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governo do estado de são paulo

secretaria da educação

MATERIAL DE APOIO AO
CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO
CADERNO DO ALUNO

LÍNGUA PORTUGUESA
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
8a SÉRIE/9o ANO
VOLUME 1

Nova edição

2014 - 2017

São Paulo

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Governo do Estado de São Paulo
Governador
Geraldo Alckmin
Vice-Governador
Márcio Luiz França Gomes
Secretário da Educação
Herman Voorwald
Secretária-Adjunta
Cleide Bauab Eid Bochixio
Chefe de Gabinete
Fernando Padula Novaes
Subsecretária de Articulação Regional
Raquel Volpato Serbino
Coordenadora da Escola de Formação e
Aperfeiçoamento dos Professores – EFAP
Irene Kazumi Miura
Coordenadora de Gestão da
Educação Básica
Ghisleine Trigo Silveira
Coordenadora de Gestão de
Recursos Humanos
Cleide Bauab Eid Bochixio
Coordenador de Informação,
Monitoramento e Avaliação
Educacional
Olavo Nogueira Filho
Coordenadora de Infraestrutura e
Serviços Escolares

Coordenadora de Orçamento e
Finanças
Claudia Chiaroni Afuso
Caro(a) aluno(a),

O Caderno do Aluno de Língua Portuguesa – volume 1 traz algumas experiências de aprendi-


zagem especialmente elaboradas, para que você tenha oportunidade de familiarizar-se com o em-
prego adequado da Língua Portuguesa, para utilizá-la com competência nas diferentes situações de
comunicação e nas relações com outras pessoas, ao falar, ler ou escrever.

Neste volume, com a orientação do professor, você poderá enriquecer suas experiências de leitu-
ra e de escrita, principalmente ao estudar textos argumentativos, especificamente o artigo de opinião,
a resenha e a carta do leitor. Além disso, será de grande valia o estudo dos vários tipos de debate re-
grado: de opinião, para tomada de decisões e para a resolução de problemas.

Acompanhe as explicações do professor, troque ideias, faça perguntas, anotações, não guarde
dúvidas, ajude e peça ajuda aos colegas. Organize-se para fazer as tarefas e manter-se sempre em dia
com os estudos.

Vamos juntos aprender mais e mais a cada dia!

Bom estudo!

Equipe Curricular de Língua Portuguesa


Área de Linguagens
Coordenadoria de Gestão da Educação Básica – CGEB
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
Traços característicos da tipologia “EXPOR”

Leitura e análise de texto

1. Leia individualmente os textos a seguir.


Texto 1: verbete da Enciclopédia dos povos indígenas no Brasil
Grupo indígena Deni
Os Deni estão entre os grupos indígenas da região dos rios Juruá e Purus que, na dé-
cada de 1940, sofreram os impactos do segundo ciclo da borracha, que atraiu milhares de
migrantes.
Com estes, vieram doenças, violentas disputas territoriais e exploração da mão de obra
indígena. Desde então, os Deni tiveram que esperar décadas até terem seus direitos terri-
toriais assegurados, sendo preciso iniciar uma campanha de autodemarcação das terras,
com apoio de Ongs, para então conseguirem a demarcação oficial, que foi con­cluída em
agosto de 2003.
Ainda enfrentam, contudo, problemas advindos de invasões recorrentes para ativida-
des clandestinas como pesca e extração de madeira.
INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Enciclopédia dos povos indígenas no Brasil.
Disponível em: <http://pib.socioambiental.org/pt/povo/deni>. Acesso em: 28 maio 2013.

Texto 2: trecho de uma entrevista com Roger Chartier


Muitos dizem que o gosto dos jovens pela leitura

© Scott Stulber/Photographer’s Choice/Getty Images


é um desafio.
Chartier: Certamente. Mas é papel da escola in-
centivar a relação dos alunos com um patrimônio cul-
tural cujos textos servem de base para pensar a relação
consigo mesmo, com os outros e o mundo. É preciso
tirar proveito das novas possibilidades do mundo ele-
trônico e ao mesmo tempo entender a lógica de outro
tipo de produção escrita que traz ao leitor instrumen-
tos para pensar e viver melhor.
O senhor quer dizer que a internet pode ajudar
os jovens a conhecer a riqueza do mundo literário?
Chartier: Sim. O essencial da leitura hoje passa pe-
la tela do computador. Mas muita gente diz que o livro Mulher lendo um livro impresso.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

acabou, que ninguém mais lê, que o texto está


© Christopher Robbins/Photodisc/Getty Images

ameaçado. Eu não concordo. O que há nas telas


dos computadores? Texto – e também imagens e
jogos. A questão é que a leitura atualmente se dá
de forma fragmentada, num mundo em que ca-
da texto é pensado como uma unidade separada
de informação. Essa forma de leitura se reflete na
relação com as obras, já que o livro impresso dá
ao leitor a percepção da totalidade, coerência e
identidade; o que não ocorre na tela. É muito
difícil manter um contato profundo com um ro-
Homem lendo um texto no computador. mance de Machado de Assis no computador.

Entrevista feita por Cristina Zahar com Roger Chartier, especialista em história da leitura.
Os livros resistirão às tecnologias digitais. Revista Nova Escola, ano XXII, n. 204, ago. 2007.

Texto 3: artigo de divulgação científica escrito especialmente para o Caderno Mais!,


da Folha de S.Paulo
Como o beija-flor maximiza o ganho de energia
Os beija-flores são os menores vertebrados endotérmicos, isto é, cuja temperatura é
mantida constante por processos regulatórios internos. Por isso, é natural que sua taxa meta-
bólica específica, ou por unidade de massa, seja muito elevada. Esse é um princípio geral que
relaciona a energia metabólica com a massa do animal. Mas há um outro motivo para esse
alto metabolismo: é o seu modo de se alimentar, librando-se diante das fontes de néctar.
J. M. Diamond e colaboradores (“ Nature”,
© Tim Flach/Stone/Getty Images

320, 62) determinaram a queima de energia


por duas espécies de colibris, o Calypte anna
e o Selasphorus rufus, com resultados prati-
camente iguais. Uma avezinha de 4,3 g tem
taxa metabólica específica de 58 quilocalorias
por quilograma-hora, cerca de 30 vezes a de
um homem. Um musaranho de peso similar
(Sorex sp.) tem taxa de 57.
Com tão elevado metabolismo, o colibri
deve passar a maior parte de seu dia ativo ali-
Beija-flor extraindo néctar de uma flor.
mentando-se, para se manter vivo. Gibb
determinou que uma ave insetívora de 9 g, o Parus ater, tem de comer um inseto do tama-
nho de um afídeo de 2,5 em 2,5 segundos, ou um do tamanho de uma lagarta de 25 em
25 segundos o dia todo, para sobreviver.
O beija-flor vive basicamente de néctar. Um Hylocharis de 3 g, controlado por
Scheihauer em viveiro, sugou durante um dia de 16 horas 22 g de água açucarada conten-
do 2,2 g de açúcar, isto é, 73% de seu peso. Além disso, capturou 677 drosófilas num total

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de 0,8 g, portanto 27% do seu peso. O consumo diário de alimento era de 25 g, mais de
oito vezes a massa de seu corpo. O Calypte ingere cerca de 180 refeições por dia, totalizan-
do três vezes o seu peso corporal.
Os estudos comportamentais da sequência com que os colibris visitam as flores numa
planta, o número de flores que eles defendem e o volume de seu alimento têm mostrado
de maneira consistente, segundo J. R. Krebs e F. H. Harvey (mesma revista, 18), que essas
aves adotam estratégias alimentares que maximizam a taxa líquida de ganho de energia.
Diamond revela que o colibri também possui um sistema digestivo eficientíssimo para ex-
tração do néctar e do açúcar contido nele. A colheita faz-se, conforme H. Sick, por um mecanis-
mo capilar constituído pelo bico e pela língua, que funciona como bomba de puxar água.
O alimento passa muito depressa pelo tubo digestivo: 15 minutos após a ingestão já
aparecem nas fezes sinais de seu processamento, sendo de 49 minutos o tempo médio de
retenção. Apesar dessa velocidade a ave consegue extrair 97% da glicose ingerida numa
refeição. O intestino do colibri tem a mais alta taxa de transporte ativo de glicose e ao
mesmo tempo a mais baixa permeabilidade passiva a esse açúcar já vista em vertebrados.
O mais curioso é que, apesar de toda essa atividade, o colibri fica 75% de seu tempo
acordado empoleirado e parecendo nada fazer. Diamond sugere que o que limita a velocida-
de da digestão é o tempo que o papo leva para esvaziar, quatro minutos para ficar pela meta-
de após refeição de 100 microlitros. Durante esses quatro minutos de espera para abrir espa-
ço no papo para nova refeição, o beija-flor fica pousado e minimiza seu gasto de energia. A
pausa entre as refeições costuma ser de quatro minutos.
Em suma, os colibris são por necessidade uns terríveis glutões que sabem como nin-
guém aproveitar a comida que ingerem e só repousam enquanto aguardam espaço para
nova refeição e enquanto dormem. Nessa espera gastam 75% de seu tempo acordado.
REIS, José. Como o beija-flor maximiza o ganho de energia.
Folha de S.Paulo. Seção Ciência, 9 set. 2001.

2. Em pequenos grupos, conversem sobre o que compreenderam dos textos lidos, comparando-os.
Em seguida, respondam às questões a seguir:
a) O que há em comum entre os textos?

b) Em que suportes cada um desses gêneros de textos costuma circular?


Texto 1 –
Texto 2 –
Texto 3 –
7

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3. Os textos que você leu foram escritos em diferentes situações de comunicação. Complete o
quadro, relacionando cada um deles ao gênero a que pertence.

Gênero textual Função ou objetivo


Título do texto
a que pertence do gênero textual

Verbete de enciclopédia.

Entrevista.

Artigo de divulgação científica.

É possível incluir os três textos no grupo dos textos expositivos? Por quê?

4. A partir das leituras e das discussões feitas, complete o quadro com os elementos das situações
de produção de cada texto.

Que tipo de A linguagem


Situação de
Que tipo de Para qual veí- leitor o autor apresenta
comunicação/
pessoa escreve? culo escreve? imagina que termos
gênero textual
lerá seu texto? científicos?

Editoras que
Verbete. publicam enci-
clopédias.

Educadores
Jornalista +
interessados em
Entrevista. especialista no
ensino de leitura
assunto.
e de literatura.
Leitores
interessados em Provavelmente
Artigo de comportamento associa termos
divulgação animal que já científicos a
científica. tenham algum palavras usadas
conhecimento no dia a dia.
do assunto.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

5. Todos os grupos devem preencher uma ficha organizativa sobre as informações contidas em
cada um dos textos lidos a fim de sistematizar os conhecimentos adquiridos até aqui. Sigam o
modelo.

Modelo de ficha organizativa


Informações
gerais sobre cada Texto 1 Texto 2 Texto 3
um dos textos
Como o beija-flor
Os livros resistirão às
Título Grupo indígena Deni. maximiza o ganho
tecnologias digitais. de energia.
Entrevistadora:
Informação não Cristina Zahar;
Nome do autor
apresentada ao leitor. entrevistado: Roger
Chartier.
Entrevista com
Gênero “Verbete de enciclopédia”.
especialista.
Na página <http://pib.
Onde o texto Revista Nova Escola,
socioambiental.org/pt/
foi publicado agosto de 2007.
povo/deni>.
Apresentação de um
A leitura e os livros
grupo indígena que,
Tema diante das novas
ainda hoje, sofre com as
tecnologias.
invasões de suas terras.
Grupo indígena Deni:
• vive na região dos rios
Juruá e Purus;
• desde a década de 1940
sofre com invasões em
suas terras;
Informações
• com as invasões, entrou
obtidas sobre
em contato com doenças;
o tema com a
• sofreu com a violência
leitura do texto
e a exploração da
mão de obra indígena;
• recebeu ajuda de ONGs
para fazer a demarcação
de suas terras, oficializada
em 2003;

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Informações
gerais sobre cada Texto 1 Texto 2 Texto 3
um dos textos
• mesmo com a demarca-
ção, ainda sofre com as
atividades clandestinas,
como a pesca e a extra-
ção de madeira.
Outras
informações
que julgarem
relevantes

PESQUISA EM GRUPO

1. A atividade de leitura e interpretação de textos da seção anterior será ampliada com um


trabalho de pesquisa. O objetivo é que vocês possam encontrar outras referências e textos
para uma exposição oral, a ser realizada posteriormente, a fim de que todos da classe am-
pliem seus conhecimentos.

2. Para realizar a pesquisa, os grupos serão organizados pelo professor a partir dos seguin-
tes temas:

• tema A: Grupo indígena Deni;

• tema B: Os livros e as tecnologias digitais;

• tema C: Como o beija-flor maximiza o ganho de energia.

3. O professor sorteará os temas; em seguida, vocês iniciarão a pesquisa (na internet, em


livros e/ou enciclopédias), buscando novos textos e informações sobre eles. Nesta ativi-
dade, será necessário que cada grupo prepare uma nova ficha organizativa, semelhante
à preenchida na atividade da seção “Leitura e análise de texto”, registrando tudo o que
for relevante para a apresentação oral que será feita posteriormente.
Essa ficha deve ser feita no caderno ou em folhas avulsas. Cada integrante do grupo
deve ter sua própria ficha, a fim de consultá-la sempre que necessário.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Oralidade
Uma exposição oral, para apresentar resultados de uma pesquisa, quando feita fora da es-
cola, é realizada por um especialista no assunto que será exposto. A oralidade, nesse caso, não
é espontânea, não “nasce” naturalmente. Quem faz a exposição oral de um assunto para o público
precisa antes prepará-la com muita leitura e escrita. É o que acontece, por exemplo, com as pes-
soas que são entrevistadas na TV. Mesmo os apresentadores dos jornais televisivos não decoram
as notícias antes de transmiti-las; eles leem as notícias a partir de um local que os telespectadores
não conseguem ver. Mas, para fazerem isso com segurança e com a entonação adequada, eles
precisam conhecer bem os assuntos que estão divulgando.
Retomando a seção “Pesquisa em grupo”, com as novas informações selecionadas, lidas e ana-
lisadas, cada grupo deve organizar sua exposição oral sobre o que encontrou nos novos textos lidos.
Vocês devem considerar as etapas a seguir.
1. Avaliar qual o modo de falar apropriado para a situação (mais formal) e para envolver os ouvin-
tes (dinâmico, com turnos entre os apresentadores, com apoio em imagens etc.).
2. Preparar uma abertura para a apresentação do tema, pensando no público-alvo (colegas dos
outros grupos) e legitimando sua condição de especialista no assunto. Por isso, é necessário que
estudem bastante o tema a partir da seleção dos novos textos que encontraram.
3. Fazer uma introdução do tema, apresentando a proposta da exposição: delimitar o tema, cha-
mar a atenção do público para sua importância, informá-lo sobre as fontes que foram consul-
tadas pelo grupo (sites especializados na internet, enciclopédias, livros, revistas, jornais etc.).
4. Organizar uma lista dos tópicos mais importantes que serão abordados e desenvolver a exposi-
ção propriamente dita.
5. Sintetizar a exposição, retomando os pontos que julgarem necessários. Aqui é importante con-
siderar as reações da plateia: houve momentos de dúvida ou falta de compreensão sobre algum
aspecto do que apresentaram?
6. Concluir a exposição com algumas questões sobre o tema que possam gerar um debate entre os
expositores e os ouvintes, abrindo espaço para o diálogo, o esclarecimento de dúvidas etc.
7. Agradecer a atenção do público.

Estudo da língua
Para esta atividade, o professor gravará uma situação de exposição oral (feita por ele mesmo ou
por outra pessoa), discorrendo sobre um tema de interesse comum da classe. Sua tarefa será:
Passo 1 – Ouvir a gravação e observar os temas abordados pelo expositor.
Passo 2 – Discutir com seus colegas o que vocês entenderam sobre o tema exposto.

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Passo 3 – Anotar em seu caderno as características estruturais do texto exposto: o expositor fez
uma abertura e o contato inicial com os ouvintes? Ele apresentou a proposta da exposição, delimi-
tando o tema e informando as fontes de consulta?
Passo 4 – Em grupos, vocês devem transcrever a exposição oral, respeitando as expressões e
interjeições próprias da língua falada.
Passo 5 – Coletivamente, com a ajuda do professor, façam uma análise dos aspectos do texto
oral transcrito, observando quais mudanças serão necessárias para transformá-lo em uma exposição
escrita.
Passo 6 – Ainda em grupos, vocês devem refletir sobre quais aspectos próprios da língua escrita
precisam ser cuidados durante a transposição, tais como pontuação e elementos coesivos (preposi-
ção, conjunção e pronome relativo), conteúdos já estudados nas séries/anos anteriores.

Produção escrita
A partir da ficha organizada na atividade da seção “Pesquisa em grupo”, individualmente, você
deve produzir dois parágrafos expositivos sobre o tema pesquisado. Ao final da atividade, entregue
uma cópia desses parágrafos a seu professor para que ele possa corrigi-los.
Parágrafo 1: apresentar o tema, indicando pelo menos um aspecto relevante a ser discutido.

Parágrafo 2: continuar a exposição iniciada no primeiro parágrafo, explanando sobre o aspec-


to selecionado. Considere as seguintes questões: Por que esse aspecto é relevante ao tema? De que
modo ele contribui para que o leitor compreenda melhor o tema?

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LIÇÃO DE CASA

O professor selecionará, no livro didático, alguns exercícios sobre preposição e conjunção a fim
de que você possa resolvê-los no caderno. Anote as indicações das atividades, para não esquecer.

