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Materiais de Construção Civil e Princípios de Cieocias .

Geraldo Cechella lsaia (Organizador/Editor) e Bn&enbaria de Materiais


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Capítulo 37

Madeir as na Constru ção Civil


Carlito Calil Junior
Francisco Antonio Rocco Lali
Escola de Engenharia de São Carlos. USP

Sérgio Brazolin
Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo

37 .1 Introdução

No Br~sil, ~ i:nadeira é utilizada, com freqüência. para múltiplas finalidades. Na


con~truç~o. civil, des~a~a-~e na ~o!ução de problemas relativos a coberturas
(res1dencrn1s, comerciais, mdus~rus, construções rurais). cimbramentos (para
estruturas de concr~to), tran_sp?s1çao de obstáculos (pontes. viadutos, passarelas),
ar?1~enament~ (silos vert1cru:. e horizontais). linhas de transmissão (energia
eletnca_, tel~foma), obras portuanas, entre outros. Além disso. é muito empregada
na_ f~bncaçao de componentes para a edificação. como painéis divisórios, portas,
ca1xllhos, lambris, forros, pisos. A indústria move leira e a indústria de embalagens
usam a madeira e os produtos derivados (chapas de diferentes características).
Outros usos podem ser mencionados: nos meio de transporte (barcos,
carrocerias, vagões de trem, dormentes). nos instrumentos musicais, em artigos
esportivos, nas indústrias de bebidas, de brinquedos. de fósforos. de lápis.
O referido emprego vem se mantendo crescente. apesar de alguns conhecidos
preconceitos inerentes à madeira, relacionados principalmente:
• a insuficiente divulgação das informações tecnológicas já disponíveis acerca
de seu comportamento sob as diferentes condições de serviço:
• a falta de projetos específicos desenvolvidos por profissionai habilitados ..
Por exemplo , tem sido usual, mas não é o ideal. que as estruturas de madeira
sejam concebidas por oficiais carpinteiros, muitas y~ze b~~ in~encionados, mas
não preparados para essa tarefa. Outro exemplo e a ex1stencia de numerosas
marcenarias que trabalham com equipamentos ultrapassado~ e mão-de-obra
pouco qualificada, prejudicando a qualidade dos prod~tos fin~s. ~s problemas
daí decorrentes incentivam a formação de uma mentalidade distorcida por parte
los usuários. São mu~to comuns estruturas e móveis de madeira. construídos e
121O C. Calil Junior, F. A. Ro cco La hr e S. Br aw lin

montados nessas circunstâncias, contaminados pelo desconhecimento das


características do material e pela inexistência de projeto.
Ao mesmo tempo, outras idéias errôneas são divulgadas, como a que associa o
uso da madeira à devastação de florestas, fazendo parecer que seu ~mprego se
constitui numa perigosa ameaça ecológica. Não está se nd ? d<:fe~did~, aqui, a
exploração irracional e predatória. O que se almeja é a ap~caçao mteligente. do
manejo silvicultural, co m base em técnicas há muito conhec1d~ po r eng~nherros
florestais e profissionais de áreas correlatas. Isso poderá garantrr a pererndade de
nossas reservas florestais.
É importante ser lembrado, também, que o crescimento, a extração e o
desdobro de árvores envolvem baixo consumo de energia, além de nã
o
provocarem maiores danos ao meio ambiente, desde que providenciada
a
respectiva reposição. Materiais estruturais, como o aço e o cimento portland, sã
o
produzidos po r processos altamente poluentes, antecedidos po r agressõe
s
ambientais consideráveis para a obtenção de matéria-prima. Tais processo
s
requerem alto consumo energético, e a matéria-prima retirada da natureza jamais
será reposta. O contrário se verifica co m a madeira, cuja renovação se processa
mesmo sob rigorosas condições climáticas.
Outro aspecto que favorece a madeira é sua alta relação resistência/densidade.
Pe lo Quadro 1, apresentado po r Calil Jr e Dias (1 99 7) , es sa razão
é,
respectivamente, quatro vezes e dez vezes superior em comparação ao aço e ao
concreto.
Quadro 1 - Materiais estruturais - dados comparativos (CA LIL JR e DIAS , 199
7).

Material A B e E D F G
Concreto 2,4 1.920 20 20.000 96 8 8.333
Aço 7,8 234.000 250 210.000 936 32 26.923
Madeira - conífera 0,6 600 50 10.000 12 83 16.667
Madeira - dicotiledónea 0,9 630 75 15.000 8 83 16.667

As colunas do Quadro 1 representam:


A: densidade do material, g/cm3; no caso da madeira, va lo r referente à umid
ade
de 12%.
B: e!lergia :o ns um id a na produção, MJ/m3; para o concreto a energia pr
ovém
da q~erm~ ~e o~eo; para o aço, da queima do carvão; pa ra a madeira, energia solar
.
C. res1~tencia, MPa; para o concreto, se refere à resistência característica à
~ompressao, produto usinado; pa ra o aç o, trata-se da tensão de escoamento
do
tipo MR-~5?, de ac or ?º. . co ~ ~ NR B 77 00 (ABNT,1998); pa ra a madeira são
os
valores medios da res1stencia a compressão paralela às fibras, referida à umidad
e
de 1~ % : conforme a ~e~omendação da N BR 71 90 (ABNT, 1997).
n_. mod~lo de elasticidade, MPa; mesma descrição da coluna e.
E. relaçao entre os valores da energia consumida na produção e da resistência (B/C).
F: relação entre os valores da resist!ncia e da densidade (CJA).
G: rela~ enlre os ~alares do módulo de elasticidade e da densidade (n'A).
Aléff! disso: a made1r11 ~ l a 8Speclo visual decorativo e pode ser pmameda
sem maiores dificuldades, v1ab_1hzando a definição fonnas e dimensões, as quais s1o
limitadas apenas pela geometria das toras e pelo equipamento usado na operaçlo.
Apesar de sua inflamabilidade a altas temperaturas, as peças de madeira mostram
dl'Sl'mpcnho superior ao_de outros n:iateriais em condições severas de exposição. Na
realidade, a carbonataçao superficial das peças se transforma numa espécie de
"barreira de isolação térmica". Sendo a madeira um mau condutor de calor, a
11
:mpcratura interna cresce mais lentamente, não provocando maior
comprometimento da região central das peças que, dessa maneira, podem se manter
cm serviço cm condições em que o aço, por exemplo, já teria entrado em colapso
(escoamento). mesmo não sendo inflamável. Na Figura 1, está apresentada a
imagem de perfis metálicos retorcidos em decorrência da perda de resistência sob
alta temperatura, apoiados sobre uma viga de madeira que, apesar de carbonizada,
·tinda mantém capacidade de resistência.
' Outra característica importante da madeira é o fato de não apresentar
deformações significativas quando submetida a altas temperaturas,_ tal como ocorre
com o aço, dificultando a ruína da estrutura., conforme mostra a Figura 1.
Maaem1 c.;amomzaaa
Base da Camada Carbonizada
Cilmada Queimada
Base da Camada Queimada

F1gurn 1 Res·1stência ao fogo (RllTER. l990).

umid,,dc
Embora _susccplív; I ao
circunstânc1as especificas, a
a~:rra .mento e ao ataque de cupins e brocas. em
tem sua durabilidade narural prolongada
b tâncias preservativas. Mais ainda, a madeira
qu·tndo previamente tratada com s~ sção menos intensos. No caso de emprego
1 p1<>\',:lll lra;ada ,cqucr cuidados de m~m e~cia de um projeto ela~".1do d: modo a
·gi:i !',,()1:11 . cxknor deve ser salientada a unpo que garantam maior durabilidade a made':
•f'ÍSI j 'li li Sl're111 p~ L'Vistos detalhes construtl~o:o excessiva aos raios solares e à um1da e
. .ta do se a expos1ç
,,11<> do imp, ·g, ,da, cv1 n - . . .. 1
lll
..
ra :-.,
,,, ,,
(
pn ,·rn . d· á ua da chuva.
m: ª g ' , d · tem significativo potern.:1a
ível concluir queª ma erra · - rodutos de
llflljd11d . 1 , , do exposto, e poss É evidente que a d1ssemmaçao dos p . . ·d· d,
. ,uis diversificados ,usos. . de sua qualidade e de sua compe\1Uv1 ~ ".
::;'.' ·stá condicio?ada a gar:i~~á ser conseguido com o domm,o os
l m ros materiais. Isso p
· ao &fàliDtloto~ilamadeira sob diferentes solicitações
de p r o - em concei~s atu~dos e com~
~:eruro aosmtbios de qualidade para material, eqwpamento e mão-
~á adotados para outros materiais. . _
~ mâdeira compõe .a árvore, na qual diferentes 6rgaos desempenham suas
:funções. Na árvore, a água é retirada do solo pelas raízes; as folhas absorve!ll o gás
carbônico do ar; o tronco funciona como sustentação; há elementos para smtetizar
substâncias utilizadas na climatização da árvore; as sementes são responsáveis pela
reprodução do vegetal.
No tronco, entre o lenho e a casca~ há o câmbio, camada microscópica de tecido
meristemático (tenno de origem grega significando divisível). As células do câmbio
se reproduzem, algumas mantendo o caráter meristemático; outras se transformam
em tecido pennanente, regenerando a casca ou formando a madeira. As células
originadas do câmbio seguem dois esquemas de especialização: um para as
Coníferas e um para as Dicotiledôneas.
Ao microscópio, distinguem-se duas formações básicas nas Coníferas (Figura 2):
traqueídes e raios medulares (células radiais). As primeiras são células alongadas,
de até 5 mm de comprimento e fJO µm de diâmetro, com comunicação pelas
extremidades através de válvulas denominadas pontoações. As traqueídes podem
constituir até 95% da madeira das coníferas e têm a função de conduzir a seiva bruta
(no albumo), de depósito de substâncias polimerizadas (no cerne) e de conferir
resistência mecânica ao material. Os raios são conjuntos de células alongadas e
achatadas, dispostos horizontalmente. da casca à medula. Podem constituir até 10%
da madeira das Coníferas e têm a função principal de conduzir a seiva elaborada da
periferia do lenho em direção à medula.

