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Análise Psicológica (1990), 4 (VIII): 453-458

Psicologia da Saúde
Contexto e intervenção (*)

JOSÉ A . CARVALHO TEIXEIRA (**)


ISABEL LEAL (***)

I. INTRODUÇÃO e as Medicinas Preventiva e Familiar -,


enquanto o segundo remete para as dimensões
A expressão Psicologia da Saúde foi definida curativa e de reabilitação, relacionando mais de
por Matarazzo (1980) como a área disciplinar perto a Psicologia com as diversas especialidades
que diz respeito ao «papel da Psicologia como médicas e cirúrgicas.
ciência e como profissão nos domínios da saúde Preferimos desde logo a expressão Psicologia
e das medicinas comportamentais.» da Saúde como a mais adequada e específica
Desse modo, o conceito de Psicologia da para designar a intervenção psicológica no
Saúde unificou e tomou como referências 2 campo d a saúde e que melhor parece
campos interdisciplinares que se situam na corresponder as necessidades da prática clínica.
interface da Psicologia com a Medicina, e que Ao mesmo tempo, ela permite integrar
são: harmoniosamente os três níveis clássicos de
prevenção - primária, secundária e terciária
- A Saúde Comportamental, que se pode
- que, de resto, na actualidade tendem a não
definir como u m a subespecialidade
serem mais considerados como compartimentos
interdisciplinar que se ocupa especificamente
estanques embora, a nível institucional,
da promoção da saúde, da prevenção da
permaneça uma organização de serviços de
doença e disfunções em pessoas
saúde prestadores de cuidados primários e
habitualmente saudáveis;
diferenciados que ainda os individualizam
- A Medicina Comportamental, que é um
excessivamente e não os integram de forma
campo interdisciplinar de prática clínica e de
consistente. A abordagem psicológica da saúde
investigação que diz respeito a doença e a
e da doença aparece também como resposta as
disfunções psicológicas com ela relacionadas.
necessidades de humanização dos cuidados de
Esta delimitação de campos significa que o saúde.
primeiro se refere essencialmente a dimemsão Em Psicologia da Saúde deverá estar presente
preventiva - colocando a Psicologia uma exigência essencial da investigação
directamente em relação com a Saúa, ,.ública científica actual, que é a interdisciplinaridade.
De facto, se, como afirmou Heidegger (1976),
«O homem é Homem enquanto aquele que
(*) Comunicação apresentada no I Colóquio de
Psicologia Clínica, ISPA. fala» e a palavra é capaz de acumular sentidos
(**) Psiquiatra. Assistente Convidado do ISPA. diversos, a interdisciplinaridade implica uma
(***) Psicóloga. Assistente do ISPA. trama de discursos científicos que são