Página:

Exercícios:

Aproveite a correção dos exercícios para tirar dúvidas e analisar como as informações sobre esses
tópicos da língua e os exercícios apresentados pelo livro didático podem ampliar sua compreensão
da atividade de transposição do texto oral para o texto escrito, desenvolvida na seção “Estudo da
língua”.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
Traços característicos do
agrupamento tipológico “ARGUMENTAR”

Leitura e análise de texto

Foram reunidos para esta sequência de atividades alguns textos que tratam de um mes-
mo assunto, porém diferentes na forma. Você deve seguir as orientações propostas em cada
etapa da sequência a fim de reconhecer o tema e analisar o modo como ele é apresentado
por seus autores.

Parte A – Ouvindo a música


1. Depois de ouvir a música apresentada pelo professor, você deve participar de uma roda de
conversa com seus colegas, falando das suas primeiras impressões sobre a letra ouvida. Não se
esqueça de anotar essa letra de música no caderno a fim de poder consultá-la posteriormente.
2. Em seguida, responda individualmente às questões:
a) Você já conhecia essa música? O que achou dela? Explique.

b) Você conseguiu verificar qual o tema tratado na letra da canção?

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

c) Qual a opinião do autor dessa letra sobre o tema que ele aborda? Que versos ajudam a
comprovar essa opinião?

d) Você conhece outras letras semelhantes à que ouviu?

e) Se conhece, em que essas letras são semelhantes?

Parte B – Agora é a vez da crônica


Para realizar esta atividade, você deve ficar atento às instruções, observando que, em alguns
momentos, trabalhará individualmente; em outros, trabalhará em parceria com seus colegas e o
professor.

Leitura e análise de texto

1. Faça uma leitura silenciosa da crônica a seguir.


Crônica
Segurança
O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas ca-
sas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança. Toda a área
era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com guardas que controlavam
tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visi-
tantes devidamente identificados e crachados.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as


casas. Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos
quatros lados.
As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitan-
tes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava
ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês. Mas os
assaltos continuaram.
Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O
mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro
morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com
ordens de atirar para matar.
Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem
os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de
arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as
janelas gradeadas.
Mas os assaltos continuaram.
Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assal-
tantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com
um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado,
com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso con-
trole das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização ex-
pressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno.
Mas os assaltos continuaram.
Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses,
com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança
máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Nin-
guém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por
curtos períodos. E ninguém pode sair.
Agora a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer
pelo seu patrimônio.
Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de
ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando me-
lancolicamente para a rua.
Mas surgiu outro problema.
As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer
maneira atingir a liberdade. A guarda tem sido obrigada a agir com energia.

VERISSIMO, Luis Fernando. In: ______. Comédias para se ler na escola.


Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. p. 97. © by Luis Fernando Verissimo.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

2. Escreva, no caderno, um pequeno comentário sobre a crônica de Luis Fernando Verissimo,


tendo em vista o tema central abordado no texto.
3. Em pequenos grupos, troquem seus comentários, comparando-os oralmente. Vocês tiveram
impressões semelhantes? Ou foram muito diferentes? Em que elas se assemelharam ou se dife-
renciaram? Você concorda com as impressões de seus colegas? Por quê?
4. Produzam, no mesmo grupo, um cartaz que ilustre as principais questões abordadas no texto.
Ele pode mesclar imagens e palavras.
5. Cada grupo apresenta o cartaz elaborado para toda a classe e aguarda sua reação. Os colegas de-
vem dizer o que acharam: se gostaram do cartaz; se identificaram um diálogo entre a mensagem
produzida e a crônica de Verissimo. Por fim, vocês expõem o que pensaram ao elaborar essa
produção, esclarecendo aos colegas os pontos de enlace entre o texto original e o elaborado por
vocês.

Parte C – Lendo a imagem

Leitura e análise de texto

1. Observe a imagem e responda às questões:

© Laerte

a) Laerte faz referência à Liberdade guiando o povo, obra de Eugène Delacroix de


1830 inspirada na Revolução Francesa. Considerando esta informação, como o
cartunista compreende a questão do medo e da violência?

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b) Que elementos da charge contribuem para que você identifique a opinião do car-
tunista?

c) Você identificou alguma relação entre a mensagem apresentada na charge e a dos


textos anteriores? Qual?

LIÇÃO DE CASA

Em sua casa, selecione novas imagens que também discutam a questão da violência e das “gra-
des”. Podem ser outras charges ou quadrinhos, retirados de jornais, revistas e sites, ou mesmo fotos
tiradas por você que mostrem casas ou comércios com grades.
Cole essas imagens em uma folha de cartolina ou papel kraft, anotando ao lado ou embaixo
de cada uma delas a fonte de onde foram retiradas. Não se esqueça de dar ao cartaz um título que
dialogue com o tema.

PESQUISA EM GRUPO

O trecho a seguir foi retirado do texto Direito à segurança e direito à cidade, de Lúcia
Siqueira. Em grupos, vocês devem fazer uma pesquisa na internet para recuperar o texto na
íntegra. Façam sua leitura, observando como a autora estabelece a relação entre a questão
da violência e a arquitetura da cidade.
Na sequência, o professor orientará a discussão.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

E a cidade, como é que fica?


“Presídio Professor Aníbal Bruno, Curado. Doze câmaras de vigilância eletrônica, muro de
seis metros de altura, cerca elétrica, nenhum sistema detector de violação. Função: retirar do
convívio social pessoas que, teoricamente, representam ameaça à coletividade.
Edifício Hockenheim, Jaqueira. Dezesseis câmaras de vigilância eletrônica, muro de oito
metros de altura, sistema infravermelho com sete pontos de detecção, acionamento remoto de
patrulha de segurança. Função: proteger seus moradores de pessoas como as que se encontram no
Aníbal Bruno.”
Diário de Pernambuco, out. 2001 apud SIQUEIRA, Lúcia. Direito à segurança e direito à cidade.
Disponível em: <http://www.fase.org.br/noar/anexos/acervo/10_Lucia_Siqueira_33.doc>. Acesso em: 27 maio 2013.

VOCÊ APRENDEU?

Após as discussões sobre a coletânea de textos aqui apresentada, é preciso que vocês se posicio-
nem formalmente sobre o tema comum a eles, considerando o que de fato aprenderam. Certamente
vocês notaram que o tema é abordado em diferentes gêneros textuais, mas, por ser polêmico, “obri-
ga” os autores a tomar uma posição sobre as controvérsias resultantes. Quem toma uma posição a
defende com argumentos. Assim como os autores, é o que vocês farão nesta sequência de atividades:
assumir um ponto de vista sobre o tema e defendê-lo, usando argumentos para convencer seus in-
terlocutores.
1. Em primeiro lugar, vocês vão analisar os textos lidos, considerando não só o que têm em co-
mum, mas também as diferenças entre eles. Para tanto, devem primeiro preencher, em grupo,
o quadro-síntese a seguir.

1. Quem são os autores dos textos lidos?

2. Em que momento os textos revelam o


ponto de vista desses autores em relação
ao tema? A opinião deles sobre o tema
converge ou diverge?

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3. Que argumentos eles utilizam para


sustentar essa opinião?

4. Qual dos textos, em sua opinião,


deixa mais claro o tema que está sendo
discutido? Por quê?

5. Se fossem escrever sobre o tema


“violência”, qual gênero vocês
escolheriam? Por quê?

6. Se os textos fossem considerados


isoladamente, vocês teriam a
mesma compreensão do tema e da
opinião dos autores?

2. Responda individualmente, em folha avulsa, às questões a seguir, entregando-as ao pro­


fessor:

• Qual sua opinião sobre o tema discu-


É importante qu
tido na coletânea? e você já se utili
etapa, de alguns ze, nesta
recursos argumen
Ou seja, não ba tativos.
• Você concorda com a opinião dos sta dizer com qu
mais se identifico al texto
u, mas saber dize
autores? quê dessa identifi r o por-
cação.
“Eu acho que o te
• Com qual deles você mais se identi- xto ‘X’ é mais clar
porque...” o,
fica? “A violência exist
e por causa da...

• Em que medida esse tema faz parte “A consequência
mais direta da vi
o aprisionamento olência é
também de seu cotidiano? De que das pessoas, porq
ue...”
forma?

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Leitura e análise de texto

1. Leia os textos a seguir, retirados de uma página de revista.


2. Em grupos, façam uma exploração da página, observando como ela foi montada e como
essa montagem contribui para que o leitor reconheça a polêmica sobre o tema a ser apresen-
tado. Verifiquem se, somente com a leitura do título, vocês já conseguem depreender o tema
e se reconhecem nele uma questão para ser discutida e sobre a qual possam argumentar.

© Editora Abril/Conteúdo Expresso

Revista da Semana, edição 11, ano 1, 12 nov. 2007. p. 13.


21

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

3. Preencham o quadro a seguir com as principais ideias e com os argumentos apresentados nos
textos.

Seleção dos argumentos


Texto Principais ideias utilizados pelos autores para
defender seu ponto de vista

Texto 1
Acham que sim

Texto 2
Acham que não

Oralidade

Cada um de vocês deve se posicionar diante do tema proposto, A inteligência é genética?, para
participar de uma discussão coletiva sobre a polêmica envolvendo os dois textos. Nessa discussão,
vocês devem justificar seu posicionamento.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

PESQUISA INDIVIDUAL

Para ampliar a atividade, você deve pesquisar sobre o tema na internet ou em outras
fontes indicadas pelo professor, selecionando novos materiais e informações que possam
ser apresentados, posteriormente, a seus colegas. Esta pesquisa ajudará a aumentar seus
conhecimentos, desenvolvendo sua capacidade argumentativa.

Estudo da língua
1. Volte aos textos de A inteligência é genética? e circule alguns articuladores sintáticos que contri-
buem para a construção da argumentação. Anote esses articuladores em um quadro semelhante
ao do exemplo a seguir, explicando sua função.

Parágrafo Texto 1: Acham que sim Texto 2: Acham que não

1o parágrafo
Articuladores/função
2o parágrafo
Articuladores/função
3o parágrafo
Articuladores/função
4o parágrafo
Articuladores/função
5o parágrafo
Articuladores/função

2. Em grupos, façam uma pesquisa, no livro didático ou em uma gramática normativa, sobre os
tipos de conjunção existentes na língua portuguesa e o uso que seus falantes fazem delas a partir
dos exemplos dados nos materiais consultados. É importante aqui que vocês não decorem esses
tipos, mas analisem seus efeitos na composição dos períodos compostos por subordinação e
coordenação.

O professor fará a seleção, no livro didático, de alguns exercícios de sistematização sobre o uso
dessas conjunções. Desenvolva-os em grupo ou duplas, anotando suas dúvidas no caderno.
Anote as indicações das atividades, para não esquecer.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Página:

Exercícios:

LIÇÃO DE CASA

Com base nas explicações dadas pelo professor (e encontradas no livro didático) sobre o uso
das conjunções nas orações coordenadas, escreva no caderno três sentenças usando cada uma dessas
conjunções:

• conjunções adversativas;

• conjunções explicativas;

• conjunções conclusivas;

• conjunções alternativas;

• conjunções aditivas.

Critérios para a elaboração das sentenças:

1. Elas devem ser fundamentadas em um dos assuntos/temas desenvolvidos nas seções “Leitura e aná-
lise de texto” (violência) e “Oralidade” (inteligência e racismo), indicando sua posição pessoal.

2. Algumas dessas sentenças servirão de base para que, posteriormente, você elabore três parágrafos
expositivos-argumentativos sobre um desses temas.

Produção escrita
Com base nas sentenças formuladas na tarefa anterior, você deve escrever três parágrafos
expositivos-argumentativos, discorrendo e posicionando-se sobre o tema que escolheu (violência ou
inteligência e racismo).

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Atenção: evidentemente, novas sentenças com outros tipos de conjunção devem ser
escritas a fim de compor os parágrafos. O importante é que você consiga articu­lá-las
coe­rentemente.

Siga as orientações.

Parágrafo 1: apresente o tema escolhido e seu posicionamento sobre ele, indicando, por exem-
plo, os prós e contras que permeiam a questão (como no caso de A inteligência é genética?).

Parágrafo 2: tente provar sua tese ou seu ponto de vista, apresentando alguns argumentos
que expliquem por que você pensa assim.

Parágrafo 3: conclua seu pensamento, ratificando as afirmações feitas nos parágrafos anteriores.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
O diálogo entre as tipologias
textuais na composição do gênero

Oralidade
Para realizar esta sequência de ativida-
Se preferirem, em
des, vocês assistirão, na escola, a um filme professor, vocês
comum acordo
com o
escolhido pelo professor. podem elaborar
de filmes a que go uma lista
stariam de assistir
um sorteio para es e fazer
colher um título.

1. Após assistir ao filme e antes de conversar sobre ele com os colegas, anote no quadro a seguir
suas primeiras impressões.

Você gostou (ou não) do filme?


Explique as razões.

O que achou das personagens?


Por quê?

Que sentimentos a obra lhe


despertou? Por quê?

O que você pensa sobre o tema


central do filme?

Você já havia pensado


sobre esse tema? Em que
circunstância?

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

2. Em uma roda de conversa, com base nas anotações individuais anteriores, fale com seus colegas
sobre suas impressões a respeito do filme. Procure ampliá-las com alguns argumentos que as jus-
tifiquem. Por exemplo: em vez de simplesmente dizer “gostei/não gostei”, tente dizer as razões
de ter apreciado ou não, ilustrando-as com passagens do próprio filme.

LIÇÃO DE CASA

1. Dando continuidade à atividade anterior, faça uma busca, na internet, sobre o filme visto, sele-
cionando comentários feitos por internautas. Você encontrará facilmente esse tipo de comentá-
rio em sites que oferecem guias culturais sobre cinema, teatro, exposição.
2. Compare esses comentários com suas anotações:
• As impressões dos internautas sobre o filme são semelhantes às suas?

• Provavelmente, os comentários são organizados de formas distintas: alguns comentam o fil-


me, outros relacionam-se bastante com o momento histórico; outros, ainda, fazem relações
com os sentimentos humanos. Identifique pelo menos dois pontos de vista apresentados
em diferentes perspectivas.

• Você se identificou com alguns dos comentários feitos pelos internautas? Por quê?

3. Em seu caderno, faça uma seleção dos comentários lidos, bem como de suas anotações, agru-
pando-os em duas colunas diferentes, como no exemplo fictício a seguir.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Comentários que apenas demonstram Comentários que expressam


impressões sobre o tema do filme, impressões sobre o filme já
sem justificá-lo ou defendê-lo apresentando a defesa de ideias

Ex.: Eu gostei do filme porque fala de um


assunto sério, o nazismo, mostrando o
Ex.: Eu gostei do filme. Achei legal.
sofrimento humano e, ao mesmo tempo,
Tipo assim, fiquei com pena das pessoas.
atitudes que marcaram a história, pelo
menos de alguns.

4. Reflita: Quando você assiste a um filme e comenta suas impressões com algum amigo, esse co-
mentário se assemelha ao que está em qual das colunas do quadro anterior? Por quê?

Leitura e análise de texto

1. O professor apresentará à classe uma resenha sobre um novo filme e outra sobre um
livro.
2. Em grupos, façam a leitura dessas resenhas e completem o quadro a seguir.

Informações Resenha 1 Resenha 2

Título da resenha

Nome do autor
da resenha
Lugar de
publicação
Título da obra
resenhada
Nome do autor
da obra resenhada
(escritor, diretor)
Tema tratado
na resenha

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Informações Resenha 1 Resenha 2

Opinião do autor
da resenha sobre
a obra

Argumentos
utilizados pelo
autor da resenha
para justificar sua
opinião (anotem,
pelo menos, dois
argumentos de
cada resenha)

Impressões da
obra a partir da
leitura da resenha
(este item deve
ser preenchido
individualmente)

3. Coletivamente, discutam a estrutura do gênero textual resenha, considerando que ele tem
características de dois grupos de textos que vocês já estudaram: os expositivos e os argumen-
tativos. Em seguida, façam a leitura das afirmações contidas no quadro a seguir e respondam
às questões:

• o gênero “resenha” costuma ser publicado em jornais e revistas e tem como função
social informar as pessoas sobre filmes, peças de teatro etc. que estão em cartaz,
compondo ou conduzindo a formação de opiniões prévias do leitor;

• o gênero “resenha” tem um caráter expositivo-argumentativo porque pode contem-


plar mais de uma tipologia: mistura de informação e opinião;

• o gênero “resenha” tem um caráter analítico porque expressa a opinião de seu autor
sobre o objeto que está sendo analisado;

• as resenhas são textos baseados necessariamente em outras obras;

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

• as resenhas misturam informação e opinião sobre determinada obra;

• o autor da resenha sempre destaca em seu texto aspectos da obra que considera mais
importantes para dar sustentação à sua análise;

• há resenhas relativas a uma mesma obra, mas escritas por autores diferentes, que apre-
sentam opiniões completamente diversas e/ou divergentes. Isso é bom, porque permite
aos leitores ampliar seu alcance sobre o tema e analisar essas opiniões, posicionando-se
em relação ao que dizem da obra.

a) Comentem o conteúdo do quadro verificando se, entre os itens apresentados, há algum


incorreto.

b) Quais informações contidas no quadro já foram verificadas por vocês durante a leitura das
duas resenhas apresentadas pelo professor? Dê dois exemplos, confirmando-os com trechos
das resenhas lidas.

