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Preparo e Administração de

Medicamentos

Professores:
Mestre Marco Aurélio R. de Almeida
Mestre Sandra R. L. P. T. da Silva
Doutora Raquel J. O. Lima
Mestre Tania Moraes
FARMACOLOGIA
• A farmacologia é definida como a ciência
que estuda a natureza e as propriedades
dos fármacos e principalmente a ação dos
medicamentos.
ORIGEM DOS
MEDICAMENTOS
• Natural (o reino animal,
vegetal e mineral),
• Sintética (industrializado)
FARMACOTERAPIA
• É o uso dos medicamentos na profilaxia, no
tratamento, nos cuidados paliativos e no
diagnósticos das doenças.
Profilática Paliativo
Ação Curativo Ação de
preventiva Ação diminuir os sinais
contra as terapêutica e sintomas da
doenças. curando a doença.
doença.

Diagnostico Ação no diagnóstico elucidando


exames radiográficos.
Compreendendo o mecanismo de
ação
• FARMACOCINÉTICA • FARMACODINÂMICA
Estudo do movimento Estudo dos mecanismos
que o medicamento relacionados à ação do
administrado passa medicamento e suas
dentro do organismo alterações bioquímicas ou
durante sua absorção, fisiológicas no organismo.
distribuição, A resposta decorrente
metabolismo e dessa ação é o efeito do
excreção medicamento,
propriamente dito.
AÇÃO DOS MEDICAMENTOS
• AÇÃO LOCAL: • AÇÃO SISTEMICA:
A medicação age no Quando a medicação é
local onde é primeiro absorvida, após
administrado, sem entra na corrente
passar pela corrente sanguínea sendo
sanguínea. distribuída, a seguir é
Exemplos: pomadas metabolizada atuando no
e colírios local de ação desejado.
Exemplos: antialérgico
para prurido generalizado
ÉTICA E LEGISLAÇÃO NO PREPARO E
ADMINISTRAÇÃO DOS
MEDICAMENTOS
• PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
A enfermagem é uma profissão
comprometida com a saúde e a qualidade
de vida da pessoa, família e coletividade.
O profissional de enfermagem atua na
promoção, prevenção, recuperação e
reabilitação da saúde, com autonomia e
em consonância com os preceitos éticos e
legais.
• SEÇÃO I
DAS RELAÇÕES COM A PESSOA, FAMILIA E
COLETIVIDADE.
• DIREITOS
Art. 10 - Recusar-se a executar atividades que
não sejam de sua competência técnica,
científica, ética e legal ou que não ofereçam
segurança ao profissional, à pessoa, família e
coletividade.
• RESPONSABILIDADES E DEVERES
Art. 12 - Assegurar à pessoa, família e coletividade
assistência de enfermagem livre de danos decorrentes
de imperícia, negligência ou imprudência.
Art. 13 - Avaliar criteriosamente sua competência técnica,
científica, ética e legal e somente aceitar encargos ou
atribuições, quando capaz de desempenho seguro para
si e para outrem.
Art. 14 - Aprimorar os conhecimentos técnicos, científicos,
éticos e culturais, em benefício da pessoa, família e
coletividade e do desenvolvimento da profissão.
Art. 21 - Proteger a pessoa, família e coletividade contra
danos decorrentes de imperícia, negligência ou
imprudência por parte de qualquer membro da equipe
de saúde.
Art. 25 - Registrar no prontuário do paciente as
informações inerentes e indispensáveis ao processo de
cuidar.
• PROIBIÇÕES
Art. 30 - Administrar medicamentos sem
conhecer a ação da droga e sem
certificar-se da possibilidade de riscos.
Art. 31 - Prescrever medicamentos e
praticar ato cirúrgico, exceto nos casos
previstos na legislação vigente e em
situação de emergência.
Art. 32 - Executar prescrições de qualquer
natureza, que comprometam a segurança
da pessoa.
• SEÇÃO II
DAS RELAÇÕES COM OS TRABALHADORES
DE
ENFERMAGEM, SAÚDE E OUTROS
• DIREITOS
Art. 37 - Recusar-se a executar prescrição
medicamentosa e terapêutica, onde não conste
a assinatura e o número de registro do
profissional, exceto em situações de urgência e
emergência.
• Parágrafo único - O profissional de
enfermagem poderá recusar-se a executar
prescrição medicamentosa e terapêutica em
caso de identificação de erro ou ilegibilidade.
• PROIBIÇÕES
Art. 42 - Assinar as ações de enfermagem
que não executou, bem como permitir que
suas ações sejam assinadas por outro
profissional.
• SEÇÃO III
DAS RELAÇÕES COM AS
ORGANIZAÇÕES
DA CATEGORIA
• RESPONSABILIDADES E DEVERES
Art. 48 - Cumprir e fazer os preceitos éticos
e legais da profissão.
PRESCRIÇÃO DO MEDICAMENTO
• A prescrição dos medicamentos é uma
ordem escrita por profissional capacitado
para ser preparada por um farmacêutico
ou profissional da enfermagem,
Horários que Assinatura e
Data, Nome carimbo do
-Nome do o
do médico,
medicamento medicamento
paciente, odontologo
-Dose do será
Hospital, ou outro
medicamento administrado
