tímetros e A é um amperímetro, todos ideais.
Para que a bateria seja carregada com uma 273. UFSC modificado
corrente de 8,0 A, deve-se ajustar o valor de Em relação a ε1 e ε2, podemos afirmar que:
R para:
a. ambos são geradores.
a. 1,0 Ω
b. ambos são receptores.
b. 2,0 Ω
c. ε1 é gerador e ε2 é receptor.
c. 3,0 Ω
d. ε1 é receptor e ε2 é gerador.
d. 4,0 Ω
e. e1 é gerador e ε2 tanto pode ser gerador
e. 5,0 Ω como receptor.

113
Física Eletrodinâmica

274. UFSC modificado 277. PUC-SP


A indicação do amperímetro é: A figura esquematiza o circuito elétrico de
uma enceradeira em funcionamento. A potência
a. 3,0 A elétrica dissipada por ela é de 20 W e sua fcem
b. 2,0 A é de 110 V. Assim, sua resistência interna é de:
c. 1,0 A
d. 0,50 A
e. 0,10 A
Tomada
275. UFSC modificado de 120 V
As indicações dos voltímetros V1, V2 e V3, em
volt, são, respectivamente: a. 5,0 W
a. 8,0; 4,0 e 2,0 b. 55 W
b. 2,0; 4,0 e 8,0 c. 2,0 W
d. 115 W
c. 2,0; 8,0 e 4,0
e. –5,0 W
d. 4,0; 8,0 e 2,0
Uma rede elétrica de 220 V, com um fusível de
e. 8,0; 4,0 e 4,0
30 A, fornece energia a uma oficina que dispõe
de três motores elétricos: A (220 V – 4.400 W),
276.
B (220 V – 5.400 W) e C (220 V – 2.200 W).
Considere o circuito elétrico seguinte.
Com base nessas informações, responda às
A 8Ω 4Ω B questões 278 e 279.
278.
120 V 30 V Em relação à utilização dos motores elétricos,
podemos afirmar que:
2Ω 3Ω a. para que os três motores sejam ligados
simultaneamente, a rede elétrica, obri-
gatoriamente, deve ser de 660 V.
D 5 Ω 40 V 3 Ω C b. somente é possível ligar um motor de
cada vez.
São feitas as seguintes afirmações: c. Se os motores A e C forem ligados si-
I. A corrente circula no sentido horário. multaneamente, o fusível queima.
II. A intensidade da corrente elétrica é de 2 A. d. é possível ligar dois motores simultane-
amente sem queimar o fusível.
PV-13-14

III. A tensão elétrica entre os pontos C e B e. se os motores A e B forem ligados si-


é de 24 V. multaneamente, o motor A queima e o
IV. A tensão elétrica entre os pontos A e D motor B funciona normalmente.
é de 116 V. 279.
Se somente o motor B estiver ligado à rede
Pode-se afirmar que estão corretas as afirmações: elétrica, o número de lâmpadas de 220 V – 100 W
a. I e II que podem ser acesas simultaneamente na
oficina é:
b. II e III
a. 66
c. I e IV
b. 54
d. I e III
c. 24
e. II e IV
d. 18
e. 12

114
Eletrodinâmica Física

280. UFF-RJ Considerando apenas S1 fechada, a diferença


A figura a seguir representa um esquema de potencial entre os pontos A e B é 11,5 V e a
simplificado do circuito elétrico que acende/ intensidade de corrente que percorre a bateria
apaga os faróis de um carro e liga/desliga seu é de 10 A. Quando S2 também é fechada, a in-
motor de arranque. S1 e S2 são chaves; e, a for- tensidade de corrente nos faróis diminui para
ça eletromotriz da bateria e r, sua resistência 8,0 A.
interna. a. Calcule a resistência interna r da bate-
ria.
Dado: ε = 12,0 V
b. Calcule a intensidade de corrente no
A
motor de arranque, quando S2 é fecha-
da e os faróis estão acesos.
S2 S1
Motor de
arranque Faróis
r

B
PV-13-14

115
Física Eletrodinâmica

Capítulo 05

281. Unicid-SP 283. PUC-RJ


A figura ilustra o esboço de uma bateria B, de Calcule a corrente em ampères medida no
tensão contínua, alimentando um circuito C, amperímetro (A) do circuito apresentado na
com fios ideais de conexão e instrumentos de figura.
medidas elétricas 1 e 2. 1Ω 2Ω
B +
– 2Ω
10 V

1 a. 1,6
2 b. 3,3
c. 5,0
d. 8,3
e. 20,0
C

Para que a leitura nos instrumentos 1 e 2 seja cor- 284. UFPE


reta, é necessário que sejam, respectivamente, um: Uma bateria, de força eletromotriz ε desco-
a. ohmímetro e um voltímetro. nhecida e resistência interna desprezível, é
b. voltímetro e um ohmímetro. ligada ao resistor R e a corrente medida no
amperímetro é 3,0 A. Se um outro resistor
c. amperímetro e um voltímetro.
de 10 ohms for colocado em série com R,
d. voltímetro e um multímetro. a corrente passa a ser 2,0 A. Qual o valor
e. multímetro e um amperímetro. de ε, em volts?
282. UFTM-MG
Assinale a alternativa que explica corretamen- R
te o funcionamento dos elementos compo-
nentes de um circuito elétrico.
A
a. A resistência interna do amperímetro deve
ser muito pequena, de forma a não inter-
PV-13-14

ferir no valor da corrente a ser medida.


b. Os fusíveis são elementos de proteção,
pois não deixam passar qualquer cor- 285.
rente que os atinja.
Um galvanômetro possui resistência interna
c. Os resistores são elementos muito utili- de 50 Ω e pode medir uma corrente elétrica
zados para economizar energia elétrica, máxima de 100 mA. Para que esse dispositi-
pois produzem energia térmica. vo seja utiizado como um amperímetro para
d. A capacidade de geração de energia por medir correntes elétricas de até 1 A, qual deve
uma bateria termina quando sua resis- ser o valor da resistência associada em parale-
tência interna diminui, esgotando-a. lo com ele?
e. Os receptores de um circuito elétrico
convertem toda a energia recebida em
energia térmica.

116
Eletrodinâmica Física

286. Mackenzie-SP r
É dado um galvanômetro de resistência 10 W e
corrente de fundo de escala 10 A. Qual o valor
da resistência shunt que deve ser associada a
esse galvanômetro para que ele possa medir
correntes de até 20 A?
a. 0,5 W
v
b. 1 W Fig. b
c. 2 W Determine:
d. 10 W a. a força eletromotriz da pilha;
e. 100 W b. a resistência interna da pilha.
287. Unifor-CE modificado 290. PUCCamp-SP
Considere um galvanômetro de resistência in- Um gerador de força eletromotriz ε = 15 V e
terna de 100 Ω que suporta uma corrente elé- resistência interna r = 2,0 Ω alimenta o circuito
trica máxima de 20 mA. Para que esse gavanô- representado a seguir.
metro seja utilizado como um voltímetro em r
medidas de tensões de até 100 V, qual deve
R1
ser o valor da resistência do resistor associado A
a ele?
288. R2
Três resistores, 5,0 Ω, 9,0 Ω e 9,0 Ω, são associa-
dos e ligados em um gerador (ε = 30 V; r = 0,5 Ω),
conforme mostra a figura. R3
r = 0,5 Ω ε = 30 V Dados:
R1 = 4,0 Ω
A 9,0 Ω R2 = R3 = 8,0 Ω
5,0 Ω As leituras do amperímetro ideal A e de um
voltímetro também ideal, colocado entre os
terminais do gerador, são, respectivamente:
9,0 Ω a. 0,75 A e 15 V.
b. 0,75 A e 12 V.
Considerando que o amperímetro A seja ideal,
determine sua indicação. c. 1,3 A e 13 V.
d. 1,5 A e 15 V.
PV-13-14

289. Unifei-MG
e. 1,5 A e 12 V.
A leitura no voltímetro, de resistência interna
infinita, na figura a abaixo, é de 2,0 V. Quando 291. Unifesp
ligado conforme a figura b, a leitura é de 2,2 V. Dispondo de um voltímetro em condições ideais,
r um estudante mede a diferença de potencial nos
terminais de uma pilha em aberto, ou seja, fora
de um circuito elétrico, e obtém 1,5 volt. Em
R = 10 Ω seguida, insere essa pilha num circuito elétrico
e refaz essa medida, obtendo 1,2 volt. Essa di-
ferença na medida da diferença de potencial nos
terminais da pilha se deve à energia dissipada no:
v a. interior da pilha, equivalente a 20% da
Fig. a energia total que essa pilha poderia
fornecer.