PESQUISA EM GRUPO

1. Em pequenos grupos, façam uma pesquisa em revistas/jornais, sites e no próprio livro


didático sobre resenhas, selecionando algumas que falem de assuntos de seu interesse
(filmes, livros, exposição).

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

2. Leiam as resenhas selecionadas e discutam entre si os conteúdos desses textos, bem


como seu grau de interesse pela obra a partir dessa leitura.
3. Organizem um quadro com as principais características observadas nessas resenhas,
ratificando (ou não) as informações que já possuem sobre esse gênero.
4. Apresentem à classe as resenhas lidas e falem de suas impressões sobre a obra resenhada.
Depois, mostrem o quadro organizado na questão anterior, comparando-o com os qua-
dros dos outros grupos.
5. O professor montará na lousa, com a colaboração da classe, um novo quadro, a partir
das informações apresentadas por todos os grupos, sintetizando as principais caracte-
rísticas do gênero “resenha”. Esse novo quadro deve ser copiado por você, no caderno,
a fim de auxiliá-lo na hora em que for escrever suas resenhas.

Produção escrita
A tarefa de vocês, agora, é escrever uma resenha sobre um livro ou filme de seu interesse. Para
tanto, sigam as instruções contidas nos enunciados, observando em quais momentos trabalharão
em grupos, duplas e individualmente.
1. Em grupo, vocês devem definir qual obra pretendem analisar na resenha. Se escolherem um
novo filme ou um livro, terão de fazer novamente todos os passos de discussão realizados para a
análise do filme visto na escola: roda de conversas e discussão de ideias; pesquisas sobre o filme
(o diretor, o elenco); organização de fichas com esses dados.
2. Seguindo os modelos de resenhas estudados anteriormente, façam um planejamento da escrita,
selecionando as informações que devem aparecer no texto, bem como as opiniões que preten-
dem compartilhar com o leitor. É importante que vocês selecionem também trechos do filme
(ou do livro) que contribuam para a justificativa das opiniões.
3. Voltem ao quadro sobre as características do gênero “resenha” e verifiquem se, de fato, estão
considerando todas elas nesse planejamento.
4. Escrevam, em folha avulsa ou no caderno, a primeira versão de sua resenha. Mas atenção:
esta etapa deve ser realizada individualmente. É importante que você siga o planejamento,
mas se sinta livre para acrescentar outros aspectos que julgar relevantes durante a escrita de
seu texto.
5. Após essa escrita, leia seu próprio texto e responda às perguntas a seguir:
• O meu leitor entenderá o que quero dizer?
• O que devo dizer a mais para que meu texto fique claro e compreensível para meu leitor?
• Como dizer de outro jeito a fim de tornar meu texto compreensível?

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

6. Reformule em seu texto o que julgar necessário a partir das questões anteriores.

7. De volta aos grupos de trabalho, e com o auxílio de seu professor, façam a leitura dos textos
dos colegas e iniciem um trabalho de revisão, chamando a atenção do autor para tudo o que
acharem que interfere na compreensão do texto. Essas observações devem ser anotadas a lápis,
na lateral da página. Levem em consideração os seguintes aspectos:

• trechos incoerentes ou confusos;

• ausência ou excesso de informações para a compreensão do texto;

• incoerências ou falta de conexão entre as ideias;

• redundâncias;

• parágrafos muito curtos ou muito longos;

• falta ou excesso de pontuação;

• problemas de concordância nominal ou verbal;

• uso de linguagem coloquial ou gírias;

• ortografia.

8. Individualmente, retome seu texto e refaça as partes com problemas, levando em consideração
as observações feitas pelos colegas. Depois, entregue-o ao professor, com a primeira versão, para
que seja possível fazer uma comparação de como você evoluiu (ou não) depois do trabalho de
revisão. O professor fará novas observações e lhe devolverá o texto para que possa dar continui-
dade à atividade.

9. Em duplas, vocês devem ler as observações feitas pelo professor; depois, um deve ajudar o outro
na reelaboração das partes indicadas. Passem a limpo os textos e organizem uma exposição de rese-
nhas na própria sala de aula ou em algum mural disponível na escola, onde outros alunos possam
ler o que vocês escreveram sobre novos filmes e livros.

Estudo da língua
O professor apresentará à classe uma resenha que contém sete problemas gramaticais de con-
cordância verbal, concordância nominal, uso repetitivo do pronome relativo “que”, conjunção,
ortografia, inadequação vocabular, pontuação.
1. Em grupos, vocês devem ler a resenha e descobrir onde estão esses problemas, anotando-os na
Coluna 1 do quadro a seguir.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Coluna 1 Coluna 2
Problemas encontrados Reformulação dos trechos com problemas

2. Façam a reformulação dos trechos com problemas de acordo com o conhecimento que possuem
das regras da norma-padrão. Anotem sua reformulação na Coluna 2 do quadro da Questão 1.
3. Pesquisem, no livro didático ou na gramática, as regras que envolvem os aspectos problemáticos
selecionados na Questão 1. Aqui, não é necessário pesquisar todos os sete problemas, mas ape-
nas aqueles que apresentarem maior dificuldade para vocês.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Individualmente, faça os exercícios de sistematização selecionados pelo professor no livro didático.


Anote as indicações dos exercícios, para não esquecer.

Página:

Exercícios:

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
Debater é mais do que trocar ideias

Para começo de conversa

Nesta sequência de atividades vocês farão um debate regrado sobre um tema polêmico.
Para prepará-lo, será necessário que realizem várias atividades diferentes. Fiquem atentos às
orientações apresentadas a seguir.

Atividade em grupo

1. Coletivamente, façam uma lista de temas polêmicos sobre os quais gostariam de saber mais para
discuti-los com segurança. Apresentamos algumas sugestões a seguir:
• os padrões de beleza definidos pela mídia;

• a anorexia e a bulimia na adolescência;

• a obesidade na infância e na adolescência;

• preservação ambiental: o compromisso com a natureza;

• a escassez de água em um futuro próximo;

• os programas televisivos feitos para jovens;

• a Copa de 2014 no Brasil.

2. Dividam-se em grupos e sorteiem um tema para cada grupo.

3. Os grupos devem pesquisar sobre o tema que lhes foi designado, selecionando, pelo menos, três
textos que servirão de base para a discussão.

4. Os textos selecionados devem ser lidos e analisados por vocês, considerando as principais ideias,
informações e argumentos apresentados.

5. Organizem um quadro que contenha as informações obtidas com a leitura e análise dos textos.
Vejam o modelo a seguir:

35

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Informações Texto 1 Texto 2 Texto 3

Informações sobre os textos


lidos pelo grupo: título, autor,
fonte (retirado do livro “tal”,
da internet, do jornal etc.)

Tema e subtemas (o que dizem,


como dizem, qual a opinião do
autor sobre o tema)

Quais aspectos do texto lido


ajudam o grupo a elaborar suas
opiniões sobre o tema?

Os textos lidos apresentam um


único ponto de vista sobre o
tema ou pontos de vista diver-
sos e, por vezes, divergentes?

Debater temas polêmicos exige que os interlocutores – como você já sabe – conheçam bem
um assunto, entendam as polêmicas que giram em torno dele, tomem posição e construam argu-
mentos sólidos para convencer os que pensam de forma diferente.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Se for possível, assistam a filmes, a programas de televisão etc. a fim de ampliar seu
repertório sobre o assunto e ter mais condições para defender seu ponto de vista diante dos
colegas e do professor. Neste caso, vocês devem organizar um quadro semelhante ao do
Exercício 5 da seção “Atividade em grupo”, anotando todas as informações que julgarem
pertinentes para a composição do debate.

Oralidade: debate regrado


1. Seu professor apresentará à classe um debate regrado que tenha sido transmitido em um progra-
ma televisivo.
Vocês terão de:

a) assistir ao programa;

b) discutir os procedimentos dos debatedores;

c) elaborar um quadro com os principais procedimentos a fim de utilizá-lo como referência


quando forem organizar o debate regrado desta Situação de Aprendizagem.

2. Com a ajuda do professor, definam quais os objetivos e limites do debate, a fim de evitar fugas
do tema.

3. Definam também de quem será o papel de moderador para o debate que farão, que terá como
função:

• apresentar o tema;

• definir os limites da discussão;

• criar estímulos que permitam a todos os participantes falar, cada um na sua vez;

• retomar aspectos da discussão que vão sendo deixados de lado no decorrer da atividade;

• evitar fugas ou desvios temáticos.

4. Em um debate, os grupos envolvidos precisam ter pontos de vista opostos sobre as polêmicas
que serão discutidas. Será necessário que vocês se distribuam em torno de duas (ou mais) ideias
divergentes, preparando-se para defendê-las. Nesse momento, os grupos devem dividir-se em
subgrupos para realizar o debate. Escolham quais integrantes farão a defesa de cada um dos
pontos de vista.
Vejam o exemplo:
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Tema – Os padrões de beleza definidos pela mídia


Alguns integrantes do grupo – defendem os padrões de beleza definidos pela mí-
dia por acreditarem que eles sejam o fio condutor para que os sujeitos tenham uma vida
bem-sucedida.
Outros integrantes do grupo – defendem exatamente o oposto: como os padrões são
definidos pela mídia, que tem por princípio incutir e vender ideias, valores e produtos, seria
no mínimo suspeita a crença de que esses padrões de beleza sejam “superiores” aos demais.

5. A partir da definição da data do debate, será preciso preparar com antecedência o espaço: vocês
devem organizar os lugares que serão ocupados por debatedores e moderador, a fim de que to-
dos da classe possam vê-los e observar seus gestos durante a explanação.
6. Dependendo da quantidade de pessoas em cada grupo, não haverá possibilidade de que todos
possam ocupar a função de debatedor. Nesse caso, os outros integrantes devem ocupar a função
de avaliadores do debate, considerando para isso os aspectos a seguir. Se for necessário, criem
mais colunas para o quadro.

Quadro de avaliação do debate


Aspectos observados Debatedor 1 Debatedor 2 Debatedor 3
A formalidade por parte
dos debatedores (rigor vo-
cabular, correção linguística,
clareza de raciocínio, coerên-
cia entre os argumentos es-
colhidos)

Capacidade para avaliar


o próprio funcionamento
comunicativo dessa situa-
ção (escolhe argumentos ou
exemplos adequados ao con-
texto; os interlocutores e a
plateia parecem compreender
o que está sendo dito; refor-
mula o modo de dizer a fim
de tornar mais clara a ideia
exposta)

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Aspectos observados Debatedor 1 Debatedor 2 Debatedor 3

Construção de uma sequên-


cia de ideias (lança mão de
exemplos retirados do mun-
do concreto dos interlocu-
tores do debate)

VOCÊ APRENDEU?

Se possível, gravem os debates, combinando com o professor outra aula para que assistam às
filmagens.
A proposta é que vocês utilizem as gravações para fazer uma avaliação do processo do debate
regrado a partir das seguintes instruções:
1. Assistam aos vídeos.
2. Observem o comportamento dos debatedores/moderador ou o modo como atuam diante da
fala do outro: Ouvem o que o outro tem a dizer? Respeitam seu momento de fala? Aproveitam
uma colocação do outro em favor da defesa dos próprios pontos de vista? Que recursos utilizam
para apresentar e defender seu ponto de vista?
3. Comparem as informações da Questão 2 com o quadro elaborado na Atividade 6 da seção
“Oralidade”.
4. Escreva um comentário pessoal sobre as coisas que aprendeu com a preparação e a execução do
debate regrado.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Produção escrita
Neste momento, a classe trabalhará com o assunto variedades linguísticas, que são as variações das
normas utilizadas em uma língua. As normas se dividem em padrão, que é a oficialmente aceita e usada
formalmente, e popular, abrangendo todos os modos de usar a língua que seguem regras distintas da
norma-pa­drão. Os modos de usar a língua variam porque as situações de comunicação nas quais as pes-
soas se envolvem também variam de acordo com as condições sociais e culturais dos interlocutores.

Parte 1
1. Leia o texto a seguir para começar a discutir o assunto.

Situação 1
Você é um sitiante e vende 50 cabeças de boi para um frigorífico de sua cidade. Cada
cabeça vale 200 reais. Sendo assim, o valor total da venda é R$ 10 000,00. O comprador
propõe que o pagamento seja feito em cinco prestações de 2 mil reais. Você aceita a proposta,
mas precisa se certificar de que os pagamentos serão efetuados.
Como você poderia registrar essa venda e a forma de pagamento a fim de garantir o re-
cebimento de todo o dinheiro? Acreditar apenas na palavra do comprador? Mas como pro-
var que os bois foram entregues, caso o comprador não pague a dívida?
Por conta dessa dúvida e tantas outras, podemos dizer que a escrita surgiu como um
tipo de solução. Pondo por escrito o trato, ambos – você e o comprador – poderiam ter a
garantia de que receberiam aquilo que lhes cabe. De que forma, porém, vocês escreveriam
isso? Que variedade linguística vocês utilizariam? Poderiam escrever como falam? Vocês
teriam de usar uma variedade da língua portuguesa comum a ambos. Quer dizer, teriam
de escrever o fato (compra/venda do gado; valor da negociação, condições de pagamento)
de forma clara, possível de ser lida pelos dois envolvidos na situação e por qualquer outra
pessoa que pegasse esse texto.
Por isso, o ideal é que ele fosse escrito em uma linguagem formal, padrão e, portanto,
sem gírias, sem expressões coloquiais ou regionais. Essa linguagem formal, por ser padrão
(modelo conhecido por pessoas letradas), pode superar as possíveis diversidades (diferen-
ças) entre interlocutores (quem escreve e quem lê) de um texto. Ou seja, mesmo que os
interlocutores utilizem, no seu dia a dia, variedades linguísticas diferentes da variedade
culta padrão, se forem razoavelmente letrados, terão condições de entender a mensagem
desse documento.
Atividade adaptada de: AGUIAR, Eliane Aparecida. Das palavras ao contexto. In: MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.).
Linguagens, códigos e suas tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 146.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

2. Diante da situação apresentada e das explicações resumidas no início desta sequência sobre
variedade-padrão da língua, em grupos, redijam um acordo entre o vendedor e o comprador
da Situação 1, considerando os dados de compra e venda e a variedade linguística adequada.

3. Troquem sua produção com outro grupo, a fim de que seus colegas possam avaliá-la, anotando
sugestões de correção dos trechos com problemas. Vocês devem proceder do mesmo modo com
o texto do outro grupo. Devolvam os textos a seus respectivos autores.

4. Reformulem seu texto a partir das sugestões apresentadas pelos colegas e entreguem a nova
versão ao professor.

Parte 2

1. Leia o texto a seguir.

Situação 2

Um jovem vai a uma entrevista para uma vaga de balconista em uma loja de roupas
masculinas, bastante tradicional em sua cidade. Essa loja costuma atender clientes economi-
camente abastados e de meia-idade (homens com mais de 50 anos). O gerente da loja per-
gunta por que o jovem deseja o emprego, quais suas qualificações para o cargo e seus objeti-
vos. O jovem responde da seguinte maneira.
Tô precisando liberar adrenalina nesse trampo! Dá uma reciclada nas ideias.
Tipo assim... Sei lá. Botá um bando de coisas maneras no meu modo de pensar. Aí,
cê sabe o lance das influências-cabeças? Fala sério. Tô superpreparado pro cargo. Cê
pode me contratar no sossego que, tipo assim, esse cargo tem tudo a ver comigo. Fala
sério!
O gerente ouve o jovem e diz que ele não serve para o cargo:
• A linguagem utilizada pelo garoto não estava adequada ao contexto? Por quê?
• Se você estivesse no lugar dele, como responderia às questões feitas pelo ge­rente?
• E se a proposta fosse que você escrevesse um texto expressando suas intenções, que va-
riedade linguística utilizaria para responder à demanda do contexto?

É importante que você pense sobre o que os clientes e o gerente da loja em questão es-
peram de um novo funcionário: clareza na fala e formalidade para atendê-los. No entanto, o
jovem apresentou-se de modo “descolado”, utilizando-se de muitas gírias e expressões que
tornaram difícil a compreensão de seu discurso. Afinal, o que é “botar adrenalina nesse

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

trampo”, “lance das influências-cabeças”? O problema da situação não está exatamente no


modo “certo ou errado” de o jovem falar, mas na adequação da linguagem ao contexto, con-
siderando seu interlocutor (o gerente) e a formalidade da situação.
Atividade adaptada de: AGUIAR, Eliane Aparecida. Das palavras ao contexto. In: MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.).
Linguagens, códigos e suas tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 148.

