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Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e Engenharia de Malaiais

Geraldo Cechella lsaia (Organizador/F.clitor)


~ 2010 IBRACON . Todos direitos reservados.

Materiais e Produtos Poliméricos


Enio Pa::ini Figueiredo
João He11rique da Sifra Rêgo
Univeraidade Federal de Goiás

43.1 Introdução

Os materiais poliméricos, nos últimos anos, vêm ganhando espaço nas


construções civis. Incalculáveis são as possibilidades de seu uso como material de
construção. Os materiais poliméricos são utilizados em diversas etapas da
construção civil, podendo ser encontrados na forma de tubulações hidrosanitárias
e elétricas, materiais de isolamento térmico, fibras, pinturas, aditivos. adições,
adesivos, aparelhos de apoio, capas para fios elétricos, tomadas. disjuntores,
assentos para vasos sanitários, materiais de impermeabilização, dentre outras.
Essa variedade de usos decorre das diferentes características físicas, químicas e
mecânicas que os materiais poliméricos possuem.
A maioria dos materiais poliméricos tem origem orgânica. ou seja. são
baseados em hidrocarbonetos que são compostos basicamente de hidrogênio e
carbono. Já as moléculas dos polímeros, gigantescas em comparação com as
moléculas de hidrocarbonetos, em virtude do seu tamanho, são chamadas de
macromoléculas. Dentro de cada molécula básica de polímero, os átomos estão
ligados entre si através de ligações interatômicas covalentes. No caso da maioria
dos polímeros, essas moléculas se encontram na forma de cadeias longas e
flexívei s, cujo esqueleto principal consiste em uma série de átomos de carbono.
Essas longas moléculas são compostas por unidades estruturais conhecidas por
"meros ... as quais se repetem sucessivamente ao longo da cadeia. Uma molécula
com um único mero é chamada de monômero. Já o termo "polímero., foi criado
para designar moléculas compostas por vários meros (CALLISTER JR., 2002). A
busca co;tínu a por novos materiais que possam ser facilmente sintetizados e
economicamente viáveis, com propriedades aprimoradas ou com melhores
~ombinaç- de propriedades, levou os cientistas _dessa área a desenvolve~em os
copolím •. Eles são compostos por cadeias moleculares que sao, na
realidade, mações de dois ou mais polímeros (MOFFAT. PEARSALL e
WULFF \. Dependendo do processo de polimerização e das frações
~1âti'7as desses tipos de meros, são possíveis diferentes ~jos ~o }<?ngo das
cadeias do polímero, o que proporciona a obtenção de materiais pohmencos c0111
diferentes propriedades físicas, químicas e mecânicas.
Algumas fontes de polímeros naturais, de origem anim~ ou ~egeta!,. tais como
0 couro, a seda, o algodão, a lã, a madeira e a borrach~, tem s1~0 ~1;ilizad,as por
milênios pelo homem. Já o desenvolvimento dos polímeros s1~tet1c~s e mais ti,tie
recente e foi motivada pela grande variedade de produtos, pela _u~fonmdade dos B~
materiais e pela economia de matéria-prima que esses matenais oferecem. Os o ri~
materiais sintéticos podem ser produzidos de maneira barata e suas propriedades i. é
podem ser administradas num nível em que muitas delas são superiores às to 1
propriedades dos produtos feitos a partir de outros materiais. . . . , ;iJlote
Quando começaram a ser usados na construção civil, os matenrus pohmericos istir
apresentaram inúmeros casos de insucessos devido a deficiências de resistência (llf3S
às intempéries, estabilidade e durabilidade. Nesse momento, o termo "matéria
plástica" tomou-se pejorativo e indicativo de material de baixa qualidade. No
entanto, essas dificuldades estão sendo rapidamente superadas. A construção civil
tem se constituído, nos últimos anos , como o mais importante mercado dentre
,~s
.,aúOJ ·0nal ·
~~.,,et1Sl d
te
t

todos os atendidos pela indústria dos polímeros. Esse aumento da demanda é ()l)Y-.s, usa
decorrente de algumas de suas características, tais como baixa densidade , alta ~ óriOS e
resistência elétrica, baixa condutividade térmica, ductibilidade e elevada j!I,""', nCde
iS(:ífl""'
resistência à corrosão. Muitos dos materiais atualmente denominados de P rah11ente,
plásticos, borrachas e materiais fibrosos, que nos são úteis , constituem-se de Qe }ásÓC
((llOP
polímeros. te lúnero
Neste capítulo, não se pretende fazer um estudo aprofundado das propriedades de p0 ,.
Qs elastO
dos materiais poliméricos (objetivo do Capítulos 12 e 41), e sim demonstrar as
principais aplicações desses materiais dentro da construção civil, abordando a\ongalll ~
questões que tenham valor prático para engenheiros e arquitetos . decoropos1
tPAD1L~.
43.2 Classificação dos Materiais Poliméricos visando à sua Utilização dastomen
eles possu
A classificação mais encontrada e aceita para os materiais poliméricos divide- deformaçã
os e1!1 te~op}ástfcos, termofixos (ou termorígidos), e elastômeros. E sse tipo de como mol
class1ficaçao e feita de acordo com resposta mecânica do polímero em relação à elastômer
temperatura.
torcida.•
O~ termoplásticos amolecem quando são aquecidos e endurecem q uando são aplicação
resf:iados, processos que são totalmente reversíveis e que pode m ser repetidos. parcialme
Assim,. podem ser c~nfo. rmados . mecânica e re petida m e n te, desde que
liberação
reaquec1d~s. Portan_t~, llcl_? soa conformação a quente de compo nentes é possível,
ua con
mas tambem a reut11izaçao de restos de produção que pode m ser reintroduzidos
macroscó
no processo de fabri~açã3 (~ADILHA, 1997). E sses materiais são fabricados
nom_ialmente pela aplicaçao simultânea de calor e pressão. Em nível 111olccular à
exemplos
medida que a temperatura é 1evad a , as fiorças de hgaçao · - · apoio em
d"1 . . . e ~ecLll1 ~,rias são
f. IT?_nmdas de tal modo que o movimento rela tivo de cadei as a r ac e ntes é r~paro: a
1
ac11tado quando uma tensão é aplicad a. P or ISSO, os tcrn101 o1..:, sa- nttrila, u
- 0

...
rdnrivnmcntc mol se dú t is. maioria do polímero com trutura linear
aqucks qu~ posSu 1
~m ulgurnn. estruturas ramificada com cad ia fl xívei lo
rt.·rnwpl~1s~1cos (C_ ~LISTER JR., 2002). São e emplo típico de
tt.'nnoplasl1l·os o polietileno, usn~o corno lona plástica: o policloreto de vinila
(PVC). usndo cm tubulnc;<"Scs hidrosanitárias; o polipropileno, usado como
fihrus para l'strururas de concreto; o poliestireno, usado corno reveslim nto de
0
pisos t.' pa_rl'lk·s: l' m.· c~_ato dc_Polivinilu (PVA), usado em tintas.
Os p~1l11nt.·ros _l_l·~·mol,xos ~no _conformáveis plnsticnmente apenas em um
t.'Slágio lllll'l'llll'lliano de sua lahnl·ac;üo. O produto final é duro e não amolece
mais n!m o au~lll'll~o da tcmpcruturn. Uma conformação plástica posterior não
1
e poss,vl'I . l'."m~ sm_ ~ll.ualm.cntc rccichiveis (PADILHA, 1997). Durante o
trarnmcnto ll·rmico lllll'ial. ligaç6cs cruzadas covalentes são formadas entre
cadeias 1~10!l'l'Ulares adj~1ccntcs. Es.sas ligações prendem as cadeias entre si
para resistir aos movimentos v1brncionais e rotacionais da cadeia a
temperaturas elevadas. A ligaçfü1 cruzada (cross linked) é extensa. Os
polímeros tcrmofi:xo~ s?o mais duros e resistentes e menos dúcteis do que os
polímeros tcr111oplast1cos, possuindo melhor estabilidade química e
dimensional. A maioria dos polímt~ros com ligaçôcs cruzadas, entre eles os
epó:xis, usados como adesivos, as resinas fcnôlicas, usadas parn produção de
acessórios elétricos, e alguns poliésteres, usados na produção de tanques e
piscinas de fibe1:~lass, são do tipo tcrmofixo (C ALLISTER JR .. 2002).
Geralmente, a polimerização por adição leva à formação de polímero
termoplá tico, e nquanto que a polimerização por condensação leva à formação
de polímero termofixo.
Os elastômeros são também materiais conformáveis plasticamcnte , que se
alonga m elasticamente de maneira acentuada até a temperatura de
decomposição, mantendo essas características cm baixas temperaturas
(PADILHA , 1997). Uma das propriedades importantes e.los materiais
elastoméricos é a sua elasticidade, que se assemelha a da borracha. Isto é,
eles poss uem a habilidade de serem deformados, segundo níveis de
deformação muito grandes e, cm seguida, retornarem elasticamente . tais
como molas, às suas formas originais. Em um estado sem tensões. um
elastômero será amorfo e compo to por cadeias moleculares altamente
torcidas, dobradas e espiraladas. A deformação elástica. mediante a
aplicação de uma carga de tração , desenrola, dcstorcc e retifica apenas
parcialmente as cadeias. alongando-as na direção da tensão. Com a
liberação da tensão, as cadeias se enrolam novamente. de acordo com as
suas conformaçõe s iniciais, antes da aplicação da tensão , e a peça
macroscópica retorna à sua forma original (C ALLISTER JR ., 2002). São
exemplos t1picos de elas tô mc ro: o neoprene, ~1tilizado como apare~h~) de
apoio em pont~s: a borracha de estireno butad1e no , usada em matena1s de
reparo: a borracha de butí la , usada em impe rmeabilizaçõ es; e a borracha de
nitrila, usat m \ edações.