117
Física Eletrodinâmica

b. circuito externo, equivalente a 20% da Determine:


energia total que essa pilha poderia a. a indicação do amperímetro A1 com a
fornecer. chave aberta;
c. interior da pilha, equivalente a 30% da b. a indicação do amperímetro A2 com a
energia total que essa pilha poderia chave fechada.
fornecer.
d. circuito externo, equivalente a 30% da 294. Mackenzie-SP
energia total que essa pilha poderia No circuito representado a seguir, a razão en-
fornecer. tre as leituras Va e vf do voltímetro ideal V, com
e. interior da pilha e no circuito externo, a chave Ch aberta (Va) e depois fechada (Vf), é:
equivalente a 12% da energia total que
essa pilha poderia fornecer. ε = 6V
292. Fuvest-SP 3Ω
Uma lâmpada L está ligada a uma bateria B por 6Ω V
2 fios, F1 e F2, de mesmo material, de compri- r=2Ω
mentos iguais e de diâmetros d e 3d, respecti- Ch
vamente. Ligado aos terminais da bateria, há
um voltímetro ideal M (com resistência interna
muito grande), como mostra a figura. Nestas a. 6
condições, a lâmpada está acesa, tem resistência b. 4
RL = 2,0 W e dissipa uma potência igual a 8,0 W. c. 2
A força eletromotriz da bateria é e = 9,0 V e a d. 1
resistência do fio F1 é R1 = 1,8 W.
e. zero.
L
295. UEL-PR
F2 O circuito esquematizado é constituído por um
F1 gerador G de fem e, resistência interna r, um
resistor de resistência R = 10 W, um voltímetro
ideal V e uma chave interruptora Ch.
B
9,0 V V
M
Determine do valor da:
a. corrente i, em amperes, que percorre o fio F1; G
b. potência P2, em watts, dissipada no fio F2;
c. diferença de potencial U(M), em volts, in-
PV-13-14

dicada pelo voltímetro M.


R Ch
293.
Na figura a seguir, considere que B1 e B2 sejam Com a chave aberta, o voltímetro indica 6,0 V.
dois geradores ideais de força eletromotriz Fechando a chave, o voltímetro indica 5,0 V.
ε = 1,5 V, A1 e A2 dois amperímetros ideais e C Nessas condições, a resistência interna r do
uma chave. gerador, em ohms, vale:
a. 2,0
B1 B2 b. 4,0
C R = 10 Ω c. 5,0
A1
d. 6,0
A2 e. 10

118
Eletrodinâmica Física

296. UFS-SE 298. FMJ-SP


O circuito esquematizado abaixo é constituído Um mecanismo é capaz de fazer funcio-
por um gerador de fem ε = 32 V e resistência nar dois circuitos elétricos, de acordo
interna r = 2,0 Ω, três resistores ôhmicos, com a posição em que uma chave seleto-
R = 6,0 Ω, R1 = 12 Ω e R2 = 24 Ω, dois amperí- ra estiver posicionada.
metros ideais, A1 e A2, e duas chaves interrup-
toras, K1 e K2.
R = 6,0 Ω ch
1
2 A
R1 = 12 Ω R2 = 24 Ω 90 V
3
r = 2,0 Ω K1 K2
A1 A2
46 V
Analise as afirmações feitas sobre esse circuito.
00. Com a chave K1 aberta e a K2 fechada, o Sabendo que os geradores ε1 e ε2 são ideais,
amperímetro A1 indica zero e A2 indica e que os fios de ligação, bem como o amperí-
1,0 A. metro, têm resistências elétricas desprezíveis,
01. Com a chave K1 fechada e a K2 aberta, o am- determine:
perímetro A1 indica 1,6 A e A2 indica zero.
a. a intensidade da corrente elétrica lida
02. Com as duas chaves, K1 e K2, fechadas, o pelo amperímetro quando os terminais
amperímetro A1 indica 2,0 A e A2 indica 1,0 A. da chave estão conectados nas posi-
03. Com a chave K1 aberta e a K2 fechada, o ções 1 e 2.
rendimento do gerador é de 75%.
b. a potência elétrica dissipada pelo resis-
04. Com as duas chaves, K1 e K2, fechadas,
tor de resistência 20 Ω quando os ter-
a potência elétrica total dissipada por
minais da chave seletora conectam os
efeito Joule no circuito é de 64 W.
terminais 2 e 3.
297. Mackenzie-SP
299. UFG-GO
No laboratório de física, monta-se o circuito
elétrico a seguir, com um gerador ideal e os Para investigar o desempenho de uma bateria
interruptores (chaves) K1, K2 e K3. Estando so- B, foi montado o circuito abaixo, em que V e
mente o interruptor K1 fechado, o amperíme- A representam, respectivamente, um voltíme-
tro ideal acusa a passagem de corrente elétri-
tro e um amperímetro ideais. A resistência R
ca de intensidade 5 A.
6Ω é variável e os fios de ligação têm resistências
PV-13-14

desprezíveis.
K1 4Ω
K2
12 Ω
K3
A B V R
Fechando todos os interruptores, a potência
gerada pelo gerador é:
A
a. 300 W d. 450 W
b. 350 W e. 500 W
c. 400 W

119
Física Eletrodinâmica

As indicações do voltímetro e do amperímetro Ao se abrir a chave C:


são:
a. o amperímetro terá leitura maior que
30 mA e pode se danificar.
Voltímetro (V) Amperímetro (A)
b. o voltímetro indicará 0 V.
c. o amperímetro não alterará sua leitura.
3,00 0,00
d. o voltímetro não alterará sua leitura.
2,25 0,50 e. o voltímetro terá leitura maior que 1 V
e pode se danificar.
1,50 1,00 301. UEM-PR
A ponte de Wheatstone é um instrumento que
0,75 1,50 permite a comparação e a medida de resistên-
cias elétricas. A figura a seguir é uma das for-
0,00 2,00 mas usuais de se representar esse sistema. G
simboliza o galvanômetro; R, as resistências; e
Nessas condições, podemos dizer que: ε, a fonte de corrente contínua.
I. a força eletromotriz da bateria é igual C
a 3,00 V.
II. a resistência interna da bateria é igual R1 R3
a 1,50 Ω.
III. para a corrente de 1,00 A, a potência
dissipada na resistência R é igual a 3,00 W. A G B
IV. quando a diferença de potencial sobre R
for igual a 2,25 V, a quantidade de carga
que a atravessa em 10 s é igual a 22,5 C. R2 R4
300. ITA-SP
D
No circuito a seguir, V e A são um voltímetro
e um amperímetro respectivamente com fun-
dos de escala (leitura máxima): Considerando as informações do texto e da fi-
FEV = 1 V e RV = 1.000 Ω gura, assinale o que for correto.
FEA = 30 mA e RA = 5 Ω 01. A ponte de Wheatstone está em equi-
líbrio quando nenhuma corrente passa
pelo galvanômetro.
02. Na condição de equilíbrio, os resistores
PV-13-14

R1 e R2 estão associados em série.


