Você está na página 1de 22

'ais de Construção Civil e Princípios de

l\ifatel'I • • •
raJdo eechella Isma (Organizador/F.ditor)
:zolO JBRACON. Todos direitos reservados.

Capítulo 31

Produtos de Fibrocimento
Hofmer Savastano Jr.
Sérgio Fra11cisco dos Santos
Universidade de São Paulo

31.1. Introdução

O fibrocimento é um material à base de cimento, com adições minerais


(pozolânicas e/ou calcíti~as), sem agregados e com fibras de reforço distribuídas
discretamente pela matnz. Normalmente, no mercado nacional, o fibrocimento
envolve o uso de matriz de cimento Portland e fibras minerais de amianto ou
fibras sintéticas como reforço, para produção de telha'i de cobertura, caixas
d'água, tubos e placas planas.
O fibrocimento tem sido largamente produzido desde o início do século
passado com o advento do processo Hatschek. Desde 1938, telhas de cobertura
feitas de fibrocimento são utilizadas no Brasil. Em meados da década de 1960, o
fibrocimento já participava com 25% da área coberta por ano no país. Mas foi no
início dos anos 1970, que ele se firmou na indústria da construção civil brasileira,
o que perdura até os dias de hoje. As indústrias do fibrocimcnto brasileiro geram
cerca de 10 mil empregos diretos e 200 mil indiretos.
No Brasil, o fibrocimento é considerado a melhor solução para as
habitações destinadas ao segmento da população com menor poder aquisitivo,
em razão do seu menor custo frente a outras soluçõc\ construtivas
convencionais para coberturas. Com efeito, há um grande esforço em
normalizar as técnicas de produção e caracterização dos produtos de
fi~rocim ento . Na Associação Brasileira de. No~rnas Téc.:.níc.:as (~B~T J,
existem normas técnicas relacionadas com o f1broc1mcnto <vide as prmc1pa1s
normas citadas em anexo) .
No mercado brasileiro, a produção de telhas e caixa" ~'á~uét de fibrocimcnto
com amianto abrange dimensões da ordem de 1.,9 _rrnlhao de tia.no, o que
correspondr a 77% da capacidade instalada de 2,5 mdhoc" de t/ano, c~t,m~?ª para
2006. Ess: >redução está concentrada em 12 cmpr~sa\, detentora~dc_25 fahncas,
que alcan, "-' 1 uma rede de distribuição de aprox11nadarncnlc 25 rrnl pontos de
mdo mais de l'lO mil pess_oas e movimentando
tod: 10
~ d a cadeia produtiva (Etem~t, 2006). E~ 2010 o
Olongo e d manda anual supeno r a 208 milhões d
ê1ro apre elhnta um3a 3 emilhões de unidades de caixas-d'águ:
iJ dos de te ase,
·.~ iw,ií.'A..'ri' iT".,, 2010). de fibrocimento atende uma demand a superior
Apenas o...mercado de te~!!~o três quartos representado~ p~lo ~egmento
a 1,8 inilhao de t/ano, t'tu'do elo segmen to dito mstttucional
residencial e o restante ~ons ~di~s e~presa riais e de governo s (indústria~
representado por cobert uras; ~stribu ição desse mercad o institucional é
1
e escolas, por exe_mplo). % a O ( 42 %), alumíni o (7_%), c~~âmica (1 %)
composta por fibrocimentot (. . )à 32 ~ercad o de telhas res1denc1ais, estimado
. t (51 <¼O) ,.. •
e o restante por outros ma ena1s.
em 1,4 milhão de .t/ano, é constituído por fibrocim en ° , ceranuc a

(47%) aço e alumínio (2%). f'b · , ·


Pro<lutos de fibrocimento sem amianto, reforçados com I ras smteticas e
polpa de celulose, curados ao ar, pode_m s~r encontr ados !1º mercado
brasileiro atualmente. O surgimento de ftbro~llllento sem amianto tem-se
consolidado pela implantação de normas vigente s, no caso de placas
corrugadas para cobertura (NBR 15210, partes 1, 2 e 3), _ou_ em fa~e ~e
elaboração para placas planas (NBR 15498:2 007), da Associa çao Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT). . , . , ..
As fibras vegetais, como reforço de matnze s frage1s a base de. matena is
cimentícios têm despertado orande interess e, por causa de seu baixo custo,
' o b
disponi bilidad e, econom ia de energia . e _t~m ~m no que se re ere à' f
preservação ambiental. No entanto , a viabthz açao do empreg o de fibras
vegetais, especia lmente na forma de polpas de celulos e, como reforço passa
por problem as de durabil idade. Para se cont?m ar esse Eroble ma? com a
decomp osição química dessas fibras vegetai s , a soluçao mundia lmente
encontr ada foi o seu empreg o conjunt o com outras fibras sintétic as para
reforço. As fibras sintétic as usualm ente empreg adas são as de polivinil-ál cool
(PVA), polipro pileno (PP) e poliacr inolitri la (PAN). Estima -se que a produçã o
norte-a merican a de compós itos cimentí cios com reforço de fibras celulós icas,
combin adas a fibras sintétic as, estava ao redor de 144 mil de t/ano em 2002
(Sorous hian et al., 2004). Todavi a, a princip al produç ão de fibroci mento nos
EUA é com reforço exclusi vo de polpa celulós ica em produto s autocla vados.
A vice-lid erança do mercad o brasilei ro de fibroci mento, com cerca de 25%
do to~al comerc ializado , pertenc e a uma empres a multin aciona l que substitu iu
o armant~ na produção_ do fibrocim ~nto, por uma fibra de polipro pileno
desenv olvida em parceri a com outra importante empres a nacion al do setor
p~troqu_ímico. ~tualm ente, várias e mpresa s do setor têm procur ado
d1vers_1ficar ~u~ ~mha de produtos com a oferta de fibroci mentos reforça dos
com fibras s1ntet1cas, notada mente, de poJivin iI-álco ol (PVA) e polipro pileno
(PP).
Este capítul o sintetiz a parte do conhec imento sobre as m atérias -primas
Jl.2 Matérias-primas
JJ .21 Aglomerantes e cargas minerais