1
Forças dl \ e, Capitulo 6 e 7.
Os materiais poliméricos ocupam. atualmente_. luga~ de_ destaque
entre os materiais de construção civil. A seguir, estao listadas us
principais aplicações desse materiais. Dependendo de suas
propriedades, um determinado polímero pode ser usado em uma ou
mais dessas categorias de aplicaçõe .
43.3.1 Tintas, Vernizes, Lacas e Esmaltes

Freqüentemen te, são aplicadas pinturas às superfícies dos materiais


para que sirvam a uma ou mais das seguintes funç~es: ( 1) pr?tegcr o
material de um ambiente que possa produzir rea9oes corros~vas, de
deterioração ou insalubres: (2) melhorar a aparência do material e (3)
proporcionar isolamento elétrico . .Muitos dos comp<?ne~t~s presentes
nos materiais usados como pintura são P?~1menco~ .. Esses
revestimentos orgânicos se enquadram dentro de vanas class1f1cações,
quais sejam: tintas, lacas. vernize. e esmaltes.
As tintas são constituídas essencialment e de uma suspensão de
pigmentos, os quais podem ser ativo ~ ou não. em um veículo fluído .
Como exemplos de pigmento ati\'o ~. têm-ue o chumbo e o cromato de
zinco, formando um grupo de tintas com a propriedade de proteger os
metais contra a corrosão. O pó de carbonato de cálcio é um exemplo de
pigmento não ativo. O Capítulo -+ 7 apre enta maiores informações
sobre as tintas. Os verni ze ~ão "'oluçõe de resinas, naturai s ou
sintéticas, em um veículo (óleo ecatiYo ou olvente volátil ) , os qu ais
são convertidos em uma película transparente ou translúcida , após a
aplicação em finas camadas . As laca. são compostas de um ve ículo
volátil, uma resina sintética. um plastificante . grande qu antidade de
pigmento não ativo. um solvente muito atiYo e. ocasionalme nte, um
corante. Os esmaltes são obtido. adicio nando-se pi g me ntos aos
vernizes ou lacas , resultand o daí nu ma tinta carac te ri zad a pc ln
capacidade de formar um film e e \tre mnme nte li so (B AUER , 1994):
(VERÇOZA, 1987)2.
Tintas, vernizes , lacas e es ma ltes não são considerados , nas normas .
como impermeabil ização. porque sua l'a pacidade de im permcab il inu ~
bastante inferior à dos sis temas normalme nte util izados para esse fim .
~Ias são películas muito fina s . em com paração com o s s iste mas de
impermeabil ização. Dificilmente consegue m recobrir perfcita me nl L'
toda ~ .superfície e facilmente são pt>rfurndas . A lé m di sso , tê m ba ixa
durab1hda~e , desgastando- se num tempo rdatiYame nte curto. Por issl, .
o u~o ~e pinturas é i~dicado para s iru ~l\'l1l.'S cm que po~~am sei refe ita~
peno~1~amen ~e . ., ~ x1s te m vária s pinturas impcrmea\ c i.._· ü b,l~L' tk
matena1s pohmencos. Dentl'L' e las. pt,dcm , e dc,t~tl'ar dl' ba~L'
2 No Capítulo
47 são apresentadas mais i11tim1i.t\'l"-'" .,,,b, • 11111.1' l ' , l'mi,,·,.
acrílica , PVA, P?l~éster, poliure tano, butílic as, alquídi cas, silicone •
poli.estireno e e~ox1 (V~~Ç OZ~, 1987).
Tmtas e v~rmzes_ ª:nhco s sa~ aqueles materia is em que o veículo
perman ente e const!t mdo por !e.sma em cuja compo sição se encont ram
políme r?s ou copohm ero~ ~o acido acrílico e do ácido metacr ílico, bem
como esteres desses a~1do! . São produt os de secage m rápida
recome ndad~s para aph~~ç oes em áreas onde, por questõ es de
seguran ça. nao se pod~ ut1hzar materia l à base de solven tes orgânic os
!cies d (GUED ES. 2004 ). Trntas látex são aquela s em que o veícul o
~es: (l perman ente é constit uído por uma resina de látex, entend ida como uma
oes co emulsã o de tipo vinílic a à base de resinas estiren o-buta dieno,
do lll emulsi onadas em água, pigmen tadas e de secage m ao ar. A tinta PVA é
onent aquela em que o veículo perman ente é constit uído por uma resina de
liméri acetato de polivin ilo obtida pela ação de acetile no e ácido acético em
presenç a de catalis adores . O esmalt e sintétic o é fabrica do à base de
ias elas resinas alquídi cas obtidas pela reação de poliést eres e óleos secativ os,
resulta ndo em uma tinta com capaci dade de formar um filme
extrem amente liso. Tintas com hidrofu gante são soluçõ es à base de
cristais de silicon e. incolor , para tratame nto de superfí cies. com a
finalida de de torná-l as repelen tes à água. Tinta à base de resina
poliést er. para aplicaç ão eletros tática, é indicad a para recobr imento de
superfí cies metálic as que venham a ficar expost as diretam ente aos raios
solares ou fontes de ondas ultravi oletas. A pintura de madeir a pode ser
realiza da atravé s da utiliza ção de verniz à base de resinas
nas, na poliure tânicas e aditivo s que filtram os raios solares , proteg endo a
volátil), superfí cie (YAZI GL 1997). A laca tem sido utiliza da na constru ção civil
anslúcida, para revesti mento de móveis em que se deseja acabam ento
s de um extrem amente liso. Surgem , também , as lacas tipo emulsã o em água.
e quanti que deposi tam películ as que são posteri orment e curada s (BAUE R.
sionalmen 1994). O Quadro I mostra o tipo de pintura e o tipo de substra to mais
pigment adequa do à s ua aplicaç ão .
[racterízada
(BAVER, l

dos' nas ~o
Cpermeabd
l~Js para esse
Pos sister11
~ perfeit 3
lf têf11
riiss 0 , por
l curto· re
' 5er
,sartl , bª
veis a de
Lcar as
Quadro 1 - Relação entre II busc dn p l11111111 e o i.11h..1n110.

