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Princípio da interpretação tendo a CF como tábua axiológica.

O princípio da
inércia começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, encontra-se
dentro do direito fundamental à liberdade e é, também, um dos pilares do princípio da
dignidade da pessoa humana. Dá ao indivíduo o direito de regular seus interesses e sua
própria existência, dá o poder de escolha, podendo definir o que é melhor para sua vida
e construir seu próprio caminho. O princípio da inafastabilidade da tutela
jurisdicional impede que seja excluída da apreciação jurisdicional a ameaça ou lesão a
direito. Função louvável desse princípio é a de contribuir para facilitação do acesso à
justiça, pois o seu objetivo principal é garantir que as pessoas que possuem pretensões
em relação a um determinado bem jurídico possam ingressar em juízo, ter seus
argumentos e pedidos apreciados e corretamente julgados de maneira célere, efetiva e
adequada, permitindo, assim, o alcance da justiça do ponto de vista social. Saliente-se
que o princípio da inafastabilidade da tutela jurisdicional é complementado por outros,
tais como: o do contraditório, da ampla defesa, da motivação das decisões por parte dos
juízes, ou ainda do juiz natural. E todos eles convergem para o fim maior que é a
efetivação do acesso à justiça. Princípio da razoável duração do processo estabelece a
prioridade em se resolver o mérito da questão, incluindo a entrega do bem da vida
pleiteado, e não meramente uma decisão favorável, com isso evoluindo de uma duração
razoável do processo meramente formal para uma material. O princípio da boa-fé
processual é uma norma de conduta que estabelece o tipo de comportamento que
deverá ser adotada pelas partes no processo, os sujeitos processuais. A boa-fé pode ser
dividida em boa-fé subjetiva, que é um fato da vida, é o fato de alguém acreditar que
está agindo licitamente; e boa-fé objetiva, que não é um fato, mas, sim, um princípio no
qual as condutas humanas devem estar de acordo com um comportamento padrão ético
de conduta. . O princípio da cooperação tem como objetivo fazer com que as partes
colaborem entre si, e com o juiz, para juntos chegarem a uma decisão mais rápida e
mais justa. Tem, também, o objetivo de aproximar as partes, criando, com isso, um
processo mais participativo, mais democrático e mais dinâmico. Dentro deste princípio
existem deveres que podem ser divididos em deveres de esclarecimento, lealdade e de
proteção. No dever de conduta o juiz tem a obrigação de, anteriormente à decisão,
consultar as partes, para que estas possam se manifestar sobre a decisão, sobre a
questão. Tem como objetivo evitar decisões surpresas, que possam causar danos às
partes. Principio do contraditório efetivo há que ser efetivo e não mera garantia
ilusória de manifestação. Às partes deve ser assegurado o direito de influenciar nas
decisões judiciais. Função social da decisão judicial, a lei ao ser interpretada e
aplicada, deve atender, fundamentalmente, aos fins sociais e as exigências comuns da
população. Aliás, o ordenamento dispõe na Lei Fundamental, em certa medida, reduzir
as desigualdades sócias e regionais, o que implica e visa o bem comum, buscando a
isonomia como caminho de uma sociedade mais justa e solidária. Trata-se de objetivo a
ser relevantemente considerado na interpretação e aplicação da norma.