Madeira Canal rcsinífero

Madeira

37.2 Cru
est:J

grossa

raqueídes de parede
delJtada com eontua~es
Figura 2 -Aspectoo anatômicos das coníferas (fAYLOR, 1978).
Madeiras 11a Construção Civil 12 13

A madeira da ,. s Dicotiledônea s
, . apre sent
. ,a quando ob serv ada ao · , ·
rru cro
lo menos tres ele~ent~s basicos (Figura 3): os vasos, as fibras e os raiossco p1 0,
:edulares. Os vasos sao c_elulas alongadas' com até 1 mm de comprimento e 300
µ,m de diâm~tr~, co ~ seçao transv~rsal arre~on~ada e vazada, os poros. Os vasos
dem constitmr ate 50% da maderra das D1cotiledôneas comunicam-se entre si

através das extreffil·dades ce1u1~e~, tem" a função de '
transporte ascendente da
iva bruta (no alburno) e de deposito de substâncias polimerizadas (no ceme).As
}~bras são células alongadas, com até 1,5 mm de comprimento, seção transversal
vazada e arredondada, paredes com espessura sistematicamente superior à dos
vasos. As fibras são elemen!os_ fechados, não possuindo comunicação através das
extremidades. Podem constiturr, dependendo da espécie, até 50% da madeira das
Dicotiledôneas, sendo as principais responsáveis por sua resistência mecânica e
por sua rigidez. Pa ra os raios medulares cabem os mesmos comentários exarados
anteriormente. Lúmem celular, ou simplesmente lúmem, é a denominação dada
ao espaço interno dos elementos anatômicos.
1gura2):
longadas, Madeira
;ão pelas outono-inverno ,
·s podem
iva bruta
conferir
ngadas e Vasos de
até 10% madeira
primavera-
orada da verão com
pontuações

pri ma ver a-v erã o

~micos das dicotiledôneas (TAYLOR , 1978).


Figura 3 - Aspectos anato

d .
37.2 Características físicas da ma erra relevantes para o projeto de
estruturas
· t .
m fluenciadas po r div ersos fator es,
As características da maderra sa- o fortemen tur
e a composição
e ur ·
ruda de d o so 1o
-
entre eles as diferentes condiçoes de tem.d pera ' . d .
, de do povoam en to, tip o e ma ne Jo a
no local de crescimento da arvore, densfl1 a ta Tais fatores provocam vana · ço- es
e!e aplicado e da posição da árvore na ores ;atando-se de árvores da m es ~a
s1gnificativas na madeira formada,
mesmo das de crescimento e de matenal
espécie. São diferenças na espessura das c: :x em pl o. Outros aspectos são: a
crescido nas diversas estações do ano, p
1214 C. Calil Junior, F. A. Rocco Lahr e S. Brazolin

geometria dos anéis de crescimento, a idade das difer~,_ntes camadas? a posição da


amostra em relação à altura da árvore ou ao seu diametro, a ma10r ou menor
incidência de nós e de fibras reversas, de acordo com Karlsen (1967), Kollmann
(1959), Bodig e Jayne (1982), Mateus (1961).
Além disso, a umidade, o número e as dimensões do~ corp~s-de-prova
ensaiados, bem como as condições nas quais os ensaios são reali~a~os mtroduzem
variabilidade nas propriedades da madeira, sejam físicas ou ~ecarucas ..Em suma,
para uma dada espécie de madeira, os valores de suas propnedades ~~am com a
região de origem da árvore; dentro da região, com as p~culian?ades do
povoamento; dentro deste, com a árvore; e nesta, com as smgulandades da
amostra ensaiada. Nos itens a seguir, são feitos comentários a respeito da
umidade, da densidade e da variação dimensional da madeira, cujo conhecimento
é relevante para a indicação das aplicações mais convenientes das espécies.

372.1 Umidade da madeira

A presença da água na madeira pode ser entendida a partir de aspectos relativos


à fisiologia da árvore. Esta, pelo seu sistema radicular, absorve água e sais
minerais do solo, a solução denominada seiva bruta, que, através do alburno, em
movimento vertical ascendente, se desloca até as folhas . Destas, até as raízes,
circula a seiva elaborada, constituída de água e das substâncias elaboradas na
fotossíntese. Daí decorre que a madeira das árvores vivas ou recém-abatidas
apresenta elevada porcentagem de umidade. Nas citadas condições, as moléculas
de água estão presentes no interior dos elementos anatômicos (lúmen) e
impregnando as respectivas paredes, promovendo sua saturação. Nessas
condições, a madeira está saturada ou "verde".
Exposta ao meio ambiente, a madeira de uma árvore abatida perde
continuamente umidade, em princípio pela evaporação das moléculas de água dos
lumens (ág~a liv~e ~u de capilaridade). Concluída essa parte do processo, diz-se
que a maderra atmgm o ponto de saturação (PS), definido como a condição na
qual se mantêm, na madeira, apenas as moléculas de água localizadas no interior
das paredes celulares, a água de impregnação ou água de adesão , conforme
explicações de Galvão e Jankowski (1985), Kollmann e Cotê (1968), entre outros .
. A ~vaporação das moléc~las de água livre ocorre mais rapidamente até ser
atmgido o ponto de saturaçao, em geral correspondente à umidade entre 20% e
30~. A ~R 71_90 .CABNT, 1997) adota, como referência, 25 % para O PS. A saída
da agua livre nao mterlere na estabilidade dimensional nem na resistência e na
elasticidade.~ partir do ~S, a evaporação prossegue com menor velocidade até
alc~çar o rnvel de urmdade de equihôrio (UE), que é função da espécie
considerada, da temperatura (T) e da umidade relativa do ar (URA). ANBR 7190
(ABNT, 1997) trabalha com UE= 12%, condição que é atingida com T = 20º C
e DRA. = 65%. Porcentagens de umidade inferiores à UE somente são
conseguidas em estufas ou câmaras de vácuo.
A madeira pode, ainda, apresentar água sob a forma de vapor. Essa parcela é
quantitativame nte desprezada à . .
comparação com a da ubs~ia n : ~ ~ ~~a densidade do vapor, em
P,rocesso de evaporação das moléculas d álíqui~o. Denomina-se secagem ao
Arvo~s recém-cortadas podem conter elev~o~ª livre e ~a de impregnação.
redu~1dos enquanto é aguardado O desd b ~ s ~e wrudade, que vão sendo
contmua a diminuir. com velocidade o rofre ~1s dess~ fase, a umidade
condições ambientai . das dimensões : : so as a mflu~nc1a da espécie, das
adotado. O proce sarnento final somente de peç efi do tipo de empilhamento
inferiores ao PS. ve ser e etuado a níveis de umidade
A evaporação da água diminui a densidade da madeira b .
o custo de seu tran porte. Além disso a tran ti _, o que aca .ª por reduZtr
produtos próprio. para emprego nas ~ais di~ ormaçao .da ~derra bruta em
secagem ~r divers~ razões. das quais são aqui ;::c:S!~açoe s requer prévia
• ~eduçao da mov1menta~ã~ dimensional, permitindo a obtenção de peças cujo
ese~~nho. nas cond1çoes de uso, será potencialmente mais adequado·
• possibilida~e ~e melhor ~esempenho de acabamentos, como tintas, venrizes
e produtos 1gnífugos. aplicados na superfície das peças·
• redução da prob~ilida~e de ataque de fungos; '
: aumento da eficacia da rmpregnação da ?'ladeira ~ontra a demanda biológica;
aum~n_to dos , alares correspondentes as propnedades de resistência e de
elasticidade.