Ti o
ADtflJaa•: resinas do ácido acrílico ou Execuçlo de pinturas e temas em edificaç:ões
metacrlllco, são termoplásticas, estáveis ao em geral, al6m das tintas de sln~lizaçào
calor, luz, agentes químicos e água. horizontal em ruas, estradas e pistas de P0USo.
Utex acrfllco interior e exterior semi-bril ho:
são à base de látex acrílico estirenado, seu uso , recomendado para quem busca
aditivos, pigmentos orgânicos e inorgânicos de obter acabamento de alto desempenho em
dióxido de titânio e cargas selecionadas; ambientes Internos e e ternos, sobre paredes
proporcionam acabamento semi-brilho de concreto e alvenaria.
aveludado com ótima resistência em ambientes
Internos e externos.
Esmalte sintético: tem base de resinas
alquídicas especiais em combinação Recomen dado para acabame ntos em
com pigmentos de alta qualidade; são de fácil ambientes Internos e e t ernos, sobre
aplicação, proporcionando ótimo nivelamento, superff cios de madeiras e metais ferrosos. para
cobertura e rendimento, ótima aderência às apllca9aos de fins lmobllléri os, proporcionando
superfícies, ótimo brilho, rápida secagem, excelente olnstrnme nto e brilhos.
ótima flexibilidade e resistências às
intem éries.
Látex PVA: resina à base de dispersão aquosa Pintura apllcndn sobre reboco, massa acrílica.
de polímeros vinílicos, pigmento s isentos de texturas, concroto, fibra-cime nto. g_e sso e
metais pesados, cargas minerais inertes, suporffofos lntornos de massa comda.
licois e tensoativ os etoxilado s e carboxila dos. - -- - -- --'
Acrílica para pisos: resina à base de
Pintura oxl orna o Interna de pisos cimentad os,
dispersão aquosa de copolíme ro estireno-
áreas do lazor, escadas, varandas , quadras
acrílico, pigmento s isentos de metais pesados,
pollesportlvos a outras superfici es de concreto
cargas minerais inertes, hidrocarb onetos
rústico, liso ou ainda para repintura de pisos.
alifáticos, álcoois e tenso-ati vos etox ilados e
carboxílados.
Tinta a óleo: resina alquídica à base de óleo Superflclo s oxtornos e internas de madeira e
vegetal semi-sec ativo, pigmento s orgânicos e metais. Ê um produto brilhante , de fácil
inorgânic os, cargas minerais inertes, apllcoçõo , boo roslstêncla às intempéries e
hidrocarb onetos alifáticos e secantes bom olostrom onto.
o~ anometá lícos; não contém benz eno.
Silicone: à base de resina de silicone,
apresent a total penetraç ão no substrato Utlllz odn om fochodos de concreto e muros ou
poroso, protegen do a superfície da água e da parados do tljolos aparente s.
su·eira sem deixar uma camada visível. 41 .3.2.2
Usos: roboco, mnsso c orrida, concreto ou
Vinil-acrílica: mistura de resina PVA e acrílica. guoao .
Mem
Emborra chadas: à base de polícloro pleno ou tlexívei
neoprene, são fornecida s em s olução com moldad
solvente s aromátic os em cores escuras (preto ,
verde, cinza). Necessit am de catalisad or para Utlllu 1clnn um nmbll ntus molhados ba ica
aplicação , são resistent es a óleos ácidos e trutu
ál~ois, sais etc e são susceptí vei~ à açã~ dos ou de
raros UV quebran do as cadeias molecula res .
Epóxi: por serem resinas termofix as, têm tipo
Aplicnclu <HTI •111b•1titul \~l\o dos a.: uleJOS como
maior resistência mecânic a e à abrasão e rovCJt llrnuntcm do hrmcndn s de 1."1baratono e em • e
m.aior dureza do que as resinas termoplá stlcas
nmb11Jnt1 ,· h1<h1 •11tlf11'-1 , n.10 sendo recomt?ndado
Te_m .grande estabilid ade ao ataque de agentes
o ' ou u· o 1m1 .i1111>1tmll •, e,tt mo d o o fato
qwmrcos, uma vez que a que bra das ligações
du •1urnrn · 11• c.11 p tlvu1-. ,1t1 ,1t.1qu raios
fortes e a remoção de plastifica ntes é murto
ultrnv1oh,t11•,
mais difícil.
43.3.2 Impermeabim.açãOl

Impermeabilização é a proteção das _


forma líquida ou na de vapor. Os mate~n_Slruç~s ,c~>ntra a infiltração de água na
matenais etummosos. os materiaina.is polirnenc
· · b · . - ·
. ~s sao, Juntamente com os
jmperme~bi~i~ção. O ~~o de materiais~ mai~ ut1h~ados nos serviços de
42. ~s pnnc1pa~s. ma~enrus que possuem ~nunosos e apresentad~ .?º <:~pitulo
em 1mpermeab1hzaçao são: ( 1) concret po •meros em sua c?mpos1çao utilizados
com polímeros. (2) membranas acn1ic;s, arg.ama~sas ou cimentos modificados
e po1tméncas e (3) mantas poliméricas.
43.3.2.l Concretos. argamassas ou ciment .
São materiais cimentícios com a · 00
os_m dic~dos com polímeros
estireno butadieno (SBR) e aditivo:~~orporaçao de resmas poliméricas acn1icas e
modificados com polímeros são im tverso~. _Concretos, argamassas ou cimentos
. . lim , . permeab1hzados pela ação físico-química dos
matenais po encos que reagem com a cal 1· dO · ~ ·
insolúveis que atuam por hidrOfu - . ivre ctmento. 1 ormando sais
. biliz. - , .d gaçao do sistema capilar. São consideradas
1mpermea acoes n~ as por ap b · ·
- cta'b p . . . d resentarem a1xa capacidade de absorver
detio~açoes ase·. ? em ser de dois tipos:
• pre-dosada.
. , . cons1stmdo de cimento modiºficado com l'
po 1mero ou argamassa
polimenca. segundo as normas NBR 11905 (ABNT, 1995) e NBR 9575
(ABNT, 2003): e
• dosada em canteiro. quando a argamassa é modificada com polímeros.
se~ndo as norm~ I\13R 11905 (ABNT, 1995) e NBR 9575 (ABNT, 2003) e
de madeira misturada com resmas adequadas.
de fácil São bastan_te usadas para rnpermeabilização em situações em que existe água
empériese de ~ercolaç!o e con~ensaçao, como nos casos de pisos não sujeitos a
mov1IDentaçoes excessivas da base, paredes expostas, cozinhas, banheiros e
varandas, e também para impermeabilizações em situações de água sobre pressão,
to e murosou como em reservatórios de água potável.

ereto ou
41.3 .2.2 Membranas Acrílicas e Poliméricas
Membranas acrílicas e polímericas são consideradas impermeabili zações
flexíveis, pois têm a capacidade de absorver as deformações da base. São
moldadas no local da obra. As membranas acrílicas são compostas
basicamente de emulsões acrílicas puras ou estirenadas. O material
s.
estruturante do sistema de impermeabili zação pode ser uma tela de poliéster
ou de poliamida . As membranas acrílicas podem ser classificadas em dois
tipos:
·os como • sem a adição de cimentos, regida pela NBR.13321 (AB~T, 2008);
~ ', ·o eem • com a adi cão de cimentos (Membrana Acrílica Impermeavel ).
raton dO
comenda A aplicaçãq "das membranas acrílicas sem ª?iç~o de .cim~nto ~ semelha~!e à
ado ofato
das emul r <;fálticas. Em primeiro lugar, e. fe!ta a 1mpn~açao .da reg1ao a
s raios
Ser impen ºf iLada com O próprio produto dil~tdo semulsa? ~críhca) ~U com
produtos is . Em seguida, é feita a aphcaçao de vanas demaos das

3M.
---- - - -
· aiorec; Jet º tema são encontrados no Capítulo 44
1394 E. Pazini Fig11e1. redo e 1 · H · da Silva Rêgo

. material estruturante , no rm almente


emulsões acrílicas intercaladas ~om ~o mostra a Fig ura 1.
aplicado a partir da segunda demao , co

. ma de unp
Figura 1 - Aplicação de membrana acn1ica como siste · ermeabil'tzaç-ao de laje de cobertura
(cortesia da Vedacit).