2. Imagine-se no lugar do jovem da Situação 2 e redija uma carta de intenção, expondo os motivos
pelos quais você deseja o emprego na loja. É importante que você convença seu interlocutor (no
caso, o gerente da loja) de que, se for contratado, será um bom funcionário.
Para essa produção escrita, será necessário que você:
a) faça primeiro um esquema para seu texto. No esquema, você deve apontar, de forma
bem geral, as informações que gostaria de colocar em sua carta de intenções. Selecione
também os melhores argumentos para convencer seu interlocutor de que a vaga deve ser
sua. Eles servirão de base para sua produção final;
b) retome a estrutura do gênero “carta”, já estudado em séries/anos anteriores, considerando
que o item “intenções” está relacionado ao contexto no qual essa produção escrita foi soli-
citada: seleção de funcionário para a vaga de emprego;
c) organize a carta em parágrafos:

• parágrafo expositivo, apresentando-se e apresentando suas qualificações para a vaga


em questão;
• parágrafo expositivo-argumentativo, justificando por que essas qualificações são
adequadas à vaga na loja;
• parágrafo conclusivo, agradecendo a atenção do interlocutor e registrando sua ex-
pectativa diante da espera de uma resposta.

d) escreva a primeira versão de sua carta, considerando os itens anteriores. Nesta etapa, é mui-
to importante que você cuide da linguagem, evitando expressões coloquiais e gírias;
e) leia e revise seu texto, observando os trechos confusos e incoerentes;
f ) reformule a carta e deposite-a em uma caixa preparada por seu professor. Todos os estudan-
tes devem colocar sua produção nessa caixa (não coloque seu nome para não se identificar);
g) retire da caixa outra carta (se pegar novamente a sua, devolva-a à caixa), faça a leitura do
texto e sugira algumas reformulações que possam torná-lo mais adequado à situação pro-

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

posta. Não conte ao autor da carta que foi você o responsável pelas sugestões. Devolva-a
novamente à caixa;
h) volte à caixa, pegue seu próprio texto e leia as sugestões feitas por seu colega. Reformule
o que julgar pertinente. Depois, escreva no corpo do próprio texto um pequeno bilhete,
agradecendo a seu colega a colaboração;
i) fixe sua carta em um mural, na sala de aula, a fim de que todos possam ver o resultado
final. Deixe o bilhete em um lugar bem visível do texto e aguarde para descobrir seu lei-
tor secreto.

Estudo da língua
1. Leia a situação a seguir e responda à questão proposta.

Situação 3
Fazendo um contrato
Imagine que o texto a seguir seja o contrato que você fez com o comprador de seus bois,
para garantir o negócio apresentado na Situação 1.
Senhor comprador: estou vendendo os meus boizinhos com muita dó no coração. Mas
fazer o quê? Assim é a vida, não é? Espero que você cuide bem deles: trate-os com carinho e
cha­me-os pelos nomes. Ah! Já ia me esquecendo: tem a Joaninha, o Bartolomeu, a Cristeva, o
Juquinha... Mas vamos aos negócios. Vou esperar o seu pagamento naqueles dias que combina-
mos. Se precisar de mais uns dias, não tenha vergonha de me falar. Um abraço. O Vendedor.
Em sua opinião:
a) ( ) a linguagem que o autor utilizou é apropriada para um contrato de compra
e venda, pois é formal, objetiva e clara, sem palavras que indiquem afetividade.
b) ( ) as informações realmente importantes foram colocadas no texto: os prazos
para o pagamento, o valor de cada parcela, como efetuar o pagamento.
c) ( ) o nome dos bois e vacas vendidos era uma informação fundamental para a
realização do negócio.
d) ( ) a linguagem afetiva e informal utilizada nesse texto não é apropriada para um
contrato, pois o autor parece estar escrevendo uma carta pessoal para um amigo.
Atividade adaptada de: AGUIAR, Eliane Aparecida. Das palavras ao contexto. In: MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.).
Linguagens, códigos e suas tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 147.

2. Discuta com seus colegas sobre as formas que a linguagem assume de acordo com a situação de
uso. Deem exemplos de como vocês falariam com seus interlocutores se estivessem nas seguintes
situações:
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

a) conversa entre amigos que assistem a um jogo de futebol.


b) conversa entre um rapaz e uma garota. Ele quer convidá-la para um passeio.
c) discussão, na TV, sobre um tema polêmico.
d) exposição de um professor durante uma aula em que ele pretende ensinar um novo tema.
e) orientação de um médico a um paciente.

LIÇÃO DE CASA

1. Faça uma pesquisa, na internet ou em seu livro didático, ampliando seu conhecimento sobre o
tema variedades linguísticas.
2. Copie em seu caderno, pelo menos, duas explicações para esse tema.
3. Reflita sobre como o conhecimento das variedades linguísticas contribui para seu entendimento
das atividades realizadas nas seções “Produção escrita” e “Estudo da língua”.
4. Anote suas dúvidas sobre esse tema e, na próxima aula, apresente-as a seus colegas e ao professor.
Nessa conversa, será necessário que, coletivamente, vocês sistematizem todas as dúvidas e expli-
cações expostas a fim de garantir maior compreensão da importância do estudo das variedades
linguísticas para sua formação como leitor e escritor de diversos textos.
5. Pesquise na internet ou em outra fonte indicada pelo professor as diferenças entre dois gêneros
textuais comuns nos jornais, a notícia e os textos de opinião. Observe que ambos podem tratar
do mesmo assunto, são publicados em jornais, atingem o mesmo grupo de leitores. Onde estão
as diferenças? Seu professor organizará um momento para discutir com a classe as respostas
encontradas.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5
Recapitulando os conteúdos

Leitura e análise de texto

As Questões de 1 a 4 baseiam-se no texto apresentado a seguir e foram retiradas do


Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), 2003. Leia
o texto e responda às questões.
Um repórter de jornal redigiu a seguinte notícia e a entregou a seu chefe:
A greve dos motoristas de ônibus de São Paulo pegou a população desprevenida. Des-
de a madrugada, milhares de trabalhadores irritados aguardavam nos pontos os ônibus que
os grevistas não permitiram que saíssem das garagens. Alguns motoristas insistiram em
furar o bloqueio e foram agredidos pelos colegas. Houve casos de depredação de veículos e
de instalações das empresas. Os carros do Metrô passaram a circular superlotados, o que
também acabou por gerar uma série de tumultos. Os grevistas argumentam que o movi-
mento se deve à defasagem salarial, mas o fato é que iniciativas radicais como essa mere-
cem uma dura resposta das autoridades.
Disponível em: <http://saresp.fde.sp.gov.br/2003/e_f/8a/index.htm>. Acesso em: 28 maio 2013.

1. De acordo com as informações contidas no texto, é correto afirmar que:


a) os passageiros não deixaram de se solidarizar com os grevistas.
b) os grevistas não se preocuparam em justificar o movimento.
c) a paralisação dos ônibus não afetou outros setores de transporte.
d) o movimento grevista não obteve apoio integral dos motoristas.

2. A expressão população desprevenida significa população:


a) despreparada.
b) desamparada.
c) desesperada.
d) desinteressada.

3. A notícia trata, principalmente,


a) da depredação de veículos e instalações das empresas.
b) do bloqueio dos grevistas e de suas agressões aos seus colegas.
c) da greve dos motoristas de ônibus por maiores salários.
d) de iniciativas radicais que merecem duras respostas das autoridades.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

4. O chefe da redação pediu ao repórter para cortar do texto o que representa uma opinião, con-
servando apenas os fatos. Atendendo à recomendação, o repórter cortou de seu texto, acertada-
mente, a seguinte frase:
a) desde a madrugada, milhares de trabalhadores aguardavam nos pontos os ônibus que os
grevistas não permitiram que saíssem das garagens.
b) houve casos de depredação de veículos e de instalações das empresas.
c) os carros do Metrô passaram a circular superlotados.
d) o fato é que movimentos radicais como esse merecem uma dura resposta das autoridades.

5. A notícia de jornal escolhida para a atividade do Saresp apresenta um problema. Que problema
é esse? Qual a relação desse problema com a Questão 4?

Estudo da língua
1. Individualmente, faça a leitura do relatório a seguir e observe o sentido de algumas palavras e
expressões que ajudam na composição desse texto expositivo: elas indicam ao leitor que ali serão
apresentadas e organizadas etapas de um experimento científico.

Relatório de experimento em Ciências


Na aula de Ciências, eu e meu grupo levamos uma garrafa com água, dois potinhos de
tintas de cores diferentes, três cravos, uma tesoura e quatro copos.
Nós colocamos um pouquinho de tinta de cor diferente em cada um dos copos. [...]
Depois, juntamos um pouco de água. [...] Em seguida, cortamos ao meio o talo de
uma flor. Ela ficou com duas perninhas. As outras duas ficaram do mesmo jeito. Pegamos
a flor de talo cortado e colocamos metade do talo em um copo com água de uma cor e a
outra metade no outro copo com a outra cor. As flores que estavam com o talo inteiro,
sem cortes, nós pusemos uma em cada um dos outros copos. Deixamos os copos na escola
e fomos para casa.
No dia seguinte, observamos que a cor das pétalas das flores tinha ficado da mesma
cor da água do copo no qual estavam. A flor que teve seu talo dividido em dois copos, com
água colorida com cores diferentes, ficou com duas cores. As flores que não tiveram os talos
cortados ficaram de uma cor só. É porque as flores têm veias que levam a água desde o talo
até cada pedacinho das pétalas.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Foi bem interessante essa experiência.


[...] Esse é o meu relatório da experiência de Ciências.
Rodrigo da Silva Luzia – 6a série A, no 28 – texto autêntico.
Belém, 3 de junho de 2002.
Atividade adaptada de: PELÁ, Cleuza. Interligando as linguagens. In: MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.). Língua portuguesa,
língua estrangeira, educação artística, educação física: livro do estudante: Ensino Fundamental. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 19.

2. Grife essas palavras e expressões.


3. Explique o que essas palavras e expressões indicam sobre as ações do autor no experimento
apresentado.

Leitura e análise de texto

1. Observe as imagens a seguir.

© Acervo Iconográfico da Pinacoteca do Estado de São Paulo/Brasil

Almeida Júnior. O violeiro, 1899, pintura, óleo sobre tela, 141 cm x


172 cm, RM 1251. Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo/
Brasil. Transferência do Museu Paulista, 1947.
© Stefan Kolumban/Pulsar Imagens

Favela e bairro de Ipanema vistos a partir do morro de Cantagalo.


Rio de Janeiro (RJ), set. 2007.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

© Ricardo Azoury/Pulsar Imagens

Catástrofe da natureza provocada pelo homem. Lagoa Rodrigo de


Freitas. Rio de Janeiro (RJ).

2. Coletivamente, em uma roda de apreciação, discuta com seus colegas e o professor suas
primeiras impressões dessas imagens.
3. Dividam-se em grupos e sorteiem uma imagem para cada grupo.
A tarefa do grupo será:
• Refletir sobre a imagem: O que ela diz? A quem se dirige? Como pode ser interpre-
tada? O que ela mobiliza? A que temas remete? Por que vocês acham isso?
• Anotar o resultado dessas reflexões em forma de tópicos ou listas.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Produção escrita
Individualmente, escolha uma das imagens estudadas e escreva um pequeno comentário sobre suas
impressões de leitura dessa imagem. É importante que, nesse texto, você exponha os motivos que o le-
varam a escolhê-la, justificando-os: O que chamou sua atenção? Que elementos da roda de apreciação e
da discussão promovida a partir dela ajudaram na sua escolha e no seu entendimento da imagem lida?

Oralidade
Apresentem as anotações feitas na atividade anterior a toda a classe, explicando como chegaram
a essas conclusões. No momento dessa apresentação, é importante abrir espaço para que os colegas
formulem questões. Observem também se o nível de reflexão sobre as imagens foi ampliado em
relação às Atividades 2 e 3.

Atividade complementar em grupo

Orientações para a produção escrita


1. Para garantir o caráter expositivo-argumentativo desse comentário feito na seção “Produ-
ção escrita”, retome os estudos realizados nas Situações de Aprendizagem 1, 2 e 3 sobre as
tipologias “expor” e “argumentar”.
2. Faça uso das orientações sobre as etapas da produção escrita: planejar, primeira versão
do texto, revisão e reformulação do texto.

Seu professor apresentará à classe dois novos textos pertencentes a gêneros e tipologias dife-
rentes.
Sua tarefa será:
a) ler os dois textos;
b) indicar qual deles é organizado a partir das características da tipologia expositiva, justifican-
do o porquê.

LIÇÃO DE CASA

1. Retome, na Situação de Aprendizagem 1 (página 6), o texto Como o beija-flor maximiza


o ganho de energia (artigo de divulgação científica escrito especialmente para o Caderno
Mais!, da Folha de S.Paulo).
Responda:
a) esse texto pertence ao grupo dos textos expositivos. Explique por que é possível fazer essa
afirmação;
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

b) relembrando o que aprendeu sobre textos expositivos, preencha o quadro-síntese a seguir.

Informações gerais sobre o texto


Título
Autor
Gênero de texto
Onde o texto foi publicado
Tema
Informações que você obteve sobre o tema
com a leitura do texto

Estudo da língua
1. Em grupos, gravem um pequeno relato oral sobre as imagens analisadas na sequência da seção
“Leitura e análise de texto” desta Situação de Aprendizagem.
2. Façam a transcrição literal desse relato, em cartolinas.
3. Depois, coletivamente, façam a leitura dessas transcrições, observando quais características do
relato oral não poderiam ser mantidas no relato escrito, tais como:
• expressões tipicamente orais (aí, daí, né...);
• falta de pontuação entre as falas;
• gírias;
• ausência de elementos coesivos entre enunciados do texto oral.
4. Discutam com seus colegas e o professor as possibilidades de transposição desse relato oral para
o escrito:
a) O que deve ser eliminado e mantido para que o relato escrito respeite a norma-padrão?
b) Como articular as falas, no relato escrito, utilizando alguns recursos coesivos? No lugar do
aí, o que podem usar, por exemplo?
5. Cada grupo deve fazer essa transposição, observando se os aspectos próprios da oralidade e da
escrita formal já discutidos foram, de fato, levados em conta e contribuíram para a compreensão
e adequação do texto, de acordo com sua função comunicativa.
6. Apresentem a versão final do relato a toda a classe.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

VOCÊ APRENDEU?

1. Para sistematizar o estudo do agrupamento tipológico “argumentar”, verificando o que e quanto


aprendeu até aqui, é importante que você retome tudo o que foi feito, organizando uma lista
dos conteúdos estudados.
2. Ao lado dos itens dessa lista, registre suas impressões, dúvidas e questionamentos. Essa avaliação
pode ser feita na sala de aula ou em casa, de acordo com a orientação de seu professor.

Lista de conteúdos estudados Impressões, dúvidas e questionamentos

3. Caso seja feita na escola, essa pesquisa dos conteúdos deve ser realizada em dupla, mas cada um
anota individualmente suas questões.
4. Na sequência, apresente sua lista e anotações ao colega a fim de que cada um possa auxiliar o
outro em suas dificuldades.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

?
!
Situação de Aprendizagem 6
Da discussão coletiva à carta:
construindo a argumentação

1. Em dupla, façam a leitura da coletânea de textos a seguir. Após a leitura de cada um deles, ano-
tem as opiniões dos autores sobre a adolescência.

Leitura e análise de texto

Texto 1
Insegurança
O adolescente se olha no espelho e se acha diferente. Constata facilmente que perdeu
aquela graça infantil que, em nossa cultura, parece garantir o amor incondicional dos adul-
tos, sua proteção e solicitude imediatas. Essa segurança perdida deveria ser compensada por
novo olhar dos mesmos adultos, que reconhecesse a imagem púbere como sendo a figura de
outro adulto, seu par iminente. Ora, esse olhar falha: o adolescente perde (ou, para crescer,
renuncia) a segurança do amor que era garantido à criança, sem ganhar em troca outra
forma de reconhecimento que lhe pareceria, nessa altura, devido.
Ao contrário, a maturação, que para ele é evidente, invasiva e destrutiva do que fazia
sua graça de criança, é recusada, suspensa, negada. Talvez haja maturação, lhe dizem, mas
ainda não é maturidade. Por consequência, ele não é mais nada, nem criança amada, nem
adulto reconhecido.
O que vemos no espelho não é bem nossa imagem. É uma imagem que sempre deve
muito ao olhar dos outros. Ou seja, me vejo bonito ou desejável se tenho razões para acre-
ditar que os outros gostam de mim ou me desejam. Vejo, em suma, o que imagino que os
outros vejam. Por isso o espelho é ao mesmo tempo tão tentador e tão perigoso para os ado-
lescentes: porque gostariam muito de descobrir o que os outros veem neles. Entre a criança
que se foi e o adulto que ainda não chega, o espelho do adolescente é frequentemente vazio.
Podemos entender então como essa época da vida possa ser campeã em fragilidade de au-
toestima, depressão e tentativas de suicídio.
Parado na frente do espelho, caçando as espinhas, medindo as novas formas de seu
corpo, desejando e ojerizando seus novos pelos ou seios, o adolescente vive a falta do olhar
apaixonado que ele merecia quando criança e a falta de palavras que o admitam como par
da sociedade dos adultos. A insegurança se torna assim o traço próprio da adolescência.
Grande parte das dificuldades relacionais dos adolescentes, tanto com os adultos quan-
to com seus coetâneos, deriva dessa insegurança. Tanto uma timidez apagada quanto o

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

estardalhaço maníaco manifestam as mesmas questões, constantemente à flor da pele, de


quem se sente não mais adorado e ainda não reconhecido: será que sou amável, desejável,
bonito, agradável, visível, invisível, oportuno, inadequado etc.?

CALLIGARIS, Contardo. A adolescência. São Paulo: Publifolha, 2000. p. 24-25.

2. Complete:
Contardo Calligaris pensa que a adolescência é um período...

3. O texto de Calligaris foi publicado em um:


a) jornal de TV.
b) jornal impresso.
c) livro sobre adolescentes.
d) romance para jovens.