37.2 .1.1 Determinação da umidade pelo método da secagem em estufa


O método da secagem em estufa é o recomendado pela NBR 7190 (ABNT,
1997) para a determinação da umidade da madeira. As amostras a serem
empregadas devem ter seção transversal retangular, com dimensões nominais de
2 cm x 3 cm. e comprimento (ao longo da direção das fibras) de 5 cm.
Determinada a sua massa inicial em balança de sensibilidade 0,01 g, o corpo-de-
prova é colocado na cámara de secagem (estufa) com temperatura de, no máximo,
103 ± 2ºC. Durante a secagem . a indicação normativa é de que "a massa do corpo-
de-prova deve ser medida a cada seis horas, até ocorrer, entre duas medidas
consecutivas, variação menor ou igual a 0,5% da última massa medida. Esta
m assa será considerada como a massa seca".
Deve ser obser.ado que. para temperaturas da ordem de lOOºC, corpos-de-
é ser
prova das dimensões citadas necessitam_ ?e aproximadame nte quarenta e oito
o%e horas até atingirem a massa seca. Para fac11Jtar o processo, sugere-se _que o_corp~-
saída de-prova seja mantido em estufa por quarenta e oito hora~ e, na contmuaçao, seJa
e na avaliado, a cada seis horas: se o processo de secagem foi completado. O teor de
/

e ate unidade da madeira (U) . em porcentagem, corresponde à razão entre a massa da


écie agua nela contida e a massa da madeira seca. É obtido pela Equação 1:
190
U(%) = m1 - m, z 100 (Equação l)
oºC m,s
são
1de: m i: mas::,a :nicíal da amostra~ m,: massa da madeira seca.
37,.2.1.2 Estimativa da umidade da madeira us~do m~did?re~ elétricos
Em diversas situações práticas, em especial na 1~dustna de produtos
derivados da madeira e nas providências para o receb!mento, em ?bras, de
lotes de peças, são necessárias estimativas expeditas ~a um1da,de. da
madeira. Estas podem ser conseguidas por meio dos medidores ele!ncos
de umidade, equipamentos que fornecem as resp,os.tas a par!1r da
resistência da madeira à passagem de corrente eletnca, propnedade
também influenciada pela umidade. Os citados equipamento s são
usualmente calibrados para duas faixas. Uma delas corresponde ao
intervalo entre 5% e 25% de umidade (inferiores ao PS), em que a
resistência elétrica é significativam ente afetada pela umidade. A outra
faixa se refere a valores superiores a 25% de umidade, em que a entre a
resistência elétrica é bem menos influenciada pela umidade, aspecto que condiçõe.
conduz a uma considerável redução da precisão das estimativas fornecidas preenchi
pelos equipamentos .
p
37.2.1.3 Indicações da NBR 7190/1997 em relação à umidade da madeira
A NBR 7190 (ABNT, 1997) estabelece, em seu item 6.1.5 , que, no O vol~
projeto de estruturas de madeira, o dimensionam ento das respectivas saturação~
barras deve ser efetuado admitindo-se uma das classes de umidade prova sub
especificadas em sua Tabela 7. com vari~
determin~
37.2 .2 Densidade de massa da madeira A dens
entre a mi
A densidade de massa é uma das propriedades físicas fundamentais caso da N
na definição das melhores aplicações da madeira de diferentes
com umid
espécies. No caso de estruturas, seu peso próprio é estimado a partir do
valor da densidade da espécie (ou classe) utilizada . O conceito físico p
indispensáve l à compreensão do assunto é o da quantidade de massa
por unidade de volume . Considerando a natureza típica da madeira,
dec_or,re_?te de sua ~strutura anatômica, é complicada a aplicação das
defm1çoes de densidade absoluta e de densidade relativa. Seu caráter 37.2.2.2 I
higroscópico combinado com sua porosidade, suas singularidade s d A Porce
fisiológicas associadas à sua permeabilida de requerem uma abordagem ª madeir
particular da densidade à madeira. Variação f
e Cotê ( I e
te ~
37.2.2.1 Definições 111 Peractc
~ ?ensidad~ é _uma d~s propriedades físicas fund am en tais para anual. O e
defrntr as aphcaçoes mais convenientes da madeira das 11 fere ntes
espécies disponíveis para comercializa ção. O conceito físi c O vo lvido
é o da quantidade de ma a ontida em uma unidade d volum
Entre!anto, a estrutura anat~mica da mad ira eu carát r higro 6pi o
combinado com sua poro idade e ua p rmeabilidade requerem uma
abordagem específica para a adequada compreen io do a unto.
Llto8 A densidade real trata da relação entre a ma a da madeira contida
, de na amostra conside~ada .e o volume ei tivamente ocupado por ela,
da descontados os vazios interno ocupado pela água e pelo ar. A
cos determinaçã o da densidade _real não integra a rotina e perimental para
da a caracterizaçã o da madeira, ma e con titui num procedimento
de esclarecedor de sua natureza e do eu comportamen to. Mesmo sem
discutir os procediment o experimentai adotado pelo autor.
menciona-se que Hellmeister ( 1973) e tudou doze e pécies de madeira,
ªºa entre coníferas e dicotiledône a . e obteve o resultado de 1,53 ± 0,03
tra g/cm3 para a densidade real.
a A densidade básica (PbaJ. convencional mente. é definida pela razão
ue entre a massa seca da amostra considerada e o respectivo volume na
as condições de total saturação. ou seja. todos os seus vazios internos são
preenchidos por água.
Pbas = ms (g/cm3) (Equação 2)
vsat
no O volume saturado (porcentagem de un~idadc _ aci?"'a. do ponto de
as saturação) é determinado considerando- se as d1mensoes fma1s do corpo,-de-
de rova submerso em água, até ser atin~ida m~ssa cons~ante ou. n~. m~x1mo,
p · - d e O,5 ,o em . relação
com vanaçao 01
. a medida
,, antcnor. A massa seca é
determinada conforme descnto no item 37 ,_. l, I. , .. . , ,
A densidade aparente (Pap), convencionalm cntc, e dctm,da P.cl~ ~azao
olume de corpos-de-pro va para uma dada umidade. No
JS entreda ~.;:,~9~ (ABNT, 1997). a den idade aparente se refere a amostras
caso a d. - t se·
com umidade de 12%. Nessas con içoes, em-, .

Pap = Vffi12
(g / )
Cm3
(Equação 3)
12

" . . de na densidade aparente da madeira


37.2.2.2 Influencia da um1da d . t·1uc"11c·1·1 n·1 dcn~idade aparente
·d d tem oran e I n , • . .
A porcentagem de um~ a eh ·J
procedimento ~ para quant1f1car essa
da madeira. U m dos mais con ec1 ~s llm·rnn confonnL' rdatam Kollm~tnn
variação foi proposto em 19~4 p~~ll~an; tral1alhou com espécies d~ cl1111a
e C'otê (1968) . Em sua p~sqmsa, .· d . pl)f pct1u~na taxa de crtsc1mento
I . f caracteI1za ª~ e· 4
t perado e de e 1ma no , .d studo é apresentado na 1·1gura ·
ai. O diagrama final do refen o e ,
a
s
)
37.2.3
Na
proprie
esses ~
Iongitu
diretam
fundam
molécu
fenôme
ponto d
quantid
1 11 11 20 ao .. a 100 100 200 IIO .a IIO afastam
Teor de umidade U (%) as corre
Figura4 - Diagrama de Kollmann (LOGSOON, 1998). As
relevân
Logsdon (1998), empregando espécies crescidas no Brasil, propôs a seguinte disponrn
expressão para representar a influência da umidade na densidade aparente: para as
Pri = Pu + Pu [ (I - ô,, )·
(12-U)]
I OO
requisit 1

(Equação 4)
de mov
Nessa equação, tem-se: aprovei
de celu]
AV llV = Yu - Ys · 100 onde: cornpen
Ôy=- e
u Ys

p 1~ = densidade aparente à umidade de 12%. g/cm3; 37.2 .3.1


Pu - densidade aparente à umidade de U%, g/cmJ; Consi
U = umidade da madeira no instante do ensaio,%; Peculia
variaçõ
8v = coeficiente de retratibilidade volumétrico (ver item 37.2.3.2); elll dife
.lV = retração volumétrica, para umidade \'ariando entre U e 0% ( ver item P~aticam
37232); direç-
r ao
V t: = volume do corpo-de-prova com umidade de U%, cmJ: etraç-
\\ = volume do corpo-de-prova com umidade de 0%. cm\ vaioresªº
O diagrama elaborado por Kollmann e a expressão sugerida
Logsdon podem ser usadas para corrigir o valor da densidade aparenté
de um c?rpo-?e-pro v~ para a ~midade de 12%. Tal correção se faz
necessána, pois é pr~ticamente impossível condicionar uma amostra a
exato~ 12% de umi~ade, para obter sua densidade e as demais
propned~des requeridas para o desenvolvime nto de projetos
estrut_urais. NBR 7190 (ABNT, 1997) não faz qualquer indicação a
respeito do~ procedimento ~ a ~dotar para corrigir a densidade aparente
para a umidade ~e referencia de 12%, adotada pelo mencionado
documento normativo.