A V 04. Se a corrente for igual a zero (i = 0) no
galvanômetro, a diferença de potencial en-
RA RV tre os pontos C e D será zero (Vc – VD = 0).
08. Se a resistência R1 for desconhecida,
seu valor poderá ser obtido pela rela-
C ção R1 = R3 · (R2 / R4).
16. A ponte de Wheatstone está em equi-
líbrio quando os valores dos resistores
satisfazem à igualdade R1· R2 = R3· R4

120
Eletrodinâmica Física

302. Favip-PE 304. Uniube-MG


Na associação de resistores ôhmicos mostrada Quando a ponte de Wheatstone (ponte de fio)
a seguir, os potencais elétricos dos pontos A e está em equilíbrio (iG = 0), conforme figura a
B são iguais. Pode-se afirmar que a resistência seguir, o valor de Rx é:
R vale:
120 Ω Rx
A
G
3Ω R

60 cm 40 cm

2Ω 16 Ω

B G = galvanômetro
a. 2 Ω a. 40 Ω
b. 3 Ω b. 60 Ω
c. 8 Ω
c. 80 Ω
d. 16 Ω
e. 24 Ω d. 120 Ω
e. 180 Ω
303. PUC-SP
305.
A figura a seguir mostra o esquema de uma
ponte de Wheatstone. Sabe-se que e = 3 V; No circuito a seguir, a haste condutora AB tem
R2 = R3 = 5 ohms e o galvanômetro é de zero comprimento 20 cm. A que distância da extre-
central. A ponte entra em equilíbrio quando a midade A estará o cursor C quando o ampe-
resistência R1 = 2 ohms. As correntes i1 e i2 (em rímetro não acusar passagem de corrente no
ampère) valem, respectivamente: ramo CD?
D 9Ω
R1 Rx
3Ω A
i1 G C
i2 A B
PV-13-14

R2 R3

a. 5 cm
b. 6 cm
a. zero e zero.
c. 8 cm
b. 2 e 2
c. 0,75 e 0,30 d. 12 cm
d. 0,30 e 0,75 e. 15 cm
e. 0,43 e 0,43

121
Física Eletrodinâmica

306. Fuvest-SP d. a resistência R, que era de 25 ohms,


Numa instalação elétrica, os cinco resistores será alterada para 50 ohms.
representados na figura são idênticos. e. a resistência R, que era de 50 ohms,
será alterada para 12,5 ohms.
3 308. Mackenzie-SP
Considerando o circuito abaixo e dispondo de
R R um galvanômetro ideal, podemos afirmar que
ele registraria uma intensidade de corrente
i R i igual a zero se seus terminais fossem ligados
aos pontos:
1 2 5
2Ω C 9Ω D 1Ω E 5Ω

R R
A B
36 Ω F 7Ω G 3Ω H 5Ω
4

Qual é o par de terminais que você pode segu-


rar, simultaneamente, com as duas mãos sem a. C e F
que haja perigo de sofrer choque?
b. D e G
a. 1 e 2
c. E e H
b. 1 e 3
c. 1 e 5 d. E e F
d. 2 e 5 e. C e H
e. 3 e 4 309. Fuvest-SP
307. Mackenzie-SP O circuito a seguir mostra uma bateria de 6 V
e resistência interna desprezível, alimentando
No circuito abaixo, a ddp entre os terminais quatro resistências, em paralelo duas a duas.
A e B é de 60 V e o galvanômetro G acusa Cada uma das resistências vale R = 2 Ω.
uma intensidade de corrente elétrica zero.
Se a ddp entre os terminais A e B for dupli- A
cada e o galvanômetro continuar acusando
zero, podemos afirmar que: R R

5Ω 10 Ω 5Ω
PV-13-14

A B R R
G
B
15 Ω 20 Ω R
6V
a. a resistência R permanecerá constante
e igual a 25 ohms. a. Qual o valor da tensão entre os pontos
b. a resistência R permanecerá constante A e B?
e igual a 15 ohms. b. Qual o valor da corrente que passa pelo
c. a resistência R permanecerá constante ponto A?
e igual a 10 ohms.

122
Eletrodinâmica Física

310. cuja resistência pode ser ajustada. Os termi-


A ponte apresentada na figura abaixo está em nais "a" e "b" são conectados a uma bateria
equilíbrio. A resistência X vale: que fornece 12 V.
R
a b

R R Rx R
x
G R
Quando Rx é ajustado para 10 Ω, a potência
nele dissipada corresponde a que fração da
potência total dissipada no circuito?
a. 0
b. 1
Gerador 2
c. 1
a. 10 W 5
b. 50 W d. 1
c. 90 W 6

d. 300 W e. 8
17
e. 400 W Utilize o circuito elétrico mostrado na figura
311. para responder às questões de 313 a 315.
Considere que a chave S pode ser colocada na
Considere o circuito representado a seguir: posição 1, ou na posição 2 e que tanto o voltíme-
tro (V) como o amperímetro (A) são aparelhos
60 Ω
ideais.
2 8Ω
60 Ω 60 Ω 60 Ω s

1 Ω
r 20 20
60 Ω 20 Ω Ω
V 10 Ω

20

ε = 12 V 20

i A
A
PV-13-14

120 V 313. UEM-PR modificado


Sabe-se que, com a chave na posição 1, a lei-
A indicação no amperímetro ideal é: tura do voltímetro é 10 V. Nessas condições,
determine a resistência interna r do gerador.
a. 1 A
b. 2 A 314. UEM-PR modificado
Calcule a resistência equivalente da associa-
c. 4 A ção dos cinco resistores de 20 Ω cada.
d. 8 A 315. UEM-PR modificado
e. 10 A Com a chave na posição 2, determine a indica-
312. Unioeste-PR ção do amperímetro A.
No circuito elétrico abaixo, os cinco resistores Utilize as informações seguintes para respon-
R são idênticos e valem 10 Ω. Rx é um reostato der às questões de 316 a 318.

123
Física Eletrodinâmica

A figura representa um circuito elétrico cons- Essa resistência está em equilíbrio térmico
tituído por um gerador ideal de 120 V, vários com o corpo, cuja temperatura T deseja-se
resistores associados em série e em paralelo e conhecer. Para medir o valor de R, ajusta-se a
uma lâmpada L representada por um resistor resistência R2, indicada no circuito a seguir, até
de resistência 10 Ω. que a corrente medida pelo amperímetro no
15 Ω 25 Ω trecho AB seja nula.
a. Qual a temperatura T do corpo quando
20 Ω a resistência R2 for igual a 108 W?
b. A corrente através da resistência R é
igual a 5,0 · 10–3 A. Qual a diferença de
– 15 Ω 25 Ω
120 V + L 10 Ω potencial entre os pontos C e D indica-
10 Ω 20 Ω 30 Ω dos na figura?
A
15 Ω 25 Ω
R1 R1

10 Ω 20 Ω 30 Ω T= C A D

316. UFC-CE modificado


R R2
O conjunto de resistores, incluindo a lâmpada,
pode ser representado por um único resistor
B
de resistência igual a:
a. 10 Ω 320. ITA-SP
b. 20 Ω Alguns tipos de sensores piezorresistivos po-
c. 30 Ω dem ser usados na confecção de sensores de
d. 50 Ω pressão baseados em pontes de Wheatstone.
Suponha que o resistor Rx do circuito da figura
e. 60 Ω seja um piezorresistor com variação de re-
317. UFC-CE modificado sistência dada por R x = k · p + 10 Ω, em que
A potência dissipada pela lâmpada L vale: k = 2,0 · 10 –4 Ω/Pa e p, a pressão.
a. 240 W
b. 120 W R3 Rx
c. 60 W
d. 40 W
G
e. 20 W
318. UFC-CE modificado
Se um amperímetro for colocado em série R1 R2
com um dos resistores de 15 Ω, ele indicará:
PV-13-14

a. 2,0 A
b. 1,5 A
c. 1,0 A Usando este piezorresistor na construção de um
d. 0,50 A sensor para medir pressões na faixa de 0,10 atm
e. 0,25 A a 1,0 atm, assinale a faixa de valores do resistor
319. Unicamp-SP R1 para que a ponte de Wheatstone seja balan-
A variação de uma resistência elétrica com a ceada. São dados: R2 = 20 Ω e R3 = 15 Ω.
temperatura pode ser utilizada para medir a a. De R1 min. = 25 Ω a R1 máx. = 30 Ω
temperatura de um corpo. Considere uma re- b. De R1 min. = 20 Ω a R1 máx. = 30 Ω
sistência R que varia com a temperatura T de
acordo com a expressão: c. De R1 min. = 10 Ω a R1 máx. = 25 Ω
R = R0 (1 + a · T), d. De R1 min. = 9,0 Ω a R1 máx. = 23 Ω
em que R0 = 100 W, a = 4 · 10–2 °C–1 e T é dada e. De R1 min. = 7,7 Ω a R1 máx. = 9,0 Ω
em graus Celsius.