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constituídos por palavras mas que, neste desenvolvimentos recentes em Psico-neuro-
particular, funcionam como conceitos que -endocrinologia e Psico-neuro-imunologia) e,
apresentam sentido específico. Exige-se que os ainda, sobre os estilos individuais de lidar com
discursos tenham uma certa eficácia em relação a adversidade, que podem ser importantes para
a realidade e que seja possível a comunicação. a prevenção da doença e manutenção da saúde.
Em Psicologia da Saúde entrecruzam-se Por outro lado, dos modelos psicológicos
inexoravelmente o discurso médico e o discurso vêm, em outras, as perspectivas
psicológico. Mas estes não são, como sabemos, comportamental, psicanalítica e sistémica. A
discursos unitários em si mesmos. Antes, são primeira, acentuando a influência de certos
paradigmas com múltiplas matrizes e exemplos, comportamentos na promoção da saúde, na
que se têm desenvolvido largamente sobre novas prevenção da doença e mesmo no adoecer
realidades propostas, o que por si só deveria corporal. A segunda, conceptualizando desde
facilitar a concretização d a s tarefas sempre as somatizações como sendo resultantes
interdisciplinares, quer na prática clínica quer do conflito intrapsíquico e, finalmente, a
na investigação. Em nossa opinião, aquelas terceira, que remete para as múltiplas interacções
tarefas não são «a realização conjunta de práxis, e comunicações entre os indivíduos e os grupos,
coexistência pacífica, conciliação reverencia1 bem como para níveis disfuncionais que, entre
nem ausência de polémica viva)) (Carvalho outras coisas, podem contribuir para o adoecer,
Teixeira, 1988). Pelo contrário, só poderá haver como acontece, por exemplo, em relação a
diálogo interdisciplinar vivido com autenticidade obesidade e ao alcoolismo.
quando «a autonomia de cada disciplina for Foi neste enraizamento duplo que foram
ainda mais assegurada)) (Japiassu, 1976). Em surgindo progressivamente necessidades
Psicologia da Saúde espera-se, portanto, que objectivas conducentes a integração d a
a Psicologia mantenha e assegure as suas Psicologia - em particular da Psicologia
identidade própria e autonomia. Clínica - em actividades relacionadas com a
saúde física, fazendo repensar quer a formação
médica quer a formação psicológica. Entre
2. CONTEXTO outras, foram-se individualizando desde logo
várias áreas de interesse:
Historicamente, a Psicologia da Saúde -
enquanto movimento mútuo de aproximação - Estudo da adaptação psicológica e de
entre a Psicologia e a Medicina - enraiza-se, alterações do comportamento associadas, por
em parte, nos desenvolvimentos ocorridos na exemplo, ao envelhecimento, a deterioração
década de 70 nos meios médicos, com a neurológica, a maternidade e as doenças
proposta do modelo biopsicossocial por Engel físicas crónicas;
(1970) e Lipowski (1977), contraposto ao modelo - Investigação do papel e da influência de
biomédico clássico, e centrando-se mais factores psicológicos e de personalidade na
fortemente na pessoa doente do que na doença causalidade multifactoriai de doenças
propriamente dita. As condutas individuais, a corporais, bem como na sua evolução,
personalidade, o estilo relaciona1 e outros tratamento e reabilitação;
aspectos psicológicos e psicossociais passaram - Influência de variáveis psicológicas em
a merecer a atenção indispensável para a áreas específicas tais como, entre outras, as
compreensão do adoecer e do estar doente, mas respostas individuais a vários tratamentos
também para a promoção da saúde e prevenção médicos, o estudo da compliance, as
da doença. Sensivelmente ao mesmo tempo, respostas psicológicas aos procedimentos
verificaram-se outros desenvolvimentos como, cirúrgicos, o impacto psicológico d a
por exemplo, o interesse renovado pela hospitalização, o tratamento da dor crónica,
Psicossomática, enquanto no campo da os aspectos interactivos do stress, coping e
investigação surgiram novos estudos sobre os adaptação, e as doenças terminais;
mecanismos subjacentes a convivência entre o - A abordagem psicológica da promoção
Corpo e a Mente (citem-se, por exemplo, os da saúde, nomeadamente no que se refere