o cimento Portland constitui


_ o ingrediente de ma· -
1or proporçao em
massa, dentre os q~e co.mpoe~ as matérias-primas do fibrocimento. Os
ci?1entos. no Brasil, ~1f~rencta'!1·!e de. acordo com a proporção de
chnq~er. sulfato~ .de calcio e ad1çoes, tais como escórias, pozolanas e
rnatenal carbonat1co, acrescentados no processo de moagem (ISAIA,
2003).
Em tempos ~e~en~e.s, o term.o pozolana tem sido utilizado para definir
todos os matena1s s1hco-alummo sos, que, na forma finamente dividida e
na presença de água, reagem com hidróxido de cálcio (CH) para formar
compostos que possuem propriedades cimentícias. Essa definição
generalizada engloba produtos recicláveis, tais como cinza volante, cinza
de casca de arroz , metacaulim, caulim e sílica ativa. Esses produtos
possuem impacto ambiental menor que o da produção do clínquer, sendo
assim desejáveis também do ponto de vista ambiental.
A portlandita (CH) reage com a pozolana adicionada e resulta em
silicatos hidratados de cálcio adicionais (CSH). O CH liberado pela
hidratação do cimento Portland comum não contribui de forma
significativa para a resistência mecânica e pode ser prejudicial à
durabilidade dos concretos. Sua eliminação ou redução pela reação com
as pozolanas pode resultar no aumento acentuado da durabilidade e da
resistência mecânica da matriz cimentícia. Adicionalmen te, dependendo
da temperatura de calcinação e do tipo de argila, é também possível a
obtenção de valores mais altos de resistência, particularmen te durante os
estágios iniciais de cura, em razão da combinação do efeito de
empacotamen to e hidratação acelerada da m~triz. .
A adição de minerais com granul?m:tn.a reduzida ~esul~a em, um
material mais denso, que apresenta res1stencia elevada e e ma1_s duravel.
A presença de minerais ultrafinos au_menta a densidade .. ~e
empacotament o da pasta de cimento, em particular na zona de tr~ns1çao
entre os agregados (ou as fibras de reforço) e a pasta de c1~ento.
Promo vem-se, assim , o preenchiment o dos poros e a reduçao da
permeabi 1 • d ade , .
A Ut1.1· •a~ao
_ ·d , . r·
e s111ca a 1v a e
' baseada em duas caractenst1cas
, . : (
, l
1) a
pozolan · r1ade elevada e ( 2 ) a distribuição granulometnc a. ~~ rart1cu as
de 'l· h b ·xo de 3 µm e formato esfenco. Com
s1 1c Jssuem taman o a ai , . 1 · d
efeito , d
.lten em um dos princípios bas1cos da tecno og1a os

as
aumentar a densidade d
tas~!ÍP~ 6 a necessid9:de de s:iatriz mais forte. ~ tamanh~
ento' de forma a criar u1:11a ernu·te o preenchimen to do
í1i
!,:IUJl.i O das partículas de s . e a at1 va P - s
ais grossas e os graos de filler
~mos entre as partículas de cimento mtriboi para gerar um compósito
~ : i ~..:o (ou as fibras de reforço) e con
<;a.1GillH f" b '
menos poroso. . to com celulose e I ras smtéticas
As formulações çlássicas de f!men f com O objetivo adicional de
! 1 1 1
utilizam entre 5% e 10% de ,s c~ :a :i~tura e aumentar a plasticidade
melhorar as propriedades reologica _ dos perfis corrugados. No entanto
da massa no momento da conform~çao pedalmente se disponível par~
é um material de difí~il dispe;saoÀI: ~ disso, tem elevado preço no
consumo na f?r~a pre-adensa ª~dominante mente importada. Como
mercado brasile1~0, .P?r ~e~ pr bTd de de preços atrelados ao dólar
conseqüência , esta su1e1ta a insta I I a
norte-america no.

31.2.2 Fibras minerais


· · · fi
A s prmc1pa1s 1n 1al'dades de se reforçar a matriz frágil com fibras são o
. ·1 ·d d
aumento das resistências à tração e ao impacto, a !11~ or ,ca~aci a e de
absorção de energia e a possibilidad~ de uso-~º estagio pos-f1s~~rado. O
tipo, a distribuição, a relação compn~en~o -diametro e ~ durab1hd_ade da
fibra assim como O seu grau de aderencia com a matriz, detemunam o
comportamento mecânko do compósito e o desempenho do componente
fabricado.
O amianto ou asbesto é uma fibra mineral natural sedosa que, por suas
propriedades físico-químic as . (alta resi~t~ncia ~ e~~nica,
incombustibil idade, boa qualidade isolante, durabilidade , flex1b1hdade ,
resistência ao ataque de ácidos, áJcalis e bactérias, facilidade de ser tecida,
dentre outras), abundância na natureza e , principalmen te, baixo cu to. tem
sido largamente utilizado na indústria. E extraído fundame ntahnente de
rochas compostas de silicatos hidratados de mag nésio , nas quais apena de
5% a 10% se encontram em sua forma fibrosa de interesse comercial.
Existem dois tipos de amianto: as crisotilas, com alta concent ração de
magnésio e composição química 3Mg0Si02H20 ; e os a nfi bólios , com alta
concentração de ferro, cuja composição química é Na20 Fe,O ,Si0,.
Pr?blemas com o anfibólio foram re portados desde a década de 1970 no
B.rastl: No entanto , o uso de anfibólios no país foi somcnt ahorda<lo e
d1scut1do na Organização Internaciona l do Traba lho. OIT, na t:on, ~nçüo Pil,
162, promulgada _pe lo decreto nº 126, de 22 de maio de 19<) 1. J~inalmentc: .
0
0
Congresso ~ac1?nal decretou a proibição desse material pc;la ] i r~dl'I al
n ~.OS~ deUJ .de Junho de 1995 . Quase todos os paíi. . c~ europeu Japão e
o~ ,.s~a dos d ,01dos descontinua ram o u~o de qualquer tipo de amia t. ck sdc
o m1c 10 a ceada de J990 Como · 1
·
·r· · 1
JUS 1 1cat1va, a cgarn ~e !'ra , e ,blc ma~
om fibras Sã
ca · 00
, pac1dade de
os-fissurado. O Figura 1 - Microscopia eletrônica de varredura de ~bras minerais de ~anto.
durabilidade da
, determinam 0
Quadro 1 - Principais características físicas e mecânicas do amianto crisotila.
(lo componente
Fibras Módulo de Young Tensão máxima
que, por suas Deformação máxima
" .
mecamca. PVA
(GPa)
5,0 a 15
(MPa)
1004
(mm/mm)
0,10
flexibilidade, PP 4 ,7 727 0,24
de ser tecida,
tixo custo, tem
entalmente de O Brasil está entre os cinco maiores produtores de amianto do mundo e é
ais apenas de também um grande consumidor. A liderança do mercado nacional de
,., se comercial. fibrocimento com amianto pertence à empresa proprietária da maior mina de
, centração de amianto em exploração no Brasil. Essa mina, situada no município de Minaçu,
:}ios, com alta Estado de Goiás, é a terceira em tamanho no mundo e respondeu, em 2005, por
Si02· 11 % da produçã o mundia l desse minério.
; a de 1970 no
31 .2.3 Fibras poliméricas
e abordado*i
a convença
Finalmente. Em diversos países, inclusive no Brasil, há uma crescente tendência de ~e
. . federal , rever a utilização do amianto no fibrocimento, segmento responsável por mais
Lei 8'"'o e de 70% do e msumo mundia l dessa fibra mineral (Giannasi e Thébau d-Mony,
·us, o desdeJaP 9
i~ 7). O av nço da legislação rest~itiva ao uso?º ~iant? tem sjdo o principal
janto as dutor de as tecnologias substitutas, as quais, via de 1egra, tem consegmdo
s proble01
m base em sob:ações tecnol6gicas inova~oras, ª. presença dos
ttbfããmentns sem amianto no mercado da cons~çao de diversos Paíse
Gi:11110 existe, no Brasil, uso consideráv«:I de fibrocunento nas coberturas d~
habitações destinadas à população de baixa renda, ~usca-se, cada vez mais
aprimoramento de uma alternativa durável e tecnicamente compatível e~~
esse mercado consumidor.
As fibras sintéticas usualmente empregadas são as de polivinil-álcool (PVA)
e polipropileno (PP), ilustradas na Figura 2, e, em menor escala, as fibras d
poliacrinolitrila (PAN). As fibras sintéticas são cortadas com compriment~
entre 6 mm e 12 mm, empregam-se em pequenas porcentagens em volume
se distribuem aleatoriamente ou com certo grau de orientação na mam:
dependendo do processo utilizado. O Quadro 2 apresenta alguma8'
características mecânicas de fibras sintéticas comerciais. No caso do process coJJl
Hats~hek, as fibras são orientadas longitudinalmente. Esse reforço, que podo e de rn
ser b1 ou tridimensional, deve resistir a solicitações estáticas ou dinâmic e rasil e
, d d . . .& • as
a1em e ter e res1strr aos es1orços em certa direção e em região específica d ' ores asiát·
peça estrutural. a os por b
ras polimé~
Jil do co~
s (geralme
têm sido

