Você está na página 1de 36

Componentes: Bruna Marinho

Felipe dos Reis Disciplina: Processos Químicos II


Sabrina Ianes Profª Ana Maria Furtado

Apresentação
 Introdução:

• Operação de Separação

•Alto grau de pureza

•Operação de purificação
 Introdução:
• Variação de solubilidade
Aspectos importantes: Temperatura e Solvente

• Supersaturação

Força motriz: - Gradiente de temperatura


- Remoção do solvente
- Adição de anti-solvente
 Nucleação:
• Formação de núcleos cristalinos a partir
de uma solução supersaturada
Alta União das Menor energia
instabilidade partículas do sistema
 Nucleação:
Nucleação Modos de ocorrência
Homogênea
Primária
Heterogênea
Originada por cristais adicionados
Originada por camadas intermediárias
Secundária (interface cristal-solução)
Contato (causado por atrito)
Fonte: NYVLT, HOSTOMSKY, GIULIETTI, 2001.
 Agitação:

• Cristais menores e mais uniformes;

• Tempo menor de operação e maior pureza


 Tipos de cristalização:

Arrefecimento

Evaporação
Linear
Contínuo
Cristalizadores Agitado
Descontínuo

Os cristalizadores contínuos possibilitam estabilizar


o processo de formação e crescimento dos cristais,
o que gera cristais mais uniformes que os
cristalizadores em batelada.
 Arrefecimento:

• Caso ideal:

Temperatura Temperatura

Solubilidade Solubilidade
 Arrefecimento:

• Cristalizador de Tanque
•Processo batelada

•Vantagens: - Baixo custo de operação


- Operação simples

•Desvantagens: - Incrustação das serpentinas


- Mão de obra
- Produto Irregular
 Arrefecimento:

• Swenson-Walker
• Processo Contínuo

• Vantagens: - Cristais uniformes

• Desvantagens: - Fratura dos cristais


 Arrefecimento:
• Wulff-Bock
• Processo Contínuo ou Batelada

• Vantagens: - Cristais mais uniformes

• Desvantagens: - Baixa capacidade


- Eq. muito grande
- Corrói-se facilmente
 Arrefecimento:

• Aparelho Votador

• Processo Contínuo ou Batelada

• Vantagens: - Cristais uniformes

• Desvantagens: - Fratura dos cristais


Cristalização Por Evaporação
• Operação responsável por concentrar a solução através
da vaporização do solvente por ebulição;
• Na cristalização por evaporação o solvente é evaporado
pelo fornecimento de energia de uma fonte externa e a
concentração da solução é elevada até a concentração
de supersaturação.
• É comum encontrar os seguintes problemas:
espumejamento; formação de incrustações (depósitos
de partículas solidas provenientes da solução);
sensibilidade ao calor; corrosão e limitações no espaço.
 Evaporação:

Solvente Supersaturação Cristais


Cristalização Por Evaporação
Cristalizador Oslo ou Cristalizador de
Circulação forçada;

• Processo contínuo
• Agitado (bomba de circulação);
• O líquido circulante é forçado
através de um aquecedor a vapor. O
líquido aquecido flui para o espaço
onde há vapor, no cristalizador
onde o liquido mãe é supersaturado
(aumentando a concentração de
soluto).
• Leito fluidizado;
• O aquecedor externo também pode
ser usado como resfriador.
Cristalização Por Evaporação
• Vantagens:
- Controle de tamanho dos cristais.
- Baixo custo com relação a produtividade
- Larga escala
• Desvantagens:
- Forma-se pequena porção de finos por
abrasão mecânica.
• Aplicações Típicas (Diâmetro varia em
torno de 12m):
₋ Produção de NaCl;
₋ Sulfato de sódio;
₋ Ácido cítrico;
₋ Uréia;
₋ Açúcar, entre outros.
Cristalização Por Evaporação
Cristalizador evaporador ou
Evaporador Kristal;

• Processo contínuo;

• Agitado (bomba de circulação);

• Similar ao Oslo porém é uma unidade


adaptada para produção de cristais
uniformes, grandes e pouco
arredondados.
• Possui um calefator externo( combinação
de filtro e classificador das partículas de
fundo).
Cristalização Por Evaporação
• O escoamento é ascendente no
classificador.
• Partículas maiores atinge fundo do
classificador e são retiradas na forma
de magma (cristais suspensos em
solução) no produto.
• Cristais finos e a solução saturadas
saem pelo topo e são recicladas.
• Aplicação:
Cristalização Por Evaporação
Cristalizador à vácuo; Pinterna < Pexterna