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aos determinantes das mudanças de estilos condições de saúde dos Técnicos de Saúde
de vida relacionados com a saúde e, ainda, (Diekstra, 1990).
com a prevenpção primária na comunidade Com o seu discurso próprio e a sua
(Weinman, 1981); autonomia, a Psicologia desenvolve actividades
- O estudo de aspectos psicológicos de prevenção, avaliação, apoio psicológico e de
associados ao stress, tabagismo, obesidade, investigação ligadas aos cuidados de saúde,
diabetes, doenças cardiovasculares, asma podendo para tal usar contribuições teóricas e
brônquica e doenças cancerosas, bem como modelos variados. Em nossa opinião, em
das respectivas necessidades de avaliação a Psicologia da Saúde a visão dos problemas
apoio psicológico, e isto já sem falar dos beneficia com a diversidade de modelos de
problemas complexos, e de novo tipo, informação, formação e intervenção que existem
colocados pelas mais recentes tecnologias em Psicologia, dada a complexidade das
médicas, de que são exemplos a cirurgia de questões que tem de enfrentar (Carvalho
transplantação de orgãos e as novas Teixeira, 1989).
tecnologias de nascimento. No quadro de equipas multiprofissionais
cuidando de pessoas afectadas na sua saúde
A Psicologia da Saúde aparece-nos, portanto, física, o Psicólogo Clínico poderá trabalhar em
como: cooperação estreita e activa com outros técnicos
de saúde, aplica as teorias básicas, as
- Um processo em devir que tende para a metodologias de avaliação e de investigação, e
superação das perspectivas reducionistas da os modelos de intervenção da Psicologia no
Medicina, nomeadamente através de modelos campo da saúde e, finalmente, perspectiva uma
integrativos da saúde e da doença; abordagem globalizante que leva em conta a
- Uma subespecialidade da Psicologia unidade do ser humano. Não só as disfunções
Clínica na qual a Psicologia - quer como biológicas produzem reacções adversas ao
ciência quer como profissão - intervem funcionamento psicológico, como também as
activamente no campo da saúde e da doença, mudanças psicológicas (e sociais) produzem
fazendo-o em diálogo produtivo com a alterações no funcionamento biológico (Roessler
Medicina mas mantendo os seus modelos, & Decker, 1986).
discurso e autonomia. Assim, a cada passo,
as realidades psicológicas tornam-se mais
relevantes não só na promoção da saúde e 3. INTERVENÇÃO
na prevenção da doença, mas também no
adoecer, n o estar-doente e n a A intervenção do Psicólogo Clínico em
recuperação/reabilitação conducente A Psicologia da Saúde toma em consideração que
reinserção familiar e comunitária. o objecto é a experiência psicológica e a relação
que os sujeitos estabelecem com o seu estado
Mais especificamente, referenciam-se vários de saúde ou de doença ou, ainda, com
campos de interesse da Psicologia da Saúde: acontecimentos ou especificidades biológicas
estudo dos comportamentos de risco para a que também suscitam movimentos de
saúde e dos comportamentos necessários para adaptação.
a sua manutenção; as cognições relacionadas Esta definição, como todas demasiado
com a saúde e a doença; os aspectos imprecisa, pretende apenas delimitar um vasto
psicológicos da adesão aos tratamentos e dos campo d e intervenção que abrange,
ambientes dos serviços de saúde e, ainda, as simultaneamente, as situações de doença e de
estratégias de coping relacionadas com a doença adoecer, os acidentes e os vários acontecimentos
e a incapacidade (Weinman, 1990); na tão naturais como a puberdade, a menopausa,
perspectiva da saúde pública destacam-se as a gravidez ou o envelhecimento que, no entanto,
relações entre os cuidados de saúde e a se associam frequentemente a momentos de
qualidade de vida, a aquisição precoce de crise.
comportamentos para a saúde e as próprias A Psicologia da Saúde não toma como