As membranas acrílicas sem adição de cimentos, seg un do a NB R 13 3~1


(ABNT, 2008) , devem ter uma espessura ~ín~ma de 1,5 mm . Nesse,c~so sao
necessárias mais de sete demãos de aphcaçao e um co ns um o rru~m o de
resina de 2,5 kg/m2 • As principais aplicações da me mb r~ a ac~1i.ca sem
adição de cimento são em lajes e abóbadas sujeitas a 1ntempe ne s, em
reservatórios e em lajes de térreo .
As membranas acrílicas com a adição de cim en to co nsistirão na
impermeabilização por membrana, moldada no local , co ns titu ída por resina
acn1ica em composição com cimento Portland. Sua esp ess ura mínima é de
1,0mm, com um mínimo de três demãos e seu consumo mí nim o é de 0.8 a
2
1,0 kg/m • As membranas acrílicas com adição de cimento são utiliz ad as em
superfícies não submetidas à pressão do len ço l fre áti co , tais como
reservatórios superiores, calhas, jardineiras etc.
Membranas poliméricas são produtos ou co nju nto s im pe rm ea bil iza ntes.
moldados no local, co m ou sem material est rut ura nte , cu jo pro duto
im pe rm eá ve l bá sic o é um po lím ero . Sã o ela stô me ro s sin tét ico ·
solubilizados em solventes apropriados, qu e po ssu em bo as ca racter ística
de elasticidade, resistência à fadiga etc . Es ses ma ter iai s são no rm ali zado
pela "NBR 93?6 .,C~BNT.: 2007). As °:e ~b ran as po lim éri cas à ba e de
:lastome~os smteticos sao adequadas a im pe rm ea bil iza çã o em gra nde
~reas e nao. ~equ:rem proteção mecânica , no en tan to , de ve -se proteger 3
•1:1pe~m~ab1hzaçao co ?tr a os raios solares (YAZIGI, 19 97 ). De ssa forn1a,
sao md1cadas para areas sem acesso. Nã o ex ist em res tri çõ e para
aplica.ç~o em superfícit:s inclinada ou verticais. Apresentam ótima
durabilidade quando devidamente especificadas e aplicadas.
43.3.2.3 Mantas poliméricas
Mantas poliméric~ são materiais impenneáveis, industrializados, obtidos por
calandragem, extensao ou outros processos, com características definidas e tendo
como componente básico o material polimérico (YAZIGI, 1997). São consideradas
impenneabilizaç~~ flexíveis. São pré-fonnadas e podem ser classificadas em dois
grupos de matemus: mantas elastoméricas pré-fabricadas de base butílica (NBR
9229, ABNT, 1988) ou de EPDM (NBR 11797, ABNT, 1992), e as mantas plásticas
à base de PVC (NBR 9690, ABNT. 2007) ou de PEAD (NBR 15352,ABNT, 2006).
A sua aplicação pode ser realizada de forma aderida ou não aderida ao
substrato. Normalmente não são aderidas ao substrato. Quando é realizada de
forma aderida, o processo de aplicação se dá por meio da imprimação, aplicação
de adesivo, distribuição das mantas e soldagem com adesivos, aplicação de fitas
de ca]deação e realização de autofusão por ar quente ou aparelhos elétricos. Já
quando é realizada de forma não aderida ao substrato sua aplicação se dá através
da criação de um berço amortecedor, distribuição das mantas, soldagem e
colocação de camada de amortecimento. A espessura mínima das mantas é de
0,8mm, sendo recomendada a espessura de 1,0 mm a 1,2 mm, com consumo
2 2
médio de 1,10 m /m •
São indicadas para utilização em impermeabilizações para água de percolação,
de solo ou de pressão hidrostática positiva, como no caso de impermeabilização de
piscinas. Também são indicadas para lajes com trânsito de pedestres ou tráfego de
veículos, dependendo da qualidade da argamassa de proteção mecânica. como
mostrado na Figura 2. Cuidados especiais devem ser tomados em relação às
perfurações provocadas por ausência de lim.peza prévia, trânsito ou quedas de
objetos antes da aplicação da proteção mecânica.

" C _ d
• •ura ! - o1ocaçao e mantas poliméricas em laje (cortesia da lmpermab) .
Um adesivo é uma substância usada para colar as superfícies <.lc do(H lllllh•riuh,,
s6Jidos com o objetivo de produzir uma junta com clcvu<.lu .rcs1st.c1~l'i11 ''"
cisaJhnmento. Materiais poliméricos que se enquadram ~orno cp6xt~, cl11sto111l· 111"'
(bomachus). acrílicos, poliuretanos e adesivos naturais (co~u ui~mml , c11~1·1 1111
amido e rosina) podem servir como adesivos. Os adesivos ~o~11né 1:1col'i podl·111 Hl,,'.
usados para colar uma variedade de combinações de n:iatcmuS, !uis conu~: 11,1~1111
metal, metal-plástico, metal-cerâmica, madeira-madeira, e asHIITl por du111tl· , A.
principal desvantagem dos adesivos poliméricos é a limitac;ão.,d~, lclllpl~1:11111r11 lll•
serviço. As forças de ligação entre o adesivo e ~s s~pcrf icics ad.cndm, s 1111
consideradas eletrostáticas, assim como as forças de ltgaçocs s~eundánas 1•1111v " "
cadeias moleculares em polímeros termoplásticos (CALLJS'!'J,,I~ .JR., 2<~0?. ).
Os adesivos estruturais à base de epóxi são pastas ou l1qu1dos ohtuloi-. 1w1 11
mistura de dois componentes, um catalisador e uma resina à base de cp()x i, 'lltl·
reagem entre si, proporcionando aderência das partes que se quer c.:olar (YAl',IUI
I997). Os adesivos epóxis apresentam grande dureza e adesão às n iais variatt 11 ~
superfícies tais como: o concreto. o aço, o alumínio, o vidro, a <:l!rhmirn , u
madeira, etc. Essa alta capacidade ligante se deve não só ao travamento 1m·l'ill1il'li
entre as superfícies porosas dos materiais e o adesivo, como também as liga,•oL~s 01
químkas entre o adesivo e os materiais que estão sendo ligados (FIGlJEll<Il,1)() O P id\l,""
et aJ., 1989). Os adesivos à base de elastômeros (borrachas) e a<.: ríl il'o s110 ,x111\l\l ,
e ti ''l\ l \
baseados em solventes que permitem a mobilidade da molécula do adesivo sll\\
11 (\\ •\'\l
Proporcionam grande aderência de chapiscos e argamassas uos 11111 j~ pll \
diversos substratos. Os adesivos à base de poliuretano, geralmente, smi ,1Midll p1.'
monocompon_ e?tes, tixotrópic~s prontos para uso, ativados por ageult·s q\ll' '~"' \i\n
externos e ut11Izados para reahzar colagens flexíveis, reparos de azulejo . 11,1.·11 \k ~ :'
cubas de pia, espelhos, etc. · s, \ p11nh1 111.
11,1 , u,n~\\,
43.3.4 Películas P1l\pot\' "'\
\lll\lhlld\ ' :
Faz pouco tempo que os materiais poliméricos encontraram utilii ·,, ··i< 11111. ,,o\nm ·nl
forma de f mas pe1"1cu1as. pe l"1culas que possuem espessuras cnt rc o()·.,
.,,., e.
\W\ \ li\ \ \.\
e O,125 m m t"em s1'do f.abnca
· d as e usadas largamente como " loll't pi, :-.1111111
11· .... ll'l'l\\i ' \\ \'
e sacos par.,a ~rote9ão e embalagem de produtos da construção e i ~ i1. '1'~L. 1~1':.l. 11\l\ll\ \\\ ,~
;!1ftif:ste~1sttas importante~ para os. materiais produzidos e u1., ado~ l' 01110
'me u~m_-se sua baixa densidade , seu alto grau de l'k xihili I· I ·
seus e1evadas limites de resistência à tr - .· . " · < ,H l •
re~istências aos ataques da umidade e d:çao e :es1stcncia a ,~,q~t11ra , \ 11:1~
baixa permeabilidade 1 outros produtos qu11111 r o ~ l' 1., 11 :1
Alguns dos pol" a a guns gases, especialmente o vapo1 dl· ·11•11 ·1
~
1
1meros que atendem a esses 't " .· . . '
I' cn e.1tos e que ~ao Iah, IL ado~ "ª

forma de películas são o poiiet' I
de., c~lulose (CALLISTER JR.1 ;~~'2º po tp.roptleno , o cclol an . <, an· t:110
plast1ca", à base de polietiI ' . ): A F~gura 3 mostrn o li' o da " 1011:1
eno, para ptoteçao dos agregados.
\ \ 1\
Figura 3 - Lona plástica para proteção de materiais de construção contra as intempéries.