Oestudo sistem:
matrizes começou
~oneiras coube ao
1.aA maçari , Bah.1a, ,
fib gopyan et al
ras veg t . .
I~ fib 1 ras
e ais co1
~ropried potenci
along ades mec
ament
cornprim o na
(c) iurab·1· ento e d
Figura 2 - {a) Micrografia de fibras d r . (d) ~ . i idad
fib . ~ ~ tpropileno {PP) e (b) da res e .
ras de polivmil-álcool (PVA) e {d) d
-
~ tiva seçao transversal; (cl Micrografia das
a,s ad e no a1
a respectiva seção transversal. egetail' equadas
•Jlh \) e .
·tl•,entO, Í\ºrnerCl.
Pecia1 s Pol
lllente P
as
As fibras_ d e
JJlecânica, sao
·mentícia, g r a ç a s
l lipro ' l
Co
p1 e n o c o m u m a~¼1~~
baixo módulo d e Y o u n
ge
fatores são... d e ~ f a v o r á v
pesquisas t e m s i d o d e s e e i s
pVA e P P c o m c a r a c n v o l v i
terísti
cimentícias e d e m e n o r
2006). No B r a s i l e x i s t e
c u s t o ( I...~ ~
a necessida'd
de produtores a s i á t i c o s .
E s s a s fibras aprese
se tomarmos p o r b a s e m
As fibras p o l i m é r i c a s d a t e r i a is de construçã
e P V A o u PP repres..e....n-=-=
cus~o final d o compo.n ~"""
ent~ p r o d u z i d o , a p e s a
utihza?os ~gera~mente ~ r a o p Bl
vegetais tem s i d o m u i n f e n o r e s a 6 % e m v o l u m e ) . Par&
t o e s t u d a d a s , principa ,..i
componentes p a r a c o n s l m e n t e para 1
t r u ç õ e s d e interesse so
baixo c u s t o , a o s e r e m cial, em v·
empregadas na própri
como rejeitos d e o u t r a s a r e g i ã o de o
aplicações.
312.4 Fibras vegetais
O estudo s i s t e m á t i c o d
e fibras vegetais com f
matrizes c o m e ç o u n a I n i n a l i d a d e d e reforço d
g l a t e r r a e m 1970. N o B
pioneiras c o u b e a o C e n r a s i l , u m a d a s pesquisa
tro de Pesquisa e Dese
n v o l v i m e n t o (Ceped) ,
s
Camaçari, B a h i a , c o m i em
n í c i o e m 1980 ( C E P E
Agopyan e t a l . ( 2 0 0 5 ) D, 1985).
, em seu trabalho a r
fibras v e g e t a i s c o m o r e e s p e i t o d o emprego d
forço de matrizes frág e
20 fibras p o t e n c i a l m e n e i s , r e l a c i o n a r a m cerca
te úteis para a const de
propriedade s m e c â n i c a r u ç ã o c i v i l . A partir
s (resistência à traç de
alongamento n a r u p ã o , m ó d u l o d e Young
tura), característica e
compúmento e d i â m e t r o s físicas, relação e
, possibilidad~ d e cult ntre
durab1hdad e n o a m b i e n ivo no B~asil, custo e
te natural, selecionara
mai s adeq u a d a s . o Q m algumas fibras como
uadro 3 apresenta u a
vege tais co me rc i a i s u t i m a c o m p i l a ç ã o d e fib
lizadas c o m o reforço d e matriz ras
~1mento. A, o lpa s c e l u l ó s i c a s c o m es à base de
spec ialm e r e r c i a i s de f!br~ lon.~a (
a s i m portadas com baixo teor de hgn1na,
s_?ftwood},
J ª e s t a o e m uso
. . .lizadas na Indústria de fibrocimento
Quadro 3 - Fibras vegetais comerei~ u!-ez e BASSA, 2006).
(MORlON et ai., 2006, R

Nome Pais de Tipo de fibra Tipo de


Produtor tratamento
comercial origem
Buckeye EUA Plnus (P. eRlOttli) BK
CF-16 Technõlftnles
Buckeye EUA Plnus (P. e/liottü) NBK
CF-12 Technologles
C&nforPulp Plnus (P. g/auca e P.
canfor Llmlted canadé NBK
contorta)
Patnamlshio
Celco Arauco Chile Plnus (P. radiata) NBK
S&ppl S&ppi África do SUi Pinus (Pinus sp.) NBK
Solombala Pulp Pinus (P. ar10ttii, NBK
Solombala Rüssia taeda e P. oatula)
Paoar MQI
carter Holt Nova Pinus (P. radiata) NBK
Tasman Harvev Zelêndia
Lwarcel Celulose Brasil Sisai (Agave sisatana) NBK
Lwarcel e Paoel
Votorantim Eucalipto (Eucalyptus BKe NBK
VCP Celulose e Paoel
Brasil Sf).)

BK = fibras obtidas pelo processo Kmfl e broqueadas. NBK = fibras obtidas pelo processo Kraft e não-branqueadas.

Como produto natural. a características das . f~bras vegetai s P?de!11


apresentar grande variabi lidade, c?~ ~oef1c1e?tes de ~anaça o
freqüentemente maiores que 40%. A ut1lizaça~ ?ªs !1bras veget.ais com~
material de construção, com ênfase nos compos1tos a base de ciment o, e
discutida em detalhe no capítulo 49 deste livro (Fibras vegetai s como
material de construção).
Usualmente. no proce so Hatschek, as fibras vegetai s comerc iais são
empregadas na forma de polpas celulósicas, produz idas conform e processos
dominados pela indústria de celulose e papel , e passam pelo process o de
refinamento. O refino da polpa de celulose é um tratame nto mecâni co das
fibras, como ilustra a Figura 3. Tal processo consist e na fibrilação do
filamento, para conferir-lhe maior ductilid ade, torná-l o mais maleáv el e
com melhor aderência à matriz. Para se determ inar o crrau de refino por
meio da drenabilidade de uma uspensão aquosa de fibr:s, pode-s e utilizar
o grau Schopper-Rieg ler (ºSR) da pa ta celulós ica. A drenab ilidade da polpa
e~tá re!a.cionada ~om a capacidade de retençã o de partícu las da matriz
c1menti~1a e a retirada da água por ucção durante o process o I 'atschek.
Determina-se o grau de refino para se estabel ecerem compa rativ ,e; entre
31.3 Processos d e fabricação