124
Eletrodinâmica Física

Capítulo 06
321. UFRN 323. UFRJ
O circuito da figura a seguir ilustra uma as- Na figura a seguir, observa-se um circuito elé-
sociação mista de resistores alimentados trico com dois geradores (e1 e e2) e alguns re-
por uma bateria que produz as correntes sistores.
i1, i2 e i3, as quais se relacionam pela equação
i1 i2 i4 R4 i6
i1 = i 2 + i 3 .
i1 i3
R1 R3 R5
i7

i1 i1 R6
R2
i2 i5

i3 i3 Utilizando a 1ª lei de Kirchhoff ou lei dos nós,


pode-se afirmar que:
O princípio implicitamente utilizado no esta- a. i1 = i2 – i3
belecimento dessa equação foi o da: b. i2 + i4 = i5
a. conservação do campo elétrico. c. i4 + i7 = i6
b. conservação da energia elétrica. d. i2 + i3 = i1
c. conservação do potencial elétrico. e. i1 + i4 + i6 = 0
d. conservação da carga elétrica. Leia o texto para responder às questões 324 e 325.
322. A figura ilustra um circuito elétrico com quatro
A figura abaixo representa parte de um circui- resistores ligados a um gerador ideal de 12 V.
to elétrico e as correntes elétricas que atraves- C
sam alguns ramos deste circuito.
i2
6Ω
i1
12 V A 9Ω
1A
10 A 2Ω
PV-13-14

4A D 3Ω B

Assinale a alternativa que indica os valores das 324. UFPel-RS


correntes elétricas i1 e i2, respectivamente: A diferença de potencial (ddp) entre os pontos
a. 6 A e 5 A C e D, em volt, vale:
b. 4 A e 5 A a. 0
c. 6 A e 1 A b. 2
d. 5 A e 1 A c. 6
e. 10 A e 4 A d. 8
e. 12

125
Física Eletrodinâmica

325. UFPel-RS 329. Vunesp


A diferença de potencial (ddp) entre os pontos A figura mostra um ramo de um circuito con-
A e B, em volt, vale: tendo os resistores R1 = 10 Ω e R2 = 20 Ω. Se
a. 0 as correntes que chegam ao nó A são 1,5 A e
0,5 A, então a diferença de potencial entre A e
b. 2
B será, em volts:
c. 6
d. 8 1,5 A
R1 = 10 Ω R2 = 20 Ω
e. 12
A B
326. Unopar-PR 0,5 A
Sobre o esquema a seguir, sabe-se que i1 = 2 A;
UAB = 6 V; R2 = 2 Ω e R3 = 1,0 Ω. Então, a tensão a. 120
entre C e D, em volts, vale: b. 60
c. 30
i1 P i3 d. 20
C e. 10
R2 B R3
Texto para as questões 330 e 331.
i2 D
A A figura representa um trecho de um circuito
UAB UCD
elétrico.
a. 10 Q
M 5,0 Ω 10 Ω N i
b. 20 + –
c. 30 Sabendo-se que o potencial elétrico do ponto
M é 36 V, que a fem da bateria Q é 3 V e que
d. 40 i = 2 A, faça o que se pede.
e. 50 330. FSA-SP modificado
Uma corrente elétrica de intensidade 4 A per- Determine o potencial elétrico do ponto N.
corre o trecho do circuito elétrico de A para C, 331. FSA-SP modificado
conforme mostra a figura.
Trace o gráfico do potencial elétrico ao longo
8V 3V 2V 3V do percurso.
2Ω 3Ω 0,5 Ω 0,5 Ω 0,5 Ω 0,5 Ω
332. Fatec-SP
A B C
i=4A Certo trecho de um circuito, pelo qual passa
uma corrente elétrica i, está representado
PV-13-14

Utilize estas informações para responder às com os símbolos de seus elementos.


questões 327 e 328. i
327. Unirio-RJ A B C D E F
Determine a diferença de potencial (ddp) en- O potencial elétrico entre os terminais dos di-
tre os pontos A e B (UAB = VA – VB). versos elementos pode ser representado por:
a. V
328. Unirio-RJ
Determine a diferença de potencial (ddp) en-
tre os pontos C e B (UCB = VC – VB).

A B C D E F x

126
Eletrodinâmica Física

b. V V (volt)
a. 24
20

0
a b c d e f
A B C D E F x
V (volt)
c. V b.
24
20

0
a b c d e f
A B C D E F x V (volt)
c.
d. V 24
20

0
a b c d e f

A B C D E F x V (volt)
d. 24
e. V
20

0
a b c d e f

V (volt)
A B C D E F x e.
24
333. UFPB 20
Para estudar a variação do potencial elétrico
ao longo de uma malha de determinado cir- 0
cuito, um estudante usou como fonte uma ba- a b c d e f
teria de carro de força eletromotriz (fem) igual
a 24 V, de resistência interna igual a 2 Ω, acopla- 334.
da a uma lâmpada de filamento de resistência Dado o trecho do circuito abaixo, determine:
PV-13-14

igual a 10 Ω. Pelo circuito, representado na


figura abaixo, passa uma corrente elétrica de 4A
2,0 A.
i=2A 6A B
A i =?
– +
a b c d e f 20 V 5V

Considerando igual a zero o potencial elétrico a. a corrente i;


no ponto a do terminal negativo da bateria,
b. a ddp entre A e B;
identifique o gráfico que melhor representa o
potencial no percurso entre os pontos a e f, no c. o potencial elétrico de A.
sentido da corrente:

127
Física Eletrodinâmica

335. UFSC X R1 Y
Considere o circuito da figura apresentada,
onde estão associadas três resistências (R1, R2
e R3) e três baterias (ε1, ε2 e ε3) de resistências
internas desprezíveis: R2
6V 12V

Nesse circuito, a intensidade de corrente elé-


P Q trica em R1 é igual a:
a. 0,50 A no sentido de X para Y.
b. 0,50 A no sentido de Y para X.
Um voltímetro ideal colocado entre Q e P
indicará: c. 0,75 A no sentido de X para Y.
a. 11 V d. 1,0 A no sentido de X para Y.
b. 5 V e. 1,0 A no sentido de Y para X.
c. 15 V 338. UPE
d. 1 V Um circuito com duas malhas contém duas
e. zero. fontes de tensão constante, ε1 = ε2 = 14 V, e
três resistores, R1 = 1,0 ohm, R2 = 3,0 ohms
336. FURG-RS e R = 1,0 ohm, conforme mostrado na figura
Os valores dos componentes do circuito da a seguir:
figura abaixo são: ε1 = 6 V; ε2 = 12 V; R1 = 1 kΩ;
R2 = 2 kΩ R1 R2
R1 R2

R
ε1 A3 ε2

A1 A2
Analise as seguintes proposições:
Os valores medidos pelos amperímetros A1, A2 I. A corrente que passa pelo resistor R1
e A3 são, respectivamente, em mA: vale 6 A.
a. 1, 2 e 3 II. O sentido da corrente que passa pelo
PV-13-14

b. 6, 12 e 18 resistor R2 é da esquerda para a direita.


c. 6, 6 e 12 III. A potência dissipada no resistor R2 vale
d. 12, 12 e 6 12 W.
e. 12, 12 e 24 IV. O sentido da corrente que passa pelo
resistor R é de cima para baixo.
337. PUCCamp-SP
Estão corretas:
No circuito representado no esquema a seguir,
as fontes de tensão de 12 V e de 6 V são ide- a. I, II, III e IV.
ais; os dois resistores de 12 ohms, R1 e R2, são b. II, III e IV.
idênticos; os fios de ligação têm resistência c. I, II e III.
desprezível.
d. II e IV.
e. I, III e IV.

128
Eletrodinâmica Física

Utilize o circuito dado na figura seguinte para Responda às questões 342 e 343 com base
responder as questões 339 e 340. no circuito dado na figura. Considere que as
7V duas lâmpadas possuem resistências elétricas
iguais a 120 W.

i2 i3
6V B
i1
14 V
S

10 V A
6V

339. Osec-SP 342. Cederj


Sabendo-se que a intensidade de corrente elé-
Com a chave S aberta, determine a intensidade
trica i1 é igual a 1,0 A, a intensidade de corren-
de corrente elétrica em cada uma das lâmpadas.
te elétrica i3 vale:
343. Cederj
a. 1,0 A
Fechando-se a chave S, o que acontece com o
b. 2,0 A brilho das lâmpadas?
c. 3,0 A 344. Unisa-SP
d. 4,0 A No circuito abaixo, as intensidades das correntes
i1, i2 e i3, em ampères, valem, respectivamente:
e. 5,0 A
340. Osec-SP i1 2Ω i2 7V i3
A ddp nos extremos do ramo central vale:
10 V 14 V 5Ω
a. 20 V
3Ω
b. 14 V
c. 10 V
d. 8 V a. 1,0; 2,5; 3,0
e. 6 V b. 1,0; 1,5; 2,0
341. Mackenzie-SP c. 1,0; 2,0; 2,5
No circuito abaixo, os geradores são ideais, as d. 1,0; 2,0; 3,0
correntes elétricas têm os sentidos indicados e e. 2,0; 3,0; 1,0
i1 = 1 A. O valor da resistência R é:
Para responder às questões 345 e 346, utilize
PV-13-14

i1 o circuito dado na figura. Considere que o am-


perímetro ideal A indica 0,50 A e que R é um
100 V i2 resistor de resistência desconhecida.
D
A
i R 150 V

a. 3 Ω R

b. 6 Ω
c. 9 Ω + –

d. 12 Ω +
e. 15 Ω
C

129
Física Eletrodinâmica

345. 351. Vunesp


Determine as intensidades de corrente elétri- O amperímetro A indicado no circuito é ideal,
ca através do resistor R e do resistor R1. isto é, tem resistência interna praticamente nula.
346. Os fios de ligação têm resistência desprezível.
Determine o valor da resistência do resistor R. 10 V
– +