4335 Isolamento Térmico

O políme ro mais utilizad o como isolant e térmico é o poliest ireno


expand ido, conhec ido com "isopo r". Trata-s e de um materia l de origem
ssas ao sintétic a com grande quantid ade de bolhas de ar em seu interio r. Seu
eralmen políme ro é um produt o termop lástico com estrutu ra de células fechad as
s por obtido pela expans ão do estiren o polime rizado por interm édio de um gás
os de que se dilata quando aqueci do. Sendo extrem amente leve. é um materia l
fácil de ser trabalh ado. Embor a seja combu stível. não alimen ta a chama .
É produz ido nas formas de placas de várias espess uras. blocos maciço s
ou vazado s , meia cana, segme ntos, perfis, recipie ntes granul ado · etc.
Propor ciona ótimos resulta dos quando aplicad o em pisos flutuan tes.
sandu íches e m painéi s para parede s divisór ias. decora ção. forros.
isola mento acústic o e isolam ento térmic o e como formas de e. trutura s
nervuradas. As Fig uras 4 e 5 mostra m o " isopor" como materi al isolant e
térmico em siste ma de cobert ura e como fôrma EPS para lajes pré-
moldad as .

- ·
figum , t1reno expand"d
I o como 1·solante térmico em sistema de cobertura (cortesia da Isoe te).
'
Figura 5 - Poliestireno expandido como fõnna EPS para bje pré-moldada (conesia da lsoeste).

Utiliza-se o poliestireno expandido em chapas. c~~ ~assa e:pec_ífica de


15 a 30kg/m3 • Nessa densidade sua condut1b1hda de term1ca_ nas
temperaturas normais é de 0.035 kcaL·m/h ·ºC. N~s casos normais de
simples isolamento do terraço. bastam poucos cenumetros de espessura
para diminuir a dilatação térmica da lajes (\'ERÇOZA. 1987).

433.6 Fio e Fibras Poliméricas

Fibras são estruturas alongada de origem natural ou sintética que.


agrupadas unidirecional mente. apre entam e atribuem aos compósitos
maior resistência à tração 4 • Os polímeros em fibras são capazes de serem
estirados na forma de longos filamento_ com uma relação comprimento -
diâmetro de pelo menos 100: l. A maioria do polímero em fibras é
usada na indústria têxtil. Além di o . a~ fibra_ aramide_ ão empregadas
em materiais compósitos . No último · ano: tem sido cada vez maior a
utilização de concretos com fibra_. Quando em u.::o. a - fibras podem
ficar sujeitas a uma variedade de deforma :õe _- me --ãnica.:: como. por
exemplo, estiramento, torção. ci alhamento e abrasão ...\s propriedades Quadro 2 -
necessárias para superar as tensõe. gerada: por e _ ·a~ deformações são
controladas pela química da cadeias dos pohmero: e também pelo
i e
processo de estiramento do fio (YA ZIGI. l l) =>-). \Pesoesp
O ~roces~o . .s~gundo o qu al as fibras sàt) mt1JebJa, ,1 partir do roiãmetro
matenal pohmenco bruto é conhecido pt)f fia,·àt1. ~a mait)ria Jas yeze . .
~
~
as fibras são submetidas à fiação a partir de St'll c:radt1 úw\~iJo. em um
processo c~nhe~id_o p_or :ia~ã_o _do matl'rial futh.iidt) . l rn,i.\. •• a que , ai
s,er ~ubmet1d_o a flaçao e, rn1c1almentt' aqut'l.'i h.1 . .lk' \~U "' , 1.)rne um ~
~
liqui~o relativament e viscoso. Em st'gtuJa. 'S,, L1.. t • , e b nheado
at~a;~s de uma placa conhecida ·nn1t) fi~1dt)r,1. lll'-' ''- ntt -1ero~os
onflc1os redondos e pequenos. À mcd1d.1 1.lll1..' 1.' m~H ' ri. I f ) pa,sa
4 Este uso das fibras é apresentado no Capítulo .te,
43.3.6.l Fibras pa ra Concretos e Fibrocimentos
C on cr et o re fo rç ad o co m fi br as po de se r de fi ni do co m o o m at
feito co m ci m en to Po rt la nd , ag re ga do s e fi br as de sc on tín ua s m is tu er ia l
ra da s.
Es se tip o ~e co nc re to ve m se ~d o ut il iz ad o de sd e 19 60 , qu an do
er am
utili za da s fi br as d~ as be st o~ m is tu ra da s ao ci m en to . A pa rt ir da í,
tê m -s e
utili zad~ . ou tr os ti po s de ~i~ras co m o de aç o, po li pr op il en o, ca
rb on o,
,·idro. na il on , ce lu lo se , ac nh co , po li et il en o, m ad ei ra , si sa i, et c. A
s m ai s
utili zad~s sã o ~s ?e ~ç o, po li pr op il en o e ná il on . O pa pe l da s fi br as
de co nt in ua s, d1stnbu1das al ea to ri am en te , é at ra ve ss ar as fi ss ur as
qu e se
formam no co nc re to , se ja qu an do so b aç ão de ca rg as ex te rn
as , se ja
quan do su je it o às m ud an ça s na te m pe ra tu ra ou na um id ad e
do m ei o
am bi en te . A re al co nt ri bu iç ão da s fi br as é au m en ta r a du ct il id
conc re to . ad e do
A fi br a de po li pr op il en o é a fi br a de po lí m er o m ai s ut il iz ad
a em
co nc re to s. Sã o en co nt ra da s no m er ca do na fo rm a de m on of il
am en to s
ci línd ri co s e na fo rm a de m ul ti fi la m en to s fi br il ad os . A
s fi br as
viabili za m a fo rm aç ão de um re fo rç o tr id im en si on al se cu nd ár io
qu an do
di sp er so na m as sa de co nc re to , ar ga m as sa ou ge ss o (G U E D E
S, 20 04 ).
As fi br as de ná il on pa ra re fo rç o de co nc re to , ar ga m as sa e
ge ss o sã o
m on of il am en to s de ná il on 6. 6 pu ro , fa br ic ad os pa ra a fi na
li da de de
au m en ta r a du ct il id ad e do co nc re to , as si m co m o as de m ai
s fi br as .
D ev id o ao se u pe qu en o di âm et ro e m al ea bi li da de e a su
a m ai or
de ns id ad e qu e a ág ua nã o ap ar ec em na su pe rf íc ie do co nc re
to , o qu e
pr op or ci on a um ac ab am en to li vr e de fi br as ao se pr
oc ed er o
de se m pe na m en to (P E R E IR A e FI G U E IR E D O , 20 02 ). A s pr
op ri ed ad es
das fi br as ut iliz ad as em co nc re to s sã o m os tr ad as no Q ua dr o 2.
A F ig ur a
6 m os tr a as prin ci pa is fi br as pa ra co nc re to .
Quadro 2 - Principais características das fibras utilizadas em concretos (PE
REIRA e FIGUEIREDO , 2002).

r Características Nállon 6.6 Pollproplleno Pollproplleno


monofllado flbrilado
i Peso esoecífico (g/cm3 ) 1,1 4 0,90 0,91
' Diâmetro (µm) 18 18 500-400
Comprimento (mm) 20 20 20
Tensão de Ruptura (MPa) 630 810 -
Absorcão de áaua (% ) o
Ponto de fusão C° C)
4 o
260 320-450 165,5
Módulo de elasticidade (MPa) 4.758 3.500 4.000
-- < 8.000
E. Pazinl Figueiredo e J. H. da Silva Rêgo

Figura 6 - Fibras para confecção de concretos com fibras (PEREIRA e FIGUEIRE DO, 2002).

