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IFG – Campus Goiânia MODA DA MENINA TROMBUDA Tem poucos, raros amigos

Profa. Letícia Alcântara (Cecília Meireles) O homem atrás dos óculos e do bigode
Curso: ________________________________________________
É a moda Meu Deus, por que me abandonaste
Discente: ____________________________________________ Da menina muda Se sabias que eu não era Deus
Da menina trombuda Se sabias que eu era fraco
Que muda de modos
FIGURAS DE LINGUAGEM – Data: ____/_____/_____ E dá medo. Mundo mundo vasto mundo
(A menina mimada!). Se eu me chamasse Raimundo
É a moda Seria uma rima, não seria uma solução
Da menina muda Mundo mundo vasto mundo
METÁFORA (Gilberto Gil) Que muda Mais vasto é meu coração
De modos
Uma lata existe para conter algo E já não é trombuda. Eu não devia te dizer
Mas quando o poeta diz: "Lata" (A menina amada!). Mas essa lua
Pode estar querendo dizer o incontível Mas esse conhaque
Botam a gente comovido como o diabo
Uma meta existe para ser um alvo POEMA DE SETE FACES
Mas quando o poeta diz: "Meta" (Carlos Drummond de Andrade) O DESFECHO
Pode estar querendo dizer o inatingível (Machado de Assis - Ocidentais)
Quando nasci, um anjo torto
Por isso, não se meta a exigir do poeta Desses que vivem na sombra Prometeu sacudiu os braços manietados
Que determine o conteúdo em sua lata Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida E súplice pediu a eterna compaixão,
Na lata do poeta tudonada cabe Ao ver o desfilar dos séculos que vão
Pois ao poeta cabe fazer As casas espiam os homens Pausadamente, como um dobre de finados.
Com que na lata venha caber Que correm atrás de mulheres
O incabível A tarde talvez fosse azul Mais dez, mais cem, mais mil e mais um bilião,
Não houvesse tantos desejos Uns cingidos de luz, outros ensanguentados...
Deixe a meta do poeta, não discuta Súbito, sacudindo as asas de tufão,
Deixe a sua meta fora da disputa O bonde passa cheio de pernas
Meta dentro e fora, lata absoluta Pernas brancas pretas amarelas Fita-lhe a água em cima os olhos espantados.
Deixe-a simplesmente metáfora Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu Pela primeira vez a víscera do herói,
coração Que a imensa ave do céu perpetuamente rói,
Porém meus olhos
Não perguntam nada Deixou de renascer às raivas que a consomem.
Uma invisível mão as cadeias dilui;
O homem atrás do bigode Frio, inerte, ao abismo um corpo morto rui;
É sério, simples e forte Acabara o suplício e acabara o homem.
Quase não conversa
Atividades caracteriza figura de harmonia altamente (A)
expressiva: E ouvi-a na sombra funda
"É como mergulhar num rio e não se molhar" A. Metonímia Responder que assim fazia
(Skank); B. Anacoluto Para dar uma esperança
"Tristeza não tem fim, felicidade sim" C. Hipérbato Mais triste ao fim do meu dia.
(Vinícius de Moraes). D. Sinestesia (Manuel Bandeira, A Estrela)
01. As frases acimas são exemplos de: E. Aliteração
(B)
A. Antítese e Zeugma 04. No poema abaixo, quais figuras de linguagem É tão certo quanto o calor do fogo
B. Paradoxo e Paradoxo pode ser observadas? Destaque com exemplos. É tão certo quanto o calor do fogo
C. Paradoxo e Antítese Eu já não tenho escolha
D. Antítese e Antítese Amor é fogo que arde sem se ver E participo do seu jogo
E. Zeugma e Paradoxo Eu participo
Amor é fogo que arde sem se ver; Não consigo dizer se é bom ou mal
"Aquele ser desprovido de inteligência era como É ferida que dói e não se sente; Assim como o ar me parece vital
palhaço: não queria saber de nada, só contava piada É um contentamento descontente; (Capital Inicial, Fogo)
e fazia graça até que todos morressem de rir. Era É dor que desatina sem doer;
uma situação difícil, até uma porta pensa mais que (C)
É um não querer mais que bem querer; Pensem nas crianças
ele!".