37.2.3 Variação dimensional da madeira


Na madeira, a variação dimensional é caracterizada pelas
propriedades de retração e de inchamento. Em razão da ortotropia,
esse~ fe~ômenos _referem-se à~ três direções principais: axial (ou
longitudinal) , radial e tangencial. A estabilidade dimensional está
diretamente relacionada à presença da água no interior da madeira. É
fundamental lembrar que o aumento ou a diminuição do número de
moléculas de água livre não influi na retração e no inchamento,
fenômenos que se manifestam em níveis de umidade inferiores ao
ponto de saturação. Nessas condições, a diminuição ou o aumento da
quantidade de água de impregnação provocam aproximação ou
afastamento das cadeias de celulose e das microfibrilas , ocasionando
as corresponden tes variações dimensionais de retração ou inchamento.
As múltiplas implicações práticas daí decorrentes enfatizam a
relevância do seu estudo. Às vezes, espécies com grande
te disponibilida de numa determinada região não podem ser indicadas
para as aplicações nas quais a estabilidade dimensional seja um dos
requisitos prioritários. Entretanto, o conhecimento das característica s
D 4) de movimentaçã o dimensional da madeira acaba por viabilizar o
aproveitamen to de espécies menos estáveis na produção, por exemplo,
de celulose e papel, chapas de fibras, chapas de aglomerado, de
compensado e outras.

37 .2 .3 .1 Causas das diferentes variações dimensionais e ortotropia


Considerada s as condições de formação da madeira e as
peculiaridad es de s ua estrutura anatômica, constata-se que as
variações dimensio nais devidas à retração e ao inchamento a~ontecem
Pm diferentes proporções, nas direções pri.nci~ais de o_rtotropia, sendo
p raticamente desprezíveis na dir~ção_long 1tudm~l, mais ac~ntuadas na
1
direção radial e máxi mas na d1r,eç~o ta~gencial (ver Figura. 5). A
etração e o inchamento volumetnco sao calculados a partir dos
Jore~ corresponde ntes às direções principais.
Figura 5 - Coordenadas para definição das proprieda des da madeira (BODIG e JAYNE, 1982).

No Quadro 2, estão apresentados os valores numéricos das retrações


dimensionais, de acordo com a direção considerada, e da retração volumétrica. São
significativas as variações observadas para a retração total, definida como a que
ocorre no intervalo de umidade compreendido entre o ponto de saturação e 0%.
Quadro 2 - Porcentagens de retração (Galvão e Jankowski, 1985).

Retração Total %)
0,1 a 0,9
2,4 a 11,0
3,5 a 15,0
6,0 a 27,0

Para a totalidade das essências já estudadas, a relação entre as retraçõ es totais


nas direçõe s tangenc ial e radial é superio r a 1. Valores médios situam- se
entre 15 e 2,5. A razão mais forte para explica r esse fato é a presenç a dos
raios medula res, embora outros aspecto s ligados à anatom ia possam ser 37.2.3.2
evocad os, segund o Stamm (1964). As células que compõe m os raios A varia
medula res se orienta m, horizon talment e, da casca para a medula . Nessa em relaç-
direção , sua retraçã o é baixíss ima, pois é aceita a hipótes e de que as retração .
células dos raios apresen tam as microfi brilas dispost as de modo análogo ou super"
às células compon entes das fibras e vasos , no caso das qjcotile dôneas , e Calculada
das traqueí des, no caso das conífer as. Em síntese , os raios impõem
ANBR
restriçã o à movim entação dimens ional na direção radial. Como na da Porc
direção tangen cial não há predom inância de qualqu er elemen to retração (
anatôm ico, a movim entação dimens ional corresp ondente é mais elevada . radial e j _
A diferen ça entre as porcent agens de retraçã o radial (R) e tangenc ial (T)
é fator respon sável pelas trincas , rachad uras, empena mentos ,
f r,J.
encano amento s , torcime ntos e outros defeito s no tran scurso dos
process os de secagem , conform e detalha do no item 37 .2 .3 .3.
As espécie s com baixa relação T/R e baixos valores absolutos de Te R
são as de melhor estabili dade dimens ional. No Quadro 3, pode ser
observa do que isso acontec e, por exempl o, com o Cedro, .i Mogno, a
Tatajub a e a Sucupi ra. 0 caso do Jpê e d B . . .
ambos tenham T/R = 1~ 0 prime· : ~ipto C1triodora~-endôl
mencio nadas. Camba rá. E~calipto T;;:f m~ e Das e p · táyel.
instáve is. As inform açõe contida 1 om1 e Go1abão são as mais
publica ções de Galvão e Jankow ki o:S~/a;ela
foram retiradas de
(1989) . Rocco Lahr e Roble (1997) . ouza (1997), Melo et ai.
Quadro 3 - Variação dimensional de algumas '""" . . .
e .,..c1e bra dc1ras.
Espécie R(%) T(%)
982).
Relaçlo
TIR
Angelim Pedra 4,3 7,0 1,6
ações Cambará 3,6 8,7 2,4
Castanheira 4,7 9,4
a.São 2,0
Cedro 4.0 5,3
a que Cupiúba
1,3
0% 1 4,3 7,1 1,7
Eucalipto Citriodora 6,5 9,6 1,5
EucaJipto Tereticomis 7,3 16,7 2,3
Freijó 1 6,3 11,7 1,9
Goiabão 1 8,9 18,8 2,1
lpê 1 5,1 7,8 1,5
Jatobá 1 3,6 6,9 1,9
Louro Preto 1 4,2 8,0 1,9
Mandioqueira 1 4,7 9.3 2,0
Mogno 1 3,0 4,1 1,4
Sucupira 1 5,9 7,3 1,2
otais Tatajuba 1 4,1 5,9 1,4
m-se
a dos
ser 37.2.3. 2 D etermin ação das porcent agen de retração e de incham ento
ra10s A variaçã o dimens ional nas direçõe princip ai da madeir a é calcula da
essa em relação às dimens ões iniciai . Para o cálculo da porcen tagens de
retraçã o. as dimens ões iniciais se refe rem à amo tra com umidad e igual
~e as
ou superio r ao PS. ~o caso do incham ento. as porcen tagens são
~logo
calcula d as a partir das dimens ões da amo tra eca .
f':s, e A N BR 7190 ( AB!\1. 1997) indica a Equaçã o 5 para a determ inação
ooem das porcen tagens de retraçã o total ou deform ações específ icas de
retraçã o (fr.j). com j = 1 para a direção long itudina l~ j = :! para a direção
radial e j = 3 para a direção tangen cial.
€ · = L ·!.sal -L·LSCCa J• l 00 (Equaç ão 5)
r.J ( L
tos, ,,seca

dOS onde :
L,.sat = dimens ão linear. para umidad e igual ou uperio r ao PS~
eR L ,~eca = dimens ão linear. para umidad e = 0 % . .
f
, 5er \ E quação 6 é indicad a pela :H3R 7190 lAB T. 1997) para deternu nar
10, ª
de

(Equação 6)

AV • v. -Vsoca ·100 (Equação 7)


Vseea
onde:

Os corpos-de-pro va para o estudo da estabilidade dimensional devem


ter, de acordo com a NBR 7190 (ABNT, 1997), seção transversal
nominal de 2 cm (na direção tangencial) x 3 cm (na direção radial). O 373
comprimento é de 5 cm (medidos ao longo da direção das fibras). As
dimensões Li se constituem na média de pelo menos três medidas em A
cada lado do corpo-de-prov a. Devem ser desconsiderad as as amostras
dos 1
que apresentarem defeitos decorrentes do processo de secagem. pnn'1
Também tem interesse prático o chamado coeficiente de
retratibilidade (SJ, principalment e nos procedimento s de correção da con,
Fi~ ,
densidade aparente da madeira para a umidade de referência de 12%,
conforme fixa o documento normativo brasileiro. Define-se Sv como a
fibra~
razão entre a retração volumétrica e a umidade corresponden te ao PS da
espécie. Trata-se, então, de um parâmetro que exprime a porcentagem de maio1
retração que se verifica para 1% de umidade , rios teores abaixo do PS . possÍ'
no1m
37 .2.3 .3 Defeitos decorrentes do processo de secagem ( resiste
As peculiaridade s anatômicas da madeira, as quai s Jevam à As
consideração das três direções principais já comentadas, requerem que a carac
condução do processo de secagem seja cuidadosamen te reali zada. O norm.
mesmo pode ser dito a respeito do armazenamen to do material já direçl
processado. Deficiências na condução da secagem ou cuidados propr
insuficientes no armazenamen to das peças serradas provocam uma série
de defeitos que restringem ou mesmo inviabilizam o aproveitamen to de 37.3_
tais peças. Alguns dos defeitos mais freqüentes entre os mencionados
estão ilustrados na Figura 6. Qu
agem
resist
8 0lici

os de
-----~---~------
encanoamento
arqueamento

encurvamento
-~ .:;;- ;
-=;;

torcimento
vem Figura 6 - Defeitos de secagem (MAINIERI, 1983).
rsaJ
). o
. As 37 .3 Propriedades de resistência e elasticidade
em
tras As propriedades de resistência e elasticidade são influenciadas pela disposição
d~s ~lementos anatômicos responsáveis pela resistência mecânica, que são
prmc1palm~nte as fibras, no caso das dicotiledôneas, e as traqueídes, no caso das
de coníferas. E importante definir os eixos de referência. conforme mostrado na
da Figura 5.
%, A direção longitudinal (ou axial) das peças é cpincidente com a orientação das
oa fibras e é denominada direção paralela às fibras. E a direção que apresenta valores
da maiores de resistência e de rigidez. Em termos práticos de construção civil, não é
de possível fazer distinção entre as direções Radia] (R) e Tangencial (T), denominadas
s. normal (ou perpendicular) às fibras. Essas direções apresentam valores próximos de
( resistência e rigidez, mas muito inferiores ao da direção paralela às fibras.
1
As propriedades de resistência e rigidez na direção paralela às fibras são
à caracterizadas pelo índice "O", enquanto o índice "90" caracteriza as da direção
ea normal. Esse índice indica o ângulo entre a direção do esforço aplicado e a
o
. .,
direção das fibras . A seguir, são apresentados aspectos qualitativos das
propriedades mecânicas da madeira .