4. Qual é o tema principal do texto lido?

Leitura e análise de texto

Texto 2
Atitudes que os pais devem adotar no tema das relações entre moças e rapazes adoles-
centes
É muito conveniente o relacionamento entre moças e rapazes ao longo da adolescência.
As diversas fases que descrevemos cumprem uma função necessária no desenvolvimento
da amizade e na preparação do futuro amor. Por isso, os pais devem evitar preconceitos e
atitudes de defesa prévia que dificultem o relacionamento normal entre moças e rapazes
adolescentes.
O relacionamento nos grupos mistos fomenta o desenvolvimento da virilidade e da
feminilidade e ajuda a conhecer as pessoas do outro sexo. Rapazes e moças aprendem a
conviver e adquirem qualidades complementares.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Tudo isto não significa que a missão dos pais se reduza a permitir, sem nenhuma orien-
tação e controle, o relacionamento do seu filho ou da sua filha com adolescentes do outro
sexo. Acabamos de ver os riscos que existem nesse tipo de convivência. Esses riscos exigem
um trabalho preventivo por parte da família e uma orientação dos filhos em cada situação
concreta.
O trabalho preventivo deve começar muitos anos antes da adolescência, por meio de
uma educação sexual progressiva e correta no âmbito familiar. Esta tarefa corresponde aos
pais, por serem colaboradores diretos de Deus na origem da vida e por serem os primeiros
e principais educadores. Os próprios filhos esperam que sejam eles quem lhes explique o
mistério da vida. É extremamente necessário que os pais não cedam à moda atual que pre-
tende eximi-los dessa responsabilidade com o pretexto de que não estão preparados. Nos
casos – poucos – em que lhes possa faltar essa preparação, a atitude sensata e útil consiste
em que os seus colaboradores (professores e tutores) os ajudem a adquiri-la, não que pre-
tendam substituí-los.
Uma educação sexual correta não deve limitar-se a informar. É cada vez mais frequente
que se ministre às crianças e adolescentes uma informação excessiva para a capacidade de
compreensão de cada idade, e que por outro lado falte completamente o enfoque educativo.
É preciso situar o biológico no contexto do amor espiritual, como algo que está a serviço da
plenitude da pessoa e por isso faz parte dos planos de Deus. E ao mesmo tempo é preciso
fortalecer o autodomínio, o respeito pelas pessoas do outro sexo e as virtudes do pudor e
da castidade.
A educação sexual é apenas um dos aspectos da educação para o amor. Os filhos acei-
tam-na e entendem-na melhor quando se vive na família um clima de amor, em que o amor
generoso e sacrificado dos esposos é um ponto de referência chave. Se ao longo da infância
os filhos receberem essa ajuda para descobrirem a função do sexo dentro da realidade global
da pessoa, o risco de padecerem de curiosidades doentias e de sentimentos de culpa injusti-
ficados quando chegar a puberdade será muito menor.
A educação progressiva da vontade, por meio da aquisição de todas as virtudes e espe-
cialmente, no nosso caso, das do pudor e da pureza, será um ponto de apoio muito impor-
tante para evitar as manifestações prematuras da sexualidade durante a adolescência.
Durante a etapa do “amor platônico”, normalmente não surgem problemas nas re-
lações menina-menino. Os pais, no entanto, deverão estar atentos à sua evolução, já que
nunca se podem descartar dois possíveis riscos: o prolongamento dessa etapa e a sedução.
Quando o amor idealizado se prolonga para além da adolescência, transforma-se numa
realidade anômala. É um problema que aparece com mais frequência entre as meninas,
uma vez que nelas a imaginação tem um papel mais importante do que nos rapazes: Mui-
tas delas constroem um amante imaginário, um amante-ídolo, um amante-pretexto, com
o qual se alienam numa “mitomania” amorosa que as impede de tomar conhecimento e
estabelecer o contacto concreto com os rapazes. Nestes casos, é urgente facilitar um relacio-
namento com os rapazes, para que não acabem por fugir à realidade do amor.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Há também o risco de que o adulto que é objeto da admiração romântica interprete


mal essa atitude ou se aproveite dela. Neste caso, estamos diante do sério problema da se-
dução de uma menor.
Na etapa das turmas mistas, existe o risco de que a amizade grupal se transforme em
amizade íntima, flerte ou namoro prematuro, como vimos. Nesta fase, deve-se propor aos
filhos que continuem a sair em turma com os seus amigos e amigas. Não devem ignorar que
a amizade íntima com uma pessoa do outro sexo é, na maioria dos casos, uma “passarela”
que conduz ao amor, para o qual não estão preparados.
Se, apesar dos conselhos paternos, algum filho se vincula a uma pessoa do outro sexo,
é preciso evitar, na minha opinião, a proibição taxativa de que saiam juntos. A experiên-
cia diz que, quando se dramatiza ou se proíbe este tipo de relação, a atração entre os dois
adolescentes cresce como um incêndio avivado pelo vento. Pelo contrário, quando não há
oposição frontal, o flerte ou o namoro prematuros costumam desaparecer em pouco tempo,
como uma fogueira que se apaga por si.
O problema mais difícil surge, como é evidente, quando essa relação prematura per-
manece apesar da prudência dos pais. Penso que nestes casos a única coisa que se pode fazer
é rezar pelo filho, falar amigavelmente com ele e agir por vias indiretas, como a mudança
de colégio. Mas se não houver amizade verdadeira entre os pais e os filhos, os conselhos e
advertências serão inúteis e até contraproducentes.
CASTILLO, Gerardo. Amizade e amor entre adolescentes. In: . Educar para a amizade. São Paulo: Quadrante, 1999. p. 200-204.

5. Para Gerardo Castillo, o relacionamento entre os dois sexos, na adolescência, pode ser favorável
ou desfavorável ao desenvolvimento de meninos e meninas. Explique como você entendeu as
duas posições do autor.
a) Castillo pensa que o relacionamento entre meninos e meninas é favorável quando

b) O autor acha que o relacionamento entre meninos e meninas pode ser prejudicial se

6. O texto de Castillo foi publicado em:


a) jornal impresso.
b) romance para jovens.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

c) livro de orientação sobre adolescentes.


d) folheto explicativo sobre controle de natalidade.

7. Qual é o tema principal desse texto?

Leitura e análise de texto

Texto 3
E foi então que aconteceu
Não por acaso ou por acaso que dá no mesmo, ela, a menina que Marco César esperava
sem saber se existia ou não, por coincidência ou mistério dos nomes, se chamava Clarice
também. E tem mais: lia Clarice Lispector desde pequena como se essa escritora tão difícil
e estranha para alguns escrevesse os livros para ela, a “menina dos olhos” de Marco César.
Clarice escrevia para essa outra Clarice como quem escreve com a caligrafia do leitor para
ele ler o que já era uma vaga impressão ou uma descoberta clandestina e, então, se ver
fazendo da página carregada de letras um espelho todo seu. Clarice, a leitora, lia Clarice,
a escritora, e se via, fazia pequenas e grandes descobertas, existia melhor. Coincidência ou
mistério? Nem uma coisa nem outra, encontro do acaso, talvez.
Clarice não era fanática por nada, nem mesmo por Clarice Lispector, o que era uma
vantagem para Clarice que lia aquelas histórias extraordinárias sendo reveladas nas coisas
mais banais. Vantagem também para Clarice que escrevia em guardanapos de papel, nos
talões de cheques, nas margens brancas dos livros e dos jornais, porque escrever acontece
para ela nas situações mais inesperadas e não escrever era como morrer por um instante,
interrompendo o fluxo mais necessário da respiração. Provavelmente se uma das Clarices
conhecesse a outra, as duas seriam amigas para sempre e iam rir e chorar juntas desvendan-
do as coisas imaginadas, partilhando as coisas reais como duas mulheres que se descobrem
morando no mesmo livro e se tornam cada vez mais íntimas aproximando a mão que es-
creve dos olhos de quem lê.
Nunca se viram frente a frente mas não há a menor dúvida de que se encontraram
nos esconderijos da imaginação. De que existe um grande amor e um livro muito especial
esperando por você e por todas as outras pessoas do mundo, mesmo que esse encontro não
passe de uma promessa – as duas tinham a certeza e eu também. Porém, este livro aqui está
sendo escrito para salvar ou condenar um rapaz que cometeu um crime e não tem lugar
para premonições.
Ele, o Marco César, nunca tinha ouvido falar em Clarice Lispector e nem sentia falta de
livros – lia mais do que a média dos jovens mas, se não lesse, não seria mais nem menos do

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

que era possível ser. Também não conhecia a outra Clarice embora estudassem na mesma
escola – vai saber por quê. Mas assim como os desencontros fazem parte da vida, os encon-
tros não deixam de existir... – e foi então que aconteceu...
[...]
Marco César ouviu, estava de costas para Clarice e quis permanecer só com a voz de
uma garota que dizia qualquer coisa estranha e familiar. Gostou da voz dela e guardou da
outra o som de “é claro, Clarice” que soou dentro dele como um aviso de que tinha estado
sempre por perto e agora resolvia aparecer. [...] Ainda mais que ele sentia, mas não sabia
direito quem era essa tal de Clarice, e não valia a pena se assustar ou quem sabe se decep-
cionar tão rápido com alguém que estava acabando de chegar. Amor também é cuidado,
isso Marco César sabia.

MARINHO, Jorge Miguel. Lis no peito: um livro que pede perdão. São Paulo: Biruta, 2005. p. 49-51.

8. Qual é o assunto do texto de Marinho?

9. Esse texto foi publicado em:


a) jornal impresso.
b) folheto de orientação sobre controle de natalidade.
c) romance para jovens.
d) livro sobre adolescentes.

10. Produza, individualmente, uma ficha de leitura dos Textos 1, 2 e 3, com as seguintes informa-
ções: título, nome do autor, publicação e tema.

11. No caderno, responda às questões a seguir, considerando seu entendimento do texto:


a) Os Textos 1 e 2 apresentam duas visões diferentes da adolescência. Quais são elas?
b) Para você, qual dos dois autores se aproxima mais de suas questões como adolescente? Por
quê?
c) Selecione dois argumentos utilizados pelos autores dos Textos 1 e 2 para defender seus
pontos de vista sobre a adolescência.
d) Você se interessou por ler os livros nos quais os Textos 1 e 2 foram publicados? Justifique
sua resposta.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

e) Por que, na opinião do autor do Texto 1, “Insegurança se torna assim o traço próprio
da adolescência”?
f ) Por que o autor do Texto 2 acredita que os pais de adolescentes têm uma missão?
g) Explique por que o Texto 2 assume algumas características de um texto injuntivo.
h) Como seus pais ou responsáveis lidam com a questão da adolescência? Em sua opi-
nião, eles assumem comportamentos que se aproximam mais do Texto 1 ou do Texto
2? Por quê?
i) Há personagens literários nos Textos 1 e 2? Por quê?
j) O Texto 3 exerce a mesma função comunicativa dos demais? Ou seja, o autor tinha a
intenção de informar e orientar o leitor sobre questões da adolescência, assim como
Calligaris e Castillo? Por quê?
k) É possível inferir que o Texto 3 também trata de questões da adolescência. Que in-
dícios do texto contribuem para essa constatação?
l) Quem são as personagens envolvidas na história apresentada no Texto 3?
m) Você sentiu curiosidade de ler na íntegra o livro Lis no peito: um livro que pede
perdão, de Jorge Miguel Marinho? Apresente três razões que justifiquem sua resposta.

Oralidade

Organizem uma roda para discutir a adolescência, tema abordado pelos três textos.

Para essa roda, vocês devem:


• manifestar o seu ponto de vista sobre o que os autores dizem, concordando com eles ou discor-
dando deles;
• argumentar para defender o seu ponto de vista com base em sua própria experiência como
adolescente.

Atividade em grupo
1. Divididos em grupos, façam uma análise mais aprofundada dos textos anteriores. (Atenção:
haverá mais de um grupo analisando o mesmo texto.)

2. Preparem uma ficha organizativa de leitura com base nos modelos que vocês já conhecem, ano-
tando todas as informações que julgarem relevantes. É importante acrescentar os dados técnicos
do texto, anotados individualmente na seção “Leitura e análise de texto”.

3. Entreguem essa ficha ao professor, que a avaliará.


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4. Caso o professor julgue necessário, poderá fazer intervenções na própria ficha, observan-
do algumas das questões do item anterior ou outras. Em seguida, devolverá as fichas aos
grupos.

5. Registrem, individualmente, uma cópia dessa ficha no caderno.

6. Observem as eventuais marcações feitas pelo professor. O grupo deve organizar oralmente uma
resposta ou justificativa para a ausência de alguma informação.

PARA SABER MAIS

Sugestão de texto para ampliar a discussão sobre o tema adolescência


O livro de Contardo Calligaris, A adolescência, é uma boa indicação de leitura sobre o
tema, tanto antes quanto depois da roda de leitura. O professor, se julgar importante, pode-
rá selecionar outros artigos desse livro, promovendo novas discussões ou o desenvolvimento
de outras atividades. Ou, se o livro estiver disponível na biblioteca de sua escola, faça você
mesmo uma busca desses outros artigos.

PESQUISA INDIVIDUAL

1. Faça uma pesquisa, na internet ou na biblioteca da escola, sobre textos literários que te-
nham como tema questões relacionadas à adolescência ou tenham como protagonistas
personagens adolescentes.

2. Selecione pelo menos um desses textos e faça uma leitura integral. Se preferir, você
também pode ler o romance Lis no peito: um livro que pede perdão, de Jorge Miguel
Marinho, cujo trecho foi trabalhado na coletânea anterior.

Produção escrita
1. Escolha um dos autores dos textos lidos anteriormente e escreva uma carta para ele, falando
sobre as experiências em sua atual fase de vida e explicando seu ponto de vista sobre o que é ser
adolescente. Para essa tarefa, considere os seguintes dados:
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

• o destinatário;
• as razões que o levaram a escrever a carta para esse destinatário (intenção e obje­
tivos);
• a apresentação de um tema;
• a apresentação de suas opiniões e pontos de vista sobre o tema;
• a seleção de argumentos que confirmem o seu ponto de vista: use exemplos, ilustra-
ções, comparações;
• a linguagem (não use gírias, a não ser entre aspas, para ilustrar alguma passagem);
• o encerramento do texto, com agradecimento, pedidos ou sugestões.

2. Em grupo organizado pelo professor, iniciem uma revisão das cartas escritas. Discutam alguns
trechos que pareçam confusos, com pontuação inadequada (ou sem pontuação), auxiliando-se
mutuamente.

Estudo da língua
1. Em grupo:
a) façam uma pesquisa sobre o uso da vírgula, no livro didático ou em outras fontes, como em
gramáticas ou em sites especializados;
b) elaborem, coletivamente, em cartolina ou papel kraft, um quadro com as principais regras
de uso da vírgula, com exemplos de cada caso. Acrescentem também alguns usos incor-
retos;
c) fixem esse quadro em um mural (ou na própria parede), a fim de que vocês possam consul-
tá-lo sempre que necessário;
d) tenham também uma cópia desse quadro no caderno, caso precisem das informações quan-
do estiverem escrevendo em casa.

2. Individualmente, com base nos estudos que você já realizou sobre o uso da vírgula, assinale as
alternativas corretas:
( ) a vírgula é usada para isolar termos considerados sintaticamente como acessórios.
( ) a vírgula deve ser usada para separar o verbo de seus termos complementares.
( ) a vírgula, assim como alguns outros sinais de pontuação, serve para garantir pausas de
respiração.
( ) a vírgula não deve ser usada para separar o sujeito do verbo.
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( ) a vírgula tem a função de separar termos que exercem a mesma função sintática, quando
não vêm unidos pelas conjunções e, ou e nem.
( ) a vírgula isola o aposto ou qualquer outro elemento que exerça uma função explicativa.
( ) a vírgula isola o vocativo.
( ) a vírgula isola os elementos repetidos (palavras ou expressões que apareçam repetidas na
sentença).
( ) a vírgula isola advérbios ou expressões adverbiais no início das sentenças.
( ) a vírgula separa, na datação de um texto escrito, o nome do lugar.
( ) a vírgula indica a supressão de uma palavra (ou conjunto de palavras).

LIÇÃO DE CASA

O professor selecionará, no livro didático, alguns exercícios sobre sinais de pontuação que de-
vem ser resolvidos no caderno. Anote as indicações das atividades para não esquecer.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

?
!
situação de Aprendizagem 7
Escrita de parágrafos argumentativos

Atividade em grupo
1. Em grupo, façam a leitura das filipetas entregues pelo professor. Elas são as partes que compõem
um artigo de opinião.
2. Observem se, nos parágrafos que compõem cada uma das filipetas, há argumentos e algumas
expressões que os introduzem. Essas expressões vão ajudar na hora de remontar o texto.
3. Remontem o texto, considerando: a apresentação do tema e do ponto de vista do autor; a or-
denação de argumentos que defendam esse ponto de vista; a conclusão a que o autor chega ao
final de sua discussão.
4. Apresentem, em cartolina, a montagem do texto, justificando por que escolheram determinada
ordem para organizar os parágrafos.
5. Acompanhem a leitura que o professor fará do texto original, mostrando-lhes a sequência de
ideias do autor.

Leitura e análise de texto

Leia o texto Poder do cidadão e responda às questões a seguir no caderno.

