Você está na página 1de 2

1 INTRODUÇÃO

A infecção causada pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), pode ocorrer por duas
vias principais, por meio da relação sexual sem preservativo e por via parenteral, quando sem
tratamento, leva uma imunossupressão progressiva do organismo humano, principalmente
das células responsáveis pela defesa. Sendo assim um ambiente propício para infecções
oportunistas, que caracteriza a AIDS. O crescimento contínuo das infecções de HIV/AIDS
constitui um grande problema de saúde pública no mundo inteiro. E mesmo com os avanços
no que se diz respeito ao tratamento, o enfrentamento da síndrome ainda envolve muitas
barreiras, tanto relacionadas com a complexidade clínica, quanto ao preconceito. Na América
Latina, 1,7 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus. Onde a prevalência de infecções no
Brasil é estimada em 630.000, com aproximadamente 34.500 novos casos de Aids por ano.
(CARVALHO et al, 2013). No Brasil, desde o primeiro caso notificado, na década de 1980, até
junho do ano de 2016, foram notificados, ao todo, cerca de 842 mil casos, dos quais 15,1%
pertencem à região Nordeste. É importante ressaltar que esses números podem ser maiores,
em decorrência das subnotificações. Com o intuito de atender esta demanda, o Ministério da
saúde criou, em 1985, o Programa Nacional de DST/AIDS, com o objetivo de oferecer uma
atenção integral às pessoas acometidas por estas infecções.Para contribuir de forma mais
significativa com a sobrevida dos pacientes, bem como a qualidade de vida dos mesmos, em
1996, o tratamento antirretroviral começou a ser distribuído gratuitamente em todo território
nacional. (OLIVEIRA, et al. 2017). No Estado do Maranhão, em 1985, foram notificados os
primeiros casos de HIV/AIDS, em pacientes do sexo masculino. Desde então, os dados são
crescentes, onde de 1985 a junho de 2011, foram notificados 5.443 casos de AIDS, sendo 3.502
(64%) no sexo masculino e 1.941 (35%) no sexo feminino. (ABREU, et al. 2016).

Desde 1980 até 2017 foram notificados no SINAN, declarados no SIM e registrados no
SISCEL/SICLOM, um total de 17.776 casos de AIDS no estado do Maranhão. Foram declarados
no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), entre os anos de 1980 a 2016, 5.019
óbitos no Maranhão que tiveram como causa básica a AIDS. (BRASIL, 2017). No ranking da taxa
de detecção (por 100.000 hab.) de casos de AIDS notificados no SINAN, declarados no SIM e
registrados no SISCEL/SICLOM, levando em consideração dados de 2001 a 2012, o município
de São Luís do Maranhão, ocupou o segundo lugar no ranking de municípios do Nordeste com
maior índice na taxa de detecção, ficando atrás apenas de Ipojuca (PE). (BRASIL, 2013
importante para os profissionais da atenção básica, para que se possa entender os aspectos
epidemiológicos que envolvem a infecção de HIV/AIDS, de modo que se possa compreender o
público alvo para melhor tratamento, bem como uma prevenção que consiga diminuir os altos
índices detectados nos últimos anos no munícipio de São Luís do Maranhão.

Segundo o Ministério da Saúde até dezembro de 2004, foram diagnósticados 3.635 casos de
aids, sendo 2.461 homens e 1.172 mulheres (dois com sexos ignorado).

Os municípios do estado que apresentaram o maior número de casos de aids acumulados até
2004 foram (casos acumulados/taxa média de incidência por 100 mil hab.):

■ São Luís (1.615/18,7);

■ Imperatriz (513/19,6);
■ Timon (183/14,2);

■ Caxias (178/18,3);

■ Codó (75/9,8).

A taxa de mortalidade (por 100 mil hab.) por aids no ano de 2004 foi de 2,5 óbitos. Foram
notificados 74 casos de transmissão vertical do HIV até 2004.

Desde 1985, ano do primeiro caso de aids notificado no Maranhão, até junho de 2010, o
estado notificou 5.405 casos no SINAN. Por meio de metodologia de relacionamento de bases
de dados, com os sistemas SIM, SISCEL/SICLOM, foram identificados 2.462 casos não
notificados no SINAN, representando sub-registro de 31,3%, elevando o número total de casos
no período para 7.867. Em 2009, a taxa de incidência do estado foi de 13,7/100.000
habitantes, a da região Nordeste, 13,9 e a do Brasil, 20,1.

A razão de sexos em 1994 era de 8,8 homens para cada mulher e atualmente é de 1,4 homem
para cada mulher, seguindo a tendência nacional. De 1997 a junho de 2010, foram
identificados 181 casos de aids em menores de cinco anos.

Os cinco municípios do Maranhão que apresentaram o maior número de casos de aids


acumulados até junho de 2010 foram: São Luís (3.652), Imperatriz (939), Caxias (324), Timon
(258) e São José de Ribamar (190). Dentre esses municípios, a maior incidência em 2009 foi
observada em São Luís (40,1/100.000 habitantes). Quanto à mortalidade por aids, o estado
acumulou, até 2009, um total de 2.369 óbitos. O coeficiente de mortalidade por aids no
Maranhão foi de 4,3/100.000 habitantes em 2009.