os
rie 37.3.1 Compressão
de
Q uando a peça é solic itada por compressão Pª:ªl~la às fibras,.,as _forças
os agem paralelament e à direção dos e]emen_to~ an.at~m1cos _responsave1s pela
resis tência, o que confere uma grande res1stenc1a a m~de!ra._ Para o caso de
~oi icitação normal, a madeira apresenta v~lore~ de res1ste?cia_menores que
0 .., de compressão paralela, pois a força e aplicada na direçao normal ao
o

37

o
Figura 7 - Comportamento da madeira na compressão (RITTER, 1990).
J di
pe
fat
Já para solicitações inclinadas em relação às fibras da madeira, adotam-
se valores de resistência intermediários entre a compressão paralela e a
normal, valores estes obtidos pela expressão de Hankinson, que é
apresentada na NBR 7190 (ABNT, 1997), no seu item 5.1.5. A Figura 8 du·
mostra os três tipos possíveis de compressão na madeira. dir
pc-11
llI1$
ci ~~
r~si

Figura 8 - Compressão na madeira (RITTER, 1990).

37.3.2 Tração

Dois tipos di_!'erentes de_ tração, podem ocorrer em peças de madeira: tração
par_al~la _ou tr~çao peiye~dicu.lar as fibras. As propriedades rckre11tcs a essas
solic1taçoes diferem ~1gnificat1vamente. A ruptura por tração pai ,tida às libras
pode ocorrer por deslizamento entre as fibras (ou traqueídcsJ ou O ruptura de
suas paredes.:..Em ambos os modos de ruptura, a madeira aprcscntn , os valores
de deformaçao e elevados valores de resistência.
Já n_a ~P~ P?r tração no rm alü fintá madeira ~ t w
de res~stenc1a, pois os esforços atuam 111'. "dileção perpendieülalr li
traque1des), ten den do a separá-Ias, com bai xos valores de defi
Consid~rand<;> a b~ a resistência da madeira nessa direção, devem ser evitaÉIJ&¼,
em ~r~Jet~, s1tuaçoe~ que co?duzam a tal forma de solicitação. A Figura 9 ilustm
a solic1taçao por traçao nas direções paralela e perpendicular às fibras da madeira.

Figura 9 - Tração na madeira (RIT IER , 1990).

373 3 Cisalhamento

A direção do plano de atuação das tensões de cisalhamento tem influência


direta na resistência da madeira para esse tipo de solicitação. Quando o plano é
perpendicular às fibras (ou traqueídes), a madeira apresenta alta resistência pelo
fato de a ruptura implicar cisalhamento desses elementos. Antes da ruptura por
otam.. cisalhamento, certamente a peç a já apresentará problemas de resistência na
la e a compressão normal.
que é Quando o plano de atuação das tensões de cisalhamento é paralelo às fibras,
gura 8 duas situações distintas podem ocorrer. Se a direção das tensões coincide com a
direção das fibras , ocorre o cisalhamento horizontal. Se a direção das tensões é
perpendicular à direção das fibras, existe a tendência de esses elementos rolarem
uns sob re os outros (cisalhamento "rolling"). A Figura 10 mostra os tipos de
cisalhamento comentados. A situação na qual a madeira apresenta me nor
resistênci a é o de cisalhamento horizontal.

Figura 10 - Cisalbarnento na madeira (RITTER , 1990).

tração 37.3.4 Fle xão simples


essas
fibras Q mdo a ma dei ra é soli citada à flex ão simples , oco rre m quatro tipos de
ra de est os : com pre ssã o par ale la ~~ fib ras , t~a ção par ale l~ às fib ra,s ,
a1ores me nto hor izo ntal e, nas reg10es dos apo10s , com pre ssa o nor ma l as
res
de
ret

37

Figura 11 - Flexão na madeira (RITIER, 1990).


so
des

37.3.5 Torção !in~fi


lil
vai
O comportamento da madeira solicitada por torção ainda não é muito fór
conhecido. A norma brasileira recomenda evitar a torção de equilíbrio em peças
de madeira, em virtude do risco de ruptura por tração normal às fibras decorrente 37
do estado múltiplo de tensões atuante. (]
seu
37.3 .6 Resistência ao choque A~
con
A resistência ao choque é a capacidade do material de absorver rapidamente loc:
energia pela deformação. A madeira é material de ótima resistência ao choque. tam
Para quantificar a resistência da madeira ao choque, o Anexo B: Determinação ger:
das propriedades das madeiras para projeto de estruturas, da NBR 7190 (ABNT,
1997) prevê o ensaio de flexão dinâmica.

37.3 .7 Fatores que influenciam as propriedades da madeira


Pelo fato de a madeira ser um material de origem biológica, está sujeita a
variações na sua estrutura que podem acarretar ~u~an9as nas ,_su~ proprie?ade~.
Essas mudanças são resultantes de três fatores prmcip~s: anatormcos, ambientais
e de utilização.
..-
37.3.7.I Fatores anatômicos

373 .7.1 .1 Densid ade


Quanto maior a densid ade ma1• , • •
.. ,. . , or e a quantidade de madeira por volume
e. como conseq uencia , a resistên cia também aumenta. Alguns cuidados
de~em ser tomado s com valores da densida de, pois a presença de nós,
0
resmas e ext_rat~s P. ?e ~umen tar a densidade sem, contud o, contrib uir para
uma melhor ia s1~01f1cativa na resistência.
. Outro aspecto import ante a ser considerado é a umidade da madeira, que
rnt~rf;re_ aume!1t~ndo a sua densida de aparen te e reduzin do a sua
res1ste~cia mecam ca: P~rtan to, a densidade deve ser tomada para um teor
de umidad e de referen cia. Confor me descrito no item 37 .2.2, o valor de
referên cia do teor de umidad e é 12%.

373 .7.1 2 Inclinação das fibras


A inclina ção das fibras (ou traqueídes) tem uma influência significativa
sobre as proprie dades da madeir a a partir de certos valores. Essa inclinação
descre ve o desvio da orienta ção das fibras da madeir a em relação a uma
linha paralel a à borda da peça. A norma brasileira permite descon siderar a
influên cia da inclina ção das fibras para ângulos de até 6º. A partir desse
valor, deve-s e verific ar a variaçã o das proprie dades da madeir a pela
fórmul a de Hankin son, confor me recome nda a NBR 7190 (ABNT , 1997).
373 .7.13 Nós
Os nós são originá rios dos galhos existen tes nos troncos da madeir~ após
seu desbas te (Figur a 12). Existem dois tipos de nós, os s~ltos e os fumes.
Ambos reduze m a resistê ncia da madeir a pelo fato de rnterromperer:n a
contin uidade e direçã o das fibras. També m podem causar efeitos
localiz ados de tensão concen trada. A influê~ cia de um _nó dep~nde do seu
tamanh o, localiz ação, forma, firmez a e do tipo de tensao cons1d :rada. No
geral , os nós têm maior influên cia na tração do que na compre ssao.

(
, -

... --·~ -- ~
-
- Figura 12 - Presença d e nós na madeira (MAIN!E RI . 1983).
37.:J 7,f!A~foi nmu,ais'ila 1iiadeira
Dais tipo$ de defettos principais podem ocorrer decorrentes da
natureza-~a madeira. O primeiro está relacionado com o encurvamento
do tronco e dos galhos durante o cresci~ento da _ár~or~, alterando o
alinhamento das fibras e podendo influenciar na resistencia. Outro fator
a ser observado é a presença de alburno, Figura 13a, que, ~or suas
próprias característica s físicas, apresenta valores de resistência
menores.

373 .7.1.5 Presença de medula


Quando a peça serrada contém a medula, provoca diminuição da
resistência mecânica e facilita o ataque biológico. Podem também
surgir rachaduras no cerne próximo à medula, decorrentes de fortes
tensões internas devidas ao processamento.

37.3 .7.1.6 Faixas de parênquima


As faixas de parênquima (células de depósito de amido, Figura 13c)
..
têm baixa densidade e pouca resistência mecânica. Quando presentes
em elementos submetidos à compressão, estes podem entrar em ruína
por separação dos anéis.
373.7
São
peças.

(b)
373.7
São
Destac,
Figura 13 - (a) Presença de alburno; (b) Presença de medula; (e) Faixas de parênquima transve
(MAINIERI, 1983).