Assim, o concreto reforçado com fibras tem sido usado na execução de


pavimentos rígidos, pavimentação de pontes, es~~das, ae~oportos, concreto
projeto para revestimento de túneis, pisos industnais, estacionamentos, obras
hidráulicas e concreto projetado para estabilização de taludes.

43 .3.7 Aditivo s Químicos

Aditivos químicos para concretos e argamassas são os produtos empregados na


elaboração de concretos, argamassas e caldas de cimento para modificar certas
propriedades do material fresco ou endurecido, tomando-os mais fáceis de
manusear e incrementando sua resistência diante das solicitações físico-químicas.
Devem ser usados com muito cuidado, porque, geralmente, eles também têm
efeitos secundários indesejáveis e porque a dosagem influi muito no resultado.
Hoje os aditivos são largamente utilizados no preparo de concretos. argamassas
e caldas de cimento. Podem até ser considerados como o quarto componente do
concreto, além da água, do cimento e dos agregados. Existe uma tendência
crescente da utilização dos aditivos, tendo em vista, principa lmente. o aumento da
relação custo-benefício da utilização desses materiais.
Vários tipos de aditivos para concreto5 têm sua compos ição baseada em
polímeros. Existem aditivos aceleradores de pega à base de naftaleno sufonados
e melanin a sulfonada; aditivos plastificantes e superpl astificantc-.. à base de
naftalen o sulfona do, lignosu lfatos, melanin a formaldeído. poltrarb oxilatos.
alquil-aril sulfonado; incorporadores de ar à base de resinas alqui-~u il ~ulfonadas:
desmol dantes à base de parafina; dentre outros.
5
Informações mais detalhadas sobre aditivos para concreto são obtidos em: l\l \TI,\\ \1 \RI , \dith os para
Concreto In: ISAIA, G. C. (ed) Concreto: Ensino, Pesquisa e Reali1açõe\. São Paulo. 1 Hra,ileiro dl1
Concreto, 2005, p. 381-406.
M ateriais e Produto s Po limér ico s 1401

433 .8 Másti.ques ou Selantes


Os mástiques ou selantes são composições pastosas usadas
para ca la fe ta r
· ntas de dilatação, fissuras, furos etc. A o secarem de ve m fo
JU 1 . rm ar um m at er ia l
dúctil e co ns er va r a e ast1c1'da de Pº! t~mpo indeterminad
o. A lé m de ss a
ductilidade, eles de ve m apresentar adere~cia permanente às su
serão aplicados (YF:~ÇOZA, 1987). Existem muitos tipos de
de materiais po li m en co s, co m o a base de resina alquídica,
peifícies em qu e
mástiques à ba se
acrílica, silicone,
1
poliuretano, borrach·ª· cl or ad ! e po.lisulfeto, ?~ntre outros
(PANEK, 1976)
Selantes à base de silicone sao mastigues de silicone monocom
ponente, tendo
como matérias-primas o silício e o cloro e, como principa
l característica, a
colagem, vedação e selagem de materiais como a cerâmica, o
metal, o vidro, o
plástico, a madeira, o concreto, o gesso e outros . O s mástiq
ues poliuretano,
juntamente co m os de silicone são os mais utilizados na construç
ão civil, devido
às suas deformações máximas admissíveis e às suas resistências
ao intemperismo.
Os selantes acrílicos são produtos obtidos pela polimerizaç
ão de derivados
acrílicos, principalmente dos ésteres do ácido acrílico e do ác
ido metacrílico
(GUEDES, 2004). A Fi gu ra 7 mostra o uso do selante à base de borr
2).
acha cl or ad a
em junta de movimentação das arquibancadas de concreto
do Ginásio do
Maracanãzinho. A Fi gu ra 8 mostra a aplicação de um mástique de
poliuretano em
cução de junta de movimentação.
concreto
:os, obras

. S
Fig ur a 7 - e 1ante à ba se de borracha clorada em jun ta de dilataçíio.
Figura 8-Aplicação de mástique a base de poliuretano em junta de movimentação (cortesía da Vedacít).

43.3.9 Materiais para Reabilitação de Estruturas de Concreto

Reparos, recuperações e reforços de estruturas de concreto podem ser feitos


com materiais poliméricos ou que possuam polímeros nas suas composições.
Os polímeros mais encontrados na composição de argamassas, grautes e
concretos empregados nos materiais de reparo são o acrílico, o SBR (Borracha de
Estireno Butadieno), o epóxi e o PVA, sendo este último o de menor desempenho
(FIGUEIREDO, 1994; NEPOMUCENO, 1992).
As resinas empregadas para injeção de fissuras passivas das estruturas de
concreto são, geralmente, de base epóxi. Por outro lado, natas de cimento
aditivadas com plastificantes ou superplastificante à base de naftaleno sulfonado,
lignosulfatos, melanina formaldeído , policarboxilato s e alquil-aril sulfonados
também são usadas para preencher fissuras passivas das estruturas de concreto.
Adesivos empregados na união de concreto velho com o material de reforço
das estruturas podem ser de base epóxi ou acrílica.
As argamassas de reparo ou reforço projetadas podem conter emulsões de base
acrilica ou SBR que contribuem na aderência do material projetado à e~trutura
que está sendo reforçada ou reparada.

43.3.10 Eletrodutos e Materiais Elétricos

Os materiais poliméricos são, muitas vezes , utilizados para a fabr 1 ·ão de


eletrodutos e materiais elétricos devido à sua alta resi~tência elétriG jUC O~
toma isolante~ elétricos. Dentre. o~ polímeros utili7.8dos para esse fim ~ s e
0
destacar as resmas ~e ~VC. polie~eno, o poliéster, o poliamida, o formaldefdo,
alq uídicas, o pohestrreno. as acríhcas, dentre outras.
as ·1· d
Os eJetrodutos uti 1za os na construção civil são basicamente compostos de
cloreto de poli~inil~ (PVC) ou c:Jc: ))(>~etileno de alto impacto. O PVC é o p14st!co
ue possuí maior numero de ut1hzaçoes na construção civil, devido ao seu baixo
dusto, incluindo se~s usos na. Produção de materiais elétricos, tais e ~ as
analetas de embutir fios elétncos e o próprio revestimento dos fios elétricos
(Figuras 9 e 10). Os eletrodutos flexíveis de polietileno de alto impacto têm
estrutura anelar e são encontrados em rolos de 50 e 25 metros (Figura 11).

·-·
pC pC 1

o
Fioura 9 _ PVC utilizado na fabricação de canaletas de embutir fiação elétrica (cortesia da Pial Legrand).

estrutwas
de cinrn
O SUJfOIJM,
sulfoiw M• · - . .- - ..
1

Figura 10 - Ph' 1• 1hzacto para revestimentos


. de fiios elétricos ' identificado como item 2 (cortesia da Reiplas).
Figura 11 - Eletrodutos flexíveis de polietileno de alta densidade (cortesia da Fortilit).

As resinas poliésteres, conforme mostradas na Figura 12, são utilizadas para a


fabricação de conectores, carretéis de bobinas e outros componentes elétricos. As
resinas à base de poliamida (náilon) e acrílicas são usadas em transformadores,
relés, motores e outros componentes elétricos. Os poliestirenos são muito
utilizados em materiais elétricos mais econômicos, tais como tampas de caixas de
passagem elétricas, interruptores, tomadas, entre outros (Figura 12).

Figura 12 - Poliestireno utilizado na fabricação de espelhos e tomadas ~h.:tril'a,.


43J.JJ Tubulações e Conexões Hidrosanit4rias

o pol~~e.ro ~ue é mais utiliza~? I_>ara a fabricação de tubulações e conexões


°
hidrosamtanas_ e Cion:to de Pohvmila (PVC), como mostra a Figura 13. O PVC
é obtido a p~ir d~ acetde!1? e cloreto de hidrogênio. Possui inúmeras vantagens
sobre as canahzaçoes metálicas. como o baixo preço, a facilidade de manuseio, a
imunidade à ferrugem e a economia de mão-de-obra (BAUER, 1994).