+ + +
Dado o circuito mostrado na figura a seguir, – 50 V – 20 V – 20 V
responda às questões 347 e 348.
V
60 V
A – +
24 V 3,5 ohm 1,5 ohm 12 V
A intensidade da corrente elétrica indicada no
amperímetro A é de:
a. 1,0 A
10 ohm b. 2,0 A
10 ohm c. 3,0 A
A
10 ohm d. 4,0 A
e. 5,0 A
347. UENP-PR modificado
352. UEM-PR
Determine a leitura do amperímetro A. A figura a seguir mostra um circuito elétrico com
348. UENP-PR modificado dois nós (P e Q). Considerando que e1 = 120 V; e2 = 60 V;
Determine a leitura do voltímetro. R1 = 6,0 W; R2 = 30 W; R3 = 30 W, assinale a al-
ternativa que corresponde, respectivamente, ao
349. sistema de equações que descreve o circuito e
No circuito abaixo, determine o valor de ε para ao valor da corrente que passa por R3.
que a corrente elétrica i2 tenha intensidade 2,0 A. R1 P R2
i1 i2 i1 i2

i3 R3
i3
12 V

ε − R2 ⋅ i1 − R3 (i1 + i2 ) = 0
350. a.  1 e i3 = 1, 4 A
ε2 − R1 ⋅ i2 − R3 (i1 + i2 ) = 0
Considere o circuito e os valores representados
no esquema a seguir.
PV-13-14

A ε − R1 ⋅ i1 − R3 (i1 + i2 ) = 0
b.  2 e i3 = 2, 0 A
ε1 − R2 ⋅ i2 − R3 (i1 + i2 ) = 0
12 V 12 V
ε − R ⋅ i − R3 (i1 + i2 ) = 0
c.  1 1 1 e i3 = 1, 6 A
ε2 − R2 ⋅ i2 − R3 (i1 + i2 ) = 0
O amperímetro ideal A deve indicar uma cor-
rente elétrica, em ampères, igual a: ε − R2 ⋅ i1 − R3 (i1 − i2 ) = 0
d.  1 e i3 = 1, 6 A
ε2 − R1 ⋅ i2 − R3 (i1 − i2 ) = 0
a. 1,3
b. 1,0
c. 0,75 ε − R ⋅ i − R3 (i1 + i2 ) = 0
d. 0,50 e.  1 1 1 e i3 = 1, 4 A
e. 0,25 ε2 − R2 ⋅ i2 − R3 (i1 + i2 ) = 0

130
Eletrodinâmica Física

353. FCC-PR Qual a diferença de potencial entre os pontos


O circuito mostrado na figura é formado por C e B?
uma bateria (B) e cinco lâmpadas (L). O núme- a. 4 V
ro de cada lâmpada indica a corrente que pas- b. 6 V
sa pela lâmpada, em ampères. c. 10 V
11
x d. 16 V
4 L e. 20 V
L 358.
4 L 5 10 No circuito esquematizado na figura, conside-
B
L L re que o amperímetro A seja ideal.
2Ω
Qual é a corrente que passa pelo ponto X?
a. 4 A 32 V
12 Ω
b. 10 A
c. 15 A 6Ω 24 Ω
d. 19 A Ch
e. 34 A
Responda às questões de 354 a 356 com base A
nas informações dadas a seguir. Assinale a alternativa correta:
Um motor elétrico de 5 V e 1 Ω é associado em a. Com a chave Ch aberta, não passa cor-
paralelo com uma lâmpada de resistência elé- rente elétrica pelo amperímetro A.
trica 3 Ω e a associação é ligada a uma fonte
de tensão de 12 V e 2 Ω. b. Com a chave Ch fechada, o amperíme-
tro indica 1 A.
354.
c. Com a chave Ch aberta, o amperímetro
Faça uma figura representando o circuito
indica 1 A.
elétrico, indicando as polaridades do gerador
e do receptor e os sentidos das correntes d. A indicação do amperímetro é a mesma
elétricas em cada um dos ramos do circuito. com a chave aberta ou fechada.
355. e. Com a chave fechada, a indicação do
amperímetro é a metade da indicação
Com base no circuito da questão anterior, com a chave aberta.
determine as intensidades de corrente elétrica
no gerador, no motor e na lâmpada. 359. Mackenzie-SP
356. No circuito apresentado, onde os geradores
elétricos são ideais, verifica-se que, ao man-
Determine o rendimento do motor.
termos a chave K aberta, a intensidade de cor-
PV-13-14

357. ITA-SP rente assinalada pelo amperímetro ideal A é


No circuito dado, quando o cursor do reostato i = 1 A. Ao fecharmos essa chave K, o mesmo
R é colocado no ponto C, o amperímetro não amperímetro assinalará uma intensidade de
acusa passagem de corrente elétrica. corrente igual a:
10 V
– +
1Ω 4Ω
R
R 6V
B A A
12 V K 26 V
C
A
a. 2 i
4V
3
– + b. i

131
Física Eletrodinâmica

Responda às questões de 361 a 364 com base


c. 5 i no circuito dado na figura seguinte.
3
d. 7 i +
3
10
e. i
3
360. Fuvest-SP +
No circuito mostrado na figura abaixo, os três
resistores têm valores R 1 = 2 Ω, R 2 = 20 Ω
e R 3 = 5 W. A bateria B tem tensão constante 361.
de 12 V. A corrente i1 é considerada positiva A intensidade de corrente elétrica através do
no sentido indicado. Entre os instantes t = 0 s resistor R é:
e t = 100 s, o gerador G fornece uma tensão
variável U = 0,5 t (U em volt e t em segundo). a. 0,4 A no sentido anti-horário.
b. 2,0 A no sentido horário.
R3 c. 2,0 A no sentido anti-horário.
d. 0,4 A no sentido horário.
G 362.
R1 i1 R2 Em quais dos elementos, ε1 e/ou ε2, ocorre
12 V B conversão de energia química em elétrica?
a. Somente em ε1.
b. Somente em ε2.
i1 (A) c. Nos dois elementos, ε1 e ε2.
3 d. Em nenhum dos dois elementos cita-
2 dos.
1 363.
0
A taxa de dissipação de energia elétrica no re-
0 20 40 60 80 100 t (s) sistor R é:
-1 a. 3,2 W
-2 b. 1,6 W
-3 c. 1,28 W
d. 0,4 W
-4
PV-13-14

364.
-5
Sobre os rendimentos do gerador e do receptor,
a. Determine o valor da corrente i1 para podemos afirmar:
t = 0 s. a. Ambos são superiores a 95%.
b. Determine o instante t em que a cor- b. O gerador possui rendimento abaixo de
rente i1 é nula. 90%.
c. Trace a curva que representa a corrente c. O receptor possui rendimento acima de
i1, em função do tempo t, no intervalo 0 96%.
a 100 s. d. O rendimento do receptor é 90%.
d. Determine o valor da potência P rece-
bida ou fornecida pela bateria B no ins-
tante t = 90 s.

132
Eletrodinâmica Física

Texto para as questões de 365 a 367 368.