37.3 .7 .2 Fatores ambientais e de utilização

37.3.7.2.1 Umidade
(? ~eo~ de um~d.ade tem infl~ência direta nas propriedades de
res1stencia e elast1c1dade da madeira. Para referenciar esses valores a
norma NBR 7190 ( 1997) considera o teor de umidade igual a 12 % . P;ra
outros valores, devem ser feitas as devidas correções.
37.3 .7.2 2 Defeitos por ataques biológicos
. Esses def~itos são decorrentes dos ataques provenientes de fungos ou 37.4 Pr
msetos. Os msetos causam as perfurações, que podem ser pequenas ou
grandes. Os f.ungos causa~ manchas azuladas e podridões (clara ou Prese
parda), como ilustrado na Figura 14. controle
{
marinhe
'
perfurações grandes

=
~ -

podridão
mancha
Figura 14 -Ataques biológicos (MAINIERI, 1983).

373 .7.2 3 Defeitos de secagem


São originados pela deficiência dos sistemas de secagem e armazenamento das
peças. Já foram comentados anteriormente.

373 .7.2 .4 Defeitos de processamento


São originados no desdobro, transporte e armazenamento da madeira.
Destacam-se dois defeitos principais: as arestas quebradas e a variação da seção
transversal (Figura 15).

Figura 15 - Defeitos de processamento (MAINIERI, 1983).

37. Preservação de madeiras - sistema de categorias de uso


r , - d adeiras é O conjunto de medidas preventivas e curativas para
açao e m . - .. f rf d
COJ de agentes biológicos (fungos e ms~t~sd xi~ 1 ago~ ~ ped ~~ ores
me. ,. físicos e químicos que afetam as propne a es a ma erra, a o a as no
~ tema cl categorias d u o, proposto por B~oll n et ai.
.. '11
cC.:>U

ote:lêO~ uma ferram nta impliticada para a tomac!a .de decisões quanto
ao uso racl naJ inteligente da madeiro na construção c1~d. fome~~ndo uma
abordag m · têmi a ao produtor u uário que garanta maior durab1hdade das
constru
O i tema n i t no tabelecimento de seis categorias de uso baseadas nas
condiçõe d posi ão ou u o da madeim. na expectativa de desempe~ho do
component , n pos í i~ agentes biodeterioradores presentes. Esse sistema
conduz a uma refl ão obre à medidas que devem ser adotadas durante fase de
elaboração d proj to de uma constmção e auxilia na definição do tratamento
preservativo da madeira (produto e processo) em função da condição de uso a que
ela e tará xposta.
Para se utilizar mndeim como material de engenharia na construção civil, as
seguintes etapa , devem :er considemdns obrigatórias:
a) elaboração do pn)jeto com foco para diminuição dos processos de
instalação e desenvol\'imcnto de organismos xilóf'agos;
b) definição do ni\'el de desempenho necessário para o componente ou
estrutum de madeir.1. tai: ~omo: vida útil, responsabilidade estrutural, garantias
comerciai e legai.. . . cntn- outras:
e) avaliução dos ri: ' O, biológico aos quais a madeira será submetida durante
a sua vida útil - ataqut: de fungos e insetos xilófagos e perfuradores marinhos;
d) ?~tem1innção da n~c~~~idade de tratamento preservativo, em função da
durab1ltdnde natural tn ltnb1ltdadc elo cerne e alburno das espécies botânicas que
serão utilizad a::
e) defini ão dol~) tratame nto(s) preservativos, cm função das seguintes
escolha :
• espécie botânica que deve permitir este tratamento (tratabilidade)
• umidade da madeira no moment o do tratame nto, '
• proce 'so de aplü:a\'ão do produto de preservação,
• pnrãme lf?s de quali?ade necessá rios: retenção e penetração do produto 1
,
pre 'ervattvo na madeira .
• produto pre rrvntivo que satisfaça à categoria de uso determinada.
37.4.1 Sistema de categoria de uso

Ao optar-·e pelo u ' O dn madeira cm determinada süua .,. é .. · a~


primeiro lugar. ~onh1:::t:er-se COll'etamentc o seu emprego ç~o, .necessan?; em cn1n1
deve-se, na medtda do possíve l, conceber a obra de tal .. a etapa de y1 0,1 eto, lll li(\
madeira seja sempre a menor poss íve l a f' :[1ªº?ir~que a u~ 1dade da
biodeterioração. . seguir deve-se d "l . . '. im .e limitar os nscos de
a que a madeira scni : ub1; 1etido . e cimma, ª categori a de uso (risco biológico)
Esse ,i tema define seis d osses de riscos b'10ló .
• • • >gicos que represe ntam, nas
condições brasileiras, seis diferentes situações de exposição da madeira
produtos derivados da maderra, em serviço. O objetivo dessa classificaçió
auxiliar na escolha das espécies botânicas, dos produtos preservativos e dGS
métodos de tratamento mais adequados a cada situação. O Quadro 4 mostra as
categorias de uso propostas.

Quadro 4 - Categorias de uso para a madeira na construção civil.


CATEGORIA
DE USO CONDIÇÃO DE USO
ORGANISMO XILÔFAGO
Interior de construções, fora de contato
com o solo, fundações ou alvenaria,
1 protegidos das intempéries, das fontes
Cupins de madeira seca
internas de umidade. Locais livres do
Brocas de madeira
acesso de cupins subterrâneos ou
arborícolas.
Interior de construções, em contato com
Cupins de madeira seca
2 a alvenaria, sem contato com o solo ou
Brocas de madeira
fundações, protegidos das intempéries e Cupins subterrâneos
das fontes internas de umidade. Cupíns arborícolas
Cupins de madeira seca
1nterior de construções, fora de contato Brocas de madeira
com o solo e continuamente protegidos Cupins subterr~neos
3 das intempéries, que podem, Cupins arborícolas
ocasionalmente, ser expostos a fontes Fungos emboloradores/
de umidade. manchadores
Fungos é!Q.Odrecedores
Cupins de madeira seca
Brocas de madeira
Uso exterior, fora de contato com o solo Cupins subterrâneos
4 Cupins arborícolas
e sujeitos a intempéries.
Fungos emboloradores/
manchadores
- -- Fungos aJ)odrecedores
Cupins de madeira seca
intes Brocas de madeira
Contato com o solo, água doe~ e o~tras Cupins subterrâneos
5 situações favoráveis à detenoraçao'. Cupins arborícolas
como engaste em concreto e alvenaria. Fungos emboloradores/
manchadores
Funçios aj)_odrecedores
Perfuradores marinhos
uto 6 Exposição à água salgada ou salobra.
Fungos emboloradores/
manchadores
F ung_os_a_2odrec;edores 1

. d 4 5 e 6 são as mais críticas para os


Basicamente, as ca~egonas. e uso r' uturais e construtivos, devido à maior
componentes de madeira em sistemas es r
eJTl atuação dos agentes biodeterioradores.
tO,
da 37.42 Seleção da espécie da madeira
de d . ( ) ara um determinado uso é uma das
--o) C\Colha da(s) espécie(s) de ma eir~ds PP a que haja um bom desempenho
e ~ 1na1s in1portantes a serem cumpn as. ar
6' {leéessátlo definir os requisitos de qualidade da madeira,
,cos~ s ao uso pretendido (propriedades físicas e mecânicas,_ durabilidade
tiàtin'al, tratabilidade com produtos preservativos, fixação mecâruca, etc.). Ao
identificar a espécie de madeira, podemo s buscar essas informações na
bibliografia. As definições dadas a seguir norteiam os critérios essenciais para a
escolha correta da espécie de madeira para evitar sua biodeterioração.

37 .4.2.1 Durabilidade natural do cerne


Diz-se da durabilidade intrínseca da espécie botânica de madeira, ou seja, de
sua resistência ao ataque de organismos xilófagos (insetos, fungos e perfuradores
marinhos). De modo geral, o conceito de durabilidade natural está sempre
associado ao cerne da espécie de ·madeira, na medida em que, na prática, o
alburno de todas as espécies de madeira é considerado não durável ou perecível.
O tratamento preservativo faz-se necessário se a espécie escolhida não é
naturalmente durável para a classe de risco biológico considerado e/ou se a
madeira contém porções de alburno.