UBS ou profissional
- Via do / intervalos
centro qualificado,
medicamento entre as
médico, contendo seu
doses,
registro no
Deve ser legível e em alguns hospitais, UBS conselho
ou centro médico pode ser encontrado regional,
informatizado.
TIPOS DE PRESCRIÇÃO DE
MEDICAMENTO
Prescrição Padrão
• Deve conter quanto do medicamento o paciente
deve receber e por quanto tempo, permanece em
efeito por tempo indefinido ou por período
especificado.
Prescrição Única
• Deve contar a prescrição do medicamento a ser
administrado apenas uma vez.
Prescrição Imediata
• Deve conter a prescrição de um medicamento que
o paciente deve imediatamente, no geral para um
problema urgente.
TIPOS DE PRESCRIÇÃO DE
MEDICAMENTO
Prescrição Permanente
• Contém a PM de forma permanente, no geral
são elaboradas e executadas por equipes de
uma determinada instituição sendo hoje bem
difundidos como protocolos de Prescrição de
Medicamento para tratamento de determinadas
patologias.
Prescrição Verbal e Telefônica
• Não é o tipo de PM ideal, deve ser evitada
sempre que possível, pois a PM verbal ou por
telefone traz riscos iminentes de erros, pode
ocorrer em situações de urgência e deve ser
transcrita pelo médico o quanto antes.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA
LEITURA DA PRESCRIÇÃO MÉDICA E
NO PREPARO DE MEDICAMENTOS
• Obter a PM realizar sua leitura e compreende-
la, caso haja dúvida esclareça-a antes de iniciar
o preparo da PM,
• Lavar as mãos e preparar o material, conforme
a via de administração: bandeja, copo se VO,
seringa e agulha do tamanho indicado para via
injetável, algodão, álcool 70%,
• Realizar etiqueta de identificação do
medicamento, contendo: Nome do paciente,
quarto e leito do paciente, nome do
medicamento, quantidade do medicamento, via
do medicamento, hora do medicamento,
• Ao ler a PM e identificar o medicamento,
separe-o lendo o rótulo três vezes: ao
retirar do armário, ao prepará-lo, ao
desprezar a embalagem ou ao guardá-lo
novamente,
• No preparo de medicamentos evite
distrações e ou conversas paralelas,
• Não toque no medicamento com as mãos,
quando em comprimido mantenha-o em
blister, ou coloque-o em copo; se líquido
coloque-o em copo evitando que o mesmo
molhe o rótulo do frasco, se injetável
utilize técnica asséptica,
• Após prepará-lo com técnica, siga com a
bandeja até o quarto para administração,
certificando-se da via de administração e inicie a
administração chamando o cliente pelo nome e
conferindo paciente certo, confirme a PM certa
conferindo o medicamento certo, dose e via
certa na hora certa,
• É imprescindível conhecer a técnica adequada
de cada via,
• Em todo preparo de medicamentos siga
atentamente os 10 certos no preparo e
administração dos medicamentos, são eles:
CERTOS DA MEDICAÇÃO
• 1º Prescrição certa,
• 2º Medicação certa,
• 3º Validade certa,
• 4º Dose certa,
• 5º Diluição certa,
• 6º Paciente certo,
• 7º Orientação certa,
• 8º Via certa,
• 9º Hora certa,
• 10º Técnica certa,
• 11º Registro certo.
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DOS
MEDICAMENTOS, CUIDADOS DE
ENFERMAGEM E CÁLCULO PARA CADA VIA
Vias de administração dos medicamentos
• Via enteral
Esta via compreende a administração dos
medicamentos Via Oral, Via Sonda
Nasogastríca (sonda que conduz alimento e
medicamento até o estômago) e Via Sonda
Nasoenteral (sonda que conduz alimento e
medicamento até a primeira porção do intestino
delgado, o duodeno).
Administração via oral
• A administração de medicamentos por via
oral é segura e não requer técnica estéril
na sua preparação, nesta via os
medicamentos podem ser na
apresentação de comprimidos, drágeas,
cápsulas ou líquidos; são absorvidos,
principalmente, no estômago e intestino.
• Obs. A medicação via oral não é indicada
em clientes apresentando náuseas,
vômitos, diarréias ou indivíduos que
tenham dificuldade de deglutir.
Atenção
• - Lembrar que antes e após qualquer
procedimento devemos lavar as mãos.
• - Se a PM. For realizada em gotas, você
devera transformar gotas em ml.
• - Sabendo que 1ml = 20 gotas.
• - 1 ml = 60 microgotas.
• - 1cc3 = 1ml
• - Todo comprimido para administração da
dose correta deve ser diluído em Água
Destilada (AD). Para este cálculo usamos
regra de 3.
Administração por Sonda
gástrica ou enteral
• Use o mesmo critério da medicação VO,
diluindo o comprimido ou as gotas e
líquidos que devem ser aspirados em
seringa de 20ml administradas a após a
sonda deve ser lavada com água filtrada
evitando assim sua obstrução.
Via Enteral