Poder do cidadão
A fome é a realidade, o efeito e o sintoma da ausência de cidadania
Não é por acaso que a palavra cidadania está sendo cada vez mais falada e praticada na
sociedade brasileira. Uma boa onda democrática que vem rolando mundo afora chegou
ao Brasil há algum tempo e tem nos ajudado a descobrir como dar conta do que acontece
na vida pública.
Cidadania é a consciência de direitos democráticos, é a prática de quem está ajudando
a construir os valores e as práticas democráticas. No Brasil, cidadania é fundamentalmente
a luta contra a exclusão social, contra a miséria, e mobilização concreta pela mudança do
cotidiano e das estruturas que beneficiam uns e ignoram milhões de outros. E querer mu-
dar a realidade a partir da ação com os outros, da elaboração de propostas, da crítica, da
solidariedade e da indignação com o que ocorre entre nós.
Um cidadão não pode dormir com um sol deste: milhares de crianças trabalhando
em condições de escravidão, trabalhadores sobrevivendo com suas famílias num quadro
de miséria e de fome, a exploração da mulher, a discriminação do negro, uma elite rica
esbanjando indiferença num mundo de festas e desperdícios escandalosos, de banqueiros
metendo a mão no dinheiro do depositante, da polícia batendo em preto e pobre.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

A fome é a realidade, o efeito e o sintoma da ausência de cidadania. O ponto de


partida e de chegada das ações cidadãs. A negação radical da miséria é um postulado
de mudança radical de todas as relações e processos que geram a miséria. É passar a
limpo a história, a sociedade, o Estado e a economia. Não estamos falando de coisas
abstratas, de boas intenções ou desejos humanitários de alguns. Cidadania é, portanto,
a condição da democracia. O poder democrático é aquele que tem gestão, controle,
mas não tem domínio nem subordinação, não tem superioridade nem inferioridade.
Uma sociedade democrática é uma relação entre cidadãos e cidadãs. É aquela que se
constrói da sociedade para o Estado, de baixo para cima, que estimula e se fundamen-
ta na autonomia, independência, diversidade de pontos de vista e sobretudo na ética –
conjunto de valores ligados à defesa da vida e ao modo como as pessoas se relacionam,
respeitando as diferenças, mas defendendo a igualdade de acesso aos bens coletivos.
O cidadão é o indivíduo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa
ativamente de todas as questões da sociedade. Um cidadão com sentido ético forte e cons-
ciência de cidadania não abre mão desse poder de participação.
Fonte: SOUZA, Herbert de. Poder do cidadão. Rio de Janeiro: IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas.
<http://www.ibase.br/betinho_especial/poder_cidadao.htm>. Acesso em: 24 set. 2010.

1. O texto do sociólogo brasileiro Herbert de Souza, o Betinho, pode ser considerado argumenta-
tivo. Por quê?

2. Qual é o tema central desse texto?

3. Qual é o ponto de vista defendido pelo autor?

4. Selecione alguns argumentos utilizados pelo autor para defender esse ponto de vista.

5. Você concorda com os argumentos apresentados por Herbert de Souza?

6. O autor do texto faleceu em 1997. Em sua obra, os temas cidadania e combate à pobreza são
constantes. Em sua opinião, esses temas ainda são atuais para a realidade brasileira? Justifique
sua resposta.

PESQUISA INDIVIDUAL

Faça uma pesquisa sobre Herbert de Souza e a campanha que ele desenvolveu, na dé-
cada de 1990, para combater a fome: Ação da cidadania contra a fome, a miséria e pela vida.
Essa pesquisa pode servir de base para que você, posteriormente, escreva um artigo de
opinião sobre a fome, a ser publicado, por exemplo, em um blog.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

PESQUISA EM GRUPO

1. Em grupo, preparem uma lista com os temas sobre os quais vocês desejam escrever e
possam facilmente opinar. Ela será a fonte para que escrevam posteriormente alguns
parágrafos.
2. Organizem-se em grupos, considerando o interesse comum por algum tema espe-
cífico.
3. Façam uma pesquisa sobre o tema escolhido, na internet ou em livros indicados pelo pro-
fessor, e selecionem alguns textos, lendo-os e organizando fichas com os principais dados.
4. Conversem sobre suas impressões e dúvidas e, se for necessário, peçam ajuda ao profes-
sor. Posicionem-se sobre o tema, selecionando alguns argumentos com os quais possam
defender seu ponto de vista. Esses argumentos devem ser baseados na leitura que fize-
ram dos textos e nos conhecimentos que vocês já possuem sobre o tema.

Oralidade
Em grupo, organizem um ciclo de palestras sobre os temas estudados na “Pesquisa em grupo”.
Para tanto, será necessário:
1. Retomar as pesquisas e anotações da atividade anterior.

2. Esquematizar a apresentação, a partir das leituras feitas, do tempo previsto de apresentação,


pontos que serão destacados, imagens que serão apresentadas etc.

3. Se for o caso, fazer novas pesquisas sobre o tema, na internet ou em revistas e jornais, selecio-
nando informações e fatos que os ajudarão a compor o material a ser apresentado no ciclo de
palestras.

4. Organizar a apresentação oral, considerando o público-alvo (pais, professores, funcionários,


alunos de outras séries/anos, além de algum especialista no assunto, como psicólogo, sociólogo,
escritor etc.) e a função comunicativa do gênero “palestra” (expor ao interlocutor determinado
tema, apresentando dados obtidos em leituras, pesquisas etc.).

5. Definir quem serão os palestrantes: seria interessante eleger um ou dois integrantes de cada
grupo para discorrer sobre o tema.

6. Organizar o ciclo de palestras, definindo dias e horários para as apresentações; elaborar cartazes
que anunciem o ciclo e convidar o público-alvo.

7. Após a palestra, permitir que a plateia faça perguntas ou dê depoimentos relacionados aos temas
abordados.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Produção escrita
Individualmente, escreva parágrafos argumentativos sobre o tema pesquisado na seção
“Pesquisa em grupo”. Eles comporão, posteriormente, um texto opinativo. Para isso, siga as
orientações.

1. Antes de escrever os parágrafos, selecione os tópicos sobre os quais gostaria de discutir.

2. Organize esses tópicos do seguinte modo:

a) Parágrafo introdutório: apresente o tema ao leitor; expresse sua opinião sobre o tema.

b) Parágrafo de desenvolvimento: escreva um motivo ou uma razão que explique a sua opi­
nião sobre o tema (um argumento por parágrafo).

c) Parágrafo conclusivo: sintetize o que desenvolveu sobre o tema no decorrer do texto,


fechando o raciocínio; mas deixe algumas possibilidades para que o leitor pense em novas
questões relacionadas a ele.

Estudo da língua
A partir das explicações dadas pelo professor (e encontradas no livro didático), escreva, no
caderno, duas sentenças para cada uma das conjunções ou locuções conjuntivas subordinativas
descritas a seguir:
a) conjunção ou locução conjuntiva causal;
b) conjunção ou locução conjuntiva temporal;
c) conjunção ou locução conjuntiva concessiva;
d) conjunção ou locução conjuntiva final;
e) conjunção ou locução conjuntiva consecutiva;
f ) conjunção ou locução conjuntiva condicional;
g) conjunção ou locução conjuntiva comparativa;
h) conjunção ou locução conjuntiva proporcional;
i) conjunção ou locução conjuntiva conformativa.

LIÇÃO DE CASA

1. O professor selecionará, no livro didático, alguns exercícios de sistematização sobre os tipos de


conjunção subordinativa ou locução conjuntiva analisados na seção “Estudo da língua”.
2. Resolva-os no próprio livro. Anote suas dúvidas ao lado das atividades.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

?
! Situação de Aprendizagem 8
Textos de opinião e seu contexto comunicacional

Leitura e análise de texto

Atividade 1: Filme
Para realizar esta atividade, vocês vão assistir ao filme O ano em que meus pais saíram
de férias. Direção: Cao Hamburger. Brasil, 2006. 104 min. 10 anos. Ele trata de um tema
bastante polêmico: a ditadura no Brasil.
Se o professor julgar interessante, vocês podem escolher outros filmes para a realização desta
atividade. Nesse caso, o professor adaptará as questões de interpretação textual do Item 4.
1. Em dupla, escrevam uma sinopse do filme, considerando seu enredo.
2. Apresentem o texto à classe, comparando-o com os demais. Nesse momento, vocês
devem retomar o filme, relembrando cenas e discutindo seu tema central.
3. Escolham as sinopses que julgarem mais fiéis ao filme para ficarem expostas na classe.
4. No caderno, responda, individualmente, às seguintes questões:
a) Quais são as personagens centrais desse filme?
b) Por que a personagem Mauro pode ser considerada protagonista?
c) Quais são as características dessa personagem (como é, quantos anos tem, do que
gosta etc.)?

d) Qual é a relação entre a história de Mauro e a História do Brasil da década de 1970?


e) Qual foi a primeira e difícil surpresa que Mauro teve ao chegar a São Paulo?
f ) Qual foi a solução encontrada para que Mauro pudesse continuar na cidade?
g) Essa solução foi confortável para as personagens envolvidas na situação?
h) Como a relação entre o menino e a personagem Shlomo se constrói?
i) As amizades feitas pelo menino o ajudam a se adaptar à nova vida temporária?
Em sua opinião, por que isso acontece?
j) O objetivo principal do filme é narrar os acontecimentos refe­rentes ao período
histórico brasileiro (como a ditadura e a Copa do Mundo) ou tratar das situações
que a personagem central é obrigada a enfrentar? Por quê?

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Atividade 2: Cartas do leitor


1. Com o auxílio do professor, em grupo, selecionem quatro cartas do leitor reti-
radas de revistas de informação (impressas ou virtuais), organizando um quadro
com os temas e pontos de vista que conseguirem identificar, de acordo com as
orientações a seguir:

Referências de
publicação/
Carta 1 Carta 2 Carta 3 Carta 4
temas/pontos de
vista

Identificação
do remetente da
revista e da seção
na qual a carta
foi publicada

Tema da carta

Opinião do
autor da carta
sobre o tema

Argumentos
utilizados pelo
autor para
defender sua
opinião

Quais das cartas


apresentam
conteúdo que
leva o leitor a um
posicionamento
e à construção de
argumentos?

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Referências de
publicação/
Carta 1 Carta 2 Carta 3 Carta 4
temas/pontos de
vista

Algumas
dessas cartas
parecem mais
“recadinhos”,
porque não
têm a pretensão
de discutir
determinado
tema,
apresentando
argumentos na
defesa de um
ponto de vista?

Sua impressão
sobre o tema

2. Coletivamente, os grupos devem apresentar o quadro organizativo, refletindo sobre a


função social das cartas do leitor (manifestação de defesa ou refutação de um tema) e
os traços argumentativos revelados nas tomadas de posição de seus autores.
3. Sobre o gênero “carta do leitor”, é possível dizer:
a) (  ) o leitor escreve para os veículos de comunicação com a intenção de manifes-
tar sua opi­nião sobre determinada notícia, reportagem, tema etc., concordando
ou não com o que leu.

b) (  ) as cartas dos leitores não podem ser lidas separadas de seu contexto, porque
esse gênero é uma resposta a um texto anterior (uma notícia, reportagem, matéria
de capa, tema discutido no jornal, revista etc.).

c) (  ) a carta do leitor não é uma manifestação de diálogo do leitor com o veículo de


comunicação ao qual se dirige (revista, jornal, televisão, rádio) ou com o autor de um
texto que tenha sido publicado nesse espaço.

d) (  ) nem sempre, na carta do leitor, o destinatário está explícito, com indicação


de nome, por exemplo. O interlocutor vai sendo revelado ao longo do texto, pelas

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

marcas linguísticas deixadas pelo autor: a própria revista, os outros leitores, o au-
tor que escreveu o texto sobre o qual a carta comenta etc.

e) ( ) na carta do leitor não pode faltar o nome do remetente.

f ) ( ) o gênero “carta do leitor” é sempre publicado em uma seção específica.

g) ( ) a carta do leitor tem sempre a finalidade de refletir sobre um tema, emitir


uma opinião e defender um ponto de vista.

h) ( ) a “carta do leitor” é igual aos outros gêneros de cartas: pessoais, de


recla­m ação etc.

Localizando argumentos

1. Coletivamente, façam a leitura do quadro a seguir:

Cita palavras de pessoas consideradas autoridades no


Argumento de autoridade assunto que está sendo discutido como meio de prova a
favor do ponto de vista defendido pelo autor.

Apresenta um ou vários exemplos, com a finalidade de


Argumento pelo exemplo
comprovar o ponto de vista adotado.

Argumento baseado em provas Utiliza fatos comprovados para defender ou refutar uma
concretas ideia.
Argumento baseado em causa Busca relação entre o motivo, a razão para ser como é e
e consequência os seus efeitos ou consequências.
Utiliza máximas e proposições aceitas como verdadeiras
Argumento com base em
em uma certa época, e que, portanto, não precisam de
consenso
comprovação.

2. Com a ajuda do professor, apresentem mais alguns exemplos que contemplem cada um dos
tipos de argumento do quadro.
3. Em grupo, retomem alguns textos já lidos ou escritos até aqui (por exemplo: Atividade 1, Si-
tuação de Aprendizagem 7), fazendo um levantamento dos tipos de argumento encontrados
neles. Retirem dos textos argumentos que tenham a finalidade de:

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a) exemplificar;
b) estabelecer uma relação de causa e consequência de um problema;
c) fortalecer uma opinião pessoal a partir da autoridade de outra pessoa;
d) apresentar provas concretas sobre um determinado fato.

4. Em grupo, comparem os resultados obtidos pelos grupos, acrescentando ou corrigindo alguma


informação.

Atividade em grupo
1. O professor dividirá a classe em grupos e distribuirá os temas para pesquisa. Vocês podem, no
entanto, sugerir outros temas que também sejam de seu interesse.

Tema 1: O desmatamento da Floresta Amazônica e suas consequências para o meio am-


biente.
Tema 2: Projetos brasileiros governamentais e não governamentais relacionados à preser-
vação do meio ambiente.
Tema 3: Projetos de inclusão social de adolescentes em situação de risco.
Tema 4: A gravidez na adolescência.

2. Façam uma pesquisa sobre o tema pelo qual seu grupo ficou responsável, selecionando pelo
menos dois artigos de opinião que discutam o assunto.
3. Sabendo que o artigo de opinião sempre parte de uma questão polêmica que divide a opinião
de leitores (uns aceitam o ponto de vista do autor sobre ela, outros são contra), identifique a
questão polêmica de cada um dos artigos selecionados.

A questão polêmica é sempre uma pergunta sobre o tema geral, que é mais amplo –
por exemplo, se o tema é o desmatamento da Amazônia, há diferentes questões polêmicas
que podem ser feitas, como: É possível haver desenvolvimento sem desmatamento? As
reservas indígenas contribuem ou não para a preservação da floresta? Empreendimentos
estrangeiros são responsáveis ou não pelo desmatamento da Amazônia?

4. Analisem esses textos, observando como o tema é apresentado pelo autor, qual é a questão po-
lêmica que ele definiu para particularizar um aspecto do grande tema, qual seu ponto de vista,
quais argumentos utiliza para defender esse ponto de vista.
5. Posicionem-se em relação ao tema, às questões polêmicas e às opiniões defendidas pelos autores.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

O que você aprendeu com a pesquisa?


Após a pesquisa, discutam e avaliem se ela foi útil para ampliar seus conhecimentos
sobre o tema pesquisado.

Produção escrita
1. Escrevam, em grupo, uma carta do leitor, discorrendo sobre o que acharam do texto, concor-
dando com o autor ou refutando suas ideias. Para essa produção escrita, levem em consideração
a organização dos parágrafos:
• introdução e contextualização do tema: esse parágrafo pode ser dirigido diretamente ao
autor do texto, ao veículo (revista, sites) no qual o texto foi publicado, aos outros leitores
desse veículo;
• apresentação do ponto de vista do autor do texto, bem como de trechos com os quais vocês
concordam ou dos quais discordam;
• apresentação de novos argumentos que confirmem ou rejeitem a opinião do autor. Utili-
zem para isso os tipos de argumento estudados nesta Situação de Aprendizagem;
• conclusão que justifique a escrita da carta. Neste parágrafo, vocês podem apresentar, por
exemplo, novos questionamentos sobre o tema discutido para que o autor ou os outros
leitores possam refletir.
2. Organizem as etapas de revisão textual com a ajuda do professor.
3. Apresentem para toda a classe o tema pelo qual ficaram responsáveis, os textos lidos e a produ-
ção escrita.

PARA SABER MAIS

Para ampliar seu repertório, vocês podem selecionar filmes que tratem dos temas estu-
dados na seção “Atividade em grupo”. Sobre a gravidez na adolescência, sugerimos o filme
Juno. (Direção: Jason Reitman. EUA, 2007. 92 min. 10 anos.).
Juno, nome da personagem principal, é uma adolescente que engravida de seu colega
de escola Bleeker, um sujeito considerado nerd e viciado em balinhas de laranja. Irreverente
e decidida, ela sabe que não tem condições de desempenhar o papel de mãe nesse momento
da vida (ela tem entre 15 e 16 anos) e resolve dar o filho para adoção. Daí em diante, vai em
busca do casal ideal para criar o filho e vivencia muitos momentos diferentes: engraçados,
irônicos, críticos, angustiantes etc.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Oralidade
1. Em grupo, façam uma lista com nomes de livros literários que já leram até esta série/ano (rela-
cionem tanto os indicados pela escola como os que vocês leram por conta própria).

2. Em seguida, elaborem uma nova lista com o título de outras obras literárias que tenham von-
tade de conhecer. Para auxiliá-los a organizar essa segunda lista, vocês podem fazer algumas
pesquisas na internet; folhear o livro didático; ir à biblioteca da escola; ler as listas publicadas
em revistas e jornais, nas seções próprias para esse tema.

3. Essa lista deve conter as seguintes informações: nome da obra; nome do autor; dados da publi-
cação; tema; gênero a que pertence (“poema”, “conto”, “crônica”, “romance”, “fábula”).

4. Apresentem a lista à classe e troquem algumas sugestões de leitura (podem contar sobre os
livros que já leram e saber mais sobre alguns que não conhecem, mas já foram lidos por seus
colegas).