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objecto a situação ou o acontecimento. Não uma questão de saúde. Fumar ou não fumar
tem, nem tem de ter, um discurso sobre as não é apenas um hábito, mas sim também uma
alterações corporais, sua qualidade e extensão. questão de saúde. Fazer ou não fazer desporto
Pelo contrário, trabalha com as vivências que já não tem a ver com gostos pessoais, mas sim
o sujeito experimenta, projecta ou reactiva nesse com saúde. Ter um filho a seguir a outro, antes
momento e sobre essa realidade de que é sujeito. dos 20 anos ou depois dos 30 anos, não é uma
O que interessa não é, portanto, o facto do simples opção pessoal mas também uma
sujeito ter tuberculose pulmonar, úlcera questão de saúde. Estes são alguns exemplos
d u o d e n a l o u uma fractura, ou estar simples, mas há outros mais sérios, que nós
simplesmente a envelhecer, mas sim as formas vivemos num mundo que não nos ensina a
e os motivos pelos quais lida com esses sermos adequados ao nosso devir biológico.
acontecimentos vividos. Não nos ensina a crescer e abjura o envelhecer.
O actual conceito de Saúde, que as Não nos ensina a suportar a frustração e nega
organizações internacionais se preocupam em os lutos saudáveis, as lágrimas a propósito e
divulgar e tornar dominante, vai no sentido de as dores físicas e morais com sentido.
um estado de bem-estar físico, psicológico e Esta representação imaginária central
social do sujeito, dos grupos e das comunidades. condiciona assim a associação a saúde e a
O ((bem-estar)), que quer dizer mais do que doença de múltiplas questões vivenciais que
ausência de sintomas ou de desvios em relação habitualmente complicam qualquer diagnóstico
A média, remete para o «sentir-se bem» que, e tratamento médicos. Assim, a primeira função
em ú l t i m a análise, é essencialmente do Psicólogo Clínico na equipa de saúde é a
individualizado e subjectivo. Esse conceito de de intervir no sentido da clarificação e
Saúde, que traduz uma representação social da compreensão do significado psicológico da
nossa época, introduz por si mesmo o extenso disfunção corporal. Essa clarificação prévia
campo da Psicologia da Saúde já que se centra pode ser absolutamente preciosa na estratégia
no próprio Homem e se descentra da patologia terapêutica a seguir.
e das entidades nosológicas. Ao mesmo tempo, Alguns exemplos d a especificidade da
proporciona-lhe o seu estatuto epistemológico. intervenção em Psicologia da Saúde podem ser:
Os objectivos e metodologias da Psicologia
da Saúde são os específicos da psicologia geral - Prevenção, avaliação, tratamento e
e da Psicologia Clínica em particular, centrados reabilitação de disfunções psicológicas em
agora sobre um terreno que recebe da Medicina doentes físicos;
as suas categorias de intervenção. Aquilo que - Aconselhamento e troca de informações
se pretende é, como habitualmente, a com os outros técnicos de saúde sobre
optimização dos recursos afectivos e cognitivos aspectos psicológicos (e psicossociais) de
do sujeito, a adopção de estratégias adequadas doentes físicos, particularmente em estudos
para a superação de crises e o reforço de defesas de casos individuais;
eventualmente enfraquecidas. Numa frase, o que - Tratamento psicológico de reacções
se pretende é que o sujeito possa lidar o melhor psicológicas as doenças físicas, com
possível com a sua nova situação. Isto que incidência particular na experiência vivida
parece tão simples dito desta forma, é, da doença e das suas limitações;
entretanto, um mundo complexo e praticamente - Prevenção e/ou tratamento de condutas
inesgotável ao nível da intervenção. desajustadas que são consequência ou mesmo
Alguns trabalhos pretendem dar conta da parte integrante das doenças corporais;
relevância da investigação e da intervenção em - Identificação e suporte de sujeitos em
Psicologia da Saúde. São, no entanto, uma risco psicológico colocados perante o adoecer
pequena parcela de uma realidade extensa. Em corporal;
primeiro lugar, pela representação imaginária - Aconselhamento e suporte de problemas
central (como referida por Castoriadis) que a familiares relacionados com a doença física
saúde tem na nossa cultura. Ser gordo ou magro de um dos seus membros;
não é uma mera questão estética, é também - Facilitação da comunicação entre as