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Via Parenteral
• Os medicamentos administrados por via
parenteral têm a vantagem de fornecer uma via
mais rápida quando a via oral é contra-indicada,
favorecendo, assim a absorção mais rápida. As
vias são:
• Sub cutânea
• Intra-dérmica
• Intra-muscular
• Intra-venosa
Para realizarmos este procedimento é
necessário entender sobre a graduação das
seringas disponíveis universalmente e os
tamanhos e calibre das agulhas.
Seringas
• As seringas são graduadas e divididas em
mm 3 , sempre atentar-se para sua medida,
são elas:

• Seringa de 20 ml Para medicação EV e lavagem


de sonda gástrica ou entérica
• Seringa de 10 ml
• Seringa de 5 ml Para medicação IM
• Seringa de 3 ml
Para medicação SC
• Seringa de 1 ml = 100UI e ID
Seringas
Seringas
Seringas
Tipos de Agulhas
• Os componentes básicos da agulha são: o
canhão, a haste e o bisel.
• O canhão é a porção mais larga da agulha que
se fixa na seringa, a haste é a porção maior e
mais fina e o bisel é a abertura final na parte
distal da agulha.
• A escolha da agulha deve ser realizada
levando-se em consideração a via de
administração, o local a ser administrado, o
volume e a viscosidade do medicamento e o
próprio cliente, avaliando as condições da
musculatura, peso etc.

Agulhas
Agulhas
Técnica para o procedimento de
aspiração da medicação injetável
• - lavar as mãos antes do procedimento;
• - reunir o material necessário;
• - abrir a seringa na técnica:
• Para medicação ID seringa de 1ml,
• Para medicação SC seringa de 3ml ou
1ml,
• Para medicação IM seringa de 3 ou 5 ml
• Para medicação EV seringa de 10 ou 20
ml;
continuação da Técnica

• - proteger a seringa na sua embalagem;


• - abrir a agulha na técnica
• Para injeção ID 13/4,5 ou 13/4,0
• Para injeção SC 13/4,5 ou 13/4,0
• Para injeção IM 25/8, 30/8,
• Para injeção EV 30/7 ou 25/7;
• - encaixar o canhão da agulha na seringa
utilizando a técnica;
continuação da Técnica
• - usar agulha adequada para aspiração
40/10;
• - retire o ar da seringa empurrando o
êmbolo para o bico da mesma;
• - para continuar o procedimento proteja a
seringa na sua embalagem;
• - fazer a antissepsia com álcool a 70% no
frasco ampola e no gargalo da ampola;
continuação da Técnica
• - abrir à ampola envolvendo a mesma com
algodão para evitar acidente;
• - retire à capa de proteção da agulha
deixando-a sobre a embalagem da
seringa;
• - realize a aspiração da medicação, tendo
o devido cuidado para não contaminar o
material, caso isto aconteça despreze
tudo e inicie o procedimento novamente.
Administração Via
Intradermica (ID)
• A administração intradérmica (ID), de
medicações é empregada sobretudo para
fins diagnósticos, quando se testam
alergias ou tuberculose.
• Essa via resulta em pouca absorção
sistêmica, produz efeito principalmente
local. Ao realizar a técnica de aplicação
deve-se certificar de não injetar o
medicamento profundo, evitando
Iatrogênia na administração ID.