313.1 Processo Magnani


O processo de fabricação indu
cilíndrico baseia-se no métod st ri al de c aix as d ' água com formato similar a
o conhecido como Magnani m
caixas , no mercado nacional, tê odificado. Essas
e diâmetro máximo entre 73 m a ltu ra m áxima na faixa de 595 mm a 79
3 mm e 1234 mm. A mass 7 m m
processo é consistente, vi a utilizada nesse
sto que a concentração d
aproximadamente 1: 1 em rela e sólidos é de
sobre o molde. As matérias-p ção à ág ua, e é aplicada em uma única cam
comerciais 0 rimas normalmente usadas n ada
orme p r o c - . cimento Portland , material ca esse processo são
rbonático, polpa de celulose
10 processo. de poliméricas ou de amianto. A reciclada e fibras
caixa é formada pela rotação
o mecânico das retirada não só do excesso de de um molde, com
água por sucção a vácuo e co
como também do fundo por m nformação lateral,
a fibrilação d~ eio de roletes (Figura 4). Algu
mas amostr~ são
. rnaleável preen~hi?as co m água e pe
rmanecem assim por 96 h:
ais par ocorrencia de eventuais manc p ~ a observaçao da
re
de fino·UZJf has ou vazamentos. A avahaç
na indústria , na condição ao do desempenho
,ode-se utt Jpa endurecida, ocorre por . am
expedição das ca i xas ( c o m i osu:agem, antes da
idade da Pºtriz dade aproximada de 14 dias
segumtes e n , a ios físicos: ), e e composta pelos
d a ma permeabilidade ( ~ R - 1 3 8 5 2 2 9
Jas cbek· densidade , re nt e , absorçã 8 - , ABNT, 00 ) ,
o de água e porosidade a
5SO f{atS efltre parente (NBR-9778,
ABNT, 2or
arativos
(n)
· d · 1 d · d'água · (b) Acabamen to da
. superfície
. externa da
Plgum 4 (11) Mdtodo Mngnnnl pum procluçllo m ustna e cmxus
· do Prof. "vunderIey Moacyr John • Escola Politécnica da USP).
· de mlctc!I (cortesm
cnl II d'i\guu por mcm

31 .3.2 Processo Hatscl,ek


O processo Hatschck é o mais empregado na produção de placas planas e
onduludns de fibrocimcnto para a construção civil, conforme esquema da Figura
5 e ilustrni;õcs da Figura 6. Uma suspensão bem diluída de fibras, cimento e
outl'tls nditivos é misturada em um grande tanque onde cilindros rotatórios captam
essa pttstn por meio de sucção, removendo a água da mistura até a obtenção de
muntns com n espessura desejada (formada por lâminas de aproximadamente 1
mm t·nda umu).
l~sse processo é contínuo e consiste em produzir placas cimentícias de
fibrol'imcnto t·ompostas de diferentes camadas que, posteriormente, ainda no
estudo fresco, podem ser conformadas para produzir telhas onduladas e acessórios
pnrn II construção civil.

P101110 clllndrlcn

Cone Ondul,,dor,,

~~ Produto

1111111111' 11~11111·11111 d,1 p1on·~Nn l lul1tchck urllizudo n·1 r d


llh111d 111e1110 (cw111 •
·,
.., '.,P o ução de placas planas e telha-. ondula h ~ de
cmu Uullplauo de DIAS et ai., 200 ).
6
A massa utilizada no proces
so Hat eh Q
As m a t é r i a s - p r i m a s c o m
u m e n t e uflizada
material c a r b o n á t i c o , p o l p
a d e celulose síticat:a
forma de p o l p a , f i b r a s
poliméricas o u d e
particularidades d o p r o c e
s s o Hatschek o t o m ~
precisam a t e n d e r a d i v e r s leia
a s variáveis do proce s o
sedimentarem e não a g l o d
m e r a r e m se m i s t u r a d a s c
adições em s u s p e n s ã o a q u om;
o s a ; s e r e m c a p a z e s de r e
etapa de f i l t r a g e m ; n ã o d te o
a n i f i c a r e m o s feltros. As
podem s e r r e s p i r á v e i s f i b r a
ou apresentar outros r
trabalhadores e d o s u s u á i s c o s à sa11
r i o s . P o r i s s o , o process
rígido controle p a r a e v i t a r o requer; ·
trabalhador. A l é m d i s s o , q u e a s f i b r a s e m suspensão causem d
as f i b r a s componentes d an
processo p r o d u t i v o d e v e m a formulaçãQ.~-.,.,......
p e r m i t i r a obtenção de c
desempenho m e c â n i c o e d omponent
u r a b i l i d a d e adequados.
Normalmente, a d o t a - s e , n
cobertura , e m p á t i o s c o b e o B r a s i l , a c u r a inicial ao a r para telha
r t o s e com umidade relati
50 %. Co s t u m a - s e t a m b é m v a elevada , acima d
a p r o v e i t a r o c a l o r de h i d r
primeiras h o r a s a p ó s a f atação liberado na
a b r i c a ç ã o , dependendo d
process o , p o r m e io d e p e r o c i m e n t o usado n o
m a n ê n c i a d a s t e l h a s no t
Os produ tos g e r a d o s p e l o ú n e l de c u r a .
p r o c e s s o Hatschek são te
co bertur a , p e ç a s d e c o n c o lhas ~o~ugada d
r d â n c i a ( c u m e e i r a s , ru!o
pl anas, além de t e l h a s e s t s e es~igoes), placa
r u t u r a i s p a r a grandes vao
um se to r de m o l d a g e m d s. A F i g u r a 7 mo t r a
e p e ç a s de c o n c o r d â n c i a
s.
Figura 7 - Ilustração do setor de moldagem de peças de concordância (complementar~s) de fibrocimento. As
mantas para confecção das peças são oriundas do processo Hatschek, máquina formadora
(cortesia da lmbralit Ltda.).

Há várias indústrias no mercado internacional que prensam as telhas recém-


fabricadas e utilizam a cura por autoclave. A vantagem do processo de autoclave
é a possibilidade de se trabalhar com reforço 100% de polpa celulósica, uso de
sílica cristalina (quartzo) finamente moída em substituição parcial (da ordem de
50%) do cimento Portland e possibilidade de comercialização dos produtos
acabados com menor idade. Como desvantagens, podem ser destacados: maior
investimento inicial em equipamento , maior gasto de energia na operação da
autoclave e produtos com menor tenacidade se comparados aos reforçados com
fibras sintéticas.

31.4 Produtos de fibrocimento


A partir do fibrocimento. pode-se produzir caixa d"água, com capacidade de
250,500 e 1000 litros, pelo processo Magnani (Figura 8) e uma grande variedade
de elemento_s construtivos para coberturas e fechamentos laterais pelo processo
Hatschek (Figuras 9 a 11). Os produtos são normalmente econômicos resistentes
e duráveis, oferecendo uma variada lista de peças de concordância. '

·
Figura 8 - Ilustração de caixa d'água' de fibrocimento · ·1· a·1COO1, PVA
. com tnmpa. reforçada com fibras de po Li Vtnl
(cortesia da Infibm Ltcla.).
(a)
(b)

(e)
(d)
capacidade de
rande variedade
~~ pelo p~so
cos, resistentes
a.
(e)

Figura 9 - Peças de concordância (complementares) para cobertura de librocimento. (a) Cumeeira Iantemim
monobloco, (b) cumeeira articulada, (c) cumeeira normal, (d) cumeeira shed, {e) cumeeira com ventilação e (f)
rufo (cortesia da lnlibra Ltda.).