É solitário andar por entre a gente;
02. O texto possui as seguintes figuras: Mudas telepáticas
É nunca contentar-se de contente;
Pensem nas meninas
É cuidar que se ganha em se perder;
A. Eufemismo - Comparação - Hipérbole - Cegas inexatas
Personificação É querer estar preso por vontade; Pensem nas mulheres
B. Zeugma - Metáfora - Hipérbole - É servir a quem vence, o vencedor; Rotas alteradas
Personificação É ter com quem nos mata lealdade. Pensem nas feridas
C. Eufemismo - Metáfora - Hipérbole - Como rosas cálidas
Personificação Mas como causar pode seu favor Mas oh não se esqueçam
D. Metonímia - Comparação - Hipérbole - Nos corações humanos amizade, Da rosa da rosa
Personificação se tão contrário a si é o mesmo Amor? Da rosa de Hiroxima
E. Nenhuma das alternativas corresponde às (Camões) A rosa hereditária
figuras do texto. A rosa radioativa
___________________________________________________________ Estúpida e inválida
03. (FUVEST) ___________________________________________________________ A rosa com cirrose
“Tarde de olhos azuis e seios morenos. ___________________________________________________________ A antirrosa atômica
Ó tarde linda, ó tarde doce que se admira, Sem cor sem perfume
___________________________________________________________
Como uma torre de pérolas e safira Sem rosa sem nada.
___________________________________________________________ (Vinícius de Moraes, Rosa de Hiroshima)
Ó tarde como quem tocasse violino.”
__________________________________________________________
(Emiliano Perneta)
05. Leia os trechos abaixo e os relacione às figuras (D)
Nesses versos, o flagrante apelo aos sentidos
de linguagem predominantes:
humanos, que se misturam e se confundem no
efeito emocional que provocam no leitor,
Esta chuvinha de água viva esperneando luz e ainda Devia ter amado mais ___________________________________________________________
com gosto de mato longe, meio baunilha, meio Ter chorado mais
___________________________________________________________
manacá, meio alfazema. Ter visto o sol nascer
(Mário de Andrade) Devia ter arriscado mais __________________________________________________________
E até errado mais
(E) Ter feito o que eu queria fazer
Figuras de Harmonia
Uma noite longa Queria ter aceitado
Pruma vida curta As pessoas como elas são
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Mas já não me importa Cada um sabe a alegria
Basta poder te ajudar E a dor que traz no coração ___________________________________________________________
(Paralamas do Sucesso, Lanterna dos Afogados) O acaso vai me proteger
___________________________________________________________
Enquanto eu andar distraído
(F) O acaso vai me proteger __________________________________________________________
Mudaram as estações, nada mudou Enquanto eu andar
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu Devia ter complicado menos
Figuras de Sintaxe
Tá tudo assim, tão diferente Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
___________________________________________________________
Se lembra quando a gente Devia ter me importado menos
Chegou um dia a acreditar Com problemas pequenos ___________________________________________________________
Que tudo era pra sempre Ter morrido de amor
__________________________________________________________
Sem saber que o pra sempre sempre acaba Queria ter aceitado
(Cássia Eller, Por enquanto) A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
(G) E a tristeza que vier
Quando a Indesejada das gentes chegar O acaso vai me proteger
(Não sei se dura ou caroável), Enquanto eu andar distraído
talvez eu tenha medo. O acaso vai me proteger
Talvez sorria, ou diga: Enquanto eu andar
- Alô, iniludível! O acaso vai me proteger
(Manuel Bandeira, Consoada) Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
( ) Eufemismo Enquanto eu andar
( ) Paradoxo Devia ter complicado menos
( ) Comparação Trabalhado menos
( ) Metáfora Ter visto o sol se pôr
( ) Antítese (Titãs, Epitáfio)
( ) Sinestesia
( ) Personificação 07. Cite pelo menos uma figura de linguagem, com
exemplo, conforme solicita-se a seguir:
06. No texto a seguir, existem algumas figuras de
linguagem. Tente identificá-las.
Figuras de pensamento