37.4.2.2 Tratabilidade
Quando o tratamento se faz necessa no, a sua execução depend e da materi
tratabilidade (impregnabilidade) da madeira, que, da mesma forma que a utiliza
durabilidade natural, é uma característica intrínseca da espécie botânica. Na o uso
medida em que a espécie proposta não é suficientemente tratável ou impregnável, portan
não é possível ter-se certeza quanto ao seu tempo de vida útil. Mais vale, nesses relaçã
casos, optar pela utilização de outra espécie, mais adequada. comp
A
37 .4.2.3 Madeir a de reflorestamento - Eucalipto e Pinus durab·
O uso de madeira de reflorestamento foi desenvolvido para o suprimento das às sol
variadas necessidades de utilização da madeira e também para a preservação de
florestas nativas. Na década de 1960, o Brasil optou pelos gêneros Pinus e
Eucalyptus para um programa de reflorestamento.
A madeira de reflorestamento de ciclo curto representa um real compromisso
com o meio ambiente. Entretanto, para viabilizar seu uso na construção civil, tem-
se que considerar que são espécies cuja durabilidade natural varia de baixa a
moderada, e a sua permeabilidade (tratabilidade) é diferenciada aos preservativos
de madeira. Em condiçõ es de alta agressividade biológi ca, a madeira ,
principalmente estrutural, deve ser permeável ao tratamento para garantir
adequadas penetração e retenção dos produtos preservativos.
A madeira de eucalipto tratada tem sido usada há décadas na indústria de
utilidades - postes e moirões e, mais recentemente, dormentes tratados - e tem
gran~e potencial para uso em outros sistemas na construção civil. Atualmente. o As
eucalipto, espécie mais utilizada no tratamento de madeiras, tem sido usado na 111ei0
sua forma roliça (postes, moirões e em casas de alto padrão - '·Iog homes" ). onde Visand
o albumo - porção permeável - é totalmente impregnado com esses produtos. esc:oth
Entretanto, o cerne das espécies de Eucalipto é impermeávL! ac -atamento de 01
Ov,
preservativo, podendo ser deteriorado por O?ganismos xilófago& em-,•nm
extrema s de uso, como, por exempl o, em contato com O solo. Portanto,;
se um desafio para o setor na busca de produtos e processos para O tratadli,nf.O
desse ce~e . a. fim de viab!li ~ a madeira de eucalipto serrada e tratada na
construçao c1v1I nessas condiçoes. Vale ressaltar que, em situações de menor risco
de at~que de fungo~ e insetos xilófa~os, pode-s~ buscar a adequação das
propn.eda~:s da madeira serrada de eucalipto as condições de uso, tomand o-a um
matena l viavel.
. <?u~tro ~ênero de reflorestamento q~e ve~ cresc~ndo no.mercado da construção
c1v1I e o Pmus, que teve uma adaptaç ao mmto boa as condições de solo e de clima
do nosso pa!s. Essa adaptaç ão está diretamente associada à atual disponibilidade
e ao .maneJo sustenta d? dessas florestas cultivadas. Porém, a utilização de .
m~d~1ra tratada de Pmus na constru ção civil ainda é muito pequen a,
pnnc1p almente em razão do desconhecimento dos profissionais envolvidos no
setor de constru ção quanto às características e recomendações para a utilização
do materia l (REVIS TA DA MADE IRA, 2001).
Em muitos países, o Pinus tratado é utilizado em constru ções como
residên cias, pontes, barreiras de som e silos. No Brasil, prevalece seu uso como
materia l temporá rio sem tratamento preservativo, mas, recentemente, tem sido
utilizad o em produto s de maior valor agregado, como vigas laminadas e coladas.
O uso do Pinus apresen ta as seguintes vantagens: menor peso da edificaç ão,
portant o, fundaçõ es e alicerces mais simples; menor tempo de constru ção em
relação à alvenar ia e redução de desperdício de material, pois todos os
compon entes podem ser pré-fabricados (NAHU Z, 2002).
A madeir a de Pinus é conside rada de baixa resistência mecâni ca e de restrita
durabil idade natural. Entreta nto, apresenta uma alta permeabilidade/tratabilidade
às soluçõe s preserv ativas, garantindo um tratamento adequa do (penetra ção e
retençã o) e vida útil superio r a 50 anos, depend endo do produto , process o de
tratame nto e condiçã o de uso. Para equacio nar o problem a de baixa resistência
mecâni ca do Pinus, as pesquis as tecnológicas apontam para a melhor ia da
qualida de da madeir a serrada com a seleção de material com menor quantid ade
de defeitos e uso da classifi cação mecâni ca e para o desenvo lviment o de produto s
estrutur ais como vigas laminad as pregada s e/ou coladas , vigas-c aixão com painel
de Pinus e peças protend idas. Além disso, o redimen sionam ento de projetos é
sempre uma opção viável.

37.43 Escolha do método de tratamento e do produto preservativo

As técnicas de preserva ção química consistem, basicamente, em introduzir, J?Of


mrm de processos adequad os, produtos químic~s. dentro da estrutura d~ madeira,
.,; · ·lo tomá-la tóxica aos organismos que a utilizam como fonte de alimento. A
1ha do processo e do produto preserv ativo depende rá, principa lmente, da espécie

lt .tdeira e das condições de utilização. . _ .


valor de um tratamento preservativo depend e da haimoruzaçao de cmco fatores:
tãb ilid ade ou imp reg nab ilid ade da ma dei ra, car act erís tica da ess ênc ia
escolhida;
de sua um ida de no mo me nto do trat am ent o;
• das car act erís tica s e pos sib ilid ade de em pre go do pro dut o pre ser vat ivo de
madeira;
• do mé tod o de trat am ent o;
• da rete nçã o e pen etra ção do pro dut o pre ser vat ivo na ma dei ra.

37 .4.3.l Pro dut o pre ser vat ivo


Os pro dut os pre ser vat ivo s são def inid os com o sen do sub stân cia s ou
for mu laç ões quí mic as, de com pos içã o e características def inid as, que dev em
apr ese nta r as seguintes propriedades:
• efic iên cia na pre ven ção ou controle de organismos xiló fag os;
• seg ura nça em rela ção ao hom em e ao me io ambiente;
• per ma nên cia na ma dei ra (nã o dev e per der -se na ma dei ra por
dec om pos içã o, eva por açã o, lixiviação, exs uda ção ou outros);
• não ser cor ros ivo ;
• de cus to acessível (competitivo);
• dis pon ibil ida de no me rca do; quas
• não dev e alte rar as propriedades físicas e mecânicas da ma dei ra. uma
Ou tras car act erís tica s, além das mencionadas , poderão ser ess enc iais , o que para
pod erá ser det erm ina do pelas particularidades de uso da ma dei ra. biol
A ele ção ade qua da de um pro dut o preservativo é a prim eira con diç ão par a
con fer ir pro teç ão a um a ma dei ra de bai xa dur abi lida de nat ura l. Os
pre erv ativ os de ma dei ra pod em ser agrupados seg undo sua natureza:
• oleosos - produtos essencialmente repres entados pel os der iva dos do
alcatrão de hulha;
• oleossolúveis - pro dut os con ten do mis tura s com ple xas de age nte s
fungicidas e/o u inseticidas , a bas e de compostos de natureza org âni ca e/o u
organometálica;
• hidrossolúveis - pro dut os con tend o misturas mais ou me nos com ple xas de
ai metálicos .
Alg uns autores reú nem os preservativos oleosos com os ole oss olú vei s num a
categoria. A imp ortâ nci a de tal critério é me ram ent e did átic a, pois as mo der nas
técnicas de pro duç ão de em uls ões tira m muito do val or des se crit ério
e tab ele cid o com bas e na nature za quí mic a do sol ven te util iza do com o
\'eículo.
J?eve-se_ con sid era r a bus ca de produtos preservativos de me nor imp act o ao
meto ambiente e à hig ien e e seg ura nça , a disponibilidade de pro dut os no
me rca do brasileiro, os aspectos esté tico s (alteração de cor da ma dei ra, por
exe mp lo), aceitação de aca bam ent o e a nec ess ida de de mo nito ram ent o
con tínu o.
O eto r de preservação de madeiras no Brasil é reg ula me nta do e fisc alizado
pel o IBA1vIA (Instituto Brasileiro do Me io Am bie nte e dos Recursos Nat ura is
Reno á i ). Portanto, a consulta a esse ó - ,, .
podem t r ido regi trados ou ai ns rg_ao e s~genda, ~ novos prod.._
tratam nto de madeiras. gu nao mats penmtidos para uso no