Administração Via
Subcutânea (SC)
• A administração via subcutânea (SC), é absorvido
lentamente a partir do tecido subcutâneo,
prolongando assim, seus efeitos. Essa via não
pode ser usada quando o cliente tem doença
vascular oclusiva e má perfusão, pois a circulação
periférica diminuída retarda a absorção da
medicação.
• É uma via utilizada com freqüência na aplicação
de medicamentos em tratamentos de longa
duração (Diabetes), em pós-operatórios na
profilaxia de ocorrências vasculares obstrutivas.
Material necessário para preparo do
medicamento e injeção ID e SC
• Bandeja contendo:
• - luva de procedimento,
• - Seringa de 1ml= 100UI,
• - Agulha para aspiração da medicação 25/6 ou
25/8
• - Medicação a ser aspirada
• - Agulha para aplicação da medicação 13/4,5 ou
14/4,0
• - bolas de algodão e álcool a 70%,
• O cálculo para medicações SC pode ser realizado
através da regra de três simples, veja a seguir:
Atenção
• O volume para diluição do medicamento pode
estar contido na ampola, pode ser determinado
na PM ou pode ser um volume de diluente
determinado por você, que deverá escolhê-lo
conforme a via de administração.
• ID = 0,5 ml
• SC = 0,5 ml no Máximo 2,0 ml
• IM = Deltóide (1ml), Glúteo, Ventroglúteo e
Vasto Lateral da Coxa (até 4ml),
• EV = Diluído em seringa de 10, 20 ml ou volume
para infusão continua.
Administração Via Intramuscular
(IM)
• A administração via intramuscular (IM), permite
que você injete o medicamento diretamente no
músculo em graus de profundidade variados.
Sendo usada para administrar suspensões
aquosas e soluções oleosas, garantindo sua
absorção a longo prazo.
• Devemos estar atento quanto à quantidade a ser
administrada no músculo, sendo que no deltoide
o volume máximo é de 1 ml, a região glútea,
vasto lateral da coxa pode suportar no máximo 4
ml, não podendo esquecer que este volume irá
depender da massa muscular do paciente.
Técnica de aplicação IM
Material necessário para preparo do
medicamento e injeção IM
• Bandeja contendo:
• - luva de procedimento,
• - Seringa de 3ml OU 5ML,
• - Agulha para aspiração da medicação 40/12
• - Medicação a ser aspirada
• - Agulha para aplicação da medicação 25/8 ou
30/8
• - bolas de algodão e álcool a 70%,
• O cálculo para medicações IM pode ser
realizado através da regra de três simples.
Administração Via Endovenosa (EV)
• A administração via endovenosa EV, permite a
aplicação de medicações diretamente na corrente
sanguínea através de uma veia. A administração
pode variar desde uma única dose até uma infusão
contínua.
• Como o medicamento ou a solução é absorvido
imediatamente a resposta do cliente também é
imediata. A biodisponibilidade instantânea
transforma a via EV, na primeira opção para
ministrar medicamentos durante uma emergência.
Como a absorção pela corrente sangüínea é
completa, grandes doses de substâncias podem
ser fornecidas em fluxo contínuo.
Locais mais indicados para punção
endovenosa
Região cefálica: Região dos MMSS:
• Utilizada com • Área em que encontramos
freqüência em vários locais disponíveis
para realizar a punção, tais
pediatria, quando
como:
não há possibilidade
• - veia cefálica acessória;
de realizar a punção
• - veia cefálica;
em regiões
• - veia basílica;
periféricas.
• - veia intermédia do
cotovelo;
• - veia intermédia do
antebraço.
Região do braço e dorso da
mão:
• Área em que encontramos veias
superficiais de fácil acesso, porém
atenção a punção de longa duração neste
local , pois podem limitar os movimentos.
• - veia basílica;
• - veia cefálica;
• - veias metacarpianas dorsais.
Material Necessário para punção
venosa
• Bandeja contendo:
• - luva de procedimento,
• - garrote,
• - bolas de algodão e álcool a 70%,
• - cateter periférico,
• - Adesivo para fixação do cateter.
Técnica para o procedimento da
punção periférica
• - lavar as mãos antes e após o procedimento,
• - reunir o material para punção,
• - explicar ao cliente o que será realizado,
• - deixar o cliente em posição confortável com a
área de punção apoiada,
• - escolher o local para punção, se possível
permitir que o cliente faça a escolha com você,
• - calçar as luvas de procedimento,
Continuação da Técnica
• - fazer antissepsia do local,
• - garrotear o local para melhor visualizar a veia,
