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PLANO DE ATIVIDADES DA SESSÃO 2

Antecedentes Históricos dos Modelos de Formação e Modos de Cuidado em Saúde:


I. Idade Antiga/Idade Média

Data e horário: 07/março/2017; 9h-12h30


Carga horária: 210 min
Locais: ISC/UFBA: Auditório ISC; IHAC/UFBA: Auditório ISC; CJA/UFSB: Sala 04;
CSC/UFSB: Mata Medonha; CPF/UFSB: Sala 19.

Curadoria da Sessão: Marcelo Nunes Dourado Rocha, André Rego

1. Apresentação de Objetivo e Metas Pedagógicas da Sessão (5min):


1.1 Objetivo: Compreender os principais antecedentes históricos, epistemológicos e
metodológicos da Formação em Saúde e dos Modos de Cuidado durante as Idades Antiga
e Média, com destaque para a contribuição dos gregos, árabes e europeus.
1.2 Metas pedagógicas:
a) Conhecer o contexto do ensino e da prática médica na Grécia Clássica nos séculos V e IV a.C. e
as mudanças na formação e no cuidado em saúde definidas pela aproximação entre filosofia e
medicina.
b) Compreender e explicar o papel desempenhado pelo Museu de Alexandria como principal centro
de ensino médico na Antiguidade e sua importância no futuro desenvolvimento dos modelos de
formação e modos de cuidado em saúde.
c) Compreender e analisar como a contribuição de autores islâmicos do período medieval,
especialmente Avicena e seu “Cânon da Medicina”, repercutiu no desenvolvimento do currículo
médico nas nascentes universidades europeias, principalmente pela influência da Escola de
Salerno.
d) Conhecer e analisar a articulação entre teoria e prática na educação médica europeia medieval
tomando como exemplo a Faculdade de Medicina de Montpellier.
e) Compreender a importância da relação (associativa ou conflituosa) entre o pensamento racional
filosófico da herança greco-romana e o desenvolvimento de concepções e práticas empíricas de
cuidado em saúde da Idade Antiga à Idade Média.
[Atividade compartilhada metapresencialmente, podendo ser modificada em tempo real, caso
surja alguma sugestão pertinente]

2. Resultados de tarefas encaminhadas na sessão anterior (15min):


2.1 Recolher propostas de aperfeiçoamento da minuta do Plano de Atividades (PLAT) desta
Sessão, para apreciação e, sendo o caso, imediata incorporação.
2.2 Avaliar a apreensão das leituras dos textos designados.
2.3 Confirmar que as EAAs assistiram e debateram as referências videográficas básicas.
[As tarefas terão sido realizadas de modo independente por cada EAA, como atividades
extraclasse. Docente responsável por cada turma/local/campus solicita aos Relatores das
EAAs apresentação dos resultados, previamente organizados pela equipe. Caso se esgote o
tempo previsto, remete-se o item não coberto à próxima Sessão]
3. Discussão livre intra-EAA (40min)
Tempo livre para os membros da EAA compartilharem conhecimentos sobre os diversos
tópicos da Atividade compilados em buscas na Internet e nos recursos didáticos
disponibilizados na Sessão anterior.
As matrizes de pensamento, saberes e práticas em saúde, inauguradas na Grécia Clássica,
caracterizaram-se pela forte influência dos filósofos sobre os fundamentos teóricos da
medicina, com hegemonia do empirismo aristotélico.
Perguntas geradoras:
a) De que modo os fundamentos da investigação filosófica influenciaram na formação e na
prática em saúde na Antiguidade Clássica?
b) Qual o papel do Museu de Alexandria no desenvolvimento da ciência médica moderna,
como centro de formação e de produção de saberes e práticas?
c) Como se dava a formação dos físicos e como se organizavam as práticas de saúde no
Ocidente medieval?
d) Qual a contribuição dos médicos-filósofos árabes para a formação e o cuidado em saúde
durante a Idade Média?
[Atividade realizada autonomamente em cada EAA. Cada equipe se organiza nas ilhotas de
trabalho para uma breve discussão sobre o material em pauta. O tempo da Sessão não pode
ser usado para leitura na sala. Relator/a de cada EAA coordena; ao final, registra as
conclusões do debate para gerar um texto (50 a 100 palavras) sintetizando os principais pontos
do debate]