A Figura 10 mostra alguns tipos de telha e espigão no mercado nacional, a


saber: (a) telha comum de fibrocimento , com comprimentos de 915 mm a 3360
mm e espessura de 4 mm a 8 mm; (b) , telha tipo calha, com largura útil de 420
mm e comprimento de 2000 mm a 7000 mm; (c) telha com clarabóia para a
pVA
ventilação d :oberturas com inclinação de 5° a 30º; e (d) telha espigão, com
·niJ
ÍVJ '
álcool, largura de ' 15 mm e comprimento de 1200 mm , usada em telhado de quatro
(a)
(b)

(e) (d)
Figura 10 -Telhas de fibrocimento comerciais: (a) telha comum de fibrocimento, (b) telha tipo calha, (e) telha com
clarabóia e (d) espigão (cortesia da Infibra Ltda).

As telhas comuns de fibrocimento vencem grandes áreas de telhado com


rapidez de montagem e fixação, e requerem estrutura de apoio simplificada
(Figura 12). O procedimento para o projeto e a execução de coberturas e
fechamentos laterais é descrito detalhadamente na norma NBR 7196 (ABNT,
1983). A Figura 12 mostra alguns detalhes principais de instalação das
telhas, como destacado na Figura 12a: uso de tábuas para evitar que os
instaladores se apóiem diretamente sobre as telhas. Outros detalhes
importantes são referentes à fixação das telhas , pois uma das fontes de
P:.oble1;Ilas é quando o instalador prende a telha, gera trincas pela pancada e
nao deixa u~a folga pa~a ! t~lha se movimentar. A furação das telhas nunca
deve ser feita a uma distancia menor que 50 mm de sua extrelni1ade. As
fixações devem .ser feitas com parafusos, pinos ou pregos , com fr _ ~ões na
segunda e na qumta onda da telha (Figura 12b).
•E
E
:;;

177ffltT' 153mm
Largura total• llOOmrr-

(b)
figura Jl - Perfil das telhas conugadas de fibrocimento. (a) Telha com espessura nominal de 4 mm, com detalhe
-de supelpOSição lateral (ao centro); e <b) telha com espessura nominaJ entre 6 mm e 8 mm, com detalhe de
superposição lateral (à direita). com as dimensões nominais típicas, em que "e" é a espessura
(conesia da Elemit S. A.).

(b)
Figura 12 - (a) Montagem de cobertura de msi.alaçoo metáhca com lelhas corrugadas de fib~imento. A telh~ no canto_
~ direito do telhaoo é do tipo clarabóia (b) Detalhe indíc3ndo a,; ondas que devem ser uul11..adas na fixação e o scnndo
<la montagem de telhas comms (corte<;ia da lmbr-cilit Ltda.J.
·l!i'.l<1,,1111,croestrutura dos comp6sitos reforçados com fibras
De acordo com a teoria dos compósitos, a interface (9u~ é a região de
contato entre a fibra e a matriz) desenvolve uma funçao importante na
transmissão da tensão entre as duas fases, no aum~nto da energia de
fratura do compósito e no deslocamento das f~ssUI~as. A ligação
interfacial pode ser química, física o~ a combrnaçao en~rc elas .
Ligações muito fortes entre fibras e matn~ res~ltam em matcnal frágil
com grande resistência, ao passo q~e hgaço~s. fracas resultam ern
menores resistências e altas energias espec1f1cas. O desempenho
mecânico do compósito está diretamente relacionado com a
propriedades da interface fibra-matriz (SAVASTAN O JR., 1992).
A zona de transição mostra-se de forma diferenciada do restante da
matriz, por sua maior porosidade, concentração de macrocri stais de
portlandita Ca(OHh e microfissuras . Essas característica s, que podem
apresentar-se com diferentes intensidades, estão diretamente li gada à
aderência fibra-matriz e, conseqüentem ente, ao desempe nho mecâ nico
do compósito. O aumento da aderência faz com que se torn e1n maiores
a resistência à tração do compósito e também a sua tenacidade, de de
que não haja redução excessiva do comprimento crítico de a ncoraoem
da fibra (SAVASTANO JR. , 1992). As reduções da porosidade ; da
co.nc~nt~aQão. de portlandita ~~(O~ h são apresentad as como 0
pnncipais. rndicador.es pa.ra modificaçao da zona de trans ição .
. ~ idade do !ibrocimento também deve ser le vad a e m conta. por
~nfluenciar a poro.sidade e o.s produtos de hidratação , que se fo rmam na
rnterface. Para as idades mais avançadas , també m é importante a ,1 ~1·
- d as fb
d e d egr~d açao 1 1" . e Clna l e
i ras ce u os1cas e s ua relação com a pt•e ença d
portlandita. e e
Segundo
'd Coutts
h (2005) , a forma das f'i bras
, (c t
' l" d ·
111 ricas,
con torc1 as ou ac atadas, por exemplo) a ru go sida de e a f'1b ·1 - -
aspectos I · d os as · -
, 1igaçoes ,, . ' · ' rt açao 'no
. re aciona f1s1cas. E sses aspectos . fl . ,
energias de fratura da fibra e d e a t n' t o no arranca me nto da u c ncrnm ns
tn f'b.
1 1
O emprego de fibras de f 1· 1 ' a.
de até 10~ para a resistênc1:rà \r~r;~~~r c hega ~. con fe~·ir. acréscimos
com a resistência obtida com fi' b ç . comp óS ito, ao se i comparndn
+ . ras re tas e 1isas Efe1' t . , ll
1oram obtidos por Savastano J r. ( 1992) . · . ?S s_eme uu\tcs
das fibras de amianto quer . ' 9ue t pela ftbnl açao, no cnso
1
comprimento , para as fibras vepge at .v an açao do di â me tro ao longo do
A . e ais.
llllcroestrutu ra , por sua vez d d
processo de produção, e influe . ' f epe n e d as ma térias- primas L' do
do pr?duto de fibrocimento . N:c ia ºlte me nte ~s c~ ructcríst ic:ts rísicns
propnedades físicas de uma te lhaQua .ro 4, esta~ li stadas ~, s p, inl'ipnis
con ugad a de f1brocimen to .
Resistência a ataques químicos
Isolamento sonoro

JJ .5 .2 Propri edades mecân icas


As_ proprie dades mecâni cas do~ fibroci mentos podem er
cons~deradas ~orno result_ado da combm ação entre as propriedade da
matnz. das ~i~ras e da mtei:race entre fibras e matriz. Geralmente
nesses_ m~ter!a1s., a fase contmu a é referida como matriz, enquanto a
fase "d1_stnb mda e cha~a~ a de reforço . Na avaliaç ão do desempenho
mecan1co dos compo s1tos com fibras, devem -se observ ar a
heterog eneida? e · a anisotr opia e os seguin tes parâmetros
microestrutura1s:
• caracte rísticas físicas . químic as e mecâni cas dos materiai
compon entes. ou seja. fibra e matriz;
• geomet ria das fibras. seção transve rsal e compri mento;
• arranjo , orienta ção e dispers ão das fibras;
• proporç ão entre os materia is compon entes;
• caracte rísticas da interfa ce dos materia is;
• quantid ade e distrib uição de tamanh o de poros.