• Processo contínuo ou batelada;


• Agitado;
• A evaporação é obtida pelo “flash” da
solução quente num vaso a pressão baixa.
• A solução quente é introduzida no
vácuo onde a pressão total é menor
que a pressão de vapor do solvente na
temperatura em que ele foi
introduzido.
• o solvente deve sofrer um “flash”, e
o “flash” deve produzir um
resfriamento adiabático. A combinação
da evaporação com o resfriamento
produz a supersaturação desejada.
Cristalização Por Evaporação

Cristalizador à vácuo;
• Vantagens:
-Larga escala

• Desvantagens:
- Existem materiais que possuem
maior tendência para cristalização
nas paredes do equipamento,
quando em processo contínuo.
Cristalização Por Evaporação
Cristalizador à vácuo em batelada
• Para aplicações que envolvem quantidades
relativamente pequenas de material, ou quando
o material deve ser processado de maneira não
contínua, ou ainda em casos especiais que
requerem uma temperatura de operação muito
baixa, geralmente é conveniente utilizar um
cristalizador a vácuo em batelada.

• Ciclo dura de 2 a 8 horas. No final do ciclo, o


material é descarregado em um tanque agitado,
de onde é removido para posterior separação e
secagem.

• Também é usado quando o material é resfriado


em uma faixa muito grande de temperatura.
Nestes casos, um intensificador (booster) é usado
durante parte do resfriamento, para comprimir o
vapor das condições finais até uma pressão alta o
suficiente para condensá-lo sem utilizar água de
resfriamento.
Cristalização por Evaporação

Cristalizador-evaporador de circulação
Cristalizador Krystal
forçada, três andares
Cristalização por Evaporação
• Cristalizador a Vácuo
Aspectos Econômicos
Aspectos Econômicos
Como os cristalizadores são compostos por
uma variedade de configurações, materiais de
construção e design, os custos destes
equipamentos podem variar muito de acordo
com o tipo de equipamento e a substância
que se quer cristalizar.
Aspectos Econômicos
Por exemplo, para um Cristalizador Batch
Atmosférico de aproximadamente 1.500 litros,
de aço carbono, o preço estimado é de US$
45.800. Já para um cristalizador a vácuo com
as mesmas características anteriores, o preço
sobe para US$ 68.400. Se utilizarmos um
Cristalizador Batch Atmosférico com
capacidade para 1.500 litros, porém feito de
aço inoxidável, o custo estimado é cerca de
US$ 80.000.
Aplicações Industriais
Aplicações Industriais
• Alimentício (sal de cozinha e açúcar);

• Farmacêutico (ácido bórico);

• Químico (sulfato de sódio e amônia para produção de


fertilizantes; compostos para inseticidas; carbonato de
cálcio para as indústrias de papel, cerâmica e plástico);

• Mineral (óxido de alumínio retirado da bauxita);

• Metalúrgico (níquel; alumínio).


NaCl

Cidade Rio Maior-Portugal


Província de Algarve- Portugal
Fluxograma do processo de produção de sal de cozinha (marca Cisne).
Fluxograma da produção de sulfato de níquel, carbonato de níquel e níquel metálico.
Processos de produção do alumínio metálico.
Processamento de Açúcar
Referências bibliográficas
• FOUST, A.S., WENZEL, L.A., CLUMP, C.W., MAUS, L., ANDERSEN, L.B. Princípios
das Operações Unitárias, Rio de Janeiro: LTC Editora, 2ª , Edição, 1980

• GEANKOPLIS, C.J. Transport Processes and Separation Process Principles


USA: Prentice Hall, 4th , Edition, 2003
• ULBERT, Z., LAKATOS, B. G. Simulation of CMSMPR vacuum crystallizers,
Computers and Chemical Engineering Supplement, Veszprém, ps435-s438,
1999.

• HTTP://LABVIRTUAL.EQ.UC.PT/SITEJOOMLA/INDEX.PHP?OPTION=COM_CONTENT
&TASK=VIEW&ID=42&ITEMID=159 (Acesso 15/06/2014)

• http://labvirtual.eq.uc.pt/siteJoomla/index.php?option=com_content&task=view&
id=4,2&Itemid=159#2. (Acesso 15/06/2014)