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pessoas doentes e as equipas de saúde, na base de uma recusa a um tratamento. De
prevenindo conflitos potenciais e manejando facto, pede-se-lhe também que contribua para
os manifestos; a mudança. Que ajude o sujeito a mudar,
- Participação activa em programas de promovendo um melhor ajustamento
reabilitação d e doentes físicos, psicológico a situação e as suas consequências.
particularmente com doenças crónicas E aí a intervenção psicoterapêutica reveste-se
invalidantes e exigindo processo activo de de importância óbvia.
reabilitação psicológica e psicossocial; A psicoterapia de apoio é, nas instituições
- Investigação nas áreas de intervenção dos e nas equipas de saúde, a resposta mais realista
factores psicológicos nas doenças corporais a essas necessidades. Pode ser definida como
e, ainda, na organização e funcionamento uma forma de tratamento psicológico para
dos serviços de saúde e seu impacto sujeitos com problemas físicos (ou mentais
psicológico sobre as pessoas doentes; crónicos) para os quais a mudança radical não
- Estudo e implementação da modificação constitui um objectivo realista (Sidney Bloch,
de comportamentos e de estilos de vida, 1979). Porém, não inviabiliza outra alternativa
necessária para a conservação da saúde e psocoterapêutica ulterior, ou qualquer
prevenção da doença. encaminhamento considerado adequado ou
possível.
Em Psicologia da Saúde não se define, em Os objectivos da psicoterapia de apoio podem
nossa opinião, um modelo específico de ser enunciados da seguinte forma:
informação, formação e intervenção. Como já
- Promover o melhor funcionamento
foi referido, podem usar-se vários modelos
psicológico possível, reforçando as
psicológicos consoante as necessidades e
capacidades do sujeito para lidar com os
circunstâncias mais adequadas a cada caso
vários aspectos da sua vida e com a
individual, devendo ser a configuração de cada
adversidade;
situação concreta a determinar o modelo a
utilizar, sempre com a necessária flexibilidade
- Aumentar a auto-estima e tornar a pessoa
cada vez mais consciente da realidade:
indispensável a prática clínica. Entretanto, os
- Prevenir as eventuais recidivas, combater
instrumentos fundamentais de intervenção são
a dependência e outros factores que possam
os específicos da clínica psicológica: entrevista
contribuir para o aparecimento de
clínica, exame psicológico e psicoterapia.
cronicidade psicológica;
A psicoterapia, em particular nas equipas de
- Vir a transferir a fonte de apoio (pelo
saúde, reveste-se de importância fundamental.
menos em parte) para a família e rede social
De facto, aquilo que habitualmente se pede ao
de apoio.
Psicólogo Clínico é, não só que colabore na
clarificação duma situação, mas, sobretudo, que Os principais componentes da intervenção
a ajude a mudar. Ou seja, não basta que o terapêutica são a transmissão de segurança, a
Psicólogo Clínico forneça a equipa, por exemplo explicação, a sugestão, o aconselhamento, o
de Endocrinologia, o significado psicológico dos encorajamento, a modificação de circunstâncias
alimentos na relação com o mundo da ambienciais, a permissão para a exteriorização
anoréxica. Também não chega que, na equipa emocional e afectiva, aspectos que podem ser
de Saúde Escolar, ele interprete correctamente associados a técnicas diversas, consoante as
o significado de eventuais condutas agressivas especificidades do sujeito e da situação. Entre
dum adolescente. Nem que na equipa de Saúde elas, merecem referência as diversas técnicas de
Ocupacional forneça o sentido das sucessivas intervenção cognitiva e comportamental que
somatizações que estão na base de elevado podem ser Úteis em situações específicas como
absentismo dum trabalhador. Não basta que na são, por exemplo, o tratamento da dor crónica,
equipa de Infertilidade ele explique porque é a mudança de comportamentos de risco em
que uma mulher que assume querer um filho doentes coronários, a preparação psicológica
afinal não o quer, ou que, na equipa de para a cirurgia e o tabagismo, entre outras.
Oncologia, traduza a negação que pode estar Finalmente, resta-nos afirmar que a

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Saúde - como tantas outras áreas da actividade Japiassu, H . (1976). Znterdisciplinaridade e
humana - se especializou e hiperespecializou Patologia do Saber. Rio de Janeiro: Imago.
no sentido da excelência tecnológica, o que é Lipowski, Z.J. (1977). Psychosomatic medicine in the
eventualmente meritório em si mesmo. O seventies: An overview. American Journal of
Psychiatry, 134: 244.
Homem, o sujeito singular, é, para nós, a nossa
Matarazzo, J.D. (1980). Behavioral health and
especialidade. E o trabalho da relação com ele
behavioral medicine: Frontiers for a new health
é o nosso objectivo. A Psicologia da Saúde não
psychology. American Psychologist, 35(9): 808.
é, por isso, mais d o q u e um encontro, ou Roessler, R. & Decker, N. (1986). Emotionai Disorders
melhor, um reencontro entre o acto e o verbo, in Physically I11 Patients. New York: Human
a cognição e o afecto. Science Press.
Teixeira, J.A.C. (1988). Interdisciplinaridade -
Prolegómenos ao diálogo construtivo em
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