Figura 13 - Tubulação hidrosanitária de PVC (cortesia da Duro Tubos).

o poliestireno de alta ~ensidade, devido à sua al? tena~i?~de. pode ~er


empregado como alguns tipos de conexões de matenal samtano e. rai:!1':>ém
assentos de vaso sanitário, maciços, inquebráveis e inalteráveis à ação de ac1dos
ou corrosivos, como mostrado na Figura 14 (BAUER, 1994).

. . . de utilizado na fabricação de assentos sanitários.


Figura J4 - Poh:stLreno de alta dens1da lúnero na ducha íntima e no cesto de lixo.
foto também mostra o uso desse po
is,,Jamcn,., ele 11,1, 1,,,., . , ,1
no utilizada como proteção e
rígida de poliurera 11 11 I 111 ICIIHltfO .
Figura 1 5 - Espuma
43J.13 Aparelho de Apoio Elastomérico

Aparelhos de apoio são dispositivos que fazem a transição entre a


superest~tu~a e_a mes~estrutura ou a infra-estrutura, nas pontes não aporticadas.
As três prmc1pa1s funçoes dos aparelhos de apoio são: (1) transmitir esforços da
superestru°:1ra à ~esoe~trutura _ou infraestrutura; (2) permitir os movimentos
Jongitudimus, devid~s a retraç~o própria da superestrutura e aos efeitos da
temperatura, expansao e retraçao; (3) permitir as rotações da superestrutura
provocadas pela carga permanentes e pela carga móvel, conforme a Norma
DNIT 091 (DNIT, 200~).
Os aparelhos de apo10 elastoméricos têm comportamento vertical elástico e
acomodam movimentos verticais e rotações comprimindo e deslocando as
camadas de neoprene que são utilizadas para esse fim , como mostrado na Figura
16. O neoprene é o polímero do cloropreno. É elastômero ou borracha sintética
que apresenta qualidades excepcionais de resistência à ação do ozônio, das
intempéries, da luz solar e do calor, não alterando suas condições de elasticidade
e aderência sob condições diversas.

Figura J6 _ Placa de Neoprene utilizada como aparelho de apoio de pontes, indicada pelas setas.

433.14 Coberturas

As telhas onduladas de poliéster (fiberglass) são c~apas de poliést~r_reforça~os


por fibras de vidro. Juntamente com as telhas de pohcarbonato ~ ac~1~1co, devido
à sua transparência duradoura, o poliéster com ou se~ ~bras e utihz~d? como
· · - zem"tal com o ob1et1vo
domo plástkn para ilum1naçao J de prop1c1ar um
melhor da luz natural e uma economia de energia elétrica, como
mo trado na Figura J7. As telhar; são recomendadas para todas as aplicações
.onde se requeira iluminação natural com baixo custo tais como coberturas
industriais, comerciais, residenciais e esportivas, fechamentos laterais, sheds, bem
como ambientes confinados como banheiros e corredores de circulação. Podem
ter a forma redonda, quadrada, retangular, ou ainda, em forma modular como
complemento às telhas de cobertura ou aos pré-fabricados de concreto. As
dimensões variam desde 60cm até 2,45m. Quanto à transparência, podem ser
transparentes, translúcida-; ou leítrn,a~. Para conservação, recomenda-se limpeza
periódica de seis em seis meses, com água e sabão neutro, a fim de se manter a
translucidez da peça (YAZJGI, 1997).

Vtnls (PV
PVA)

Poliést
Figura 17 - FibergJass utilizada para iluminação zenital (Cortesia da Fiberplastic). (PE

43A Resumo das Características dos Polímeros e Aplicações Potenciais A seg


na Construção Civil uh\izado
_N~ Q_uadro 3, são apresentados os principais plásticos termoplásticos e suas
oao
prmc1pa1s características e aplicações. ~ e
ldn} a
Quadro 3 - Principais tipos de plásticos tcnnoplásticos ,
ALBUQ'"""' e suas
UCllQlJE, 2001),
aphcaç&s (CAUJSTBR. JR. 2002:
t

Tipo de material Caracterfstlcas


Acrilonltrlla- Excepcional resistêncl Apllcacões
butadleno- tena~idadE:, boas prop~edade: Rev.estlmentos de refrigeradores,
estireno (ABS) elétncas, inflamável e solúvel em equipamentos para cortar grama e
alguns solventes ori:iãnicos Jardim, brinquedos e componentes
-- - PPoofiillm~efltlÍI-,EE:Xx~ceejp~c:icioxn~aifl1t~ra~n~s~m~ls~s~a~o~diãa~I~;-t{r~lg~ld~o~SJP~:a~ra~c~o~n!!s~tru~1~ca1o~c~lv~l[!:.l.~=_j
metacrllato resistência uz e Lentes, equipamentos de desenho,
(Acrílicos) P . d ª
r~pne ades mecânicas regulares.
intempéries. h
c apas transparentes resistentes
Qurmlcamente inerte em ao choque e tintas.
Fluorcarbonos todos os ambientes Oi~ase Vedações anticorrosivas,
(Teflon) proprie_dades de ·resist~~cªlas revestimentos antiadesivos, peças
mecãnrc
. a e _elétrica,
· embora caros. de componentes eletrônicos,
Ba1xo coeficiente de fricção. conectores, vedações, tubulações.
Excelentes propriedades mecAn·,
1 . e1 cas Engrenagens, rolamentos,
Poliamidas e qu micas, boa resistência à tubulações, cabos e revestimentos
(Náilons) abras~o e ao desgaste. Baixo para fios, reforço nas telhas
coeficr~nte de atrito e capacidade de plásticas, fios e fibras.
produzir fios.
Dimen~ionalmente estáveis, baixa
absorçao de água, transparentes Capacetes de segurança, lentes,
Policarbonatos globos de luz, bases para filmes
boa .. resistência ao impacto ~
fotográficos, telhas e coberturas.
ductilrdade, resistência aos raios
ultravioleta
Quimicamente resistente e isolante
Garrafas flexíveis, brinquedos,
Polietilenos elétrico. Muito rígido e com
peças de bateria, materiais para
coeficiente de atrito baixo. Baixa
películas em embalagens e
resistência às intempéries.
materiais elétricos.
Excelente resistência elétrica e à
Garrafas esterilizáveis, películas
Polipropilenos fadiga. Quimicamente inerte, para
embalagens, malas de viagem
apresenta baixa resistência à luz
e para guardar ferramentas,
ultravioleta. Relativamente baratos. conexões, tubulações.
Propriedades elétricas e clareza Azulejos de paredes, caixas de
ótica excelentes. Boa estabilidade baterias, brinquedos, painéis de
Poliestirenos térmica e dimensional. iluminação, carcaças de
Relativamente barato. Resistente ao instrumentos, conexões de material
impacto. sanitário e assentos de vaso
sanitário.
i - - - - - - - - r -c;:;-:-: u~ s t~o:----::r~
ed~u
~z~i~
d~o .-~N7o_r_m_a71m - e-n~ te+ P:: =-.:-in7tu~r~a=s~.--pi~s-o-s ,--t-u-b-ulaç-õ e- s:
Vinis (PVC e rígidos. Tornam-se flexíveis pela isolamento elétrico de fios,
PVA) adição de plastificantes. Excelente mangueiras, espaçadores, tintas e
resistência a produtos químicos telhas plásticas, materiais de
reparo.
Uma das películas plásticas mais Vestimentas, recipientes de
Poliésteres resistentes. Excelentes resistências bebidas, cordões de pneus de
(PET) à fadiga, à ruptura, à umidade, às automóveis, damos, telhas
oraxas aos óleos e aos solventes. plásticas.