De acordo com normas técnicas, os Um aquecedor de imersão de 400 W é coloca-
fios de cobre usados nas instalações re- do num recipiente contendo 2,0 L de água
sidenciais devem conduzir uma corrente a 20 °C. Determine o tempo para aquecer a
máxima especificada. A tabela seguinte água até a temperatura de ebulição, supondo
indica o valor da corrente máxima para que 80% da energia disponível seja absorvida
diversas dimensões de fios com um ver- pela água. Considere 1 cal = 4 J, cágua = 1 cal/g · °C e
niz isolante. O calibre do fio é um método Q = m · c · ∆θ.
padronizado para a descrição do diâmetro
de um fio. Note que, quanto maior o diâ- Leia o texto para responder às questões 369
metro do fio, menor o calibre dele. e 370.
Corrente Um gerador ideal ε = 6,0 V é ligado a quatro
Calibre do fio Diâmetro (cm) resistores, R1 = 35 Ω, R2 = R3 = 60 Ω e R4 = 30 Ω,
máxima (A)
conforme mostra a figura.
14 0,163 18
R1
12 0,205 25

10 0,259 30 R4
ε R2 R3
8 0,326 40

6 0,412 60

5 0,462 65
369.
4 0,519 85
A resistência equivalente do circuito vale:
Sears & Zemansky. Física III. Eletromagnetismo. a. 185 Ω
12. Ed. Pearson, Addison Wesley, p. 165.
b. 50 Ω
365. c. 10,5 Ω
Uma potência total de 4.200 W deve ser for- d. 5 Ω
necida para os aparelhos elétricos de uma re- 370.
sidência. Sabendo que a tensão disponível é
120 V, determine o calibre do fio mais fino que Assinale a alternativa que corresponde às in-
pode ser utilizado na rede elétrica. tensidades de corrente elétrica em cada resistor.
366.
Suponha que um eletricista utilizou fio de cali- R1 R2 R3 R4
bre 14 em todas as tomadas de uma residên-
PV-13-14

cia. Determine a potência máxima de um apa-


relho elétrico que pode ser ligado na tomada, a. 0,12 A 0,04 A 0,04 A 0,04 A
sem risco de aquecimento excessivo.
367.
b. 0,08 A 0,04 A 0,02 A 0,02 A
Considere dois fios de cobre de mesmo com-
primento. Um deles possui calibre 6 e o outro,
calibre 12. Qual é, aproximadamente, a rela-
ção entre as taxas de dissipação de energia c. 0,12 A 0,03 A 0,03 A 0,06 A
 P6 
 P  nesses dois fios, quando percorridos
12 d. 0,06 A 0,02 A 0,02 A 0,04 A
pelas correntes máximas correspondentes?

133
Física Eletrodinâmica

Utilize o circuito dado na figura para respon- Para responder às questões 374 e 375, utilize
der às questões 371 e 372. as informações seguintes.
Quando as luzes de um automóvel são ligadas, Três lâmpadas iguais de 240 W/120 V estão
o amperímetro indica 10 A e o voltímetro, 12 V. associadas conforme a figura e ligadas aos ter-
Quando o motor de arranque elétrico é ligado, minais de um gerador ideal ε = 240 V.
o amperímetro passa a indicar 8 A e as luzes L1
se ofuscam um pouco. A resistência interna da
bateria é igual a 0,05 Ω e o amperímetro e o + Chave
voltímetro são ideais. L3

L2
Chave

374.
Chave Com a chave aberta, a lâmpada L1:
Motor de a. apresenta um brilho abaixo do normal.
V Luzes
arranque b. apresenta um brilho intenso e queima.
c. apresenta um brilho acima do normal,
mas não queima.
A d. apresenta um brilho normal.
e. não acende.
371. 375.
Determine a força eletromotriz da bateria. Fechando-se a chave, podemos dizer que:
372. a. a lâmpada L1 apresenta um brilho normal.
Determine a intensidade de corrente elétrica b. a lâmpada L1 queima e as outras duas
através do motor com as duas chaves fecha- lâmpadas não acendem.
das. c. as três lâmpadas apresentam um brilho
373. abaixo do normal.
O circuito mostrado na figura é constituído por d. as três lâmpadas apresentam um brilho
um gerador ideal de 24 V, três resistores de 4,0 Ω, acima do normal.
7,0 Ω e 12 Ω e uma lâmpada incandescente de e. as lâmpadas L2 e L3 apresentam brilho
resistência R. normal e L1 não acende.
376.
No circuito dado na figura, considere ε = 3,0 V,
R1 = 8 Ω, R2 = 20 Ω e R3 = 30 Ω.
PV-13-14

R
ε R2
R3
R1
24 V
A indicação do amperímetro ideal é, em mA:
Se a lâmpada de resistência R = 6,0 Ω queimar,
a. 60
o que acontece com a intensidade de corrente
elétrica através do resistor de resistência 7,0 Ω: b. 90
aumenta, diminui ou permanece constante? c. 120
Justifique. d. 150
e. 180

134
Eletrodinâmica Física

Instruções para as questões 377 e 378 379.


Um circuito consiste de três lâmpadas, A, B e Determine a resistência elétrica equivalente
C, idênticas e conectadas a uma bateria ideal, do circuito.
conforme figura. 380.
A B C
Quanto vale a ddp entre os pontos a e b?

Considere as informações para resolver as


questões 381 e 382.
S Uma bateria tem uma força eletromotriz de
15 V. A voltagem entre os terminais da
bateria é 11,6 V quando ela está fornecendo
20 W de potência para um resistor de resistên-
377. cia R.
A intensidade de corrente elétrica na lâmpada 381.
C:
O valor da resistência R é:
a. é a mesma, quer a chave S esteja fecha-
da ou aberta. a. 1,3
b. aumenta, quando a chave S é fechada. b. 1,7 Ω
c. é zero, com a chave S fechada. c. 6,7 Ω
d. é maior que nas lâmpadas A e B, com a d. 11,2 Ω
chave S aberta.
382.
e. é igual à das lâmpadas A e B, com a cha-
ve S fechada. A resistência interna da bateria é:
a. 1,7 Ω
378.
b. 2 Ω
Se a potência elétrica fornecida pela bateria
às lâmpadas, com a chave aberta, é P, então c. 2,5 Ω
a potência elétrica fornecida pela bateria às d. 3 Ω
lâmpadas, com a chave fechada, é:
2 Instruções para as questões 383 e 384
a. · P
3
Um gerador fornece, ao conjunto dos resistores
b. P
mostrados na figura, uma potência de 150 W.
c. 1,5 · P
100 Ω
d. 2 · P 100 Ω
a b
PV-13-14

e. 3 · P
Responda às questões 379 e 380 com base nas
informações seguintes. 100 Ω

Dado o circuito mostrado na figura: 383.


10,0 Ω 25,0 V A voltagem entre os pontos a e b é:
10,0 Ω a. 75 V
a b
b. 100 V
c. 150 V
5,00 Ω 20,0 Ω d. 200 V
5,00 Ω
e. 300 V

135
Física Eletrodinâmica

384. • a intensidade de corrente elétrica no


A potência dissipada pelo conjunto dos dois resistor R1 é 2,0 A, de cima para baixo;
resistores em paralelo é: • R1 = 10 Ω; R2 = 5 Ω e R3 = 4 Ω.
a. 25 W R3 R2
b. 50 W
c. 75 W
d. 100 W
R1
e. 150 W

Considere as informações para resolver as


questões 385 e 386.
No circuito dado na figura, considere ε1 = 2 V, 387.
ε2 = ε3 = 4 V, R1 = 1 Ω e R2 = 2 Ω.
O valor da força eletromotriz do gerador é:
R1 R1
a a. 8 V
b. 12 V
ε3
c. 18 V
R2
ε1 d. 25 V
R1 e. 32 V
R1 ε2
388.
b O valor da força contraeletromotriz do recep-
tor é:
385. a. 8 V
As intensidades de corrente elétrica através de b. 12 V
ε1, ε2 e ε3 são, respectivamente: c. 15 V
a. 0,33 A; 0,33 A e 0,66 A d. 20 V
b. 0,33 A; 0,66 A e 0,33 A e. 25 V
c. 0,66 A; 0,33 A e 0,33 A
d. 0,66 A; 0,66 A e 0,33 A Para responder às questões 389 e 390, utilize
e. 0,33 A; 0,66 A e 0,66 A as informações a seguir.
386. Um carro elétrico é projetado para utilizar um
A ddp entre os pontos a e b vale: conjunto de baterias de 12 V com um total de
PV-13-14

a. 4,3 V armazenagem de energia de 2 · 107 J. Quando


o carro se desloca com velocidade constante
b. 4,0 V de 20 m/s, o motor elétrico utiliza 8 kW.
c. 3,6 V
389.
d. 3,3 V
Nessas condições, a intensidade de corrente
e. 2,0 V elétrica no motor é:
Considere as informações para resolver as a. 667 A
questões 387 e 388.
b. 1.667 A
No circuito mostrado na figura, considere que: c. 2.500 A
• ε1 é um gerador ideal e ε2 é um receptor
ideal; d. 1,4 · 104 A
• a intensidade de corrente elétrica no
resistor R3 é 3,0 A;