4. Modelos de Formação e Modos de Cuidado em Saúde: I. Idade Antiga/Idade


Média. Exposição dialogada (40min)
[Atividade compartilhada metapresencialmente nos 3 campi – a ser preparada pelos Curadores
da Sessão. O material da exposição será remetido a todos os campi, de modo que, ocorrendo
dificuldade de conexão digital, a atividade poderá ser realizada pela equipe docente
autonomamente em cada turma]

10h40 – Intervalo (20min)

5. Plenárias de turmas: compartilhamento de conhecimentos (50min).


[Atividade realizada autonomamente em cada turma/ campus. Relator/a de cada EAA faz a
apresentação dos resultados das discussões de sua equipe e apresenta em powerpoint o texto
que sintetiza os principais pontos/conclusões da respectiva EAA. Docente fomenta e
coordena uma discussão geral, retomando o conteúdo da exposição dialogada]

6. Discussão intra-EAA para Avaliação da Atividade (30min):


[Atividade realizada autonomamente em cada EAA. Projeta-se em powerpoint os Objetivos
desta Sessão, reelaborados sob a forma de questões; solicita-se aos Relatores que pautem nas
EAA uma avaliação qualitativa do grau de cumprimento de cada objetivo/meta, em termos
de:
a) destaques: positivos e negativos;
b) lacunas: o que faltou;
c) problemas: o que falhou.
[A Relatoria da cada EAA deve recolher as avaliações e, ao final, registrar as conclusões para
gerar um texto (50 a 100 palavras) sintetizando os principais pontos da avaliação,
principalmente em quê se pode melhorar a atividade realizada; essa devolutiva será trazida à
Sessão seguinte]
7. Revisão de tarefas para a Sessão seguinte (10min):
[Essas tarefas serão realizadas autonomamente por cada EAA, compondo atividades
extraclasse. Durante a semana, os coordenadores poderão solicitar aos docentes de cada turma
esclarecimentos e instruções sobre as tarefas da semana]
 Apresentar propostas de aperfeiçoamento do Plano de Atividades (PLAT) da Sessão 3.
 Busca na internet sobre o tema da próxima Sessão.
 Estudo dos recursos didáticos para a próxima Sessão.
[Essas tarefas serão realizadas autonomamente por cada EAA, compondo atividades
extraclasse com carga horária computada como Estudos Dirigidos. Durante o intervalo entre
blocos, os Relatores poderão solicitar à ED de cada turma esclarecimentos e instruções sobre
as tarefas designadas]

RECURSOS DIDÁTICOS:

Referências bibliográficas:
1. de Divitiis E, Cappabianca P, de Divitiis O. The Schola Medica Salernitana: The Forerunner of the
Modern University Medical Schools. Neurosurgery, 55, 4 (2004), 722-44.
2. Demaitre L. Theory and practice in medical education at the University of Montpellier in the thirteenth
and fourteenth centuries. J Hist Med Allied Sci. 1975 Apr;30(2):103-23.
3. Drabkin IE. Medical education in Ancient Greece and Rome. J Med Edu.1957; 32: 286-296. [Material
didático traduzido do original];
4. Gordon, Richard. A assustadora história da medicina. Rio de Janeiro: Ediouro. 1997.
5. Nogueira, Roberto Passos. Do físico ao médico moderno: a formação social da prática médica. São Paulo:
EdUnesp, 2007 (págs. 55-111).
6. Rego, André. Antecedentes históricos da formação em saúde e dos modos e práticas de cuidado em Saúde: Idade Média.
Teixeira de Freitas: IHAC/UFSB, 2017. Texto didático, 21 p.
7. Rezende, JM. A institucionalização do ensino médico. In: Rezende, JM. À sombra do plátano: crônicas de
história da medicina [online]. São Paulo: Editora Unifesp, 2009. p. 121 – 129.

Referências videográficas:
1. A Ciência e o Islã – parte 1. Documentário produzido pela BBC (Inglaterra, 2009).
https://www.youtube.com/watch?v=BxU-_HdXrXI
2. Alexandria (Ágora) (Alejandro Amenábar, 2011). https://www.youtube.com/watch?v=OD2VWJ97Fxg
3. O Físico (Philip Stolz, 2013). https://www.youtube.com/watch?v=n80RHw3tndg
4. O tesouro perdido da Biblioteca de Alexandria. Documentário / A & E Television Network, 1996. 46
mins./https://www.youtube.com/watch?v=VJw32CX3iMM&t=15s&index=12&list=PLYyBYfrYNdeu
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