5. Caso seja possível, emprestem alguns desses livros na biblioteca da escola ou do bairro para que
possam lê-los ao longo da semana.

Estudo da língua
1. Retome o texto do sociólogo Herbert de Souza, estudado na Situação de Aprendizagem 7, e
circule todas as ocorrências da palavra que. Observe o uso feito pelo autor em cada uma das
sentenças e indique a função sintática que essa palavra exerce (conjunção ou pronome relativo).
Anote esses exemplos em um quadro semelhante ao do modelo a seguir:

Orações Função sintática

Não é por acaso que a palavra cidadania


Conjunção
está sendo cada vez mais falada [...]

Uma boa onda democrática que vem rolan-


Pronome relativo
do mundo afora chegou ao Brasil [...]

2. Retire dos textos de Contardo Calligaris e Gerardo Castillo, apresentados na Situação de Apren-
dizagem 6, três exemplos dos usos da partícula que semelhantes aos analisados na Atividade 1.
Anote esses exemplos em um quadro. Veja o modelo a seguir:
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Função sintática: Função sintática:


Orações
conjunção pronome relativo

Texto de
Contardo Calligaris

Texto de
Gerardo Castillo

LIÇÃO DE CASA

1. O professor selecionará, no livro didático, alguns exercícios de sistematização sobre o uso da


palavra que como pronome relativo e como conjunção subordinativa integrante. Resolva-os,
listando suas dúvidas.

2. Aproveitando os temas estudados até aqui, elabore, no caderno, seis sentenças utilizando o arti-
culador sintático que na função de pronome relativo e conjunção integrante.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

?
!
Situação de Aprendizagem 9
Produzindo um artigo de opinião

Oralidade
1. Em uma roda, o professor fará a leitura de alguns contos e poemas a fim de que vocês possam
conhecer e apreciar esses textos. Contribuam com essa roda, revezando os momentos de leitura.
2. Em seguida, conversem sobre o que ouviram ou leram. Quais são os temas tratados nos
textos?
3. Qual é a visão das personagens ou do eu lírico sobre esses temas?
4. Vocês se identificam com eles ou com o modo como tratam do tema?

Atividade em grupo
1. Em grupo, respondam oralmente às questões:
a) Em sua opinião, o Brasil é um país racista?
b) O que vocês acham desse tema?
c) O que sabem sobre racismo?
d) Já vivenciaram situações em que o racismo estivesse em foco?
e) Há alguma relação entre esse tema e os textos lidos na roda de leitura anterior?

2. Organizem em papel kraft ou cartolina um quadro como o do modelo a seguir, preenchendo as


colunas com argumentos coerentes para cada uma das respostas dadas à questão: O Brasil é um
país racista?

O Brasil é um país racista?


Sim Não

3. Apresentem o quadro preenchido e comparem as respostas.


4. Considerando os resultados do quadro, reflitam:
a) Quais são as razões para considerar o Brasil um país racista?
b) Quais são as razões para não considerar o Brasil um país racista?
c) Qual das colunas apresentou mais argumentos em defesa de seu ponto de vista?
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Leitura e análise de texto

Façam a leitura dos textos a seguir.

Texto 1: sim

O racismo como consequência


Em 1998, Pierre Bourdieu e Loïc Wacquant se perguntavam, em famoso libelo contra
o imperialismo cultural norte-americano: “Quando será publicado um livro intitulado O
Brasil racista, segundo o modelo da obra com o título cientificamente inqualificável, La
France raciste, de um sociólogo mais atento às expectativas do campo jornalístico do que às
complexidades da realidade?” Igual desafio me coloca a Folha.
Eu respondo sim, somos um país racista, se por racismo entendermos a disseminação
no nosso cotidiano de práticas de discriminação e de atitudes preconceituosas que atingem
prioritariamente os pardos, os mestiços e os pretos. Práticas que diminuem as oportunida-
des dos negros de competir em condições de igualdade com pessoas mais claras em quase
todos os âmbitos da vida social que resultam em poder ou riqueza.
Do mesmo modo, até recentemente era difícil achar uma face negra na TV brasileira,
em comerciais ou em programas de entretenimento ou informação. Casos de violência
policial contra negros eram comuns, como o era a detenção de negros por suspeição ou a
proibição de usarem o elevador social em edifícios residenciais.
A presença de negros nas universidades, como professores ou alunos, continua muito
abaixo da proporção de negros em nossa população. Para culminar, o descaso dos poderes
públicos para com os bairros periféricos ou as regiões mais pobres do país torna ainda mais
sofríveis os indicadores sociais relativos a pretos e pardos.
As desigualdades raciais, ou seja, os diferenciais de renda, saúde, emprego, educação
etc. entre brancos, de um lado, e pretos e pardos, de outro, são gritantes e estão muito bem
documentadas. A julgar pelos resultados, portanto, somos racistas. E esse é o modo como,
no mundo atual, a sociologia e as instituições internacionais definem o racismo. Não é pe-
las intenções, pelas doutrinas ou pela consciência racial, mas pelo resultado de uma miríade
de ações e omissões.
Como funciona o nosso “racismo como consequência”? Desde os anos 1940 o sabe-
mos. Não classificamos por raça, mas por cor. Não acreditamos em grupos de descendência
chamados “raças”. Os nossos “grupos de cor” são abertos, podem se alterar de geração a
geração, podem conviver com certa mobilidade individual. São classes, no sentido webe-
riano. Temos e cultivamos, portanto, classes de cor.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Mas, apesar de fronteiras incertas para o olhar europeu, não há dúvidas de que pessoas
e famílias no Brasil pertencem a classes de cor bem determinadas, se fixarmos um momen-
to no tempo. “Cores” são tão socialmente construídas quanto as “raças” delas derivadas.
Discriminamos abertamente as pessoas por classe de cor ou de renda, por local de
nascimento ou aparência física etc. Todas essas discriminações são feitas em muito boa
consciência porque não acreditamos em “raças”.
Não creio, entretanto, que nosso racismo seja pior, como querem alguns militantes,
porque mais difícil de ser combatido e revertido. Nos últimos dez anos, melhorou o res-
peito aos direitos individuais, e a representação de demandas coletivas se revigorou no
Brasil. Reconhecemos o nosso racismo. Isso levou a uma sensível mudança de atitude,
políticas novas estão sendo testadas.
Como explicar de outro modo a implantação de ações afirmativas ou programas de
inclusão social em tantas universidades públicas; a contratação de artistas e jornalistas
negros pelos meios de comunicação; a criminalização da discriminação; a diminuição das
arbitrariedades policiais contra os negros; o reconhecimento das terras quilombolas etc.?
Tudo isso, porém, não podia ser feito sem que um movimento social poderoso se orga-
nizasse em torno da reivindicação de igualdade racial contando com a solidariedade interna-
cional. Um “imperialismo cultural” de consequências republicanas e democráticas, eu diria.
Alguns temem que as “classes de cor” se tornem “raças” pela força da lei, ou seja, pe-
las políticas de inclusão social e racial. Espero que se dê algo bem diferente: se eficientes,
essas políticas podem dissolver o racismo que subsiste sob as classes de cor.
GUIMARÃES, Antonio Sérgio Alfredo. “O Brasil é um país racista?”. Folha de S.Paulo, 18 nov. 2006. Tendências/Debates.

Texto 2: não
O tempo não para
A palavra “raça” surgiu nos finais do século XV para designar as famílias reinantes na
Europa. Sinônimo de linhagem, demorou 200 anos para ganhar outro sentido: grupo que se
diferenciava por um conjunto de caracteres hereditários.
Em Portugal, no século XVIII, não constava dos dicionários, embora os descendentes
de judeus, considerados gente de “raça infecta”, fossem proibidos de ter acesso a cargos pú-
blicos. Estatutos, denominados “de pureza de sangue”, foram depois estendidos a ciganos,
indígenas e afrodescendentes e tinham a ver com a desigualdade assentada na religião.
É no século XIX, com Gobineau, autor de Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas,
que a noção de raça, associada às características físicas e a um passado comum, ganhou força.
Dicionarizada nos anos 1930, a palavra “racista” vai se referir à teoria da hierarquia das raças,

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

que pregava a necessidade de preservar a raça superior de todo cruzamento e o seu direito de
dominar as outras. “Mein Kampf ” foi o evangelho do racismo.
No século XIX, despontou uma disciplina encarregada de estudar o problema. A antro-
pologia designava, então, a arte de avaliar a cor da pele, medir crânios e definir raças. Debate
antigo agitava a área: a origem da espécie humana seria única ou múltipla?
Foi recusando a heterogeneidade das “raças” humanas que seus fundadores se deram um
problema para pensar: se a humanidade era una, como identificar, classificar e justificar a
variedade dos modos de vida dos grupos humanos? Hierarquizando as culturas, justificando
as invasões coloniais e valorizando o racismo, muitos pioneiros acabaram dividindo o mundo
entre “civilizados e primitivos”.
No Brasil, tais concepções chegaram tarde. A simples introdução da categoria “cor” nos
censos do império gerou protestos, e apenas aos finais do século é que intelectuais brasileiros
se interessaram pelo tema. Ante a questão da mistura étnica que marcou a nossa formação, o
que fazer?
Nina Rodrigues e Silvio Romero buscaram mapear as contribuições da “raça negra” à
nossa formação. E muitos intelectuais inverteram as interpretações que previam a “degenera-
ção da raça” como resultado da mestiçagem, apostando, ao contrário, que, graças à imigração
europeia, o branqueamento seria a solução.
Se essas conclusões fortaleceram preconceitos num momento em que os últimos es-
cravos estavam sendo libertados, elas não estabeleceram fronteiras raciais nítidas entre as
pessoas, pois valorizavam a própria miscigenação como uma forma eficiente de convívio e
bran­queamento.
Há décadas, o debate sobre “raças” ficou para trás, substituído pelo das culturas, como
conjunto de comportamentos e valores comuns. Houve um duplo movimento: a afirmação
da importância do fator cultural como fonte de diferença e conflito e a desconstrução da
noção de cultura como algo coerente, inalterado pelo tempo.
Aparentemente contra­ditórias, essas afirmações introduziram questões muito distantes
de “se há racismo ou não”. Elas perguntam em que medida defender minorias ajuda a perpe-
tuar uma diferença que não está longe da ideia de raça, dando suporte ao etnocentrismo. Ou
questionam se o reconhecimento de identidades culturais é compatível com os princípios de
igualdade e liberdade, que são os das modernas democracias. A sociedade brasileira está em
plena transformação. Não somos ra­cistas, mas, sim, fazedores de preconceitos. Alimentamos
intolerâncias. Nisso, não diferimos de congêneres de outros países. Estranhamos o “outro”
diferente na cor, na religião, na condição econômica. Olhamos com desconfiança quem não
é “como nós”.
Ora, as ciências humanas ensinam que os indivíduos criam convenções e representações
que dão sentido a sua existência. Criando-as, eles podem revisá-las e fazê-las evoluir, o que
justifica a grande mudança que vivemos.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

O foco nas diferenças encarnadas nas minorias ajuda a passar em silêncio uma carac-
terística das sociedades de massa: a grande uniformidade dos modos de vida. “Nós”, como
os “outros”, temos, hoje, mais coisas em comum do que diferenças. Nesse contexto, falar
em racismo seria voltar ao século XIX. E, como diz o poeta – e o historiador –, “o tempo
não para”.

PRIORE, Mary Lucy Murray Del. O tempo não para. Folha de S.Paulo, 18 nov. 2006. Caderno Tendências/Debates.

Individualmente, responda no caderno:


1. Com qual dos textos você se identificou mais? Em sua opinião, qual dos autores tem mais
razão?
2. Antes de ler os textos, você já tinha opinião formada sobre o tema racismo no Brasil? Qual?
3. Identifique como os autores apresentam o tema do racismo, encontre a questão polêmica de
cada um deles e verifique como organizam argumentos para defender seu ponto de vista.
4. Qual dos textos apresentou argumentos mais convincentes? Que argumentos são esses? Escre-
va-os no caderno.
5. Você manteve a sua opinião ou a modificou, influenciado pelas leituras?
6. A leitura dos textos contribuiu para que você ampliasse seu modo de compreender o tema em
questão? Responda sim ou não e justifique.
7. Em sua opinião, o quadro elaborado no Item 2 da “Atividade em grupo” fornece recursos argu-
mentativos para fazer a defesa de seu ponto de vista? Por quê?

Atividade em grupo
Em grupo, analisem as características estruturadoras dos dois artigos de opinião lidos na ativi-
dade anterior, organizando as informações no quadro-síntese a seguir.

Características do gênero Texto 1 Texto 2

O autor trata de um tema polêmico.


Qual?

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Há uma questão polêmica definida.


Qual?

O autor expõe sua opinião sobre o


tema de forma explícita. Em que
trecho? Transcreva-o.

Há marcas linguísticas que indicam


a presença do autor no texto. Dê
exemplos.

O autor apresenta diversos tipos


de recursos persuasivos comple-
mentares, tais como: argumento de
autoridade, argumento de provas
concretas, argumento com base em
consenso. Indique, transcrevendo
no espaço ao lado, o uso de um
desses recursos.

Em que meio de comunicação os


dois artigos foram publicados?

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

O autor escreve em primeira ou


terceira pessoa? Anote um trecho
que confirme sua resposta.

PESQUISA EM GRUPO

1. Façam uma pesquisa, na internet e/ou no livro didático, sobre o conceito de


intertextualidade.
2. No caderno, anotem pelo menos duas definições sobre ele. Não se esqueçam de
indicar a fonte.

Leitura e análise de texto

1. Ouça a música O tempo não para, apresentada pelo professor. No caderno, responda:
a) Você sabia que o título desse texto estabelece um diálogo com uma música de
Cazuza?
b) Você conhece esse compositor?
c) E conhece essa música? Em caso negativo, procure, na internet, sua letra e
ano­te-a.
d) Por que você acha que a autora faz essa relação entre dois textos tão diferentes?
e) Em sua opinião, é importante conhecer a letra da música de Cazuza para com-
preender a intertextualidade existente entre os dois textos? Por quê?
2. O professor colocará a música de Cazuza para você ouvir e acompanhar a letra.
Reflita sobre os dois textos e observe como a intertextualidade permite o diálogo
entre eles.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Produção escrita
1. O professor apresentará uma lista com temas sobre os quais vocês devem escrever um texto.
Para cada tema, haverá uma questão que gere polêmica (semelhante à dos artigos estudados na
atividade anterior: O Brasil é um país racista?).
2. Em grupo, escolham um dos temas de seu interesse e façam uma pesquisa a fim de ampliar seu
repertório sobre o assunto e organizar recursos argumentativos.
3. Para responder à questão formulada, produzam dois artigos de opinião divergentes: um defen-
dendo e um refutando o tema proposto. Será necessário:
a) preparar um quadro que apresente uma coluna com argumentos a favor e uma coluna com
argumentos contrários;
b) dividir o grupo em subgrupos no momento da composição escrita do artigo para que cada
equipe possa se concentrar em apenas um dos lados da questão (a favor ou contra);
c) cada subgrupo deve se encarregar de escrever o artigo, tomando o cuidado de planejar,
textualizar, revisar, reelaborar;
d) ao terminar e antes de apresentar os artigos a toda a classe, os subgrupos devem comparar
os dois artigos que fizeram, observando se, de fato, conseguiram manter coerência na defesa
de seu ponto de vista ao selecionar argumentos pertinentes.
4. Os grupos podem trocar os artigos a fim de ler tudo o que foi escrito, mas sem a preocupação
de fazer intervenções ou correções.
5. Em seguida, entreguem os textos ao professor, que avaliará se os alunos seguiram as orientações
iniciais. Ele levará em conta se:

• selecionaram ideias e as organizaram para a produção escrita de artigos de opinião;


• fizeram uso das informações sobre a estrutura dos artigos de opinião;
• fizeram uso dos mecanismos de coesão próprios do gênero.

6. Se for necessário, o professor fará intervenções para a melhoria do texto, comentando partes
confusas, trechos incoerentes, pontuação inadequada ou falta de pontuação, concordância etc.
7. Reformulem o artigo de acordo com as intervenções feitas pelo professor.
8. Se a sua escola tiver um laboratório de informática, cada um dos grupos deve montar um blog
para a publicação desses primeiros artigos e dos que farão posteriormente. Caso não seja possível
utilizar essa ferramenta virtual, organizem um mural que possa ser visitado por todos os alunos
da escola e avisem os colegas das outras classes sempre que postarem novos textos.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

VOCÊ APRENDEU?

Façam, em grupo, uma avaliação oral, relatando como foi o processo de escrita do artigo de
opinião. Considerem: as discussões que travaram sobre o tema; como organizaram os argumentos;
as dúvidas que tiveram.