136
Eletrodinâmica Física

390. 393.
A distância, em km, que o carro percorre antes Com a chave 1 fechada e a 2 aberta, podemos
de ficar sem energia é: afirmar que:
a. 2,5 a. o circuito apresenta uma única malha
b. 10 constituída de dois geradores, um re-
ceptor e resistores, em série.
c. 25
b. a intensidade de corrente elétrica no
d. 50
circuito é 3,2 A, no sentido horário.
e. 100
c. o resistor de 1 Ω dissipa uma potência
391. de 1,6 W.
No circuito mostrado na figura a seguir, a indi- d. a potência fornecida pelo gerador de
cação do amperímetro ideal é a mesma quan- 8 V é 19,2 W.
do as chaves estão abertas ou fechadas. 394.
100 Ω
A Com a chave 1 aberta e a 2 fechada, podemos
afirmar que:
R a. não há corrente elétrica no circuito.
50 Ω b. a ddp nos extremos do resistor de 6 Ω
é 4 V.
300 Ω c. a potência dissipada no resistor de 6 Ω
+ –
é 1,5 W.
1,5 V d. o circuito apresenta duas malhas e três
Determine o valor da resistência R. correntes elétricas diferentes.
392.
No circuito dado na figura a seguir, determi- Considere o texto para responder às questões
ne a taxa de aquecimento por efeito Joule em 395 e 396.
cada resistor. As lâmpadas fluorescentes compactas custam,
2Ω
em média, R$ 10,00 a unidade e têm um tem-
po de vida médio de 8.000 h. Essas lâmpadas
consomem 20 W de potência e produzem ilu-
+ + minação equivalente à de uma lâmpada incan-
12 V 6V
– – descente de 60 W. Esta custa R$ 5,00 e tem um
tempo de vida médio de 1.200 h.
Suponha que em uma residência existem seis
4Ω lâmpadas incandescentes de 60 W que ope-
PV-13-14

Instruções para as questões 393 e 394 ram constantemente. O proprietário pretende


Na figura, temos um circuito elétrico com duas trocar essas lâmpadas por seis lâmpadas fluo-
chaves liga-desliga, 1 e 2. rescentes de 20 W.
4V 395.
– + Calcule a economia, em kWh, durante 1 mês
2 (30 dias), em razão da substituição das lâmpadas.
+ 396.
8V
– + Determine quanto o proprietário economizará
4V somente na compra das lâmpadas durante 1

1
ano (365 dias).

137
Física Eletrodinâmica

Instruções para as questões 397 e 398 399.


Um gerador de 1,5 V – 0,01 Ω é ligado a um Uma residência possui uma rede elétrica de
resistor de resistência 0,74 Ω, conforme mos- 120 V. Essa rede é protegida por um disjuntor
tra a figura. de 25 A. Verifique se é possível ligar, simulta-
neamente, um aquecedor elétrico de 1.500 W,
A
um liquidificador de 750 W e uma churrasqueira
elétrica de 1.000 W.
400.
+ Em uma usina hidrelétrica, uma turbina forne-
1,5 V ce 1.500 hp para um gerador, que, por sua vez,

converte 80% da energia mecânica em energia
B elétrica. Sob tais condições, determine a in-
tensidade de corrente elétrica que o gerador
397. fornece a uma tensão de 2.000 V.
Um amperímetro de resistência 0,01 Ω é Dados: 1 hp = 750 W.
ligado em série com o resistor de 0,74 Ω.
a. Qual é a indicação do amperímetro?
b. De quanto se altera, percentualmente,
a corrente elétrica em virtude da ligação
do amperímetro?
398.
O amperímetro é removido e um voltímetro,
com resistência de 1 kΩ, é ligado entre A e B,
em paralelo com o resistor de 0,74 Ω.
a. Qual é a ddp entre A e B sem a presen-
ça do voltímetro?
b. Existe alteração na ddp entre A e B, em
virtude da ligação do voltímetro?
Justifique.

PV-13-14

138
Eletrodinâmica R: Física

GABARITO DOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS


Capítulo 01 Lâmpada: 73. C
E ≅ 5 · 10 J 6 74. B
01. C 04. C
O banho consome mais. 75. B
02. A 05. E
50. E 76. A
03. B 06. A
51. itotal ≅ 59 A 77. B
07. n = 2 · 1010 elétrons 52. E 78. receita = R$ 4,41 · 1010 re-
53. D ais.
08. D 21. D 79. D
54. D
09. A 22. D 80. C
55. B
10. E 23. A
24. C
56. ∆E = 5,04 · 107 J Capítulo 02
11. B
57. E 81. B
12. C 25. A
58. D 82. E
13. B 26. E
59. 83. i = 12 A
14. E 27. E
a. Py = 75 W
84. E
15. E 28. B
b. Px = 600 W 85. R1 = 100 Ω
16. B 29. D c. Z dissipa maior potên-
cia quando submetido à ten- R2 = 400 Ω
17. C 30. D
são de 90 V, pois é percorrido
18. D 31. B
pela corrente maior. 86. 12 (04 + 08)
19. D 32. D
60. 87. E
20. B 33. Q = 2 C a. Ptotal = 12 · 10–3 W 88. E
b. Pútil = 0,6 · 10–3 W
89. E
34. n = 1,25 · 1019 elétrons.
n = 5% 90. D
35. B 38. C
91. A
36. D 39. C c. n = 2,4%
92. Rmin. = 2,2 · 104 Ω
37. C 61. B
93. A
62. E
40. n = 7,8 · 107 elétrons 94. B
PV-13-14

63. C
95.
64. R$ 42,00
41. C 43. D P = U · i ⇒ 2,4 · 106 = 2 · 103 · i ⇒
65. D ⇒ i = 1,2 · 103 A = 1.200 A
42. A
66. Udissip. = R · i = 0,10 · 1.200 ⇒
44. ∆P = 360 W a. P(30%) = 450 W ⇒ Ud = 120 V
b. ∆E = 1, 5 kWh
(1 dia)
Uútil = UT – Ud ⇒
45. D 47. A ⇒ Uútil = 2.000 – 120 ⇒
c. x = R$ 13,50 ⇒ Uu = 1.880 V
46. D 48. C

49. 67. C 70. D 96.


a. Pelo gráfico, quando
Chuveiro: 68. C 71. A U = 130 V, temos P = 100 W
E = 9 · 106 J 69. A 72. D

139
Física R: Eletrodinâmica

10 123. B 151. B 156. E


b. i = A
13 124. E 152. E 157. D
c. R = 169 Ω 125. 153. A 158. C
97. B a) 3 V 154. E 159. D
98. C b) R = 10 Ω
155. E 160. B
99. 126. B
a. O aquecimento do 127.
aparelho elétrico ocorre de- a. Como RA ≠ RB, para Capítulo 03
vido ao efeito Joule: resistên- que a tensão seja a mesma nos
cia elétrica à passagem dos dois resistores, eles devem es- 161. C 168. ε = 40 V
elétrons ⇒ transformação de tar associados em paralelo. 162. E r=4Ω
energia elétrica em energia b. PT = 7,2 W 163. B 169. E
térmica. 164. A 170. C
128. B 130. A
b. Sendo P = U · i, cor-
rentes elétricas diferentes ⇒ 129. A 131. C 165. B 171. C
potências diferentes, para uma 166. C 172. A
mesma ddp (U). Quanto maior 132. x = 33 lâmpadas
167. D 173. A
a resistência menor a corrente
elétrica. 133. A 137. D
174.
100. 70 (02 + 04 + 64) 134. C 138. D a. Pu = 80 W
135. A 139. D
101. B 110. E b. PT = 100 W
136. D
102. C 111. D
c. R = 80 Ω
103. C 112. A 140.
175. C
104. A 113. A a. ET = 7,150 kWh
176.
105. B 114. B b. A corrente na fase 1 é:
i1 = 20 + 9 = 29 A a. ε = 1,5 V
106. A 115. E A corrente na fase 2 é: r = 0,1 W
107. C 116. D i2 = 1,1 + 8,9 + 20 = 30 A b. η ≅ 33%
108. B 117. B c. iN = 1,0 A, pois as cor- 177.
rentes nas fases 1 e 2 têm sen- a. ε = 12 V
109. P1 = 1 tidos opostos.
P2 2 141. C b. icc = 5, 0 A
PV-13-14