Há uma forte influên cia também do process o de produç ão sobre a


propriedades mecâni cas. Por exempl o, compo nentes produz ido em
máquina Hatsch ek são constit uídos de várias camada s, e as fibra ão
a ( cilíndrica orientadas longitu dinalm ente. A falta de aderên cia entre as camada
a fibrilação sã subseqü entes pode causar a delami nação do produto (telhas corruga da .
por exempl o) durant e sua utilizaç ão.
5 influenciam a,
A Figura 13 mostra as curvas tensão versus flecha específ ica.
da fibra., . o
oriundas de um ensaio de flexão a quatro pontos , de fibroci mento
ferir acresc1m comerc iais. produz idos pelo process o Hatsch ek, com fibras polimé ri~a
ser comparad
. erneihanre~ e de amiant o. O compó sito com fibras de ami?nt o tem. a ma10r
ltOS - o ca.O resistênci a à tração na flexão, mas .ªP~e~e nta baixa tenacid ade em
iJacao . n do relação aos compó sitos com fibras polime ncas.
, 1on:
o ao ªº
·.-rtaS e
Jo
as-prl• '' ·'c;icª'
. as t1-
eríst1c . ·ipa1~
s as prtll(;
entO·
...
• •••••••••••
.....
J.
J.
•••• . •••• ••
•••• •••• •••• •

... ···· ···· ···· ·


···· ···· ···· ···· ··

0.02 0.04 0.06 0.08 0.10


Flecha fspeciflca {nmrmt
Figura 13 - Curvas de tensão versus flecha específica de fibrocimento com fibras de polivinil-álcool (PVA),
polipropileno (PP) e amianto. (cortesia do Grupo de Construções e Ambiência, USP, Campus de Pirassununga) .

Diferentes propriedades mecânicas têm sido utilizadas como indicadores de


comportamento mecânico dos compósitos de fibrocimento, dentre elas: resistência ao
cisalhamento, resistência à tração na flexão ou módulo de ruptura (Savastano Jr. et al.,
2005), resistência à compressão (Savastano Jr. e Agopyan, 1999), tenacidade (segundo
diferentes critérios) e cwva-R (KIM et al., 1999; SAVASTANO JR. et al., 2009).
Na indústria de fibrocimento, os produtos são testados mecanicamente,
conforme normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) (ver anexo A). A carga por metro é o principal parâmetro mecânico das
telhas (Quadro 5), além da resistência à tração na flexão para placas planas. A
Figura 14 mostra um ensaio mecânico à flexão de telha corrugada.
Quadro 5 - Características mecânicas de telha cimento-amianto de 6 mm de espessura (ETE RNl T S. A., 2007).

Telha corr uga da


Mód ulo de Young 15 -20 GP a
Carga de ruptura mln ima 5 kN/m

Figura 14 - Ensaio mecânico de flexão trê


6468/93 - Telhas de fib . a s p~nto~ de telhas de fibrocimento conforme norm ; / B T NBR
rocunento - Determmaçao da resistência à flexão (cortesia da lmbr ' l
31 .5J Durabilidade
o cimento-amianto é con iderado ai
internpéries_(DJAS, 2005, DIAS et a i . , ~ ia&Slenm
novo material e/ou elemento construtivo ). o en1an1o na
uruiar~t~, rc:c~t~mente lançado no mercad:~ no caso do fi:D1t,tii11e1lfo,
durab1J1dadc e fundamental. Telhas de fib ~onal, a demons:111U~
cuusada pelas intempéries, durante os e· 1rocimento estão sujei
.1 1. t . . P ic os de calor h
e~ uva por emplo
ca')o uc e umas ,rop1<:ais. or serem constituídas
cJas ahsorv~m agua du~ante a chuva e secam de matenal poro · no
sob dctern~madas cond1ç~s de temperatura e ao ~reme postas à radi ar.
Os cnsmos c.Jc envclhcc1mcnto acelerad d- umidade.
. . ·1·
cnsams mais ul1 11a( os o ao
1 para avaliar a durabilidadresposta em _cuno prazo. Um d
componentes c.Jc cobc11ura é o de ciclos d e de fibroc1mentos destinad a
I
de rcp:odu,ir os princ_ipais mecanismos ~~~r e chu~a (Figura 15), com intuito
nonna1s de uso. Um ciclo é composto de 2 h egradaç.ao e pe~d~ em itua -
50 mm de emJssao de calor ( m
infravermelho) a 70ºC, e aspersão de ág
,d N ua em temperatura b'
pen~ o. a passagem de uma etapa para outra h, . am 1ente P?r igual
ensaio encontra-se padronizado pela norm b ' ~ ~m mtervalo de 10 filo. &
fibrocirnento sem amianto (NBR 15210 parta ~ABdeira para telhas ondulad de
e -· NT. 2005).

h µurn l 'i h 1vclhcrn111:1110 acelerado de calor e chuva. para telhas comerei~ de fibrocimento
(t·rn tl''illl do Clrnpo de ConsLruções e Ambiência. USP. Campus de Pirassununga).

i..Nornialmcntc, o efeito combinado do calor e da chuva ocorre de forma assimétrica


\Oure ·1, l ·li 1
e . .' e rns l e cobc1tura, de modo que diferentes camadas, ao longo da eL pe ~ura.
. x~n!11~ntam um gradiente de umidade. Como a distribuição de umidade é
ª''. 11llctnc· ·
ct , t:sta lenúc a oerar diferentes
PIOV(X.:'ll 1 J .o
defonnaçoes
.
·
- nas diversas camadas-. que
_
vc, . ' ~t ,mos p1, lº 1-css1vo nas telhas de fibrocunento. Es~ deforma~,. por :ua
"' ' ,c1o 111t 01 li\ L ts e geram tensões que, se forem ufic1entemente mten~·. a
1">1110 de
J>ll>\
·a1 DL' ,oo-)
n, dm1os progressivos, podem degradar o maten l ""'" . - ) ·
fatoréS promovem alterações no material da~ ~!11ª de fibrocimento
8