LIÇÃO DE CASA

Responda V (verdadeiro) ou F (falso):


1. ( )     em termos de estrutura, os dois textos lidos na seção “Leitura e análise de texto” se asse-
melham, uma vez que são organizados a partir de um mesmo princípio: contam histórias sobre
pessoas que já sofreram preconceito racial.
2. ( )     o gênero “artigo de opinião” é escrito com a função de discutir um tema, geralmente
polêmico e controverso, presente em um determinado contexto social, argumentan­do e con-
vencendo o leitor de uma ideia, influenciando-o, transformando os seus valores.
3. ( )     em geral, a questão que dá origem aos artigos de opinião jornalísticos é polêmica e obriga
os autores a tomarem uma posição e defendê-la. Quando a questão não é objeto de discussão,
os textos podem ser opinativos, mas não artigos de opinião escritos para jornais.
4. ( )     pode-se dizer que a intenção comunicativa do artigo de opinião é persuadir, convencer ou
tentar convencer o leitor de que o ponto de vista do autor sobre a questão polêmica é o correto,
mediante a apresentação de justificativas relacionadas a um raciocínio coerente e consciente.
5. ( )     o “artigo de opinião” é um gênero característico do jornalismo opinativo, publicado em
livros teóricos sobre o tema debatido.
6. ( )     o artigo de opinião pode ser impresso ou publicado em mídias como a internet.
7. ( )     o artigo de opinião, por caracterizar-se como um discurso argumentativo, geralmente
apresenta, em sua estrutura, uma questão polêmica diante da qual o autor toma uma posição e
defende-a por meio de argumentos que levam a uma conclusão.
8. ( )     o autor do artigo de opinião, por meio da construção argumentativa, assume uma posição
diante de uma questão polêmica relacionada a um tema proposto para discussão, refutando
possíveis opiniões divergentes.
9. ( )     quase sempre, o artigo de opinião é escrito em terceira pessoa, mas há vários artigos de
opinião que são escritos em primeira pessoa.
10. ( )     nos artigos de opinião, em geral, os verbos são conjugados no Presente do Indicativo ou
do Subjuntivo na apresentação da questão, dos argumentos e contra-argumentos. Mas, tam-
bém, são usados verbos no Pretérito quando se quer dar uma explicação ou apresentar dados.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Estudo da língua
1. Faça uma pesquisa no livro didático ou na gramática sobre as figuras de linguagem a seguir,
anotando suas definições no caderno.

metáfora comparação antítese metonímia

2. No caderno, faça os exercícios de sistematização, indicados pelo professor, sobre essas figuras,
anotando suas dúvidas.
3. Com base no estudo das conjunções coordenadas, realizado anteriormente, e nas explicações do
professor, defina:
a) O que é um período composto por coordenação?
b) Qual a finalidade das conjunções coordenadas para a construção desse período?
c) Qual a diferença entre orações coordenadas assindéticas e sindéticas?
d) Em grupo, retomem os textos que fizeram/leram para as atividades de produção escrita
deste Caderno e selecionem:
• duas sentenças compostas por orações coordenadas assindéticas;
• duas sentenças compostas por orações coordenadas sindéticas adversativas;
• duas sentenças compostas por orações coordenadas sindéticas aditivas;
• duas sentenças compostas por orações coordenadas alternativas;
• duas sentenças compostas por orações coordenadas explicativas;
• duas sentenças compostas por orações coordenadas conclusivas.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

?
! Situação de Aprendizagem 10
Recapitulando os conteúdos

Leia os textosa a seguir para responder às questões. Considere os conteúdos que você aprendeu.

Leitura e análise de texto

Texto 1
Uma forma muito comum de fazer as pessoas acreditarem naquilo que dizemos é apre-
sentar alguém que possa confirmar e/ou testemunhar a favor de nossa opinião. Trata-se
de um argumento de autoridade, porque quem ouve ou lê o que a pessoa diz ou faz não
costuma duvidar de sua palavra ou conduta.
Texto 2
Observe a seguir a campanha de lançamento das novas lixeiras de coleta seletiva do
Metrô de São Paulo.
© Arquivo do Metrô de São Paulo

a
As atividades dos textos 1 e 3 desta sequência foram adaptadas de: LOUZADA, Maria Silvia Olivi. Defendendo ideais e pontos de
vista. In: MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.). Linguagens, códigos e suas tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/
Inep, 2002. p. 127-128 e 131.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Texto 3
Na hora de comprar jornais e revistas você logo pensa na banca da esquina, certo?
Não necessariamente. Nos últimos anos, a modernização do negócio levou algumas ban-
cas a trocar velhos quiosques de alumínio por outro espaço – as lojas. […] Uma das mais
antigas do país, a revistaria Di Donato, fundada em 1988, na Rua Fradique Coutinho,
também em Pinheiros, abriu as portas após reforma de um ponto da família. Hoje, o
dono, Victor Antônio Di Donato, não tem do que reclamar. […] “Não dá para ficar
rico, mas consigo pagar as minhas contas, as dos outros dois sócios e ainda manter um
empregado”, afirma Di Donato. Segundo ele, numa revistaria o cliente se sente à vonta-
de para ficar mais tempo e, assim, acaba gastando.
WANDICK, Donizetti. A banca revista. Revista Exame. São Paulo: Abril, n. 6, p. 17, 20 mar. 2002.

1. Em que situação você já usou um argumento de autoridade? Qual foi sua intenção ao utilizar
esse tipo de argumento?

2. Lendo o Texto 2, indique duas marcas do anúncio que reforçam a intenção do Metrô de sensi-
bilizar seu usuário para que jogue as garrafas no local adequado.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

3. No Texto 3, Victor Antônio Di Donato diz: “Não dá para ficar rico, mas consigo pagar as mi-
nhas contas, as dos outros dois sócios e ainda manter um empregado.” Em sua opinião, qual o
objetivo do autor da reportagem ao colocar a fala de Donato no texto?
a) Comprovar as vantagens da revistaria com um depoimento de quem entende do negócio.
b) Demonstrar que quem é dono de revistaria não consegue jamais enriquecer.
c) Explicar o motivo de as antigas bancas de jornais e revistas estarem falindo.
d) Incentivar os leitores a comprar sempre em antigas bancas de jornais por serem mais con-
fiáveis.

Oralidade
1. Em grupo, selecionem um artigo de opinião retirado de jornal, revista ou internet, para fazer
a leitura do texto, discutir seu conteúdo e observar os argumentos utilizados pelo autor para a
defesa de seu ponto de vista.
2. Anotem o resultado dessa discussão em um quadro organizativo, com informações sobre título,
autor, lugar de publicação, tema, ponto de vista, argumentos utilizados e conclusões.

Cuidados importantes na condução da análise


A leitura de um artigo de opinião permite que vocês reconheçam a crítica ou defesa que
o autor faz sobre uma determinada questão polêmica. No entanto, vocês não devem com-
preendê-la como uma verdade absoluta. Para compreender o contexto todo e posicionar-se
diante do fato discutido, tomando partido do autor ou não, é preciso ter mais informações
para confrontá-las. Para obtê-las, vocês devem pesquisar e estudar o tema do artigo.

3. Recortem os parágrafos do texto, colocando-os em filipetas e misturando-as. Em seguida, os


grupos devem trocar as filipetas e começar a montar o texto. É importante, nesta etapa, que
vocês não contem para os colegas sobre o texto escolhido, a fim de não interferir no trabalho de
identificação do tema e dos argumentos construídos pelo autor.
4. Cada grupo apresenta o texto montado em cartolina, explicando por que considera coerente a
ordem escolhida.
5. Em seguida, os grupos apresentam o texto original, observando as diferenças e semelhanças
entre ele e a montagem feita pelos colegas. Essa montagem permitiu que o sentido original do
texto fosse preservado? Houve alteração de sentido? Quais? Em que lugares?
6. Façam uma roda de discussão sobre os temas e questões polêmicos apresentados nos textos,
posicionando-se contra ou a favor dessas questões.

Estudo da língua
Leia a crônica a seguir, retirada do Saresp 2007:
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Medidas, no espaço e no tempo

A medida, no espaço e no tempo, varia de acordo com as circunstâncias. E nisso vai o


temperamento de cada um, o ofício, o ambiente em que vive. [...]
Nossa falecida avó media na base do novelo. Pobre que era, aceitava encomendas de
crochê e disso tirava o seu sustento. Muitas vezes ouvimo-la dizer:
– Hoje estou um pouco cansada. Só vou trabalhar três novelos.
Nós todos sabíamos que ela levava uma média de duas horas para tecer cada um dos
rolos de lã. Por isso, ninguém estranhava quando dizia que queria jantar dali a meio novelo.
Era só fazer a conversão em horas e botar a comida na mesa sessenta minutos depois.
[...]
Os índios, por sua vez, marcavam o tempo pela lua. Isso é ponto pacífico, embora, há
alguns anos, por distração, eu tenha assistido a um desses terríveis filmes de Carnaval do
Oscarito, em que apareciam diversos índios, alguns dos quais com relógio de pulso. [...]
Sim, os índios medem o tempo pelas luas, os ricos medem o valor dos semelhantes pelo
dinheiro, vovó media as horas pelos seus novelos e todos nós, em maior ou menor escala,
medimos distâncias e dias com aquilo que melhor nos convier.
Agora mesmo houve qualquer coisa com a Light [companhia de luz] e a luz faltou. Para
a maioria, a escuridão durou duas horas; para Raul, não. Ele, que se prepara para um exame,
tem que aproveitar todas as horas de folga para estudar. E acaba de vir lá de dentro, com os
olhos vermelhos do esforço, a reclamar:
– Puxa! Estudei uma vela inteirinha.
[...]
Comigo mesmo aconteceu recorrer a tais medidas, que quase sempre medem melhor
ou, pelos menos, dão uma ideia mais aproximada daquilo que queremos dizer. Foi noutro
dia quando certa senhora, outrora tão linda e hoje tão gorda, me deu um prolongado olhar
de convite ao pecado.
Fingi não perceber, mas pensei:
“Há uns quinze quilos atrás, eu teria me perdido.”
PONTE PRETA, Stanislaw (Sérgio Porto). Medidas, no espaço e no tempo. In: _______. Rosamundo e os outros.
Rio de Janeiro: Agir, 2008. © by herdeiros de Sérgio Porto.

1. A frase “Pobre que era”, que se relaciona com “aceitava encomendas de crochê”, indica:
a) tempo.
b) causa.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

c) modo.
d) consequência.

2. Releia no texto as frases a seguir:


I. “– Hoje estou um pouco cansada. Só vou trabalhar três novelos.”
II. “– Puxa! Estudei uma vela inteirinha.”
III. “Há uns quinze quilos atrás, eu teria me perdido.”
Observe os sinais gráficos, travessões e aspas, e assinale a afirmação correta:
a) o autor se utilizou de travessões e aspas simplesmente como recurso estilístico.
b) os travessões (nos dois primeiros exemplos) são usados por causa de medidas dife­
rentes.
c) nos dois primeiros casos, há travessões para indicar a fala das personagens dentro da
narrativa.
d) o uso das aspas e do Futuro do Pretérito teria, no último exemplo, deve-se à neces-
sidade de o autor enfatizar o tema da crônica.
SARESP 2007. Prova de Língua Portuguesa. Ensino Fundamental, 8a série, manhã. Disponível em: <http://saresp.fde.sp.gov.br/
2007/Arquivos/Provas%202007/L%C3%ADngua%20Portuguesa/8%C2%AA%20s%C3%A9rie%20EF/
1_Manh%C3%A3/Prova-POR-8EF-Manha.pdf>. Acesso em: 28 maio 2013.

3. Retire do texto dois exemplos de metáfora, explicando seu sentido:

Exemplo 1:

Exemplo 2:

Produção escrita
Atividade 1
1. Retome os parágrafos escritos na atividade “Produção escrita” da Situação de Aprendizagem 7.
2. Organize esses parágrafos a fim de que possam compor um artigo de opinião. Para ligá-los, utilize
alguns dos conectivos e das locuções conjuntivas estudados nesta Situação de Aprendizagem.
3. Com o repertório adquirido até aqui, se julgar necessário, acrescente novas ideias e argumentos.
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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Atividade 2
Como você sabe, cada situação de comunicação que envolve polêmicas resulta em um gênero
próprio para ela. Pensando nisso, leia a situação a seguir:

Imagine que você foi até uma loja e comprou duas portas para serem entregues na sua
casa, em trinta dias. O prazo se esgotou e as portas não chegaram. Você voltou à loja, recla-
mou com o vendedor, mas só conseguiu receber as portas dois meses depois do combinado.
Para piorar a situação, uma das portas não é do modelo escolhido por você. Indignado com
a situação, você resolveu escrever uma carta para a coluna “Advogado de defesa”, do jornal de
sua cidade, denunciando a loja e pedindo uma orientação legal. Escreva essa carta.

Atividade adaptada de: ABAURRE, Maria Luiza Marques. In: Murrie, Zuleika de Felice (Coord.). Linguagens, códigos e suas
tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 119.

1. Você considera que essa carta seja o gênero textual adequado para a situação? Por quê?
2. Individualmente, escreva a carta solicitada no texto, considerando o caráter expositivo-argu-
mentativo dessa proposta. Se preferir, você pode substituir o tema por uma situação real que
esteja vivendo na escola, no bairro ou em casa.

LIÇÃO DE CASA

Responda às Atividades de 1 a 3, com base na leitura da sequência de textosb.

Texto 1
Santo Antônio dos Ausentes, 20 de agosto de 2002
Senhor prefeito:
A ponte que liga o bairro Santo Antônio dos Ausentes ao centro da cidade precisa ser
reparada urgentemente. Há duas semanas, o bairro ficou isolado por causa da enchente.
Como o senhor sabe, do outro lado do rio ficam o comércio, a escola, a farmácia, o posto
médico, o hospital.
Aliás, até o cemitério fica daquele lado. Estamos aqui sem condução, sem escolas, sem
socorro.
Maria Rosa de Souza

b
 s atividades dos Textos 1 e 2 dessa sequência foram adaptadas de: AMARAL, Suely. Na boca do povo. In: Murrie, Zuleika de Felice (Coord.).
A
Língua portuguesa, língua estrangeira, educação artística e educação física: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 168-169.

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Língua Portuguesa – 8a série/9o ano – Volume 1

Texto 2
Apostando no futuro
Auto-Moto-Escola Rei da Estrada
Tire a carta de carro e ganhe a de moto.
Quite em três vezes sem juros. Ganhe uma aula grátis. Aulas de reforço em estradas.
Aproveite para tirar carta para ônibus e carreta. Menor preço. Promoção para estudantes.
Fone: 222-0000
Travessa dos Patos, 3100.

1. Com todas as informações que Maria Rosa dá ao prefeito, no Texto 1, a conclusão a que se
chega é:
a) de nada adiantará fazer reparos na ponte, porque na próxima chuva a população ficará
isolada novamente.
b) a população está indignada com o ocorrido e está preparando uma manifestação para pedir
que o problema seja solucionado urgentemente.
c) é necessário fazer reparos na ponte urgentemente.
d) o único serviço público que ainda está disponível para a população é o do posto médico.

2. Segundo o Texto 2, você, leitor, deve matricular-se nesta autoescola, e não em outra, porque vai:
a) ganhar uma carta de moto.
b) poder pagar as prestações.
c) aprender a dirigir em estradas.
d) nenhuma das alternativas anteriores está correta.
e) as alternativas a, b e c estão corretas.

3. Na propaganda da autoescola está implícita a argumentação de que o leitor:


a) é jovem e precisa apostar no futuro.
b) tem bastante dinheiro e, portanto, não precisa pagar a carta em três vezes sem juros.
c) não precisa trabalhar e, por isso, não tem necessidade de tirar carta para ônibus e carreta.
d) não tem necessidade de tirar carta de motorista.

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PESQUISA EM GRUPO

1. Em grupo, façam uma pesquisa sobre o tema tratado no Texto 1 da seção “Lição de casa”.
2. De acordo com os textos pesquisados, as enchentes causam muitos transtornos e, por
vezes, tragédias. Na opinião de vocês, por que as enchentes acontecem? Quem são os
responsáveis por elas? O que é possível fazer para evitá-las?
3. Apresentem, oralmente, alguns relatos de pessoas que já perderam seus bens e familia-
res durante uma enchente.

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CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL Química: Ana Joaquina Simões S. de Mattos Rosângela Teodoro Gonçalves, Roseli Soares
NOVA EDIÇÃO 2014-2017 Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, João Jacomini, Silvia Ignês Peruquetti Bortolatto e Zilda
Batista Santos Junior e Natalina de Fátima Mateus. Meira de Aguiar Gomes.
COORDENADORIA DE GESTÃO DA
EDUCAÇÃO BÁSICA – CGEB Área de Ciências Humanas
Área de Ciências da Natureza
Filosofia: Emerson Costa, Tânia Gonçalves e
Coordenadora Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Evandro
Teônia de Abreu Ferreira.
Maria Elizabete da Costa Rodrigues Vargas Silvério, Fernanda Rezende
Geografia: Andréia Cristina Barroso Cardoso, Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli e Rosimara
Diretor do Departamento de Desenvolvimento Santana da Silva Alves.
Débora Regina Aversan e Sérgio Luiz Damiati.
Curricular de Gestão da Educação Básica
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Margarete dos Santos Benedicto e Walter Nicolas de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline
Diretora do Centro de Ensino Fundamental Otheguy Fernandez. de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto
dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação
Sociologia: Alan Vitor Corrêa, Carlos Fernando de Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson
Profissional – CEFAF
Almeida e Tony Shigueki Nakatani. Luís Prati.
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Coordenação Técnica Educação Física: Ana Lucia Steidle, Eliana Cristine
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Roberto Canossa Budiski de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel
Plana Simões e Rui Buosi.
Roberto Liberato Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes
Suely Cristina de Albuquerque Bomfim e Silva, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali
Rodrigues dos Santos, Mônica Antonia Cucatto da Química: Armenak Bolean, Cátia Lunardi, Cirila
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Ventrella. Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva,
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dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio
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Língua Estrangeira Moderna (Inglês e Kátia Vitorian Gellers, Lídia Maria Batista Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Célio
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José de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de Cássia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Libório,
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Santos, João Mário Santana, Kátia Regina Pessoa, Língua Portuguesa: Andrea Righeto, Edilene e Sonia Maria M. Romano.
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