• - após a punção realizar fixação adequada com
adesivo disponível,
• - identificar o adesivo com data, nome do realizador
do procedimento e hora, para controle de uma nova
punção ou para troca da fixação do cateter,
• - reunir o material e deixar o ambiente em ordem
• - realizar anotação de enfermagem do procedimento,
descrevendo local e intercorrências,
• O cálculo para medicações EV pode ser realizado
através da regra de três simples.
Acidentes que podem ocorrer
durante e após a punção periférica
• Não reencape as agulha após realizar o
procedimento, risco de auto contaminação,
• Atenção para não esquecer perfuro cortante
no leito ou no quarto do cliente, risco para o
cliente e para a equipe.
• Durante a administração das
medicações podem ocorrer alguns
acidentes relacionados à manutenção e
permanência do dispositivo venoso.
Acidentes que podem ocorrer durante e
após a punção periférica
• Extravasamento: ocorre através de uma infiltração
da medicação ou solução que esta sendo injetada,
causando à formação de edema, dor local, a
infusão deve ser interrompida.
• Obstrução: ocorre quando a infusão é
interrompida por algum motivo e o dispositivo fica
sem fluxo ou fechado durante muito tempo,
impedindo a infusão da solução.
• Flebite: ocorre uma inflamação na veia, após a
administração da medicação, o cliente apresenta
dor local, calor, edema e sensibilidade ao toque e
hiperemia (vermelhidão).
Tipos de Dispositivos Venosos
Periféricos
Dispositivo agulhado com aba:
• Este dispositivo é utilizado para terapia de
curta permanência;
Dispositivo agulhado para coleta
• Este dispositivo é utilizado para coleta de
sangue (sistema vácuo ).
Dispositivos venosos
Dispositivo de cateter sobre agulha
• Este dispositivo é utilizado em terapias de longo
prazo, podendo ser utilizado por um período de até
72 horas ou de acordo com o protocolo da
instituição, promovendo mais conforto e
comodidade para o cliente.
Dispositivo de duas ou três vias
Este dispositivo tem a finalidade de proporcionar
ao cliente a possibilidade de receber mais de uma
solução ao mesmo tempo sem que haja
necessidade de puncionar um outro acesso
venoso.
Aplicação de medicamentos em tecido
mucoso
Administração de medicação por via
sublingual
• As medicações administradas por via
sublingual promovem uma rápida
absorção da droga em curto espaço de
tempo, além de se dissolverem
rapidamente, deixando pouco resíduo na
boca.
Administração de medicação por via
sublingual (tecido-mucoso)
• Os medicamentos sublinguais seguem o mesmo
procedimento empregado para aqueles de via oral,
exceto que a medicação deve ser colocada sob a
língua.
• Neste procedimento solicita-se que o cliente abra a
boca e repouse a língua no palato; a seguir,
coloca-se o medicamento sob a língua (Em
comprimido ou gotas), o cliente deve permanecer
com o medicamento sob a língua, até a sua
absorção total.
• Neste período o cliente não deve conversar nem
ingerir líquido ou alimentos.
Outras vias
• Via ocular (tecido-mucoso)
• Via nasal (tecido-mucoso)
• Via otológica (tecido-mucoso)
• Via retal (tecido-mucoso)
• Via vaginal (tecido-mucoso)
• Via arterial (conduta médica)
• Via vesical (conduta médica)
Bibliografia

• Silva, M. T. Silva, S. R. L. P. T. Cálculo e Administração de Medicamentos


na Enfermagem. Editora Martinari, 2011, São Paulo.
• SKELLEY, E.G. Medicação e matemática na enfermagem. São Paulo:
EPU, 1977.
• GIONAINI, A M.M. Enfermagem: Cálculo e administração de
medicamentos. São Paulo: Legnar Informática & Editora,
• 1999.
• ASPERHEIM, M.K. Farmacologia para enfermagem. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1994.
• Administração de medicamentos / revisão técnica, Ivone Evangelista
Cabral. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2002.
• PHILLIPS, Lynn Dianne. Manual de terapia intravenosa. Porto Alegre:
ARTMED, 2001.
• Procedimentos e Protocolos / revisão técnica Elizabeth Archer... et al.;
revisão técnica Marléa Chagas Moreira e Sônia Regina de Souza. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
• Imagens:
https://www.google.com.br/search?hl=pt-
pt&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=659&q=seringa+de+20+ml&oq=seringa+de
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