J7.4.J .2 Método de tratamento


Igualmente importante é a seleção d
pnt!~rü conferir proteção satisfatória
aplicado. Dependendo da categoria d
ºàrn.:~~
é .
de apbc!ção. Produto algum
, deira se nao for corretamente
estani sujeito. a aplicação dos produto: uso ª qu~ componente de madeira
0

base nos seguintes processos: sem presf:~s~;at! v?s poderá ~r efetu~ com
0
madeira: ou com pressão isto é imp ' _ e, impregnaçao superficial da
. - d . · , regnaçao profunda da madeira
ap l1caçao o preservativo em autoclave d. , 1 . ' por
de madeiras. ' ispomve em usmas de preservação
_(!s -~rocesso _ sem pressão, ou superficiais, caracterizam-se por não
utth1.a1t.:m
. . n.. pres ao
. externa para
. forçar
. a penetraça-0 d 1·
o preserva 1vo na
ma deua. . . noporc1onam
, . , assim
. , baixa retença-0 e penet raçao - do pfoduto
pre, en ntn ~ n~ madeua. A impregnação é baseada nos princípios da difusão
e/ou, da cap1Iand~d~, os quai_s ~roporcionam uma penetração do preservativo
quase que uperf1cial na ma.10na das vezes. Como efeito. confere à madeira
uma proteção limitada contra os organismos xilófagos. sendo recomendados
,a
p~a pre ervação ?e peças que estarão sujeitas a baixos riscos de deterioração
biologica ( Categonas de uso 1, 2 e 3, principalmente). Essas considerações
referem- e ao uso de produtos preservativos oleosos. oleossolúveis ou
emul ionáveis aplicados às madeiras secas (teor de umidade abaixo de 30% na
ba e eca). pelos processos de aspersão. imersão e pincelamento~ e
preservatiYo hidrossolúvei s com propriedade difusíveis. aplicados às
madeiras úmidas (acima de 30%) por esses processos.
No caso de componentes estruturais e construtivos de madeira em condições
de expo ição mais agressivas (Categorias de uso 4. 5 e 6). os processos de
impregnação sob pressão são os mais eficazes e recomendado s. Eles
promo\·em a distribuição e penetração mais uniforme do produto preservativo
em toda as partes permeáveis da madeira com teor de umidade abaixo do
ponto de saturação das fibras (-30%), além de favorecerem o controle da
is nUJIII quantidade de preservativo absorvido (~~el de retençã?) para uma p~oteç~o
0 dern ampla da madeira. mesmo em cond1~oes de alt~ nsco ~e ~etenor~ç~o
critél'I biológica Esses processos são reahzad~s em mstalaçoes mdustna1s,
cof110 de'1ominc1Jas usinas de preservação de madelfas. D~ um 1;1odo ger~l, po~em-
0
se iividir 1s processos sob pressão em duas categonas: Celula Cheia e Celula
\a ·a

., : Retenção e penetração do produto preservativ_o _


( cipais parâmetros de qualidade para a madeira preservada sao a
e ª retenção do preservativo absorvido no ~rocesso de tratamento.
p 0
ação é definida como sendo a profundidade alcançada pelo
A
;s}~u.ts) ingi'ediente(s) ativo{$) uaanadeira, expressa em
aa retenção é a quantidade do preservativo ou do seu(s)
tiv.o(s), contida de maneira uniforme num determinado volume
expressa em quilogramas de ingrediente ativo po r metro cúbico de
âí tratável (kg/m3).
~ especificação de um tratamento preservativo, baseado nas classes de
risco, deve requerer penetração e retenção adequadas qu e dependem do
método de tratamento escolhido. As normas técnicas e a experiência do
fabricante podem relacionar os parâmetros de qualidade do tratamento,
considerando minimamente:
• quanto maior a responsabilidade estrutural do componente de madeira,
maior deverá ser a retenção e penetração do produto preservativo;
• um a maior vida útil está normalmente associada a um a maior retenção e
penetração do produto;
• algumas categorias de uso, por exemplo a 5, inclui uma gama grande
de condições de exposição, portanto, diferentes retenções e penetrações
podem ser selecionadas;
• pa ra um a mesma classe de risco, diferenças de micro e macro-clima entre
regiões podem ex igi r maiores retenções e penetrações;
• a ec on om ia em ma nu ten ção e a ace ssi bil ida de pa ra rep aro s ou
substituições de um componente podem exigir maiores retenções e
penetrações; São
• o controle de qualidade de toda a madeira preservada deverá ser realizado métod
para garantir os principais parâmetros de qualidade: penetração e retenção
do preservativo absorvido no processo de tratamento.
Em síntese, pa ra os componentes de madeira de maior responsabilidade
estrutural e sujeitas a um a maior agressividade biológica (Categorias 4, 5 e 6),
é recomendado o tratamento sob pressão co m produtos preservativos de
natureza hidrossolúvel e/ou oleosa. Para o mé tod o de tratamento sob pre ssã o,
os Quadros 5, 6 e 7 apresentam as combinações mais indicadas de pro du tos
preservativos e retenções mínimas em função das categorias de uso e, po rta nto ,
rjsco de deterioração biológica a qu e est ão sujeitos os co mp on en tes de
madeira.

Quadro 5 - Categoria de uso -t

1 1
MÉ TO DO DE PRESERVATIVO RE ,:E NÇ AO
APLICAÇÃO MINJMA PE NE TR AÇ ÃO
TRATAMENTO Ins etic ida /Fu ngi cid a
kg/m 3 (i.a.)

Madeira
serrada, roliça
e laminada
CA-8
l 1,7 ou 3,3 100 % do
,alburno e porção
Sob pressão CCA -C ou CCB 4,0 ou 6,5 permeável do
(seca) cerne
Ole o creosoto 1 96 1

Painel CA -8 1 1.7 ou 3.3 100 % do painel


compensado CC A- C ou CCB 1 4 O ou 6,5 (lâm inas)
Quadro 6 - ~ d e
. usos.
APLICAÇÃO T~~~DO DE PRESERVATIVO RETENÇ O
MENTO Inseticida/fungicida MINIMA PENETRAÇÃO
k m3 .a.
3,3
Madeira CA-B 5,0ou
serrada,
roliça,
Sob pressão
1
--r.r.°iL"j~-+
,--C.::.:C=.A~-~C:'.__J
-~6~6~J
6 ,5
100
albumo
%
e
do
porção
laminada e 9,6 ou permeável do
Painel CCB meda peça d
128
compensado 96 madeira ou do
Óleo creosoto 130 ou painel (lâminas)
192

Quadro 7 - Categoria de uso 6.

APLICAÇÃO MÉTODO DE RETENÇAO


TRATAMENTO PRESERVATIVO MINIMA PENETRAÇÃO
k /m3 i.a.
Madeira
CCA-C 40,0
serrada, Sob pressão 100 % do
Madeira roliça Óleo creosoto 400,0 alburno e
e Sob pressão CCA-C e 24 porção
Painel duplo permeável do
com ensado tratamento Óleo creosoto 320 cerne

,são pertinentes algumas observações a respeito dos produtos preservativos e


metodos de tratamento:
• No caso de espécies de folhosas, o cerne é normalmente não tratável mesmo
sob p~~ssão; portanto, uma maior vida útil do componente depend; da alta
nsabilidade du~abilidade na~ral dessa porção da madeira. No caso de madeiras permeá-
as 4, 5 e 6) veis, como os Pmus, ou o albumo da maioria das espécies de folhosas. é pos-
vativos de sível a total impregnação com o produto preservativo.
rºb pressão • Níveis mais elevados de retenção de produto preservativo são recomendados
ele produtos para componentes estruturais de difícil manutenção. reparo ou substituição e
e, portanto, críticos para o desempenho e segurança do sistema construtivo.
onentes de • Devido à sua natureza oleosa e propriedades químicas, a peça de madeira tra-
tada com óleo creosoto pode apresentar problemas de exsudação do produto
(migração para a superfície), além de não permitir acabamento com tintas, ver-
nizes e produtos conta os ataques biológicos. Portanto. recomenda-se seu uso
nos componentes que não entram em contato direto com as pessoas e/ou ani-
mais.
• O método de duplo tratamento com os produtos preservativos CCA e óleo
creosoto deve ser adotado em regiões de ocorrência de Sphaeroma terebrans
1 %dº,, e / mw. ia tripunctata e na ausência de informações sobre esses organismos
i e porça x gos no local de uso da madeira.
~ável do De. à natureza química dos produtos prese~ativos empregados no. trat_a-
~rne men madeiras e que podem estar em contato dtreto com pessoas ou animais,
do painel
;na 5 l_,.,,)
1
o uso de acabamentos adequados. vernizes e tintas para evitar a
\\Vou lixiviação ao produto preservativo.

3'1'-4.4 Ckuse, de risco - precauções gerais


Algumas precauções devem ser tomadas para garantir o adequado desempenho
do tratamento preservativo adotado. Cabe mencionar. entre elas:
• Adotar a categoria de uso mais agressiva quando diferente parte de um
mesmo componente apresentam diferentes riscos biológico .
• Situações em que um componente fora de contato com o solo for ubmetido
a intenso umedecimento, considerar uma situação equivalente ao contato
com o solo ou água doce.
• Com componentes inacessíveis quando em serviço ou quando :ua falha
apresente conseqüências sérias. é aconselhável considerar o u, o de madeira
de alta durabilidade natural ou um tratamento preservativo que pmporcione
maior retenção e penetração do produto preservativo na madeira.
• A diferente durabilidade natural e tratabilidade do alburno e cerne devem Ser
sempre consideradas.
• Se o risco de lixiviação do produto preservativo existe. considerar a proteção
dos componentes durante construção e/ou transporte.
• Fatores como manuseio das peças tratadas, prática durante a con.' 011~0.
integridade de acabamentos ou compatibilidade do produto pre.en·atho , II].
o acabamento podem afetar o desempenho da madeira pre:en ad.3. E
recomendado que todos os furos. entalhes ou chanfro . requerido: em un1
componente de madeira. sejam realizados antes do tratamento. p3r.1 garantir
a nece~sária penetração do preservativo ao longo de todo o Y "'lume d _-
elementos estruturais ou construtivos empregados. u
• Adotar um sistema de secagem adequado para a produção de madeira tr,u·..iua
de boa qualidade e, conseqüentemente, do produto final.
pn

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