142. E c. U = ε − r ⋅ i ⇒ U = 12 − 2, 4 ⋅ i
118. R = 600 Ω
143. Req = 2 Ω
sequência ⇒ marrom – 144. A d. r = 2,4 Ω
preta – azul 178.
145. B
119. a. De acordo com o grá-
a. i = 50 A 146. D fico: icc = 120 A e i = 60 A, para
N
147. i3 > i1 > i2 potência útil máxima.
b. ∆E = A = 15 kWh
c. x = R$ 99,00 Portanto, em ordem cres- b. r = 0,1 Ω
cente, temos i2, i1 e i3.
120. 06 (02 + 04) 179.
148. E
121. E a. r = 0,25 Ω
149. C
122. B b. Pmáx. = 225 WP
150. A

140
Eletrodinâmica R: Física

180. D 190. B 212.


181. B a. ir = 9 A
191. A
182. A 192. B b. i = 3 A
183. C 213. Req = 1.800 Ω
193. B
184. D 214. 29 (01 + 04 + 08 + 16)
194. D
185. C 215.
195. E
a. iB = iC. B e C estão no mesmo fio.
186. E 196. b. iA = iB + iC (lei dos nós)
187. C a. ε = 100 V c. VA = VC (resistência nula entre os pontos)
188. U = 4,0 V b. r = 10 W 216. B
189. C 197. A 217.
198. a. iA = 0,08 A
a. n = 8.000 células iB = iC = 0,08 A
b. Pmáx.= 480 W b. PA = 0,64 W
PB = 0,16 W
199. 05 (01 + 04)
200. ∆t = 500 s = 8 min 20 s Se a lâmpada C queimar o brilho da lâmpada A di-
minui e o da lâmpada B aumenta.
201. B
218. B 220. E
202. B
219. D 221. A
203. B
204. A 222.
a. i2 = 0,2 A
205 D
b. Antes de abrir a chave, a corrente em L1
206. B vale 0,4 A
207. B
Após abrir ir = 0,3 A portanto, o brilho diminui.
208.
a. i = 1,2 A 223. 232. B
b. U = 5,4 V a. ε = 12 V 233. P = 10 W
209. D b. i = 0,20 A
234. U = 10 V
210. 224. D 235. E
a.
225. 236.
PV-13-14

R1 a. i = 4 A a. RL = 484 Ω
R3 b. iL = 0,32 A
A B C b. UAB = 36 V
226. D 237. R = 180 Ω
R2 227. C 238. B
228. D 239. E
12 V
229. A 240. ∆E = 12,76 kW/h
230. A iA= 23 A
b. R1 = 100 Ω
R3 = 100 Ω 231. C iB= 35 A

211. D

141
Física R: Eletrodinâmica

Capítulo 04 261. E 268. D 274. C


241. 262. B 269. B 275. A
a. ε' = 390 V 263. ε = 36 V 270. A 276. E
b. PT = 200 W 264. E 271. E 277. A
c. Pu = 195 W 265. D 272. B 278. D
266. D 273. C 279. E
d. Pd = 5 W
267. C
e. η = 97,5 %
242. B 280.
243. B a. r = 5,0 · 10–2 Ω
244. E b. i2 = 48 A
245. r´= 15 Ω
246. Pt = 240 W Capítulo 05
η = 0,75 = 75% 281. C 297. D
248. 282. A 298.
U (V) 283. C a. i = 3 A
284. ε = 60 V b. P = 28,8 WC
110 285. R ≈ 5,6 Ω 299.
I. Verdadeiro
286. D
100 II. Verdadeiro
287. R = 4.900 Ω III. Falso
288. i = 3,0 A IV. Falso
2 i (A) 300. E
289.
249. D a. ε = 2,2 V 301. 13(01 + 04 + 08)
b. r = 1 Ω
250. C 302. E
290. E
251. C 303. C
291. A
252. A 304. C
292. 305. A
253. η = 0,69 = 69%
a. i = 2,0 A 306. E
254. A b. P2 = 0,8 W
PV-13-14

255. B c. Utotal = 8,0 V 307. A

256. B 293. 308. D


a. i1 = 0,15 A 309.
257. E = 1,65 kWh a. UAB = 0
b. i2 = 0,15 A
258. i = 22 A b. iA = 1,5 A
294. C
A potência do motor, que era de
220 W (110 · 2,0), passa para 2.420 295. A
310. C
W (110 · 22). Isso produz um supe- 296.
raquecimento, podendo danificar o 00. Incorreta. 311. B
aparelho. 01. Correta. 312. A
259. B 02. Incorreta. 313. r = 2 Ω
03. Incorreta.
260. C 04. Correta 314. Req = 20 Ω

142
Eletrodinâmica R: Física

315. i = 0,4 A 344. D


316. E 345. Através do resistor R, a intensidade de corrente
317. D elétrica é 1,5 A e através do resistor R1 é 2,0 A.
318. C 346. R = 0,67 Ω
319. 347. A leitura do amperímetro é 0,30 A.
a. T = 20 °C 348. A leitura do voltímetro é 21,9 V.
b. UCD = 1,08 V
349. ε = 8 V
320. C 350. D 352. C
Capítulo 06 351. B 353. D
354.
321. D 326. E
De acordo com os dados, a figura representa o cir-
322. A 327. UAB = 20 V cuito elétrico.
323. D 328. UCB = – 4 V
i1 i2 i3
324. E 329. B
+ 12 V + 5V
325. A 330. VN = 3 V – – 3Ω RL

331. rg 2 Ω 1Ω rm
De acordo com os dados obtidos na
questão anterior, temos: 355. i1 = 3 A (gerador); i2 = 1 A (motor) e i3 = 2 A
(lâmpada)
V(V)
36 356. η = 0,833 = 83,3%
26 357. B
23 358. C
359. E
3 360.
0M N Percurso a. i1 = 2 A
332. E b. t = 30 s
333. B c.
334.
i (A)
a. i = 2 A 3
PV-13-14

b. UAB = + 13 V 2
c. VA = 13 V
1
335. A 339. C
340. D 0
336. C 0 20 40 60 80 100 t (s)
337. B 341. E -1

338. E -2

342. i = 0,05 A = 50 mA -3
343. Como a ddp em cada lâmpada é 6 -4
V estando a chave aberta ou fechada,
-5
o brilho de cada lâmpada não se altera
quando fechamos a chave.

143
Física R: Eletrodinâmica

d. P = 48 w (recebida) 382. B 390. D


361. A 383. C 391. R = 550 Ω
362. A 384. B
392. A taxa de aqueci-
363. C 385. C mento por efeito Joule
364. A 386. D em cada resistor é a
365. i = 35 A potência dissipada em
387. E
cada um deles. Assim:
De acordo com a tabela, deve-se usar o 388. C
fio de calibre 8. P1 = 4 W
389. A
366. Pmáx. = 2.160 W P2 = 2 W

P6 393. A
367. = 1, 44
P12 394. C
368. Dt = 2.000 s = 33,3 min 395. A economia é de 172,8 kWh.
369. B 396. O proprietário economizará R$ 120,00 no ano.
370. C 397.
a. i ≈ 1,97 A
371. ε = 12,5 V
b. 1,5 %
372. iM = 50 A
398.
373. a. UAB = 1,48 V
Com a lâmpada funcionando, a intensi- b. Não há diferença significativa na ddp entre A e
dade de corrente elétrica através do re- B.
sistor de 7,0 Ω é dada por:
399.
i ≈ 2,67 A
Como a rede é de 120 V e o disjuntor é de 25 A, a
Com a lâmpada queimada, a intensidade potência máxima fornecida pela rede, sem desligar
de corrente elétrica através do resistor o disjuntor, é:
de 7,0 Ω é dada por:
i = 2,4 A Pmáx. = 3.000 W
A potência total dos três aparelhos ligados simulta-
Portanto, a intensidade de corrente elé-
neamente é:
trica diminui.
PT = 3.250 W
374. D 378. C
Portanto, não é possível fazer os três aparelhos fun-
375. B 379. Re = 12,9 Ω cionarem simultaneamente, pois o disjuntor desliga.
376. A 380. U = 6 V
PV-13-14

400. i = 450 A
377. C 381. C

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