)ltmosféricos, biológico • de carga, de incompatibilidade e de uso. Ess~


J(têravõe podem ser desfavoráveis ou não a~ d':_Sempenho: As transformações
desfavoráveis constituem a degradação, as quais sao promov id~ pelos fatores de
degradação. Os efeitos da degradação no desemp e~o dos fibrocunentos resultam
da soma dos efeitos da degradação das fases: matnz, fibras e zona de transição
fibra/matriz (DIAS, 2005; DIAS et ai., 2008).
As fibras sintéticas resistentes a álcalis, como as de PP e PVA, por sua vez, são
consideradas duráveis em matrizes de cimento Portland. No .~studo realizado Por
Kalbskopf et ai. (2002), foi observado que as fibras de PVA, utilizadas na fabricação
de telhas de fibrocimento, mantiveram suas propriedades mecânicas e
microestruturais mesmo depois de as telhas terem sido submetidas ao envelhecimento
natural na Suíça e na Bélgica por até 18 anos. Resultados promissores também foram
obtidos por Hannant (1998), que utilizou filmes fibrilados de PP.
A degradação das fibras de celulose. na matriz alcalina de cimento Portland
tem sido considerada o principal problema de durabilidade dos fibrocimentos se~
amianto, sendo, portanto, objeto de vários estudos (SAVASTANO JR. et al., 2009;
TONOLI et ai., 2010). Em fibrocimentos com matriz de cimento Portland, a
resistência ao meio alcalino é uma propriedade fundamental para os materiais
utilizados como reforço.
A matriz do fibrocimento também pode sofrer degradação. Normalmente, a
matriz é porosa e constituída de cimento Portland e adições. Alguns dos
mecanismos que a degradam são semelhantes aos mecani smos que degrad am as
matrizes de concretos e argamassas, dentre eles: (i) danos com o carregamento
excessivo, (ii) ataque por chuva ácida e (iii) lixiviação (DIAS , 2005).
Os métodos utilizados para avaliar a durabilidade e a degrad ação de telhas de
fibrocimento implicam submeter amostras ao envelhe ciment o (em uso natural ou
acelerado). Periodicamente, uma subamostra é retirada e submet id~ a ensaios
destrutivos.~ varia?ilidade intrínseca do material pode "escon der" parte do efeito
da degradaçao; por isso, toma-se necessário avaliar um número grande de corpos-
de-prova, o que aument a o custo do ensaio.

31.6 Considerações finais

A ciê~cia dos materiais teve grande desenv olvime nto nos últimos 50 anos e foi
respons avel,
. . entre
" . outras
" . conquis
. ta 1 b -
s, pe a o tençao de produt os compósitos
especiais, ceranncas eletrorucas ligas táli fib
1 · , .
específicas. Na constru ão ci ''l ~e . cas e ras ~u:i,tet1c~s com propriedades
· d :6 ~ vi , ª ciencia dos matena is está colabo rando para
mco11:'or3:, e orma eficiente, fibras vegetai s e sintétic as alé d di - . .
com mtwto de increm entar d nh mecam " . ,e m 'de a , çoes
il mmerrus,
. d
. o esempe o co
modificação da microestrutura do fib 1
. . , ~ v1 a ut , a partir a
tem ajudado a fornecer subsídi IO~tmento. O doffilillo de tal conhecimento
atinjam o melhor desemp enhoos ao~ p~oJetos dos ~lemen tos constru tivos, para que
modelos teóricos e experi me~:~ iv~" em ~uas d~eren tes aplicaç ões. A partir de
' em Sldo cnados novos fibrol i,nentos e
radas as defici nci
supedes -
pressoes · ·
SOClat
gran

Referências Bibliográficas

AGOP
VAN, V. et ai. De\'el<lpmcn~
~7
on ,qclablc fibre-cemenl besed materiais ln Slo Paula ~ - G\'IINIIIIM. " - -·- •
-~ 7 ~~ )05
Concrete Composites. '. - • p. ='- ~- . • -
QCIAÇÃO BRASILEIRA D,\. 1 Dl STRIAS E DISTRIBUIDORES DB FIBROCIM ( 11'1
ASS tilização de tccnolowa· e ·msumos ambimtalmmte seguros nos produtos de ftbrodmeato
a~!AÇÃO BRASILEIRA DE ~OR\I,\ TÉCNICAS. NBR 15210: Tolha ondulada cio ftlDNIClll-lQ
AS:cessórios: partes 1, 2 e.,.
Rí,, Je Jancin: . ,\B~ã. 2005.
NBR 138S8: Telhas de roncffto • Partt 2.: Requmtos e mitodos de ensaio. Rio do Janoll\ ll
- : NBR 9778: Aqr.unassa e concmo mdunddos • Decerminação da ahlorçlo de '&1111,
~ífica (Versão conigidal. Rio Jc J:mciro AB. ~- 2009.
. NBR 7196: Folha de telha oodubda de fibrocimento. Rio de Janeiro. ABNT, l lJM 1
- NBR 15498: Placas planas de fibroc:imeoto sem amianto. 2007.
~!AÇÃO BRASILEIRA DE Cl~ lE.'-,U PORlL.\.',1) (ABCP). Básico !!Obre clmt•nto I >i\llOIII\ •l ~W
CEPED . Centro de Pesquisa., e ~,'Ol\'imento da Bahia Cartilha para fubrlcução d,• MhAo "'" IU'll!MW..,.. --.--
Janeiro, BNH. 25p .. 1985.
COUTIS, R. S. P. A re\'ie\\ of All!u:tlí:m ~ into narural fibre cemcnt composilcs. t'rm,•11t 11ml e.'"'~
518-526, 2005.
DIAS, e. M. R. Efeito do em elhecimento na microestrutura e no comportammto mt't'à11ko dt». nlW\11.-tnw.
2005. 125 p. Dissertação (\leslr3do em E n ~ de Construção Civil e llrhanal l'l\•~1 11111 tll: 1\ ~ "'"'~'*'-..,"'
Politécnica da Uni\'ersid.tde de ão Paulo. - Paulo. 2005.
DIAS. C. M. R.; SAVASTA.'\0 Jr. H.. JOH); \ ~I. Tbe FG~I concept on lhe dl'\l•lo111m•11t uf ntwr ~~ \'\W.IMilM&
MULTISCALE AND Fl:l\cnOX.-U.J...Y GRADED ~IATERIALS CONFERI:Nl 'l , l l111111l11l11, 111" 111 \
submiued in lhe Proceedings
DIAS, CM.R. et ai. Long-tenn aging ,~~ fiber-a:ment corrugated ~hl.'Cls - 'I lw l'lkd 111 l',111,,111111, 1
Cemenl and Concrete Composites.. : '· p. 2.5:>-265. 2008.
ETERNIT. Perfil Corporatho Etemit. São Paulo. 2006.
ETERNIT. Disponí\'el em: http: ""'"'..c~:~. Acessoem: JUiho, 2010.
FAEZ, M. S.; BASSA, A. Eucalyptus fibre for fibrecanent compositcs. ln IN'l H{N:\l ll )N \\ 1 ·1, • , \
COMPOSITESCONFERE\CE. IO.&i:>Pido. B.-JSil.15-18nov. ID>Proaullni:, ICI> RI >1'-11 S."-•1\1111..• I\ , 1 11
GIANNASI. F.; TIIÉBAUD-MOXY.A . ~pation exposun:s to a\bcMo, in lirn,il l11h•n111th11111I ,hl\11\"'\
Environmental Health. Philadelphi:i.. , . 3. n. 2, p. 150-157, 1997.
HANNANT D. J. Durabilil) of polyJJIUP:lene fibe5 in Portland cemcnl-b,1,c<l rn1111><,,lll'' 1~h1 11 ,
Concrete Research, , . 28. n 12. p. 1809-1 lí. 1998.
HARRJSO , P. T. C. et ai. Comparath e hazards of cbl)sotiJe asbestos and it\ ,uh,1111111', 11 1 111\'I •"' l'
Perspect. v. 107. n.8.p. 607-11. 1999.
lKAI, S. et ai. Asbestos-free t.echno!O!?\ \\llh De\\ high tenací1y PI' Pol> p11,p\ 11•11,• Ili I o,
Constructioo and Buildiog .M ateriais. ,. 2.!. p.171- 180, 20IO.
IM.BRALIT. Disponível em: hnp: w,rnimbraliLCOm.br. Acesso 1:m. fcv 2007,
1
NFIBRA. Disponível em hnp:' ",, ·11"bra.com.br. Ace.;o em: fcv 2(X)7
ISA!A, G. C., Editor. Concreto: Ensino. Pesquisas e realizaçtlé'I, v. 1 rnp11ul1 1 Ili \ 'n11 ·1,1,, \\•
Concreto - IBRACO:\ 2003. - 92 p.
KAl.BSKOPF. R et ai. Durabilit, of fiber-cement roofing pmcl11rt, . ln INI li'\ • \ ll ' H1' l'
~OMPOSITE M ·\f RIALS. 8. Sun ·\ 'alle-.. E 2. J>roceeding.'i. Mc,.,cow li) l huw1 11, 1•1 l,11lh• · '· {'
' IM,P.J.et al. \!icrnmechanics-based
MORT
swd,