A seguir são apresentados os principais polímeros termoplásticos


utilizado5 na Construção civil:
O Clor: o !e olivinila (PVC) é mais usado na fabricação de tubulações de água,
esgoto e elet · df'. No setor das coberturas, as telhas de PVC substituem as telhas de
vidro, am ,tf t) a iluminação natural em grandes áreas do telhado. Na eletrotécnica,
a bon'acha isolante na maioria dBI upllcaçõetl e ntua como iKOhuncnto
sqa pequen a ab sol çlo de águ a. E multo uúll1.ado co mo plKO vinílico.
...~ n o - polímero do monõméro c•t lreno é um
~<,-...:.i_ mu tcr iut de gm nd c
- ~ · Mu ito uti liz ad o em ap are lho " de ilu mí nu çllo mu iM cc on l\m ico i.. Qu nn do
poliestireno é de alt a de nsi da de são fcítaH co ncx õcM de mu tcr iul i.un itn rio e
assentos de ba nh eir o; qu an do o po lie stí rcn o é do tip o cx pu nd ido (is op m) . é usa do
co mo isolamento tén nic o. lo seu hu ixo cu sto e
O Polietileno - Po lím ero do eti len o - é mu ito utí li1 .ud o pe
pe la facilidade de se r tra ba lha do . É utíl i:1.ado pur u pro tcc ;ilo tlc pu rcd cs e lnjc s
co ntr a ch uv a, ele tro du tos , co be rtu ra de ma ter iai s e cq uip um cn tos e pm tcç iio
co ntr a po eir a. . .
O Náilon - Po lím ero da s am ida s - é um do s plá sti co s mm s no bre s e de
me lho res qualidade. É usa do co mo ref orç o na s tcl hu s plá sti ~a s. cm bu ch as de
fix açã o e na fabricaçã o de do bra diç as. É usa do na clc tro téc n1 cn po r su a gra nd e
resistência à dissolução. cri lat o de mc tilu , po is siio
Os Acrílicos - Tê m o no me cie ntí fic o de po lím cta
ob tid os a pa rti r do ác ido me tac ríl íco e do álc oo l me tíli co . Sil o plá sti co s no bre s, de
qu ali da de óti ca s e ap arê nc ia sem elh an tes ao vid ro. Sil o us ad os cm de co raç ão
co mo pa red es div isó ria s, tap a-vist as e cm su bs títu içf ío ao vid ro cm po rtn s pn ra
bo x (B AU ER , 1994). lix os e su a
No Qu ad ro 4, sã o ap res en tad os os pri nc ípa h plá 8tí co s tcr mo
pri nc ipa is ca rac ter íst ica s e aplicaçfies.
is tipos de plásticos t.c:nnofi xos e aplíc;uf ,.1, {( 'AI ,I JST I ~ I< m .. 200 2: AI ,13 UQ UH RQ UE .1l'K.l \)
Quadro 4 - Principa \Wi 'l
Apllcaçõos
car act .er 1stlca
r Tipo de
material Mo ldo1 > oló trlco u, reios, adoslvos,
Excelente com bin açã o do
me cân icas e rov osU mo nto o pro toto rea, laminados
propriedades torlals do
resistência à cor ros ão e eló trlca , do fibra do vidr o, tintas, ma
~poxJs rep aro , roc upo raç ão o roforço da
estáveis dimens ion al me nte , boa
ade são e rela tiva me nte bar ato s ost rutu rao do con cro to.
Excelente est abi lida de térm ica . Ca réa çã do motoras, tolofonos,
Podem ser combin ado s com out raa aco ooó r1o o oló trlc os e tintas
Fenóllcos
resinas. Enchimentos. São baratos.
Exc ele nte s pro prfe dad es elé tricas e Ca pac ete s, bar coo om tlbra do vidro,
Ge ralm ent e sã o cad eira s, ven tlla dor os, dom os a
baixo custo.
Polfésteres telh ao tran epa ron tos par a
reforçados com fibras.
ilu ~ o _;_onltal. __

A seguir, são apresentados os princ ipa is pC Jlím cros tcr mo fix o8 uti liz ad os nn
Construção civil.
As resinas fenólicas e alq uídi ca s sã o co mu mc nte usada c.; na ind ús tri a de lin tt,:
e vernizes. A resina fenólica é ba sta nte em prega da no s lam ina do s plá sti co s e no
revestin]ento de chapas.
~ ~~oxis s~ o dos ma is novo s e vc r\átei s plá ~tico s. Sã o frn mn dn s 1.k
ep1~londnna e b1 sfenol, ma tér ias ob tid as do gá \ na tural. Os ép ox is ·st an se nd o
aplicados na construção civ il, pr inc ipa lm en te, com o rev es tim en tos . pn r sn n
dureza e resistência à abrasão e como ades·
As resinas epóxi são empregadas para as se'v°!' de alta ~tência ~ concreto..
revesti~eº!º ~ pavi~entação (BAUER, 1~tes finalidades: adesivos., selante.,
os pnnc1prus elastomeros, suas propriedades . _ _
Quadro 5. e aplicaçoes sao apresentados no
Quadro 5 - Principais elastõmeros, características e aplicações
'Cos ll) • Tino de material
Ca ~ .
(CALI..IsTER JR. 2002: ALBUQUERQUE 2001)
~ticasétis Poll-lsoprano Excelentes propriedades físicas - - -

ecn·Jca ' natural (Borracha resistência ao corte ao entalho


natural) - NR Baixa resistência ~ calor
80
óleo. Boas Prooriedades elétricas
· Boa

8 ao
=rasão. Pneus e tubos, biqueira e
sola, Juntas e gaxetas
Copolfmero B~s propriedades ffsi ·~
estireno- resistência à abrasão cas, excelente As mesmas
que as da
b utadleno - SBR resistênc1a a óleo, OZõnio' ou não P0SSui
ao te borracha natwal. Materiais
Prooriedades elétricas boas. mpo. de reparo para estruturas
Copolfmero Ex.cel~nte resistência a óleos Vegetais deconaeto.
acrllonltrlla- an~ma1s e de Petróleo. Propriedades ruins ~ Mangueiras para gasolina,
butadleno - NBR baixas temperaturas. As J)ropriedades para produtos químicos e
elétricas não são excePdonais. para óleo. Vedações.
Ex~lente re~istência ao oZOnio, ao calor e Biqueiras e solas.
PollCloropreno - às rntempénes. Boa resiStência ao óleo Fios e cabos, revestimentos
CR (Neoprene) Excelente resistência à chama. Não é bo~ de tanques para produtos
para aplicações elétricas. químicos. Correias,
Mangueiras, Vedações,
Polisslloxano - Ex~lente resistência às temperaturas altas Aoarelho de aooio.
VMQ e baixas. Excelentes propriedades elétricas. Isolamento ténnico para
(Sillcone) temperaturas altas e
baixas. Vedações.
Diafraarnas e tintas.

A seguir, são apresentados os principais polímeros elastômeros utilizados na


Construção civil:
O Hypalon e o Neoprene são, respectivamente, os polímeros do etileno
clorosulfonado e do cloropreno. São elastômeros ou borrachas sintéticas usadas
em impermeabilizações. O Neoprene possui diversas outras aplicações, como,
por exemplo, gaxetas, para vedação de paredes de vidro e esquadrias. Também é
usado em juntas de expansão e como base antivibratória em pontes.
Os Silicones - polímeros do siloxano - pertencem à família das resinas
sintéticas e são obtidos a partir do silício. Os silicones possuem um campo de
aplicação limitado na construção civil, sendo especificamente indicados para a
proteção de superfícies sujeitas às intempéries. Recentemente surgiu uma nova
utilização dos silicones como mástiques para a vedação de juntas.

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Pmle e , f
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~: aed!ficaçãc
Sugestões para estudo complementa r com advir com
P<>nentes a0re
liem.se . o• SSJ
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NAVARRO, R. F. Materiais e Ambiente. 1ª ed. João Pessoa: Universitária.2001 .
VLACK. L. H. V. Princípios de Ciência dos Materiais. São Paulo: Edgard Blucher. 2000. com a d v~nficactc
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SIKA. Manual Técnico. São Paulo. Brasil. 2006. ~ águ • ProJetista
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collot;;a acarreta
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Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil). Universidade Federal de Goiás. Goiânia. 2000. llJPoJ e ar ·
VEDACIT, Manual Técnico - Aditivos para Concreto e Argamassas. 4 ed. São Paulo. 2006. %to ªlllento llladt
_ _ Manual Técnico. 43 ed. São Paulo. 2006. sde e bo)I
VlAPOL. Manual Técnico. São Paulo. 2007 Oc lllanu
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