of oellulose cement in lk,nm· ( 1·1111·111111111 t ,,11, l\' h ~, ~
' ON, 1 H ,\f-,.ERS, s. A. s.: COOKE, T. Performance ~,a~h plru· flh1•1 ~ ln l1h1•1 , 1·111\"111 ,,~ h
~ 'ORGANIC E.D ABER CO~fPOSfll:S COSFEIH· ;( P 10.. Sou l'.111111 li\ ,,ti, 1 l~ 11 ,,
OMJ. São L EDUSP, 2006. p. 163-178.
pu,I iDelbanr O dmmpeaho e dunblDdade das llbns de coco e sisai na matriz de ciniaito
M tJSP,, 9fi)6; 1ttf.p. 1àfe (Doutorado em Engenharia de Ow1ruçio Civil e Urbana), ~ de Pós-
O~Oo"~dD de BOpluni.ade Coi1struçio Civil, Escola Polit6cnica, Universidade de~ Paulo,' São Paulo, :2006.
~ . M.; YAMAM010, R.; .HOSHIRO, H. Loag•term dunbility or kunlon (PVA Fiber) m alkaline condition, ln:
IN'l'BRNA110NAL INORGANICBONDED FIBER COMPOSITES CONFERFJ-JCE. IO, São Paulo, Brasil, 15-18 nov. 2006.
Ptôc.9dlnp (CD-ROM). Sio Paulo, Brasil: EDUSP, 2006. p. 120-134. ~ •
,\VASTANO Jr., H. 7.ooa de tnmslçio entre ftbras e pasta de cimento Portlancl: Caracterização _e mter-relação com as
propriedades mednlcas do compósito. São Paulo: USP, 1992. 209 p. lese (Doutorado em Engcnhana de Construção Civil e
Urbana), Programa de Pós-Omduação do Departamento de Engenharia de Construção Civil, Escola Politécnica, Universidade de
São Paulo. Slo Paulo, 1992.
SAVASTANO Jr., H.; AGOPYAN, V. Transition zone studies of vegetablc fibre-cement paste composites. Cement and Concrete
Composltes, v. 21,n. l,p.49-57, 1999.
SAVASTANO Jr,H.: WARDEN, P. O.; COUITS R. S. P. Microstructure and mechanical propenies of wnste fibre-cement composites.
Cement and Concrete Composltes, v, 27, p. 583-592, 2005.
SAVASTANO Jr, H. et ai. Practure and fatigue of natural fiber-reinforced cementitious composites. Cement and Concrete
Composltes, v. 31, p. 232-243, 2009.
SOROUSHIAN, P. et ai. Cemcnt-bonded straw board subjected to accclcratcd proce.ssing. Cement and Concrete Composites, v. 26,
p. 797-802, 2004.
TONOU, G.H.D. et ai. Cellulose modified fibres in cement bnsed composites. Composites: Part A. v, 40 p. 20-J6-.2053, 2009a.
TONOU, G.H.D. ct ai. Effect of fibre morphology on nocculation of fibre-cement suspensions. Cement nnd Concrete Researcb,
v.39,p. 1017- 1022,2009b.
TONOLI, G.H.D. et ai. Effect of accelerated carbonation on cementitious roofing tiles reinforced with lignocellulosic fibre.
Construction and Building Materiais, v. 24, p. 193-20l, 2010.
TONOU, G. H. D. Aspectos produtivos e análise do desempenho do fibrocimento sem amianto no desenvolvimento de
tecnologia para telhas onduladas. São Paulo: USP, 2006. 82 p. Dissertação (Mestrado em Construções e Ambiência), Programa
de Pós-Graduação da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2006.

Anexo: NORMAS BRASILEIRAS SOBRE FIBROCTh-ffiNTO


Principais Normas da Asoociação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT, para produtos de fibrocimento:

Tolhas onduladas
ABNT NBR 5640: l 99S: Telha estrutural de fibrocimento
ABNT NBR S642: 1993: Telha ondulada e chapa estrutural de fibrocimento - Determinação da impemieabilidade - Método de ensaio
ABNT NBR S643: 1983: Telha de fibrocirnento - Verificação da resistência a cargas uniformemente distribuídas - Método de ensaio
ABNT NBR 6464: 1983: Tubo de fibrocimento - Determinação da resistência à compressão diametral
ABNT NBR 6468: 1993: Telha ondulada de fibrocimento - Determinação da resistência à flexão - Método de ensaio
ABNT NBR 6470: 1993: Telha ondulada de fibrocimento - Determinação da absorção de água - Método de ensaio
ABNT NBR 7196: 1983: Folha de telha ondulada de fibrocimento - Procedimento
ABNT NBR 7581 :1993: Telha ondulada de fibrocimento - Especificação
ABNT NBR 8055: 198S: Parafusos, ganchos e pinos usados para a fixação de telhas de fibrocimento- Dimensões e tipos _ Padronização
ABNT NBR 9066: 1985: Peças complementares para telhas onduladas de fibrocimento - Funções. tipos e dimensões_ Padronização
ABNT NBR 12800: 1993: Telha de fibrocimento, tipo pequenas ondas - Especificação.
ABNT NBR 15210- 1:2005: Telha ondulada de fibrocimento sem amianto e seus acessórios _ Pane 1 • Classificação e requisitos
ABNT NBR 15210-2:2005: Telha ondulada de fibrocimento sem amianto e seus acessórios_ Pane 2: Ensaios
ABNT NBR 15210-3:2005: Telha ondulada de fibrocirnento sem amianto e seus acessórios Pan 3 A · -
- e : mostragem e mspeçao.
Peças complementares, reservatórios e tubos
NBR5649:2006: Reservatório de fibrocimento para água potável - Requisitos.
NBR5650:2006: Reservatório de _llbrocimento para água potável - Verificação da estanqueidade e determinação dos wiumes útil e efetivo
NBR6464: 1983: Tubo de fibroc1mento - Determinação da resistência à compressão diametral.
NBR7 l 96: 1983: Folha de telha ondulada de fibrocimento.
NBR8055: 1985: Parafusos, ganchos e pinos usados para a fixaça-o de telhas de fibroc"iment o· - .
-
NBR9066: 1985: Peças complementares para telhas onduladas de fibrocimento "' - o - u:nensoes e upo
· . -
. - runçoes. npos e dimensoes
NBR 13194:2006: Reservatóno de fibrocimento para água potável - Estocagem mo ta -
~ , n gem e manutençao.